Ir para o conteúdo principal
• Carboidratos 
• Lipídeos 
• Proteínas 
• Sais minerais 
• Vitaminas 
• Água
Prof Tatiane M B B Telles 
FAPAR
Quais as fontes destas substâncias?
Carboidratos, glicídios, glúcides ou 
hidratos de carbono são compostos 
formados por cadeias de carbono, ricos em 
hidrogênio e oxigênio, e que representam as 
primeiras substâncias orgânicas formadas na 
natureza, graças à fotossíntese das plantas e 
quimiossíntese das bactérias. 
Podemos representar o processo pela 
equação simplificada: 
H2O + CO2 + luz ® Cn(H2O)m + O2
CARBOIDRATOS = hidratos de carbono 
carbo (carbono) hidrato (hidros= água). 
Cn(H2O)n 
CCaarrbboonnoo 
HHiiddrrooggêênniioo 
OOxxiiggêênniioo
Os açúcares, como a glicose, a frutose e a sacarose são os 
carboidratos mais conhecidos. 
Mas também existem carboidratos de moléculas muito grandes 
(macromoléculas) como a celulose e o amido. 
Os alimentos ricos em carboidratos produzem a energia 
necessária para o funcionamento do organismo. Cada 1 grama de 
carboidrato fornece 4 calorias . 
Os alimentos ricos em carboidratos são chamados alimentos 
combustíveis.
 O nome genérico do monossacarídeo é dado 
baseado no número de carbonos mais a 
terminação “ose”. 
◦ 03 carbonos – trioses 
◦ 04 carbonos – tetroses 
◦ 05 carbonos – pentoses 
◦ 06 carbonos – hexoses 
◦ 07 carbonos – heptoses
MONOSSACARÍDEO FUNÇÃO 
RIBOSE (PENTOSE) ESTRUTURAL 
(RNA) 
DESOXIRRIBOSE 
(PENTOSE) 
ESTRUTURAL 
(DNA) 
GLICOSE 
(HEXOSE) ENERGIA 
FRUTOSE 
(HEXOSE) ENERGIA 
GALACTOSE 
(HEXOSE) 
ENERGIA
 Açúcares que se hidrolisam, fornecendo duas 
moléculas de monossacarídeos. 
 A Sacarose, formada por um resíduo de glicose e 
um de frutose é o açúcar encontrado na Cana-de-açúcar. 
C12H22O11 + H2O ® C6H12O6 + C6H12O6
DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE 
Maltose Glicose + Glicose Cereais 
Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar 
Lactose Glicose + 
Galactose Leite
OOss oolliiggoossssaaccaarrííddeeooss 
Até dez monossacarídeos. 
Os monossacarídeos unem-se por ligação glicosídica. 
OOss ppoolliissssaaccaarrííddeeooss 
Os polissacarídeos são moléculas enormes, às vezes ramificadas, constituídas 
por numerosos monossacarídeos. 
CH2OH 
H 
H O 
OH 
H 
OH 
H OH 
CH2OH 
H 
H H H O 
O H 
H 
CH2OH 
H 
OH 
H OH 
O 
O 
H 
OH 
H OH 
CH2OH 
H 
CH2OH 
H 
H H O 
H O H 
H 
OH 
H OH 
OH 
O 
H 
OH 
H OH 
O 
H 
1 
6 
5 
4 
3 
1 
2 
amilose
Os polissacarídeos 
Nome Fonte Função Unidades de 
monossacarídeos 
Ligação Ramificação 
Amido 
(amilose) 
Células de 
plantas 
Estoque de 
energia 
D-glicose a (1-4) Não tem 
Amido 
(amilopectina) 
Células de 
plantas 
Estoque de 
energia 
D-glicose a (1-4) Ramificações a (1-6) 
1a(1-6) para cada 30 
a(1-4) 
Glicogênio Células 
animais 
Estoque de 
energia 
D-glicose a (1-4) ramificações a (1-6) 
1a(1-6) para cada 8- 
12 a(1-4) 
Celulose Parede celular 
de plantas 
estrutural D-glicose b (1-4) Não tem
POLISSACARÍDEO FUNÇÃO E FONTE 
Glicogênio Açúcar de reserva energética de 
animais e fungos 
Amido Açúcar de reserva energética de 
vegetais e algas 
Celulose Função estrutural. Compõe a parede 
celular das células vegetais e algas 
Quitina 
Função estrutural. Compõe a parede 
celular de fungos e exoesqueleto de 
artrópodes 
Ácido hialurônico Função estrutural. Cimento celular em 
células animais
FUNÇÕES 
•ENERGÉTICA: são os principais produtores de energia sob a forma de 
ATP 
•ESTRUTURAL: a parede celular dos vegetais é constituída por um 
carboidrato polimerizado - a celulose; a carapaça dos insetos contém 
quitina, um polímero que dá resistência extrema ao exo-esqueleto; as 
células animais possuem uma série de carboidratos circundando a 
membrana plasmática que dão especificidade celular, estimulando a 
permanência agregada das células de um tecido - o glicocálix. 
•RESERVA ENERGÉTICA: nos vegetais, há o amido, polímero de glicose; 
nos animais, há o glicogênio, também polímero de glicose porém com uma 
estrutura mais compacta e ramificada
Boca a-amilase salivar 
Vesícula biliar 
Inteostin 
delg ado 
¯pH 
inativa a 
enzima 
Suco pancreático 
contém bicarbonato 
que neutraliza o pH 
ácido e contém a- 
amilase 
A absorção de glicose 
pelas células 
intestinais não requer 
insulina. 
A digestão final se dá por 
enzimas presentes na 
mucosa intestinal: 
Lactase 
Sacarase 
maltase 
CIRCULAÇÃO PORTA
 Encontrada na mucosa do intestino delgado, atua 
sobre a maltose e que tem como produto de 
hidrólise total a glicose. 
OO 
CCHH22OOHH 
+ H2O 
CCHH22OOHH 
OO 
OO 
Glicose + Glicose
 Também encontrada na mucosa do intestino 
delgado, tem como substrato a lactose, cuja 
hidrólise dá origem a glicose e galactose. 
CCHH22OOHH 
OO 
+ H2O 
CCHH22OOHH 
OO 
OO 
Galactose + Glicose
 Também chamada invertase, seu substrato é a 
sacarose e tem como produtos de hidrólise desta a 
frutose e a glicose. 
CCHH22OOHH 
OO 
OO 
CCHH22OOHH 
OO 
CCHH22OOHH 
+ H2O 
Glicose + Frutose
Prof Tatiane M B B Telles 
FAPAR
 Por que iniciar o estudo do metabolismo dos compostos 
combustíveis pela glicólise? 
 Via metabólica universal (passos idênticos nas nossas células 
cerebrais e nas bactérias anaeróbicas) para metabolizar a glicose e 
produzir energia. 
 Permite introduzir os mecanismos de regulação das vias metabólicas 
por pequenos efetores alostericos, por modificações químicas 
reversíveis de enzimas e pelo controle da expressão gênica.
 Primeira via metabólica a ser elucidada e, provavelmente, a 
melhor compreendida. 
 Ocorre no citoplasma 
 Primeiro estágio do catabolismo de carboidratos 
 Açúcares simples são metabolisados a piruvato 
 Processo anaeróbico – não necessita de oxigênio
 A glicose é o principal substrato oxidável para a 
maioria dos organismos. Sua utilização como fonte 
de energia pode ser considerada universal. 
 Hemácias e tecido nervoso utilizam a glicose 
como único substrato capaz de oxidar e obter 
energia.
 A oxidação total da glicose é um processo que 
libera uma quantidade de energia, ou seja, a 
glicose constitui uma fonte extracelular de energia 
livre, que pode ser conservada como ATP.
 I. dupla fosforilação da glicose (hexose), à custa de 2 ATP, 
originando uma outra hexose com dois grupos fosfato; 
 II. Clivagem desta hexose, produzindo duas trioses 
fosforiladas, que são interconvertíveis; 
 III. Oxidação e nova fosforilação das trioses fosfato, desta 
vez por fosfato inorgânico, formando duas moléculas de 
um intermediário com dois grupos fosfato; 
 IV. Transferência dos grupos fosfato para ADP, formando 
4ATP e 2 piruvato.
 1º sítio de controle: glucoquinase e glicose - 
fosfatase. Hexoquinase (músculo) inibida por seu 
produto glicose-6-fosfato
 2º sítio de controle: fosfofrutoquina 1 e frutose 1,6 – 
bisfosfatase. 
 Inibida alostéricamente por ATP 
 Ativada alostéricamente por ADP
 3º sítio de controle: piruvato quinase e piruvato 
carboxilase + fosfoenolpiruvato carboxiquinase. 
 Piruvato quinase: inibição alostérica pelo ATP, 
diminuindo sua afinidade para fosfoenolpiruvato. 
 Piruvato quinase é também inibida pela acetil-CoA 
e por ácidos graxos.
Destino do ácido pirúvico 
Ácido pirúvico 
NADH 
NAD 
Ácido lático 
NADH 
NAD CO2 
Álcool etílico 
NAD 
NADH 
CO2 
H2O 
Ácido acético 
Citosol 
Fermentação lática Fermentação alcoólica Fermentação acética 
Acetil-CoA
 Processo anaeróbio de transformação de uma 
substância em outra, produzida a partir de 
microorganismos, tais como bactérias e fungos. 
 É um processo de obtenção de energia utilizado 
por algumas bactérias e outros organismos.
 Processo utilizado por diversas células de 
mamíferos – hemácias, fibras musculares brancas 
e fibras musculares vermelhas sob contração 
vigorosa.
Fermentação lática 
(músculo na ausência de 
oxigênio) 
Ácido 
lático 
Lactato 
desidrogenase
Causas de aumento do lactato: 
Hipóxia – a causa mais importante de acidose láctica 
é a deficiente oxigenação celular no choque 
hipovolêmico, cardiogênico ou séptico. Uma fonte 
importante de lactato é uma lesão pulmonar aguda.
A concentração de lactato 
tem sido utilizada como 
ferramenta para o 
monitoramento do 
treinamento esportivo.
 As leveduras e algumas bactérias fermentam açucares, 
produzindo álcool etílico e gás carbônico (CO2), processo 
denominado FERMENTAÇÃO ALCÓOLICA.
 Esse tipo de fermentação é realizado por diversos 
microorganismos, destacando-se os chamados “fungos de 
cerveja”, da espécie Saccharomyces cerevisiae. O homem 
utiliza os dois produtos dessa fermentação: o álcool 
etílico empregado há milênios na fabricação de bebidas 
alcoólicas (vinhos, cervejas, cachaças etc.), e o gás 
carbônico importante na fabricação do pão, um dos mais 
tradicionais alimentos da humanidade. Mais recentemente 
tem-se utilizado esses fungos para a produção industrial de 
álcool combustível.
 Ação da Enzima Invertase 
 C12H22O11 + H2O ® C6H12O6 + C6H12O6 
Sacaro 
se 
Glicose Frutose 
 Ação da Enzima Zimase 
 C6H12O6 ® 2C2H5-OH + 2CO2 
Glicose/Frutos 
e ETANOL
 Consiste na oxidação parcial, aeróbica, do álcool etílico, com 
produção de ácido acético. Esse processo é utilizado na 
produção de vinagre comum e do ácido acético 
industrial. Desenvolve-se também na deterioração de 
bebidas de baixo teor alcoólico e na de certos alimentos. É 
realizada por bactérias denominadas acetobactérias, 
produzindo ácido acético e CO2.
 A ação da toxina produzida pela bactéria Clostridium 
botulinum resulta na paralisia dos músculos, inclusive dos 
músculos respiratórios, impedindo a respiração normal e 
podendo levar à morte por asfixia. A paralisia muscular 
progressiva inicia-se pela face, ptose palpebral (queda da 
pálpebra, que pode chegar a fechar o olho), dificuldade de 
deglutição, visão dupla e aversão à luz, dificuldade para 
urinar e evacuar. Os sintomas progridem, causando 
dificuldade motora e de respiração. Além disso, há o risco 
do paciente desenvolver pneumonia, o que também pode 
levar ao óbito. O diagnóstico laboratorial é feito através da 
detecção da toxina no paciente (soro ou fezes) ou no 
alimento, através da injeção em ratos.
 Na matriz mitocondrial o ácido pirúvico reage com uma 
substância chamada Coenzima A, dando origem a duas 
moléculas de gás carbônico e duas de acetilcoenzima A. 
 Esta substância é totalmente degradada numa série de 
reações denominada pelo nome de Ciclo de Krebs ou Ciclo 
do ácido cítrico e que tem, como produtos, mais quatro 
moléculas de gás carbônico, além de elétrons energizados e 
íons H+.
 O ciclo de Krebs constitui o estágio final e máximo de 
oxidação dos átomos de carbono que compõem os 
carboidratos, proteínas e lipídios. 
 Uma parte da energia produzida neste ciclo fica na forma de 
ATP porém, a maior parte fica conservada nas coenzimas 
reduzidas (NAD e FAD). 
 O início do ciclo começa com a entrada de acetil – coA para 
dentro da mitocôndria.
CCiicclloo ddee KKrreebbss 
• Ciclo do Ácido Cítrico 
• Ciclo do Citrato 
3 NADH 
1FADH2 
1 ATP
Reação preparatória do Ciclo de Krebs: formação de AcetilCoa 
AcetilCoa 
Piruvato 
Piruvato 
desidrogenase 
(PDH) 
(um complexo 
multienzimático de 
três enzimas) 
Coenzima A 
(CoA-SH) 
NAD+ 
NADH 
+ CO2 
Reação de 
descarboxilação 
oxidativa 
Cofactores: 
- TPP (tiamina 
pirofosfato, derivado da 
vit. B1)
Glicose é transportada para 
o interior da célula 
Glicólise 
oxidação 
mitocondria 
citoplasma 
Glicose 
2 
piruvatos 
Piruvato 
Acetil- 
CoA
PIRUVATO 
PDH Aminoácidos 
Oxalo-acetato 
Acetil CoA 
Citrato 
a-ceto-glutarato 
Succinil- 
CoA 
• O Ciclo de Krebs tem a 
característica de uma via 
anfibólica, isto é, degrada a 
acetila-CoA em dióxido de 
carbono e água (catabolismo) 
Porfirinas Aminoácidos 
mas alguns de seus 
intermediários são utilizados 
para a síntese de outros 
compostos (anabolismo). 
+
 Transtorno metabólico recessivo autossômico, causado pela 
ausência ou diminuição da atividade da piruvato 
carboxilase, a enzima que regula a gluconeogênese, 
lipogênese e a síntese de neurotransmissores. 
 As manifestações clínicas incluem acidose láctica, ataques, 
dificuldades respiratórias, atraso psicomotor marcante, 
hipoglicemia periódica e hipotonia. 
 Os déficits na produção de ATP podem contribuir para 
patologias neurovegetativas como Parkinson na idade 
avançada e Alzheimer.
 1) Defeito genético: mutação do DNA mitocondrial 
 Ex: atrofia ótica hereditária de Leber (perda visual na 
segunda ou terceira década de vida); AVCs antes dos 40 
anos; Epilepsia mioclônica, ataxia, miopatia, neuropatia, 
demência; Oftalmoplegia externa progressiva, Miopatia 
com cardiomiopatia hipertrófica , Diabete com Surdez 
 2) Fatores externos: 
 Ex: tratamento para AIDS
 A via das pentoses fosfato é uma via alternativa de 
oxidação de glicose, que leva à produção de dois 
componentes importantes: ribose 5 – fosfato e NADPH. 
 A ribose 5 – fosfato é a pentose que compõem os 
ácidos nucleicos e várias coenzimas. 
 A energia derivada da oxidação da glicose é 
exclusivamente sob a forma de poder redutor (NADPH) e 
não de NADH e ATP, como na glicólise.
 A via das pentoses fosfato e a glicólise, apesar de terem 
funções tão diferentes, são intimamente relacionadas, já 
que ambas ocorrem no citossol e apresentam compostos 
intermediários comuns: glicose 6 – fosfato, frutose 6 – fosfato 
e gliceraldéido 3 – fosfato. 
 A via das pentoses é amplamente distribuída pelos tecidos 
principalmente no fígado, tecido adiposo, glândulas 
mamárias e córtex da supra renal (locais de síntese de 
ácidos graxos, colesterol e hormônios esteróides – utilizam 
NADPH).
1. Permite a combustão total da glicose em uma série de 
reações independentes do ciclo de Krebs; 
2. Serve como fonte de pentoses para a síntese dos ácidos 
nucleicos; 
3. Formar o NADPH extramitocondrial necessário para a 
síntese dos lipídios; 
4. Converter hexoses em pentoses; 
5. Degradação oxidativa de pentoses pela conversão a 
hexoses, que podem entrar para a via glicolítica.
 O NADPH é essencial para prevenir o dano oxidativo em 
hemácias. 
 A deficiência da glicose 6 – fosfato desidrogenase é uma 
deficiência hereditária que pode manifestar hemólise de 
graus variáveis quando expostos a alguns fatores do meio 
ambiente como a naftalina e os nitritos voláteis ou alguns 
medicamentos tais como: analgésicos, antipiréticos, 
antimaláricos, antibacterianos sulfonamídicos e sulfônicos, 
entre outros; infecção ou ingestão de fava. 
 Este gene mutante confere alguma proteção contra o 
Plasmodium falciparum em até 60% do risco de contrair 
malária grave.
 O destino da glicose 6 – fosfato está subordinado às razões 
ATP/ADP e NADPH/NADP intracelulares. 
 Quando a razão ATP/ADP é baixa, a glicose é degradada 
pela via glicolítica, produzindo ATP e a razão NADPH/NADP 
é alta, inibindo a via das pentoses. 
 O significado fisiológico deste “desvio” intermitente é 
proporcionar a obtenção de NADPH, mantendo o fluxo dos 
carbonos precursores de ácidos graxos, originários da 
glicose.