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CARTOGRAFIA: UMA FORMA DE LER O
MUNDO
Profª. Daiane Araújo
A importância histórica da cartografia
● Desde os tempos mais remotos o homem vem
aperfeiçoando a arte de entender o seu espaço de
vivência e de se localizar na superfície da terra,
descrevendo e compreendendo fatos e elementos da
natureza.
PINTURAS RUPESTRES:
A partir dessas pinturas o
homem passou a representar
seus usos e costumes, suas
caçadas e rituais
Mapa de Ga-sur
O mapa mais antigo que se
tem notícia é o de Ga-Sur, feito
na Babilônia. Era um tablete de
argila cozida, datado de
aproximadamente 2400 a 2200
a.C. O mesmo contém a
representação de duas cadeias
de montanhas e, no centro
delas, um rio, provavelmente o
Eufrates.
Foi encontrado em 1930 no
território do atual Iraque.
Gregos
● Os Gregos foram os maiores cartógrafos da antiguidade.
● Eratóstenes e Cláudio Ptolomeu foram grandes estudiosos
gregos que deram suas contribuições para a cartografia
clássica.
● Os mapas de Ptolomeu representavam de forma um tanto
artística apenas o mundo ao qual se tinha conhecimento
na época.
● Os Gregos também deixaram contribuições como os
cálculos da circunferência terrestre e a criação das
coordenadas geográficas.
Romanos
● Os Romanos se utilizaram dos conhecimentos
desenvolvidos pelos gregos para realizar
extensos levantamentos no Império.
● A partir dos Romanos ficaram claros os
propósitos geopolíticos da cartografia: o
conhecimento do espaço geográfico se
constitui num poderoso instrumento de
dominação o mapa.
Idade Média
● A cartografia viveu um período de pouco
desenvolvimento por conta da influência da igreja
católica. Determinações religiosas fizeram com que
o conhecimento científico empregado nos mapas
fosse substituído por símbolos e representações
cristãs.
● A igreja passou a influenciar na representação do
mundo. Os mapas eram confeccionados segundo as
concepções religiosas que não admitiam a ideia de
uma terra esférica e sim de um disco plano
circundado por água.
Mapas T O
Por volta do século XV, os poucos mapas
existentes geralmente representavam lugares
imaginários e/ou sagrados. Por isso, os mapas
medievais, mesmo na época em que foram
produzidos, eram considerados verdadeiras obras de
arte. Um dos tipos mais frequentes neste período
eram os mapas teológicos que, como o próprio
nome sugere, eram criados com base na fé,
representavam a terra e mesmo o universo a partir
das crenças e ensinamentos cristãos.
Um tipo bastante difundido de mapa teológico
na Europa eram os chamados “mapas em T e O”,
que ficaram conhecidos assim pelo seu formato que
lembrava estas letras. Estes mapas, obviamente,
eram extremamente fantasiosos e seus autores
usavam e abusavam da imaginação para criá-los.
Mapas T O
Cartografia Árabe
A cartografia árabe deixou um
legado muito relevante para o
Ocidente, contribuindo para o
conhecimento geográfico dos
europeus. Destacam-se as obras de
Al-Idrisi, um cartógrafo
muçulmano nascido em Ceuta
cidade ao Norte da África.
A imagem mostra uma cópia de
1456 do planisfério de Al-Idrisi.
Nesse mapa, o Norte aparece
embaixo, o sul em cima, e no
centro do mundo está representada
a península Arábica diferente de
outros.
Grandes Navegações
● Com as grandes navegações a partir dos século
XV, a cartografia ganhou novo impulso.
● Começaram a ser utilizados instrumentos de
orientação como a bússola, o astrolábio e o
sextante.
Bússola
Bússola
● A bússola é um objeto utilizado para orientação
geográfica. Sua construção ocorreu tendo como
referência a rosa dos ventos, que é composta pelos
pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. É um
objeto com uma agulha magnética que é atraída para
o polo magnético terrestre.
● O desenvolvimento da bússola data do ano 2000
a.C., e a busca pelo seu aperfeiçoamento ocorreu
durante séculos.
● Dizem que quem inventou a bússola foram os chineses, mas
ninguém sabe ao certo. O nome da primeira bússola é "Si Nan"
significa "O Governador do Sul".
● Em 1302, o marinheiro e inventor Flávio Gioia aperfeiçoou a
bússola, colocando a agulha sobre um cartão com o desenho de uma
rosa-dos-ventos, o que facilitou a orientação. Em alguns desenhos,
o Leste, demarcado na rosa-dos-ventos, era substituído pelo
desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa.
● Foi em 1417 que intelectuais pertencentes à Escola de Sagres,
pioneira na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de
bússola que conhecemos hoje: protegida por uma tampa de vidro
que impedia a interferência de outros metais. Seu nome origina-se
do italiano “bussola” que significa “caixa pequena”.
Astrolábio
O astrolábio foi desenvolvido para resolver diversos
problemas geométricos, como calcular a altura de uma
construção ou a profundidade de um poço – não
apenas para problemas astronômicos. Era composto
por um disco graduado, onde estavam colocadas várias
lâminas circulares. Essas lâminas eram graduadas à
superfície das suas margens, o que permitia determinar,
por exemplo, a altura dos astros.
nos séculos XV e XVI, foi adaptado para a navegação,
pelo astrônomo Abraão Zacuto, em Lisboa.
O astrolábio náutico foi a simplificação do plano e
permitia apenas medir a altura dos astros. Inicialmente
tinha a configuração da face posterior dos planos, no
entanto e com a experiência dos navegadores ganhou
uma nova forma.
Sextante
O sextante é um instrumento feito para medir a
abertura angular de um astro e o horizonte terrestre,
para fins de posicionamento global de navegação
Cartas Portulanas
O referencial cartográfico das primeiras
viagens do ciclo das grandes navegações, a
partir do século XV, foram as Cartas
Portulanas. Esses mapas eram
especificamente elaborados para a
navegação,cujo o uso provavelmente iniciou-
se no século XIII por cartógrafos genoveses.
Elas serviam de roteiro às navegações
marítimas ao apresentar linhas de rumos que
se irradiavam de vários pontos distribuídos
pelos mapas; essas linhas, recortando a
superfície da terra, representavam as ligações
entre os principais pontos da Europa.
Cartas Portulanas
No final do século XV, a Europa
iniciou sua supremacia no mundo com a
expansão marítima que a levou à
conquista da América e à descoberta de
um novo caminho para as Índias
Orientais, contornando a África.
Desde então os mapas passara a
representar majoritariamente a visão de
mundo dos europeus e, em consequência,
o Hemisfério Norte ocupou a parte
superior dos mapas.
Mercator
● Gerhard Kramer, cartógrafo,geógrafo e matemático
holandês mais conhecido como Mercator destacou-
se em sua época pela invenção, em 1569, da
chamada projeção cilíndrica conforme.
● O nome deve-se ao fato de que o planisfério gerado
nessa projeção conserva a forma dos continentes.
● Essa técnica, utilizada para a construção do mapa-
mundi, consiste em envolver o globo com uma tela,
formando um cilindro iluminado a partir do interior,
de modo que a imagem doa elementos projetada na
tela resulta no planisfério.
Mercator
● Quando Mercator elaborou sua projeção, o momento
histórico era marcado por dois fatores: o ciclo das
grandes navegações e a supremacia europeia no
mundo.
● Como sua cartografia servia essencialmente à
navegação, era importante não deformar os ângulos
de representação da superfície no plano.
● Além disso, o posicionamento central do continente
europeu era adequado às exigências da clientela do
cartógrafo em sua maioria, agentes das navegações
europeias.
Planisfério de Mercator
Cartografia na Atualidade
● A partir do desenvolvimento do meio-técnico-
científico, os mapas aumentaram seu grau de precisão,
permitindo uma melhoria da pesquisa de recursos
naturais e do controle do espaço.
● Novas tecnologias facilitaram muito o trabalho dos
cartógrafos que passaram a criar mapas com mais
detalhes e maior precisão.
● Tecnologias como:
● AEROFOTOGRAMETRIA- uso de fotografias aéreas
para fins de mapeamento. Essa tecnologia teve inicio
durante as guerras na Europa com o uso de câmeras
acopladas aos aviões em combate.
Imagens aéreas da época das guerras
● SENSORIAMENTO REMOTO: uso de imagens de
satélites artificiais, radares e computadores
permitindo a partir da segunda metade do século
XX, uma avanço ainda maior nas técnicas
cartográficas.
● GEOPROCESSAMENTO: é o tratamento das
informações geográficas, ou de dados
georreferenciados, por meio de softwares específicos
e cálculos. Ou, ainda, o conjunto de técnicas
relacionadas ao tratamento da informação espacial.
● GDAL/OGR, MultiSpec, SPRING, Mapserver,
GRASS GIS, TerraView, Quantum GIS, Proj4, JTS
Topology Suite, TerraLib e Geotools são exemplos
de Softwares Gratuitos usados para o
geoprocessamento de dados e a confecção e edição
de mapas.
● Imagens de edição de shapes e
elaboração de mapas por Daiane
Araújo no Curso de Geografia
licenciatura nas disciplinas de
Introdução a Cartografia e
Cartografia temática na UFRN
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Aula cartografia 1º ano ens. médio. CEFE Profª. Daiane Araújo

  • 1. CARTOGRAFIA: UMA FORMA DE LER O MUNDO Profª. Daiane Araújo
  • 2. A importância histórica da cartografia ● Desde os tempos mais remotos o homem vem aperfeiçoando a arte de entender o seu espaço de vivência e de se localizar na superfície da terra, descrevendo e compreendendo fatos e elementos da natureza. PINTURAS RUPESTRES: A partir dessas pinturas o homem passou a representar seus usos e costumes, suas caçadas e rituais
  • 3. Mapa de Ga-sur O mapa mais antigo que se tem notícia é o de Ga-Sur, feito na Babilônia. Era um tablete de argila cozida, datado de aproximadamente 2400 a 2200 a.C. O mesmo contém a representação de duas cadeias de montanhas e, no centro delas, um rio, provavelmente o Eufrates. Foi encontrado em 1930 no território do atual Iraque.
  • 4. Gregos ● Os Gregos foram os maiores cartógrafos da antiguidade. ● Eratóstenes e Cláudio Ptolomeu foram grandes estudiosos gregos que deram suas contribuições para a cartografia clássica. ● Os mapas de Ptolomeu representavam de forma um tanto artística apenas o mundo ao qual se tinha conhecimento na época. ● Os Gregos também deixaram contribuições como os cálculos da circunferência terrestre e a criação das coordenadas geográficas.
  • 5. Romanos ● Os Romanos se utilizaram dos conhecimentos desenvolvidos pelos gregos para realizar extensos levantamentos no Império. ● A partir dos Romanos ficaram claros os propósitos geopolíticos da cartografia: o conhecimento do espaço geográfico se constitui num poderoso instrumento de dominação o mapa.
  • 6. Idade Média ● A cartografia viveu um período de pouco desenvolvimento por conta da influência da igreja católica. Determinações religiosas fizeram com que o conhecimento científico empregado nos mapas fosse substituído por símbolos e representações cristãs. ● A igreja passou a influenciar na representação do mundo. Os mapas eram confeccionados segundo as concepções religiosas que não admitiam a ideia de uma terra esférica e sim de um disco plano circundado por água.
  • 7. Mapas T O Por volta do século XV, os poucos mapas existentes geralmente representavam lugares imaginários e/ou sagrados. Por isso, os mapas medievais, mesmo na época em que foram produzidos, eram considerados verdadeiras obras de arte. Um dos tipos mais frequentes neste período eram os mapas teológicos que, como o próprio nome sugere, eram criados com base na fé, representavam a terra e mesmo o universo a partir das crenças e ensinamentos cristãos. Um tipo bastante difundido de mapa teológico na Europa eram os chamados “mapas em T e O”, que ficaram conhecidos assim pelo seu formato que lembrava estas letras. Estes mapas, obviamente, eram extremamente fantasiosos e seus autores usavam e abusavam da imaginação para criá-los.
  • 9. Cartografia Árabe A cartografia árabe deixou um legado muito relevante para o Ocidente, contribuindo para o conhecimento geográfico dos europeus. Destacam-se as obras de Al-Idrisi, um cartógrafo muçulmano nascido em Ceuta cidade ao Norte da África. A imagem mostra uma cópia de 1456 do planisfério de Al-Idrisi. Nesse mapa, o Norte aparece embaixo, o sul em cima, e no centro do mundo está representada a península Arábica diferente de outros.
  • 10. Grandes Navegações ● Com as grandes navegações a partir dos século XV, a cartografia ganhou novo impulso. ● Começaram a ser utilizados instrumentos de orientação como a bússola, o astrolábio e o sextante.
  • 12. Bússola ● A bússola é um objeto utilizado para orientação geográfica. Sua construção ocorreu tendo como referência a rosa dos ventos, que é composta pelos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. É um objeto com uma agulha magnética que é atraída para o polo magnético terrestre. ● O desenvolvimento da bússola data do ano 2000 a.C., e a busca pelo seu aperfeiçoamento ocorreu durante séculos.
  • 13. ● Dizem que quem inventou a bússola foram os chineses, mas ninguém sabe ao certo. O nome da primeira bússola é "Si Nan" significa "O Governador do Sul". ● Em 1302, o marinheiro e inventor Flávio Gioia aperfeiçoou a bússola, colocando a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa-dos-ventos, o que facilitou a orientação. Em alguns desenhos, o Leste, demarcado na rosa-dos-ventos, era substituído pelo desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa. ● Foi em 1417 que intelectuais pertencentes à Escola de Sagres, pioneira na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de bússola que conhecemos hoje: protegida por uma tampa de vidro que impedia a interferência de outros metais. Seu nome origina-se do italiano “bussola” que significa “caixa pequena”.
  • 14. Astrolábio O astrolábio foi desenvolvido para resolver diversos problemas geométricos, como calcular a altura de uma construção ou a profundidade de um poço – não apenas para problemas astronômicos. Era composto por um disco graduado, onde estavam colocadas várias lâminas circulares. Essas lâminas eram graduadas à superfície das suas margens, o que permitia determinar, por exemplo, a altura dos astros. nos séculos XV e XVI, foi adaptado para a navegação, pelo astrônomo Abraão Zacuto, em Lisboa. O astrolábio náutico foi a simplificação do plano e permitia apenas medir a altura dos astros. Inicialmente tinha a configuração da face posterior dos planos, no entanto e com a experiência dos navegadores ganhou uma nova forma.
  • 15. Sextante O sextante é um instrumento feito para medir a abertura angular de um astro e o horizonte terrestre, para fins de posicionamento global de navegação
  • 16. Cartas Portulanas O referencial cartográfico das primeiras viagens do ciclo das grandes navegações, a partir do século XV, foram as Cartas Portulanas. Esses mapas eram especificamente elaborados para a navegação,cujo o uso provavelmente iniciou- se no século XIII por cartógrafos genoveses. Elas serviam de roteiro às navegações marítimas ao apresentar linhas de rumos que se irradiavam de vários pontos distribuídos pelos mapas; essas linhas, recortando a superfície da terra, representavam as ligações entre os principais pontos da Europa.
  • 17. Cartas Portulanas No final do século XV, a Europa iniciou sua supremacia no mundo com a expansão marítima que a levou à conquista da América e à descoberta de um novo caminho para as Índias Orientais, contornando a África. Desde então os mapas passara a representar majoritariamente a visão de mundo dos europeus e, em consequência, o Hemisfério Norte ocupou a parte superior dos mapas.
  • 18. Mercator ● Gerhard Kramer, cartógrafo,geógrafo e matemático holandês mais conhecido como Mercator destacou- se em sua época pela invenção, em 1569, da chamada projeção cilíndrica conforme. ● O nome deve-se ao fato de que o planisfério gerado nessa projeção conserva a forma dos continentes. ● Essa técnica, utilizada para a construção do mapa- mundi, consiste em envolver o globo com uma tela, formando um cilindro iluminado a partir do interior, de modo que a imagem doa elementos projetada na tela resulta no planisfério.
  • 19. Mercator ● Quando Mercator elaborou sua projeção, o momento histórico era marcado por dois fatores: o ciclo das grandes navegações e a supremacia europeia no mundo. ● Como sua cartografia servia essencialmente à navegação, era importante não deformar os ângulos de representação da superfície no plano. ● Além disso, o posicionamento central do continente europeu era adequado às exigências da clientela do cartógrafo em sua maioria, agentes das navegações europeias.
  • 21. Cartografia na Atualidade ● A partir do desenvolvimento do meio-técnico- científico, os mapas aumentaram seu grau de precisão, permitindo uma melhoria da pesquisa de recursos naturais e do controle do espaço. ● Novas tecnologias facilitaram muito o trabalho dos cartógrafos que passaram a criar mapas com mais detalhes e maior precisão. ● Tecnologias como: ● AEROFOTOGRAMETRIA- uso de fotografias aéreas para fins de mapeamento. Essa tecnologia teve inicio durante as guerras na Europa com o uso de câmeras acopladas aos aviões em combate.
  • 22. Imagens aéreas da época das guerras
  • 23. ● SENSORIAMENTO REMOTO: uso de imagens de satélites artificiais, radares e computadores permitindo a partir da segunda metade do século XX, uma avanço ainda maior nas técnicas cartográficas.
  • 24. ● GEOPROCESSAMENTO: é o tratamento das informações geográficas, ou de dados georreferenciados, por meio de softwares específicos e cálculos. Ou, ainda, o conjunto de técnicas relacionadas ao tratamento da informação espacial. ● GDAL/OGR, MultiSpec, SPRING, Mapserver, GRASS GIS, TerraView, Quantum GIS, Proj4, JTS Topology Suite, TerraLib e Geotools são exemplos de Softwares Gratuitos usados para o geoprocessamento de dados e a confecção e edição de mapas.
  • 25. ● Imagens de edição de shapes e elaboração de mapas por Daiane Araújo no Curso de Geografia licenciatura nas disciplinas de Introdução a Cartografia e Cartografia temática na UFRN