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Neoplasia
Prof. Msc. Vinicius Henrique
Farmacêutico Clínico
Definições
 Neoplasia significa o processo de um novo crescimento.
 Novo crescimento: neoplasma.
 Neoplasma:massa anormal de tecido, cujo o
crescimento ultrapassa e não é coordenado com os
tecidos normais e persiste de maneira excessiva.
 Oncologia estudo de tumores ou neoplasmas.
 Câncer: tumor malígno.
 Todos os tumores benígnos e malígnos
apresentam dois componentes básicos:
- Células neoplásicas em proliferação que
constituem seu parênquima.
- Estroma de sustentação formado por tecido
conjuntivo e vasos sanguíneos.
Nomenclatura
 Tumores benignos: sufixo oma na célula de
origem. Ex: fibroma
 Tumores epiteliais benignos são classificados
de acordo com a célula que deu origem,
arquitetura miscroscópica ou padrões
macroscópicos.Ex: adenoma (glândulas).
Nomenclatura
 Tumores malignos de tecido conjultivo recebem o
sufixo sarcoma. Fibrossarcoma.
 Tumores malígnos originados de células epiteliais são
denominados CARCINOMAS.
 Adenocarcinoma: carcinoma com crescimento glandular.
Especificar o local: adenocarcinoma de células renais.
Tecido de Origem T. Benigno T. Maligna
Tumores Epiteliais
Epitélios de
revestimento
Pólipos-papilomas Carcinomas
Epitélio glandular Adenoma Adenocarcinoma
Tecido Nervoso
Neuroblasto Ganglioneuroma Ganglioneuroblastoma
Neuroepitélio Ependimoma Ependimoma malígno
Células da glia Astrocitoma Glioblastoma Multiforme
Nervos periféricos Neurinoma Neurinoma malígno
Meninges Meningioma Meningioma malígno
Classificação e nomenclatura das neoplasias
Classificação e nomenclatura das neoplasias
Tecido de Origem T. Benigno T. Maligna
Tecidos conjuntivos
Tecido Fibroso Fibroma Fibrossarcoma
Tecido Adiposo Lipoma Lipossarcoma
Tecido Cartilaginoso Condroma Condrossarcoma
Tecido Ósseo Osteoma Osteossarcoma
Tecido Hemolinfopoético
Células do sangue Leucemias
Órgãos linfóides Linfomas
Tecidos Musculares
Liso Leiomioma Leiomiossarcoma
Estriado Rabdomioma Rabdomiossarcoma
Vasos
Sanguíneos Hemangioma Angiossarcoma
Linfáticos Linfangioma Linfangiossarcoma
Classificação e nomenclatura das neoplasias (cont.)
Característica Benigna Maligna
Tipo de crescimento Expansivo Infiltrativo
Velocidade crescimento Pequena Grande
Pseudocápsula Freqüentemente presente Raramente presente
Mitoses Raras Freqüentes
Cromatina Delicada Grosseira
Forma das células Homogênea Variada
Diferenciação Diferenciado Não diferenciado
Invasão de vasos Ausente Freqüente
Metástase Nunca Freqüente
Biologia do Crescimento Tumoral
 Os tumores malignos podem ser divididos em
4 fases:
1. Alteração maligna na célula alvo.
2. Crescimento das células transformadas.
3. Invasão local.
4. Metástases a distância.
Carcinogênese
Dano DNA
Mutações somáticas
 proliferação celular
Manifestação
Manifestação
Progressão
Progressão
Promoção
Promoção
Iniciação
Iniciação
Químicos
Físicos
Biológicos
novas mutações
CÂNCER
Reparo do DNA
Diferenciação e Anaplasia
 A diferenciação se refere à extensão com que as células
neoplásicas lembram células normais comparáveis tanto
morfologicamente como funcionalmente.
 A falta de diferenciação é chamada ANAPLASIA que é
caracterizada por:
- Pleomorfismo: células e núcleos de tamanhos variados.
- Núcleos desproporcionalmente grandes.
- Mitoses.
- Células tumorais gigantes.
 Grau de Diferenciação Tecidual
 Graus
 Bem Diferenciado: semelhante ao tecido
normal
 Indiferenciado: pouco parecido com tecido
normal
Diferenciados
Indiferenciados
Benignos
Malignos
Comportamento Biológico
 Grau de Diferenciação Tecidual
 Graus
Bem Diferenciado Indiferenciado
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Taxas de crescimento
Quando um tumor sólido é clinicamente detectável
ele já completou uma porção importante de seu
ciclo vital  PROBLEMA.
 A taxa de crescimento é influenciada por:
- Tempo de duplicação das células tumorais.
- Fração das células tumorais que se encontra
em duplicação.
Taxas de crescimento
 Tumores de crescimento lento são refratários a
quimioterapia, pois os antineoplásicos agem
principalmente nas células em intensa divisão.
 A maioria dos tumores malignos cresce mais
rapidamente que as lesões benignas.
Característica Benigno Maligno
Diferenciação/
anaplasia
Bem diferenciado Relativa falta de
diferenciação e
anaplasia
Taxa de
cresciemnto
Em geral lento e
progressivo
Errática, lenta ou
rápida.
Invasão local Em geral, massas
bem delimitadas,
coesas e expansivas,
não invasiva
Localmente
invasivo, infiltrado
nos tecidos
adjacentes normais
Metástases Ausentes Frequentemente
presentes
Invasão Local
 Quase todos os tumores benignos crescem como
massas expansivas que permanecem localizadas no seu
sítio de origem e não tem capacidade de se infiltrar,
invadir ou metastatizar.
 O crescimento dos tumores malígnos é acompanhado
por uma infiltração, invasão e destruição progressivas do
tecido adjacente.
Invasão Local
 A maioria dos tumores malígnos é invasiva.
 Juntamente com o desenvolvimento de metástases a
invasividade é a principal característica que distingui os
tumores benignos dos malígnos.
Metástases
 Metástases são implantes tumorais separados
do tumor primário.
 A invasividade possibilita a penetração dos
tumores nos vasos sanguíneos, linfáticos e
cavidades corporais.
 Não é possível estabelecer um julgamento
sobre a probabilidade de metástase a partir do
exame patológico do tumor primário.
METÁSTASES
 Vias de disseminação:
1. Implante direto nas cavidades corporais ou
nas superfícies.
2. Disseminação linfática.
3. Disseminação hematogênica.
Agentes carcinogênicos
 Carcinogênese química
 Carcinogênese pela radiação: Radiação UV, Raios X
e Gama.
 Carcinogênese microbiana: ex: papilomavírus
humano (HPV) e Vírus da Hepatite B
Fatores de Risco de Natureza Ambiental
Hábitos Alimentares
Alguns tipos de alimentos, se consumidos
regularmente durante longos períodos de tempo,
parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula
cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se
disseminar. Exemplos:
Alimentos ricos em gorduras (carnes vermelhas,
frituras, leite integral e derivados, etc.).
Nitritos – conservante – transformam-se em
nitrosaminas no estômago. (picles, salsichas e alguns
tipos de enlatados)
Defumados e churrascos – alcatrão, proveniente da
fumaça do carvão.
Alcoolismo: Relação com o Câncer
A relação entre álcool e câncer tem sido avaliada, no
Brasil, por meio de estudos de caso-controle, que estabeleceram
a associação epidemiológica entre o consumo de álcool e
cânceres da cavidade bucal e de esôfago.
Combinado com o tabaco – faringe e laringe supraglótica.
Está relacionado a 2 – 4% das mortes por câncer.
Os estudos epidemiológicos têm demonstrado que o tipo de
bebida (cerveja, vinho, cachaça etc.) é indiferente, pois parece
ser o etanol, propriamente, o agente agressor.
Hábitos Sexuais
Certas características de comportamento sexual
aumentam a chance de exposição a vírus carcinogênicos
sexualmente transmissíveis.
Eis alguns tipos de vírus com potencial carcinogênico
que podem ser transmitidos sexualmente:
• o herpesvírus tipo II e o papilomavírus (HPV) estão
relacionados ao câncer do colo uterino;
• o vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus), associado
a outros tipos de vírus, como o citomegalovírus e os
herpesvírus I e II, pode desencadear o aparecimento de
câncer de língua e de reto em pacientes portadores de
AIDS;
• o vírus da hepatite B relaciona-se ao câncer de fígado.
Fatores Ocupacionais
O câncer provocado por exposições ocupacionais
geralmente atinge regiões do corpo que estão em contato direto
com as substâncias cancerígenas, seja durante a fase de
absorção (pele, aparelho respiratório) ou de excreção (aparelho
urinário), o que explica a maior freqüência de câncer de pulmão,
de pele e de bexiga nesse tipo de exposição.
Ocupação Locais Primários dos Tumores
Marceneiro Carcinoma de nariz e seios para-nasais
Sapateiro Carcinoma de nariz e seios para-nasais
Limpador de chaminé Carcinoma de pele, pulmão e bexiga
Relacionada à sí Carcinoma de pulmão
Radiação Solar
Exposição Excessiva
No Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele,
correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores
diagnosticados em todas as regiões geográficas. A radiação ultra-
violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior agente
etiológico.
Outras radiações
Estima-se que menos de 3% dos cânceres resultem da
exposição às radiações ionizantes.
Estudos feitos entre os sobreviventes da explosão das
bombas atômicas e entre pacientes que se submeteram à
radioterapia, mostraram que o risco de câncer aumenta em
proporção direta à dose de radiação recebida, e que os
tecidos mais sensíveis às radiações ionizantes são o
hematopoético, o tiroidiano, o mamário e o ósseo.
As leucemias ocorrem entre 2 e 5 anos após a exposição,
e os tumores sólidos surgem entre 5 e 10 anos.
Tabaco
90% dos casos de câncer no pulmão
(entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes
passivos);
 30% das mortes decorrentes de outros
tipos de câncer (de boca, laringe, faringe,
esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de
útero);
As doenças cardiovasculares e o
câncer são as principais causas de morte
por doença no Brasil, sendo que o câncer
de pulmão é a primeira causa de morte por
câncer.
Hereditariedade
•retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história
familiar deste tumor.
•Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino
parecem ter um forte componente familiar.
São raros os casos de cânceres que se devem
exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos,
apesar de o fator genético exercer um importante papel na
oncogênese.
retinoblastoma
Efeitos dos tumores no hospedeiro
 Os tumores:
- Causam pressão sobre estruturas adjacentes;
- Apresentam atividade funcional, como síntese
de hormônios;
- Provocam sangramento e infecções
secundárias que ulceram;
- Podem provocar ruptura ou infarto
Graduação e estagiamento dos tumores
 Foram desenvolvidos sistemas para expressar o grau e
a extensão da disseminação de um tumor ou estágio,
como parâmetro da gravidade clínica da doença.
 A graduação do tumor basea-se no grau de
diferenciação das células tumorais e no número de
mitoses dentro do tumor.
 São classificados de grau I até IV, com anaplasia
crescente.
Graduação e estagiamento dos tumores
 O estagiamento dos tumores baseia-se no
tamanho da lesão primária, na sua extensão de
disseminação para os linfonodos regionais e na
presença ou ausência de metástases
hematogênicas.
O estagiamento apresenta maior valor clínico
do que o grau histológico
Diagnóstico laboratorial do câncer
 Métodos histológicos e Citológicos.
 Diagnóstico molecular.
 Marcadores tumorais: PSA, para o câncer de
próstata.
Epidemiologia
 Fatores geográficos e ambientais.
 Idade.
 Predisposição genética.
 Inflamação crônica, infecções virais e
bacterianas.
Ordem de Incidência de Câncer no Brasil*:
Entre mulheres
1º Pele
2ª Mama
3º Colo do útero
4º Colón e reto
5º Estômago
Entre homens
1º Pele
2º Próstata
3º Pulmão
4ª Estômago
5º Cólon e reto
* Fonte: Instituto Nacional de Câncer
Bases Moleculares do Câncer
 Toda neoplasia começa do DNA celular
 A partir do DNA, começa a se produzir
proteínas oncogênicas
 Para a síntese destas proteínas, é
necessário a ativação de GENES específicos
CÂNCER
Proliferação Celular
Apoptose
O ciclo celular
O ciclo celular
Pontos de controle
CDKs e Ciclinas
 São proteínas quinases que regulam o ciclo
celular (CDKs)
 São necessárias para a progressão de cada
etapa do ciclo
 As ciclinas são proteínas que ATIVAM as
CDKs
CDKs e Ciclinas
CDKs e Ciclinas
Oncogenes
 São genes que promovem o crescimento
celular autônomo, característico das células
tumorais
 Seus produtos são as oncoproteínas
 São derivados dos proto-oncogenes
Proto-oncogene  oncogene  oncoproteína  TUMOR
Oncogenes
 Pode haver uma pré-disposição genética à
ativação dos oncogenes
 Fortes evidências hereditárias
 PRINCIPAIS ONCOGENES
- Myc
- Ras
Oncogenes
 Mutações nestes genes levam a
hiperexpressão dos mesmos na célula
 Ocorre perda do controle celular
Genes supressores de tumor
 São genes que levam a produção de
proteínas inibidoras do ciclo celular e
aumento do processo apoptótico
 PRINCIPAIS GENES:
- p53
- rB
- p16
Genes supressores do tumor
 p53
Genes supressores de tumor
 rB
Vírus oncogênicos
 São virus que podem provocar mutações
genéticas e promover o câncer
 Ex. HPV,
HPV
HPV