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P R O J E T O
PLANTAS MEDICINAIS
– CARTILHA INFORMATIVA –
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais2
PROJETO PLANTAS MEDICINAIS
Uma das estratégias do Programa Cultivando Água Boa é a utilização de plantas
medicinais na atenção à saúde e na manutenção da biodiversidade vegetal e cultu-
ral da região oeste do Paraná. Com isso, em 2003, foi criado o Projeto Plantas Me-
dicinais, que se encontra no Refúgio Biológico Bela Vista (RBBV) onde desempenha
atividades que vão desde o cultivo e distribuição de mudas para a comunidade até a
produção de plantas desidratadas para os postos de saúde parceiros do projeto.
Programa Cultivando Água Boa é uma ampla iniciativa socioambiental concebida a partir
da mudança na missão institucional da Itaipu Binacional, promovida em 2003. O Cultivan-
do Água Boa representa um grande movimento de participação comunitária permanente, em
que a Itaipu, além de mitigar e corrigir passivos ambientais, trabalha com a sociedade para
mudar os seus valores. Atualmente, são desenvolvidos 20 programas e 65 ações fundamen-
tadas nos principais documentos planetários, emanados dos mais
importantes fóruns de debates a respeito da proble-
mática socioambiental. As ações vão desde a
recuperação de microbacias e a proteção
das matas ciliares e da biodiversi-
dade, até a disseminação de
valores  e saberes que con-
tribuem para a formação
de cidadãos dentro da
concepção da ética
do cuidado e do
respeito com o
meio ambiente.
ProblemáticaGlobal/Local
Valorização
doPatrimônio
Institucionale
Regional
Diversificação
eAgroindus-
trialização
Onde Atuar?
Na Bacia
Hidrográfica
(BR/PY)
Jovem
Jardineiro
Monitoramento
e Avaliação
Ambiental
Missão/Papel
Infraestrutura
Eficiente
Saneamento
naRegião
Produção
de Peixes
O que mudar?
Valores
e Atitudes
Agricultura
Familiar
Documentos
Planetários
Gestãopor
Bacias
Plantas
Medicinais
Como Atuar?
De Modo
Participativo
por Comitês
Gestores
(PDCA)
ColetaSolidária
Planejamento,
execuçãoe
avaliação
coletiva
Cultivando
Água Boa/
Porã/Buena
Biodiver-
sidade
Comunidade
Indígena
EducaçãoAmbiental
AgriculturaOrgânica
Compartilhare
Cooperarcom
OutrasRegiões
Legitimaçãoe
Reconhecimento
Externos
I T A I P U B I N A C I O N A L
O
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 3
Objetivo
O projeto tem como objetivo geral educar, pesquisar, desenvolver, cul-
tivar, beneficiar, comercializar e distribuir espécies medicinais, aromáticas
e condimentares para atender aos projetos socioeconômicos e ambien-
tais da Itaipu e região, produzindo resultados tecnológicos e científicos.
Visão geral
Desde 2003 o projeto plantas medicinais incentiva a utilização da fi-
toterapia na atenção à saúde e a adoção da Política Nacional de Plantas
Medicinais e Fitoterápicos pelos municípios que compõem a bacia hidro-
gráfica do rio Paraná parte 3 (BP3).
Neste sentido, promove a capacitação de profissionais de saúde, espe-
cialmente as equipes do Programa Saúde da Família (PSF), para a prescri-
ção e utilização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos na rede pú-
blica de saúde. As plantas medicinais produzidas no RBBV são fornecidas
gratuitamente às unidades de saúde, onde os fitoterápicos são prescritos
aos pacientes por profissionais capacitados.
Além das capacitações o projeto também incentiva a criação de hortos
municipais, o cultivo orgânico de plantas medicinais, aromáticas e condi-
mentares por agricultores familiares, e sua extração de modo sustentável,
preservando os remanescentes florestais e criando uma alternativa viável
economicamente para a diversificação nas pequenas propriedades rurais.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais4
Público alvo
As ações do projeto Plantas Me-
dicinais envolvem agricultores, pro-
fissionais de saúde, pesquisadores,
universidades, comunidades indí-
genas, quilombolas, assentados da
reforma agrária, pastorais, clubes
de mães, associações e comunida-
des em geral.
Área de
abrangência
O projeto atua nos 29 mu-
nicípios da BP3, mais o muni-
cípio de Palotina-PR.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 5
Principais ações e resultados (2003-2012)
Diagnóstico regional: em 2005
cerca de 2.500 pessoas foram entrevis-
tadas para levantar dados da utilização
de plantas medicinais pela população
da BP3. Esta pesquisa possibilitou deli-
near um perfil regional sobre o uso de espécies medicinais pela população,
quais as plantas mais utilizadas, as doenças mais frequentes, a origem do
uso e o conhecimento em geral sobre o tema. O resultado serviu de base
para o planejamento de ações estratégicas como a realização dos cursos
básicos de orientação sobre o uso de plantas medicinais e as capacitações
de profissionais de saúde.
Cursos para a comunidade: os
cursos básicos são realizados para
associações de moradores, escolas,
creches, clubes de mães, represen-
tantes das pastorais, comunidades
indígenas, quilombolas e assenta-
dos. Desde o início do projeto mais
de 9.000 pessoas já participaram dos cursos sobre a utilização correta de
plantas medicinais, segurança alimentar e nutricional, o reaproveitamento
de vegetais e noções de higiene e saneamento básico.
Capacitação de profissionais de saúde: por meio dos cursos rea-
lizados foi possível formar mais de 1.300 profissionais (médicos, den-
tistas, farmacêuticos, enfermeiras
e nutricionistas), que agora estão
aptos para diagnosticar e prescre-
ver medicamentos fitoterápicos e
outros produtos a base de plantas
medicinais para os pacientes do Sis-
tema Único de Saúde (SUS).
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais6
Capacitação de agricultores: 98 agricultores foram capacitados no
cultivo e beneficiamento de plantas medicinais para que eles produzam
plantas de boa qualidade, com alto padrão de princípios ativos, e assim
supram as necessidades das prefeituras municipais, laboratórios e empre-
sas de produtos fitoterápicos.
Produção e doação de mudas:
no viveiro medicinal cerca de 90
espécies de plantas medicinais são
produzidas e doadas para agricul-
tores, universidades e comunida-
des do entorno do RBBV. Mais de
230.000 mudas já foram doadas
para implantação de áreas produtivas, hortas e realização de trabalhos
científicos.
Cultivo orgânico de plantas
medicinais: o horto medicinal da
Itaipu possui uma coleção 144 es-
pécies de plantas medicinais iden-
tificadas. Em uma área de 1,5 hec-
tares as plantas são cultivadas de
forma orgânica, ou seja, sem o uso
de agrotóxicos, e servem como matrizes para multiplicação de mudas e
matéria-prima para a fabricação de drogas vegetais.
Ervanário: cerca de 30 espécies
de plantas medicinais são proces-
sadas pelo Ervanário da ITAIPU. A
unidade com 200 m² de área cons-
truída possui estruturas e equipa-
mentos especialmente projetados
para o beneficiamento de plantas
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 7
medicinais. No local são realizadas as etapas de seleção, limpeza, seca-
gem, embalagem, controle de qualidade e armazenamento da produção,
além da montagem de um kit com plantas medicinais que servem para o
tratamento das doenças mais comuns da região.
Fitoterapia no SUS: as plantas
medicinais produzidas no ervanário
da Itaipu são fornecidas sem custo
para os postos de saúde do SUS. Os
fitoterápicos cedidos complemen-
tam o tratamento dos pacientes
de 20 unidades de saúde de Foz
do Iguaçu e região nos programas do Hiperdia, Combate ao Tabagismo,
Odontologia e clínica geral. Desde 2007, mais de 1000 Kg de plantas
desidratadas foram fornecidos pelo projeto.
Encontros regionais: o projeto já realizou 10 encontros regionais
para discussão de temas ligados a plantas medicinais e fitoterapia, dos
quais participaram 1.920 pessoas, principalmente profissionais de saúde,
acadêmicos e agricultores.
Incentivo à agricultura familiar: um dos eixos abordados pelo pro-
jeto é a produção de plantas medicinais pela agricultura familiar orgâni-
ca. Para isso fornece assistência técnica aos produtores interessados no
cultivo, além de mudas e equipamentos de secagem. O setor que antes
era considerado frágil e desorganizado agora conta com uma associação
de produtores, a Cooperativa Gran
Lago, formada em 2009 pela união
de 24 famílias de agricultores da
BP3 e que vem recebendo apoio
técnico para o cultivo e comerciali-
zação de seus produtos.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais8
Desenvolvimento de novas
tecnologias: investimento em novas
tecnologias de secagem através do
desenvolvimento e instalação de 5
secadores de plantas medicinais que
funcionam através do aquecimento
solar ou elétrico. Os secadores pos-
suem controle automático de temperatura e umidade, o que propicia maior
qualidade aos produtos e, ao mesmo tempo, uma alternativa mais sustentá-
vel em relação aos tradicionais secadores aquecidos por lenha, gás e carvão.
Unidade de Produção de Ex-
tratos: buscando o desenvolvimento
tecnológico da região e a agregação
de valor aos produtos da agricultura
familiar, ITAIPU, Prefeitura de Pato
Bragado e Sustentec firmaram parce-
ria para a construção de um laborató-
rio de produção de extrato seco obtidos
de plantas medicinais. A estrutura é considerada uma iniciativa pioneira no
país e integra um amplo programa de estruturação da cadeia produtiva de
plantas medicinais na região. A unidade foi inaugurada em abril de 2010 e já
produz extratos de drogas vegetais que serão comercializados com farmácias
de manipulação e indústrias de cosméticos, alimentos e medicamentos.
Educação ambiental: através de
trabalhos educativos com os diver-
sos públicos é possível despertar a
consciência ecológica, a importância
da preservação da biodiversidade e
gerar mudanças nos seus modos de
produzir e consumir. Por meio da
ecopedagogia o projeto leva a crianças, jovens e adultos a cultura, a tradição
e o saber popular sobre o tema plantas medicinais.
Em todas as suas ações, o projeto promove o resgate
cultural da utilização de plantas medicinais, valorizando a
tradição e os saberes populares, que aliados ao conheci-
mento científico têm melhorado a qualidade de vida e a
saúde da comunidade.
9ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais
O Brasil e as
plantas medicinais
Brasil é um dos 14 países com grande biodiversidade
contendo mais de 10% de todos os organismos descri-
tos na Terra. Dos medicamentos atualmente produzidos,
cerca de 25% têm componentes químicos oriundos
de plantas. Nossa flora tem cerca de 120 mil espécies
vegetais, de aplicações terapêuticas. O alto custo dos
medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica,
dentre outros motivos, têm aumentado o interesse das
pessoas nesse tipo de terapia. A OMS estima que mais
de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo confiam
nas "medicinas tradicionais", onde as ervas têm grande
emprego. O Brasil, por sua vez, através de suas políticas
públicas tem reconhecido cada vez mais a utilização de
plantas medicinais na atenção à saúde, tornando a fito-
terapia uma opção terapêutica oficial no SUS.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais10
O que é a fitoterapia?
Fitoterapia é o método de tratamento de doenças
através da utilização de plantas medicinais ou medica-
mentos fitoterápicos, é a forma mais antiga e funda-
mental de medicina da Terra. Há mais de 6000 anos
o homem vem testando e escolhendo instintivamente
as melhores plantas medicinais para curar suas doen-
ças. A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de
curar males profundamente e integralmente, de ma-
neira não agressiva, pois estimula as defesas naturais
do organismo.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais12
Atenção ao comprar ou
usar plantas medicinais
•	Evite automedicação, mesmo com
plantas medicinais. Se necessário use
em sintomas comuns, pouco intensos e de natureza passageira;
•	O preparo correto de chás, xaropes e cozidos são importantes para
extrair as substancias ativas que estão nas plantas;
•	É errado pensar que “chazinho, se não faz bem, mal não fará”;
•	Utilize somente plantas medicinais conhecidas e de preferência com
recomendação de um profissional;
•	Evitar o uso de plantas medicinais sem indicação médica durante a
gestação ou em crianças menores de 6 meses;
•	Chás de plantas medicinais também podem apresentar efeitos indese-
jados se não forem utilizados na forma e quantidade recomendada;
•	Evitar o uso de vasilha de alumínio;
•	Utilizar sempre água limpa ou filtrada;
•	O chá deve ser preparado e consumido no mesmo dia, preferencial-
mente em doses únicas. Quando armazenado pode entrar em proces-
so de fermentação, mesmo na geladeira;
•	Evite comprar ou usar as plantas expostas ao sol, à poluição, mofadas
ou sujas;
•	Tome o preparado de duas a três vezes ao dia ou de acordo com a
recomendação de um profissional;
•	Utilize somente plantas identificadas. Plantas que possuem o mesmo
nome popular podem tratar doenças diferentes;
•	Crianças e idosos são mais suscetíveis a intoxicações;
•	Em caso de piora ou efeitos indesejados procurar o serviço de saúde
mais próximo.
ATENÇÃO: “A diferença entre um remédio e um veneno está na
quantidade que é utilizada”.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 13
Formas de preparo mais comuns
Infusão ou abafado:
Colocar água potável fervente sobre uma colher de sopa de erva seca
rasurada ou uma colher e meia de planta verde em uma xícara, abafar por
dez minutos em repouso e coar em seguida. Indicado para chás á base
de flores, folhas e frutos.
Decocção ou cozimento:
Colocar a planta em um recipiente com água fria e ferver de dez a
quinze minutos com o recipiente tampado. Indicado para preparo de par-
tes duras das plantas como cascas, raízes, caules e sementes.
Xarope caseiro:
Preparar um copo médio de calda com duas partes de água e três par-
tes de açúcar e ferver. Depois juntar uma colher de sopa de planta picada
e cozinhar em banho-maria durante 45 minutos, mexendo algumas vezes.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais14
Coe e coloque em um vidro limpo com tampa e guarde em local fresco
e ao abrigo de luz.
Observação: Tomar três vezes ao dia ou conforme recomendação mé-
dica e no máximo vinte dias.
Dicas de coleta
•	O melhor horário é de manhã após a evaporação do orvalho, ou no
final da tarde;
•	Conhecer qual a parte da planta se utiliza;
•	Não coletar plantas molhadas, com terra ou com manchas e furos
provocados por insetos;
•	Coletar somente em locais seguros, evitando coletar nas ruas, beiras de
estradas, próximos a fossas ou plantações onde se utiliza agrotóxicos.
Dicas de secagem
•	A temperatura ideal de secagem varia de 25 a 45°C, dependendo da
parte da planta que será seca.
•	Se você não possui um secador com temperatura controlada, espalhe
uma camada de plantas bem fina em bandejas ou tela de nylon, colo-
que em local seco, bem ventilado e protegido do sol e de animais, se
possível cobrir com uma tela tipo mosquiteiro.
•	Mexer a cada 1 ou 2 dias para secar homogeneamente.
•	Você sente que ela está seca quando amassa um punhado e ela que-
bra ou esfarela na mão.
Dicas de armazenamento
•	As plantas desidratadas devem ser guardadas em recipiente de vidro
ou porcelana, com tampa, ao abrigo da luz.
•	Identificar o frasco com o nome da planta e a data de coleta. A validade
é de aproximadamente 6 meses.
•	Sempre antes de usar observar a presença de mofo, partes de insetos
e mudanças na coloração e aroma.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 15
PLANTAS MEDICINAIS DE USO
TRADICIONAL E EFETIVIDADE
RECONHECIDAS PELA ANVISA
A LC AC H O F R A
Nome científico: Cynara scolymus L.
Nome popular: Alcachofra, alcachofra-rosa, alcachofra-hortense,
cachofra.
Partes utilizadas: Folhas, brácteas (cabeça), raízes.
Indicações: Dispepsia (distúrbios da digestão).
Contraindicação: Com vesícula biliar, hepatite grave, falência
hepática e câncer hepático.
A L EC R I M
Nome científico: Rosmarinus officinalis L.
Nome popular: Alecrim, alecrim-de-jardim, rosmarinho, alecrim-
de-cheiro, flor-de-olimpo.
Partes utilizadas: Folhas e sumidades floridas.
Indicações: Distúrbios circulatórios, antisséptico, cicatrizante,
distúrbios digestivos.
Contraindicação: Pessoas com doença prostática, gastroenterites,
dermatoses e convulsão.
A L EC R I M - P I M E N TA
Nome científico: Lippia sidoides.
Nome popular: Alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-
cavalo, alecrim-bravo.
Partes utilizadas: Folhas.
Indicações: Inflamações da boca, garganta, antisséptico.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
15ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais16
C A P I M L I M ÃO
Nome científico: Cymbopogon citratus.
Nome popular: Capim-limão, capim-cidreira, capim cheiroso,
erva cidreira.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Cólicas intestinais e uterinas. Quadros leves de ansie-
dade e insônia, como calmante suave.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
C A R Q U E JA
Nome científico: Baccharis trimera.
Nome popular: Carqueja, carqueja amarga, carqueja-do-mato,
bacárida, cacália.
Partes utilizadas: Folhas, flores, caule.
Indicações: Dispepsia (Distúrbios da digestão)
Contraindicação: Grávidas, hipertensão e diabetes.
C AVA L I N H A
Nome científico: Equisetum arvensis.
Nome popular: Cavalinha, rabo-de-cavalo, erva-carudo, cola-de-
cavalo, cavalinha-gigante, cauda-de-cavalo.
Parte utilizada: Parte aérea.
Indicações: Retenção de líquidos.
Contraindicação: Pessoas com insuficiência renal e cardíaca ni-
cotina. Uso prolongado e altas doses provocam anorexia, irritação
gástrica e no sistema urinário.
C H A M B Á
Nome científico: Justicia pectoralis.
Nome popular: Chambá, chachambá, trevo-cumaru, anador,
trevo-do-pará.
Parte utilizada: Folhas jovens.
Indicações: Tosse, como expectorante e broncodilatador.
Contraindicação: Pacientes com problemas de coagulação e em
uso de anticoagulantes e analgésicos.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 17
E R VA B A L E E I R A
Nome científico: Varronia verbenacea.
Nome popular: Erva-baleeira, maria-milagrosa, catinga-de-barão,
cordia.
Parte utilizada: Folha.
Indicações: Inflamação em contusões e dor
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
E S P I N H E I R A S A N TA
Nome científico: Maytenus ilicifolia.
Nome popular: Espinheira-santa, espinheira divina, salva-vidas,
maiteno, cancerosa.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Dispepsia, azia e gastrite.
Contraindicação: Crianças menores de 6 anos. Grávidas até o
terceiro mês de gestação e lactantes.
FA L SO B O L D O
Nome científico: Plectranthus barbatus.
Nome popular: Falso-boldo, boldo nacional, hortelã homem,
Boldo africano.
Parte utilizada: Folhas
Indicações: Dispepsia (distúrbios da digestão) e hipotensão
(pressão baixa).
Contraindicação: Gestantes, lactantes, crianças, pessoas com
hipertensão, hepatites, obstrução das vias biliares e uso de medi-
camentos para o sistema nervoso central.
F I G AT I L
Nome científico: Vernonia condensata.
Nome popular: Figatil, boldo, boldo-japonês, boldo-baiano,
alumã, aloma, aluman, luman.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Dor e dispepsia.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais18
GO I A B E I R A
Nome científico: Psidium guajava.
Nome popular: Goiaba, araçá-das-almas, araçá-goiaba, guaiaba,
guaiava, guava.
Indicações: Oral - Diarréias não infecciosas. Tópico - Pele e
mucosas lesadas, como antisséptico.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
G UACO
Nome científico: Mikania glomerata Spreng.
Nome popular: Cipó caatinga, cipó catinga, erva-de-sapo, erva-
cobra, cipó-sucuriju.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa,
como expectorante.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
H O RT E L Ã - P I M E N TA
Nome científico: Mentha piperita.
Nome popular: Hortelã-pimenta, hortelã-cheirosa, menta,
hortelã-apimentada, sândalo.
Partes utilizadas: folha e sumidade florida.
Indicações: Cólicas, flatulência (gases), problemas hepáticos.
Contra Indicações: Casos de obstruções biliares, danos hepáticos
severos e durante a lactação.
L A R A N JA A M A R G A
Nome científico: Citrus aurantium.
Nome popular: Laranja-amarga, citrus, apepu, laranja-da-terra,
laranja-azeda.
Parte utilizada: Flores.
Indicações: Quadros leve de ansiedade e insônia, como calmante
suave.
Contraindicação: Não deve ser utilizado por pessoas portadoras
de distúrbios cardíacos.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 19
M AC E L A
Nome científico: Achyrocline satureioides.
Nome popular: Macela, marcela, marcela do campo, macelinha,
macela de travesseiro.
Parte utilizada: Sumidades floridas.
Indicações: Má digestão e cólicas intestinais; como sedativo leve;
e como anti-inflamatório.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
M A LVA
Nome científico: Malva sylvestris.
Nome popular: Malva, malva-alta, malva-silvestre, malva-verde,
malva-selvagem.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Indicações: Afecções respiratórias, expectorante, contusões,
processos inflamatórios da boca e garganta.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
M A R AC U JÁ
Nome científico: Passiflora sp.
Nome popular: Passiflora, maracujá, maracujá-de-suco, maracuja-
zeiro, maracujá-azedo, maracujá-ácido.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Quadros leve de ansiedade e insônia, como calmante
suave.
Contraindicação: Hipotensos.
M E L I S S A
Nome científico: Melissa officinalis.
Nome popular: Melissa, erva cidreira, erva luísa, cidreira, cidreira-
verdadeira.
Partes utilizadas: Folhas e inflorescências.
Indicações: Cólicas abdominais. Quadros leve de ansiedade e
insônia, como calmante suave.
Contraindicação: Redução da função da tireoide.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais20
M I L E M R A M A
Nome científico: Achillea mellifolium L.
Nome popular: Elevante, aquiléa, erva de cortadura, erva do
carpinteiro, mil folhada.
Partes utilizadas: Flores, caule e folhas.
Indicações: Falta de apetite, dispepsia, febre, inflamação e cólicas.
Contraindicação: Portadoras de úlcera gástrica ou duodenal ou
com oclusão das vias biliares.
P I TA N G A
Nome científico: Eugenia uniflora.
Nome popular: Pitanga, ibipitanga, pitangueira, pitangatuba,
pitanga-branca, pitanga-do-mato.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Diarréia não infecciosa.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
R O M Ã
Nome científico: Punica granatum.
Nome popular: Romã, romanzeiro, romeira, granada, milagreira,
miligrã.
Parte utilizada: Pericarpo (casca do fruto).
Indicações: Inflamações e infecções da mucosa da boca e faringe
como antiinflamatório e antisséptico.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
S A LV I A
Nome científico: Salvia officinalis.
Nome popular: Sálvia, Salva-das-boticas, salva, salva-de-remédio,
salva-comum.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Indicações: Inflamações da boca e garganta, gengivites e aftas,
dispepsias e transpiração excessiva.
Contraindicação: Não utilizar na gravidez e lactação.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 21
S A LVA C I D R E I R A
Nome científico: Lippia alba.
Nome popular: Salva-cidreira, falsa-melissa, lípia, alecrim-do-
campo, salva-limão.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Ansiedade, insônia, cólicas, flatulência, digestivo, e
expectorante.
Contraindicação: Pessoas com pressão baixa.
TA N S AG E M
Nome científico: Plantago major.
Nome popular: Tansagem, plantagem, sete-nervos, transagem,
tanchagem-maior, tanchás.
Parte Utilizada: Folha e sementes.
Indicações: Inflamações da boca e faringe
Contraindicação: Hipotensão, obstrução intestinal, gravidez.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais22
PLANTAS MEDICINAIS COM
INDICAÇÕES BASEADAS NO
CONHECIMENTO POPULAR
A L FAVAC A - A N I S
Nome científico: Ocimum selloi.
Nome popular: Alfavaca-anis, troveran, elixir-paregórico, alfavaca-
cheiro-de-anis, alfavaca.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Digestivo, estomacal, gastrite, resfriado em geral.
Contraindicação: Não deve ser usado por gestantes.
A L FAVAC A - CO M U M
Nome científico: Ocimum basilicum L.
Nome popular: Alfavaca-comum, alfavacão, manjericão, alfavaca-
cheirosa, basilicão.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Indicações: Gástricos, intestinais, vômitos, afecções urinárias e
respiratórias.
Contraindicação: Não deve ser usado por gestantes.
A L FAVAC A - C R AVO
Nome científico: Ocimum gratissimum.
Nome popular: Alfavaca-cravo, alfavação, alfavaca, alfavaca-
cheiro-de- cravo.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Cansaço físico, febre, gástricos, antigripais, nervosis-
mo.
Contraindicação: Não é recomendada na gestação.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 23
A L FA Z E M A
Nome científico: Lavandula angustifolia.
Nome popular: Alfazema, lavanda, lavandula, lavanda-inglesa,
nardo, lavanda-inglesa.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Indicações: Insônia, bronquite, gripe, tensão nervosa, depressão,
enxaqueca, asma, cólicas, dermatite.
Contraindicação: Doses elevadas causam sonolência.
A M O R A B R A N C A
Nome científico: Morus alba.
Nome popular: Amora-branca, amoreira, amora, amoreira-
branca, mulberry.
Partes utilizadas: Folha, fruto e casca.
Indicações: Hormonal, laxativa, expectorante, diurética, anti-
inflamatório, reduz pressão sanguínea.
Contraindicação: Não consumir o fruto em caso de diarreia.
A R N I C A
Nome científico: Solidago chilensis.
Nome popular: Arnica, arnica-brasileira, arnica-do-campo, arnica-
silvestre.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Cicatrizante, ferimentos, chagas, escoriações, trauma-
tismo, massagem.
Contraindicação: Tóxica para uso interno.
A R R U DA
Nome científico: Ruta graveolens.
Nome popular: Arruda, arruda-fedorenta, ruta-de-cheiro-forte,
arruda-aromática, arruda-dos-jardins.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Inflamações da pele, dor de dente, ouvido, febre,
câimbras, verminoses, varizes.
Contraindicação: Gestantes e peles sensíveis.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais24
B A B O S A
Nome científico: Aloe vera Burm. F.
Nome popular: Babosa, erva-babosa, babosa-medicinal, aloé,
aloé-do-cabo, erva-de-azebre.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Afecções biliares, queimaduras, acne, psoríase, queda
de cabelo, cicatrizante, anti-inflamatório.
Contraindicação: Gestantes, amamentando e crianças.
B A R DA N A
Nome científico: Arctium minus.
Nome popular: Bardana, carrapicho-grande, pega-pega, pega-
massa, carrapichão.
Parte utilizada: Raízes.
Indicações: Dispepsia, diurético, anti-inflamatório nas dores
articulares, dermatites, antisséptico.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
B U R R I TO
Nome científico: Aloysia polystachya.
Nome popular: Burrito, castelhano, tea-burro, poleo-de-castela,
capim-de-burro.
Parte utilizada: Folha.
Indicações: Age sobre o sistema nervoso central e tem proprieda-
des digestivas.
Contraindicação: Durante a gestação e a amamentação.
C A L Ê N D U L A
Nome científico: Calendula officinalis L.
Nome popular: Calêndula, malmequer, maravilha dos jardins,
margarida dourada.
Partes utilizadas: Flores e folhas.
Indicações: Cicatrizante, antisséptico, analgésico, anti-inflamatório,
antiviral, tonificante da pele, alergias.
Contraindicação: Para gestantes em uso interno.
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C A N A D O B R E J O
Nome científico: Costus spicatus.
Nome popular: Cana-do-brejo, cana-de-macaco, cana-branca,
pacová, canafista.
Partes utilizadas: Folhas, hastes e rizomas.
Indicações: Depurativa, adstringente, diurética, tônico, picada de
insetos, problema de bexiga e diabetes.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
C A N F O R A
Nome científico: Artemisia camphorata.
Nome popular: Cânfora, cânfora-de-jardim, canforeira, canfinho,
macelinha canforada.
Parte utilizada: Toda planta.
Indicações: Dores musculares, picadas de insetos, problemas
respiratórios.
Contraindicação: Tóxica em altas concentrações, uso externo.
C A P U C H I N H A
Nome científico: Tropaeolum majus.
Nome popular: Capuchinha, mastruço-do-peru, flor-de-sangue,
agrião-do-méxico.
Parte utilizada: Toda a planta.
Indicações: Antisséptica, fortificante do cabelo, afecções pulmona-
res, expectorante, diurético, desinfetante das vias urinárias.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
C A R Q U E JA D O C E
Nome científico: Baccharis articulata.
Nome popular: Carqueja, carqueja doce, carqueja-do-mato-doce,
bacárida, vassoura.
Partes utilizadas: Folhas, flores e caule.
Indicações: Dispepsia (Distúrbios da digestão).
Contraindicação: Grávidas, hipertensão e diabetes.
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C AT I N G A D E M U L ATA
Nome científico: Tanacetum vulgare.
Nome popular: Catinga de mulata, atanásia, anil-bravo, erva-dos-
vermes.
Parte utilizada: Capítulos florais.
Indicações: Menstruação, náuseas e estimula o apetite, dor de
dente, chá das flores para sarna.
Contraindicação: Doses elevadas e gestantes.
C E N T E L H A A S I AT I C A
Nome científico: Centella asiatica.
Nome popular: Centelha asiática, centelha, dinheiro-em-penca,
pata-de-cavalo, corcel.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Ativação da circulação sanguínea, anti-inflamatória,
cicatrizante, diurético.
Contraindicação: Alta dose pode provocar sonolência, fraqueza e
dores de cabeça.
C H A P É U D E CO U R O
Nome científico: Echinodorus grandiflorus.
Nome popular: Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, erva-do-brejo,
chá-de- pobre, cá-de-campanha.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Diurético, depurativo, tônica, doenças da pele, afec-
ções renais, afecções da garganta.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
C I D R Ó
Nome científico: Aloysia triphylla.
Nome popular: Cidró, cidrozinho, erva-luiza, capim-cidró, limo-
neto, cidrilha.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Sedativo brando reduz a febre, alivia espasmos
digestivos.
Contraindicação: Evitar exposição ao sol após utilizar compressas.
Uso prolongado irrita o aparelho digestivo, aumenta o sono.
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C I P Ó I N S U L I N A
Nome científico: Cissus sicyoides.
Nome popular: Cipó-insulina, anil-trepador, insulina, uva-brava,
insulina-vegetal.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Problemas cardíacos, anemia, derrames, ativador da
circulação sanguínea e hipoglicemiante.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
C I T R O N E L A
Nome científico: Cymbopogon nardus.
Nome popular: Citronela, citronela-do-ceilão, lenabatu-grass,
cidró-do-paraguai.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Repelente, desinfetante.
Contraindicação: Não ingerir, apenas uso externo.
CO LÔ N I A
Nome científico: Alpinia speciosa.
Nome popular: Colônia, falso cardamomo, pacová, gengibre-con-
cha, louro-de-baiano, vindivá, jardineira, falsa noz-moscada, galanga.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Hipertensão arterial, ansiedade, problemas das vias
urinárias.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
CO N F R E I
Nome científico: Symphytum officinale L.
Nome popular: Confrei, língua-de-vaca, orelha-de-burro, consol-
da, confrei-russo, leite-vegetal.
Partes utilizadas: Rizoma, raíz, folha.
Indicações: Anti-inflamatório, cicatrizante, úlcera, fratura, afecção
óssea.
Contraindicação: Não deve ser usado internamente.
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E M B A Ú B A
Nome científico: Cecropia pachystachya.
Nome popular: Embaúba, ambahu, ambaí, ambaúba, árvore-da-
preguiça, umbaúba.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Diurético, anti-inflamatória, hipertensão.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
E N D R O
Nome científico: Anethum graveolens L.
Nome popular: Endro, funcho-bastardo, aneto, dill, anega, agrião-
dos-jardins.
Partes utilizadas: Folhas, flores e sementes.
Indicações: Gastrointestinais, inflamações bucal e ocular, laxante,
estimulante, diurética.
Contraindicação: Gravidez, lactância, gastrite, doenças neurológicas.
E ST É V I A
Nome científico: Stevia rebaudiana.
Nome popular: Estévia, planta-doce, folha-doce, capim-doce,
erva-adocicada, stévia.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Adoçante natural, tônico para o coração, obesidade,
hipertensão, azia, baixar ácido úrico.
Contraindicação: Sem contra indicação.
F O L H A DA F O RT U N A
Nome científico: Bryophyllum pinnatum.
Nome popular: Folha da fortuna, courama, fortuna, roda-da-
fortuna, folha-grossa.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Furúnculos, tosse, gastrite, alergias, úlceras, leishma-
niose.
Contraindicação: Em excesso causa hipotireoidismo.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 29
F U N C H O
Nome científico: Foeniculum vulgare.
Nome popular: Funcho, funcho-bastardo, funcho-comum,
funcho-doce, funcho-italiano, funcho-vulgar.
Partes utilizadas: Base da haste e sementes.
Indicações: Estimulante das funções digestivas, eliminar gases,
combater cólicas, estimular lactação.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
G I N S E N G
Nome científico: Pfaffia glomerata.
Nome popular: Ginseng-brasileiro, fáfia, para- tudo, corango,
ginseng-do-pantanal.
Parte utilizada: Raízes.
Indicações: Indisposição, fadiga, estimulante da circulação perifé-
rica e do sistema nervoso central, tonteiras, zumbidos.
Contraindicação: Hipertensos.
G R O S E L H A
Nome científico: Hibiscus sabdariffa.
Nome popular: Groselha, vinagreira, azedinha, rosela, quiabo-
azedo, caruru-azedo, quiabo-roxo.
Partes utilizadas: Folha, raiz e fruto.
Indicações: Diurético, febre, febres, tônico, digestivo, estomacal,
protetor da mucosa.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
G U I N É
Nome científico: Petiveria alliacea.
Nome popular: Guiné, erva-de-guiné, cagambá, tipi-verdadeiro,
raiz-de-gambá.
Partes utilizadas: Folha e raiz.
Indicações: Diurética, artrite, reumatismo, malária, memória fraca,
abortivo.
Contraindicação: Em dose elevadas é considerada tóxica.
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H O RT E L Ã
Nome científico: Mentha sp.
Nome popular: Hortelã rasteira, menta, hortelã, hortelã-comum,
hortelã-de-folha-miúda.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: antigripal, dor de cabeça, antifúngicas, antiinflamató-
ria, digestiva.
Contraindicação: Em inalação não aplicar em excesso.
I N FA L I V I N A
Nome científico: Calea pinnatifida.
Nome popular: Infalivina, cipó-cruz, cipó-flor-de-maria-mole,
picãozinho, aruca.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Digestiva, vermífugo, sarna, diabete, fígado, dores no
corpo e anemia.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
LO S N A
Nome científico: Artemísia absinthium.
Nome popular: Losna, losna-maior, absinto, Artemísia, erva-
santa, erva-dos-vermes.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Indicações: Diurética, abortiva, perda de apetite, distúrbios da
digestão, fígado, vesícula biliar.
Contraindicação: Em altas doses causa vômitos, cólicas, dor de
cabeça, distúrbios do sistema nervoso.
M A LVA R I SCO
Nome científico: Plectranthus amboinicus.
Nome popular: Malvarisco, hortelã-grauda, hortelã-grande,
malva-do-reino.
Parte utilizada: Folhas
Indicações: dor de garganta, leischmaniose, problemas ovarianos/
uterinos.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 31
M A N J E R O N A
Nome científico: Origanum majorana.
Nome popular: Manjerona, manjerona-doce, manjerona-selva-
gem, grande-orégano, manjerona-inglesa.
Parte utilizada: Toda a planta.
Indicações: Má digestão, arrotos, inapetência, azia, flatulência,
síndrome pré-menstrual, nervosismo.
Contraindicação: Em uso excessivo pode causar aborto.
M E L H O R A L
Nome científico: Salvia microphyla.
Nome popular: Melhoral, pontada, ponto alívio, rapazinhos, erva-
maragata, erva-dos-rapazinhos.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: dor de cabeça, gripe, resfriado, qualquer dor, má
circulação do sangue, palpitação do coração.
Contraindicação: Não usar durante a gravidez.
M I R R A
Nome científico: Tetradenia riparia.
Nome popular: Mirra, estômago, mirra-africana, limonete, pluma-
de-névoa.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Problemas respiratórios, tosse, dor de cabeça e
estômago, diarreia, febre, malária e dengue.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
M O R I N G A
Nome científico: Moringa oleifera.
Nome popular: Moringa, cedro, quiabo-de-quina, acácia-branca,
morangue, moringueiro.
Partes utilizadas: Sementes, raiz, folhas
Indicações: Gota, dores reumáticas, cicatrizantes de feridas,
antiinflamatória.
Contraindicação: As raízes são abortivas.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais32
O R A P R O N O B I S
Nome científico: Pereskia grandifolia.
Nome popular: Ora pro nobis, carne-de-pobre, rose cactus,
cacto-de-árvore.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Anemia, colesterol e furúnculo.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
O R ÉG A N O G R A Ú D O
Nome científico: Origanum vulgare.
Nome popular: Orégano graúdo, orégano, manjerona-baiana,
orégão.
Parte utilizada: Folhas
Indicações: Sistema nervoso, analgésica, digestiva, expectorante,
gripes, cólicas menstruais.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
O R ÉG A N O M I Ú D O
Nome científico: Origanum vulgare.
Nome popular: Orégano miúdo, orégano, manjerona-baiana,
manjerona.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Sistema nervoso, analgésica, digestiva, expectorante,
gripes, cólicas menstruais.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
PA N AC É I A
Nome científico: Solanum cernuum.
Nome popular: Panacéia, braço-de-preguiça, bolsa-de-pastor,
velame-do-mato.
Partes utilizadas: folhas e raízes.
Indicações: Diurética, depurativa, doenças de pele, afecções da
pele, furúnculo, reumatismo.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 33
PA R I PA R O B A
Nome científico: Piper umbellatum.
Nome popular: Pariparoba, aguaxima, caapeba, caena, lençol–de-
santa-barbará.
Partes utilizadas: Folhas, hastes e raízes.
Indicações: Diurética, fígado, vesícula, inflamações da perna, febre,
vias respiratórias, furúnculos, queimaduras leves e reumatismo.
Contraindicação: Em doses elevadas pode provocar náuseas e
vômito.
PATA - D E - VAC A
Nome científico: Bauhinia forficata.
Nome popular: Pata de vaca, unha de vaca, unha de boi, unha-
de-veado, bauínia.
Partes utilizadas: Folhas, cascas e flores.
Indicações: Diabetes, purgativa, diurética, afecções do aparelho
urinário, cálculos renais, elefantíase.
Contraindicação: Diabéticos devem fazer uso com acompanha-
mento médico.
P E N I C I L I N A
Nome científico: Alternanthera dentata.
Nome popular: Penicilina, sempre-viva, doril, carrapichinho,
perpétua-do-brasil, infalível.
Partes utilizadas: Flores e folhas.
Indicações: Diurética, digestiva, depurativa, prisão de ventre.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
P O E J O
Nome científico: Mentha pulegium.
Nome popular: Poejo, erva de são-lourenço, menta selvagem,
poejinho, hortelã-miúda.
Parte utilizada: Parte aérea.
Indicações: Expectorante, estimulante do apetite, digestivas,
espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite.
Contraindicação: Durante a gestação, nos 3 primeiros meses.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais34
P U L M O N Á R I A
Nome científico: Stachys byzantina.
Nome popular: Pulmonária, orelha de lebre, língua de vaca,
orelhas de gato.
Parte utilizada: Folha.
Indicações: problemas respiratórios, asma, tosse, bronquite e
garganta, sistema circulatório, varizes.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
S A B U G U E I R O
Nome científico: Sambucus australis.
Nome popular: Sabugueiro, acapora, sabugo-negro, sabugueiro-
do-brasil, sabugueirinho.
Partes utilizadas: Folha, flor, entrecasca e frutos.
Indicações: Problemas respiratórios, diurética, antisséptica, cicatri-
zante, anti-inflamatória, febre, sarampo, catapora.
Contraindicação: As folhas são tóxicas, não podendo ser ingeridas.
S A L S A PA R I L H A
Nome científico: Herreria salsaparilha.
Nome popular: Salsaparilha, sarza, salsa-americana, japicanga,
salsa-de-espinho.
Parte utilizada: Raiz.
Indicações: sudoríficos, doenças da pele, gotosas, na sífilis e no
reumatismo.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
S E N E
Nome científico: Senna corymbosa.
Nome popular: Sene, sena-do-mato, sena-do-campo, fedegoso,
folha-de-sene.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Laxante, purgativo.
Contraindicação: Altas doses causa crise de nefrite aguda que
pode ser mortal.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 35
S ET E S A N G R I A S
Nome científico: Cuphea carthagenensis.
Nome popular: Sete-sangrias, pé-de-pinto, erva-de-sangue,
guanxuma-vermelha.
Parte utilizada: Planta inteira.
Indicações: Diurética, nervosismo, depurativo, hipertensão, arte-
riosclerose, palpitações do coração, circulação sanguínea.
Contraindicação: Não utilizar em crianças.
TA R U M Ã
Nome científico: Vitex montevidensis.
Nome popular: Tarumã, tarumã-preta, azeitona-do-mato, tarumã-
do-mato, tarumã-azeitona.
Parte utilizada: Folhas.
Indicações: Depurativo sanguíneo, hemorroidas, reumatismo e
dermatoses.
Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
TO M I L H O
Nome científico: Thymus vulgaris.
Nome popular: Tomilho, timo, tomilho-de-jardim, tomilho-selva-
gem, tomilho-de-inverno, Erva-urso.
Partes utilizadas: Folhas e ramos.
Indicações: Expectorante, tosse, gripe, resfriado, digestiva, antis-
séptica, antifúngica, digestiva, reumatismo articular.
Contraindicação: Não usar durante a gravidez.
U R U C U M
Nome científico: Bixa orellana.
Nome popular: Urucum, urucu, anoto, colorau, falso-açafrão, uru-
uva, orucu, açafrão-indígena.
Parte utilizada: Sementes.
Indicações: Expectorante, laxativa, anti-hemorrágicas, cicatrizante,
fígado, tuberculose, afecções do coração, problemas na pele e
anti-inflamatório.
Contraindicação: Gestantes e lactantes.
ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais36
Referências Bibliográficas
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parrilha Mart.-Herreriaceae) para Confecção de Artesanato no municí-
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econômicos do Pantanal. Os desafios do Novo Milênio. Corumbá
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BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Identificação
e tecnologia de plantas medicinais da flora de clima temperado.
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BRASÍLIA. O mercado Brasileiro para mentol Paraguaio. Setembro, 2006.
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ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 37
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ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais38
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VELLOSO, C. C. et al. Horto Medicinal Relógio do Corpo Humano. Ema-
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VENDRUSCOLO, G. S. & MENTZ, L. A. Levantamento etnobotânico das
plantas utilizadas como medicinais por moradores do bairro Ponta
Grossa, Porto Alegre, RS. HERINGIA, Série Botânica, v. 61, n. 1-2, p.
83-103. Porto Alegre: jan/dez, 2006.
VIEGAS, A. C. Indicações Farmacológicas e uso Popular da Mentha pi-
perita. L (Hortelã pimenta). Universidade Federal de Pelotas. Pelotas
(RS): 2011.
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Tiragem:
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Contatos:
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  • 1. P R O J E T O PLANTAS MEDICINAIS – CARTILHA INFORMATIVA –
  • 2. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais2 PROJETO PLANTAS MEDICINAIS Uma das estratégias do Programa Cultivando Água Boa é a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde e na manutenção da biodiversidade vegetal e cultu- ral da região oeste do Paraná. Com isso, em 2003, foi criado o Projeto Plantas Me- dicinais, que se encontra no Refúgio Biológico Bela Vista (RBBV) onde desempenha atividades que vão desde o cultivo e distribuição de mudas para a comunidade até a produção de plantas desidratadas para os postos de saúde parceiros do projeto. Programa Cultivando Água Boa é uma ampla iniciativa socioambiental concebida a partir da mudança na missão institucional da Itaipu Binacional, promovida em 2003. O Cultivan- do Água Boa representa um grande movimento de participação comunitária permanente, em que a Itaipu, além de mitigar e corrigir passivos ambientais, trabalha com a sociedade para mudar os seus valores. Atualmente, são desenvolvidos 20 programas e 65 ações fundamen- tadas nos principais documentos planetários, emanados dos mais importantes fóruns de debates a respeito da proble- mática socioambiental. As ações vão desde a recuperação de microbacias e a proteção das matas ciliares e da biodiversi- dade, até a disseminação de valores  e saberes que con- tribuem para a formação de cidadãos dentro da concepção da ética do cuidado e do respeito com o meio ambiente. ProblemáticaGlobal/Local Valorização doPatrimônio Institucionale Regional Diversificação eAgroindus- trialização Onde Atuar? Na Bacia Hidrográfica (BR/PY) Jovem Jardineiro Monitoramento e Avaliação Ambiental Missão/Papel Infraestrutura Eficiente Saneamento naRegião Produção de Peixes O que mudar? Valores e Atitudes Agricultura Familiar Documentos Planetários Gestãopor Bacias Plantas Medicinais Como Atuar? De Modo Participativo por Comitês Gestores (PDCA) ColetaSolidária Planejamento, execuçãoe avaliação coletiva Cultivando Água Boa/ Porã/Buena Biodiver- sidade Comunidade Indígena EducaçãoAmbiental AgriculturaOrgânica Compartilhare Cooperarcom OutrasRegiões Legitimaçãoe Reconhecimento Externos I T A I P U B I N A C I O N A L O
  • 3. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 3 Objetivo O projeto tem como objetivo geral educar, pesquisar, desenvolver, cul- tivar, beneficiar, comercializar e distribuir espécies medicinais, aromáticas e condimentares para atender aos projetos socioeconômicos e ambien- tais da Itaipu e região, produzindo resultados tecnológicos e científicos. Visão geral Desde 2003 o projeto plantas medicinais incentiva a utilização da fi- toterapia na atenção à saúde e a adoção da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos pelos municípios que compõem a bacia hidro- gráfica do rio Paraná parte 3 (BP3). Neste sentido, promove a capacitação de profissionais de saúde, espe- cialmente as equipes do Programa Saúde da Família (PSF), para a prescri- ção e utilização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos na rede pú- blica de saúde. As plantas medicinais produzidas no RBBV são fornecidas gratuitamente às unidades de saúde, onde os fitoterápicos são prescritos aos pacientes por profissionais capacitados. Além das capacitações o projeto também incentiva a criação de hortos municipais, o cultivo orgânico de plantas medicinais, aromáticas e condi- mentares por agricultores familiares, e sua extração de modo sustentável, preservando os remanescentes florestais e criando uma alternativa viável economicamente para a diversificação nas pequenas propriedades rurais.
  • 4. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais4 Público alvo As ações do projeto Plantas Me- dicinais envolvem agricultores, pro- fissionais de saúde, pesquisadores, universidades, comunidades indí- genas, quilombolas, assentados da reforma agrária, pastorais, clubes de mães, associações e comunida- des em geral. Área de abrangência O projeto atua nos 29 mu- nicípios da BP3, mais o muni- cípio de Palotina-PR.
  • 5. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 5 Principais ações e resultados (2003-2012) Diagnóstico regional: em 2005 cerca de 2.500 pessoas foram entrevis- tadas para levantar dados da utilização de plantas medicinais pela população da BP3. Esta pesquisa possibilitou deli- near um perfil regional sobre o uso de espécies medicinais pela população, quais as plantas mais utilizadas, as doenças mais frequentes, a origem do uso e o conhecimento em geral sobre o tema. O resultado serviu de base para o planejamento de ações estratégicas como a realização dos cursos básicos de orientação sobre o uso de plantas medicinais e as capacitações de profissionais de saúde. Cursos para a comunidade: os cursos básicos são realizados para associações de moradores, escolas, creches, clubes de mães, represen- tantes das pastorais, comunidades indígenas, quilombolas e assenta- dos. Desde o início do projeto mais de 9.000 pessoas já participaram dos cursos sobre a utilização correta de plantas medicinais, segurança alimentar e nutricional, o reaproveitamento de vegetais e noções de higiene e saneamento básico. Capacitação de profissionais de saúde: por meio dos cursos rea- lizados foi possível formar mais de 1.300 profissionais (médicos, den- tistas, farmacêuticos, enfermeiras e nutricionistas), que agora estão aptos para diagnosticar e prescre- ver medicamentos fitoterápicos e outros produtos a base de plantas medicinais para os pacientes do Sis- tema Único de Saúde (SUS).
  • 6. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais6 Capacitação de agricultores: 98 agricultores foram capacitados no cultivo e beneficiamento de plantas medicinais para que eles produzam plantas de boa qualidade, com alto padrão de princípios ativos, e assim supram as necessidades das prefeituras municipais, laboratórios e empre- sas de produtos fitoterápicos. Produção e doação de mudas: no viveiro medicinal cerca de 90 espécies de plantas medicinais são produzidas e doadas para agricul- tores, universidades e comunida- des do entorno do RBBV. Mais de 230.000 mudas já foram doadas para implantação de áreas produtivas, hortas e realização de trabalhos científicos. Cultivo orgânico de plantas medicinais: o horto medicinal da Itaipu possui uma coleção 144 es- pécies de plantas medicinais iden- tificadas. Em uma área de 1,5 hec- tares as plantas são cultivadas de forma orgânica, ou seja, sem o uso de agrotóxicos, e servem como matrizes para multiplicação de mudas e matéria-prima para a fabricação de drogas vegetais. Ervanário: cerca de 30 espécies de plantas medicinais são proces- sadas pelo Ervanário da ITAIPU. A unidade com 200 m² de área cons- truída possui estruturas e equipa- mentos especialmente projetados para o beneficiamento de plantas
  • 7. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 7 medicinais. No local são realizadas as etapas de seleção, limpeza, seca- gem, embalagem, controle de qualidade e armazenamento da produção, além da montagem de um kit com plantas medicinais que servem para o tratamento das doenças mais comuns da região. Fitoterapia no SUS: as plantas medicinais produzidas no ervanário da Itaipu são fornecidas sem custo para os postos de saúde do SUS. Os fitoterápicos cedidos complemen- tam o tratamento dos pacientes de 20 unidades de saúde de Foz do Iguaçu e região nos programas do Hiperdia, Combate ao Tabagismo, Odontologia e clínica geral. Desde 2007, mais de 1000 Kg de plantas desidratadas foram fornecidos pelo projeto. Encontros regionais: o projeto já realizou 10 encontros regionais para discussão de temas ligados a plantas medicinais e fitoterapia, dos quais participaram 1.920 pessoas, principalmente profissionais de saúde, acadêmicos e agricultores. Incentivo à agricultura familiar: um dos eixos abordados pelo pro- jeto é a produção de plantas medicinais pela agricultura familiar orgâni- ca. Para isso fornece assistência técnica aos produtores interessados no cultivo, além de mudas e equipamentos de secagem. O setor que antes era considerado frágil e desorganizado agora conta com uma associação de produtores, a Cooperativa Gran Lago, formada em 2009 pela união de 24 famílias de agricultores da BP3 e que vem recebendo apoio técnico para o cultivo e comerciali- zação de seus produtos.
  • 8. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais8 Desenvolvimento de novas tecnologias: investimento em novas tecnologias de secagem através do desenvolvimento e instalação de 5 secadores de plantas medicinais que funcionam através do aquecimento solar ou elétrico. Os secadores pos- suem controle automático de temperatura e umidade, o que propicia maior qualidade aos produtos e, ao mesmo tempo, uma alternativa mais sustentá- vel em relação aos tradicionais secadores aquecidos por lenha, gás e carvão. Unidade de Produção de Ex- tratos: buscando o desenvolvimento tecnológico da região e a agregação de valor aos produtos da agricultura familiar, ITAIPU, Prefeitura de Pato Bragado e Sustentec firmaram parce- ria para a construção de um laborató- rio de produção de extrato seco obtidos de plantas medicinais. A estrutura é considerada uma iniciativa pioneira no país e integra um amplo programa de estruturação da cadeia produtiva de plantas medicinais na região. A unidade foi inaugurada em abril de 2010 e já produz extratos de drogas vegetais que serão comercializados com farmácias de manipulação e indústrias de cosméticos, alimentos e medicamentos. Educação ambiental: através de trabalhos educativos com os diver- sos públicos é possível despertar a consciência ecológica, a importância da preservação da biodiversidade e gerar mudanças nos seus modos de produzir e consumir. Por meio da ecopedagogia o projeto leva a crianças, jovens e adultos a cultura, a tradição e o saber popular sobre o tema plantas medicinais.
  • 9. Em todas as suas ações, o projeto promove o resgate cultural da utilização de plantas medicinais, valorizando a tradição e os saberes populares, que aliados ao conheci- mento científico têm melhorado a qualidade de vida e a saúde da comunidade. 9ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais
  • 10. O Brasil e as plantas medicinais Brasil é um dos 14 países com grande biodiversidade contendo mais de 10% de todos os organismos descri- tos na Terra. Dos medicamentos atualmente produzidos, cerca de 25% têm componentes químicos oriundos de plantas. Nossa flora tem cerca de 120 mil espécies vegetais, de aplicações terapêuticas. O alto custo dos medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica, dentre outros motivos, têm aumentado o interesse das pessoas nesse tipo de terapia. A OMS estima que mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo confiam nas "medicinas tradicionais", onde as ervas têm grande emprego. O Brasil, por sua vez, através de suas políticas públicas tem reconhecido cada vez mais a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde, tornando a fito- terapia uma opção terapêutica oficial no SUS. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais10
  • 11. O que é a fitoterapia? Fitoterapia é o método de tratamento de doenças através da utilização de plantas medicinais ou medica- mentos fitoterápicos, é a forma mais antiga e funda- mental de medicina da Terra. Há mais de 6000 anos o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar suas doen- ças. A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de curar males profundamente e integralmente, de ma- neira não agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo.
  • 12. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais12 Atenção ao comprar ou usar plantas medicinais • Evite automedicação, mesmo com plantas medicinais. Se necessário use em sintomas comuns, pouco intensos e de natureza passageira; • O preparo correto de chás, xaropes e cozidos são importantes para extrair as substancias ativas que estão nas plantas; • É errado pensar que “chazinho, se não faz bem, mal não fará”; • Utilize somente plantas medicinais conhecidas e de preferência com recomendação de um profissional; • Evitar o uso de plantas medicinais sem indicação médica durante a gestação ou em crianças menores de 6 meses; • Chás de plantas medicinais também podem apresentar efeitos indese- jados se não forem utilizados na forma e quantidade recomendada; • Evitar o uso de vasilha de alumínio; • Utilizar sempre água limpa ou filtrada; • O chá deve ser preparado e consumido no mesmo dia, preferencial- mente em doses únicas. Quando armazenado pode entrar em proces- so de fermentação, mesmo na geladeira; • Evite comprar ou usar as plantas expostas ao sol, à poluição, mofadas ou sujas; • Tome o preparado de duas a três vezes ao dia ou de acordo com a recomendação de um profissional; • Utilize somente plantas identificadas. Plantas que possuem o mesmo nome popular podem tratar doenças diferentes; • Crianças e idosos são mais suscetíveis a intoxicações; • Em caso de piora ou efeitos indesejados procurar o serviço de saúde mais próximo. ATENÇÃO: “A diferença entre um remédio e um veneno está na quantidade que é utilizada”.
  • 13. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 13 Formas de preparo mais comuns Infusão ou abafado: Colocar água potável fervente sobre uma colher de sopa de erva seca rasurada ou uma colher e meia de planta verde em uma xícara, abafar por dez minutos em repouso e coar em seguida. Indicado para chás á base de flores, folhas e frutos. Decocção ou cozimento: Colocar a planta em um recipiente com água fria e ferver de dez a quinze minutos com o recipiente tampado. Indicado para preparo de par- tes duras das plantas como cascas, raízes, caules e sementes. Xarope caseiro: Preparar um copo médio de calda com duas partes de água e três par- tes de açúcar e ferver. Depois juntar uma colher de sopa de planta picada e cozinhar em banho-maria durante 45 minutos, mexendo algumas vezes.
  • 14. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais14 Coe e coloque em um vidro limpo com tampa e guarde em local fresco e ao abrigo de luz. Observação: Tomar três vezes ao dia ou conforme recomendação mé- dica e no máximo vinte dias. Dicas de coleta • O melhor horário é de manhã após a evaporação do orvalho, ou no final da tarde; • Conhecer qual a parte da planta se utiliza; • Não coletar plantas molhadas, com terra ou com manchas e furos provocados por insetos; • Coletar somente em locais seguros, evitando coletar nas ruas, beiras de estradas, próximos a fossas ou plantações onde se utiliza agrotóxicos. Dicas de secagem • A temperatura ideal de secagem varia de 25 a 45°C, dependendo da parte da planta que será seca. • Se você não possui um secador com temperatura controlada, espalhe uma camada de plantas bem fina em bandejas ou tela de nylon, colo- que em local seco, bem ventilado e protegido do sol e de animais, se possível cobrir com uma tela tipo mosquiteiro. • Mexer a cada 1 ou 2 dias para secar homogeneamente. • Você sente que ela está seca quando amassa um punhado e ela que- bra ou esfarela na mão. Dicas de armazenamento • As plantas desidratadas devem ser guardadas em recipiente de vidro ou porcelana, com tampa, ao abrigo da luz. • Identificar o frasco com o nome da planta e a data de coleta. A validade é de aproximadamente 6 meses. • Sempre antes de usar observar a presença de mofo, partes de insetos e mudanças na coloração e aroma.
  • 15. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 15 PLANTAS MEDICINAIS DE USO TRADICIONAL E EFETIVIDADE RECONHECIDAS PELA ANVISA A LC AC H O F R A Nome científico: Cynara scolymus L. Nome popular: Alcachofra, alcachofra-rosa, alcachofra-hortense, cachofra. Partes utilizadas: Folhas, brácteas (cabeça), raízes. Indicações: Dispepsia (distúrbios da digestão). Contraindicação: Com vesícula biliar, hepatite grave, falência hepática e câncer hepático. A L EC R I M Nome científico: Rosmarinus officinalis L. Nome popular: Alecrim, alecrim-de-jardim, rosmarinho, alecrim- de-cheiro, flor-de-olimpo. Partes utilizadas: Folhas e sumidades floridas. Indicações: Distúrbios circulatórios, antisséptico, cicatrizante, distúrbios digestivos. Contraindicação: Pessoas com doença prostática, gastroenterites, dermatoses e convulsão. A L EC R I M - P I M E N TA Nome científico: Lippia sidoides. Nome popular: Alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa- cavalo, alecrim-bravo. Partes utilizadas: Folhas. Indicações: Inflamações da boca, garganta, antisséptico. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. 15ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais
  • 16. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais16 C A P I M L I M ÃO Nome científico: Cymbopogon citratus. Nome popular: Capim-limão, capim-cidreira, capim cheiroso, erva cidreira. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Cólicas intestinais e uterinas. Quadros leves de ansie- dade e insônia, como calmante suave. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. C A R Q U E JA Nome científico: Baccharis trimera. Nome popular: Carqueja, carqueja amarga, carqueja-do-mato, bacárida, cacália. Partes utilizadas: Folhas, flores, caule. Indicações: Dispepsia (Distúrbios da digestão) Contraindicação: Grávidas, hipertensão e diabetes. C AVA L I N H A Nome científico: Equisetum arvensis. Nome popular: Cavalinha, rabo-de-cavalo, erva-carudo, cola-de- cavalo, cavalinha-gigante, cauda-de-cavalo. Parte utilizada: Parte aérea. Indicações: Retenção de líquidos. Contraindicação: Pessoas com insuficiência renal e cardíaca ni- cotina. Uso prolongado e altas doses provocam anorexia, irritação gástrica e no sistema urinário. C H A M B Á Nome científico: Justicia pectoralis. Nome popular: Chambá, chachambá, trevo-cumaru, anador, trevo-do-pará. Parte utilizada: Folhas jovens. Indicações: Tosse, como expectorante e broncodilatador. Contraindicação: Pacientes com problemas de coagulação e em uso de anticoagulantes e analgésicos.
  • 17. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 17 E R VA B A L E E I R A Nome científico: Varronia verbenacea. Nome popular: Erva-baleeira, maria-milagrosa, catinga-de-barão, cordia. Parte utilizada: Folha. Indicações: Inflamação em contusões e dor Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. E S P I N H E I R A S A N TA Nome científico: Maytenus ilicifolia. Nome popular: Espinheira-santa, espinheira divina, salva-vidas, maiteno, cancerosa. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Dispepsia, azia e gastrite. Contraindicação: Crianças menores de 6 anos. Grávidas até o terceiro mês de gestação e lactantes. FA L SO B O L D O Nome científico: Plectranthus barbatus. Nome popular: Falso-boldo, boldo nacional, hortelã homem, Boldo africano. Parte utilizada: Folhas Indicações: Dispepsia (distúrbios da digestão) e hipotensão (pressão baixa). Contraindicação: Gestantes, lactantes, crianças, pessoas com hipertensão, hepatites, obstrução das vias biliares e uso de medi- camentos para o sistema nervoso central. F I G AT I L Nome científico: Vernonia condensata. Nome popular: Figatil, boldo, boldo-japonês, boldo-baiano, alumã, aloma, aluman, luman. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Dor e dispepsia. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
  • 18. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais18 GO I A B E I R A Nome científico: Psidium guajava. Nome popular: Goiaba, araçá-das-almas, araçá-goiaba, guaiaba, guaiava, guava. Indicações: Oral - Diarréias não infecciosas. Tópico - Pele e mucosas lesadas, como antisséptico. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. G UACO Nome científico: Mikania glomerata Spreng. Nome popular: Cipó caatinga, cipó catinga, erva-de-sapo, erva- cobra, cipó-sucuriju. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. H O RT E L Ã - P I M E N TA Nome científico: Mentha piperita. Nome popular: Hortelã-pimenta, hortelã-cheirosa, menta, hortelã-apimentada, sândalo. Partes utilizadas: folha e sumidade florida. Indicações: Cólicas, flatulência (gases), problemas hepáticos. Contra Indicações: Casos de obstruções biliares, danos hepáticos severos e durante a lactação. L A R A N JA A M A R G A Nome científico: Citrus aurantium. Nome popular: Laranja-amarga, citrus, apepu, laranja-da-terra, laranja-azeda. Parte utilizada: Flores. Indicações: Quadros leve de ansiedade e insônia, como calmante suave. Contraindicação: Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de distúrbios cardíacos.
  • 19. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 19 M AC E L A Nome científico: Achyrocline satureioides. Nome popular: Macela, marcela, marcela do campo, macelinha, macela de travesseiro. Parte utilizada: Sumidades floridas. Indicações: Má digestão e cólicas intestinais; como sedativo leve; e como anti-inflamatório. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. M A LVA Nome científico: Malva sylvestris. Nome popular: Malva, malva-alta, malva-silvestre, malva-verde, malva-selvagem. Partes utilizadas: Folhas e flores. Indicações: Afecções respiratórias, expectorante, contusões, processos inflamatórios da boca e garganta. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. M A R AC U JÁ Nome científico: Passiflora sp. Nome popular: Passiflora, maracujá, maracujá-de-suco, maracuja- zeiro, maracujá-azedo, maracujá-ácido. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Quadros leve de ansiedade e insônia, como calmante suave. Contraindicação: Hipotensos. M E L I S S A Nome científico: Melissa officinalis. Nome popular: Melissa, erva cidreira, erva luísa, cidreira, cidreira- verdadeira. Partes utilizadas: Folhas e inflorescências. Indicações: Cólicas abdominais. Quadros leve de ansiedade e insônia, como calmante suave. Contraindicação: Redução da função da tireoide.
  • 20. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais20 M I L E M R A M A Nome científico: Achillea mellifolium L. Nome popular: Elevante, aquiléa, erva de cortadura, erva do carpinteiro, mil folhada. Partes utilizadas: Flores, caule e folhas. Indicações: Falta de apetite, dispepsia, febre, inflamação e cólicas. Contraindicação: Portadoras de úlcera gástrica ou duodenal ou com oclusão das vias biliares. P I TA N G A Nome científico: Eugenia uniflora. Nome popular: Pitanga, ibipitanga, pitangueira, pitangatuba, pitanga-branca, pitanga-do-mato. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Diarréia não infecciosa. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. R O M Ã Nome científico: Punica granatum. Nome popular: Romã, romanzeiro, romeira, granada, milagreira, miligrã. Parte utilizada: Pericarpo (casca do fruto). Indicações: Inflamações e infecções da mucosa da boca e faringe como antiinflamatório e antisséptico. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. S A LV I A Nome científico: Salvia officinalis. Nome popular: Sálvia, Salva-das-boticas, salva, salva-de-remédio, salva-comum. Partes utilizadas: Folhas e flores. Indicações: Inflamações da boca e garganta, gengivites e aftas, dispepsias e transpiração excessiva. Contraindicação: Não utilizar na gravidez e lactação.
  • 21. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 21 S A LVA C I D R E I R A Nome científico: Lippia alba. Nome popular: Salva-cidreira, falsa-melissa, lípia, alecrim-do- campo, salva-limão. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Ansiedade, insônia, cólicas, flatulência, digestivo, e expectorante. Contraindicação: Pessoas com pressão baixa. TA N S AG E M Nome científico: Plantago major. Nome popular: Tansagem, plantagem, sete-nervos, transagem, tanchagem-maior, tanchás. Parte Utilizada: Folha e sementes. Indicações: Inflamações da boca e faringe Contraindicação: Hipotensão, obstrução intestinal, gravidez.
  • 22. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais22 PLANTAS MEDICINAIS COM INDICAÇÕES BASEADAS NO CONHECIMENTO POPULAR A L FAVAC A - A N I S Nome científico: Ocimum selloi. Nome popular: Alfavaca-anis, troveran, elixir-paregórico, alfavaca- cheiro-de-anis, alfavaca. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Digestivo, estomacal, gastrite, resfriado em geral. Contraindicação: Não deve ser usado por gestantes. A L FAVAC A - CO M U M Nome científico: Ocimum basilicum L. Nome popular: Alfavaca-comum, alfavacão, manjericão, alfavaca- cheirosa, basilicão. Partes utilizadas: Folhas e flores. Indicações: Gástricos, intestinais, vômitos, afecções urinárias e respiratórias. Contraindicação: Não deve ser usado por gestantes. A L FAVAC A - C R AVO Nome científico: Ocimum gratissimum. Nome popular: Alfavaca-cravo, alfavação, alfavaca, alfavaca- cheiro-de- cravo. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Cansaço físico, febre, gástricos, antigripais, nervosis- mo. Contraindicação: Não é recomendada na gestação.
  • 23. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 23 A L FA Z E M A Nome científico: Lavandula angustifolia. Nome popular: Alfazema, lavanda, lavandula, lavanda-inglesa, nardo, lavanda-inglesa. Partes utilizadas: Folhas e flores. Indicações: Insônia, bronquite, gripe, tensão nervosa, depressão, enxaqueca, asma, cólicas, dermatite. Contraindicação: Doses elevadas causam sonolência. A M O R A B R A N C A Nome científico: Morus alba. Nome popular: Amora-branca, amoreira, amora, amoreira- branca, mulberry. Partes utilizadas: Folha, fruto e casca. Indicações: Hormonal, laxativa, expectorante, diurética, anti- inflamatório, reduz pressão sanguínea. Contraindicação: Não consumir o fruto em caso de diarreia. A R N I C A Nome científico: Solidago chilensis. Nome popular: Arnica, arnica-brasileira, arnica-do-campo, arnica- silvestre. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Cicatrizante, ferimentos, chagas, escoriações, trauma- tismo, massagem. Contraindicação: Tóxica para uso interno. A R R U DA Nome científico: Ruta graveolens. Nome popular: Arruda, arruda-fedorenta, ruta-de-cheiro-forte, arruda-aromática, arruda-dos-jardins. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Inflamações da pele, dor de dente, ouvido, febre, câimbras, verminoses, varizes. Contraindicação: Gestantes e peles sensíveis.
  • 24. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais24 B A B O S A Nome científico: Aloe vera Burm. F. Nome popular: Babosa, erva-babosa, babosa-medicinal, aloé, aloé-do-cabo, erva-de-azebre. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Afecções biliares, queimaduras, acne, psoríase, queda de cabelo, cicatrizante, anti-inflamatório. Contraindicação: Gestantes, amamentando e crianças. B A R DA N A Nome científico: Arctium minus. Nome popular: Bardana, carrapicho-grande, pega-pega, pega- massa, carrapichão. Parte utilizada: Raízes. Indicações: Dispepsia, diurético, anti-inflamatório nas dores articulares, dermatites, antisséptico. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. B U R R I TO Nome científico: Aloysia polystachya. Nome popular: Burrito, castelhano, tea-burro, poleo-de-castela, capim-de-burro. Parte utilizada: Folha. Indicações: Age sobre o sistema nervoso central e tem proprieda- des digestivas. Contraindicação: Durante a gestação e a amamentação. C A L Ê N D U L A Nome científico: Calendula officinalis L. Nome popular: Calêndula, malmequer, maravilha dos jardins, margarida dourada. Partes utilizadas: Flores e folhas. Indicações: Cicatrizante, antisséptico, analgésico, anti-inflamatório, antiviral, tonificante da pele, alergias. Contraindicação: Para gestantes em uso interno.
  • 25. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 25 C A N A D O B R E J O Nome científico: Costus spicatus. Nome popular: Cana-do-brejo, cana-de-macaco, cana-branca, pacová, canafista. Partes utilizadas: Folhas, hastes e rizomas. Indicações: Depurativa, adstringente, diurética, tônico, picada de insetos, problema de bexiga e diabetes. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. C A N F O R A Nome científico: Artemisia camphorata. Nome popular: Cânfora, cânfora-de-jardim, canforeira, canfinho, macelinha canforada. Parte utilizada: Toda planta. Indicações: Dores musculares, picadas de insetos, problemas respiratórios. Contraindicação: Tóxica em altas concentrações, uso externo. C A P U C H I N H A Nome científico: Tropaeolum majus. Nome popular: Capuchinha, mastruço-do-peru, flor-de-sangue, agrião-do-méxico. Parte utilizada: Toda a planta. Indicações: Antisséptica, fortificante do cabelo, afecções pulmona- res, expectorante, diurético, desinfetante das vias urinárias. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. C A R Q U E JA D O C E Nome científico: Baccharis articulata. Nome popular: Carqueja, carqueja doce, carqueja-do-mato-doce, bacárida, vassoura. Partes utilizadas: Folhas, flores e caule. Indicações: Dispepsia (Distúrbios da digestão). Contraindicação: Grávidas, hipertensão e diabetes.
  • 26. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais26 C AT I N G A D E M U L ATA Nome científico: Tanacetum vulgare. Nome popular: Catinga de mulata, atanásia, anil-bravo, erva-dos- vermes. Parte utilizada: Capítulos florais. Indicações: Menstruação, náuseas e estimula o apetite, dor de dente, chá das flores para sarna. Contraindicação: Doses elevadas e gestantes. C E N T E L H A A S I AT I C A Nome científico: Centella asiatica. Nome popular: Centelha asiática, centelha, dinheiro-em-penca, pata-de-cavalo, corcel. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Ativação da circulação sanguínea, anti-inflamatória, cicatrizante, diurético. Contraindicação: Alta dose pode provocar sonolência, fraqueza e dores de cabeça. C H A P É U D E CO U R O Nome científico: Echinodorus grandiflorus. Nome popular: Chapéu-de-couro, chá-do-brejo, erva-do-brejo, chá-de- pobre, cá-de-campanha. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Diurético, depurativo, tônica, doenças da pele, afec- ções renais, afecções da garganta. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. C I D R Ó Nome científico: Aloysia triphylla. Nome popular: Cidró, cidrozinho, erva-luiza, capim-cidró, limo- neto, cidrilha. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Sedativo brando reduz a febre, alivia espasmos digestivos. Contraindicação: Evitar exposição ao sol após utilizar compressas. Uso prolongado irrita o aparelho digestivo, aumenta o sono.
  • 27. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 27 C I P Ó I N S U L I N A Nome científico: Cissus sicyoides. Nome popular: Cipó-insulina, anil-trepador, insulina, uva-brava, insulina-vegetal. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Problemas cardíacos, anemia, derrames, ativador da circulação sanguínea e hipoglicemiante. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. C I T R O N E L A Nome científico: Cymbopogon nardus. Nome popular: Citronela, citronela-do-ceilão, lenabatu-grass, cidró-do-paraguai. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Repelente, desinfetante. Contraindicação: Não ingerir, apenas uso externo. CO LÔ N I A Nome científico: Alpinia speciosa. Nome popular: Colônia, falso cardamomo, pacová, gengibre-con- cha, louro-de-baiano, vindivá, jardineira, falsa noz-moscada, galanga. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Hipertensão arterial, ansiedade, problemas das vias urinárias. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. CO N F R E I Nome científico: Symphytum officinale L. Nome popular: Confrei, língua-de-vaca, orelha-de-burro, consol- da, confrei-russo, leite-vegetal. Partes utilizadas: Rizoma, raíz, folha. Indicações: Anti-inflamatório, cicatrizante, úlcera, fratura, afecção óssea. Contraindicação: Não deve ser usado internamente.
  • 28. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais28 E M B A Ú B A Nome científico: Cecropia pachystachya. Nome popular: Embaúba, ambahu, ambaí, ambaúba, árvore-da- preguiça, umbaúba. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Diurético, anti-inflamatória, hipertensão. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. E N D R O Nome científico: Anethum graveolens L. Nome popular: Endro, funcho-bastardo, aneto, dill, anega, agrião- dos-jardins. Partes utilizadas: Folhas, flores e sementes. Indicações: Gastrointestinais, inflamações bucal e ocular, laxante, estimulante, diurética. Contraindicação: Gravidez, lactância, gastrite, doenças neurológicas. E ST É V I A Nome científico: Stevia rebaudiana. Nome popular: Estévia, planta-doce, folha-doce, capim-doce, erva-adocicada, stévia. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Adoçante natural, tônico para o coração, obesidade, hipertensão, azia, baixar ácido úrico. Contraindicação: Sem contra indicação. F O L H A DA F O RT U N A Nome científico: Bryophyllum pinnatum. Nome popular: Folha da fortuna, courama, fortuna, roda-da- fortuna, folha-grossa. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Furúnculos, tosse, gastrite, alergias, úlceras, leishma- niose. Contraindicação: Em excesso causa hipotireoidismo.
  • 29. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 29 F U N C H O Nome científico: Foeniculum vulgare. Nome popular: Funcho, funcho-bastardo, funcho-comum, funcho-doce, funcho-italiano, funcho-vulgar. Partes utilizadas: Base da haste e sementes. Indicações: Estimulante das funções digestivas, eliminar gases, combater cólicas, estimular lactação. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. G I N S E N G Nome científico: Pfaffia glomerata. Nome popular: Ginseng-brasileiro, fáfia, para- tudo, corango, ginseng-do-pantanal. Parte utilizada: Raízes. Indicações: Indisposição, fadiga, estimulante da circulação perifé- rica e do sistema nervoso central, tonteiras, zumbidos. Contraindicação: Hipertensos. G R O S E L H A Nome científico: Hibiscus sabdariffa. Nome popular: Groselha, vinagreira, azedinha, rosela, quiabo- azedo, caruru-azedo, quiabo-roxo. Partes utilizadas: Folha, raiz e fruto. Indicações: Diurético, febre, febres, tônico, digestivo, estomacal, protetor da mucosa. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. G U I N É Nome científico: Petiveria alliacea. Nome popular: Guiné, erva-de-guiné, cagambá, tipi-verdadeiro, raiz-de-gambá. Partes utilizadas: Folha e raiz. Indicações: Diurética, artrite, reumatismo, malária, memória fraca, abortivo. Contraindicação: Em dose elevadas é considerada tóxica.
  • 30. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais30 H O RT E L Ã Nome científico: Mentha sp. Nome popular: Hortelã rasteira, menta, hortelã, hortelã-comum, hortelã-de-folha-miúda. Parte utilizada: Folhas. Indicações: antigripal, dor de cabeça, antifúngicas, antiinflamató- ria, digestiva. Contraindicação: Em inalação não aplicar em excesso. I N FA L I V I N A Nome científico: Calea pinnatifida. Nome popular: Infalivina, cipó-cruz, cipó-flor-de-maria-mole, picãozinho, aruca. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Digestiva, vermífugo, sarna, diabete, fígado, dores no corpo e anemia. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. LO S N A Nome científico: Artemísia absinthium. Nome popular: Losna, losna-maior, absinto, Artemísia, erva- santa, erva-dos-vermes. Partes utilizadas: Folhas e flores. Indicações: Diurética, abortiva, perda de apetite, distúrbios da digestão, fígado, vesícula biliar. Contraindicação: Em altas doses causa vômitos, cólicas, dor de cabeça, distúrbios do sistema nervoso. M A LVA R I SCO Nome científico: Plectranthus amboinicus. Nome popular: Malvarisco, hortelã-grauda, hortelã-grande, malva-do-reino. Parte utilizada: Folhas Indicações: dor de garganta, leischmaniose, problemas ovarianos/ uterinos. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
  • 31. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 31 M A N J E R O N A Nome científico: Origanum majorana. Nome popular: Manjerona, manjerona-doce, manjerona-selva- gem, grande-orégano, manjerona-inglesa. Parte utilizada: Toda a planta. Indicações: Má digestão, arrotos, inapetência, azia, flatulência, síndrome pré-menstrual, nervosismo. Contraindicação: Em uso excessivo pode causar aborto. M E L H O R A L Nome científico: Salvia microphyla. Nome popular: Melhoral, pontada, ponto alívio, rapazinhos, erva- maragata, erva-dos-rapazinhos. Parte utilizada: Folhas. Indicações: dor de cabeça, gripe, resfriado, qualquer dor, má circulação do sangue, palpitação do coração. Contraindicação: Não usar durante a gravidez. M I R R A Nome científico: Tetradenia riparia. Nome popular: Mirra, estômago, mirra-africana, limonete, pluma- de-névoa. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Problemas respiratórios, tosse, dor de cabeça e estômago, diarreia, febre, malária e dengue. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. M O R I N G A Nome científico: Moringa oleifera. Nome popular: Moringa, cedro, quiabo-de-quina, acácia-branca, morangue, moringueiro. Partes utilizadas: Sementes, raiz, folhas Indicações: Gota, dores reumáticas, cicatrizantes de feridas, antiinflamatória. Contraindicação: As raízes são abortivas.
  • 32. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais32 O R A P R O N O B I S Nome científico: Pereskia grandifolia. Nome popular: Ora pro nobis, carne-de-pobre, rose cactus, cacto-de-árvore. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Anemia, colesterol e furúnculo. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. O R ÉG A N O G R A Ú D O Nome científico: Origanum vulgare. Nome popular: Orégano graúdo, orégano, manjerona-baiana, orégão. Parte utilizada: Folhas Indicações: Sistema nervoso, analgésica, digestiva, expectorante, gripes, cólicas menstruais. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. O R ÉG A N O M I Ú D O Nome científico: Origanum vulgare. Nome popular: Orégano miúdo, orégano, manjerona-baiana, manjerona. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Sistema nervoso, analgésica, digestiva, expectorante, gripes, cólicas menstruais. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. PA N AC É I A Nome científico: Solanum cernuum. Nome popular: Panacéia, braço-de-preguiça, bolsa-de-pastor, velame-do-mato. Partes utilizadas: folhas e raízes. Indicações: Diurética, depurativa, doenças de pele, afecções da pele, furúnculo, reumatismo. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada.
  • 33. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 33 PA R I PA R O B A Nome científico: Piper umbellatum. Nome popular: Pariparoba, aguaxima, caapeba, caena, lençol–de- santa-barbará. Partes utilizadas: Folhas, hastes e raízes. Indicações: Diurética, fígado, vesícula, inflamações da perna, febre, vias respiratórias, furúnculos, queimaduras leves e reumatismo. Contraindicação: Em doses elevadas pode provocar náuseas e vômito. PATA - D E - VAC A Nome científico: Bauhinia forficata. Nome popular: Pata de vaca, unha de vaca, unha de boi, unha- de-veado, bauínia. Partes utilizadas: Folhas, cascas e flores. Indicações: Diabetes, purgativa, diurética, afecções do aparelho urinário, cálculos renais, elefantíase. Contraindicação: Diabéticos devem fazer uso com acompanha- mento médico. P E N I C I L I N A Nome científico: Alternanthera dentata. Nome popular: Penicilina, sempre-viva, doril, carrapichinho, perpétua-do-brasil, infalível. Partes utilizadas: Flores e folhas. Indicações: Diurética, digestiva, depurativa, prisão de ventre. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. P O E J O Nome científico: Mentha pulegium. Nome popular: Poejo, erva de são-lourenço, menta selvagem, poejinho, hortelã-miúda. Parte utilizada: Parte aérea. Indicações: Expectorante, estimulante do apetite, digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite. Contraindicação: Durante a gestação, nos 3 primeiros meses.
  • 34. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais34 P U L M O N Á R I A Nome científico: Stachys byzantina. Nome popular: Pulmonária, orelha de lebre, língua de vaca, orelhas de gato. Parte utilizada: Folha. Indicações: problemas respiratórios, asma, tosse, bronquite e garganta, sistema circulatório, varizes. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. S A B U G U E I R O Nome científico: Sambucus australis. Nome popular: Sabugueiro, acapora, sabugo-negro, sabugueiro- do-brasil, sabugueirinho. Partes utilizadas: Folha, flor, entrecasca e frutos. Indicações: Problemas respiratórios, diurética, antisséptica, cicatri- zante, anti-inflamatória, febre, sarampo, catapora. Contraindicação: As folhas são tóxicas, não podendo ser ingeridas. S A L S A PA R I L H A Nome científico: Herreria salsaparilha. Nome popular: Salsaparilha, sarza, salsa-americana, japicanga, salsa-de-espinho. Parte utilizada: Raiz. Indicações: sudoríficos, doenças da pele, gotosas, na sífilis e no reumatismo. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. S E N E Nome científico: Senna corymbosa. Nome popular: Sene, sena-do-mato, sena-do-campo, fedegoso, folha-de-sene. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Laxante, purgativo. Contraindicação: Altas doses causa crise de nefrite aguda que pode ser mortal.
  • 35. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 35 S ET E S A N G R I A S Nome científico: Cuphea carthagenensis. Nome popular: Sete-sangrias, pé-de-pinto, erva-de-sangue, guanxuma-vermelha. Parte utilizada: Planta inteira. Indicações: Diurética, nervosismo, depurativo, hipertensão, arte- riosclerose, palpitações do coração, circulação sanguínea. Contraindicação: Não utilizar em crianças. TA R U M Ã Nome científico: Vitex montevidensis. Nome popular: Tarumã, tarumã-preta, azeitona-do-mato, tarumã- do-mato, tarumã-azeitona. Parte utilizada: Folhas. Indicações: Depurativo sanguíneo, hemorroidas, reumatismo e dermatoses. Contraindicação: Não encontrado na literatura consultada. TO M I L H O Nome científico: Thymus vulgaris. Nome popular: Tomilho, timo, tomilho-de-jardim, tomilho-selva- gem, tomilho-de-inverno, Erva-urso. Partes utilizadas: Folhas e ramos. Indicações: Expectorante, tosse, gripe, resfriado, digestiva, antis- séptica, antifúngica, digestiva, reumatismo articular. Contraindicação: Não usar durante a gravidez. U R U C U M Nome científico: Bixa orellana. Nome popular: Urucum, urucu, anoto, colorau, falso-açafrão, uru- uva, orucu, açafrão-indígena. Parte utilizada: Sementes. Indicações: Expectorante, laxativa, anti-hemorrágicas, cicatrizante, fígado, tuberculose, afecções do coração, problemas na pele e anti-inflamatório. Contraindicação: Gestantes e lactantes.
  • 36. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais36 Referências Bibliográficas ALVAREZ, J. M., BORTOLOTTO, I. M. O Uso da Salsaparrilha (Herreria Salsa- parrilha Mart.-Herreriaceae) para Confecção de Artesanato no municí- pio de Corumbá, MS. III Simpósio Sobre Recursos Naturais e Sócios- econômicos do Pantanal. Os desafios do Novo Milênio. Corumbá (MS): novembro, 2000. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Identificação e tecnologia de plantas medicinais da flora de clima temperado. Pelotas (RS): dezembro, 2007. BRASÍLIA. O mercado Brasileiro para mentol Paraguaio. Setembro, 2006. CASTRO L. O. et al. Principais gramíneas produtoras de óleos essenciais. Boletim FEPAGRO 11, pág 31. Porto Alegre (RS): 2002. CHAGAS J. H. et al. Produção de mudas de hortelã-japonesa em função da idade e de diferentes tipos de estaca. Ciência Rural, v. 38, n. 8, p. 2157-2163. Santa Maria(RS): novembro, 2008. CHAGAS J. H. et al. Produção da hortelã-japonesa em função da adubação orgânica no plantio e em cobertura. Horticultura Brasileira 29: 412- 417. 2011. COSTA, M. A. G. Aspectos Etnobotânicos do trabalho com Plantas Me- dicinais realizado por curandeiros no município de Iporanga, SP. Botucatu (SP): 2002. DUARTE, M. C. T. Atividade Antimicrobiana de Plantas Medicinais e Aromá- ticas Utilizadas no Brasil. Revista Multi-Ciência. Outubro, 2006. FARAGO, P. V. et al. Análise Morfo-anatômica de Folhas de Pereskia gran- difolia Haw., Cactaceae. Acta Farmacéutica Bonaerense. v. 23, n. 3. 2004. FERREIRA, A. G.; ROSA, S. G. T. Germinação de sementes de sete espécies medicinais nativas do sul do Brasil. Revista Brasileira de Plantas Me- dicinais. v.11, n. 3, p. 230-235. Botucatu (SP), 2009.
  • 37. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais 37 HERINGERIANA. Jardim Botânico de Brasília, v.1, n. 2. Brasília: 2007. KANUMFRE, Francieli. Avaliação da Atividade Antioxidante de Croton antisyphiliticus Martius. Sociedade Brasileira de Química. Departa- mento de Química, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianó- polis (SC). MARCHESE, J. A., FIGUEIRA, G. M. O uso de tecnologias pré e pós-colheita e boas práticas agrícolas na produção de plantas medicinais e aromáti- cas. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. Botucatu, v. 7, n. 3, p. 86-96. 2005. MARINHO, M. L. et al. A utilização de plantas medicinais em medicina veterinária: um resgate do saber popular. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. Botucatu, v. 9, n. 3, p. 64-69. 2007. MORENO A. J. D. et al. Taninos Hidrolisáveis em Bixa orellana. Revista Química Nova, v. 29, n. 3, pag. 507-509. 2006. NASCIMENTO, E. M. et al. Efeito anti-helmíntico do hidrolato de Men- tha villosa Huds. (Lamiaceae) em nematoides gastrintestinais de bovi- nos. Ciencia Rural. v. 39, n. 3, p. 817-824. Santa Maria (RS): mai/jun, 2009. OLIVEIRA, T. G. et al. Micropropagação de Croton antisyphiliticus Mart. Ci- ência Rural, v. 41, n.10, p.1712-1718. Santa Maria: out, 2011. RICCHI, E. L. et al. Derivados diasterioméricos da nepetalactona – componentes com potencial antinociceptivo do óleo volátil das folhas de Nepeta cataria. Sociedade Brasileira de Química. Centro de Ciências e Humanidades e Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo (SP). RITTER, M. R. et al. Plantas usadas como medicinais no município de Ipê, RS, Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 12, n. 2, p. 51-62. Ipê (RS): jul/dez, 2002. RODRIGUES, J. A. C. Contributo para o Estudo Etnobotânico das Plan- tas Medicinais e Aromáticas no Parque Natural da Serra de S. Ma- mede – Pnssm, Fcul. 2001.
  • 38. ITAIPU BINACIONAL | Projeto Plantas Medicinais38 SANTOS, H. B. et al. Ensaios clínicos com as folhas de Cissus sicyoides l.(vitaceae) em pacientes intolerantes à glicose e em diabéticas tipo 2. Revista Brasileira de Análise Clínica. v. 41, p. 35-42, 2009. SILVA G. A. R. A Subtribo Ecliptinae Less. (Heliantheae – Asteraceae) na Amazônia Brasileira. Universidade Federal Rural da Amazônia. Mu- seu Paraense Emílio Goeld. Belém (PA): 2008. VELLOSO, C. C. et al. Horto Medicinal Relógio do Corpo Humano. Ema- ter. Putinga (RS): 2005. VENDRUSCOLO, G. S. & MENTZ, L. A. Levantamento etnobotânico das plantas utilizadas como medicinais por moradores do bairro Ponta Grossa, Porto Alegre, RS. HERINGIA, Série Botânica, v. 61, n. 1-2, p. 83-103. Porto Alegre: jan/dez, 2006. VIEGAS, A. C. Indicações Farmacológicas e uso Popular da Mentha pi- perita. L (Hortelã pimenta). Universidade Federal de Pelotas. Pelotas (RS): 2011.
  • 39. ITAIPU BINACIONAL Diretor-Geral Brasileiro Jorge Miguel Samek Diretor de Coordenação Nelton Miguel Friedrich Superintendente de Meio Ambiente Jair Kotz Divisão de Ação Ambiental Marlene Osowski Curtis Chefe da Assessoria de Comunicação Social Gilmar Piolla Redação e edição: Marianna de Campos Ferreira e Silva Reinaldo Santos Shimabuku Junior Projeto gráfico e diagramação: Divisão de Imagem Institucional Fotografias: Altevir Zardinello, Caio Coronel, Marianna de Campos Ferreira e Silva Impresso em abril de 2012 Tiragem: 3.000 exemplares Contatos: Altevir Zardinello - (45) 3520-5623 Reinaldo Santos Shimabuku Junior - (45) 3520-5644 E-mail: cultivandoaguaboa@itaipu.gov.br