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Professora Elaine
 A Conquista do Brasil
- 22 de abril 1500: frota portuguesa de
Cabral chega a Porto Seguro na Bahia
- 1° contato com os índios : troca de sorrisos
e presentes
- A 1ª Missa no Brasil rezada no Brasil
 As nações indígenas em 1500
- tupi-guarani, Jê, aruaque, caríba, charrua, pano,
tucano e outros
- tupinambas: eram canibais
- Exploração, violência, escravidão (contra o índio)
 A Exploração do pau-brasil
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 A colonização necessária
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franceses ameaçavam o litoral)
No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira
expedição com objetivos de colonização. Esta foi
comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como
objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os
invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.
Para melhor organizar a colônia, o rei
resolveu dividir o Brasil em Capitanias
Hereditárias. O território foi dividido
em faixas de terras que foram doadas
aos donatários. Estes podiam explorar
os recursos da terra, porém ficavam
encarregados de povoar, proteger e
estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da
grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de
indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as
únicas que apresentaram resultados satisfatórios.
 Também existiam as Câmaras Municipais que eram
órgãos políticos compostos pelos "homens-bons".
Estes eram os ricos proprietários que definiam os
rumos políticos das vilas e cidades.
 Após a tentativa fracassada de estabelecer as
Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa
estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma
forma de centralizar e ter mais controle da colônia.
A capital do Brasil neste período
foi Salvador.
 A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de
engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de
açúcar. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e
algodão.
 O Pacto Colonial imposto por
Portugal estabelecia que o Brasil
só podia fazer comércio com a
metrópole.
 As plantações ocorriam no
sistema de plantation, ou seja,
eram grandes fazendas
produtoras de um único produto,
utilizando mão-de-obra escrava e
visando o comércio exterior.
 A sociedade açucareira era patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um
grande poder familiar, social e político. As mulheres tinham poucos
poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e
dos filhos. Era também imobilista e estratificada.
 A Vida do escravo
- Muito trabalho sem remuneração (coisificação)
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 Após domínio da Espanha em Portugal (União Ibérica) a Holanda, em busca de
açúcar, resolveu enviar suas expedições para invadirem o Nordeste do Brasil. Sua
primeira expedição ocorreu em 1621, na Bahia, contudo, esta não foi bem sucedida.
 Em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco e ali impuseram seu domínio.
 A Holanda enviou seu príncipe (Maurício de Nassau) para governar a colônia
holandesa no Brasil. Nassau dominou enorme parte do território nordestino e os
portos que forneciam escravos, na África.
A Insurreição Pernambucana
durou de 1645 a 1654 quando os
colonos conseguiram expulsar
definitivamente os holandeses do
Brasil.
Com o tempo, os colonos
demonstram descontentamento
com a política holandesa e estoura
um movimento de contestação.
As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os
aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas. O
objetivo principal das missões jesuíticas foi o de evangelizar e catequizar os
nativos.
De apresamento: captura de índios
De prospecção: busca de metais preciosos
Sertanismo de contrato: captura de escravos
fugitivos
Ex: Borba Gato, Raposo Tavares, Fernão Dias, Domingos
Jorge Velho.
Monções: bandeirismo de comércio por vias fluviais
As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Paulo durante os
séculos XVI, XVII e XVIII. Geralmente ultrapassavam a linha do Meridiano de
Tordesilhas o que contribuiu para aumentar consideravelmente o território
brasileiro. Utilizavam os rios Tietê, Paraná, São Francisco e os afluentes meridionais
do Amazonas.
O Tratado de Tordesilhas, na realidade, nunca foi respeitado. A situação se agravou
com a União Ibérica.
A cobiça dos portugueses pela área do Prata é comprovada pela fundação da Colônia
do Sacramento em 1680, defronte a Buenos Aires, centro da disputa entre espanhóis e
portugueses.
O contrabando, facilitado pela presença da Colônia do Sacramento provocou
intensos choques entre portugueses e espanhóis, levando-os a assinarem diversos
tratados a respeito da região.
•Primeiro Tratado de Utrecht (1713) Firmado entre Portugal e a França para
estabelecer os limites entre os dois paises na costa norte do Brasil. Defendia a posição
brasileira na questão do Amapá.
•Segundo Tratado de Utrecht (1715) Firmado entre Portugal e a Espanha, garantindo
a posse da Colônia de Sacramento para Portugal.
•Tratado de Madri (1750) Estabeleceu os limites respeitando o princípio do uti
posseditis e abandonando inteiramente a "linha de Tordesilhas". A Colônia de
Sacramento passaria para o domínio da Espanha e o Brasil teria a posse da região de
Sete Povos das Missões.
Os padres jesuítas espanhóis,
juntamente com os comerciantes
da região não se conformaram com
as decisões do Tratado de passar a
região dos Sete Povos das Missões
para o domínio português:
instigaram os índios a uma luta,
ocasionando a "Guerra
Guaranítica”.
•Tratado de Santo Ildefonso (1777) Seguiu em linhas gerais os limites estabelecidos
pelo Tratado de Madri, embora com prejuizo para Portugal no extremo sul do Brasil.
A descoberta de ouro nos séculos XVII e XVIII vai provocar uma profunda mudança
na estrutura do Brasil colonial.
Para administrar a região mineradora foi
criada, em 1702, a Intendência das Minas,
órgão responsável pela fiscalização e
exploração das minas. Realizava a distribuição
de datas-lotes a serem explorados, e pela
cobrança do quinto ( 20% do ouro
encontrado).
Em1720, foram criadas as Casas de Fundição-
transformavam o ouro bruto ( pó ou pepita )
em barras já quintadas.
Quando ocorre o esgtamento da exploração
aurífera, o governo português fixa uma nova
forma de arrecadar o quinto: 100 arrobas
anuais de ouro por município.
A mineração mudou o eixo econômico da vida colonial -do litoral nordestino para a
região Centro-Sul; incentivou o comércio interno, garantindo a interligação da região
das minas com outras regiões do Brasil.
Houve também um grande aumento populacional na região das minas.
A sociedade passa a ter um caráter urbano e
multiplica-se o número de comerciantes,
intelectuais, pequenos proprietários,
funcionários públicos, artesãos. A sociedade
mineradora passa a apresentar uma certa
flexibilidade e mobilidade.
Na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista.
É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa
angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra;
pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.
Características são:
* emocional sobre o racional;
* efeitos decorativos e visuais
* entrelaçamento entre a
arquitetura e escultura;
* violentos contrastes de luz e
sombra;
* pintura com efeitos ilusionistas
Nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades
pequenas dentro do sul do Brasil.
Os tropeiros conduziam o gado e levaram
mercadorias para serem comercializadas na
feira de Sorocaba. De São Paulo seguiam para
os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato
Grosso.
Em direção às minas, o transporte feito no
lombo de animais foi fundamental devido aos
acidentes geográficos da região, que
dificultavam o transporte. O tropeiro passou a
ser o principal abastecedor do mercado das
Minas Gerais.
Contestavam aspectos específicos do Pacto Colonial, não
propriamente falando em independência, possuindo caráter
regionalista.
Aclamação de Amador Bueno (1641)
Com o fim da União Ibérica, o governo português proibiu a escravização indígena.
Inconformados com essa exigência da metrópole, um grupo de bandeirantes
paulistas resolveu armar um levante. Buscando a vitória, os bandeirantes se dirigiram
ao rico fazendeiro Amador Bueno, que também era a favor da escravização indígena.
Os bandeirantes paulistas convocaram Amador Bueno
para que liderasse a revolta, aceitando o cargo de
governador da província de São Paulo.
Amador Bueno não aceitou a
proposta e jurou fidelidade ao
governo português, temendo
represálias. Assim, a revolta
bandeirante perdeu sua
sustentação
Latifundiários do Maranhão revoltaram-se porque
faltavam escravos e os jesuítas condenavam a
escravidão indígena.
O governo português criou a Companhia de Comércio
do Maranhão para controlar o comércio na região.
Com a intervenção da Coroa Portuguesa, foi nomeado
um novo governador para a região que puniu os
revoltosos com a condenação à prisão ou ao exílio.
Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram condenados à
morte.
Revolta de Beckman (Maranhão - 1648)
Chefiados por Manuel e Tomas Beckman, os colonos se
rebelaram, expulsando os jesuítas do Maranhão,
abolindo o monopólio da Companhia e constituindo um
novo governo, que durou quase um ano
Guerra dos Emboabas
Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir, os paulistas
queriam ter mais direitos e benefícios sobre o ouro que
haviam encontrado.
Entretanto, os forasteiros, chamados emboabas, formaram
suas próprias comunidades, dentro da região de exploração
aurífera. Formaram-se asiim, dois grupos rivais. Os paulistas
eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato e o
líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana.
Entre as lutas mais intensas, o combate desenvolvido no Capão
da Traição ficou conhecido pela morte de 300 paulistas pela
mão dos emboabas. No ano de 1709, a Coroa Portuguesa
determinou a imediata separação territorial das capitanias de
Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao fim da guerra, os
bandeirantes buscaram outras jazidas nas regiões de Mato
Grosso e Goiás
Guerra dos Mascates (1710-1714)
Conflito ocorrido em Pernambuco, resultado do choque entre a aristocracia rural de
Olinda e os comerciantes ("Mascates") de Recife.
A principal causa do confronto foi a decadência da lavoura açucareira devido a
concorrência antilhana que levou os senhores de engenho de Olinda a endividar-se
com os comerciantes de Recife.
Olinda era Vila, possuía Câmara Municipal e tinha autonomia em relação a Recife,
que era sua comarca e subordinada administrativamente.
Os senhores de engenho de Olinda, liderados por Bernardo Vieira de Melo, invadiram
Recife em 1710, derrubando o pelourinho (símbolo de autonomia administrativa) e
obrigando o governador a fugir para a Bahia.
A elevação de Recife a categoria de vila pelo rei de Portugal no final de 1709, por
pressão dos "mascates" separando-a de Olinda precipitou a guerra.
Logo em seguida, os recifenses conseguiram retomar o controle de sua cidade em uma
reação militar apoiada por autoridades políticas de outras capitanias.
Em 1711, Félix José de Mendonça foi nomeado governador
da província com a missão de pacificar o conflito.
O novo governador apoiou os mascates portugueses e
estipulou a prisão de todos os latifundiários olindenses
envolvidos com a guerra. Determinou também a
administração semestral para cada uma das cidades
garantindo autonomia política de Recife.
Revolta de Felipe dos Santos
(1720)
Os mineiros, chefiados por Filipe dos Santos, revoltaram-se, exigindo que o
governo português acabasse com as Casas de Fundição e diminuísse o valor dos
impostos cobrados.
O principal motivo dessa revolta foi a instalação, pelo governo português, das
Casas de Fundição para controlar a cobrança do quinto.
A revolta foi denunciada ao governo de
Minas Gerais, que mandou prender Filipe
dos Santos. Condenando à morte, ele foi
enforcado e esquartejado em praça
pública, em Vila Rica.
 garantiu o controle da Amazônia ; criou o Banco Real , organizou a arrecadação de
impostos (estabeleceu a derrama)
 reconstruiu Lisboa após o terremoto de 1755 ; criou diversas companhias de
comércio.
 organizou alfândegas, tribunais e outras instituições do Estado ; procurou reaquecer
a lavoura açucareira do nordeste .
 tentou diminuir a dependência econômica de Portugal
com a Inglaterra; expulsou os jesuítas de Portugal e suas
colônias, confiscando seus bens (Terror Pombalino)
 mudou a capital pro RJ; incentivou manufaturas na
colônia
O grupo composto pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por
Tiradentes, pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa,
pelo dono de mina Inácio de Alvarenga e pelo padre Rolim, entre outros
representantes da elite mineira decidiu lutar contra os abusivos impostos
cobrados pela Coroa portuguesa na região de Minas Gerais.
Sobre a questão da escravidão, o grupo não
possuía uma posição definida. Estes
inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma
nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta
por um triangulo vermelho num fundo branco,
com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera
Tamen (Liberdade ainda que Tardia).
Influenciados pelos ideais iluministas e pela
Guerra de Independência dos Estados Unidos, o
objetivo do grupo era conquistar a liberdade
definitiva e implantar o sistema de governo
republicano em nosso país.
Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que entregou seus
companheiros em troca do perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas
pelas autoridades de Portugal.
O governador da província, Visconde de
Barbacena iniciou o processo da devassa. Num
primeiro momento, onze foram os condenados à
morte pela forca, os outros eram condenados ao
degredo perpétuo na África.
Ao fim da devassa,
somente Tiradentes foi
condenado a morte: foi
enforcado na cidade do
Rio de Janeiro no dia 21
de abril de 1792. Logo
depois foi esquartejado,
e seus quartos foram
espalhados pela estrada
real, sendo a cabeça
exposta na praça central
de Vila Rica
Foi um movimento separatista que contou com a participação de sapateiros,
alfaiates, bordadores, ex-escravos e escravos. Em alguns momentos, teve o
apoio de padres, médicos e advogados.
A transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763 fez com que
privilégios fossem retirados de Salvador e os recursos destinados à cidade
foram reduzidos. O aumento de impostos prejudicou sensivelmente as
condições de vida da população local.
O movimento foi fortemente influenciados pelos ideais iluministas propagados
pela Revolução francesa, pela luta de independência do Haiti e dos Estados
Unidos e pela maçonaria. Formou-se então a sociedade secrete “Cavaleiros da
Luz”.
Alguns dos participantes do movimento distribuíam
panfletos convocando a população a se posicionar contra
o domínio de Portugal. Passaram a difundir propostas e
ideais radicais entre os regimentos de soldados e a
população em geral.
Os membros da elite que estavam
envolvidos no movimento foram
condenados a penas mais leves ou
tiveram suas acusações retiradas.
Em contrapartida, os populares que
encabeçaram o movimento
conspiratório foram presos,
torturados e, ainda outros, mortos
e esquartejados.
O médico Cipriano Barata foi um ativo
propagandista do movimento, atuando
principalmente entre a população mais
humilde e junto aos escravos. Desse modo,
a Conjuração baiana foi assumindo feições
revolucionárias, tendo em vista a defesa
dos interesses das camadas sociais mais
pobres, dos humildes e dos escravos.
Com a delação do movimento, seus
representantes foram presos pelas
autoridades
Cipriano Barata
Em agosto de 1807, Portugal estava preste a ser invadido pelas tropas
francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para
enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João, resolveu
transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o Brasil.
Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses.
Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários,
criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Trouxeram também
muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros
objetos de valor.
Em março de 1808, a corte
portuguesa foi instalada no Rio de
Janeiro. Muitos moradores, sob
ordem de D. João, foram
despejados para que os imóveis
fossem usados pelos funcionários
do governo.
Uma das principais medidas tomadas por D. João foi decretar a abertura dos
portos brasileiros aos países amigos de Portugal. A principal beneficiada com
a medida foi à Inglaterra, que passou a ter vantagens comerciais e dominar o
comércio com o Brasil.
D. João também incentivou o estabelecimento de
indústrias no Brasil, promoveu a construção de
estradas e reformas em portos; criou o Banco do
Brasil e instalou a Junta de Comércio.
Os produtos ingleses chegavam ao Brasil com
impostos de 15%, enquanto de outros países
deveriam pagar 24% (Tratados de 1810). Este
privilégio fez com que nosso país fosse inundado
por produtos ingleses, prejudicando o
desenvolvimento da indústria brasileira.
O rei trouxe a Missão Francesa para o Brasil, estimulando o desenvolvimento
das artes em nosso país. Criou o Museu Nacional, a Biblioteca Real, a Escola
Real de Artes, o Jardim Botânico e o Observatório Astronômico. Vários
cursos foram criados (agricultura, cirurgia, química, desenho técnico), nos
estados da Bahia e Rio de Janeiro.
O objetivo era invadir a região de
colonização francesa como retaliação ao
processo de invasão das tropas
napoleônicas a Portugal. Após sucessivos
ataques, os portugueses conquistaram a
rendição do governo da Guiana em 12 de
janeiro de 1809.
Na região da Guiana Francesa, estabeleceu o envio de um destacamento vindo
do Pará sob o comando do tenente-coronel Manuel Marques com o apoio de
uma esquadra inglesa vinda pelo mar.
Entre as causas da Revolução Pernambucana de 1817 destacam-se o declínio da
cultura da cana-de-açúcar e a influência da Maçonaria.
Os rebeldes conseguiram conquistar Pernambuco, instalaram um governo
provisório que deveria abolir alguns impostos e elaborar uma constituição que
estabelecesse a liberdade religiosa e de imprensa, bem como a igualdade de
todos perante a lei.
O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio
Carlos de Andrada e Silva e do Frei Caneca, chegando a proclamar a República.
D. João VI apressou-se em enviar tropas
para combater os rebeldes. Após dois
meses, as tropas sufocaram o movimento e
os principais líderes foram condenados a
morte.
A chamada Revolução do Porto foi um movimento iniciado na cidade do Porto no
dia 24 de agosto de 1820.
A burguesia portuguesa se ressentia dos
efeitos do Decreto de Abertura dos Portos que
deslocara para o Brasil parte expressiva da vida
econômica da metrópole.
O movimento exigia
o imediato retorno da Corte para o reino
o estabelecimento, em Portugal, de uma Monarquia constitucional
a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do
Pacto Colonial).
A junta governativa de Lord Beresford foi substituída por uma junta
provisória, que convocou as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da
Nação Portuguesa para elaborar uma Constituição para Portugal. D. João
retornou para Portugal no ano de 1821.
Partido Português comerciantes portugueses, militares e
funcionários públicos interessados na manutenção da presença de
D.João VI no Brasil e na recolonização.
Partido Brasileiro os homens mais ricos da colônia, contra a
recolonização. Eram escravistas, maçons e proprietários de terras
influenciados pelo liberalismo
Liberais radicais setores médios urbanos,
querendo algo inspirado na independência dos
EUA e na Revolução Francesa. Aceitavam a ideia
republicana.
Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821.
Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava
aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte
portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.
No final de 1821 chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a
completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de
dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal.
Dom Pedro recebeu ordens
para voltar a Portugal, mas o
Partido Brasileiro, grupo
formado por grandes
fazendeiros, comerciantes e
altos funcionários públicos, o
convenceu a ficar.
Seu nome completo era: Pedro de Alcântara
Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula
Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal
Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
D. Pedro nasceu em Portugal, em 1798. Morreu em 1834,
Foi o primeiro imperador do Brasil e 28° rei de Portugal, ainda que o reinado
em Portugal tenha durado sete dias, em 1826.
Era filho de D. João VI e Carlota Joaquina.
Além disso, foi pai de D. Pedro II, segundo
imperador do Brasil.
Aos 18 anos casou-se com dona Maria
Leopoldina, arquiduquesa d’Áustria,
D. Pedro recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo
que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas
províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu
permanecer. Ele foi à sacada e disse: "Se é para o bem de todos e felicidade
geral da nação, diga ao povo que fico!". Essa data ficou conhecida como o Dia
do Fico.
Portugal não aceitou
pacificamente a decisão
de Dom Pedro. As tropas
portuguesas sediadas no
Rio de Janeiro tentaram
forçá-lo a embarcar, o
povo reagiu em defesa de
Dom Pedro.
Em maio de 1822, D. Pedro determinou que qualquer decreto das Cortes só
poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele. Na prática,
isso significava conferir plena soberania ao Brasil. Essa medida teve imediato
apoio: a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro conferiu ao príncipe
regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil.
Enquanto isso, os liberais radicais sugeriam a D. Pedro a convocação de uma
Assembléia Constituinte. O príncipe acatou a sugestão e decretou a sua
convocação em junho de 1822.
No dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a
província de São Paulo que se encontrava
agitada por lutas internas. A regência ficou
entregue à sua esposa dona Leopoldina.
Durante a sua ausência, chega ao Rio de
Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na
qual exigia a volta imediata de Dom Pedro à
Portugal e a anulação da convocação da
Assembléia Nacional Constituinte.
Leopoldina e José Bonifácio enviaram um correio para levar essa carta a Dom
Pedro. José Bonifácio e Leopoldina enviam outra carta, cada um reforçava a
idéia de que havia chegado a hora de tomar uma decisão.
Às 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, o correio alcançou
Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas.
Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou até
às margens do Ipiranga e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de
Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar...Deste dia em diante, nossas
relações estão rompidas“.
O príncipe sacou a espada e
gritou: "Por meu sangue, por
minha honra e por Deus, farei do
Brasil um país livre", em seguida,
erguendo a espada, afirmou:
"Brasileiros, de hoje em diante
nosso lema será: Independência
ou Morte!".
Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil aceitou pagar indenizações de 2
milhões de libras esterlinas a Portugal. Para isso, pediu um empréstimo à
Inglaterra, fato que iniciou a dívida externa do Brasil.
No dia 1º de dezembro de 1822, aos
24 anos, foi coroado imperador do
Brasil e recebeu o título de Dom
Pedro I.
Apesar do processo de
independência ter base nas idéias
iluministas de liberdade, a
escravidão foi mantida.
O Brasil continuou com o modelo agrário, baseado em latifúndios e na produção
de gêneros primários voltada para a exportação. Ou seja, pouco diferente de
quando era colônia de Portugal.
Ao contrário de outros países da América Latina, que adotaram o sistema
republicano, o Brasil adotou o governo monárquico, baseado no poder de um rei.

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  • 2.  A Conquista do Brasil - 22 de abril 1500: frota portuguesa de Cabral chega a Porto Seguro na Bahia - 1° contato com os índios : troca de sorrisos e presentes - A 1ª Missa no Brasil rezada no Brasil  As nações indígenas em 1500 - tupi-guarani, Jê, aruaque, caríba, charrua, pano, tucano e outros - tupinambas: eram canibais - Exploração, violência, escravidão (contra o índio)
  • 3.  A Exploração do pau-brasil - a mão-de-obra indígena - trabalho por quinquilharias = escambo - venda da tinta na Europa = lucros para Portugal  A colonização necessária - ameaça de invasões estrangeiras (piratas holandeses, ingleses e franceses ameaçavam o litoral)
  • 4. No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
  • 5. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios.
  • 6.  Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades.  Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. A capital do Brasil neste período foi Salvador.
  • 7.  A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.  O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.  As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
  • 8.  A sociedade açucareira era patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder familiar, social e político. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos. Era também imobilista e estratificada.
  • 9.  A Vida do escravo - Muito trabalho sem remuneração (coisificação) - Castigos físicos e tratamento desumano - Preconceito - Fugas, revoltas e formação dos quilombos - Quilombo dos Palmares – líder Zumbi
  • 10.  Após domínio da Espanha em Portugal (União Ibérica) a Holanda, em busca de açúcar, resolveu enviar suas expedições para invadirem o Nordeste do Brasil. Sua primeira expedição ocorreu em 1621, na Bahia, contudo, esta não foi bem sucedida.  Em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco e ali impuseram seu domínio.  A Holanda enviou seu príncipe (Maurício de Nassau) para governar a colônia holandesa no Brasil. Nassau dominou enorme parte do território nordestino e os portos que forneciam escravos, na África. A Insurreição Pernambucana durou de 1645 a 1654 quando os colonos conseguiram expulsar definitivamente os holandeses do Brasil. Com o tempo, os colonos demonstram descontentamento com a política holandesa e estoura um movimento de contestação.
  • 11. As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de evangelizar e catequizar os nativos.
  • 12. De apresamento: captura de índios De prospecção: busca de metais preciosos Sertanismo de contrato: captura de escravos fugitivos Ex: Borba Gato, Raposo Tavares, Fernão Dias, Domingos Jorge Velho. Monções: bandeirismo de comércio por vias fluviais As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Paulo durante os séculos XVI, XVII e XVIII. Geralmente ultrapassavam a linha do Meridiano de Tordesilhas o que contribuiu para aumentar consideravelmente o território brasileiro. Utilizavam os rios Tietê, Paraná, São Francisco e os afluentes meridionais do Amazonas.
  • 13. O Tratado de Tordesilhas, na realidade, nunca foi respeitado. A situação se agravou com a União Ibérica. A cobiça dos portugueses pela área do Prata é comprovada pela fundação da Colônia do Sacramento em 1680, defronte a Buenos Aires, centro da disputa entre espanhóis e portugueses. O contrabando, facilitado pela presença da Colônia do Sacramento provocou intensos choques entre portugueses e espanhóis, levando-os a assinarem diversos tratados a respeito da região.
  • 14. •Primeiro Tratado de Utrecht (1713) Firmado entre Portugal e a França para estabelecer os limites entre os dois paises na costa norte do Brasil. Defendia a posição brasileira na questão do Amapá. •Segundo Tratado de Utrecht (1715) Firmado entre Portugal e a Espanha, garantindo a posse da Colônia de Sacramento para Portugal.
  • 15. •Tratado de Madri (1750) Estabeleceu os limites respeitando o princípio do uti posseditis e abandonando inteiramente a "linha de Tordesilhas". A Colônia de Sacramento passaria para o domínio da Espanha e o Brasil teria a posse da região de Sete Povos das Missões. Os padres jesuítas espanhóis, juntamente com os comerciantes da região não se conformaram com as decisões do Tratado de passar a região dos Sete Povos das Missões para o domínio português: instigaram os índios a uma luta, ocasionando a "Guerra Guaranítica”.
  • 16. •Tratado de Santo Ildefonso (1777) Seguiu em linhas gerais os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri, embora com prejuizo para Portugal no extremo sul do Brasil.
  • 17. A descoberta de ouro nos séculos XVII e XVIII vai provocar uma profunda mudança na estrutura do Brasil colonial. Para administrar a região mineradora foi criada, em 1702, a Intendência das Minas, órgão responsável pela fiscalização e exploração das minas. Realizava a distribuição de datas-lotes a serem explorados, e pela cobrança do quinto ( 20% do ouro encontrado). Em1720, foram criadas as Casas de Fundição- transformavam o ouro bruto ( pó ou pepita ) em barras já quintadas. Quando ocorre o esgtamento da exploração aurífera, o governo português fixa uma nova forma de arrecadar o quinto: 100 arrobas anuais de ouro por município.
  • 18. A mineração mudou o eixo econômico da vida colonial -do litoral nordestino para a região Centro-Sul; incentivou o comércio interno, garantindo a interligação da região das minas com outras regiões do Brasil. Houve também um grande aumento populacional na região das minas. A sociedade passa a ter um caráter urbano e multiplica-se o número de comerciantes, intelectuais, pequenos proprietários, funcionários públicos, artesãos. A sociedade mineradora passa a apresentar uma certa flexibilidade e mobilidade.
  • 19. Na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria. Características são: * emocional sobre o racional; * efeitos decorativos e visuais * entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; * violentos contrastes de luz e sombra; * pintura com efeitos ilusionistas
  • 20. Nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades pequenas dentro do sul do Brasil. Os tropeiros conduziam o gado e levaram mercadorias para serem comercializadas na feira de Sorocaba. De São Paulo seguiam para os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Em direção às minas, o transporte feito no lombo de animais foi fundamental devido aos acidentes geográficos da região, que dificultavam o transporte. O tropeiro passou a ser o principal abastecedor do mercado das Minas Gerais.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Contestavam aspectos específicos do Pacto Colonial, não propriamente falando em independência, possuindo caráter regionalista.
  • 24. Aclamação de Amador Bueno (1641) Com o fim da União Ibérica, o governo português proibiu a escravização indígena. Inconformados com essa exigência da metrópole, um grupo de bandeirantes paulistas resolveu armar um levante. Buscando a vitória, os bandeirantes se dirigiram ao rico fazendeiro Amador Bueno, que também era a favor da escravização indígena. Os bandeirantes paulistas convocaram Amador Bueno para que liderasse a revolta, aceitando o cargo de governador da província de São Paulo. Amador Bueno não aceitou a proposta e jurou fidelidade ao governo português, temendo represálias. Assim, a revolta bandeirante perdeu sua sustentação
  • 25. Latifundiários do Maranhão revoltaram-se porque faltavam escravos e os jesuítas condenavam a escravidão indígena. O governo português criou a Companhia de Comércio do Maranhão para controlar o comércio na região. Com a intervenção da Coroa Portuguesa, foi nomeado um novo governador para a região que puniu os revoltosos com a condenação à prisão ou ao exílio. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram condenados à morte. Revolta de Beckman (Maranhão - 1648) Chefiados por Manuel e Tomas Beckman, os colonos se rebelaram, expulsando os jesuítas do Maranhão, abolindo o monopólio da Companhia e constituindo um novo governo, que durou quase um ano
  • 26. Guerra dos Emboabas Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir, os paulistas queriam ter mais direitos e benefícios sobre o ouro que haviam encontrado. Entretanto, os forasteiros, chamados emboabas, formaram suas próprias comunidades, dentro da região de exploração aurífera. Formaram-se asiim, dois grupos rivais. Os paulistas eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato e o líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana. Entre as lutas mais intensas, o combate desenvolvido no Capão da Traição ficou conhecido pela morte de 300 paulistas pela mão dos emboabas. No ano de 1709, a Coroa Portuguesa determinou a imediata separação territorial das capitanias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao fim da guerra, os bandeirantes buscaram outras jazidas nas regiões de Mato Grosso e Goiás
  • 27. Guerra dos Mascates (1710-1714) Conflito ocorrido em Pernambuco, resultado do choque entre a aristocracia rural de Olinda e os comerciantes ("Mascates") de Recife. A principal causa do confronto foi a decadência da lavoura açucareira devido a concorrência antilhana que levou os senhores de engenho de Olinda a endividar-se com os comerciantes de Recife. Olinda era Vila, possuía Câmara Municipal e tinha autonomia em relação a Recife, que era sua comarca e subordinada administrativamente.
  • 28. Os senhores de engenho de Olinda, liderados por Bernardo Vieira de Melo, invadiram Recife em 1710, derrubando o pelourinho (símbolo de autonomia administrativa) e obrigando o governador a fugir para a Bahia. A elevação de Recife a categoria de vila pelo rei de Portugal no final de 1709, por pressão dos "mascates" separando-a de Olinda precipitou a guerra. Logo em seguida, os recifenses conseguiram retomar o controle de sua cidade em uma reação militar apoiada por autoridades políticas de outras capitanias. Em 1711, Félix José de Mendonça foi nomeado governador da província com a missão de pacificar o conflito. O novo governador apoiou os mascates portugueses e estipulou a prisão de todos os latifundiários olindenses envolvidos com a guerra. Determinou também a administração semestral para cada uma das cidades garantindo autonomia política de Recife.
  • 29. Revolta de Felipe dos Santos (1720) Os mineiros, chefiados por Filipe dos Santos, revoltaram-se, exigindo que o governo português acabasse com as Casas de Fundição e diminuísse o valor dos impostos cobrados. O principal motivo dessa revolta foi a instalação, pelo governo português, das Casas de Fundição para controlar a cobrança do quinto. A revolta foi denunciada ao governo de Minas Gerais, que mandou prender Filipe dos Santos. Condenando à morte, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, em Vila Rica.
  • 30.  garantiu o controle da Amazônia ; criou o Banco Real , organizou a arrecadação de impostos (estabeleceu a derrama)  reconstruiu Lisboa após o terremoto de 1755 ; criou diversas companhias de comércio.  organizou alfândegas, tribunais e outras instituições do Estado ; procurou reaquecer a lavoura açucareira do nordeste .  tentou diminuir a dependência econômica de Portugal com a Inglaterra; expulsou os jesuítas de Portugal e suas colônias, confiscando seus bens (Terror Pombalino)  mudou a capital pro RJ; incentivou manufaturas na colônia
  • 31. O grupo composto pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, pelo dono de mina Inácio de Alvarenga e pelo padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira decidiu lutar contra os abusivos impostos cobrados pela Coroa portuguesa na região de Minas Gerais. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia). Influenciados pelos ideais iluministas e pela Guerra de Independência dos Estados Unidos, o objetivo do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país.
  • 32. Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que entregou seus companheiros em troca do perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas pelas autoridades de Portugal. O governador da província, Visconde de Barbacena iniciou o processo da devassa. Num primeiro momento, onze foram os condenados à morte pela forca, os outros eram condenados ao degredo perpétuo na África. Ao fim da devassa, somente Tiradentes foi condenado a morte: foi enforcado na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de abril de 1792. Logo depois foi esquartejado, e seus quartos foram espalhados pela estrada real, sendo a cabeça exposta na praça central de Vila Rica
  • 33. Foi um movimento separatista que contou com a participação de sapateiros, alfaiates, bordadores, ex-escravos e escravos. Em alguns momentos, teve o apoio de padres, médicos e advogados. A transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763 fez com que privilégios fossem retirados de Salvador e os recursos destinados à cidade foram reduzidos. O aumento de impostos prejudicou sensivelmente as condições de vida da população local. O movimento foi fortemente influenciados pelos ideais iluministas propagados pela Revolução francesa, pela luta de independência do Haiti e dos Estados Unidos e pela maçonaria. Formou-se então a sociedade secrete “Cavaleiros da Luz”. Alguns dos participantes do movimento distribuíam panfletos convocando a população a se posicionar contra o domínio de Portugal. Passaram a difundir propostas e ideais radicais entre os regimentos de soldados e a população em geral.
  • 34. Os membros da elite que estavam envolvidos no movimento foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas. Em contrapartida, os populares que encabeçaram o movimento conspiratório foram presos, torturados e, ainda outros, mortos e esquartejados. O médico Cipriano Barata foi um ativo propagandista do movimento, atuando principalmente entre a população mais humilde e junto aos escravos. Desse modo, a Conjuração baiana foi assumindo feições revolucionárias, tendo em vista a defesa dos interesses das camadas sociais mais pobres, dos humildes e dos escravos. Com a delação do movimento, seus representantes foram presos pelas autoridades Cipriano Barata
  • 35. Em agosto de 1807, Portugal estava preste a ser invadido pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João, resolveu transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o Brasil. Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses. Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Trouxeram também muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor. Em março de 1808, a corte portuguesa foi instalada no Rio de Janeiro. Muitos moradores, sob ordem de D. João, foram despejados para que os imóveis fossem usados pelos funcionários do governo.
  • 36.
  • 37. Uma das principais medidas tomadas por D. João foi decretar a abertura dos portos brasileiros aos países amigos de Portugal. A principal beneficiada com a medida foi à Inglaterra, que passou a ter vantagens comerciais e dominar o comércio com o Brasil. D. João também incentivou o estabelecimento de indústrias no Brasil, promoveu a construção de estradas e reformas em portos; criou o Banco do Brasil e instalou a Junta de Comércio. Os produtos ingleses chegavam ao Brasil com impostos de 15%, enquanto de outros países deveriam pagar 24% (Tratados de 1810). Este privilégio fez com que nosso país fosse inundado por produtos ingleses, prejudicando o desenvolvimento da indústria brasileira.
  • 38. O rei trouxe a Missão Francesa para o Brasil, estimulando o desenvolvimento das artes em nosso país. Criou o Museu Nacional, a Biblioteca Real, a Escola Real de Artes, o Jardim Botânico e o Observatório Astronômico. Vários cursos foram criados (agricultura, cirurgia, química, desenho técnico), nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. O objetivo era invadir a região de colonização francesa como retaliação ao processo de invasão das tropas napoleônicas a Portugal. Após sucessivos ataques, os portugueses conquistaram a rendição do governo da Guiana em 12 de janeiro de 1809. Na região da Guiana Francesa, estabeleceu o envio de um destacamento vindo do Pará sob o comando do tenente-coronel Manuel Marques com o apoio de uma esquadra inglesa vinda pelo mar.
  • 39. Entre as causas da Revolução Pernambucana de 1817 destacam-se o declínio da cultura da cana-de-açúcar e a influência da Maçonaria. Os rebeldes conseguiram conquistar Pernambuco, instalaram um governo provisório que deveria abolir alguns impostos e elaborar uma constituição que estabelecesse a liberdade religiosa e de imprensa, bem como a igualdade de todos perante a lei. O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e do Frei Caneca, chegando a proclamar a República. D. João VI apressou-se em enviar tropas para combater os rebeldes. Após dois meses, as tropas sufocaram o movimento e os principais líderes foram condenados a morte.
  • 40. A chamada Revolução do Porto foi um movimento iniciado na cidade do Porto no dia 24 de agosto de 1820. A burguesia portuguesa se ressentia dos efeitos do Decreto de Abertura dos Portos que deslocara para o Brasil parte expressiva da vida econômica da metrópole. O movimento exigia o imediato retorno da Corte para o reino o estabelecimento, em Portugal, de uma Monarquia constitucional a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do Pacto Colonial). A junta governativa de Lord Beresford foi substituída por uma junta provisória, que convocou as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa para elaborar uma Constituição para Portugal. D. João retornou para Portugal no ano de 1821.
  • 41. Partido Português comerciantes portugueses, militares e funcionários públicos interessados na manutenção da presença de D.João VI no Brasil e na recolonização. Partido Brasileiro os homens mais ricos da colônia, contra a recolonização. Eram escravistas, maçons e proprietários de terras influenciados pelo liberalismo Liberais radicais setores médios urbanos, querendo algo inspirado na independência dos EUA e na Revolução Francesa. Aceitavam a ideia republicana.
  • 42. Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos. No final de 1821 chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcionários públicos, o convenceu a ficar.
  • 43. Seu nome completo era: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. D. Pedro nasceu em Portugal, em 1798. Morreu em 1834, Foi o primeiro imperador do Brasil e 28° rei de Portugal, ainda que o reinado em Portugal tenha durado sete dias, em 1826. Era filho de D. João VI e Carlota Joaquina. Além disso, foi pai de D. Pedro II, segundo imperador do Brasil. Aos 18 anos casou-se com dona Maria Leopoldina, arquiduquesa d’Áustria,
  • 44. D. Pedro recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à sacada e disse: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!". Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico. Portugal não aceitou pacificamente a decisão de Dom Pedro. As tropas portuguesas sediadas no Rio de Janeiro tentaram forçá-lo a embarcar, o povo reagiu em defesa de Dom Pedro.
  • 45. Em maio de 1822, D. Pedro determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele. Na prática, isso significava conferir plena soberania ao Brasil. Essa medida teve imediato apoio: a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro conferiu ao príncipe regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil. Enquanto isso, os liberais radicais sugeriam a D. Pedro a convocação de uma Assembléia Constituinte. O príncipe acatou a sugestão e decretou a sua convocação em junho de 1822. No dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a província de São Paulo que se encontrava agitada por lutas internas. A regência ficou entregue à sua esposa dona Leopoldina. Durante a sua ausência, chega ao Rio de Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta imediata de Dom Pedro à Portugal e a anulação da convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
  • 46. Leopoldina e José Bonifácio enviaram um correio para levar essa carta a Dom Pedro. José Bonifácio e Leopoldina enviam outra carta, cada um reforçava a idéia de que havia chegado a hora de tomar uma decisão. Às 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, o correio alcançou Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas. Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou até às margens do Ipiranga e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar...Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas“. O príncipe sacou a espada e gritou: "Por meu sangue, por minha honra e por Deus, farei do Brasil um país livre", em seguida, erguendo a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou Morte!".
  • 47. Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. Para isso, pediu um empréstimo à Inglaterra, fato que iniciou a dívida externa do Brasil. No dia 1º de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi coroado imperador do Brasil e recebeu o título de Dom Pedro I. Apesar do processo de independência ter base nas idéias iluministas de liberdade, a escravidão foi mantida. O Brasil continuou com o modelo agrário, baseado em latifúndios e na produção de gêneros primários voltada para a exportação. Ou seja, pouco diferente de quando era colônia de Portugal. Ao contrário de outros países da América Latina, que adotaram o sistema republicano, o Brasil adotou o governo monárquico, baseado no poder de um rei.