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UNEB- DEDC I –CIÊNCIAS SOCIAIS
DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
.
DISCURSO
E
ANALISES DE DISCURSO
EM CIÊNCIAS SOCIAIS
1
UNEB- DEDC I -CISO
DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
• SOBRE DISCURSO
Discurso = conjunto de praticas linguísticas que mantêm e
estimulam relações sociais
(Assim: Análise de Discurso =estudo das práticas linguísticas para
esclarecer as relações sociais estimuladas e mantidas pelo discurso)
Todo discurso é uma prática social (Foucault)
A palavra discurso emerge da tentativa de se estabelecer a clara distinção entre
significado e sentido (SARGENTINI, 2009).
O significado sustenta‐se na crença de que as palavras são convenções tácitas
(SAUSSURE, 1991) firmadas entre os falantes de uma língua, enquanto o
sentido apoia‐se na crença de que a convenção linguística, que pretende dar
um caráter universal ao significado, pode assumir matizes. Em outras palavras,
um mesmo significado se manifesta em sentidos circunscritos a produções
discursivas oriundas de inserções no mundo social.
OBS.: o processo de interpretação não consiste apenas em captação do sentido
2
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 O DISCURSO é um suporte abstrato que sustenta os
vários TEXTOS (concretos) que circulam em uma
sociedade. Ele é responsável pela concretização, em
termos de figuras e temas, das estruturas semio-
narrativas. Através da Análise do Discurso é possível
realizarmos uma análise interna (o que este texto diz?,
como ele diz?) e uma análise externa (por que este texto
diz o que ele diz?).
 Texto=conjunto de enunciados produzidos em
contextos sociais a partir de posições de enunciação.
3
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
Concepções mais comuns de discurso nas c. humanas e
sociais:
1-discurso como enunciado ou conjunto de enunciados efetivamente
falados por um/a falante
2-discurso como conjunto de enunciados que constroem um objeto
3-discurso como conjunto de enunciados falados em um contexto de
interação – nessa concepção ressalta-se o poder da ação do discurso
sobre outra ou outras pessoas, o tipo de contexto (sujeito que fala,
momento e espaço, historia etc.)
4- discurso como conjunto de enunciados em um contexto
conversacional (e, portanto normativo)
5-discurso como conjunto de restrições que explicam a produção de
um conjunto de enunciados a partir de uma posição social ou
ideológica especifica
6-discurso como conjunto de enunciados em que é possível definir as
condições de sua produção.
4
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ANALISE DE DISCURSO
X
ANALISE DE CONTEUDO
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ANÁLISE DE DISCURSO ≠ ANÁLISE DE CONTEÚDO
 LEMBRANDO: Foucault chama a atenção:
“Mas uma coisa é o enunciado e outra é o discurso” (FOUCAULT,
1979, p 233)
A Análise de Conteúdo (AC) surgiu no início do século XX nos Estados
Unidos para analisar o material jornalístico, ocorrendo um impulso entre
1940 e 1950, quando os cientistas começaram a se interessar pelos
símbolos políticos.
≠
Análise de Discurso (AD)- Barthes (1997, p. 1) resgata, com
singularidade, a etimologia do termo discurso. Ele observa, no
horizonte da generalidade, que “Dis-cur-sus é, originalmente, a ação
de correr para todo lado, são idas e vindas ‘démarches’, ‘intrigas’”.
Brandão (1994, p. 12) estabelece um conceito, que particulariza a
anotação etimológica de Barthes. Ela estipula o Discurso, como a
“articulação dos processos ideológicos e dos fenômenos
linguísticos”. Na sua concepção, a discursividade depende de suas
relações com o contexto sócio histórico. 6
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
ANALISE DE CONTEUDO (AC) ANALISE DE DISCURSO (AD)
Origem:1940-1950 (EUA)interesse por símbolos
políticos/ 1950-1960 se estendeu para varias
áreas. L . Bardin
Modo de acesso ao objeto: materiais textuais escritos
corpus do arquivo: material já existentes (docs., jornais,
livros etc.)
Trabalha com Conteúdo: signos linguísticos (palavra) são
unidades – codificação/categorização
Quantitativo: frequência das características que se
repetem no conteúdo
Qualitativo: ausência ou presença de uma dada
característica num fragmento de mensagem
Origem: A AD, por sua vez, pode ser dividida em três fases, cuja
transformação Michel Pêcheux chama de conversão filosófica do
olhar: 1) A primeira fase é caracterizada pelo esforço de
teorização de uma máquina estrutural-discursiva automática. Essa
proposta de análise do discurso é inaugurada em 1969 com o
lançamento do livro Análise Automática do Discurso de Pêcheux;
2) A segunda fase, AD-2, começa em 1975 com o lançamento de
Les Vérités de la Palice de Pêcheux, aprimorando conceitos e
introduzindo novidades fundamentais para a teoria: a noção de
formação discursiva heterogênea, trabalhada na arqueologia de
Foucault, aparece para fazer explodir a noção de maquinaria
estrutural fechada (PÊCHEUX, 1990)e também
interdiscursividade; 3) terceira fase, período no qual a teoria do
discurso assumiu a sua forma atual: discurso como o encontro da
estrutura e do acontecimento. Na AD-3, uma inovação
metodológica e uma sofisticação no tratamento do sujeito foi
introduzida, fase de hoje.
Origem: linguística (deslocando a noção de fala)+ materialismo
histórico (ideologia) + psicanalise (inconsciente que em AD é de-
centramento do sujeito)
linguagem + historia + ideologia Pêcheau- AD francesa
Modo de acesso ao objeto: escritos ou não
corpus do arquivo material já existentes (docs., jornais,
livros etc.)
+ corpus empírico (produzido para a pesquisa ex.
entrevista)
Trabalha com Sentido: Memória coletiva construída
socialmente(interdiscurso) e intradiscurso
--------------------
Só Qualitativo: capturar a marca linguística e relaciona-la
ao contexto sócio histórico.
Também o analista faz uma leitura discursiva.
7
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ANALISE DISCURSIVA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
8
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 TRADIÇÕES DAS ANALISES DISCURSIVAS EM C.SOCIAIS
9
Linha francesa –Analise de Discurso
(AD)
Linha anglo-saxônica- Analise do
Discurso Critica (ADC)
Principais referências são Michel Pêcheux e, no Brasil, Eni
Orlandi
A AD, por sua vez, pode ser dividida em três fases, cuja
transformação Michel Pêcheux chama de conversão
filosófica do olhar: 1) A primeira fase é caracterizada pelo
esforço de teorização de uma máquina estrutural-discursiva
automática. Essa proposta de análise do discurso é
inaugurada em 1969 com o lançamento do livro Análise
Automática do Discurso de Pêcheux; 2) A segunda fase,
AD-2, começa em 1975 com o lançamento de Les Vérités
de la Palice de Pêcheux, aprimorando conceitos e
introduzindo novidades fundamentais para a teoria: a noção
de formação discursiva heterogênea, trabalhada na
arqueologia de Foucault, aparece para fazer explodir a
noção de maquinaria estrutural fechada (PÊCHEUX,
1990)e também interdiscursividade; 3) terceira fase,
período no qual a teoria do discurso assumiu a sua forma
atual: discurso como o encontro da estrutura e do
acontecimento. Na AD-3, uma inovação metodológica e
uma sofisticação no tratamento do sujeito foi introduzida,
fase de hoje.
Noção de Memória Discursiva, pois, como diz Orlandi
(1993), é através da memória discursiva que o sujeito
busca no seu interdiscurso as palavras do outro, aquelas já
proferidas
Pêcheux defendia uma tomada de posição pelo marxismo-
leninismo
Talvez principal referencia Norman Fairclough, (neomarxista
filiado às leituras da obras de Marx pela Escola de Frankfurt; Pechêux,
filiado ao que se convencionou chamar "althusserianos de segunda
geração", aqueles que sobreviveram aos Elementos de autocrítica de
1974 de Althusser. Fairclough se coloca hoje entre os neomarxistas que
procuram dar conta das transformações do capitalismo face à
globalização)
Nos diz Fairclough, proponho considerar o uso da
linguagem como forma de prática social e não como
atividade puramente individual ou reflexo de variáveis
situacionais (FAIRCLOUGH, 1994). O discurso deve ser
visto como um modo de ação, como uma prática que altera
o mundo e altera os outros indivíduos no mundo: 1) o
discurso contribui para a construção do que é referido como
"identidades sociais" e posições de sujeito, para o sujeito
social e os tipos de EU; 2) O discurso contribui para a
construção das relações sociais; 3) o discurso contribui
para a construção de sistemas de conhecimento e crença.
Tentativa de reunir três domínios: a teoria linguística, a
macrossociológica e a microssociologia.
Podemos destacar o deslocamento promovido por
Fairclough da noção de poder em Foucault para a noção de
hegemonia em Gramsci.
Fairclough, neomarxista filiado às leituras da obras de
Marx pela Escola de Frankfurt; Pechêux, filiado ao que se
convencionou chamar "althusserianos de segunda
geração", aqueles que sobreviveram aos Elementos de
autocrítica de 1974 de Althusser. Fairclough se coloca hoje
entre os neomarxistas que procuram dar conta das
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 ANALISE DE DISCURSO (AD)
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 Foucault chama a atenção:
“Mas uma coisa é o enunciado e outra é o discurso”
(FOUCAULT , 1979, p 233)
“Eis um exemplo para o qual as condições gerais de
enunciação não trazem explicações suficientes, sendo
necessário um outro saber especifico para explicar os
discursos.”(POSSENTI, 1993, p.31)
aqui a ideia de para se analisar um discurso se faz
necessário uma teoria auxiliar (além da linguística)...seja
historia, sociologia, politica etc. 11
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 Para AD a linguagem é simultaneamente um indicador da
realidade social e uma forma de criar essa realidade.
 Para AD a linguagem não está na “cabeça” e sim no
mundo. A linguagem é vista mais como uma forma de
construção do que como uma descrição de nós
mesmo/as e do nosso mundo.
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 57 variedades de Analise de discurso
 A AD não é uma metodologia, é uma disciplina de interpretação
fundada pela intersecção de epistemologias distintas, pertencentes a
áreas da linguística, do materialismo histórico e da psicanálise. Essa
contribuição ocorreu da seguinte forma: da linguística deslocou-se a
noção de fala para discurso; do materialismo histórico emergiu a
teoria da ideologia; e finalmente da psicanálise veio a noção de
inconsciente que a AD trabalha com o decentramento do sujeito.
“articula -o linguístico com o social e o histórico
 séries textuais (orais ou escritas) ou imagens (fotografias) ou
linguagem corporal (dança)
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COMO FAZER ANALISE DE DISCURSO
EM CIENCIAS SOCIAIS
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 “...a recolha dos dados e a análise são uma parte vital da AD, mas, por
si só, não constituem a sua globalidade. Enquanto método tem
semelhanças com outras abordagens qualitativas (Denzin & Lincoln,
citados por Iñiguez, 2004) e sob o rótulo geral de AD tem-se estudado
temas tão diversos como as interacções quotidianas, a memória, o
pensamento, as emoções assim como problemas sociais como a
exclusão social, o género ou o racismo (para uma revisão mais
extensa destes estudos ver trabalhos citados em Potter, Wetherell, Gill
& Edwar)” ( NOGUEIRA , 2002, p. )
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 A AD não vai trabalhar com a forma e o conteúdo, mas irá
buscar os efeitos de sentido que se pode apreender
mediante interpretação
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 Definição do tema
 Construção da pergunta de partida (empírico)
 Elaboração da Problemática (Problematização) – Já
começa aqui a definição do quadro teórico porque já
se vai em busca de balanço dos principais pontos de
referencia teóricos sobre o fenômeno foco – Objeto
(ruptura do senso comum através da observação
exploratória - empírico e teórico)
 Definição dos aportes metodológicos: aqui a definição
pela Análise de Discurso
 Definição do corpus da pesquisa
 Coleta
 Trabalho Analítico
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 EXEMPLO:
 STRAPASSON, Adelaide. A construção de sentidos sobre a mulher em enunciados de
jurisprudência penal: uma perspectiva da análise do discurso. 2005. 143 f. Dissertação
(Mestrado em Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, UFSC, Florianópolis.
Esta pesquisa tem por objetivo delimitar as estratégias linguístico-discursivas utilizadas pelos
operadores do Direito em relação à mulher, em enunciados de jurisprudência penal, nos crimes
passionais e nos crimes contra os costumes. Para isso, verifica quais são os sentidos já- ditos
(discurso citado) que perpassam os enunciados produzidos na jurisprudência penal sobre a
mulher; identifica termos, expressões e palavras que os operadores do Direito utilizam para se
referir à mulher nos enunciados que produzem; e detecta se, na implementação das estratégias
linguístico-discursivas, ocorre ou não a isonomia de tratamento entre o homem e a mulher,
conforme está previsto na Constituição Federal, que os tornou iguais em direitos e em
obrigações. O corpus da pesquisa consiste na coletânea de jurisprudência dos tribunais recursais
sobre os crimes passionais e os crimes contra os costumes, no período de 1990 a 2004. Para a
análise, assumimos as reflexões de Bakhtin – e do círculo bakhtiniano – acerca do discurso e da
influência dele no grupo social, bem como as refrações ideológicas que refletem e refratam o
horizonte apreciativo e axiológico de uma época nesse dado grupo social. Os resultados
apresentam, nos crimes passionais, a mulher discursivizada por meio de adjetivos, sendo vítima
ou autora; nos crimes contra os costumes, sempre a vítima, a construção de sentidos sobre a
mulher se faz em torno de sua postura sexual. O discurso jurídico exibe uma linguagem que
expressa o horizonte apreciativo e axiológico dos operadores do Direito. Palavras-chave: análise
do discurso; discurso jurídico sobre a mulher; crimes passionais; crimes contra os costumes.
 Fonte:
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102549/228772.pdf?sequence=1&is
Allowed=y
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
Para AD são necessárias 3 operações:
 A diferenciação entre texto-discurso
 A distinção entre locutor/a e enunciador/a
 Operacionalização do corpus
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 A diferenciação entre texto-discurso
Nem todo texto pode ser considerado um discurso. Para
que isso aconteça:
Constituirão um texto aqueles enunciados q tiverem sido
produzidos no marco de instituições que restrinjam fortemente a
própria enunciação, ou seja, enunciados a partir de posições
determinadas, inscritos em um contexto interdiscursivo
especifico e reveladores de condições históricas, sociais,
intelectuais etc.
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 A distinção entre locutor/a e enunciador/a
Locutor/a (o emissor material)
Enunciador/a (autor textual)
Enunciador =lugar a partir do qual o enunciado é produzido (autor textual).
Pode ou não coincidir com o locutor (o emissor material de um enunciado)
OU AINDA:
 Ducrot (1984) considera três entidades:
– sujeito falante: “indivíduo do mundo” que pronuncia o enunciado;
– locutor: entidade abstra(c)ta responsável pela enunciação; tem como
correspondente o alocutário, aquele ao qual se dirige a enunciação;
– enunciador: responsável pelos a(c)tos ilocutórios cumpridos na
enunciação; tem como correspondente o destinatário.
 Ex.: Está frio aqui.
 Sujeito falante: aquele que pronuncia a frase «Está frio aqui».
Locutor: entidade à qual é atribuído o enunciado «Está frio aqui».
Enunciador: responsável pelo a(c)to dire(c)tivo não impositivo: «Fecha a
janela.»
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 Operacionalização do corpus (o que deve ser analisado)
Corpus=qualquer conjunto de enunciados em um meio material. Pode se
tratar de transcrições de enunciados orais, reproduções de elementos
gráficos e textos previamente escritos
Corpus = materialização do texto
Uma ferramenta deve ser usada na totalidade do corpus para sua analise!!!!
Quando os materiais são documentais é essencial realizar sua catalogação
sistemática e sua colocação em um formato manipulável (como fotocopia ou
arquivo informatizado). Quando os materiais têm fontes verbais, como
entrevistas, reuniões de grupos ou conversas cotidianas, deve ser transcrito com
o maior detalhe possível para qualquer interação sutil , incidência ou
circunstancia possa ser identificada. Assim, a transcrição deve incluir, além das
palavras emitidas, as interrupções, as respirações, as pausas etc.
“Não dá pra acreditar”
“Pois...hum...eu...eu não...hum... não dá pra acreditar”
“Não dá pra acreditar!”
“Não!... Não dá pra acreditar!”
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 O TRABALHO ANALITICO
Análise do discurso tem alguns elementos:
Na análise do discurso podemos observar as projeções
da enunciação no enunciado; os recursos de
persuasão utilizados para criar a "verdade" do texto
(relação enunciador/enunciatário) e os temas e figuras
utilizados.
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 A enunciação pode ser reconstruída pelas "marcas" espalhadas no
enunciado; é no discurso que se percebem com mais clareza os
valores sobre os quais se assenta o texto. Analisar o discurso é, por
isso, determinar as condições de produção do texto.
 O enunciador quer fazer o enunciatário crer na verdade do discurso.
Por isso, ele tem um fazer persuasivo. o enunciador constrói no
discurso todo um dispositivo veridictório, espalha marcas que
devem ser encontradas
e interpretadas pelo enunciatário. Nessas marcas estão embutidas
as imagens de ambos (os seus sistemas de crenças, as imagens
recíprocas etc.). São estratégias discursivas, por exemplo, a
implicitação e/ou a explicitação de conteúdos, que constroem o
texto por meio de pressupostos e de subentendidos. Segundo
Ducrot (1977; 1987), os subentendidos são um recurso utilizado
para que possamos "dizer sem dizer", para que possamos afirmar
algo sem assumir a responsabilidade de termos
dito.
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 ANÁLISE DO DISCURSO CRÍTICA (ADC)
(Analise Critica do Discurso)
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 A Análise do Discurso Crítica (ou ainda Analise Critica
do Discurso) pretende mostrar o modo como as práticas
linguístico-discursivas estão imbricadas com as
estruturas sociopolíticas mais abrangentes, de poder e
dominação.
 Norman Faircloud considera que as relações e lutas de
poder como formadoras ideológicas dos referidos textos,
eventos e práticas, e coloca a análise crítica a serviço
da investigação da maneira com que a opacidade das
relações entre discurso e sociedade opera como um dos
fatores que garantem o poder e a hegemonia
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
Exemplo:
SANTOS, Cleide Magali dos. Da Ordem e das Desordens: sobre manutenção da ordem pela PM nas ações coletivas
de protestos em Salvador na primeira década do século XXI . 2014. 228f. TESE (Doutorado em Ciências Sociais) –
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. UFBA, Salvador.
Este trabalho trata da segurança pública no estado democrático de direito brasileiro, os estudos se concentram nos
sentidos e significados que compõem as ações de manutenção da ordem pública nos momentos de protestos em espaços
públicos. Em um recorte histórico mais detalhado, centra-se nos protestos protagonizados por jovens nos dez primeiros
anos do século XXI, nas ruas de Salvador-Bahia. A tese defendida é que a repressão de ações coletivas de protestos por
parte da polícia militar não pode ser explicada exclusivamente pelo passado ditatorial (ainda com impactos na atuação das
forças de segurança pública no país) como expressão de uma política de controle social, mas também como expressão de
uma noção de ordem (e desordem) decorrente de julgamentos ideológicos pautados em estereótipos e preconceitos sobre
a conduta (in)desejada de determinados indivíduos - julgamentos estes, constituídos pelo intercruzamento de variáveis
relacionadas aos valores quanto às questões raciais/étnicas, geracionais, de classe e gênero. Valores socioculturais
também expressos quando do uso do poder discricionário do policial para definição de quem, quando e como se provoca a
des(ordem), na margem deixada pela Constituição Brasileira. Aqui, não se trata de desonerar (ou desculpabilizar) a
estrutura ou uma instituição nela inserida para onerar indivíduos por “atos mal feitos”, antes, a questão é alcançar as
variáveis e seus intercruzamentos nos momentos de ações e assim contribuir para reflexão sobre uso e abuso da força,
ampliando a compreensão do fenômeno. Assim, a investigação enfrenta uma permanente tensão entre estrutura e
situação, entre explicação de ordem estrutural e explicação de ordem situacional - de um lado, está o campo da segurança
pública que expressa a própria estrutura com uma dinâmica mais resistente às mudanças sociais e, por outro lado, está o
campo dos movimentos sociais, que expressa na maioria das vezes o questionamento das estruturas e organizações
sociais e por isso são inovadores, indicadores de mudanças sociais e pulsadores da sociedade. Como tema que ainda
carece de um campo próprio constituído, tomam-se como fluídas as fronteiras das disciplinais (ciência política, sociologia,
antropologia, história, direito) e recorre-se às teorias e teóricos agregados em quatro grandes grupos não unanimes nas
abordagens e visões, mas que orientaram a investigação, a saber: teorização sobre estado democrático de direito;
teorização sobre o sistema cidadão de segurança pública no estado democrático de direito; teorização sobre a
criminalização das ações coletivas de protestos em espaços públicos no estado democrático de direito e, por fim, a
teorização sobre os ciclos de protestos. A pesquisa empírica adotou a abordagem metodológica qualitativa, analisando
representações sociais, cujo acesso se deu através da captura de discursos oficiais apreendidos via documentos;
discursos mediáticos e discursos dos próprios agentes policiais militares.
 Fonte: https://universidadedoestadodabahia.academia.edu/CleideMag%C3%A1liSantos
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UNEB- DEDC I -CISO
DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 ADC NA CONTEMPORANEIDADE
 Fairclough contribuiu muito para esclarecer a conexão entre
discurso e as variáveis macrossociais: a estrutura social
determina as condições de produção do discurso
 Diferentes discursos são diversas perspectivas do mundo,
associadas a diferentes relações que as pessoas estabelecem
com o mundo e que dependem das posições que ocupam e das
relações que estabelecem com outras pessoas (Fairclough,
2003 apud SANTOS, 2014)
 As práticas são constitutivas da vida social, nos domínios da
economia, da política e da cultura, incluindo a vida cotidiana
(Fairclough, 2006). Em análise de discurso, práticas sociais, são
conceituadas como caracterizadas pela articulação de quatro
elementos, a saber: discurso, relações sociais, fenômeno
mental (crenças, valores, desejos, ideologias) e atividade
material. (SANTOS, 2014, p.35) 28
UNEB- DEDC I -CISO
DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 A VALIDEZ da AD
 o/a analista deve estabelecer uma relação ativa com
os/as leitores/as de seu trabalho e tentar mostrar como
realizou a leitura do corpus ( o texto). Assim a AD se
converte em um exercício mais de negociação do que
de exposição, no sentido de estar sempre aberta ao
debate e à discussão das interpretações realizadas.
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 REFERENCIAS
BARTHES, Roland. A Aula. São Paulo: Cultrix, 1997.
BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à análise de discurso. 3. ed. Campinas: Unicamp, 1994.
DUCROT, Oswald. Dizer e não dizer. Princípios de Linguística Semântica. SP: Cultrix, 1977.
______ Le diré et le dit, Paris, Minuit, 1984
_______ O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987.
FOUCAULT, M. não ao sexo rei in Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal pp 229-42
INIGUEZ, Lupicínio (coord.). Analise de Discurso em Ciências Sociais. Petrópolis: Ed. Vozes, 2004.
MARTINS, Izabella dos Santos. Reflexões Sobre a Crítica Análise do discurso. DELTA, São Paulo, v. 21,
n. 2, p. 313-321, Dezembro de 2005. Disponível a partir
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
44502005000200007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 11 de setembro de 2016.
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-44502005000200007
NOGUEIRA, Conceição. Análise (s) do discurso: Diferentes concepções na Prática de Pesquisa em
psicologia social. Psic .: Teor. e Pesq. , Brasília, v. 24, n. 2, p. 235-242, Junho de 2008. Disponível a partir
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
37722008000200014&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 11 de setembro de 2016.
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722008000200014.
30
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DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 REFERENCIAS (cont.)
POSSENTI, Sírio. Discurso, estilo e subjetividade. São Paulo: Martins Fontes,
1993
SARGENTINI, Vanice M. Oliveira. A noção de formação discursiva: Uma relação
estreita com o corpus na análise de discurso. Disponível em
http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/2SEAD/SIMPOSIOS/Vanice
MariaOliveiraSargentini.pdf .Acesso em agosto de 2016.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo, Cultrix, 1991.
SANTOS, Cleide Magali dos Da Ordem e das Desordens: sobre manutenção da
ordem pela PM nas ações coletivas de protestos em Salvador na primeira
década do século XXI. Orientadora: Prof.ª Dra. Maria Victoria Espiñeira
Gonzalez TESE (doutorado) – Universidade Federal da Bahia. Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas, 2014. Disponível em
https://universidadedoestadodabahia.academia.edu/CleideMag%C3%A1liSantos
. Acesso agosto 2016.
31
UNEB- DEDC I -CISO
DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI
 SUGESTÕES
 http://www.ufrgs.br/infotec/teses00-02/assunto_ANALISE_DO_DISCURSO.html
 https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/74645/browse?order=ASC&rpp=20&
sort_by=-1&value=Analise+do+discurso&etal=-1&offset=20&type=subject
 https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102549/228772.pdf?seque
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AULA- Análises de Discurso em Ciências Sociais

  • 1. UNEB- DEDC I –CIÊNCIAS SOCIAIS DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI . DISCURSO E ANALISES DE DISCURSO EM CIÊNCIAS SOCIAIS 1
  • 2. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI • SOBRE DISCURSO Discurso = conjunto de praticas linguísticas que mantêm e estimulam relações sociais (Assim: Análise de Discurso =estudo das práticas linguísticas para esclarecer as relações sociais estimuladas e mantidas pelo discurso) Todo discurso é uma prática social (Foucault) A palavra discurso emerge da tentativa de se estabelecer a clara distinção entre significado e sentido (SARGENTINI, 2009). O significado sustenta‐se na crença de que as palavras são convenções tácitas (SAUSSURE, 1991) firmadas entre os falantes de uma língua, enquanto o sentido apoia‐se na crença de que a convenção linguística, que pretende dar um caráter universal ao significado, pode assumir matizes. Em outras palavras, um mesmo significado se manifesta em sentidos circunscritos a produções discursivas oriundas de inserções no mundo social. OBS.: o processo de interpretação não consiste apenas em captação do sentido 2
  • 3. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  O DISCURSO é um suporte abstrato que sustenta os vários TEXTOS (concretos) que circulam em uma sociedade. Ele é responsável pela concretização, em termos de figuras e temas, das estruturas semio- narrativas. Através da Análise do Discurso é possível realizarmos uma análise interna (o que este texto diz?, como ele diz?) e uma análise externa (por que este texto diz o que ele diz?).  Texto=conjunto de enunciados produzidos em contextos sociais a partir de posições de enunciação. 3
  • 4. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI Concepções mais comuns de discurso nas c. humanas e sociais: 1-discurso como enunciado ou conjunto de enunciados efetivamente falados por um/a falante 2-discurso como conjunto de enunciados que constroem um objeto 3-discurso como conjunto de enunciados falados em um contexto de interação – nessa concepção ressalta-se o poder da ação do discurso sobre outra ou outras pessoas, o tipo de contexto (sujeito que fala, momento e espaço, historia etc.) 4- discurso como conjunto de enunciados em um contexto conversacional (e, portanto normativo) 5-discurso como conjunto de restrições que explicam a produção de um conjunto de enunciados a partir de uma posição social ou ideológica especifica 6-discurso como conjunto de enunciados em que é possível definir as condições de sua produção. 4
  • 5. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI ANALISE DE DISCURSO X ANALISE DE CONTEUDO 5
  • 6. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI ANÁLISE DE DISCURSO ≠ ANÁLISE DE CONTEÚDO  LEMBRANDO: Foucault chama a atenção: “Mas uma coisa é o enunciado e outra é o discurso” (FOUCAULT, 1979, p 233) A Análise de Conteúdo (AC) surgiu no início do século XX nos Estados Unidos para analisar o material jornalístico, ocorrendo um impulso entre 1940 e 1950, quando os cientistas começaram a se interessar pelos símbolos políticos. ≠ Análise de Discurso (AD)- Barthes (1997, p. 1) resgata, com singularidade, a etimologia do termo discurso. Ele observa, no horizonte da generalidade, que “Dis-cur-sus é, originalmente, a ação de correr para todo lado, são idas e vindas ‘démarches’, ‘intrigas’”. Brandão (1994, p. 12) estabelece um conceito, que particulariza a anotação etimológica de Barthes. Ela estipula o Discurso, como a “articulação dos processos ideológicos e dos fenômenos linguísticos”. Na sua concepção, a discursividade depende de suas relações com o contexto sócio histórico. 6
  • 7. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI ANALISE DE CONTEUDO (AC) ANALISE DE DISCURSO (AD) Origem:1940-1950 (EUA)interesse por símbolos políticos/ 1950-1960 se estendeu para varias áreas. L . Bardin Modo de acesso ao objeto: materiais textuais escritos corpus do arquivo: material já existentes (docs., jornais, livros etc.) Trabalha com Conteúdo: signos linguísticos (palavra) são unidades – codificação/categorização Quantitativo: frequência das características que se repetem no conteúdo Qualitativo: ausência ou presença de uma dada característica num fragmento de mensagem Origem: A AD, por sua vez, pode ser dividida em três fases, cuja transformação Michel Pêcheux chama de conversão filosófica do olhar: 1) A primeira fase é caracterizada pelo esforço de teorização de uma máquina estrutural-discursiva automática. Essa proposta de análise do discurso é inaugurada em 1969 com o lançamento do livro Análise Automática do Discurso de Pêcheux; 2) A segunda fase, AD-2, começa em 1975 com o lançamento de Les Vérités de la Palice de Pêcheux, aprimorando conceitos e introduzindo novidades fundamentais para a teoria: a noção de formação discursiva heterogênea, trabalhada na arqueologia de Foucault, aparece para fazer explodir a noção de maquinaria estrutural fechada (PÊCHEUX, 1990)e também interdiscursividade; 3) terceira fase, período no qual a teoria do discurso assumiu a sua forma atual: discurso como o encontro da estrutura e do acontecimento. Na AD-3, uma inovação metodológica e uma sofisticação no tratamento do sujeito foi introduzida, fase de hoje. Origem: linguística (deslocando a noção de fala)+ materialismo histórico (ideologia) + psicanalise (inconsciente que em AD é de- centramento do sujeito) linguagem + historia + ideologia Pêcheau- AD francesa Modo de acesso ao objeto: escritos ou não corpus do arquivo material já existentes (docs., jornais, livros etc.) + corpus empírico (produzido para a pesquisa ex. entrevista) Trabalha com Sentido: Memória coletiva construída socialmente(interdiscurso) e intradiscurso -------------------- Só Qualitativo: capturar a marca linguística e relaciona-la ao contexto sócio histórico. Também o analista faz uma leitura discursiva. 7
  • 8. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI ANALISE DISCURSIVA EM CIÊNCIAS SOCIAIS 8
  • 9. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  TRADIÇÕES DAS ANALISES DISCURSIVAS EM C.SOCIAIS 9 Linha francesa –Analise de Discurso (AD) Linha anglo-saxônica- Analise do Discurso Critica (ADC) Principais referências são Michel Pêcheux e, no Brasil, Eni Orlandi A AD, por sua vez, pode ser dividida em três fases, cuja transformação Michel Pêcheux chama de conversão filosófica do olhar: 1) A primeira fase é caracterizada pelo esforço de teorização de uma máquina estrutural-discursiva automática. Essa proposta de análise do discurso é inaugurada em 1969 com o lançamento do livro Análise Automática do Discurso de Pêcheux; 2) A segunda fase, AD-2, começa em 1975 com o lançamento de Les Vérités de la Palice de Pêcheux, aprimorando conceitos e introduzindo novidades fundamentais para a teoria: a noção de formação discursiva heterogênea, trabalhada na arqueologia de Foucault, aparece para fazer explodir a noção de maquinaria estrutural fechada (PÊCHEUX, 1990)e também interdiscursividade; 3) terceira fase, período no qual a teoria do discurso assumiu a sua forma atual: discurso como o encontro da estrutura e do acontecimento. Na AD-3, uma inovação metodológica e uma sofisticação no tratamento do sujeito foi introduzida, fase de hoje. Noção de Memória Discursiva, pois, como diz Orlandi (1993), é através da memória discursiva que o sujeito busca no seu interdiscurso as palavras do outro, aquelas já proferidas Pêcheux defendia uma tomada de posição pelo marxismo- leninismo Talvez principal referencia Norman Fairclough, (neomarxista filiado às leituras da obras de Marx pela Escola de Frankfurt; Pechêux, filiado ao que se convencionou chamar "althusserianos de segunda geração", aqueles que sobreviveram aos Elementos de autocrítica de 1974 de Althusser. Fairclough se coloca hoje entre os neomarxistas que procuram dar conta das transformações do capitalismo face à globalização) Nos diz Fairclough, proponho considerar o uso da linguagem como forma de prática social e não como atividade puramente individual ou reflexo de variáveis situacionais (FAIRCLOUGH, 1994). O discurso deve ser visto como um modo de ação, como uma prática que altera o mundo e altera os outros indivíduos no mundo: 1) o discurso contribui para a construção do que é referido como "identidades sociais" e posições de sujeito, para o sujeito social e os tipos de EU; 2) O discurso contribui para a construção das relações sociais; 3) o discurso contribui para a construção de sistemas de conhecimento e crença. Tentativa de reunir três domínios: a teoria linguística, a macrossociológica e a microssociologia. Podemos destacar o deslocamento promovido por Fairclough da noção de poder em Foucault para a noção de hegemonia em Gramsci. Fairclough, neomarxista filiado às leituras da obras de Marx pela Escola de Frankfurt; Pechêux, filiado ao que se convencionou chamar "althusserianos de segunda geração", aqueles que sobreviveram aos Elementos de autocrítica de 1974 de Althusser. Fairclough se coloca hoje entre os neomarxistas que procuram dar conta das
  • 10. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  ANALISE DE DISCURSO (AD) 10
  • 11. UNEB- DEDC I –CIÊNCIAS SOCIAIS DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  Foucault chama a atenção: “Mas uma coisa é o enunciado e outra é o discurso” (FOUCAULT , 1979, p 233) “Eis um exemplo para o qual as condições gerais de enunciação não trazem explicações suficientes, sendo necessário um outro saber especifico para explicar os discursos.”(POSSENTI, 1993, p.31) aqui a ideia de para se analisar um discurso se faz necessário uma teoria auxiliar (além da linguística)...seja historia, sociologia, politica etc. 11
  • 12. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  Para AD a linguagem é simultaneamente um indicador da realidade social e uma forma de criar essa realidade.  Para AD a linguagem não está na “cabeça” e sim no mundo. A linguagem é vista mais como uma forma de construção do que como uma descrição de nós mesmo/as e do nosso mundo. 12
  • 13. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  57 variedades de Analise de discurso  A AD não é uma metodologia, é uma disciplina de interpretação fundada pela intersecção de epistemologias distintas, pertencentes a áreas da linguística, do materialismo histórico e da psicanálise. Essa contribuição ocorreu da seguinte forma: da linguística deslocou-se a noção de fala para discurso; do materialismo histórico emergiu a teoria da ideologia; e finalmente da psicanálise veio a noção de inconsciente que a AD trabalha com o decentramento do sujeito. “articula -o linguístico com o social e o histórico  séries textuais (orais ou escritas) ou imagens (fotografias) ou linguagem corporal (dança) 13
  • 14. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI COMO FAZER ANALISE DE DISCURSO EM CIENCIAS SOCIAIS 14
  • 15. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  “...a recolha dos dados e a análise são uma parte vital da AD, mas, por si só, não constituem a sua globalidade. Enquanto método tem semelhanças com outras abordagens qualitativas (Denzin & Lincoln, citados por Iñiguez, 2004) e sob o rótulo geral de AD tem-se estudado temas tão diversos como as interacções quotidianas, a memória, o pensamento, as emoções assim como problemas sociais como a exclusão social, o género ou o racismo (para uma revisão mais extensa destes estudos ver trabalhos citados em Potter, Wetherell, Gill & Edwar)” ( NOGUEIRA , 2002, p. ) 15
  • 16. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A AD não vai trabalhar com a forma e o conteúdo, mas irá buscar os efeitos de sentido que se pode apreender mediante interpretação 16
  • 17. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  Definição do tema  Construção da pergunta de partida (empírico)  Elaboração da Problemática (Problematização) – Já começa aqui a definição do quadro teórico porque já se vai em busca de balanço dos principais pontos de referencia teóricos sobre o fenômeno foco – Objeto (ruptura do senso comum através da observação exploratória - empírico e teórico)  Definição dos aportes metodológicos: aqui a definição pela Análise de Discurso  Definição do corpus da pesquisa  Coleta  Trabalho Analítico 17
  • 18. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  EXEMPLO:  STRAPASSON, Adelaide. A construção de sentidos sobre a mulher em enunciados de jurisprudência penal: uma perspectiva da análise do discurso. 2005. 143 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, UFSC, Florianópolis. Esta pesquisa tem por objetivo delimitar as estratégias linguístico-discursivas utilizadas pelos operadores do Direito em relação à mulher, em enunciados de jurisprudência penal, nos crimes passionais e nos crimes contra os costumes. Para isso, verifica quais são os sentidos já- ditos (discurso citado) que perpassam os enunciados produzidos na jurisprudência penal sobre a mulher; identifica termos, expressões e palavras que os operadores do Direito utilizam para se referir à mulher nos enunciados que produzem; e detecta se, na implementação das estratégias linguístico-discursivas, ocorre ou não a isonomia de tratamento entre o homem e a mulher, conforme está previsto na Constituição Federal, que os tornou iguais em direitos e em obrigações. O corpus da pesquisa consiste na coletânea de jurisprudência dos tribunais recursais sobre os crimes passionais e os crimes contra os costumes, no período de 1990 a 2004. Para a análise, assumimos as reflexões de Bakhtin – e do círculo bakhtiniano – acerca do discurso e da influência dele no grupo social, bem como as refrações ideológicas que refletem e refratam o horizonte apreciativo e axiológico de uma época nesse dado grupo social. Os resultados apresentam, nos crimes passionais, a mulher discursivizada por meio de adjetivos, sendo vítima ou autora; nos crimes contra os costumes, sempre a vítima, a construção de sentidos sobre a mulher se faz em torno de sua postura sexual. O discurso jurídico exibe uma linguagem que expressa o horizonte apreciativo e axiológico dos operadores do Direito. Palavras-chave: análise do discurso; discurso jurídico sobre a mulher; crimes passionais; crimes contra os costumes.  Fonte: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102549/228772.pdf?sequence=1&is Allowed=y 18
  • 19. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI Para AD são necessárias 3 operações:  A diferenciação entre texto-discurso  A distinção entre locutor/a e enunciador/a  Operacionalização do corpus 19
  • 20. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A diferenciação entre texto-discurso Nem todo texto pode ser considerado um discurso. Para que isso aconteça: Constituirão um texto aqueles enunciados q tiverem sido produzidos no marco de instituições que restrinjam fortemente a própria enunciação, ou seja, enunciados a partir de posições determinadas, inscritos em um contexto interdiscursivo especifico e reveladores de condições históricas, sociais, intelectuais etc. 20
  • 21. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A distinção entre locutor/a e enunciador/a Locutor/a (o emissor material) Enunciador/a (autor textual) Enunciador =lugar a partir do qual o enunciado é produzido (autor textual). Pode ou não coincidir com o locutor (o emissor material de um enunciado) OU AINDA:  Ducrot (1984) considera três entidades: – sujeito falante: “indivíduo do mundo” que pronuncia o enunciado; – locutor: entidade abstra(c)ta responsável pela enunciação; tem como correspondente o alocutário, aquele ao qual se dirige a enunciação; – enunciador: responsável pelos a(c)tos ilocutórios cumpridos na enunciação; tem como correspondente o destinatário.  Ex.: Está frio aqui.  Sujeito falante: aquele que pronuncia a frase «Está frio aqui». Locutor: entidade à qual é atribuído o enunciado «Está frio aqui». Enunciador: responsável pelo a(c)to dire(c)tivo não impositivo: «Fecha a janela.» 21
  • 22. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  Operacionalização do corpus (o que deve ser analisado) Corpus=qualquer conjunto de enunciados em um meio material. Pode se tratar de transcrições de enunciados orais, reproduções de elementos gráficos e textos previamente escritos Corpus = materialização do texto Uma ferramenta deve ser usada na totalidade do corpus para sua analise!!!! Quando os materiais são documentais é essencial realizar sua catalogação sistemática e sua colocação em um formato manipulável (como fotocopia ou arquivo informatizado). Quando os materiais têm fontes verbais, como entrevistas, reuniões de grupos ou conversas cotidianas, deve ser transcrito com o maior detalhe possível para qualquer interação sutil , incidência ou circunstancia possa ser identificada. Assim, a transcrição deve incluir, além das palavras emitidas, as interrupções, as respirações, as pausas etc. “Não dá pra acreditar” “Pois...hum...eu...eu não...hum... não dá pra acreditar” “Não dá pra acreditar!” “Não!... Não dá pra acreditar!” 22
  • 23. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  O TRABALHO ANALITICO Análise do discurso tem alguns elementos: Na análise do discurso podemos observar as projeções da enunciação no enunciado; os recursos de persuasão utilizados para criar a "verdade" do texto (relação enunciador/enunciatário) e os temas e figuras utilizados. 23
  • 24. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A enunciação pode ser reconstruída pelas "marcas" espalhadas no enunciado; é no discurso que se percebem com mais clareza os valores sobre os quais se assenta o texto. Analisar o discurso é, por isso, determinar as condições de produção do texto.  O enunciador quer fazer o enunciatário crer na verdade do discurso. Por isso, ele tem um fazer persuasivo. o enunciador constrói no discurso todo um dispositivo veridictório, espalha marcas que devem ser encontradas e interpretadas pelo enunciatário. Nessas marcas estão embutidas as imagens de ambos (os seus sistemas de crenças, as imagens recíprocas etc.). São estratégias discursivas, por exemplo, a implicitação e/ou a explicitação de conteúdos, que constroem o texto por meio de pressupostos e de subentendidos. Segundo Ducrot (1977; 1987), os subentendidos são um recurso utilizado para que possamos "dizer sem dizer", para que possamos afirmar algo sem assumir a responsabilidade de termos dito. 24
  • 25. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  ANÁLISE DO DISCURSO CRÍTICA (ADC) (Analise Critica do Discurso) 25
  • 26. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A Análise do Discurso Crítica (ou ainda Analise Critica do Discurso) pretende mostrar o modo como as práticas linguístico-discursivas estão imbricadas com as estruturas sociopolíticas mais abrangentes, de poder e dominação.  Norman Faircloud considera que as relações e lutas de poder como formadoras ideológicas dos referidos textos, eventos e práticas, e coloca a análise crítica a serviço da investigação da maneira com que a opacidade das relações entre discurso e sociedade opera como um dos fatores que garantem o poder e a hegemonia 26
  • 27. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI Exemplo: SANTOS, Cleide Magali dos. Da Ordem e das Desordens: sobre manutenção da ordem pela PM nas ações coletivas de protestos em Salvador na primeira década do século XXI . 2014. 228f. TESE (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. UFBA, Salvador. Este trabalho trata da segurança pública no estado democrático de direito brasileiro, os estudos se concentram nos sentidos e significados que compõem as ações de manutenção da ordem pública nos momentos de protestos em espaços públicos. Em um recorte histórico mais detalhado, centra-se nos protestos protagonizados por jovens nos dez primeiros anos do século XXI, nas ruas de Salvador-Bahia. A tese defendida é que a repressão de ações coletivas de protestos por parte da polícia militar não pode ser explicada exclusivamente pelo passado ditatorial (ainda com impactos na atuação das forças de segurança pública no país) como expressão de uma política de controle social, mas também como expressão de uma noção de ordem (e desordem) decorrente de julgamentos ideológicos pautados em estereótipos e preconceitos sobre a conduta (in)desejada de determinados indivíduos - julgamentos estes, constituídos pelo intercruzamento de variáveis relacionadas aos valores quanto às questões raciais/étnicas, geracionais, de classe e gênero. Valores socioculturais também expressos quando do uso do poder discricionário do policial para definição de quem, quando e como se provoca a des(ordem), na margem deixada pela Constituição Brasileira. Aqui, não se trata de desonerar (ou desculpabilizar) a estrutura ou uma instituição nela inserida para onerar indivíduos por “atos mal feitos”, antes, a questão é alcançar as variáveis e seus intercruzamentos nos momentos de ações e assim contribuir para reflexão sobre uso e abuso da força, ampliando a compreensão do fenômeno. Assim, a investigação enfrenta uma permanente tensão entre estrutura e situação, entre explicação de ordem estrutural e explicação de ordem situacional - de um lado, está o campo da segurança pública que expressa a própria estrutura com uma dinâmica mais resistente às mudanças sociais e, por outro lado, está o campo dos movimentos sociais, que expressa na maioria das vezes o questionamento das estruturas e organizações sociais e por isso são inovadores, indicadores de mudanças sociais e pulsadores da sociedade. Como tema que ainda carece de um campo próprio constituído, tomam-se como fluídas as fronteiras das disciplinais (ciência política, sociologia, antropologia, história, direito) e recorre-se às teorias e teóricos agregados em quatro grandes grupos não unanimes nas abordagens e visões, mas que orientaram a investigação, a saber: teorização sobre estado democrático de direito; teorização sobre o sistema cidadão de segurança pública no estado democrático de direito; teorização sobre a criminalização das ações coletivas de protestos em espaços públicos no estado democrático de direito e, por fim, a teorização sobre os ciclos de protestos. A pesquisa empírica adotou a abordagem metodológica qualitativa, analisando representações sociais, cujo acesso se deu através da captura de discursos oficiais apreendidos via documentos; discursos mediáticos e discursos dos próprios agentes policiais militares.  Fonte: https://universidadedoestadodabahia.academia.edu/CleideMag%C3%A1liSantos 27
  • 28. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  ADC NA CONTEMPORANEIDADE  Fairclough contribuiu muito para esclarecer a conexão entre discurso e as variáveis macrossociais: a estrutura social determina as condições de produção do discurso  Diferentes discursos são diversas perspectivas do mundo, associadas a diferentes relações que as pessoas estabelecem com o mundo e que dependem das posições que ocupam e das relações que estabelecem com outras pessoas (Fairclough, 2003 apud SANTOS, 2014)  As práticas são constitutivas da vida social, nos domínios da economia, da política e da cultura, incluindo a vida cotidiana (Fairclough, 2006). Em análise de discurso, práticas sociais, são conceituadas como caracterizadas pela articulação de quatro elementos, a saber: discurso, relações sociais, fenômeno mental (crenças, valores, desejos, ideologias) e atividade material. (SANTOS, 2014, p.35) 28
  • 29. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  A VALIDEZ da AD  o/a analista deve estabelecer uma relação ativa com os/as leitores/as de seu trabalho e tentar mostrar como realizou a leitura do corpus ( o texto). Assim a AD se converte em um exercício mais de negociação do que de exposição, no sentido de estar sempre aberta ao debate e à discussão das interpretações realizadas. 29
  • 30. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  REFERENCIAS BARTHES, Roland. A Aula. São Paulo: Cultrix, 1997. BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à análise de discurso. 3. ed. Campinas: Unicamp, 1994. DUCROT, Oswald. Dizer e não dizer. Princípios de Linguística Semântica. SP: Cultrix, 1977. ______ Le diré et le dit, Paris, Minuit, 1984 _______ O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987. FOUCAULT, M. não ao sexo rei in Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal pp 229-42 INIGUEZ, Lupicínio (coord.). Analise de Discurso em Ciências Sociais. Petrópolis: Ed. Vozes, 2004. MARTINS, Izabella dos Santos. Reflexões Sobre a Crítica Análise do discurso. DELTA, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 313-321, Dezembro de 2005. Disponível a partir <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 44502005000200007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 11 de setembro de 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-44502005000200007 NOGUEIRA, Conceição. Análise (s) do discurso: Diferentes concepções na Prática de Pesquisa em psicologia social. Psic .: Teor. e Pesq. , Brasília, v. 24, n. 2, p. 235-242, Junho de 2008. Disponível a partir <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 37722008000200014&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 11 de setembro de 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722008000200014. 30
  • 31. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  REFERENCIAS (cont.) POSSENTI, Sírio. Discurso, estilo e subjetividade. São Paulo: Martins Fontes, 1993 SARGENTINI, Vanice M. Oliveira. A noção de formação discursiva: Uma relação estreita com o corpus na análise de discurso. Disponível em http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/2SEAD/SIMPOSIOS/Vanice MariaOliveiraSargentini.pdf .Acesso em agosto de 2016. SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo, Cultrix, 1991. SANTOS, Cleide Magali dos Da Ordem e das Desordens: sobre manutenção da ordem pela PM nas ações coletivas de protestos em Salvador na primeira década do século XXI. Orientadora: Prof.ª Dra. Maria Victoria Espiñeira Gonzalez TESE (doutorado) – Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2014. Disponível em https://universidadedoestadodabahia.academia.edu/CleideMag%C3%A1liSantos . Acesso agosto 2016. 31
  • 32. UNEB- DEDC I -CISO DISCIPLINA: ANALISE DE DADOS QUALITATIVOS, PROFA. DRA. CLEIDE MAGÁLI  SUGESTÕES  http://www.ufrgs.br/infotec/teses00-02/assunto_ANALISE_DO_DISCURSO.html  https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/74645/browse?order=ASC&rpp=20& sort_by=-1&value=Analise+do+discurso&etal=-1&offset=20&type=subject  https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102549/228772.pdf?seque nce=1&isAllowed=y  https://universidadedoestadodabahia.academia.edu/CleideMag%C3%A1liSantos 32