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Universidade da Beira Interior
Departamento de Gestão e Economia
Marketing – 2º ano/2º sem
2014/2015
Distribuição e Merchandising
CAPÍTULO 2 – CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
2
3
Agente Económico que adquire junto dos produtores grandes quantidades de
produtos assumindo a responsabilidade comercial e financeira da
armazenagem, e as revende de forma fracionada, acessível e adaptada às
necessidades de outros agentes económicos.
4
1.1. DEFINIÇÃO
Papel assegurado quer pelo grossista, quer por um retalhista integrado.
Aquisição de grandes quantidades de produtos de maneira contínua
Armazenagem
Aprovisionamento regular no tempo e no espaço
. 5
1.2. FUNÇÃO
EM RELAÇÃO AO PRODUTOR
Compra grande quantidade de mercadorias ao produtor, permitindo obter os
fluxos financeiros necessários para assegurar a sua actividade.
Assume o custo da armazenagem
Regulariza os fluxos de produtos (evitando rupturas ou excesso de oferta)
6
1.3. PAPEL DO GROSSISTA
EM RELAÇÃO AO RETALHISTA
Assume um papel importante de informação (produtor <–> retalhista)
Oferece um nível global de preços baixos
Fraciona a mercadoria em quantidades adequadas
Selecciona o sortido de acordo com as necessidades da sua clientela
7
1.3. PAPEL DO GROSSISTA
8
Exemplo MAKRO
1.4. EVOLUÇÃO DO GROSSISTA
1.4. EVOLUÇÃO DO GROSSISTA
Período de declínio nos países mais desenvolvidos em quase todos os sectores.
 Concentração do retalho, que tem provocado a diminuição do número de
clientes potenciais e, ao mesmo tempo, tem conduzido à integração pelos
grandes retalhistas das suas operações a montante;
 Concentração na produção que, conjugada com a do retalho, esmaga o
grossista entre duas forças poderosas que tendem a relacionar-se directamente;
 Novas tecnologias, que tornam a informação aberta;
Modernos sistemas de logística, que tornaram estas funções dos grossistas
menos necessárias.
9
1.4. EVOLUÇÃO DO GROSSISTA
Face a estes desafios, os grossistas têm procurado responder de diversas
formas:
 Novos serviços, para diferenciar e melhorar a oferta;
 Mais dimensão, por aquisições e fusões, para obter economias de escala**;
 Organização de cadeias voluntárias (livre associação de estabelecimentos
independentes para a satisfação de objectivos comuns específicos)
 Medidas para redução de custos
No entanto, muitos grossistas têm vindo a abandonar a actividade.
10
**quando a expansão da capacidade de produção de uma empresa ou indústria provoca um aumento na quantidade total
produzida sem um aumento proporcional no custo de produção
Tem perdido os clientes tradicionais e tem ganho novos no canal HoReCa*
Através:
Esbatimento da sua imagem de armazém
Alargamento do sortido (variedade de produtos)
Melhor qualidade dos lineares (toda a superfície que promove a promoção do produto)
Melhor serviço ao cliente Uso de técnicas de marketing directo
Recurso ao merchandising visual no ponto de venda
*sector of the food industry that consists of establishments which prepare and serve food and beverages 11
1.5. GROSSISTA - FUTURO
Alguns sectores de produção tendem a cobrir toda a fileira aproximando-se
directamente do consumidor final - Integração Vertical – downstream
Muitos retalhistas tendem a percorrer o caminho inverso, procurando adquirir
alguma capacidade produtiva – Integração Horizontal – upstream
12
1.5. GROSSISTA - FUTURO
13
14
Exemplo de cash and carry – Recheio (Grupo
Jerónimo Martins)
15
Hoje em dia, as lojas Recheio diferenciam-se pela
existência de duas grandes áreas:
a área Recheio dirigida ao retalho tradicional
o espaço Masterchef que se destina a servir a
indústria hoteleira
16
Actividade que vende produtos e serviços aos consumidores finais
É a última fase dos canais de distribuição
Venda de produtos ao consumidor final
Retalho:
Venda de serviços (hotelaria, banca, restauração, aluguer de
viaturas, agências de viagens…)
17
2.1. DEFINIÇÃO DE RETALHO
Aquele que retalha ou fraciona
grandes quantidades de produtos em
quantidades unitariamente
adequadas ao poder aquisitivo e à
satisfação das necessidades dos
consumidores finais.
18
2.2. DEFINIÇÃO DE RETALHISTA
19
Retalhistas
Tradicional
Especializado
Não-sedentário
Lojas de desconto
Supermercados
Hipermercados
Grandes superfícies
especializadas
Centros comerciais
Independente
Associado
Integrado
Cooperativas de retalhistas
Lojas de
departamento/Grandes
armazéns
Armazéns populares
Venda à distância
Retalhistas em livre-serviço
2.3. TIPOLOGIAS
2.3.1. Segmento retalhista
independente
20
Constituído maioritariamente por empresas familiares
Frágil suporte financeiro
Emprega poucos trabalhadores
Encontra-se disperso
Nível de preços – superior ao oferecido pelo comércio associado ou integrado,
devido a uma gestão ineficiente e ao fraco poder negocial.
21
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
DO RETALHO INDEPENDENTE
Constituído por pontos de venda, alimentares ou
não, de natureza generalista, que sofrem grande
concorrência do comércio alimentar integrado.
22
Mercearia Atalaia
Constituído por pontos de venda, geralmente não-alimentares, mono-produto,
cujo serviço personalizado lhes permite enfrentar com vantagem as empresas
comerciais generalistas
23
Constituído por pontos de venda móveis, do tipo ambulante ou feirante,
revestindo algum grau de especialização que se deslocam entre vários locais.
24
Flexibilidade
Capitais reduzidos e baixos investimentos
Oferta especializada
Controlo directo do negócio
25
Vantagens competitivas
Fraco poder negocial
Inexistência de economias de escala
Reduzido acesso a meios de informação e baixa formação
Falta de tempo e recursos para planeamento
26
Desvantagens competitivas
2.3.2. Segmento retalhista associado
27
Segmento retalhista associado
 constituído por empresas que, embora conservando a sua independência
jurídica, se agrupam através de formas diversas para efectuar operações
comuns de compra e serviços, de modo a obter economias de escala e tentar
competir com o comércio integrado.
COOPERATIVAS DE RETALHISTAS
 Centralização das compras
 Liberdade de compra dos aderentes
 Possibilidade de os aderentes se retirarem a qualquer momento.
28
2.3.2. Segmento retalhista integrado
29
1. Lojas de departamento ou grande
armazém
30
1. Lojas de departamento ou grande
armazém
Oferece no mesmo local ou em locais contíguos diversas categorias de
mercadorias, agrupadas em secções sobre a forma de sortidos suficientemente
completos, para que cada secção constitua na prática uma loja especializada.
CRITÉRIOS:
1 – Possuir o mínimo de 15 empregados
2 – O sector do vestuário e outros bens não-duradouros devem representar
pelo menos 20% do total de vendas
3 – O sortido deve incluir linhas de electrodomésticos e artigos de casa
31
1. Lojas de departamento ou grande
armazém
DIFICULDADES SENTIDAS PELOS GRANDES ARMAZÉNS (últimos 20/30 anos)
Surgimento de novos conceitos comerciais (hipermercados, grandes superfícies
especializadas, venda à distância)
Agravamento dos constrangimentos de estacionamento automóvel
Aparecimento dos centros comerciais periféricos
32
2. Armazéns populares
França (1879) - Vocacionado para uma clientela com menor poder de compra
que a do Grande Armazém.
CARACTERÍSTICAS:
Possuir um sortido concentrado – 6 ou 7 mil produtos de grande rotação
destinados a satisfazer necessidades básicas
Superfície de dimensão média – entre 1000 e 1500 m2
33
3. Venda à distância
Os produtos são apresentados aos clientes potenciais por meio de imagens ou
mensagens veiculadas por diversos meios de comunicação e às quais o consumidor
responde comunicando a sua decisão pelos mesmos meios ou outros similares.
34
3. Venda à distância
VANTAGENS
Atractivo em termos de rentabilidade
Custos de lançamento relativamente
baixos
Os promotores podem iniciar esta
actividade com um stock mínimo
Não necessitam de pontos de venda
35
DESVANTAGENS
Aumento da concorrência e diversidade da
oferta
Descrédito derivado de abusos e de práticas
menos lícitas que têm exigido maiores
exigências de regulamentação
Deu origem a um novo conceito de
distribuição –
non-store retailing – distribuição sem loja
SEGMENTAÇÃO DA
DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA
1. VENDA AUTOMÁTICA: Efectua-se através de equipamentos automáticos
localizados em locais públicos e abrange produtos diversos como: bebidas,
chocolates, tabaco, café, sanduiches, bilhetes, etc. (alimentar; não alimentar;
serviços: acesso à Internet, etc.)
 Comodidade e rapidez
 Eliminação da figura do vendedor
 Inexistência de constrangimentos de horários
 Volume de vendas elevado
36
SEGMENTAÇÃO DA
DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA
2. VENDA DIRECTA: Exige o contacto pessoal com os consumidores nas suas
próprias casas ou nos seus locais de trabalho – por isso é também designada
por venda porta-aporta.
 Uma parte apreciável das vendas desta modalidade é efectuada em reuniões
sociais domésticas durante as quais os produtos são apresentados e vendidos.
 Comodidade de compra
 Possibilidade de poderem efectuar-se demonstrações das características dos
produtos
 Exige poucos recursos financeiros para a entidade produtora ou distribuidora
Exemplo –AVON / Tupperware, Oriflame
37
SEGMENTAÇÃO DA
DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA
3. MARKETING DIRECTO: Forma de distribuição na qual se apresentam os
produtos/serviços através de meios não pessoais aos consumidores e estes
efectuam os seus pedidos ou encomendas através do mesmo tipo de meios.
Meios mais utilizados – telefone, correio, televisão, rádio, imprensa escrita,
Internet.
 Podem surgir problemas técnicos complexos
 A qualidade visual dos produtos oferecidos é baixa
Uma variante do Marketing Directo é a Venda por Catálogo
38
É um sistema comercial que consiste em
dispor os produtos na superfície de
exposição e venda de modo a permitir
aos clientes a livre circulação no seu
interior e a livre escolha dos produtos
expostos.
4. Retalhistas em livre serviço
Qualquer conjunto de pontos de venda
em sistema de livre-serviço identificadas
com a mesma insígnia independente da
dimensão, que estejam subordinados à
mesma direcção estratégica em termos
de compras, gestão e expansão
constituem uma cadeia em livre-serviço.
4. Retalhistas em livre serviço
As cadeias de retalhistas em
livre serviço tanto podem ser
na área alimentar:
Pingo Doce / Continente
Cadeias não-alimentares –
designadas por grandes
superfícies especializadas:
Toys R’us / AKI / Max Mat
4. Retalhistas em livre serviço
O conceito surgiu nos anos 30, EUA
1º Supermercado Europeu surgiu em Zurique
Em Portugal surgiu em 1961 em Lisboa
o Independente localizado no Saldanha.
4. Retalhistas em livre serviço
Principais características:
Área < 2000 m2
Volume elevado de compras - permite negociar com os fornecedores
condições mais vantajosas
Aposta num sortido de produtos de forte rotação
Redução de custos com pessoal através da adopção do livre serviço
Multiplicação dos pontos de venda através de políticas fortemente
expansionistas que permitem realizar economias de escala.
4. Retalhistas em livre serviço
Surgiu pela 1ª vez em França em
1963
Combina no mesmo espaço sortidos
alimentares e não alimentares
Área ≥2000 m2
e com
estacionamento gratuito (Decreto-Lei
nº 21/2009 de 19 de Janeiro de 2009)
4. Retalhistas em livre serviço
4. Retalhistas em livre serviço
Situam-se quer no segmento de distribuição em massa, quer no da distribuição
segmentada
São vulgarmente designadas por Category Killers e caracterizam-se basicamente
por possuírem um sortido muito profundo de uma determinada categoria de
produtos e preços relativamente baixos
4. Retalhistas em livre serviço
4. Retalhistas em livre serviço
Mais que uma nova forma de comércio é uma filosofia comercial e uma atitude
de gestão – vender tudo mais barato.
4. Retalhistas em livre serviço
4. Retalhistas em livre serviço
The first shopping mall was the Country Club Plaza, founded by the J.C.
Nichols Company and opened near Kansas City, Mo., in 1922.
4. Retalhistas em livre serviço
Múltiplos pontos de venda arquitectónica e
comercialmente concebidos, planeado, realizado e
gerido como uma única unidade.
Nova filosofia comercial que assenta na utilização
racional e inteligente das sinergias geradas pela
integração funcional de comércios diversificados num
único espaço.
4. Retalhistas em livre serviço
A portaria nº 424/85 de 5 Julho define centro comercial como o empreendimento comercial que reúne
cumulativamente os seguintes requisitos:
Área bruta mínima 500 m2
Mínimo de 12 lojas de venda a retalho e de prestação de serviços com actividades diversificadas e
especializadas
Todas as lojas deverão estar instaladas num único edifício ou em edifícios interligados, de modo a que todos
possuam zonas comuns de acesso
O empreendimento deverá ter uma unidade de gestão que deverá dirigir e coordenar os serviços comuns,
bem como fiscalizar o cumprimento de toda a regulamentação interna
Períodos comum de funcionamento das lojas, salvo algumas pela especificidade das suas actividades (ex.
cinema)
Centros de proximidade – até 15000 m2
de área bruta locável:
Com 20 a 50 lojas
Sem estacionamento próprio
Localizadas em zonas centrais de grande tráfego (Ex: Centro comercial Roma)
Centros de bairro – entre 15.000 e 50.000 m2
Com 50 a 100 lojas
Com ou sem estacionamento próprio
Localizados em bairros residenciais (Ex: Fonte Nova, Alvalade)
Centro comercial de bairro
Centros regionais – mais de 50.000 m2;
Mais de 100 lojas
Estacionamento próprio e localizadas em zonas periféricas de grandes centros urbanos
Horizontais – desenvolvidos ao longo de um único piso
Verticais – se possuírem dois ou mais pisos
Mix diversificado – se possuírem lojas de diferentes ramos de actividade
Mix especializado ou temático – se possuírem um ramo dominante de actividade
Galeria comercial – se o mix for apenas complementar de uma grande superfície
alimentar
Novas tendências
OUTLET CENTRE - is a type of shopping, in which manufacturers sell their
products directly to the public through their own branded stores.
Clothing, sporting goods, electrical products, cosmetics, and toys are among
the types of items sold at outlet centers.
Campera
Maior Centro comercial do Mundo
New South China Mall : localizado em Dong Guan City, China
5 andares
890.000 metros quadrados de área construída
Acomoda 2.350 lojas (apenas 20% de ocupação)
área comercial - 600.000 metros quadrados,
8.000 vagas de estacionamento
Possui sete "zonas" modeladas sobre cidades e regiões internacionais, como:
San Francisco, Amsterdão, Avenida Champs Elysees em Paris, Caribe e Venice
Beach na Califórnia.
World's Largest Shopping Malls: http://www.youtube.com/watch?v=dGpuuII_FMc
World's Largest Shopping Malls
World's Largest Shopping Malls
 Ghost mall (erro de localização)
Dubai Mall
DUBAI
World's Largest Shopping Malls
1200 lojas
Dubai Mall
América do sul
World'sLargestShoppingMalls
69
Outros tipos de retalho
1. LOJA DE CONVENIÊNCIA: lojas relativamente pequenas, localizadas nas proximidades de
áreas residenciais, funcionam em horários prolongados sete dias por semana e exibem uma
linha limitada de produtos de conveniência de alta rotatividade, além de sanduíches, café e
guloseimas.
2. RETALHISTA OFF-PRICE (DE LIQUIDAÇÃO): possui sobras de mercadorias, pontas de stocks
e produtos com defeito vendidos a preços inferiores.
3. SUPERLOJA: área de vendas com grande metragem, oferece o que os consumidores
costumam comprar, além de serviços como lavandaria, conserto de sapatos, troca de cheques
e pagamento de contas.
4. SHOWROOM DE VENDAS POR CATÁLOGO: ampla selecção de mercadorias de preço
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Cap. 2 canais de distribuição

  • 1. Universidade da Beira Interior Departamento de Gestão e Economia Marketing – 2º ano/2º sem 2014/2015 Distribuição e Merchandising CAPÍTULO 2 – CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
  • 2. 2
  • 3. 3
  • 4. Agente Económico que adquire junto dos produtores grandes quantidades de produtos assumindo a responsabilidade comercial e financeira da armazenagem, e as revende de forma fracionada, acessível e adaptada às necessidades de outros agentes económicos. 4 1.1. DEFINIÇÃO
  • 5. Papel assegurado quer pelo grossista, quer por um retalhista integrado. Aquisição de grandes quantidades de produtos de maneira contínua Armazenagem Aprovisionamento regular no tempo e no espaço . 5 1.2. FUNÇÃO
  • 6. EM RELAÇÃO AO PRODUTOR Compra grande quantidade de mercadorias ao produtor, permitindo obter os fluxos financeiros necessários para assegurar a sua actividade. Assume o custo da armazenagem Regulariza os fluxos de produtos (evitando rupturas ou excesso de oferta) 6 1.3. PAPEL DO GROSSISTA
  • 7. EM RELAÇÃO AO RETALHISTA Assume um papel importante de informação (produtor <–> retalhista) Oferece um nível global de preços baixos Fraciona a mercadoria em quantidades adequadas Selecciona o sortido de acordo com as necessidades da sua clientela 7 1.3. PAPEL DO GROSSISTA
  • 9. 1.4. EVOLUÇÃO DO GROSSISTA Período de declínio nos países mais desenvolvidos em quase todos os sectores.  Concentração do retalho, que tem provocado a diminuição do número de clientes potenciais e, ao mesmo tempo, tem conduzido à integração pelos grandes retalhistas das suas operações a montante;  Concentração na produção que, conjugada com a do retalho, esmaga o grossista entre duas forças poderosas que tendem a relacionar-se directamente;  Novas tecnologias, que tornam a informação aberta; Modernos sistemas de logística, que tornaram estas funções dos grossistas menos necessárias. 9
  • 10. 1.4. EVOLUÇÃO DO GROSSISTA Face a estes desafios, os grossistas têm procurado responder de diversas formas:  Novos serviços, para diferenciar e melhorar a oferta;  Mais dimensão, por aquisições e fusões, para obter economias de escala**;  Organização de cadeias voluntárias (livre associação de estabelecimentos independentes para a satisfação de objectivos comuns específicos)  Medidas para redução de custos No entanto, muitos grossistas têm vindo a abandonar a actividade. 10 **quando a expansão da capacidade de produção de uma empresa ou indústria provoca um aumento na quantidade total produzida sem um aumento proporcional no custo de produção
  • 11. Tem perdido os clientes tradicionais e tem ganho novos no canal HoReCa* Através: Esbatimento da sua imagem de armazém Alargamento do sortido (variedade de produtos) Melhor qualidade dos lineares (toda a superfície que promove a promoção do produto) Melhor serviço ao cliente Uso de técnicas de marketing directo Recurso ao merchandising visual no ponto de venda *sector of the food industry that consists of establishments which prepare and serve food and beverages 11 1.5. GROSSISTA - FUTURO
  • 12. Alguns sectores de produção tendem a cobrir toda a fileira aproximando-se directamente do consumidor final - Integração Vertical – downstream Muitos retalhistas tendem a percorrer o caminho inverso, procurando adquirir alguma capacidade produtiva – Integração Horizontal – upstream 12 1.5. GROSSISTA - FUTURO
  • 13. 13
  • 14. 14
  • 15. Exemplo de cash and carry – Recheio (Grupo Jerónimo Martins) 15 Hoje em dia, as lojas Recheio diferenciam-se pela existência de duas grandes áreas: a área Recheio dirigida ao retalho tradicional o espaço Masterchef que se destina a servir a indústria hoteleira
  • 16. 16
  • 17. Actividade que vende produtos e serviços aos consumidores finais É a última fase dos canais de distribuição Venda de produtos ao consumidor final Retalho: Venda de serviços (hotelaria, banca, restauração, aluguer de viaturas, agências de viagens…) 17 2.1. DEFINIÇÃO DE RETALHO
  • 18. Aquele que retalha ou fraciona grandes quantidades de produtos em quantidades unitariamente adequadas ao poder aquisitivo e à satisfação das necessidades dos consumidores finais. 18 2.2. DEFINIÇÃO DE RETALHISTA
  • 19. 19 Retalhistas Tradicional Especializado Não-sedentário Lojas de desconto Supermercados Hipermercados Grandes superfícies especializadas Centros comerciais Independente Associado Integrado Cooperativas de retalhistas Lojas de departamento/Grandes armazéns Armazéns populares Venda à distância Retalhistas em livre-serviço 2.3. TIPOLOGIAS
  • 21. Constituído maioritariamente por empresas familiares Frágil suporte financeiro Emprega poucos trabalhadores Encontra-se disperso Nível de preços – superior ao oferecido pelo comércio associado ou integrado, devido a uma gestão ineficiente e ao fraco poder negocial. 21 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO RETALHO INDEPENDENTE
  • 22. Constituído por pontos de venda, alimentares ou não, de natureza generalista, que sofrem grande concorrência do comércio alimentar integrado. 22 Mercearia Atalaia
  • 23. Constituído por pontos de venda, geralmente não-alimentares, mono-produto, cujo serviço personalizado lhes permite enfrentar com vantagem as empresas comerciais generalistas 23
  • 24. Constituído por pontos de venda móveis, do tipo ambulante ou feirante, revestindo algum grau de especialização que se deslocam entre vários locais. 24
  • 25. Flexibilidade Capitais reduzidos e baixos investimentos Oferta especializada Controlo directo do negócio 25 Vantagens competitivas
  • 26. Fraco poder negocial Inexistência de economias de escala Reduzido acesso a meios de informação e baixa formação Falta de tempo e recursos para planeamento 26 Desvantagens competitivas
  • 28. Segmento retalhista associado  constituído por empresas que, embora conservando a sua independência jurídica, se agrupam através de formas diversas para efectuar operações comuns de compra e serviços, de modo a obter economias de escala e tentar competir com o comércio integrado. COOPERATIVAS DE RETALHISTAS  Centralização das compras  Liberdade de compra dos aderentes  Possibilidade de os aderentes se retirarem a qualquer momento. 28
  • 30. 1. Lojas de departamento ou grande armazém 30
  • 31. 1. Lojas de departamento ou grande armazém Oferece no mesmo local ou em locais contíguos diversas categorias de mercadorias, agrupadas em secções sobre a forma de sortidos suficientemente completos, para que cada secção constitua na prática uma loja especializada. CRITÉRIOS: 1 – Possuir o mínimo de 15 empregados 2 – O sector do vestuário e outros bens não-duradouros devem representar pelo menos 20% do total de vendas 3 – O sortido deve incluir linhas de electrodomésticos e artigos de casa 31
  • 32. 1. Lojas de departamento ou grande armazém DIFICULDADES SENTIDAS PELOS GRANDES ARMAZÉNS (últimos 20/30 anos) Surgimento de novos conceitos comerciais (hipermercados, grandes superfícies especializadas, venda à distância) Agravamento dos constrangimentos de estacionamento automóvel Aparecimento dos centros comerciais periféricos 32
  • 33. 2. Armazéns populares França (1879) - Vocacionado para uma clientela com menor poder de compra que a do Grande Armazém. CARACTERÍSTICAS: Possuir um sortido concentrado – 6 ou 7 mil produtos de grande rotação destinados a satisfazer necessidades básicas Superfície de dimensão média – entre 1000 e 1500 m2 33
  • 34. 3. Venda à distância Os produtos são apresentados aos clientes potenciais por meio de imagens ou mensagens veiculadas por diversos meios de comunicação e às quais o consumidor responde comunicando a sua decisão pelos mesmos meios ou outros similares. 34
  • 35. 3. Venda à distância VANTAGENS Atractivo em termos de rentabilidade Custos de lançamento relativamente baixos Os promotores podem iniciar esta actividade com um stock mínimo Não necessitam de pontos de venda 35 DESVANTAGENS Aumento da concorrência e diversidade da oferta Descrédito derivado de abusos e de práticas menos lícitas que têm exigido maiores exigências de regulamentação Deu origem a um novo conceito de distribuição – non-store retailing – distribuição sem loja
  • 36. SEGMENTAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA 1. VENDA AUTOMÁTICA: Efectua-se através de equipamentos automáticos localizados em locais públicos e abrange produtos diversos como: bebidas, chocolates, tabaco, café, sanduiches, bilhetes, etc. (alimentar; não alimentar; serviços: acesso à Internet, etc.)  Comodidade e rapidez  Eliminação da figura do vendedor  Inexistência de constrangimentos de horários  Volume de vendas elevado 36
  • 37. SEGMENTAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA 2. VENDA DIRECTA: Exige o contacto pessoal com os consumidores nas suas próprias casas ou nos seus locais de trabalho – por isso é também designada por venda porta-aporta.  Uma parte apreciável das vendas desta modalidade é efectuada em reuniões sociais domésticas durante as quais os produtos são apresentados e vendidos.  Comodidade de compra  Possibilidade de poderem efectuar-se demonstrações das características dos produtos  Exige poucos recursos financeiros para a entidade produtora ou distribuidora Exemplo –AVON / Tupperware, Oriflame 37
  • 38. SEGMENTAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO SEM LOJA 3. MARKETING DIRECTO: Forma de distribuição na qual se apresentam os produtos/serviços através de meios não pessoais aos consumidores e estes efectuam os seus pedidos ou encomendas através do mesmo tipo de meios. Meios mais utilizados – telefone, correio, televisão, rádio, imprensa escrita, Internet.  Podem surgir problemas técnicos complexos  A qualidade visual dos produtos oferecidos é baixa Uma variante do Marketing Directo é a Venda por Catálogo 38
  • 39. É um sistema comercial que consiste em dispor os produtos na superfície de exposição e venda de modo a permitir aos clientes a livre circulação no seu interior e a livre escolha dos produtos expostos. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 40. Qualquer conjunto de pontos de venda em sistema de livre-serviço identificadas com a mesma insígnia independente da dimensão, que estejam subordinados à mesma direcção estratégica em termos de compras, gestão e expansão constituem uma cadeia em livre-serviço. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 41. As cadeias de retalhistas em livre serviço tanto podem ser na área alimentar: Pingo Doce / Continente Cadeias não-alimentares – designadas por grandes superfícies especializadas: Toys R’us / AKI / Max Mat 4. Retalhistas em livre serviço
  • 42.
  • 43.
  • 44. O conceito surgiu nos anos 30, EUA 1º Supermercado Europeu surgiu em Zurique Em Portugal surgiu em 1961 em Lisboa o Independente localizado no Saldanha. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 45. Principais características: Área < 2000 m2 Volume elevado de compras - permite negociar com os fornecedores condições mais vantajosas Aposta num sortido de produtos de forte rotação Redução de custos com pessoal através da adopção do livre serviço Multiplicação dos pontos de venda através de políticas fortemente expansionistas que permitem realizar economias de escala. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 46. Surgiu pela 1ª vez em França em 1963 Combina no mesmo espaço sortidos alimentares e não alimentares Área ≥2000 m2 e com estacionamento gratuito (Decreto-Lei nº 21/2009 de 19 de Janeiro de 2009) 4. Retalhistas em livre serviço
  • 47. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 48.
  • 49. Situam-se quer no segmento de distribuição em massa, quer no da distribuição segmentada São vulgarmente designadas por Category Killers e caracterizam-se basicamente por possuírem um sortido muito profundo de uma determinada categoria de produtos e preços relativamente baixos 4. Retalhistas em livre serviço
  • 50. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 51. Mais que uma nova forma de comércio é uma filosofia comercial e uma atitude de gestão – vender tudo mais barato. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 52. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 53. The first shopping mall was the Country Club Plaza, founded by the J.C. Nichols Company and opened near Kansas City, Mo., in 1922. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 54.
  • 55. Múltiplos pontos de venda arquitectónica e comercialmente concebidos, planeado, realizado e gerido como uma única unidade. Nova filosofia comercial que assenta na utilização racional e inteligente das sinergias geradas pela integração funcional de comércios diversificados num único espaço. 4. Retalhistas em livre serviço
  • 56. A portaria nº 424/85 de 5 Julho define centro comercial como o empreendimento comercial que reúne cumulativamente os seguintes requisitos: Área bruta mínima 500 m2 Mínimo de 12 lojas de venda a retalho e de prestação de serviços com actividades diversificadas e especializadas Todas as lojas deverão estar instaladas num único edifício ou em edifícios interligados, de modo a que todos possuam zonas comuns de acesso O empreendimento deverá ter uma unidade de gestão que deverá dirigir e coordenar os serviços comuns, bem como fiscalizar o cumprimento de toda a regulamentação interna Períodos comum de funcionamento das lojas, salvo algumas pela especificidade das suas actividades (ex. cinema)
  • 57. Centros de proximidade – até 15000 m2 de área bruta locável: Com 20 a 50 lojas Sem estacionamento próprio Localizadas em zonas centrais de grande tráfego (Ex: Centro comercial Roma) Centros de bairro – entre 15.000 e 50.000 m2 Com 50 a 100 lojas Com ou sem estacionamento próprio Localizados em bairros residenciais (Ex: Fonte Nova, Alvalade)
  • 59. Centros regionais – mais de 50.000 m2; Mais de 100 lojas Estacionamento próprio e localizadas em zonas periféricas de grandes centros urbanos
  • 60. Horizontais – desenvolvidos ao longo de um único piso Verticais – se possuírem dois ou mais pisos
  • 61. Mix diversificado – se possuírem lojas de diferentes ramos de actividade Mix especializado ou temático – se possuírem um ramo dominante de actividade Galeria comercial – se o mix for apenas complementar de uma grande superfície alimentar
  • 62. Novas tendências OUTLET CENTRE - is a type of shopping, in which manufacturers sell their products directly to the public through their own branded stores. Clothing, sporting goods, electrical products, cosmetics, and toys are among the types of items sold at outlet centers. Campera
  • 63. Maior Centro comercial do Mundo New South China Mall : localizado em Dong Guan City, China 5 andares 890.000 metros quadrados de área construída Acomoda 2.350 lojas (apenas 20% de ocupação) área comercial - 600.000 metros quadrados, 8.000 vagas de estacionamento Possui sete "zonas" modeladas sobre cidades e regiões internacionais, como: San Francisco, Amsterdão, Avenida Champs Elysees em Paris, Caribe e Venice Beach na Califórnia. World's Largest Shopping Malls: http://www.youtube.com/watch?v=dGpuuII_FMc
  • 65. World's Largest Shopping Malls  Ghost mall (erro de localização)
  • 66. Dubai Mall DUBAI World's Largest Shopping Malls 1200 lojas
  • 69. 69 Outros tipos de retalho 1. LOJA DE CONVENIÊNCIA: lojas relativamente pequenas, localizadas nas proximidades de áreas residenciais, funcionam em horários prolongados sete dias por semana e exibem uma linha limitada de produtos de conveniência de alta rotatividade, além de sanduíches, café e guloseimas. 2. RETALHISTA OFF-PRICE (DE LIQUIDAÇÃO): possui sobras de mercadorias, pontas de stocks e produtos com defeito vendidos a preços inferiores. 3. SUPERLOJA: área de vendas com grande metragem, oferece o que os consumidores costumam comprar, além de serviços como lavandaria, conserto de sapatos, troca de cheques e pagamento de contas. 4. SHOWROOM DE VENDAS POR CATÁLOGO: ampla selecção de mercadorias de preço elevado, alta rotatividade e marcas vendidas com descontos. Os clientes retiram nas lojas a mercadoria que encomendaram por catálogo.

Notas do Editor

  1. o aprovisionamento gere todo o ciclo logístico entre empresa e fornecedores e os produtos a adquirir, desde a entrada até ao momento da produção das mercadorias
  2.  ÂNCORA loja no shopping center que se destaca perante as outras, pois são maiores em área em relação às outras e geralmente são MT conhecidas; aumentam afluência