SlideShare uma empresa Scribd logo
Cartilha residuos-lampadas
Plano de
Gerenciamento Integrado
de Resíduos Pilhas,
Baterias e Lâmpadas
PGIRPBL
Eualdo Lima Pinheiro
Márcio Augusto Pinheiro
Rosana Gonçalves Ferreira Franco
Tânia Cristina de Souza
Belo Horizonte, novembro de 2009
Governador do Estado de Minas Gerais
Aécio Neves da Cunha 
Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
José Carlos Carvalho 
Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam
José Cláudio Junqueira Ribeiro 
Vice-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam
Gastão Vilela França Filho
Diretoria de Qualidade e Gestão Ambiental da Feam
Zuleika S. Chiachio Torquetti 
Gerente de Saneamento Ambiental da Feam
Francisco Pinto da Fonseca
Diretora Executiva do Centro Mineiro de Referência em Resíduos – CMRR
e Supervisora do Termo de Parceria 22/2008
Denise Marília Bruschi 
Coordenação Geral do Minas sem lixões / Fundação Israel Pinheiro – FIP
Magda Pires de Oliveira e Silva
Coordenação Técnica do Minas sem lixões / Fundação Israel Pinheiro – FIP
Eualdo Lima Pinheiro, Luiza Helena Pinto, Renato Rocha Dias Santos
Fotos: Divulgação FIP
Revisão: Leila Maria Rodrigues
Publicado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam e
pela Fundação Israel Pinheiro – FIP (Termo de Parceria 22/2008)
Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam
Rua Espírito Santo, 495 – Centro – 30.160-000 – Belo Horizonte/MG
Tel.: (31) 3219.5730 – feam@feam.br / www.feam.br 
Programa Minas sem lixões
Fundação Israel Pinheiro – FIP
Av. Belém, 40 – Esplanada – 30.285-010 – Belo Horizonte/MG
Tel.: (31) 3281.5845 – minassemlixões@israelpinheiro.org.br
www.israelpinheiro.org.br
Pinheiro, Eualdo Lima
Plano de gerenciamento integrado de resíduos pilhas, baterias e lâmpadas
- PGIRPBL / Eualdo Lima Pinheiro, Márcio Augusto Monteiro, Rosana Gonçalves
Ferreira Franco. -- Belo Horizonte : Fundação Estadual do Meio Ambiente : Fun-
dação Israel Pinheiro, 2009.
36 p. ; il.
Inclui referências.
	
1. Resíduo sólido urbano. 2. Pilhas. 3. Baterias. 4. Lâmpadas. I. Título. II.
Monteiro, Márcio Augusto. III. Franco, Rosana Gonçalves Ferreira. IV. Programa
Minas Sem Lixões. VI. Fundação Estadual do Meio Ambiente.
CDU - 628.4:621.352
1.	 Apresentação..........................................................................................................4
2.	 Introdução...............................................................................................................6
3.	 Definições e Classificação......................................................................................7
	 3.1.	 Pilhas e Baterias..............................................................................................7
		 3.1.1 Reciclagem............................................................................................9
		 3.1.2 Processo Pirometalúrgico....................................................................10
		 3.1.3 Processo Hidrometalúrgico.................................................................10
		 3.1.4 Reciclagem das Baterias Recarregáveis.............................................10
		 3.1.5 Produtos Obtidos a partir da Reciclagem...........................................10
	 3.2.	 Lâmpadas.....................................................................................................11
	 3.3.	 Classificação Quanto à Destinação Final.....................................................13
		 3.3.1 Pilhas e Baterias...................................................................................13
		 3.3.2 Lâmpadas............................................................................................14
	 3.4. Implicações dos Metais Pesados na Saúde e no Meio Ambiente................16
4.	 Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos.................................................18
5. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas,
Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL.........................................................................21
	 5.1. Pontos de Coleta............................................................................................21
	 5.2. Procedimentos de Acondicionamento no Local da Coleta...........................21
	 5.3. Transporte......................................................................................................23
	 5.4. Armazenamento.............................................................................................23
	 5.5. Destinação Final............................................................................................25
	 5.6. Sugestões para Gerenciamento do Programa..............................................25
	 5.7. Implantação...................................................................................................27
6. Monitoramento.......................................................................................................28
	 6.1. Possíveis Indicadores....................................................................................28
7. Fontes de Financiamento......................................................................................31
8. Legislação..............................................................................................................32
	 8.1. Pilhas e Baterias.............................................................................................32
	 8.2. Lâmpadas de Mercúrio..................................................................................32
9. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com
Reciclagem de Pilhas e Baterias...........................................................................33
10. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com
Reciclagem de Lâmpadas...................................................................................33
11. Empresas Instaladas no Brasil Detentoras de Aterro Industrial..........................34
12. Referências .........................................................................................................35
Sumário
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
1. Apresentação
Com o objetivo de orientar os municípios mineiros na gestão adequada
dos resíduos sólidos urbanos, a Fundação Estadual do Meio Ambiente
– Feam lança, em parceria com a Fundação Israel Pinheiro – FIP, a coletânea
Minas sem lixões, composta pelas publicações
• Plano de Gerenciamento Integrado de Coleta Seletiva – PGICS
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Plásticos –
PGIRP
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e
Lâmpadas – PGIRPBL
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de Equipamentos
Elétricos e Eletrônicos – PGIREEE
• Plano de Gerenciamento Integrado de Óleo de Cozinha – PGIOC
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pneumáticos
– PGIRP
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Vítreos – PGIRV
• Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de Construção
Civil – PGIRCC
• Orientações Básicas para Encerramento e Reabilitação de Áreas
Degradadas por Resíduos Sólidos Urbanos
Criado em 2003 pela Feam, o programa Minas sem Lixões, integra-
do em 2007 ao Projeto Estruturador Resíduo Sólido, tem como meta, até
2011, viabilizar o atendimento de, no mínimo, 60% da população urbana
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
com sistemas de tratamento e destinação final adequados de resíduos só-
lidos urbanos, além de atuar para o fim dos lixões em 80% dos 853 municí-
pios mineiros.
Para alcançar esses resultados, o Projeto promove diversas ações,
de maneira a incentivar e orientar os municípios mineiros na elaboração e
implementação do Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Urba-
nos, conforme determinado pela Lei 18.031, de 12 de janeiro de 2009. Na
busca de soluções, uma das estratégias é o apoio na criação de consórcios
intermunicipais, com os objetivos de reduzir custos e formar parcerias estra-
tégias para a melhoria da qualidade ambiental da região. Outra importante
iniciativa é a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos
programas de coleta seletiva, voltados para geração de trabalho e renda,
além do resgate da cidadania.
Em seis anos, Minas Gerais registrou um crescimento de quase 200%
no número de habitantes atendidos por sistemas adequados de disposição
final de resíduos. Mais do que números, esse indicador sinaliza a mudança de
paradigma do poder público e de comportamento da população.
Nesse contexto, a Feam vem fomentando pesquisas para novas
rotas tecnológicas voltadas para a reutilização, reciclagem e geração de
energia renovável a partir da utilização dos resíduos. Mas, antes de tudo,
devemos refletir sobre o consumo consciente. Estamos diante de grandes
inovações, mas para alcançarmos nossos objetivos é preciso que os muni-
cípios e cidadãos participem conosco na construção do futuro sustentável.
Bom trabalho a todos!
José Cláudio Junqueira
	 Presidente da Feam
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Nas últimas décadas, o desenvolvimento da indústria eletroeletrônica tem
trazido muitos benefícios à humanidade, nos mais variados segmentos.
Um exemplo é o conforto proporcionado pelo uso de aparelhos portáteis,
movidos a pilhas ou baterias, tornando o uso prático e econômico.
Outro exemplo surge da necessidade da utilização da iluminação
artificial pelo homem moderno, seja para trabalho, estudo, lazer ou moradia.
Para atender a essa necessidade, existe no mercado uma diversidade de
modelos e tipos de lâmpadas para consumo.
No entanto, esse avanço também traz efeitos colaterais, como a
geração de resíduos de pilhas, baterias e lâmpadas de mercúrio. Alguns
desses produtos possuem em sua constituição metais pesados que, ao se-
rem descartados no lixo comum, podem provocar danos ao meio ambiente
e à saúde pública. Dessa forma, é atribuída a todos – fabricantes/impor-
tadores, distribuidores/revendedores e consumidores – a responsabilidade
pós-consumo.
Este caderno técnico tem como objetivo apresentar diretrizes bási-
cas para elaboração e implantação do Plano de Gerenciamento Integrado
de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL, apresentando alter-
nativas para geração de renda e inclusão social.
2. Introdução
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Para o gerenciamento correto de pilhas, baterias e lâmpadas, o primeiro
passo é conhecer as características desses produtos, pois, uma vez
descartados, podem originar resíduos potencialmente perigosos à saúde
humana e ao meio ambiente.
3.1. Pilhas e Baterias
Definem-se pilhas e baterias como sendo usinas portáteis que trans-
formam energia química em energia elétrica e se apresentam sob várias
formas (cilíndricas, retangulares, botões), conforme a finalidade a que se
destinam. São classificadas de acordo com seus sistemas químicos.
Podem ser divididas em primárias (descartáveis) e secundárias (re-
carregáveis). As pilhas e baterias mais consumidas no Brasil encontram-se
listadas no Quadro 1, para as quais foram identificadas as suas principais
utilizações.
3. Definições e Classificação
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Quadro1–TIPOSDEPILHASEBATERIASMAISCOMUNSNOBRASIL
Primárias
TipoEspécieReduzida1
EspécieOxidada2
Eletrólito3
FormatosUsoComum
zinco
carvão
MnO2
Zn
cloretodezinco
ouamônio
cilíndrico
brinquedos,lanternas,walk-
man,controleremotoetc.
alcalinaMnO2
Znalcalinocilíndrico
brinquedos,lanternas,walk-
man,controleremotoetc.
lítioNãoEspec.Li
alcalinoousol-
venteorgânico
vários
relógioseequipamentos
fotográficos
óxidode
mercúrio
HgOZnalcalinobotão
aparelhosauditivoseequi-
pamentosfotográficos
óxidode
prata
Ag2
OZnalcalinobotão
relógioseletrônicosecalcu-
ladoras
zincoarO2
Znalcalinobotão
aparelhosauditivoseequi-
pamentosfotográficos
Secundário
níquel
cádmio
NiO2
Cdalcalinovários
celulares,ferramentaseletro-
portáteissemfio
chumbo
ácido
PbO2
PbH2
SO4
retangular
bateriasautomotivas,luzes
deemergência,sistemas
dealarmeeequipamentos
hospitalares
Fontes:Cempre,CetemeAbinee
1–Espéciequímicaqueganhaelétrons
2–Espéciequímicaqueperdeelétrons
3–Substânciasque,quandodissolvidasemsoluçãoaquosa,sãocapazesdeconduzircorrenteelétrica
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
TIPOS DE BATERIA PRINCIPAIS USOS
Bateria automotiva, indústrias etc.
Baterias industriais
Baterias utilizadas em aparelhos
celulares, notebook
Bateria botão
3.1.1 Reciclagem
Têm sido realizadas pesquisas de modo a desenvolver processos
para reciclar as baterias usadas ou, em alguns casos, tratá-las para uma
disposição segura. Os processos de reciclagem de pilhas e baterias po-
dem seguir três linhas distintas: a baseada em operações de tratamento
de minérios, a hidrometarlúgica e a pirometarlúgica. Algumas vezes, esses
10
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
processos são específicos para a reciclagem de pilhas, outras vezes, as
pilhas são recicladas juntamente com os outros tipos de matérias.
Apesar de serem constituídas de metais pesados, as baterias de
Ni–Cd são recicláveis. Entretanto, a reciclagem nem sempre é considerada
economicamente viável devido à constante flutuação do preço do cádmio.
Portanto, estudam-se novas alternativas.
3.1.2 Processo Pirometalúrgico
Inicia-se com a desmontagem da bateria e a separação da carcaça,
pilhas e circuito eletrônico. As pilhas são encaminhadas aos fornos para
extração de compostos orgânicos e, em seguida, para a destilação.
Na destilação, o cádmio é evaporado, condensado e depois solidifi-
cado em barras, vendidas aos fabricantes de pilhas e baterias. A escória do
forno são resíduos de aço e níquel, encaminhados para siderúrgicas para
serem utilizadas na produção de aço inoxidável.
3.1.3 Processo Hidrometalúrgico
As baterias são desmontadas para separar as carcaças, o circuito
e as pilhas. As pilhas são trituradas e dissolvidas em meio ácido. Depois, é
realizada uma extração dos solventes, seguida de precipitação.
3.1.4 Reciclagem das Baterias Recarregáveis
Os resíduos de baterias de chumbo ácido possuem valor agregado,
tornando a reciclagem economicamente viável. Esse processo é realizado
por meio da fusão do chumbo em fornos, onde são adicionados produtos
para a redução dos óxidos do metal.
A etapa seguinte é o refino, no qual os procedimentos e proces-
sos irão depender da aplicação do produto final, podendo ser uma liga de
chumbo ou chumbo refinado livre de condicionantes.
3.1.5 Produtos Obtidos a partir da Reciclagem
Segundo a Abinee, os principais produtos comercializados a partir
do processo de recuperação são:
11
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
• cádmio metálico; com pureza superior a 99,95% (é vendido para
as empresas que produzem baterias);
• óxidos metálicos;
• cloreto de cobalto;
• chumbo refinado e suas ligas;
• resíduos contendo aço e níquel utilizados em siderúrgicas;
• níquel e ferro utilizados na fabricação de aço inoxidável.
3.2. Lâmpadas
Existe no mercado uma grande diversidade de lâmpadas com vá-
rias tecnologias de iluminação, tonalidades, tamanhos e poder luminoso,
sendo classificadas de acordo com seu modo de funcionamento. Os tipos
principais são as lâmpadas de descarga e lâmpadas incandescentes.
• lâmpadas fluorescentes de descarga: utilizam um processo de
descarga de corrente elétrica, conduzida por uma substância vo-
látil (mercúrio líquido ou um gás). Os tipos de lâmpadas fluores-
centes são:
Lâmpadas de descarga à baixa pressão do tipo
tubular, circular e compacta, respectivamente
12
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
• lâmpadas incandescentes: utilizam um processo de irradiação
termal, que consiste no aquecimento de um filamento de tungstê-
nio ou no aquecimento de um filamento de tungstênio e um gás
(halógeno).
Lâmpadas de descarga à alta pres-
são do tipo Luz Mista, vapor de sódio
e vapor metálico, respectivamente
13
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
A lâmpada incandescente pode ter seu destino final em aterros
sem restrições de contaminação ambiental por elementos tóxicos.
Contudo, deve-se sempre pensar que a reciclagem é o melhor ca-
minho para a destinação final de qualquer resíduo.
3.3. Classificação Quanto à Destinação Final
3.3.1 Pilhas e Baterias
Quadro 2 – PILHAS E BATERIAS DESTINADAS A ATERROS SANITÁRIOS LICENCIADOS
Tipo / Sistema Destino
comuns e alcalinas
zinco/manganês - alcalina/manganês
aterro sanitário licenciado
especial – niquelmetahidreto (NIMH) aterro sanitário licenciado
especial – íons de lítio aterro sanitário licenciado
especial – zinco-ar aterro sanitário licenciado
especial – lítio aterro sanitário licenciado
pilhas especiais do tipo miniatura, de
vários sistemas
aterro sanitário licenciado
Quadro 3 – PILHAS E BATERIAS DESTINADAS AO RECOLHIMENTO, PARA POSTERIOR
TRATAMENTO
Tipo / composição Aplicação mais usual
bateria de chumbo ácido* indústrias, automóveis, filmadoras
pilhas e baterias de níquel cádmio*
telefone celular, telefone sem fio,
barbeador e outros aparelhos
que usam pilhas e baterias
recarregáveis
pilhas e baterias de óxido de mercúrio*
instrumentos de navegação e apa-
relhos de instrumentação e controle
*Não é permitida a disposição final deste material em aterro sanitário
14
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
3.3.2 Lâmpadas
A Net Resíduos, instituição de Portugal, realizou um estudo sobre os
riscos inerentes ao uso das lâmpadas, com base nas legislações vigentes
na União Européia. Nesse estudo, foi feita a distinção dos tipos de lâmpa-
das existentes em duas categorias, a saber:
• lâmpadas não potencialmente perigosas para o meio ambiente:
lâmpadas incandescentes;
• lâmpadas potencialmente perigosas para o meio ambiente: lâm-
padas contendo mercúrio.
Os Quadros 4 e 5, abaixo, apresentam o resultado dessa classifi-
cação. Existem pelo menos 12 elementos que são utilizados em lâmpadas
que podem originar impactos ambientais negativos – mercúrio, antimônio,
bário, chumbo, cádmio, índio, sódio, estrôncio, tálio, vanádio, ítrio e elemen-
tos de terras raras (ETR).
Quadro 4 – LÂMPADAS NÃO POTENCIALMENTE PERIGOSAS PARA O AMBIENTE
Lâmpadasincandescentes
Tipos Funcionamento Componentes Usos
sem
halógeno
irradiação termal
vidro, metal (alu-
mínio), tungstênio,
criptônio, xenônio
espelhos,
quadros,
mobiliário
de cozi-
nha, áreas
sociais,
exteriores
tungstênio
- halógeno
irradiação termal
vidro de quartzo,
metal (alumínio),
tungstênio, criptô-
nio, xenônio, bro-
mo, cloro, flúor,
iodo, halogênio
- hidrog (insignif)
museus,
hotéis,
restauran-
tes, cam-
pos do
desporto,
parques
de esta-
cionamen-
to, jardins
públicos,
pistas de
aeroportos
Fonte: Net Resíduos
15
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Quadro5–LÂMPADASPOTENCIALMENTEPERIGOSASPARAOAMBIENTE
 Lâmpadasdescargafluorescentes
TIPOSFUNCIONAMENTOCOMPONENTESUSOS
lâmpadas
descargafluo-
rescentes
descargadecorrente
elétrica
vidro,metal(alumínio),mercúrio
(10mg),fósforo,antimônio,estrôncio,
tungstênio,argão,índiobário,ítrio,
chumbo
áreasresidenciais,parques,
grandesáreasdesuper-
fície,hospitais,teatros,
anúncios
vapordemer-
cúriodealta
pressão
descargadecorrente
elétrica
vidro,metal(alumínio),mercúrio,
gasesinertes,estrôncio,bário,ítrio,
chumbo,vanádio
iluminaçãodeentradas,
decoraçãointerior,centros
comerciais,viasdetrânsito,
instalaçõesfabris
vapormetá-
lico
descargadecorrente
elétrica
vidro,metal(alumínio),saldesódio,
mercúrio,iodetosdemetal,gases
inertes,césio,estanho,tálio,estrôn-
cio,bário,ítrio,chumbo,vanádio
zonasabertas,recintosdes-
portivos,zonasindustriais,
iluminaçãopública
vaporde
sódiodealta
pressão
descargadecorrente
elétrica
vidro,metal(alumínio),gásdesódio,
gasesinertes,mercúrio(pequenas
quantidades),bário,ítrio,chumbo,
estrôncio,vanádio
zonasindustriais,ruas,ex-
posições,pontes,linhasde
comboio,estradas,túneis,
indústriapesada
Lâmpadasde
descarganão
fluorescentes
debaixa
pressão
vapordesó-
diodebaixa
pressão
descargadecorrente
elétrica
vidro,alumínio,sódio,mercúrio,
gasesinertes
iluminaçãopública(autoes-
tradas,túneis,parquesde
estacionamento)
sódio–xénon
descargadecorrente
elétrica
vidro,alumínio,sódio,mercúrio,
gasesinertes
ruas,passeios,largos,
parques,áreasresidenciais,
estátuas
Fonte:NetResíduos
16
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
3.4. Implicações dos Metais Pesados na Saúde e no
Meio Ambiente
As pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes configuram-se em uma,
dentre várias outras, fonte de metais, oriundos de objetos que constituem
os resíduos sólidos urbanos. Porém, podem contribuir de forma significativa
para a contaminação do meio ambiente por conterem, em sua composição,
inúmeras substâncias químicas, como metais pesados – chumbo, cádmio
e mercúrio.
A definição encontrada em dicionários técnicos para metais pesa-
dos é a de elementos químicos com densidade acima de 4 g/cm3
ou 5 g/
cm3
. Entre os ecotoxicologistas, no entanto, o termo metal pesado é usado
para aqueles capazes de causar danos ao meio ambiente. A divergência,
no que se refere aos metais pesados, não reside apenas na definição. A es-
colha dos elementos que farão parte desse grupo também é controvertida;
porém, há um consenso com relação aos seguintes elementos: Cd, Hg, Zn,
Cu, Ni, Cr, Pb, Co, V, Ti, Fe, Mn, Ag, Sn, As e Se.
A absorção dos metais pelo organismo humano se dá, prioritaria-
mente, por inalação, seguida da ingestão e, mais raramente, através da
pele. Pelo aparelho respiratório, os metais penetram no organismo através
de poeiras e fumos. Mas a distribuição, deposição, retenção e absorção
dependem das propriedades físico-químicas do material inalado. No Qua-
dro 6 são apresentados os metais, sua procedência e seus efeitos no ser
humano.
17
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Quadro 6 – METAIS, PROCEDÊNCIA E EFEITOS NOS SERES HUMANOS
METAIS DE ONDE VEM EFEITOS
Alumínio
produção de artefatos de
alumínio, serralheria, solgadem
de medicamentos (antiácidos)
e tratamento convencional de
água
anemia por deficiên-
cia de ferro, intoxica-
ção crônica
Arsênio
metalurgia, manufatura de
vidros e fundição
câncer (seios)
Cádmio soldas, tabaco, baterias e pilhas
câncer de pulmões
e próstata, lesão nos
rins
Chumbo
fabricação e reciclagem de
baterias de autos, indústria de
tintas, pintura em cerâmica,
soldagem
saturismo (cólicas
abdominais, tremores,
fraqueza muscular,
lesão renal e cerebral)
Cobalto
preparo de ferramentas de corte
e furadoras
fibrose pulmonar
(endurecimento do
pulmão)
Cromo
indústrias de corantes, esmal-
tes, tintas, lugas com aço e
níquel, cromagem de metais
asma (bronquitre) e
câncer
Fósforo Amarelo
veneno para baratas, rodentici-
das (tipo de inseticida usado na
lavoura)
náuseas, gastrite,
odor de alho, fezes
e vômitos fosfores-
centes, dor muscular,
torpor
Mercúrio
moldes industriais, certas indús-
trias de cloro-soda, garimpo de
ouro, lâmpadas fluorescentes
intoxicação do siste-
ma nervoso central
Níquel
baterias, aramados, fundição e
niquelagem de metais, refinarias
câncer de pulmão e
seios paranasais
Fumos metálicos
vapores (de cobre, cádmio,
ferro, manganês, níquel e zinco)
da soldagem industrial ou da
galvanização de metais
febre, tosse, cansaço
e dores musculares
18
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Adestinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos constitui um
dos maiores problemas da sociedade moderna, já que a sua compo-
sição tem-se modificado muito ao longo dos últimos anos e a geração de
lixo tem crescido surpreendentemente, sobretudo nos países em desenvol-
vimento.
Esses dois fatores associados têm criado uma necessidade de se
buscar novos conceitos e soluções, dentro de uma visão de sustentabilidade
abrangente e comprometida com a proteção ambiental. A nova abordagem
ambiental e técnica preconiza a elaboração de Planos de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos Urbanos – PGIRSU, propiciando a caracterização e
a quantificação dos resíduos gerados, visando a obter serviços com mais
qualidade, com custos reduzidos e aplicação de ações que incentivem a
redução, a reciclagem e o reaproveitamento.
A geração de resíduos ocorre em quantidades e composições que
variam de acordo com o nível de desenvolvimento econômico da população
e de diferentes aspectos culturais e sociais, dentre outras características
locais. As principais categorias de resíduos urbanos estão descritas no qua-
dro a seguir. 
4. Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos
19
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Quadro 7 – CATEGORIA DE RESÍDUOS URBANOS E EXEMPLIFICAÇÃO
CATEGORIA EXEMPLOS
Matéria Orgânica Restos alimentares, podas de árvores etc.
Plástico Sacos, sacolas, embalagens de refrigerantes, água e leite,
recipientes de produtos de limpeza e higiene, esponjas,
isopor, utensílios de cozinha, látex, copos descartáveis,
brinquedos etc.
Papel e papelão Caixas, revistas, jornais, cartões, papel, cadernos, livros,
pastas, cartolinas, papéis de embalagens etc.
Vidro Copos, garrafas de bebidas, pratos, espelho, embalagens
de produtos de limpeza, de beleza e alimentícios etc.
Metal ferroso Palha de aço, alfinetes, agulhas, embalagens de produtos
alimentícios etc.
Metal não ferroso Latas de bebida, restos de cobre e de chumbo, fiação
elétrica etc.
Madeira Caixas, tábuas, palitos de fósforo, palitos de picolé, tam-
pas, móveis etc.
Panos, trapos,
couro e borracha
Roupas, panos de limpeza, pedaços de tecido, bolsas,
mochilas, sapatos, tapetes, luvas, cintos, balões etc.
Contaminante
químico
Pilhas, medicamentos, lâmpadas, inseticidas, raticida,
colas em geral, cosméticos, vidro de esmaltes, embala-
gens de produtos químicos, latas de óleo de motor, latas
com tintas, embalagens pressurizadas, canetas com carga,
papel carbono, filme fotográfico, equipamentos eletroeletrô-
nicos etc.
Contaminante
biológico
Papel higiênico, cotonetes, algodão, curativos, gazes e
panos com sangue, fraldas descartáveis, absorventes
higiênicos, seringas, lâminas de barbear, cabelos, cera de
depilação, embalagens de anestésicos, luvas etc.
Pedra, terra e
cerâmica
Vasos de flores, pratos, restos de construção, terra, tijolos,
cascalho, pedras decorativas etc.
Diversos Velas de cera, restos de sabão e sabonete, carvão, giz,
pontas de cigarro, rolhas, cartões de crédito, embalagens
longa vida, embalagens metalizadas, sacos de aspirador
de pó,  óleo de cozinha e materiais de difícil identificação.
Fonte: PESSIN, 2002
20
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
A gestão integrada de resíduos é um conjunto articulado de ações
normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que uma administra-
ção municipal deve desenvolver com base em critérios sanitários, ambientais
e econômicos, para coletar, transportar, segregar, tratar e dispor o lixo.
O Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Pilhas, Baterias
e Lâmpadas – PGIRPBL deve estar inserido no Plano de Gerenciamento
Integrado de Coleta Seletiva – PGICS que, por sua vez, integra o Plano de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos – PGIRSU, conforme fluxo-
grama abaixo:
PGIRPBL
PGICS
PGIRSU
O PGIRPBL irá descrever especificamente a legislação existente,
definições e ações referentes aos processos de coleta, transporte, armaze-
namento e destinação final dos resíduos pilhas, baterias e lâmpadas.
21
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
5. Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos
Pilhas, Baterias e Lâmpadas – pgiRpbl
Oobjetivo deste tópico é fornecer subsídios para implementar a coleta
seletiva, transporte, armazenamento e destinação final de pilhas, ba-
terias e lâmpadas, em atendimento ao estabelecido na Resolução Conama
401/08 (pilhas e baterias), na Lei Estadual 13.766, de 2000, (pilhas, baterias
e lâmpadas) e na Lei Estadual 18.031, de 2009 (resíduos especiais e peri-
gosos).
A política que deve ser adotada para o PGIRPBL é a de GESTÃO
COMPARTILHADA, em que se define a cadeia de responsabilidades, ca-
bendo atribuições aos fabricantes/importadores, distribuidores/revendedo-
res e consumidores.
5.1. Pontos de Coleta
As caixas coletoras deverão ser distribuídas entre organizações
como postos de combustível, redes autorizadas, shoppings, empresas,
escolas, URPVs – Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, coo-
perativas de catadores, Locais de Entregas Voluntárias – LEVs, Pontos de
Entregas Voluntárias – PEVs etc.
Nos estabelecimentos em que pilhas, baterias e lâmpadas são co-
mercializadas, sugere-se que as caixas coletoras estejam dispostas em lo-
cais de grande visibilidade, identificadas com instruções sobre o descarte
correto no interior dos estabelecimentos.
5.2. Procedimentos de Acondicionamento no Local da
Coleta
Para pilhas e baterias, o recipiente deve ser resistente, devido ao
peso do material que será ali depositado. As caixas devem ser de materiais
não condutores de eletricidade. Adverte-se para a não utilização de tambo-
res ou contêineres metálicos, de modo a evitar a formação de curto circuitos
e vazamentos precoces da pasta eletrolítica, o que tornará a manipulação
do material mais difícil.
22
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Modelos das caixas utilizadas
Para lâmpadas, sugere-se aproveitar as embalagens originais para
seu acondicionamento. Caso não seja possível, deverão ser utilizados pa-
pelão, papel ou jornal e fitas colantes resistentes para envolvê-las, prote-
gendo-as contra choques.
Modelos das caixas utilizadas
As lâmpadas quebradas ou danificadas devem ser armazenadas
separadamente das demais, em recipientes fechados, revestido interna-
mente com saco plástico e devidamente identificado. Importante: o manu-
23
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
seio de lâmpadas quebradas (casquilhos) deve ser realizado com uso de
Equipamentos de Proteção Individual – EPIs.
5.3. Transporte
Deve-se aproveitar o sistema de coleta já existente no município,
implementando nos caminhões coletores de lixo recipientes para colocação
dos resíduos de pilhas, baterias e lâmpadas. O material coletado deverá ser
encaminhado para uma central de armazenamento, a ser definida pelo mu-
nicípio. Uma vez armazenados contatar o fabricante e/ou importador para
destinação correta do material.
Todo o material transportado deverá estar em condições de acon-
dicionamento apropriadas, para que não cause nenhum dano ao meio am-
biente e à saúde do trabalhador.
O transporte dos locais de coleta, para a central de armazenamen-
to provisória, deverá ser realizado periodicamente para que não acumule
grandes quantidades. A frequência de coleta dependerá da necessidade
de cada município.
Os trabalhadores envolvidos no transporte das pilhas, baterias
e lâmpadas devem usar Equipamentos de Proteção Individual –
EPIs.
5.4. Armazenamento
O armazenamento consiste na contenção temporária de resíduos
em área autorizada pelas instituições governamentais, enquanto se aguar-
da o alcance do volume mínimo viável à destinação final. As centrais de ar-
mazenamento podem ser compartilhadas por diversos municípios por meio
da formalização de consórcios intermunicipais, objetivando a minimização
dos custos de implantação.
O local para armazenamento das pilhas, baterias e lâmpadas usa-
das deverá ser coberto e bem ventilado, protegido do sol e das chuvas, a
fim de que o material seja mantido seco.
O armazenamento das pilhas, baterias e lâmpadas deverá atender
24
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
à norma NBR12235-04/1992 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Peri-
gosos – ABNT.
Atualmente, existem soluções de sistemas portáteis para o descarte
adequado das lâmpadas fluorescentes queimadas, nos quais se armaze-
nam todos os componentes das lâmpadas, separando-os e possibilitando
a reutilização de seus resíduos. Um deles é composto de tambor de 200
litros, sistema interno de aspiração e filtragem de gases, sistema eletrônico
de contagem de lâmpadas, controle de vida útil de filtros e desligamento
automático. Por ser portátil, reduz custos de transporte para as empresas de
descontaminação, além da diminuição do espaço na estocagem, uma vez
que o vidro da lâmpada é triturado.
Sistema portátil de acondicionamento de lâmpadas
O acondicionamento correto de lâmpadas deve ser em recipientes
que as proteja contra impactos acidentais e auxilie no transporte para se-
rem descontaminadas/tratadas.
Modelo de contêiner utilizado pela empresa Apliquim
Os recipientes para acondicionamento de pilhas e baterias devem
ter resistência física a pequenos impactos, durabilidade, estanqueidade e
adequação com o equipamento de transporte.
25
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Bombonas de PVC
Todo e qualquer recipiente utilizado no acondicionamento das pi-
lhas e baterias deve ser rotulado para possibilitar a identificação do material
ali presente. Caso as pilhas e baterias sejam segregadas de acordo com
seus sistemas químicos em diferentes bombonas plásticas, deve-se inserir
no rótulo de cada uma delas o tipo de pilha/bateria, período de recolhimen-
to, responsável e destino final.
5.5. Destinação Final
De acordo com a Resolução Conama 401/08, as pilhas e baterias
que atenderem aos limites previstos poderão ser dispostas com os resíduos
domiciliares em aterros sanitários e industriais licenciados. Cabe mencionar
que a referida Resolução determina que os fabricantes e os importadores
de pilhas e baterias ficam obrigados a implantar os sistemas de reutilização,
reciclagem, tratamento ou disposição final, obedecida à legislação em vi-
gor, o que define a participação obrigatória deles no PGIRPBL.
Em relação às lâmpadas, as alternativas existentes para a destina-
ção final e/ou tratamento estão relacionadas abaixo e deve ser realizada por
empresas especializadas e licenciadas, uma vez que são processos que
necessitam de equipamentos especiais:
• disposição em aterros industriais (com ou sem um pré-tratamento);
• trituração e descarte sem separação dos componentes;
• encapsulamento;
26
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
• incineração;
• reciclagem e recuperação do mercúrio.
5.6. Sugestões para Gerenciamento do Programa
Dada a complexidade operacional de um programa de coleta sele-
tiva, é fundamental a atuação do gestor, que será responsável pela implan-
tação e condução do programa, visando a sua efetividade e durabilidade. A
seguir, são sugeridas suas funções e uma equipe mínima necessária para
sua composição.
As funções do gestor consistem em:
• identificar potenciais parceiros para a implantação e a manuten-
ção do programa e manter a prospecção em busca de novas par-
cerias;
• definir e formalizar, por meio de contratos e termo de compro-
misso, as atividades que serão desenvolvidas por parceiros ou
serviços de terceiros como, por exemplo, a aquisição de cestas
coletoras e sua instalação, coleta e destino do material recolhido;
• coordenar as ações de marketing e mídia que garantam publicida-
de às instituições parceiras;
• coordenar as campanhas de sensibilização do programa de cole-
ta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas, assim como o processo
de capacitação dos recursos humanos, que serão desenvolvidas
pelo comitê de educação;
• promover a articulação entre os parceiros de modo a otimizar a
capilaridade disponibilizada;
• divulgar os pontos onde se encontram instaladas as caixas coleto-
ras, além de registrar a quantidade de pilhas, baterias e lâmpadas
que estão sendo coletadas por cada instituição, sua destinação
final e outras informações válidas;
• obter autorização para o transporte e destinação final das pilhas,
baterias e lâmpadas usadas no(s) órgão(s) ambiental(is).
Equipe fixa sugerida, com as respectivas funções:
• coordenador: operacionalizar as funções do gestor, coordenando
o programa e verificando o funcionamento da logística;
27
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
• assistente técnico de coordenação: orientar e fornecer informa-
ções técnicas sobre o programa, incluindo palestras, elaboração
de relatórios etc;
• secretário(a): efetuar e atualizar os registros dos pontos de coleta,
atendimento ao público (telefone e e-mail); agenda, clipping etc.
Serviços contratados, com as respectivas funções:
• operadores: instalar cestas, coletar e dar a destinação correta do
material coletado;
• contador: realizar o recebimento/pagamento de materiais e servi-
ços destinados ao programa;
• auxiliar de marketing: definir ações de e comunicação (identidade
visual, produção gráfica, plano de mídia e web);
• comitê de Educação: promover a capacitação dos recursos hu-
manos envolvidos no programa, assim como disseminar o progra-
ma de coleta seletiva, por meio de palestras e de outras ativida-
des. É importante ressaltar que esse comitê será composto tanto
por profissionais contratados, como por voluntários.
5.7. Implantação
A seguir, são sugeridas algumas etapas para a implantação de um
programa de coleta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas:
• definição da área de atuação/abrangência;
• identificação da entidade gestora do programa;
• identificação dos parceiros, apoio financeiro e/ou institucional;
• capacitação de mão de obra para as atividades de coleta, segre-
gação, acondicionamento e armazenamento das pilhas, baterias
e lâmpadas;
• identificação dos pontos de coleta;
• identificação e definição do ponto de armazenamento;
• definição da opção de destino final do material recolhido;
• processo de sensibilização com data de lançamento da campa-
nha de coleta;
• instalação das cestas coletoras.
28
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
6. Monitoramento
Omunicípio, após a implantação do PGIRPBL, deve desenvolver um pro-
grama de monitoramento para avaliação dos resultados. Tal avaliação
é de grande importância, pois, por meio dela, torna-se possível identificar as
etapas que necessitam de correções em busca da melhoria contínua do pro-
cesso de disposição adequada dos resíduos pilhas, baterias e lâmpadas.
O monitoramento deve avaliar todas as etapas, desde a educação
ambiental até a destinação final, buscando sempre aumentar o número de
colaboradores no PGIRPBL, pois a maior adesão de geradores reflete dire-
tamente na melhoria da condição ambiental.
Os resultados encontrados a partir do monitoramento devem estar
disponíveis para os envolvidos e para a população do município, concreti-
zando o trabalho desenvolvido pela prefeitura e promovendo novas iniciati-
vas. A implantação de atividades de monitoramento necessita de uma sele-
ção prévia de indicadores, que ilustre, de forma simples, o funcionamento
do PGIRPBL.
6.1. Possíveis Indicadores
• número de fabricantes, importadores e comerciantes de pilhas,
baterias e lâmpadas no município;
• percentual de estabelecimentos inscritos para instalação de pon-
tos de coleta dos resíduos;
• número de estabelecimentos recebedores dos resíduos pilhas,
baterias e lâmpadas;
• número de agentes envolvidos no programa de coleta;
• percentual de geração de emprego e renda;
• grau de conhecimento do programa pela população;
• quantidade de resíduos recebidos por dia, estimativa da quantida-
de de resíduos que deixaram de ser encaminhados aos depósitos
de lixo.
Definidos os indicadores, os dados podem ser coletados por técni-
cos (manualmente), por meio de planilhas simples que podem ser adapta-
das para cada situação, conforme quadro a seguir:
29
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Quadro8–EXEMPLODEINDICADORESASEREMMONITORADOS
ITEMDESCRIÇÃOUNIDADEQUANTIDADEINDICADORES
Númerodeestabelecimentos
inscritosparaorecebimentodos
RPBL
unidade10
50%=estabelecimentoscominstala-
çãodepontosdecoletadoRPBL
Númerodepontosdecoletasins-
talados
unidade5
Pesototaldomaterialcoletado
diariamentetoneladas0,5
0,5t/dia=quantidadederesíduos
quedeixaramdeserencaminhados
aoslixões
Númerodecatadoresnodepósi-
todelixo
unidade4
100%=geraçãodeempregoerenda
Númerodecatadoresquemigra-
ramparacoletaseletivaunidade4
Pesquisadeopiniãopúblicaso-
breoprogramaunidade
Amostrasignifica-
tiva
(100pessoas)
70%=dapopulaçãocomconheci-
mentodoprograma
30
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
Além de indicadores, é de extrema importância adotar procedimen-
tos de monitoramento de ocorrências, também de forma simples, por meio
de planilhas, como sugerido no Quadro 9:
Quadro 9 – EXEMPLO DE REGISTRO DE OCORRÊNCIAS E AÇÕES A SEREM DESEN-
VOLVIDAS
DATA PONTO DE COLETA OCORRÊNCIA AÇÕES
Agência bancária Não havia material Promover
campanhas
educativas
Rodoviária A caixa de cole-
ta necessita de
reparos
Recolher, re-
parar e colocar
uma substituta
Escola Necessidade de
substituição da
tampa do reci-
piente
Substituir de
imediato
Rua José Maria O recipiente coletor
sofreu vandalismo
Transferir para
um local mais
seguro
31
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
7. Fontes de Financiamento
Para os municípios que se interessem em implantar o PGIRPBL e não
possuem recursos financeiros suficientes, as seguintes fontes de finan-
ciamento são citadas como alternativas para a disponibilização de verbas:
• Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável
das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais – Fhidro;
• Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG;
• Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais –
Fapemig;
• Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT;
• Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –
BNDES;
• Fundação Nacional de Saúde – Funasa;
• Caixa Econômica Federal – CEF;
• Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e de Política
Urbana – Sedru.
32
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
8. Legislação
8.1. Pilhas e Baterias
Em 2008, o Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou a Re-
solução Conama 401, de 4-11-2008, que estabelece os limites máximos
de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no
território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento am-
bientalmente adequado, e dá outras providências, revogando a Resolução
Conama 257/99.
No Estado de Minas, a Lei 13.766, de 2000, em seu art. 4º., atribui
ao Conselho Estadual de Política Ambiental – Copam a competência de
estabelecer normas para recolhimento, reutilização e reciclagem.
8.2. Lâmpadas de Mercúrio
No Brasil não existe legislação federal específica que abarca os di-
versos aspectos para o descarte e disposição de lâmpadas usadas con-
tendo mercúrio. A Constituição Federal de 1998, no Capítulo VI, ao tratar do
meio ambiente, faz uma abordagem genérica e atribui ao poder público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as gerações presen-
tes e futuras.
A Lei 13.766, de novembro de 2000, mencionada nesta cartilha,
também aborda sobre a disposição final de lâmpadas fluorescente. No ní-
vel do Conama, foi criado Grupo de Trabalho, responsável pela elaboração
do “Documento de Recomendações a Serem Implementadas pelos Órgãos
Competentes em Todo o Território Nacional Relativas às Lâmpadas com
Mercúrio”.
33
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
9. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com
Reciclagem de Pilhas e Baterias
Apliquim Equipamentos e Produtos Químicos Ltda – localizada em Paulínia,
São Paulo
Suzaquim Indústrias Químicas Ltda – localizada em Suzano, São Paulo
10. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham
com Reciclagem de Lâmpadas
Apliquim Equipamentos e Produtos Químicos Ltda – localizada em Paulínia,
São Paulo
Brasil Recicle Ltda. – localizada em Indaial, Santa Catarina
HG Descontaminação Ltda. – localizada em Nova Lima, Minas Gerais
Mega Reciclagem de Materiais Ltda. – localizada em Curitiba, Paraná
Naturalis Brasil Desenvolvimento de Negócios – localizada em Jundiaí, São
Paulo
Recitec – Reciclagem Técnica do Brasil Ltda. – localizada em Pedro Leopol-
do, Minas Gerais
Silex Indústria e Comercio de Produtos Químicos e Minerais Ltda. – localiza-
da em Morro da Fumaya, Santa Catarina
34
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
11. Empresas Instaladas no Brasil Detentoras de
Aterro Industrial
Bayer S.A. – localizada em Belford Roxo, Rio de Janeiro
SASA Sistemas Ambientais Com. Ltda. – localizada em Tremembé, São
Paulo
Ecossistema – localizada em São José dos Campos, São Paulo
Boa Hora – localizada em Mauá, São Paulo
Vega – localizada em São Paulo, São Paulo
Cavo – localizada em Curitiba, Paraná
É válido ressaltar que a relação fornecida tem como único objetivo
orientar e informar sobre algumas das atuais alternativas para destinação
de pilhas, baterias e lâmpadas existentes no Brasil, cabendo aos gestores
implantar um programa de coleta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas.
35
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
12. Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR.12.235.
Armazenamento de resíduos sólidos perigosos. Rio de Janeiro, 1992.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10004.
Resíduos sólidos: classificação. Rio de Janeiro, 2004.
BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA. Acompanha-
mento de processos. Processo: 02000.001522/2001-43. Dispõe sobre resí-
duos de lâmpadas mercuriais. Disponível em: http://www.mma.gov.br/co-
nama/processo.cfm?processo=02000.001522/2001-43. Acesso em: 10
out. 2009.
GUIA de coleta seletiva de pilhas e baterias. Disponível em: http://www.re-
sol.com.br/textos/GUIA%20PARA%20COLETA%20SELETIVA%20DE%20PIL
HAS%20E%20BATERIAS.pdf. Acesso em 12 out. 2009.
PALANCO, Sara Leonor Cambeses. A situação da destinação pós-consu-
mo de lâmpadas de mercúrio no Brasil. 2007. Dissertação. (Mestrado em
Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos) – Escola de Engenharia
Mauá de Tecnologia, São Caetano do Sul – São Paulo, 2007 119 f. Dispo-
nível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.
do?select_action=co_obra=81319. Acesso 15 out. 2009.
PILHAS e baterias: Sem agressões ao meio ambiente. Revista Abinee, São
Paulo, n. 09, p. 16-17, mar. 2000.
ZANICHELI, Claudia et al. Reciclagem de lâmpadas: aspectos ambientais e
Tecnológicos. 2004. TCC (Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia
Ambiental) - Centro de Ciências Exatas Ambientais e de Tecnologia, Ponti-
fícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2004. Disponível em:
Reciclagem de Lâmpadas - Aspectos Ambientais e Tecnológicos. Dis-
ponível em: http://www.apliquim.com.br/downloads/lampadas_pucc.pdf.
Acesso em: 20 set. 2009.
APLIQUIM. Tecnologia ambiental: soluções para um mundo sustentável.
Disponível em: http://www.apliquim.com.br. Acesso em: 20 set. 2009.
Associação Brasileira da Industria Elétrica e eletrônica (ABIEE). Revista
36
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL
ABIEE. Disponível em: http://www.abinee.org.br/informac/revista.htm.
Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.
BRASIL RECICLE. Disponível em: http://www.brasilrecicle.com.br. Aces-
so em: Acesso em: 20 set. 2009.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Núcleo de Gestão Ambiental. A coleta se-
letiva do lixo no Anexo IV. Disponível em: http://www2.camara.gov.br/pro-
gramas/ecocamara/colseletiva.monitoramento.html. Acesso em: Acesso
em: 20 set. 2009.
Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE). Disponível em:
http://www.cempre.org.br/. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Disponível em: http://
www.mma.gov.br/conama/. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.
EPBA-EROPE.ORG. Disponível em: www.epba-europe.org/docs/tech01.
htm. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.
GRADIENTE. Disponível em: www.gradiente.com.br. Acesso em: 20 set.
2009.
MEGA RECICLAGEM: descontaminação de lâmpadas. Disponível em:
http://www.megareciclagem.com.br. Acesso em: Acesso em: 20 set.
2009.
MRT SYSTEM. Disponível em: http://www.mrtsystem.com/home/. Aces-
so em: Acesso em: 20 set. 2009.
NATURALIS BRASIL. Disponível em: http://www.naturalisbrasil.com.br/.
Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação workshop biodiversidade apa do pratigi
Apresentação workshop biodiversidade   apa do pratigiApresentação workshop biodiversidade   apa do pratigi
Apresentação workshop biodiversidade apa do pratigi
Roque Fraga
 
Serie corredores 1
Serie corredores 1Serie corredores 1
Serie corredores 1
EsperancaConduru
 
Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil
Madeira - Uso Sustentável na Construção CivilMadeira - Uso Sustentável na Construção Civil
Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil
guest6ea8913
 
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
forumsustentar
 
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
forumsustentar
 
Cartilha a3p 36
Cartilha a3p 36Cartilha a3p 36
Cartilha a3p 36
Milton Braga
 
Comparação de instituições
Comparação de instituiçõesComparação de instituições
Comparação de instituições
andre6990
 
O papel do biogás na pol do meio ambiente
O papel do biogás na pol do meio ambienteO papel do biogás na pol do meio ambiente
O papel do biogás na pol do meio ambiente
Embaixada da República Federal da Alemanha no Brasil
 
Agenda Ambiental na Administração Pública
Agenda Ambiental na Administração PúblicaAgenda Ambiental na Administração Pública
Agenda Ambiental na Administração Pública
Ricardo Ferrao
 
Desafio para enfrentar as mudancas climáticas
Desafio para enfrentar as mudancas climáticasDesafio para enfrentar as mudancas climáticas
Desafio para enfrentar as mudancas climáticas
Sistema Municipal de Bibliotecas
 
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logosApresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
ominassemlixoes
 
Ibama 08 a 29-04
Ibama   08 a 29-04Ibama   08 a 29-04
Ibama 08 a 29-04
Douglas Marcos
 
Relatório de estágio i elton
Relatório de estágio i   eltonRelatório de estágio i   elton
Relatório de estágio i elton
Elton Nanda
 
Manual de compras sustentveis ifmt
Manual de compras sustentveis ifmtManual de compras sustentveis ifmt
Manual de compras sustentveis ifmt
Rodrigo Lemos
 
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
REDERESÍDUO
 
Projeto hidroambiental ute rio curimatai
Projeto hidroambiental   ute rio curimataiProjeto hidroambiental   ute rio curimatai
Projeto hidroambiental ute rio curimatai
CBH Rio das Velhas
 

Mais procurados (16)

Apresentação workshop biodiversidade apa do pratigi
Apresentação workshop biodiversidade   apa do pratigiApresentação workshop biodiversidade   apa do pratigi
Apresentação workshop biodiversidade apa do pratigi
 
Serie corredores 1
Serie corredores 1Serie corredores 1
Serie corredores 1
 
Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil
Madeira - Uso Sustentável na Construção CivilMadeira - Uso Sustentável na Construção Civil
Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil
 
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2
 
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
Felipe starling apresentação sustentar 23.08.2011 v2 felipe
 
Cartilha a3p 36
Cartilha a3p 36Cartilha a3p 36
Cartilha a3p 36
 
Comparação de instituições
Comparação de instituiçõesComparação de instituições
Comparação de instituições
 
O papel do biogás na pol do meio ambiente
O papel do biogás na pol do meio ambienteO papel do biogás na pol do meio ambiente
O papel do biogás na pol do meio ambiente
 
Agenda Ambiental na Administração Pública
Agenda Ambiental na Administração PúblicaAgenda Ambiental na Administração Pública
Agenda Ambiental na Administração Pública
 
Desafio para enfrentar as mudancas climáticas
Desafio para enfrentar as mudancas climáticasDesafio para enfrentar as mudancas climáticas
Desafio para enfrentar as mudancas climáticas
 
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logosApresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
Apresentação consórcios montes claros edicleusa e paulo logos
 
Ibama 08 a 29-04
Ibama   08 a 29-04Ibama   08 a 29-04
Ibama 08 a 29-04
 
Relatório de estágio i elton
Relatório de estágio i   eltonRelatório de estágio i   elton
Relatório de estágio i elton
 
Manual de compras sustentveis ifmt
Manual de compras sustentveis ifmtManual de compras sustentveis ifmt
Manual de compras sustentveis ifmt
 
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Sil...
 
Projeto hidroambiental ute rio curimatai
Projeto hidroambiental   ute rio curimataiProjeto hidroambiental   ute rio curimatai
Projeto hidroambiental ute rio curimatai
 

Destaque

Cartilha residuos-lampadas
Cartilha residuos-lampadasCartilha residuos-lampadas
Cartilha residuos-lampadas
Ana Lucia Gouveia
 
Guided
GuidedGuided
Guided
awdfyjjol
 
Uts imk
Uts imkUts imk
Uts imk
candra_b_039
 
Creasey Cabin Series
Creasey Cabin SeriesCreasey Cabin Series
Creasey Cabin Series
cadman
 
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving NewslettersApplying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
Kivi Leroux Miller
 
Connect with your patrons in the digital world
Connect with your patrons in the digital worldConnect with your patrons in the digital world
Connect with your patrons in the digital world
Bobbi Newman
 
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing GuideThank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
Kivi Leroux Miller
 
Les riuades del sege XX al Pallars
Les riuades del sege XX al PallarsLes riuades del sege XX al Pallars
Les riuades del sege XX al Pallars
amestre4
 

Destaque (10)

Cartilha residuos-lampadas
Cartilha residuos-lampadasCartilha residuos-lampadas
Cartilha residuos-lampadas
 
Gráficas
GráficasGráficas
Gráficas
 
Guided
GuidedGuided
Guided
 
111111
111111111111
111111
 
Uts imk
Uts imkUts imk
Uts imk
 
Creasey Cabin Series
Creasey Cabin SeriesCreasey Cabin Series
Creasey Cabin Series
 
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving NewslettersApplying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
Applying Hot Trends in Nonprofit Marketing to Planned Giving Newsletters
 
Connect with your patrons in the digital world
Connect with your patrons in the digital worldConnect with your patrons in the digital world
Connect with your patrons in the digital world
 
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing GuideThank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
Thank You for Helping Me Write The Nonprofit Marketing Guide
 
Les riuades del sege XX al Pallars
Les riuades del sege XX al PallarsLes riuades del sege XX al Pallars
Les riuades del sege XX al Pallars
 

Semelhante a Cartilha residuos-lampadas

Programa ECO Recicla -
Programa ECO Recicla -  Programa ECO Recicla -
Programa ECO Recicla -
Elaine Santos
 
Manual de Economia de Energia
Manual de Economia de EnergiaManual de Economia de Energia
Manual de Economia de Energia
Sérgio Amaral
 
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
malanger
 
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
Fernando Alcoforado
 
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
Fernando Alcoforado
 
Curso de bioconstrução
Curso de bioconstruçãoCurso de bioconstrução
Curso de bioconstrução
Elisangela Daniel
 
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos - Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
Tainá Bimbati
 
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃOCURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
Míriam Morata Novaes
 
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio AmbienteCurso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
Carol Daemon
 
Ministério do Meio Ambiente
Ministério do Meio AmbienteMinistério do Meio Ambiente
Ministério do Meio Ambiente
Cláudio Urbano Santos de Castro
 
05 sustentabilidade&pegada ecologica
05 sustentabilidade&pegada ecologica05 sustentabilidade&pegada ecologica
05 sustentabilidade&pegada ecologica
Paulo Cruz
 
Guia gestao energetica
Guia gestao energeticaGuia gestao energetica
Guia gestao energetica
Silas Ferreira Alves
 
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogásEficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
Jose de Souza
 
Ivro ag 21
Ivro ag 21Ivro ag 21
Curso de biocontrução
Curso de biocontruçãoCurso de biocontrução
Curso de biocontrução
Mikhael Pontes Gonçalves
 
Curso de Bioconstrução - manual
Curso de Bioconstrução - manualCurso de Bioconstrução - manual
Curso de Bioconstrução - manual
regenerabioconstrucao
 
Curso bioconstrução
Curso bioconstruçãoCurso bioconstrução
Curso bioconstrução
leopaiva217101
 
Redução da emissão de gases
Redução da emissão de gasesRedução da emissão de gases
Redução da emissão de gases
vitorsallespina
 
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
Bruno Xavier
 
Redução da emissão de gases (1)
Redução da emissão de gases (1)Redução da emissão de gases (1)
Redução da emissão de gases (1)
gabisales
 

Semelhante a Cartilha residuos-lampadas (20)

Programa ECO Recicla -
Programa ECO Recicla -  Programa ECO Recicla -
Programa ECO Recicla -
 
Manual de Economia de Energia
Manual de Economia de EnergiaManual de Economia de Energia
Manual de Economia de Energia
 
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
Modelo apresentação ciclo MAUI 2016
 
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
 
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
A economia circular para evitar a exaustão dos recursos naturais do planeta t...
 
Curso de bioconstrução
Curso de bioconstruçãoCurso de bioconstrução
Curso de bioconstrução
 
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos - Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
Caderno Educação Ambiental do Governo do Estado de SP - Resíduos Sólidos -
 
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃOCURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
CURSO DE BIOCONSTRUÇÃO
 
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio AmbienteCurso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
Curso básico de bioconstrução Ministério do Meio Ambiente
 
Ministério do Meio Ambiente
Ministério do Meio AmbienteMinistério do Meio Ambiente
Ministério do Meio Ambiente
 
05 sustentabilidade&pegada ecologica
05 sustentabilidade&pegada ecologica05 sustentabilidade&pegada ecologica
05 sustentabilidade&pegada ecologica
 
Guia gestao energetica
Guia gestao energeticaGuia gestao energetica
Guia gestao energetica
 
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogásEficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
Eficiência energética de biocombustíveis compressão de biogás
 
Ivro ag 21
Ivro ag 21Ivro ag 21
Ivro ag 21
 
Curso de biocontrução
Curso de biocontruçãoCurso de biocontrução
Curso de biocontrução
 
Curso de Bioconstrução - manual
Curso de Bioconstrução - manualCurso de Bioconstrução - manual
Curso de Bioconstrução - manual
 
Curso bioconstrução
Curso bioconstruçãoCurso bioconstrução
Curso bioconstrução
 
Redução da emissão de gases
Redução da emissão de gasesRedução da emissão de gases
Redução da emissão de gases
 
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
Reduodaemissodegases 131001114428-phpapp02
 
Redução da emissão de gases (1)
Redução da emissão de gases (1)Redução da emissão de gases (1)
Redução da emissão de gases (1)
 

Mais de Ana Lucia Gouveia

Gestao marketing
 Gestao marketing Gestao marketing
Gestao marketing
Ana Lucia Gouveia
 
Apostila estadoe problemas
Apostila estadoe problemasApostila estadoe problemas
Apostila estadoe problemas
Ana Lucia Gouveia
 
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
Ana Lucia Gouveia
 
Caderno Gestão financeira
Caderno Gestão financeiraCaderno Gestão financeira
Caderno Gestão financeira
Ana Lucia Gouveia
 
Servicos detran
Servicos detranServicos detran
Servicos detran
Ana Lucia Gouveia
 
Cartilha mulheres mil 2014
Cartilha mulheres mil 2014Cartilha mulheres mil 2014
Cartilha mulheres mil 2014
Ana Lucia Gouveia
 
4 politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
4   politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...4   politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
4 politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
Ana Lucia Gouveia
 
3 norma operacional de rh suas
3   norma operacional de rh suas3   norma operacional de rh suas
3 norma operacional de rh suas
Ana Lucia Gouveia
 
Regimento interno cmdpd
Regimento interno cmdpdRegimento interno cmdpd
Regimento interno cmdpd
Ana Lucia Gouveia
 
Cartilha cmdpd
Cartilha cmdpdCartilha cmdpd
Cartilha cmdpd
Ana Lucia Gouveia
 
Regimento do cmdpd de santa catarina
Regimento do cmdpd de santa catarinaRegimento do cmdpd de santa catarina
Regimento do cmdpd de santa catarina
Ana Lucia Gouveia
 
Palnao de negócios sobre residuos
Palnao de negócios sobre residuosPalnao de negócios sobre residuos
Palnao de negócios sobre residuos
Ana Lucia Gouveia
 
Plano de negócios
Plano de negóciosPlano de negócios
Plano de negócios
Ana Lucia Gouveia
 
Artigo boas maneiras no ambiente de trabalho
Artigo   boas maneiras no ambiente de trabalhoArtigo   boas maneiras no ambiente de trabalho
Artigo boas maneiras no ambiente de trabalho
Ana Lucia Gouveia
 
Diretrizes operacionais-modulo-custeio
Diretrizes operacionais-modulo-custeioDiretrizes operacionais-modulo-custeio
Diretrizes operacionais-modulo-custeio
Ana Lucia Gouveia
 
Captacaoderecursos
CaptacaoderecursosCaptacaoderecursos
Captacaoderecursos
Ana Lucia Gouveia
 
Projeto na integra
Projeto na integraProjeto na integra
Projeto na integra
Ana Lucia Gouveia
 

Mais de Ana Lucia Gouveia (18)

Gestao marketing
 Gestao marketing Gestao marketing
Gestao marketing
 
Apostila estadoe problemas
Apostila estadoe problemasApostila estadoe problemas
Apostila estadoe problemas
 
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
Políticas de proteção_e_promoção_social_no_brasil_-_2012
 
Caderno Gestão financeira
Caderno Gestão financeiraCaderno Gestão financeira
Caderno Gestão financeira
 
Servicos detran
Servicos detranServicos detran
Servicos detran
 
Cartilha mulheres mil 2014
Cartilha mulheres mil 2014Cartilha mulheres mil 2014
Cartilha mulheres mil 2014
 
4 politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
4   politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...4   politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
4 politica nacional de assistencia social 2013 pnas 2004 e 2013 nobsuas-sem...
 
3 norma operacional de rh suas
3   norma operacional de rh suas3   norma operacional de rh suas
3 norma operacional de rh suas
 
Regimento interno cmdpd
Regimento interno cmdpdRegimento interno cmdpd
Regimento interno cmdpd
 
Cartilha cmdpd
Cartilha cmdpdCartilha cmdpd
Cartilha cmdpd
 
Regimento do cmdpd de santa catarina
Regimento do cmdpd de santa catarinaRegimento do cmdpd de santa catarina
Regimento do cmdpd de santa catarina
 
Palnao de negócios sobre residuos
Palnao de negócios sobre residuosPalnao de negócios sobre residuos
Palnao de negócios sobre residuos
 
Plano de negócios
Plano de negóciosPlano de negócios
Plano de negócios
 
Artigo boas maneiras no ambiente de trabalho
Artigo   boas maneiras no ambiente de trabalhoArtigo   boas maneiras no ambiente de trabalho
Artigo boas maneiras no ambiente de trabalho
 
Carteira idoso graca
Carteira idoso gracaCarteira idoso graca
Carteira idoso graca
 
Diretrizes operacionais-modulo-custeio
Diretrizes operacionais-modulo-custeioDiretrizes operacionais-modulo-custeio
Diretrizes operacionais-modulo-custeio
 
Captacaoderecursos
CaptacaoderecursosCaptacaoderecursos
Captacaoderecursos
 
Projeto na integra
Projeto na integraProjeto na integra
Projeto na integra
 

Cartilha residuos-lampadas

  • 2. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas PGIRPBL Eualdo Lima Pinheiro Márcio Augusto Pinheiro Rosana Gonçalves Ferreira Franco Tânia Cristina de Souza Belo Horizonte, novembro de 2009
  • 3. Governador do Estado de Minas Gerais Aécio Neves da Cunha  Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável José Carlos Carvalho  Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam José Cláudio Junqueira Ribeiro  Vice-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam Gastão Vilela França Filho Diretoria de Qualidade e Gestão Ambiental da Feam Zuleika S. Chiachio Torquetti  Gerente de Saneamento Ambiental da Feam Francisco Pinto da Fonseca Diretora Executiva do Centro Mineiro de Referência em Resíduos – CMRR e Supervisora do Termo de Parceria 22/2008 Denise Marília Bruschi  Coordenação Geral do Minas sem lixões / Fundação Israel Pinheiro – FIP Magda Pires de Oliveira e Silva Coordenação Técnica do Minas sem lixões / Fundação Israel Pinheiro – FIP Eualdo Lima Pinheiro, Luiza Helena Pinto, Renato Rocha Dias Santos Fotos: Divulgação FIP Revisão: Leila Maria Rodrigues Publicado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam e pela Fundação Israel Pinheiro – FIP (Termo de Parceria 22/2008) Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam Rua Espírito Santo, 495 – Centro – 30.160-000 – Belo Horizonte/MG Tel.: (31) 3219.5730 – feam@feam.br / www.feam.br  Programa Minas sem lixões Fundação Israel Pinheiro – FIP Av. Belém, 40 – Esplanada – 30.285-010 – Belo Horizonte/MG Tel.: (31) 3281.5845 – minassemlixões@israelpinheiro.org.br www.israelpinheiro.org.br Pinheiro, Eualdo Lima Plano de gerenciamento integrado de resíduos pilhas, baterias e lâmpadas - PGIRPBL / Eualdo Lima Pinheiro, Márcio Augusto Monteiro, Rosana Gonçalves Ferreira Franco. -- Belo Horizonte : Fundação Estadual do Meio Ambiente : Fun- dação Israel Pinheiro, 2009. 36 p. ; il. Inclui referências. 1. Resíduo sólido urbano. 2. Pilhas. 3. Baterias. 4. Lâmpadas. I. Título. II. Monteiro, Márcio Augusto. III. Franco, Rosana Gonçalves Ferreira. IV. Programa Minas Sem Lixões. VI. Fundação Estadual do Meio Ambiente. CDU - 628.4:621.352
  • 4. 1. Apresentação..........................................................................................................4 2. Introdução...............................................................................................................6 3. Definições e Classificação......................................................................................7 3.1. Pilhas e Baterias..............................................................................................7 3.1.1 Reciclagem............................................................................................9 3.1.2 Processo Pirometalúrgico....................................................................10 3.1.3 Processo Hidrometalúrgico.................................................................10 3.1.4 Reciclagem das Baterias Recarregáveis.............................................10 3.1.5 Produtos Obtidos a partir da Reciclagem...........................................10 3.2. Lâmpadas.....................................................................................................11 3.3. Classificação Quanto à Destinação Final.....................................................13 3.3.1 Pilhas e Baterias...................................................................................13 3.3.2 Lâmpadas............................................................................................14 3.4. Implicações dos Metais Pesados na Saúde e no Meio Ambiente................16 4. Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos.................................................18 5. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL.........................................................................21 5.1. Pontos de Coleta............................................................................................21 5.2. Procedimentos de Acondicionamento no Local da Coleta...........................21 5.3. Transporte......................................................................................................23 5.4. Armazenamento.............................................................................................23 5.5. Destinação Final............................................................................................25 5.6. Sugestões para Gerenciamento do Programa..............................................25 5.7. Implantação...................................................................................................27 6. Monitoramento.......................................................................................................28 6.1. Possíveis Indicadores....................................................................................28 7. Fontes de Financiamento......................................................................................31 8. Legislação..............................................................................................................32 8.1. Pilhas e Baterias.............................................................................................32 8.2. Lâmpadas de Mercúrio..................................................................................32 9. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com Reciclagem de Pilhas e Baterias...........................................................................33 10. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com Reciclagem de Lâmpadas...................................................................................33 11. Empresas Instaladas no Brasil Detentoras de Aterro Industrial..........................34 12. Referências .........................................................................................................35 Sumário
  • 5. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 1. Apresentação Com o objetivo de orientar os municípios mineiros na gestão adequada dos resíduos sólidos urbanos, a Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feam lança, em parceria com a Fundação Israel Pinheiro – FIP, a coletânea Minas sem lixões, composta pelas publicações • Plano de Gerenciamento Integrado de Coleta Seletiva – PGICS • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Plásticos – PGIRP • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos – PGIREEE • Plano de Gerenciamento Integrado de Óleo de Cozinha – PGIOC • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pneumáticos – PGIRP • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Vítreos – PGIRV • Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos de Construção Civil – PGIRCC • Orientações Básicas para Encerramento e Reabilitação de Áreas Degradadas por Resíduos Sólidos Urbanos Criado em 2003 pela Feam, o programa Minas sem Lixões, integra- do em 2007 ao Projeto Estruturador Resíduo Sólido, tem como meta, até 2011, viabilizar o atendimento de, no mínimo, 60% da população urbana
  • 6. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL com sistemas de tratamento e destinação final adequados de resíduos só- lidos urbanos, além de atuar para o fim dos lixões em 80% dos 853 municí- pios mineiros. Para alcançar esses resultados, o Projeto promove diversas ações, de maneira a incentivar e orientar os municípios mineiros na elaboração e implementação do Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Urba- nos, conforme determinado pela Lei 18.031, de 12 de janeiro de 2009. Na busca de soluções, uma das estratégias é o apoio na criação de consórcios intermunicipais, com os objetivos de reduzir custos e formar parcerias estra- tégias para a melhoria da qualidade ambiental da região. Outra importante iniciativa é a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos programas de coleta seletiva, voltados para geração de trabalho e renda, além do resgate da cidadania. Em seis anos, Minas Gerais registrou um crescimento de quase 200% no número de habitantes atendidos por sistemas adequados de disposição final de resíduos. Mais do que números, esse indicador sinaliza a mudança de paradigma do poder público e de comportamento da população. Nesse contexto, a Feam vem fomentando pesquisas para novas rotas tecnológicas voltadas para a reutilização, reciclagem e geração de energia renovável a partir da utilização dos resíduos. Mas, antes de tudo, devemos refletir sobre o consumo consciente. Estamos diante de grandes inovações, mas para alcançarmos nossos objetivos é preciso que os muni- cípios e cidadãos participem conosco na construção do futuro sustentável. Bom trabalho a todos! José Cláudio Junqueira Presidente da Feam
  • 7. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Nas últimas décadas, o desenvolvimento da indústria eletroeletrônica tem trazido muitos benefícios à humanidade, nos mais variados segmentos. Um exemplo é o conforto proporcionado pelo uso de aparelhos portáteis, movidos a pilhas ou baterias, tornando o uso prático e econômico. Outro exemplo surge da necessidade da utilização da iluminação artificial pelo homem moderno, seja para trabalho, estudo, lazer ou moradia. Para atender a essa necessidade, existe no mercado uma diversidade de modelos e tipos de lâmpadas para consumo. No entanto, esse avanço também traz efeitos colaterais, como a geração de resíduos de pilhas, baterias e lâmpadas de mercúrio. Alguns desses produtos possuem em sua constituição metais pesados que, ao se- rem descartados no lixo comum, podem provocar danos ao meio ambiente e à saúde pública. Dessa forma, é atribuída a todos – fabricantes/impor- tadores, distribuidores/revendedores e consumidores – a responsabilidade pós-consumo. Este caderno técnico tem como objetivo apresentar diretrizes bási- cas para elaboração e implantação do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL, apresentando alter- nativas para geração de renda e inclusão social. 2. Introdução
  • 8. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Para o gerenciamento correto de pilhas, baterias e lâmpadas, o primeiro passo é conhecer as características desses produtos, pois, uma vez descartados, podem originar resíduos potencialmente perigosos à saúde humana e ao meio ambiente. 3.1. Pilhas e Baterias Definem-se pilhas e baterias como sendo usinas portáteis que trans- formam energia química em energia elétrica e se apresentam sob várias formas (cilíndricas, retangulares, botões), conforme a finalidade a que se destinam. São classificadas de acordo com seus sistemas químicos. Podem ser divididas em primárias (descartáveis) e secundárias (re- carregáveis). As pilhas e baterias mais consumidas no Brasil encontram-se listadas no Quadro 1, para as quais foram identificadas as suas principais utilizações. 3. Definições e Classificação
  • 9. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Quadro1–TIPOSDEPILHASEBATERIASMAISCOMUNSNOBRASIL Primárias TipoEspécieReduzida1 EspécieOxidada2 Eletrólito3 FormatosUsoComum zinco carvão MnO2 Zn cloretodezinco ouamônio cilíndrico brinquedos,lanternas,walk- man,controleremotoetc. alcalinaMnO2 Znalcalinocilíndrico brinquedos,lanternas,walk- man,controleremotoetc. lítioNãoEspec.Li alcalinoousol- venteorgânico vários relógioseequipamentos fotográficos óxidode mercúrio HgOZnalcalinobotão aparelhosauditivoseequi- pamentosfotográficos óxidode prata Ag2 OZnalcalinobotão relógioseletrônicosecalcu- ladoras zincoarO2 Znalcalinobotão aparelhosauditivoseequi- pamentosfotográficos Secundário níquel cádmio NiO2 Cdalcalinovários celulares,ferramentaseletro- portáteissemfio chumbo ácido PbO2 PbH2 SO4 retangular bateriasautomotivas,luzes deemergência,sistemas dealarmeeequipamentos hospitalares Fontes:Cempre,CetemeAbinee 1–Espéciequímicaqueganhaelétrons 2–Espéciequímicaqueperdeelétrons 3–Substânciasque,quandodissolvidasemsoluçãoaquosa,sãocapazesdeconduzircorrenteelétrica
  • 10. Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL TIPOS DE BATERIA PRINCIPAIS USOS Bateria automotiva, indústrias etc. Baterias industriais Baterias utilizadas em aparelhos celulares, notebook Bateria botão 3.1.1 Reciclagem Têm sido realizadas pesquisas de modo a desenvolver processos para reciclar as baterias usadas ou, em alguns casos, tratá-las para uma disposição segura. Os processos de reciclagem de pilhas e baterias po- dem seguir três linhas distintas: a baseada em operações de tratamento de minérios, a hidrometarlúgica e a pirometarlúgica. Algumas vezes, esses
  • 11. 10 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL processos são específicos para a reciclagem de pilhas, outras vezes, as pilhas são recicladas juntamente com os outros tipos de matérias. Apesar de serem constituídas de metais pesados, as baterias de Ni–Cd são recicláveis. Entretanto, a reciclagem nem sempre é considerada economicamente viável devido à constante flutuação do preço do cádmio. Portanto, estudam-se novas alternativas. 3.1.2 Processo Pirometalúrgico Inicia-se com a desmontagem da bateria e a separação da carcaça, pilhas e circuito eletrônico. As pilhas são encaminhadas aos fornos para extração de compostos orgânicos e, em seguida, para a destilação. Na destilação, o cádmio é evaporado, condensado e depois solidifi- cado em barras, vendidas aos fabricantes de pilhas e baterias. A escória do forno são resíduos de aço e níquel, encaminhados para siderúrgicas para serem utilizadas na produção de aço inoxidável. 3.1.3 Processo Hidrometalúrgico As baterias são desmontadas para separar as carcaças, o circuito e as pilhas. As pilhas são trituradas e dissolvidas em meio ácido. Depois, é realizada uma extração dos solventes, seguida de precipitação. 3.1.4 Reciclagem das Baterias Recarregáveis Os resíduos de baterias de chumbo ácido possuem valor agregado, tornando a reciclagem economicamente viável. Esse processo é realizado por meio da fusão do chumbo em fornos, onde são adicionados produtos para a redução dos óxidos do metal. A etapa seguinte é o refino, no qual os procedimentos e proces- sos irão depender da aplicação do produto final, podendo ser uma liga de chumbo ou chumbo refinado livre de condicionantes. 3.1.5 Produtos Obtidos a partir da Reciclagem Segundo a Abinee, os principais produtos comercializados a partir do processo de recuperação são:
  • 12. 11 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL • cádmio metálico; com pureza superior a 99,95% (é vendido para as empresas que produzem baterias); • óxidos metálicos; • cloreto de cobalto; • chumbo refinado e suas ligas; • resíduos contendo aço e níquel utilizados em siderúrgicas; • níquel e ferro utilizados na fabricação de aço inoxidável. 3.2. Lâmpadas Existe no mercado uma grande diversidade de lâmpadas com vá- rias tecnologias de iluminação, tonalidades, tamanhos e poder luminoso, sendo classificadas de acordo com seu modo de funcionamento. Os tipos principais são as lâmpadas de descarga e lâmpadas incandescentes. • lâmpadas fluorescentes de descarga: utilizam um processo de descarga de corrente elétrica, conduzida por uma substância vo- látil (mercúrio líquido ou um gás). Os tipos de lâmpadas fluores- centes são: Lâmpadas de descarga à baixa pressão do tipo tubular, circular e compacta, respectivamente
  • 13. 12 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL • lâmpadas incandescentes: utilizam um processo de irradiação termal, que consiste no aquecimento de um filamento de tungstê- nio ou no aquecimento de um filamento de tungstênio e um gás (halógeno). Lâmpadas de descarga à alta pres- são do tipo Luz Mista, vapor de sódio e vapor metálico, respectivamente
  • 14. 13 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL A lâmpada incandescente pode ter seu destino final em aterros sem restrições de contaminação ambiental por elementos tóxicos. Contudo, deve-se sempre pensar que a reciclagem é o melhor ca- minho para a destinação final de qualquer resíduo. 3.3. Classificação Quanto à Destinação Final 3.3.1 Pilhas e Baterias Quadro 2 – PILHAS E BATERIAS DESTINADAS A ATERROS SANITÁRIOS LICENCIADOS Tipo / Sistema Destino comuns e alcalinas zinco/manganês - alcalina/manganês aterro sanitário licenciado especial – niquelmetahidreto (NIMH) aterro sanitário licenciado especial – íons de lítio aterro sanitário licenciado especial – zinco-ar aterro sanitário licenciado especial – lítio aterro sanitário licenciado pilhas especiais do tipo miniatura, de vários sistemas aterro sanitário licenciado Quadro 3 – PILHAS E BATERIAS DESTINADAS AO RECOLHIMENTO, PARA POSTERIOR TRATAMENTO Tipo / composição Aplicação mais usual bateria de chumbo ácido* indústrias, automóveis, filmadoras pilhas e baterias de níquel cádmio* telefone celular, telefone sem fio, barbeador e outros aparelhos que usam pilhas e baterias recarregáveis pilhas e baterias de óxido de mercúrio* instrumentos de navegação e apa- relhos de instrumentação e controle *Não é permitida a disposição final deste material em aterro sanitário
  • 15. 14 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 3.3.2 Lâmpadas A Net Resíduos, instituição de Portugal, realizou um estudo sobre os riscos inerentes ao uso das lâmpadas, com base nas legislações vigentes na União Européia. Nesse estudo, foi feita a distinção dos tipos de lâmpa- das existentes em duas categorias, a saber: • lâmpadas não potencialmente perigosas para o meio ambiente: lâmpadas incandescentes; • lâmpadas potencialmente perigosas para o meio ambiente: lâm- padas contendo mercúrio. Os Quadros 4 e 5, abaixo, apresentam o resultado dessa classifi- cação. Existem pelo menos 12 elementos que são utilizados em lâmpadas que podem originar impactos ambientais negativos – mercúrio, antimônio, bário, chumbo, cádmio, índio, sódio, estrôncio, tálio, vanádio, ítrio e elemen- tos de terras raras (ETR). Quadro 4 – LÂMPADAS NÃO POTENCIALMENTE PERIGOSAS PARA O AMBIENTE Lâmpadasincandescentes Tipos Funcionamento Componentes Usos sem halógeno irradiação termal vidro, metal (alu- mínio), tungstênio, criptônio, xenônio espelhos, quadros, mobiliário de cozi- nha, áreas sociais, exteriores tungstênio - halógeno irradiação termal vidro de quartzo, metal (alumínio), tungstênio, criptô- nio, xenônio, bro- mo, cloro, flúor, iodo, halogênio - hidrog (insignif) museus, hotéis, restauran- tes, cam- pos do desporto, parques de esta- cionamen- to, jardins públicos, pistas de aeroportos Fonte: Net Resíduos
  • 16. 15 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Quadro5–LÂMPADASPOTENCIALMENTEPERIGOSASPARAOAMBIENTE  Lâmpadasdescargafluorescentes TIPOSFUNCIONAMENTOCOMPONENTESUSOS lâmpadas descargafluo- rescentes descargadecorrente elétrica vidro,metal(alumínio),mercúrio (10mg),fósforo,antimônio,estrôncio, tungstênio,argão,índiobário,ítrio, chumbo áreasresidenciais,parques, grandesáreasdesuper- fície,hospitais,teatros, anúncios vapordemer- cúriodealta pressão descargadecorrente elétrica vidro,metal(alumínio),mercúrio, gasesinertes,estrôncio,bário,ítrio, chumbo,vanádio iluminaçãodeentradas, decoraçãointerior,centros comerciais,viasdetrânsito, instalaçõesfabris vapormetá- lico descargadecorrente elétrica vidro,metal(alumínio),saldesódio, mercúrio,iodetosdemetal,gases inertes,césio,estanho,tálio,estrôn- cio,bário,ítrio,chumbo,vanádio zonasabertas,recintosdes- portivos,zonasindustriais, iluminaçãopública vaporde sódiodealta pressão descargadecorrente elétrica vidro,metal(alumínio),gásdesódio, gasesinertes,mercúrio(pequenas quantidades),bário,ítrio,chumbo, estrôncio,vanádio zonasindustriais,ruas,ex- posições,pontes,linhasde comboio,estradas,túneis, indústriapesada Lâmpadasde descarganão fluorescentes debaixa pressão vapordesó- diodebaixa pressão descargadecorrente elétrica vidro,alumínio,sódio,mercúrio, gasesinertes iluminaçãopública(autoes- tradas,túneis,parquesde estacionamento) sódio–xénon descargadecorrente elétrica vidro,alumínio,sódio,mercúrio, gasesinertes ruas,passeios,largos, parques,áreasresidenciais, estátuas Fonte:NetResíduos
  • 17. 16 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 3.4. Implicações dos Metais Pesados na Saúde e no Meio Ambiente As pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes configuram-se em uma, dentre várias outras, fonte de metais, oriundos de objetos que constituem os resíduos sólidos urbanos. Porém, podem contribuir de forma significativa para a contaminação do meio ambiente por conterem, em sua composição, inúmeras substâncias químicas, como metais pesados – chumbo, cádmio e mercúrio. A definição encontrada em dicionários técnicos para metais pesa- dos é a de elementos químicos com densidade acima de 4 g/cm3 ou 5 g/ cm3 . Entre os ecotoxicologistas, no entanto, o termo metal pesado é usado para aqueles capazes de causar danos ao meio ambiente. A divergência, no que se refere aos metais pesados, não reside apenas na definição. A es- colha dos elementos que farão parte desse grupo também é controvertida; porém, há um consenso com relação aos seguintes elementos: Cd, Hg, Zn, Cu, Ni, Cr, Pb, Co, V, Ti, Fe, Mn, Ag, Sn, As e Se. A absorção dos metais pelo organismo humano se dá, prioritaria- mente, por inalação, seguida da ingestão e, mais raramente, através da pele. Pelo aparelho respiratório, os metais penetram no organismo através de poeiras e fumos. Mas a distribuição, deposição, retenção e absorção dependem das propriedades físico-químicas do material inalado. No Qua- dro 6 são apresentados os metais, sua procedência e seus efeitos no ser humano.
  • 18. 17 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Quadro 6 – METAIS, PROCEDÊNCIA E EFEITOS NOS SERES HUMANOS METAIS DE ONDE VEM EFEITOS Alumínio produção de artefatos de alumínio, serralheria, solgadem de medicamentos (antiácidos) e tratamento convencional de água anemia por deficiên- cia de ferro, intoxica- ção crônica Arsênio metalurgia, manufatura de vidros e fundição câncer (seios) Cádmio soldas, tabaco, baterias e pilhas câncer de pulmões e próstata, lesão nos rins Chumbo fabricação e reciclagem de baterias de autos, indústria de tintas, pintura em cerâmica, soldagem saturismo (cólicas abdominais, tremores, fraqueza muscular, lesão renal e cerebral) Cobalto preparo de ferramentas de corte e furadoras fibrose pulmonar (endurecimento do pulmão) Cromo indústrias de corantes, esmal- tes, tintas, lugas com aço e níquel, cromagem de metais asma (bronquitre) e câncer Fósforo Amarelo veneno para baratas, rodentici- das (tipo de inseticida usado na lavoura) náuseas, gastrite, odor de alho, fezes e vômitos fosfores- centes, dor muscular, torpor Mercúrio moldes industriais, certas indús- trias de cloro-soda, garimpo de ouro, lâmpadas fluorescentes intoxicação do siste- ma nervoso central Níquel baterias, aramados, fundição e niquelagem de metais, refinarias câncer de pulmão e seios paranasais Fumos metálicos vapores (de cobre, cádmio, ferro, manganês, níquel e zinco) da soldagem industrial ou da galvanização de metais febre, tosse, cansaço e dores musculares
  • 19. 18 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Adestinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos constitui um dos maiores problemas da sociedade moderna, já que a sua compo- sição tem-se modificado muito ao longo dos últimos anos e a geração de lixo tem crescido surpreendentemente, sobretudo nos países em desenvol- vimento. Esses dois fatores associados têm criado uma necessidade de se buscar novos conceitos e soluções, dentro de uma visão de sustentabilidade abrangente e comprometida com a proteção ambiental. A nova abordagem ambiental e técnica preconiza a elaboração de Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos – PGIRSU, propiciando a caracterização e a quantificação dos resíduos gerados, visando a obter serviços com mais qualidade, com custos reduzidos e aplicação de ações que incentivem a redução, a reciclagem e o reaproveitamento. A geração de resíduos ocorre em quantidades e composições que variam de acordo com o nível de desenvolvimento econômico da população e de diferentes aspectos culturais e sociais, dentre outras características locais. As principais categorias de resíduos urbanos estão descritas no qua- dro a seguir.  4. Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos
  • 20. 19 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Quadro 7 – CATEGORIA DE RESÍDUOS URBANOS E EXEMPLIFICAÇÃO CATEGORIA EXEMPLOS Matéria Orgânica Restos alimentares, podas de árvores etc. Plástico Sacos, sacolas, embalagens de refrigerantes, água e leite, recipientes de produtos de limpeza e higiene, esponjas, isopor, utensílios de cozinha, látex, copos descartáveis, brinquedos etc. Papel e papelão Caixas, revistas, jornais, cartões, papel, cadernos, livros, pastas, cartolinas, papéis de embalagens etc. Vidro Copos, garrafas de bebidas, pratos, espelho, embalagens de produtos de limpeza, de beleza e alimentícios etc. Metal ferroso Palha de aço, alfinetes, agulhas, embalagens de produtos alimentícios etc. Metal não ferroso Latas de bebida, restos de cobre e de chumbo, fiação elétrica etc. Madeira Caixas, tábuas, palitos de fósforo, palitos de picolé, tam- pas, móveis etc. Panos, trapos, couro e borracha Roupas, panos de limpeza, pedaços de tecido, bolsas, mochilas, sapatos, tapetes, luvas, cintos, balões etc. Contaminante químico Pilhas, medicamentos, lâmpadas, inseticidas, raticida, colas em geral, cosméticos, vidro de esmaltes, embala- gens de produtos químicos, latas de óleo de motor, latas com tintas, embalagens pressurizadas, canetas com carga, papel carbono, filme fotográfico, equipamentos eletroeletrô- nicos etc. Contaminante biológico Papel higiênico, cotonetes, algodão, curativos, gazes e panos com sangue, fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, seringas, lâminas de barbear, cabelos, cera de depilação, embalagens de anestésicos, luvas etc. Pedra, terra e cerâmica Vasos de flores, pratos, restos de construção, terra, tijolos, cascalho, pedras decorativas etc. Diversos Velas de cera, restos de sabão e sabonete, carvão, giz, pontas de cigarro, rolhas, cartões de crédito, embalagens longa vida, embalagens metalizadas, sacos de aspirador de pó,  óleo de cozinha e materiais de difícil identificação. Fonte: PESSIN, 2002
  • 21. 20 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL A gestão integrada de resíduos é um conjunto articulado de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que uma administra- ção municipal deve desenvolver com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos, para coletar, transportar, segregar, tratar e dispor o lixo. O Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL deve estar inserido no Plano de Gerenciamento Integrado de Coleta Seletiva – PGICS que, por sua vez, integra o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos – PGIRSU, conforme fluxo- grama abaixo: PGIRPBL PGICS PGIRSU O PGIRPBL irá descrever especificamente a legislação existente, definições e ações referentes aos processos de coleta, transporte, armaze- namento e destinação final dos resíduos pilhas, baterias e lâmpadas.
  • 22. 21 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 5. Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – pgiRpbl Oobjetivo deste tópico é fornecer subsídios para implementar a coleta seletiva, transporte, armazenamento e destinação final de pilhas, ba- terias e lâmpadas, em atendimento ao estabelecido na Resolução Conama 401/08 (pilhas e baterias), na Lei Estadual 13.766, de 2000, (pilhas, baterias e lâmpadas) e na Lei Estadual 18.031, de 2009 (resíduos especiais e peri- gosos). A política que deve ser adotada para o PGIRPBL é a de GESTÃO COMPARTILHADA, em que se define a cadeia de responsabilidades, ca- bendo atribuições aos fabricantes/importadores, distribuidores/revendedo- res e consumidores. 5.1. Pontos de Coleta As caixas coletoras deverão ser distribuídas entre organizações como postos de combustível, redes autorizadas, shoppings, empresas, escolas, URPVs – Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, coo- perativas de catadores, Locais de Entregas Voluntárias – LEVs, Pontos de Entregas Voluntárias – PEVs etc. Nos estabelecimentos em que pilhas, baterias e lâmpadas são co- mercializadas, sugere-se que as caixas coletoras estejam dispostas em lo- cais de grande visibilidade, identificadas com instruções sobre o descarte correto no interior dos estabelecimentos. 5.2. Procedimentos de Acondicionamento no Local da Coleta Para pilhas e baterias, o recipiente deve ser resistente, devido ao peso do material que será ali depositado. As caixas devem ser de materiais não condutores de eletricidade. Adverte-se para a não utilização de tambo- res ou contêineres metálicos, de modo a evitar a formação de curto circuitos e vazamentos precoces da pasta eletrolítica, o que tornará a manipulação do material mais difícil.
  • 23. 22 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Modelos das caixas utilizadas Para lâmpadas, sugere-se aproveitar as embalagens originais para seu acondicionamento. Caso não seja possível, deverão ser utilizados pa- pelão, papel ou jornal e fitas colantes resistentes para envolvê-las, prote- gendo-as contra choques. Modelos das caixas utilizadas As lâmpadas quebradas ou danificadas devem ser armazenadas separadamente das demais, em recipientes fechados, revestido interna- mente com saco plástico e devidamente identificado. Importante: o manu-
  • 24. 23 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL seio de lâmpadas quebradas (casquilhos) deve ser realizado com uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs. 5.3. Transporte Deve-se aproveitar o sistema de coleta já existente no município, implementando nos caminhões coletores de lixo recipientes para colocação dos resíduos de pilhas, baterias e lâmpadas. O material coletado deverá ser encaminhado para uma central de armazenamento, a ser definida pelo mu- nicípio. Uma vez armazenados contatar o fabricante e/ou importador para destinação correta do material. Todo o material transportado deverá estar em condições de acon- dicionamento apropriadas, para que não cause nenhum dano ao meio am- biente e à saúde do trabalhador. O transporte dos locais de coleta, para a central de armazenamen- to provisória, deverá ser realizado periodicamente para que não acumule grandes quantidades. A frequência de coleta dependerá da necessidade de cada município. Os trabalhadores envolvidos no transporte das pilhas, baterias e lâmpadas devem usar Equipamentos de Proteção Individual – EPIs. 5.4. Armazenamento O armazenamento consiste na contenção temporária de resíduos em área autorizada pelas instituições governamentais, enquanto se aguar- da o alcance do volume mínimo viável à destinação final. As centrais de ar- mazenamento podem ser compartilhadas por diversos municípios por meio da formalização de consórcios intermunicipais, objetivando a minimização dos custos de implantação. O local para armazenamento das pilhas, baterias e lâmpadas usa- das deverá ser coberto e bem ventilado, protegido do sol e das chuvas, a fim de que o material seja mantido seco. O armazenamento das pilhas, baterias e lâmpadas deverá atender
  • 25. 24 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL à norma NBR12235-04/1992 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Peri- gosos – ABNT. Atualmente, existem soluções de sistemas portáteis para o descarte adequado das lâmpadas fluorescentes queimadas, nos quais se armaze- nam todos os componentes das lâmpadas, separando-os e possibilitando a reutilização de seus resíduos. Um deles é composto de tambor de 200 litros, sistema interno de aspiração e filtragem de gases, sistema eletrônico de contagem de lâmpadas, controle de vida útil de filtros e desligamento automático. Por ser portátil, reduz custos de transporte para as empresas de descontaminação, além da diminuição do espaço na estocagem, uma vez que o vidro da lâmpada é triturado. Sistema portátil de acondicionamento de lâmpadas O acondicionamento correto de lâmpadas deve ser em recipientes que as proteja contra impactos acidentais e auxilie no transporte para se- rem descontaminadas/tratadas. Modelo de contêiner utilizado pela empresa Apliquim Os recipientes para acondicionamento de pilhas e baterias devem ter resistência física a pequenos impactos, durabilidade, estanqueidade e adequação com o equipamento de transporte.
  • 26. 25 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Bombonas de PVC Todo e qualquer recipiente utilizado no acondicionamento das pi- lhas e baterias deve ser rotulado para possibilitar a identificação do material ali presente. Caso as pilhas e baterias sejam segregadas de acordo com seus sistemas químicos em diferentes bombonas plásticas, deve-se inserir no rótulo de cada uma delas o tipo de pilha/bateria, período de recolhimen- to, responsável e destino final. 5.5. Destinação Final De acordo com a Resolução Conama 401/08, as pilhas e baterias que atenderem aos limites previstos poderão ser dispostas com os resíduos domiciliares em aterros sanitários e industriais licenciados. Cabe mencionar que a referida Resolução determina que os fabricantes e os importadores de pilhas e baterias ficam obrigados a implantar os sistemas de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final, obedecida à legislação em vi- gor, o que define a participação obrigatória deles no PGIRPBL. Em relação às lâmpadas, as alternativas existentes para a destina- ção final e/ou tratamento estão relacionadas abaixo e deve ser realizada por empresas especializadas e licenciadas, uma vez que são processos que necessitam de equipamentos especiais: • disposição em aterros industriais (com ou sem um pré-tratamento); • trituração e descarte sem separação dos componentes; • encapsulamento;
  • 27. 26 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL • incineração; • reciclagem e recuperação do mercúrio. 5.6. Sugestões para Gerenciamento do Programa Dada a complexidade operacional de um programa de coleta sele- tiva, é fundamental a atuação do gestor, que será responsável pela implan- tação e condução do programa, visando a sua efetividade e durabilidade. A seguir, são sugeridas suas funções e uma equipe mínima necessária para sua composição. As funções do gestor consistem em: • identificar potenciais parceiros para a implantação e a manuten- ção do programa e manter a prospecção em busca de novas par- cerias; • definir e formalizar, por meio de contratos e termo de compro- misso, as atividades que serão desenvolvidas por parceiros ou serviços de terceiros como, por exemplo, a aquisição de cestas coletoras e sua instalação, coleta e destino do material recolhido; • coordenar as ações de marketing e mídia que garantam publicida- de às instituições parceiras; • coordenar as campanhas de sensibilização do programa de cole- ta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas, assim como o processo de capacitação dos recursos humanos, que serão desenvolvidas pelo comitê de educação; • promover a articulação entre os parceiros de modo a otimizar a capilaridade disponibilizada; • divulgar os pontos onde se encontram instaladas as caixas coleto- ras, além de registrar a quantidade de pilhas, baterias e lâmpadas que estão sendo coletadas por cada instituição, sua destinação final e outras informações válidas; • obter autorização para o transporte e destinação final das pilhas, baterias e lâmpadas usadas no(s) órgão(s) ambiental(is). Equipe fixa sugerida, com as respectivas funções: • coordenador: operacionalizar as funções do gestor, coordenando o programa e verificando o funcionamento da logística;
  • 28. 27 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL • assistente técnico de coordenação: orientar e fornecer informa- ções técnicas sobre o programa, incluindo palestras, elaboração de relatórios etc; • secretário(a): efetuar e atualizar os registros dos pontos de coleta, atendimento ao público (telefone e e-mail); agenda, clipping etc. Serviços contratados, com as respectivas funções: • operadores: instalar cestas, coletar e dar a destinação correta do material coletado; • contador: realizar o recebimento/pagamento de materiais e servi- ços destinados ao programa; • auxiliar de marketing: definir ações de e comunicação (identidade visual, produção gráfica, plano de mídia e web); • comitê de Educação: promover a capacitação dos recursos hu- manos envolvidos no programa, assim como disseminar o progra- ma de coleta seletiva, por meio de palestras e de outras ativida- des. É importante ressaltar que esse comitê será composto tanto por profissionais contratados, como por voluntários. 5.7. Implantação A seguir, são sugeridas algumas etapas para a implantação de um programa de coleta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas: • definição da área de atuação/abrangência; • identificação da entidade gestora do programa; • identificação dos parceiros, apoio financeiro e/ou institucional; • capacitação de mão de obra para as atividades de coleta, segre- gação, acondicionamento e armazenamento das pilhas, baterias e lâmpadas; • identificação dos pontos de coleta; • identificação e definição do ponto de armazenamento; • definição da opção de destino final do material recolhido; • processo de sensibilização com data de lançamento da campa- nha de coleta; • instalação das cestas coletoras.
  • 29. 28 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 6. Monitoramento Omunicípio, após a implantação do PGIRPBL, deve desenvolver um pro- grama de monitoramento para avaliação dos resultados. Tal avaliação é de grande importância, pois, por meio dela, torna-se possível identificar as etapas que necessitam de correções em busca da melhoria contínua do pro- cesso de disposição adequada dos resíduos pilhas, baterias e lâmpadas. O monitoramento deve avaliar todas as etapas, desde a educação ambiental até a destinação final, buscando sempre aumentar o número de colaboradores no PGIRPBL, pois a maior adesão de geradores reflete dire- tamente na melhoria da condição ambiental. Os resultados encontrados a partir do monitoramento devem estar disponíveis para os envolvidos e para a população do município, concreti- zando o trabalho desenvolvido pela prefeitura e promovendo novas iniciati- vas. A implantação de atividades de monitoramento necessita de uma sele- ção prévia de indicadores, que ilustre, de forma simples, o funcionamento do PGIRPBL. 6.1. Possíveis Indicadores • número de fabricantes, importadores e comerciantes de pilhas, baterias e lâmpadas no município; • percentual de estabelecimentos inscritos para instalação de pon- tos de coleta dos resíduos; • número de estabelecimentos recebedores dos resíduos pilhas, baterias e lâmpadas; • número de agentes envolvidos no programa de coleta; • percentual de geração de emprego e renda; • grau de conhecimento do programa pela população; • quantidade de resíduos recebidos por dia, estimativa da quantida- de de resíduos que deixaram de ser encaminhados aos depósitos de lixo. Definidos os indicadores, os dados podem ser coletados por técni- cos (manualmente), por meio de planilhas simples que podem ser adapta- das para cada situação, conforme quadro a seguir:
  • 30. 29 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Quadro8–EXEMPLODEINDICADORESASEREMMONITORADOS ITEMDESCRIÇÃOUNIDADEQUANTIDADEINDICADORES Númerodeestabelecimentos inscritosparaorecebimentodos RPBL unidade10 50%=estabelecimentoscominstala- çãodepontosdecoletadoRPBL Númerodepontosdecoletasins- talados unidade5 Pesototaldomaterialcoletado diariamentetoneladas0,5 0,5t/dia=quantidadederesíduos quedeixaramdeserencaminhados aoslixões Númerodecatadoresnodepósi- todelixo unidade4 100%=geraçãodeempregoerenda Númerodecatadoresquemigra- ramparacoletaseletivaunidade4 Pesquisadeopiniãopúblicaso- breoprogramaunidade Amostrasignifica- tiva (100pessoas) 70%=dapopulaçãocomconheci- mentodoprograma
  • 31. 30 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL Além de indicadores, é de extrema importância adotar procedimen- tos de monitoramento de ocorrências, também de forma simples, por meio de planilhas, como sugerido no Quadro 9: Quadro 9 – EXEMPLO DE REGISTRO DE OCORRÊNCIAS E AÇÕES A SEREM DESEN- VOLVIDAS DATA PONTO DE COLETA OCORRÊNCIA AÇÕES Agência bancária Não havia material Promover campanhas educativas Rodoviária A caixa de cole- ta necessita de reparos Recolher, re- parar e colocar uma substituta Escola Necessidade de substituição da tampa do reci- piente Substituir de imediato Rua José Maria O recipiente coletor sofreu vandalismo Transferir para um local mais seguro
  • 32. 31 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 7. Fontes de Financiamento Para os municípios que se interessem em implantar o PGIRPBL e não possuem recursos financeiros suficientes, as seguintes fontes de finan- ciamento são citadas como alternativas para a disponibilização de verbas: • Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais – Fhidro; • Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG; • Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig; • Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT; • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES; • Fundação Nacional de Saúde – Funasa; • Caixa Econômica Federal – CEF; • Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e de Política Urbana – Sedru.
  • 33. 32 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 8. Legislação 8.1. Pilhas e Baterias Em 2008, o Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou a Re- solução Conama 401, de 4-11-2008, que estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento am- bientalmente adequado, e dá outras providências, revogando a Resolução Conama 257/99. No Estado de Minas, a Lei 13.766, de 2000, em seu art. 4º., atribui ao Conselho Estadual de Política Ambiental – Copam a competência de estabelecer normas para recolhimento, reutilização e reciclagem. 8.2. Lâmpadas de Mercúrio No Brasil não existe legislação federal específica que abarca os di- versos aspectos para o descarte e disposição de lâmpadas usadas con- tendo mercúrio. A Constituição Federal de 1998, no Capítulo VI, ao tratar do meio ambiente, faz uma abordagem genérica e atribui ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as gerações presen- tes e futuras. A Lei 13.766, de novembro de 2000, mencionada nesta cartilha, também aborda sobre a disposição final de lâmpadas fluorescente. No ní- vel do Conama, foi criado Grupo de Trabalho, responsável pela elaboração do “Documento de Recomendações a Serem Implementadas pelos Órgãos Competentes em Todo o Território Nacional Relativas às Lâmpadas com Mercúrio”.
  • 34. 33 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 9. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com Reciclagem de Pilhas e Baterias Apliquim Equipamentos e Produtos Químicos Ltda – localizada em Paulínia, São Paulo Suzaquim Indústrias Químicas Ltda – localizada em Suzano, São Paulo 10. Empresas Instaladas no Brasil que Trabalham com Reciclagem de Lâmpadas Apliquim Equipamentos e Produtos Químicos Ltda – localizada em Paulínia, São Paulo Brasil Recicle Ltda. – localizada em Indaial, Santa Catarina HG Descontaminação Ltda. – localizada em Nova Lima, Minas Gerais Mega Reciclagem de Materiais Ltda. – localizada em Curitiba, Paraná Naturalis Brasil Desenvolvimento de Negócios – localizada em Jundiaí, São Paulo Recitec – Reciclagem Técnica do Brasil Ltda. – localizada em Pedro Leopol- do, Minas Gerais Silex Indústria e Comercio de Produtos Químicos e Minerais Ltda. – localiza- da em Morro da Fumaya, Santa Catarina
  • 35. 34 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 11. Empresas Instaladas no Brasil Detentoras de Aterro Industrial Bayer S.A. – localizada em Belford Roxo, Rio de Janeiro SASA Sistemas Ambientais Com. Ltda. – localizada em Tremembé, São Paulo Ecossistema – localizada em São José dos Campos, São Paulo Boa Hora – localizada em Mauá, São Paulo Vega – localizada em São Paulo, São Paulo Cavo – localizada em Curitiba, Paraná É válido ressaltar que a relação fornecida tem como único objetivo orientar e informar sobre algumas das atuais alternativas para destinação de pilhas, baterias e lâmpadas existentes no Brasil, cabendo aos gestores implantar um programa de coleta seletiva de pilhas, baterias e lâmpadas.
  • 36. 35 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL 12. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR.12.235. Armazenamento de resíduos sólidos perigosos. Rio de Janeiro, 1992. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10004. Resíduos sólidos: classificação. Rio de Janeiro, 2004. BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA. Acompanha- mento de processos. Processo: 02000.001522/2001-43. Dispõe sobre resí- duos de lâmpadas mercuriais. Disponível em: http://www.mma.gov.br/co- nama/processo.cfm?processo=02000.001522/2001-43. Acesso em: 10 out. 2009. GUIA de coleta seletiva de pilhas e baterias. Disponível em: http://www.re- sol.com.br/textos/GUIA%20PARA%20COLETA%20SELETIVA%20DE%20PIL HAS%20E%20BATERIAS.pdf. Acesso em 12 out. 2009. PALANCO, Sara Leonor Cambeses. A situação da destinação pós-consu- mo de lâmpadas de mercúrio no Brasil. 2007. Dissertação. (Mestrado em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos) – Escola de Engenharia Mauá de Tecnologia, São Caetano do Sul – São Paulo, 2007 119 f. Dispo- nível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm. do?select_action=co_obra=81319. Acesso 15 out. 2009. PILHAS e baterias: Sem agressões ao meio ambiente. Revista Abinee, São Paulo, n. 09, p. 16-17, mar. 2000. ZANICHELI, Claudia et al. Reciclagem de lâmpadas: aspectos ambientais e Tecnológicos. 2004. TCC (Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Ambiental) - Centro de Ciências Exatas Ambientais e de Tecnologia, Ponti- fícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2004. Disponível em: Reciclagem de Lâmpadas - Aspectos Ambientais e Tecnológicos. Dis- ponível em: http://www.apliquim.com.br/downloads/lampadas_pucc.pdf. Acesso em: 20 set. 2009. APLIQUIM. Tecnologia ambiental: soluções para um mundo sustentável. Disponível em: http://www.apliquim.com.br. Acesso em: 20 set. 2009. Associação Brasileira da Industria Elétrica e eletrônica (ABIEE). Revista
  • 37. 36 Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Pilhas, Baterias e Lâmpadas – PGIRPBL ABIEE. Disponível em: http://www.abinee.org.br/informac/revista.htm. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. BRASIL RECICLE. Disponível em: http://www.brasilrecicle.com.br. Aces- so em: Acesso em: 20 set. 2009. BRASIL. Câmara dos Deputados. Núcleo de Gestão Ambiental. A coleta se- letiva do lixo no Anexo IV. Disponível em: http://www2.camara.gov.br/pro- gramas/ecocamara/colseletiva.monitoramento.html. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE). Disponível em: http://www.cempre.org.br/. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Disponível em: http:// www.mma.gov.br/conama/. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. EPBA-EROPE.ORG. Disponível em: www.epba-europe.org/docs/tech01. htm. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. GRADIENTE. Disponível em: www.gradiente.com.br. Acesso em: 20 set. 2009. MEGA RECICLAGEM: descontaminação de lâmpadas. Disponível em: http://www.megareciclagem.com.br. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009. MRT SYSTEM. Disponível em: http://www.mrtsystem.com/home/. Aces- so em: Acesso em: 20 set. 2009. NATURALIS BRASIL. Disponível em: http://www.naturalisbrasil.com.br/. Acesso em: Acesso em: 20 set. 2009.