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“ CANTANDO ESPALHAREI  POR  TODA  A  PARTE SE  A  TANTO  ME  AJUDAR  O  ENGENHO  E  ARTE” L U S A D A S Í
“ E também as memórias gloriosas Daqueles Reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando, Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte.” “ As armas e os barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;” VIRIATO chefe dos Lusitanos SERTÓRIO PROPOSIÇÃO
D. DINIS - O Lavrador D. AFONSO III - O Bolonhês INFANTE D. HENRIQUE - Grande impulsionador dos DESCOBRIMENTOS
“ Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.” Homero cantando a Ilíada e a Odisseia Eneias salvando o pai
INVOCAÇÃO “ E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloco e corrente, Por que de vossas águas Febo ordene Que não tenham enveja às de Hipocrene.”
DEDICATÓRIA “ E vós, ó bem nascida segurança Da Lusitana antiga liberdade, E não menos certíssima esperança De aumento da pequena Cristandade, Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade, Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, Pera do mundo a Deus dar parte grande.” Camões lendo os Lusíadas a D. Sebastião D. SEBASTIÃO - O Desejado Cavaleiro cristão combate infiéis
NARRAÇÃO “ Já no largo Oceano navegavam, As inquietas ondas apartando; Os ventos brandamente respiravam, Das naus as velas côncavas inchando; Da branca escuma os mares se mostravam Cobertos, onde as proas vão cortando As marítimas águas consagradas, Que do gado de Proteu são cortadas,” VASCO DA GAMA PAULO DA GAMA Partida das Naus
“ Estava o Padre ali, sublime e dino, Que vibra os feros raios de Vulcano, Num assento de estrelas cristalino, Com gesto alto, severo e soberano;” CONCÍLIO DOS DEUSES “ Quando os Deuses no Olimpo luminoso, Onde o governo está da humana gente, Se ajuntam em consílio glorioso, Sobre as cousas futuras do Oriente .” JUPITER o pai e TÉTIS  VÉNUS perante JUPITER
BACO deus do vinho - opositor aos portugueses VÉNUS deusa do amor - fã dos portugueses Ninfas banhando-se no rio
FLORA - deusa das flores e dos jardins VÉNUS e MARTE MERCÚRIO  filho de Júpiter Mensageiro  dos  deuses
MORTE DE LINDA INÊS «Tirar Inês ao mundo determina, Por lhe tirar o filho que tem preso, Crendo co sangue só da morte indina Matar do firme amor o fogo aceso.» «Tais contra Inês os brutos matadores, No colo de alabastro, que sustinha As obras com que Amor matou de amores Aquele que despois a fez Rainha,» INÊS suplica clemência aos Algozes INÊS jaz morta no chão
«As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram,» «E, por memória eterna, em fonte pura As lágrimas choradas transformaram.» Os algozes mataram! Inês morreu! As ninfas choraram! O rio cresceu!
“ Deu sinal a trombeta castelhana Sentiu Joane a afronta que passava Começa-se a travar a incerta guerra Surgia um fero Nuno e a Pátria salvava” BATALHA DE ALJUBARROTA D. Nuno Álvares Pereira
«O vencedor Joane esteve os dias Costumados no campo, em grande glória; Com ofertas, despois, e romarias, As graças deu a Quem lhe deu vitória.» Casamento de D. João I com Dª Filipa de Lencastre  D. João I - de Boa Memória
VELHO DO RESTELO "Oh! Maldito o primeiro que, no mundo, Nas ondas vela pôs em seco lenho! Dino da eterna pena do Profundo, Se é justa a justa Lei que sigo e tenho!” ” Ó Glória de mandar ó vã cobiça Desta vaidade a que chamamos fama” Torre de Belém Porto de Lisboa na época
«Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava, quando abrimos As asas ao sereno e sossegado Vento, e do porto amado nos partimos. E, como é já no mar costume usado, A vela desfraldando, o céu ferimos, Dizendo: " Boa viagem !"; logo o vento Nos troncos fez o usado movimento.» PARTIDA Nau portuguesa
OBREIROS DOS DESCOBRIMENTOS Vasco da Gama D. João II D. Manuel I Infante D. Henrique
ADAMASTOR «Não acabava, quando hüa figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura; O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida; Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.» Vasco da Gama avista o Cabo
“ Naufrágios, perdições de toda sorte, Que o menor mal de todos seja a morte!” Fala do Adamastor
A TEMPESTADE “ Alerta, disse, estai que o vento crece Daquela nuvem negra que aparece” Forja de Vulcano  Relâmpagos medonhos não cessavam
“ Alija tudo ao mar, não falte acordo! Vão outros dar à bomba, não cessando; À bomba, que nos imos alagando!” “ AMAINA” - disse o Mestre a grandes brados  Vénus abranda a fúria dos ventos Vénus protege os portugueses
“ Já se viam chegados junto à terra, Que desejada já de tantos fora, Que entre as correntes Índicas se encerra E o Ganges, que no Céu terreno mora.” CHEGADA À INDIA “ TERRA, TERRA” - brada  Desembarque de Vasco da Gama em... ...CALECUT
“ De longe a Ilha viram, fresca e bela, Que Vénus pelas ondas lha levava (Bem como o vento leva branca vela) Pera onde a forte armada se enxergava;” ILHA DOS AMORES O Jardim do Amor VÉNUS na Ilha dos Amores As Ninfas na Ilha dos Amores
“ Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas, Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas, como incautas.” As Ninfas na Ilha dos Amores Vasco da Gama na Ilha dos Amores A Bacanal “ Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos, Mas, mais industriosas que ligeiras, Pouco e pouco, sorrindo, e gritos dando, Se deixam ir dos galgos alcançando.”
CONCLUSÃO D. Afonso Henriques O Fundador “ Esta é a ditosa  Pát ria  minha amada” Castelo de Guimarães - berço da nacionalidade
“ Era uma vez um português de Portugal O nome Luís há-de bastar toda a nação ouviu falar ” Luís de  Camões salvando “Os Lusíadas” e ... Lendo-os a D. Sebastião
FIM
Trabalho realizado por: Manuel Gomes Ferreira

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Camões

  • 1. “ CANTANDO ESPALHAREI POR TODA A PARTE SE A TANTO ME AJUDAR O ENGENHO E ARTE” L U S A D A S Í
  • 2. “ E também as memórias gloriosas Daqueles Reis que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando, E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando, Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte.” “ As armas e os barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;” VIRIATO chefe dos Lusitanos SERTÓRIO PROPOSIÇÃO
  • 3. D. DINIS - O Lavrador D. AFONSO III - O Bolonhês INFANTE D. HENRIQUE - Grande impulsionador dos DESCOBRIMENTOS
  • 4. “ Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta.” Homero cantando a Ilíada e a Odisseia Eneias salvando o pai
  • 5. INVOCAÇÃO “ E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloco e corrente, Por que de vossas águas Febo ordene Que não tenham enveja às de Hipocrene.”
  • 6. DEDICATÓRIA “ E vós, ó bem nascida segurança Da Lusitana antiga liberdade, E não menos certíssima esperança De aumento da pequena Cristandade, Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade, Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, Pera do mundo a Deus dar parte grande.” Camões lendo os Lusíadas a D. Sebastião D. SEBASTIÃO - O Desejado Cavaleiro cristão combate infiéis
  • 7. NARRAÇÃO “ Já no largo Oceano navegavam, As inquietas ondas apartando; Os ventos brandamente respiravam, Das naus as velas côncavas inchando; Da branca escuma os mares se mostravam Cobertos, onde as proas vão cortando As marítimas águas consagradas, Que do gado de Proteu são cortadas,” VASCO DA GAMA PAULO DA GAMA Partida das Naus
  • 8. “ Estava o Padre ali, sublime e dino, Que vibra os feros raios de Vulcano, Num assento de estrelas cristalino, Com gesto alto, severo e soberano;” CONCÍLIO DOS DEUSES “ Quando os Deuses no Olimpo luminoso, Onde o governo está da humana gente, Se ajuntam em consílio glorioso, Sobre as cousas futuras do Oriente .” JUPITER o pai e TÉTIS VÉNUS perante JUPITER
  • 9. BACO deus do vinho - opositor aos portugueses VÉNUS deusa do amor - fã dos portugueses Ninfas banhando-se no rio
  • 10. FLORA - deusa das flores e dos jardins VÉNUS e MARTE MERCÚRIO filho de Júpiter Mensageiro dos deuses
  • 11. MORTE DE LINDA INÊS «Tirar Inês ao mundo determina, Por lhe tirar o filho que tem preso, Crendo co sangue só da morte indina Matar do firme amor o fogo aceso.» «Tais contra Inês os brutos matadores, No colo de alabastro, que sustinha As obras com que Amor matou de amores Aquele que despois a fez Rainha,» INÊS suplica clemência aos Algozes INÊS jaz morta no chão
  • 12. «As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram,» «E, por memória eterna, em fonte pura As lágrimas choradas transformaram.» Os algozes mataram! Inês morreu! As ninfas choraram! O rio cresceu!
  • 13. “ Deu sinal a trombeta castelhana Sentiu Joane a afronta que passava Começa-se a travar a incerta guerra Surgia um fero Nuno e a Pátria salvava” BATALHA DE ALJUBARROTA D. Nuno Álvares Pereira
  • 14. «O vencedor Joane esteve os dias Costumados no campo, em grande glória; Com ofertas, despois, e romarias, As graças deu a Quem lhe deu vitória.» Casamento de D. João I com Dª Filipa de Lencastre D. João I - de Boa Memória
  • 15. VELHO DO RESTELO "Oh! Maldito o primeiro que, no mundo, Nas ondas vela pôs em seco lenho! Dino da eterna pena do Profundo, Se é justa a justa Lei que sigo e tenho!” ” Ó Glória de mandar ó vã cobiça Desta vaidade a que chamamos fama” Torre de Belém Porto de Lisboa na época
  • 16. «Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava, quando abrimos As asas ao sereno e sossegado Vento, e do porto amado nos partimos. E, como é já no mar costume usado, A vela desfraldando, o céu ferimos, Dizendo: " Boa viagem !"; logo o vento Nos troncos fez o usado movimento.» PARTIDA Nau portuguesa
  • 17. OBREIROS DOS DESCOBRIMENTOS Vasco da Gama D. João II D. Manuel I Infante D. Henrique
  • 18. ADAMASTOR «Não acabava, quando hüa figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura; O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida; Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.» Vasco da Gama avista o Cabo
  • 19. “ Naufrágios, perdições de toda sorte, Que o menor mal de todos seja a morte!” Fala do Adamastor
  • 20. A TEMPESTADE “ Alerta, disse, estai que o vento crece Daquela nuvem negra que aparece” Forja de Vulcano Relâmpagos medonhos não cessavam
  • 21. “ Alija tudo ao mar, não falte acordo! Vão outros dar à bomba, não cessando; À bomba, que nos imos alagando!” “ AMAINA” - disse o Mestre a grandes brados Vénus abranda a fúria dos ventos Vénus protege os portugueses
  • 22. “ Já se viam chegados junto à terra, Que desejada já de tantos fora, Que entre as correntes Índicas se encerra E o Ganges, que no Céu terreno mora.” CHEGADA À INDIA “ TERRA, TERRA” - brada Desembarque de Vasco da Gama em... ...CALECUT
  • 23. “ De longe a Ilha viram, fresca e bela, Que Vénus pelas ondas lha levava (Bem como o vento leva branca vela) Pera onde a forte armada se enxergava;” ILHA DOS AMORES O Jardim do Amor VÉNUS na Ilha dos Amores As Ninfas na Ilha dos Amores
  • 24. “ Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas, Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas, como incautas.” As Ninfas na Ilha dos Amores Vasco da Gama na Ilha dos Amores A Bacanal “ Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos, Mas, mais industriosas que ligeiras, Pouco e pouco, sorrindo, e gritos dando, Se deixam ir dos galgos alcançando.”
  • 25. CONCLUSÃO D. Afonso Henriques O Fundador “ Esta é a ditosa Pát ria minha amada” Castelo de Guimarães - berço da nacionalidade
  • 26. “ Era uma vez um português de Portugal O nome Luís há-de bastar toda a nação ouviu falar ” Luís de Camões salvando “Os Lusíadas” e ... Lendo-os a D. Sebastião
  • 27. FIM
  • 28. Trabalho realizado por: Manuel Gomes Ferreira