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Antarctica--
A pioneira Antarctica nasceu em São Paulo em 1885. Antes de se juntar com a
Brahma, comprou pequenas cervejarias descoladinhas, como a Bohemia.

• Veredicto: a mais forte entre as populares desce agarrando na língua e tem um
final meio áspero.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 5,5


Antarctica Malzbier-
Sabe aquele sabor docinho das malzbier? Vem do caramelo em calda utilizado no
processo de fabricação.

• Veredicto: menos açucarada que a Brahma, a Malzbier da Antarctica é levinha e
tem uma textura escuríssima. Freezer na posição 9

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4%
• Nota: 5


Bavaria Pilsen
É uma das marcas mais antigas do Brasil (só que agora pertence à empresa
canadense Molson), "a cervejaria mais antiga da América do Norte”.

• Veredicto: fraquinha e sem nenhuma pegada especial, pelo menos não deixa sabor
residual no gogó. Sorte dos sertanejos.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,3%
• Nota: 4,5


Bavaria Premium
Para consolidar a fusão Brahma-Antarctica, a Ambev teve de vender uma de suas
marcas. A Bavaria, ex-Antarctica, foi eleita.

• Veredicto: azar da Ambev. A premium da Bavaria (hoje da empresa canadense
Molson), tem sabor equilibrado, com razoável complexidade e corpo bem decente.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5,5%
• Nota: 7


Bishops Finger -
Só essa inglesinha pode usar a denominação geográfica "Kentish Strong Ale". A água
é de uma fonte artesiana de 300 anos.
• Veredicto: esqueça o rótulo horroroso. O aroma de terra, a textura adstringente e
o sabor levemente amargo coroam de prazeres esse néctar avermelhado e
encorpado.
• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 5,4%
• Nota: 9
•- Bohemia
Ainda bem que a Ambev vem tratando essa marca clássica de Petrópolis com mais
carinho nos últimos tempos. Nossa Urquel quase tinha ido pro saco.
• Veredicto: falta um longo caminho até virar um must. O sabor precisa ganhar
vigor e perder açúcar.
.
• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 7

Brahma Chopp
Sem pensar muito, até refresca pensamento. Mas o odor ácido que sobra no copo faz
a gente refletir sobre a manhã seguinte.

• Veredicto: um gosto de ferro enferrujado (alguém sabe como é?) e um retrogosto
ácido nos fazem pensar em tira-gostos pouco condimentados. Deixe gelar bem.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 5

•- Brahma Extra
O aroma característico deixa a Extra da Brahma o mais próximo do que se poderia
chamar de maresia engarrafada.

• Veredicto: melhor corpinho das pilsen da terra. Tem leve toque amargo, o
suficiente para enriquecer o sabor, mas não para destruir o paladar.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5,5%
• Nota: 7


Brahma Light
Pilsen da Brahma feita para a garotada beber no verão. É a cerveja com a mais baixa
graduação alcoólica do teste.

• Veredicto: se o freezer estiver sem energia, danou-se: essa cerveja azeda. Sem
corpo, só tomando quase congelada. Por que será que essas lights todas têm um
retro-gosto de ovo?

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 3,1%
• Nota: 3

Brahma Malzbier
As grávidas beberam muita malzbier (essa é de 1918!), até que o papo de ser "boa
para o aleitamento" virou piada.

• Veredicto: parece que alguém esqueceu a torneira do caramelo aberta. É até bem
cremosa, mas, na dúvida, garanta o freezer no máximo

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 3,7%
• Nota: 4
Caracu

Centenária (1899), a Caracu é uma stout (do tipo irlandesa). Contém resíduos de
levedura, é anunciada como nutritiva.

• Veredicto: não tão doce como já foi conhecida, a Caracu foi uma grata surpresa.
Mas para stout de verdade ainda faltam quilômetros...
• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5,35
• Nota: 4,5

Carlsberg
Produzida aqui desde 1997, agora pela Ambev, a tradicional marca dinamarquesa
tem uma espuma generosa e bem leve.

• Veredicto: é uma das pilsen mais "aguadas" do mercado. Um saborzinho mais
forte não faria mal.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,8%
• Nota: 5,5

Cerpa
Há uns 15 anos, quando essa marca do Pará chegou ao Sul maravilha, era uma das
melhores do país. O que rolou?

• Veredicto: tudo bem que é draft, cervejinha de tiro rápido, mas precisava ser tão
sem gracinha? Ao menos é bem gasosa. Refresca sem enervar.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: (não informado)
• Nota: 5




Chimay
Maravilha dos monges trapistas belgas, tem segunda fermentação na garrafa e a
maior graduação alcoólica do teste.
• Veredicto: com essa neve cremosa você vai aprender que espuma é legal. A breja
desce alisando, mesmo com resíduos naturais da produção

• Origem: Bélgica
• Teor alcoólico: 9%
• Nota: 8



Corona

Essa pilsen nem precisa ser bebida com limão, como manda a tradição no México.
Mas ajuda.

• Veredicto: com corpo razoável em se tratando de uma mexicana (cerveja, diga-
se), a Corona desce amistosa desde o primeiro contato.

• Origem: México
• Teor alcoólico: 4,6%
• Nota: 6
Dos Equis --
Gás na medida, mas quase sem espuma, essa cerveja é uma das prediletas dos
bares de blues de Austin, Texas. Vai saber por quê...

• Veredicto: típica loirinha (bem amarela) pra consumo rápido. É uma lager leve,
sem nenhum aroma, que desce sequinha e redonda. Honestinha...

• Origem: México
• Teor alcoólico: 4,5%
• Nota: 6,5


•-- Duvel
Maravilha belga que ganha segunda fermentação na garrafa. É a mais deliciosa
espuma do teste - e não é escura.

• Veredicto: bira pra macho. Começa suave, com aroma até frutado, mas acaba
grudando na língua, infernalmente amarga. Boa com um charuto.

• Origem: Bélgica
• Teor alcoólico: 8,5%
• Nota: 7,5

Erdinger
Além de cevada, a Erdinger também leva trigo na fórmula. Adoravelmente turva, traz
ainda espuma espessa como clara em neve.
• Veredicto: que surpresa! Em geral breja de trigo é frutada e mais doce, mas essa,
mesmo suave, é coisa pra macho e tem sabor bem rico.

• Origem: Alemanha
• Teor alcoólico: 5,3%
• Nota: 6,5




Grolsh Premium Larger
O slogan é descolado e soa verdadeiro: "Você só bebe quando estiver pronta". Mas o
grande charme do produto é o bocalzinho de cerâmica.

• Veredicto: diferente das aguadas pilsen brasileiras, essa delícia holandesa tem
corpo e sabor pra ninguém reclamar. Sofisticação pura.

• Origem: Holanda
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 7,5




Heineken --
É inimitável o sabor da Heineken, feita no Brasil pela Kaiser sob licença da marca
holandesa.

• Veredicto: tem quem não goste do sabor "oxidado" dessa loira rechonchuda, e
muito menos do travo na língua no final. É, na vigésima garrafinha tive mesmo de
dar um tempo...
• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 7
Hurlimann Premium
Quem diria que a Suíça produz uma brejinha tão singular? Quer dizer, vale o test-
drive.

• Veredicto: ao mesmo tempo leve e amarga, ao mesmo tempo, essa lager não
passa batida pela sua língua. Até porque ela começa suave e só depois é que sua
pegada azedinha brota.

• Origem: Suíça
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 6,5

Kaiser
Fundada em 1982 por engarrafadores da Coca-Coca, a Kaiser tem parceiros que
garantem sua qualidade: a Coca tem 10% e a Heineken, 14%.

• Veredicto: a loirinha consegue uma equação razoável entre os sabores doces e os
amargos. Vai bem às refeições.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 5,5




Kaiser Summer Draft
A garrafa clara só é permitida porque, segundo a Kaiser, na fórmula é usado lúpulo,
que resiste à luz.

• Veredicto: típica cerveja que deve ser bebida estupidamente gelada. Até porque
não vai muito além de um liquidozinho leve, meio adocicado e com gostinho de...
nada.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,5%
• Nota: 4

Master Brew
Essa ale tem baixa graduação alcoólica e uma sensual cor de caramelo.

• Veredicto: deliciosamente amarga até a última borbulha, ainda oferece um final
com pegada de terra, enquanto se curte um forte aroma amadeirado. Especiaria de
macho é isso.

• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 4%
• Nota: 7,5


Miller
Primeira draft nacional, produzida aqui pela Ambev. Já que não sofre pasteurização, a
draft é uma espécie de chope engarrafado, mas tem filtragem reforçada.

• Veredicto: loirinha suave, mas de sabor razoavelmente complexo e espuma
cremosa. Pra variar, é bom, não?

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,6%
• Nota: 6,5
Morland Old Speckeld Hen
Enfim, uma pale ale. Mas pale hoje não quer dizer "clara", como no século passado.

• Veredicto: a espuma densa e a textura turva sugerem mais do que se tem. O
sabor é pouco complexo, ainda que o corpinho segure a onda.

• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 5,2%
• Nota: 6,5

Newcastle Brown Ale
Sabe qual o apelido dessa delícia no norte da Inglaterra? "Dog". A brincadeira é: "Ei,
vou ali levar o cachorro pra mijar”.

• Veredicto: esse sumo escuro cremoso é um desbunde. Tem uma leve pegada
adstringente, mas não trava a língua. Receita divertida pacas.

• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 4,7%
• Nota: 8,5




Ruddles County --
Ale feita na "tradição do interior da Inglaterra". Pela espuma cremosa, a cor e o
aroma, o interior inglês é duca.

• Veredicto: seco e bem definido, o sabor dessa belezura de gargalo largo lembra
que Deus existe: sugere equilíbrio e suavidade, sem apatia

• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 4,7%
• Nota: 8,5


Schincariol

A fábrica de Itu virou uma potência, com produção em São Paulo, Rio de Janeiro e
Bahia. É a terceira maior, depois da Ambev e da Kaiser.

• Veredicto: só precisa se dedicar mais ao paladar. Como a Brahma Chopp, essa
pilsen tem sabor metálico, pesado e, pior, é aguada até a alma

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,9%
• Nota: 3

Schincariol Malzbier
Mais uma breja morena da cervejaria de Itu, é a malzbier de mais alto teor alcoólico.

• Veredicto: é a menos enjoativa entre todas dessa linhagem. Aliás, essa moreninha
é a que melhor equilibra as "tonalidades" amarga e doce desse tipo de bira.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,3%
• Nota: 5
Schincariol Munich

Foi só em 1989 que a fábrica da Itubaína passou a fazer cerveja. A cor dessa
pretinha vem do malte torrado e do caramelo.

• Veredicto: começa bem. Espuma cremosa, textura "granulada" e aí... um sabor
sem vigor, suave demais e com um finalzinho meio doce.

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4%
• Nota: 4


-Skol-

A mais vendida breja do país, a Skol foi a primeira lata nacional (1971, lata mesmo,
de folha-de-flandres). Em 1989, foi a pioneira no uso do alumínio.

• Veredicto: Sabe por que é a mais vendida? Porque é a mais levinha. Eta coisinha
sem peso...

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 4,7%
• Nota: 5

Sol

A mexicana mais famosinha no país. O rótulo é um charme: gravado no vidro, como
nos velhor tempos. Mas o sabor...

• Veredicto: aguada até o pescoço, quase incapaz de impressionar suas glândulas
gustativas, a breja cucaracha é muito vista nas mãos da mulherada. Com limão,
desce.

• Origem: México
• Teor alcoólico: 4,5%
• Nota: 4,5

Spitfire

Variação menos alcoólica da kentish ale, é feita na mesma cervejaria da campeã
Bishops Finger. Aliás, diz o rótulo, a mais velha cervejaria britânica.

• Veredicto: embora deliciosamente amarga, a Spitfire tem um sabor linear, pouco
complexo. Mas a consistência densa resolve a parada.

• Origem: Inglaterra
• Teor alcoólico: 4,5%
• Nota: 7,5

Tripel Kermeliet

Uma das famosas "triple ale" (cevada, trigo e aveia) feitas em abadias belgas, essa
especiaria rara ainda segue fermentando depois de engarrafada. Uau.
• Veredicto: a graduação alcoólica generosa compensa o sabor frutado, quase
cítrico, dessa loira quase castanha.
• Origem: Bélgica
• Teor alcoólico: 8%
• Nota: 7,5
Wersteiner Preimum Dunkel

• Versão morena da marca alemã mais popular. É de malte tostado e de baixa
fermentação.

• Veredicto: preta como tição, essa alemãzinha de corpo minguado, gentil, poderia
ser menos delicada. Aí dava pra derrubar mais umas.

• Origem: Alemanha
• Teor alcoólico: 4,8%
• Nota: 6


Wersteiner Premium Verum
A pilsen mais vendida na Alemanha prova que os alemães, ao contrário de nós,
brasileiros, são exigentes com qualidade.
.
• Veredicto: tudo funciona. É seca, levemente cremosa e adstringente do início até o
finalzinho do gole.
.

• Origem: Alemanha
• Teor alcoólico: 4,8%
• Nota: 7


Xingu -
Fantástica stout quando surgiu em Caçador (SC), passou a ser produzida no Paraná e
hoje é da Kaiser. Não consta mais a indicação stout no rótulo.

• Veredicto: empobreceu, a coitadinha. Ganhou sabor caramelo, que não tinha, e
perdeu a consistência "granulada" das stout

• Origem: Brasil
• Teor alcoólico: 5%
• Nota: 5

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  • 1. Antarctica-- A pioneira Antarctica nasceu em São Paulo em 1885. Antes de se juntar com a Brahma, comprou pequenas cervejarias descoladinhas, como a Bohemia. • Veredicto: a mais forte entre as populares desce agarrando na língua e tem um final meio áspero. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 5,5 Antarctica Malzbier- Sabe aquele sabor docinho das malzbier? Vem do caramelo em calda utilizado no processo de fabricação. • Veredicto: menos açucarada que a Brahma, a Malzbier da Antarctica é levinha e tem uma textura escuríssima. Freezer na posição 9 • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4% • Nota: 5 Bavaria Pilsen É uma das marcas mais antigas do Brasil (só que agora pertence à empresa canadense Molson), "a cervejaria mais antiga da América do Norte”. • Veredicto: fraquinha e sem nenhuma pegada especial, pelo menos não deixa sabor residual no gogó. Sorte dos sertanejos. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,3% • Nota: 4,5 Bavaria Premium Para consolidar a fusão Brahma-Antarctica, a Ambev teve de vender uma de suas marcas. A Bavaria, ex-Antarctica, foi eleita. • Veredicto: azar da Ambev. A premium da Bavaria (hoje da empresa canadense Molson), tem sabor equilibrado, com razoável complexidade e corpo bem decente. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5,5% • Nota: 7 Bishops Finger - Só essa inglesinha pode usar a denominação geográfica "Kentish Strong Ale". A água é de uma fonte artesiana de 300 anos. • Veredicto: esqueça o rótulo horroroso. O aroma de terra, a textura adstringente e o sabor levemente amargo coroam de prazeres esse néctar avermelhado e encorpado. • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 5,4% • Nota: 9
  • 2. •- Bohemia Ainda bem que a Ambev vem tratando essa marca clássica de Petrópolis com mais carinho nos últimos tempos. Nossa Urquel quase tinha ido pro saco. • Veredicto: falta um longo caminho até virar um must. O sabor precisa ganhar vigor e perder açúcar. . • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 7 Brahma Chopp Sem pensar muito, até refresca pensamento. Mas o odor ácido que sobra no copo faz a gente refletir sobre a manhã seguinte. • Veredicto: um gosto de ferro enferrujado (alguém sabe como é?) e um retrogosto ácido nos fazem pensar em tira-gostos pouco condimentados. Deixe gelar bem. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 5 •- Brahma Extra O aroma característico deixa a Extra da Brahma o mais próximo do que se poderia chamar de maresia engarrafada. • Veredicto: melhor corpinho das pilsen da terra. Tem leve toque amargo, o suficiente para enriquecer o sabor, mas não para destruir o paladar. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5,5% • Nota: 7 Brahma Light Pilsen da Brahma feita para a garotada beber no verão. É a cerveja com a mais baixa graduação alcoólica do teste. • Veredicto: se o freezer estiver sem energia, danou-se: essa cerveja azeda. Sem corpo, só tomando quase congelada. Por que será que essas lights todas têm um retro-gosto de ovo? • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 3,1% • Nota: 3 Brahma Malzbier As grávidas beberam muita malzbier (essa é de 1918!), até que o papo de ser "boa para o aleitamento" virou piada. • Veredicto: parece que alguém esqueceu a torneira do caramelo aberta. É até bem cremosa, mas, na dúvida, garanta o freezer no máximo • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 3,7% • Nota: 4
  • 3. Caracu Centenária (1899), a Caracu é uma stout (do tipo irlandesa). Contém resíduos de levedura, é anunciada como nutritiva. • Veredicto: não tão doce como já foi conhecida, a Caracu foi uma grata surpresa. Mas para stout de verdade ainda faltam quilômetros... • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5,35 • Nota: 4,5 Carlsberg Produzida aqui desde 1997, agora pela Ambev, a tradicional marca dinamarquesa tem uma espuma generosa e bem leve. • Veredicto: é uma das pilsen mais "aguadas" do mercado. Um saborzinho mais forte não faria mal. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,8% • Nota: 5,5 Cerpa Há uns 15 anos, quando essa marca do Pará chegou ao Sul maravilha, era uma das melhores do país. O que rolou? • Veredicto: tudo bem que é draft, cervejinha de tiro rápido, mas precisava ser tão sem gracinha? Ao menos é bem gasosa. Refresca sem enervar. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: (não informado) • Nota: 5 Chimay Maravilha dos monges trapistas belgas, tem segunda fermentação na garrafa e a maior graduação alcoólica do teste. • Veredicto: com essa neve cremosa você vai aprender que espuma é legal. A breja desce alisando, mesmo com resíduos naturais da produção • Origem: Bélgica • Teor alcoólico: 9% • Nota: 8 Corona Essa pilsen nem precisa ser bebida com limão, como manda a tradição no México. Mas ajuda. • Veredicto: com corpo razoável em se tratando de uma mexicana (cerveja, diga- se), a Corona desce amistosa desde o primeiro contato. • Origem: México • Teor alcoólico: 4,6% • Nota: 6
  • 4. Dos Equis -- Gás na medida, mas quase sem espuma, essa cerveja é uma das prediletas dos bares de blues de Austin, Texas. Vai saber por quê... • Veredicto: típica loirinha (bem amarela) pra consumo rápido. É uma lager leve, sem nenhum aroma, que desce sequinha e redonda. Honestinha... • Origem: México • Teor alcoólico: 4,5% • Nota: 6,5 •-- Duvel Maravilha belga que ganha segunda fermentação na garrafa. É a mais deliciosa espuma do teste - e não é escura. • Veredicto: bira pra macho. Começa suave, com aroma até frutado, mas acaba grudando na língua, infernalmente amarga. Boa com um charuto. • Origem: Bélgica • Teor alcoólico: 8,5% • Nota: 7,5 Erdinger Além de cevada, a Erdinger também leva trigo na fórmula. Adoravelmente turva, traz ainda espuma espessa como clara em neve. • Veredicto: que surpresa! Em geral breja de trigo é frutada e mais doce, mas essa, mesmo suave, é coisa pra macho e tem sabor bem rico. • Origem: Alemanha • Teor alcoólico: 5,3% • Nota: 6,5 Grolsh Premium Larger O slogan é descolado e soa verdadeiro: "Você só bebe quando estiver pronta". Mas o grande charme do produto é o bocalzinho de cerâmica. • Veredicto: diferente das aguadas pilsen brasileiras, essa delícia holandesa tem corpo e sabor pra ninguém reclamar. Sofisticação pura. • Origem: Holanda • Teor alcoólico: 5% • Nota: 7,5 Heineken -- É inimitável o sabor da Heineken, feita no Brasil pela Kaiser sob licença da marca holandesa. • Veredicto: tem quem não goste do sabor "oxidado" dessa loira rechonchuda, e muito menos do travo na língua no final. É, na vigésima garrafinha tive mesmo de dar um tempo... • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 7
  • 5. Hurlimann Premium Quem diria que a Suíça produz uma brejinha tão singular? Quer dizer, vale o test- drive. • Veredicto: ao mesmo tempo leve e amarga, ao mesmo tempo, essa lager não passa batida pela sua língua. Até porque ela começa suave e só depois é que sua pegada azedinha brota. • Origem: Suíça • Teor alcoólico: 5% • Nota: 6,5 Kaiser Fundada em 1982 por engarrafadores da Coca-Coca, a Kaiser tem parceiros que garantem sua qualidade: a Coca tem 10% e a Heineken, 14%. • Veredicto: a loirinha consegue uma equação razoável entre os sabores doces e os amargos. Vai bem às refeições. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 5,5 Kaiser Summer Draft A garrafa clara só é permitida porque, segundo a Kaiser, na fórmula é usado lúpulo, que resiste à luz. • Veredicto: típica cerveja que deve ser bebida estupidamente gelada. Até porque não vai muito além de um liquidozinho leve, meio adocicado e com gostinho de... nada. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,5% • Nota: 4 Master Brew Essa ale tem baixa graduação alcoólica e uma sensual cor de caramelo. • Veredicto: deliciosamente amarga até a última borbulha, ainda oferece um final com pegada de terra, enquanto se curte um forte aroma amadeirado. Especiaria de macho é isso. • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 4% • Nota: 7,5 Miller Primeira draft nacional, produzida aqui pela Ambev. Já que não sofre pasteurização, a draft é uma espécie de chope engarrafado, mas tem filtragem reforçada. • Veredicto: loirinha suave, mas de sabor razoavelmente complexo e espuma cremosa. Pra variar, é bom, não? • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,6% • Nota: 6,5
  • 6. Morland Old Speckeld Hen Enfim, uma pale ale. Mas pale hoje não quer dizer "clara", como no século passado. • Veredicto: a espuma densa e a textura turva sugerem mais do que se tem. O sabor é pouco complexo, ainda que o corpinho segure a onda. • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 5,2% • Nota: 6,5 Newcastle Brown Ale Sabe qual o apelido dessa delícia no norte da Inglaterra? "Dog". A brincadeira é: "Ei, vou ali levar o cachorro pra mijar”. • Veredicto: esse sumo escuro cremoso é um desbunde. Tem uma leve pegada adstringente, mas não trava a língua. Receita divertida pacas. • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 4,7% • Nota: 8,5 Ruddles County -- Ale feita na "tradição do interior da Inglaterra". Pela espuma cremosa, a cor e o aroma, o interior inglês é duca. • Veredicto: seco e bem definido, o sabor dessa belezura de gargalo largo lembra que Deus existe: sugere equilíbrio e suavidade, sem apatia • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 4,7% • Nota: 8,5 Schincariol A fábrica de Itu virou uma potência, com produção em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. É a terceira maior, depois da Ambev e da Kaiser. • Veredicto: só precisa se dedicar mais ao paladar. Como a Brahma Chopp, essa pilsen tem sabor metálico, pesado e, pior, é aguada até a alma • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,9% • Nota: 3 Schincariol Malzbier Mais uma breja morena da cervejaria de Itu, é a malzbier de mais alto teor alcoólico. • Veredicto: é a menos enjoativa entre todas dessa linhagem. Aliás, essa moreninha é a que melhor equilibra as "tonalidades" amarga e doce desse tipo de bira. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,3% • Nota: 5
  • 7. Schincariol Munich Foi só em 1989 que a fábrica da Itubaína passou a fazer cerveja. A cor dessa pretinha vem do malte torrado e do caramelo. • Veredicto: começa bem. Espuma cremosa, textura "granulada" e aí... um sabor sem vigor, suave demais e com um finalzinho meio doce. • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4% • Nota: 4 -Skol- A mais vendida breja do país, a Skol foi a primeira lata nacional (1971, lata mesmo, de folha-de-flandres). Em 1989, foi a pioneira no uso do alumínio. • Veredicto: Sabe por que é a mais vendida? Porque é a mais levinha. Eta coisinha sem peso... • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 4,7% • Nota: 5 Sol A mexicana mais famosinha no país. O rótulo é um charme: gravado no vidro, como nos velhor tempos. Mas o sabor... • Veredicto: aguada até o pescoço, quase incapaz de impressionar suas glândulas gustativas, a breja cucaracha é muito vista nas mãos da mulherada. Com limão, desce. • Origem: México • Teor alcoólico: 4,5% • Nota: 4,5 Spitfire Variação menos alcoólica da kentish ale, é feita na mesma cervejaria da campeã Bishops Finger. Aliás, diz o rótulo, a mais velha cervejaria britânica. • Veredicto: embora deliciosamente amarga, a Spitfire tem um sabor linear, pouco complexo. Mas a consistência densa resolve a parada. • Origem: Inglaterra • Teor alcoólico: 4,5% • Nota: 7,5 Tripel Kermeliet Uma das famosas "triple ale" (cevada, trigo e aveia) feitas em abadias belgas, essa especiaria rara ainda segue fermentando depois de engarrafada. Uau. • Veredicto: a graduação alcoólica generosa compensa o sabor frutado, quase cítrico, dessa loira quase castanha. • Origem: Bélgica • Teor alcoólico: 8% • Nota: 7,5
  • 8. Wersteiner Preimum Dunkel • Versão morena da marca alemã mais popular. É de malte tostado e de baixa fermentação. • Veredicto: preta como tição, essa alemãzinha de corpo minguado, gentil, poderia ser menos delicada. Aí dava pra derrubar mais umas. • Origem: Alemanha • Teor alcoólico: 4,8% • Nota: 6 Wersteiner Premium Verum A pilsen mais vendida na Alemanha prova que os alemães, ao contrário de nós, brasileiros, são exigentes com qualidade. . • Veredicto: tudo funciona. É seca, levemente cremosa e adstringente do início até o finalzinho do gole. . • Origem: Alemanha • Teor alcoólico: 4,8% • Nota: 7 Xingu - Fantástica stout quando surgiu em Caçador (SC), passou a ser produzida no Paraná e hoje é da Kaiser. Não consta mais a indicação stout no rótulo. • Veredicto: empobreceu, a coitadinha. Ganhou sabor caramelo, que não tinha, e perdeu a consistência "granulada" das stout • Origem: Brasil • Teor alcoólico: 5% • Nota: 5