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O E VA N GE L HO S E GU N D O O E S PI R I T I S M O
C A P. VI I - N º 1 E 2
Bem aventurados os pobres de
Espírito
Bruna Vanelli de Souza
Em torno da Humildade
Afinal, que possuímos que não devemos a Deus?
A própria vida de que dispomos se reveste de tanta grandeza e de
tanta complexidade, que só a loucura ou a ignorância não
reconhecem a divina Sabedoria em seus fundamentos.
Para a consideração disso, basta que o homem reflita no
usufruto inegável de que se vale na mobilização dos bens que o
felicitam no mundo.
O corpo que lhe serve de transitória moradia é uma doação dos
Poderes superiores, por intermédio do santuário genético das
criaturas.
Os familiares se lhe erigem como sendo apoios de empréstimo.
A inteligência se lhe condiciona a determinados fatores de
expressão.
O ar que respira é patrimônio de todos.
As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso,
são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam
consideravelmente, de século para século.
Os seus elementos de trabalho são alteráveis de tempo a tempo.
A saúde física é uma dádiva em regime de comodato.
A fortuna é um depósito a título precário.
A autoridade é uma delegação de competência, obviamente
transferível.
Os amigos são mutáveis, na troca incessante de posições, pela qual
são frequentemente chamados a prestação de serviço, segundo os
ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes
indiquem.
Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos,
são substituídos periodicamente.
Os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão em mão.
Em qualquer plano ou condição de existência, estamos
subordinados à lei da renovação. À vista disso, sempre que nos
vejamos inclinados a envaidecernos por alguma coisa, recordemos
que nos achamos inelutavelmente ligados à Vida de Deus que, a
benefício de nossa própria vida, ainda hoje tudo pode rearticular,
refundir, refazer ou modificar.
(Ceifa de luz. Ed. FEB. Cap. 17)
Importância do Sermão da Montanha
“Se a humanidade
perdesse todas as obras
sacras, e ficasse apenas o
Sermão da Montanha,
não teria perdido nada”
O que seria Bem aventurança?
Substantivo masculino
1- Aquele que, nesta vida ou após a morte, pode desfrutar das bem-
aventuranças divinas, da felicidade eterna.
2- Feliz; pessoa que tem prosperidade; quem é prospero e
afortunado.
3- Santo ou beato; aquele que passou a ser santo; quem foi
beatificado pela Igreja.
4- [Religião] Aquele que usufrui de uma condição de santo: bem-
aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos
ímpios.
Adjetivo
5- Diz-se de quem é feliz ou da pessoa que desfruta ou desfrutará
da felicidade eterna.
O que seria então Pobre de Espírito?
Não podemos levar o entendimento dessa
expressão ao pé da letra, pois é uma expressão
idiomática, que não se pode entender o sentido real,
somente através do sentido literal.
Kardec nos orienta que essa expressão dita por
Cristo que nos retratar as pessoas Humildes.
O que é ser Humilde?
 adjetivo de dois gêneros
 1. que não é vaidoso, tem ou manifesta a virtude de
conhecer suas próprias limitações; modesto.
 2. que expressa ou reflete deferência ou submissão.
O que devemos entender por ser humilde?
• Não é carência de bens materiais;
• É uma virtude que não pode ser vista com os olhos da carne,
ou seja, algo que possa ser apontado por fora;
• Não é não ter tido acesso ao estudo, à instrução;
• É assumir quem você é, nem menos nem mais que isso;
• Ter sempre em mente o dever de melhorar;
História de Humildade
 Sócrates: Um dos maiores filósofos da humanidade e
precursor da ideia cristã e do espiritismo
 Oráculos de Delfos- Pitonisa
 “Você é o homem mais sábio da humanidade!”
 Discurso de defesa
 Conversou com artesão, um político e um filósofo
 Ele foi o único que tinha a real dimensão daquilo que
ele ainda não sabia.
Os homens de saber no conceito do mundo
 O homem de saber no conceito do mundo formam
geralmente tão alto conceito de sí próprios e de sua
superioridade, que consideram as coisas divinas
como indignas de lhes merecer a atenção.
 Qualquer coisa acima deles o deprecia.
 Julgando sabedor de todas as coisas, aceitar aquilo
que não conseguem compreender é muito sofrimento
para eles.
Uma das grandes chagas da Humanidade
 O orgulho
 O orgulhoso tem de estar sempre a postos, fingindo
ser algo que nem ele mais suporta, é cansativo, é
penoso.
 O orgulhoso em todo lugar que ele chega ele tem que
ser sempre o melhor, o mais bem visto, se comparar.
 O orgulhoso tem sempre o pensamento de
exclusividade. “Como Deus pode estar fazendo isso
comigo?”
Jesus e a humildade
 Porque então Jesus chama o humilde de pobre de espírito?
 Porque ele tem a plena consciência daquilo que ele ainda
não é, aprendeu a respeitar as múltiplas habilidades, que
ainda nesse orbe ele ainda não é capaz de possuir. Que o
bom em todas as coisas é somente Deus, nem Cristo aceitou
ser chamado de bom.
 Pois não importa o que você tenha, seja ou faça, você será
sempre pobre, porque bom é só Deus, e você tem sempre
algo ainda a aprender.
 Por isso a humildade está no topo da montanha do Sermão
do Monte.
Benefício de ser Humilde
 A humildade nos gera um sentimento de leveza, de
naturalidade, de calma, relaxamento, transparência,
resignação, aceitação, suavidade.
 O humilde flutua sobre a brisa.
 O humildade nos dá uma sensação de que somos
especiais, mais que todos a nossa volta também o
são, e que a vida é um desafio constante.
 *História do desencarne do irmão de Chico.
Humildade x Orgulho
 O humilde pode estar passando por uma tormenta
que ele é feliz.
 O orgulhoso pode estar com tudo certo em sua vida,
que ainda assim ele é infeliz, pois ele não sabe viver
com o que tem, e não se contenta com o que ele é.
A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos
os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o
Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.
Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência,
liberdade interior que nasce das profundezas do espírito,
apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.
Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o
melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo
o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia.
Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e
beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e
despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.
Pensamento e Vida- Cap. 24- Emmanuel- Francisco Cândido Xavier