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Chico Xavier e a
Desencarnação de
Familiares
i
SUMÁRIO
1 A Desencarnação / A Morte.......................................................................................................... 1
1.1 O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer ...............................................................................1
2.2 Medo da Morte x Medo de Morrer.......................................................................................6
2.3 Temor da Morte – Causas ...................................................................................................10
2.3.1 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.......................................................10
2.3.2 Terrorismo do modo de vida após a morte.....................................................................10
2.3.3 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério..............................................10
2.3.4 Censura às comunicações entre mortos e vivos .............................................................10
2.3.5 Apego as Coisas e/ou Pessoas........................................................................................11
2.3.6 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez ........................................................12
3 A Família Cândido Xavier...........................................................................................................14
3.1 Francisco Cândido Xavier...................................................................................................14
3.1.1 Cronologia da vida de Chico Xavier ..............................................................................15
3.2 Pai - João Cândido Xavier...................................................................................................40
3.3 Mãe - Maria João de Deus...................................................................................................41
3.4 Madrasta – Cidália Batista Xavier .....................................................................................44
3.5 Irmãos....................................................................................................................................45
3.5.1 Por Parte de Mãe ............................................................................................................45
3.5.2 Por Parte da Madrasta ....................................................................................................47
3.6 Irmão - João Cândido Xavier..............................................................................................48
3.7 Sobrinho – Emmanuel Luiz Xavier ....................................................................................49
4 A Série “Chico Xavier”................................................................................................................50
4.1 Série “Chico Xavier” – livros de depoimentos de familiares desencarnados..................50
1
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
1 A Desencarnação / A Morte
1.1 O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer
A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a
certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade,
cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar,
nenhum ser cujo olhar deva temer.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941
961 – Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da
morte: a dúvida, o terror ou a esperança?
A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança,
nos homens de bem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961
Prepare-se para a morte.
Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança.
Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre,
pensando no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 - Idéia
Fábio em virtude da perseverança no bem que lhe caracterizou as atitudes,
sua libertação ser-lhe-á agradável e natural. Soube Viver bem, para bem Morrer.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap.11 – Amigos novos
Cada um de nós deve encarar esse fenômeno como o de ida para o mais
além, para o mais elevado. Que o ser humano, que o homem em geral, entenda que
essa passagem, mostrando a continuidade da existência do espírito, traz uma outra
responsabilidade: a responsabilidade de se viver bem para se morrer bem.
E mais: que do outro lado seremos exatamente como fomos aqui na Terra.
Procuremos, portanto, viver em paz, equilibrados, voltados para o bem e sempre, e
sempre, amando ao semelhante.
Com isso, estaremos criando, dentro de nós, condições adequadas para uma
vida espiritual futura em paz.
Dr. Hermann - Palavras do Coração – Vol. 1
2
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da
temporária despedida.
Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e
deixa que a reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos
mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a
partida dos teus amores.
Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte
Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações
a meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre
esta ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para
o retorno à Vida Espiritual que pode dar-se inesperadamente.
Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte
Há, no entanto, que considerar mortos e mortos.
Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados
mortos são mortos.
Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida...
Não importa a condição social em que os encontres.
Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados
pelo egoísmo.
Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho.
Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da
impudicícia.
Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues.
Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade.
Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante.
Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça.
Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se
entregam. . .
Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico.
Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21- Mortos e mortos
3
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Recebe a aflição e a dificuldade, aliviando as aflições e as dificuldades
alheias; pede auxílio, auxiliando; roga o socorro do Céu, socorrendo aos que te
rodeiam na Terra, porque entre os panos do berço e os panos do túmulo,
desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida
imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim.
Emmanuel – Caridade – Cap. 32 - Vida
A Vida é preciosa: Não a destrua;
A Vida é Vida: Lute por ela.
Madre Tereza de Calcutá (atribuído)
Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro
estágios de Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA.
Emmanuel – Anuário Espírita – 1968/ Chico Xavier e suas Mensagens no
Anuário Espírita – Cap. 78
Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a
velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo
e na rebelião, na ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se
acolhem.
Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem
concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e
vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem
qualquer proveito para o mundo que os agasalha.
Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro
e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios,
preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas.
Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o
raciocínio, o cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu
verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do
aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna.
Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
4
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa.
Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor.
Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que
verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de
negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles,
prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam Viver.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários
Senhor Jesus!...
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros
desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor,
também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles,
principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas
trevas!...
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase
mortos de desespero;
Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando
transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição
espiritual;
Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem
qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de
penúria da alma;
Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o
coração para os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da
indiferença;
Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo
da revolta, e se destacam quase mortos de angustia vazia;
Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao
desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de
trabalhar, e repousam quase mortos de inércia;
Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da
culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!...
Senhor!...
5
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos
de sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos,
nós te rogamos auxílio e benção!...
Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e
trazei-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade
lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real
contigo, agora e para sempre.
Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos
Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em
contato com as criaturas.
Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno
Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a
gente conhece o que fez de si.
José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução
Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que
nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor Sublime:
– “Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo.”
E Allan Kardec conclama:
– “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”
Emmanuel – Revista Reformador – abril – 1957 – Pag. 80 - Jesus e
Kardec
6
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
2.2 Medo da Morte x Medo de Morrer
Talvez seja esta a grande contribuição da Morte para nossa Vida: mostrar-
nos que devemos viver bem cada instante sem, contudo, apegarmo-nos a ele.
Quem vive a vida em plenitude tem a morte como algo natural e, mesmo
não a procurando ou desejando, aceita-a com tranquilidade quando chega ou
quando se manifesta próxima de si.
O Medo da Morte é o medo da Vida não vivida. É o medo dos muitos
débitos que temos para com nossa própria vida, e que a morte nos impedirá de
saldar.
Reafirmamos, então, que quem teme a morte teme a Vida. Em outras
palavras; quem não sabe Viver, certamente não saberá morrer.
Viver intensamente significa poder olhar para trás e sentir que não estamos
sofrendo, hoje, por aquilo que ontem nos deu algum prazer. O que é bom e correto
nunca se torna causa de sofrimento e dor.
Não sabemos quando virá nossa morte, nem a forma como ela virá. É
preferível então que estejamos sempre preparados para ela, aprendendo com isso
a viver melhor.
Dr. Evaldo D`Assumpção – Sobre o Viver e o Morrer – Introdução/Cap.
4/Cap.6
Lidar com uma morte inesperada altera nossa forma de ver a vida e de vivê-
la.
A Vida ganha em intensidade e em valor se confrontada com a morte.
Pensar na morte é uma das fórmulas eficazes de conferir um salto
qualitativo à Vida
José Roberto Nalini – Reflexões Jurídico-Filosóficas sobre a Morte –
Pronto para Partir? – Introdução
Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para
renascer além e após o túmulo.
A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na
indumentária carnal.
Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 - Morte
7
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste.
Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos.
Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva
bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz
do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte.
Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna - Introdução
A intercorrência dos medos básicos no indivíduo centraliza-se na incerteza
mantida em torno do fenômeno da morte, do que ocorre depois da disjunção
molecular, da sobrevivência ou não ...
Porque considera que se trata de aniquilamento da consciência e da razão,
teme a consumação total que jamais ocorre.
A fatalidade do ser é atingir a harmonia completa na imortalidade de que se
encontra investido.
A crença atávica de que à velhice sucede a morte, o que é incontestável,
retira a compreensão lógica de que ela se manifesta em qualquer idade,
apresentando-se em todas as faixas etárias, não sendo privilégio apenas da
senectude. Todos nascem condenados à morte biológica, da mesma forma como
foram estruturados organicamente.
Referia-se Marco Túlio Cícero, o filósofo, escritor e orador latino, às
vantagens da velhice, que não pode nem deve ser considerada como uma
desventura, mas sim como uma bênção, pelo quanto permitiu ao ser superar paixões
e conflitos existentes durante o percurso evolutivo. Ao mesmo tempo, ofereceu
muitos benefícios que decorrem da experiência dos anos e da conquista da
sabedoria.
Joanna de Ângelis – Diretrizes para o Êxito – Cap. 6 – Medo e
Autoconfiança
A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a
certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade,
cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar,
nenhum ser cujo olhar deva temer.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941
8
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Enfrentar a morte significa enfrentar a questão final do significado da
vida. Se realmente queremos viver, devemos ter a coragem de reconhecer que a
vida é, em última análise, muito curta, e que tudo o que fazemos conta.
Quando chegar a noite da nossa Vida, esperamos ter uma chance de olhar
para trás e dizer: É valeu a pena porque eu realmente vivi.
Elisabeth Kübler-Ross – Morte: O Estágio final do Crescimento – Pag.
126
Deve-se aprender a viver durante toda a Vida e por, mas que isso espante,
a vida toda é um aprender a Morrer.
Sêneca (filósofo romano, 01 aC-65 dC) – Sobre a brevidade da Vida – Cap.
7 – Item
Mortes Traumáticas - (Desencarnes difíceis)
O corpo físico, por instinto de defesa, tenta reter o Espírito nos momentos
finais da desencarnação.
O apego à vida material e a seus gozos efêmeros também dificultam o
desencarne.
O medo da morte pela crença em inferno, demônios (fantasias religiosas),
temor ao desconhecido, culpas várias, são outros fortes empecilhos ao desencarne.
O contato com os agentes da putrefação da natureza, pelo fenômeno da
psicometria, causa grande sofrimento ao desencarnante que fica retido no corpo
físico.
O caráter, as posturas diante da vida, a falta de religiosidade são fatores
determinantes no desprendimento espiritual.
As condições acima mencionadas, agravadas com uma ruptura abrupta do
cordão fluídico, abastecido de fluido vital, tende a levar o Espírito desencarnante a
uma situação de "morto vivo"; preso ao mundo físico pelo corpo em decomposição,
adentrando ao Mundo Espiritual sobrecarregado de fluido vital, estranho àquele
mundo.
Assim, podemos entender que o momento do nascimento e da morte são
importantes para o Espírito, como a primeira e últimas impressões.
9
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Nas mortes prematuras traumáticas (acidentes - suicídios), um jovem com
grande reserva de fluido vital pode levar a fortes impressões vibratórias do duplo
etérico para o corpo astral, formando nele um clichê mental vigoroso do momento
do desencarne.
Na reencarnação seguinte à barreira biológica do corpo físico, não é
suficiente, em algumas pessoas (por lei do Carma), deixando passar flashs dos
últimos momentos da vida anterior.
Essa distonia vibratória tenderia a reaparecer, guardando identidade
cronológica entre as reencarnações. Os flashs sensibilizariam os neurônios
sensitivos do diencéfalo (psicocinéticos) e estes desencadeariam os sintomas via
neurotransmissores.
Jaider Rodrigues de Paula - Saúde e Espiritismo - Pag. 385 Síndrome do Pânico
na Visão Espírita
Não ter medo de Viver para não ter medo de morrer.
Aquele que cumpriu com os seus deveres e realizações, ao lado de um
entendimento espiritual sobre a imortalidade, enfrentará com certa dose de
equilíbrio a sua hora.
Quem carrega a certeza da Imortalidade e dos periódicos refazimentos pelas
reencarnações, saberá situar-se diante das forças da Vida.
Jorge Andrea - Psicologia Espirita - Cap. 11 Reações Psicológicas na
Desencarnação
Nossa natureza sabe e considera um processo normal nascer, sabendo que
um dia iremos morrer e que isto faz parte do mecanismo da vida.
Porém, o medo neurótico de morrer é aquele que impede o viver de
forma saudável e responsável.
Na realidade, poderíamos dizer que, quando o medo de morrer é muito
intenso, significa que o indivíduo não está vivendo a vida que gostaria, ou não
está sendo aquilo que gostaria de ser.
Lourdes Possatto - Medos, Fobias e Pânico – Introdução
“De repente não mais que de repente fez do amigo próximo o distante, fez
da vida uma aventura errante, de repente, não mais que de repente.”
Vinicius de Morais – Soneto de Separação (1938)
10
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
2.3 Temor da Morte – Causas
2.3.1 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura
A proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da
morte diminui. –
Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II, item 3
2.3.2 Terrorismo do modo de vida após a morte
De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas
eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. De outro lado, as almas
combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou
farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem.
Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II item
6
2.3.3 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério
A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror
do que a provocarem a esperança.
Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II, item 8
2.3.4 Censura às comunicações entre mortos e vivos
Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao
pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos.
Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II item
9
11
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
2.3.5 Apego as Coisas e/ou Pessoas
Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e
sofre muito pêlos exageros da sensibilidade.
Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama.
Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços .
André Luiz - Obreiros da Vida Eterna
A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios
estafantes, que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos
vermelhos de chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto
emaranhado de fios cinzentos
André Luiz - Obreiros da Vida Eterna
12
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
2.3.6 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez
Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos
céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual
soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava
insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!
Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com
tanta avidez se requestam na Terra!
Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a
humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos.
Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes,
quantas lágrimas enxugastes.
Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. II , item 8
(Havre 1863)
Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente
as escadas do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários
e não me solicitaram informes sobre o meu fardão acadêmico.
Em compensação, fui argüido acerca das causas dos humildes e dos
infortunados pelas quais me bati.
Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Pág. 20 –
Pedro Leopoldo, 9/Abril/1935)
Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a
velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e
na rebelião, na ociosidade ou na delinqüência, a que irrefletidamente se acolhem.
Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem
concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e
vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem
qualquer proveito para o mundo que os agasalha.
Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de
piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios,
preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas .
Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
13
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
A morte não seria problema se fosse o fim. É problema grave porque
significa vida, recomeço e atividade nova.
Emmanuel – Deus Conosco – item 336
O MEDO DA MORTE – É O MEDO DO “E AGORA JOSE?”
 E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
 Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
 Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
 Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
A morte é, por isso mesmo, o retrato da vida.
Emmanuel - Comandos do amor – Cap. 18
14
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3 A Família Cândido Xavier
3.1 Francisco Cândido Xavier
• Data: 02/Abril/1910
• Local: Pedro Leopoldo/MG
• Nome: Francisco de Paula Cândido
− Homenagem a São Francisco de Paula Cândido – 02/Abril
− 1966: Mudança para Francisco Cândido Xavier
Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus,
nasceu na cidade de Pedro Leopoldo.
Nota:
São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 — Tours, 2 de
abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja
Católica.
Francisco de Paula fundou a Ordem dos Mínimos, uma fraternidade que
exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um
"mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último
e o servo de todos.
É também conhecido como "O Eremita da Caridade", por sua opção de
desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro
do próximo.
15
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1 Cronologia da vida de Chico Xavier
3.1.1.1 1910 - 2.abr - Nascimento
Nasce Francisco de Paula Cândido, nome de batismo, o Chico Xavier, na
cidade mineira de Pedro Leopoldo, filho de João Cândido Xavier, vendedor de
bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus.
A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de
1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos.
“Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao
santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco
Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em
abril de 1965, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.
Na realidade, pelas leis terrenas, graças a um amigo íntimo de seu pai, seu
nome por ocasião do registro passou a ser: FRANCISCO DE PAULA CÂNDIDO.
Vejamos como este curioso fato ocorreu.
Foi por ocasião do ingresso de Chico Xavier para o Serviço Público, ao ter
necessidade, como é de praxe, de legalizar todos os seus documentos. Ele e seu pai
dirigiram-se ao Cartório da cidade para providenciar o documento principal: a
certidão de nascimento. Lá chegando, qual não foi a surpresa de ambos, quando o
funcionário solicitado não conseguiu encontrar o seu registro.
Após demorada busca, nova surpresa os aguardava: o filho do Sr. João, ali
registrado, era o Sr. Francisco de Paula Cândido...
Como não havia tempo para novas modificações, assim ficou seu nome até
abril de 1965, quando contava 55 anos de idade.
Coube ao Meritíssimo Juiz de Direito da 2º Vara de Uberaba, Dr. Fábio
Teixeira Rodrigues Chaves, retificar por sentença o seu nome, passando então a
usar aquele que o tornara conhecido das atividades mediúnicas.
Na época, seu pai, comentando com conhecidos o fato, lembrou que havia
pedido a um amigo que fizesse o registro do filho. Este prontamente o atendeu e,
quando chegou ao Cartório, verificando o dia do nascimento do filho do amigo, dois
de abril, lembrou-se que era consagrado, segundo o calendário católico, a São
Francisco de Paula.
16
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Querendo, por simplicidade, homenagear o santo do dia, sem com ninguém
comentar, registrou-o Francisco de Paula, completando com o primeiro sobrenome
do amigo, Cândido, ao invés do já tradicional Xavier, usado por todos os seus
irmãos e irmãs.
Portanto, para dirimir dúvidas, o hoje funcionário público aposentado do
Ministério da Agricultura, é o Sr. Francisco de Paula Cândido. Nunca existiu no
quadro de funcionários, pelo menos até 1965, nenhum Francisco Cândido Xavier.”
Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier -
Biografia de Chico Xavier
“Contou-me Chico que, próximo ao seu nascimento, ocorreu no Plano
Espiritual importante reunião com Isabel de Aragão e outros elevados Espíritos, a
fim de estabelecer seu retorno à Terra.
E, durante os preparativos para sua reencarnação, Chico, com alguns
Benfeitores, visitou o lar que o abrigaria, assim descrevendo a emoção do
reencontro com a futura mãe:
— De minha parte, pela primeira vez, enxergava a paisagem de Pedro
Leopoldo.
Era bem um vale úmido a vila modesta que pisávamos.
Uma cachoeira de águas claras parecia cantar no terreno recentemente
desbravado, e as linhas da via férrea se me figuravam antenas horizontais do
progresso que penetrava pelo verde adentro.
O ribeiro separava o povoado em duas regiões distintas. Do lado norte, de
que vínhamos, estava a indústria nascente dos tecidos de algodão, e, para cá do
ribeiro, no lado sul, o casario escasso parecia um conjunto de grandes pombais
caiados de branco.
A oeste, o sol entrava no poente.
Entrei, com Benfeitores Amigos, numa rua que se abria, como até hoje, à
frente da igreja, singela mas já construída em louvor da Mãe de Jesus.
Estacamos à porta de entrada da casa que seria o meu lar. Aguardamos
alguns minutos de expectação, quando jovem senhora, em companhia de outras, se
destacou para entrar na residência humilde.
17
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Era morena, de baixa estatura, vestindo roupa simples e de sorriso amigo,
evidenciando resignação e simplicidade. Os cabelos trançados se lhe enrodilhavam
de modo gracioso na cabeça. Despediu-se das companheiras que seguiram à frente
e passou por nós sem ver-nos.
Um dos Benfeitores explicou:
— Esta é a nossa irmã tutelada de João de Deus. Em várias existências,
brilhou na cultura do mundo e, por várias vezes, se consagrou à religião em casas
de fé.
No entanto, em fins do século passado, pediu a maternidade por tarefa
primordial, rogando ambiente de extrema carência material, para burilar-se na
própria alma.
Tem agora a idade de vinte e seis anos na experiência física, um marido
operário, junto de quem é humilde tecelona numa fábrica de tecidos, e já foi mãe
de oito filhos, tendo perdido uma filhinha desencarnada em idade tenra e mantendo
ainda sete que estão em crescimento.
Chico continuou:
— Uma simpatia profunda me ligou imediatamente àquela mulher humilde
e tranquila. Parecia-me rever em roupagem diferente uma irmã querida de quem me
afastara sem precisar por quanto tempo. Incapaz de explicar a emoção que me
dominava, caí em pranto em que a dor se misturava com a alegria, pois reencontrava
uma criatura afetuosa e amiga.
Lembro-me de que não me pude conter e caminhei para ela, envolvendo-a
num grande abraço. A senhora sentiu profunda comoção e começou também a
chorar, ignorando como explicar a si própria o motivo de tantas lágrimas.
Decorridos instantes, entrou o marido, um homem claro, magro e alto,
usando colete antigo sob o paletó comum e, após retirar um boné que trazia na
cabeça pintalgada de algodão, perguntou:
— Maria, o que houve, porque chora?
— João — respondeu ela — eu mesma não sei. Estou assim como quem se
recorda de alguém que a gente ama e que a morte não mais nos deixa ver…
— Você andou lendo algum romance, falou aquele que iria ser meu pai.
— Não, nada li… É apenas um estado estranho em que entrei…
18
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
O dono da casa buscou o interior da moradia, de onde vinham vozes e gritos
de crianças, e Maria de João de Deus sentou-se e orou, ali mesmo, na sala estreita,
pedindo a Jesus a paz de quem ali estivesse, na condição de alma em saudade e
sofrimento.
Penetrei nos recantos da casa, na qual deveria em breve habitar. A pobreza
e a simplicidade de tudo faziam-me chorar.
Retornamos à Vida Espiritual e, pouco tempo mais tarde, voltei para que me
ligasse a Maria de João de Deus em definitivo.
Foi em 1910, quando tive a obrigação de obedecer a severas disciplinas,
para que tudo ocorresse segundo a Vida Maior e não conforme os meus ideais,
egoísticos talvez, de felicidade e de amor”.
Caio Ramacciotti - Mensagens de Inês de Castro - Capítulo 22 - Isabel de
Aragão, Chico Xavier e os Idos de 1910
3.1.1.2 1915 -5 anos - 29.set. - Morte da Mãe
Morre sua mãe, Maria João de Deus
3.1.1.3 1915 - 5 anos - Set. - Acolhido na casa de Madrinha
Chico Xavier vai morar com sua madrinha, Maria Rita de Cássia, amiga de
sua mãe.
3.1.1.4 1917 – 7 anos - Dez. – Segundo casamento do Pai
Seu pai casa-se com Cidália Batista, que reúne todos os filhos do marido
novamente e Chico volta a viver em família.
3.1.1.5 1919 – 9 anos - Jan. - Matricula no Grupo Escolar/Fábrica de
Tecidos
Começa a frequentar o Grupo Escolar São José e a trabalhar na fábrica de
tecidos.
3.1.1.6 1923 – 13 anos – Conclusão do Curso Primário
Conclui o curso primário, após repetir a quarta série.
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.7 1925 – 15 anos - Início do trabalho no Comércio
Começa a trabalhar no comércio. Primeiro, como auxiliar de cozinha no Bar
do Dove. Em seguida, na venda de José Felizardo Sobrinho.
Chico Xavier teve em toda sua vida terrena somente quatro empregos:
aprendiz de fiação e tecelagem, servente de cozinha, caixeiro e finalmente
funcionário público federal.
Ao completar nove anos de idade, vivendo num lar humilde com escassos
recursos financeiros, seu pai conseguiu lhe um emprego de aprendiz na Indústria de
Fiação e Tecelagem da cidade. O horário não era dos mais cativantes para um
adulto, que diria para uma criança: das 11 horas da manhã às 2 horas da madrugada!
Mas o que fazer se ele tinha que ajudar no sustento da casa?
No período da manhã não podia deixar de freqüentar a Escola Pública da
cidade, onde, com muita dificuldade, terminou o curso primário. Foi aluno repetente
mas, seu modesto e escasso estudo foi de grande valia; aprendeu a ler, a escrever e
a fazer as quatro operações com certa dificuldade. O futuro se encarregaria de
ensiná-lo a conhecer, não superficial mas profundamente, qualquer assunto, e
transformá-lo numa enciclopédia viva daqui e do além...
Franzino, mal alimentado, dormindo pouco, acabou adoentado. Antes que
seu estado viesse a se agravar, o médico que o examinou Dr. Rivadávia Gusmão,
então residente em Pedro Leopoldo, aconselhou a seu pai que o tirasse do emprego
e o colocasse em outro mais ameno, para que ele pudesse ter as horas de repouso
que uma criança de sua idade necessita. Ele contava 13 anos de idade e quatro já
passara em trabalhos pesados.
Seu pai imediatamente aceitou o conselho do médico, empregando-o como
auxiliar de balcão e na cozinha do antigo “Bar Dove”, de seu amigo Claudovino
Rocha. Era um trabalho cansativo, mas, suave em comparação ao outro.
Aos 16 anos de idade, já rapazola, seu padrinho José Felizardo Sobrinho
numa visita a seus pais, convidou-o para trabalhar como caixeiro em seu pequeno
armazém. Aceitando o convite, passou a lutar para desempenhar bem seu novo
emprego e não desapontar o patrão, seu padrinho, que lhe queria muito bem.
Tímido, tinha que enfrentar uma tarefa, para ele árdua: ajudar nas vendas.
Lá ficou por nove anos.
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Em 1933, com 23 anos de idade, simultaneamente com o emprego de
caixeiro, passou a trabalhar na Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da
Produção Animal do Ministério da Agricultura, emprego oferecido pelo Dr.
Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo, do Ministério da Agricultura
de Pedro Leopoldo.
Graças aos seus esforços, tornou-se mais tarde um respeitável escriturário,
fiel cumpridor de seus deveres, honesto, e amigo de seus colegas.
Neste emprego é que se aposentou, quase trinta anos depois. Foi o último.
Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier -
Biografia de Chico Xavier
3.1.1.8 1927 – 17 anos - 7.mai. – Início na Doutrina Espírita
Tem sua primeira experiência na doutrina espírita, quando sua irmã Maria
Xavier Pena, doente e desenganada pelos médicos, envolvida em processo
obsessivo é levada até a casa de uma família espírita.
Ela é curada. A partir daí começa a frequentar reuniões espíritas.
3.1.1.9 1927 – 17 anos - 21.jun - Fundação da Centro Espírita Luiz Gonzaga
Torna-se secretário e médium do recém-fundado Centro Espírita Luís
Gonzaga, que funciona num barracão onde mora o seu irmão e também presidente
do centro, José Xavier
Primeira ata do Centro Espírita Luiz Gonzaga:
Aos trinta e um dias do mês de outubro de mil novecentos e vinte e oito
reuniram-se na sede interina do Centro E. S. Luiz, os componentes do mesmo.
Aberta a sessão pelo Presidente, o senhor José Cândido Xavier, que dirigia
ulteriormente a pequena falange de espíritas que trabalhavam nesta cidade, fez a
entrega ao Sr. Tesoureiro da quantia de sessenta e seis mil e cem reis de auxílios
arrecadados durante o tempo dos referidos trabalhos. Não havendo mais assunto a
tratar, encerrou-se a sessão. Para todos os efeitos, firmo a presente ata, que assino
Francisco Xavier – Secretário
Geraldo Lemos - Chico Xavier - O Primeiro Livro - Primeira ata -
Francisco Xavier – Secretário
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Historicamente, a fundação do Centro Espírita Luiz Gonzaga se deu, de fato,
em 21 de junho de 1927, sendo reorganizado entre 29 e 31 de outubro de 1928.
Neste vale de lágrimas e dores,
Onde há o crime; o remorso e pecado,
Existe alguém que leva vida de horrores,
É criminoso ignorante e celerado.
É imperfeito, vil, degenerado,
Indigno até mesmo de viver;
E vive só, no mundo abandonado,
Cumprindo provas para depois morrer.
Pergunta, às vezes, ao nosso Criador
Qual a razão de tanto sofrimento:
– Estás na Terra, por isso és sofredor!
É o que responde a voz do pensamento.
E agradece aquilo que ele passa.
Bendiz a dor sagrada que sofreu.
E esse alguém na Terra tem sua raça,
Pois esse alguém, meu amigo, sou eu.
José C. Xavier - Chico Xavier - O Primeiro Livro - 1ª Parte - Capítulo 4 –
Rabiscos
3.1.1.10 1927 – 17 anos - 8.jul. - 1º Psicografia
Psicografa, pela primeira vez, no Centro Espírita Luís Gonzaga e escreve 17
páginas com a assinatura final de "Um espírito amigo".
“Era a noite de 8 de julho de 1927. Em torno de uma mesa singela, alguns
poucos companheiros espíritas. E, entre eles, a figura humilde e boa de um
adolescente, com apenas 17 anos de idade.
Momentos depois (…) tendo um lápis entre os dedos morenos, o moço
começou a encher folhas e mais folhas. Escrevia, escrevia…
22
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
O moço era Francisco Cândido Xavier: filho do Sr. João Cândido, vendedor
de bilhetes de loteria, marido de D. Maria João de Deus, a boa senhora que toda
Pedro Leopoldo estimava.
Estava escrevendo, ele, a sua primeira mensagem, iniciando, assim, na
simplicidade de uma casinha tosca, o seu abençoado labor de médium.
Aquela mensagem era a primeira de uma série de milhares de outras
mensagens, todas elas distribuindo amor e luz, consolação e esclarecimento.”
O velhinho que, decorridos 40 anos, recordou tudo isso, enquanto o rádio
emudecia, chorou de emoção e saudade ao relatar aos companheiros da União
Espírita Mineira, que o foram visitar: “Eu vi o Chico receber a primeira mensagem!
”
Antônio Barbosa Chaves - Chico Xavier, mandato de amor - 3ª Parte –
Introdução - Eu vi o Chico receber a primeira mensagem!
Ao término, a mensagem assinada por um benfeitor espiritual, foi lida para
os presentes (*): Eram 17 páginas explicando trechos do Evangelho de Nosso
Senhor Jesus Cristo.
Dias após o regresso do casal à fazenda, Chico lhes pediu para fazer parte
das reuniões de preces; aceito com carinho seu humilde pedido, acompanhou-os.
(*) José Herminio Perácio, Antônio Barbosa Chaves, Agripino de Paula,
Ornélia de Paula, Ataliba Ribeiro Viana, José Felizardo Sobrinho, Maria Barbosa
Chaves, José Cândido Xavier, Maria da Conceição Xavier, Jacy Pena, Petrolina
Barbosa Chaves e outros.
Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier -
Biografia de Chico Xavier
3.1.1.11 1928 – 18 anos – Primeiras publicação em jornais de Psicografias
São publicadas suas primeiras mensagens psicografadas pelo matutino
carioca "O Jornal" e, logo depois, pelo "Almanaque de Notícias", de Portugal.
3.1.1.12 1931 – 21 anos – Surge Emmanuel
Aparece-lhe o que chama de seu mentor espiritual ou espírito-guia, que pede
para ser chamado de Emmanuel.
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.13 1931 – 21 anos - Mar. – Morre a Madrasta
Morre Cidália Batista, sua madrasta e amiga.
“(...) Cidália, depois de minha mãe, sem dúvida é o espírito a quem mais
devo; posso dizer que ela conseguiu me resgatar do abismo...
Quando ela partiu, compreendi que a minha vida nunca mais seria a
mesma; naquele exato momento, eu TIVE QUE CRESCER E CRIAR A MINHA
PRÓPRIA RESERVA DE FORÇAS para assumir os filhos dela com o meu
pai...
Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Item 134
3.1.1.14 1931 – 21 anos – 1º Mensagem Psicografa
Psicografa pela primeira vez um poema com a assinatura de um morto: o
poeta fluminense Casimiro Cunha (1880 - 1914). Poeta com uma particularidade:
espírita convicto e confesso
Quando parti deste mundo
Em busca da Imensidade,
A alma ansiosa da Verdade,
Do azul imenso dos céus,
Fugi do pesar profundo,
Lamentando os sofrimentos,
As mágoas, os desalentos,
Confiado no amor de Deus.
(....)
Venturoso, abençoei
A dor que amaldiçoara,
Que renegar eu tentara
Como os míseros ateus,
E feliz então busquei
As bênçãos, flores brilhantes,
Alvoradas fulgurantes
Do amor imenso de Deus.
Casimiro Cunha - Parnaso de Além-Túmulo – Cap. 22 - Na Eterna Luz
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.15 1932 – 22 anos - Lançamento do 1º Livro Psicografado
Edita seu primeiro livro, "Parnaso de Além-túmulo", uma coletânea de 59
poemas assinados por 14 grandes poetas brasileiros já falecidos: Castro Alves,
Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos, Guerra Junqueiro, entre outros
Em fins de 1931, Chico Xavier remeteu poesias (assinadas) e por ele
psicografadas para o Rio de Janeiro, destinando-as ao vice-presidente da Federação
Espírita Brasileira, Manoel Justiniano de Freitas Quintão, solicitando que fosse
feito um exame criterioso da identificação dos autores.
Manoel Quintão não conhecia pessoalmente Chico Xavier, o que só veio
acontecer em março de 1936. Mas não duvidava da moralidade do médium e da
autenticidade das poesias. Em junho de 1932, Quintão lançou-as no livro Parnaso
de Além-Túmulo.
Participam do Parnaso de Além-Túmulo 56 poetas e são registradas 259
poesias.
3.1.1.16 1935 – 25 anos – Inicia o Trabalho no Ministério da Agricultura
Entra para o Ministério da Agricultura, trabalhando na Fazenda Modelo de
Pedro Leopoldo
Se aposenta em 1965, após 30 anos de serviço, por invalidez (enfermidade
nos olhos).
3.1.1.17 1939 – 29 anos – Lançamento de Livro de Humberto de Campos
Passa a psicografar os trabalhos do escritor maranhense Humberto de
Campos, morto em 1934 e no mesmo ano lança o livro "Crônicas de Além-
Túmulo", com textos do escritor falecido.
3.1.1.18 1940 – 30 anos – Enferma gravemente
Fica gravemente doente. Os médicos prevêem um ataque de uremia, o que
não chega a ocorrer.
25
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.19 1944 – 34 anos – O Processo Humberto de Campos
É processado pela família do escritor Humberto de Campos, que exige parte
dos direitos autorais dos livros psicografados, mas a justiça decide a favor do
médium, que passa a usar o pseudônimo de irmão X para identificar os livros do
escritor psicografa mais tarde.
3.1.1.20 1944 – 34 anos – Publicação de “O Nosso Lar”
Publica o livro "Nosso Lar", que torna-se um verdadeiro best-seller entre as
publicações espíritas, chegando a uma tiragem de 1.277.000 exemplares.
3.1.1.21 1946 – 36 anos – Tuberculoso
Fica doente, vítima de tuberculose.
3.1.1.22 1947 – 37 anos - 30 Livros publicados – “Volta Bocage” - 16 anos de
Mediunidade
Pergunta — Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele enfatizou muito
a disciplina. Teria falado algo mais?
Resposta: “Depois de haver salientado a disciplina como elemento
indispensável a uma boa tarefa mediúnica, ele me disse: “Temos algo a realizar.”
Repliquei de minha parte qual seria esse algo e o benfeitor esclareceu: “Trinta livros
para começar!”
Considerei, então: como avaliar esta informação se somos uma família sem
maiores recursos, além do nosso próprio trabalho diário, e a publicação de um livro
demanda tanto dinheiro!…
Já que meu pai lidava com bilhetes de loteria, eu acrescentei: “Será que meu
pai vai tirar a sorte grande?”
Emmanuel respondeu: “Nada, nada disso. A maior sorte grande é a do
trabalho com a fé viva na providência de Deus. Os livros chegarão através de
caminhos inesperados!”
Algum tempo depois, enviando as poesias de Parnaso de Além-túmulo para
um dos diretores da Federação Espírita Brasileira, tive a grata surpresa de ver o
livro aceito e publicado em 1932.
26
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
A este livro seguiram-se outros e em 1947 atingimos a marca de 30 livros.
Ficamos muito contentes e perguntei ao amigo espiritual se a tarefa estava
terminada. Ele, então, considerou, sorrindo: “Agora começaremos uma nova série
de trinta volumes.”
Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros
estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de
Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959.
O grande benfeitor explicou-me, com paciência: “Você perguntou, em
Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os
mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me
advertiram que nos cabe chegar ao limite de 100 livros.”
Fiquei muito admirado e as tarefas prosseguiram. Quando alcançamos o
número de 100 volumes publicados, voltei a consultá-lo sobre o termo de nossos
compromissos.
Ele esclareceu, com boa vontade: “Você não deve pensar em agir e trabalhar
com tanta pressa.
Agora, estou na obrigação de dizer a você que os mentores da Vida Superior,
que nos orientam, expediram certa instrução que determina seja a sua atual
reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos princípios espíritas-
cristãos, permanecendo a sua existência, do ponto de vista físico, à disposição das
entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros,
enquanto o seu corpo se mostre apto para as nossas atividades.”
Muito desapontado, perguntei: “Então devo trabalhar na recepção de
mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida atual?”
Emmanuel acentuou: “Sim, não temos outra alternativa!”
Naturalmente, impressionado com o que ele dizia, voltei a interrogar: “E se
eu não quiser, já que a Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre-
arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos?”
Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me cientificou:
“A instrução a que me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação, quando
lançado por autoridade da Terra.
Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo creio, os orientadores
dessa obra de nos dedicarmos ao Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão
autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico!”
27
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na gravidade do
assunto, e continuo trabalhando, sem a menor expectativa de interromper ou
dificultar o que passei a chamar de “desígnios de Cima”.
Chico Xavier - Chico Xavier, mandato de amor - 4ª Parte – Cap. 15 -
Chico Xavier - Na tarefa mediúnica /“O Espírita Mineiro”, número 205.
Abril/junho de 1988 / Novo Mundo – Cap. 4 - na Tarefa Mediúnica / Deus
Conosco – Anexo A – Na tarefa mediúnica
“Os sonetos, que constituem motivo e tema deste opúsculo, foram
comunicados, conforme dissemos na “Apreciação”, pelo Espírito Bocage através
do incomparável lápis do conhecido médium Francisco Cândido Xavier, em Pedro
Leopoldo, Estado de Minas Gerais.
Começaram estas luminosas mensagens em a noite de 25 de novembro de
1946, com o seguinte aviso do Guia dos trabalhos: “Agora façam concentração,
porque vamos receber uma lembrança dum Espírito que há mais de cem anos não
se comunica com a Terra.”
Isto foi em sessão pública, no Grupo Espírita “Luiz Gonzaga”. Aquele
pedido de concentração justifica-se pelo fato de que o médium trabalhava enquanto
nosso prezado confrade Ismael Gomes Braga, a quem o Guia Emmanuel incumbira
de presidir a sessão, explanava trechos de “O Evangelho segundo o Espiritismo”,
de Kardec.
Foi então recebido o primeiro soneto desta série de doze; em noites
consecutivas Bocage, em Espírito, ditou as outras produções, sendo quatro em
sessão pública e as demais em círculo reduzido.
Iniciada a 25 de novembro, a série terminou a 6 de dezembro, não durando
a escrita de cada soneto mais de três minutos, isto depois de trabalhos estafantes.
Observamos, por especial, que todos os sonetos traziam a assinatura do poeta, senão
perfeita, pelo menos tão próxima quanto possível, mas sem sombra de dúvida sobre
o seu verdadeiro autor.
Após o primeiro soneto comunicou o Guia que o poeta voltaria ainda nove
vezes para o mesmo fim.
28
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Ao nosso irmão Ismael Braga o médium entregou essa primeira composição
com as palavras: “Bocage manda entregar-lhe como lembrança.” Aquele nosso
confrade pede, porém, que o número de tais mensagens seja elevado para doze, por
ser este o número místico do Cristianismo. Responde o poeta que tem permissão
somente para dez descidas à Terra; que, no entanto, poderia solicitar a alteração
desse plano, informando oportunamente sobre esse pedido. Dois dias mais tarde
informou que aquele confrade fora atendido e que pretendia escrever o último
soneto a respeito de DEUS: esta promessa foi cumprida, conforme se lê
no Soneto XII.
L. C. Porto Carreiro Neto - Volta Bocage - Manuel M. B. du Bocage -
Esclarecimento
3.1.1.23 1951 – 41 anos – Operado da Hernia
É operado de uma hérnia estrangulada.
3.1.1.24 1958 – 48 anos – Caluniado pelo Sobrinho
Em 1958, o médium viu-se no centro de uma nova polêmica, desta vez por
conta das denúncias de um sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de
obsessão.
O sobrinho, ele mesmo médium psicógrafo, anunciou-se
pela imprensa como falso médium, um imitador muito capaz, acusação que
estendeu ao tio. Chico Xavier defendeu-se, negando ter qualquer proximidade com
o sobrinho.
Já com antecedentes de alcoolismo e com sérios remorsos pelos danos
causados à reputação do tio, Amauri retirou a acusação e foi internado num
sanatório psiquiátrico em São Paulo, onde morreu.
3.1.1.25 1958 – 48 anos - 60 Livros Publicados – “Pensamento e Vida” – 21
anos de Mediunidade
Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros
estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de
Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959.
29
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
O grande benfeitor explicou-me, com paciência: “Você perguntou, em
Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os
mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me
advertiram que nos cabe chegar ao limite de 100 livros.”
Chico Xavier - Chico Xavier, mandato de amor - 4ª Parte – Cap. 15 -
Chico Xavier - Na tarefa mediúnica /“O Espírita Mineiro”, número 205.
Abril/junho de 1988 / Novo Mundo – Cap. 4 - na Tarefa Mediúnica / Deus
Conosco – Anexo A – Na tarefa mediúnica
Perguntou-nos coração amigo se não possuíamos algum livro no Plano
Espiritual, suscetível de ser adaptado às necessidades da Terra.
Algumas páginas que falassem, ao espírito, dos problemas do espírito…
Algo leve e rápido que condensasse os princípios superiores que nos orientam a
rota…
E lembramo-nos, por isso, de singela cartilha falada de que dispomos em
nossas tarefas, junto aos companheiros em trânsito para o berço, utilizada em nossas
escolas de regeneração, entre a morte e o renascimento.
Anotações humildes que repontam do cérebro como flores que rebentam do
solo, sem pertencerem, no fundo, ao jardim que as recolhe, por nascerem da
Bondade de Deus que conjuga o Sol e a gleba, a fonte e o ar, o adubo e o vento,
para nelas instilar a cor e a forma, a beleza e o perfume…
Eis aqui, portanto, adaptada quanto possível ao campo do esforço humano,
a nossa cartilha simples.
“Pensamento e Vida”, chamamos-lhe no Mundo Espiritual e, sob a mesma
designação, oferecemo-la aos nossos irmãos de luta, temporariamente internados
na Esfera Física, para informá-los, ainda uma vez, de que o nosso pensamento cria
a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos
identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o
Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai.
Emmanuel - Pensamento e vida - Prefácio
30
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.26 1959 – 49 anos – Mudança para Uberaba
Muda-se para Uberaba (MG), lidando como o escândalo causado pelas
declarações do sobrinho Amauri Xavier Pena.
3.1.1.27 1959 – 49 anos - Fundação da “Comunhão Espírita Cristã”
Em 1959, Chico Xavier estabeleceu residência em Uberaba (onde viveu até
falecer) e junto a Waldo Vieira, João Jorge Netto, Dalva Rodrigues Borges, José
Thomaz da Silva Sobrinho, Terezinha Queiroz Silva, Joaquim Tomaz da Silva,
Hélia Rodrighes Borges Neri, Geralda de Andrade Freitas e Artur Sabino Junior
fundaram em nossa cidade no dia 18 de abril de 1959 o centro espírita "Comunhão
Espírita Cristã".
Continuou a psicografar inúmeras obras, passando a abordar os temas que
marcam a década de 1960, como o sexo, as drogas, a questão da juventude,
a tecnologia, as viagens espaciais e outros. Uberaba, por sua vez, tornou-se centro
de peregrinação informal, com caravanas a chegar diariamente, de pessoas com
esperança de um contato com parentes falecidos.
Nesse período, popularizam-se os livros de "mensagens": cartas ditadas a
familiares por espíritos de pessoas comuns. Prosseguiram também as campanhas de
arrecadação e distribuição de alimentos e roupas para famílias necessitadas da
cidade.
3.1.1.28 1959 – 49 anos – Inicia parceria mediúnica com Waldo Vieira
Em 1955, Chico Xavier conheceu pessoalmente o médium e então estudante
de Medicina Waldo Vieira, o que resultou em uma parceria espírita — que durou
até 1966 — na qual psicografaram 17 livros em conjunto.
Dentre os médiuns que partilharam dos labores doutrinários de Francisco
Cândido Xavier, sem dúvida, o nome de Waldo Vieira é o mais conhecido pelo
público espírita brasileiro.
Embora tenha sido parceiro de Chico apenas por uma década, o seu
desempenho como medianeiro deve ser considerado de alta qualificação, tanto no
que se refere à fidedignidade às idéias e aos estilos das entidades comunicantes,
como no que tange ao aspecto quantitativo de sua produção mediúnica.
31
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
O primeiro livro psicografado em parceria com Francisco Cândido Xavier
foi :
"Evolução em Dois Mundos"(1959) (ed. FEB, com 220 p.), seguido por
"Mecanismos da Mediunidade" (1960) (ed. FEB, com 188p.),
"Sexo e Destino" (1963) (ed. FEB, com 360 p.) e
"Desobsessão" (1964) (ed. FEB, com 248 p.), todos de autoria de André
Luiz.
Recebeu, também em parceria com Chico, numerosas obras de contistas e
poetas. É o caso de
"A Vida Escreve"(1960) (ed. FEB, com 224p.) e
"Almas em Desfile" (1961) (ed. FEB, com 208 p.), ambas ditadas por
Hilário Silva,
"Antologia dos Imortais" (1963) (ed. FEB, com 345 p.), e
"Trovadores do Além" (1965) (ed. FEB, com 160 p.), ambos de autoria de
numerosos poetas e trovadores;
"Espírito de Cornélio Pires", do citado autor (1965)(ed. FEB, com 74 p.).
Diversos livros de orientação espiritual também foram lançados:
"Leis de Amor", de Emmanuel (1963) (ed. FEESP, com 96 p.),
"Espírito da Verdade", de vários autores (1962) (ed. FEB, com 236 p.),
"Entre Irmãos de Outras Terras" de diversos autores, inclusive estrangeiros
(1966) (ed. FEB, com 147 p.),
"Estude e Viva", de Emmanuel e André Luiz (1965) (ed. FEB, com 231p.),
"Ideal Espírita", de vários autores (1963) (ed. CEC, com 208 p.),
"Opinião Espírita" de Emmanuel e André Luiz (1964 ) (ed. CEC, com 208
p.).
Finalmente, psicografaram algumas estórias destinadas ao público infantil:
"Juca Lambisca" (1961) (ed. FEB) e
"Timbolão" (1962) (ed. FEB), ambos de autoria de Casimiro Cunha.
Y. Shimizu – Jornal Mundo Espírita - Literatura Espírita
Portanto os seguintes livros foram psicografados em conjunto com Waldo
Vieira:
1. Evolução em dois mundos (Edm) - André Luiz - Pedro Leopoldo e
Uberaba,21-07-1958
2. Mecanismos da mediunidade (Mdm) - André Luiz - Uberaba, 06-08-1959
32
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3. A vida escreve (Ave) - Hilário Silva - Uberaba, 02-02-1960
4. Almas em desfile (Aed) - Hilário Silva - Uberaba, 29-08-1960
5. Juca Lambisca (Opc 2) - Casimiro Cunha - 17-05-1961
6. O Espírito da Verdade (Oev) - Autores diversos - 09-10-1961
7. Timbolão (Opc 4) - Casimiro Cunha - Uberaba, 11-08-1962
8. Antologia dos imortais (Ani) - Autores diversos - Uberaba, 03-10-1962
9. Ideal espírita (Ie) - Autores diversos - Uberaba, Natal de1962
10. Leis de amor (Lda) - Emmanuel - Uberaba, 11-01-1963
11. Opinião espírita (Oe) - Emmanuel/André Luiz - Uberaba, 02-07-1963
12. Sexo e destino (Sd) - André Luiz - Uberaba, 04-07-1963
13. Desobsessão (Dso) - André Luiz - Uberaba, 02-01-1964
14. Trovadores do Além (Tda) - Autores diversos - Uberaba, 18-07-1964
15. Estude e viva (Eev) - Emmanuel/André Luiz - Uberaba, 11-02-1965
16. O espírito de Cornélio Pires (Oec) - Cornélio Pires -Uberaba, 01-08-1965
17. Entre irmãos de outras terras (Ei) - Autores diversos - Uberaba, 1966
Em 22 de maio de 1965, Chico Xavier e Waldo Vieira viajaram
para Washington, Estados Unidos, a fim de divulgar o espiritismo no exterior.
Com a ajuda de Salim Salomão Haddad, presidente do centro Christian
Spirit Center, e sua esposa Phillis, lançaram o livro Ideal Espírita, com o nome
de The World of The Spirits.
3.1.1.29 1965 – 55 anos - Aposentadoria
Aposenta-se, após 30 anos de serviços prestados como auxiliar de serviço
na antiga Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal, por
incapacidade (enfermidade nos olhos)
3.1.1.30 1965 – 55 anos – Viagem aos Estados Unidos
Vai aos Estados Unidos a fim de difundir o espiritismo e para fazer um
tratamento oftalmológico.
33
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.31 1969 – 59 anos - Cirurgia na Próstata
Viaja a São Paulo para se submeter a uma cirurgia na próstata.
3.1.1.32 1969 – 59 anos - 100 Livros publicados – “Poetas Redivivos” - 38
anos de Mediunidade
Centésima obra: ‘’Poetas Redivivos”.
Cem livros!
O acontecimento internacional - não apenas espírita, mas da literatura
mundial! -, marcado com o lançamento do centésimo livro psicografado pelo
médium Francisco Cândido Xavier, é algo de tornar-nos perplexos.
Deveria ser enaltecido em si mesmo.
É fato inédito nos anais da literatura espírita.
Conviria, talvez, falar-se das mais de vinte mil páginas produzidas com raro
esmero gramatical marcando verdadeiro curso de língua portuguesa pela sua
correção, pela sua impecabilidade.
Poderíamos, quem sabe, esclarecer que mais de sessenta diferentes autores
lhe tomaram o lápis, revelando-se por seu estilo, pela amplitude de visão, pela
profundidade de seus conceitos, pela beleza de sua criação.
Ou deveremos deter-nos a considerar que, com seus lançamentos e suas
reedições, mais de dois milhões de exemplares circulam, no Brasil e no mundo,
afora alguns vertidos para outras línguas, quais o castelhano, o inglês, o francês, o
japonês e o esperanto!
Cremos que fosse mais apropriado elucidar que todos os grandes temas da
cultura humana, tanto os filosóficos e científicos como os religiosos, foram
abordados com clareza, perfeição, inatacabilidade, criando a mais polimórfica
bibliografia jamais conhecida!
J. Alexandre – Revista Reformador 1970 – Março – Centésima Obra
3.1.1.33 1972 – 62 anos - 3.jan. – Entrevista – Programa Pinga Fogo I
Concede uma entrevista de quatro horas na extinta TV Tupi, num programa
chamado "Pinga-Fogo", o que atrai cerca de 20 milhões de telespectadores.
34
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.34 1976 – 66 anos - 1º Crise de Angina
Tem sua primeira crise de angina de peito.
3.1.1.35 1980 – 70 anos - Mar. – Indicação ao Prêmio Nobel da Paz
É indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz de 1981, numa campanha
liderada pelo então diretor da Rede Globo, Augusto César Vanucci e pelo Deputado
Freitas Nobre.
3.1.1.36 1981 – 71 anos - 200 Livros publicados – “ Linha Duzentos” - 50 anos
de Mediunidade
Leitor amigo:
Este é um livro simples.
Significa unicamente continuidade.
2 Acompanhando o primeiro volume da coleção de nossos amigos
espirituais que o psicografaram, em 1931, (Parnaso de Além-túmulo) desejamos
afirmar neste intróito despretensioso que o nosso trabalho, atingindo agora, em
1981, meio século de atividades ininterruptas, com duzentos livros, prossegue sobre
o mesmo princípio: Jesus esclarecendo Kardec e Kardec explicando Jesus.
3 Pretendemos confirmar que nessa trilha não invocamos nenhum
privilégio.
(...)
“Linha Duzentos” para nós, nestas páginas, expressa, simbolicamente, um
traço de união, constituído por duzentos pontos interligados, através do qual aqui
repetimos com emoção e respeito: Muito obrigado, Senhor Jesus!
Emmanuel – Linha Duzentos - Prefácio
3.1.1.37 1983 – 73 anos - Set. – Gravação de Disco de mensagens
Coloca, pela primeira, sua voz em quatro LPs, lançados pela gravadora
Fermata, para transmitir suas mensagens de paz. Os discos trazem apenas o nome
de Chico Xavier na capa, ao lado de um desenho de seu rosto.
35
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.38 1985 – 75 anos - 28.jun. – Absolvição de réu baseado em mensagem
psicografada.
João Francisco de Deus é julgado inocente da morte de sua mulher Gleide
Maria Dutra, morta com um tiro no pescoço, no dia 1º. de março de 1980.
Cartas de Gleide, inocentando João Francisco, psicografadas por Chico
Xavier nove meses após sua morte, foram usadas pela defesa do acusado.
3.1.1.39 1995 – 85 anos set. – Enfermo do Pulmão
Um enfisema pulmonar o deixa com apenas 35 quilos e preso a uma cadeira
de rodas.
3.1.1.40 1999 – 85 anos – Comenda da Paz Chico Xavier
Em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico
Xavier.
Condecoração que é outorgada anualmente a pessoas físicas ou jurídicas que
trabalham pela paz e pelo bem estar social.
3.1.1.41 1999 – 89 anos – Publicação de último livro em vida
Publica seu último livro "Escada de Luz", totalizando 427 livros publicados
em vida, muitos deles traduzidos em diversas línguas e também em braile.
Nota: Até 2020 foram publicados mais 35 livros, numa totalização de 462,
de diversos autores, com compilação de mensagens recebidas por Chico Xavier, no
transcurso de toda a sua vida.
3.1.1.42 2000 – 90 - Mineiro do século XX
Em 2000, Chico Xavier foi eleito o "Mineiro do século XX", seguido
por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek, em um concurso popular realizado
pela Rede Globo Minas, tendo vencido com 704 030 votos.
36
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.1.1.43 2002 – 92 anos - Desencarnação – 30/Junho/2002
Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar
fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como
penetrar em mentes e corações para melhor ajuda-los, tanto quanto tornando-se
maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de
devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.
Por isso mesmo, o seu foi um mediunato incomparável.
...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se
aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu
com a Sua bondade, asseverando-lhe:
– Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da
Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.
Joanna de Angelis - Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira
Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em
Salvador, Bahia.)
3.1.1.44 2004 – Publicação do Livro póstumo – Missão Cumprida
Publicação do livro “Missão Cumprida”, com data de mensagem de 15 de
maio de 2001.
3.1.1.45 2010 – 100 anos de nascimento - Publicação de Livro com a última
mensagem psicografada em vida
Publicação de “Chico Xavier, 100 anos de amor” - Autores diversos(As
mensagens desse livro foram recebidas entre dezembro de 1997 e abril de 2002,
respectivamente a 1ª e a última.)
Irmãos, o evento é de 92 anos
Mas a festa virá depois.
Temos aqui companheiros de luz,
Que vieram à nossa reunião,
Solidarizando-se conosco de coração,
Que se acham a caminho do encontro com Jesus.
Maria Dolores - Chico Xavier, 100 anos de amor - Autores diversos -
Capítulo 30 - Notícia -
37
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Nota: Essa mensagem foi recebida em abril de 2002, ano em que o Chico
completou seus 92 anos de existência.
3.1.1.46 2010 – Selo, Cartão postal e Moeda comemorativo
Em 2010, o Correio Brasileiro lançou o selo e o cartão postal comemorativo
em homenagem ao centenário do médium.
No mesmo ano, a Casa da Moeda do Brasil lançou a "Medalha
Comemorativa do Centenário de Chico Xavier”.
3.1.1.47 2012 – Maior Brasileiro de Todos os Tempos
Em 2012 Chico Xavier foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos,
em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi
"eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à
sociedade".
3.1.1.48 2021 - Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a Lei 14.201, que inscreve o
nome de Francisco Cândido Xavier no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
Originária do Projeto de Lei (PL) 1.853/2021, da Câmara dos Deputados, e relatada
pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a matéria foi publicada no Diário
Oficial da União desta quarta-feira (8/Setembro/2021).
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um documento que preserva os
nomes de figuras que marcaram a história do Brasil. O chamado Livro de Aço
encontra-se no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Durante a votação do texto no Senado, em agosto, Eduardo Girão destacou
a importância de Chico Xavier e disse que foi extremamente beneficiado pela vida
e pela obra do médium, nascido em Pedro Leopoldo (MG) e famoso em todo o
mundo.
— Sei que não passo perto de ser merecedor de estar aqui sendo um
instrumento porque, para falar de Chico Xavier, não é fácil. Era um homem
caridoso, muito humano, que tinha tudo para ser um dos homens mais ricos do
Brasil, mas abdicou de tudo. A partir do contato com a sua obra, pude me encontrar
como pessoa. A minha vida é antes e depois de Chico Xavier.
38
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Procurei desenvolver algumas atividades para levar o conhecimento da sua
obra, de mais de 450 livros, por meio de filmes que tive a benção de produzir e
peças de teatro, e vi o que aconteceu comigo e com outras pessoas — afirmou Girão
na ocasião.
Fonte: Agência Senado
3.1.1.49 2022 - Sessão especial no Senado
Senadores e convidados celebraram a memória do médium espírita Chico
Xavier, numa sessão especial na tarde da sexta-feira, 11 de fevereiro. A iniciativa
partiu do senador Eduardo Girão, que lembrou que a homenagem é parte de uma
trilogia que já reverenciou em Plenário Allan Kardec e Bezerra de Menezes.
O parlamentar abriu a sessão relatando que Francisco Cândido
Xavier nasceu em uma família com nove filhos, de um vendedor de bilhete de
loteria e de uma lavadeira, ambos analfabetos, na cidade mineira de Pedro
Leopoldo, em 1910. Órfão de mãe, aos cinco anos foi entregue à madrinha, que não
o tratava bem, e com muito sacrifício conseguiu completar o curso primário.
Narrou que, aos 22 anos, caixeiro de um pequeno armazém, Chico publicou
a primeira edição do Parnaso de Além-Túmulo, coletânea de poemas psicografados
que fez sensação nos círculos literários brasileiros e o tornou conhecido
nacionalmente.
Começava aí sua história de vida pública. Ao Parnaso, seguiram-se mais de
400 livros, que venderam mais de 50 milhões de exemplares. Mas, Chico Xavier
viveu no mundo sem ser do mundo. O médium era, sobretudo, um filantropo.
Embora viesse a se tornar o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da
história, ele cedeu integralmente os direitos autorais de suas obras para instituições
de caridade espalhadas por todo o nosso país.
Ainda, conforme o senador, embora fosse reconhecido como um dos
maiores líderes espirituais do Brasil e um dos mais importantes expoentes do
Espiritismo, Chico jamais cobrou um centavo pelas mais de 10 mil cartas que
psicografou, consolando milhares de famílias, que se deslocavam de todas as partes
do Brasil na esperança de receberem notícias de seus entes queridos desencarnados.
É esse um exemplo de fé em Jesus e desprendimento de interesses materiais,
o que precisa ser por nós sempre lembrado, para servir como referência; de alguém
que nos pede, como ele nos pediu, que doemos a paz e a alegria; de alguém que nos
39
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
move, como ele nos moveu, para o exercício espiritual da caridade; de alguém que
nos mostra, como nos mostrou, que, embora ninguém possa voltar atrás e fazer um
novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim — afirmou.
O presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, Paulo Maia Costa,
afirmou que, como missionário, Chico Xavier extrapolou a esfera do Espiritismo e,
por isso, teve de enfrentar resistências e dificuldades ao longo de sua jornada.
A vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Marta Antunes Moura,
disse que conheceu o líder espírita quando era criança e o admira sobretudo por ser
um homem de bem.
Ao lembrar que Chico Xavier deixou o mundo terreno aos 92 anos, em 2002,
o jornalista e diretor de cinema, Marcel Souto Maior, disse que morte é uma palavra
que não combina nada com o homenageado.
Para o presidente da Comunhão Espírita de Brasília, Adilson Mariz de
Moraes, a Doutrina Espírita é bem clara, mas há dificuldade de compreensão por
muitas pessoas. O líder médium veio justamente para jogar luz e abrir novos
caminhos.
Divaldo Pereira Franco, tribuno espírita baiano, foi, com certeza, aquele que
deixou que as palavras brotassem de seu coração para os lábios, falando da sua
amizade e da sua admiração pelo médium mineiro, legítimo servidor de Jesus.
A sessão especial contou com a participação de dezenas de convidados.
Agência Senado
3.1.1.50 2022 - Ano de Chico Xavier, um homem chamado amor
Em memória aos 20 anos de desencarnação de Chico Xavier, a Federação
Espírita Brasileira prepara uma série de atividades ao longo de 2022.
Intitulado Ano de Chico Xavier, um homem chamado amor serão palestras,
podcasts com convidados especiais, publicações em diversos formatos e Semana
virtual com abertura de Divaldo Franco. Todos os domingos no site e nas redes
sociais, a FEB contará com materiais especiais sobre a trajetória do médium em
seus três aspectos: o homem, o médium e a caridade.
FEB – Federação Espírita Brasileira
40
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.2 Pai - João Cândido Xavier
“O meu pai era um homem muito severo; convivi pouco com ele, mas ele
me marcou muito…
Hoje, compreendo que tive o pai que precisava ter.
Se eu tivesse tido moleza, não sei o que teria sido de mim…
Não sou adepto da violência, mas aprendi que sem disciplina criança alguma
vira gente…
Tínhamos muito medo do meu pai. A gente andava miudinho…
Médium que cresce sem dificuldade, sem luta não se retempera para
continuar na tarefa.
Neste sentido, devo muito ao meu pai. Ele me combatia, mas, por outro lado,
não me consentia a irresponsabilidade; ele não ia ao Centro, mas queria saber se eu
tinha ido…
Apenas nos seus últimos tempos é que houve uma maior aproximação entre
nós. Ele não dizia, no entanto eu lia nos olhos dele o seu desejo de se desculpar
comigo…
Nunca tivemos a conversa que, com certeza, um dia ainda haveremos de
ter!…
Cidália sempre me dizia: — Chico, o seu pai é um homem honesto; não
fique aborrecido com ele… “
Chico Xavier - O Evangelho de Chico Xavier - Capítulos 133 a 135 - A
família de Chico Xavier
41
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.3 Mãe - Maria João de Deus
Esta é a nossa irmã tutelada de João de Deus. Em várias existências, brilhou
na cultura do mundo e, por várias vezes, se consagrou à religião em casas de fé.
No entanto, em fins do século passado, pediu a maternidade por tarefa
primordial, rogando ambiente de extrema carência material, para burilar-se na
própria alma.
Caio Ramacciotti - Mensagens de Inês de Castro - Capítulo 22 - Isabel de
Aragão, Chico Xavier e os Idos de 1910 - Chico Xavier e a Mãe - Maria João de
Deus
Nota: São João de Deus, de seu nome João Cidade (Montemor-o-Novo, 8
de março de 1495 – Granada, 8 de março de 1550) foi um religioso católico
português e um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência
aos pobres e aos doentes, através de um hospital por ele fundado em Granada, 1539.
Criou a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros para o ajudarem nessa missão e
noutras extensões que viriam depois a surgir.
• Desencarne - Data: 29/Setembro/1915 – 34 anos (1881)
• Local: Pedro Leopoldo/MG
• Filhos (9): Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de
Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda
Quando Maria João de Deus desencarnou, em Pedro Leopoldo, a 29 de
setembro de 1915, nosso Chico estava por volta dos cinco anos de idade. Mas, ele
se recorda — esplêndida e misteriosa memória mediúnica! — de pormenores a
respeito de sua Mãezinha: a dizer-lhe, antes de deixar este mundo, “que iria fazer
uma viagem… mas que voltaria”…
Clovis Tavares - Bíblia do Caminho - Súmulas Biográficas - Maria João
de Deus
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
1935 - Livro : Lançamento do Livro “Cartas de uma Morta” –
“As páginas que vão ler são de autoria daquela que foi, na Terra, a minha
mãe muito querida.
Minha progenitora chamava-se Maria João de Deus e desencarnou nesta
cidade em 29 de Setembro de 1915.
Quando o seu bondoso Espírito se comunicou por meu intermédio pela
primeira vez eu lhe pedi que me contasse as impressões iniciais da sua vida no outro
mundo, recebendo a promessa de que o havia de fazer oportunamente; e, há pouco
tempo, ela começou a escrever, por intermédio da minha mediunidade, estas cartas
que vão ler.
Eu contava cinco anos de idade quando minha mãe desencarnou; mas
mesmo assim nunca pude esquece-la e ultimamente graças ao Espiritismo, ouço a
sua voz, comunico-me com ela e ao seu Espírito generoso devo os melhores
instantes de consolo espiritual da minha vida.
Francisco Cândido Xavier - Cartas de uma morta - Maria João de Deus
- Explicação necessária ao leitor
Exerce o teu ministério, confiando na Providência Divina.
Seja a tua mediunidade como harpa melodiosa; porém, no dia em que
receberes os favores do mundo como se estivesses vendendo os seus acordes, ela se
enferrujará para sempre. O dinheiro e o interesse seriam azinhavres nas suas cordas.
Sê pobre, pensando n’Aquele que não tinha uma pedra onde repousar a
cabeça dolorida e, quanto à vaidade, não guardes a sua peçonha no coração. Na sua
taça envenenada muitos têm perdido a existência feliz no Plano espiritual como se
estivessem embriagados com um vinho sinistro.
Não encares a tua mediunidade como dom.
O dom é uma dádiva e ainda não mereces favores do Altíssimo dentro da
tua imperfeição.
Reflete que, se a Verdade tem exigido muito de ti, é que o teu débito é
enorme diante da Lei Divina.
Considera tudo isso e não te desvies da humildade.
Nos tormentos transitórios da tua tarefa, lembra-te que és assistido pelo
carinho dos teus Guias intangíveis.
43
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Nas noites silenciosas e tristes, quando elevas ao Ilimitado a tua oração, nós,
estamos velando por ti e suplicamos a Deus que te conceda fortaleza e resignação.
A vida terrena é amarga, mas é passageira.
Adeus, meu filho!… Dentro de todas as hesitações e incertezas do teu viver,
recorda-te que tens neste outro mundo, para onde voltarás, uma irmã devotada que
se esforça para ter junto dos filhos que deixou na Terra o mesmo coração,
extravasante de sacrifício e de amor.
Maria João de Deus - Cartas de uma morta - Maria João de Deus -
Capítulo 12 - Um adeus
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.4 Madrasta – Cidália Batista Xavier
(...) Posso dizer que ela conseguiu me resgatar do abismo…
Quando ela partiu, compreendi que a minha vida nunca mais seria a mesma;
naquele exato momento, eu tive que crescer e criar a minha própria reserva de forças
para assumir os filhos dela com o meu pai…
Depois de minha mãe e de Cidália, nunca mais tive aconchego de colo de
mãe…
Os Espíritos me deram e me dão muito carinho, mas, com todo o meu
respeito a eles, eu sinto muito a falta delas duas…
Se eu puder, após a minha desencarnação, serão esses dois Espíritos que eu
gostaria de encontrar primeiro…
Enquanto não encaminhei o último filho de Cidália, não me senti livre do
compromisso; quando o último se casou, pude, com maior liberdade, seguir o meu
próprio caminho…
As meninas, minhas irmãs, haviam ficado muito pequenas.
À noite, sentindo falta da mãe, elas se passavam para a minha cama;
dormiam agarradas em mim…
Eu tinha que lhes contar estórias para que parassem de chorar, fazendo força
para não chorar junto com elas…
E os Espíritos vinham, escreviam, confortavam o meu coração…
Eram o serviço, a casa, o Centro, os meninos de Cidália, os amigos, o
pessoal que começava a me procurar em Pedro Leopoldo…
Não havia tempo para nada.
A caridade sempre foi o meu lazer: visitar as famílias mais pobres na
periferia, conversar com aquelas senhoras de pano muito alvo amarrado na cabeça,
tomar café quente na caneca esmaltada…
Ainda agora, sinto cheiro do café da casa de D. Chiquinha!…
Aquilo era uma vida de muita luta, mas era felicidade! Hoje, a coisa mudou
muito — não sei se para melhor ou para pior!…
Chico Xavier - O Evangelho de Chico Xavier - Capítulos 133 a 135 - A
família de Chico Xavier
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.5 Irmãos
3.5.1 Por Parte de Mãe
Maria Cândida Xavier (conhecida por Bita), sua irmã mais velha, casada
com outro Francisco (conhecido por Chiquito), antigo fazendeiro que foi mal
sucedido perdendo tudo que possuía; ambos já desencarnados. Deixaram cinco
filhos e uma filha adotiva.
− Luiza Xavier, ainda residente em Pedro Leopoldo (M. G.), viúva do Delegado
de Polícia Lindolpho José Ferreira, com o qual teve duas filhas e um filho.
− Carmosina Xavier Pena, (conhecida por Zina), foi casada com o senhor Nelson
Pena, ambos já desencarnados. Deixaram cinco filhos.
− José Cândido Xavier (conhecido seleiro da cidade), foi casado com D. Geni
Pena Xavier, ambos desencarnados, deixando dois filhos aos cuidados de Chico,
um deles chamado Emmanuel Luiz, paralítico, desencarnado em 1947.
− Raymundo Xavier (o popular Mundico), carpinteiro, casado com dona Maria
Pena Xavier (conhecida por Mari- inha), ambos já desencarnados. Deixaram
dois filhos.
− Maria da Conceição Xavier Pena (conhecida por Ti- quinha), casada com o Sr.
Jacy Pena, com quem teve sete filhos e trabalha na Siderúrgica Belgo-Mineira.
Reside em Sabará (M. G.).
− Geralda Xavier Quintão, casada com o Sr. Pedro Quintão, com quem teve
quatro filhos, reside em Belo Horizonte (M. G.).
− Maria de Lourdes Xavier Fernandes, residente em Vespasiano (M. G.), viúva
do Sr. José Fernandes com o qual teve seis filhos.
Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier -
Biografia de Chico Xavier
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Irmã (ão) Esposo (a) Filhos
Maria Cândido Xavier Francisco Rodrigues Maria da Gloria, José
Aurea, Raymunda, Marta e
Elvira (adotada)
Luiza Xavier Lindolfo José Ferreira Maria Lucia, Maria Alice,
Luciano
Carmosina Xavier Pena Nelson Pena Nelson, Adriano, Nelma,
Elma, Mauro
José Cândido Xavier Geni Pena Xavier Emmanuel Luiz, Falvio
Renaud
Maria de Lurdes José Fernandes José, Ilca, Delza, Mariza,
Alcione, Waldir
Raymundo Xavier Maria Pena Xavier João Herculano, Ana
Marta
Maria da Conceição Xavier Jacy Pena David, Sidália, Paulo
Pedro, Amauri, Francisco,
Claudio, Ismael
Geralda Xavier Quintão Pedro Quintão Ractamés, José Cândido,
Alzira Maria, Nelma
47
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.5.2 Por Parte da Madrasta
− André Luiz comerciário, casado com D. Edith Malaquias Xavier. Tem um casal
de filhos e reside em São Paulo. Ê o único irmão vivo de Chico Xavier.
− Lucília Xavier Silva, casada com o sr. Waldemar da Silva, (conhecido por
Pacheco) funcionário da FEPASA. Possui um único filho e reside em Pedro
Leopoldo (M. G.).
− Neusa Xavier Lerroy, desencarnada, foi casada com o Sr. Alberto Lerroy,
funcionário também da FEPASA. Teve um casal de filhos, reside em Sete
Lagoas (M. G.).
− Cidália Xavier de Carvalho, casada com o Sr. Francisco Teixeira de Carvalho
(mais conhecido por Chiquinho), industriário com o qual teve um casal de
filhos. Reside em Pedro Leopoldo (M. G.).
− Doralice Xavier, solteira, reside com sua irmã Lucília, em Pedro Leopoldo (M.
G.).
− João Cândido Xavier, já desencarnado
− Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier -
Biografia de Chico Xavier
Irmã(ão) Esposo (a) Filhos
André Luiz Xavier Edith Malaquias Xavier Ademir, Angela
Lucília Xavier Silva Waldemar da Silva Wagner, Pablo
Neusa Xavier Lerroy Alberto Lerroy Paulo Estevão, Cidália
Cidália Xavier de Carvalho Francisco Teixeira Carvalho Maryrose, Willer
Doralice Xavier
João Cândido Xavier Filho
48
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.6 Irmão - João Cândido Xavier
José Cândido Xavier, irmão do médium Chico Xavier, em 1939,
inesperadamente foi acometido de um derrame cerebral.
Chico pediu a ajuda do espírito do dr. Adolfo de Bezerra de Menezes.
Ele informou-o que, pela Lei de Causa e Efeito, seu irmão deveria
permanecer onze anos preso ao leito, paralítico.
Entretanto, preces e pedidos intercessórios chegavam continuamente ao
Plano Superior, partidos daqueles a quem ele beneficiara. Em face disso, os
espíritos responsáveis pela sua atual encarnação estudavam a possibilidade de
conceder-lhe a desencarnação imediata.
Durante muitas horas consecutivas, Emmanuel, André Luiz, Bezerra de
Menezes e Scheila, juntamente com Chico, formando um círculo em torno do
enfermo, oravam.
Após longo tempo de expectativa, chega a solução do Alto: a desencarnação
seria outorgada. Não como uma “graça”, o que importaria na negação da Justiça
Divina, que dá a cada um segundo as suas obras, mas porque os onze anos de
serviços prestados a Jesus, repleto de suor e lágrimas, como dedicado obreiro do
Centro Espírita Luiz Gonzaga — a forja do amor, amparo e paz do ciclópico Chico
Xavier — proporcionaram ao moribundo o cancelamento do seu débito para com a
Lei.
Os onze anos de ininterrupto e intenso labor espírita, equivaleram e
substituíram os onze anos de dolorosa imobilidade que o aguardavam, como fruto
amargo dos desatinos que cometera em existência passada.
O espírito é sempre o árbitro do seu destino, podendo prolongar os
sofrimentos pela obstinação no mal, ou amenizá-los e anulá-los pela prática do bem.
Nesta mesma noite, indultado pelas suas ações de abnegação e renúncia,
José Xavier abandonava a vestimenta carnal imprestável. Felizes dos devedores em
condições de se quitarem.
Marlene Nobre - Lições de Sabedoria – Cap. 148
49
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
3.7 Sobrinho – Emmanuel Luiz Xavier
 Sobrinho: Emmanuel Luiz (Pais: José Xavier/Geni)
 1936 – Nascimento – cego/surdo/mudo/deformado
 1939 – José Xavier - desencarne
 1939 – Geni Xavier – distúrbio mental (internada/ 2 anos)
 1949 – Desencarne –
(...) Certa vez Emmanuel explicou: “Ele só vai desencarnar quando o
pulmão começar a desenvolver e não encontrar espaço. Aí, então, qualquer
resfriado pode-se transformar numa pneumonia e ele partirá”.
(...) No momento do desencarne, com doze anos de idade, ele abriu os
olhos e, em meio a um choro convulsivo, agradeceu, por sinais, ao Chico por
tudo.
(...) Emmanuel, que observava a cena, declarou: “Graças a Deus! É a
primeira vez, depois de cento e cinquenta anos, que seus olhos se voltam para a
luz. As suas dívidas do passado foram liquidadas. Louvado seja Jesus”.
Adelino da Silveira – Chico de Francisco
 1795 – o Passado – Revolução Francesa - Procurador
“Dêem-me uma frase de quem quer que seja e eu encarrego-me de fazê-lo
guilhotinar”.
Antoine Quentin Fourquier Tinville
50
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
4 A Série “Chico Xavier”
4.1 Série “Chico Xavier” – livros de depoimentos de familiares desencarnados
Xavier não é apenas o medianeiro de personalidades famosas, no tope de
nossas letras.
É igualmente O VEÍCULO DE AMIGOS DESENCARNADOS,
MUITAS VEZES, TÃO SÓ CONHECIDOS DAQUELES QUE OS
AMARAM nos recessos do lar, a surgirem, de inesperado, através de reuniões
íntimas e públicas, dando provas inequívocas da imortalidade.
SÃO PAIS E MÃES, FILHOS E AMIGOS QUE RETORNAM DO
MAIS ALÉM, para sofrearem o desespero dos entes queridos que ficaram no
mundo, a lavar-lhes a lousa com as próprias lágrimas…
Elias Barbosa – Presença de Chico Xavier – Introdução - 1970
“(...) não concordo com os que falam que essas cartas ditas familiares
sejam apenas de consolação...
Cada abordagem que esta ou aquela entidade espiritual nos faça de sua vida
no Além nos auxilia a um melhor entendimento daquilo que nos espera depois
da morte...
Aprendi muito com Emmanuel, com André Luiz, com o Dr. Bezerra, mas
igualmente TENHO APRENDIDO com todos esses outros nossos irmãos
desencarnados que, por nosso intermédio, escrevem aos seus familiares na
Terra...”
Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Item 131
(...) Dizem que eu tenho escrito muitos livros... Isso é obra dos Espíritos
Amigos. De fato, tenho recebido muita coisa, mas Emmanuel tem me ensinado que
nenhum livro que eu possa ter recebido ou que venha a receber vale pelo que eu
esteja fazendo de minha própria vida...
(...) As ações são minhas, mas os livros pertencem aos espíritos!...
Não posso reivindicar a obra de Emmanuel para mim...
Eu não fiz nada! O médium não passa de instrumento...
51
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Dei apenas do meu tempo, e muito pouco; poderia ter dado mais, dormido
menos, me preocupado menos com os outros, mormente com aqueles que sempre
criticaram as minhas imperfeições no trabalho dos espíritos...
Tenho receio de ver a minha ficha no Mundo Espiritual...
Não vou pedir para ver coisa alguma...
Se eu puder continuar trabalhando, renderei graças!
A Misericórdia Divina há de me possibilitar continuar rastejando para
frente!...
Francisco Cândido Xavier - Folha Espírita – edição especial – 100 anos
de Chico Xavier – 2010 – Pag. 33
52
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
Intitulamos os seguintes livros recebidos através da mediunidade de Chico
Xavier de : Série “Chico Xavier”:
# LIVRO – data da 1º edição
1. Sementeira de luz (Slz)
- Arthur Joviano (Mensagens psicografadas no período de 1935-
1945 pelo Espírito de Neio Lúcio reencarnado [1862-1934] - Este é o 1º livro de
Mensagens familiares) - Prefácio: Pedro Leopoldo, 14-12-1949 (Lançamento: 14-12-
2005)
2. Presença de Chico Xavier (Pcx)
- Depoimentos/Mensagens diversas - Uberaba, 18-04-
1970
3. Entre duas vidas (Edv)
- Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1974
4. Jovens no Além (Jna)
- Familiares diversos - Uberaba, 06-07-1975
5. Somos seis (Ss)
- Familiares diversos - 01-07-1976
6. Enxugando lágrimas (Enl)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-04-1978
7. Claramente vivos (Cv)
- Familiares diversos - Uberaba, 27-06-1979
8. Vida no Além (Vna)
- Familiares diversos - Uberaba, 23-08-1980
9. Viajores da luz (Vdl)
- Familiares diversos - Uberaba, 17-11-1980
10. Feliz regresso (Fr)
- Familiares diversos - Uberaba, 17-01-1981
11. Eles voltaram (Evo)
- Familiares diversos - Uberaba, 30-01-1981
12. Augusto vive (Auv)
- Augusto Cezar Netto - Uberaba, 10-02-1981
13. Vivendo sempre (Vse)
- Familiares diversos - Uberaba, 07-09-1981
14. Quem são (Qs)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-01-1982
15. Filhos voltando (Fiv)
- J. R. P. da Silva e J. R. P. Cassiano - Uberaba, 28-02-1982
16. Reencontros (Ree)
- Familiares diversos - Uberaba, 02-03-1982
17. Adeus solidão (Ads)
- Familiares diversos - Uberaba, 15-05-1982
18. Lealdade (Lea)
- Maurício G. Henrique - Uberaba, 08-06-1982
19. Gabriel (Ga)
- Gabriel - Uberaba, 27-06-1982
20. Entes queridos (Eq)
- Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1982
21. Venceram (Ven)
- Familiares diversos - Uberaba, 15-10-1982
22. Estamos no Além (Ea)
- Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1983
23. Ninguém morre (Nim)
- Familiares diversos - Uberaba, 15-03-1983
24. Diário de bênçãos (Ddb)
- Cristiane - Uberaba, 30-01-1983
25. Mensagens que confortam (Mqc)
- Ricardo Tadeu - Uberaba, 25-03-1983
26. Antenas de luz (Al)
- Laurinho - Uberaba, 08-04-1983
27. E o amor continua (Eac)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-04-1983
28. Correio do Além (Cda)
- Familiares diversos - Uberaba, 02-06-1983
29. Vida nossa vida (Vnv)
- Familiares diversos - Uberaba, 28-07-1983
30. Retornaram contando (Rtc)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-05-1984
53
Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
# LIVRO – data da 1º edição
31. Presença de luz (Pl)
- Augusto Cezar Netto - Uberaba, 26-05-1984
32. Novamente em casa (Nec)
- Familiares diversos - Uberaba, 08-06-1984
33. Horas de luz (Hl)
- Familiares diversos - Uberaba, 15-07-1984
34. Quando se pretende falar da vida (Qv)
- Roberto Muszkat - Uberaba, 11-08-1984
35. Bastão de arrimo (Bda)
- Willian - Uberaba, 22-09-1984
36. Loja de alegria (Loa)
- Jair Presente - Uberaba, 07-01-1985
37. Bazar da vida (Bdv)
- Jair Presente - Uberaba, 08-04-1985
38. Amor e saudade (Aes)
- Familiares diversos - Uberaba, 1985
39. Viajaram mais cedo (Vmc)
- Familiares diversos - Uberaba, 27-05-1985
40. Caravana de amor (Caa)
- Familiares diversos - Uberaba, 08-06-1985
41. Agência de notícias (Adn)
- Jair Presente - Uberaba, 23-08-1985
42. Ponto de encontro (Pde)
- Jair Presente - Uberaba, 27-03-1986
43. Resgate e amor (Rea)
- Tiaminho - Uberaba, 16-05-1986
44. Intercâmbio do bem (Idb)
- Familiares diversos - Uberaba, 27-08-1986
45. Vozes da outra margem (Vom)
- Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1987
46. Esperança e alegria (Eea)
- Familiares diversos - Uberaba, 21-02-1987
47. Vitória (Vi)
- Familiares diversos - Uberaba, 04-04-1987
48. Palco iluminado (Pco)
- Jair Presente - Uberaba, 04-08-1987
49. Vida além da vida (Vav)
- Lineu de Paula Leão Jr. - Uberaba, 29-01-1988
50. Gratidão e paz (Gep)
- Familiares diversos - Uberaba, 31-03-1988
51. Aceitação e vida (Acv)
- Margarida Soares - Uberaba, 03-1988
52. Lar-oficina, esperança e trabalho (Lar)
- Familiares diversos - Uberaba, 10-04-1988
53. Irmãos unidos (Iu)
- Autores diversos - Uberaba, 06-05-1988
54. Uma vida de amor e caridade (Uvc)
- Izabel Bueno/Autores diversos - Uberaba, 19-05-
1988
55. Fotos da vida (Fdv)
- Augusto Cezar - Uberaba, 20-05-1988
56. Corações renovados (Cor)
- Familiares diversos - Uberaba, 26-07-1988
57. Escola no Além (Ena)
- Cláudia P. Galasse - Uberaba, 26-10-1988
58. Rapidinho (Rp)
- Jair Presente - Uberaba, 05-02-1989
59. Porto de alegria (Pa)
- Familiares diversos - Uberaba, 06-01-1990
60. Ante o futuro (Aof)
- Familiares diversos - Uberaba, 13-09-1990
61. Assuntos da vida e da morte (Avm)
- Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1990
62. Continuidade (Cnt)
- Familiares diversos - Uberaba, 13-09-1990
63. Carmelo, ele mesmo (Cem)
- Carmelo Grisi - Uberaba, 10-01-1991
64. Revelação (Rev)
- Jair Presente - Uberaba, 18-06-1992
65. As palavras cantam (Opc 8)
- Carlos Augusto - Uberaba, 15-04-1993
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Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares
# LIVRO – data da 1º edição
66. Chico Xavier - Mandato de amor (Cma)
- Autores diversos - Uberaba, 04-1993
67. Pássaros humanos (Ph)
- Autores diversos - Uberaba, 02-06-1993
68. Renascimento espiritual (Res)
- Familiares diversos - Uberaba, 15-06-1993
69. A volta (Av)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-06-1993
70. Dádivas espirituais (De)
- Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1993
71. Pingo de luz (Opc 9)
- Carlos Augusto - Uberaba, 20-01-1994
72. Indicações do caminho (Opc 10)
- Carlos Augusto - Uberaba, 02-09-1994
73. Elenco de familiares (Opc 11)
- Familiares diversos - Uberaba, 18-11-1994
74. Novos horizontes (Nh)
- Familiares diversos - Uberaba, 1996
75. Viagem sem adeus (Vsa)
- Cláudio R. A. Nascimento - Uberaba, 1999

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  • 1. Chico Xavier e a Desencarnação de Familiares
  • 2. i SUMÁRIO 1 A Desencarnação / A Morte.......................................................................................................... 1 1.1 O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer ...............................................................................1 2.2 Medo da Morte x Medo de Morrer.......................................................................................6 2.3 Temor da Morte – Causas ...................................................................................................10 2.3.1 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura.......................................................10 2.3.2 Terrorismo do modo de vida após a morte.....................................................................10 2.3.3 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério..............................................10 2.3.4 Censura às comunicações entre mortos e vivos .............................................................10 2.3.5 Apego as Coisas e/ou Pessoas........................................................................................11 2.3.6 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez ........................................................12 3 A Família Cândido Xavier...........................................................................................................14 3.1 Francisco Cândido Xavier...................................................................................................14 3.1.1 Cronologia da vida de Chico Xavier ..............................................................................15 3.2 Pai - João Cândido Xavier...................................................................................................40 3.3 Mãe - Maria João de Deus...................................................................................................41 3.4 Madrasta – Cidália Batista Xavier .....................................................................................44 3.5 Irmãos....................................................................................................................................45 3.5.1 Por Parte de Mãe ............................................................................................................45 3.5.2 Por Parte da Madrasta ....................................................................................................47 3.6 Irmão - João Cândido Xavier..............................................................................................48 3.7 Sobrinho – Emmanuel Luiz Xavier ....................................................................................49 4 A Série “Chico Xavier”................................................................................................................50 4.1 Série “Chico Xavier” – livros de depoimentos de familiares desencarnados..................50
  • 3. 1 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 1 A Desencarnação / A Morte 1.1 O Que é Desencarnar/ O Que é Morrer A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941 961 – Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o terror ou a esperança? A dúvida nos céticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 961 Prepare-se para a morte. Desde hoje vença a dúvida, supere o temor, alente a esperança. Ligado a Jesus-Cristo, o Protótipo da Idéia-Vida, renove-se hoje e sempre, pensando no bem, a fim de que o Bem Inefável conduza os seus dias na Terra. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 56 - Idéia Fábio em virtude da perseverança no bem que lhe caracterizou as atitudes, sua libertação ser-lhe-á agradável e natural. Soube Viver bem, para bem Morrer. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap.11 – Amigos novos Cada um de nós deve encarar esse fenômeno como o de ida para o mais além, para o mais elevado. Que o ser humano, que o homem em geral, entenda que essa passagem, mostrando a continuidade da existência do espírito, traz uma outra responsabilidade: a responsabilidade de se viver bem para se morrer bem. E mais: que do outro lado seremos exatamente como fomos aqui na Terra. Procuremos, portanto, viver em paz, equilibrados, voltados para o bem e sempre, e sempre, amando ao semelhante. Com isso, estaremos criando, dentro de nós, condições adequadas para uma vida espiritual futura em paz. Dr. Hermann - Palavras do Coração – Vol. 1
  • 4. 2 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a Morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. Joanna de Angelis – Sementes de Vida Eterna – Cap. 56 – Não há Morte Em favor de você mesmo, inclua diariamente entre as suas preocupações a meditação em torno do fenômeno da desencarnação. O exercício mental sobre esta ocorrência ser-lhe-á muito benéfico. Dessa forma, revista-se de equilíbrio para o retorno à Vida Espiritual que pode dar-se inesperadamente. Marco Prisco – Ementário Espírita – Cap. 60 – No exame da Morte Há, no entanto, que considerar mortos e mortos. Nem todos, porém, que vivem na carne são vivos e nem os considerados mortos são mortos. Alguns vivem, é certo, mas poucos estão vivos para a vida... Não importa a condição social em que os encontres. Uns deambulam, ilustres, embora a indumentária carnal, cadaverizados pelo egoísmo. Outros jornadeiam, bem acondicionados, mumificados pelo orgulho. Mais outros passam, superficiais e inermes ante a ação corruptora da impudicícia. Alguns movimentam-se, hipnotizados pelo prazer, a ele entregues. Diversos aparecem inertes, aprisionados na indignidade. Outros tantos escorregam, dominados pelo torpor do gozo animalizante. Vários transitam aligeirados, abraçando a cobiça. Grande número constitui-se de presunçosos, apodrecendo no ócio a que se entregam. . . Mortos, todos eles, embora estejam no corpo físico. Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 21- Mortos e mortos
  • 5. 3 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Recebe a aflição e a dificuldade, aliviando as aflições e as dificuldades alheias; pede auxílio, auxiliando; roga o socorro do Céu, socorrendo aos que te rodeiam na Terra, porque entre os panos do berço e os panos do túmulo, desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim. Emmanuel – Caridade – Cap. 32 - Vida A Vida é preciosa: Não a destrua; A Vida é Vida: Lute por ela. Madre Tereza de Calcutá (atribuído) Berço – Existência – Desencarnação – Renascimento constituem quatro estágios de Evolução que cabem nas quatro letras da VIDA. Emmanuel – Anuário Espírita – 1968/ Chico Xavier e suas Mensagens no Anuário Espírita – Cap. 78 Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas. Lembra-te dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração, fazendo verter a glória do bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção à Vida Eterna. Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
  • 6. 4 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Desencarnação é libertação da alma, morte é outra coisa. Morte constitui cessação da vida, apodrecimento, bolor. Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam Viver. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 26 – Mortos Voluntários Senhor Jesus!... Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxílio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!... Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero; Pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual; Pelos que se entregaram à ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma; Pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para os serviços da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença; Pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angustia vazia; Pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil; Pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia; Pelos que se feriram ferindo os outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!... Senhor!...
  • 7. 5 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Para os nossos irmãos que atravessam experiência humana quase mortos de sofrimento e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxílio e benção!... Ajuda-os a se libertaram do visco de sombra em que se enredaram e trazei-os de novo à luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre. Emmanuel – Na Era do Espírito – Cap.21 – Oração pelos quase Mortos Recebemos no Além o que realmente criamos para nós mesmos, em contato com as criaturas. Romeu Camargo – Falando à Terra – Cap. 14 – De Retorno Aviso claro e prudente, o melhor que tenho aqui: Depois da morte é que a gente conhece o que fez de si. José Soares de Gouveia – Depois da Vida – Introdução Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor Sublime: – “Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo.” E Allan Kardec conclama: – “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.” Emmanuel – Revista Reformador – abril – 1957 – Pag. 80 - Jesus e Kardec
  • 8. 6 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 2.2 Medo da Morte x Medo de Morrer Talvez seja esta a grande contribuição da Morte para nossa Vida: mostrar- nos que devemos viver bem cada instante sem, contudo, apegarmo-nos a ele. Quem vive a vida em plenitude tem a morte como algo natural e, mesmo não a procurando ou desejando, aceita-a com tranquilidade quando chega ou quando se manifesta próxima de si. O Medo da Morte é o medo da Vida não vivida. É o medo dos muitos débitos que temos para com nossa própria vida, e que a morte nos impedirá de saldar. Reafirmamos, então, que quem teme a morte teme a Vida. Em outras palavras; quem não sabe Viver, certamente não saberá morrer. Viver intensamente significa poder olhar para trás e sentir que não estamos sofrendo, hoje, por aquilo que ontem nos deu algum prazer. O que é bom e correto nunca se torna causa de sofrimento e dor. Não sabemos quando virá nossa morte, nem a forma como ela virá. É preferível então que estejamos sempre preparados para ela, aprendendo com isso a viver melhor. Dr. Evaldo D`Assumpção – Sobre o Viver e o Morrer – Introdução/Cap. 4/Cap.6 Lidar com uma morte inesperada altera nossa forma de ver a vida e de vivê- la. A Vida ganha em intensidade e em valor se confrontada com a morte. Pensar na morte é uma das fórmulas eficazes de conferir um salto qualitativo à Vida José Roberto Nalini – Reflexões Jurídico-Filosóficas sobre a Morte – Pronto para Partir? – Introdução Vive, portanto, como se estivesses a cada momento preparando-te para renascer além e após o túmulo. A vida que se “leva” é a Vida que cada um aqui leva enquanto na indumentária carnal. Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 7 - Morte
  • 9. 7 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte. Emmanuel – Obreiros da Vida Eterna - Introdução A intercorrência dos medos básicos no indivíduo centraliza-se na incerteza mantida em torno do fenômeno da morte, do que ocorre depois da disjunção molecular, da sobrevivência ou não ... Porque considera que se trata de aniquilamento da consciência e da razão, teme a consumação total que jamais ocorre. A fatalidade do ser é atingir a harmonia completa na imortalidade de que se encontra investido. A crença atávica de que à velhice sucede a morte, o que é incontestável, retira a compreensão lógica de que ela se manifesta em qualquer idade, apresentando-se em todas as faixas etárias, não sendo privilégio apenas da senectude. Todos nascem condenados à morte biológica, da mesma forma como foram estruturados organicamente. Referia-se Marco Túlio Cícero, o filósofo, escritor e orador latino, às vantagens da velhice, que não pode nem deve ser considerada como uma desventura, mas sim como uma bênção, pelo quanto permitiu ao ser superar paixões e conflitos existentes durante o percurso evolutivo. Ao mesmo tempo, ofereceu muitos benefícios que decorrem da experiência dos anos e da conquista da sabedoria. Joanna de Ângelis – Diretrizes para o Êxito – Cap. 6 – Medo e Autoconfiança A morte nenhum temor inspira ao justo, porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro; a esperança faz com que aguarde uma vida melhor e a caridade, cuja lei praticou, dá-lhe a certeza de que, não encontrará no mundo onde vai entrar, nenhum ser cujo olhar deva temer. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 941
  • 10. 8 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Enfrentar a morte significa enfrentar a questão final do significado da vida. Se realmente queremos viver, devemos ter a coragem de reconhecer que a vida é, em última análise, muito curta, e que tudo o que fazemos conta. Quando chegar a noite da nossa Vida, esperamos ter uma chance de olhar para trás e dizer: É valeu a pena porque eu realmente vivi. Elisabeth Kübler-Ross – Morte: O Estágio final do Crescimento – Pag. 126 Deve-se aprender a viver durante toda a Vida e por, mas que isso espante, a vida toda é um aprender a Morrer. Sêneca (filósofo romano, 01 aC-65 dC) – Sobre a brevidade da Vida – Cap. 7 – Item Mortes Traumáticas - (Desencarnes difíceis) O corpo físico, por instinto de defesa, tenta reter o Espírito nos momentos finais da desencarnação. O apego à vida material e a seus gozos efêmeros também dificultam o desencarne. O medo da morte pela crença em inferno, demônios (fantasias religiosas), temor ao desconhecido, culpas várias, são outros fortes empecilhos ao desencarne. O contato com os agentes da putrefação da natureza, pelo fenômeno da psicometria, causa grande sofrimento ao desencarnante que fica retido no corpo físico. O caráter, as posturas diante da vida, a falta de religiosidade são fatores determinantes no desprendimento espiritual. As condições acima mencionadas, agravadas com uma ruptura abrupta do cordão fluídico, abastecido de fluido vital, tende a levar o Espírito desencarnante a uma situação de "morto vivo"; preso ao mundo físico pelo corpo em decomposição, adentrando ao Mundo Espiritual sobrecarregado de fluido vital, estranho àquele mundo. Assim, podemos entender que o momento do nascimento e da morte são importantes para o Espírito, como a primeira e últimas impressões.
  • 11. 9 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Nas mortes prematuras traumáticas (acidentes - suicídios), um jovem com grande reserva de fluido vital pode levar a fortes impressões vibratórias do duplo etérico para o corpo astral, formando nele um clichê mental vigoroso do momento do desencarne. Na reencarnação seguinte à barreira biológica do corpo físico, não é suficiente, em algumas pessoas (por lei do Carma), deixando passar flashs dos últimos momentos da vida anterior. Essa distonia vibratória tenderia a reaparecer, guardando identidade cronológica entre as reencarnações. Os flashs sensibilizariam os neurônios sensitivos do diencéfalo (psicocinéticos) e estes desencadeariam os sintomas via neurotransmissores. Jaider Rodrigues de Paula - Saúde e Espiritismo - Pag. 385 Síndrome do Pânico na Visão Espírita Não ter medo de Viver para não ter medo de morrer. Aquele que cumpriu com os seus deveres e realizações, ao lado de um entendimento espiritual sobre a imortalidade, enfrentará com certa dose de equilíbrio a sua hora. Quem carrega a certeza da Imortalidade e dos periódicos refazimentos pelas reencarnações, saberá situar-se diante das forças da Vida. Jorge Andrea - Psicologia Espirita - Cap. 11 Reações Psicológicas na Desencarnação Nossa natureza sabe e considera um processo normal nascer, sabendo que um dia iremos morrer e que isto faz parte do mecanismo da vida. Porém, o medo neurótico de morrer é aquele que impede o viver de forma saudável e responsável. Na realidade, poderíamos dizer que, quando o medo de morrer é muito intenso, significa que o indivíduo não está vivendo a vida que gostaria, ou não está sendo aquilo que gostaria de ser. Lourdes Possatto - Medos, Fobias e Pânico – Introdução “De repente não mais que de repente fez do amigo próximo o distante, fez da vida uma aventura errante, de repente, não mais que de repente.” Vinicius de Morais – Soneto de Separação (1938)
  • 12. 10 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 2.3 Temor da Morte – Causas 2.3.1 Insuficiência de conhecimento sobre a Vida Futura A proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui. – Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II, item 3 2.3.2 Terrorismo do modo de vida após a morte De um lado, contorções de condenados a expiarem em torturas e chamas eternas os erros de uma vida efêmera e passageira. De outro lado, as almas combalidas e aflitas do purgatório aguardam a intercessão dos vivos que orarão ou farão orar por elas, sem nada fazerem de esforço próprio para progredirem. Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II item 6 2.3.3 Marketing negativo da Morte/Velório/Enterro/Cemitério A morte é rodeada de cerimônias lúgubres, mais próprias a infundirem terror do que a provocarem a esperança. Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II, item 8 2.3.4 Censura às comunicações entre mortos e vivos Demais, a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento, onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos. Allan Kardec - O Céu e o Inferno – Cap. II item 9
  • 13. 11 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 2.3.5 Apego as Coisas e/ou Pessoas Cavalcante não se preparou, convenientemente, para libertar-se do jugo da carne e sofre muito pêlos exageros da sensibilidade. Tem o pensamento afetuoso em excessiva ligação com aqueles que ama. Semelhante situação dificulta-nos sobremaneira os esforços . André Luiz - Obreiros da Vida Eterna A esposa de Dimas, ao pé dele, não obstante prolongadas vigílias e sacrifícios estafantes, que a expressão fisionômica denunciava, mantinha-se firme a seu lado, olhos vermelhos de chorar, emitindo forças de retenção amorosa que prendiam o esposo em vasto emaranhado de fios cinzentos André Luiz - Obreiros da Vida Eterna
  • 14. 12 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 2.3.6 Temor de Você / do que Fez e/ou do que Não Fez Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra! Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes. Uma Rainha de França – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. II , item 8 (Havre 1863) Aqui, meus filhos, não me perguntaram se eu havia descido gloriosamente as escadas do Petit Trianon; não fui inquirido a respeito dos meus triunfos literários e não me solicitaram informes sobre o meu fardão acadêmico. Em compensação, fui argüido acerca das causas dos humildes e dos infortunados pelas quais me bati. Humberto de Campos – Palavras do Infinito – Pág. 20 – Pedro Leopoldo, 9/Abril/1935) Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas cadaverizadas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinqüência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas . Emmanuel – Coragem – Cap. 32 – Vida e Morte
  • 15. 13 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares A morte não seria problema se fosse o fim. É problema grave porque significa vida, recomeço e atividade nova. Emmanuel – Deus Conosco – item 336 O MEDO DA MORTE – É O MEDO DO “E AGORA JOSE?”  E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você?  Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?  Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!  Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde? A morte é, por isso mesmo, o retrato da vida. Emmanuel - Comandos do amor – Cap. 18
  • 16. 14 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3 A Família Cândido Xavier 3.1 Francisco Cândido Xavier • Data: 02/Abril/1910 • Local: Pedro Leopoldo/MG • Nome: Francisco de Paula Cândido − Homenagem a São Francisco de Paula Cândido – 02/Abril − 1966: Mudança para Francisco Cândido Xavier Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus, nasceu na cidade de Pedro Leopoldo. Nota: São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 — Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica. Francisco de Paula fundou a Ordem dos Mínimos, uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos. É também conhecido como "O Eremita da Caridade", por sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo.
  • 17. 15 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1 Cronologia da vida de Chico Xavier 3.1.1.1 1910 - 2.abr - Nascimento Nasce Francisco de Paula Cândido, nome de batismo, o Chico Xavier, na cidade mineira de Pedro Leopoldo, filho de João Cândido Xavier, vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus. A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de 1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos. “Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1965, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos. Na realidade, pelas leis terrenas, graças a um amigo íntimo de seu pai, seu nome por ocasião do registro passou a ser: FRANCISCO DE PAULA CÂNDIDO. Vejamos como este curioso fato ocorreu. Foi por ocasião do ingresso de Chico Xavier para o Serviço Público, ao ter necessidade, como é de praxe, de legalizar todos os seus documentos. Ele e seu pai dirigiram-se ao Cartório da cidade para providenciar o documento principal: a certidão de nascimento. Lá chegando, qual não foi a surpresa de ambos, quando o funcionário solicitado não conseguiu encontrar o seu registro. Após demorada busca, nova surpresa os aguardava: o filho do Sr. João, ali registrado, era o Sr. Francisco de Paula Cândido... Como não havia tempo para novas modificações, assim ficou seu nome até abril de 1965, quando contava 55 anos de idade. Coube ao Meritíssimo Juiz de Direito da 2º Vara de Uberaba, Dr. Fábio Teixeira Rodrigues Chaves, retificar por sentença o seu nome, passando então a usar aquele que o tornara conhecido das atividades mediúnicas. Na época, seu pai, comentando com conhecidos o fato, lembrou que havia pedido a um amigo que fizesse o registro do filho. Este prontamente o atendeu e, quando chegou ao Cartório, verificando o dia do nascimento do filho do amigo, dois de abril, lembrou-se que era consagrado, segundo o calendário católico, a São Francisco de Paula.
  • 18. 16 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Querendo, por simplicidade, homenagear o santo do dia, sem com ninguém comentar, registrou-o Francisco de Paula, completando com o primeiro sobrenome do amigo, Cândido, ao invés do já tradicional Xavier, usado por todos os seus irmãos e irmãs. Portanto, para dirimir dúvidas, o hoje funcionário público aposentado do Ministério da Agricultura, é o Sr. Francisco de Paula Cândido. Nunca existiu no quadro de funcionários, pelo menos até 1965, nenhum Francisco Cândido Xavier.” Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier - Biografia de Chico Xavier “Contou-me Chico que, próximo ao seu nascimento, ocorreu no Plano Espiritual importante reunião com Isabel de Aragão e outros elevados Espíritos, a fim de estabelecer seu retorno à Terra. E, durante os preparativos para sua reencarnação, Chico, com alguns Benfeitores, visitou o lar que o abrigaria, assim descrevendo a emoção do reencontro com a futura mãe: — De minha parte, pela primeira vez, enxergava a paisagem de Pedro Leopoldo. Era bem um vale úmido a vila modesta que pisávamos. Uma cachoeira de águas claras parecia cantar no terreno recentemente desbravado, e as linhas da via férrea se me figuravam antenas horizontais do progresso que penetrava pelo verde adentro. O ribeiro separava o povoado em duas regiões distintas. Do lado norte, de que vínhamos, estava a indústria nascente dos tecidos de algodão, e, para cá do ribeiro, no lado sul, o casario escasso parecia um conjunto de grandes pombais caiados de branco. A oeste, o sol entrava no poente. Entrei, com Benfeitores Amigos, numa rua que se abria, como até hoje, à frente da igreja, singela mas já construída em louvor da Mãe de Jesus. Estacamos à porta de entrada da casa que seria o meu lar. Aguardamos alguns minutos de expectação, quando jovem senhora, em companhia de outras, se destacou para entrar na residência humilde.
  • 19. 17 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Era morena, de baixa estatura, vestindo roupa simples e de sorriso amigo, evidenciando resignação e simplicidade. Os cabelos trançados se lhe enrodilhavam de modo gracioso na cabeça. Despediu-se das companheiras que seguiram à frente e passou por nós sem ver-nos. Um dos Benfeitores explicou: — Esta é a nossa irmã tutelada de João de Deus. Em várias existências, brilhou na cultura do mundo e, por várias vezes, se consagrou à religião em casas de fé. No entanto, em fins do século passado, pediu a maternidade por tarefa primordial, rogando ambiente de extrema carência material, para burilar-se na própria alma. Tem agora a idade de vinte e seis anos na experiência física, um marido operário, junto de quem é humilde tecelona numa fábrica de tecidos, e já foi mãe de oito filhos, tendo perdido uma filhinha desencarnada em idade tenra e mantendo ainda sete que estão em crescimento. Chico continuou: — Uma simpatia profunda me ligou imediatamente àquela mulher humilde e tranquila. Parecia-me rever em roupagem diferente uma irmã querida de quem me afastara sem precisar por quanto tempo. Incapaz de explicar a emoção que me dominava, caí em pranto em que a dor se misturava com a alegria, pois reencontrava uma criatura afetuosa e amiga. Lembro-me de que não me pude conter e caminhei para ela, envolvendo-a num grande abraço. A senhora sentiu profunda comoção e começou também a chorar, ignorando como explicar a si própria o motivo de tantas lágrimas. Decorridos instantes, entrou o marido, um homem claro, magro e alto, usando colete antigo sob o paletó comum e, após retirar um boné que trazia na cabeça pintalgada de algodão, perguntou: — Maria, o que houve, porque chora? — João — respondeu ela — eu mesma não sei. Estou assim como quem se recorda de alguém que a gente ama e que a morte não mais nos deixa ver… — Você andou lendo algum romance, falou aquele que iria ser meu pai. — Não, nada li… É apenas um estado estranho em que entrei…
  • 20. 18 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares O dono da casa buscou o interior da moradia, de onde vinham vozes e gritos de crianças, e Maria de João de Deus sentou-se e orou, ali mesmo, na sala estreita, pedindo a Jesus a paz de quem ali estivesse, na condição de alma em saudade e sofrimento. Penetrei nos recantos da casa, na qual deveria em breve habitar. A pobreza e a simplicidade de tudo faziam-me chorar. Retornamos à Vida Espiritual e, pouco tempo mais tarde, voltei para que me ligasse a Maria de João de Deus em definitivo. Foi em 1910, quando tive a obrigação de obedecer a severas disciplinas, para que tudo ocorresse segundo a Vida Maior e não conforme os meus ideais, egoísticos talvez, de felicidade e de amor”. Caio Ramacciotti - Mensagens de Inês de Castro - Capítulo 22 - Isabel de Aragão, Chico Xavier e os Idos de 1910 3.1.1.2 1915 -5 anos - 29.set. - Morte da Mãe Morre sua mãe, Maria João de Deus 3.1.1.3 1915 - 5 anos - Set. - Acolhido na casa de Madrinha Chico Xavier vai morar com sua madrinha, Maria Rita de Cássia, amiga de sua mãe. 3.1.1.4 1917 – 7 anos - Dez. – Segundo casamento do Pai Seu pai casa-se com Cidália Batista, que reúne todos os filhos do marido novamente e Chico volta a viver em família. 3.1.1.5 1919 – 9 anos - Jan. - Matricula no Grupo Escolar/Fábrica de Tecidos Começa a frequentar o Grupo Escolar São José e a trabalhar na fábrica de tecidos. 3.1.1.6 1923 – 13 anos – Conclusão do Curso Primário Conclui o curso primário, após repetir a quarta série.
  • 21. 19 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.7 1925 – 15 anos - Início do trabalho no Comércio Começa a trabalhar no comércio. Primeiro, como auxiliar de cozinha no Bar do Dove. Em seguida, na venda de José Felizardo Sobrinho. Chico Xavier teve em toda sua vida terrena somente quatro empregos: aprendiz de fiação e tecelagem, servente de cozinha, caixeiro e finalmente funcionário público federal. Ao completar nove anos de idade, vivendo num lar humilde com escassos recursos financeiros, seu pai conseguiu lhe um emprego de aprendiz na Indústria de Fiação e Tecelagem da cidade. O horário não era dos mais cativantes para um adulto, que diria para uma criança: das 11 horas da manhã às 2 horas da madrugada! Mas o que fazer se ele tinha que ajudar no sustento da casa? No período da manhã não podia deixar de freqüentar a Escola Pública da cidade, onde, com muita dificuldade, terminou o curso primário. Foi aluno repetente mas, seu modesto e escasso estudo foi de grande valia; aprendeu a ler, a escrever e a fazer as quatro operações com certa dificuldade. O futuro se encarregaria de ensiná-lo a conhecer, não superficial mas profundamente, qualquer assunto, e transformá-lo numa enciclopédia viva daqui e do além... Franzino, mal alimentado, dormindo pouco, acabou adoentado. Antes que seu estado viesse a se agravar, o médico que o examinou Dr. Rivadávia Gusmão, então residente em Pedro Leopoldo, aconselhou a seu pai que o tirasse do emprego e o colocasse em outro mais ameno, para que ele pudesse ter as horas de repouso que uma criança de sua idade necessita. Ele contava 13 anos de idade e quatro já passara em trabalhos pesados. Seu pai imediatamente aceitou o conselho do médico, empregando-o como auxiliar de balcão e na cozinha do antigo “Bar Dove”, de seu amigo Claudovino Rocha. Era um trabalho cansativo, mas, suave em comparação ao outro. Aos 16 anos de idade, já rapazola, seu padrinho José Felizardo Sobrinho numa visita a seus pais, convidou-o para trabalhar como caixeiro em seu pequeno armazém. Aceitando o convite, passou a lutar para desempenhar bem seu novo emprego e não desapontar o patrão, seu padrinho, que lhe queria muito bem. Tímido, tinha que enfrentar uma tarefa, para ele árdua: ajudar nas vendas. Lá ficou por nove anos.
  • 22. 20 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Em 1933, com 23 anos de idade, simultaneamente com o emprego de caixeiro, passou a trabalhar na Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal do Ministério da Agricultura, emprego oferecido pelo Dr. Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo, do Ministério da Agricultura de Pedro Leopoldo. Graças aos seus esforços, tornou-se mais tarde um respeitável escriturário, fiel cumpridor de seus deveres, honesto, e amigo de seus colegas. Neste emprego é que se aposentou, quase trinta anos depois. Foi o último. Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier - Biografia de Chico Xavier 3.1.1.8 1927 – 17 anos - 7.mai. – Início na Doutrina Espírita Tem sua primeira experiência na doutrina espírita, quando sua irmã Maria Xavier Pena, doente e desenganada pelos médicos, envolvida em processo obsessivo é levada até a casa de uma família espírita. Ela é curada. A partir daí começa a frequentar reuniões espíritas. 3.1.1.9 1927 – 17 anos - 21.jun - Fundação da Centro Espírita Luiz Gonzaga Torna-se secretário e médium do recém-fundado Centro Espírita Luís Gonzaga, que funciona num barracão onde mora o seu irmão e também presidente do centro, José Xavier Primeira ata do Centro Espírita Luiz Gonzaga: Aos trinta e um dias do mês de outubro de mil novecentos e vinte e oito reuniram-se na sede interina do Centro E. S. Luiz, os componentes do mesmo. Aberta a sessão pelo Presidente, o senhor José Cândido Xavier, que dirigia ulteriormente a pequena falange de espíritas que trabalhavam nesta cidade, fez a entrega ao Sr. Tesoureiro da quantia de sessenta e seis mil e cem reis de auxílios arrecadados durante o tempo dos referidos trabalhos. Não havendo mais assunto a tratar, encerrou-se a sessão. Para todos os efeitos, firmo a presente ata, que assino Francisco Xavier – Secretário Geraldo Lemos - Chico Xavier - O Primeiro Livro - Primeira ata - Francisco Xavier – Secretário
  • 23. 21 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Historicamente, a fundação do Centro Espírita Luiz Gonzaga se deu, de fato, em 21 de junho de 1927, sendo reorganizado entre 29 e 31 de outubro de 1928. Neste vale de lágrimas e dores, Onde há o crime; o remorso e pecado, Existe alguém que leva vida de horrores, É criminoso ignorante e celerado. É imperfeito, vil, degenerado, Indigno até mesmo de viver; E vive só, no mundo abandonado, Cumprindo provas para depois morrer. Pergunta, às vezes, ao nosso Criador Qual a razão de tanto sofrimento: – Estás na Terra, por isso és sofredor! É o que responde a voz do pensamento. E agradece aquilo que ele passa. Bendiz a dor sagrada que sofreu. E esse alguém na Terra tem sua raça, Pois esse alguém, meu amigo, sou eu. José C. Xavier - Chico Xavier - O Primeiro Livro - 1ª Parte - Capítulo 4 – Rabiscos 3.1.1.10 1927 – 17 anos - 8.jul. - 1º Psicografia Psicografa, pela primeira vez, no Centro Espírita Luís Gonzaga e escreve 17 páginas com a assinatura final de "Um espírito amigo". “Era a noite de 8 de julho de 1927. Em torno de uma mesa singela, alguns poucos companheiros espíritas. E, entre eles, a figura humilde e boa de um adolescente, com apenas 17 anos de idade. Momentos depois (…) tendo um lápis entre os dedos morenos, o moço começou a encher folhas e mais folhas. Escrevia, escrevia…
  • 24. 22 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares O moço era Francisco Cândido Xavier: filho do Sr. João Cândido, vendedor de bilhetes de loteria, marido de D. Maria João de Deus, a boa senhora que toda Pedro Leopoldo estimava. Estava escrevendo, ele, a sua primeira mensagem, iniciando, assim, na simplicidade de uma casinha tosca, o seu abençoado labor de médium. Aquela mensagem era a primeira de uma série de milhares de outras mensagens, todas elas distribuindo amor e luz, consolação e esclarecimento.” O velhinho que, decorridos 40 anos, recordou tudo isso, enquanto o rádio emudecia, chorou de emoção e saudade ao relatar aos companheiros da União Espírita Mineira, que o foram visitar: “Eu vi o Chico receber a primeira mensagem! ” Antônio Barbosa Chaves - Chico Xavier, mandato de amor - 3ª Parte – Introdução - Eu vi o Chico receber a primeira mensagem! Ao término, a mensagem assinada por um benfeitor espiritual, foi lida para os presentes (*): Eram 17 páginas explicando trechos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Dias após o regresso do casal à fazenda, Chico lhes pediu para fazer parte das reuniões de preces; aceito com carinho seu humilde pedido, acompanhou-os. (*) José Herminio Perácio, Antônio Barbosa Chaves, Agripino de Paula, Ornélia de Paula, Ataliba Ribeiro Viana, José Felizardo Sobrinho, Maria Barbosa Chaves, José Cândido Xavier, Maria da Conceição Xavier, Jacy Pena, Petrolina Barbosa Chaves e outros. Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier - Biografia de Chico Xavier 3.1.1.11 1928 – 18 anos – Primeiras publicação em jornais de Psicografias São publicadas suas primeiras mensagens psicografadas pelo matutino carioca "O Jornal" e, logo depois, pelo "Almanaque de Notícias", de Portugal. 3.1.1.12 1931 – 21 anos – Surge Emmanuel Aparece-lhe o que chama de seu mentor espiritual ou espírito-guia, que pede para ser chamado de Emmanuel.
  • 25. 23 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.13 1931 – 21 anos - Mar. – Morre a Madrasta Morre Cidália Batista, sua madrasta e amiga. “(...) Cidália, depois de minha mãe, sem dúvida é o espírito a quem mais devo; posso dizer que ela conseguiu me resgatar do abismo... Quando ela partiu, compreendi que a minha vida nunca mais seria a mesma; naquele exato momento, eu TIVE QUE CRESCER E CRIAR A MINHA PRÓPRIA RESERVA DE FORÇAS para assumir os filhos dela com o meu pai... Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Item 134 3.1.1.14 1931 – 21 anos – 1º Mensagem Psicografa Psicografa pela primeira vez um poema com a assinatura de um morto: o poeta fluminense Casimiro Cunha (1880 - 1914). Poeta com uma particularidade: espírita convicto e confesso Quando parti deste mundo Em busca da Imensidade, A alma ansiosa da Verdade, Do azul imenso dos céus, Fugi do pesar profundo, Lamentando os sofrimentos, As mágoas, os desalentos, Confiado no amor de Deus. (....) Venturoso, abençoei A dor que amaldiçoara, Que renegar eu tentara Como os míseros ateus, E feliz então busquei As bênçãos, flores brilhantes, Alvoradas fulgurantes Do amor imenso de Deus. Casimiro Cunha - Parnaso de Além-Túmulo – Cap. 22 - Na Eterna Luz
  • 26. 24 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.15 1932 – 22 anos - Lançamento do 1º Livro Psicografado Edita seu primeiro livro, "Parnaso de Além-túmulo", uma coletânea de 59 poemas assinados por 14 grandes poetas brasileiros já falecidos: Castro Alves, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos, Guerra Junqueiro, entre outros Em fins de 1931, Chico Xavier remeteu poesias (assinadas) e por ele psicografadas para o Rio de Janeiro, destinando-as ao vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Manoel Justiniano de Freitas Quintão, solicitando que fosse feito um exame criterioso da identificação dos autores. Manoel Quintão não conhecia pessoalmente Chico Xavier, o que só veio acontecer em março de 1936. Mas não duvidava da moralidade do médium e da autenticidade das poesias. Em junho de 1932, Quintão lançou-as no livro Parnaso de Além-Túmulo. Participam do Parnaso de Além-Túmulo 56 poetas e são registradas 259 poesias. 3.1.1.16 1935 – 25 anos – Inicia o Trabalho no Ministério da Agricultura Entra para o Ministério da Agricultura, trabalhando na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo Se aposenta em 1965, após 30 anos de serviço, por invalidez (enfermidade nos olhos). 3.1.1.17 1939 – 29 anos – Lançamento de Livro de Humberto de Campos Passa a psicografar os trabalhos do escritor maranhense Humberto de Campos, morto em 1934 e no mesmo ano lança o livro "Crônicas de Além- Túmulo", com textos do escritor falecido. 3.1.1.18 1940 – 30 anos – Enferma gravemente Fica gravemente doente. Os médicos prevêem um ataque de uremia, o que não chega a ocorrer.
  • 27. 25 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.19 1944 – 34 anos – O Processo Humberto de Campos É processado pela família do escritor Humberto de Campos, que exige parte dos direitos autorais dos livros psicografados, mas a justiça decide a favor do médium, que passa a usar o pseudônimo de irmão X para identificar os livros do escritor psicografa mais tarde. 3.1.1.20 1944 – 34 anos – Publicação de “O Nosso Lar” Publica o livro "Nosso Lar", que torna-se um verdadeiro best-seller entre as publicações espíritas, chegando a uma tiragem de 1.277.000 exemplares. 3.1.1.21 1946 – 36 anos – Tuberculoso Fica doente, vítima de tuberculose. 3.1.1.22 1947 – 37 anos - 30 Livros publicados – “Volta Bocage” - 16 anos de Mediunidade Pergunta — Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele enfatizou muito a disciplina. Teria falado algo mais? Resposta: “Depois de haver salientado a disciplina como elemento indispensável a uma boa tarefa mediúnica, ele me disse: “Temos algo a realizar.” Repliquei de minha parte qual seria esse algo e o benfeitor esclareceu: “Trinta livros para começar!” Considerei, então: como avaliar esta informação se somos uma família sem maiores recursos, além do nosso próprio trabalho diário, e a publicação de um livro demanda tanto dinheiro!… Já que meu pai lidava com bilhetes de loteria, eu acrescentei: “Será que meu pai vai tirar a sorte grande?” Emmanuel respondeu: “Nada, nada disso. A maior sorte grande é a do trabalho com a fé viva na providência de Deus. Os livros chegarão através de caminhos inesperados!” Algum tempo depois, enviando as poesias de Parnaso de Além-túmulo para um dos diretores da Federação Espírita Brasileira, tive a grata surpresa de ver o livro aceito e publicado em 1932.
  • 28. 26 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares A este livro seguiram-se outros e em 1947 atingimos a marca de 30 livros. Ficamos muito contentes e perguntei ao amigo espiritual se a tarefa estava terminada. Ele, então, considerou, sorrindo: “Agora começaremos uma nova série de trinta volumes.” Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959. O grande benfeitor explicou-me, com paciência: “Você perguntou, em Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me advertiram que nos cabe chegar ao limite de 100 livros.” Fiquei muito admirado e as tarefas prosseguiram. Quando alcançamos o número de 100 volumes publicados, voltei a consultá-lo sobre o termo de nossos compromissos. Ele esclareceu, com boa vontade: “Você não deve pensar em agir e trabalhar com tanta pressa. Agora, estou na obrigação de dizer a você que os mentores da Vida Superior, que nos orientam, expediram certa instrução que determina seja a sua atual reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos princípios espíritas- cristãos, permanecendo a sua existência, do ponto de vista físico, à disposição das entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros, enquanto o seu corpo se mostre apto para as nossas atividades.” Muito desapontado, perguntei: “Então devo trabalhar na recepção de mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida atual?” Emmanuel acentuou: “Sim, não temos outra alternativa!” Naturalmente, impressionado com o que ele dizia, voltei a interrogar: “E se eu não quiser, já que a Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre- arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos?” Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me cientificou: “A instrução a que me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação, quando lançado por autoridade da Terra. Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo creio, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico!”
  • 29. 27 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na gravidade do assunto, e continuo trabalhando, sem a menor expectativa de interromper ou dificultar o que passei a chamar de “desígnios de Cima”. Chico Xavier - Chico Xavier, mandato de amor - 4ª Parte – Cap. 15 - Chico Xavier - Na tarefa mediúnica /“O Espírita Mineiro”, número 205. Abril/junho de 1988 / Novo Mundo – Cap. 4 - na Tarefa Mediúnica / Deus Conosco – Anexo A – Na tarefa mediúnica “Os sonetos, que constituem motivo e tema deste opúsculo, foram comunicados, conforme dissemos na “Apreciação”, pelo Espírito Bocage através do incomparável lápis do conhecido médium Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais. Começaram estas luminosas mensagens em a noite de 25 de novembro de 1946, com o seguinte aviso do Guia dos trabalhos: “Agora façam concentração, porque vamos receber uma lembrança dum Espírito que há mais de cem anos não se comunica com a Terra.” Isto foi em sessão pública, no Grupo Espírita “Luiz Gonzaga”. Aquele pedido de concentração justifica-se pelo fato de que o médium trabalhava enquanto nosso prezado confrade Ismael Gomes Braga, a quem o Guia Emmanuel incumbira de presidir a sessão, explanava trechos de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Kardec. Foi então recebido o primeiro soneto desta série de doze; em noites consecutivas Bocage, em Espírito, ditou as outras produções, sendo quatro em sessão pública e as demais em círculo reduzido. Iniciada a 25 de novembro, a série terminou a 6 de dezembro, não durando a escrita de cada soneto mais de três minutos, isto depois de trabalhos estafantes. Observamos, por especial, que todos os sonetos traziam a assinatura do poeta, senão perfeita, pelo menos tão próxima quanto possível, mas sem sombra de dúvida sobre o seu verdadeiro autor. Após o primeiro soneto comunicou o Guia que o poeta voltaria ainda nove vezes para o mesmo fim.
  • 30. 28 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Ao nosso irmão Ismael Braga o médium entregou essa primeira composição com as palavras: “Bocage manda entregar-lhe como lembrança.” Aquele nosso confrade pede, porém, que o número de tais mensagens seja elevado para doze, por ser este o número místico do Cristianismo. Responde o poeta que tem permissão somente para dez descidas à Terra; que, no entanto, poderia solicitar a alteração desse plano, informando oportunamente sobre esse pedido. Dois dias mais tarde informou que aquele confrade fora atendido e que pretendia escrever o último soneto a respeito de DEUS: esta promessa foi cumprida, conforme se lê no Soneto XII. L. C. Porto Carreiro Neto - Volta Bocage - Manuel M. B. du Bocage - Esclarecimento 3.1.1.23 1951 – 41 anos – Operado da Hernia É operado de uma hérnia estrangulada. 3.1.1.24 1958 – 48 anos – Caluniado pelo Sobrinho Em 1958, o médium viu-se no centro de uma nova polêmica, desta vez por conta das denúncias de um sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de obsessão. O sobrinho, ele mesmo médium psicógrafo, anunciou-se pela imprensa como falso médium, um imitador muito capaz, acusação que estendeu ao tio. Chico Xavier defendeu-se, negando ter qualquer proximidade com o sobrinho. Já com antecedentes de alcoolismo e com sérios remorsos pelos danos causados à reputação do tio, Amauri retirou a acusação e foi internado num sanatório psiquiátrico em São Paulo, onde morreu. 3.1.1.25 1958 – 48 anos - 60 Livros Publicados – “Pensamento e Vida” – 21 anos de Mediunidade Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959.
  • 31. 29 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares O grande benfeitor explicou-me, com paciência: “Você perguntou, em Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me advertiram que nos cabe chegar ao limite de 100 livros.” Chico Xavier - Chico Xavier, mandato de amor - 4ª Parte – Cap. 15 - Chico Xavier - Na tarefa mediúnica /“O Espírita Mineiro”, número 205. Abril/junho de 1988 / Novo Mundo – Cap. 4 - na Tarefa Mediúnica / Deus Conosco – Anexo A – Na tarefa mediúnica Perguntou-nos coração amigo se não possuíamos algum livro no Plano Espiritual, suscetível de ser adaptado às necessidades da Terra. Algumas páginas que falassem, ao espírito, dos problemas do espírito… Algo leve e rápido que condensasse os princípios superiores que nos orientam a rota… E lembramo-nos, por isso, de singela cartilha falada de que dispomos em nossas tarefas, junto aos companheiros em trânsito para o berço, utilizada em nossas escolas de regeneração, entre a morte e o renascimento. Anotações humildes que repontam do cérebro como flores que rebentam do solo, sem pertencerem, no fundo, ao jardim que as recolhe, por nascerem da Bondade de Deus que conjuga o Sol e a gleba, a fonte e o ar, o adubo e o vento, para nelas instilar a cor e a forma, a beleza e o perfume… Eis aqui, portanto, adaptada quanto possível ao campo do esforço humano, a nossa cartilha simples. “Pensamento e Vida”, chamamos-lhe no Mundo Espiritual e, sob a mesma designação, oferecemo-la aos nossos irmãos de luta, temporariamente internados na Esfera Física, para informá-los, ainda uma vez, de que o nosso pensamento cria a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai. Emmanuel - Pensamento e vida - Prefácio
  • 32. 30 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.26 1959 – 49 anos – Mudança para Uberaba Muda-se para Uberaba (MG), lidando como o escândalo causado pelas declarações do sobrinho Amauri Xavier Pena. 3.1.1.27 1959 – 49 anos - Fundação da “Comunhão Espírita Cristã” Em 1959, Chico Xavier estabeleceu residência em Uberaba (onde viveu até falecer) e junto a Waldo Vieira, João Jorge Netto, Dalva Rodrigues Borges, José Thomaz da Silva Sobrinho, Terezinha Queiroz Silva, Joaquim Tomaz da Silva, Hélia Rodrighes Borges Neri, Geralda de Andrade Freitas e Artur Sabino Junior fundaram em nossa cidade no dia 18 de abril de 1959 o centro espírita "Comunhão Espírita Cristã". Continuou a psicografar inúmeras obras, passando a abordar os temas que marcam a década de 1960, como o sexo, as drogas, a questão da juventude, a tecnologia, as viagens espaciais e outros. Uberaba, por sua vez, tornou-se centro de peregrinação informal, com caravanas a chegar diariamente, de pessoas com esperança de um contato com parentes falecidos. Nesse período, popularizam-se os livros de "mensagens": cartas ditadas a familiares por espíritos de pessoas comuns. Prosseguiram também as campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos e roupas para famílias necessitadas da cidade. 3.1.1.28 1959 – 49 anos – Inicia parceria mediúnica com Waldo Vieira Em 1955, Chico Xavier conheceu pessoalmente o médium e então estudante de Medicina Waldo Vieira, o que resultou em uma parceria espírita — que durou até 1966 — na qual psicografaram 17 livros em conjunto. Dentre os médiuns que partilharam dos labores doutrinários de Francisco Cândido Xavier, sem dúvida, o nome de Waldo Vieira é o mais conhecido pelo público espírita brasileiro. Embora tenha sido parceiro de Chico apenas por uma década, o seu desempenho como medianeiro deve ser considerado de alta qualificação, tanto no que se refere à fidedignidade às idéias e aos estilos das entidades comunicantes, como no que tange ao aspecto quantitativo de sua produção mediúnica.
  • 33. 31 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares O primeiro livro psicografado em parceria com Francisco Cândido Xavier foi : "Evolução em Dois Mundos"(1959) (ed. FEB, com 220 p.), seguido por "Mecanismos da Mediunidade" (1960) (ed. FEB, com 188p.), "Sexo e Destino" (1963) (ed. FEB, com 360 p.) e "Desobsessão" (1964) (ed. FEB, com 248 p.), todos de autoria de André Luiz. Recebeu, também em parceria com Chico, numerosas obras de contistas e poetas. É o caso de "A Vida Escreve"(1960) (ed. FEB, com 224p.) e "Almas em Desfile" (1961) (ed. FEB, com 208 p.), ambas ditadas por Hilário Silva, "Antologia dos Imortais" (1963) (ed. FEB, com 345 p.), e "Trovadores do Além" (1965) (ed. FEB, com 160 p.), ambos de autoria de numerosos poetas e trovadores; "Espírito de Cornélio Pires", do citado autor (1965)(ed. FEB, com 74 p.). Diversos livros de orientação espiritual também foram lançados: "Leis de Amor", de Emmanuel (1963) (ed. FEESP, com 96 p.), "Espírito da Verdade", de vários autores (1962) (ed. FEB, com 236 p.), "Entre Irmãos de Outras Terras" de diversos autores, inclusive estrangeiros (1966) (ed. FEB, com 147 p.), "Estude e Viva", de Emmanuel e André Luiz (1965) (ed. FEB, com 231p.), "Ideal Espírita", de vários autores (1963) (ed. CEC, com 208 p.), "Opinião Espírita" de Emmanuel e André Luiz (1964 ) (ed. CEC, com 208 p.). Finalmente, psicografaram algumas estórias destinadas ao público infantil: "Juca Lambisca" (1961) (ed. FEB) e "Timbolão" (1962) (ed. FEB), ambos de autoria de Casimiro Cunha. Y. Shimizu – Jornal Mundo Espírita - Literatura Espírita Portanto os seguintes livros foram psicografados em conjunto com Waldo Vieira: 1. Evolução em dois mundos (Edm) - André Luiz - Pedro Leopoldo e Uberaba,21-07-1958 2. Mecanismos da mediunidade (Mdm) - André Luiz - Uberaba, 06-08-1959
  • 34. 32 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3. A vida escreve (Ave) - Hilário Silva - Uberaba, 02-02-1960 4. Almas em desfile (Aed) - Hilário Silva - Uberaba, 29-08-1960 5. Juca Lambisca (Opc 2) - Casimiro Cunha - 17-05-1961 6. O Espírito da Verdade (Oev) - Autores diversos - 09-10-1961 7. Timbolão (Opc 4) - Casimiro Cunha - Uberaba, 11-08-1962 8. Antologia dos imortais (Ani) - Autores diversos - Uberaba, 03-10-1962 9. Ideal espírita (Ie) - Autores diversos - Uberaba, Natal de1962 10. Leis de amor (Lda) - Emmanuel - Uberaba, 11-01-1963 11. Opinião espírita (Oe) - Emmanuel/André Luiz - Uberaba, 02-07-1963 12. Sexo e destino (Sd) - André Luiz - Uberaba, 04-07-1963 13. Desobsessão (Dso) - André Luiz - Uberaba, 02-01-1964 14. Trovadores do Além (Tda) - Autores diversos - Uberaba, 18-07-1964 15. Estude e viva (Eev) - Emmanuel/André Luiz - Uberaba, 11-02-1965 16. O espírito de Cornélio Pires (Oec) - Cornélio Pires -Uberaba, 01-08-1965 17. Entre irmãos de outras terras (Ei) - Autores diversos - Uberaba, 1966 Em 22 de maio de 1965, Chico Xavier e Waldo Vieira viajaram para Washington, Estados Unidos, a fim de divulgar o espiritismo no exterior. Com a ajuda de Salim Salomão Haddad, presidente do centro Christian Spirit Center, e sua esposa Phillis, lançaram o livro Ideal Espírita, com o nome de The World of The Spirits. 3.1.1.29 1965 – 55 anos - Aposentadoria Aposenta-se, após 30 anos de serviços prestados como auxiliar de serviço na antiga Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal, por incapacidade (enfermidade nos olhos) 3.1.1.30 1965 – 55 anos – Viagem aos Estados Unidos Vai aos Estados Unidos a fim de difundir o espiritismo e para fazer um tratamento oftalmológico.
  • 35. 33 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.31 1969 – 59 anos - Cirurgia na Próstata Viaja a São Paulo para se submeter a uma cirurgia na próstata. 3.1.1.32 1969 – 59 anos - 100 Livros publicados – “Poetas Redivivos” - 38 anos de Mediunidade Centésima obra: ‘’Poetas Redivivos”. Cem livros! O acontecimento internacional - não apenas espírita, mas da literatura mundial! -, marcado com o lançamento do centésimo livro psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, é algo de tornar-nos perplexos. Deveria ser enaltecido em si mesmo. É fato inédito nos anais da literatura espírita. Conviria, talvez, falar-se das mais de vinte mil páginas produzidas com raro esmero gramatical marcando verdadeiro curso de língua portuguesa pela sua correção, pela sua impecabilidade. Poderíamos, quem sabe, esclarecer que mais de sessenta diferentes autores lhe tomaram o lápis, revelando-se por seu estilo, pela amplitude de visão, pela profundidade de seus conceitos, pela beleza de sua criação. Ou deveremos deter-nos a considerar que, com seus lançamentos e suas reedições, mais de dois milhões de exemplares circulam, no Brasil e no mundo, afora alguns vertidos para outras línguas, quais o castelhano, o inglês, o francês, o japonês e o esperanto! Cremos que fosse mais apropriado elucidar que todos os grandes temas da cultura humana, tanto os filosóficos e científicos como os religiosos, foram abordados com clareza, perfeição, inatacabilidade, criando a mais polimórfica bibliografia jamais conhecida! J. Alexandre – Revista Reformador 1970 – Março – Centésima Obra 3.1.1.33 1972 – 62 anos - 3.jan. – Entrevista – Programa Pinga Fogo I Concede uma entrevista de quatro horas na extinta TV Tupi, num programa chamado "Pinga-Fogo", o que atrai cerca de 20 milhões de telespectadores.
  • 36. 34 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.34 1976 – 66 anos - 1º Crise de Angina Tem sua primeira crise de angina de peito. 3.1.1.35 1980 – 70 anos - Mar. – Indicação ao Prêmio Nobel da Paz É indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz de 1981, numa campanha liderada pelo então diretor da Rede Globo, Augusto César Vanucci e pelo Deputado Freitas Nobre. 3.1.1.36 1981 – 71 anos - 200 Livros publicados – “ Linha Duzentos” - 50 anos de Mediunidade Leitor amigo: Este é um livro simples. Significa unicamente continuidade. 2 Acompanhando o primeiro volume da coleção de nossos amigos espirituais que o psicografaram, em 1931, (Parnaso de Além-túmulo) desejamos afirmar neste intróito despretensioso que o nosso trabalho, atingindo agora, em 1981, meio século de atividades ininterruptas, com duzentos livros, prossegue sobre o mesmo princípio: Jesus esclarecendo Kardec e Kardec explicando Jesus. 3 Pretendemos confirmar que nessa trilha não invocamos nenhum privilégio. (...) “Linha Duzentos” para nós, nestas páginas, expressa, simbolicamente, um traço de união, constituído por duzentos pontos interligados, através do qual aqui repetimos com emoção e respeito: Muito obrigado, Senhor Jesus! Emmanuel – Linha Duzentos - Prefácio 3.1.1.37 1983 – 73 anos - Set. – Gravação de Disco de mensagens Coloca, pela primeira, sua voz em quatro LPs, lançados pela gravadora Fermata, para transmitir suas mensagens de paz. Os discos trazem apenas o nome de Chico Xavier na capa, ao lado de um desenho de seu rosto.
  • 37. 35 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.38 1985 – 75 anos - 28.jun. – Absolvição de réu baseado em mensagem psicografada. João Francisco de Deus é julgado inocente da morte de sua mulher Gleide Maria Dutra, morta com um tiro no pescoço, no dia 1º. de março de 1980. Cartas de Gleide, inocentando João Francisco, psicografadas por Chico Xavier nove meses após sua morte, foram usadas pela defesa do acusado. 3.1.1.39 1995 – 85 anos set. – Enfermo do Pulmão Um enfisema pulmonar o deixa com apenas 35 quilos e preso a uma cadeira de rodas. 3.1.1.40 1999 – 85 anos – Comenda da Paz Chico Xavier Em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier. Condecoração que é outorgada anualmente a pessoas físicas ou jurídicas que trabalham pela paz e pelo bem estar social. 3.1.1.41 1999 – 89 anos – Publicação de último livro em vida Publica seu último livro "Escada de Luz", totalizando 427 livros publicados em vida, muitos deles traduzidos em diversas línguas e também em braile. Nota: Até 2020 foram publicados mais 35 livros, numa totalização de 462, de diversos autores, com compilação de mensagens recebidas por Chico Xavier, no transcurso de toda a sua vida. 3.1.1.42 2000 – 90 - Mineiro do século XX Em 2000, Chico Xavier foi eleito o "Mineiro do século XX", seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek, em um concurso popular realizado pela Rede Globo Minas, tendo vencido com 704 030 votos.
  • 38. 36 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.1.1.43 2002 – 92 anos - Desencarnação – 30/Junho/2002 Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajuda-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa. Por isso mesmo, o seu foi um mediunato incomparável. ...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: – Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus. Joanna de Angelis - Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) 3.1.1.44 2004 – Publicação do Livro póstumo – Missão Cumprida Publicação do livro “Missão Cumprida”, com data de mensagem de 15 de maio de 2001. 3.1.1.45 2010 – 100 anos de nascimento - Publicação de Livro com a última mensagem psicografada em vida Publicação de “Chico Xavier, 100 anos de amor” - Autores diversos(As mensagens desse livro foram recebidas entre dezembro de 1997 e abril de 2002, respectivamente a 1ª e a última.) Irmãos, o evento é de 92 anos Mas a festa virá depois. Temos aqui companheiros de luz, Que vieram à nossa reunião, Solidarizando-se conosco de coração, Que se acham a caminho do encontro com Jesus. Maria Dolores - Chico Xavier, 100 anos de amor - Autores diversos - Capítulo 30 - Notícia -
  • 39. 37 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Nota: Essa mensagem foi recebida em abril de 2002, ano em que o Chico completou seus 92 anos de existência. 3.1.1.46 2010 – Selo, Cartão postal e Moeda comemorativo Em 2010, o Correio Brasileiro lançou o selo e o cartão postal comemorativo em homenagem ao centenário do médium. No mesmo ano, a Casa da Moeda do Brasil lançou a "Medalha Comemorativa do Centenário de Chico Xavier”. 3.1.1.47 2012 – Maior Brasileiro de Todos os Tempos Em 2012 Chico Xavier foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi "eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade". 3.1.1.48 2021 - Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a Lei 14.201, que inscreve o nome de Francisco Cândido Xavier no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Originária do Projeto de Lei (PL) 1.853/2021, da Câmara dos Deputados, e relatada pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a matéria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8/Setembro/2021). O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um documento que preserva os nomes de figuras que marcaram a história do Brasil. O chamado Livro de Aço encontra-se no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Durante a votação do texto no Senado, em agosto, Eduardo Girão destacou a importância de Chico Xavier e disse que foi extremamente beneficiado pela vida e pela obra do médium, nascido em Pedro Leopoldo (MG) e famoso em todo o mundo. — Sei que não passo perto de ser merecedor de estar aqui sendo um instrumento porque, para falar de Chico Xavier, não é fácil. Era um homem caridoso, muito humano, que tinha tudo para ser um dos homens mais ricos do Brasil, mas abdicou de tudo. A partir do contato com a sua obra, pude me encontrar como pessoa. A minha vida é antes e depois de Chico Xavier.
  • 40. 38 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Procurei desenvolver algumas atividades para levar o conhecimento da sua obra, de mais de 450 livros, por meio de filmes que tive a benção de produzir e peças de teatro, e vi o que aconteceu comigo e com outras pessoas — afirmou Girão na ocasião. Fonte: Agência Senado 3.1.1.49 2022 - Sessão especial no Senado Senadores e convidados celebraram a memória do médium espírita Chico Xavier, numa sessão especial na tarde da sexta-feira, 11 de fevereiro. A iniciativa partiu do senador Eduardo Girão, que lembrou que a homenagem é parte de uma trilogia que já reverenciou em Plenário Allan Kardec e Bezerra de Menezes. O parlamentar abriu a sessão relatando que Francisco Cândido Xavier nasceu em uma família com nove filhos, de um vendedor de bilhete de loteria e de uma lavadeira, ambos analfabetos, na cidade mineira de Pedro Leopoldo, em 1910. Órfão de mãe, aos cinco anos foi entregue à madrinha, que não o tratava bem, e com muito sacrifício conseguiu completar o curso primário. Narrou que, aos 22 anos, caixeiro de um pequeno armazém, Chico publicou a primeira edição do Parnaso de Além-Túmulo, coletânea de poemas psicografados que fez sensação nos círculos literários brasileiros e o tornou conhecido nacionalmente. Começava aí sua história de vida pública. Ao Parnaso, seguiram-se mais de 400 livros, que venderam mais de 50 milhões de exemplares. Mas, Chico Xavier viveu no mundo sem ser do mundo. O médium era, sobretudo, um filantropo. Embora viesse a se tornar o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, ele cedeu integralmente os direitos autorais de suas obras para instituições de caridade espalhadas por todo o nosso país. Ainda, conforme o senador, embora fosse reconhecido como um dos maiores líderes espirituais do Brasil e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo, Chico jamais cobrou um centavo pelas mais de 10 mil cartas que psicografou, consolando milhares de famílias, que se deslocavam de todas as partes do Brasil na esperança de receberem notícias de seus entes queridos desencarnados. É esse um exemplo de fé em Jesus e desprendimento de interesses materiais, o que precisa ser por nós sempre lembrado, para servir como referência; de alguém que nos pede, como ele nos pediu, que doemos a paz e a alegria; de alguém que nos
  • 41. 39 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares move, como ele nos moveu, para o exercício espiritual da caridade; de alguém que nos mostra, como nos mostrou, que, embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim — afirmou. O presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, Paulo Maia Costa, afirmou que, como missionário, Chico Xavier extrapolou a esfera do Espiritismo e, por isso, teve de enfrentar resistências e dificuldades ao longo de sua jornada. A vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Marta Antunes Moura, disse que conheceu o líder espírita quando era criança e o admira sobretudo por ser um homem de bem. Ao lembrar que Chico Xavier deixou o mundo terreno aos 92 anos, em 2002, o jornalista e diretor de cinema, Marcel Souto Maior, disse que morte é uma palavra que não combina nada com o homenageado. Para o presidente da Comunhão Espírita de Brasília, Adilson Mariz de Moraes, a Doutrina Espírita é bem clara, mas há dificuldade de compreensão por muitas pessoas. O líder médium veio justamente para jogar luz e abrir novos caminhos. Divaldo Pereira Franco, tribuno espírita baiano, foi, com certeza, aquele que deixou que as palavras brotassem de seu coração para os lábios, falando da sua amizade e da sua admiração pelo médium mineiro, legítimo servidor de Jesus. A sessão especial contou com a participação de dezenas de convidados. Agência Senado 3.1.1.50 2022 - Ano de Chico Xavier, um homem chamado amor Em memória aos 20 anos de desencarnação de Chico Xavier, a Federação Espírita Brasileira prepara uma série de atividades ao longo de 2022. Intitulado Ano de Chico Xavier, um homem chamado amor serão palestras, podcasts com convidados especiais, publicações em diversos formatos e Semana virtual com abertura de Divaldo Franco. Todos os domingos no site e nas redes sociais, a FEB contará com materiais especiais sobre a trajetória do médium em seus três aspectos: o homem, o médium e a caridade. FEB – Federação Espírita Brasileira
  • 42. 40 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.2 Pai - João Cândido Xavier “O meu pai era um homem muito severo; convivi pouco com ele, mas ele me marcou muito… Hoje, compreendo que tive o pai que precisava ter. Se eu tivesse tido moleza, não sei o que teria sido de mim… Não sou adepto da violência, mas aprendi que sem disciplina criança alguma vira gente… Tínhamos muito medo do meu pai. A gente andava miudinho… Médium que cresce sem dificuldade, sem luta não se retempera para continuar na tarefa. Neste sentido, devo muito ao meu pai. Ele me combatia, mas, por outro lado, não me consentia a irresponsabilidade; ele não ia ao Centro, mas queria saber se eu tinha ido… Apenas nos seus últimos tempos é que houve uma maior aproximação entre nós. Ele não dizia, no entanto eu lia nos olhos dele o seu desejo de se desculpar comigo… Nunca tivemos a conversa que, com certeza, um dia ainda haveremos de ter!… Cidália sempre me dizia: — Chico, o seu pai é um homem honesto; não fique aborrecido com ele… “ Chico Xavier - O Evangelho de Chico Xavier - Capítulos 133 a 135 - A família de Chico Xavier
  • 43. 41 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.3 Mãe - Maria João de Deus Esta é a nossa irmã tutelada de João de Deus. Em várias existências, brilhou na cultura do mundo e, por várias vezes, se consagrou à religião em casas de fé. No entanto, em fins do século passado, pediu a maternidade por tarefa primordial, rogando ambiente de extrema carência material, para burilar-se na própria alma. Caio Ramacciotti - Mensagens de Inês de Castro - Capítulo 22 - Isabel de Aragão, Chico Xavier e os Idos de 1910 - Chico Xavier e a Mãe - Maria João de Deus Nota: São João de Deus, de seu nome João Cidade (Montemor-o-Novo, 8 de março de 1495 – Granada, 8 de março de 1550) foi um religioso católico português e um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência aos pobres e aos doentes, através de um hospital por ele fundado em Granada, 1539. Criou a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros para o ajudarem nessa missão e noutras extensões que viriam depois a surgir. • Desencarne - Data: 29/Setembro/1915 – 34 anos (1881) • Local: Pedro Leopoldo/MG • Filhos (9): Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda Quando Maria João de Deus desencarnou, em Pedro Leopoldo, a 29 de setembro de 1915, nosso Chico estava por volta dos cinco anos de idade. Mas, ele se recorda — esplêndida e misteriosa memória mediúnica! — de pormenores a respeito de sua Mãezinha: a dizer-lhe, antes de deixar este mundo, “que iria fazer uma viagem… mas que voltaria”… Clovis Tavares - Bíblia do Caminho - Súmulas Biográficas - Maria João de Deus
  • 44. 42 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 1935 - Livro : Lançamento do Livro “Cartas de uma Morta” – “As páginas que vão ler são de autoria daquela que foi, na Terra, a minha mãe muito querida. Minha progenitora chamava-se Maria João de Deus e desencarnou nesta cidade em 29 de Setembro de 1915. Quando o seu bondoso Espírito se comunicou por meu intermédio pela primeira vez eu lhe pedi que me contasse as impressões iniciais da sua vida no outro mundo, recebendo a promessa de que o havia de fazer oportunamente; e, há pouco tempo, ela começou a escrever, por intermédio da minha mediunidade, estas cartas que vão ler. Eu contava cinco anos de idade quando minha mãe desencarnou; mas mesmo assim nunca pude esquece-la e ultimamente graças ao Espiritismo, ouço a sua voz, comunico-me com ela e ao seu Espírito generoso devo os melhores instantes de consolo espiritual da minha vida. Francisco Cândido Xavier - Cartas de uma morta - Maria João de Deus - Explicação necessária ao leitor Exerce o teu ministério, confiando na Providência Divina. Seja a tua mediunidade como harpa melodiosa; porém, no dia em que receberes os favores do mundo como se estivesses vendendo os seus acordes, ela se enferrujará para sempre. O dinheiro e o interesse seriam azinhavres nas suas cordas. Sê pobre, pensando n’Aquele que não tinha uma pedra onde repousar a cabeça dolorida e, quanto à vaidade, não guardes a sua peçonha no coração. Na sua taça envenenada muitos têm perdido a existência feliz no Plano espiritual como se estivessem embriagados com um vinho sinistro. Não encares a tua mediunidade como dom. O dom é uma dádiva e ainda não mereces favores do Altíssimo dentro da tua imperfeição. Reflete que, se a Verdade tem exigido muito de ti, é que o teu débito é enorme diante da Lei Divina. Considera tudo isso e não te desvies da humildade. Nos tormentos transitórios da tua tarefa, lembra-te que és assistido pelo carinho dos teus Guias intangíveis.
  • 45. 43 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Nas noites silenciosas e tristes, quando elevas ao Ilimitado a tua oração, nós, estamos velando por ti e suplicamos a Deus que te conceda fortaleza e resignação. A vida terrena é amarga, mas é passageira. Adeus, meu filho!… Dentro de todas as hesitações e incertezas do teu viver, recorda-te que tens neste outro mundo, para onde voltarás, uma irmã devotada que se esforça para ter junto dos filhos que deixou na Terra o mesmo coração, extravasante de sacrifício e de amor. Maria João de Deus - Cartas de uma morta - Maria João de Deus - Capítulo 12 - Um adeus
  • 46. 44 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.4 Madrasta – Cidália Batista Xavier (...) Posso dizer que ela conseguiu me resgatar do abismo… Quando ela partiu, compreendi que a minha vida nunca mais seria a mesma; naquele exato momento, eu tive que crescer e criar a minha própria reserva de forças para assumir os filhos dela com o meu pai… Depois de minha mãe e de Cidália, nunca mais tive aconchego de colo de mãe… Os Espíritos me deram e me dão muito carinho, mas, com todo o meu respeito a eles, eu sinto muito a falta delas duas… Se eu puder, após a minha desencarnação, serão esses dois Espíritos que eu gostaria de encontrar primeiro… Enquanto não encaminhei o último filho de Cidália, não me senti livre do compromisso; quando o último se casou, pude, com maior liberdade, seguir o meu próprio caminho… As meninas, minhas irmãs, haviam ficado muito pequenas. À noite, sentindo falta da mãe, elas se passavam para a minha cama; dormiam agarradas em mim… Eu tinha que lhes contar estórias para que parassem de chorar, fazendo força para não chorar junto com elas… E os Espíritos vinham, escreviam, confortavam o meu coração… Eram o serviço, a casa, o Centro, os meninos de Cidália, os amigos, o pessoal que começava a me procurar em Pedro Leopoldo… Não havia tempo para nada. A caridade sempre foi o meu lazer: visitar as famílias mais pobres na periferia, conversar com aquelas senhoras de pano muito alvo amarrado na cabeça, tomar café quente na caneca esmaltada… Ainda agora, sinto cheiro do café da casa de D. Chiquinha!… Aquilo era uma vida de muita luta, mas era felicidade! Hoje, a coisa mudou muito — não sei se para melhor ou para pior!… Chico Xavier - O Evangelho de Chico Xavier - Capítulos 133 a 135 - A família de Chico Xavier
  • 47. 45 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.5 Irmãos 3.5.1 Por Parte de Mãe Maria Cândida Xavier (conhecida por Bita), sua irmã mais velha, casada com outro Francisco (conhecido por Chiquito), antigo fazendeiro que foi mal sucedido perdendo tudo que possuía; ambos já desencarnados. Deixaram cinco filhos e uma filha adotiva. − Luiza Xavier, ainda residente em Pedro Leopoldo (M. G.), viúva do Delegado de Polícia Lindolpho José Ferreira, com o qual teve duas filhas e um filho. − Carmosina Xavier Pena, (conhecida por Zina), foi casada com o senhor Nelson Pena, ambos já desencarnados. Deixaram cinco filhos. − José Cândido Xavier (conhecido seleiro da cidade), foi casado com D. Geni Pena Xavier, ambos desencarnados, deixando dois filhos aos cuidados de Chico, um deles chamado Emmanuel Luiz, paralítico, desencarnado em 1947. − Raymundo Xavier (o popular Mundico), carpinteiro, casado com dona Maria Pena Xavier (conhecida por Mari- inha), ambos já desencarnados. Deixaram dois filhos. − Maria da Conceição Xavier Pena (conhecida por Ti- quinha), casada com o Sr. Jacy Pena, com quem teve sete filhos e trabalha na Siderúrgica Belgo-Mineira. Reside em Sabará (M. G.). − Geralda Xavier Quintão, casada com o Sr. Pedro Quintão, com quem teve quatro filhos, reside em Belo Horizonte (M. G.). − Maria de Lourdes Xavier Fernandes, residente em Vespasiano (M. G.), viúva do Sr. José Fernandes com o qual teve seis filhos. Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier - Biografia de Chico Xavier
  • 48. 46 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Irmã (ão) Esposo (a) Filhos Maria Cândido Xavier Francisco Rodrigues Maria da Gloria, José Aurea, Raymunda, Marta e Elvira (adotada) Luiza Xavier Lindolfo José Ferreira Maria Lucia, Maria Alice, Luciano Carmosina Xavier Pena Nelson Pena Nelson, Adriano, Nelma, Elma, Mauro José Cândido Xavier Geni Pena Xavier Emmanuel Luiz, Falvio Renaud Maria de Lurdes José Fernandes José, Ilca, Delza, Mariza, Alcione, Waldir Raymundo Xavier Maria Pena Xavier João Herculano, Ana Marta Maria da Conceição Xavier Jacy Pena David, Sidália, Paulo Pedro, Amauri, Francisco, Claudio, Ismael Geralda Xavier Quintão Pedro Quintão Ractamés, José Cândido, Alzira Maria, Nelma
  • 49. 47 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.5.2 Por Parte da Madrasta − André Luiz comerciário, casado com D. Edith Malaquias Xavier. Tem um casal de filhos e reside em São Paulo. Ê o único irmão vivo de Chico Xavier. − Lucília Xavier Silva, casada com o sr. Waldemar da Silva, (conhecido por Pacheco) funcionário da FEPASA. Possui um único filho e reside em Pedro Leopoldo (M. G.). − Neusa Xavier Lerroy, desencarnada, foi casada com o Sr. Alberto Lerroy, funcionário também da FEPASA. Teve um casal de filhos, reside em Sete Lagoas (M. G.). − Cidália Xavier de Carvalho, casada com o Sr. Francisco Teixeira de Carvalho (mais conhecido por Chiquinho), industriário com o qual teve um casal de filhos. Reside em Pedro Leopoldo (M. G.). − Doralice Xavier, solteira, reside com sua irmã Lucília, em Pedro Leopoldo (M. G.). − João Cândido Xavier, já desencarnado − Luciano Napoleão da Costa e Silva - Nosso Amigo Chico Xavier - Biografia de Chico Xavier Irmã(ão) Esposo (a) Filhos André Luiz Xavier Edith Malaquias Xavier Ademir, Angela Lucília Xavier Silva Waldemar da Silva Wagner, Pablo Neusa Xavier Lerroy Alberto Lerroy Paulo Estevão, Cidália Cidália Xavier de Carvalho Francisco Teixeira Carvalho Maryrose, Willer Doralice Xavier João Cândido Xavier Filho
  • 50. 48 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.6 Irmão - João Cândido Xavier José Cândido Xavier, irmão do médium Chico Xavier, em 1939, inesperadamente foi acometido de um derrame cerebral. Chico pediu a ajuda do espírito do dr. Adolfo de Bezerra de Menezes. Ele informou-o que, pela Lei de Causa e Efeito, seu irmão deveria permanecer onze anos preso ao leito, paralítico. Entretanto, preces e pedidos intercessórios chegavam continuamente ao Plano Superior, partidos daqueles a quem ele beneficiara. Em face disso, os espíritos responsáveis pela sua atual encarnação estudavam a possibilidade de conceder-lhe a desencarnação imediata. Durante muitas horas consecutivas, Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes e Scheila, juntamente com Chico, formando um círculo em torno do enfermo, oravam. Após longo tempo de expectativa, chega a solução do Alto: a desencarnação seria outorgada. Não como uma “graça”, o que importaria na negação da Justiça Divina, que dá a cada um segundo as suas obras, mas porque os onze anos de serviços prestados a Jesus, repleto de suor e lágrimas, como dedicado obreiro do Centro Espírita Luiz Gonzaga — a forja do amor, amparo e paz do ciclópico Chico Xavier — proporcionaram ao moribundo o cancelamento do seu débito para com a Lei. Os onze anos de ininterrupto e intenso labor espírita, equivaleram e substituíram os onze anos de dolorosa imobilidade que o aguardavam, como fruto amargo dos desatinos que cometera em existência passada. O espírito é sempre o árbitro do seu destino, podendo prolongar os sofrimentos pela obstinação no mal, ou amenizá-los e anulá-los pela prática do bem. Nesta mesma noite, indultado pelas suas ações de abnegação e renúncia, José Xavier abandonava a vestimenta carnal imprestável. Felizes dos devedores em condições de se quitarem. Marlene Nobre - Lições de Sabedoria – Cap. 148
  • 51. 49 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 3.7 Sobrinho – Emmanuel Luiz Xavier  Sobrinho: Emmanuel Luiz (Pais: José Xavier/Geni)  1936 – Nascimento – cego/surdo/mudo/deformado  1939 – José Xavier - desencarne  1939 – Geni Xavier – distúrbio mental (internada/ 2 anos)  1949 – Desencarne – (...) Certa vez Emmanuel explicou: “Ele só vai desencarnar quando o pulmão começar a desenvolver e não encontrar espaço. Aí, então, qualquer resfriado pode-se transformar numa pneumonia e ele partirá”. (...) No momento do desencarne, com doze anos de idade, ele abriu os olhos e, em meio a um choro convulsivo, agradeceu, por sinais, ao Chico por tudo. (...) Emmanuel, que observava a cena, declarou: “Graças a Deus! É a primeira vez, depois de cento e cinquenta anos, que seus olhos se voltam para a luz. As suas dívidas do passado foram liquidadas. Louvado seja Jesus”. Adelino da Silveira – Chico de Francisco  1795 – o Passado – Revolução Francesa - Procurador “Dêem-me uma frase de quem quer que seja e eu encarrego-me de fazê-lo guilhotinar”. Antoine Quentin Fourquier Tinville
  • 52. 50 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares 4 A Série “Chico Xavier” 4.1 Série “Chico Xavier” – livros de depoimentos de familiares desencarnados Xavier não é apenas o medianeiro de personalidades famosas, no tope de nossas letras. É igualmente O VEÍCULO DE AMIGOS DESENCARNADOS, MUITAS VEZES, TÃO SÓ CONHECIDOS DAQUELES QUE OS AMARAM nos recessos do lar, a surgirem, de inesperado, através de reuniões íntimas e públicas, dando provas inequívocas da imortalidade. SÃO PAIS E MÃES, FILHOS E AMIGOS QUE RETORNAM DO MAIS ALÉM, para sofrearem o desespero dos entes queridos que ficaram no mundo, a lavar-lhes a lousa com as próprias lágrimas… Elias Barbosa – Presença de Chico Xavier – Introdução - 1970 “(...) não concordo com os que falam que essas cartas ditas familiares sejam apenas de consolação... Cada abordagem que esta ou aquela entidade espiritual nos faça de sua vida no Além nos auxilia a um melhor entendimento daquilo que nos espera depois da morte... Aprendi muito com Emmanuel, com André Luiz, com o Dr. Bezerra, mas igualmente TENHO APRENDIDO com todos esses outros nossos irmãos desencarnados que, por nosso intermédio, escrevem aos seus familiares na Terra...” Francisco Cândido Xavier – O Evangelho de Chico Xavier – Item 131 (...) Dizem que eu tenho escrito muitos livros... Isso é obra dos Espíritos Amigos. De fato, tenho recebido muita coisa, mas Emmanuel tem me ensinado que nenhum livro que eu possa ter recebido ou que venha a receber vale pelo que eu esteja fazendo de minha própria vida... (...) As ações são minhas, mas os livros pertencem aos espíritos!... Não posso reivindicar a obra de Emmanuel para mim... Eu não fiz nada! O médium não passa de instrumento...
  • 53. 51 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Dei apenas do meu tempo, e muito pouco; poderia ter dado mais, dormido menos, me preocupado menos com os outros, mormente com aqueles que sempre criticaram as minhas imperfeições no trabalho dos espíritos... Tenho receio de ver a minha ficha no Mundo Espiritual... Não vou pedir para ver coisa alguma... Se eu puder continuar trabalhando, renderei graças! A Misericórdia Divina há de me possibilitar continuar rastejando para frente!... Francisco Cândido Xavier - Folha Espírita – edição especial – 100 anos de Chico Xavier – 2010 – Pag. 33
  • 54. 52 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares Intitulamos os seguintes livros recebidos através da mediunidade de Chico Xavier de : Série “Chico Xavier”: # LIVRO – data da 1º edição 1. Sementeira de luz (Slz) - Arthur Joviano (Mensagens psicografadas no período de 1935- 1945 pelo Espírito de Neio Lúcio reencarnado [1862-1934] - Este é o 1º livro de Mensagens familiares) - Prefácio: Pedro Leopoldo, 14-12-1949 (Lançamento: 14-12- 2005) 2. Presença de Chico Xavier (Pcx) - Depoimentos/Mensagens diversas - Uberaba, 18-04- 1970 3. Entre duas vidas (Edv) - Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1974 4. Jovens no Além (Jna) - Familiares diversos - Uberaba, 06-07-1975 5. Somos seis (Ss) - Familiares diversos - 01-07-1976 6. Enxugando lágrimas (Enl) - Familiares diversos - Uberaba, 18-04-1978 7. Claramente vivos (Cv) - Familiares diversos - Uberaba, 27-06-1979 8. Vida no Além (Vna) - Familiares diversos - Uberaba, 23-08-1980 9. Viajores da luz (Vdl) - Familiares diversos - Uberaba, 17-11-1980 10. Feliz regresso (Fr) - Familiares diversos - Uberaba, 17-01-1981 11. Eles voltaram (Evo) - Familiares diversos - Uberaba, 30-01-1981 12. Augusto vive (Auv) - Augusto Cezar Netto - Uberaba, 10-02-1981 13. Vivendo sempre (Vse) - Familiares diversos - Uberaba, 07-09-1981 14. Quem são (Qs) - Familiares diversos - Uberaba, 18-01-1982 15. Filhos voltando (Fiv) - J. R. P. da Silva e J. R. P. Cassiano - Uberaba, 28-02-1982 16. Reencontros (Ree) - Familiares diversos - Uberaba, 02-03-1982 17. Adeus solidão (Ads) - Familiares diversos - Uberaba, 15-05-1982 18. Lealdade (Lea) - Maurício G. Henrique - Uberaba, 08-06-1982 19. Gabriel (Ga) - Gabriel - Uberaba, 27-06-1982 20. Entes queridos (Eq) - Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1982 21. Venceram (Ven) - Familiares diversos - Uberaba, 15-10-1982 22. Estamos no Além (Ea) - Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1983 23. Ninguém morre (Nim) - Familiares diversos - Uberaba, 15-03-1983 24. Diário de bênçãos (Ddb) - Cristiane - Uberaba, 30-01-1983 25. Mensagens que confortam (Mqc) - Ricardo Tadeu - Uberaba, 25-03-1983 26. Antenas de luz (Al) - Laurinho - Uberaba, 08-04-1983 27. E o amor continua (Eac) - Familiares diversos - Uberaba, 18-04-1983 28. Correio do Além (Cda) - Familiares diversos - Uberaba, 02-06-1983 29. Vida nossa vida (Vnv) - Familiares diversos - Uberaba, 28-07-1983 30. Retornaram contando (Rtc) - Familiares diversos - Uberaba, 18-05-1984
  • 55. 53 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares # LIVRO – data da 1º edição 31. Presença de luz (Pl) - Augusto Cezar Netto - Uberaba, 26-05-1984 32. Novamente em casa (Nec) - Familiares diversos - Uberaba, 08-06-1984 33. Horas de luz (Hl) - Familiares diversos - Uberaba, 15-07-1984 34. Quando se pretende falar da vida (Qv) - Roberto Muszkat - Uberaba, 11-08-1984 35. Bastão de arrimo (Bda) - Willian - Uberaba, 22-09-1984 36. Loja de alegria (Loa) - Jair Presente - Uberaba, 07-01-1985 37. Bazar da vida (Bdv) - Jair Presente - Uberaba, 08-04-1985 38. Amor e saudade (Aes) - Familiares diversos - Uberaba, 1985 39. Viajaram mais cedo (Vmc) - Familiares diversos - Uberaba, 27-05-1985 40. Caravana de amor (Caa) - Familiares diversos - Uberaba, 08-06-1985 41. Agência de notícias (Adn) - Jair Presente - Uberaba, 23-08-1985 42. Ponto de encontro (Pde) - Jair Presente - Uberaba, 27-03-1986 43. Resgate e amor (Rea) - Tiaminho - Uberaba, 16-05-1986 44. Intercâmbio do bem (Idb) - Familiares diversos - Uberaba, 27-08-1986 45. Vozes da outra margem (Vom) - Familiares diversos - Uberaba, 02-01-1987 46. Esperança e alegria (Eea) - Familiares diversos - Uberaba, 21-02-1987 47. Vitória (Vi) - Familiares diversos - Uberaba, 04-04-1987 48. Palco iluminado (Pco) - Jair Presente - Uberaba, 04-08-1987 49. Vida além da vida (Vav) - Lineu de Paula Leão Jr. - Uberaba, 29-01-1988 50. Gratidão e paz (Gep) - Familiares diversos - Uberaba, 31-03-1988 51. Aceitação e vida (Acv) - Margarida Soares - Uberaba, 03-1988 52. Lar-oficina, esperança e trabalho (Lar) - Familiares diversos - Uberaba, 10-04-1988 53. Irmãos unidos (Iu) - Autores diversos - Uberaba, 06-05-1988 54. Uma vida de amor e caridade (Uvc) - Izabel Bueno/Autores diversos - Uberaba, 19-05- 1988 55. Fotos da vida (Fdv) - Augusto Cezar - Uberaba, 20-05-1988 56. Corações renovados (Cor) - Familiares diversos - Uberaba, 26-07-1988 57. Escola no Além (Ena) - Cláudia P. Galasse - Uberaba, 26-10-1988 58. Rapidinho (Rp) - Jair Presente - Uberaba, 05-02-1989 59. Porto de alegria (Pa) - Familiares diversos - Uberaba, 06-01-1990 60. Ante o futuro (Aof) - Familiares diversos - Uberaba, 13-09-1990 61. Assuntos da vida e da morte (Avm) - Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1990 62. Continuidade (Cnt) - Familiares diversos - Uberaba, 13-09-1990 63. Carmelo, ele mesmo (Cem) - Carmelo Grisi - Uberaba, 10-01-1991 64. Revelação (Rev) - Jair Presente - Uberaba, 18-06-1992 65. As palavras cantam (Opc 8) - Carlos Augusto - Uberaba, 15-04-1993
  • 56. 54 Chico Xavier – e a Desencarnação de Familiares # LIVRO – data da 1º edição 66. Chico Xavier - Mandato de amor (Cma) - Autores diversos - Uberaba, 04-1993 67. Pássaros humanos (Ph) - Autores diversos - Uberaba, 02-06-1993 68. Renascimento espiritual (Res) - Familiares diversos - Uberaba, 15-06-1993 69. A volta (Av) - Familiares diversos - Uberaba, 18-06-1993 70. Dádivas espirituais (De) - Familiares diversos - Uberaba, 12-09-1993 71. Pingo de luz (Opc 9) - Carlos Augusto - Uberaba, 20-01-1994 72. Indicações do caminho (Opc 10) - Carlos Augusto - Uberaba, 02-09-1994 73. Elenco de familiares (Opc 11) - Familiares diversos - Uberaba, 18-11-1994 74. Novos horizontes (Nh) - Familiares diversos - Uberaba, 1996 75. Viagem sem adeus (Vsa) - Cláudio R. A. Nascimento - Uberaba, 1999