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APRESENTAÇÃO
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES - e a Secretaria Especial
dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH desenvolveram esta cartilha com objetivo de divulgar
junto aos profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia e a população em geral, os aspectos legais,
normativos e técnicos que devem ser obedecidos nos projetos e na construção de edificações, de espaços
públicos e na fabricação de mobiliários e equipamentos, que permitam a mobilidade, o acesso e a autonomia das
pessoas, levando em conta os aspectos antropométricos e as deficiências físicas.
Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas - ONU, cerca de 10% da população dos países em
desenvolvimento é constituída por pessoas portadores de algum tipo de deficiência. A Organização Mundial da
Saúde - OMS calcula que esse número chegue a mais de 600 milhões de pessoas no planeta. No Brasil, o Censo
2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estima que esse contingente corresponde a quase
15% da população, algo em torno de 25 milhões de pessoas.
A acessibilidade deve tornar-se um valor social, garantido pela legislação e normas técnicas, praticado pelos
profissionais do Sistema Confea/Crea e exigido pelo Poder Público e pela população em geral. A cidadania se
constrói com a participação de todos.
Eng. Civil e de Seg. do Trab. Luis Fiorotti
Presidente do Crea-ES
Dezembro 2007.
03
ÍNDICE
1. PARÂMETROSANTROPOMÉTRICOS ......................................................................06
2. DESENHO UNIVERSAL ......................................................................................07
3. SINALIZAÇÃO - SIMBOLOS INTERNACIONAIS............................................................08
3.1. Sinalização tátil no piso .............................................................................09
3.1.1. Sinalização tátil de alerta ...................................................................09
3.1.2. Sinalização tátil direcional..................................................................09
4. CALÇADACIDADÃ...........................................................................................10
4.1. O Que Diz a Lei........................................................................................10
4.2.ACalçada Ideal .......................................................................................11
4.3. Pisos ...................................................................................................12
4.3.1. Faixa de Percurso Seguro ....................................................................12
4.3.1.1. Ladrilho Hidráulico ..................................................................12
4.3.1.2. Piso intertravado ....................................................................12
4.3.1.3. Cimento ou concreto desempenado...............................................12
4.3.1.4. Piso de alta resistência tipo granilite..............................................12
4.3.2. Faixa de Serviço...............................................................................13
4.4. Rampas................................................................................................14
4.4.1. Rampa para pedestres .......................................................................14
4.4.2. Rampa para veículos .........................................................................14
5. ESTACIONAMENTO .........................................................................................15
5.1. Estacionamento próprio ............................................................................15
5.2. Estacionamento na rua..............................................................................15
6. EDIFICAÇÕES ................................................................................................16
6.1. Classificação das Edificações.......................................................................16
6.1.1. Edificações de uso privado multifamiliar ..................................................16
6.1.2. Edificações de uso coletivo..................................................................16
6.1.3. Edificações de uso público...................................................................17
2.1. Princípios básicos do desenho universal...........................................................07
4.3.2.1. Piso tátil de alerta ...................................................................13
4.3.2.2. Piso tátil direcional..................................................................13
04
6.2. CORREDORES .........................................................................................18
6.2.1. Larguras para deslocamento em linha reta................................................18
6.2.2. Larguras mínimas para corredores em Edificações e equipamentos urbanos .........18
6.3. RAMPAS................................................................................................19
6.4. ESCADAS ..............................................................................................21
6.5. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS....................................................................22
6.6. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS ...............................................................23
6.6.1. Plataformas ...................................................................................23
6.6.1.1. Plataforma elevatória de percurso vertical .....................................23
6.6.1.2. Plataforma elevatória de percurso inclinado....................................23
6.6.2. Elevadores.....................................................................................24
6.7. SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS...........................................................................25
6.7.1. SANITÁRIOS....................................................................................26
6.7.1.1. Boxe para bacia sanitária acessível...............................................26
6.8. LOCAIS DE REUNIÃO..................................................................................27
6.8.1. Cinemas, teatros, auditórios e similares ..................................................27
6.9. LOCAIS DE ESPORTE E LAZER........................................................................29
6.9.1. Ginásios........................................................................................29
6.9.2. Piscinas ........................................................................................29
6.9.3. Praias...........................................................................................30
6.10. MOBILIÁRIO..........................................................................................31
6.10.1. Balcão ........................................................................................31
6.10.2. Telefones.....................................................................................31
6.10.3. Bebedouros ..................................................................................32
7. SERVIÇOS DE TRANSPORTE COLETIVO ..................................................................33
8. LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS ...............................................................................34
8.1. Legislação Federal...................................................................................34
8.2. Normas Técnicas daABNT...........................................................................35
9. GLOSSÁRIO ..................................................................................................36
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................37
05
1. PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS
Para a determinação das dimensões referenciais, foram consideradas as medidas entre 5% a 95% da população
brasileira, ou seja, os extremos correspondentes a mulheres e homens de baixa estatura ou estatura elevada.
Atualmente, o homem padrão tem sido basicamente o único parâmetro para a criação de produtos e ambientes,
gerando barreiras para muitas pessoas que possuem características diversas ou extremas.(Figuras 1 a 6)
Figura 1 - Gestante Figura 2 - Obeso Figura 3 - Idoso com bengala
Figura 4 - Deficiente
visual com cão guia
Figura 5 - Cadeirante
Figura 6 - Pessoa com muleta
06
0, 1,95 a 20
0,75
0, 09
2. DESENHO UNIVERSAL
Conceito: concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas,
com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável,
constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade.
Deverão ser projetados espaços que promovam a inclusão e a utilização por qualquer indivíduo com autonomia e
segurança.
2.1. Princípios básicos do desenho universal:
1 - Uso equiparável - O design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas.
2 - Flexibilidade no uso - O design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades.
3 - Uso simples e intuitivo - O uso do design é de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível
de formação, conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração do usuário.
4 - Informação perceptível - O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias,
independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais.
5 - Tolerância ao erro - O design minimiza o risco e as conseqüências adversas de ações involuntárias ou
imprevistas.
6 - Baixo esforço físico - O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço, de forma eficiente e
confortável.
7 - Tamanho e espaço para aproximação e uso - O design oferece espaços e dimensões apropriados para
interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário.
07
3. SINALIZAÇÃO - SÍMBOLOS INTERNACIONAIS
A sinalização de acessibilidade das edificações, do mobiliário, dos espaços e dos equipamentos e a indicação da
existência de elementos acessíveis ou utilizáveis por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida deve ser
feita por meio de símbolo internacional de acesso.
Arepresentação dos símbolos internacionais - de acesso e de pessoas com deficiência visual ou auditiva - consiste
em pictograma branco sobre fundo azul. Estes símbolos podem, ocasionalmente, ser representados em branco e
preto.Afigura deve estar sempre voltada para o lado direito.
O símbolo internacional de acesso deve ser fixado em local visível ao público, sendo utilizado, principalmente,
nos seguintes locais, quando acessíveis:
- Entradas.
- Áreas e vagas de estacionamento de veículos.
- Áreas acessíveis de embarque e desembarque.
- Sanitários.
- Áreas de assistência para resgate, áreas de refúgio, saídas de emergência.
- Áreas reservadas para pessoas em cadeira de rodas.
- Equipamentos exclusivos para o uso de pessoas com deficiência.
Os acessos que não apresentam condições de acessibilidade devem possuir informação visual indicando a
localização do acesso mais próximo que atenda às condições estabelecidas na Norma Brasileira ABNT NBR
9050/2004.
Figura 7 Figura 8 Figura 9
08
A sinalização tátil no piso pode ser do tipo alerta ou direcional, ambas devem ter cor contrastante com a do piso
adjacente. Servem como orientação para pessoas com deficiência visual.
3.1. SINALIZAÇÃO TÁTIL NO PISO
3.1.1. Sinalização tátil de alerta
A sinalização tátil de alerta, com largura mínima entre
0,25m e 0,60m deve estar instalada perpendicularmente
ao sentido de deslocamento nas seguintes situações:
- A sinalização tátil de alerta, com largura mínima entre
0,25m e 0,60m, deve ser instalada ao redor, no caso de
obstáculos suspensos entre 0,60m e 2,10m de altura do
piso acabado, que tenham volume maior na parte
superior do que na base. Como telefones públicos, caixa
de correio.(Figura 10)
- No início e término de escadas fixas, escadas rolantes e
rampas, afastada de 0,32m no máximo do ponto onde
ocorre a mudança de plano; (figura 25 página 22)
- Junto às portas dos elevadores, em cor contrastante
com a do piso, com largura entre 0,25m e 0,60m,
afastada de 0,32m no máximo da alvenaria; (Figura 11)
3.1.2. Sinalização tátil direcional
A sinalização tátil direcional, com largura entre
0,20m e 0,60m, deve ser instalada no sentido do
deslocamento nas seguintes situações:
- Áreas de circulação na ausência ou interrupção
da guia de balizamento, indicando a direção a ser
seguida em espaços amplos externos ou internos,
ou quando houver caminhos preferenciais de
deslocamento.
- Junto a desníveis, tais como plataformas de
embarque e desembarque, palcos, vãos, entre
outros, em cor contrastante com a do piso. Deve
ter uma largura entre 0,25m e 0,60m, instalada ao
longo de toda a extensão onde houver risco de
queda, e estar a uma distância da borda de no
mínimo 0,50m.
Figura 10 - Sinalização tátil de alerta em
obstáculos suspensos.
Figura 11 - Sinalização tátil de alerta junto à porta
de elevador.
09
0,2 a 0,60
5
Máx. 0,32
0,60
0,25 a 0,60
,60
0
00,6
0, 06
Para garantir o direito constitucional de ir e vir, temos dois desafios principais a acessibilidade urbanística
(calçadas) e arquitetônica (nos edifícios). Iniciamos com as calçadas adotando como referência o projeto
Calçada Cidadã da Prefeitura de Vitória que tem como objetivo principal garantir o percurso do cidadão com
segurança e conforto e acessibilidade universal.
4.1. O Que Diz a Lei
É obrigação dos responsáveis pelos imóveis, no caso o proprietário ou o locatário, construir calçadas e mantê-las
em bom estado de conservação.
Ao poder público cabe a responsabilidade pela execução e manutenção das calçadas em orlas, praças e canteiros
centrais de avenidas.
Saiba o que dizem as leis em vigor:
Código Municipal de Edificações - Lei nº 4.821/98 / Lei nº 6.525/05 - Vitória - ES
Art. 163 - A construção e reconstrução das calçadas dos logradouros públicos que possuam meio-fio em toda a
extensão das testadas dos terrenos, edificados ou não, são obrigatórias e competem aos proprietários ou
possuidores dos mesmos, seguindo as diretrizes do projeto denominado “Calçada Cidadã”, obedecendo o
conceito deAcessibilidade Universal e baseado na NBR 9050/04 daABNT, atendendo aos seguintes requisitos:
I - declividade máxima de 2% (dois por cento) do alinhamento para o meio-fio;
II - largura e, quando necessário, especificações e tipo de material indicados pela Prefeitura.
III - proibição de degraus em vias e logradouros com declividade inferior a 20% (vinte por cento);
IV - proibição de uso de materiais derrapantes e trepidantes, bem como de uso de revestimento formando
superfície inteiramente lisa;
V - meio-fio rebaixado com rampas ligadas às faixas de travessia de pedestres na dimensão da faixa, atendendo às
Normas Técnicas (NT);
VI - meio-fio rebaixado para acesso de veículos, perfazendo no máximo 50% da testada do terreno, atendendo às
disposições da Calçada Cidadã, sendo expressamente proibido rampas e/ou degraus tanto na calçada, quanto na
sarjeta, devendo o desnível ser vencido inteiramente dentro do alinhamento do terreno;
VII - destinar área livre, sem pavimentação, ao redor do tronco do vegetal em calçada arborizada.
Art. 164 - A administração poderá construir ou recuperar calçadas que estejam em condições irregulares de uso,
e que tenham sido objeto de prévia intimação, devendo os custos serem cobrados de quem detiver a propriedade
ou a posse do imóvel lindeiro beneficiado.” (NR)
Art. 165 - O rebaixamento de meio-fios para o acesso de veículos será obrigatório, contínuo, não poderá exceder
a 50% da extensão da testada do imóvel e será regulamentado por ato do Poder Executivo.
4. CALÇADA CIDADÃ
10
4.2. A CALÇADA IDEAL
A Calçada ideal é uma calçada bem conservada, na qual as pessoas podem caminhar com segurança e conforto,
em um percurso livre de obstáculos e de forma compartilhada com os diversos usos e serviços de seu interesse.
O novo padrão prevê: faixas de percurso seguro, de serviço (alerta tátil); ilhas de serviço para implantação de
mobiliário urbano; e rampas com sinalização tátil para garantir e facilitar a circulação, principalmente de
pessoas com deficiência.
11
Figura 12 - Calçada regular
4.3. PISOS
4.3.1. Faixa de Percurso Seguro
É o local na calçada correspondente a uma faixa de no mínimo 1,20m de largura onde as pessoas podem caminhar
livre de obstáculos que atrapalham ou impedem a circulação.
O morador pode escolher o piso de sua preferência ou de acordo com suas possibilidades mas, se pretender usar
qualquer material diferente daqueles sugeridos pela Prefeitura, deverá consultar a Administração Regional de
seu bairro. O objetivo é que seja usado piso antiderrapante e não trepidante e garantido um percurso livre de
obstáculos.
4.3.1.1. Ladrilho Hidráulico
O ladrilho hidráulico é composto de cimento, pó de mármore e pigmentos, enrijecido com óxido de alumínio, na
proporção de 6%.As peças de 20x20cm são as mais adequadas, porque as maiores quebram com mais facilidade.A
espessura não deve ser inferior a 2cm.
4.3.1.2. Piso intertravado
Os blocos de concreto conhecidos como “piso intertravado” têm as mesmas qualidades e vantagens do ladrilho.
Podem ser encontrados em diferentes espessuras, que variam de acordo com a resistência exigida: 6cm, 8cm ou
10cm. O piso intertravado difere do ladrilho no processo de colocação. Ele é assentado sobre uma camada de
areia grossa (colchão de pó-de-pedra) de até 4cm e rejuntado com areia fina.
4.3.1.3. Cimento ou concreto desempenado
O cimento é o lastro de concreto com acabamento de argamassa. Receita do cimento ou concreto desempenado,
no traço 1:3, com espessura de 8cm, inclusive no
preparo de caixa:
- 1 (uma) parte de cimento.
- 3 (três) parte de areia.
4.3.1.4. Piso de alta resistência tipo
granilite
Esse tipo de piso é geralmente executado pela
empresa que fornece o produto, pois precisa de
uma técnica especial para execução.
12
OBS: Pedra portuguesa (somente para setores
históricos)
O mosaico português é formado por fragmentos de
rochas calcárias. As pedras são de várias cores e a
homogeneidade entre elas só é obtida com pedras
oriundas da mesma jazida. Por suas características
de assentamento, é o piso que apresenta maiores
dificuldades de reparo. Por isso, só deve ser
mantido nas áreas históricas da cidade.
13
4.3.2. Faixa de Serviço
É a área na calçada reservada junto ao meio-fio para a instalação dos equipamentos urbanos como postes e placas
de sinalização, orelhões e outros mobiliários urbanos, que deixa a faixa de percurso livre de obstáculos.
42 a 53
21 a 27
5
60
a
7
11 a 20
22 a 30
20 a 30
35 a 42
45 a 55
70 a 85
30 a 40
4.3.2.1. Piso tátil de alerta
Este piso deve ser utilizado para sinalizar situações
que envolvem risco de segurança. O piso tátil de
alerta deve ser cromodiferenciado ou deve estar
associado à faixa de cor contrastante com o piso
adjacente. (Figura 13)
4.3.2.2. Piso tátil direcional
Este piso deve ser utilizado quando da ausência ou
descontinuidade de linha-guia identificável, como
guia de caminhamento em ambientes internos ou
externos, ou quando houver caminhos preferenciais
de circulação. (Figura 14)
Figura 13 - Piso tátil de alerta
Figura 14 - Piso tátil direcional
4.4. RAMPAS
4.4.2. Rampa para pedestres
As rampas para pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida devem ter inclinação
adequada e ser marcadas com faixa de alerta tátil.
Inclinação máxima de 8,33%.
Devem ser localizadas nas faixas de pedestres ou
próximas às vagas permitidas para pessoas com
deficiência. (Figura 15)
14
4.4.1. Rampa para veículos
As rampas para acesso de veículos às garagens não
podem ocupar toda a calçada, garantindo a faixa
de percurso seguro livre, com inclinação de 2%.
Qualquer desnível além da altura de 15cm (do
meio-fio) deve ser vencido dentro do terreno. Elas
devem ocupar no máximo 60cm da largura do
passeio, na seção transversal.
Quando a calçada for inferior a 1,50m, deverá ser
toda rebaixada.
Figura 16 - Rampa para veículos
Figura 15 - Rampa para pedestres
Mín.
1,20m
Meio-fio
Piso tátil
de alertaRampa de
acesso a veículos
Piso tátil
de alerta
Piso tátil
direcional
Rampa com
inclinação
máx. 8,33%
Meio-fio
5. ESTACIONAMENTO
5.1. Estacionamento próprio
Número de vagas reservadas demarcadas para veículos conduzidos por pessoas com deficiência:
- De 11 a 100 vagas terá no mínimo 1 vaga.
-Acima de 100 vagas terá no mínimo 1%.
Dimensões da vaga: mínimo 5,00 x 2,50m + 1,20m faixa de circulação.
Pavimento plano antiderrapante:Asfalto, Blocos intertravados de concreto e Lajotas de concreto.
Guias rebaixadas de acesso à edificação:
- Inclinação máxima 8,33%.
- Demarcar faixa de acesso zebrada em amarelo.
- Sinalizar com símbolo internacional de acesso no piso.
- Contornar com piso tátil de alerta.
Vagas próximas ao acesso.
Obstáculos no caminho até o interior da construção:
- Grelha com no máximo 15mm.
- Rampas com inclinação máxima de 8,33%.
5.2. Estacionamento na rua
Dimensões da vaga: mínimo 5,00 x 2,50m + 1,20m
faixa de circulação.
Faixa adicional de circulação com no mínimo
1,20m de largura quando afastadas da faixa de
travessia de pedestres.
Guias rebaixadas em frente ao imóvel:
- Inclinação máxima 8,33%.
- Demarcada faixa de acesso zebrada em amarelo.
- Sinalizada com símbolo internacional de acesso
no piso.
- Contornada com piso tátil de alerta.
- Placa de sinalização vertical.
- Estarem vinculadas a rotas acessíveis com piso
tátil que as interliguem aos pólos de atração.
15
Figura 17 - Estacionamento na rua
0,20
Branco Amarelo
0,10
,3
0
0
1,70
2,50 2,50
0,20
0,50
6.1. Classificação das Edificações
A seguir estão descritos os principais itens relacionados com a acessibilidade nos diferentes tipos de edificações,
conforme nos termos do Decreto Federal nº5.296/2004.
6.1.1. Edificações de uso privado multifamiliar
Consideram-se edificações de uso privado aquelas destinadas à habitação, que podem ser classificadas como
unifamiliar ou multifamiliar.
A construção de edificações de uso privado multifamiliar devem atender aos preceitos da acessibilidade na
interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de
acessibilidade daABNT.
Também estão sujeitos aos preceitos da acessibilidade os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas
e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes
das áreas internas e externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar.
6.1.2. Edificações de uso coletivo
Consideram-se edificações de uso coletivo aquelas destinadas às atividades de natureza comercial, hoteleira,
cultural, esportiva, financeira, turística, recreativa, social, religiosa, educacional, industrial e de saúde,
inclusive as edificações de prestação de serviços de atividades da mesma natureza.
A construção, ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da
acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das
normas técnicas de acessibilidade daABNT.
Também estão sujeitos aos preceitos de acessibilidade os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas
e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes
das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso coletivo.
6. EDIFICAÇÕES
16
Na ampliação ou reforma das edificações de uso coletivo, os desníveis das áreas de circulação internas ou
externas serão transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecânico de deslocamento vertical,
quando não for possível outro acesso mais cômodo para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida,
conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade daABNT.
6.1.3. Edificações de uso público
Consideram-se edificações de uso público aquelas administradas por entidades da administração pública, direta
e indireta, ou por empresas prestadoras de serviços públicos e destinadas ao público em geral.
A construção, ampliação ou reforma de edificações de uso público deve garantir, pelo menos, um dos acessos ao
seu interior, com comunicação com todas as suas dependências e serviços, livre de barreiras e de obstáculos que
impeçam ou dificultem a sua acessibilidade.
Na ampliação ou reforma das edificações de uso público, os desníveis das áreas de circulação internas ou externas
serão transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecânico de deslocamento vertical, quando não for
possível outro acesso mais cômodo para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme
estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade daABNT.
17
Obs.: Deverão ser promovidas condições de
acesso e utilização por pessoas com deficiência
ou mobilidade reduzida a todos os ambientes
dos estabelecimentos de ensino de qualquer
nível, públicos ou privados.
6.2. CORREDORES
6.2.1. Larguras para deslocamento em linha reta
As larguras para deslocamento em linha reta são:
- 0,90m - uma pessoa em cadeira de rodas.
- 1,20m a 1,50m - um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas.
- 1,50m a 1,80m - duas pessoas em cadeira de rodas.
6.2.2. Larguras mínimas para corredores em
edificações e equipamentos urbanos
As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são:
- 0,90m para corredores de uso comum com extensão até 4,00m.
- 1,20m para corredores de uso comum com extensão até 10,00m.
- 1,50m para corredores com extensão superior a 10,00m.
- 1,50m para corredores de uso público.
- Maior que 1,50m para grande fluxo de pessoas, com largura definida a partir do cálculo de fluxo de pessoas.
(Vide Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004 página 55 item 6.10.8).
18
Figura 20 - Duas pessoas em cadeira de rodasFigura 19 - Um pedestre e uma pessoa em
cadeira de rodas
Figura 18 - Uma pessoa em
cadeira de rodas
0,90
1,50 a 1,80
1
0
a
1,50
,2
6.3. RAMPAS
Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em
rotas acessíveis. Eventuais desníveis de até 0,5cm não
demandam tratamento especial. Desníveis superiores a
0,5cm até 1,5cm devem ser tratados em forma de
rampa com inclinação máxima de 1:2 (50%). Desníveis
superiores a 1,5cm devem ser considerados como
degraus.
- A largura das rampas (L) deve ser estabelecida de
acordo com o fluxo de pessoas. A largura livre mínima
recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de
1,50m, sendo o mínimo admissível 1,20m;
- Quando não houver paredes laterais as rampas devem
incorporar guias de balizamento com largura mínima de
0,05m, instaladas ou construídas nos limites da largura
da rampa e na projeção dos guarda-corpos;
- Patamares no inicio e final de cada segmento de
rampa com comprimento mínimo de 1,20m, sendo
recomendável 1,50m;
- Piso tátil de alerta com largura entre 0,25m e 0,60m, localizado até 0,32m antes do inicio e após o término da
rampa;
- Inclinação transversal de no máximo 2% em rampas internas e 3% em rampas externas.
Inclinação de rampa calculada segundo a seguinte equação:
i = percentual de inclinação(%)
h = altura a vencer (metros)
c = comprimento da rampa (metros)
i = h x 100
C
19
Figura 21 - Inclinação transversal e largura de
rampa interna
1,05
0,05mín.
Inclinação
transversal 2%
Guia de
Balizamento
1. 1,20 mín.
1,50 recomendado
5,00 % (1:20)
_
_
5,00 % (1:20) < i < 6,25 % (1:16)
6,25 % (1:16) < i < 8,33 % (1:12) 150,80m
1,00m
Sem limite
Sem limite
1,50m
Inclinação admissivel em
cada segmento de rampa
i
Número máximo de
segmentos de rampa
Desníveis máximos de cada
segmento de rampa
h
5,00 % (1:20)
_
_
5,00 % (1:20) < i < 6,25 % (1:16)
6,25 % (1:16) < i < 8,33 % (1:12) 150,80m
1,00m
Sem limite
Sem limite
1,50m
Inclinação admissível em
cada segmento de rampa
i
Número máximo de
segmentos de rampa
Desníveis máximos de cada
segmento de rampa
h
20
Figura 22 - Perspectiva
nMí . 1,20
Piso tátil de alerta
0,70 0,92 1,05
0,25 a 0,60
0,25 a 0,60
0, 5 a
60
2
0,
Mín. 1,20
Mí
,20
n. 1
0,30
0,30
6.4. ESCADAS
Degraus e escadas fixas em rotas acessíveis devem estar associados a rampas ou equipamentos de transporte
vertical. Mesmo assim, as escadas devem garantir condições mínimas de segurança e conforto:
- Largura livre mínima de 1,20m, sendo recomendável 1,50m;
- entre os lances de escadas devem ser previstos patamares com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Os
patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da escada;
- Piso tátil de alerta com largura entre 0,25m e 0,60m, localizado até 0,32m antes do início e após o término da
escada;
- O primeiro e último degraus de um lance de escada devem distar no mínimo 0,30m da área de circulação
adjacente;
- As escadas fixas devem ter no mínimo um patamar a cada 3,20m de desnível e sempre que houver mudança de
direção.
As dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes em toda a escada, atendendo às seguintes
condições:
- pisos (p): 0,28m < p < 0,32m
- espelhos (e): 0,16m < e < 0,18m
21
Figura 23 - Dimensionamento de escada
0,92
0 30,
2
0 6
0, 5 a , 0
.
0,32 máx
Piso tátil de alerta
0,92
0,66 E 0 8,1
80,2
p 0,32
Piso tátil de alerta
,2 00 5 a ,60
3 má0, 2 x.
0,63m < p + 2e < 0,64m
6.5. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS
- Os corrimãos devem ser construídos com materiais rígidos,
instalados em ambos os lados dos degraus isolados, das
escadas fixas e das rampas, oferecendo condições seguras de
utilização.
- Os corrimãos devem ter largura entre 3,0cm e 4,5cm, serem
arestas vivas. Deve ser deixado um espaço livre de no mínimo
4,0cm entre a parede e o corrimão. Devem permitir boa
empunhadura e deslizamento, sendo preferencialmente de
seção circular;
- Os corrimãos laterais devem prolongar-se pelo menos 30cm
antes do início e após o término da rampa ou escada, sem
interferir com áreas de circulação ou prejudicar a vazão. Em
edificações existentes, onde for impraticável promover o
prolongamento do corrimão no sentido do caminhamento,
este pode ser feito ao longo da área de circulação ou fixado
na parede adjacente;
- As extremidades dos corrimãos devem ter
acabamento recurvado, ser fixadas ou justapostas
à parede ou piso, ou ainda ter desenho contínuo,
sem protuberâncias;
- Para degraus isolados e escadas, a altura dos
corrimãos deve ser de 0,92m do piso, medidos de
sua geratriz superior. Para rampas e opcionalmente
para escadas, os corrimãos laterais devem ser
instalados a duas alturas: 0,92m e 0,70m do piso,
medidos da geratriz superior.
- A projeção dos corrimãos pode incidir dentro da
largura mínima admissível da rampa em até 10cm
de cada lado.
22
Figura 24 - Empunhadura de corrimão
Figura 25 - Corrimão e guarda-corpo em rampa
0, 03
1,05
0,92
0,70
0, 03
Guarda corpo
Corrimão
Piso tátil
de alerta
Piso tátil
de alerta
20, 5
a
0 0,6
ín.0,32 m
6.6. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS
Devem atender, integralmente ao disposto na Norma Brasileira ABNT NBR 13994/2000, quanto à sinalização,
dimensionamento e características gerais.
Quando o equipamento eletromecânico estiver inoperante, além de estar sinalizado, deve ser garantido
procedimento e pessoal treinado para auxiliar a circulação da pessoa com deficiência ou com mobilidade
reduzida.
6.6.1. Plataformas
6.6.1.1. Plataforma elevatória de percurso vertical
- Percurso aberto deve vencer desníveis de até 2,0m em edifícios de uso público ou coletivo e desníveis de até
4,0m em edifícios de uso privado. Ela deve ter fechamento contínuo, sem vãos, em todas as laterais até a altura
de 1,10m do piso da plataforma.
- Percurso fechado, com caixa enclausurada, deve vencer desníveis de até 9,0m em edifícios de uso público ou
coletivo.
- Para utilização acompanhada, as plataformas devem possuir dispositivo de comunicação para solicitação de
auxílio nos pavimentos atendidos; para utilização assistida, devem possuir dispositivo de comunicação para
solicitação de auxílio nos equipamentos e nos pavimentos atendidos.
6.6.1.2. Plataforma elevatória de percurso inclinado
- Normalmente instalada sobre escadas, pode ser utilizada em edificações de uso público ou coletivo, desde que
haja parada programada nos patamares ou pelo menos a cada 3,20m de desnível. Deve ser previsto assento
escamoteável para uso de pessoas com mobilidade reduzida.
- Deve haver sinalização visual demarcando a área para espera para embarque da plataforma nos pavimentos.
- Deve haver sinalização visual demarcando o limite da projeção do percurso da plataforma aberta e em
funcionamento sobre a escada.
- Na área de espera para embarque na plataforma nos pavimentos, deve haver sinalização tátil e visual
informando a obrigatoriedade de acompanhamento por pessoal habilitado durante sua utilização e dispositivo de
comunicação para solicitação do auxílio.
23
6.6.2. Elevadores
- Os elevadores novos para o uso da pessoa com deficiência devem situar-se em locais acessíveis à pessoa com
deficiência.
- O saguão do edifício deve prover espaço adequado para permitir a entrada e a saída nos elevadores com
segurança.
- Dimensões da cabina - opção sem permitir o giro de uma cadeira de rodas: distância entre os painéis laterais
deve ser no mínimo de 1,10m e a distância entre o painel do fundo e o frontal dever ser no mínimo de 1,40m.
- Dimensões da cabina - opção para permitir o giro completo de uma cadeira de rodas: distância entre os painéis
laterais deve ser no mínimo de 1,725m. A distância entre o painel do fundo e o frontal deve ser no mínimo de
1,30m.
- Para todos os pavimentos servidos, a cada parada
da cabina deve soar automaticamente um anúncio
verbal.
- As botoeiras devem ser instaladas a uma altura
entre 0,89m e 1,35m do piso.
- A identificação em Braille deve estar sempre na
parte externa das botoeiras.
- Aidentificação do pavimento deve ser afixada em
ambos os lados dos batentes das portas, na altura
da botoeira de pavimento, em todos os
pavimentos, e ser visível a partir do interior da
cabina e do acesso. As marcações devem formar
um contraste com fundo e ter dimensões mínimas
de 50 mm em alto ou baixo relevo de 0,8 mm.
- Porta com largura mínima de 0,80m e altura
mínima de 2,10m.
- Nos pavimentos, sinal sonoro diferenciado sendo
uma nota para subida e duas para descida.
24
Figura 26 - Composição da cabina (elevadores novos) -
Opção para permitir giro.
2
0,40 mín.
Botoeira
da cabina1,35
0,89a0,90
1 7 5
í .
, 2 m n
,30
m
ín.
1
Identificação
de pavimento
em Braile
Área para
giro de cadeira
de rodas
6.7. SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS
Em geral, os sanitários e vestiários acessíveis devem apresentar as seguintes características:
De acordo com a Norma BrasileiraABNT 9050/2004:
- Quando de uso comum ou uso público, devem ter no mínimo 5% do total de cada peça instalada acessível,
respeitada no mínimo uma de cada. Quando houver divisão por sexo, as peças devem ser consideradas
separadamente para efeito de cálculo. Recomenda-se a instalação de uma bacia infantil para uso de crianças e
pessoas com baixa estatura.
- Localização em rotas acessíveis, próximos à circulação principal, preferencialmente junto aos demais
sanitários.
- As portas devem ter abertura para o lado externo dos boxes de sanitários e vestiários e devem atender aos
parâmetros de acessibilidade.
- Bacia sanitária, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, banheira, acessórios e barras de apoio deve obedecer aos
parâmetros de acessibilidade.
- Área para aproximação e alcance de 1,20m x 0,80m para utilização das peças sanitárias por pessoas usuárias de
cadeiras de rodas.
- Sinalizados com o Símbolo Internacional deAcesso.
De acordo com o Decreto Federal nº 5.296/2004:
- Aconstrução, ampliação ou reforma de edificações de uso público ou de uso coletivo devem dispor de sanitários
acessíveis destinados ao uso por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
- Nas edificações de uso público a serem construídas, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência
ou com mobilidade reduzida serão distribuídos na razão de, no mínimo, uma cabine para cada sexo em cada
pavimento da edificação, com entrada independente dos sanitários coletivos, obedecendo às normas técnicas de
acessibilidade daABNT.
- Nas edificações de uso público já existentes, terão elas o prazo de trinta meses a contar da data de publicação
do Decreto Federal nº 5.296/2004 para garantir pelo menos um banheiro acessível por pavimento, com entrada
independente, distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de modo que possam ser utilizados por pessoa
com deficiência ou com mobilidade reduzida.
- Nas edificações de uso coletivo a serem construídas, ampliadas ou reformadas, onde devem existir banheiros de
uso público, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência deverão ter entrada independente dos
demais e obedecer às normas técnicas de acessibilidade daABNT.
- Nas edificações de uso coletivo já existentes, onde haja banheiros destinados ao uso público, os sanitários
preparados para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida deverão estar localizados nos pavimentos
acessíveis, ter entrada independente dos demais sanitários, se houver, e obedecer as normas técnicas de
acessibilidade daABNT.
25
6.7.1. SANITÁRIOS
6.7.1.1. Boxe para bacia sanitária acessível
- Os boxes para bacia sanitária devem garantir as áreas para transferência diagonal, lateral e perpendicular, bem
como área de manobra para rotação de 180º.
- Quando houver mais de um boxe acessível, as bacias sanitárias, áreas de transferência e barras de apoio devem
estar posicionadas de lados diferentes, contemplando todas as formas de transferência para bacia.
DICA: os boxes para bacia sanitária acessível devem contemplar bancada para troca de fraldas. Esta bancada
deverá ter altura máxima de 0,46m.
26
Figura 28 - Boxe para bacia sanitária -
Transferência lateral
Figura 27 - Perspectiva de sanitário completo
Barras de apoio
Área de transferência
0,80 x 1,20
0,30
0,30
0 90,
0,30
Área de giro
D=1,50
1,50 mín.
1,70mín.
Áreadetransferência
0,80x1,20
Lavatório
0,80 mín
Áreademanobra
rotação180
1,50x1,20
Área de giro
D=1,50
6.8. LOCAIS DE REUNIÃO
6.8.1. Cinemas, teatros, auditórios e similares
Os cinemas, teatros, auditórios e similares devem possuir, na área destinada ao público, espaços reservados para
pessoas em cadeiras de rodas, assentos para pessoa com mobilidade reduzida, e assentos para pessoa obesa,
atendendo às seguintes condições:
a) localização em rota acessível vinculada a uma rota de fuga, junto de assento para acompanhante, sendo no
mínimo um assento e recomendável dois assentos de acompanhante;
b) distribuição pelo recinto, recomendando-se que seja nos diferentes setores e com as mesmas condições de
serviços;
c) garantia de conforto, segurança, boa visibilidade e acústica;
d) instalação em local de piso plano horizontal e preferencialmente instalados ao lado de cadeiras removíveis e
articuladas para permitir ampliação da área de uso de acompanhantes ou outros usuários (pessoa em cadeira
de rodas e pessoa com mobilidade reduzida);
e) identificação por sinalização no local e na bilheteria.
OBS: em edifícios existentes, os espaços para pessoa em cadeira de rodas, os assentos para anões, para pessoas
com mobilidade reduzida e pessoas obesas podem ser agrupados, quando for impraticável a sua distribuição por
todo recinto. Sempre que possível os espaços devem ser projetados de forma a permitir a acomodação de pessoa
com deficiência com no mínimo um acompanhante.
Quantidade dos espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para pessoa com
mobilidade reduzida e pessoa obesa.
Capacidade total de
assentos
Até 25
De 26 a 50
De 51 a 100
De 101 a 200
De 201 a 500
De 501 a 1000
Acima de 1000
Assento para pessoas
obesas
Assento para pessoa
com Mobilidade Reduzida
Espaços para pessoas
em cadeira de rodas
11
11
11
111
2
3
4
2% do total 1%
1%1%
1%
15 espaços, mais 1%
do que exceder 1000
10 espaços, mais 1%
do que exceder 1000
10 assentos a mais
0,1% do que exceder 1000
10 assentos a mais
0,1% do que exceder 1000
27
De acordo com a Norma Brasileira ABNT NBR 9050/2004:
Dimensões e localizações dos espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para
pessoa com mobilidade reduzida e pessoa obesa.
De acordo com a Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004:
28
Figura 29 - Espaços para pessoa em
cadeira de rodas
Figura 30 - Assentos para pessoa com mobilidade
reduzida e pessoa obesa
- Os espaços para pessoa em cadeira de rodas
devem possuir as dimensões mínimas de 0,80m por
1,20m, acrescido de faixa de no mínimo 0,30m de
largura, localizada na frente, atrás ou em ambas
posições. Os espaços para pessoa em cadeira de
rodas devem estar deslocados 0,30m em relação à
cadeira ao lado para que a pessoa em cadeira de
rodas e seus acompanhantes fiquem na mesma
direção. Quando os espaços para pessoa em
cadeira de rodas estiverem localizados em fileiras
intermediárias, devem ser garantidas faixas de no
mínimo 0,30m de largura atrás e na frente deles;
- Os assentos para pessoa com mobilidade reduzida
devem possuir um espaço livre frontal de no
mínimo 0,60m;
- Os assentos para pessoas obesas devem ter
largura equivalente à de dois assentos adotados no
local e possuir um espaço livre frontal de no mínimo
0,60m. Estes assentos devem suportar uma carga
de no mínimo 250Kg.
0,80
0,30mín
0,30mín
1,20
0,60
6.9. LOCAIS DE ESPORTE E LAZER
6.9.1. Ginásios
6.9.2. Piscinas
- O piso no entorno das piscinas não deve ter superfície escorregadia ou excessivamente abrasiva. As bordas e
degraus de acesso a água devem ter acabamento arredondado.
- O acesso à água deve ser garantido através de degraus, rampas submersas, bancos para transferência ou
equipamentos de transferências.
- A escada ou rampa submersa deve possuir corrimãos em três alturas, de ambos os lados, nas seguintes alturas:
0,45m, 0,70m e 0,92m.Adistância livre entre os corrimãos deve ser de no mínimo 0,80m e no máximo 1,00m.
- Os degraus submersos devem ter piso de no mínimo 0,46m e espelho de no máximo 0,20m.
- Quando da utilização de banco de transferência, este deve estar associado à rampa ou escada.
- Nas arquibancadas deve haver espaços para
pessoa em cadeira de rodas e assentos para pessoa
com mobilidade reduzida e pessoa obesa.
- Quando existir anteparo em frente aos espaços
para pessoa em cadeira de rodas, sua altura e
distância não devem bloquear o ângulo visual de
30º medido a partir da linha visual padrão com
altura de 1,15m do piso até o
limite inferior da tela ou local do palco onde a
atividade é desenvolvida.
- As áreas para prática de esportes devem ser
acessíveis.
29
Figura 31 - Anteparos em arquibancadas - Vista lateral
03
30
1,20 1,20
1,15
- Quando o acesso à água for feito por banco de transferência, este deve atender ao seguinte:
a) altura de 0,46m;
b) extensão de no mínimo 1,20m de profundidade de 0,45m;
c) garantir área para aproximação e manobra, sendo que a área para transferência junto ao banco não deve
interferir com a área de circulação;
d) o nível de água deve estar no máximo a 0,10m abaixo do nível do assento do banco.
6.9.3. Praias
As praias das grandes cidades são separadas das vias adjacentes por calçadões que, normalmente, se encontram
elevados em relação ao nível da areia. O acesso entre as calçadas e a praia deve ser feito através de rampas.
Recomenda-se que as rampas estejam interligadas ao mar por um caminho com dimensão mínima para circulação
de uma cadeira de rodas (L=90cm).
Devem ser previstos sanitários públicos adaptados juntamente às rampas de acesso à praia. Todos os espaços
adaptados devem estar devidamente sinalizados com o Símbolo Internacional de Acesso.
Deve haver vaga reservada para o estacionamento próxima ao acesso respeitando todas as dimensões previstas.
Além do estacionamento acessível, os bares e restaurantes que atenderem a praia devem disponibilizar
mobiliários acessíveis (vide item 9.3 página 92, da Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004) e cardápios em braile.
30
6.10. MOBILIÁRIO
6.10.1. Balcão
6.10.2. Telefones
- Em espaços externos, pelo menos 5% dos telefones, com no mínimo um do total de telefones, devem ser
acessíveis para anões e para pessoas em cadeira de rodas, alem de apresentar amplificador de sinal.
- Em edificações, deve haver pelo menos um telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões e um
telefone com amplificador de sinal por pavimento. Quando houver instalação de conjuntos de telefones, o
telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões e o telefone com amplificador de sinais devem estar
localizados junto a eles.
- Em edificações de grande porte e equipamentos urbanos, tais como centros comerciais, aeroportos,
rodoviárias, estádios, centros de convenções, entre outros, deve ser instalado pelo menos um telefone por
pavimento que transmita mensagem de texto (TDD). Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10%
sejam adaptáveis para acessibilidade.
- A parte operacional superior do telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões deve estar à altura
de no máximo 1,20m.
31
Os balcões ou mesas de atendimento e as
bilheterias em edificação de uso público ou de uso
coletivo devem dispor de, pelo menos, uma parte
da superfície acessível para atendimento às
pessoas com deficiência ou com mobilidade
reduzida, conforme os padrões das normas
técnicas de acessibilidade daABNT.
Quando for prevista a aproximação frontal, o
balcão deve possuir altura livre inferior de no
mínimo 0,73m do piso e profundidade livre inferior
de no mínimo 0,30m. Deve ser garantido um
módulo de referência, posicionado para a
aproximação frontal ao balcão, podendo avançar
sob o balcão até no máximo 0,30m.
O guichê deve ter altura máxima de 1,05m do piso
para bilheterias e atendimentos rápidos.
Figura 32 - Balcão
0,90 mín.
300,
0,90máx.
0,73máx.
- O telefone deve ser instalado suspenso, com altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso acabado.
- O comprimento do fio do fone do telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões deve ser de no
mínimo 0,75m.
- Nos telefones acessíveis, quando houver anteparos superiores de proteção, estes devem possuir altura livre de
no mínimo 2,10m do piso, para que também ofereça conforto de utilização por pessoas em pé.
6.10.3. Bebedouros
- O bebedouro acessível deve possuir altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso. Deve ser garantido um
módulo de referência para aproximação frontal ao bebedouro, podendo avançar sob o bebedouro até no máximo
0,50m.
- O acionamento de bebedouros do tipo garrafão, filtros com célula fotoelétrica ou outros modelos.Assim como o
manuseio dos copos, devem estar posicionados na altura entre 0,80m e 1,20m do piso acabado, localizados de
modo a permitir a aproximação lateral de uma pessoa em cadeira de rodas.
- Quando houver copos descartáveis, o local para retirada deles deve estar á altura de no máximo 1,20m do piso.
32
Figura 33 - Bebedouro
0,50
0,90máx.
0,73mín.
7. SERVIÇOS DE TRANSPORTE COLETIVO
De nada adianta que sejam previstas rotas acessíveis sinalizadas e com dimensões recomendadas, se os
transportes coletivos não forem acessíveis. A acessibilidade aos meios de transporte deverá contemplar o
deslocamento pela cidade como um todo, devendo o percurso ser efetuado de forma segura e autônoma. Assim,
alguns aspectos devem ser seguidos de acordo com o Decreto Federal nº 5.296/2004:
- o embarque deve ser em nível, sem degraus, visando facilitar a utilização por pessoas de baixa estatura, com
dificuldade de locomoção, em cadeira de rodas ou idosas;
- os veículos e os abrigos de transporte coletivo devem possuir espaço para cadeira de rodas e assentos para
pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida;
- para os fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, considera-se
como integrantes desses serviços os veículos, terminais, estações, pontos de para, vias principais, acessos e
operações;
- os sistemas de transporte coletivo são considerados acessíveis quando todos os seus elementos são concebidos,
organizados, implantados e adaptados segundo o conceito de desenho universal, garantido o uso pleno com
segurança e autonomia por todas as pessoas.
33
OBS:Os pontos de ônibus devem ter cobertura,
assentos e medidas que permitam a manobra
de uma pessoa em uma cadeira de rodas, bem
como, informações sobre as linhas, itinerários
e horários dos veículos que por ali passam.
8. LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS
8.1. Legislação Federal
LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providencias.
LEI Nº 10.048, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000.
Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências.
DECRETO Nº 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO 2004.
Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que
especifica, e 10.098, de 19 de dezembro, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989.
Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional
para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência Corte, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos
ou difusos dessas pessoas, disciplina e atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.
DECRETO Nº 3.298, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1999.
Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para integração da Pessoa
Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências.
LEI Nº 8.899, DE 29 DE JULHO DE 1994.
Concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.
DECRETO Nº 3.691, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.
Regulamenta a Lei nº 8.899, de 29 de julho de 1994, que dispõe sobre o transporte de pessoas portadoras de
deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.
DECRETO Nº 3.956, DE 8 DE OUTUBRO DE 2001.
Promulga a Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas
Portadoras de Deficiência.
34
LEI Nº 7.405, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1985.
Torna obrigatória a colocação do “Símbolo Internacional de Acesso” em todos os locais e serviços que permitam
sua utilização por pessoas portadoras de deficiência e dá outras providências.
PORTARIANº 3.284, DE NOVEMBRO DE 2003.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência, para instruir os processos de
autorização e de recolhimento de cursos, e de credenciamento de instituições.
PORTARIANº 1.679, DE 2 DE DEZEMBRO DE 1999.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência, para instruir os processos de
autorização e de recolhimento de cursos, e de credenciamento de instituições.
8.2. Normas Técnicas da ABNT
NBR 9050, MAIO 2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
NBR 13994, MAIO 2000 - Elevadores de Passageiros - Elevadores para transporte de pessoa portadora de
deficiência.
NBR 14020, DEZEMBRO 1997 - Transporte - Acessibilidade à pessoa portadora de deficiência - Trem de longo
percurso.
NBR 14021, JUNHO 2005 - Transporte - Acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano.
NBR 14022, DEZEMBRO 2007 - Transporte - Acessibilidade à pessoa portadora de deficiência em ônibus e
trólebus, para atendimento urbano e intermunicipal.
NBR 14273, JANEIRO 1999 - Acessibilidade da pessoa portadora de deficiência no transporte aéreo comercial.
NBR 14970, JULHO 2003 - Acessibilidade em veículos automotores.
NBR 15250, MARÇO 2005 - Acessibilidade em caixa de auto-atendimento bancário.
35
9. GLOSSÁRIO
Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança
e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.
Área de Aproximação: espaço sem obstáculos para que a pessoa que utiliza cadeira de rodas possa manobrar,
deslocar-se, aproximar-se e utilizar o mobiliário com autonomia e segurança.
Área de Resgate: área com acesso direto para uma saída, destinada a manter em segurança pessoas com
deficiência ou com mobilidade reduzida, enquanto aguardam socorro em situação de sinistro.
Área de transferência: espaço necessário para que uma pessoa utilizando cadeira de rodas possa se posicionar
próximo ao mobiliário para o qual necessita transferir-se.
Barreira Arquitetônica, Urbanística ou Ambiental: qualquer elemento natural, instalado ou edificado que
impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço, mobiliário ou equipamento urbano.
Deficiência: redução, limitação ou inexistência das condições de percepção das características do ambiente ou
da mobilidade e de utilização de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano, em caráter temporário
ou permanente.
Pessoa com Mobilidade Reduzida: aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade
de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Entende-se por pessoa com mobilidade reduzida, a pessoa com
deficiência, idosa, obesa, gestante entre outros.
Rota Acessível: trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos ou internos de
espaços e edificações, e que possa ser utilizado de forma autônoma e segura por todas as pessoas, inclusive
aquelas com deficiência.
Rota de Fuga: trajeto contínuo, devidamente protegido proporcionado por portas, corredores, antecâmaras,
passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes,
a ser percorrido pelo usuário, em caso de um incêndio de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou
espaço externo, protegido do incêndio.
Símbolo Internacional de Acesso (S.I.A): Indica acessibilidade das edificações, do mobiliário dos espaços, e dos
equipamentos urbanos.
36
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 9050:2004
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais. Guia de Acessibilidade em
Edificações. Belo Horizonte, MG, 2006.
Cadernos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná. nº4 Acessibilidade:
Responsabilidade Profissional. Curitiba, PR, 2007.
Prefeitura Municipal de Vitória. Cartilha Calçada Cidadã - Vitória, ES, 2002.
ESPÍRITO SANTO. Lei nº 4.821, de 1998. Código de Obras e Edificações. Vitória, 1998.
ESPÍRITO SANTO. Lei nº 6.705, de 2006. Plano Diretor Urbano (PDU). Vitória, 2006.
ESPÍRITO SANTO. Lei nº 4.438, de 1997. Código de Posturas do Municipio de Vitória. Vitória, 1997.
Código de Posturas do Municipio de Vitória - Lei Municipal 4.438/97
BRASIL. Decreto - Lei nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
37
FICHA TÉCNICA
Realização:
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH
Colaboradores:
Arquiteta e Urbanista Clemir Regina Pela Meneghel
Arquiteta Patricia Cordeiro
Eng. Civil José Márcio Martins
Jornalista Alcione Vazzoler
Projeto Gráfico:
Adriano Uliana Teodoro
Ilustrações:
Gió
Diretoria do Crea-ES
Presidente
Eng. Civil e de Seg. do Trab. Luis Fiorotti
Primeiro vice-presidente
Téc. Agrimensura Aloísio Carnielli
Segundo vice-presidente
Eng. Civil José Lemos Sobrinho
Diretor-administrativo
Eng. Civil José Maria Cola dos Santos
Diretor-financeiro
Eng. Eletricista Antonio Vitor Cavalieri
Vice diretor-administrativo
Eng. Civil Carlos Heugênio Duarte Camisão
Vice diretor-financeiro
Eng. Civil Patrícia Brunow Diniz Ribeiro Barbosa
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES
Tel.: (27) 3334-9900
creaes@creaes.org.br
www.creaes.org.br
Secretaria Especial dos Direitos Humanos
da Presidência da República - SEDH
Tel.: (61) 3429-3142 / 3454 / 9925 / 3106
Fax: (61) 3223-2260
direitoshumanos@sedh.gov.br
Secretaria Especial
dos Direitos Humanos da
Presidência da República
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o
.
Departamento do
ES
DO BRASIL
ARQUITETOS
INSTITUTO DE
Espírito Santo
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Cartilha acessibilidade 2007_cidade_cidada

  • 1.
  • 2. APRESENTAÇÃO O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES - e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH desenvolveram esta cartilha com objetivo de divulgar junto aos profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia e a população em geral, os aspectos legais, normativos e técnicos que devem ser obedecidos nos projetos e na construção de edificações, de espaços públicos e na fabricação de mobiliários e equipamentos, que permitam a mobilidade, o acesso e a autonomia das pessoas, levando em conta os aspectos antropométricos e as deficiências físicas. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas - ONU, cerca de 10% da população dos países em desenvolvimento é constituída por pessoas portadores de algum tipo de deficiência. A Organização Mundial da Saúde - OMS calcula que esse número chegue a mais de 600 milhões de pessoas no planeta. No Brasil, o Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE estima que esse contingente corresponde a quase 15% da população, algo em torno de 25 milhões de pessoas. A acessibilidade deve tornar-se um valor social, garantido pela legislação e normas técnicas, praticado pelos profissionais do Sistema Confea/Crea e exigido pelo Poder Público e pela população em geral. A cidadania se constrói com a participação de todos. Eng. Civil e de Seg. do Trab. Luis Fiorotti Presidente do Crea-ES Dezembro 2007. 03
  • 3. ÍNDICE 1. PARÂMETROSANTROPOMÉTRICOS ......................................................................06 2. DESENHO UNIVERSAL ......................................................................................07 3. SINALIZAÇÃO - SIMBOLOS INTERNACIONAIS............................................................08 3.1. Sinalização tátil no piso .............................................................................09 3.1.1. Sinalização tátil de alerta ...................................................................09 3.1.2. Sinalização tátil direcional..................................................................09 4. CALÇADACIDADÃ...........................................................................................10 4.1. O Que Diz a Lei........................................................................................10 4.2.ACalçada Ideal .......................................................................................11 4.3. Pisos ...................................................................................................12 4.3.1. Faixa de Percurso Seguro ....................................................................12 4.3.1.1. Ladrilho Hidráulico ..................................................................12 4.3.1.2. Piso intertravado ....................................................................12 4.3.1.3. Cimento ou concreto desempenado...............................................12 4.3.1.4. Piso de alta resistência tipo granilite..............................................12 4.3.2. Faixa de Serviço...............................................................................13 4.4. Rampas................................................................................................14 4.4.1. Rampa para pedestres .......................................................................14 4.4.2. Rampa para veículos .........................................................................14 5. ESTACIONAMENTO .........................................................................................15 5.1. Estacionamento próprio ............................................................................15 5.2. Estacionamento na rua..............................................................................15 6. EDIFICAÇÕES ................................................................................................16 6.1. Classificação das Edificações.......................................................................16 6.1.1. Edificações de uso privado multifamiliar ..................................................16 6.1.2. Edificações de uso coletivo..................................................................16 6.1.3. Edificações de uso público...................................................................17 2.1. Princípios básicos do desenho universal...........................................................07 4.3.2.1. Piso tátil de alerta ...................................................................13 4.3.2.2. Piso tátil direcional..................................................................13 04
  • 4. 6.2. CORREDORES .........................................................................................18 6.2.1. Larguras para deslocamento em linha reta................................................18 6.2.2. Larguras mínimas para corredores em Edificações e equipamentos urbanos .........18 6.3. RAMPAS................................................................................................19 6.4. ESCADAS ..............................................................................................21 6.5. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS....................................................................22 6.6. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS ...............................................................23 6.6.1. Plataformas ...................................................................................23 6.6.1.1. Plataforma elevatória de percurso vertical .....................................23 6.6.1.2. Plataforma elevatória de percurso inclinado....................................23 6.6.2. Elevadores.....................................................................................24 6.7. SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS...........................................................................25 6.7.1. SANITÁRIOS....................................................................................26 6.7.1.1. Boxe para bacia sanitária acessível...............................................26 6.8. LOCAIS DE REUNIÃO..................................................................................27 6.8.1. Cinemas, teatros, auditórios e similares ..................................................27 6.9. LOCAIS DE ESPORTE E LAZER........................................................................29 6.9.1. Ginásios........................................................................................29 6.9.2. Piscinas ........................................................................................29 6.9.3. Praias...........................................................................................30 6.10. MOBILIÁRIO..........................................................................................31 6.10.1. Balcão ........................................................................................31 6.10.2. Telefones.....................................................................................31 6.10.3. Bebedouros ..................................................................................32 7. SERVIÇOS DE TRANSPORTE COLETIVO ..................................................................33 8. LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS ...............................................................................34 8.1. Legislação Federal...................................................................................34 8.2. Normas Técnicas daABNT...........................................................................35 9. GLOSSÁRIO ..................................................................................................36 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................37 05
  • 5. 1. PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS Para a determinação das dimensões referenciais, foram consideradas as medidas entre 5% a 95% da população brasileira, ou seja, os extremos correspondentes a mulheres e homens de baixa estatura ou estatura elevada. Atualmente, o homem padrão tem sido basicamente o único parâmetro para a criação de produtos e ambientes, gerando barreiras para muitas pessoas que possuem características diversas ou extremas.(Figuras 1 a 6) Figura 1 - Gestante Figura 2 - Obeso Figura 3 - Idoso com bengala Figura 4 - Deficiente visual com cão guia Figura 5 - Cadeirante Figura 6 - Pessoa com muleta 06 0, 1,95 a 20 0,75 0, 09
  • 6. 2. DESENHO UNIVERSAL Conceito: concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. Deverão ser projetados espaços que promovam a inclusão e a utilização por qualquer indivíduo com autonomia e segurança. 2.1. Princípios básicos do desenho universal: 1 - Uso equiparável - O design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas. 2 - Flexibilidade no uso - O design atende a uma ampla gama de indivíduos, preferências e habilidades. 3 - Uso simples e intuitivo - O uso do design é de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível de formação, conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração do usuário. 4 - Informação perceptível - O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias, independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais. 5 - Tolerância ao erro - O design minimiza o risco e as conseqüências adversas de ações involuntárias ou imprevistas. 6 - Baixo esforço físico - O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço, de forma eficiente e confortável. 7 - Tamanho e espaço para aproximação e uso - O design oferece espaços e dimensões apropriados para interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário. 07
  • 7. 3. SINALIZAÇÃO - SÍMBOLOS INTERNACIONAIS A sinalização de acessibilidade das edificações, do mobiliário, dos espaços e dos equipamentos e a indicação da existência de elementos acessíveis ou utilizáveis por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida deve ser feita por meio de símbolo internacional de acesso. Arepresentação dos símbolos internacionais - de acesso e de pessoas com deficiência visual ou auditiva - consiste em pictograma branco sobre fundo azul. Estes símbolos podem, ocasionalmente, ser representados em branco e preto.Afigura deve estar sempre voltada para o lado direito. O símbolo internacional de acesso deve ser fixado em local visível ao público, sendo utilizado, principalmente, nos seguintes locais, quando acessíveis: - Entradas. - Áreas e vagas de estacionamento de veículos. - Áreas acessíveis de embarque e desembarque. - Sanitários. - Áreas de assistência para resgate, áreas de refúgio, saídas de emergência. - Áreas reservadas para pessoas em cadeira de rodas. - Equipamentos exclusivos para o uso de pessoas com deficiência. Os acessos que não apresentam condições de acessibilidade devem possuir informação visual indicando a localização do acesso mais próximo que atenda às condições estabelecidas na Norma Brasileira ABNT NBR 9050/2004. Figura 7 Figura 8 Figura 9 08
  • 8. A sinalização tátil no piso pode ser do tipo alerta ou direcional, ambas devem ter cor contrastante com a do piso adjacente. Servem como orientação para pessoas com deficiência visual. 3.1. SINALIZAÇÃO TÁTIL NO PISO 3.1.1. Sinalização tátil de alerta A sinalização tátil de alerta, com largura mínima entre 0,25m e 0,60m deve estar instalada perpendicularmente ao sentido de deslocamento nas seguintes situações: - A sinalização tátil de alerta, com largura mínima entre 0,25m e 0,60m, deve ser instalada ao redor, no caso de obstáculos suspensos entre 0,60m e 2,10m de altura do piso acabado, que tenham volume maior na parte superior do que na base. Como telefones públicos, caixa de correio.(Figura 10) - No início e término de escadas fixas, escadas rolantes e rampas, afastada de 0,32m no máximo do ponto onde ocorre a mudança de plano; (figura 25 página 22) - Junto às portas dos elevadores, em cor contrastante com a do piso, com largura entre 0,25m e 0,60m, afastada de 0,32m no máximo da alvenaria; (Figura 11) 3.1.2. Sinalização tátil direcional A sinalização tátil direcional, com largura entre 0,20m e 0,60m, deve ser instalada no sentido do deslocamento nas seguintes situações: - Áreas de circulação na ausência ou interrupção da guia de balizamento, indicando a direção a ser seguida em espaços amplos externos ou internos, ou quando houver caminhos preferenciais de deslocamento. - Junto a desníveis, tais como plataformas de embarque e desembarque, palcos, vãos, entre outros, em cor contrastante com a do piso. Deve ter uma largura entre 0,25m e 0,60m, instalada ao longo de toda a extensão onde houver risco de queda, e estar a uma distância da borda de no mínimo 0,50m. Figura 10 - Sinalização tátil de alerta em obstáculos suspensos. Figura 11 - Sinalização tátil de alerta junto à porta de elevador. 09 0,2 a 0,60 5 Máx. 0,32 0,60 0,25 a 0,60 ,60 0 00,6 0, 06
  • 9. Para garantir o direito constitucional de ir e vir, temos dois desafios principais a acessibilidade urbanística (calçadas) e arquitetônica (nos edifícios). Iniciamos com as calçadas adotando como referência o projeto Calçada Cidadã da Prefeitura de Vitória que tem como objetivo principal garantir o percurso do cidadão com segurança e conforto e acessibilidade universal. 4.1. O Que Diz a Lei É obrigação dos responsáveis pelos imóveis, no caso o proprietário ou o locatário, construir calçadas e mantê-las em bom estado de conservação. Ao poder público cabe a responsabilidade pela execução e manutenção das calçadas em orlas, praças e canteiros centrais de avenidas. Saiba o que dizem as leis em vigor: Código Municipal de Edificações - Lei nº 4.821/98 / Lei nº 6.525/05 - Vitória - ES Art. 163 - A construção e reconstrução das calçadas dos logradouros públicos que possuam meio-fio em toda a extensão das testadas dos terrenos, edificados ou não, são obrigatórias e competem aos proprietários ou possuidores dos mesmos, seguindo as diretrizes do projeto denominado “Calçada Cidadã”, obedecendo o conceito deAcessibilidade Universal e baseado na NBR 9050/04 daABNT, atendendo aos seguintes requisitos: I - declividade máxima de 2% (dois por cento) do alinhamento para o meio-fio; II - largura e, quando necessário, especificações e tipo de material indicados pela Prefeitura. III - proibição de degraus em vias e logradouros com declividade inferior a 20% (vinte por cento); IV - proibição de uso de materiais derrapantes e trepidantes, bem como de uso de revestimento formando superfície inteiramente lisa; V - meio-fio rebaixado com rampas ligadas às faixas de travessia de pedestres na dimensão da faixa, atendendo às Normas Técnicas (NT); VI - meio-fio rebaixado para acesso de veículos, perfazendo no máximo 50% da testada do terreno, atendendo às disposições da Calçada Cidadã, sendo expressamente proibido rampas e/ou degraus tanto na calçada, quanto na sarjeta, devendo o desnível ser vencido inteiramente dentro do alinhamento do terreno; VII - destinar área livre, sem pavimentação, ao redor do tronco do vegetal em calçada arborizada. Art. 164 - A administração poderá construir ou recuperar calçadas que estejam em condições irregulares de uso, e que tenham sido objeto de prévia intimação, devendo os custos serem cobrados de quem detiver a propriedade ou a posse do imóvel lindeiro beneficiado.” (NR) Art. 165 - O rebaixamento de meio-fios para o acesso de veículos será obrigatório, contínuo, não poderá exceder a 50% da extensão da testada do imóvel e será regulamentado por ato do Poder Executivo. 4. CALÇADA CIDADÃ 10
  • 10. 4.2. A CALÇADA IDEAL A Calçada ideal é uma calçada bem conservada, na qual as pessoas podem caminhar com segurança e conforto, em um percurso livre de obstáculos e de forma compartilhada com os diversos usos e serviços de seu interesse. O novo padrão prevê: faixas de percurso seguro, de serviço (alerta tátil); ilhas de serviço para implantação de mobiliário urbano; e rampas com sinalização tátil para garantir e facilitar a circulação, principalmente de pessoas com deficiência. 11 Figura 12 - Calçada regular
  • 11. 4.3. PISOS 4.3.1. Faixa de Percurso Seguro É o local na calçada correspondente a uma faixa de no mínimo 1,20m de largura onde as pessoas podem caminhar livre de obstáculos que atrapalham ou impedem a circulação. O morador pode escolher o piso de sua preferência ou de acordo com suas possibilidades mas, se pretender usar qualquer material diferente daqueles sugeridos pela Prefeitura, deverá consultar a Administração Regional de seu bairro. O objetivo é que seja usado piso antiderrapante e não trepidante e garantido um percurso livre de obstáculos. 4.3.1.1. Ladrilho Hidráulico O ladrilho hidráulico é composto de cimento, pó de mármore e pigmentos, enrijecido com óxido de alumínio, na proporção de 6%.As peças de 20x20cm são as mais adequadas, porque as maiores quebram com mais facilidade.A espessura não deve ser inferior a 2cm. 4.3.1.2. Piso intertravado Os blocos de concreto conhecidos como “piso intertravado” têm as mesmas qualidades e vantagens do ladrilho. Podem ser encontrados em diferentes espessuras, que variam de acordo com a resistência exigida: 6cm, 8cm ou 10cm. O piso intertravado difere do ladrilho no processo de colocação. Ele é assentado sobre uma camada de areia grossa (colchão de pó-de-pedra) de até 4cm e rejuntado com areia fina. 4.3.1.3. Cimento ou concreto desempenado O cimento é o lastro de concreto com acabamento de argamassa. Receita do cimento ou concreto desempenado, no traço 1:3, com espessura de 8cm, inclusive no preparo de caixa: - 1 (uma) parte de cimento. - 3 (três) parte de areia. 4.3.1.4. Piso de alta resistência tipo granilite Esse tipo de piso é geralmente executado pela empresa que fornece o produto, pois precisa de uma técnica especial para execução. 12 OBS: Pedra portuguesa (somente para setores históricos) O mosaico português é formado por fragmentos de rochas calcárias. As pedras são de várias cores e a homogeneidade entre elas só é obtida com pedras oriundas da mesma jazida. Por suas características de assentamento, é o piso que apresenta maiores dificuldades de reparo. Por isso, só deve ser mantido nas áreas históricas da cidade.
  • 12. 13 4.3.2. Faixa de Serviço É a área na calçada reservada junto ao meio-fio para a instalação dos equipamentos urbanos como postes e placas de sinalização, orelhões e outros mobiliários urbanos, que deixa a faixa de percurso livre de obstáculos. 42 a 53 21 a 27 5 60 a 7 11 a 20 22 a 30 20 a 30 35 a 42 45 a 55 70 a 85 30 a 40 4.3.2.1. Piso tátil de alerta Este piso deve ser utilizado para sinalizar situações que envolvem risco de segurança. O piso tátil de alerta deve ser cromodiferenciado ou deve estar associado à faixa de cor contrastante com o piso adjacente. (Figura 13) 4.3.2.2. Piso tátil direcional Este piso deve ser utilizado quando da ausência ou descontinuidade de linha-guia identificável, como guia de caminhamento em ambientes internos ou externos, ou quando houver caminhos preferenciais de circulação. (Figura 14) Figura 13 - Piso tátil de alerta Figura 14 - Piso tátil direcional
  • 13. 4.4. RAMPAS 4.4.2. Rampa para pedestres As rampas para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida devem ter inclinação adequada e ser marcadas com faixa de alerta tátil. Inclinação máxima de 8,33%. Devem ser localizadas nas faixas de pedestres ou próximas às vagas permitidas para pessoas com deficiência. (Figura 15) 14 4.4.1. Rampa para veículos As rampas para acesso de veículos às garagens não podem ocupar toda a calçada, garantindo a faixa de percurso seguro livre, com inclinação de 2%. Qualquer desnível além da altura de 15cm (do meio-fio) deve ser vencido dentro do terreno. Elas devem ocupar no máximo 60cm da largura do passeio, na seção transversal. Quando a calçada for inferior a 1,50m, deverá ser toda rebaixada. Figura 16 - Rampa para veículos Figura 15 - Rampa para pedestres Mín. 1,20m Meio-fio Piso tátil de alertaRampa de acesso a veículos Piso tátil de alerta Piso tátil direcional Rampa com inclinação máx. 8,33% Meio-fio
  • 14. 5. ESTACIONAMENTO 5.1. Estacionamento próprio Número de vagas reservadas demarcadas para veículos conduzidos por pessoas com deficiência: - De 11 a 100 vagas terá no mínimo 1 vaga. -Acima de 100 vagas terá no mínimo 1%. Dimensões da vaga: mínimo 5,00 x 2,50m + 1,20m faixa de circulação. Pavimento plano antiderrapante:Asfalto, Blocos intertravados de concreto e Lajotas de concreto. Guias rebaixadas de acesso à edificação: - Inclinação máxima 8,33%. - Demarcar faixa de acesso zebrada em amarelo. - Sinalizar com símbolo internacional de acesso no piso. - Contornar com piso tátil de alerta. Vagas próximas ao acesso. Obstáculos no caminho até o interior da construção: - Grelha com no máximo 15mm. - Rampas com inclinação máxima de 8,33%. 5.2. Estacionamento na rua Dimensões da vaga: mínimo 5,00 x 2,50m + 1,20m faixa de circulação. Faixa adicional de circulação com no mínimo 1,20m de largura quando afastadas da faixa de travessia de pedestres. Guias rebaixadas em frente ao imóvel: - Inclinação máxima 8,33%. - Demarcada faixa de acesso zebrada em amarelo. - Sinalizada com símbolo internacional de acesso no piso. - Contornada com piso tátil de alerta. - Placa de sinalização vertical. - Estarem vinculadas a rotas acessíveis com piso tátil que as interliguem aos pólos de atração. 15 Figura 17 - Estacionamento na rua 0,20 Branco Amarelo 0,10 ,3 0 0 1,70 2,50 2,50 0,20 0,50
  • 15. 6.1. Classificação das Edificações A seguir estão descritos os principais itens relacionados com a acessibilidade nos diferentes tipos de edificações, conforme nos termos do Decreto Federal nº5.296/2004. 6.1.1. Edificações de uso privado multifamiliar Consideram-se edificações de uso privado aquelas destinadas à habitação, que podem ser classificadas como unifamiliar ou multifamiliar. A construção de edificações de uso privado multifamiliar devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade daABNT. Também estão sujeitos aos preceitos da acessibilidade os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas e externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar. 6.1.2. Edificações de uso coletivo Consideram-se edificações de uso coletivo aquelas destinadas às atividades de natureza comercial, hoteleira, cultural, esportiva, financeira, turística, recreativa, social, religiosa, educacional, industrial e de saúde, inclusive as edificações de prestação de serviços de atividades da mesma natureza. A construção, ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade daABNT. Também estão sujeitos aos preceitos de acessibilidade os acessos, piscinas, andares de recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias, estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso coletivo. 6. EDIFICAÇÕES 16
  • 16. Na ampliação ou reforma das edificações de uso coletivo, os desníveis das áreas de circulação internas ou externas serão transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecânico de deslocamento vertical, quando não for possível outro acesso mais cômodo para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade daABNT. 6.1.3. Edificações de uso público Consideram-se edificações de uso público aquelas administradas por entidades da administração pública, direta e indireta, ou por empresas prestadoras de serviços públicos e destinadas ao público em geral. A construção, ampliação ou reforma de edificações de uso público deve garantir, pelo menos, um dos acessos ao seu interior, com comunicação com todas as suas dependências e serviços, livre de barreiras e de obstáculos que impeçam ou dificultem a sua acessibilidade. Na ampliação ou reforma das edificações de uso público, os desníveis das áreas de circulação internas ou externas serão transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecânico de deslocamento vertical, quando não for possível outro acesso mais cômodo para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade daABNT. 17 Obs.: Deverão ser promovidas condições de acesso e utilização por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a todos os ambientes dos estabelecimentos de ensino de qualquer nível, públicos ou privados.
  • 17. 6.2. CORREDORES 6.2.1. Larguras para deslocamento em linha reta As larguras para deslocamento em linha reta são: - 0,90m - uma pessoa em cadeira de rodas. - 1,20m a 1,50m - um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas. - 1,50m a 1,80m - duas pessoas em cadeira de rodas. 6.2.2. Larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são: - 0,90m para corredores de uso comum com extensão até 4,00m. - 1,20m para corredores de uso comum com extensão até 10,00m. - 1,50m para corredores com extensão superior a 10,00m. - 1,50m para corredores de uso público. - Maior que 1,50m para grande fluxo de pessoas, com largura definida a partir do cálculo de fluxo de pessoas. (Vide Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004 página 55 item 6.10.8). 18 Figura 20 - Duas pessoas em cadeira de rodasFigura 19 - Um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas Figura 18 - Uma pessoa em cadeira de rodas 0,90 1,50 a 1,80 1 0 a 1,50 ,2
  • 18. 6.3. RAMPAS Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em rotas acessíveis. Eventuais desníveis de até 0,5cm não demandam tratamento especial. Desníveis superiores a 0,5cm até 1,5cm devem ser tratados em forma de rampa com inclinação máxima de 1:2 (50%). Desníveis superiores a 1,5cm devem ser considerados como degraus. - A largura das rampas (L) deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas. A largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1,50m, sendo o mínimo admissível 1,20m; - Quando não houver paredes laterais as rampas devem incorporar guias de balizamento com largura mínima de 0,05m, instaladas ou construídas nos limites da largura da rampa e na projeção dos guarda-corpos; - Patamares no inicio e final de cada segmento de rampa com comprimento mínimo de 1,20m, sendo recomendável 1,50m; - Piso tátil de alerta com largura entre 0,25m e 0,60m, localizado até 0,32m antes do inicio e após o término da rampa; - Inclinação transversal de no máximo 2% em rampas internas e 3% em rampas externas. Inclinação de rampa calculada segundo a seguinte equação: i = percentual de inclinação(%) h = altura a vencer (metros) c = comprimento da rampa (metros) i = h x 100 C 19 Figura 21 - Inclinação transversal e largura de rampa interna 1,05 0,05mín. Inclinação transversal 2% Guia de Balizamento 1. 1,20 mín. 1,50 recomendado
  • 19. 5,00 % (1:20) _ _ 5,00 % (1:20) < i < 6,25 % (1:16) 6,25 % (1:16) < i < 8,33 % (1:12) 150,80m 1,00m Sem limite Sem limite 1,50m Inclinação admissivel em cada segmento de rampa i Número máximo de segmentos de rampa Desníveis máximos de cada segmento de rampa h 5,00 % (1:20) _ _ 5,00 % (1:20) < i < 6,25 % (1:16) 6,25 % (1:16) < i < 8,33 % (1:12) 150,80m 1,00m Sem limite Sem limite 1,50m Inclinação admissível em cada segmento de rampa i Número máximo de segmentos de rampa Desníveis máximos de cada segmento de rampa h 20 Figura 22 - Perspectiva nMí . 1,20 Piso tátil de alerta 0,70 0,92 1,05 0,25 a 0,60 0,25 a 0,60 0, 5 a 60 2 0, Mín. 1,20 Mí ,20 n. 1 0,30 0,30
  • 20. 6.4. ESCADAS Degraus e escadas fixas em rotas acessíveis devem estar associados a rampas ou equipamentos de transporte vertical. Mesmo assim, as escadas devem garantir condições mínimas de segurança e conforto: - Largura livre mínima de 1,20m, sendo recomendável 1,50m; - entre os lances de escadas devem ser previstos patamares com dimensão longitudinal mínima de 1,20m. Os patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da escada; - Piso tátil de alerta com largura entre 0,25m e 0,60m, localizado até 0,32m antes do início e após o término da escada; - O primeiro e último degraus de um lance de escada devem distar no mínimo 0,30m da área de circulação adjacente; - As escadas fixas devem ter no mínimo um patamar a cada 3,20m de desnível e sempre que houver mudança de direção. As dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes em toda a escada, atendendo às seguintes condições: - pisos (p): 0,28m < p < 0,32m - espelhos (e): 0,16m < e < 0,18m 21 Figura 23 - Dimensionamento de escada 0,92 0 30, 2 0 6 0, 5 a , 0 . 0,32 máx Piso tátil de alerta 0,92 0,66 E 0 8,1 80,2 p 0,32 Piso tátil de alerta ,2 00 5 a ,60 3 má0, 2 x. 0,63m < p + 2e < 0,64m
  • 21. 6.5. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS - Os corrimãos devem ser construídos com materiais rígidos, instalados em ambos os lados dos degraus isolados, das escadas fixas e das rampas, oferecendo condições seguras de utilização. - Os corrimãos devem ter largura entre 3,0cm e 4,5cm, serem arestas vivas. Deve ser deixado um espaço livre de no mínimo 4,0cm entre a parede e o corrimão. Devem permitir boa empunhadura e deslizamento, sendo preferencialmente de seção circular; - Os corrimãos laterais devem prolongar-se pelo menos 30cm antes do início e após o término da rampa ou escada, sem interferir com áreas de circulação ou prejudicar a vazão. Em edificações existentes, onde for impraticável promover o prolongamento do corrimão no sentido do caminhamento, este pode ser feito ao longo da área de circulação ou fixado na parede adjacente; - As extremidades dos corrimãos devem ter acabamento recurvado, ser fixadas ou justapostas à parede ou piso, ou ainda ter desenho contínuo, sem protuberâncias; - Para degraus isolados e escadas, a altura dos corrimãos deve ser de 0,92m do piso, medidos de sua geratriz superior. Para rampas e opcionalmente para escadas, os corrimãos laterais devem ser instalados a duas alturas: 0,92m e 0,70m do piso, medidos da geratriz superior. - A projeção dos corrimãos pode incidir dentro da largura mínima admissível da rampa em até 10cm de cada lado. 22 Figura 24 - Empunhadura de corrimão Figura 25 - Corrimão e guarda-corpo em rampa 0, 03 1,05 0,92 0,70 0, 03 Guarda corpo Corrimão Piso tátil de alerta Piso tátil de alerta 20, 5 a 0 0,6 ín.0,32 m
  • 22. 6.6. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Devem atender, integralmente ao disposto na Norma Brasileira ABNT NBR 13994/2000, quanto à sinalização, dimensionamento e características gerais. Quando o equipamento eletromecânico estiver inoperante, além de estar sinalizado, deve ser garantido procedimento e pessoal treinado para auxiliar a circulação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. 6.6.1. Plataformas 6.6.1.1. Plataforma elevatória de percurso vertical - Percurso aberto deve vencer desníveis de até 2,0m em edifícios de uso público ou coletivo e desníveis de até 4,0m em edifícios de uso privado. Ela deve ter fechamento contínuo, sem vãos, em todas as laterais até a altura de 1,10m do piso da plataforma. - Percurso fechado, com caixa enclausurada, deve vencer desníveis de até 9,0m em edifícios de uso público ou coletivo. - Para utilização acompanhada, as plataformas devem possuir dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos pavimentos atendidos; para utilização assistida, devem possuir dispositivo de comunicação para solicitação de auxílio nos equipamentos e nos pavimentos atendidos. 6.6.1.2. Plataforma elevatória de percurso inclinado - Normalmente instalada sobre escadas, pode ser utilizada em edificações de uso público ou coletivo, desde que haja parada programada nos patamares ou pelo menos a cada 3,20m de desnível. Deve ser previsto assento escamoteável para uso de pessoas com mobilidade reduzida. - Deve haver sinalização visual demarcando a área para espera para embarque da plataforma nos pavimentos. - Deve haver sinalização visual demarcando o limite da projeção do percurso da plataforma aberta e em funcionamento sobre a escada. - Na área de espera para embarque na plataforma nos pavimentos, deve haver sinalização tátil e visual informando a obrigatoriedade de acompanhamento por pessoal habilitado durante sua utilização e dispositivo de comunicação para solicitação do auxílio. 23
  • 23. 6.6.2. Elevadores - Os elevadores novos para o uso da pessoa com deficiência devem situar-se em locais acessíveis à pessoa com deficiência. - O saguão do edifício deve prover espaço adequado para permitir a entrada e a saída nos elevadores com segurança. - Dimensões da cabina - opção sem permitir o giro de uma cadeira de rodas: distância entre os painéis laterais deve ser no mínimo de 1,10m e a distância entre o painel do fundo e o frontal dever ser no mínimo de 1,40m. - Dimensões da cabina - opção para permitir o giro completo de uma cadeira de rodas: distância entre os painéis laterais deve ser no mínimo de 1,725m. A distância entre o painel do fundo e o frontal deve ser no mínimo de 1,30m. - Para todos os pavimentos servidos, a cada parada da cabina deve soar automaticamente um anúncio verbal. - As botoeiras devem ser instaladas a uma altura entre 0,89m e 1,35m do piso. - A identificação em Braille deve estar sempre na parte externa das botoeiras. - Aidentificação do pavimento deve ser afixada em ambos os lados dos batentes das portas, na altura da botoeira de pavimento, em todos os pavimentos, e ser visível a partir do interior da cabina e do acesso. As marcações devem formar um contraste com fundo e ter dimensões mínimas de 50 mm em alto ou baixo relevo de 0,8 mm. - Porta com largura mínima de 0,80m e altura mínima de 2,10m. - Nos pavimentos, sinal sonoro diferenciado sendo uma nota para subida e duas para descida. 24 Figura 26 - Composição da cabina (elevadores novos) - Opção para permitir giro. 2 0,40 mín. Botoeira da cabina1,35 0,89a0,90 1 7 5 í . , 2 m n ,30 m ín. 1 Identificação de pavimento em Braile Área para giro de cadeira de rodas
  • 24. 6.7. SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS Em geral, os sanitários e vestiários acessíveis devem apresentar as seguintes características: De acordo com a Norma BrasileiraABNT 9050/2004: - Quando de uso comum ou uso público, devem ter no mínimo 5% do total de cada peça instalada acessível, respeitada no mínimo uma de cada. Quando houver divisão por sexo, as peças devem ser consideradas separadamente para efeito de cálculo. Recomenda-se a instalação de uma bacia infantil para uso de crianças e pessoas com baixa estatura. - Localização em rotas acessíveis, próximos à circulação principal, preferencialmente junto aos demais sanitários. - As portas devem ter abertura para o lado externo dos boxes de sanitários e vestiários e devem atender aos parâmetros de acessibilidade. - Bacia sanitária, mictório, lavatório, boxe de chuveiro, banheira, acessórios e barras de apoio deve obedecer aos parâmetros de acessibilidade. - Área para aproximação e alcance de 1,20m x 0,80m para utilização das peças sanitárias por pessoas usuárias de cadeiras de rodas. - Sinalizados com o Símbolo Internacional deAcesso. De acordo com o Decreto Federal nº 5.296/2004: - Aconstrução, ampliação ou reforma de edificações de uso público ou de uso coletivo devem dispor de sanitários acessíveis destinados ao uso por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. - Nas edificações de uso público a serem construídas, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida serão distribuídos na razão de, no mínimo, uma cabine para cada sexo em cada pavimento da edificação, com entrada independente dos sanitários coletivos, obedecendo às normas técnicas de acessibilidade daABNT. - Nas edificações de uso público já existentes, terão elas o prazo de trinta meses a contar da data de publicação do Decreto Federal nº 5.296/2004 para garantir pelo menos um banheiro acessível por pavimento, com entrada independente, distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de modo que possam ser utilizados por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. - Nas edificações de uso coletivo a serem construídas, ampliadas ou reformadas, onde devem existir banheiros de uso público, os sanitários destinados ao uso por pessoa com deficiência deverão ter entrada independente dos demais e obedecer às normas técnicas de acessibilidade daABNT. - Nas edificações de uso coletivo já existentes, onde haja banheiros destinados ao uso público, os sanitários preparados para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida deverão estar localizados nos pavimentos acessíveis, ter entrada independente dos demais sanitários, se houver, e obedecer as normas técnicas de acessibilidade daABNT. 25
  • 25. 6.7.1. SANITÁRIOS 6.7.1.1. Boxe para bacia sanitária acessível - Os boxes para bacia sanitária devem garantir as áreas para transferência diagonal, lateral e perpendicular, bem como área de manobra para rotação de 180º. - Quando houver mais de um boxe acessível, as bacias sanitárias, áreas de transferência e barras de apoio devem estar posicionadas de lados diferentes, contemplando todas as formas de transferência para bacia. DICA: os boxes para bacia sanitária acessível devem contemplar bancada para troca de fraldas. Esta bancada deverá ter altura máxima de 0,46m. 26 Figura 28 - Boxe para bacia sanitária - Transferência lateral Figura 27 - Perspectiva de sanitário completo Barras de apoio Área de transferência 0,80 x 1,20 0,30 0,30 0 90, 0,30 Área de giro D=1,50 1,50 mín. 1,70mín. Áreadetransferência 0,80x1,20 Lavatório 0,80 mín Áreademanobra rotação180 1,50x1,20 Área de giro D=1,50
  • 26. 6.8. LOCAIS DE REUNIÃO 6.8.1. Cinemas, teatros, auditórios e similares Os cinemas, teatros, auditórios e similares devem possuir, na área destinada ao público, espaços reservados para pessoas em cadeiras de rodas, assentos para pessoa com mobilidade reduzida, e assentos para pessoa obesa, atendendo às seguintes condições: a) localização em rota acessível vinculada a uma rota de fuga, junto de assento para acompanhante, sendo no mínimo um assento e recomendável dois assentos de acompanhante; b) distribuição pelo recinto, recomendando-se que seja nos diferentes setores e com as mesmas condições de serviços; c) garantia de conforto, segurança, boa visibilidade e acústica; d) instalação em local de piso plano horizontal e preferencialmente instalados ao lado de cadeiras removíveis e articuladas para permitir ampliação da área de uso de acompanhantes ou outros usuários (pessoa em cadeira de rodas e pessoa com mobilidade reduzida); e) identificação por sinalização no local e na bilheteria. OBS: em edifícios existentes, os espaços para pessoa em cadeira de rodas, os assentos para anões, para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas obesas podem ser agrupados, quando for impraticável a sua distribuição por todo recinto. Sempre que possível os espaços devem ser projetados de forma a permitir a acomodação de pessoa com deficiência com no mínimo um acompanhante. Quantidade dos espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para pessoa com mobilidade reduzida e pessoa obesa. Capacidade total de assentos Até 25 De 26 a 50 De 51 a 100 De 101 a 200 De 201 a 500 De 501 a 1000 Acima de 1000 Assento para pessoas obesas Assento para pessoa com Mobilidade Reduzida Espaços para pessoas em cadeira de rodas 11 11 11 111 2 3 4 2% do total 1% 1%1% 1% 15 espaços, mais 1% do que exceder 1000 10 espaços, mais 1% do que exceder 1000 10 assentos a mais 0,1% do que exceder 1000 10 assentos a mais 0,1% do que exceder 1000 27 De acordo com a Norma Brasileira ABNT NBR 9050/2004:
  • 27. Dimensões e localizações dos espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para pessoa com mobilidade reduzida e pessoa obesa. De acordo com a Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004: 28 Figura 29 - Espaços para pessoa em cadeira de rodas Figura 30 - Assentos para pessoa com mobilidade reduzida e pessoa obesa - Os espaços para pessoa em cadeira de rodas devem possuir as dimensões mínimas de 0,80m por 1,20m, acrescido de faixa de no mínimo 0,30m de largura, localizada na frente, atrás ou em ambas posições. Os espaços para pessoa em cadeira de rodas devem estar deslocados 0,30m em relação à cadeira ao lado para que a pessoa em cadeira de rodas e seus acompanhantes fiquem na mesma direção. Quando os espaços para pessoa em cadeira de rodas estiverem localizados em fileiras intermediárias, devem ser garantidas faixas de no mínimo 0,30m de largura atrás e na frente deles; - Os assentos para pessoa com mobilidade reduzida devem possuir um espaço livre frontal de no mínimo 0,60m; - Os assentos para pessoas obesas devem ter largura equivalente à de dois assentos adotados no local e possuir um espaço livre frontal de no mínimo 0,60m. Estes assentos devem suportar uma carga de no mínimo 250Kg. 0,80 0,30mín 0,30mín 1,20 0,60
  • 28. 6.9. LOCAIS DE ESPORTE E LAZER 6.9.1. Ginásios 6.9.2. Piscinas - O piso no entorno das piscinas não deve ter superfície escorregadia ou excessivamente abrasiva. As bordas e degraus de acesso a água devem ter acabamento arredondado. - O acesso à água deve ser garantido através de degraus, rampas submersas, bancos para transferência ou equipamentos de transferências. - A escada ou rampa submersa deve possuir corrimãos em três alturas, de ambos os lados, nas seguintes alturas: 0,45m, 0,70m e 0,92m.Adistância livre entre os corrimãos deve ser de no mínimo 0,80m e no máximo 1,00m. - Os degraus submersos devem ter piso de no mínimo 0,46m e espelho de no máximo 0,20m. - Quando da utilização de banco de transferência, este deve estar associado à rampa ou escada. - Nas arquibancadas deve haver espaços para pessoa em cadeira de rodas e assentos para pessoa com mobilidade reduzida e pessoa obesa. - Quando existir anteparo em frente aos espaços para pessoa em cadeira de rodas, sua altura e distância não devem bloquear o ângulo visual de 30º medido a partir da linha visual padrão com altura de 1,15m do piso até o limite inferior da tela ou local do palco onde a atividade é desenvolvida. - As áreas para prática de esportes devem ser acessíveis. 29 Figura 31 - Anteparos em arquibancadas - Vista lateral 03 30 1,20 1,20 1,15
  • 29. - Quando o acesso à água for feito por banco de transferência, este deve atender ao seguinte: a) altura de 0,46m; b) extensão de no mínimo 1,20m de profundidade de 0,45m; c) garantir área para aproximação e manobra, sendo que a área para transferência junto ao banco não deve interferir com a área de circulação; d) o nível de água deve estar no máximo a 0,10m abaixo do nível do assento do banco. 6.9.3. Praias As praias das grandes cidades são separadas das vias adjacentes por calçadões que, normalmente, se encontram elevados em relação ao nível da areia. O acesso entre as calçadas e a praia deve ser feito através de rampas. Recomenda-se que as rampas estejam interligadas ao mar por um caminho com dimensão mínima para circulação de uma cadeira de rodas (L=90cm). Devem ser previstos sanitários públicos adaptados juntamente às rampas de acesso à praia. Todos os espaços adaptados devem estar devidamente sinalizados com o Símbolo Internacional de Acesso. Deve haver vaga reservada para o estacionamento próxima ao acesso respeitando todas as dimensões previstas. Além do estacionamento acessível, os bares e restaurantes que atenderem a praia devem disponibilizar mobiliários acessíveis (vide item 9.3 página 92, da Norma BrasileiraABNT NBR 9050/2004) e cardápios em braile. 30
  • 30. 6.10. MOBILIÁRIO 6.10.1. Balcão 6.10.2. Telefones - Em espaços externos, pelo menos 5% dos telefones, com no mínimo um do total de telefones, devem ser acessíveis para anões e para pessoas em cadeira de rodas, alem de apresentar amplificador de sinal. - Em edificações, deve haver pelo menos um telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões e um telefone com amplificador de sinal por pavimento. Quando houver instalação de conjuntos de telefones, o telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões e o telefone com amplificador de sinais devem estar localizados junto a eles. - Em edificações de grande porte e equipamentos urbanos, tais como centros comerciais, aeroportos, rodoviárias, estádios, centros de convenções, entre outros, deve ser instalado pelo menos um telefone por pavimento que transmita mensagem de texto (TDD). Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade. - A parte operacional superior do telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões deve estar à altura de no máximo 1,20m. 31 Os balcões ou mesas de atendimento e as bilheterias em edificação de uso público ou de uso coletivo devem dispor de, pelo menos, uma parte da superfície acessível para atendimento às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade daABNT. Quando for prevista a aproximação frontal, o balcão deve possuir altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso e profundidade livre inferior de no mínimo 0,30m. Deve ser garantido um módulo de referência, posicionado para a aproximação frontal ao balcão, podendo avançar sob o balcão até no máximo 0,30m. O guichê deve ter altura máxima de 1,05m do piso para bilheterias e atendimentos rápidos. Figura 32 - Balcão 0,90 mín. 300, 0,90máx. 0,73máx.
  • 31. - O telefone deve ser instalado suspenso, com altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso acabado. - O comprimento do fio do fone do telefone acessível para pessoas em cadeira de rodas e anões deve ser de no mínimo 0,75m. - Nos telefones acessíveis, quando houver anteparos superiores de proteção, estes devem possuir altura livre de no mínimo 2,10m do piso, para que também ofereça conforto de utilização por pessoas em pé. 6.10.3. Bebedouros - O bebedouro acessível deve possuir altura livre inferior de no mínimo 0,73m do piso. Deve ser garantido um módulo de referência para aproximação frontal ao bebedouro, podendo avançar sob o bebedouro até no máximo 0,50m. - O acionamento de bebedouros do tipo garrafão, filtros com célula fotoelétrica ou outros modelos.Assim como o manuseio dos copos, devem estar posicionados na altura entre 0,80m e 1,20m do piso acabado, localizados de modo a permitir a aproximação lateral de uma pessoa em cadeira de rodas. - Quando houver copos descartáveis, o local para retirada deles deve estar á altura de no máximo 1,20m do piso. 32 Figura 33 - Bebedouro 0,50 0,90máx. 0,73mín.
  • 32. 7. SERVIÇOS DE TRANSPORTE COLETIVO De nada adianta que sejam previstas rotas acessíveis sinalizadas e com dimensões recomendadas, se os transportes coletivos não forem acessíveis. A acessibilidade aos meios de transporte deverá contemplar o deslocamento pela cidade como um todo, devendo o percurso ser efetuado de forma segura e autônoma. Assim, alguns aspectos devem ser seguidos de acordo com o Decreto Federal nº 5.296/2004: - o embarque deve ser em nível, sem degraus, visando facilitar a utilização por pessoas de baixa estatura, com dificuldade de locomoção, em cadeira de rodas ou idosas; - os veículos e os abrigos de transporte coletivo devem possuir espaço para cadeira de rodas e assentos para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida; - para os fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, considera-se como integrantes desses serviços os veículos, terminais, estações, pontos de para, vias principais, acessos e operações; - os sistemas de transporte coletivo são considerados acessíveis quando todos os seus elementos são concebidos, organizados, implantados e adaptados segundo o conceito de desenho universal, garantido o uso pleno com segurança e autonomia por todas as pessoas. 33 OBS:Os pontos de ônibus devem ter cobertura, assentos e medidas que permitam a manobra de uma pessoa em uma cadeira de rodas, bem como, informações sobre as linhas, itinerários e horários dos veículos que por ali passam.
  • 33. 8. LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS 8.1. Legislação Federal LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providencias. LEI Nº 10.048, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências. DECRETO Nº 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO 2004. Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. LEI Nº 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência Corte, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina e atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências. DECRETO Nº 3.298, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1999. Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências. LEI Nº 8.899, DE 29 DE JULHO DE 1994. Concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual. DECRETO Nº 3.691, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Regulamenta a Lei nº 8.899, de 29 de julho de 1994, que dispõe sobre o transporte de pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual. DECRETO Nº 3.956, DE 8 DE OUTUBRO DE 2001. Promulga a Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. 34
  • 34. LEI Nº 7.405, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1985. Torna obrigatória a colocação do “Símbolo Internacional de Acesso” em todos os locais e serviços que permitam sua utilização por pessoas portadoras de deficiência e dá outras providências. PORTARIANº 3.284, DE NOVEMBRO DE 2003. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência, para instruir os processos de autorização e de recolhimento de cursos, e de credenciamento de instituições. PORTARIANº 1.679, DE 2 DE DEZEMBRO DE 1999. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência, para instruir os processos de autorização e de recolhimento de cursos, e de credenciamento de instituições. 8.2. Normas Técnicas da ABNT NBR 9050, MAIO 2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. NBR 13994, MAIO 2000 - Elevadores de Passageiros - Elevadores para transporte de pessoa portadora de deficiência. NBR 14020, DEZEMBRO 1997 - Transporte - Acessibilidade à pessoa portadora de deficiência - Trem de longo percurso. NBR 14021, JUNHO 2005 - Transporte - Acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano. NBR 14022, DEZEMBRO 2007 - Transporte - Acessibilidade à pessoa portadora de deficiência em ônibus e trólebus, para atendimento urbano e intermunicipal. NBR 14273, JANEIRO 1999 - Acessibilidade da pessoa portadora de deficiência no transporte aéreo comercial. NBR 14970, JULHO 2003 - Acessibilidade em veículos automotores. NBR 15250, MARÇO 2005 - Acessibilidade em caixa de auto-atendimento bancário. 35
  • 35. 9. GLOSSÁRIO Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos. Área de Aproximação: espaço sem obstáculos para que a pessoa que utiliza cadeira de rodas possa manobrar, deslocar-se, aproximar-se e utilizar o mobiliário com autonomia e segurança. Área de Resgate: área com acesso direto para uma saída, destinada a manter em segurança pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, enquanto aguardam socorro em situação de sinistro. Área de transferência: espaço necessário para que uma pessoa utilizando cadeira de rodas possa se posicionar próximo ao mobiliário para o qual necessita transferir-se. Barreira Arquitetônica, Urbanística ou Ambiental: qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço, mobiliário ou equipamento urbano. Deficiência: redução, limitação ou inexistência das condições de percepção das características do ambiente ou da mobilidade e de utilização de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano, em caráter temporário ou permanente. Pessoa com Mobilidade Reduzida: aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Entende-se por pessoa com mobilidade reduzida, a pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante entre outros. Rota Acessível: trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos ou internos de espaços e edificações, e que possa ser utilizado de forma autônoma e segura por todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência. Rota de Fuga: trajeto contínuo, devidamente protegido proporcionado por portas, corredores, antecâmaras, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes, a ser percorrido pelo usuário, em caso de um incêndio de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou espaço externo, protegido do incêndio. Símbolo Internacional de Acesso (S.I.A): Indica acessibilidade das edificações, do mobiliário dos espaços, e dos equipamentos urbanos. 36
  • 36. 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 9050:2004 Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais. Guia de Acessibilidade em Edificações. Belo Horizonte, MG, 2006. Cadernos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná. nº4 Acessibilidade: Responsabilidade Profissional. Curitiba, PR, 2007. Prefeitura Municipal de Vitória. Cartilha Calçada Cidadã - Vitória, ES, 2002. ESPÍRITO SANTO. Lei nº 4.821, de 1998. Código de Obras e Edificações. Vitória, 1998. ESPÍRITO SANTO. Lei nº 6.705, de 2006. Plano Diretor Urbano (PDU). Vitória, 2006. ESPÍRITO SANTO. Lei nº 4.438, de 1997. Código de Posturas do Municipio de Vitória. Vitória, 1997. Código de Posturas do Municipio de Vitória - Lei Municipal 4.438/97 BRASIL. Decreto - Lei nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. 37
  • 37. FICHA TÉCNICA Realização: Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH Colaboradores: Arquiteta e Urbanista Clemir Regina Pela Meneghel Arquiteta Patricia Cordeiro Eng. Civil José Márcio Martins Jornalista Alcione Vazzoler Projeto Gráfico: Adriano Uliana Teodoro Ilustrações: Gió Diretoria do Crea-ES Presidente Eng. Civil e de Seg. do Trab. Luis Fiorotti Primeiro vice-presidente Téc. Agrimensura Aloísio Carnielli Segundo vice-presidente Eng. Civil José Lemos Sobrinho Diretor-administrativo Eng. Civil José Maria Cola dos Santos Diretor-financeiro Eng. Eletricista Antonio Vitor Cavalieri Vice diretor-administrativo Eng. Civil Carlos Heugênio Duarte Camisão Vice diretor-financeiro Eng. Civil Patrícia Brunow Diniz Ribeiro Barbosa Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo - Crea-ES Tel.: (27) 3334-9900 creaes@creaes.org.br www.creaes.org.br Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH Tel.: (61) 3429-3142 / 3454 / 9925 / 3106 Fax: (61) 3223-2260 direitoshumanos@sedh.gov.br
  • 38. Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República sF oá dc oi tl a arce as ps o . Departamento do ES DO BRASIL ARQUITETOS INSTITUTO DE Espírito Santo Sintaes | Ataes