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Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial
Diagnóstico e Tratamento
Unimontes - Sistema de Bibliotecas
1 11
..000073914..
ROBERTO PRADO
Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ
Especialista em Radiologia Odontológica - UFRJ
Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial - UFRJ
Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial - UFRJ
Staffdo Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário Pedro Ernesto
Professor Adjunto de Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ
Professor Titular de Cirurgia Bucomaxilofacial - UNlGRANRIO
Coordenador do Curso de Aperfeiçoamento cm Cirurgia Oral - ABO-RJ
Membro da Sociedade Brasileira de Traumatismo Dentário
MARTHA ALAYDE ALCANTARA SALIM
Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ
Mestre em Patologia Bucodental - UFF
Professora de Cirurgia Bucomaxilofacial - UNIGRANRIO
Professora do Curso de Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral - ABO-RJ
Professora de Cirurgia Bucal I e II - UNIGRANRIO
Professora de Cirurgia Bucomaxilofacial t II e III - FAESA
Staffdo Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Getulio Vargas
2004
I
Conteúdo
1. Conceitos de Biossegurança em
Cirurgia Bucomaxilofacial, 1
Roberto Prado
Martha Salim
2. Avaliação Pré e
Pós-operatória, 33
Roberto Prado
Alexander Hohn
Maurício de Albuquerque
3. Diagnóstico por ltnagem, 53
Murillo Torres
Rafael Pereira de Mendonça
4. Princípios de Anestesia Local
na Prática Cirúrgica, 69
Roberto Prado
Martha Salim
5. Técnica Cirúrgica, 105
Martha Salim
Roberto Prado
6. Extração de Dentes
Irrompidos, 123
Martha Salim
Roberto Prado
7. Cirurgia para Extração e
Aproveitamento de Dentes
Inclusos, 151
Roberto Prado
Eduardo Luiz Ferreira Pinto
Martha Salim
8. Complicações em
Exodontias, 195
Roberto Prado
9. Traumatismo
Alvéolo-dentário, 209
Antônio Renato Lenzi
10. Cirurgia Pré-protética, 235
Alexander Hohn
XVIII Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
11. Infecções Odontogênicas, 259 16. Cirurgia dos Cistos
Martha Salim Odontogênicos, 365
Roberto Prado Renato Kobler Sampaio
Roberto Prado
12. Complicações
Bucossinusais, 285 17. Cirurgia das Glândulas
Martha Salim Salivares, 409
Renato Kobler Sampaio
13. Princípios de Diagnóstico Renata Lopes Sampaio
Martha Salim
Diferencial e Biópsia, 303
Martha Salim
18. Noções Básicas de Cirurgia
14. Hiperplasias Reacionais
Hospitalar, 433
Adriana Raymundo Bezerra
Inflamatórias,321
Renato Kobler Sampaio 19. Traumatologia
Renata Lopes Sampaio
Bucomaxilofacial, 445
Roberto Prado
Adriana Raymundo Bezerra
15. Cirurgia dos Tumores 20. Cirurgia Ortognática, 513
Odontogênicos, 343 Roberto Prado
Renato Kobler Sampaio Martha Salim
Roberto Prado
Martha Salim Índice Remissivo, 537

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1) A biossegurança surgiu no século XX para controlar riscos de novas tecnologias e é regulada por leis em vários países. 2) Foi criada no Brasil a CTNBio, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para assessorar o governo sobre biossegurança de organismos geneticamente modificados. 3) A CTNBio emite pareceres sobre liberação de OGMs e acompanha progressos científicos para garantir segurança do público e meio ambiente.

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Conceitos de Biossegurança
em Cirurgia Bucomaxilofacial
Roberto Prado • Marlha Salim I
INTRODUÇÃO
Os cirurgiões-dentistas e seus pacientes são expostos
diariamente a uma variedade de microorganismos
da flora bucal que possuem potencial para transmitir
doenças infecto-contagiosas, tais como viroses, he-
patite B, hepatite C, AIDS, herpes, entre outros. Esse
contágio na maioria das vezes é provocado por ae-
rossóis vindo principalmente da seringa tríplice e da
caneta de alta rotação, que contêm um número exa-
gerado de microorganismos do biofilme da cavidade
oral.
O emprego de medidas de controle da infecção
- como equipamentos de proteção individual (EPI),
esterilização do instrumental, desinfecção do equi-
pamento e do ambiente, antissepsia da cavidade oral
do paciente e outras medidas - podem prevenir e
impedir a transmissão desses mkroorganismos pa-
tógenos durante nossos procedimentos.
Foifeita uma revisão da literatura e uma análise
crítica dos diversos manuais e trabalhos existentes,
inclusive das sugestões propostas pela Secretaria de
Estado de Saúde e da Fiscalização Sanitária do Rio de
Janeiro.
Este capítulo, dessa forma, tem por objetivo de-
terminar princípios básicos de biossegurança na área
de odontologia, principalmente nas especialidades
cirúrgicas.
CONCEITUAÇÃO
Biossegurança pode ser definida como o conjunto de
ações voltadas para a prevenção, minimização ou
eliminação de riscos inerentes às atividades de pes-
quisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnolo-
gia e prestação de serviço, visando à saúde do ho-
mem, dos animais, à preservação do meio ambiente
e à qualidade dos resultados (CTbio/FioCruz).
A partir do momento em que o cirurgião-den-
tista atende e manipula seus pacientes com instru-
mentos e equipamentos no consultório ou em am-
biente cirúrgico, existe a possibilidade da contami-
nação. Portanto, todo o profissional, bem como o
pessoal auxiliar, deve estar informado e treinado
para empregar as técnicas e os procedimentos que
visam ao respeito pela chamada cadeia asséptica e à
bioproteção.
1
2 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
Terminologia Utilizada em Biossegurança
Anti-sepsia
Procedimento que tem como objetivo o conh·ole do
número de microorganismos e, conseqüentemente,
da infecção, a partir do uso de substâncias bacterici-
das ou bacteriostáticas em tecidos vivos, como, por
exemplo, pele ou mucosa.
Artigos
hlstrumentos que podem servir como veículo de con-
taminação.
Artigos Críticos
São aqueles que rompem barreiras naturais através
da penetração na pele ou em m.ucosas (p. ex., agu-
lhas, lâminas de bisturi, entre outros). São instru-
mentos que obrigatoriamente devem estar estéreis
ou serem de uso único (descartáveis)
Artigos Descartáveis
São aqueles que perdem suas características originais
e devem ser descartados.
Artigos Semicríticos
São aqueles que entram em contato com mucosas ín-
tegras e exigem, pelo menos, severa desiJúecção (es-
pátulas, afastadores etc.).
Assepsia
Esta palavra temsua origem na língua grega: n=não,
sepsis =putrefação. Portanto, defini-se assepsia como
sendo o conjunto de medidas utilizadas para promo-
ver a destruição completa de microorganismos pre-
sentes nos instrumentais ou materiais.
Barreiras
Meio físico utilizado como forma de impedir ou difi-
cultar a contaminação de um indivíduo a outro.
Biofilme
Camada de microorganismos vivos aderidos a uma
superfície, como, por exemplo, a placa bacteriana e o
biofilme das mangueiras do equipo odontológico.
Descontaminação
Processo que tem por objetivo a redução, sem a eli-
minação completa, dos microorganismos que se en-
contram sobre o inslTumental ou superfícies com
presença de matéria orgânica, tornando-os mais se-
guros para serem manipulados.
Degermação
Tipo de antissepsia que consiste na rem.oção ou re-
dução de microorganismo existente na pele, detritos,
impurezas e sujidade, seja por meio de limpeza me-
cânica com sabões, detergentes e escovagens ou por
agentes quí1
Jücos antissépticos.
Desinfecção
É a destruição de alguns microorganismos patóge-
nos, não necessariamente eliminando os esporos. A
desinfecção é ap!icada nos pisos, paredes, superfíci-
es dos equipamentos, móveis hospitalares e utensíli-
os sanitários. A desinfecção é dividida em três níveis:
alto, intermediário e baixo.
Nível Alto
Significa a remoção de todos os vírus, bactérias vege-
tativas e da maioria, mas não de todos, os esporos
fúngicos ou bacterianos.
Nível Intermediário
Significa a eliminação de todas asbactérias patogêni-
cas vegetativas, inclusive o M. tuberculosis, mas não
necessariamente de todos os vírus, uma vez que os
pequenos vírus e os não envelopados são mais resis-
tentes à desinfecção.
Nível Baixo
Significa a eliminação da maioria das bactérias pato-
gênicas.
Desinfestação
Éa exterminação de insetos, roedores e ouh·os (macro-
organismos) que possam transmitir doenças ao ho-
mem, a outros animais ou infestar o meio ambiente.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 3
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
EPI
Equipamento de proteção individual (protetores ocula-
res, máscaras, luvas, gorros, capotes cirúrgicos, sapa-
tilhas).
Esterilização
É a eliminação total dos microorganismos, destrui-
ção dos esporos e vírus. A esterilização é a técni-
ca utilizada nos instrumentos e aparatos cirúrgicos.
Pode ser obtida por processos físicos ou químicos
e elimina microorganismos na forma vegetativa e
esporulada.
Infecção
Processo de invasão de microorganismos no hospe-
deiro, que pode apresentar ou não a doença manifes-
tada. Esses microorganismos podem ser da flora do
hospedeiro (infecção endógena) ou estranhos à sua
flora (microorganismos exógenos).
Infecção Cruzada
É uma forma de infecção cm que o agente infeccioso
é transmitido de um paciente a outro por meio das
mãos dos dentistas ou de sua equipe, ou ainda pelo
equipamento e ou instrumental contaminados.
Infecção Direta
Forma de infecção em que o agente infeccioso é tTans-
mitido pelo profissional de saúde ou pela sua equipe
ao paciente, ou do paciente para os profissionais da
saúde. Esta transmissão é feita por intermédio das
mãos ou por instrumentos contaminados ou medi-
ante secreções orgânicas do paciente.
Procedimentos Críticos
Todo o procedimento clínico em que há a presença
de sangue, pus ou qualquer matéria contaminada
pela perda de continuidade do tecido.
ProcedimentosSemicríticos
São aqueles em que existe a presença de secreção
orgânica e não ocorra perda de continuidade dos
tecidos.
Sanificação
É a redução do número de germes a um nível julgado
isento de perigo.Sua aplicação é realizada cmobjetos,
dependências hospitalares, refeitórios e lavanderias.
Sépsis
É o colapso dos tecidos vivos pela ação de microor-
ganismos. A simples presença de microorganismos
não caracteriza um estado séptico.
Virulência
É a cap~cidade patogênica de um microorganismo.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO DA EQUIPE
ODONTOLÓGICA
O controle da infecção no consultório odontológico
deve ser realizado por meio de wn conjunto de me-
didas em que os objetivos principais são a prevenção
e a proteção da equipe e do paciente contra as doen-
ças infecto-contagiosas.
Essas medidas incluem desde a anamnese, equi-
pamentos de proteção individual (EPI), procedimen-
tos de lavagem das mãos, calçamento de luvas, até as
medidas de desinfecção e esterilização do material.
A seguu· descreveremos essas medidas:
Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
Os equipamentos de proteção individual são medidas
físicas que visam à proteção da equipe odontológica e
do paciente. Esses equipru11entos incluem: luvas, más-
caras, gorros, óculos, jaleco, capotes cirúrgicos, sapa-
tilhas (propés).
Luvas
As luvas constituem uma das barreiras mais impor-
tru1tes na proteção do profissional e da equipe auxi-
liar. Elas impedem o contato direto das mãos desnu-
das com a saliva, sangue ou membranas mucosas,
evitando a retenção dessas substâncias e também a
contaminação por microorganismos. São barreiras
que impedem a contaminação do cirurgião e tam-
bém evitam a contaminação do paciente por meio
das mãos do cirurgião, bem como protege as mãos
do cirurgião nos trabalhos laboratoriais.
4 c ,rurg,a Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
O uso de luvas é obrigatório, tanto em pn.x-edi-
mentos odontológicos clmicos e cirúrgicos como nos
laboratoriais.
As luvas de atendimento clínico são barreiras
que e.levem ser dispensadas a cada uso, isto é, são de
uso unico e individual para cada paciente. Deve-c:;e
o~en·ar também que a resistência das luvas irá de-
pender diretamente do tempo de U'>O e isto poderá
causar acidentes, pois, com a diminuiçáo da resistência
das luvas, a possibilidade de ocorrerem perfurações
aumentará. Então, é indicado que em cirurgias exten-
sas e de duração longa devemos trocar élS luvas. Estes
dados poderão ser observados nos Quadros 1-1 a 1--L
O uso de lm·as não dispensa a dcgcrmaçào das
mãos previamente. Este último procedimento c:erYe
para diminuir a contagem bacteriana sob as lm·as.
Quadro 1-1. Utilização de luvas
Luvas de borracha "grossa·ou comerciais
Luvas de procedimentos semicnticos (luvas não·estéreis:
Luvas de procedimentos críticos (luvas cirúrgicas estéreis)
Gu,maraes J, 2001.
Tipos de luvas
Utilizadas principalmente durante a limpeza dos instrumentos e
materiais contaminados e na desinfecção do consultório
Usadas em procedilll<!ntos semicntícos,em que não há invasão do
sistema vascular.e nao produzem feridas.sangramentos etc.
São luvas utilizadas em procedimentos invasivos, como as cirurgias
Quadro 1-2. Variedade de luvas e suas indicações
Tipos de luvas e diversos materiais
Para uso nos pacientes
Wtex (com ou sem navolizantes e/ou polvilhamento)
Látex com menos proteínas
Copolímeros sintéticos
Neoprene
Vinil
Estireno
Estireno-butadieno
Guomaraes J.2001.
Quadro 1-3.Outros elementos para assepsia
Para outros serviços
(limpeza e manuseio de instrumentos,
equipamentos, pisos, móveis, lixeiras,etc.)
Algodão
Copolímeros
Látex espesso
Nitrilo
Plásticos
Termorresistentes
Nilo-estéreis
Cirurgicas estéreis.luvas de procedimentos ou exames
Cirúrgicas estéreis
Cirúrgicas estéreis, luvas de prncedimentos ou exame
Cirúrgicas estéreis
Luvas de procedimentos ou exames (utilizadas como sobreluvas)
Podem ser encontradas estéreis
Cirúrgicas estéreis
Luvas de procedimentos ou exame
Quadro 1-4.Durabilidade de uso das luvas
Perfurações em luvas de látex para
cirurgia de acordo com horas de uso
Horas de uso luvas furadas Luvas sem furos
0-1 2 20
1·2 6 30
2·3 15 33
3-4 9 15
4-5 4 4
Gu,mar~es J. 2001.

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O documento discute biossegurança em ambientes de pesquisa e saúde. Ele define biossegurança e descreve os principais riscos biológicos, como bactérias, fungos e vírus. Também aborda acidentes com material biológico, formas de exposição, transmissão de HIV, hepatite B e C e a legislação brasileira sobre biossegurança.

Máscaras
O uso de máscaras é uma barreira para proteção das
vias aéreas superiores evitando o contato com pe-
quenas partículas no ar e aerossóis.
Os cirurgiões-dentistas apresentam mais infec-
ções respiratórias q1..1
e a população em geral, dessa
forma o uso de máscara durante os procedimentos é
imprescindível. Toda pessoa que entre em áreas se-
1ni-restritas e restritas, como centro cirúrgico, em que
tenhamos material estéril exposto, deve usar másca-
ras, isto também incluiprocedimentos no consultório.
A máscara facial deve promover conforto e boa
adaptação, não irritar a pele, não embaçar o protetor
ocular, e não devemos pendurá-la ao pescoço, pois é
um material contaminado.
Muitos profissionais acreditam que as másca-
ras podem ser usadas até que se rompam, mas essa
é uma idéia errada, pois ela representa uma barrei-
ra que encontra-se contaminada após o uso. Admi-
te-se que ela deva ser trocada no máximo a cada duas
horas de uso no mesmo paciente e, imediatamente,
entre um paciente e outro, ou sempre que esta ficar
úmida, pois a umidade irá facilitar a penetração de
bactérias.
As máscaras mais recomendadas são as que têm
99,97% de eficiência contra particulas de 0,3mm. Exis-
tem vários materiais utilizados para fabricação das
máscaras e estes irão variar em relação à sua capaci-
dade de filtração. Um estudo clássico de Micik e cols.
sobre a eficiência da máscara como medida de prote-
ção individual mostrou os resultados explicitados no
Quadro 1-5.
Fig. 1·1A. Posicionamento de gorro, óculos de pro-
teção e máscara. 8. Observar o uso de óculos com
total vedamento lateral e máscara com maior ca-
pacidade de filtração.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 5
Quadro 1-5. Capacidade de proteção
das máscaras segundo Micik e cols.
Material utilizado Capacidade de filtração
Fibra de vidro 99%
Fibra sintética 99%
Algodão (tecido) 18a 50%
Papel 32%
Espuma 14%
Dessa forma, ao comprarmos máscaras, deve-
mos ter cuidado principaImente com o material de
que são féitas, devido à sua eficiência de filtração
e também à boa adaptação à face para que não cau-
se incômodo durante os procedimentos (Fig. 1-1A
e B).
Gorros
O gorro é uma medida de proteção individual tanto
do profissional quanto do paciente. Os cabelos são
grandes fontes de contaminação, pois nestes pode-
mos encontrar microorganismos como o S. nureus,
além de macroorganismos (piolhos). Por isso todos
os profissionais e a equipe devem utilizar gorro du-
rante todos os procedimentos clínicos e cirúrgicos,
pois irá proteger da contaminação dos cabelos pelos
aerossóis e pelas partículas, impedindo também que
.fios caiam no campo operatório.
6 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
O gorro deve prender e envolver todo o cabelo,
sem deixar mechas pendentes; ao retirá-lo, deve ser
puxado pela parte central superior e descartado no
lixo contaminado, devendo ser trocado a cada aten-
dimento.
Sapatilhas (Propés)
O uso de sapatilhas tem sido uma questão polêmica
e sem muitas conclusões científicas. Alguns acham
que seu uso é indispensável, constituindo uma das
medidas mais apropriadas para o controle da trans-
missão de microorganismos entre diferentes ambi-
entes, no entanto, outros acham inútil e alegam como
ponto crítico o fato de os profissionais não lavarem
as mãos após sua colocação e remoção. Entretanto to-
das as pessoas que defendem seu uso afirmam que,
se utilizadas de maneira incorreta, podem intensifi-
car a transferência de microorganismos entre os dife-
rentes locais da clínica odontológica.
As sapatilhas nunca devem ser usadas fora do
cenlYo cirúrgico ou na área de atendimento do con-
sultório odontológico, devendo ser retiradas noves-
tiário e a lavagem das mãos após sua colocação e reti-
rada é imprescindível.
Óculos de Proteção
Os olhos são porta de entrada de vários microorga-
nismos e possuem uma vascularização relativamente
limitada que faci lita a sua infecção. Os óculos de pro-
teção são o melhor meio de proteger o globo ocular
contra partículas que porventura possam lesá-lo ou
causar algum tipo de infecção. É espantoso que al-
gw1s profissionais ainda não façam uso de óculos
mesmo diante dos índices de infecção ocular altíssi-
mos entre os cirurgiões-dentistas.
Devem ser usados por todos os membros da
equipe, inclusive pelo paciente, que na maioria das
vezes encontra-se cm decúbito dorsal, propiciando
a introdução de gotículas de aerossóis e até mesmo
facilita~do a queda de instrumentos sobre o globo
ocular.
Os óculos de proteção deverão ser os mais fe-
chados possíveis e de boa qualidade óptica. Éimpor-
tante que após o atendimento ao paciente os óculos
sejam lavados com sabão líquido e soluções deter-
gentes e anti-sépticas, e, então, limpos e secos com
papel-toalha·.
A seguir, no Quadro 1-6 estão enumeradas as
principais complicações oftalmológicas nos consul-
tórios.
Quadro 1-6. Principais complicações oftalmológicas nos consultórios
Injúrias Sintomatologia,complicações e Tratamento (excetuando os procedimentos de
Corpos estranhos na córnea,
abrasões e erosões recorrentes
Ulceração profunda e corpo
estranho retido
Queimadura física
Queimadura química
Guimarães, 2001.
conseqüências emergência, procurar sempre o oftalmologista)
Formação de cicatrizes
Defeitos na visão
Dor e outros sintomas
Fotofobia
Absenteísmo
Dor
Irritação
Descolamento de retina
Formação de catarata
Endoftalmite
Cegueira
Dor
Irritação
Lacrimejamento
Cicatriz permanente na córnea
Dor
Irritação
Lacrimejamento
Cicatriz permanente na córnea
Exame com fluoresceína
Remoção de corpo estranho
Curativo oclusivo
Repouso
Antibiótico
Anestésico tópico
Radiografia
Remoção do corpo estranho
Cirurgia
Curativo oclusivo
Antibióticos tópicos
Curativo oclusivo
Anestésico tópico
Antibióticos tópicos
Irritação imediata (5-1Omin)
Manutenção das pálpebras abertas
Anestésico tópico
Antibióticos tópicos
Jaleco
De preferência deve ter gola do tipo"gola de padre",
com mangas longas, punhos com elásticos e compri-
mento cobrindo os joelhos. Pode ser confeccionado
em pano tipo algodão ou polipropileno (descartá-
vel). Deve sersempre usado nos atendimentos odon-
tológicos. Retirar todas as vezes em que sair da sala
clínica e, ao transportá-lo, deverá estar em um saco
plástico fechado.
Não é necessáúo que esteja estéril para procedi-
mentos semicliticos, porém deve ser trocado diaria-
mente ou após contamü,ação. Os jalecos, quando mo-
lhados ou contaminados por secreções como saliva e
sangue, devem ser h·ocados imediatamente, pois au-
mentam a possibilidade de contaminação, facilitando
a passagem de microorganismos.
Capote Cirúrgico
O capote cirúrgico é parte do uniforme empregado
para a realização de procedimentos críticos. Deve ser
vestido sobre o uniforme (conjunto de calça e blusa
não-estéril) ao entrar no centro cirúrgico ou em clíni-
cas odontológicas que possuam esta estrutura. O ca-
pote cirúrgico deve estar estéril e ser trocado a cada
procedimento cirúrgico, deverá ser de manga longa,
com punhos elásticos,"gola padre" e ter comprimen-
to até os joelhos; também não deverá possuir abertura
anterior ou botões. Pode ser de material descartável
(polipropileno) ou algodão, sendo que os capotes em
Fig. 1·2. Posicionamen-
to de gorro, óculos de
proteção e máscara. As
mãos devem estar posi-
cionadas superiormen-
te após o calçamento
das luvas. Uso de ca-
pote e gorro em mate-
rial descartável (polipro-
pileno).
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 7
algodão deverão receber cuidados especiais no pro-
cessamento de lavagem para nova esterilização.
O capote cirúrgico é vestido após o profissional
estar devidamente paramentado com óculos de pro-
teção, gorro e máscara e ter realizado previamente a
degennação das mãos. Após a colocação do capote
cirúrgico as luvas cirúrgicas devem ser calçadas de
forma a cobrir o punho do capote. Os passos para a
colocação do capote serão descritos posteriormente
(Figs. 1-2 e 1-3).
Campos Cirúrgicos de Mesa
São coberturas de materiais esterilizáveis que deve-
rão ser utilizadas em superfícies passiveis de conta-
minação. Poderão ser confeccionadas de tecidos des-
cartáveis ou não e deverão ser impermeáveis ou de
dupla camada, evitando o contato com a superfície
caso o campo seja molhado e evitar gue insh·umentos
perfurocortantes acidentalmente perfurem o campo
e toquem na mesa. Geralmente devem exceder cm
30cm o tamanho da mesa nas laterais (Fig. 1-4).
Campos para o Paciente
O campo confeccionado para o paciente poderá ser
um campo simples, cobrindo o tórax do paciente
ou um campo tipo fenestrado, de tamanho que
cubra toda a cabeça do paciente, excedendo em30cm
a lateral da cadeira odontológica. Apresenta aproxi-
Fig. 1-3. Profissio·
nal EPI completo
para procedimento
cirúrgico. Uso de
capote e gorro em
algodão (material
não descartável).
Clínica Odontoló·
gica ela FAESA.
8 Cirurgia Bucomaxilofacial - D1agnóst,co e Tratamento
madamcnte 1 metro de largura por 1,5 metro de com-
primento (Fig. 1-1).
À .
íig. 1-4. Campo cirúrgico mont.:ido. Clínica Odontológira cl,,
.ESA.
Campo Protetor da Caneta de Alta Rotação
Campo utilizado para cobrir a mangueira da taneta
de alta rotação. Aprcsenta-~e com 0,5 metro de com-
primento e 5cm de diâmetro, possuindo elástico em
urna das pontas para prender na caneta de alta rota-
ção, e'itando a contaminação da bandeja cirúrgica
com a mangueira nào-e~téril.
PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO
DAS MÃOS
A la, agem das mâos é uma das principais medidas
para o controle da infecção cruzada no corn,ultório e
deve ser realizada antes e após o conlalo com o paci-
ente, instrumental e artigos contaminados. Tem por
finalidade reduzir a flora bacteriana das mãos a um
nível aceit,h'el, e esse procedimento de,·e ser realiza-
do por toda a equipe. A simples lavagem das mãos é
capaz de n•du7ir em 80°{, as infecções cruzadas, re-
moH•ndo boa parte da sua microflora. :-.lo entanto,
existe todo um protocolo a ser ..eguido para a lava-
gem das mãos e essa higicnização podt•rá ser realú:a-
da com auxílio de escovas ou não.
A técnica de lavagem das mãos pode ser reali-
zada com sabão comum, sabão degermante ou an-
ti-sépticos, todos sempre na forma líquida, visando a
reduzir a flora bacteriana residente, assim como rc-
mo,·er oleosidade, sujeiras, p01os e células dcscama-
ti, as.
Antes de qualquer lavagem das mãos de, e-se
remover anéis, pulseirc1s, relógios ou qualquer tipo
de adorno. Quando houver ferimentos, estes deve-
rão ser cobertos com curati, os impermeáveis e o
profr,sional deve utilizar lu'aS duplas.
Técnica Básica de lavagem das Mãos
fa.ta técnica de,·erá ser realinda antes de procedi-
mentos semicnticos e como técnica inici,,1 da lava-
gem das mãos para procedimentos críticos. O pro-
cesso deverá ser realizado nn seguinte seqüência:
1. Primeiramente retirar todos o~ adornos (aneis,
pulseiras, relógios).
2. Posicionar-M~, próximo à pia, de forma confor-
tável.
3. Não tocar na pia com o (Orpo, pois esta se apre-
senta contaminada e poderá molhar a roupa, fa-
cilitando a contaminação (Fig. 1-5).
4. Abrir a torneira com a mão dominante, com o
cotovelo ou, em rnsos de circuito elétrico, acio-
ná-la com o pé (Fig. 1-6).
5. Uml•tlecer mãos e antebraços cm água corrente
e, de preferência, morna (facilila a remoção das
impurezas, pois abre os poros) (Fig. 1 7).
6. Colocar quantidade suficiente de sabao líquido
na palma dc1 mão e espalhar pelas mãos e ante-
braços.
7. Friccionar uma palma da mão contra a outra e
também fnccionar o dorso da mão.
8 Abnr os dedos e friccionar os de uma das mãos
de contra os da outra, higiernzando as regiões
interdigitais.
9. friccionar as pontas dos dedos de uma das mãos
na palma da mão opost,1
10. Dobrar os dedos e friccionar a região articular
contra a palma da mão oposta.
11. Friccionar a região lateral da mão de contra a da
opo..,ta.
12. Finalmente friccionar o polegar e !>u,1 região in-
terd igital na mão opostn fechada.
13. Enxnguar as mãos em agua corrente, e repelir o
prcxedimento.
14. Finalmente enxugar as mãos com papel-toalha
descartável ou comprcssn.

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15. Fechar a torneira com o cotovelo ou, em casos de
torneiras convencionais, fechar com auxílio de
toalha descartável.
O tempo de fricção das mãos não deve ser infe-
rior a 30 segundos.
Técnica de Degermação das M ãos para
Procedimentos Críticos
Esta técnica possui a mesma seqüência da técnica bá-
sica de lavagem das mãos, no entanto, em vez de
sabão comum líquido, utilizamos soluções deger-
mantes eescova plástica estéril, para as unhas. Asso-
luções aplicadas mais comumente são: polivinilpir-
rolidona a 10% (lodo dcgcrmante) e, cm casos de
pessoas alérgicas a iodo, podemos usar clorexidina
degermante a 4% com clorexidina alcoóliCé:i. O tempo
de higienização das mãos não deverá ser inferior a 5
minutos. A seguir, a descrição da técnica:
l . Primeiramente retirar todos os adornos (anéis,
pulseiras, relógios).
2. Posicionar-se próximo à pia, de forma confortá-
vel.
3. Não tocar na pia com o corpo, pois esta apresen-
ta-se contaminada e poderá molhar a roupa, fa-
cilitando a contaminação (Fig. 1-5).
1
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 9
4. Abrir a torneira com a mão dominante, com o
cotovelo ou, em casos de circuito eléh·ico, acio-
ná-la com o pé (Fig. 1-6).
5. Umedecer as mãos e os antebraços em água cor-
rente e morna (facilita a remoção das impurezas,
pois abre os poros) (Fig. 1-7).
6. Colocar quantidade suficiente de solução dcgcr-
mantc na palma da mão e espalhá-la pelas mãos
e antebraços (Fig. 1-8).
Fig. 1-6. Pedal elétrico da torneira. Observar comandos para saída
de água, sabão detergente e anti-séptico.
Fig. 1-7. Umidificar mãos e antebraços para o início da higieniza.
Fig. 1-5. Pias para escovação. Clínica Odontológica da FAESA. ção.
1O Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
Fig. 1-8. Colocar solução degermante e espalhar em mãos e ante-
braços.
7. Friccionar uma palma da mão de contra a outra e
também o dorso da mão e o antebraço (Fig. 1-9).
8. Abrir os dedos e friccionar os de uma das mãos
de contra os da outra, higienizando as regiões
interdigitais (Fig. 1-10).
9. Friccionar as pontas dos dedos de uma das mãos
na palma da mão oposta (Fig. 1-11).
10. Dobrar os dedos e friccionar a região articular
contra a palma da outra mão.
11. Friccionar a região lateral da mão de contra a da
oposta (Fig 1-12).
12. Friccionar o polegar e sua região interdigital na
mão oposta fechada (Fig. 1-13).
Fig. 1-9A. Friccionar a palma das mãos. B. Friccionar o dorso das mãos. C. Friccionar as mãos contra o antebraço em movimentos circula-
res, do punho em direção ao cotovelo.
Fig. 1-10. Higienização das regiões interdigitais dos dedos.
Fig. 1-11. Friccionar as pontas dosdedos de uma das mãos sobre a
palma da mJo oposta.
Fig. 1·12. Friccionar aregi.lo lateral da mJo con·
tra a palma da m.io oposta.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 11
Fig. 1-13. Friccionar o polegar e:a região interdi·
gital.
Fig. 1-14. Embalagem da escova
plástica estéril.
13. Escovar as unhas com auxílio de escova plástica
estéril e solução degermante por 1 minuto (Figs.
1-14 a 1-16).
14. Enxaguar as mãos e antebraços em água corren-
te, e repetir o procedimento. A posição das mãos
deve estar superior aos antebraços (Fig. 1-17).
15. finalmente, enxugar as mãos com compressa es-
téril, sempre no sentido da mão para o antebraço
(Fig. 1-18).
J6. Fechar a torneira com o cotovelo ou, nos casos
de circuito elétrico, ela fechar-se-á automatica-
mente.
Fig. 1-15. Escova plástica estéril e espátula para unhas.
Fig. 1-16. Escovação das unhas.
Fig. 1-1 7. Enxágüe das mãos e antebraços. Este deve ser realizado
sempre no sentido mão-antebraço.
12 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
Fig. 1-18. Secagem das mãos com compressa estéril.
17. Vestir o capote estéril e calçar a luva cirúrgica es-
téril de acordo com a técnica que será descrita
1nais adiante.
Técnica de Lavagem das Mãos com Escova
A utilização de escovas para higienização das mãos é
muito empregada em ambientes cirúrgicos É reali-
zada com escovas plásticas estéreis descartáveis, em-
baladas individualmente e embebidas em soluções
degermantes como polivinilpirrolidona a 10% ou clo-
rexidina a 4% (Figs.1-14 e 1-15). O tempo de escova-
ção deve ser de no mínimo cinco minutos para cada
mão. Devemos sempre iniciar pela mão dominante,
isto é, a mão que escrevemos, pois é observado que
quando iniciamos pela mão não-dominante tende-
mos, mesmo contra a vontade, higienizar menos a
mão dominante. Alguns profissionais contra-indicam
a utilização de escovas pelo risco de microabrasões
superficiais da pele, possibilitando uma via de conta-
minação, além de possuírem um custo mais elevado.
O processo deve ser realizado na seguinte seqüência:
Antes de Iniciar a Escovação Propriamente
Dita
1. Retirar todos os adornos (anel, pulseira, relógio).
2. Molhar dos dedos até as pregas de flexão dos an-
tebraços e cotovelos (ver Fig. 1-7).
3. Ensaboar demoradamente as citadas regiões.
4. Lavar, retirando todo o sabão, mantendo sem-
pre os antebraços cm posição elevada (nunca
abaixo da horizontal), pois evitará que a água
dos cotovelos escorra para as mãos.
Após Esse Procedimento Iniciar a Escovação
Propriamente Dita
1. Abrir o pacote da escova descartável e segu-
rá-la em uma das metades (não contaminar a
outra metade que servirá para escovação da outra
mão).
2. Umeclecer novamente todo o antebraço, usando
água :morna, pois os poros dilatados pela ação
do calor facilitam a dcgermação.
3. Espalhar o sabão pelas mãos.
4. Iniciar a escovação pela mão dominante.
5. Escovar todas as unl1as dessa mão, contando
mentalmente 50 vezes (não muito violenta). Os
movimentos são de vaivém (Fig. 1-16).
6. A palma dessa mesma mão será escovada em
toda sua extensão, desde as pontas dos dedos
até a prega do punho (Fig.1-20).
7. Iniciar pelo dedo mí.nimo, indo até ao polegar.
8. Todos os dedos serão escovados, nas faces pai-
mares e dos lados (Fig. 1-21).
9. Todas as regiões mencionadas receberão cerca
de 25 escovadelas cada uma.
10. O dorso da mesma mão será escovado, dando-se
especial atenção aos sulcos interdigitais, faces
dorsais dos dedos e, novamente, pregas supra-
ungueais (cutículas) (Fig. 1-19).
11. Escovar a face anterior do antebraço, desde o
punho até a prega de flexão do braço, em movi-
mentos de vaivém; depois, as bordas laterais e o
dorso do antebraço (Fig. 1-22).
12. Mudar a escova para a mão dominante, segu-
rando na ouh·a metade e iniciar a escovação da
mão não-dominante na mesma seqüência.
13. Após terminar a escovação, soltar a escova no
recipiente (Fig. 1-23).
14. Enxaguar minuciosamente dedos, mão e ante-
braço, retirando todo o sabão. Manter sempre os
antebraços elevados, para evitar que a água das
vizinhanças do cotovelo (contaminada) escorra
para as mãos (Fig. 1-24).

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Fig. 1-19. Higienização utilizando escova em todas as etapas.
Escovação do dorso da mão sempre realizada no sentido mão-an-
tebraço.
Fig. 1-20. Escovação da palma da mão sempre realizada no senti-
do mão-antebraço.
Fig. 1-21. Escovação dos dedos e região interdigitais.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 13
Fig. 1-22. Es,<:ovação do antebraço.
Fig. 1-23. Higienização completa das mãos e antebraço.
Fig. 1-24. Enxágüc das mãos.
14 C·rurg,a Bucomax lofacial - Diagnóslrco e Tratamento
15. Ao terminar, fechar a torneira com o cotovelo
ou, nos casos de cirrnito elétrico, ela fechar-se-á
automalicamentc.
16. Enxugar ai- mãos com compressa estéril e seguir
para a colocação do capote cirurgico e o calça-
mento das luvas e'>téreis (Fig. 1-18).
COMO VESTIR O CAPOTE CIRÚRGICO
O capote cirúrgico deve ser vestido após a dcgcr-
rnação das mãos. É importante lembrar que o pro-
fis,;ional já deverá estar com a máscara, os óculo:., de
proteção e o gorro previamente colocados antes da
dcgermação das mãos.
Com o máximo de cuidado, sem tocar em nada
(mesa, outros capotes, instrumentos), pegar o capote
Fig. 1-25A. Vt>,hmenta do capote. lnicidí •,egurando pela p.1rte in-
l('f'na da gola B. De<dobrar IPntamente sf'm enco,1ar no re,tante
do capote.
pela gola, com o indicador e o polegar, e le'antá-lo,
sem encostar cm nada (Fig. 1-25A).
Com outros dois dedos da mão ainda seguran-
do pela gola do capote cirúrgico, dislendê-lo e, pela
ação da gravidade, este irá desdobrar-se, devendo
permanecer o lado interno do capote voltado para o
profissional (fig. 1-2.58). Lm nenhum momento de-
ve-se tocar na face externa do capote drurgico, "º-
mente a parte interna da gola deve ser considerada
contaminada. /. seguir, de'e-se introdu.rir o braço
na manga do lado corre'>pondente. Uma vez intro-
duzidos os braços o mais profundamente possível
nas mangas do capote, aguardar que a assistente de
sala o puxe pela gola, permilindo acomodar melhor
o braço e introdu.,ir as m,'los ainda <;cm luvas (fig.
1-27)
.pós puxar o capote pela gola, o auxiliar amar-
ra o cadarço exbtente na parte po~tcrior do capote
localizado atr,s do pescoço (Fig. 1-27).
Em seguitfo, o cirurgiào calça a luva estéril (o'>
passos serão descrilos a seguir) e apresenta os cadar-
ços existentes na cintura do capote para o auxiliar,
que os amarra na cintura (Figs. 1-28 e 1-29). A partir
Fig. 1-26. Levantar o capote e deixar que se desdobre compl<'t.l-
mentP Centro C1rúrg1co da UFRJ.
Fig. 1·27. O auxiliar amarra a parte superior da gola. Toda a parte
posterior do capote cirúrgico é considerada contaminada. Centro
Cirúrgico da UFRJ.
Fig.1-28. O cirurgião calça a luva de acordo com a técnica correta.
Fig. 1-29. O auxiliar amarra a alça da cintura do capote cirúrgico.
Centro Cirúrgico da UFRJ.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 15
desse momento o cirurgião deve posicionar-se de
modo a evitar contato com qualquer pessoa ou ob-
jeto contaminado. As mãos deverão estar sempre
acima da cintura. Emmuitos capotes temos bolsas na
região anterior do tórax, ideais para a acomodação
das mãos enluvadas.
CALÇAMENTO DAS LUVAS CIRÚRGICAS
O calçamento das luvas cirúrgicas deverá ser feito
após a degermação cirúrgica das mãos e a colocação
do avental estéril, como já descritas. A técnica, des-
crita a seguir, deverá ser empregada nos casos de cal-
çamento çle luvas cirúrgicas estéreis para procedi-
mentos críticos.
1. O auxiliar deve abrir a embalagem da luva pelas
abas e dispensar o envelope interno sobre a me-
sa, que deve estar coberta com campo estéril.
ESQUERDA
1
B
Fig. 1·30A e B. Luva cirúrgica estéril.
16 Cirurgia Bucomax1lofacíal - o,agnóstico e Tratamento
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
2. O cirurgião deve desembalar as luvas cuidado-
samente, de forma a não tocar sua face externa
(Fig. 1-30).
3. Pega-se uma das lu,·as pelo punho, com a aba do-
br,,da pelo lado externo, que é calçada pela mão
oposta, estando a palma voltada para cima (Fig.
1-31).
4. Em seguida pega-se a outra luva com a aba do-
brada pelo lado interno, com a mão que já estáen-
lU·ada, e calça-se a outra mao (Fig..,. 1-32 a 1-3-l).
5. Após se calçarem as duas lm·as, ajustam--.e as
mãos, iniciando-se pelos dedos e depois cobrin-
tlo-se o punho do aventalcom a luva (Fig. 1
-35).
6. tanter a-. mãos elevadas, sem tocar cm nada
que não sc1a estéril (Yer Fi~s. 1-2 e 1-3).
Fig. 1·31. Pega-sp uma dd~ luvas pelo punho, dbd dobrad.i 110 lado
e:..IC'rno, que é calçada pela mào opo~ta estando a palma da mão
vohada para cimd.
Fig. 1-32. Em seguida, pegd·Se a outra luva, aba dobradd no lado
interno, com a mão já com a luva e calça-se a outra mào.
Fig. 1-33. Ca_tçamc·nlo da lua cirúrgica.
Fig. 1-34. Calçamen10 da luvd (irúrgic.i.
Fig. 1·35. Após se calçarem as duas luvas, ajustam-,e as mJo, 1ni-
cia11do-,e pelos dcdo5 e depois cobrindo-se o punho do avental
c-om a luv.i.

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physical therapycontrole de infecçãoaula
PREPARO DO PACIENTE
O preparo do paciente compreende a colocação dos
equipamentos para sua proteção e o preparo de sua
pele e boca pelos processos de anti-sepsia e profila-
xia.
Equipamentos de Proteção do Paciente
Oequipamento de proteção do paciente já foi descri-
to quando relatamos os equipamentos de proteção
individual (EPl), o que inclui óculos de proteção,
touca e campos estéreis.
Anti-sepsia do Paciente
A anti-sepsia do paciente será dividida conforme o
procedimento a ser realizado. Para procedimentos
semicríticos podemos apenas realizar o preparo da
cavidade oral do paciente. E, em casos de procedi-
mentos críticos, o preparo extrabucal será exigido.
Preparo da Boca
O preparo da boca tem por objetivo a redução da car-
ga microbiana dos aerossóis produzidos durante os
procedimentos. Deve-se iniciar por meio de escova-
ção dental ou profilaxia com substâncias anti-sép-
ticas. Este preparo deve ser feito por bochecho com
uma solução anti-séptica aquosa de polivinilpirroli-
dona (PVPl) a 10% ou de clorexidina a 0,12%. Após
esse procedimento, o paciente é coberto com os cam-
pos estéreis.
Preparo Extrabucal
Aanti-sepsia extrabucal da pele do paciente deve ser
feita com produtos anti-sépticos degermantes à base
de PVPT a 10% com veículo à base de eterlaurilsulfa-
to de sódio ou solução degermante à base de clorexi-
dina a 4%, seguida de aplicação de solução alcoólica
de clorexidina a 0,5%, com o auxílio de compressas
estéreis. O objetivo é diminuir a flora residente e
transitória da pele, evitando a possibilidade de con-
taminação da feridacirúrgica.O procedimento é rea-
Iizado da seguinte forma:
1. Remoção de resíduos e cosméticos pela lavagem
do rosto com água e sabão.
2. O auxiliar deve preparar a gaze montada (gazes
previamente esterilizadas presas cm pinças).
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 17
3. Gazes na mão oposta devem ficar presas entre os
dedos da mão.
4. A gaze montada é embebida com solução deger-
mante.
5. Delimita-se o campo para degermação (em ci-
rurgia oral o limite é abaixo dos olhos até a altu-
ra da clavícula).
6. Movimentos circulares na região peribucal, sem
voltar com a mesma gaze nas porçõesjá pintadas.
7. Despreza-se tal gaze e coloca-se uma nova na
pinça.
8. Procede-se com a mesma manobra até cobrir
toda a área.
9. Limpa-se a região pintada comcompressaestéril.
Após todos esses procedimentos descritos, da-
remos, a partir de agora, atenção para os processos
de descontaminação e esterilização dos materiais e
superfícies, descrevendo as substâncias e os princi-
pais métodos empregados. ~
DESCONTAMINAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO
Descontaminação
o
:--,
i,,.
~
e,
;::;
....
o
2,
Após o atendimento, os intrumentais devem ser sub- i
metidos a um processo de descontaminação, poden-
do ser realizado de diversas formas, de acordo com
as normas publicadas pelo Ministério da Saúde em
1994.
a) Fricção manual com escovas ou esponjas, entre
outros, em substâncias específicas para esta fina-
lidade.
b) Pressão de jato de água com temperatura entre 60
a 90°C durante 15 minutos.
c) Imersão dos artigos em água em ebulição.
d) Autoclavagem prévia do instrumental ainda con-
taminado, sem o ciclo de secagem.
e) In,ersão completa do instrumental em solução
desinfectante, acompanhada ou não de fricção
com escova ou esponja.
Todos estes métodos advogados pelo Ministé-
rio da Saúde possuem vantagens e desvantagens,
devendo-se principalmente tomar cuidado em re-
lação aos métodos manuais, que podem causar
acidentes durante sua execução. Principalmente
para evitar estes riscos, pode-se utilizar esta des-
contaminação, imergindo todo o instrumental em
substâncias dcsinfcctantes, como glutaraldeído a
18 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
2% por 30 minutos ou, também, fenóis sintéticos,
pelo mesmo período. A descontaminação tam-
bém pode ser realizada com processo de pré-lava-
gem, utilizando-se para isto sabões enzimáticos
que visam à remoção da matéria orgânica. Não se
deve utilizar soluções de hipoclorito de sódio para
os instrumentais metálicos, pois provocam a cor-
rosão, além de apresentarema atividade diminuí-
da pela presença de 1natéria orgânica.
Pré-lavagem do Instrumental
O procedimento visa a facilitar a remoção de partí-
culas impregnadas na superfície do instrumental.
Este processo inicia-se com a lavagem do instru-
mental cm água corrente após sua remoção da etapa
prévia de descontaminação. Os instrumentais que
possuam articulação devem permanecer abertos du-
rante esta etapa.
A pré-lavagem podeser realizada com aparelho
de ultra-som ou processo manual.
Aparelho de Ultra-som
Estes aparelhos são constituídos por osciladores pic-
zoelétricos situados no invólucro de aço inoxidável e
por uma cuba paraimersão do instrumental emsolu-
ção dcsencrostante ou enzimática (Fig. 1-36).
O volume de água comsabão enzimático (lOml/li-
tro de água) ou dcscncrostante (1 colher de chá/litro
de água) deve ser seguido conforme a recomendação
do fabricante. O efeito básico do ultra-som é a cavita-
ção, o que possibilita a limpeza de pequenas e delica-
das superfícies, praticamente inacessíveis a escova.
Fig. 1-36. Expurgo (área de lavagem de materiais contaminados).
Observar cuba de ultra-som. Clínica Odontológica da FAESA.
O tempo de h·abalho pode variar de 2 a 10 mi-
nutos. Após o término do ciclo, o material deverá ser
lavado em água conente.
Processo Manual
Neste processo o material fica mergulhado por um
período de aproximadamente 20 m inutos cm uma
cuba plástica contendo desincrustante ou por 10 mi-
nutos em solução enzimática.
Ao término do tempo de im.ersão, o instrumen-
tal é removido com uma pinça e lavado cm água cor-
rente, sob escovação intensa.
Y,,·de ressaltar que sempre que os instrumentais
contariünados forem manipulados, o profissional de-
verá utilizar EPI completo e estar calçando luvas de
borracha grossa (luvas comerciais) para evitar aci-
dentes que poderiam resultar em contaminação.
SECAGEM E EMBALAGEM DO
INSTRUMENTAL
A secagem do instrumental pode ser realizada ma-
nualmente ou por meio de estufa (em torno de SOºC)
ou ar comprimido. A secagem manual deve ser reali-
zada cuidadosamente, no sentido de se evitar aci-
dentes pcrfurocortantes.
Os instrumentais deverão se embalados de acor-
do com o método de esterilização a ser empregado.
Na estufa (calor seco) pode-se utilizar entbalagcm
em papel Kraft n2 80 monolúcido ou caixas metálicas.
Na autoclavc (calor úmido) pode-se utilizar corno em-
balagem papel crcpado (celulose quimicamente trata-
da), tecido de algodão cru, tecido sintético à base de
polipropilcno, caixas metálicas per.furadas próprias
para autoclavc e papel grau cirúrgico. É importan-
te lembrar que as caixas metálicas perfuradas para
autoclave deverão estar envoltas cm um dos mate-
riais citados anteriormente, para que não haja conta-
minação após sua remoção da autoclave.
AGENTES QUÍMICOS PARA
DESINFECÇÃO
Hipoclorito de Sódio a 1%
Utilizado para desinfecção de superfícies e ambien-
tes. Não deve ser utilizado em instr'umentais metáli-
cos, pois causam corrosão.
Deve-se lavar e ren1over remanescentes orgâlú-
cos, porque estes diminuem sua ação bactericida.
Indicação
O hipoclorito pode ser utilizado como descontami-
nante de superffcie na concentração de 1%a 1,5% de
cloro ativo. O ideal é que áreas ou materiais a serem
desirúcctados fiquem cm contato com o hipoclorito
pelo menos 10 minutos, não ultrapassando os 30 mi-
nutos, pela possibilidade de corrosão. As soluções de
hipoclorito não devem entra r em contato com o for-
maldeído, pois haverá a produção de biscloromctíli-
co, que é carcinogênico.
Vantagens
• Rápida ação antimicrobiana.
• Amplo espectro.
• Econômico.
• Efetivo cm soluções diluídas.
Desvantagens
• Esporicida apenas cm altas concentrações (5,25%).
• Não pode ser reutilizado.
• Deve ser preparado diariamente.
• Atividade diminuída pela presença de matéria or-
gânka. A perda de cloro devido à matéria orgâni-
ca pode ser significante, quando são empregadas
mínimas quantidades de cloro. Maiores níveis de
cloro, porém, tendem a produzir reserva de segu-
rança para exercer a ação bactericida desejada.
• Odor desagradável persistente.
• Irritante para a pele e olhos.
• Corrói metais e esh·aga tecidos.
• Ataca plásticos e borrachas.
Fenol Sintético
Os fonóis agem sinergicamente, oferecendo um am-
plo espectro de ação antimicrobiana, incl usive ativi-
dade tuberculicida. São utilizados sobre metais, bor-
racha e plásticos sem nenhum problema, mas seu
uso por tempo prolongado pode deteriorar certos
plásticos. Como desvantagem, temos seu grande po-
der de penetração, sendo tóxico sobre o epitélio
e podendo dar origem à despigmentação da pele.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 19
Dessa forma, deve ser manipulado com luvas im-
permeáveis. No entanto, o glutaraldcído ainda se
apresenta mais tóxico. Como exemplos, podemos
citar: Duplofen a 5%; Gennpol a 5%, Marcofen a
3%; Ter-Syl a 6%.
Indicações
• Descontaminação.
• Desinfecção de instrumentos sernicríticos e super-
fícies.
• Limpeza e desinfecção de paredes, pisos, superfí-
cies fixas, em locais de alto risco.
Vantagens
• Bactericida, virulicida e fungicida.
• Desinfetantes em imersão e em superfícies.
• Oteis cm metais, vidros, borrachas e plásticos.
• Menos tóxicos e corrosivos que o glutaraldeído.
Desvantagens
• Preparo diário.
• Podem atacar vidros e plástico com a exposição
prolongada.
• Irritantes para a pele e para os olhos.
Quando utilizados na desinfecção de superfícies,
por não serem voláteis, os fcnóis sintéticos se deposi-
tam, devendo ser removidos com pano úmido, pois,
ao reagirem com a umidade, passam a exercer ação
antimicrobiana residual.
Possui a vantagem de ser eficaz na presença de
remanescentes orgânicos. Tempo de exposição de 10
a 30 minutos, dependendo da concentração.
Glutaraldeído
É um dialdcído saturado - 1,5 pentanedial, que
pode se apresentar pronto para o uso. Em pH ácido,
necessita ativação pelo bicarbonato de sódio, para
exibir atividade esterilizante. Quando cm presença
de pH alcalino, o glutaraldeído ativado sofre polime-
rização; caso seu pH seja 8,5, inativa-se após 14 dias;
caso apresente pH 7,5, inativa-se após 28 dias.
20 Cirurgia Bücomaxilofacial- D1agn6stico e Tratamento
Indicação
Pode ser utilizado na descontaminação de artigos in-
fectados antes da esterilização, pois age na presença
de matéria orgânica.
Vantagens
• 0-ãoaltera materiaiscomo pl,1-.tico e borracha nem
disso! e o cimento de lentes de instrumentos ópti-
cos e não interfere na condutividade elétrica de
equipamentos de anestesia gasosa, uma ve'I que
possui cm sua formulação antioxidantes.
• !:ão é contaminado por microorganismos.
• l.ão dc!>colora os materiais.
• Atemperatura ambiente, mantém sua estabilidade.
• Por ser menos volátil que o formaldeído, libera
menos , apores irritantes e odor forte.
• Não é irritante para a pele e as mucosas, mas pode
provocar dermatite de contato.
Desvantagens
• Apresenta tox1c1dade cutânea, celular e inalatória.
Libera vapores tóxico'>, razão para se evitar o pro-
cessamento de materiais cm salas rnal ventiladas,
cm recipientes sem tampa ou com vazamentos.
Aconselha-se o uso de máscaras com camada de
carvão ath·ado para diminuir o efeito tóxico, quan-
do em manipulação freqüente.
• É alergênico.
• 1Ião pode ser utilizado cm superfícies.
• 5ua ati, idade corrosh a aumenta com a diluição.
• Seu tempo de reutilização vana com a biocarga.
• Pode ser retido por materiais porosos, por isso exi-
gir enxágüe rigoroso, para evitar seus resíduos tó-
xicos.
O limite maximo de glutaraldeído no ar e de
0,2ppm, podendo então causar irritação nos olhos,
garganta e nariz.
Dessa forma deve ser armMenado com ventila-
ção adequada e fechamento hermético dos recipien-
tes para a minimi,ração desses efeitos. O enxágüe
cuidadosoé muito importante, para que sejam e, ita-
das reações nos pacientes decorrentes de resíduos de
glutaraldeído.
É usado em desinfecção de a rtigos termossensí-
veis nas concentrações de 2% por 30 minutos. '!ão é
indicado para de,infecção de superfíacs.
Formaldeído
Éencontrado na forma líquida em soluções de 37', a
40~. e na forma sólida (paraformaldeído) A descon-
taminação é feita mediante dcfumignção de ambientes
fechados.
Classificação
Éclassificado como desinfetante de alto n,vel e este-
rilizante químico. No processo de desinfecção o tem-
po de exposição é de 30 minutos, e, para esteriliza-
ção, o tempo é de 18 horas.
Vantagens
• Menos corrosh·o que o glutaraldcído.
• Pode ser usado na desinfet:ção de acrílico, polipro-
p1leno, náilon, borrachas e instrumental.
• Ação bactericida, virucida, fw1gicida e er.,poricida.
Desvantagens
• Tempo deexposição para esterilização (18 horas).
• Tem ação irritante para a pele.
• Tóxico quando inalado.
• Odor desagradável.
• Alto poder cancerígeno.
• Este produto não é aceito pelo CDC (Centerfor Di-
seases Contrai - EUA).
lodóforos
São os anti-sépticos mais antigos para aplicação na
pele e mucosas. As novas gerações de derivados de
iodo possuem ação germicida, mm, não provocam
manchamento e diminuíram seu efeito cáustico. Por-
tanto, as superfícies mucosa-, e pele devem ser desin-
fectadas pelos compostos libcradorcs de iodo (iodó-
foros). Devemos ter cuidado, pois não são raros os
relatos de alergia ao iodo.
S.io desinfetantes de mvel intermediário, em-
pregadoscomo anti-'iépticos desinfetantes de artigos
e superfícies e entram também na composição de so-
1uções de degermantes.
São encontrados principalmente na forma de
polivinilpirrolidona (P'P), que possui como vanta-
gens efeito prolongado após sua aplicação, menos
j

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Este documento discute biossegurança na prática odontológica e inclui três aulas sobre conceitos, doenças ocupacionais e limpeza/esterilização. A primeira aula aborda conceitos como riscos biológicos, infecção cruzada e prevenção. A segunda aula discute princípios básicos de controle de infecção e EPI. A terceira aula trata de processamento de materiais e monitoramento. O documento fornece informações sobre como prevenir a transmissão de doenças na odontologia.

Epi
EpiEpi
Epi

a procedimentos invasivos ou com risco de sangramento x x x x Coleta de sangue, punção venosa, cateterismo, curativos, drenagem, aspiração de secreções, lavagem gástrica, intubação, sucção, exsudação, nebulização, fisioterapia, manipulação de material contaminado Limpeza e desinfecção de superfícies e materiais contaminados com sangue e fluidos corporais Exame de cadáver x x x x x x

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alérgico, não mancha a pele, sendo menos irritante
quando usado como anti-séptico. Algumas soluções
comerciais de iodóforos, dependendo da formulação,
podem ser usadas como anti-sépticos (PVP-1) na la-
vagem das mãos, no preparo pré-operatório da pele
e de mucosa bucal para anestesia local e procedi-
mentos cirúrgicos, ou como desinfetantes (conforme
descrito anteriormente). Possuem atividades bacte-
riostática, virulicida e tuberculicida após 5 a 10 mi-
nutos de exposição, sendo excelentes para limpeza
de superfícies.
No entanto, sabe-se que os iodóforos não são es-
terilizantes, são instáveis em altas temperaturas e,
sob a ação da luz, podem alterar a cor de certas su-
perfícies.
Álcool Etílico (70%)
O álcool pode ser considerado eficiente, porque sa-
bemos que é capaz de desnaturar proteínas e dissol-
ver gorduras, fazendo com que ocorra um aumento
na sua capacidade microbiana de destruir vírus pro-
tegidos dentro de células.
O álcool a 98% não apresenta o mesmo poder
desinfectante que o álcool a 70%, porque o álcool a
98% evapora muito rapidamente e promove apenas
a desidratação e a fixação das bactérias. O álcool a
70% evapora mais lentamente e atua sobre os micro-
organismos, desnaturando suas proteínas e levando
à sua destruição.
Indicações
• Desinfecção de artigos e superfícies.
Vantagens
• Rapidamente bactericida.
• Tuberculicida e virucida para vírus lipofílico.
• Econômico.
• Ligeiramente irritante.
Desvantagens
• Não é esporicida.
• Atividade diminuída em presença de biocarga.
• Atividade diminuída quando em concentração in-
ferior a 60%.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 21
• Ataca plásticos e borrachas.
• Evapora rapidamente das superfícies.
• É altamente inflamável.
O álcool evapora rapidamente. Assim sendo, o
ideal é expor o material ao álcool durante 10 minutos
e, depois, friccionar o material com álcool etílico a
70%, esperar secar e repetir por três vezes. Não é
aconselhável imergir os materiais no álcool, devido à
sua evaporação.
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
Calor Seco (Estufas)
É o método de esterilização que consiste na utiliza-
ção de um forno com termostato e timer. O uso doca-
lor seco, por não ser penetrante como o calor úmido,
requer o uso de temperaturas muito elevadas e tem-
po de exposição muito prolongado, por isso este mé-
todo de esterilização só deve ser utilizado quando o
contato com o vapor é inadequado. Cabe observar
também que o uso de temperaturas muito elevadas
pode interferir na estabilidade de alguns materiais,
como por exemplo o aço, que, quando submetido
a temperaturas muito elevadas, perde a têmpera.
Para outros materiais, como borracha e tecidos, além
de a temperatura empregada ser altamente destru-
tiva, o poder de penetração do calor seco é baixo.
Sendo assim, a esterilização por este método é inade-
quada.
Atua, causando a desh·uição dos microorganis-
mos, fundamentalmente por um processo de oxida-
ção, ocorrendo uma desidratação progressiva do nú-
cleo das células (Fig. 1-37).
Indicações
• Esterilização de itens volumosos e de materiais
crítico e semicrítico termorresistentes.
Preparo do Material a ser Esterilizado
A. Descontaminação por meio de desinfectantes.
B. Limpeza com ultra-som ou lavagem mecânica.
C. Enxágüe com água corrente.
D. Secagem.
E. Armazenamento em caixa metálica (aço) ou vidro
termorresistente (pirex) ou papel alumínio.
22 CITTJrg1a Bucomax,lofacial - 01agnóst1co e Tratamento
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-
PARA ESTERILIZAÇÃO MEDIANTE O USO DA fSTUf, OU
FOR,O DE PAS EUR
• Recomenda-se o uso da estufa somente para este-
rilizar óleos, pós e caixas de instrumental, após ca-
librar.
• Os tempos de exposição e lemperntura devem va-
riar conforme o tipo de material a ser esterilizado
(Quadro 1-7).
Quadro 1-7.Tempo de esterilizaçao
Tempo de exposição* Temperatura (°C)
30 m inutos 180
1 hora 170
2 horas 160
2 horas e 30 minutos 150
3 horas 140
6 horas 121
Sem inclusJo do tempo de aquecimento.
Fig. 1-37. Estufa.
·RT'COS ESUBH .''C. 5 < 5fRE.'..I SL'B""ETIDm
• Pós: 100g a 160' C por 120 minutos.
• Óleos (com,iderar a altura de O,Scm): 160'C por
120 minutos.
• Metais (é necessário validar o processo): 160"C por
120 minutos; 170ºC por 60 minutos cm estufo pre-
viamente calibrada.
Lembre-se de que:
Econhecido como tempo de demora ou tempo
de aquecimento da estufa o tempo necessário para
que a estufa atinja a temperatura de esterili/ac;ao. Ou
seja, o tempo necessário para a estufa ir da tempera-
tura ambiente até a temperatura para esterili/ação.
Somente após esse tempo é qm' se deve colocar os
instrumentais devidamente embalados. J partirdes-
te momento, a temperatura da estufa cai novamente
e o tempo gasto para o aquecimento dos instrumen-
tais depende diretamente da quantidade e distribui-
ção dos pacote-..
Portanto, !>Omente após o aquecimento dos ins-
trumentais é que efetivamente inicia-se a contagem
do ciclo de esterili/c1ção (Cottone, Terezhalmy, :<.Ioli-
nari, 1991).
O profissional e a equipe devem lembrar-se
que durante este lempo a estufa não deve ser aber-
ta. Neste caso, deve ser iniciada a partir desse mo-
mento.
A estufa ou forno de Pa'-lCuré responsável pelo
maior mdice de falha nos proces5os de esterilização,
quando comparado à autodaw
Calor Úmido (Autoclaves)
O calor úmido pressurizado é o método mais utiliza-
do e eficaz para esterilização cm consultório.
Encontramos no comércio vários modt'los com
diversos tamanhos, formas e tipos de câmaras. As
autoclaves podem ser do tipo horizontal ou vertical.
Ac;, do tipo horizontal possuem parede'> duplas, se-
paradas por um espaço onde o vapor circula para
manter o calor na câmara interna durante a esterili-
zação; já a!.> autcxla'eS do tipo ,·crtica] não ~ão ade-
quadas, pois dificultam a circulação do 'apor, a dre-
nagem do ar e a penetração do vapor, devido à distri-
buição dos pacotes a serem esterilizados, que ficam
sobrepostos (Fig. 1-38). Existem ainda no mercado as
autoclaves de barreira, que i>cparam a área rt'ccpto-
ra de materiaJ contaminado da área de armazenamento
do material contaminado. Ec;tas autocla'es po<;1,uem
Fig. 1-38. Autoclave.
duas portas distintas, que se abrem para estas áreas,
apresentando corno grande vantagem a separação
das áreas de circulação de materiais contaminado e
estéril (Fig. 1-39).
O princípio do calor úm.ido sob pressão é mais
eficiente que o vapor não-pressurizado.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 23
Sua ação decorre da co.njugação da temperatura
e umidade. O vapor enh·a cm contato com um.a su-
perfície mais fria, umedece, libera calor e, dessa for-
ma, penetra os materiais porosos, possibilitando a
coagulação das proteínas dos microorganismos pre-
sentes na superfície contaminada.
O Ciclo de Esterilização Compreende:
• Remoção do ar.
• Penetração do vapor.
• Liberação do vapor.
• Secagem dos artigos.
Remoção do Ar
O vapor deve entrar cm contato com todos os artigos
da câmara; para isso, é necessária a remoção do arfa-
zendo com que esse vapor possa penetrar toda a câ-
mara e os artigos a serem esterilizados. Essa remoção
érealizada de d uas formas:por gravidade ou por vá-
cuo antes da penetração do vapor.
Fig. 1-39. Autoclave de barreira. A. Entrada de material contaminado. 8. Saída do material estéril. Clínica Odontológica da FAESA.
24 Cirurgia Bucomaxilofac,al - Diagnóstico e Tratamento
~~~~~~~~~~~~~
~~~~~
~~~~~
~
~~
Penetração do vapor
Período cm que ocorre a exposição do material ao
vapor, que entra na câmara, substituindo o ar no seu
interior. Somente começamos a marcar o tempo de
exposição quando a temperatura de esterilização é
atingida.
Liberação do vapor
Para isso, é utilizada uma válvula ou condensador. A
saída do vapor pode ser rápida para artigos de super-
fície ou espessura. No entanto, no caso de líquidos,
para evitar a ebulição, o vazamento ou o rompimento
do recipiente, a saída do vapor deve ser bem lenta.
Secagem dos artigos
É realizada com a presença de pouco ar na câmara e
feita pelo calor emitido das paredes. O tempo de se-
cagem pode variar de 15 a 45 minutos e irá depender
muito do tipo de autoclave e das instruções do fabri-
cante.
Tempo, temperatura e pressão devem ser ob-
servados segundo orientações do fabricante. Em ge-
ral temos:
Tempo de Exposição
21° em latm de pressão
132° em latm de pressão
132° em 2atm de pressão
Temperatura (0 C)
30 minutos
INDICAÇÕES
• Artigos críticos e semicríticos.
15 minutos
4minutos
PREPARO DO MATERIAL A SER ESTERILIZADO
A. Descontaminação por imersão em hipoclorito de
sódio a 0,5% a 1% ou glutaraldeído a 2%.
B. Limpeza por escovagem ou aparelhos de ultra-
som.
C. Enxágüe com água corrente.
D. Secagem com ar quente ou papel-toalha
São as seguintes as recomendações do Ministé-
rio da Saúde para a esterilização com autoclaves:
• Obediência à indicação do fabricante, com m.anu-
tenção preventiva, no mínimo, semanal.
• Conhecimento e prática da distribuição dos paco-
tes cm relação à posição dos mesmos e ao tipo de
material submetido ao processo.
• Para invólucros, o uso de tecido de algodão cru,
embalagem de papel crepado ou de papel grau ci-
rúrgico.
• A monitorização deve ser realizada por testes bio-
lógicos semanais.
• Identificação visual dos pacotes com fita termos-
sensível, para assegurar que o pacote passou pelo
calor.
• Registro de controles de pressão interna e externa
das câmaras, de pressão negativa e temperaturas a
cada_ciclo de esterilização.
As pontas de alta rotação são focos potenciais
de contaminação, e por este motivo, os pesquisa-
dores sugerem que, ao serem adquiridas novas pe-
ças de mão, dar preferência às pontas autoclaváveis.
Para esterilizar peças de mão é necessário o uso de
calor úmido, oferecido pelas autoclaves.
Seqüência para Esterilização das Peças de
Alta Rotação
1. Retirar a broca da ponta e colocá-la na cuba ul-
tra-sônica para pré-limpeza.
2. Acionar oflush (ou mecanismo similar) comSOOpm
de cloro por 30 segundos.
3. Limpar a caneta com toalhas de papel absorven-
te; pode ser usado desinfetante/detergente para
sua limpeza (por exem.plo: duplofenol).
4. Lubrificar a peça com óleo sob pressão, até que o
excesso de lubrificante saia pelas fendas da peça.
5. A ponta deve ser recolocada no equipo e aciona-
da por 30 segundos, para eliminação do óleo e
da matéria orgânica de seu interior.
6. Remover a peça, limpá-la novamente com pa-
pel-toalha, embalando-a para autoclave.
Esterilização a Gás
Dos mvitos gases disponíveis, o óxido de etileno é o
n1ais comumente usado em caráter industrial. Não é
possível utilizar esta tecnologia em consultórios.
Normalmente mistura-se o óxido de etileno com
freon, gás carbônico ou nitrogênio para se tornar se-
guro, uma vez que o óxido de etileno é muito infla-
mável. As misturas mais utilizadas são:

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Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 25
• Carboxide: 90% de dióxido de carbono e 10% de Apresenta como Desvantagens
óxido de etileno.
• Oxifume-12: 88% de diclorofluormetano (freon) em
peso e 12% de óxido de etileno.
• Oxifume-20: 80% de dióxido de carbono em peso
e volume de gás e 20% de óxido de etileno.
• Oxifume-30: 70% de dióxido de carbono em peso
e volume de gás e 30% de óxido de etileno.
Na temperatura de SOºC é efetivo para eliminar
todos os microorganismos, incluindo esporos, em
três horas.
O óxido de etileno atua impedindo a reprodu-
ção de microorganismos através da sua reação com a
parte sulfídrica da proteína do sítio ativo no núcleo
do microorganismo.
Devido à sua alta toxicidade ao homen1, os equi-
pamentos expostos ao óxido de etileno devem ser ae-
rados 8a 12 horas de SOºC a 60°C, ou por 4 a 7 dias na
temperatura ambiente.
Indicações
A utilização do óxido de etileno é empregada princi-
palmente em produtos médico-hospitalares que não
podem ser expostos ao calor ou a agentes esterilizan-
tes líquidos. Esse tipo de esterilização permite que
produtos que seriam de uso único, isto é, descartá-
veis, sejam reutilizados. Apresenta, dessa forma, van-
tagens econômicas; porém, a segurança de se rees-
terilizar esses produtos ainda é questionada e deve
ser cuidadosamente avaliada.
O óxido de etileno é irritante para pele e muco-
sas e pode provocar distúrbios genéticos e neuroló-
gicos. Reações adversas, como náuseas, vômitos e di-
arréia, já foram relatadas em exposições intensas de
seres humanos ao óxido de etileno.
Limites Estabelecidos de Tolerância ao Óxido
de Etileno
• No ar, a concentração máxima para a qual pode-se
ficar exposto é de lppm ou 1,8mg/m3 para um dia
de 8 horas de trabalho.
• A exposição ao gás a uma concentração de lOppm
é por, no máximo, 15 minutos.
• Custo elevado.
• Toxicidade.
• Efeito carcinogênico, mutagênico e teratogênico.
• Tempo longo de aeração, exigindo maior quanti-
dade de material disponível para uso.
Esterilização por Luz Ultravioleta
Os raios ultravioleta são radiações eletromagnéticas
de comprimento de onda entre 40 e 4.000Á.
Pode ser bactericida e geralmente se utiliza este
tipo de e~terilização nas salas de cirurgia, para o ar
ambiente.
A absorção da radiação não-ionizante se dá por
várias partes celulares, porém o maior dano ocorre
nos ácidos nucléicos, que sofrem alteração de suas
pirimidas. Formam-se dírneros de pirimidas e, não
ocorrendo reativação, a réplica de DNA pode ser ini-
bida ou ocorrer mutações.
Por não atravessarem tecidos, líquidos, vidros
nem matéria orgânica, estes não são esterilizados
pela radiação não-ionizante. Além disso, existem re-
latos de que o vírus HIV apresenta resistência a esse
tipo de esterilização.
A aplicação da luz ultravioleta em hospitais se
restringe à destruição de microorganismos do ar ou à
inativação destes em SL1perfície.
Os recintos devem ser expostos à radiação por
24 horas, sem presença humana ou de animais.
Não é eficiente para a odontologia e a medicina
ao nível de consultório ou para instrumentos.
Esterilização pela Radiação Ionizante
A radiação ionizante é um método que pode ser apli-
cado a materiais termossensíveis, pois a temperatura
utilizada é baixa.
Alguns átomos possuem a propriedade de emi-
tir ondas ou partículas de acordo com a instabilidade
de seus núcleos - radioatividade.
Elementos como o rádio e o urânio são natural-
mente radioativos, pois possuem seus núcleos instá-
veis; outros produzem sua radioativiade artificial-
mente, como o cobalto 60 e o césio 137.
Dessa forma, a radiação ionizante, alrnvés de
suas ondas, altera a carga elétrica do material irra-
diado, deslocando os elétrons. Utilizamos para este-
rilização os raios beta e gama.
26 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
Radiação Beta
É obtida pela desintegração natural de elementos
como o iodo 131 ou o cobalto 60 ou, ainda, artificial-
mente por intermédio de máqu inas aceleradoras de
elétrons (electron beam).Essas máquinas aceleradoras
são utilizadas principalmente para a esterilização de
plásticos que possuem pouca espessura.
Radiação Gama
Éconseguida pela desintegração de certos elementos
radioativos. O mais utilizado é o cobalto 60. Os raios
gama possuem grande penetração nos materiais.
São atualmente utilizados na indústria para es-
terilização de material médico-odontológico, sobre-
tudo para os de uso descartável.
Apresenta grande poder de penetração, atra-
vessando os invólucros. Praticamente qualquer ma-
terial pode ser esterilizado por esse processo, que,
por ser realizado a frio, não os danificando.
Seu mecanismo de ação antimicrobiana ocorre
pela alteração da composição molecular das células,
o que modifica seu DNA.
A sensibilidade da radiação gama é influencia-
da por fatores ambientais ou físicos, os quais interfe-
rem na resposta celular. Esporos, bactérias, levedu-
ras e fungos apresentam média resistência a esse tipo
de radiação, já os gram-negativos possuem baixa re-
sistência.
Vantagens
• Possui alto poder de penetração.
• Ah·avessa diversas embalagens como papelão, pa-
pel ou plástico.
• O material não sofre danos físicos.
Desvantagens
• Custo elevado.
• Necessidade de pessoal especializado.
• Precisa de controle médico constante para o pes-
soal que trabalha devido à radiação.
Esterilização por Peróxido de Hidrogênio
Apresenta-se como um agente oxidante em concen-
trações de 3% a 6%. Possui poder de desinfecção e
esterilização; no entanto, pode apresentar-se corrosi-
vo para insh·umentais. O peróxido de hidrogênio
atua atacando a membrana lipídica, o DNA e outros
componentes da célula através dos radicais livres tó-
xicos por ele produzidos. Alguns microorganismos
aeróbios são capazes de produzir catalases ou supe-
róxido dismutase, protegendo-se dessa forma, da
atividade microbicida, pois acabam transformando
o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água. Assim,
a concenh·ação do peróxido de hidrogênio utilizado
na esterilização deve maior e, além disso, possuir es-
tabilizantes para evitar sua destruição.
Assim como a radiação ionizante, o peróxido de
hidrogênio é uma opção para esterilização de mate-
riais t~rmossensíveis. Está indicado na desinfecção
de nebulizadores, o que é feito por nebulização de
peróxido de hidrogênio a 7,5% por 30 minutos. É
tambémutilizado para desin.fecçção de materiaiscon-
taminados pelo HIV a uma concentração de 6% em
uma imersão de 15 a 30 minutos.
Como o peróxido de hidrogênio é degradado
em água e oxigênio, apresenta baixa toxicidade.
Esterilização por Plasma de Peróxido de
Hidrogênio
Para compreendermos esse tipo de esterilização
devemos estar familiarizados com alguns termos,
como, por exemplo, plasma. Plasma compreende
um estado físico da matéria (quarto estado da maté-
ria) definido como uma nuvem de íons, elétrons e
partículas neutras que se encontram reativas. Pode-
mos observar que ocorre uma interligação entre os
radicais liberados pelo plasma e enzimas, fosfolipí-
dios, DNA, RNA e outras substâncias das células
que atuam impedindo o metabolismo e a reprodu-
ção celular.
Por ser um método atóxico, não apresenta qual-
quer prejuízo para o meio ambiente. Além disso,
pode ser usado em materiais sensíveis à temperatura
e à umidade e também não apresenta característica
oxidante. Assim sendo, materiais como teflon, borra-
cha, cloreto de polivinila, látex, fibras ópticas podem
ser utilizadas por esse método.
Como desvantagem, o plasma de peróxido de
hidrogênio não deve ser utilizado em materiais
embalados com celulose. Sendo assim, devem ser
utilizadas embalagens de poliolefinas, polietileno
em camada h·ipla ou polipropileno a 100%, poises-
tes possuem características de impermeabilidade e
resistência.
Vantagens
O plasma de peróxido de hidrogênio realiza a reação
química com as unidades celulares muito rapida-
mente; dessa forma, o processo de esterilização em
curto espaço de tempo, com o término da reação
teremos como produtos de degradação oxigênio e
água, não necessitando de período de aeração como
ocorre com esterilizações com gás.
Esterilização por Ácido Peracético
Aesterilização com ácido peracético é feita com uma
mistura de ácido acético e peróxido de hidrogênio
cm partes equilibradas.
Como o peróxido de hidrogênio atua por meca-
nismos de oxidação, age como esporicida em tempe-
raturas baixas e, diferentemente do peróxido de hi-
drogênio, pode ser utilizado cm presença de niatéria
orgânica. No entanto, devido à presença do ácido
acético, é corrosivo e tóxico. Pode ser utilizado em
materiais termossensíveis mas que aceitem ser total-
mente emergidos em líquidos. Esses materiais esteri-
1izados por esse método não podem ser guardados,
devendo ser imediatamente utilizados.
MONITORIZAÇÃO BIOLÓGICA
A monitorização biológica é a única que efetivamen-
te comprova a esterilização. Os indicadores podem
ser encontrados sob a forma de tiras impregnadas
com esporos ou em ampolas. Para validação do pro-
cesso em autoclave usa-se o Bacillus stearotliennoplti-
/11s, que é destruído pela exposição ao vapor durante
12 minutos a 121ºC. Para a realização deste procedi-
mento em estufa usa-se o Bacillus subtillis, desh·uído
a 160°C, por 2 horas.
Os pacotes contendo os indicadores biológicos
devem ser tão semelhantes quanto possível aos pa-
cotes a serem esterilizados. As embalagens conten-
do os indicadores devem ser colocadas em locais
onde o agente esterilizante chegue com maior difi-
culdade (p. ex., próximo à porta, dentro ou no meio
da câmara).
Depois de usados, os indicadores são incubados
por 48 horas, com leitura em 24 e 48 horas. O cresci-
mento de microorganismos neste período indica fa-
lha na esterilização.
A monitorização física deve ser empregada
em todos os pacotes e a biológica deve ser realiza-
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 27
da, segundo alguns autores, pelo menos uma vez
por mês. Idealmente, deveria ser realizada sema-
na!mente.
DESCARTE DE MATERIAIS
Após o término do procedimento clínico deve-se ter
muito cuidado na manipulação e eliminação dos ma-
teriais contaminados e perfurocortantes que foram
utilizados. Elimina-se todo o material descartável
que foi utilizado, como exemplo: sugadores, algo-
dão, gaze, campos descartáveis, filmes de PVC etc.
no lixo da clúuca (lixo hospitalar devidamente dis-
criminado).
Os n1ateriais perfurocortantes descartáveis de-
vem ser colocados nos recipientes de paredes rígidas
apropriados para este fim (Fig. 1-41). As agulhas po-
dem ser destruídas cm um aparelho específico (Fig.
1-40).
~ .
Fig. 1-40. Destruidor de agulhas.
Os materiais que contenham resíduos de amál-
gama devem ser colocados nos recipientes apropria-
dos contendo água e rotulados MERCÚRIO - RIS-
CO BIOLÓGICO.
28 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-
Descarpack
-·-
-•..;;..:;;..-;.;-~ -
Fig. 1-41. Recipiente de descarte de material perfurocortante.
PROCEDIMENTOS DIANTE DE
ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO
Evitar os acidentes ocupacionais que resultem cm
exposição ao sangue é a forma mais simples de evitar
contaminação com vírus da hepatite, herpes, da imu-
nodeficiência humana, entre outras.
O profissional de saúde deve estar ciente de que
seu trabalho lhe expõe a uma possibilidade de contá-
gio dez vezes maior do que a população em geral.
As instituições de saúde e os cirurgiões dentis-
tas têm a responsabilidade de desenvolver e imple-
mentar medidas para manejo das situações de aci-
dentes e promover assistência.
Primeiramente o local da ferida ou da pele que
foi exposto deve ser lavado abundantemente com
água corrente e sabão, nas mucosas apenas com água.
A limpeza mecânica da ferida visa a limitar o inó-
culo. Após esse procedimento, secar e passar anti-
séptico tópico. A seguir, deveremos cumprir o proto-
colo para acidentes com material biológico.
PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO DE
ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO
1. Notificar o Serviço de Controle de Infecção Hos-
pitalar sobre o acidente, e encaminhar o profis-
sional acidentado e paciente fonte a um hospital
de referência credenciado mais próximo.
2. Testes virológicos de resultado rápido (teste rá-
pido) deverão ser solicitados: marcadores virais
para hepatite Be sorologia para HIV do paciente
fonte (caso o mesmo concorde com o exame) e
recomenda-se também a coleta de sangue do
profissional acidentado. Este exame deve serre-
alizado até duas horas após ocorrido o acidente.
3. No hospital de referência realiza-se coleta de
sangue do paciente e do profissional acidentado
para a realização dos exames de rotina para HIV,
HBSag, HCV e VDRL.
4. A medicação profilática para HIV para o profis-
sional acidentado deve ser iniciada em até duas
horas de decorrido o acidente, de acordo com o
resultado do teste rápido e orientado pelo médi-
co infectologista responsável pelo caso.
5. Encaminhar o profissional acidentado e o paci-
ente fonte para a Comissão de Controle de Infec-
ção Hospitalar e/ou Setor de Medicina do Traba-
lho para acompanhamento clínico e laboratorial.
É necessário fazer novos exames no mínimo por
seis meses.
SIMBOLOGIA, EXPRESSÕES ECORES
PADRONIZADAS
Grupo A
Resíduos Biológicos
Resíduos que possuam agentes biológicos ou outros
que se apresentem contaminados por eles, que pos-
sam trazer riscos à saúde pública e ao meio ambien-
te. Enquadram-se neste grupo, dentre outros asse-
melhados:
• Bolsas de sangue, sangue e hemocomponentes.
• Secreções, excreções e outros fluidos orgânicos,
quando coletados.
• Meios de cultura e vacinas.
• Materiais descartáveis que tenham entrado em
contato com quaisquer fluidos orgânicos (algo-
dão, gaze, atadura, esparadrapo, equipo de soro,
equipo de transfusão, kits de aferese, kits de linhas
arteriais endovenosas, capilares, gesso, luvas, den-
tre outros similares).
• Filh·os de sistemas de ar condicionado de área de
isolamento.

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Procedimento Operacional Padrão Para Recebimento e Atendimento de Pacientes P...

### Procedimento Operacional Padrão para Recebimento e Atendimento de Pacientes pela Recepcionista #### Introdução A recepção é crucial na experiência do paciente em clínicas médicas e odontológicas. A recepcionista garante que os pacientes se sintam bem-vindos e atendidos adequadamente. Um Procedimento Operacional Padrão (POP) ajuda a sistematizar e otimizar essas práticas. #### 1. Preparação da Recepção Antes da abertura da clínica, a recepcionista deve garantir que a área de recepção esteja limpa, organizada e pronta para receber os pacientes. Isso inclui verificar materiais de escritório, equipamentos eletrônicos e a organização da área de espera. #### 2. Recepção dos Pacientes Os pacientes devem ser recebidos de maneira cordial e profissional. A recepcionista deve cumprimentar o paciente, verificar o agendamento no sistema e informar sobre o tempo estimado de espera. #### 3. Cadastro e Atualização de Informações Para novos pacientes, é necessário realizar o cadastro completo no sistema. Para pacientes recorrentes, as informações devem ser atualizadas. Isso inclui a coleta de documentos de identificação, informações de contato, dados pessoais e histórico médico e odontológico. #### 4. Preparação para a Consulta Antes de encaminhar o paciente ao consultório, a recepcionista deve confirmar com a equipe médica que o consultório está pronto, entregar formulários necessários e informar o paciente sobre qualquer instrução específica para a consulta. #### 5. Atendimento Telefônico A recepcionista deve atender chamadas com profissionalismo, identificando-se e ajudando o interlocutor. Ela deve anotar recados, agendar consultas e responder a perguntas sobre a clínica. #### 6. Gerenciamento de Conflitos Em caso de atrasos, cancelamentos ou insatisfações, a recepcionista deve ouvir atentamente as preocupações do paciente, mostrar empatia e oferecer soluções alternativas. Manter a calma e o profissionalismo é crucial. #### 7. Manutenção da Organização e Segurança A recepcionista deve manter a área de recepção limpa e organizada, assegurar a confidencialidade dos documentos dos pacientes e seguir as normas de segurança e higiene da clínica. #### 8. Comunicação com a Equipe Uma comunicação eficaz com a equipe é fundamental. A recepcionista deve informar a equipe sobre a chegada dos pacientes, comunicar-se com outros departamentos e participar de reuniões para discutir melhorias nos processos. #### 9. Encerramento do Atendimento Após a consulta, a recepcionista deve agradecer o paciente, agendar consultas de follow-up, receber pagamentos e fornecer recibos, esclarecendo qualquer dúvida sobre valores ou procedimentos de pagamento. #### 10. Feedback e Melhoria Contínua Coletar feedback dos pacientes é essencial para a melhoria contínua dos serviços. A recepcionista deve solicitar que os pacientes preencham formulários de satisfação, anotar comentários e sugestões, e compartilhar o feedback com a gestão.

procedimento operacional padrãrecepcionista de clínicaatendimento ao paciente
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf

Médicos

• Membranas filtrantes de equipamentos médico-
hospitalares e de pesquisas, entre outros similares.
• Todos os resíduos provenientes de paciente cm
isolamento, incluindo alimentos, absorventes hi-
giênicos, fraldas, papéis sanitários.
• Materiais perfurocortantes contaminados com agen-
tes biológicos (lâminas de barbear, bistmis, agulhas,
escalpes, ampolas de vidro e outros assemelhados
provenientes de estabelecimento de saúde).
A identificação deve ser feita nos sacos, nos
frascos, nos suportes, nos recipientes, nos contêine-
res e nos abrigos de guarda de contêineres de resí-
duos, em rótulos de fundo branco, desenho e contor-
nos pretos, contendo o símboJ.o e a inscrição de RESÍ-
DUO BIOLÓGICO.
RESÍDUO BIOLÓGICO
Grupo B
Resíduos Químicos
Resíduos que apresentam risco à saúde pública e ao
meio ambiente devido às suas características quími-
cas. Enquadram-se neste grupo, dentre outros asse-
melhados:
• Resíduos perigosos, conforme classificação da NBR
10.004 - Resíduos Sólidos, por sua toxicidade (in-
cluindo a mutagenicidade e genotoxicidade), cor-
rosividade, inflamabilidade e reatividade.
Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 29
• Medicamentos vencidos, contaminados, interdita-
dos, parcialmente utilizados e demais medicamen-
tos impróprios para consumo.
• Antimicrobianos e hormônios sintéticos.
• Mercúrio de amálgamas e outros resíduos de me-
tais pesados.
• Saneantes.
• Líquidos reveladores de .filmes.
• Drogas quimioterápicas e materiais descartáveis
por elas contaminados.
• Objetos perfurocortantes contaminados com qui-
mioterápico ou outro produto químico perigoso.
A identificação deve ser feita nos sacos, nos
frascos, nos recipientes, nos contêineres e nos abri-
gos de guarda de contêineres de resíduos, em rótulos
de fundo vermelho, desenho e contornos pretos, con-
tendo o símbolo de substância tóxica e a inscrição de
RESÍDUO TÓXICO.
RESÍDUO TÓXICO
Grupo C
Rejeitos Radioativos
São considerados rejeitos radioativos qualquer ma-
terial resultante de atividades humanas que conte-
nha radionuclídeos em quantidades superiores aos
limites de eliminação especificados na norma CNEN-
NE-6.02. Enquadram-se neste grupo todos os resíduos
30 C,rurgia BucomaXllofaoal - Diagnóstico e Tratamento
~~~~~~~~~~~~-
dos grupos A, B e D contamjnados com radionuclí-
deos, tais como: seringas, sistemas, restos de fárma-
cos administrados, compressas, c~timenta de traba-
lho, luvas, sapatilhas, forração de bancada, objetos
perfurocortantec; contaminado<. com rad,onuclídeos,
dentre outros assemelhados.
A identificação deve ser feita nos sacos, nos re-
cipientes, nos contêinercs e nos abrigos de guarda de
rejeitos, em rótulos de fundo amarelo, desenho e
contornos pretoc;, contendo o ..,,mbolo de substancia
radioativa e a inscrição: REJEITO RADIOATl·o.
REJEITO RADIOATIVO
Grupo D
Resíduos Comuns
São todos os resíduos semelhantes aos resíduos do-
mésticos e que não mantiveram contato com os resí-
duos classificados nos grupos anteriores. Enquadram-
se neste grupo, dentre outros ª"semelhados:
• Papel, papelao, cortiça, vidro, plástico, metal.
• Resíduos de varrição, podas de árvores e de jar-
dins.
• Sobras de alimentos e de pré-preparo desses ali-
mento.., e restos alimentares de refeitórios e de ou-
tros que não tenham mantido contato com secre-
ções, excreções ou outros fluidos corpóreos. São
excluídos os alimentos provenientes de área de
isolamento.
• Papéis de uso sanitário oriundos de funcionários
de pacientes que não estejam em caráter de isol
mento.
• Embalagens secundárias de quaisquer medicame1
tos ou de produto médico-hospitalar, frascos e
plásticos de soros e frascos de vidros ou plástic<
de medicamentos ou outro produto farmacêutic
não incll1ídos no GRUPO 6 (após o esvaziament
são considerados como resíduo reciclá'el).
A identificaçJo de,·e ser feita nos recipiente
nos contêincres, usando cores dos mesmo!> em: az1
para papéis, amarelo para metais, verde para vidro
vcrrnelho para pláslicos e marrom para os rcsíduc
orgânicos. O preto será usado para o refugo, resídu
que não tl'm mai., utilidade, o qual de,·e ser cncam
nhado para o aterro sanitário.
Deve conter o stmbolo e a e:>..pressão RE,ÍDU<
RECICLAVEL e o nome do material a ser rccolhidc
PAPÉIS, METAIS, VIDROS, l')LÁSTICOS, RESÍDUO
ORGÂNJCOS, com fundo da cor correspondente a
material, e com desenho e contornos pretos.
RESIDUO RECICLÁVEL
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nitária. Manual de Biossegurança cm Odontologia. 2001.
Avaliação Pré e Pós-operatória
Roberto Prado • Alexander Hóhn • Maurício de Albuquerque
Ourante a avaliação pré-operatória do paciente can-
didato a cirurgia devemos considerar três etapas su-
cessivas, que devem ser estudadas e estão intima-
mente relacionadas.
1- Avaliação Clínica
li - Avaliação Laboratorial do Estado Geral
Ili - Principais Cuidados na Abordagem
Cirúrgica a Pacientes com
Comprometimento Sistêmico
IV - Antibioticoprofilaxia na Infecção
Odontogênica Oral
V- Controle Pós-operatório
Os procedimentos cirúrgicos de maior ou me-
nor porte encerram riscos que tornam imprescindível
que o paciente esteja em bom estado geral de saúde
ou pelo menos compensado de possíveis patologias,
para poder suportar todas as alterações hemodinâ-
micas e metabólicas decorrentes do trauma cirúrgico
e do uso de medicamentos.
A correta avaliação clínica e laboratorial será
obtida mediante procedimentos clínicos básicos, co-
mo a anamnese e o exame físico, aliados a exames
complementares. Qualquer deficiência observada nos
padrões funcionais, bioquímicos e metabólicos nor-
mais deve ser identificada para que, de acordo com
sua gravidade ou grau de interferência no ato cirúr-
gico, possa ser corrigida previamente, bem como a
relação risco-benefício questionada.
1- AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE
Esta fase pré-operatória tem por caráter sumário e
objetivo obter informações gerais elementares.
Fases da Avaliação Clínica (Anamnese)
Identificação do Paciente
• Nome
• Endereço
• Idade
• Profissão
33

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34 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento
• Estado civil
• Sexo
• Cor da pele
• Naturalidade
• Nacionalidade
O nome do paciente deve ser sempre escrito por
extenso e completo. Para fins de apresentação de ca-
sos em publicações científicas ou aulas deve serre-
gistrado apenas pelas iniciais; algumas vezes, o no-
me e o sobrenome do paciente sugerem que este per-
tence a uma fam.ília conhecida por ter sido atingida
por doença hereditária ou alguma anomalia. Exem-
plo: displasia ectodérmica, dentinogênese imperfeita.
O acesso deficitário ao auxílio médico e odonto-
lógico pode influenciar o plano de tratamento e, por
isso, tanto o endereço como o telefone devem serre-
gistrados. Como os padrões de doença variam entre
os sexos e grupos sociais e étnicos, deve-se fazer ob-
servações sobre tais detalhes.
Sabemos tambémque algumas doenças são mais
freqüentes em algumas faixas etárias e outras ocor-
rem em função do exercício profissional, como a sili-
cose em minas de carvão. A gravidez, laços familia-
res e atividades sexuais podem ser importantes neste
contexto, por isso o estado civil deve ser anotado.
Queixa Principal
Todo paciente deve ser perguntado sobre o motivo
da consulta. O profissional deve dar ênfase à queixa
principal do paciente, devendo transcrevê-la com as
próprias palavras do doente, evitando-se, natural-
mente, o emprego de expressões grosseiras.
História da Queixa Principal
O paciente eleve ser arguíclo e estimulado a descre-
ver a história da queixa ou doença atualmente pre-
sente, especialmente seu aspecto inicial, como cor,
ulcerações, tamanho, sintomatologia, tempo de apa-
recimento e crescimento, presença de sangramentos
ou secreções. Nesta etapa deve ser inclL1ícla a dor,
com SL1a descrição de intensidade, duração, localiza-
ção, se é irradiada e fatores que a exacerbam ou a ali-
viam.
Devem-se colher informações de sinais e sinto-
mas associados à queixa principal, como febre, cala-
frios, letargia, anorexia, mal-estar, fraqueza eoutros.
História Médica
Uma anamnese simples dirigida a problemas dos
principais aparelhos e sistemas pode revelar patolo-
gias pregressas e atuais que talvez interfiram na ci-
rurgia.
Devemos interrogar os pacientes sobre os se-
guintes sinais e sintomas.
a) Conhecimento de ser portador de alguma doen-
ça. Em caso positivo, qual doença?
b) Se está fazendo algum tratamento de saúde.
c) Febre ou febrículas intermitentes ou persisten-
tes. Objetiva pesquisar processos infecciosos de
caráter crônico ou agudo.
d) Dores torácicas localizadas, de aparecimento frc-
qüente, principalmente as precordiais, podem iden-
tificar patologias cardíacas ou torácicas.
e) Tosse freqüente, presença de expectoração e seu
aspecto avaliam possíveis infecções pleuropul-
monares.
f) Cefaléias freqüentes, relacionadas 0L1 não com a
tensão arterial.
g) Dispnéia de esforço típica. Afastar as de origem
emocional ou histéricas. Questionar a tolerância
a exercícios físicos para iniciar a avaliação car-
díaca.
h) Edema de membros inferiores, perguntar sobre
intensidade, época, freqliência, edemas no verão
são irrelevantes.
i) Taquicardias freqüentes, não relacionadas com
problemas emocionais, argüir número de bati-
mentos nas crises, duração e freqüência com que
surgem.
j) Dores abdominais - localizadas ou não, acom-
panl1adas ou não desintomas gastroentéricos ou
urológicos.
k) Melenas, hematoquezias e mucorréias freqüen-
tes, que são manifestações relacionadas a tumo-
res, úlceras pépticas ou doenças inflamatórias
do tubo digestivo.
1) Dores lombares acompanhadas de disúrias ou
elevação térmica podem sugerir problemas en-
volvendo o aparelho urinário. Avaliar o aspecto
ela urina.
m) Convulsões, parestcsias, dormências, contratu-
ras, paralisias costumeiras etc.São sL1gestivas de
comprometimento neurológico.
Avaliação Pré e Pós-operatória 35
n) Equimoses, petéquias ou hematomas de apare-
cimento freqüente ou sangramento excessivos,
não compatíveis com a extensão dos ferimentos
oucomo vulto de extrações dentárias. A ocorrên-
cia de hemorragias digestivas, urinárias, mens-
truais ou respiratórias freqüentes deve ser tam-
bém valorizada.
r) Enfermidades e sintomas não graves
s) Descrição de hábitos ou tendências que possam
prejudicar a saúde, como uso de álcool, fumo,
drogas ilegais - quantidade e freqüência.
o) Uso prévio e prolongado de medicamentos que
possam interferir no processamento da aneste-
sia ou no curso da cirurgia, ou cuja supressão
possa criar problemas transou pós-operatórios.
Doenças nas Quais a Genética Deve Ser
Levada em Consideração
p) Alergias em geral, respiratória, cutânea, medica-
mentosa ou alimentar devem ser valorizadas e
correlacionadas com os medicamentos necessá-
,._
rios para a cirurgia. '.
q) Antecedentes passados de internações, opera-
ções, traumatismos ou enfermidades graves.
Exemplo de Ficha para Avaliação Clínica
QUESTIONÁRIO DE SAÚDE
NOME:
ENDEREÇO: __________
a) D inbefes mellitus
b) Hipertensão
c) Infarto do miocárdio
d) Alergia
e) Asma
f) Distúrbios de sangramento
g) Doenças malignas
h) Metemoglobinem.ia
BAIRRO: CEP: CIDADE:
NASC.: NATURAL:
TEL: PROFISSÃO: - - - - -
INDICADO POR: DATA:
Leia atentamente as perguntas e marque com um X nas respostas N(não), S(sim) e NS(não sei}
1 - Apresenta algum problema de saúde?
Qual?
2- Está sob algum cuidado médico atualmente?
Nome do médico assistente: Tel:
3 - Já teve alguma doença séria no passado?
Qual?
4 - Já esteve hospitalizado alguma vez?
Qual o motivo? ____
5 - Tem ou já teve alguns dos problemas de saúde ou sintomas abaixo?
Doença cardiovascular
Pressão alta
Epilepsia
Diabetes
Asma
Hepatite
Pressão baixa
Algum problema de visão excetuando os óculos
Aids
Dor no peito após fazer algum esforço leve?
Pernas e tornozelos incham?
Falta de ar quando deita?
Sede e vontade de urinar anormais?
6 - Já necessitou de transfusão de sangue?
7 - Já apresentou sangramento anormal devido a extração dentária, cirurgia ou traumatismo?
8- Está tomando algum remédio no momento?
Quais?
9 - Tem alergia a algum medicamento?
Qual? __
10- Vomita freqüentemente?
11 - Tem dificuldade de mastigar? OS ON O NS E de engolir?
12 - Sofre de sinusite?
13 - Costuma respirar pela boca?
14 - Fica muito apreensivo ao submeter-se a tratamento odontológico?
15 - Já tomou anestesia local ou geral? OS O N O NS Teve algum problema?
16 - No caso de mulher, está grávida? OS O N O NS Quantos meses?
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON
OS ON ONS
OS ON ONS
OS ON
OS ON ONS
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OS ON
OS ON
!:IS c::JN c::JNS
OS ON
OS ON ONS
OS ON
O S ON
OS ON
OS ON ONS
36 Cirurgia Bucomax,lofacial - OoagnósLco e Trata'Tlento
Exame Físico da Cavidade Bucal
Métodos de Exame da Cavidade Bucal
INSPEÇAO
Exame visual, cm que devemos ob~en·ar:
• Coloração da mucosa
• Forma das estruturas normais
• Mobilidades
• Presença de ulcerações
• Secreções
• Sangramentos
• Números de dentes
• Tratamentos já rcali~ados
PALP-ÇÂO
Intra-oralmente deve ser realizada, visando obter infor-
mações quanto à consistência de estruturas como: lín-
gua, bochechas, assoalho bucal (glândL1la sublingunl),
rebordos alveolares, palatos duro e mole etc. Pr~nça
de sintomatologia dolorosa deve -.er avaliada.
Extra-oralmente, devemos palpar as regiões pa-
rotídeas, submandtbulares e submentoníanas, a ali-
ando a consistência das respt."Ctivas glândulas, sinto-
matologia dolorosa e enfartamento ganglionar.
PERCUSSO
A percussão de dentes é um recurso muito utilizado
para identificação de dente~ çom comprometimen-
to~ pulpar, prematuridades, pericementites etc.
AUSCULTAÇAO
A ausculta pode ter grande alia no exame da A l M.
Cliques podem ser auscultados nas movimentações
realizadas pelos côndilos mandibulares, discos arti-
culares e ligamentos.
Resumo do Exame da Cavidade Bucal
• Avaliação da A TM por intermédio dos movimen-
tos funcionais, com palpação, auscultação, medi-
ção etc
• Ocluir as narinas individualmente para ser obser-
vada obstrnção.
• Retirar todas as próteses removíveis para inspe-
ção da cavidade bucal, em busca de lesões nos
dentes, mucosas oral e faringiana, observação de
amígdalas e língua.
• Palpação da língua, lábios, assoalho bucal e glân-
dulas salivares.
Extra-oral
Palpar o pescoço, à procura de linfonodos, tamanho
da tireóide, veias jugulares e glândulas f.alivare:,.
Exame Maxilofacial
Enquanto rl;aliza a anamnese, o cirurgiâo-dentista
deve avaliar visualmente o paciente quanto a sua
forma geral, simetria da cabeça e esqueleto facial
De,·e ainda observar movimento dos olhos, colora-
ção da conjuntiYa, e-.dera e al·uidade auditiYa. O
dt.>ntista de·e , erificar se há problemas na fala, sons
da ATul e capacidade respiratória, bem como con-
torno dorsonasal.
Exame Físico Geral
Lma ·ez realizados o question,irio (anamnese) e o
exame fisico da região bucoma'ilofacial, a a,·aliação
clínica do paciente é completada por meio de um
exume sumário das regiões, aparelhos l' sistemas.
Este exame pode ser realizado pelo cirurgião-den-
tista treinado ou por um médico clínico, que se dete-
rá um pouco mais nos setores cm que a anamnese
por ventura tenha sugerido ou revelado alterações
ou problemas. As soluções dos problema..,, -.ua eluci-
dação ou a compensclçâo sistêmica do paciente cabe-
rão ao médico clínico ou especialista.
Au~culta Cardíaca
A presença de sopro.., rudes pode ser detl"Ctada facil-
mente e eles estão presentes na maiona das cardio-
patias que possam exigir cuidados especiais durclnte
qualquer cirurgia.
A inexistência de sopros facilmente audíveis já
exclui grande parte das afecçôes cardíacas que po-
dem interferir numa cirurgia. As cardiopatias que
não produzem sopros, principalmenteª" i.,quêmicas
e as insuficiências miocárdicas, são evidenciadas ini-
cialmente pela intolerância aos exercícios e são obser-
vadas no eletrocardiograma e no ecocardiograma.
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  • 2. Cirurgia Bucomaxilofacial Diagnóstico e Tratamento Unimontes - Sistema de Bibliotecas 1 11 ..000073914.. ROBERTO PRADO Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ Especialista em Radiologia Odontológica - UFRJ Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial - UFRJ Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial - UFRJ Staffdo Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário Pedro Ernesto Professor Adjunto de Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ Professor Titular de Cirurgia Bucomaxilofacial - UNlGRANRIO Coordenador do Curso de Aperfeiçoamento cm Cirurgia Oral - ABO-RJ Membro da Sociedade Brasileira de Traumatismo Dentário MARTHA ALAYDE ALCANTARA SALIM Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial - UERJ Mestre em Patologia Bucodental - UFF Professora de Cirurgia Bucomaxilofacial - UNIGRANRIO Professora do Curso de Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral - ABO-RJ Professora de Cirurgia Bucal I e II - UNIGRANRIO Professora de Cirurgia Bucomaxilofacial t II e III - FAESA Staffdo Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Getulio Vargas 2004 I
  • 3. Conteúdo 1. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial, 1 Roberto Prado Martha Salim 2. Avaliação Pré e Pós-operatória, 33 Roberto Prado Alexander Hohn Maurício de Albuquerque 3. Diagnóstico por ltnagem, 53 Murillo Torres Rafael Pereira de Mendonça 4. Princípios de Anestesia Local na Prática Cirúrgica, 69 Roberto Prado Martha Salim 5. Técnica Cirúrgica, 105 Martha Salim Roberto Prado 6. Extração de Dentes Irrompidos, 123 Martha Salim Roberto Prado 7. Cirurgia para Extração e Aproveitamento de Dentes Inclusos, 151 Roberto Prado Eduardo Luiz Ferreira Pinto Martha Salim 8. Complicações em Exodontias, 195 Roberto Prado 9. Traumatismo Alvéolo-dentário, 209 Antônio Renato Lenzi 10. Cirurgia Pré-protética, 235 Alexander Hohn
  • 4. XVIII Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento 11. Infecções Odontogênicas, 259 16. Cirurgia dos Cistos Martha Salim Odontogênicos, 365 Roberto Prado Renato Kobler Sampaio Roberto Prado 12. Complicações Bucossinusais, 285 17. Cirurgia das Glândulas Martha Salim Salivares, 409 Renato Kobler Sampaio 13. Princípios de Diagnóstico Renata Lopes Sampaio Martha Salim Diferencial e Biópsia, 303 Martha Salim 18. Noções Básicas de Cirurgia 14. Hiperplasias Reacionais Hospitalar, 433 Adriana Raymundo Bezerra Inflamatórias,321 Renato Kobler Sampaio 19. Traumatologia Renata Lopes Sampaio Bucomaxilofacial, 445 Roberto Prado Adriana Raymundo Bezerra 15. Cirurgia dos Tumores 20. Cirurgia Ortognática, 513 Odontogênicos, 343 Roberto Prado Renato Kobler Sampaio Martha Salim Roberto Prado Martha Salim Índice Remissivo, 537
  • 5. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial Roberto Prado • Marlha Salim I INTRODUÇÃO Os cirurgiões-dentistas e seus pacientes são expostos diariamente a uma variedade de microorganismos da flora bucal que possuem potencial para transmitir doenças infecto-contagiosas, tais como viroses, he- patite B, hepatite C, AIDS, herpes, entre outros. Esse contágio na maioria das vezes é provocado por ae- rossóis vindo principalmente da seringa tríplice e da caneta de alta rotação, que contêm um número exa- gerado de microorganismos do biofilme da cavidade oral. O emprego de medidas de controle da infecção - como equipamentos de proteção individual (EPI), esterilização do instrumental, desinfecção do equi- pamento e do ambiente, antissepsia da cavidade oral do paciente e outras medidas - podem prevenir e impedir a transmissão desses mkroorganismos pa- tógenos durante nossos procedimentos. Foifeita uma revisão da literatura e uma análise crítica dos diversos manuais e trabalhos existentes, inclusive das sugestões propostas pela Secretaria de Estado de Saúde e da Fiscalização Sanitária do Rio de Janeiro. Este capítulo, dessa forma, tem por objetivo de- terminar princípios básicos de biossegurança na área de odontologia, principalmente nas especialidades cirúrgicas. CONCEITUAÇÃO Biossegurança pode ser definida como o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pes- quisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnolo- gia e prestação de serviço, visando à saúde do ho- mem, dos animais, à preservação do meio ambiente e à qualidade dos resultados (CTbio/FioCruz). A partir do momento em que o cirurgião-den- tista atende e manipula seus pacientes com instru- mentos e equipamentos no consultório ou em am- biente cirúrgico, existe a possibilidade da contami- nação. Portanto, todo o profissional, bem como o pessoal auxiliar, deve estar informado e treinado para empregar as técnicas e os procedimentos que visam ao respeito pela chamada cadeia asséptica e à bioproteção. 1
  • 6. 2 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento Terminologia Utilizada em Biossegurança Anti-sepsia Procedimento que tem como objetivo o conh·ole do número de microorganismos e, conseqüentemente, da infecção, a partir do uso de substâncias bacterici- das ou bacteriostáticas em tecidos vivos, como, por exemplo, pele ou mucosa. Artigos hlstrumentos que podem servir como veículo de con- taminação. Artigos Críticos São aqueles que rompem barreiras naturais através da penetração na pele ou em m.ucosas (p. ex., agu- lhas, lâminas de bisturi, entre outros). São instru- mentos que obrigatoriamente devem estar estéreis ou serem de uso único (descartáveis) Artigos Descartáveis São aqueles que perdem suas características originais e devem ser descartados. Artigos Semicríticos São aqueles que entram em contato com mucosas ín- tegras e exigem, pelo menos, severa desiJúecção (es- pátulas, afastadores etc.). Assepsia Esta palavra temsua origem na língua grega: n=não, sepsis =putrefação. Portanto, defini-se assepsia como sendo o conjunto de medidas utilizadas para promo- ver a destruição completa de microorganismos pre- sentes nos instrumentais ou materiais. Barreiras Meio físico utilizado como forma de impedir ou difi- cultar a contaminação de um indivíduo a outro. Biofilme Camada de microorganismos vivos aderidos a uma superfície, como, por exemplo, a placa bacteriana e o biofilme das mangueiras do equipo odontológico. Descontaminação Processo que tem por objetivo a redução, sem a eli- minação completa, dos microorganismos que se en- contram sobre o inslTumental ou superfícies com presença de matéria orgânica, tornando-os mais se- guros para serem manipulados. Degermação Tipo de antissepsia que consiste na rem.oção ou re- dução de microorganismo existente na pele, detritos, impurezas e sujidade, seja por meio de limpeza me- cânica com sabões, detergentes e escovagens ou por agentes quí1 Jücos antissépticos. Desinfecção É a destruição de alguns microorganismos patóge- nos, não necessariamente eliminando os esporos. A desinfecção é ap!icada nos pisos, paredes, superfíci- es dos equipamentos, móveis hospitalares e utensíli- os sanitários. A desinfecção é dividida em três níveis: alto, intermediário e baixo. Nível Alto Significa a remoção de todos os vírus, bactérias vege- tativas e da maioria, mas não de todos, os esporos fúngicos ou bacterianos. Nível Intermediário Significa a eliminação de todas asbactérias patogêni- cas vegetativas, inclusive o M. tuberculosis, mas não necessariamente de todos os vírus, uma vez que os pequenos vírus e os não envelopados são mais resis- tentes à desinfecção. Nível Baixo Significa a eliminação da maioria das bactérias pato- gênicas. Desinfestação Éa exterminação de insetos, roedores e ouh·os (macro- organismos) que possam transmitir doenças ao ho- mem, a outros animais ou infestar o meio ambiente.
  • 7. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 3 ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ EPI Equipamento de proteção individual (protetores ocula- res, máscaras, luvas, gorros, capotes cirúrgicos, sapa- tilhas). Esterilização É a eliminação total dos microorganismos, destrui- ção dos esporos e vírus. A esterilização é a técni- ca utilizada nos instrumentos e aparatos cirúrgicos. Pode ser obtida por processos físicos ou químicos e elimina microorganismos na forma vegetativa e esporulada. Infecção Processo de invasão de microorganismos no hospe- deiro, que pode apresentar ou não a doença manifes- tada. Esses microorganismos podem ser da flora do hospedeiro (infecção endógena) ou estranhos à sua flora (microorganismos exógenos). Infecção Cruzada É uma forma de infecção cm que o agente infeccioso é transmitido de um paciente a outro por meio das mãos dos dentistas ou de sua equipe, ou ainda pelo equipamento e ou instrumental contaminados. Infecção Direta Forma de infecção em que o agente infeccioso é tTans- mitido pelo profissional de saúde ou pela sua equipe ao paciente, ou do paciente para os profissionais da saúde. Esta transmissão é feita por intermédio das mãos ou por instrumentos contaminados ou medi- ante secreções orgânicas do paciente. Procedimentos Críticos Todo o procedimento clínico em que há a presença de sangue, pus ou qualquer matéria contaminada pela perda de continuidade do tecido. ProcedimentosSemicríticos São aqueles em que existe a presença de secreção orgânica e não ocorra perda de continuidade dos tecidos. Sanificação É a redução do número de germes a um nível julgado isento de perigo.Sua aplicação é realizada cmobjetos, dependências hospitalares, refeitórios e lavanderias. Sépsis É o colapso dos tecidos vivos pela ação de microor- ganismos. A simples presença de microorganismos não caracteriza um estado séptico. Virulência É a cap~cidade patogênica de um microorganismo. MEDIDAS DE PROTEÇÃO DA EQUIPE ODONTOLÓGICA O controle da infecção no consultório odontológico deve ser realizado por meio de wn conjunto de me- didas em que os objetivos principais são a prevenção e a proteção da equipe e do paciente contra as doen- ças infecto-contagiosas. Essas medidas incluem desde a anamnese, equi- pamentos de proteção individual (EPI), procedimen- tos de lavagem das mãos, calçamento de luvas, até as medidas de desinfecção e esterilização do material. A seguu· descreveremos essas medidas: Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Os equipamentos de proteção individual são medidas físicas que visam à proteção da equipe odontológica e do paciente. Esses equipru11entos incluem: luvas, más- caras, gorros, óculos, jaleco, capotes cirúrgicos, sapa- tilhas (propés). Luvas As luvas constituem uma das barreiras mais impor- tru1tes na proteção do profissional e da equipe auxi- liar. Elas impedem o contato direto das mãos desnu- das com a saliva, sangue ou membranas mucosas, evitando a retenção dessas substâncias e também a contaminação por microorganismos. São barreiras que impedem a contaminação do cirurgião e tam- bém evitam a contaminação do paciente por meio das mãos do cirurgião, bem como protege as mãos do cirurgião nos trabalhos laboratoriais.
  • 8. 4 c ,rurg,a Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento O uso de luvas é obrigatório, tanto em pn.x-edi- mentos odontológicos clmicos e cirúrgicos como nos laboratoriais. As luvas de atendimento clínico são barreiras que e.levem ser dispensadas a cada uso, isto é, são de uso unico e individual para cada paciente. Deve-c:;e o~en·ar também que a resistência das luvas irá de- pender diretamente do tempo de U'>O e isto poderá causar acidentes, pois, com a diminuiçáo da resistência das luvas, a possibilidade de ocorrerem perfurações aumentará. Então, é indicado que em cirurgias exten- sas e de duração longa devemos trocar élS luvas. Estes dados poderão ser observados nos Quadros 1-1 a 1--L O uso de lm·as não dispensa a dcgcrmaçào das mãos previamente. Este último procedimento c:erYe para diminuir a contagem bacteriana sob as lm·as. Quadro 1-1. Utilização de luvas Luvas de borracha "grossa·ou comerciais Luvas de procedimentos semicnticos (luvas não·estéreis: Luvas de procedimentos críticos (luvas cirúrgicas estéreis) Gu,maraes J, 2001. Tipos de luvas Utilizadas principalmente durante a limpeza dos instrumentos e materiais contaminados e na desinfecção do consultório Usadas em procedilll<!ntos semicntícos,em que não há invasão do sistema vascular.e nao produzem feridas.sangramentos etc. São luvas utilizadas em procedimentos invasivos, como as cirurgias Quadro 1-2. Variedade de luvas e suas indicações Tipos de luvas e diversos materiais Para uso nos pacientes Wtex (com ou sem navolizantes e/ou polvilhamento) Látex com menos proteínas Copolímeros sintéticos Neoprene Vinil Estireno Estireno-butadieno Guomaraes J.2001. Quadro 1-3.Outros elementos para assepsia Para outros serviços (limpeza e manuseio de instrumentos, equipamentos, pisos, móveis, lixeiras,etc.) Algodão Copolímeros Látex espesso Nitrilo Plásticos Termorresistentes Nilo-estéreis Cirurgicas estéreis.luvas de procedimentos ou exames Cirúrgicas estéreis Cirúrgicas estéreis, luvas de prncedimentos ou exame Cirúrgicas estéreis Luvas de procedimentos ou exames (utilizadas como sobreluvas) Podem ser encontradas estéreis Cirúrgicas estéreis Luvas de procedimentos ou exame Quadro 1-4.Durabilidade de uso das luvas Perfurações em luvas de látex para cirurgia de acordo com horas de uso Horas de uso luvas furadas Luvas sem furos 0-1 2 20 1·2 6 30 2·3 15 33 3-4 9 15 4-5 4 4 Gu,mar~es J. 2001.
  • 9. Máscaras O uso de máscaras é uma barreira para proteção das vias aéreas superiores evitando o contato com pe- quenas partículas no ar e aerossóis. Os cirurgiões-dentistas apresentam mais infec- ções respiratórias q1..1 e a população em geral, dessa forma o uso de máscara durante os procedimentos é imprescindível. Toda pessoa que entre em áreas se- 1ni-restritas e restritas, como centro cirúrgico, em que tenhamos material estéril exposto, deve usar másca- ras, isto também incluiprocedimentos no consultório. A máscara facial deve promover conforto e boa adaptação, não irritar a pele, não embaçar o protetor ocular, e não devemos pendurá-la ao pescoço, pois é um material contaminado. Muitos profissionais acreditam que as másca- ras podem ser usadas até que se rompam, mas essa é uma idéia errada, pois ela representa uma barrei- ra que encontra-se contaminada após o uso. Admi- te-se que ela deva ser trocada no máximo a cada duas horas de uso no mesmo paciente e, imediatamente, entre um paciente e outro, ou sempre que esta ficar úmida, pois a umidade irá facilitar a penetração de bactérias. As máscaras mais recomendadas são as que têm 99,97% de eficiência contra particulas de 0,3mm. Exis- tem vários materiais utilizados para fabricação das máscaras e estes irão variar em relação à sua capaci- dade de filtração. Um estudo clássico de Micik e cols. sobre a eficiência da máscara como medida de prote- ção individual mostrou os resultados explicitados no Quadro 1-5. Fig. 1·1A. Posicionamento de gorro, óculos de pro- teção e máscara. 8. Observar o uso de óculos com total vedamento lateral e máscara com maior ca- pacidade de filtração. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 5 Quadro 1-5. Capacidade de proteção das máscaras segundo Micik e cols. Material utilizado Capacidade de filtração Fibra de vidro 99% Fibra sintética 99% Algodão (tecido) 18a 50% Papel 32% Espuma 14% Dessa forma, ao comprarmos máscaras, deve- mos ter cuidado principaImente com o material de que são féitas, devido à sua eficiência de filtração e também à boa adaptação à face para que não cau- se incômodo durante os procedimentos (Fig. 1-1A e B). Gorros O gorro é uma medida de proteção individual tanto do profissional quanto do paciente. Os cabelos são grandes fontes de contaminação, pois nestes pode- mos encontrar microorganismos como o S. nureus, além de macroorganismos (piolhos). Por isso todos os profissionais e a equipe devem utilizar gorro du- rante todos os procedimentos clínicos e cirúrgicos, pois irá proteger da contaminação dos cabelos pelos aerossóis e pelas partículas, impedindo também que .fios caiam no campo operatório.
  • 10. 6 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento O gorro deve prender e envolver todo o cabelo, sem deixar mechas pendentes; ao retirá-lo, deve ser puxado pela parte central superior e descartado no lixo contaminado, devendo ser trocado a cada aten- dimento. Sapatilhas (Propés) O uso de sapatilhas tem sido uma questão polêmica e sem muitas conclusões científicas. Alguns acham que seu uso é indispensável, constituindo uma das medidas mais apropriadas para o controle da trans- missão de microorganismos entre diferentes ambi- entes, no entanto, outros acham inútil e alegam como ponto crítico o fato de os profissionais não lavarem as mãos após sua colocação e remoção. Entretanto to- das as pessoas que defendem seu uso afirmam que, se utilizadas de maneira incorreta, podem intensifi- car a transferência de microorganismos entre os dife- rentes locais da clínica odontológica. As sapatilhas nunca devem ser usadas fora do cenlYo cirúrgico ou na área de atendimento do con- sultório odontológico, devendo ser retiradas noves- tiário e a lavagem das mãos após sua colocação e reti- rada é imprescindível. Óculos de Proteção Os olhos são porta de entrada de vários microorga- nismos e possuem uma vascularização relativamente limitada que faci lita a sua infecção. Os óculos de pro- teção são o melhor meio de proteger o globo ocular contra partículas que porventura possam lesá-lo ou causar algum tipo de infecção. É espantoso que al- gw1s profissionais ainda não façam uso de óculos mesmo diante dos índices de infecção ocular altíssi- mos entre os cirurgiões-dentistas. Devem ser usados por todos os membros da equipe, inclusive pelo paciente, que na maioria das vezes encontra-se cm decúbito dorsal, propiciando a introdução de gotículas de aerossóis e até mesmo facilita~do a queda de instrumentos sobre o globo ocular. Os óculos de proteção deverão ser os mais fe- chados possíveis e de boa qualidade óptica. Éimpor- tante que após o atendimento ao paciente os óculos sejam lavados com sabão líquido e soluções deter- gentes e anti-sépticas, e, então, limpos e secos com papel-toalha·. A seguir, no Quadro 1-6 estão enumeradas as principais complicações oftalmológicas nos consul- tórios. Quadro 1-6. Principais complicações oftalmológicas nos consultórios Injúrias Sintomatologia,complicações e Tratamento (excetuando os procedimentos de Corpos estranhos na córnea, abrasões e erosões recorrentes Ulceração profunda e corpo estranho retido Queimadura física Queimadura química Guimarães, 2001. conseqüências emergência, procurar sempre o oftalmologista) Formação de cicatrizes Defeitos na visão Dor e outros sintomas Fotofobia Absenteísmo Dor Irritação Descolamento de retina Formação de catarata Endoftalmite Cegueira Dor Irritação Lacrimejamento Cicatriz permanente na córnea Dor Irritação Lacrimejamento Cicatriz permanente na córnea Exame com fluoresceína Remoção de corpo estranho Curativo oclusivo Repouso Antibiótico Anestésico tópico Radiografia Remoção do corpo estranho Cirurgia Curativo oclusivo Antibióticos tópicos Curativo oclusivo Anestésico tópico Antibióticos tópicos Irritação imediata (5-1Omin) Manutenção das pálpebras abertas Anestésico tópico Antibióticos tópicos
  • 11. Jaleco De preferência deve ter gola do tipo"gola de padre", com mangas longas, punhos com elásticos e compri- mento cobrindo os joelhos. Pode ser confeccionado em pano tipo algodão ou polipropileno (descartá- vel). Deve sersempre usado nos atendimentos odon- tológicos. Retirar todas as vezes em que sair da sala clínica e, ao transportá-lo, deverá estar em um saco plástico fechado. Não é necessáúo que esteja estéril para procedi- mentos semicliticos, porém deve ser trocado diaria- mente ou após contamü,ação. Os jalecos, quando mo- lhados ou contaminados por secreções como saliva e sangue, devem ser h·ocados imediatamente, pois au- mentam a possibilidade de contaminação, facilitando a passagem de microorganismos. Capote Cirúrgico O capote cirúrgico é parte do uniforme empregado para a realização de procedimentos críticos. Deve ser vestido sobre o uniforme (conjunto de calça e blusa não-estéril) ao entrar no centro cirúrgico ou em clíni- cas odontológicas que possuam esta estrutura. O ca- pote cirúrgico deve estar estéril e ser trocado a cada procedimento cirúrgico, deverá ser de manga longa, com punhos elásticos,"gola padre" e ter comprimen- to até os joelhos; também não deverá possuir abertura anterior ou botões. Pode ser de material descartável (polipropileno) ou algodão, sendo que os capotes em Fig. 1·2. Posicionamen- to de gorro, óculos de proteção e máscara. As mãos devem estar posi- cionadas superiormen- te após o calçamento das luvas. Uso de ca- pote e gorro em mate- rial descartável (polipro- pileno). Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 7 algodão deverão receber cuidados especiais no pro- cessamento de lavagem para nova esterilização. O capote cirúrgico é vestido após o profissional estar devidamente paramentado com óculos de pro- teção, gorro e máscara e ter realizado previamente a degennação das mãos. Após a colocação do capote cirúrgico as luvas cirúrgicas devem ser calçadas de forma a cobrir o punho do capote. Os passos para a colocação do capote serão descritos posteriormente (Figs. 1-2 e 1-3). Campos Cirúrgicos de Mesa São coberturas de materiais esterilizáveis que deve- rão ser utilizadas em superfícies passiveis de conta- minação. Poderão ser confeccionadas de tecidos des- cartáveis ou não e deverão ser impermeáveis ou de dupla camada, evitando o contato com a superfície caso o campo seja molhado e evitar gue insh·umentos perfurocortantes acidentalmente perfurem o campo e toquem na mesa. Geralmente devem exceder cm 30cm o tamanho da mesa nas laterais (Fig. 1-4). Campos para o Paciente O campo confeccionado para o paciente poderá ser um campo simples, cobrindo o tórax do paciente ou um campo tipo fenestrado, de tamanho que cubra toda a cabeça do paciente, excedendo em30cm a lateral da cadeira odontológica. Apresenta aproxi- Fig. 1-3. Profissio· nal EPI completo para procedimento cirúrgico. Uso de capote e gorro em algodão (material não descartável). Clínica Odontoló· gica ela FAESA.
  • 12. 8 Cirurgia Bucomaxilofacial - D1agnóst,co e Tratamento madamcnte 1 metro de largura por 1,5 metro de com- primento (Fig. 1-1). À . íig. 1-4. Campo cirúrgico mont.:ido. Clínica Odontológira cl,, .ESA. Campo Protetor da Caneta de Alta Rotação Campo utilizado para cobrir a mangueira da taneta de alta rotação. Aprcsenta-~e com 0,5 metro de com- primento e 5cm de diâmetro, possuindo elástico em urna das pontas para prender na caneta de alta rota- ção, e'itando a contaminação da bandeja cirúrgica com a mangueira nào-e~téril. PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS A la, agem das mâos é uma das principais medidas para o controle da infecção cruzada no corn,ultório e deve ser realizada antes e após o conlalo com o paci- ente, instrumental e artigos contaminados. Tem por finalidade reduzir a flora bacteriana das mãos a um nível aceit,h'el, e esse procedimento de,·e ser realiza- do por toda a equipe. A simples lavagem das mãos é capaz de n•du7ir em 80°{, as infecções cruzadas, re- moH•ndo boa parte da sua microflora. :-.lo entanto, existe todo um protocolo a ser ..eguido para a lava- gem das mãos e essa higicnização podt•rá ser realú:a- da com auxílio de escovas ou não. A técnica de lavagem das mãos pode ser reali- zada com sabão comum, sabão degermante ou an- ti-sépticos, todos sempre na forma líquida, visando a reduzir a flora bacteriana residente, assim como rc- mo,·er oleosidade, sujeiras, p01os e células dcscama- ti, as. Antes de qualquer lavagem das mãos de, e-se remover anéis, pulseirc1s, relógios ou qualquer tipo de adorno. Quando houver ferimentos, estes deve- rão ser cobertos com curati, os impermeáveis e o profr,sional deve utilizar lu'aS duplas. Técnica Básica de lavagem das Mãos fa.ta técnica de,·erá ser realinda antes de procedi- mentos semicnticos e como técnica inici,,1 da lava- gem das mãos para procedimentos críticos. O pro- cesso deverá ser realizado nn seguinte seqüência: 1. Primeiramente retirar todos o~ adornos (aneis, pulseiras, relógios). 2. Posicionar-M~, próximo à pia, de forma confor- tável. 3. Não tocar na pia com o (Orpo, pois esta se apre- senta contaminada e poderá molhar a roupa, fa- cilitando a contaminação (Fig. 1-5). 4. Abrir a torneira com a mão dominante, com o cotovelo ou, em rnsos de circuito elétrico, acio- ná-la com o pé (Fig. 1-6). 5. Uml•tlecer mãos e antebraços cm água corrente e, de preferência, morna (facilila a remoção das impurezas, pois abre os poros) (Fig. 1 7). 6. Colocar quantidade suficiente de sabao líquido na palma dc1 mão e espalhar pelas mãos e ante- braços. 7. Friccionar uma palma da mão contra a outra e também fnccionar o dorso da mão. 8 Abnr os dedos e friccionar os de uma das mãos de contra os da outra, higiernzando as regiões interdigitais. 9. friccionar as pontas dos dedos de uma das mãos na palma da mão opost,1 10. Dobrar os dedos e friccionar a região articular contra a palma da mão oposta. 11. Friccionar a região lateral da mão de contra a da opo..,ta. 12. Finalmente friccionar o polegar e !>u,1 região in- terd igital na mão opostn fechada. 13. Enxnguar as mãos em agua corrente, e repelir o prcxedimento. 14. Finalmente enxugar as mãos com papel-toalha descartável ou comprcssn.
  • 13. 15. Fechar a torneira com o cotovelo ou, em casos de torneiras convencionais, fechar com auxílio de toalha descartável. O tempo de fricção das mãos não deve ser infe- rior a 30 segundos. Técnica de Degermação das M ãos para Procedimentos Críticos Esta técnica possui a mesma seqüência da técnica bá- sica de lavagem das mãos, no entanto, em vez de sabão comum líquido, utilizamos soluções deger- mantes eescova plástica estéril, para as unhas. Asso- luções aplicadas mais comumente são: polivinilpir- rolidona a 10% (lodo dcgcrmante) e, cm casos de pessoas alérgicas a iodo, podemos usar clorexidina degermante a 4% com clorexidina alcoóliCé:i. O tempo de higienização das mãos não deverá ser inferior a 5 minutos. A seguir, a descrição da técnica: l . Primeiramente retirar todos os adornos (anéis, pulseiras, relógios). 2. Posicionar-se próximo à pia, de forma confortá- vel. 3. Não tocar na pia com o corpo, pois esta apresen- ta-se contaminada e poderá molhar a roupa, fa- cilitando a contaminação (Fig. 1-5). 1 Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 9 4. Abrir a torneira com a mão dominante, com o cotovelo ou, em casos de circuito eléh·ico, acio- ná-la com o pé (Fig. 1-6). 5. Umedecer as mãos e os antebraços em água cor- rente e morna (facilita a remoção das impurezas, pois abre os poros) (Fig. 1-7). 6. Colocar quantidade suficiente de solução dcgcr- mantc na palma da mão e espalhá-la pelas mãos e antebraços (Fig. 1-8). Fig. 1-6. Pedal elétrico da torneira. Observar comandos para saída de água, sabão detergente e anti-séptico. Fig. 1-7. Umidificar mãos e antebraços para o início da higieniza. Fig. 1-5. Pias para escovação. Clínica Odontológica da FAESA. ção.
  • 14. 1O Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento Fig. 1-8. Colocar solução degermante e espalhar em mãos e ante- braços. 7. Friccionar uma palma da mão de contra a outra e também o dorso da mão e o antebraço (Fig. 1-9). 8. Abrir os dedos e friccionar os de uma das mãos de contra os da outra, higienizando as regiões interdigitais (Fig. 1-10). 9. Friccionar as pontas dos dedos de uma das mãos na palma da mão oposta (Fig. 1-11). 10. Dobrar os dedos e friccionar a região articular contra a palma da outra mão. 11. Friccionar a região lateral da mão de contra a da oposta (Fig 1-12). 12. Friccionar o polegar e sua região interdigital na mão oposta fechada (Fig. 1-13). Fig. 1-9A. Friccionar a palma das mãos. B. Friccionar o dorso das mãos. C. Friccionar as mãos contra o antebraço em movimentos circula- res, do punho em direção ao cotovelo. Fig. 1-10. Higienização das regiões interdigitais dos dedos. Fig. 1-11. Friccionar as pontas dosdedos de uma das mãos sobre a palma da mJo oposta.
  • 15. Fig. 1·12. Friccionar aregi.lo lateral da mJo con· tra a palma da m.io oposta. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 11 Fig. 1-13. Friccionar o polegar e:a região interdi· gital. Fig. 1-14. Embalagem da escova plástica estéril. 13. Escovar as unhas com auxílio de escova plástica estéril e solução degermante por 1 minuto (Figs. 1-14 a 1-16). 14. Enxaguar as mãos e antebraços em água corren- te, e repetir o procedimento. A posição das mãos deve estar superior aos antebraços (Fig. 1-17). 15. finalmente, enxugar as mãos com compressa es- téril, sempre no sentido da mão para o antebraço (Fig. 1-18). J6. Fechar a torneira com o cotovelo ou, nos casos de circuito elétrico, ela fechar-se-á automatica- mente. Fig. 1-15. Escova plástica estéril e espátula para unhas. Fig. 1-16. Escovação das unhas. Fig. 1-1 7. Enxágüe das mãos e antebraços. Este deve ser realizado sempre no sentido mão-antebraço.
  • 16. 12 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento Fig. 1-18. Secagem das mãos com compressa estéril. 17. Vestir o capote estéril e calçar a luva cirúrgica es- téril de acordo com a técnica que será descrita 1nais adiante. Técnica de Lavagem das Mãos com Escova A utilização de escovas para higienização das mãos é muito empregada em ambientes cirúrgicos É reali- zada com escovas plásticas estéreis descartáveis, em- baladas individualmente e embebidas em soluções degermantes como polivinilpirrolidona a 10% ou clo- rexidina a 4% (Figs.1-14 e 1-15). O tempo de escova- ção deve ser de no mínimo cinco minutos para cada mão. Devemos sempre iniciar pela mão dominante, isto é, a mão que escrevemos, pois é observado que quando iniciamos pela mão não-dominante tende- mos, mesmo contra a vontade, higienizar menos a mão dominante. Alguns profissionais contra-indicam a utilização de escovas pelo risco de microabrasões superficiais da pele, possibilitando uma via de conta- minação, além de possuírem um custo mais elevado. O processo deve ser realizado na seguinte seqüência: Antes de Iniciar a Escovação Propriamente Dita 1. Retirar todos os adornos (anel, pulseira, relógio). 2. Molhar dos dedos até as pregas de flexão dos an- tebraços e cotovelos (ver Fig. 1-7). 3. Ensaboar demoradamente as citadas regiões. 4. Lavar, retirando todo o sabão, mantendo sem- pre os antebraços cm posição elevada (nunca abaixo da horizontal), pois evitará que a água dos cotovelos escorra para as mãos. Após Esse Procedimento Iniciar a Escovação Propriamente Dita 1. Abrir o pacote da escova descartável e segu- rá-la em uma das metades (não contaminar a outra metade que servirá para escovação da outra mão). 2. Umeclecer novamente todo o antebraço, usando água :morna, pois os poros dilatados pela ação do calor facilitam a dcgermação. 3. Espalhar o sabão pelas mãos. 4. Iniciar a escovação pela mão dominante. 5. Escovar todas as unl1as dessa mão, contando mentalmente 50 vezes (não muito violenta). Os movimentos são de vaivém (Fig. 1-16). 6. A palma dessa mesma mão será escovada em toda sua extensão, desde as pontas dos dedos até a prega do punho (Fig.1-20). 7. Iniciar pelo dedo mí.nimo, indo até ao polegar. 8. Todos os dedos serão escovados, nas faces pai- mares e dos lados (Fig. 1-21). 9. Todas as regiões mencionadas receberão cerca de 25 escovadelas cada uma. 10. O dorso da mesma mão será escovado, dando-se especial atenção aos sulcos interdigitais, faces dorsais dos dedos e, novamente, pregas supra- ungueais (cutículas) (Fig. 1-19). 11. Escovar a face anterior do antebraço, desde o punho até a prega de flexão do braço, em movi- mentos de vaivém; depois, as bordas laterais e o dorso do antebraço (Fig. 1-22). 12. Mudar a escova para a mão dominante, segu- rando na ouh·a metade e iniciar a escovação da mão não-dominante na mesma seqüência. 13. Após terminar a escovação, soltar a escova no recipiente (Fig. 1-23). 14. Enxaguar minuciosamente dedos, mão e ante- braço, retirando todo o sabão. Manter sempre os antebraços elevados, para evitar que a água das vizinhanças do cotovelo (contaminada) escorra para as mãos (Fig. 1-24).
  • 17. Fig. 1-19. Higienização utilizando escova em todas as etapas. Escovação do dorso da mão sempre realizada no sentido mão-an- tebraço. Fig. 1-20. Escovação da palma da mão sempre realizada no senti- do mão-antebraço. Fig. 1-21. Escovação dos dedos e região interdigitais. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 13 Fig. 1-22. Es,<:ovação do antebraço. Fig. 1-23. Higienização completa das mãos e antebraço. Fig. 1-24. Enxágüc das mãos.
  • 18. 14 C·rurg,a Bucomax lofacial - Diagnóslrco e Tratamento 15. Ao terminar, fechar a torneira com o cotovelo ou, nos casos de cirrnito elétrico, ela fechar-se-á automalicamentc. 16. Enxugar ai- mãos com compressa estéril e seguir para a colocação do capote cirurgico e o calça- mento das luvas e'>téreis (Fig. 1-18). COMO VESTIR O CAPOTE CIRÚRGICO O capote cirúrgico deve ser vestido após a dcgcr- rnação das mãos. É importante lembrar que o pro- fis,;ional já deverá estar com a máscara, os óculo:., de proteção e o gorro previamente colocados antes da dcgermação das mãos. Com o máximo de cuidado, sem tocar em nada (mesa, outros capotes, instrumentos), pegar o capote Fig. 1-25A. Vt>,hmenta do capote. lnicidí •,egurando pela p.1rte in- l('f'na da gola B. De<dobrar IPntamente sf'm enco,1ar no re,tante do capote. pela gola, com o indicador e o polegar, e le'antá-lo, sem encostar cm nada (Fig. 1-25A). Com outros dois dedos da mão ainda seguran- do pela gola do capote cirúrgico, dislendê-lo e, pela ação da gravidade, este irá desdobrar-se, devendo permanecer o lado interno do capote voltado para o profissional (fig. 1-2.58). Lm nenhum momento de- ve-se tocar na face externa do capote drurgico, "º- mente a parte interna da gola deve ser considerada contaminada. /. seguir, de'e-se introdu.rir o braço na manga do lado corre'>pondente. Uma vez intro- duzidos os braços o mais profundamente possível nas mangas do capote, aguardar que a assistente de sala o puxe pela gola, permilindo acomodar melhor o braço e introdu.,ir as m,'los ainda <;cm luvas (fig. 1-27) .pós puxar o capote pela gola, o auxiliar amar- ra o cadarço exbtente na parte po~tcrior do capote localizado atr,s do pescoço (Fig. 1-27). Em seguitfo, o cirurgiào calça a luva estéril (o'> passos serão descrilos a seguir) e apresenta os cadar- ços existentes na cintura do capote para o auxiliar, que os amarra na cintura (Figs. 1-28 e 1-29). A partir Fig. 1-26. Levantar o capote e deixar que se desdobre compl<'t.l- mentP Centro C1rúrg1co da UFRJ.
  • 19. Fig. 1·27. O auxiliar amarra a parte superior da gola. Toda a parte posterior do capote cirúrgico é considerada contaminada. Centro Cirúrgico da UFRJ. Fig.1-28. O cirurgião calça a luva de acordo com a técnica correta. Fig. 1-29. O auxiliar amarra a alça da cintura do capote cirúrgico. Centro Cirúrgico da UFRJ. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 15 desse momento o cirurgião deve posicionar-se de modo a evitar contato com qualquer pessoa ou ob- jeto contaminado. As mãos deverão estar sempre acima da cintura. Emmuitos capotes temos bolsas na região anterior do tórax, ideais para a acomodação das mãos enluvadas. CALÇAMENTO DAS LUVAS CIRÚRGICAS O calçamento das luvas cirúrgicas deverá ser feito após a degermação cirúrgica das mãos e a colocação do avental estéril, como já descritas. A técnica, des- crita a seguir, deverá ser empregada nos casos de cal- çamento çle luvas cirúrgicas estéreis para procedi- mentos críticos. 1. O auxiliar deve abrir a embalagem da luva pelas abas e dispensar o envelope interno sobre a me- sa, que deve estar coberta com campo estéril. ESQUERDA 1 B Fig. 1·30A e B. Luva cirúrgica estéril.
  • 20. 16 Cirurgia Bucomax1lofacíal - o,agnóstico e Tratamento ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 2. O cirurgião deve desembalar as luvas cuidado- samente, de forma a não tocar sua face externa (Fig. 1-30). 3. Pega-se uma das lu,·as pelo punho, com a aba do- br,,da pelo lado externo, que é calçada pela mão oposta, estando a palma voltada para cima (Fig. 1-31). 4. Em seguida pega-se a outra luva com a aba do- brada pelo lado interno, com a mão que já estáen- lU·ada, e calça-se a outra mao (Fig..,. 1-32 a 1-3-l). 5. Após se calçarem as duas lm·as, ajustam--.e as mãos, iniciando-se pelos dedos e depois cobrin- tlo-se o punho do aventalcom a luva (Fig. 1 -35). 6. tanter a-. mãos elevadas, sem tocar cm nada que não sc1a estéril (Yer Fi~s. 1-2 e 1-3). Fig. 1·31. Pega-sp uma dd~ luvas pelo punho, dbd dobrad.i 110 lado e:..IC'rno, que é calçada pela mào opo~ta estando a palma da mão vohada para cimd. Fig. 1-32. Em seguida, pegd·Se a outra luva, aba dobradd no lado interno, com a mão já com a luva e calça-se a outra mào. Fig. 1-33. Ca_tçamc·nlo da lua cirúrgica. Fig. 1-34. Calçamen10 da luvd (irúrgic.i. Fig. 1·35. Após se calçarem as duas luvas, ajustam-,e as mJo, 1ni- cia11do-,e pelos dcdo5 e depois cobrindo-se o punho do avental c-om a luv.i.
  • 21. PREPARO DO PACIENTE O preparo do paciente compreende a colocação dos equipamentos para sua proteção e o preparo de sua pele e boca pelos processos de anti-sepsia e profila- xia. Equipamentos de Proteção do Paciente Oequipamento de proteção do paciente já foi descri- to quando relatamos os equipamentos de proteção individual (EPl), o que inclui óculos de proteção, touca e campos estéreis. Anti-sepsia do Paciente A anti-sepsia do paciente será dividida conforme o procedimento a ser realizado. Para procedimentos semicríticos podemos apenas realizar o preparo da cavidade oral do paciente. E, em casos de procedi- mentos críticos, o preparo extrabucal será exigido. Preparo da Boca O preparo da boca tem por objetivo a redução da car- ga microbiana dos aerossóis produzidos durante os procedimentos. Deve-se iniciar por meio de escova- ção dental ou profilaxia com substâncias anti-sép- ticas. Este preparo deve ser feito por bochecho com uma solução anti-séptica aquosa de polivinilpirroli- dona (PVPl) a 10% ou de clorexidina a 0,12%. Após esse procedimento, o paciente é coberto com os cam- pos estéreis. Preparo Extrabucal Aanti-sepsia extrabucal da pele do paciente deve ser feita com produtos anti-sépticos degermantes à base de PVPT a 10% com veículo à base de eterlaurilsulfa- to de sódio ou solução degermante à base de clorexi- dina a 4%, seguida de aplicação de solução alcoólica de clorexidina a 0,5%, com o auxílio de compressas estéreis. O objetivo é diminuir a flora residente e transitória da pele, evitando a possibilidade de con- taminação da feridacirúrgica.O procedimento é rea- Iizado da seguinte forma: 1. Remoção de resíduos e cosméticos pela lavagem do rosto com água e sabão. 2. O auxiliar deve preparar a gaze montada (gazes previamente esterilizadas presas cm pinças). Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 17 3. Gazes na mão oposta devem ficar presas entre os dedos da mão. 4. A gaze montada é embebida com solução deger- mante. 5. Delimita-se o campo para degermação (em ci- rurgia oral o limite é abaixo dos olhos até a altu- ra da clavícula). 6. Movimentos circulares na região peribucal, sem voltar com a mesma gaze nas porçõesjá pintadas. 7. Despreza-se tal gaze e coloca-se uma nova na pinça. 8. Procede-se com a mesma manobra até cobrir toda a área. 9. Limpa-se a região pintada comcompressaestéril. Após todos esses procedimentos descritos, da- remos, a partir de agora, atenção para os processos de descontaminação e esterilização dos materiais e superfícies, descrevendo as substâncias e os princi- pais métodos empregados. ~ DESCONTAMINAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO Descontaminação o :--, i,,. ~ e, ;::; .... o 2, Após o atendimento, os intrumentais devem ser sub- i metidos a um processo de descontaminação, poden- do ser realizado de diversas formas, de acordo com as normas publicadas pelo Ministério da Saúde em 1994. a) Fricção manual com escovas ou esponjas, entre outros, em substâncias específicas para esta fina- lidade. b) Pressão de jato de água com temperatura entre 60 a 90°C durante 15 minutos. c) Imersão dos artigos em água em ebulição. d) Autoclavagem prévia do instrumental ainda con- taminado, sem o ciclo de secagem. e) In,ersão completa do instrumental em solução desinfectante, acompanhada ou não de fricção com escova ou esponja. Todos estes métodos advogados pelo Ministé- rio da Saúde possuem vantagens e desvantagens, devendo-se principalmente tomar cuidado em re- lação aos métodos manuais, que podem causar acidentes durante sua execução. Principalmente para evitar estes riscos, pode-se utilizar esta des- contaminação, imergindo todo o instrumental em substâncias dcsinfcctantes, como glutaraldeído a
  • 22. 18 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento 2% por 30 minutos ou, também, fenóis sintéticos, pelo mesmo período. A descontaminação tam- bém pode ser realizada com processo de pré-lava- gem, utilizando-se para isto sabões enzimáticos que visam à remoção da matéria orgânica. Não se deve utilizar soluções de hipoclorito de sódio para os instrumentais metálicos, pois provocam a cor- rosão, além de apresentarema atividade diminuí- da pela presença de 1natéria orgânica. Pré-lavagem do Instrumental O procedimento visa a facilitar a remoção de partí- culas impregnadas na superfície do instrumental. Este processo inicia-se com a lavagem do instru- mental cm água corrente após sua remoção da etapa prévia de descontaminação. Os instrumentais que possuam articulação devem permanecer abertos du- rante esta etapa. A pré-lavagem podeser realizada com aparelho de ultra-som ou processo manual. Aparelho de Ultra-som Estes aparelhos são constituídos por osciladores pic- zoelétricos situados no invólucro de aço inoxidável e por uma cuba paraimersão do instrumental emsolu- ção dcsencrostante ou enzimática (Fig. 1-36). O volume de água comsabão enzimático (lOml/li- tro de água) ou dcscncrostante (1 colher de chá/litro de água) deve ser seguido conforme a recomendação do fabricante. O efeito básico do ultra-som é a cavita- ção, o que possibilita a limpeza de pequenas e delica- das superfícies, praticamente inacessíveis a escova. Fig. 1-36. Expurgo (área de lavagem de materiais contaminados). Observar cuba de ultra-som. Clínica Odontológica da FAESA. O tempo de h·abalho pode variar de 2 a 10 mi- nutos. Após o término do ciclo, o material deverá ser lavado em água conente. Processo Manual Neste processo o material fica mergulhado por um período de aproximadamente 20 m inutos cm uma cuba plástica contendo desincrustante ou por 10 mi- nutos em solução enzimática. Ao término do tempo de im.ersão, o instrumen- tal é removido com uma pinça e lavado cm água cor- rente, sob escovação intensa. Y,,·de ressaltar que sempre que os instrumentais contariünados forem manipulados, o profissional de- verá utilizar EPI completo e estar calçando luvas de borracha grossa (luvas comerciais) para evitar aci- dentes que poderiam resultar em contaminação. SECAGEM E EMBALAGEM DO INSTRUMENTAL A secagem do instrumental pode ser realizada ma- nualmente ou por meio de estufa (em torno de SOºC) ou ar comprimido. A secagem manual deve ser reali- zada cuidadosamente, no sentido de se evitar aci- dentes pcrfurocortantes. Os instrumentais deverão se embalados de acor- do com o método de esterilização a ser empregado. Na estufa (calor seco) pode-se utilizar entbalagcm em papel Kraft n2 80 monolúcido ou caixas metálicas. Na autoclavc (calor úmido) pode-se utilizar corno em- balagem papel crcpado (celulose quimicamente trata- da), tecido de algodão cru, tecido sintético à base de polipropilcno, caixas metálicas per.furadas próprias para autoclavc e papel grau cirúrgico. É importan- te lembrar que as caixas metálicas perfuradas para autoclave deverão estar envoltas cm um dos mate- riais citados anteriormente, para que não haja conta- minação após sua remoção da autoclave. AGENTES QUÍMICOS PARA DESINFECÇÃO Hipoclorito de Sódio a 1% Utilizado para desinfecção de superfícies e ambien- tes. Não deve ser utilizado em instr'umentais metáli- cos, pois causam corrosão.
  • 23. Deve-se lavar e ren1over remanescentes orgâlú- cos, porque estes diminuem sua ação bactericida. Indicação O hipoclorito pode ser utilizado como descontami- nante de superffcie na concentração de 1%a 1,5% de cloro ativo. O ideal é que áreas ou materiais a serem desirúcctados fiquem cm contato com o hipoclorito pelo menos 10 minutos, não ultrapassando os 30 mi- nutos, pela possibilidade de corrosão. As soluções de hipoclorito não devem entra r em contato com o for- maldeído, pois haverá a produção de biscloromctíli- co, que é carcinogênico. Vantagens • Rápida ação antimicrobiana. • Amplo espectro. • Econômico. • Efetivo cm soluções diluídas. Desvantagens • Esporicida apenas cm altas concentrações (5,25%). • Não pode ser reutilizado. • Deve ser preparado diariamente. • Atividade diminuída pela presença de matéria or- gânka. A perda de cloro devido à matéria orgâni- ca pode ser significante, quando são empregadas mínimas quantidades de cloro. Maiores níveis de cloro, porém, tendem a produzir reserva de segu- rança para exercer a ação bactericida desejada. • Odor desagradável persistente. • Irritante para a pele e olhos. • Corrói metais e esh·aga tecidos. • Ataca plásticos e borrachas. Fenol Sintético Os fonóis agem sinergicamente, oferecendo um am- plo espectro de ação antimicrobiana, incl usive ativi- dade tuberculicida. São utilizados sobre metais, bor- racha e plásticos sem nenhum problema, mas seu uso por tempo prolongado pode deteriorar certos plásticos. Como desvantagem, temos seu grande po- der de penetração, sendo tóxico sobre o epitélio e podendo dar origem à despigmentação da pele. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 19 Dessa forma, deve ser manipulado com luvas im- permeáveis. No entanto, o glutaraldcído ainda se apresenta mais tóxico. Como exemplos, podemos citar: Duplofen a 5%; Gennpol a 5%, Marcofen a 3%; Ter-Syl a 6%. Indicações • Descontaminação. • Desinfecção de instrumentos sernicríticos e super- fícies. • Limpeza e desinfecção de paredes, pisos, superfí- cies fixas, em locais de alto risco. Vantagens • Bactericida, virulicida e fungicida. • Desinfetantes em imersão e em superfícies. • Oteis cm metais, vidros, borrachas e plásticos. • Menos tóxicos e corrosivos que o glutaraldeído. Desvantagens • Preparo diário. • Podem atacar vidros e plástico com a exposição prolongada. • Irritantes para a pele e para os olhos. Quando utilizados na desinfecção de superfícies, por não serem voláteis, os fcnóis sintéticos se deposi- tam, devendo ser removidos com pano úmido, pois, ao reagirem com a umidade, passam a exercer ação antimicrobiana residual. Possui a vantagem de ser eficaz na presença de remanescentes orgânicos. Tempo de exposição de 10 a 30 minutos, dependendo da concentração. Glutaraldeído É um dialdcído saturado - 1,5 pentanedial, que pode se apresentar pronto para o uso. Em pH ácido, necessita ativação pelo bicarbonato de sódio, para exibir atividade esterilizante. Quando cm presença de pH alcalino, o glutaraldeído ativado sofre polime- rização; caso seu pH seja 8,5, inativa-se após 14 dias; caso apresente pH 7,5, inativa-se após 28 dias.
  • 24. 20 Cirurgia Bücomaxilofacial- D1agn6stico e Tratamento Indicação Pode ser utilizado na descontaminação de artigos in- fectados antes da esterilização, pois age na presença de matéria orgânica. Vantagens • 0-ãoaltera materiaiscomo pl,1-.tico e borracha nem disso! e o cimento de lentes de instrumentos ópti- cos e não interfere na condutividade elétrica de equipamentos de anestesia gasosa, uma ve'I que possui cm sua formulação antioxidantes. • !:ão é contaminado por microorganismos. • l.ão dc!>colora os materiais. • Atemperatura ambiente, mantém sua estabilidade. • Por ser menos volátil que o formaldeído, libera menos , apores irritantes e odor forte. • Não é irritante para a pele e as mucosas, mas pode provocar dermatite de contato. Desvantagens • Apresenta tox1c1dade cutânea, celular e inalatória. Libera vapores tóxico'>, razão para se evitar o pro- cessamento de materiais cm salas rnal ventiladas, cm recipientes sem tampa ou com vazamentos. Aconselha-se o uso de máscaras com camada de carvão ath·ado para diminuir o efeito tóxico, quan- do em manipulação freqüente. • É alergênico. • 1Ião pode ser utilizado cm superfícies. • 5ua ati, idade corrosh a aumenta com a diluição. • Seu tempo de reutilização vana com a biocarga. • Pode ser retido por materiais porosos, por isso exi- gir enxágüe rigoroso, para evitar seus resíduos tó- xicos. O limite maximo de glutaraldeído no ar e de 0,2ppm, podendo então causar irritação nos olhos, garganta e nariz. Dessa forma deve ser armMenado com ventila- ção adequada e fechamento hermético dos recipien- tes para a minimi,ração desses efeitos. O enxágüe cuidadosoé muito importante, para que sejam e, ita- das reações nos pacientes decorrentes de resíduos de glutaraldeído. É usado em desinfecção de a rtigos termossensí- veis nas concentrações de 2% por 30 minutos. '!ão é indicado para de,infecção de superfíacs. Formaldeído Éencontrado na forma líquida em soluções de 37', a 40~. e na forma sólida (paraformaldeído) A descon- taminação é feita mediante dcfumignção de ambientes fechados. Classificação Éclassificado como desinfetante de alto n,vel e este- rilizante químico. No processo de desinfecção o tem- po de exposição é de 30 minutos, e, para esteriliza- ção, o tempo é de 18 horas. Vantagens • Menos corrosh·o que o glutaraldcído. • Pode ser usado na desinfet:ção de acrílico, polipro- p1leno, náilon, borrachas e instrumental. • Ação bactericida, virucida, fw1gicida e er.,poricida. Desvantagens • Tempo deexposição para esterilização (18 horas). • Tem ação irritante para a pele. • Tóxico quando inalado. • Odor desagradável. • Alto poder cancerígeno. • Este produto não é aceito pelo CDC (Centerfor Di- seases Contrai - EUA). lodóforos São os anti-sépticos mais antigos para aplicação na pele e mucosas. As novas gerações de derivados de iodo possuem ação germicida, mm, não provocam manchamento e diminuíram seu efeito cáustico. Por- tanto, as superfícies mucosa-, e pele devem ser desin- fectadas pelos compostos libcradorcs de iodo (iodó- foros). Devemos ter cuidado, pois não são raros os relatos de alergia ao iodo. S.io desinfetantes de mvel intermediário, em- pregadoscomo anti-'iépticos desinfetantes de artigos e superfícies e entram também na composição de so- 1uções de degermantes. São encontrados principalmente na forma de polivinilpirrolidona (P'P), que possui como vanta- gens efeito prolongado após sua aplicação, menos j
  • 25. alérgico, não mancha a pele, sendo menos irritante quando usado como anti-séptico. Algumas soluções comerciais de iodóforos, dependendo da formulação, podem ser usadas como anti-sépticos (PVP-1) na la- vagem das mãos, no preparo pré-operatório da pele e de mucosa bucal para anestesia local e procedi- mentos cirúrgicos, ou como desinfetantes (conforme descrito anteriormente). Possuem atividades bacte- riostática, virulicida e tuberculicida após 5 a 10 mi- nutos de exposição, sendo excelentes para limpeza de superfícies. No entanto, sabe-se que os iodóforos não são es- terilizantes, são instáveis em altas temperaturas e, sob a ação da luz, podem alterar a cor de certas su- perfícies. Álcool Etílico (70%) O álcool pode ser considerado eficiente, porque sa- bemos que é capaz de desnaturar proteínas e dissol- ver gorduras, fazendo com que ocorra um aumento na sua capacidade microbiana de destruir vírus pro- tegidos dentro de células. O álcool a 98% não apresenta o mesmo poder desinfectante que o álcool a 70%, porque o álcool a 98% evapora muito rapidamente e promove apenas a desidratação e a fixação das bactérias. O álcool a 70% evapora mais lentamente e atua sobre os micro- organismos, desnaturando suas proteínas e levando à sua destruição. Indicações • Desinfecção de artigos e superfícies. Vantagens • Rapidamente bactericida. • Tuberculicida e virucida para vírus lipofílico. • Econômico. • Ligeiramente irritante. Desvantagens • Não é esporicida. • Atividade diminuída em presença de biocarga. • Atividade diminuída quando em concentração in- ferior a 60%. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 21 • Ataca plásticos e borrachas. • Evapora rapidamente das superfícies. • É altamente inflamável. O álcool evapora rapidamente. Assim sendo, o ideal é expor o material ao álcool durante 10 minutos e, depois, friccionar o material com álcool etílico a 70%, esperar secar e repetir por três vezes. Não é aconselhável imergir os materiais no álcool, devido à sua evaporação. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO Calor Seco (Estufas) É o método de esterilização que consiste na utiliza- ção de um forno com termostato e timer. O uso doca- lor seco, por não ser penetrante como o calor úmido, requer o uso de temperaturas muito elevadas e tem- po de exposição muito prolongado, por isso este mé- todo de esterilização só deve ser utilizado quando o contato com o vapor é inadequado. Cabe observar também que o uso de temperaturas muito elevadas pode interferir na estabilidade de alguns materiais, como por exemplo o aço, que, quando submetido a temperaturas muito elevadas, perde a têmpera. Para outros materiais, como borracha e tecidos, além de a temperatura empregada ser altamente destru- tiva, o poder de penetração do calor seco é baixo. Sendo assim, a esterilização por este método é inade- quada. Atua, causando a desh·uição dos microorganis- mos, fundamentalmente por um processo de oxida- ção, ocorrendo uma desidratação progressiva do nú- cleo das células (Fig. 1-37). Indicações • Esterilização de itens volumosos e de materiais crítico e semicrítico termorresistentes. Preparo do Material a ser Esterilizado A. Descontaminação por meio de desinfectantes. B. Limpeza com ultra-som ou lavagem mecânica. C. Enxágüe com água corrente. D. Secagem. E. Armazenamento em caixa metálica (aço) ou vidro termorresistente (pirex) ou papel alumínio.
  • 26. 22 CITTJrg1a Bucomax,lofacial - 01agnóst1co e Tratamento ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~- PARA ESTERILIZAÇÃO MEDIANTE O USO DA fSTUf, OU FOR,O DE PAS EUR • Recomenda-se o uso da estufa somente para este- rilizar óleos, pós e caixas de instrumental, após ca- librar. • Os tempos de exposição e lemperntura devem va- riar conforme o tipo de material a ser esterilizado (Quadro 1-7). Quadro 1-7.Tempo de esterilizaçao Tempo de exposição* Temperatura (°C) 30 m inutos 180 1 hora 170 2 horas 160 2 horas e 30 minutos 150 3 horas 140 6 horas 121 Sem inclusJo do tempo de aquecimento. Fig. 1-37. Estufa. ·RT'COS ESUBH .''C. 5 < 5fRE.'..I SL'B""ETIDm • Pós: 100g a 160' C por 120 minutos. • Óleos (com,iderar a altura de O,Scm): 160'C por 120 minutos. • Metais (é necessário validar o processo): 160"C por 120 minutos; 170ºC por 60 minutos cm estufo pre- viamente calibrada. Lembre-se de que: Econhecido como tempo de demora ou tempo de aquecimento da estufa o tempo necessário para que a estufa atinja a temperatura de esterili/ac;ao. Ou seja, o tempo necessário para a estufa ir da tempera- tura ambiente até a temperatura para esterili/ação. Somente após esse tempo é qm' se deve colocar os instrumentais devidamente embalados. J partirdes- te momento, a temperatura da estufa cai novamente e o tempo gasto para o aquecimento dos instrumen- tais depende diretamente da quantidade e distribui- ção dos pacote-.. Portanto, !>Omente após o aquecimento dos ins- trumentais é que efetivamente inicia-se a contagem do ciclo de esterili/c1ção (Cottone, Terezhalmy, :<.Ioli- nari, 1991). O profissional e a equipe devem lembrar-se que durante este lempo a estufa não deve ser aber- ta. Neste caso, deve ser iniciada a partir desse mo- mento. A estufa ou forno de Pa'-lCuré responsável pelo maior mdice de falha nos proces5os de esterilização, quando comparado à autodaw Calor Úmido (Autoclaves) O calor úmido pressurizado é o método mais utiliza- do e eficaz para esterilização cm consultório. Encontramos no comércio vários modt'los com diversos tamanhos, formas e tipos de câmaras. As autoclaves podem ser do tipo horizontal ou vertical. Ac;, do tipo horizontal possuem parede'> duplas, se- paradas por um espaço onde o vapor circula para manter o calor na câmara interna durante a esterili- zação; já a!.> autcxla'eS do tipo ,·crtica] não ~ão ade- quadas, pois dificultam a circulação do 'apor, a dre- nagem do ar e a penetração do vapor, devido à distri- buição dos pacotes a serem esterilizados, que ficam sobrepostos (Fig. 1-38). Existem ainda no mercado as autoclaves de barreira, que i>cparam a área rt'ccpto- ra de materiaJ contaminado da área de armazenamento do material contaminado. Ec;tas autocla'es po<;1,uem
  • 27. Fig. 1-38. Autoclave. duas portas distintas, que se abrem para estas áreas, apresentando corno grande vantagem a separação das áreas de circulação de materiais contaminado e estéril (Fig. 1-39). O princípio do calor úm.ido sob pressão é mais eficiente que o vapor não-pressurizado. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 23 Sua ação decorre da co.njugação da temperatura e umidade. O vapor enh·a cm contato com um.a su- perfície mais fria, umedece, libera calor e, dessa for- ma, penetra os materiais porosos, possibilitando a coagulação das proteínas dos microorganismos pre- sentes na superfície contaminada. O Ciclo de Esterilização Compreende: • Remoção do ar. • Penetração do vapor. • Liberação do vapor. • Secagem dos artigos. Remoção do Ar O vapor deve entrar cm contato com todos os artigos da câmara; para isso, é necessária a remoção do arfa- zendo com que esse vapor possa penetrar toda a câ- mara e os artigos a serem esterilizados. Essa remoção érealizada de d uas formas:por gravidade ou por vá- cuo antes da penetração do vapor. Fig. 1-39. Autoclave de barreira. A. Entrada de material contaminado. 8. Saída do material estéril. Clínica Odontológica da FAESA.
  • 28. 24 Cirurgia Bucomaxilofac,al - Diagnóstico e Tratamento ~~~~~~~~~~~~~ ~~~~~ ~~~~~ ~ ~~ Penetração do vapor Período cm que ocorre a exposição do material ao vapor, que entra na câmara, substituindo o ar no seu interior. Somente começamos a marcar o tempo de exposição quando a temperatura de esterilização é atingida. Liberação do vapor Para isso, é utilizada uma válvula ou condensador. A saída do vapor pode ser rápida para artigos de super- fície ou espessura. No entanto, no caso de líquidos, para evitar a ebulição, o vazamento ou o rompimento do recipiente, a saída do vapor deve ser bem lenta. Secagem dos artigos É realizada com a presença de pouco ar na câmara e feita pelo calor emitido das paredes. O tempo de se- cagem pode variar de 15 a 45 minutos e irá depender muito do tipo de autoclave e das instruções do fabri- cante. Tempo, temperatura e pressão devem ser ob- servados segundo orientações do fabricante. Em ge- ral temos: Tempo de Exposição 21° em latm de pressão 132° em latm de pressão 132° em 2atm de pressão Temperatura (0 C) 30 minutos INDICAÇÕES • Artigos críticos e semicríticos. 15 minutos 4minutos PREPARO DO MATERIAL A SER ESTERILIZADO A. Descontaminação por imersão em hipoclorito de sódio a 0,5% a 1% ou glutaraldeído a 2%. B. Limpeza por escovagem ou aparelhos de ultra- som. C. Enxágüe com água corrente. D. Secagem com ar quente ou papel-toalha São as seguintes as recomendações do Ministé- rio da Saúde para a esterilização com autoclaves: • Obediência à indicação do fabricante, com m.anu- tenção preventiva, no mínimo, semanal. • Conhecimento e prática da distribuição dos paco- tes cm relação à posição dos mesmos e ao tipo de material submetido ao processo. • Para invólucros, o uso de tecido de algodão cru, embalagem de papel crepado ou de papel grau ci- rúrgico. • A monitorização deve ser realizada por testes bio- lógicos semanais. • Identificação visual dos pacotes com fita termos- sensível, para assegurar que o pacote passou pelo calor. • Registro de controles de pressão interna e externa das câmaras, de pressão negativa e temperaturas a cada_ciclo de esterilização. As pontas de alta rotação são focos potenciais de contaminação, e por este motivo, os pesquisa- dores sugerem que, ao serem adquiridas novas pe- ças de mão, dar preferência às pontas autoclaváveis. Para esterilizar peças de mão é necessário o uso de calor úmido, oferecido pelas autoclaves. Seqüência para Esterilização das Peças de Alta Rotação 1. Retirar a broca da ponta e colocá-la na cuba ul- tra-sônica para pré-limpeza. 2. Acionar oflush (ou mecanismo similar) comSOOpm de cloro por 30 segundos. 3. Limpar a caneta com toalhas de papel absorven- te; pode ser usado desinfetante/detergente para sua limpeza (por exem.plo: duplofenol). 4. Lubrificar a peça com óleo sob pressão, até que o excesso de lubrificante saia pelas fendas da peça. 5. A ponta deve ser recolocada no equipo e aciona- da por 30 segundos, para eliminação do óleo e da matéria orgânica de seu interior. 6. Remover a peça, limpá-la novamente com pa- pel-toalha, embalando-a para autoclave. Esterilização a Gás Dos mvitos gases disponíveis, o óxido de etileno é o n1ais comumente usado em caráter industrial. Não é possível utilizar esta tecnologia em consultórios. Normalmente mistura-se o óxido de etileno com freon, gás carbônico ou nitrogênio para se tornar se- guro, uma vez que o óxido de etileno é muito infla- mável. As misturas mais utilizadas são:
  • 29. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 25 • Carboxide: 90% de dióxido de carbono e 10% de Apresenta como Desvantagens óxido de etileno. • Oxifume-12: 88% de diclorofluormetano (freon) em peso e 12% de óxido de etileno. • Oxifume-20: 80% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 20% de óxido de etileno. • Oxifume-30: 70% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 30% de óxido de etileno. Na temperatura de SOºC é efetivo para eliminar todos os microorganismos, incluindo esporos, em três horas. O óxido de etileno atua impedindo a reprodu- ção de microorganismos através da sua reação com a parte sulfídrica da proteína do sítio ativo no núcleo do microorganismo. Devido à sua alta toxicidade ao homen1, os equi- pamentos expostos ao óxido de etileno devem ser ae- rados 8a 12 horas de SOºC a 60°C, ou por 4 a 7 dias na temperatura ambiente. Indicações A utilização do óxido de etileno é empregada princi- palmente em produtos médico-hospitalares que não podem ser expostos ao calor ou a agentes esterilizan- tes líquidos. Esse tipo de esterilização permite que produtos que seriam de uso único, isto é, descartá- veis, sejam reutilizados. Apresenta, dessa forma, van- tagens econômicas; porém, a segurança de se rees- terilizar esses produtos ainda é questionada e deve ser cuidadosamente avaliada. O óxido de etileno é irritante para pele e muco- sas e pode provocar distúrbios genéticos e neuroló- gicos. Reações adversas, como náuseas, vômitos e di- arréia, já foram relatadas em exposições intensas de seres humanos ao óxido de etileno. Limites Estabelecidos de Tolerância ao Óxido de Etileno • No ar, a concentração máxima para a qual pode-se ficar exposto é de lppm ou 1,8mg/m3 para um dia de 8 horas de trabalho. • A exposição ao gás a uma concentração de lOppm é por, no máximo, 15 minutos. • Custo elevado. • Toxicidade. • Efeito carcinogênico, mutagênico e teratogênico. • Tempo longo de aeração, exigindo maior quanti- dade de material disponível para uso. Esterilização por Luz Ultravioleta Os raios ultravioleta são radiações eletromagnéticas de comprimento de onda entre 40 e 4.000Á. Pode ser bactericida e geralmente se utiliza este tipo de e~terilização nas salas de cirurgia, para o ar ambiente. A absorção da radiação não-ionizante se dá por várias partes celulares, porém o maior dano ocorre nos ácidos nucléicos, que sofrem alteração de suas pirimidas. Formam-se dírneros de pirimidas e, não ocorrendo reativação, a réplica de DNA pode ser ini- bida ou ocorrer mutações. Por não atravessarem tecidos, líquidos, vidros nem matéria orgânica, estes não são esterilizados pela radiação não-ionizante. Além disso, existem re- latos de que o vírus HIV apresenta resistência a esse tipo de esterilização. A aplicação da luz ultravioleta em hospitais se restringe à destruição de microorganismos do ar ou à inativação destes em SL1perfície. Os recintos devem ser expostos à radiação por 24 horas, sem presença humana ou de animais. Não é eficiente para a odontologia e a medicina ao nível de consultório ou para instrumentos. Esterilização pela Radiação Ionizante A radiação ionizante é um método que pode ser apli- cado a materiais termossensíveis, pois a temperatura utilizada é baixa. Alguns átomos possuem a propriedade de emi- tir ondas ou partículas de acordo com a instabilidade de seus núcleos - radioatividade. Elementos como o rádio e o urânio são natural- mente radioativos, pois possuem seus núcleos instá- veis; outros produzem sua radioativiade artificial- mente, como o cobalto 60 e o césio 137. Dessa forma, a radiação ionizante, alrnvés de suas ondas, altera a carga elétrica do material irra- diado, deslocando os elétrons. Utilizamos para este- rilização os raios beta e gama.
  • 30. 26 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento Radiação Beta É obtida pela desintegração natural de elementos como o iodo 131 ou o cobalto 60 ou, ainda, artificial- mente por intermédio de máqu inas aceleradoras de elétrons (electron beam).Essas máquinas aceleradoras são utilizadas principalmente para a esterilização de plásticos que possuem pouca espessura. Radiação Gama Éconseguida pela desintegração de certos elementos radioativos. O mais utilizado é o cobalto 60. Os raios gama possuem grande penetração nos materiais. São atualmente utilizados na indústria para es- terilização de material médico-odontológico, sobre- tudo para os de uso descartável. Apresenta grande poder de penetração, atra- vessando os invólucros. Praticamente qualquer ma- terial pode ser esterilizado por esse processo, que, por ser realizado a frio, não os danificando. Seu mecanismo de ação antimicrobiana ocorre pela alteração da composição molecular das células, o que modifica seu DNA. A sensibilidade da radiação gama é influencia- da por fatores ambientais ou físicos, os quais interfe- rem na resposta celular. Esporos, bactérias, levedu- ras e fungos apresentam média resistência a esse tipo de radiação, já os gram-negativos possuem baixa re- sistência. Vantagens • Possui alto poder de penetração. • Ah·avessa diversas embalagens como papelão, pa- pel ou plástico. • O material não sofre danos físicos. Desvantagens • Custo elevado. • Necessidade de pessoal especializado. • Precisa de controle médico constante para o pes- soal que trabalha devido à radiação. Esterilização por Peróxido de Hidrogênio Apresenta-se como um agente oxidante em concen- trações de 3% a 6%. Possui poder de desinfecção e esterilização; no entanto, pode apresentar-se corrosi- vo para insh·umentais. O peróxido de hidrogênio atua atacando a membrana lipídica, o DNA e outros componentes da célula através dos radicais livres tó- xicos por ele produzidos. Alguns microorganismos aeróbios são capazes de produzir catalases ou supe- róxido dismutase, protegendo-se dessa forma, da atividade microbicida, pois acabam transformando o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água. Assim, a concenh·ação do peróxido de hidrogênio utilizado na esterilização deve maior e, além disso, possuir es- tabilizantes para evitar sua destruição. Assim como a radiação ionizante, o peróxido de hidrogênio é uma opção para esterilização de mate- riais t~rmossensíveis. Está indicado na desinfecção de nebulizadores, o que é feito por nebulização de peróxido de hidrogênio a 7,5% por 30 minutos. É tambémutilizado para desin.fecçção de materiaiscon- taminados pelo HIV a uma concentração de 6% em uma imersão de 15 a 30 minutos. Como o peróxido de hidrogênio é degradado em água e oxigênio, apresenta baixa toxicidade. Esterilização por Plasma de Peróxido de Hidrogênio Para compreendermos esse tipo de esterilização devemos estar familiarizados com alguns termos, como, por exemplo, plasma. Plasma compreende um estado físico da matéria (quarto estado da maté- ria) definido como uma nuvem de íons, elétrons e partículas neutras que se encontram reativas. Pode- mos observar que ocorre uma interligação entre os radicais liberados pelo plasma e enzimas, fosfolipí- dios, DNA, RNA e outras substâncias das células que atuam impedindo o metabolismo e a reprodu- ção celular. Por ser um método atóxico, não apresenta qual- quer prejuízo para o meio ambiente. Além disso, pode ser usado em materiais sensíveis à temperatura e à umidade e também não apresenta característica oxidante. Assim sendo, materiais como teflon, borra- cha, cloreto de polivinila, látex, fibras ópticas podem ser utilizadas por esse método. Como desvantagem, o plasma de peróxido de hidrogênio não deve ser utilizado em materiais embalados com celulose. Sendo assim, devem ser utilizadas embalagens de poliolefinas, polietileno em camada h·ipla ou polipropileno a 100%, poises- tes possuem características de impermeabilidade e resistência.
  • 31. Vantagens O plasma de peróxido de hidrogênio realiza a reação química com as unidades celulares muito rapida- mente; dessa forma, o processo de esterilização em curto espaço de tempo, com o término da reação teremos como produtos de degradação oxigênio e água, não necessitando de período de aeração como ocorre com esterilizações com gás. Esterilização por Ácido Peracético Aesterilização com ácido peracético é feita com uma mistura de ácido acético e peróxido de hidrogênio cm partes equilibradas. Como o peróxido de hidrogênio atua por meca- nismos de oxidação, age como esporicida em tempe- raturas baixas e, diferentemente do peróxido de hi- drogênio, pode ser utilizado cm presença de niatéria orgânica. No entanto, devido à presença do ácido acético, é corrosivo e tóxico. Pode ser utilizado em materiais termossensíveis mas que aceitem ser total- mente emergidos em líquidos. Esses materiais esteri- 1izados por esse método não podem ser guardados, devendo ser imediatamente utilizados. MONITORIZAÇÃO BIOLÓGICA A monitorização biológica é a única que efetivamen- te comprova a esterilização. Os indicadores podem ser encontrados sob a forma de tiras impregnadas com esporos ou em ampolas. Para validação do pro- cesso em autoclave usa-se o Bacillus stearotliennoplti- /11s, que é destruído pela exposição ao vapor durante 12 minutos a 121ºC. Para a realização deste procedi- mento em estufa usa-se o Bacillus subtillis, desh·uído a 160°C, por 2 horas. Os pacotes contendo os indicadores biológicos devem ser tão semelhantes quanto possível aos pa- cotes a serem esterilizados. As embalagens conten- do os indicadores devem ser colocadas em locais onde o agente esterilizante chegue com maior difi- culdade (p. ex., próximo à porta, dentro ou no meio da câmara). Depois de usados, os indicadores são incubados por 48 horas, com leitura em 24 e 48 horas. O cresci- mento de microorganismos neste período indica fa- lha na esterilização. A monitorização física deve ser empregada em todos os pacotes e a biológica deve ser realiza- Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 27 da, segundo alguns autores, pelo menos uma vez por mês. Idealmente, deveria ser realizada sema- na!mente. DESCARTE DE MATERIAIS Após o término do procedimento clínico deve-se ter muito cuidado na manipulação e eliminação dos ma- teriais contaminados e perfurocortantes que foram utilizados. Elimina-se todo o material descartável que foi utilizado, como exemplo: sugadores, algo- dão, gaze, campos descartáveis, filmes de PVC etc. no lixo da clúuca (lixo hospitalar devidamente dis- criminado). Os n1ateriais perfurocortantes descartáveis de- vem ser colocados nos recipientes de paredes rígidas apropriados para este fim (Fig. 1-41). As agulhas po- dem ser destruídas cm um aparelho específico (Fig. 1-40). ~ . Fig. 1-40. Destruidor de agulhas. Os materiais que contenham resíduos de amál- gama devem ser colocados nos recipientes apropria- dos contendo água e rotulados MERCÚRIO - RIS- CO BIOLÓGICO.
  • 32. 28 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~- Descarpack -·- -•..;;..:;;..-;.;-~ - Fig. 1-41. Recipiente de descarte de material perfurocortante. PROCEDIMENTOS DIANTE DE ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO Evitar os acidentes ocupacionais que resultem cm exposição ao sangue é a forma mais simples de evitar contaminação com vírus da hepatite, herpes, da imu- nodeficiência humana, entre outras. O profissional de saúde deve estar ciente de que seu trabalho lhe expõe a uma possibilidade de contá- gio dez vezes maior do que a população em geral. As instituições de saúde e os cirurgiões dentis- tas têm a responsabilidade de desenvolver e imple- mentar medidas para manejo das situações de aci- dentes e promover assistência. Primeiramente o local da ferida ou da pele que foi exposto deve ser lavado abundantemente com água corrente e sabão, nas mucosas apenas com água. A limpeza mecânica da ferida visa a limitar o inó- culo. Após esse procedimento, secar e passar anti- séptico tópico. A seguir, deveremos cumprir o proto- colo para acidentes com material biológico. PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO DE ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO 1. Notificar o Serviço de Controle de Infecção Hos- pitalar sobre o acidente, e encaminhar o profis- sional acidentado e paciente fonte a um hospital de referência credenciado mais próximo. 2. Testes virológicos de resultado rápido (teste rá- pido) deverão ser solicitados: marcadores virais para hepatite Be sorologia para HIV do paciente fonte (caso o mesmo concorde com o exame) e recomenda-se também a coleta de sangue do profissional acidentado. Este exame deve serre- alizado até duas horas após ocorrido o acidente. 3. No hospital de referência realiza-se coleta de sangue do paciente e do profissional acidentado para a realização dos exames de rotina para HIV, HBSag, HCV e VDRL. 4. A medicação profilática para HIV para o profis- sional acidentado deve ser iniciada em até duas horas de decorrido o acidente, de acordo com o resultado do teste rápido e orientado pelo médi- co infectologista responsável pelo caso. 5. Encaminhar o profissional acidentado e o paci- ente fonte para a Comissão de Controle de Infec- ção Hospitalar e/ou Setor de Medicina do Traba- lho para acompanhamento clínico e laboratorial. É necessário fazer novos exames no mínimo por seis meses. SIMBOLOGIA, EXPRESSÕES ECORES PADRONIZADAS Grupo A Resíduos Biológicos Resíduos que possuam agentes biológicos ou outros que se apresentem contaminados por eles, que pos- sam trazer riscos à saúde pública e ao meio ambien- te. Enquadram-se neste grupo, dentre outros asse- melhados: • Bolsas de sangue, sangue e hemocomponentes. • Secreções, excreções e outros fluidos orgânicos, quando coletados. • Meios de cultura e vacinas. • Materiais descartáveis que tenham entrado em contato com quaisquer fluidos orgânicos (algo- dão, gaze, atadura, esparadrapo, equipo de soro, equipo de transfusão, kits de aferese, kits de linhas arteriais endovenosas, capilares, gesso, luvas, den- tre outros similares). • Filh·os de sistemas de ar condicionado de área de isolamento.
  • 33. • Membranas filtrantes de equipamentos médico- hospitalares e de pesquisas, entre outros similares. • Todos os resíduos provenientes de paciente cm isolamento, incluindo alimentos, absorventes hi- giênicos, fraldas, papéis sanitários. • Materiais perfurocortantes contaminados com agen- tes biológicos (lâminas de barbear, bistmis, agulhas, escalpes, ampolas de vidro e outros assemelhados provenientes de estabelecimento de saúde). A identificação deve ser feita nos sacos, nos frascos, nos suportes, nos recipientes, nos contêine- res e nos abrigos de guarda de contêineres de resí- duos, em rótulos de fundo branco, desenho e contor- nos pretos, contendo o símboJ.o e a inscrição de RESÍ- DUO BIOLÓGICO. RESÍDUO BIOLÓGICO Grupo B Resíduos Químicos Resíduos que apresentam risco à saúde pública e ao meio ambiente devido às suas características quími- cas. Enquadram-se neste grupo, dentre outros asse- melhados: • Resíduos perigosos, conforme classificação da NBR 10.004 - Resíduos Sólidos, por sua toxicidade (in- cluindo a mutagenicidade e genotoxicidade), cor- rosividade, inflamabilidade e reatividade. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 29 • Medicamentos vencidos, contaminados, interdita- dos, parcialmente utilizados e demais medicamen- tos impróprios para consumo. • Antimicrobianos e hormônios sintéticos. • Mercúrio de amálgamas e outros resíduos de me- tais pesados. • Saneantes. • Líquidos reveladores de .filmes. • Drogas quimioterápicas e materiais descartáveis por elas contaminados. • Objetos perfurocortantes contaminados com qui- mioterápico ou outro produto químico perigoso. A identificação deve ser feita nos sacos, nos frascos, nos recipientes, nos contêineres e nos abri- gos de guarda de contêineres de resíduos, em rótulos de fundo vermelho, desenho e contornos pretos, con- tendo o símbolo de substância tóxica e a inscrição de RESÍDUO TÓXICO. RESÍDUO TÓXICO Grupo C Rejeitos Radioativos São considerados rejeitos radioativos qualquer ma- terial resultante de atividades humanas que conte- nha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados na norma CNEN- NE-6.02. Enquadram-se neste grupo todos os resíduos
  • 34. 30 C,rurgia BucomaXllofaoal - Diagnóstico e Tratamento ~~~~~~~~~~~~- dos grupos A, B e D contamjnados com radionuclí- deos, tais como: seringas, sistemas, restos de fárma- cos administrados, compressas, c~timenta de traba- lho, luvas, sapatilhas, forração de bancada, objetos perfurocortantec; contaminado<. com rad,onuclídeos, dentre outros assemelhados. A identificação deve ser feita nos sacos, nos re- cipientes, nos contêinercs e nos abrigos de guarda de rejeitos, em rótulos de fundo amarelo, desenho e contornos pretoc;, contendo o ..,,mbolo de substancia radioativa e a inscrição: REJEITO RADIOATl·o. REJEITO RADIOATIVO Grupo D Resíduos Comuns São todos os resíduos semelhantes aos resíduos do- mésticos e que não mantiveram contato com os resí- duos classificados nos grupos anteriores. Enquadram- se neste grupo, dentre outros ª"semelhados: • Papel, papelao, cortiça, vidro, plástico, metal. • Resíduos de varrição, podas de árvores e de jar- dins. • Sobras de alimentos e de pré-preparo desses ali- mento.., e restos alimentares de refeitórios e de ou- tros que não tenham mantido contato com secre- ções, excreções ou outros fluidos corpóreos. São excluídos os alimentos provenientes de área de isolamento. • Papéis de uso sanitário oriundos de funcionários de pacientes que não estejam em caráter de isol mento. • Embalagens secundárias de quaisquer medicame1 tos ou de produto médico-hospitalar, frascos e plásticos de soros e frascos de vidros ou plástic< de medicamentos ou outro produto farmacêutic não incll1ídos no GRUPO 6 (após o esvaziament são considerados como resíduo reciclá'el). A identificaçJo de,·e ser feita nos recipiente nos contêincres, usando cores dos mesmo!> em: az1 para papéis, amarelo para metais, verde para vidro vcrrnelho para pláslicos e marrom para os rcsíduc orgânicos. O preto será usado para o refugo, resídu que não tl'm mai., utilidade, o qual de,·e ser cncam nhado para o aterro sanitário. Deve conter o stmbolo e a e:>..pressão RE,ÍDU< RECICLAVEL e o nome do material a ser rccolhidc PAPÉIS, METAIS, VIDROS, l')LÁSTICOS, RESÍDUO ORGÂNJCOS, com fundo da cor correspondente a material, e com desenho e contornos pretos. RESIDUO RECICLÁVEL BIBLIOGRAFIA As,;ociação l1Ulista de Estudo:; e Controle de lnfecçJo Ho:-pitala (APEClH). [,terilfr11ç.io .tearti~'(I- t'/11 U111dn,fr;: de Sm, ,.São Pa ulo, 19% A~sociation of Operating Room ! ursc (/ORI'). Standards Re coinmendcd Pracliui.,, Guidelincs. Denvcr, 1997. p. 267-8. /11 Rt"I.• SOBtCC, São Paulo 1999; i (1):19.
  • 35. Barr CE. Control de infeccion De1111V cm la assistência dental. RAOA 1990; 78 (Ill):181-4. Campos H, Marccnes VS, Souki BQ el ai. Procedimentos utiliza- dos no controle de infecção em consultórios odontológicos de Belo Horizonte. Arq Cent Estud Curso de Odontologia '1989; 25 (26): 46-52. Connor C. Cross-contamination control in prosthodontic practi- ce. The lntcrn. JofProsthod 1991; 4 (4): 337-44. Costa AO, Cruz EA, Galvão MSS, Massa NG. Esterilização e desin- fecção: Fimdamentos básicos, processos econtroles.São Paulo. Cor- tcz, 1990. Costa MA, Costa MFB, Melo NS Filho. 8iossegurn11ça - Ambientes liospitalares eodontológicos. Editora Santos, 2000. Cottone JA. Thc global challcnge of hcpatitis B: lmplication for dcntistry. Inter Dental Joumal 1991; 41:131-41. CottoneJA, TerezhalmyGT, Molinari JA. Prnclical infection control iir dentistry. Philadclphia: Lea & Febiger, p. 286, 1991. Guandalini SL. Biossegurança. JBms Odont Clin 1.997; 1 (1): 9-11. Guimarães J. Biossegurnnça e controle da infecção cruzada em consul- t6rio odontológico. Editora Santos, 2001. Hovius M. Desinfection and sterilisation: the d utics and respon- sabilitics of denhsts and dental hygienists. luter Dent Jour 1992; 42 (4): 241-4. Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial 31 lima SNM d ai. Bissegura.nça - Esterilização de alta rotação. J ACDC, Ano Xl, 1999; n~ 88: 89, 90. Magro Filho O, Carvalho CP. AlDS. Esclarecimento para o cirur- gião dentista. Odonl Mod 1998; 15 (3): 28-35. Melo GR de, Ribas MCB, Miranda Netto CC. Verificação da capa- cidade antibacteriana de esterilizadores que utilizam luz ul- travioleta. Na Soe 8ras de Pesq Odontot ·1987; 3:124. Ministério da Saúde. Coordenação de controle de i11f rcção hospitalar. Processameuto deartigos esuperfíciesl'm estabeledmeutos desaúde. 2'' ed. Brasília, 1994. 49p. Micik RE et ai. Studies on dental aerobiology: efficacy of surgical masks in protection dental pcrsoncl from airbone bacterial particles. Jour Delll Res 1971; 50 (3): 626. Pctcrson LJ, Ellis Ili E, J-1 u ppJR, Tucker MR. Cirurgia oral e111axilo- facial contemporânea. 3" ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. . Romano JC, Quelhas MCF. Tipos de Esterilização. Disponível em: http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/tipos.htin. Acesso em 10 de abril 2003. Sanchez E, MacDonald C. Descontaminating dental instruments: testing the effectiveness of selccted methods. JAnr Dent Assoe 1995; 126: 359-68. Savage NW, Walsh LJ.Thc use of autoclave in thc dental surgery. Aus Dent J1995; 40 (3): 197-200. Secretaria de Estado de Saúde. Coordenação de Fiscalização Sa- nitária. Manual de Biossegurança cm Odontologia. 2001.
  • 36. Avaliação Pré e Pós-operatória Roberto Prado • Alexander Hóhn • Maurício de Albuquerque Ourante a avaliação pré-operatória do paciente can- didato a cirurgia devemos considerar três etapas su- cessivas, que devem ser estudadas e estão intima- mente relacionadas. 1- Avaliação Clínica li - Avaliação Laboratorial do Estado Geral Ili - Principais Cuidados na Abordagem Cirúrgica a Pacientes com Comprometimento Sistêmico IV - Antibioticoprofilaxia na Infecção Odontogênica Oral V- Controle Pós-operatório Os procedimentos cirúrgicos de maior ou me- nor porte encerram riscos que tornam imprescindível que o paciente esteja em bom estado geral de saúde ou pelo menos compensado de possíveis patologias, para poder suportar todas as alterações hemodinâ- micas e metabólicas decorrentes do trauma cirúrgico e do uso de medicamentos. A correta avaliação clínica e laboratorial será obtida mediante procedimentos clínicos básicos, co- mo a anamnese e o exame físico, aliados a exames complementares. Qualquer deficiência observada nos padrões funcionais, bioquímicos e metabólicos nor- mais deve ser identificada para que, de acordo com sua gravidade ou grau de interferência no ato cirúr- gico, possa ser corrigida previamente, bem como a relação risco-benefício questionada. 1- AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE Esta fase pré-operatória tem por caráter sumário e objetivo obter informações gerais elementares. Fases da Avaliação Clínica (Anamnese) Identificação do Paciente • Nome • Endereço • Idade • Profissão 33
  • 37. 34 Cirurgia Bucomaxilofacial - Diagnóstico e Tratamento • Estado civil • Sexo • Cor da pele • Naturalidade • Nacionalidade O nome do paciente deve ser sempre escrito por extenso e completo. Para fins de apresentação de ca- sos em publicações científicas ou aulas deve serre- gistrado apenas pelas iniciais; algumas vezes, o no- me e o sobrenome do paciente sugerem que este per- tence a uma fam.ília conhecida por ter sido atingida por doença hereditária ou alguma anomalia. Exem- plo: displasia ectodérmica, dentinogênese imperfeita. O acesso deficitário ao auxílio médico e odonto- lógico pode influenciar o plano de tratamento e, por isso, tanto o endereço como o telefone devem serre- gistrados. Como os padrões de doença variam entre os sexos e grupos sociais e étnicos, deve-se fazer ob- servações sobre tais detalhes. Sabemos tambémque algumas doenças são mais freqüentes em algumas faixas etárias e outras ocor- rem em função do exercício profissional, como a sili- cose em minas de carvão. A gravidez, laços familia- res e atividades sexuais podem ser importantes neste contexto, por isso o estado civil deve ser anotado. Queixa Principal Todo paciente deve ser perguntado sobre o motivo da consulta. O profissional deve dar ênfase à queixa principal do paciente, devendo transcrevê-la com as próprias palavras do doente, evitando-se, natural- mente, o emprego de expressões grosseiras. História da Queixa Principal O paciente eleve ser arguíclo e estimulado a descre- ver a história da queixa ou doença atualmente pre- sente, especialmente seu aspecto inicial, como cor, ulcerações, tamanho, sintomatologia, tempo de apa- recimento e crescimento, presença de sangramentos ou secreções. Nesta etapa deve ser inclL1ícla a dor, com SL1a descrição de intensidade, duração, localiza- ção, se é irradiada e fatores que a exacerbam ou a ali- viam. Devem-se colher informações de sinais e sinto- mas associados à queixa principal, como febre, cala- frios, letargia, anorexia, mal-estar, fraqueza eoutros. História Médica Uma anamnese simples dirigida a problemas dos principais aparelhos e sistemas pode revelar patolo- gias pregressas e atuais que talvez interfiram na ci- rurgia. Devemos interrogar os pacientes sobre os se- guintes sinais e sintomas. a) Conhecimento de ser portador de alguma doen- ça. Em caso positivo, qual doença? b) Se está fazendo algum tratamento de saúde. c) Febre ou febrículas intermitentes ou persisten- tes. Objetiva pesquisar processos infecciosos de caráter crônico ou agudo. d) Dores torácicas localizadas, de aparecimento frc- qüente, principalmente as precordiais, podem iden- tificar patologias cardíacas ou torácicas. e) Tosse freqüente, presença de expectoração e seu aspecto avaliam possíveis infecções pleuropul- monares. f) Cefaléias freqüentes, relacionadas 0L1 não com a tensão arterial. g) Dispnéia de esforço típica. Afastar as de origem emocional ou histéricas. Questionar a tolerância a exercícios físicos para iniciar a avaliação car- díaca. h) Edema de membros inferiores, perguntar sobre intensidade, época, freqliência, edemas no verão são irrelevantes. i) Taquicardias freqüentes, não relacionadas com problemas emocionais, argüir número de bati- mentos nas crises, duração e freqüência com que surgem. j) Dores abdominais - localizadas ou não, acom- panl1adas ou não desintomas gastroentéricos ou urológicos. k) Melenas, hematoquezias e mucorréias freqüen- tes, que são manifestações relacionadas a tumo- res, úlceras pépticas ou doenças inflamatórias do tubo digestivo. 1) Dores lombares acompanhadas de disúrias ou elevação térmica podem sugerir problemas en- volvendo o aparelho urinário. Avaliar o aspecto ela urina. m) Convulsões, parestcsias, dormências, contratu- ras, paralisias costumeiras etc.São sL1gestivas de comprometimento neurológico.
  • 38. Avaliação Pré e Pós-operatória 35 n) Equimoses, petéquias ou hematomas de apare- cimento freqüente ou sangramento excessivos, não compatíveis com a extensão dos ferimentos oucomo vulto de extrações dentárias. A ocorrên- cia de hemorragias digestivas, urinárias, mens- truais ou respiratórias freqüentes deve ser tam- bém valorizada. r) Enfermidades e sintomas não graves s) Descrição de hábitos ou tendências que possam prejudicar a saúde, como uso de álcool, fumo, drogas ilegais - quantidade e freqüência. o) Uso prévio e prolongado de medicamentos que possam interferir no processamento da aneste- sia ou no curso da cirurgia, ou cuja supressão possa criar problemas transou pós-operatórios. Doenças nas Quais a Genética Deve Ser Levada em Consideração p) Alergias em geral, respiratória, cutânea, medica- mentosa ou alimentar devem ser valorizadas e correlacionadas com os medicamentos necessá- ,._ rios para a cirurgia. '. q) Antecedentes passados de internações, opera- ções, traumatismos ou enfermidades graves. Exemplo de Ficha para Avaliação Clínica QUESTIONÁRIO DE SAÚDE NOME: ENDEREÇO: __________ a) D inbefes mellitus b) Hipertensão c) Infarto do miocárdio d) Alergia e) Asma f) Distúrbios de sangramento g) Doenças malignas h) Metemoglobinem.ia BAIRRO: CEP: CIDADE: NASC.: NATURAL: TEL: PROFISSÃO: - - - - - INDICADO POR: DATA: Leia atentamente as perguntas e marque com um X nas respostas N(não), S(sim) e NS(não sei} 1 - Apresenta algum problema de saúde? Qual? 2- Está sob algum cuidado médico atualmente? Nome do médico assistente: Tel: 3 - Já teve alguma doença séria no passado? Qual? 4 - Já esteve hospitalizado alguma vez? Qual o motivo? ____ 5 - Tem ou já teve alguns dos problemas de saúde ou sintomas abaixo? Doença cardiovascular Pressão alta Epilepsia Diabetes Asma Hepatite Pressão baixa Algum problema de visão excetuando os óculos Aids Dor no peito após fazer algum esforço leve? Pernas e tornozelos incham? Falta de ar quando deita? Sede e vontade de urinar anormais? 6 - Já necessitou de transfusão de sangue? 7 - Já apresentou sangramento anormal devido a extração dentária, cirurgia ou traumatismo? 8- Está tomando algum remédio no momento? Quais? 9 - Tem alergia a algum medicamento? Qual? __ 10- Vomita freqüentemente? 11 - Tem dificuldade de mastigar? OS ON O NS E de engolir? 12 - Sofre de sinusite? 13 - Costuma respirar pela boca? 14 - Fica muito apreensivo ao submeter-se a tratamento odontológico? 15 - Já tomou anestesia local ou geral? OS O N O NS Teve algum problema? 16 - No caso de mulher, está grávida? OS O N O NS Quantos meses? OS ON ONS OS ON ONS OS ON ONS OS ON ONS OS ON ONS OS ON ONS OS ON OS ON ONS OS ON ONS OS ON OS ON ONS OS ON OS ON ONS OS ON OS ON OS ON OS ON OS ON ONS OS ON OS ON !:IS c::JN c::JNS OS ON OS ON ONS OS ON O S ON OS ON OS ON ONS
  • 39. 36 Cirurgia Bucomax,lofacial - OoagnósLco e Trata'Tlento Exame Físico da Cavidade Bucal Métodos de Exame da Cavidade Bucal INSPEÇAO Exame visual, cm que devemos ob~en·ar: • Coloração da mucosa • Forma das estruturas normais • Mobilidades • Presença de ulcerações • Secreções • Sangramentos • Números de dentes • Tratamentos já rcali~ados PALP-ÇÂO Intra-oralmente deve ser realizada, visando obter infor- mações quanto à consistência de estruturas como: lín- gua, bochechas, assoalho bucal (glândL1la sublingunl), rebordos alveolares, palatos duro e mole etc. Pr~nça de sintomatologia dolorosa deve -.er avaliada. Extra-oralmente, devemos palpar as regiões pa- rotídeas, submandtbulares e submentoníanas, a ali- ando a consistência das respt."Ctivas glândulas, sinto- matologia dolorosa e enfartamento ganglionar. PERCUSSO A percussão de dentes é um recurso muito utilizado para identificação de dente~ çom comprometimen- to~ pulpar, prematuridades, pericementites etc. AUSCULTAÇAO A ausculta pode ter grande alia no exame da A l M. Cliques podem ser auscultados nas movimentações realizadas pelos côndilos mandibulares, discos arti- culares e ligamentos. Resumo do Exame da Cavidade Bucal • Avaliação da A TM por intermédio dos movimen- tos funcionais, com palpação, auscultação, medi- ção etc • Ocluir as narinas individualmente para ser obser- vada obstrnção. • Retirar todas as próteses removíveis para inspe- ção da cavidade bucal, em busca de lesões nos dentes, mucosas oral e faringiana, observação de amígdalas e língua. • Palpação da língua, lábios, assoalho bucal e glân- dulas salivares. Extra-oral Palpar o pescoço, à procura de linfonodos, tamanho da tireóide, veias jugulares e glândulas f.alivare:,. Exame Maxilofacial Enquanto rl;aliza a anamnese, o cirurgiâo-dentista deve avaliar visualmente o paciente quanto a sua forma geral, simetria da cabeça e esqueleto facial De,·e ainda observar movimento dos olhos, colora- ção da conjuntiYa, e-.dera e al·uidade auditiYa. O dt.>ntista de·e , erificar se há problemas na fala, sons da ATul e capacidade respiratória, bem como con- torno dorsonasal. Exame Físico Geral Lma ·ez realizados o question,irio (anamnese) e o exame fisico da região bucoma'ilofacial, a a,·aliação clínica do paciente é completada por meio de um exume sumário das regiões, aparelhos l' sistemas. Este exame pode ser realizado pelo cirurgião-den- tista treinado ou por um médico clínico, que se dete- rá um pouco mais nos setores cm que a anamnese por ventura tenha sugerido ou revelado alterações ou problemas. As soluções dos problema..,, -.ua eluci- dação ou a compensclçâo sistêmica do paciente cabe- rão ao médico clínico ou especialista. Au~culta Cardíaca A presença de sopro.., rudes pode ser detl"Ctada facil- mente e eles estão presentes na maiona das cardio- patias que possam exigir cuidados especiais durclnte qualquer cirurgia. A inexistência de sopros facilmente audíveis já exclui grande parte das afecçôes cardíacas que po- dem interferir numa cirurgia. As cardiopatias que não produzem sopros, principalmenteª" i.,quêmicas e as insuficiências miocárdicas, são evidenciadas ini- cialmente pela intolerância aos exercícios e são obser- vadas no eletrocardiograma e no ecocardiograma.