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AS CASAS RIBEIRINHAS DA
AMAZÔNIA
1. Introdução
Pretendo com este trabalho apresentar um tipo de habitação típica do Brasil nomeadamente as
casas ribeirinhas da Amazônia, quais as suas características e adaptações às condições
climáticas, e aos valores culturais e sociais da região.
2. Definição
A população tradicional que mora nas proximidades dos rios e sobrevive da pesca artesanal, da caça, do
roçado é denominada de ribeirinha. Devido aos aspetos geográficos do país, é na Amazônia que está a
maior parte dessa população. Além das populações nativas, somam-se a esta categoria descendentes de
migrantes do Nordeste do país.
Na segunda metade do século XIX, muitos nordestinos deixaram sua terra natal e seguiram para a
Amazônia atrás dos empregos oferecidos nas empresas que atuavam no ciclo da extração do látex das
árvores conhecidas como seringueiras. Na década de 1950, com a crise da borracha, como ficou conhecida
a queda do mercado brasileiro do látex, os seringueiros, como eram chamados aqueles que se dedicavam
à extração desse material, ficaram sem alternativa de trabalho. A ausência de políticas públicas que
tratassem da desmobilização desse contingente de trabalhadores fez com que eles se espalhassem ao
longo dos rios da floresta amazônica, como o Rio Negro e Rio Amazonas, onde construíram as suas casas.
Por residirem num ambiente onde a força da natureza se faz sentir os ribeirinhos aprenderam a viver num
meio cheio de limitações e desafios impostos pelo rio e pela floresta. A relação desse povo com as
mudanças naturais fez com que eles adaptassem o seu modo de morar e de encontrar os meios para a sua
subsistência. As suas casas foram construídas utilizando a madeira como principal alternativa de
construção.
A grande maioria das casas são
chamadas de palafitas, não possuem
energia elétrica, água encanada e
saneamento básico e estão localizadas
próximas às margens dos rios.
Construídas alguns metros acima do
nível do rio para evitar que sejam
invadidas pelas águas durante as
enchentes, as palafitas ainda possuem
a tecnologia de uso de tábuas para
subir o piso nos períodos de cheia.
O rio possui um papel fundamental na
vida dos ribeirinhos. É através dele
que são estabelecidas as ligações
entre as localidades com a utilização
de jangadas e barcos como o único
meio de transporte. O rio é a sua rua.
E é do rio de que obtêm a sua fonte de
renda e de sobrevivência, ou seja, a
pesca.
Na palafita, o piso de acesso fica em geral
a três a quatro metros sobre o terreno
natural.
Esta altura varia conforme o nível da
maior cheia registada na região.
Encontramos palafitas na Amazônia com
mais de oito metros de altura. A
volumetria é marcada pelos telhados de
duas ou de quatro águas e pelas varandas.
Estas casas são feitas de madeira, material
também utilizado nas vedações.
Nas coberturas são utilizados diversos
materiais desde os industrializados (telhas
metálicas ou de fibrocimento) até as
coberturas feitas com folhas secas
entrançadas.
Nesta foto encontra-se uma construção
palafita, com muitos barrotes fixados ao
solo.
A casa apresenta dois quartos e uma sala na
parte da frente da habitação. O WC foi
construído depois e anexado à casa pela
lavandaria que ficava do lado externo. As
divisões internas da casa são paredes em
madeira. A modulação entre barrotes é de
2,3 metros. Os esteios são pilares de canto
que seguram as tesouras, espaçados 2,3
metros, mas definindo um amplo espaço
interno de 6,9 metros, pois os barrotes não
atravessam o espaço da edificação.
Pode-se observar nesta construção,
as marcas das enchentes nas
paredes externas, assim como os
beirais pequenos típicos das casas
da região.
Estes beirais prejudicam a
durabilidade da madeira devido ao
alto índice pluviométrico da região.
Segundo a proprietária, a água para
beber e cozinhar vem de um poço
artesanal distante da comunidade,
o que faz com que os moradores
procurem essa água por meio de
um barco.
Já a água do rio é bombeada para a
caixa d’água e é usada para lavar a
louça, lavar roupa e tomar banho.
3. CONCLUSÃO
Estas casas representam a capacidade de adaptação do povo da Amazônia ao
meio ambiente. O rio define, o seu modo de transporte, a sua fonte de seu
alimento, comanda a divisão do calendário, define o período do plantio e a
colheita.
Observou-se que em época de cheias os ribeirinhos passam grande parte do
tempo na casa e isolados da comunidade.
Os espaços internos são definidos pela tesoura com, sem e com divisões
internas entre os quartos, sala e cozinha. Portanto a sala ou cozinha em geral
apresenta um espaço livre para os habitantes pendurem as redes de dormir.
Em geral as vedações de cada casa apresentam elementos que diferenciam as
casas uma das outras, com cores vibrantes e a decoração dos frontões, e a
frente da casa é sempre virada para o rio.
https://marcosocosta.wordpress.com/2013/08/17/as-casas-ribeirinhas-da-amazonia/
https://revistes.upc.edu/index.php/SIIU/article/view/9810/1558
http://pportalparamazonia.blogspot.com/2016/11/povos-ribeirinhos-da-amazonia.html
http://www.remade.com.br/noticias/17574/arquiteta-da-usp-faz-projeto-de-moradias-para-
ribeirinhos-do-amazonas
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Casas ribeirinhas

  • 1. AS CASAS RIBEIRINHAS DA AMAZÔNIA
  • 2. 1. Introdução Pretendo com este trabalho apresentar um tipo de habitação típica do Brasil nomeadamente as casas ribeirinhas da Amazônia, quais as suas características e adaptações às condições climáticas, e aos valores culturais e sociais da região.
  • 3. 2. Definição A população tradicional que mora nas proximidades dos rios e sobrevive da pesca artesanal, da caça, do roçado é denominada de ribeirinha. Devido aos aspetos geográficos do país, é na Amazônia que está a maior parte dessa população. Além das populações nativas, somam-se a esta categoria descendentes de migrantes do Nordeste do país. Na segunda metade do século XIX, muitos nordestinos deixaram sua terra natal e seguiram para a Amazônia atrás dos empregos oferecidos nas empresas que atuavam no ciclo da extração do látex das árvores conhecidas como seringueiras. Na década de 1950, com a crise da borracha, como ficou conhecida a queda do mercado brasileiro do látex, os seringueiros, como eram chamados aqueles que se dedicavam à extração desse material, ficaram sem alternativa de trabalho. A ausência de políticas públicas que tratassem da desmobilização desse contingente de trabalhadores fez com que eles se espalhassem ao longo dos rios da floresta amazônica, como o Rio Negro e Rio Amazonas, onde construíram as suas casas.
  • 4. Por residirem num ambiente onde a força da natureza se faz sentir os ribeirinhos aprenderam a viver num meio cheio de limitações e desafios impostos pelo rio e pela floresta. A relação desse povo com as mudanças naturais fez com que eles adaptassem o seu modo de morar e de encontrar os meios para a sua subsistência. As suas casas foram construídas utilizando a madeira como principal alternativa de construção.
  • 5. A grande maioria das casas são chamadas de palafitas, não possuem energia elétrica, água encanada e saneamento básico e estão localizadas próximas às margens dos rios. Construídas alguns metros acima do nível do rio para evitar que sejam invadidas pelas águas durante as enchentes, as palafitas ainda possuem a tecnologia de uso de tábuas para subir o piso nos períodos de cheia.
  • 6. O rio possui um papel fundamental na vida dos ribeirinhos. É através dele que são estabelecidas as ligações entre as localidades com a utilização de jangadas e barcos como o único meio de transporte. O rio é a sua rua. E é do rio de que obtêm a sua fonte de renda e de sobrevivência, ou seja, a pesca.
  • 7. Na palafita, o piso de acesso fica em geral a três a quatro metros sobre o terreno natural. Esta altura varia conforme o nível da maior cheia registada na região. Encontramos palafitas na Amazônia com mais de oito metros de altura. A volumetria é marcada pelos telhados de duas ou de quatro águas e pelas varandas. Estas casas são feitas de madeira, material também utilizado nas vedações. Nas coberturas são utilizados diversos materiais desde os industrializados (telhas metálicas ou de fibrocimento) até as coberturas feitas com folhas secas entrançadas.
  • 8. Nesta foto encontra-se uma construção palafita, com muitos barrotes fixados ao solo. A casa apresenta dois quartos e uma sala na parte da frente da habitação. O WC foi construído depois e anexado à casa pela lavandaria que ficava do lado externo. As divisões internas da casa são paredes em madeira. A modulação entre barrotes é de 2,3 metros. Os esteios são pilares de canto que seguram as tesouras, espaçados 2,3 metros, mas definindo um amplo espaço interno de 6,9 metros, pois os barrotes não atravessam o espaço da edificação.
  • 9. Pode-se observar nesta construção, as marcas das enchentes nas paredes externas, assim como os beirais pequenos típicos das casas da região. Estes beirais prejudicam a durabilidade da madeira devido ao alto índice pluviométrico da região. Segundo a proprietária, a água para beber e cozinhar vem de um poço artesanal distante da comunidade, o que faz com que os moradores procurem essa água por meio de um barco. Já a água do rio é bombeada para a caixa d’água e é usada para lavar a louça, lavar roupa e tomar banho.
  • 10. 3. CONCLUSÃO Estas casas representam a capacidade de adaptação do povo da Amazônia ao meio ambiente. O rio define, o seu modo de transporte, a sua fonte de seu alimento, comanda a divisão do calendário, define o período do plantio e a colheita. Observou-se que em época de cheias os ribeirinhos passam grande parte do tempo na casa e isolados da comunidade. Os espaços internos são definidos pela tesoura com, sem e com divisões internas entre os quartos, sala e cozinha. Portanto a sala ou cozinha em geral apresenta um espaço livre para os habitantes pendurem as redes de dormir. Em geral as vedações de cada casa apresentam elementos que diferenciam as casas uma das outras, com cores vibrantes e a decoração dos frontões, e a frente da casa é sempre virada para o rio.