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• A cultura do amendoim é um importante componente da agricultura em
muitas regiões do mundo – Tendo origem na América do Sul já domina
diversas regiões do mundo.
• É uma cultura versátil, com diferentes variedades e utilizações
• Planta anual que cresce melhor em climas quentes e solos bem drenados.
As principais regiões produtoras são conhecidas por seu clima tropical e
subtropical, onde o amendoim pode ser cultivado com sucesso.
INTRODUÇÃO
• No Brasil, o amendoim já foi uma das culturas mais expressivas no
mercado nacional de oleaginosas
• A partir de 1980 agronegócio dessa cultura sofreu uma grande
alteração
• Fatores de ordem tecnológica e de mercado levaram à redução da
área cultivada no país
INTRODUÇÃO
• Atualmente é cultivada visando atender o mercado externo de grãos in
natura e indústria de alimentos
• Para retomar a produção foram necessários ajustar os processos que
limitavam o crescimento produtivo da cultura:
• Adoção de sistemas tecnificados
• Redução de custos de produção
• Adoção de novas cultivares e investimentos na qualidade dos produtos
INTRODUÇÃO
TAXONOMI
A
• Reino: Plantae (Plantas)
• Divisão: Magnoliophyta (Plantas com flores)
• Classe: Magnoliopsida (Dicotiledôneas)
• Ordem: Fabales
• Família: Fabaceae (Leguminosas)
• Subfamília: Faboideae
• Tribo: Aeschynomeneae
• Gênero: Arachis
• Espécie: Arachis hypogaea
• Compreender a fisiologia do amendoim é de grande relevância para o estudo e
compreensão desta planta pois permite conhecer como ela interage com o ambiente
como se adapta diferentes condições e como responde a estímulos externos;
• Temperatura é o fator que mais afeta o desenvolvimento da cultura;
• Ciclos de 90 a 180 dias – dependendo das condições climáticas e genótipos da cultivar;
FISIOLOGIA E MORFOLOGIA
• Hábitos de crescimento: Ereto ou rasteiro;
• O habito de crescimento tem influencia na duração do ciclo da cultura;
• Cultivares de crescimento rasteiro tem um ciclo mais longo e são comercialmente
denominadas Virginia Runner;
• Cultivares eretas com ramificação sequencial apresentam ciclo curto e são
denominadas Spanish e ou Valencia
FISIOLOGIA E MORFOLOGIA
FISIOLOGIA E MORFOLOGIA
FISIOLOGIA E MORFOLOGIA
ESTÁGIOS FENOLÓGICO
• O amendoim tem origem nas Américas, mais especificamente nas regiões
tropicais e subtropicais da América do Sul.
• Acredita-se que tenha sido domesticado há cerca de 7.000 anos, e
vestígios arqueológicos indicam que seu cultivo era praticado por
civilizações pré-colombianas, como os Incas e Maias.
• Durante o período de colonização, os exploradores espanhóis
introduziram o amendoim na África, enquanto os portugueses o
levaram para a Índia e outras partes da Ásia.
ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
• Preparo do solo
• Plantio
• Germinação e emergência
• Crescimento vegetativo
• Formação de vagens
• Desenvolvimentos de vagens
• Maturação
• Colheita
CICLO DE PROCESSOS
• Escolha da área – altamente
importante;
• Evitar erosão do solo;
• Pros e contras devem ser
levados em consideração;
• Drenagem;
PREPARO DO SOLO
• Aração Profunda – enterro dos restos
culturais: Garante camada de matéria
orgânica (mínimo de um mês de
antecedência do plantio);
• Após a aração, realizam-se duas ou mais
gradagens para destorroamento e
uniformização da superfície;
• Ambiente deve ser propício e regular na
distribuição das sementes e na
profundidade do plantio, reduzindo falhas
na lavoura.
PREPARO DO SOLO
• Para evitar a erosão, pela excessiva movimentação do solo, é preciso aplicar
práticas de conservação do solo, como o preparo e plantio ao nível e o
terraceamento;
• O plantio sobre palhada de cultura anterior é viável, mas podem surgir falhas na
lavoura, porque as sementes de amendoim requerem um bom ambiente para
germinação;
• Para superar essa limitação, é necessário avaliar a qualidade dos restos da cultura
anterior e efetuar um manejo adequado das plantadeiras, para se conseguir o
estande adequado de plantas.
PLANTIO DO AMENDOIM
• Velocidade de semeadura;
• Profundidade entre 3 e 8 cm a depender do tipo de solo 9 mais profundo
em solos arenosos);
• Quantidades de sementes depende da recomendação;
• Plantas de porte ereto, são semeadas de 18 a 20 sementes por metro. O
espaçamento entre linhas deve ser de 60 cm;
• Para plantas de porte rasteiro, são semeadas de 14 a 15 sementes por
metro. O espaçamento entre linhas deve ser entre 80 cm;
ADUBAÇÃO DO AMENDOIM
• É importante levar em consideração
a necessidade da cultura ao realizar
a adubação. A quantidade de
nutrientes disponíveis no solo e o
sistema de semeadura do
amendoim também devem ser
levados em conta.
Valores médios recomendados:
190 kg/ha de nitrogênio;
60 kg/ha de potássio;
13 kg/ha fósforo;
26 kg/ha de cálcio;
20 kg/ha magnésio;
9 kg/ha enxofre.
Alguns estudos apontam maiores respostas do amendoim quando
adubado com doses de P entre 35 3 80 kg/ha.
COLHEITA, PÓS COLHEITA E CUSTO
• Colheita: Maturidade fisiológica =
70% das plantas;
• Arranquio em dia de sol, manual ou
mecanizado;
• Umidade das vagens deve ser
monitorada para evitar a
proliferação de fungos;
• Custos para produzer em media
12 mil por hectare na safra
21/22;
• Sementes de qualidade
constituem os maiores gastos;
• Região Centro-Oeste:
• Plantio: Novembro
• Colheita: Março, Abril
• Região Nordeste:
• Plantio: Março
• Colheita: Maio, Agosto
CALENDÁRIO DE PLANTIO
• Região Sul:
• Plantio: Setembro
• Colheita: Janeiro, Abril
• Região Sudeste:
• Plantio: Setembro
• Colheita: Dezembro, Março
Para garantir um melhor manejo na área de plantio de cana-de-açúcar,
é necessário implementar uma rotação de culturas. Isso se deve ao
fato de que a cana-de-açúcar é cultivada repetidamente na mesma
área por 6 ou 7 ciclos consecutivos, iniciada em uma exploração
contínua do solo que leva a uma redução significativa na produção
devido a empobrecimento do solo.
Rotação
Rotação
• Introduzir o plantio de amendoim nessas
áreas traz várias vantagens, tais como:
• Aumento da produtividade da cana-de-
açúcar;
• Boa fixação biológica de nitrogênio;
• Diminuição na população de nematoides que
ocorrem na cana-de-açúcar;
• .
• Cobertura do solo;
• Ciclo curto;
• Recuperação do solo degradado;
• Ciclagem de nutrientes;
• Redução do custo de implantação
do canavial
 Macronutrientes
• Nitrogênio
• Fosforo
• Potássio
• Enxofre
• Cálcio
• Magnésio
Micronutrientes
• Ferro
• Manganês
• Zinco
• Cobre
• Boro
• Molibdênio
EXIGÊNCIA DE
NUTRIENTES
Deficiência de nitrogênio (N):
• Folhas mais claras ou amareladas, especialmente
nas partes mais velhas da planta.
• Crescimento lento das plantas.
• Diminuição na produção de vagens e amendoins.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
Deficiência de fósforo (P):
• Folhas com coloração verde escura ou arroxeada.
• Crescimento lento das plantas.
• Sistema radicular subdesenvolvido.
• Produção reduzida de flores e vagens.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
• Deficiência de potássio (K):
• Margens das folhas amareladas, seguido por
necrose e secura.
• Redução no tamanho e número de vagens.
• Baixa resistência a estresses, como seca e
doenças.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
• Deficiência de cálcio (Ca):
• Extremidades das folhas e bordas das vagens necrosadas.
• Desenvolvimento anormal das vagens.
• Rachaduras e deformações nas vagens.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
• Deficiência de magnésio (Mg):
• Clorose nas folhas, começando nas partes mais velhas.
• Redução no crescimento das plantas.
• Desenvolvimento anormal das vagens.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
• Deficiência de enxofre (S):
• Clorose das folhas jovens.
• Crescimento lento e raquítico das plantas.
• Redução na produção de vagens e amendoins.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTE
 Período crítico de competição: 50 dias pós emergência
 Deve ser realizado manejo preventivo:
• Manejo da área na entre safra
• Limpeza de máquinas e equipamentos
Manejo Manual:
• Utilização de enxadas
• Deve ser feito 15 dias após a emergência do amendoim
• Se necessário nova capina entre 30 e 40 dias
Manejo de Plantas Daninhas
 Controle químico:
• Pré-plantio Incorporado (PPI): aplicar pendimentalina no solo e
incorporar com grade, em seguida se faz o plantio
• Pré-emergência (PRE): pode ser aplicado o herbicida imazapique
• Pós-emergência (POS): aplicação de herbicida (bentazon+imazamox)
na cultura já instalada.
Manejo de Plantas Daninhas
Principais moléculas e principais plantas daninhas controladas
 Outros métodos de controle:
• Redução do espaçamento entre linha
• Escolha de cultivares
• Rotação de cultura
• Consórcio de culturas
• Cultivadores
Manejo de Plantas Daninhas
PRAGAS
 Trips - Enneotripes flavens
• Praga chave da cultura
• O inseto adulto e ninfas raspam e sugam as células
epidérmicas da face ventral do folíolo, que apresenta
estrias prateadas ou amarelas, sete dias após a
abertura.
• Multiplicação rápida;
• Tigueras de amendoim constituem fontes de
infestação de trips.
 Lagarta do pescoço vermelho – Stegasta bosquella
• Segunda praga de maior importância
econômica
• Ataca os brotos do amendoim perfurando e
afetando o desenvolvimento da planta.
• Mede pouco mais de 6 mm de comprimento
• Corpo branco-esverdeado e dorso rosado;
• A cabeça é preta e os dois primeiros
segmentos do corpo são vermelhos
PRAGAS
 Lagarta da teia – Stylopalpia costalimai
• Só é relatada na cultura do amendoim
• Detectada por presença de teias entre as hastes do
amendoim
• Destroem a parte aérea das plantas
• Ataques intenso formam um emaranhado de teias e
podem destruir toda a plantação
• As lagartas podem atingir 2 cm de comprimento
• Constroem abrigos individuais de teias no solo
PRAGAS
PRAGAS
 Outras pragas comum em outras culturas:
• Lagarta-elasmo – Elasmopalpus lignosellus
• Lagarta-rosca – Agrotis ípsilon
• Lagarta-da-soja – Anticarsia gemmatalis
• Lagarta-dos-milharais – Spodoptera frugiperda
• Curuquerê-do-arroz – Mocis latipes
• Cigarrinhas – Empoasca sp.
DOENÇAS
CERCOSPORIOSE
• Amplamente disseminada em todas as regiões produtoras de amendoim
• Causa redução da área foliar e queda prematura das folhas
• Pode causar perdas superiores a 50% na produtividade
• Duas doenças conhecidas pelo nome de cercosporiose:
o mancha castanha; e
o mancha preta ou pinta preta
DOENÇAS
 Mancha castanha - Cercospora arachidicola
• Sintomas são lesões arredondadas de cor
castanha com bordos amarelos
• Disseminada pelo vento; sobrevive em restos
culturais
• Se manifesta por volta de 40 dias após semeadura
• Alta umidade relativa e temperaturas entre 16ºC
e 25°C favorecem a doença
• a produtividade pode ser reduzida em até 70%
DOENÇAS
Pinta preta - Cercosporidium personatum
• Lesões pretas circulares, visíveis após 40 a 45 dias da
emergência inicial das plantas
• Favorecidas por períodos prolongados de molhamento
foliar e temperaturas entre 20ºC e 26°C
• Sobrevive em restos culturais e se dispersa através do
vento
• Dispersão mais rápida quando comparada com a
mancha marrom o que torna essa doença mais
agressiva
DOENÇAS
 Medidas de Controle da Cercosporiose
• Redução do inóculo: rotação de culturas; incorporação de restos
culturais através de aração profunda e destruição de plantas
voluntárias ("tigueras”)
• Redução da taxa de infecção: utilização de fungicidas registrados
para a cultura
• Uso de cultivares resistentes
DOENÇAS
 Verrugose - Sphaceloma arachidis
• Sérios problemas nos estágios iniciais da cultura; se manifestando em toda parte
aérea das plantas
• Nas folhas as lesões se apresentam de forma arredondada ou irregular, com centro
deprimido e margem saliente, podendo ser vistas em ambas as faces.
• As manchas se manifestam em pequenas lesões de coloração pardo-clara e em
grande número, sendo localizadas geralmente em cima ou ao lado da nervura foliar.
• Plantas afetadas de maneira severa tornam-se amarelas e secam prematuramente o
que causa enorme redução na produtividade.
• Pode ser confundido por sintomas do ataque de tripes
DOENÇAS
 Medidas de Controle da Verrugose
• Rotação de culturas, incorporação de restos de
cultura e destruição de plantas voluntárias
• Em situações normais, os produtos utilizados para o
controle de Cercosporiose tem resultado em
controle satisfatórios
• Situações muito favoráveis à doença, fungicidas do
grupo dos triazóis são os que apresentam os
melhores resultados
DOENÇAS
 Ferrugem - Puccini arachidis
• Pontuações amarelas na folha, que progridem para pontuações de
coloração marrom-avermelhada.
• Predominância de aparecimento dos sintomas na face inferior.
• Grande importância na cultura do amendoim
• Causa redução da área foliar
• Em condições favoráveis (alta umidade e temperaturas entre 20 e
30°C) as reduções na produtividade podem ser semelhantes as
observadas nas cercosporioses.
DOENÇAS
 Medidas de controle da Ferrugem
• Rotação de cultura,
• Utilização de cultivares resistentes e
• Utilização de fungicidas registrados para a
cultura.
DOENÇAS
 Mancha barrenta - Phoma arachidicola
• Manchas pardas irregulares que quando se conectam
tomam grande área da superfície da folha.
• Doença de importância secundária
• Cuidados devem ser levados em conta em momentos
mais favoráveis para a ocorrência da doença, como
por exemplo, temperaturas mais amenas (15 a 21°C)
e períodos prolongados de molhamento foliar.
DOENÇAS
 Controle da Mancha barrenta
• rotação de culturas
• incorporação de restos por aração profunda e destruição de plantas
voluntarias.
• Utilização de cultivares do Grupo Valência, aparentemente, apresenta
maior resistência quando comparada ao Grupo Spanish,
• Fungicidas utilizados no controle das cercosporioses mantem a
mancha barrenta sobre controle.
DOENÇAS
 Mancha em “V” - Leptosphaerulina crassiasca
• Maiores problemas durante o início do ciclo da cultura
• Redução da área fotossintética da folha.
• Principal sintoma é manifestado por uma queima a partir
do ápice do folíolo na forma de “V” com o vértice
voltado para baixo, formando um halo amarelado nítido.
• Favorecido em condições climáticas de alta umidade
relativa do ar e temperaturas entre 20 e 30°C.
• Mesma medida de controle da cercosporiose
Segurança e Qualidade do Amendoim
 O amendoim é um dos grãos mais susceptível à contaminação por
micotoxinas;
 Importantes na segurança do alimento humano e animal.
 A contaminação por micotoxinas é decorrente de falhas no controle da
umidade e temperatura em todas as fases e etapas da cadeia produtiva
 Principais fungos toxigênicos são Aspergillus flavus e A. parasiticus
 Controle dificultado pelas condições climáticas e pela própria natureza
do amendoim
Segurança e Qualidade do Amendoim
 Cuidados na pré colheita
• Escolha da área de plantio e da cultivar
• Controle de pragas
• Controle da umidade no solo no período que antecede a colheita
• Rotação de culturas
• Planejamento de colheita no ponto ótimo de maturidade
Segurança e Qualidade do Amendoim
 Cuidados na colheita
• Evitar que as vagens se quebrem ou que sofram danos que favoreçam
a infecção por Aspergillus.
• As vagens devem ser colocadas para secar o mais rápido possível,
invertendo-se a planta no campo, expondo as vagens ao sol e vento
• Após a fase de cura, a umidade deve ser mantida em níveis inferiores
a 10 %
Segurança e Qualidade do Amendoim
 Cuidados na colheita
• Os grãos devem ser transportados para o local próprio de
armazenamento ou processamento logo após a cura
• A realização do descascamento deve ser feita 48 horas após a colheita
• Após o descascamento, a umidade recomendada é entre 5-7 %
Segurança e Qualidade do Amendoim
 Cuidados na colheita
• Durante o transporte, é essencial evitar flutuações de temperatura,
para não condensar água em torno da carga e o consequente re-
umedecimento dos grão
• O local de armazenamento deve ser ventilado, seco, com boa
cobertura e piso de concreto.
• Deve ter estruturas de ventilação, protegido de chuva e de insetos,
pássaros e roedores
Segurança e Qualidade do Amendoim
 Cuidados na colheita
• Os grãos devem ser distribuídos de maneira uniforme, favorecendo a
dispersão do calor e umidade
• Umidade relativa do local menor que 70% e temperatura entre 0 e 10° C
propiciam ótimas condições de armazenamento
• Deve ser feito monitoramento do nível de aflatoxina por análises
químicas
• Fungicidas e inseticidas registrados para a cultura podem ser utilizados,
porém respeitando os prazos de carência e as dosagens recomendadas
OBRIGADO