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Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas”
                                     Disciplina: Educação Religiosa I
                                     Professores: Ananias do Carmo Pinto / Carla Geanfrancisco
                                     E-mail: ananiaseducador@yahoo.com.br / carlageanf@gmail.com




        AULA 5 - PERFIL BÁSICO DO EDUCADOR CRISTÃO +
            ATRIBUIÇÕES DO EDUCADOR RELIGIOSO
                                                                                          Matheus 5: 13-19

                                      O PROFESSOR CRISTÃO
A Priori podemos dizer que os pais cristãos têm a primeira oportunidade e privilegio de brindar a seus filhos com a
educação cristã. Sabemos pela dura experiência, e o dizemos com tristeza, que hoje dia o lar cristão tem jogado
sobre os ombros da igreja grande parte, senão toda, da responsabilidade desta tarefa.

    Por essa razão a Educação Religiosa alcançou um primeiro lugar nos domínios do ensino cristão. Está
aceitando sua igreja esta grande responsabilidade? Existem cristãos consagrados em sua igreja dispostos a
sacrificar suas energias, tempo e ainda dinheiro para dedicar-se à difícil, porém importante tarefa de instruir as
crianças, jovens e adultos de sua congregação e comunidade?

    Na organização da Educação Religiosa o professor é a pessoa mais importante. Ele é o centro do programa
inteiro de Educação Cristã. Se o professor fracassa, a Educação Religiosa também fracassa. Com razão foi dito
que "o professor é o operário mais elevado e mais importante da Educação Religiosa".
    Cristo foi honrado com o nome de Mestre, e Ele mesmo magnificou este ministério comissionando seus
discípulos para que fossem a todo o mundo, e doutrinaram a todas as nações ensinando-lhes que guardassem
todas as coisas que Ele tinha lhes mandado. Temos razões para acreditar que Jesus quis que se reunissem os
alunos em aulas, sob a direção de professores hábeis para o estudo da Palavra de Deus. Parece que assim foi
entendida a grande comissão, pelo que lemos em Atos 5:42: "E todos os dias, no templo e nas casas, não
cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo".
    O sublime mandamento de Cristo de ensinar a todas as pessoas é, até certo ponto, obrigatório para todos os
crentes do mundo inteiro. Mas juntamente com o mandamento nos deu uma promessa: "e eis que eu estou
convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20). O Senhor quer que ensinemos atitudes,
apreciações, hábitos, condutas, procedimentos e todas as coisas mandadas por Ele.
    O crescimento da vida cristã é contínuo. O mesmo Paulo disse, quando estava no final de sua vida: "Não que
já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por
Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-
me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio
da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:12-14). Por que devemos ensinar aos crentes? Para
que, "seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Efésios 4:15).
    O problema de cada igreja é encontrar pessoas que desejem ensinar. O escritor de Hebreus (Hb 5:12) nos diz
algo muito significativo: "Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a
ensinar...". Como se dissesse: "Vocês já deveriam ser professores, levam tanto tempo de serem crentes; e depois
de terem sido ensinados, já deviam também ensinar a outros". Os que conheceram a Cristo e sua Palavra por
vários anos deveriam aprender a partilhar com outros o que aprenderam. Todos os professores nasceram, mas
nem todos "nasceram professores". Os mestres eficazes na Educação Religiosa aprenderam como realizar bem
seu trabalho. O melhor método de aprendizado é a prática e o estudo paciente. Se você ama a Deus
sinceramente, deseja servi-Lo e ajudar a outros espiritualmente, aqui está sua oportunidade.
    Hoje mais que nunca se necessitam professores consagrados ao Senhor, que dediquem todo seu coração,
entusiasmo, tempo e energia à tarefa de construir a outros, para que tanto as crianças, os jovens e os adultos de
nossa igreja cresçam espiritualmente. Somente assim podemos ter uma igreja forte, com crentes cheios do
Espírito Santo, dispostos a honrar e servir ao Senhor.
    O professor, para que possa cumprir com sua verdadeira tarefa e responsabilidade, deve ser uma pessoa
convertida e cheia do Espírito Santo. O professor que não é cristão em fatos e em verdade, desacredita o posto
sagrado que tem, e sua primeira responsabilidade é arranjar sua vida com Deus ou renunciar ao cargo que
desempenha na igreja.

Educação Religiosa I                     Carla Geanfrancisco                           Setembro/2008
Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas”
    O ensino difere da predicação porque estabelece um contato pessoal e uma associação íntima do instrutor com
o aluno. Alguém disse que "predicar" é falar por radio, mas "ensinar" é falar por telefone. Em todo contato, ou
influenciamos os outros, ou somos influenciados. Recebemos uma impressão, ou deixamos uma impressão nossa
em cada pessoa com quem nos encontramos. Por esta razão o caráter e experiência do professor de Educação
Religiosa devem revelar o seguinte:
    1. Uma experiência real e definida de sua salvação pessoal. Sua vida deve estar identificada com Cristo. Isto
significa não somente a salvação que possui por meio da fé nEle, senão que tenha uma experiência mais
profunda. Sua personalidade deve revelar as características do fruto do Espírito Santo como se encontram em
Gálatas 5:22: "amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança". O contato com
uma personalidade carregada com o Espírito Santo não pode menos que acender na alma de outrem a faísca do
desejo de uma experiência mais rica e profunda de aproximação a Deus. Quando Cristo é o único modelo, seus
discípulos são epístolas lidas e conhecidas pelos homens.
    2. Uma personalidade forte. Um professor ensinará algo pelo que diz, algo mais pelo que faz, porém mais que
nada pelo que é. O ensino é a comunicação da vida de um ser vivente a outro, e a vida de quem ensina.
    3. Deve mostrar um vivo interesse em que seus alunos sejam salvos. Se um professor de Educação Religiosa
não tem conversões em sua classe, fracassou em seu dever de levar seus alunos a um encontro pessoal com
Cristo. Se um aluno da Educação Religiosa não foi salvo durante os anos que recebeu instrução religiosa,
somente enchemos sua cabeça de conhecimentos bíblicos, mas a sua alma está vazia. Todo indivíduo necessita
dar este passo para principiar seu crescimento espiritual.
    4. Deve ser um entusiasta cristão. Várias coisas contribuirão ao êxito de sua tarefa:
        a) A ORAÇÃO. Este é um requisito indispensável para o professor. Sem a ajuda de Deus não poderá
    desempenhar sua tarefa. Necessita pedir ajuda, sabedoria e fortaleza de Deus. Além disso, deve interceder
    pelas necessidades dos alunos.
        b) A LEITURA DA BÍBLIA. Deve lê-la porque é o livro mais importante para seu ensino, pois é seu livro de
    texto e também porque o estudo devocional dela o nutrirá espiritualmente, mantendo-o forte e com a
    capacidade para realizar sua tarefa. Deve ter uma fé profunda em Deus e em Suas promessas.
        c) ASSISTÊNCIA AOS SERVIÇOS DE SUA IGREJA, e contribuição ao sustento da mesma. Estas coisas
    também falam altamente do caráter do professor cristão.
        d) FÉ. Deve ter fé na tarefa que Deus lhe encomendou.
    5. Abnegação. Pelo bem dos alunos, o mestre é chamado a realizar atos de abnegação quanto a coisas que
sua consciência pode justificar em si mesmo, mas que podem ofender a outrem. Paulo nos dá esta regra. Isto é
necessário porque "o exemplo fala mais forte que as palavras".
    6. Deve apresentar uma aparência adequada. Como filho de Deus, deve apresentar-se atraente, mas sem cair
na extravagância. Deve observar hábitos de asseio em seu corpo e em sua roupa. Deve ter uma boa
apresentação pessoal em todos seus aspectos.
    7. Amabilidade. Esta é outra característica do professor cristão. O professor deve inspirar confiança em seus
alunos para que estes possam aproximar-se dele e assim ter a oportunidade de ajudá-los em seus problemas.
    8. Amizade. A amizade que os mestres brindam às crianças e jovens os impressiona de forma perdurável.
Fazendo-se amigo de seus alunos, o professor poderá conhecê-los melhor e chegará, a saber, de suas
necessidades. O professor deve ser sincero e paciente com eles.


                          O PROPÓSITO DO PROFESSOR CRISTÃO
   Muitos professores trabalham mês após mês sem nenhum propósito definido, exceto o de apresentar o
material que lhes foi entregue. Se não têm um objeto, faltará interesse, vigor e propósito. Também faltarão os
médios para medir o resultado do ensino. Não se dirige a nenhuma parte, e, portanto não sabem se chegaram ou
não ao lugar desejado. É por isso que uma das ajudas mais importantes no ensino é o de ter propósitos claros e
bem definidos.
   Jesus nunca ensinou somente porque lhe fosse pedido. Ele o fez com um propósito, e sempre tinha fins
definidos que alcançar. Ele sabia o que queria e se dispunha a realizá-lo. Ele entendia aonde ia e caminhava até
chegar à meta, sem importar-lhe todos os obstáculos e a oposição que achasse.
   Ele disse: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (João 10:10). "Não temais, ó pequeno
rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino" (Lucas 12:32). A vida que Ele trouxe e da qual ensinava era
eterna, não temporária; era espiritual, antes que material. Insistiu em fixar sua atenção nas coisas mais
importantes (Mateus 5:10-12).
   Jesus não somente tentou ganhar seus discípulos para uma fé em Si mesmo como Salvador, senão também
como Rei. Queria que eles acreditassem que Ele era o Messias prometido e o Rei que viria (João 4:25-26).
Também Jesus tinha como propósito preparar e ensinar a seus discípulos para que fossem suas testemunhas. Ele
disse-lhes: "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens" (Mateus 4:19). Com este fim os enviou a
ensinar e evangelizar sob sua direção (Mateus 28:19). Se lermos com atenção os ensinos de Jesus,
descobriremos que Ele sempre tinha um propósito definido que desejava lograr.

Educação Religiosa I                    Carla Geanfrancisco                          Setembro/2008
Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas”
   Qual deve ser o propósito do professor cristão ao ensinar? Para formar o destino imortal de uma alma de
acordo com a Palavra de Deus, o professor deve:
   1. Revelar o plano eterno e glorioso de Deus para com seus filhos.
       A vida mais abundante que Cristo ensinou a seus discípulos deve ser o tema maravilhoso do professor
   cristão. 1 Coríntios 2:9 diz: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do
   homem, São as que Deus preparou para os que o amam". É o privilégio de o professor cristão revelar o Deus
   cuja grandeza é inescrutável, e Seus propósitos cheios de graça para seus filhos. É na Bíblia onde
   aprendemos do interesse que nosso Deus Todo Poderoso tem nesta terra, que é somente como um ponto na
   imensidade do universo, e de Seu grande amor para todas as criaturas sem esperança e impotentes que a
   habitam. Todo docente deve estar consciente do preço tão elevado de uma alma imortal e da eterna felicidade
   que Deus quer brindar a cada ser humano. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
   unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
   2. Guiar a cada aluno a receber e confessar a Jesus Cristo como Salvador e Senhor.
       Tal como fez Jesus procurando despertar em seus seguidores essa fé salvadora em Si mesmo como o
   único Redentor, o professor necessita reconhecer sua responsabilidade de apresentar a Cristo como o único
   Caminho, o único médio de obter a salvação e a vida eterna. Cada aluno deve ser conduzido a depositar no
   Senhor Jesus sua fé e confiança, aceitando-O como seu Salvador pessoal. Para lográ-lo, o docente não
   deixará de apresentar claramente o plano de salvação tal como o encontramos na Palavra de Deus. Deve orar
   por cada aluno em forma sincera, procurando por meio de palavras oportunas e carinhosas trazê-lo a um
   encontro pessoal com Cristo.
       Nunca devemos pressionar a ninguém para que realize tal decisão, pois deve ser espontânea e voluntária,
   como resultado de um tempo de preparação cuidadosa, e não por insistência do professor. O aluno deve estar
   convencido de sua necessidade pessoal e ansiar o que Cristo lhe oferece. Aceitar a Cristo é somente o
   primeiro passo. O professor não estará satisfeito até que tenha conseguido que cada aluno renda sua vida
   completamente a Cristo como o Senhor de sua existência.
   3. Preparar e ensinar a cada aluno a cumprir os propósitos de Deus em sua vida.
       Todo cristão deve "crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro
   3:18). Portanto, o docente deve ser um edificador de vidas e um ganhador de almas. É sua responsabilidade
   obedecer ao mandado divino: "Apascenta os meus cordeiros" (João 21:15).

    O conhecimento contínuo da Bíblia, a obediência à vontade e à Palavra de Deus, o constante reconhecimento
de Jesus Cristo como Senhor da vida, e a comunhão diária com Deus por meio da oração farão que nosso caráter
cristão se desenvolva. O crescimento espiritual deve ser expresso por meio de:
    a) Adoração
    A adoração é um meio de comunhão com Deus, pois nos permite experimentar a realidade e a presença
mesma dEle. É muito importante que o docente dedique tempo ao cultivo da vida devocional de seus alunos na
aula e nos serviços da igreja. Ensinar-se-á reverência, gratidão, amor e fé; podem usar-se coros, histórias e
orações adequadas à idade dos alunos. Eles devem ter oportunidade de praticar a adoração. Aprende-se a orar,
orando; e a adorar, adorando.
    Há de estimular-se aos alunos a que pratiquem a adoração em público e em privado. Serão ajudados a
formarem os hábitos de ler a Bíblia e orar diariamente. Se cultivarmos o espírito da adoração em vez da rotina,
lograremos estes objetivos. Na Palavra de Deus encontramos não somente a instrução, senão também a
inspiração para nossa vida devocional.
    b) Conduta reta
    Nosso ensino será em vão, se as verdades que comunicamos aos alunos não acharem lugar em seu coração e
expressão em sua vida e conduta diária. O testemunho do aluno será de valor quando sua fé se manifeste
consistentemente por meio das ações. Todo professor deve relacionar as verdades ensinadas com o versículo
diária dos alunos para que estes cheguem a ser "Cumpridores da Palavra e não somente ouvintes" (Tiago 1:22);
assim serão epístolas vivas e conhecidas por todos os homens. A verdade que possuem os cristãos não serve
para professá-la somente, senão para que transforme as nossas vidas.
    Os hábitos cristãos dependem do ensino no lar e na igreja; e estes formam o caráter cristão. Não se herda,
senão que se adquire pelo aprendizado recebido dos pais e professor. Todo docente deve cultivar os hábitos de
atenção, interesse, cortesia, reverência, pontualidade, etc. lembremos que cada ato de nossa vida ajuda à
formação de um costume, seja bom ou ruim.
    Embora a influência do docente não seja tão poderosa como a dos pais (pois ele tem a criança só uma vez
cruz semana, durante uns quantos minutos), sim pode ajudar à formação de determinados hábitos que serão de
bênção na vida de seus alunos. O mandamento de instruir é para todos. Cada professor deve vigiar para que todo
em sua aula tenda à formação de hábitos corretos em seus alunos; essa é sua oportunidade e obrigação.
    c) Serviço
    O crescimento espiritual se manifesta também com fatos por meio do serviço. A criança crente seve ser
tomada em conta como um cristão ativo visto e desejoso de servir ao Senhor. Muitas vezes há queixas de que em
nossas igrejas não existe entusiasmo por servir. Deixa-se a responsabilidade a uma única pessoa, havendo
jovens, crianças e adultos crentes com desejos de aprender, mas nenhum se oferece para fazer algo. Pai cristão,

Educação Religiosa I                    Carla Geanfrancisco                          Setembro/2008
Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas”
pastor e professor de Educação Religiosa, vocês têm em suas mãos a grande oportunidade e o privilégio de dar
este tipo de instrução!
    Já que falamos do professor, diremos que a ele toca-lhe sugerir a seus alunos, sejam crianças, jovens ou
adultos, as oportunidades de serviço que possam se apresentar no lar, na igreja, na escola ou no trabalho.
    Quando um aluno da Educação Religiosa se identifica com a igreja mediante sua conversão, deve ser
considerado disponível para a multidão de oportunidades de serviço que existem na Igreja. Estes serviços podem
ser: visita a doentes, distribuição de folhetos, assistência os cultos em bairros ou localidades vizinhas, ajudando a
professor, colaborando com as diferentes sociedades da igreja ou cooperando na limpeza do templo, etc.
    O serviço não só utiliza nosso tempo e energia, senão também nossas ofertas dadas sistematicamente, com
liberalidade e alegria para a obra do Senhor. O hábito de dar deve ser cultivado desde o princípio, e deve formar
parte da instrução na adoração.
    Nosso serviço é aceitável aos olhos de nosso Deus quando o fazemos impulsionados porque "o amor de Cristo
nos constrange" (2 Coríntios 5:14), fazendo "quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do
Senhor Jesus" (Colossenses 3:17). Se nós como mestres agirmos assim e ensinamos desta forma aos nossos
alunos, não somente experimentaremos crescimento na graça e gozo no trabalho do Senhor, senão que também
haverá recompensa reservada para os fiéis.

   QUESTIONÁRIO
   1) Por que razão a igreja tem o primeiro lugar no domínio do ensino cristão hoje em dia?
   2) Por que é o professor a pessoa mais importante na organização da Educação Religiosa?
   3) Por que devemos afirmar que Cristo magnificou o ministério do ensino?
   4) A quem inclui o Senhor no mandamento de ir e ensinar a todas as pessoas?
   5) Por que é necessário transmitir educação cristã aos crentes?
   6) Quem deve ensinar na igreja?
   7) Que requisitos devem preencher toda pessoa para ser professor de Educação Religiosa?
   8) Quando podemos dizer que uma vida está identificada com Jesus Cristo?
   9) Como explica a expressão: "A vida de quem ensina é a vida do que ensina".
   10) Por que é importante que o professor mostre interesse em seus alunos?
   11) Que coisas contribuirão ao êxito do professor cristão em sua tarefa?
   12) Por que deve ser um mestre de Educação Religiosa amável e amigo de seus alunos?
   13) Enumere as qualidades que deve revelar a experiência e o caráter do professor de Educação Religiosa.
   14) O que acontece quando um docente está ensinando sem ter um propósito?
   15) Por que Jesus nunca ensinou somente porque lhe fora pedido?
   16) Quais foram os propósitos que Jesus perseguiu ao ensinar?
   17) Qual é o preço de uma alma imortal?
   18) Que deve fazer o professor para lograr seu propósito de guiar a cada aluno aos pés do Salvador?
   19) Por que o docente deve ser além de ganhador de almas, um edificador de vidas?
   20) Como se expressa o crescimento espiritual?
   21) Por que deve o professor interessar-se em cultivar a vida devocional de seus alunos?
   22) Onde deve a criança praticar a adoração?
   23) Quando será de valor o testemunho do aluno?
   24) Por que a influência do professor de Educação Religiosa não é tão poderosa como a dos pais?
   25) Leia o texto a seguir e faça os comentarias que achar pertinente. Dizendo se concorda ou não e porque?




Educação Religiosa I                     Carla Geanfrancisco                            Setembro/2008
Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas”

       EDUCAÇÃO RELIGIOSA UM IMPULSOR PARA O CRESCIMENTO DO
       CARÁTER                                Lourenço Stelio Rega

O Apóstolo Paulo ensina que a conversão nos conduz ao estado de uma nova criatura. Se alguém está
em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já se passaram, eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5.17).
Na Teologia dizemos que este fato é de natureza posicional, isto é, Deus nos considera novas criaturas,
novas pessoas, santas, ainda que na realidade nossa vida, atos e decisões não demonstrem isso. É
uma posição em que Deus nos colocou. Em outras palavras, somos e, ao mesmo tempo, não somos
novas criaturas, santos, etc.

 Ainda que queiramos fazer o bem, não conseguimos realizá-lo, pois o pecado habita em nós
(Romanos 7.15-25). Por isso é que precisamos nos despir da velha natureza pecaminosa e nos
revestirmos da nova natureza que se reconstrói para o pleno conhecimento à luz da imagem do
protótipo da perfeição - Jesus Cristo (Cl 3.1-10).

 Sendo assim, mesmo que posicional mente perante Deus somos novas criaturas, haverá necessidade
de ocorrer um processo de transformação interna em nós para que isso se concretize no cotidiano de
nossas vidas. Nosso alvo sempre será olharmos para Jesus, o autor e consumador da fé (Hebreus
12.2), cedendo-lhe o centro gravitacional de nossas vidas, decisões e escolhas. Ele passa, dia após dia,
decisão após decisão, escolha após escolha, a ser o nosso paradigma, nosso referencial inegociável e
absoluto.

 A Palavra de Deus torna-se, assim, um elemento importantíssimo em todo esse processo. É nela que
aprenderemos mais sobre Jesus Cristo, sobre os seus ensinos. É nela que poderemos buscar
referencial seguro para nossas decisões diárias, seja como empresário, empregado, profissional liberal,
executivo, pai, mãe, filho, vizinho, estudante, cidadão, etc.

 Deus é o nosso Proprietário e a Bíblia passa a ser o Manual do Proprietário, nos indicando o correto e
adequado funcionamento da vida para que consigamos “funcionar” dentro dos padrões e características
para as quais fomos criados.

Nossas emoções, nossa experiência religiosa, nossa intuição, enfim, tudo o que sentimos deverá ser
analisado à luz da Bíblia para que ela possa como juíza, nos indicar se estamos no caminho correto.

  Por isso tudo é que o estudo da Palavra de Deus passa a ser fundamental para cada cristão e a
Educação Religiosa torna-se um instrumento impulsor para o desenvolvimento do caráter cristão, de
forma que ele vá se tornando, na concreteza da vida, uma nova criatura. É a Educação Religiosa que
irá fornecer os instrumentos básicos para capacitar o cristão a estudar a Bíblia, a interpretá-la e aplicá-la
em sua vida. Para se ter uma idéia, somente nestes três processos - estudar, interpretar e aplicar -
temos três matérias fundamentais ministradas no processo educacional - estudo bíblico, hermenêutica
bíblica (ciência da interpretação) e ética cristã.

  Mas não podemos parar por aqui. A Educação Religiosa também capacita o cristão para o serviço,
pois embora não tenha sido salvo pelas boas obras, o foi para praticá-las (Efésios 2.8-10). É através do
treinamento implementado pela Educação Religiosa que uma pessoa pode ser capacitada a utilizar com
bom desempenho os seus dons espirituais.

 Não basta freqüentar as atividades eclesiásticas, é preciso permitir que nosso caráter, atos e decisões
reflitam uma nova vida. Por isso é preciso estudar, interpretar e aplicar as sagradas letras ao viver
diário.

  Uma vez que os resultados do processo educacional geralmente são perceptíveis em longo prazo, é
preciso que desde já venhamos a priorizar e valorizar o papel da Educação Religiosa na
instrumentalização de nossas vidas.


Educação Religiosa I                  Carla Geanfrancisco                         Setembro/2008

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  • 1. Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas” Disciplina: Educação Religiosa I Professores: Ananias do Carmo Pinto / Carla Geanfrancisco E-mail: ananiaseducador@yahoo.com.br / carlageanf@gmail.com AULA 5 - PERFIL BÁSICO DO EDUCADOR CRISTÃO + ATRIBUIÇÕES DO EDUCADOR RELIGIOSO Matheus 5: 13-19 O PROFESSOR CRISTÃO A Priori podemos dizer que os pais cristãos têm a primeira oportunidade e privilegio de brindar a seus filhos com a educação cristã. Sabemos pela dura experiência, e o dizemos com tristeza, que hoje dia o lar cristão tem jogado sobre os ombros da igreja grande parte, senão toda, da responsabilidade desta tarefa. Por essa razão a Educação Religiosa alcançou um primeiro lugar nos domínios do ensino cristão. Está aceitando sua igreja esta grande responsabilidade? Existem cristãos consagrados em sua igreja dispostos a sacrificar suas energias, tempo e ainda dinheiro para dedicar-se à difícil, porém importante tarefa de instruir as crianças, jovens e adultos de sua congregação e comunidade? Na organização da Educação Religiosa o professor é a pessoa mais importante. Ele é o centro do programa inteiro de Educação Cristã. Se o professor fracassa, a Educação Religiosa também fracassa. Com razão foi dito que "o professor é o operário mais elevado e mais importante da Educação Religiosa". Cristo foi honrado com o nome de Mestre, e Ele mesmo magnificou este ministério comissionando seus discípulos para que fossem a todo o mundo, e doutrinaram a todas as nações ensinando-lhes que guardassem todas as coisas que Ele tinha lhes mandado. Temos razões para acreditar que Jesus quis que se reunissem os alunos em aulas, sob a direção de professores hábeis para o estudo da Palavra de Deus. Parece que assim foi entendida a grande comissão, pelo que lemos em Atos 5:42: "E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo". O sublime mandamento de Cristo de ensinar a todas as pessoas é, até certo ponto, obrigatório para todos os crentes do mundo inteiro. Mas juntamente com o mandamento nos deu uma promessa: "e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20). O Senhor quer que ensinemos atitudes, apreciações, hábitos, condutas, procedimentos e todas as coisas mandadas por Ele. O crescimento da vida cristã é contínuo. O mesmo Paulo disse, quando estava no final de sua vida: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo- me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:12-14). Por que devemos ensinar aos crentes? Para que, "seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Efésios 4:15). O problema de cada igreja é encontrar pessoas que desejem ensinar. O escritor de Hebreus (Hb 5:12) nos diz algo muito significativo: "Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar...". Como se dissesse: "Vocês já deveriam ser professores, levam tanto tempo de serem crentes; e depois de terem sido ensinados, já deviam também ensinar a outros". Os que conheceram a Cristo e sua Palavra por vários anos deveriam aprender a partilhar com outros o que aprenderam. Todos os professores nasceram, mas nem todos "nasceram professores". Os mestres eficazes na Educação Religiosa aprenderam como realizar bem seu trabalho. O melhor método de aprendizado é a prática e o estudo paciente. Se você ama a Deus sinceramente, deseja servi-Lo e ajudar a outros espiritualmente, aqui está sua oportunidade. Hoje mais que nunca se necessitam professores consagrados ao Senhor, que dediquem todo seu coração, entusiasmo, tempo e energia à tarefa de construir a outros, para que tanto as crianças, os jovens e os adultos de nossa igreja cresçam espiritualmente. Somente assim podemos ter uma igreja forte, com crentes cheios do Espírito Santo, dispostos a honrar e servir ao Senhor. O professor, para que possa cumprir com sua verdadeira tarefa e responsabilidade, deve ser uma pessoa convertida e cheia do Espírito Santo. O professor que não é cristão em fatos e em verdade, desacredita o posto sagrado que tem, e sua primeira responsabilidade é arranjar sua vida com Deus ou renunciar ao cargo que desempenha na igreja. Educação Religiosa I Carla Geanfrancisco Setembro/2008
  • 2. Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas” O ensino difere da predicação porque estabelece um contato pessoal e uma associação íntima do instrutor com o aluno. Alguém disse que "predicar" é falar por radio, mas "ensinar" é falar por telefone. Em todo contato, ou influenciamos os outros, ou somos influenciados. Recebemos uma impressão, ou deixamos uma impressão nossa em cada pessoa com quem nos encontramos. Por esta razão o caráter e experiência do professor de Educação Religiosa devem revelar o seguinte: 1. Uma experiência real e definida de sua salvação pessoal. Sua vida deve estar identificada com Cristo. Isto significa não somente a salvação que possui por meio da fé nEle, senão que tenha uma experiência mais profunda. Sua personalidade deve revelar as características do fruto do Espírito Santo como se encontram em Gálatas 5:22: "amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança". O contato com uma personalidade carregada com o Espírito Santo não pode menos que acender na alma de outrem a faísca do desejo de uma experiência mais rica e profunda de aproximação a Deus. Quando Cristo é o único modelo, seus discípulos são epístolas lidas e conhecidas pelos homens. 2. Uma personalidade forte. Um professor ensinará algo pelo que diz, algo mais pelo que faz, porém mais que nada pelo que é. O ensino é a comunicação da vida de um ser vivente a outro, e a vida de quem ensina. 3. Deve mostrar um vivo interesse em que seus alunos sejam salvos. Se um professor de Educação Religiosa não tem conversões em sua classe, fracassou em seu dever de levar seus alunos a um encontro pessoal com Cristo. Se um aluno da Educação Religiosa não foi salvo durante os anos que recebeu instrução religiosa, somente enchemos sua cabeça de conhecimentos bíblicos, mas a sua alma está vazia. Todo indivíduo necessita dar este passo para principiar seu crescimento espiritual. 4. Deve ser um entusiasta cristão. Várias coisas contribuirão ao êxito de sua tarefa: a) A ORAÇÃO. Este é um requisito indispensável para o professor. Sem a ajuda de Deus não poderá desempenhar sua tarefa. Necessita pedir ajuda, sabedoria e fortaleza de Deus. Além disso, deve interceder pelas necessidades dos alunos. b) A LEITURA DA BÍBLIA. Deve lê-la porque é o livro mais importante para seu ensino, pois é seu livro de texto e também porque o estudo devocional dela o nutrirá espiritualmente, mantendo-o forte e com a capacidade para realizar sua tarefa. Deve ter uma fé profunda em Deus e em Suas promessas. c) ASSISTÊNCIA AOS SERVIÇOS DE SUA IGREJA, e contribuição ao sustento da mesma. Estas coisas também falam altamente do caráter do professor cristão. d) FÉ. Deve ter fé na tarefa que Deus lhe encomendou. 5. Abnegação. Pelo bem dos alunos, o mestre é chamado a realizar atos de abnegação quanto a coisas que sua consciência pode justificar em si mesmo, mas que podem ofender a outrem. Paulo nos dá esta regra. Isto é necessário porque "o exemplo fala mais forte que as palavras". 6. Deve apresentar uma aparência adequada. Como filho de Deus, deve apresentar-se atraente, mas sem cair na extravagância. Deve observar hábitos de asseio em seu corpo e em sua roupa. Deve ter uma boa apresentação pessoal em todos seus aspectos. 7. Amabilidade. Esta é outra característica do professor cristão. O professor deve inspirar confiança em seus alunos para que estes possam aproximar-se dele e assim ter a oportunidade de ajudá-los em seus problemas. 8. Amizade. A amizade que os mestres brindam às crianças e jovens os impressiona de forma perdurável. Fazendo-se amigo de seus alunos, o professor poderá conhecê-los melhor e chegará, a saber, de suas necessidades. O professor deve ser sincero e paciente com eles. O PROPÓSITO DO PROFESSOR CRISTÃO Muitos professores trabalham mês após mês sem nenhum propósito definido, exceto o de apresentar o material que lhes foi entregue. Se não têm um objeto, faltará interesse, vigor e propósito. Também faltarão os médios para medir o resultado do ensino. Não se dirige a nenhuma parte, e, portanto não sabem se chegaram ou não ao lugar desejado. É por isso que uma das ajudas mais importantes no ensino é o de ter propósitos claros e bem definidos. Jesus nunca ensinou somente porque lhe fosse pedido. Ele o fez com um propósito, e sempre tinha fins definidos que alcançar. Ele sabia o que queria e se dispunha a realizá-lo. Ele entendia aonde ia e caminhava até chegar à meta, sem importar-lhe todos os obstáculos e a oposição que achasse. Ele disse: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (João 10:10). "Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino" (Lucas 12:32). A vida que Ele trouxe e da qual ensinava era eterna, não temporária; era espiritual, antes que material. Insistiu em fixar sua atenção nas coisas mais importantes (Mateus 5:10-12). Jesus não somente tentou ganhar seus discípulos para uma fé em Si mesmo como Salvador, senão também como Rei. Queria que eles acreditassem que Ele era o Messias prometido e o Rei que viria (João 4:25-26). Também Jesus tinha como propósito preparar e ensinar a seus discípulos para que fossem suas testemunhas. Ele disse-lhes: "Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens" (Mateus 4:19). Com este fim os enviou a ensinar e evangelizar sob sua direção (Mateus 28:19). Se lermos com atenção os ensinos de Jesus, descobriremos que Ele sempre tinha um propósito definido que desejava lograr. Educação Religiosa I Carla Geanfrancisco Setembro/2008
  • 3. Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas” Qual deve ser o propósito do professor cristão ao ensinar? Para formar o destino imortal de uma alma de acordo com a Palavra de Deus, o professor deve: 1. Revelar o plano eterno e glorioso de Deus para com seus filhos. A vida mais abundante que Cristo ensinou a seus discípulos deve ser o tema maravilhoso do professor cristão. 1 Coríntios 2:9 diz: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam". É o privilégio de o professor cristão revelar o Deus cuja grandeza é inescrutável, e Seus propósitos cheios de graça para seus filhos. É na Bíblia onde aprendemos do interesse que nosso Deus Todo Poderoso tem nesta terra, que é somente como um ponto na imensidade do universo, e de Seu grande amor para todas as criaturas sem esperança e impotentes que a habitam. Todo docente deve estar consciente do preço tão elevado de uma alma imortal e da eterna felicidade que Deus quer brindar a cada ser humano. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). 2. Guiar a cada aluno a receber e confessar a Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Tal como fez Jesus procurando despertar em seus seguidores essa fé salvadora em Si mesmo como o único Redentor, o professor necessita reconhecer sua responsabilidade de apresentar a Cristo como o único Caminho, o único médio de obter a salvação e a vida eterna. Cada aluno deve ser conduzido a depositar no Senhor Jesus sua fé e confiança, aceitando-O como seu Salvador pessoal. Para lográ-lo, o docente não deixará de apresentar claramente o plano de salvação tal como o encontramos na Palavra de Deus. Deve orar por cada aluno em forma sincera, procurando por meio de palavras oportunas e carinhosas trazê-lo a um encontro pessoal com Cristo. Nunca devemos pressionar a ninguém para que realize tal decisão, pois deve ser espontânea e voluntária, como resultado de um tempo de preparação cuidadosa, e não por insistência do professor. O aluno deve estar convencido de sua necessidade pessoal e ansiar o que Cristo lhe oferece. Aceitar a Cristo é somente o primeiro passo. O professor não estará satisfeito até que tenha conseguido que cada aluno renda sua vida completamente a Cristo como o Senhor de sua existência. 3. Preparar e ensinar a cada aluno a cumprir os propósitos de Deus em sua vida. Todo cristão deve "crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18). Portanto, o docente deve ser um edificador de vidas e um ganhador de almas. É sua responsabilidade obedecer ao mandado divino: "Apascenta os meus cordeiros" (João 21:15). O conhecimento contínuo da Bíblia, a obediência à vontade e à Palavra de Deus, o constante reconhecimento de Jesus Cristo como Senhor da vida, e a comunhão diária com Deus por meio da oração farão que nosso caráter cristão se desenvolva. O crescimento espiritual deve ser expresso por meio de: a) Adoração A adoração é um meio de comunhão com Deus, pois nos permite experimentar a realidade e a presença mesma dEle. É muito importante que o docente dedique tempo ao cultivo da vida devocional de seus alunos na aula e nos serviços da igreja. Ensinar-se-á reverência, gratidão, amor e fé; podem usar-se coros, histórias e orações adequadas à idade dos alunos. Eles devem ter oportunidade de praticar a adoração. Aprende-se a orar, orando; e a adorar, adorando. Há de estimular-se aos alunos a que pratiquem a adoração em público e em privado. Serão ajudados a formarem os hábitos de ler a Bíblia e orar diariamente. Se cultivarmos o espírito da adoração em vez da rotina, lograremos estes objetivos. Na Palavra de Deus encontramos não somente a instrução, senão também a inspiração para nossa vida devocional. b) Conduta reta Nosso ensino será em vão, se as verdades que comunicamos aos alunos não acharem lugar em seu coração e expressão em sua vida e conduta diária. O testemunho do aluno será de valor quando sua fé se manifeste consistentemente por meio das ações. Todo professor deve relacionar as verdades ensinadas com o versículo diária dos alunos para que estes cheguem a ser "Cumpridores da Palavra e não somente ouvintes" (Tiago 1:22); assim serão epístolas vivas e conhecidas por todos os homens. A verdade que possuem os cristãos não serve para professá-la somente, senão para que transforme as nossas vidas. Os hábitos cristãos dependem do ensino no lar e na igreja; e estes formam o caráter cristão. Não se herda, senão que se adquire pelo aprendizado recebido dos pais e professor. Todo docente deve cultivar os hábitos de atenção, interesse, cortesia, reverência, pontualidade, etc. lembremos que cada ato de nossa vida ajuda à formação de um costume, seja bom ou ruim. Embora a influência do docente não seja tão poderosa como a dos pais (pois ele tem a criança só uma vez cruz semana, durante uns quantos minutos), sim pode ajudar à formação de determinados hábitos que serão de bênção na vida de seus alunos. O mandamento de instruir é para todos. Cada professor deve vigiar para que todo em sua aula tenda à formação de hábitos corretos em seus alunos; essa é sua oportunidade e obrigação. c) Serviço O crescimento espiritual se manifesta também com fatos por meio do serviço. A criança crente seve ser tomada em conta como um cristão ativo visto e desejoso de servir ao Senhor. Muitas vezes há queixas de que em nossas igrejas não existe entusiasmo por servir. Deixa-se a responsabilidade a uma única pessoa, havendo jovens, crianças e adultos crentes com desejos de aprender, mas nenhum se oferece para fazer algo. Pai cristão, Educação Religiosa I Carla Geanfrancisco Setembro/2008
  • 4. Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas” pastor e professor de Educação Religiosa, vocês têm em suas mãos a grande oportunidade e o privilégio de dar este tipo de instrução! Já que falamos do professor, diremos que a ele toca-lhe sugerir a seus alunos, sejam crianças, jovens ou adultos, as oportunidades de serviço que possam se apresentar no lar, na igreja, na escola ou no trabalho. Quando um aluno da Educação Religiosa se identifica com a igreja mediante sua conversão, deve ser considerado disponível para a multidão de oportunidades de serviço que existem na Igreja. Estes serviços podem ser: visita a doentes, distribuição de folhetos, assistência os cultos em bairros ou localidades vizinhas, ajudando a professor, colaborando com as diferentes sociedades da igreja ou cooperando na limpeza do templo, etc. O serviço não só utiliza nosso tempo e energia, senão também nossas ofertas dadas sistematicamente, com liberalidade e alegria para a obra do Senhor. O hábito de dar deve ser cultivado desde o princípio, e deve formar parte da instrução na adoração. Nosso serviço é aceitável aos olhos de nosso Deus quando o fazemos impulsionados porque "o amor de Cristo nos constrange" (2 Coríntios 5:14), fazendo "quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus" (Colossenses 3:17). Se nós como mestres agirmos assim e ensinamos desta forma aos nossos alunos, não somente experimentaremos crescimento na graça e gozo no trabalho do Senhor, senão que também haverá recompensa reservada para os fiéis. QUESTIONÁRIO 1) Por que razão a igreja tem o primeiro lugar no domínio do ensino cristão hoje em dia? 2) Por que é o professor a pessoa mais importante na organização da Educação Religiosa? 3) Por que devemos afirmar que Cristo magnificou o ministério do ensino? 4) A quem inclui o Senhor no mandamento de ir e ensinar a todas as pessoas? 5) Por que é necessário transmitir educação cristã aos crentes? 6) Quem deve ensinar na igreja? 7) Que requisitos devem preencher toda pessoa para ser professor de Educação Religiosa? 8) Quando podemos dizer que uma vida está identificada com Jesus Cristo? 9) Como explica a expressão: "A vida de quem ensina é a vida do que ensina". 10) Por que é importante que o professor mostre interesse em seus alunos? 11) Que coisas contribuirão ao êxito do professor cristão em sua tarefa? 12) Por que deve ser um mestre de Educação Religiosa amável e amigo de seus alunos? 13) Enumere as qualidades que deve revelar a experiência e o caráter do professor de Educação Religiosa. 14) O que acontece quando um docente está ensinando sem ter um propósito? 15) Por que Jesus nunca ensinou somente porque lhe fora pedido? 16) Quais foram os propósitos que Jesus perseguiu ao ensinar? 17) Qual é o preço de uma alma imortal? 18) Que deve fazer o professor para lograr seu propósito de guiar a cada aluno aos pés do Salvador? 19) Por que o docente deve ser além de ganhador de almas, um edificador de vidas? 20) Como se expressa o crescimento espiritual? 21) Por que deve o professor interessar-se em cultivar a vida devocional de seus alunos? 22) Onde deve a criança praticar a adoração? 23) Quando será de valor o testemunho do aluno? 24) Por que a influência do professor de Educação Religiosa não é tão poderosa como a dos pais? 25) Leia o texto a seguir e faça os comentarias que achar pertinente. Dizendo se concorda ou não e porque? Educação Religiosa I Carla Geanfrancisco Setembro/2008
  • 5. Instituto Teológico IBCS – “Instrumento de Deus para capacitor vidas” EDUCAÇÃO RELIGIOSA UM IMPULSOR PARA O CRESCIMENTO DO CARÁTER Lourenço Stelio Rega O Apóstolo Paulo ensina que a conversão nos conduz ao estado de uma nova criatura. Se alguém está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já se passaram, eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5.17). Na Teologia dizemos que este fato é de natureza posicional, isto é, Deus nos considera novas criaturas, novas pessoas, santas, ainda que na realidade nossa vida, atos e decisões não demonstrem isso. É uma posição em que Deus nos colocou. Em outras palavras, somos e, ao mesmo tempo, não somos novas criaturas, santos, etc. Ainda que queiramos fazer o bem, não conseguimos realizá-lo, pois o pecado habita em nós (Romanos 7.15-25). Por isso é que precisamos nos despir da velha natureza pecaminosa e nos revestirmos da nova natureza que se reconstrói para o pleno conhecimento à luz da imagem do protótipo da perfeição - Jesus Cristo (Cl 3.1-10). Sendo assim, mesmo que posicional mente perante Deus somos novas criaturas, haverá necessidade de ocorrer um processo de transformação interna em nós para que isso se concretize no cotidiano de nossas vidas. Nosso alvo sempre será olharmos para Jesus, o autor e consumador da fé (Hebreus 12.2), cedendo-lhe o centro gravitacional de nossas vidas, decisões e escolhas. Ele passa, dia após dia, decisão após decisão, escolha após escolha, a ser o nosso paradigma, nosso referencial inegociável e absoluto. A Palavra de Deus torna-se, assim, um elemento importantíssimo em todo esse processo. É nela que aprenderemos mais sobre Jesus Cristo, sobre os seus ensinos. É nela que poderemos buscar referencial seguro para nossas decisões diárias, seja como empresário, empregado, profissional liberal, executivo, pai, mãe, filho, vizinho, estudante, cidadão, etc. Deus é o nosso Proprietário e a Bíblia passa a ser o Manual do Proprietário, nos indicando o correto e adequado funcionamento da vida para que consigamos “funcionar” dentro dos padrões e características para as quais fomos criados. Nossas emoções, nossa experiência religiosa, nossa intuição, enfim, tudo o que sentimos deverá ser analisado à luz da Bíblia para que ela possa como juíza, nos indicar se estamos no caminho correto. Por isso tudo é que o estudo da Palavra de Deus passa a ser fundamental para cada cristão e a Educação Religiosa torna-se um instrumento impulsor para o desenvolvimento do caráter cristão, de forma que ele vá se tornando, na concreteza da vida, uma nova criatura. É a Educação Religiosa que irá fornecer os instrumentos básicos para capacitar o cristão a estudar a Bíblia, a interpretá-la e aplicá-la em sua vida. Para se ter uma idéia, somente nestes três processos - estudar, interpretar e aplicar - temos três matérias fundamentais ministradas no processo educacional - estudo bíblico, hermenêutica bíblica (ciência da interpretação) e ética cristã. Mas não podemos parar por aqui. A Educação Religiosa também capacita o cristão para o serviço, pois embora não tenha sido salvo pelas boas obras, o foi para praticá-las (Efésios 2.8-10). É através do treinamento implementado pela Educação Religiosa que uma pessoa pode ser capacitada a utilizar com bom desempenho os seus dons espirituais. Não basta freqüentar as atividades eclesiásticas, é preciso permitir que nosso caráter, atos e decisões reflitam uma nova vida. Por isso é preciso estudar, interpretar e aplicar as sagradas letras ao viver diário. Uma vez que os resultados do processo educacional geralmente são perceptíveis em longo prazo, é preciso que desde já venhamos a priorizar e valorizar o papel da Educação Religiosa na instrumentalização de nossas vidas. Educação Religiosa I Carla Geanfrancisco Setembro/2008