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O ENSINODE CIÊNCIAS NO
BRASIL
PROFª DRª KELY-ANEE DE OLIVEIRA NASCIMENTO
QUELEMBRANÇAS
VOCÊTEMDOENSINO
DECIÊNCIASNA
EDUCAÇÃOBÁSICA?
 Existia uma postura cientificista, no qual a ciência era considerada superior a qualquer outra
forma de conhecimento ou experiência humana.
 O cientista era visto como supremo, que tem a chave teórica e experimental para descrever a
verdadeira realidade.
 Os PCN – Ciências Naturais tramam que “o papel das Ciências Naturais é o de colaborar para a
compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e
parte integrante do Universo” (BRASIL, 1997, p. 15).
TIPOSDECONHECIMENTOE
ACIÊNCIA:POSSIBILIDADES
DECOMPREENSÃOE
TRANSFORMAÇÃODA
REALIDADE
 Conhecimento: ato ou efeito de conhecer; ato ou
atividade de conhecer; realizado por meio da razão e/ou
da experiência; ato ou efeito de apreender
intelectualmente, de perceber um fato ou verdade;
cognição, percepção (das causas de um fenômeno);
domínio, teórico ou prático, de um assunto, uma arte,
uma ciência, uma técnica, etc.; [...]
 Dicionário Houaiss (2002, p.802)
 A racionalidade do homem faz com que ele, desde o início de sua existência – nos primórdios da
humanidade – procure explicações sobre o mundo, atribuindo-lhe sentido e descobrindo leis
ocultas.
 Nenhum conhecimento é neutro, pois está impregnado de história, de cultura, de política e, por
isso, sua transmissão na escola deverá permear esses aspectos.
 TIPOS DE CONHECIMENTO: Aranha (1997, p.104), em geral, destacam-se as abordagens
mística, religiosa, artística, científica, filosófica e do senso comum.
CONHECIMENTO
POPULAR /SABER
COTIDIANO /
SENSOCOMUM
 Constituído a partir das interações estabelecidas entre
os seres humanos em sua sociedade e cultura vigentes.
Para Fachin (2003, p. 9), esse tipo de conhecimento
geralmente “é conseguido na vida cotidiana e, muitas
vezes, ao acaso, fundamentado apenas em experiências
vivenciadas ou transmitidas de pessoas para pessoas,
fazendo parte das antigas tradições”.
CONHECIMENTO
RELIGIOSO
 Verdades obtidas de forma divina ou sobrenatural. Sua
explicação se apoia na fé e na revelação divina. Este
conhecimento se fundamenta em doutrinas que contêm
proposições sagradas (juízo de valor), já que são
reveladas pelo sobrenatural (vontade divina na
consciência humana); geralmente, implica em verdades
infalíveis, indiscutíveis e exatas, pois suas evidências
não podem ser comprovadas, ficando relegadas à fé ou
à crença pessoal.
CONHECIMENTO
FILOSÓFICO
 Dá ênfase à reflexão e a crítica para fundamentar o
conhecimento, procurando conhecer a origem dos
problemas e propor respostas racionais a eles.
 Lakatos & Marconi (2007, p.78-79), ressaltam o
potencial do conhecimento filosófico ao dizerem que
este é “caracterizado pelo esforço da razão pura para
questionar os problemas humanos e poder discernir
entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às
luzes da própria razão humana”.
CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
 Ele é estruturado pela experimentação com
fundamentação lógica, sem contradições. “Para tanto, a
ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de
conhecimento sistemático, preciso, objetivo” (ARANHA
& MARTINS, 1996, p. 89).
 Entretanto, isso não garante que as verdades
produzidas sejam duradouras (a todo instante o
conhecimento científico passa por testes que poderão
questionar sua veracidade), e, ela “avança em contínuo
processo de investigação que supõe alterações e
ampliações necessárias, à medida que surgem fatos
novos, ou quando são inventados novos instrumentos”
(ARANHA & MARTINS, 1996, p. 91).
ACIÊNCIANAHISTÓRIA:
ASTRÊSPRINCIPAIS
CONCEPÇÕESDECIÊNCIA
RACIONALISMO
 A concepção racionalista de ciência advém do ideal
filosófico dos gregos.
 O racionalismo afirma que tudo o que existe advém de
uma causa inteligível (compreensível), até mesmo
quando algo não possa ser confirmado empiricamente.
Nessa concepção, a via de acesso ao conhecimento é a
razão em detrimento à experiência sensível do mundo.
EMPIRISMO
 A concepção empirista nasce com a medicina grega e
com o pensamento aristotélico.
 Doutrina segundo a qual todo conhecimento provém
unicamente da experiência, limitando-se ao que pode
ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do
mundo subjetivo, pela introspecção, sendo ger.
descartadas as verdades reveladas e transcendentes do
misticismo, ou apriorísticas e inatas do racionalismo.
CONSTRUTIVISMO
 Surgida no século XX, a concepção construtivista
considera a ciência como uma construção de modelos
explicativos e aproximativos do que venha a ser a
realidade, mas sem que haja a presunção de que ela
seja a própria realidade em si.
 A busca não é a de encontrar verdades absolutas, mas
verdades aproximadas que possam ser corrigidas e
abandonadas por explicações mais acuradas que sejam
desenvolvidas.
CLASSIFICAÇÃO
DASCIÊNCIAS
 (CHAUÍ, 2008, p.226):
 Ciências matemáticas ou lógico-matemáticas (aritmética,
geometria, álgebra, trigonometria, lógica, física pura,
astronomia pura, etc.);
 Ciências naturais
 (física, química, biologia, geologia, astronomia, geografia
física, paleontologia, etc.);
 Ciências humanas ou sociais
 (psicologia, sociologia, antropologia, geografia humana,
economia, linguística, psicanálise, arqueologia, história,
etc.);
 Ciências aplicadas
 (todas as ciências que conduzem à invenção de tecnologias
para intervir na natureza, na vida humana e nas
sociedades, como, por exemplo, direito, engenharia,
medicina, arquitetura, informática, etc.)
CONHECIMENTODAS
CIÊNCIAS
 As Ciências Naturais se dedicam ao estudo dos fenômenos (fatos observáveis) da natureza.
Podem ser definidas como um ramo da ciência que têm como objetivo o estudo do universo,
visando a explorar e explicar as leis e/ou regras naturais que o regem, ou seja, seus aspectos
físicos.
 Nas aulas de Ciências Naturais abordamos: a Biologia, a Física, a Química, a Astronomia, a
Geociências, e tantos outros temas relacionados à ciência (LUNGARZO, 1990)
Conhecimento
cotidianoeo
conhecimento
científico:
especificidadese
articulaçõesnecessárias
naescola
 Aprender ciências representa uma oportunidade que somente os seres humanos têm de “ver” o
mundo de uma maneira diferente. (BRASIL, 2006, p. 10-11).
 Podemos dizer que é importante oferecer aos alunos, já na Educação Infantil e nos anos iniciais
do Ensino Fundamental, uma ação didática na qual esses alunos entrem em contato com a
aprendizagem dos conhecimentos científicos, de tal forma que possam reconhecer que nenhum
conhecimento é absoluto ou definitivo. E, ao mesmo tempo, que possam também valorizar o
processo de elaboração do conhecimento científico, entendendo-o como resultante de um
desenvolvimento que engloba também implicações políticas, éticas, sociais (KRASILCHIK &
MARANDINO, 2007).
 Nesse sentido, como revela Fracalanza et al (1986, p.26-27), o ensino de Ciências Naturais nas
primeiras etapas da educação básica entre outros aspectos deverá:
 • permitir o aprendizado dos conceitos básicos das Ciências Naturais e da aplicação dos
princípios aprendidos a situações práticas;
 • possibilitar a compreensão das relações entre a ciência e a sociedade e dos mecanismos de
produção e apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos;
 • garantir a transmissão e a sistematização dos saberes e da cultural regional e local.
ENSINAR CIÊNCIA É ENSINAR CIÊNCIA NÃO É
Incentivar a atividade intelectual e social dos alunos Realizar atividades de laboratório seguindo ''receitas''
e sem gerar discussões para a análise de
procedimentos e resultados.
Proporcionar motivação e prazer pelo aprendizado. Utilizar ''fórmulas'' para a resolução de problemas
sem discutir o seu significado e propostas
alternativas
Evidenciar que a evolução da ciência e tecnologia é
resultante de um esforço cumulativo de toda a
humanidade.
Exigir dos alunos que decorem termos que não mais
serão usados durante o curso
Apresentar ao aluno que o conhecimento científico
sofre modificações à medida que novas informações e
teorias levam a interpretações diferentes de fatos
Priorizar na sequência do curso e das aulas o
conteúdo, desconsiderando fatores que oportunizam
sua motivação e seu interesse.
Explorar a imaginação, a curiosidade e a criatividade,
estimulando as temáticas de interesse dos alunos
Desenvolver o conteúdo de forma fragmentada, ou
seja, sem propiciar relações e exemplicações com o
cotidiano e as experiências pessoais dos alunos
Oferecer aos alunos conhecimentos de fatos, conceitos
e ideias básicas das ciências
Desconsidera aplicações práticas do conteúdo
ministrado.
Propiciar condições para a realização de trabalhos
práticos que possibilitem vivenciar investigações
cientificas rigorosas e éticas.
Tabela 1.1 – O que é e o que não é ensinar ciência. Adaptado de
Krasilchik; Marandino (2007, p. 53).
ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA
 O acesso à linguagem científica faz-se cada vez mais
necessário para a garantia de melhores condições de vida.
 “Propiciar o entendimento ou a leitura dessa linguagem é
fazer alfabetização científica” (CHASSOT, 2003, p.93).
 Ao defender a ciência como uma linguagem, o autor
compreende que um indivíduo alfabetizado
cientificamente é aquele que “sabe ler a linguagem em que
está escrita a natureza”. Nessa perspectiva, para o autor, é
“um analfabeto científico aquele incapaz de uma leitura do
universo” (CHASSOT 2003, p. 91).
 A alfabetização científica, de acordo com Sabbatini (2004),
pode ser definida como uma compreensão mínima em
Ciências e Tecnologia (C&T) que os indivíduos precisam
possuir para atuar como cidadãos e consumidores na
sociedade tecnológica.
 Krasilchik & Marandino (2007, p. 29) ressaltam que a alfabetização científica envolve uma
perspectiva cultural, a qual: Implica fomentar políticas e ações de parcerias entre diferentes
instituições e atores, para ampliar as oportunidades de acesso e de produção de significados
sobre o conhecimento científico pela população. Implica também compreender que não
somente os produtores de ciência são responsáveis por realizar a divulgação e/ou definir tais
políticas.
ATIVIDADE
ASSÍNCRONA
 QUAL A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA A
SOCIEDADE E COMO A ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA REFETE PARA O ACESSO A
INFORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA
SOBRETUDO EM TEMPOS DE COVID-19 E
PRODUÇÃO DE VACINAS?
 PRAZO DE ENTREGA: 21 DE JUNHO (SEGUNDA)
Matériaslegais
 https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-
saude/2011/07/27/interna_ciencia_saude,262843/ciencia-pode-ajudar-a-
resolver-principais-problemas-da-humanidade.shtml
 http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/08/conheca-medico-
que-salvou-50-milhoes-de-vida-com-receita-caseira.html
 https://canaltech.com.br/ciencia/os-10-experimentos-cientificos-mais-
importantes-da-historia-156069/
 https://jornal.usp.br/ciencias/a-importancia-da-ciencia-e-da-tecnologia/
 https://www.youtube.com/watch?v=VbufIM9f6bg
 https://www.youtube.com/watch?v=787A-E9kpjg
Séries
 DARK
 ORPHAN BLACK
 STRANGER THINGS
 SENSE 8
 BLACK MIRROR
 ABSTRACT
 THE RAIN
 BABIES
 THE 100
 BREAKIN BAD
 THE OA
REFERÊNCIA
 CHINALIA, Fabiana; BORTOLOTI, Karen Fernanda;
ENDO, Ronaldo Munenori. Conteúdo, Metodologia e
Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental.
Rio de Janeiro: SESES, 2016.

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AULA 1 O ENSINO DE CIÊNCIAS NO BRASIL.pptx

  • 1. O ENSINODE CIÊNCIAS NO BRASIL PROFª DRª KELY-ANEE DE OLIVEIRA NASCIMENTO
  • 3.  Existia uma postura cientificista, no qual a ciência era considerada superior a qualquer outra forma de conhecimento ou experiência humana.  O cientista era visto como supremo, que tem a chave teórica e experimental para descrever a verdadeira realidade.  Os PCN – Ciências Naturais tramam que “o papel das Ciências Naturais é o de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e parte integrante do Universo” (BRASIL, 1997, p. 15).
  • 4. TIPOSDECONHECIMENTOE ACIÊNCIA:POSSIBILIDADES DECOMPREENSÃOE TRANSFORMAÇÃODA REALIDADE  Conhecimento: ato ou efeito de conhecer; ato ou atividade de conhecer; realizado por meio da razão e/ou da experiência; ato ou efeito de apreender intelectualmente, de perceber um fato ou verdade; cognição, percepção (das causas de um fenômeno); domínio, teórico ou prático, de um assunto, uma arte, uma ciência, uma técnica, etc.; [...]  Dicionário Houaiss (2002, p.802)
  • 5.  A racionalidade do homem faz com que ele, desde o início de sua existência – nos primórdios da humanidade – procure explicações sobre o mundo, atribuindo-lhe sentido e descobrindo leis ocultas.  Nenhum conhecimento é neutro, pois está impregnado de história, de cultura, de política e, por isso, sua transmissão na escola deverá permear esses aspectos.  TIPOS DE CONHECIMENTO: Aranha (1997, p.104), em geral, destacam-se as abordagens mística, religiosa, artística, científica, filosófica e do senso comum.
  • 6. CONHECIMENTO POPULAR /SABER COTIDIANO / SENSOCOMUM  Constituído a partir das interações estabelecidas entre os seres humanos em sua sociedade e cultura vigentes. Para Fachin (2003, p. 9), esse tipo de conhecimento geralmente “é conseguido na vida cotidiana e, muitas vezes, ao acaso, fundamentado apenas em experiências vivenciadas ou transmitidas de pessoas para pessoas, fazendo parte das antigas tradições”.
  • 7. CONHECIMENTO RELIGIOSO  Verdades obtidas de forma divina ou sobrenatural. Sua explicação se apoia na fé e na revelação divina. Este conhecimento se fundamenta em doutrinas que contêm proposições sagradas (juízo de valor), já que são reveladas pelo sobrenatural (vontade divina na consciência humana); geralmente, implica em verdades infalíveis, indiscutíveis e exatas, pois suas evidências não podem ser comprovadas, ficando relegadas à fé ou à crença pessoal.
  • 8. CONHECIMENTO FILOSÓFICO  Dá ênfase à reflexão e a crítica para fundamentar o conhecimento, procurando conhecer a origem dos problemas e propor respostas racionais a eles.  Lakatos & Marconi (2007, p.78-79), ressaltam o potencial do conhecimento filosófico ao dizerem que este é “caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana”.
  • 9. CONHECIMENTO CIENTÍFICO  Ele é estruturado pela experimentação com fundamentação lógica, sem contradições. “Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso, objetivo” (ARANHA & MARTINS, 1996, p. 89).  Entretanto, isso não garante que as verdades produzidas sejam duradouras (a todo instante o conhecimento científico passa por testes que poderão questionar sua veracidade), e, ela “avança em contínuo processo de investigação que supõe alterações e ampliações necessárias, à medida que surgem fatos novos, ou quando são inventados novos instrumentos” (ARANHA & MARTINS, 1996, p. 91).
  • 11. RACIONALISMO  A concepção racionalista de ciência advém do ideal filosófico dos gregos.  O racionalismo afirma que tudo o que existe advém de uma causa inteligível (compreensível), até mesmo quando algo não possa ser confirmado empiricamente. Nessa concepção, a via de acesso ao conhecimento é a razão em detrimento à experiência sensível do mundo.
  • 12. EMPIRISMO  A concepção empirista nasce com a medicina grega e com o pensamento aristotélico.  Doutrina segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência, limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do mundo subjetivo, pela introspecção, sendo ger. descartadas as verdades reveladas e transcendentes do misticismo, ou apriorísticas e inatas do racionalismo.
  • 13. CONSTRUTIVISMO  Surgida no século XX, a concepção construtivista considera a ciência como uma construção de modelos explicativos e aproximativos do que venha a ser a realidade, mas sem que haja a presunção de que ela seja a própria realidade em si.  A busca não é a de encontrar verdades absolutas, mas verdades aproximadas que possam ser corrigidas e abandonadas por explicações mais acuradas que sejam desenvolvidas.
  • 14. CLASSIFICAÇÃO DASCIÊNCIAS  (CHAUÍ, 2008, p.226):  Ciências matemáticas ou lógico-matemáticas (aritmética, geometria, álgebra, trigonometria, lógica, física pura, astronomia pura, etc.);  Ciências naturais  (física, química, biologia, geologia, astronomia, geografia física, paleontologia, etc.);  Ciências humanas ou sociais  (psicologia, sociologia, antropologia, geografia humana, economia, linguística, psicanálise, arqueologia, história, etc.);  Ciências aplicadas  (todas as ciências que conduzem à invenção de tecnologias para intervir na natureza, na vida humana e nas sociedades, como, por exemplo, direito, engenharia, medicina, arquitetura, informática, etc.)
  • 16.  As Ciências Naturais se dedicam ao estudo dos fenômenos (fatos observáveis) da natureza. Podem ser definidas como um ramo da ciência que têm como objetivo o estudo do universo, visando a explorar e explicar as leis e/ou regras naturais que o regem, ou seja, seus aspectos físicos.  Nas aulas de Ciências Naturais abordamos: a Biologia, a Física, a Química, a Astronomia, a Geociências, e tantos outros temas relacionados à ciência (LUNGARZO, 1990)
  • 18.  Aprender ciências representa uma oportunidade que somente os seres humanos têm de “ver” o mundo de uma maneira diferente. (BRASIL, 2006, p. 10-11).  Podemos dizer que é importante oferecer aos alunos, já na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, uma ação didática na qual esses alunos entrem em contato com a aprendizagem dos conhecimentos científicos, de tal forma que possam reconhecer que nenhum conhecimento é absoluto ou definitivo. E, ao mesmo tempo, que possam também valorizar o processo de elaboração do conhecimento científico, entendendo-o como resultante de um desenvolvimento que engloba também implicações políticas, éticas, sociais (KRASILCHIK & MARANDINO, 2007).
  • 19.  Nesse sentido, como revela Fracalanza et al (1986, p.26-27), o ensino de Ciências Naturais nas primeiras etapas da educação básica entre outros aspectos deverá:  • permitir o aprendizado dos conceitos básicos das Ciências Naturais e da aplicação dos princípios aprendidos a situações práticas;  • possibilitar a compreensão das relações entre a ciência e a sociedade e dos mecanismos de produção e apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos;  • garantir a transmissão e a sistematização dos saberes e da cultural regional e local.
  • 20. ENSINAR CIÊNCIA É ENSINAR CIÊNCIA NÃO É Incentivar a atividade intelectual e social dos alunos Realizar atividades de laboratório seguindo ''receitas'' e sem gerar discussões para a análise de procedimentos e resultados. Proporcionar motivação e prazer pelo aprendizado. Utilizar ''fórmulas'' para a resolução de problemas sem discutir o seu significado e propostas alternativas Evidenciar que a evolução da ciência e tecnologia é resultante de um esforço cumulativo de toda a humanidade. Exigir dos alunos que decorem termos que não mais serão usados durante o curso Apresentar ao aluno que o conhecimento científico sofre modificações à medida que novas informações e teorias levam a interpretações diferentes de fatos Priorizar na sequência do curso e das aulas o conteúdo, desconsiderando fatores que oportunizam sua motivação e seu interesse. Explorar a imaginação, a curiosidade e a criatividade, estimulando as temáticas de interesse dos alunos Desenvolver o conteúdo de forma fragmentada, ou seja, sem propiciar relações e exemplicações com o cotidiano e as experiências pessoais dos alunos Oferecer aos alunos conhecimentos de fatos, conceitos e ideias básicas das ciências Desconsidera aplicações práticas do conteúdo ministrado. Propiciar condições para a realização de trabalhos práticos que possibilitem vivenciar investigações cientificas rigorosas e éticas. Tabela 1.1 – O que é e o que não é ensinar ciência. Adaptado de Krasilchik; Marandino (2007, p. 53).
  • 21. ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA  O acesso à linguagem científica faz-se cada vez mais necessário para a garantia de melhores condições de vida.  “Propiciar o entendimento ou a leitura dessa linguagem é fazer alfabetização científica” (CHASSOT, 2003, p.93).  Ao defender a ciência como uma linguagem, o autor compreende que um indivíduo alfabetizado cientificamente é aquele que “sabe ler a linguagem em que está escrita a natureza”. Nessa perspectiva, para o autor, é “um analfabeto científico aquele incapaz de uma leitura do universo” (CHASSOT 2003, p. 91).  A alfabetização científica, de acordo com Sabbatini (2004), pode ser definida como uma compreensão mínima em Ciências e Tecnologia (C&T) que os indivíduos precisam possuir para atuar como cidadãos e consumidores na sociedade tecnológica.
  • 22.  Krasilchik & Marandino (2007, p. 29) ressaltam que a alfabetização científica envolve uma perspectiva cultural, a qual: Implica fomentar políticas e ações de parcerias entre diferentes instituições e atores, para ampliar as oportunidades de acesso e de produção de significados sobre o conhecimento científico pela população. Implica também compreender que não somente os produtores de ciência são responsáveis por realizar a divulgação e/ou definir tais políticas.
  • 23. ATIVIDADE ASSÍNCRONA  QUAL A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA A SOCIEDADE E COMO A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA REFETE PARA O ACESSO A INFORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA SOBRETUDO EM TEMPOS DE COVID-19 E PRODUÇÃO DE VACINAS?  PRAZO DE ENTREGA: 21 DE JUNHO (SEGUNDA)
  • 24. Matériaslegais  https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e- saude/2011/07/27/interna_ciencia_saude,262843/ciencia-pode-ajudar-a- resolver-principais-problemas-da-humanidade.shtml  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/08/conheca-medico- que-salvou-50-milhoes-de-vida-com-receita-caseira.html  https://canaltech.com.br/ciencia/os-10-experimentos-cientificos-mais- importantes-da-historia-156069/  https://jornal.usp.br/ciencias/a-importancia-da-ciencia-e-da-tecnologia/  https://www.youtube.com/watch?v=VbufIM9f6bg  https://www.youtube.com/watch?v=787A-E9kpjg
  • 25. Séries  DARK  ORPHAN BLACK  STRANGER THINGS  SENSE 8  BLACK MIRROR  ABSTRACT  THE RAIN  BABIES  THE 100  BREAKIN BAD  THE OA
  • 26. REFERÊNCIA  CHINALIA, Fabiana; BORTOLOTI, Karen Fernanda; ENDO, Ronaldo Munenori. Conteúdo, Metodologia e Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental. Rio de Janeiro: SESES, 2016.