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Aula de Sociologia no Ensino Médio - Narrativas Norte-Americanas sobre o Impeachment de
Dilma: da delação de Delcídio até a votação na Câmara dos Deputados
Nomes:……………………………………………………. Turma:……………. Data: …../…../…..
Dois editoriais, um do The Economist e outro do New York Times, demonstraram o impacto e o interesse com que os
acontecimentos políticos no Brasil, após as manifestações de 13/03/2016, causaram nos Estados Unidos. De um lado,
acredito, chama a atenção o longo período em que o Brasil encontrava-se mergulhado em uma crise política que
coincidiu com uma severa crise econômica e com a posse do segundo mandato de Dilma Rousseff em 2015. De outro
lado, está a espetacularização desta crise, ou seja, chama a atenção a sequência de fatos e desdobramentos políticos que
foram produzidos pelas delações premiadas da operação Lava Jato, gravações interceptadas, vazamentos de
informações pela imprensa, etc. No meio desta crise, havia uma importante divisão social entre apoiadores e críticos da
continuidade do governo Dilma. Esta divisão acarretava uma aproximação de ambos os grupos na direção de discursos
mais radicalizados. O objetivo deste trabalho é avaliar o olhar estrangeiro sobre esta crise brasileira, num cenário tão
dividido. Assim, parece normal que os veículos de comunicação nacionais assumam posições políticas mais
abertamente. Portanto, é possível que veículos da imprensa internacional consigam ter uma visão mais apurada dos
excessos existentes em ambos os lados em disputa e que adotem uma postura política mais distante dos interesses
imediatos da política nacional.
Tempo de Ir
Desacreditada, a presidente deveria renunciar agora
The Economist – 26/03/2016
As dificuldades de Dilma Rousseff estão se aprofundando faz meses. O enorme escândalo que atinge a
Petrobras, a gigantesca petrolífera estatal da qual foi presidente do conselho administrativo, envolve algumas de suas
pessoas mais próximas. Dilma preside um país cuja economia vive sua pior recessão desde os anos 1930, causada
principalmente pelos erros que cometeu em seu primeiro mandato. Sua fraqueza política tornou seu governo quase que
impotente face ao aumento do desemprego e da queda do padrão de vida da população. Sua taxa de aprovação mal
chega a dois dígitos e milhões de brasileiros tem ido às ruas para entoar “Fora Dilma!”
Entretanto, até agora (26/03/2016), a presidente do Brasil poderia reivindicar com determinação que estava
intacta a legitimidade conferida por sua reeleição. Desse modo, teria condições de afirmar que nenhuma das alegações
feitas contra ela justificavam seu impeachment. Acompanhando os juízes e a polícia federal que estão na cola dos
líderes mais importantes do seu Partido dos Trabalhadores (PT), ela poderia declarar em tom de seriedade o seu desejo
de que a justiça seja feita.
Porém, ela jogou fora qualquer invólucro de credibilidade. No dia 16 de março (2016), Dilma Rousseff tomou
uma decisão extraordinária ao nomear seu predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para ser seu Ministro-Chefe da Casa
Civil. Ela justificou seu ato como uma jogada perspicaz. Lula, como ele é mais conhecido, é um astuto negociador
político: ele poderia ajudar a presidente a sobreviver à tentativa de impeachment no Congresso e, até mesmo, estabilizar
a economia. Há poucos dias desse fato, Lula tinha sido levado coercitivamente para prestar esclarecimentos por ordem
do juiz Sérgio Moro, o juiz federal que comanda as investigações da Petrobras (apelidada de Lava Jato), que suspeita
que o ex-presidente se beneficiou do esquema de propinas. Procuradores no Estado de São Paulo acusaram Lula de
esconder a propriedade de um apartamento com vista para o mar. Ele nega estas acusações. Porém, ao assumir o posto
de ministro do governo, Lula ganharia uma imunidade parcial: somente a suprema corte do país poderia julgá-lo.
Suspeitando desta intenção, um juiz deste tribunal suspendeu sua nomeação.
Este jornal tem, desde sempre, argumentado que apenas o sistema judiciário ou os eleitores – não os políticos
fisiológicos que estão tentando impichá-la – é que deveriam decidir sobre o destino da presidente. Porém, ao esconder
Lula, Dilma Rousseff parece ter feito uma tentativa estúpida de obstruir a justiça. Mesmo se aquilo não fosse sua
intenção, este foi o seu efeito. Assim, foi neste momento que a presidente escolheu os interesse estreitos de sua tribo
política ao invés do Estado de Direito. Desse modo, ela se tornou incapaz de permanecer no poder.
Três modos de deixar o Planalto
A forma como ela sairá do Planalto, o palácio presidencial, é uma questão importante. Nós continuamos
acreditando que, na ausência de provas de criminalidade, o impeachment de Dilma é injustificado. O processo contra
ela no Congresso está baseado em alegações não provadas de que ela estava fraudando as contas públicas para esconder
o verdadeiro tamanho do deficit no orçamento de 2015. Isto parece mais um pretexto para a destituição de um
presidente impopular. A ideia, apresentada pelo presidente do comitê do impeachment na câmera dos deputados, que
para deliberar sobre o destino de Dilma todo deputado ouvirá “as ruas” estabelece um precedente preocupante.
Democracias representativas não deveriam ser governadas por protestos ou por pesquisas de opinião.
Há três modos de remover Dilma Rousseff que se apoiam em fundamentos mais legítimos. O primeiro seria
demonstrar que ela obstruiu a investigação na Petrobras. As alegações do senador do PT que afirmam o envolvimento
da presidente poderia formar a base de um segundo pedido de impeachment, mas as alegações não foram até agora
comprovadas e ela as nega; a tentativa de Dilma em dar abrigo à Lula de seus processos pode dar outro fundamento.
Uma segunda opção seria uma decisão da corte eleitoral brasileira, chamando uma nova eleição presidencial. Isso
poderia acontecer, no caso de se descobrir que a campanha de reeleição de Dilma em 2014 foi financiada com propina
canalizada através dos executivos da Petrobras. Porém, esta investigação será prolongada. O mais rápido e o melhor
caminho para Dilma Rousseff deixar o Planalto seria sua renúncia, antes dela ser posta para fora.
A saída da presidente ofereceria ao Brasil a chance de um novo começo. Porém a renúncia não resolveria por
si só a série de problemas existentes no Brasil. O posto presidencial seria inicialmente assumido pelo vice-presidente
Michel Temer, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Temer poderia liderar um governo de união
nacional, incluindo partidos de oposição, que, em teoria, fosse capaz de emplacar a reforma fiscal necessária para
estabilizar a economia e fechar o deficit orçamentário que está próximo aos 11% do Produto Interno Bruto (PIB).
Infelizmente, o partido de Michel Temer está tão profundamente enredado nos escândalos da Petrobras quanto
o PT. Muitos políticos que poderiam fazer parte de um governo de união, incluindo alguns da oposição, são vistos pela
população como representantes de uma classe governante desacreditada. Dos 594 membros do congresso, 352 possuem
acusações criminais. Uma nova eleição presidencial daria aos eleitores uma oportunidade de sustentarem as reformas de
um novo líder. Mesmo assim, continuaria no poder até 2019 uma detestável legislatura.
O judiciário, também, tem questões a responder. Os juízes merecem grande crédito por responsabilizar
criminalmente empresários e políticos brasileiros poderosos, mas eles desabonam sua causa ao ignorarem normas
legais. O último exemplo é a decisão de Sérgio Moro de divulgar a gravação de telefonemas entre Lula e seus
companheiros, incluindo Dilma Rousseff. Muitos juristas acreditam que somente a suprema corte poderia divulgar
conversações em que uma das partes possua imunidade legal, como a presidente possui. Isto não justifica a alegação dos
apoiadores do governo de que os juízes estão encenando um “golpe.” Entretanto, este procedimento judiciário facilita
para os investigados na Lava Jato a tentativa de desviarem a atenção de seus próprios crimes para os equívocos de seus
julgadores.
A guerra entre partidos e personalidades brasileiras obscurecem algumas das mais importantes lições da crise.
O escândalo da Petrobras e a quebra econômica tem suas origens em leis mal concebidas e práticas que existem há
décadas. Limpar o Brasil de sua bagunça requer uma mudança generalizada: controle dos gastos públicos, incluindo as
aposentadorias; revisão do crescimento esmagador dos impostos e das leis trabalhistas; reformar o sistema político que
encoraja a corrupção e a existência de partidos políticos fracos.
Isto tudo não pode mais ser adiado. Se a presidente for deposta, aqueles que gritam nas ruas “Fora Dilma!”
celebrariam uma conquista. Porém para que o Brasil vença, isto seria apenas o primeiro passo.
1) Marque Falso (F) ou Verdadeiro (V), conforme as informações e análises do texto acima e não conforme suas
próprias convicções:
(__) Os problemas políticos e econômicos que Dilma enfrentou são perfeitamente comuns em qualquer governo de
esquerda na América Latina;
(__) Os problemas políticos e econômicos que Dilma enfrentou são o resultado de erros cometidos em seu primeiro
mandato;
(__) Os milhões de desempregados que existiam no Brasil em 2016 jogaram por terra qualquer legitimidade da
presidente, tornando inevitável seu impeachment;
(__) O fato de Dilma ter nomeado Lula seu ministro foi uma cartada perspicaz e bem-sucedida;
(__) É plenamente legítimo o processo de impeachment contra Dilma que ocorreu no Congresso Nacional em 2016;
(__) A ocorrência de obstrução da justiça por parte do governo seria um motivo real para o impeachment de Dilma
Rousseff;
(__) O clamor das ruas seria por si só motivo suficiente para o impeachment de qualquer presidente;
(__) A melhor saída da crise seria a realização de novas eleições, se fosse descoberto que a campanha de reeleição de
Dilma em 2014 foi financiada com propina canalizada através dos executivos da Petrobras;
(__) Acredita-se que a saída de Dilma Rousseff da presidência seria a melhor opção para o início da superação das
crises política e econômica do Brasil de 2016;
(__) O PMDB, o partido do vice-presidente, estaria tão envolvido na corrupção da Petrobras quanto o PT.
2) A operação Lava Jato possuiu uma forma de atuação baseada em “3 Ds” (Detenção, Delação e Divulgação). A
divulgação das ações da Lava Jato foi primordial para que a investigação tivesse apoio social. Porém, o jornal criticou
algumas de suas divulgações. Sublinhe no texto qual seria uma destas divulgações criticadas e circule o motivo pelo
qual o jornal critica tal divulgação.
3) Em seu editorial, The Economist defendia uma agenda de ajustes para o Brasil bastante liberal, ou seja, com menos
participação do Estado na economia. Na campanha de reeleição de 2014, a presidente Dilma apresentou um programa
de ampliação dos gastos públicos para atender interesses das classes populares, porém, o deficit entre o que o governo
arrecadava com impostos e os seus gastos fez com que Dilma não pudesse aumentar os gastos sociais em 2015 e 2016.
Tal desequilíbrio é chamado de crise fiscal. Sublinhe no texto, uma medida que o jornal defendia para que o Brasil
superasse sua crise fiscal.
4) Complete a frase. A corrupção no Brasil existe porque: _________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________.
A Rede de Corrupção que Atolou o Brasil
Simon Romero para New York Times - 03/04/2016
O Senador grisalho da fronteira oeste do Brasil estava ainda de pijama quando agentes da polícia federal
bateram à porta de sua suíte no Royal Tulip, o futurista hotel de luxo que serve como um bastião para muitos da elite
política brasileira. Isto aconteceu às 6 da manhã. Os agentes estavam armados com uma gravação secreta que parecia o
enredo de um filme de suspense de Hollywood. O senador Delcídio do Amaral tinha sido pego detalhando um elaborado
plano para que um executivo da Petrobras, atolado no vertiginoso escândalo de propina no Brasil, fugisse do país em
um avião particular.
Delcídio Amaral, 61, até sua prisão naquela manhã de Brasília, no fim de novembro, era o poderoso líder do
governo no Senado. Ele rapidamente procurou fazer um acordo de delação, mas os procuradores o deixaram apodrecer
na prisão por semanas, propondo-o somente após o humilhado senador ter fornecido espantosas revelações uma após
outra que traíram seus ex-camaradas e que deixavam o governo da presidente Dilma Rousseff muito próximo do
colapso. “Eu me sentia como se tivesse batido em um muro depois de uma perseguição em alta velocidade,” lembrou
Delcídio, que foi solto em fevereiro. “Eu fiz coisas erradas, então eu percebi que precisava de uma chance para fazer o
correto novamente. Você precisa ser pragmático.” Os investigadores, procurando jogar definitivamente Delcídio contra
Dilma Rousseff e seu Partido dos Trabalhadores, batizaram a operação que o prendeu de Catilinárias, uma referência
aos patrícios renegados cujas conspirações tiveram lugar no Senado Romano no primeiro século d.C.
Os relatos do senador de subornos colossais, dos bastidores dos acordos na Petrobras e de maquinações
implacáveis – reunidos em depoimentos, interceptações telefônicas e documentos – ofereceram um raro vislumbre de
como um partido de esquerda que chegou ao poder prometendo erradicar a corrupção de uma elite política privilegiada,
acabou por incorporar as práticas de seus antecessores. O testemunho do senador acelerou a crise política no Brasil, em
que governantes apavorados estão praticando abusos de poder, gravando secretamente uns aos outros e se preparando
para o dia em que eles, também, podem se encontrar no outro lado de uma batida policial ao amanhecer.
Até mesmo o juiz, que primeiramente foi tido como um destemido perseguidor dos poderosos, é agora acusado
de violar a lei ao divulgar evidências da investigação. Toda esta convulsão começou a dois anos atrás (2014) quando
procuradores descobriram um esquema dentro da companhia petrolífera estatal, Petrobras: empreiteiras tinham pago
aproximadamente $3 bilhões de dólares em propinas para executivos que por sua vez canalizaram dinheiro para
campanhas dos partidos que integravam a coalizão governamental. Aproximadamente 40 políticos, grandes empresários
e doleiros foram presos desde então, a expectativa é que esta lista cresça, com os procuradores investigando suspeitos
que incluem os líderes das duas câmaras no Congresso.
Pesquisadores afirmam que o escândalo de corrupção está entre os maiores já vistos nos países em
desenvolvimento, equiparando-o a um terremoto que atingiu a elite privilegiada da nação. Isto está acontecendo junto a
esmagadores desafios econômicos, enquanto a queda do preço das commodities tem elevado o desemprego de 6,8%
para 9,5% durante o último ano. Apenas em 2015, o Brasil perdeu 1,5 milhão de empregos, uma impressionante guinada
para uma nação que cresceu 7,6% em 2010. A dupla derrocada política e econômica devastou as ambições globais da
maior nação da América Latina no pior momento possível: o Brasil está simultaneamente enfrentando uma epidemia de
microcefalia ligada ao mosquito transmissor do vírus Zika e se preparando para sediar os jogos olímpicos neste verão
(no hemisfério norte).
O coração do escândalo é a Petrobras, fundada em 1953 e cercada por uma mística áurea nacionalista. A
companhia é a peça central de uma rede que incluem estatais do setor elétrico e bancos públicos que forma a base da
economia brasileira. Até então, ela projetava uma imagem de pujança tanto para a nação quanto para o exterior. A
Petrobras também financiava uma série de projetos de arte, incluindo uma orquestra sinfônica, grupos de dança
moderna e exibições de pinturas, atividades que a companhia tem reduzido além da diminuição do número de seus
próprios trabalhadores.
Os brasileiros, muitas vezes, fazem piada com as raízes históricas profundas que a corrupção possui aqui,
traçando sua história desde quando o navegador Pedro Álvares Cabral chegou em 1500, carregando presentes como
uma estratégia de arrebanhar as terras habitadas por indígenas. Faz tão somente 25 anos que outro presidente, Fernando
Collor, foi forçado a renunciar em um escândalo de tráfico de influências, deslizes que parecem amadores perto do que
está acontecendo hoje.
Quando o Senador Delcídio começou a arruinar o governo que ele uma vez apoiou lealmente, muitos
brasileiros começaram a compreender o quanto a corrupção tinha se enraizado. Ele testemunhou que Luiz Inácio Lula
da Silva, o ex-presidente e fundador do Partido dos Trabalhadores, tinha determinado a compra do silêncio de um ex-
executivo da Petrobras condenado por gerir um esquema de desvio de dinheiro para partidos. Ele sustentou que o vice-
presidente Michel Temer, que está manobrando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, estava envolvido em
uma aquisição ilegal de etanol. Ele também alvejou Aécio Neves, o líder da oposição que por um triz perdeu as eleições
de 2014, ao revelar que a família dele tinha uma conta bancária secreta em Liechtenstein. (Aécio Neves disse que sua
mãe tinha aberto a conta para pagar a educação dos netos).
Antes das revelações de Delcídio, Dilma Rousseff tinha em grande parte administrado a situação pairando por
cima das investigações, isso principalmente por declarar apoio à independência judicial, por permitir que os
procuradores investiguassem casos de suborno em seu próprio partido. Então, o senador alegou que a presidente tinha o
instruído a sabotar as investigações na Petrobras, através da persuasão de um juiz da suprema corte para que ele
liberasse um empreiteiro acusado de corrupção. Dilma Rousseff e Lula da Silva dizem que Delcídio está mentindo.
Além disso, Dilma disse em uma entrevista recente que ela não tinha conhecimento sobre a corrupção na Petrobras,
apesar de ter sido presidente do conselho da companhia entre 2003 e 2010, quando ela foi eleita presidente do país, um
período em que a propina correu fartamente. Ela também insistiu que sua campanha não teve financiamento ilegal.
Delcídio, acusado de ser um contador de fábulas por líderes de todo o espectro político, sorriu durante a
entrevista como o “Gato que Ri.” Ele é um talentoso orador que entremeou seu relato com ditados do Pantanal, o vasto
pântano onde sua família possui fazendas de criação de gado. Buscando meios para explicar o turbilhão político, ele a
certa altura recitou um verso de uma antiga canção brasileira. “Eu estou apenas fazendo minha parte para ajudar a
república,” o senador disse.
Um Ator Ilude um Senador
Em retrospecto, Delcídio do Amaral disse que reconhece que nunca deveria ter confiado em Bernardo Cerveró,
um jovem ator do Rio de Janeiro. O senador, que foi diretor de gás e energia da Petrobras entre 2000 e 2001, disse que
ele tinha concordado em encontrar com Bernardo, 34, em novembro, por causa de sua amizade com o pai do ator,
Nestor, que foi sentenciado à prisão por acusações de corrupção praticados na empresa petrolífera. O jovem Cerveró,
um ator esforçado em um grupo teatral experimental, gravou secretamente, usando seu telefone, a conversa com o
Senador no Royal Tulip, o hotel em formato de ferradura onde o senador vivia em Brasília, próximo ao palácio
presidencial.
Delcídio primeiramente assegurou à Bernardo que persuadiria os juízes da mais alta corte do Brasil para enviar
seu velho amigo à prisão domiciliar. Então, ele explicou como ele organizaria para pagar à família de Cerveró $1
milhão de dólares, além de uma mesada em torno de $13 mil por mês. Os procuradores suspeitam que era para
assegurar que a família não pressionasse Nestor para contar sobre seus atos na Petrobras. Delcídio Amaral planejou
como ele ajudaria Nestor Cervero a fugir para a Espanha, incluindo detalhes de como desativar seu aparelho de
monitoramento eletrônico. O ator sugeriu escapar por barco, mas o senador disse que um avião privativo era preferível,
adicionando: “O melhor meio dele sair é através do Paraguai.” Isto foi suficiente para levantar acusações contra
Delcídio e André Esteves, o banqueiro bilionário que o senador disse que financiaria a jornada.
Antes de sua prisão, Delcídio ficou conhecido em Brasília como um habilidoso negociador de bastidores,
capacidade adquirida em sua longa experiência no negócio de petróleo. Educado por Jesuítas e formado em engenharia,
ele trabalhou na Holanda para a gigante de energia Royal Dutch Shell no início da década de 1990. De volta para casa,
ele escalou a burocracia da indústria de energia controlada pelo governo brasileiro. Quando servia no Ministério da
Energia em 1993, ele conheceu Dilma Rousseff, uma obscura funcionária que comandava a política de energia do
Estado do Rio Grande do Sul. “Eu encontrei Dilma durante um voo,” ele disse, recordando seu primeiro encontro com
Dilma Rousseff, ela queria negociar um débito federal da companhia pública de eletricidade de seu Estado. “Ela é
extremamente agressiva. Sempre foi.” Delcídio se juntou ao Partido dos Trabalhadores em 2001 e venceu a eleição para
o Senado no próximo ano, quando Lula concorreu de forma bem-sucedida para presidente. Delcídio fez isso enquanto o
Brasil aumentava sua riqueza com a descoberta de campos profundos de Petróleo.
Alguns colegas do Partido dos Trabalhadores não comentam a festa de debutante que Delcídio e sua esposa
organizaram em 2011 para o aniversário de sua filha de 15 anos. Colunistas sociais compararam o evento, na cidade do
oeste brasileiro, Campo Grande, aos bailes organizados pela nobreza europeia e ressaltaram cada aspecto luxuoso da
festa: 240 garrafas de Veuve Clicquot Champagne e um vestido feito de cristais Givenchy para o aniversário da garota.
Em dezembro, enquanto o senador sofria na prisão, seus velhos amigos da Petrobras, Nestor Cerveró, disse aos
investigadores que Delcídio Amaral tinha embolsado $10 milhões em propinas, em relação à compra de turbinas da
Alstom, a companhia de energia da França. Delcídio negou esta e todas as outras acusações de que tinha enriquecido
ilegalmente, declarando: “Eu não sou um homem corrupto.”
Pânico no Partido dos Trabalhadores
Delcídio do Amaral foi o primeiro Senador ocupante do cargo a ser preso desde que o Brasil reestabeleceu a
democracia nos anos de 1980 e sua prisão gerou pânico e indignação no Partido dos Trabalhadores, que Lula e outros
líderes sindicais fundaram em 1980 em resistência à ditadura militar. A presteza do senador em passar para trás seus
colegas deixa claro uma certeza: mais gravações secretas enriqueceriam a novela do impasse político no Brasil. Um
pouco depois à prisão no Royal Tulip, o Ministro da Educação, Aluísio Mercadante, um dos principais ministros de
Dilma Rousseff, contatou Eduardo Marzagão, um assessor de Delcídio Amaral oferecendo ajuda para custear as
despesas jurídicas de sua família. “Puxa, Marzagão, diga-me como eu posso ajudar,” disse Mercadante. “Eu estou aqui
para ajudar.” Ele desconhecia claro, que o senhor Marzagão estava gravando a conversa; os procuradores têm agora
Mercadante em sua lista de alvos. O Ministro da Educação sustenta que ele estava agindo por conta própria. Mas outras
pessoas poderosas no Partido dos Trabalhadores estavam também envolvidos. Jaques Wagner, o ex ministro-chefe da
casa civil, foi gravado discutindo a situação com Lula. Ele expressou preocupação que o testemunho de Delcídio
alegasse que Dilma Rousseff estava consciente do suborno que envolveu em 2006 a aquisição de uma refinaria de
petróleo em Houston pela Petrobras. “Eu nunca imaginei que ele era tão escroto,” Jacques Wagner disse, utilizando-se
uma gíria de nojo para descrever Delcídio.
O Juiz e o Ex-Presidente
Por mais de um ano, Sérgio Moro, um aguerrido juiz do sul do Brasil tem supervisionado o inquérito da
Petrobras. Ele explorou uma nova legislação anticorrupção que permite que réus reduzam suas sentenças de prisão em
troca de informações, ajudando os procuradores a prenderem uma série de figuras poderosas. O inquérito labiríntico ao
final conduziu ao popularmente conhecido por Lula. Ficou claro que o ex-presidente tinha lucrado através de suas
conexões com os magnatas que presidiam empreiteiras, que pagaram a ele milhões de dólares por palestras. Então, os
procuradores descobriram que tais empresas tinham pago pra reformar um sítio próximo à São Paulo e um apartamento
de frente à praia no Guarujá, duas propriedades que os procuradores sustentam que pertencem ao ex-presidente. (Lula
nega a propriedade de ambas).
No sítio, os agentes policiais encontraram uma caneca com o logotipo do Corinthians, o time de futebol que
Lula torce, na qual estavam gravadas as palavras: “para o ilustre Presidente Lula.” A adega tinha garrafas dedicadas ao
ex-presidente. Atracado no cais no lago, estava gravado nos pedalinhos os nomes de seus sobrinhos, Pedro e Arthur.
Conforme os investigadores o cercavam, Lula ficava crescentemente alarmado de acordo com interceptações de suas
chamadas telefônicas obtidas no inquérito. Ele depreciou o Supremo Tribunal Federal, usou epítetos de baixo calão para
descrever as lideranças de ambas as casas no Congresso e convocou seus companheiros do Partido dos Trabalhadores
para exercerem pressão nos procuradores. “Por que nós não podemos intimidá-los?” o ex-presidente perguntou a um
congressista. Instruindo-o sobre como irritar um investigador, Lula disse: “Ele precisa ir dormir sabendo que no dia
seguinte ele terá dez deputados irritando ele em sua casa, irritando ele em seu escritório, levando o caso ao Supremo
Tribunal Federal.”
Em outra conversa com um líder sindical, Lula, tal como os procuradores que estão em sua cola, citou a
história antiga, especialmente o Imperador acusado de começar um grande incêndio em Roma no ano de 64 d.C. para
reconstruir a capital conforme o seu desejo. “Eu sou a única pessoa que pode incendiar esse país,” ele disse. “Mas eu
não quero fazer o que Nero fez.” Enquanto a pressão aumentava, o acordo de delação de Delcídio de 255 páginas foi
vazado nos meios de comunicação no início de março, provocando uma onda de furiosas negações e movimentos
desesperados. Dilma Rousseff nomeou Lula, seu predecessor e mentor, para ser seu ministro-chefe da casa civil, o que
daria a ele ampla proteção. O plano audacioso pareceu funcionar apenas por poucas horas em 16 de março (2016).
O Game of Thrones do Brasil
Naquele mesmo dia, o juiz Sérgio Moro divulgou gravações de conversas telefônicas de Lula com Dilma
Rousseff e como uma série de outros políticos. A chamada retratou um ex-presidente procurando salvar sua heroica
biografia ao lado de uma líder querendo evitar o procedimento do impeachment, o qual ela compara com um golpe em
câmera lenta.
Juízes do Supremo Tribunal Federal suspenderam a nomeação de Lula. Mas o juri também fez recriminações
ao juiz Sérgio Moro, por ter revelado conversações da presidente da nação sem a autorização de sua mais alta corte,
destacando que o seu então admirado inquérito tinha se tornado um caça às bruxas partidarizado. Enquanto o processo
legal está fazendo seus estragos, muitos aliados estão abandonando Dilma Rousseff com um olho em assumirem eles
próprios o poder. Eles dizem que ela deveria ser afastada por violar lei fiscais através do uso de fundos de bancos
estatais para cobrir rombos no orçamento. Liderada pelo vice-presidente Temer, cujo enigmático e taciturno
comportamento faz com que seus rivais o comparem com um mordomo de filmes de horror, a coalizão centrista de
Dilma Rousseff foi rompida na semana passada (29/03/2016).
No congresso, deputados com imensas acusações pessoais de corrupção aceleram o processo de impeachment,
que não possui acusações de enriquecimento ilícito da presidente. Delcídio Amaral, sobre o qual o comitê de ética do
senado poderá cassar o seu mandato, parece não assistir os acontecimentos à distância. No dia 13 de março, ele acelerou
o motor de uma moto Harley-Davidson e se juntou às centenas de milhares de manifestantes antigoverno em São Paulo.
Mas ele não retirou seu capacete, receoso do quanto furiosa a multidão poderia reagir. Dias depois, durante uma
entrevista em uma confortável casa de campo em São Paulo onde ele está agora sob prisão domiciliar, Delcídio Amaral
se valeu de uma canção para tentar captar a convulsão política que ajudou a criar. Especificamente, ele invocou a
canção de 1978 “Cartomante” de Ivan Lins, sobre a perseguição de dissidentes da ditadura militar no Brasil.
Olhando pela janela, Delcídio vocalizou a letra: Cai o Rei de Espadas; Cai o Rei de Ouros; Cai o rei de Paus;
Cai, não fica nada.“Isto está correto,” o senador disse. “Todo mundo está caindo junto.”
5) O senador Delcídio foi preso por ter cometido o crime de obstrução da justiça, ou seja, por tentar impedir a
investigação da Lava Jato. Sublinhe no texto acima o que na prática fez o senador para obstruir a justiça.
6) O editorial do New York Times afirma que a crise política no Brasil em 2016 ocorreu num momento em o país
enfrentava outros desafios. Cite ao menos três desses desafios expressos na reportagem acima:
a)_________________________________________________________________________;
b)_________________________________________________________________________;
c)_________________________________________________________________________.
7) A reportagem acima afirma que os brasileiros até mesmo brincam com a história de corrupção no país. Marque a
alternativa que apresenta a melhor citação que expressa essa afirmação:
(A) Faz tão somente 25 anos que outro presidente, Fernando Collor, foi forçado a renunciar em um escândalo de tráfico
de influências, deslizes que parecem amadores perto do que está acontecendo hoje.
(B) Quando o Senador Delcídio começou a arruinar o governo que ele uma vez apoiou lealmente, muitos brasileiros
começaram a compreender o quanto a trapaça tinha se enraizado.
(C) Dilma disse em uma entrevista recente que ela não tinha conhecimento sobre a corrupção na Petrobras, apesar de
ter sido conselheira da companhia de 2003 até 2010, quando ela foi eleita presidente, um período em que a propina
ocorreu fartamente.
(D) O jovem Cerveró, um ator em um grupo teatral experimental, gravou veladamente em seu telefone sua conversa
com o Senador no Royal Tulip.
(E) Os brasileiros traçam a história da corrupção desde quando o navegador Pedro Álvares Cabral chegou em 1500,
carregando presentes como uma estratégia de arrebanhar as terras habitadas por indígenas.
8) Segundo esta reportagem, quais forma as evidências que os agentes federais encontram no sítio para alegarem que
ele pertenceria a Lula? Quais foram as ações do judiciário que a reportagem qualificou como inapropriadas?
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9) Nas duas reportagens, como o Congresso Nacional é descrito ou qual a visão norte-americana da casa legislativa
brasileira? Utilize alguma citação para fundamentar sua resposta.
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10) Em geral, um “Golpe de Estado” é a troca de governo de um país através de uma ruptura das leis e da Constituição,
ou seja, se retira um governante, por qualquer motivo, sem que exista parâmetro legal para tanto. O governo da
presidente Dilma em 2016 reiteradamente afirmou em eventos oficiais no Palácio do Planalto que havia um “Golpe de
Estado” em curso no Brasil. Dessa forma, responda: as duas reportagens apresentadas reforçam essa análise de que
havia um “Golpe de Estado” contra a presidente Dilma? Retire alguma citação que reforce suas análises. Ao final, com
o conhecimento que você dispõe deste fato histórico, além das reportagens, dê a sua opinião sobre a ocorrência ou não
de um “Golpe de Estado” no Brasil em 2016. Justifique sua opção.
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Aula de Sociologia - Narrativas Norte-Americanas sobre o Impeachment de Dilma: da delação de Delcídio até a votação na Câmara dos Deputados

  • 1. Aula de Sociologia no Ensino Médio - Narrativas Norte-Americanas sobre o Impeachment de Dilma: da delação de Delcídio até a votação na Câmara dos Deputados Nomes:……………………………………………………. Turma:……………. Data: …../…../….. Dois editoriais, um do The Economist e outro do New York Times, demonstraram o impacto e o interesse com que os acontecimentos políticos no Brasil, após as manifestações de 13/03/2016, causaram nos Estados Unidos. De um lado, acredito, chama a atenção o longo período em que o Brasil encontrava-se mergulhado em uma crise política que coincidiu com uma severa crise econômica e com a posse do segundo mandato de Dilma Rousseff em 2015. De outro lado, está a espetacularização desta crise, ou seja, chama a atenção a sequência de fatos e desdobramentos políticos que foram produzidos pelas delações premiadas da operação Lava Jato, gravações interceptadas, vazamentos de informações pela imprensa, etc. No meio desta crise, havia uma importante divisão social entre apoiadores e críticos da continuidade do governo Dilma. Esta divisão acarretava uma aproximação de ambos os grupos na direção de discursos mais radicalizados. O objetivo deste trabalho é avaliar o olhar estrangeiro sobre esta crise brasileira, num cenário tão dividido. Assim, parece normal que os veículos de comunicação nacionais assumam posições políticas mais abertamente. Portanto, é possível que veículos da imprensa internacional consigam ter uma visão mais apurada dos excessos existentes em ambos os lados em disputa e que adotem uma postura política mais distante dos interesses imediatos da política nacional. Tempo de Ir Desacreditada, a presidente deveria renunciar agora The Economist – 26/03/2016 As dificuldades de Dilma Rousseff estão se aprofundando faz meses. O enorme escândalo que atinge a Petrobras, a gigantesca petrolífera estatal da qual foi presidente do conselho administrativo, envolve algumas de suas pessoas mais próximas. Dilma preside um país cuja economia vive sua pior recessão desde os anos 1930, causada principalmente pelos erros que cometeu em seu primeiro mandato. Sua fraqueza política tornou seu governo quase que impotente face ao aumento do desemprego e da queda do padrão de vida da população. Sua taxa de aprovação mal chega a dois dígitos e milhões de brasileiros tem ido às ruas para entoar “Fora Dilma!” Entretanto, até agora (26/03/2016), a presidente do Brasil poderia reivindicar com determinação que estava intacta a legitimidade conferida por sua reeleição. Desse modo, teria condições de afirmar que nenhuma das alegações feitas contra ela justificavam seu impeachment. Acompanhando os juízes e a polícia federal que estão na cola dos líderes mais importantes do seu Partido dos Trabalhadores (PT), ela poderia declarar em tom de seriedade o seu desejo de que a justiça seja feita. Porém, ela jogou fora qualquer invólucro de credibilidade. No dia 16 de março (2016), Dilma Rousseff tomou uma decisão extraordinária ao nomear seu predecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para ser seu Ministro-Chefe da Casa Civil. Ela justificou seu ato como uma jogada perspicaz. Lula, como ele é mais conhecido, é um astuto negociador político: ele poderia ajudar a presidente a sobreviver à tentativa de impeachment no Congresso e, até mesmo, estabilizar a economia. Há poucos dias desse fato, Lula tinha sido levado coercitivamente para prestar esclarecimentos por ordem do juiz Sérgio Moro, o juiz federal que comanda as investigações da Petrobras (apelidada de Lava Jato), que suspeita que o ex-presidente se beneficiou do esquema de propinas. Procuradores no Estado de São Paulo acusaram Lula de esconder a propriedade de um apartamento com vista para o mar. Ele nega estas acusações. Porém, ao assumir o posto de ministro do governo, Lula ganharia uma imunidade parcial: somente a suprema corte do país poderia julgá-lo. Suspeitando desta intenção, um juiz deste tribunal suspendeu sua nomeação. Este jornal tem, desde sempre, argumentado que apenas o sistema judiciário ou os eleitores – não os políticos fisiológicos que estão tentando impichá-la – é que deveriam decidir sobre o destino da presidente. Porém, ao esconder Lula, Dilma Rousseff parece ter feito uma tentativa estúpida de obstruir a justiça. Mesmo se aquilo não fosse sua intenção, este foi o seu efeito. Assim, foi neste momento que a presidente escolheu os interesse estreitos de sua tribo política ao invés do Estado de Direito. Desse modo, ela se tornou incapaz de permanecer no poder. Três modos de deixar o Planalto A forma como ela sairá do Planalto, o palácio presidencial, é uma questão importante. Nós continuamos acreditando que, na ausência de provas de criminalidade, o impeachment de Dilma é injustificado. O processo contra ela no Congresso está baseado em alegações não provadas de que ela estava fraudando as contas públicas para esconder o verdadeiro tamanho do deficit no orçamento de 2015. Isto parece mais um pretexto para a destituição de um presidente impopular. A ideia, apresentada pelo presidente do comitê do impeachment na câmera dos deputados, que para deliberar sobre o destino de Dilma todo deputado ouvirá “as ruas” estabelece um precedente preocupante. Democracias representativas não deveriam ser governadas por protestos ou por pesquisas de opinião.
  • 2. Há três modos de remover Dilma Rousseff que se apoiam em fundamentos mais legítimos. O primeiro seria demonstrar que ela obstruiu a investigação na Petrobras. As alegações do senador do PT que afirmam o envolvimento da presidente poderia formar a base de um segundo pedido de impeachment, mas as alegações não foram até agora comprovadas e ela as nega; a tentativa de Dilma em dar abrigo à Lula de seus processos pode dar outro fundamento. Uma segunda opção seria uma decisão da corte eleitoral brasileira, chamando uma nova eleição presidencial. Isso poderia acontecer, no caso de se descobrir que a campanha de reeleição de Dilma em 2014 foi financiada com propina canalizada através dos executivos da Petrobras. Porém, esta investigação será prolongada. O mais rápido e o melhor caminho para Dilma Rousseff deixar o Planalto seria sua renúncia, antes dela ser posta para fora. A saída da presidente ofereceria ao Brasil a chance de um novo começo. Porém a renúncia não resolveria por si só a série de problemas existentes no Brasil. O posto presidencial seria inicialmente assumido pelo vice-presidente Michel Temer, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Temer poderia liderar um governo de união nacional, incluindo partidos de oposição, que, em teoria, fosse capaz de emplacar a reforma fiscal necessária para estabilizar a economia e fechar o deficit orçamentário que está próximo aos 11% do Produto Interno Bruto (PIB). Infelizmente, o partido de Michel Temer está tão profundamente enredado nos escândalos da Petrobras quanto o PT. Muitos políticos que poderiam fazer parte de um governo de união, incluindo alguns da oposição, são vistos pela população como representantes de uma classe governante desacreditada. Dos 594 membros do congresso, 352 possuem acusações criminais. Uma nova eleição presidencial daria aos eleitores uma oportunidade de sustentarem as reformas de um novo líder. Mesmo assim, continuaria no poder até 2019 uma detestável legislatura. O judiciário, também, tem questões a responder. Os juízes merecem grande crédito por responsabilizar criminalmente empresários e políticos brasileiros poderosos, mas eles desabonam sua causa ao ignorarem normas legais. O último exemplo é a decisão de Sérgio Moro de divulgar a gravação de telefonemas entre Lula e seus companheiros, incluindo Dilma Rousseff. Muitos juristas acreditam que somente a suprema corte poderia divulgar conversações em que uma das partes possua imunidade legal, como a presidente possui. Isto não justifica a alegação dos apoiadores do governo de que os juízes estão encenando um “golpe.” Entretanto, este procedimento judiciário facilita para os investigados na Lava Jato a tentativa de desviarem a atenção de seus próprios crimes para os equívocos de seus julgadores. A guerra entre partidos e personalidades brasileiras obscurecem algumas das mais importantes lições da crise. O escândalo da Petrobras e a quebra econômica tem suas origens em leis mal concebidas e práticas que existem há décadas. Limpar o Brasil de sua bagunça requer uma mudança generalizada: controle dos gastos públicos, incluindo as aposentadorias; revisão do crescimento esmagador dos impostos e das leis trabalhistas; reformar o sistema político que encoraja a corrupção e a existência de partidos políticos fracos. Isto tudo não pode mais ser adiado. Se a presidente for deposta, aqueles que gritam nas ruas “Fora Dilma!” celebrariam uma conquista. Porém para que o Brasil vença, isto seria apenas o primeiro passo. 1) Marque Falso (F) ou Verdadeiro (V), conforme as informações e análises do texto acima e não conforme suas próprias convicções: (__) Os problemas políticos e econômicos que Dilma enfrentou são perfeitamente comuns em qualquer governo de esquerda na América Latina; (__) Os problemas políticos e econômicos que Dilma enfrentou são o resultado de erros cometidos em seu primeiro mandato; (__) Os milhões de desempregados que existiam no Brasil em 2016 jogaram por terra qualquer legitimidade da presidente, tornando inevitável seu impeachment; (__) O fato de Dilma ter nomeado Lula seu ministro foi uma cartada perspicaz e bem-sucedida; (__) É plenamente legítimo o processo de impeachment contra Dilma que ocorreu no Congresso Nacional em 2016; (__) A ocorrência de obstrução da justiça por parte do governo seria um motivo real para o impeachment de Dilma Rousseff; (__) O clamor das ruas seria por si só motivo suficiente para o impeachment de qualquer presidente; (__) A melhor saída da crise seria a realização de novas eleições, se fosse descoberto que a campanha de reeleição de Dilma em 2014 foi financiada com propina canalizada através dos executivos da Petrobras; (__) Acredita-se que a saída de Dilma Rousseff da presidência seria a melhor opção para o início da superação das crises política e econômica do Brasil de 2016; (__) O PMDB, o partido do vice-presidente, estaria tão envolvido na corrupção da Petrobras quanto o PT. 2) A operação Lava Jato possuiu uma forma de atuação baseada em “3 Ds” (Detenção, Delação e Divulgação). A divulgação das ações da Lava Jato foi primordial para que a investigação tivesse apoio social. Porém, o jornal criticou algumas de suas divulgações. Sublinhe no texto qual seria uma destas divulgações criticadas e circule o motivo pelo qual o jornal critica tal divulgação. 3) Em seu editorial, The Economist defendia uma agenda de ajustes para o Brasil bastante liberal, ou seja, com menos participação do Estado na economia. Na campanha de reeleição de 2014, a presidente Dilma apresentou um programa de ampliação dos gastos públicos para atender interesses das classes populares, porém, o deficit entre o que o governo
  • 3. arrecadava com impostos e os seus gastos fez com que Dilma não pudesse aumentar os gastos sociais em 2015 e 2016. Tal desequilíbrio é chamado de crise fiscal. Sublinhe no texto, uma medida que o jornal defendia para que o Brasil superasse sua crise fiscal. 4) Complete a frase. A corrupção no Brasil existe porque: _________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________. A Rede de Corrupção que Atolou o Brasil Simon Romero para New York Times - 03/04/2016 O Senador grisalho da fronteira oeste do Brasil estava ainda de pijama quando agentes da polícia federal bateram à porta de sua suíte no Royal Tulip, o futurista hotel de luxo que serve como um bastião para muitos da elite política brasileira. Isto aconteceu às 6 da manhã. Os agentes estavam armados com uma gravação secreta que parecia o enredo de um filme de suspense de Hollywood. O senador Delcídio do Amaral tinha sido pego detalhando um elaborado plano para que um executivo da Petrobras, atolado no vertiginoso escândalo de propina no Brasil, fugisse do país em um avião particular. Delcídio Amaral, 61, até sua prisão naquela manhã de Brasília, no fim de novembro, era o poderoso líder do governo no Senado. Ele rapidamente procurou fazer um acordo de delação, mas os procuradores o deixaram apodrecer na prisão por semanas, propondo-o somente após o humilhado senador ter fornecido espantosas revelações uma após outra que traíram seus ex-camaradas e que deixavam o governo da presidente Dilma Rousseff muito próximo do colapso. “Eu me sentia como se tivesse batido em um muro depois de uma perseguição em alta velocidade,” lembrou Delcídio, que foi solto em fevereiro. “Eu fiz coisas erradas, então eu percebi que precisava de uma chance para fazer o correto novamente. Você precisa ser pragmático.” Os investigadores, procurando jogar definitivamente Delcídio contra Dilma Rousseff e seu Partido dos Trabalhadores, batizaram a operação que o prendeu de Catilinárias, uma referência aos patrícios renegados cujas conspirações tiveram lugar no Senado Romano no primeiro século d.C. Os relatos do senador de subornos colossais, dos bastidores dos acordos na Petrobras e de maquinações implacáveis – reunidos em depoimentos, interceptações telefônicas e documentos – ofereceram um raro vislumbre de como um partido de esquerda que chegou ao poder prometendo erradicar a corrupção de uma elite política privilegiada, acabou por incorporar as práticas de seus antecessores. O testemunho do senador acelerou a crise política no Brasil, em que governantes apavorados estão praticando abusos de poder, gravando secretamente uns aos outros e se preparando para o dia em que eles, também, podem se encontrar no outro lado de uma batida policial ao amanhecer. Até mesmo o juiz, que primeiramente foi tido como um destemido perseguidor dos poderosos, é agora acusado de violar a lei ao divulgar evidências da investigação. Toda esta convulsão começou a dois anos atrás (2014) quando procuradores descobriram um esquema dentro da companhia petrolífera estatal, Petrobras: empreiteiras tinham pago aproximadamente $3 bilhões de dólares em propinas para executivos que por sua vez canalizaram dinheiro para campanhas dos partidos que integravam a coalizão governamental. Aproximadamente 40 políticos, grandes empresários e doleiros foram presos desde então, a expectativa é que esta lista cresça, com os procuradores investigando suspeitos que incluem os líderes das duas câmaras no Congresso. Pesquisadores afirmam que o escândalo de corrupção está entre os maiores já vistos nos países em desenvolvimento, equiparando-o a um terremoto que atingiu a elite privilegiada da nação. Isto está acontecendo junto a esmagadores desafios econômicos, enquanto a queda do preço das commodities tem elevado o desemprego de 6,8% para 9,5% durante o último ano. Apenas em 2015, o Brasil perdeu 1,5 milhão de empregos, uma impressionante guinada para uma nação que cresceu 7,6% em 2010. A dupla derrocada política e econômica devastou as ambições globais da maior nação da América Latina no pior momento possível: o Brasil está simultaneamente enfrentando uma epidemia de microcefalia ligada ao mosquito transmissor do vírus Zika e se preparando para sediar os jogos olímpicos neste verão (no hemisfério norte). O coração do escândalo é a Petrobras, fundada em 1953 e cercada por uma mística áurea nacionalista. A companhia é a peça central de uma rede que incluem estatais do setor elétrico e bancos públicos que forma a base da economia brasileira. Até então, ela projetava uma imagem de pujança tanto para a nação quanto para o exterior. A Petrobras também financiava uma série de projetos de arte, incluindo uma orquestra sinfônica, grupos de dança moderna e exibições de pinturas, atividades que a companhia tem reduzido além da diminuição do número de seus próprios trabalhadores. Os brasileiros, muitas vezes, fazem piada com as raízes históricas profundas que a corrupção possui aqui, traçando sua história desde quando o navegador Pedro Álvares Cabral chegou em 1500, carregando presentes como uma estratégia de arrebanhar as terras habitadas por indígenas. Faz tão somente 25 anos que outro presidente, Fernando Collor, foi forçado a renunciar em um escândalo de tráfico de influências, deslizes que parecem amadores perto do que está acontecendo hoje. Quando o Senador Delcídio começou a arruinar o governo que ele uma vez apoiou lealmente, muitos brasileiros começaram a compreender o quanto a corrupção tinha se enraizado. Ele testemunhou que Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente e fundador do Partido dos Trabalhadores, tinha determinado a compra do silêncio de um ex- executivo da Petrobras condenado por gerir um esquema de desvio de dinheiro para partidos. Ele sustentou que o vice-
  • 4. presidente Michel Temer, que está manobrando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, estava envolvido em uma aquisição ilegal de etanol. Ele também alvejou Aécio Neves, o líder da oposição que por um triz perdeu as eleições de 2014, ao revelar que a família dele tinha uma conta bancária secreta em Liechtenstein. (Aécio Neves disse que sua mãe tinha aberto a conta para pagar a educação dos netos). Antes das revelações de Delcídio, Dilma Rousseff tinha em grande parte administrado a situação pairando por cima das investigações, isso principalmente por declarar apoio à independência judicial, por permitir que os procuradores investiguassem casos de suborno em seu próprio partido. Então, o senador alegou que a presidente tinha o instruído a sabotar as investigações na Petrobras, através da persuasão de um juiz da suprema corte para que ele liberasse um empreiteiro acusado de corrupção. Dilma Rousseff e Lula da Silva dizem que Delcídio está mentindo. Além disso, Dilma disse em uma entrevista recente que ela não tinha conhecimento sobre a corrupção na Petrobras, apesar de ter sido presidente do conselho da companhia entre 2003 e 2010, quando ela foi eleita presidente do país, um período em que a propina correu fartamente. Ela também insistiu que sua campanha não teve financiamento ilegal. Delcídio, acusado de ser um contador de fábulas por líderes de todo o espectro político, sorriu durante a entrevista como o “Gato que Ri.” Ele é um talentoso orador que entremeou seu relato com ditados do Pantanal, o vasto pântano onde sua família possui fazendas de criação de gado. Buscando meios para explicar o turbilhão político, ele a certa altura recitou um verso de uma antiga canção brasileira. “Eu estou apenas fazendo minha parte para ajudar a república,” o senador disse. Um Ator Ilude um Senador Em retrospecto, Delcídio do Amaral disse que reconhece que nunca deveria ter confiado em Bernardo Cerveró, um jovem ator do Rio de Janeiro. O senador, que foi diretor de gás e energia da Petrobras entre 2000 e 2001, disse que ele tinha concordado em encontrar com Bernardo, 34, em novembro, por causa de sua amizade com o pai do ator, Nestor, que foi sentenciado à prisão por acusações de corrupção praticados na empresa petrolífera. O jovem Cerveró, um ator esforçado em um grupo teatral experimental, gravou secretamente, usando seu telefone, a conversa com o Senador no Royal Tulip, o hotel em formato de ferradura onde o senador vivia em Brasília, próximo ao palácio presidencial. Delcídio primeiramente assegurou à Bernardo que persuadiria os juízes da mais alta corte do Brasil para enviar seu velho amigo à prisão domiciliar. Então, ele explicou como ele organizaria para pagar à família de Cerveró $1 milhão de dólares, além de uma mesada em torno de $13 mil por mês. Os procuradores suspeitam que era para assegurar que a família não pressionasse Nestor para contar sobre seus atos na Petrobras. Delcídio Amaral planejou como ele ajudaria Nestor Cervero a fugir para a Espanha, incluindo detalhes de como desativar seu aparelho de monitoramento eletrônico. O ator sugeriu escapar por barco, mas o senador disse que um avião privativo era preferível, adicionando: “O melhor meio dele sair é através do Paraguai.” Isto foi suficiente para levantar acusações contra Delcídio e André Esteves, o banqueiro bilionário que o senador disse que financiaria a jornada. Antes de sua prisão, Delcídio ficou conhecido em Brasília como um habilidoso negociador de bastidores, capacidade adquirida em sua longa experiência no negócio de petróleo. Educado por Jesuítas e formado em engenharia, ele trabalhou na Holanda para a gigante de energia Royal Dutch Shell no início da década de 1990. De volta para casa, ele escalou a burocracia da indústria de energia controlada pelo governo brasileiro. Quando servia no Ministério da Energia em 1993, ele conheceu Dilma Rousseff, uma obscura funcionária que comandava a política de energia do Estado do Rio Grande do Sul. “Eu encontrei Dilma durante um voo,” ele disse, recordando seu primeiro encontro com Dilma Rousseff, ela queria negociar um débito federal da companhia pública de eletricidade de seu Estado. “Ela é extremamente agressiva. Sempre foi.” Delcídio se juntou ao Partido dos Trabalhadores em 2001 e venceu a eleição para o Senado no próximo ano, quando Lula concorreu de forma bem-sucedida para presidente. Delcídio fez isso enquanto o Brasil aumentava sua riqueza com a descoberta de campos profundos de Petróleo. Alguns colegas do Partido dos Trabalhadores não comentam a festa de debutante que Delcídio e sua esposa organizaram em 2011 para o aniversário de sua filha de 15 anos. Colunistas sociais compararam o evento, na cidade do oeste brasileiro, Campo Grande, aos bailes organizados pela nobreza europeia e ressaltaram cada aspecto luxuoso da festa: 240 garrafas de Veuve Clicquot Champagne e um vestido feito de cristais Givenchy para o aniversário da garota. Em dezembro, enquanto o senador sofria na prisão, seus velhos amigos da Petrobras, Nestor Cerveró, disse aos investigadores que Delcídio Amaral tinha embolsado $10 milhões em propinas, em relação à compra de turbinas da Alstom, a companhia de energia da França. Delcídio negou esta e todas as outras acusações de que tinha enriquecido ilegalmente, declarando: “Eu não sou um homem corrupto.” Pânico no Partido dos Trabalhadores Delcídio do Amaral foi o primeiro Senador ocupante do cargo a ser preso desde que o Brasil reestabeleceu a democracia nos anos de 1980 e sua prisão gerou pânico e indignação no Partido dos Trabalhadores, que Lula e outros líderes sindicais fundaram em 1980 em resistência à ditadura militar. A presteza do senador em passar para trás seus colegas deixa claro uma certeza: mais gravações secretas enriqueceriam a novela do impasse político no Brasil. Um pouco depois à prisão no Royal Tulip, o Ministro da Educação, Aluísio Mercadante, um dos principais ministros de Dilma Rousseff, contatou Eduardo Marzagão, um assessor de Delcídio Amaral oferecendo ajuda para custear as despesas jurídicas de sua família. “Puxa, Marzagão, diga-me como eu posso ajudar,” disse Mercadante. “Eu estou aqui
  • 5. para ajudar.” Ele desconhecia claro, que o senhor Marzagão estava gravando a conversa; os procuradores têm agora Mercadante em sua lista de alvos. O Ministro da Educação sustenta que ele estava agindo por conta própria. Mas outras pessoas poderosas no Partido dos Trabalhadores estavam também envolvidos. Jaques Wagner, o ex ministro-chefe da casa civil, foi gravado discutindo a situação com Lula. Ele expressou preocupação que o testemunho de Delcídio alegasse que Dilma Rousseff estava consciente do suborno que envolveu em 2006 a aquisição de uma refinaria de petróleo em Houston pela Petrobras. “Eu nunca imaginei que ele era tão escroto,” Jacques Wagner disse, utilizando-se uma gíria de nojo para descrever Delcídio. O Juiz e o Ex-Presidente Por mais de um ano, Sérgio Moro, um aguerrido juiz do sul do Brasil tem supervisionado o inquérito da Petrobras. Ele explorou uma nova legislação anticorrupção que permite que réus reduzam suas sentenças de prisão em troca de informações, ajudando os procuradores a prenderem uma série de figuras poderosas. O inquérito labiríntico ao final conduziu ao popularmente conhecido por Lula. Ficou claro que o ex-presidente tinha lucrado através de suas conexões com os magnatas que presidiam empreiteiras, que pagaram a ele milhões de dólares por palestras. Então, os procuradores descobriram que tais empresas tinham pago pra reformar um sítio próximo à São Paulo e um apartamento de frente à praia no Guarujá, duas propriedades que os procuradores sustentam que pertencem ao ex-presidente. (Lula nega a propriedade de ambas). No sítio, os agentes policiais encontraram uma caneca com o logotipo do Corinthians, o time de futebol que Lula torce, na qual estavam gravadas as palavras: “para o ilustre Presidente Lula.” A adega tinha garrafas dedicadas ao ex-presidente. Atracado no cais no lago, estava gravado nos pedalinhos os nomes de seus sobrinhos, Pedro e Arthur. Conforme os investigadores o cercavam, Lula ficava crescentemente alarmado de acordo com interceptações de suas chamadas telefônicas obtidas no inquérito. Ele depreciou o Supremo Tribunal Federal, usou epítetos de baixo calão para descrever as lideranças de ambas as casas no Congresso e convocou seus companheiros do Partido dos Trabalhadores para exercerem pressão nos procuradores. “Por que nós não podemos intimidá-los?” o ex-presidente perguntou a um congressista. Instruindo-o sobre como irritar um investigador, Lula disse: “Ele precisa ir dormir sabendo que no dia seguinte ele terá dez deputados irritando ele em sua casa, irritando ele em seu escritório, levando o caso ao Supremo Tribunal Federal.” Em outra conversa com um líder sindical, Lula, tal como os procuradores que estão em sua cola, citou a história antiga, especialmente o Imperador acusado de começar um grande incêndio em Roma no ano de 64 d.C. para reconstruir a capital conforme o seu desejo. “Eu sou a única pessoa que pode incendiar esse país,” ele disse. “Mas eu não quero fazer o que Nero fez.” Enquanto a pressão aumentava, o acordo de delação de Delcídio de 255 páginas foi vazado nos meios de comunicação no início de março, provocando uma onda de furiosas negações e movimentos desesperados. Dilma Rousseff nomeou Lula, seu predecessor e mentor, para ser seu ministro-chefe da casa civil, o que daria a ele ampla proteção. O plano audacioso pareceu funcionar apenas por poucas horas em 16 de março (2016). O Game of Thrones do Brasil Naquele mesmo dia, o juiz Sérgio Moro divulgou gravações de conversas telefônicas de Lula com Dilma Rousseff e como uma série de outros políticos. A chamada retratou um ex-presidente procurando salvar sua heroica biografia ao lado de uma líder querendo evitar o procedimento do impeachment, o qual ela compara com um golpe em câmera lenta. Juízes do Supremo Tribunal Federal suspenderam a nomeação de Lula. Mas o juri também fez recriminações ao juiz Sérgio Moro, por ter revelado conversações da presidente da nação sem a autorização de sua mais alta corte, destacando que o seu então admirado inquérito tinha se tornado um caça às bruxas partidarizado. Enquanto o processo legal está fazendo seus estragos, muitos aliados estão abandonando Dilma Rousseff com um olho em assumirem eles próprios o poder. Eles dizem que ela deveria ser afastada por violar lei fiscais através do uso de fundos de bancos estatais para cobrir rombos no orçamento. Liderada pelo vice-presidente Temer, cujo enigmático e taciturno comportamento faz com que seus rivais o comparem com um mordomo de filmes de horror, a coalizão centrista de Dilma Rousseff foi rompida na semana passada (29/03/2016). No congresso, deputados com imensas acusações pessoais de corrupção aceleram o processo de impeachment, que não possui acusações de enriquecimento ilícito da presidente. Delcídio Amaral, sobre o qual o comitê de ética do senado poderá cassar o seu mandato, parece não assistir os acontecimentos à distância. No dia 13 de março, ele acelerou o motor de uma moto Harley-Davidson e se juntou às centenas de milhares de manifestantes antigoverno em São Paulo. Mas ele não retirou seu capacete, receoso do quanto furiosa a multidão poderia reagir. Dias depois, durante uma entrevista em uma confortável casa de campo em São Paulo onde ele está agora sob prisão domiciliar, Delcídio Amaral se valeu de uma canção para tentar captar a convulsão política que ajudou a criar. Especificamente, ele invocou a canção de 1978 “Cartomante” de Ivan Lins, sobre a perseguição de dissidentes da ditadura militar no Brasil. Olhando pela janela, Delcídio vocalizou a letra: Cai o Rei de Espadas; Cai o Rei de Ouros; Cai o rei de Paus; Cai, não fica nada.“Isto está correto,” o senador disse. “Todo mundo está caindo junto.” 5) O senador Delcídio foi preso por ter cometido o crime de obstrução da justiça, ou seja, por tentar impedir a investigação da Lava Jato. Sublinhe no texto acima o que na prática fez o senador para obstruir a justiça.
  • 6. 6) O editorial do New York Times afirma que a crise política no Brasil em 2016 ocorreu num momento em o país enfrentava outros desafios. Cite ao menos três desses desafios expressos na reportagem acima: a)_________________________________________________________________________; b)_________________________________________________________________________; c)_________________________________________________________________________. 7) A reportagem acima afirma que os brasileiros até mesmo brincam com a história de corrupção no país. Marque a alternativa que apresenta a melhor citação que expressa essa afirmação: (A) Faz tão somente 25 anos que outro presidente, Fernando Collor, foi forçado a renunciar em um escândalo de tráfico de influências, deslizes que parecem amadores perto do que está acontecendo hoje. (B) Quando o Senador Delcídio começou a arruinar o governo que ele uma vez apoiou lealmente, muitos brasileiros começaram a compreender o quanto a trapaça tinha se enraizado. (C) Dilma disse em uma entrevista recente que ela não tinha conhecimento sobre a corrupção na Petrobras, apesar de ter sido conselheira da companhia de 2003 até 2010, quando ela foi eleita presidente, um período em que a propina ocorreu fartamente. (D) O jovem Cerveró, um ator em um grupo teatral experimental, gravou veladamente em seu telefone sua conversa com o Senador no Royal Tulip. (E) Os brasileiros traçam a história da corrupção desde quando o navegador Pedro Álvares Cabral chegou em 1500, carregando presentes como uma estratégia de arrebanhar as terras habitadas por indígenas. 8) Segundo esta reportagem, quais forma as evidências que os agentes federais encontram no sítio para alegarem que ele pertenceria a Lula? Quais foram as ações do judiciário que a reportagem qualificou como inapropriadas? ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________. 9) Nas duas reportagens, como o Congresso Nacional é descrito ou qual a visão norte-americana da casa legislativa brasileira? Utilize alguma citação para fundamentar sua resposta. _______________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________. 10) Em geral, um “Golpe de Estado” é a troca de governo de um país através de uma ruptura das leis e da Constituição, ou seja, se retira um governante, por qualquer motivo, sem que exista parâmetro legal para tanto. O governo da presidente Dilma em 2016 reiteradamente afirmou em eventos oficiais no Palácio do Planalto que havia um “Golpe de Estado” em curso no Brasil. Dessa forma, responda: as duas reportagens apresentadas reforçam essa análise de que havia um “Golpe de Estado” contra a presidente Dilma? Retire alguma citação que reforce suas análises. Ao final, com o conhecimento que você dispõe deste fato histórico, além das reportagens, dê a sua opinião sobre a ocorrência ou não de um “Golpe de Estado” no Brasil em 2016. Justifique sua opção. ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________.