A colheita e a pós-colheita do feijão são decisivas para manter a produtividade, a qualidade dos grãos e a rentabilidade do produtor. Como a cultura é sensível a danos mecânicos e perdas no final do ciclo, o manejo precisa ser planejado para que a operação ocorra no ponto correto de maturação.
A colheita deve começar no estádio R9, quando há amarelecimento das folhas, secagem do dossel e umidade dos grãos entre 14% e 16%. Fora dessa faixa aumentam os riscos: grãos muito secos quebram com facilidade, enquanto grãos úmidos favorecem aquecimento, fungos e pragas.
A regulagem das máquinas é essencial, sendo preferível a trilha axial por ser mais suave. Ajustes inadequados e velocidades elevadas podem causar perdas expressivas.
Na armazenagem, os grãos devem estar limpos e com umidade abaixo de 13% para reduzir problemas com fungos e insetos. Sacarias, big bags e silos são opções viáveis, desde que haja ventilação, higiene e monitoramento contínuo.