Carnes - Bioqúimica das carnes: Frango, Gado, Suíno.
O documento discute a composição, estrutura e bioquímica da carne bovina. Aborda os principais tecidos que compõem a carne, incluindo o tecido muscular, conjuntivo, epitelial e nervoso. Também explica as proteínas dos miofilamentos como actina e miosina, além do mecanismo de contração muscular e as mudanças bioquímicas que ocorrem no músculo após a morte do animal.
Carnes - Bioqúimica das carnes: Frango, Gado, Suíno.
2.
Introdução
Conhecer a composição,a estrutura e a bioquímica da
carne e de seus componentes e de extrema importância
para aqueles que trabalham com esse produto in natura
quanto com o processamento e a elaboração de embutidos
em geral.
3.
Introdução
A carne éo resultado das diversas transformações
químicas sofridas pelo musculo após o abate;
O musculo vivo é um tecido altamente especializado;
As modificações físicas e químicas que ocorrem no
musculo nas primeiras 24 horas após o abate determinam
muitas das características e propriedades da carne
4.
Introdução
A habilidade decontrair e relaxar características do
musculo vivo, e perdida quando o musculo e convertido em
carne, mas alguns aspectos do mecanismo de contração e
relaxamento estão relacionados á perda de maciez da carne
após o abate.
5.
Introdução
Podemos dizer quea carcaça bovina é o corpo do boi
abatido, do qual foram removidos a pele, as vísceras, a
cabeça, as patas, as gorduras cavitarias e o rabo.
Na media de 50 % a 70% do peso vivo dos animais
permanecem da carcaça
6.
Pode- se dizerque a carcaça é
formada de musculo, ossos e
gordura;
A sua composição depende de
um modo geral da composição
genética, da idade, da raça da
alimentação e do manejo com o
animal, sendo um dos principais
fatores a alimentação;
Composição da Carcaça
Composição do músculoe dos tecidos
associados
As carnes são compostas por quatro tipos básicos de
tecidos :
Epitelial ;
Nervoso ;
Conjuntivo ;
Muscular ;
As propriedades e a quantidade desses tecidos são
responsáveis pela qualidade e maciez da carne.
Tecido epitelial
É encontradona carne em menor proporção;
Exerce as seguintes funções:
Proteção; Secreção; Excreção; Transporte;
Absorção; Percepção sensorial.
12.
Tecido epitelial
Recobre assuperfícies externas e internas do corpo e a maior
parte dele é removida no processo de abate.
13.
Tecido nervoso
Constitui menosque 1% da carne;
É parte do SNC que engloba o cérebro, a medula espinhal,
neurônios e células de sustentação;
Também e parte do SNP que consiste em
fibras nervosas de outras partes do corpo e que
tem como função manter a comunicação dessas
partes com o SNC;
14.
Tecido conjuntivo
Responsável porjuntar e manter ligadas várias partes do
corpo do animal;
É amplamente distribuído pelo corpo;
Envolve:
Músculos;
Feixes de fibras;
Fibras musculares individualmente;
15.
Tecido conjuntivo
Os tecidosconjuntivos são caracterizados geralmente por
apresentar poucas células e muito conteúdo extracelular que
varia desde um gel até uma massa fibrosa dura.
Conteúdo extracelular
Células
16.
Tecido conjuntivo Propriamentedito
Inclui elementos com forma e uma substância amorfa basal
na qual esses elementos estão embebidos.
Envolve o tecido muscular (endomísio, perimísio e epimisio) e
forma os tendões que o ligam aos ossos. Sua matriz é rica em
colágeno, elastina e reticulina, as quais conferem maior rigidez
á carne.
As moléculas de colágeno forma ligações cruzadas entre si
que aumentam com a idade do animal.
As ligações cruzadas promove maior insolubilidade a
resistência á tensão.
17.
Tecido conjuntivo Propriamentedito
O colágeno, proteína estrutural do tecido conjuntivo, é a mais
abundante do organismo animal. Nos músculos sua distribuição
não é uniforme e guarda certa relação com atividade física.
O conteúdo de hidroxiprolina é normalmente utilizado para
determinar o teor de colágeno dos tecidos.
As fibras colágenas estão presentes em 20 a 25% da proteína
total do animal, influindo muito na maciez da carne.
18.
Tecido conjuntivo Propriamentedito
As fibras elásticas são constituídas de uma proteína fina e
resistente, a elastina.
Estão presentes nos ligamentos paredes das artérias e envolvem
vários órgãos, inclusive os músculos.
São elásticas, distendendo-se com facilidade e voltando ao
normal quando a tensão deixa de existir.
A contribuição da elastina para a dureza da carne e
significativa, apesar de apresentar apenas 0,5% do total do tecido
conjuntivo contido nos músculos.
19.
Tecido conjuntivo Propriamentedito
A elastina é insolúvel em agua fazendo com que essa proteína
contribua de forma significativa para a resistência da carne apesar
de se apresentar em concentrações bem pequenas.
As fibras reticulares formam delicadas redes que
circundam células e dão suporte ao epitélio dos vasos
sanguíneos, ás estruturas neurais e a membrana da fibra
muscular.
20.
Tecido conjuntivo adiposo
Constituium tipo especial de tecido conjuntivo com
predominância de células adiposas.
As células adiposas organizam – se em grupos, formando
lóbulos que são separados entre si por meio de septos do tecido
conjuntivo.
Serve como reserva de energia, modelação do corpo,
preenchimento de espaços e isolante térmico.
21.
Tecido muscular
Dividido emesquelético, liso ou involuntário e cardíaco.
Há em 30 a 40% do peso vivo dos animais em tecido muscular
esquelético.
Há cerca de 300 unidades anatomicamente distintas.
30%
22.
Tecido muscular
esquelético estriado
80%
Cercade 75 a 92 % do volume total do tecido muscular.
O volume restante é constituído por matriz extracelular, tecido
conjuntivo, fibras nervosas e vasos sanguíneos.
Composto por células altamente especializadas, longas e
cilíndricas.
23.
Tecido muscular Liso
Estapresente nas paredes do trato digestivo e das vias
respiratórias , nos ductos urinários e genitais, nas paredes das
artérias, pele e grandes vasos linfáticos.
Varia de tamanho e forma dependendo da sua localização.
Possui somente um núcleo.
Possui actina e miosina, e não formam estrias.
24.
Tecido muscular
cardíaco
O miocárdioe á camada contrátil do
coração que forma a maior parte do
musculo cardíaco.
Possui uma contratilidade rítmica,
involuntária e ininterrupta.
Músculo Esquelético
Composto por:
•Água (65 a 80% do peso)
Meio de transporte entre a rede vascular e as fibras musculares.
• Proteínas (16 a 22% da massa muscular)
• Gorduras (1,5 a 13%)
• Carboidratos
• Constituintes inorgânicos
• Substâncias nitrogenadas não proteicas
27.
Músculo Esquelético: proteínas
Dividasem:
• Sarcoplasmáticas (30 a 35%)
Que inclui a mioglobina (respiração do tecido e coloração
vermelha da carne) e enzimas do metabolismo muscular.
• Miofibrilares (52 a 56%)
Responsáveis pela contração muscular.
• Estromáticas (10 a 15%)
São insolúveis em solventes aquosos e contêm colágeno e
elastina.
Proteínas dos Miofilamentos
Actina(20 a 25%)
Composta de subunidades globulares de actina G, proteína
fibrilar (actina F).
Rica em Prolina.
Os filamentos de actina formam a estrutura base dos
filamentos finos.
35.
Proteínas dos Miofilamentos
Tropomiosinae Troponina (16 a 20%)
Tropomiosina é responsável pela sensibilidade do sistema
actomiosina ao cálcio, que inicia a contração.
A troponina é a proteína receptora deste íon.
37.
Proteínas dos Miofilamentos
Miosina(50 a 55%)
Caracterizada por sua grande proporção de
aminoácidos carregados positiva ou negativamente;
Tem uma projeção globular dupla (cabeça) em uma
das extremidades;
Pode ser quebrada pela ação proteolítica da tripsina,
originado MML e MMP.
39.
Proteínas dos Miofilamentos
Durantea contração muscular, as cabeças de
miosina formam pontes com os filamentos de
actina, originando um complexo químico
conhecido como actomiosina.
Mecanismo de ContraçãoMuscular
Inicia-se a partir de um estímulo nervoso no sarcolema;
As nervos motores são fibras nervosas que transmitem o
estímulo contráctil aos músculos esqueléticos;
42.
Mecanismo de ContraçãoMuscular
Quando um potencial de ação é transferido de um nervo
motor para uma fibra muscular, na junção neuromuscular,
inicia-se a contração muscular.
43.
Mecanismo de ContraçãoMuscular
A diferença de potencial elétrico entre o interior e o
exterior da célula é mantida pela bomba de sódio e
potássio, cuja a energia é fornecida pela hidrólise de ATP;
As fibras musculares, através da superfície de suas
membranas, transmitem impulso elétrico, chamado de
potencial de ação.
44.
Contração do MúsculoEsquelético
Envolve 4 proteínas miofibrilares: actina, miosina, tropomiosina
e troponina;
Em repouso, o músculo gera uma tensão mínima e permanece
extensível;
Não existem pontes entre os filamentos de actina e miosina;
Para permanecer em repouso é necessário manter uma
concentração relativamente alta de ATP.
45.
Contração do MúsculoEsquelético
No rigor mortis formam-se pontes
permanentes entre os filamentos de actina e
miosina, tornando o músculo inextensível.
46.
Contração do MúsculoEsquelético
O impulso nervoso chega na junção neuromuscular;
A membrana externa torna-se despolarizada. Essa
despolarização é transmitida ao interior da fibra muscular
através dos túbulos T;
A despolarização provoca a liberação de cálcio
(regulador fisiológico da contração muscular);
47.
Contração do MúsculoEsquelético
Após a liberação pelo retículo sarcoplasmático, o cálcio
liga-se a um componente da troponina e causa alterações
conformacionais que são transmitidas à tropomiosina e à
actina;
Essas alterações estruturais tornam possível a
interação da actina e da miosina, resultando na
contração muscular e na hidrólise de ATP.
48.
Relaxamento do MúsculoEsquelético
Restabelecimento do estado de repouso;
Há a repolarização da membrana e a diminuição
da concentração de íons de cálcio intracelular;
Troponina libera íons de cálcio ligado e, livre, é
capaz de impedir a contração.
Quando o animalé abatido, o músculo não cessa
instantaneamente as suas funções vitais;
O ADP é convertido em ATP para manter os níveis do mesmo;
A formação de ATP ocorre no sarcoplasma;
O Papel do ATP Como Fonte de
Energia
ADP + fosfocreatina ATP + creatina
52.
O mecanismo maiseficiente para a síntese de ATP consiste em
uma série de reações coletivamente referidas como metabolismo
aeróbio;
Essas reações envolvem a glicólise e o ciclo de Krebs;
A glicólise é a sequência de reações que convertem
a glicose em ácido pirúvico;
O Papel do ATP Como Fonte de
Energia
53.
Quando o oxigênioé insuficiente, o ácido pirúvico é
convertido em ácido láctico através do acúmulo de íons
hidrogênio no músculo;
A glicólise é um meio de obtenção rápida de ATP, sob
condições anaeróbias, tais como as que ocorrem em
caso de estresse ou após a morte do animal;
O Papel do ATP Como Fonte de
Energia
54.
Consequências:
• Menor produçãode energia;
•Acidificação de PH devido ao acúmulo de acido.
A acidificação de PH irá diminuir a velocidade da
glicólise, ocorrendo a fadiga, onde o músculo não
consegue mais se contrair.
O Papel do ATP Como Fonte de
Energia
55.
O Papel doATP Como Fonte de
Energia
Para a recuperação da fadiga, o ácido láctico
acumulado é transportado via sistema sanguíneo até o
fígado, onde é reconvertido em glicose;
O ATP é novamente produzido por meio do processo
aeróbio normal.
Do período entreo momento em que o animal é abatido até o
momento do consumo de sua carne ocorre uma série de reações
bioquímicas e físico químicas, que podemos dividir em três fases
diferentes:
Pré-rigor Rigor mortis Pós-rigor
As 3 Fases
58.
Tecido macio comglicose
ativa e acidificação do Ph
Pré-rigor ou pós morte
Com o fimda circulação sanguínea após a morte do animal, a
maior fonte de ATP para as fibras musculares é perdida. Sendo
assim, o glicogênio passa a ser transformado em ácido láctico e
não é mais oxidado em dióxido de carbono e água.
39 moléculas de ATP são produzidas para cada unidade de
glicose do glicogênio oxidado
3 moléculas de ATP são produzidas para cada unidade de
hexose oxidada
ATP e mudanças no
pós-morte
62.
O ATP tambémé diminuído pela atividade não
contrátil da ATPase da miosina que é responsável por
manter a temperatura e a integridade da célula
muscular.
Isso resulta na formação de fosfato, que além de
estimular a degradação do oxigênio em ácido láctico, é
essencial para a ação da enzima fosforilase que
converte o glicogênio em glicose-1-fosfato
63.
A creatinoquinase ativaé responsável por manter o nível de
ATP nos músculos após a morte do animal, catalisando a
ressíntese de ATP a partir de ADP e creatina-fosfato.
No início do pós morte/ pré-rigor, o nível de ATP permanece
constante uma vez que existe um rápido declínio nos níveis nos
níveis de creatina-fosfato.
Complexo actomiosina: Com a queda de ATP e creatina fosfato,
a glicólise não consegue sintetizar o ATP, tornando o musculo duro
e inextensível.
64.
Metabolismo do ATPno
pós-morte
O desenvolvimento do rigor mortis em animais é
uma resposta ao declínio dos níveis de ATP. Nota-se
uma liberação de amônia decorrente a desaminação do
ácido anenílico (AMP) em ácido inosínico (IMP). Nessa
fase, os níveis de ATP e ADP diminuem rapidamente e
a concentração de IMP, inosina e hipoxantina se
elevam.
65.
Essas reações sãocatalisadas pelas enzimas de ATPase,
mioquinase e desaminase.
O ATP se converte em IMP no momento em que o pH final
da carne é alcançado ( 5,3 -5,5) *
O IMP se degrada após o estabelecimento final do Ph
*o pH final é o que ajuda a controlar a deterioração
microbiana e melhora o aspecto (cor) da carne
66.
Glicólise e pHno pós-morte
Quando o fornecimento de oxigênio no tecido
muscular diminui, o glicogênio * entra em um processo
de glicólise anaeróbica para a produção de ácido láctico.
A taxa de glicose nesse período é influenciada pela
temperatura, pelo tipo de fibra muscular, por secreções
hormonais e pela intensidade dos estímulos nervosos no
musculo antes e depois do abate.
67.
O ácido lácticodiminui o pH no tecido muscular: 5,3
a 5,5. É importante atingir o menos pH possível no
músculo, uma vez que este é responsável pela cor
desejada na carne e também pelo retardamento de
crescimento de bactérias deteriorantes.
Animais bem descansados e bem alimentados antes
do abate apresentam maior nível de glicogênio nos
tecidos do que animais que sofrem durante o processo.
68.
DFD – dark,firm and dry
Quando o animal abatido tem baixa
reserva de glicogênio muscular, a glicólise
cessa rapidamente, sem o abaixamento
completo de pH, que permanece em 5,8 e
6,3, caracterizando a carne como DFD –
dark firm and dry. Essas carnes apresentam
texturas mais firme, seca e escura e tem
maior possibilidade de ataque de
microrganismo.
69.
PSE – pale,soft and exudative
Quando o pH da carne cai muito rapidamente,
na carcaça ainda quente, acontece a perda de
solubilidade e da capacidade de retenção de água
das proteínas miofibrilares. Com isso, a carne se
mostra pálida, mole e exsudativa, caracterizando a
carne com PSE - pale, soft, exudative.
*Esse problema ocorre geralmente em carne suína, mas
pode afetar aves e bovinos.
Por que que
eu ????
70.
O declínio nopH durante o período pós morte, é diferenciado
para carnes normais, DFD e PSE
hereditariedade
As propriedades físicasda carne, como maciez, cor e
marmoreio são relativamente hereditárias.
Os criadores podem fazer com
que a carne fique mais aceitável
criando animais primogênitos com
qualidades/características (dos
pais) comprovadas.
77.
Idade
O envelhecimento doanimal gera aumento da
mioglobina dos músculos que produz escurecimento e
endurecimento da carne.
Bezerros de 6 meses tem a carne mais dura que
animais abatidos nos 12 a 18 meses.
Localização do músculo
Aquantidade de colágeno distribuída pelo músculo
difere uma carne dura de uma carne macia. Quanto
maior o teor de colágeno num musculo maior será a
sua dureza.
Onde a quantidade de colágeno for maior é mais
difícil o movimento, fazendo com que a carne fique
mais dura nestas regiões.
Manejo pré-abate
2 Transporte:mortes durante o transporte1 Carregamento: fraturas e hematomas
3 Tempo de repouso no frigorífico/jejum: depleção das reservas de glicogênio
4 PSE: estresse pré-abate
Transporte
MATURAÇÃO
Processo de adulteraçõesnaturais que a carne passa
durante o pós morte e armazenamento.
Quanto mais alta a temperatura mais rápida a
maturação e quanto mais baixa a temperatura (até -2ºC)
maior a vida útil.
Maturação a seco
84.
MATURAÇÃO
Pode ser divididoem maturação a seco,
maturação rápida e a maturação em embalagem a
vácuo.
As calpaínas hidrolisam as proteínas relacionadas
com a linha Z provocando amaciamento
Fibras da carne
Defeitos pré-rigor mortis
Podemocorrer dois problemas:
Rigor da descongelação (thaw rigor) e
Encurtamento pelo frio (cold shortening)
60% dos músculos
encurtam
Thaw RigorThaw Rigor
Cold
Shortening
Cold
Shortening
-5ºC 0ºC 16ºC 30ºC
Antes do Rigor
Rigor do aquecimento
Temperatura Reservas de ATP
90.
MINIMIZAR PROBLEMAS DETEXTURA
NAS CARNES
Processamento acelerado:
Desossa, corte e moagem do músculo;
Por favorecer o metabolismo aeróbico, reduz a
acidificação aumentando a capacidade de retenção de
água.
Metabolismo
Aeróbico
Acidificação Retenção de
H²O
91.
MINIMIZAR PROBLEMAS DETEXTURA
NAS CARNES
Estimulação elétrica:
Acelera o metabolismo e produz contrações musculares
promovendo o amaciamento da carne
Aceleração da
glicose
Ativação das
enzimas
Rupturas físicas
das fibras
92.
MINIMIZAR PROBLEMAS DETEXTURA
NAS CARNES
Tanderstrech
Suspensão da carcaça pelo osso do
quadril.
Evita o encurtamento de alguns
músculos durante o rigor
93.
referências
KOBLITZ, Maria GabrielaBello. Bioquimica de alimentos: aplicações
práticas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.
Dry aged. Disponível em < http://www.eu-gourmet.com/2015/11/a-carne-
maturada-seco-dry-aged-meat.html > acesso em 21/03/2017
O músculo doanimal é dividido em Proteína
glicogênio gordura minerais e água , presentes na
seguinte porcentagem respectivamente:
a) 10% 20% 2% 1% 67%
b) 1% 1% 1% 27% 70%
c) 70% 20% 1% 7% 2%
d) N.d.a
98.
Qual é otecido que é caracterizado
geralmente por apresentar poucas
células e muito conteúdo extra celular?
99.
Do que sãoconstituídas as fibras
elásticas do tecido conjuntivo
propriamente dito?
100.
Tendo em vistaas fontes de
energia, o que impede a realização
da contração muscular ?
#19 Do que são constituídas as fibras elásticas do tecido conjuntivo propriamente dito? elastina
#74 O fator que gera mais insatisfação pelos consumidores é a maciez da carne
#75 Os fatores que podem alterar essa qualidade da carne podem ser divididos em pré e pós abate.
#76 O fator de pré abate que mais influencia na carne é o estresse que o animal passa durante a vida até o abate.
#77 Marmoreio: gordura intramuscular responsável pela suculência
#78 Por que o aumento da mioglobina produz isso? Pois o tecido conjuntivo passa por muitas transformações durante esse tempo, podendo criar maiores ligações de colágeno no musculo, ou seja endurecendo né
#79 O endurecimento não é linear, ou seja, o terneiro não nasce com uma carne extremamente macia e o adulto é extremamente duro.
Quando o animal está crescendo rapidamente, o tecido conjuntivo não consegue acompanhar a evolução do musculo do animal, fazendo que com o tempo a carne vá amaciando.
Assim como no animal adulto, que alimentados constantemente e sem restrições podem apresentar carnes bem macias.
#81 Odor desagradável principalmente nos porquinhos machos.
Bovinos machos não castrados tem a carne mais escura e com mais colágeno, a falta da castração pode gerar estresse.
#82 Depleção: redução drástica das reservas de glicogênio
#84 Menor temperatura: menor crescimento microbiano
Temperatura muito alta: favorece crescimento microbiano
Normalmente a maturação era atribuída a perca do tecido conjuntivo da carne, mas agora, depois de muitos estudos foi identificado que as calpaínas agem também na maturação da carne rompendo as fibras
#86
Deve permanecer de 7 a 20 dias e para sabores mais intensos pode permanecer até 60 dias
Diminui de tamanho e peso mas ganha sabor e maciez
Menor quantidade de tecido conjuntivo gera uma carne mais macia
1,1 e 3,3 ºC em câmara de umidade relativa controlada
#87 Processo tecnológico
Carne fresca embalada a vácuo e mantida em temperaturas de -1 á 2ºC por 14 dias.
Isso pode ser diferente pela raça do gado, por isso no brasil esse período pode chegar até 21 dias
#88 Carne é mantida em temperatura de 21ºC muito mais alta que as anteriores por 2 dias ou menos com umidade relativa controlada e luz ultravioleta para reduzir a concentração microbiana
#89 Pra que diminuir a temperatura? Para evitar proliferação de microrganismos deterioradores ou patogênicos e minimizar a desnaturação proteica
Só que essa diminu~ção de temperatura muito rápido pode acarretar em vários problemas na fase de pré rigor mortis, principalmente no endurecimento da carne
#90 Thaw rigor encurtamento grave durante o descongelamento de um musculo que foi congelado no estado pré rigor , consequência da liberação repentina de cálcio , liberando também grande quantidade de sucos cárneos e fazendo com que a carne fique mais dura
Cold shortening quando o muscuo atinge temperaturas maiores que 0 graus e menores que 16 antes do rigor, após cocção ela fica extremamente dura
Esse tipo de carne não amacia com a maturação
os músculos vermelhos são mais propensos a sofrer esses processos do que os brancos, devido a quantidade de mitocôndrias que participam desse processo de encurtamento
Rigor do aquecimento: ocorre quando o musculo durante o rigor mortis é exposto a temperaturar elevadar, inferiores a 50ºC, resultado de uma rápida diminuição das reservas de atp
#103 Porque se o animal não estiver com os músculos relaxados, as propriedades sensoriais da carne serão afetadas, como por exemplo, a carne não ficará macia.
#108 O pH 5,3 -5,5. Importante para o controle da deterioração microbiana e melhora o aspecto (cor) da carne
#109 É Influenciada pela temperatura, pelo tipo de fibra muscular, por secreções hormonais e pela intensidade dos estímulos nervosos no musculo antes e depois do abate.
#110 DFD: a glicólise cessa rapidamente no pós-morte e o pH fica entre 5,8 e 6,3. Essas carnes apresentam texturas mais firme, seca e escura e tem maior possibilidade de ataque de microrganismo. PSE: Com a queda do pH muito rapidamente, alcançando o valor de ph 5,8 já na primeira hora após o abate. Com isso, a carne se mostra pálida, mole e exsudativa, caracterizando a carne com PSE - pale, soft, exudative.