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10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação
http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 1/9
ISSN 1678­0701
Número 58, Ano XV.
Dezembro­2016/Fevereiro­
2017.
Números anteriores 
...
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    Sementes     Notícias     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores
    Relatos de Experiências
 Sementes
27/11/2016
IMPLANTAÇÃO DO HORTO ESCOLA JARDIM VITAL  
Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 
IMPLANTAÇÃO DO HORTO ESCOLA JARDIM VITAL
 
José André Verneck Monteiro
Licenciado em Pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins, Especializado
em Educação Ambiental pela Universidade Candido Mendes, Mestre em Práticas
em  Desenvolvimento  Sustentável  pela  Universidade  Federal  Rural  do  Rio  de
Janeiro & Global MDP. Publica seus trabalhos em www.jardimvital.tasksite.com.br
 
RESUMO
 
Este trabalho traz os conceitos adotados e o conjunto de ações empreendidas para
a  implantação  do  Horto  Escola  Jardim  Vital,  situado  no  Setor  Vila  Rosa,  área
urbana de Goiânia – Goiás. O ensaio foi elaborado a convite de Berenice Gehlen
Adams  para  integrar  a  Seção  Sementes  na  58ª  Edição  da  Revista  Educação
Ambiental em Ação, cujo tema é Educação Ambiental com Emoção.
 
Palavras­chave: sementes, orgânicos, agricultura urbana, educação ambiental.
 
Apresentação
 
Horto Escola Jardim Vital é um sítio agroecológico urbano, idealizado para
sediar  atividades  educacionais  inspiradas  pela  cultura  da  agrobiodiversidade  e
pelas técnicas de manejo sustentáveis para produção de alimentos saudáveis, sem
uso de agrotóxicos.
Sua implantação teve início em junho de 2016. A produção gerada no Horto
Escola destina­se ao fornecimento de alimentos in natura e mudas prontas para o
plantio  de  hortaliças,  aromáticas,  condimentares,  flores  comestíveis  e  corantes
naturais.
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As  atividades  realizadas  diariamente  no  preparo,  plantio,  colheita  e
propagação  dos  alimentos  são  úteis  à  educação  ambiental  e  ao  intercâmbio  de
pessoas  interessadas  em  promover  melhorias  no  sistema  familiar  de  gestão
ambiental e no cultivo doméstico de alimentos.
Especial  atenção  é  dedicada  à  difusão  de  plantas  alimentícias  não
convencionais,  dentre  elas  o  Espinafre­amazônico  (Alternanthera  sessilis),  a
Bertalha (Bassela alba), o Coentro­bravo (Eryngium foetidum),  o  Feijão­borboleta
(Clitoria ternatea) e o Ora­pro­nobis (Pereskia aculeata), esta última por seu alto
valor nutricional aliado à facilidade de propagação (KINUPP & LORENZI, 2013).
Espera­se  que  o  Horto  Escola  Jardim  Vital  seja  propulsor  do  resgate  do
hábito  de  plantar  e  colher,  da  cultura  dos  alimentos  saudáveis  e  que  a  iniciativa
seja  propagada  em  outras  áreas,  ampliando  o  fornecimento  à  população  da
Capital,  de  alimentos  originados  nos  empreendimentos  agrícolas  situados  nas
porções urbanas e periurbanas de Goiânia e sua Região Metropolitana.
Breve histórico da área
 
O  Horto  Escola  Jardim  Vital  está  situado  em  uma  área  1500m2,  cuja
propriedade pertence ao Sr. Luiz Roberto Botosso Junior, que a adquiriu do espólio
do Sr. Melo Rosa, em 1992.
A  aquisição  ocorreu  durante  sua  prestação  de  serviço  como  Oficial
Temporário do Exército Brasileiro. A proposta inicial para a área foi implantar um
campo de futebol para locação, atividade econômica que se mostrava promissora
na década.
O  bairro  ainda  era  precário  de  urbanização,  sem  rede  de  água  tratada,
esgotamento  sanitário,  não  havia  iluminação  pública,  as  ruas  eram  de  terra  e
somente a Avenida Rio Verde era asfaltada.
Não  havia  edifícios.  Os  moradores  do  bairro  viviam  de  modo  simples,  em
habitações modestas. Muitos praticavam a agricultura doméstica.
A Vila Rosa assemelhava­se a um distrito rural, porém dentro da Capital.
À medida que os loteamentos foram vendidos a vegetação nativa foi dando
lugar  à  abertura  de  ruas.  E  com  a  “limpeza”  dos  lotes  hoje  restam  poucos
exemplares remanescentes da flora típica do Cerrado.
As obras para implantação do campo de futebol foram iniciadas em 1994,
quando  Servidor  Público  e  aluno  de  Arquitetura,  o  proprietário  construiu
pessoalmente parte das estruturas.
Em 1995 o campo de futebol começou a funcionar aos fins de semana até o
ano de 1998, ocasião em que o proprietário foi residir na Cidade de Goiás e não
designando  a  outrem  as  tarefas  pertinentes  ao  funcionamento,  interrompeu  o
negócio.
            Sem receber manutenção até 2010, o gramado e todo o imóvel foram
tomados  por  um  matagal,  parte  das  estruturas  edificadas  sofreu  vandalismo  e
furtos sucessivos.
Nessas condições o imóvel permaneceu sem uso por dois anos e veio a se
tornar problema de saúde e segurança pública, ocasionando inclusive reclamações
de moradores do entorno dirigidas ao proprietário.
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            Entre 2010 e 2012 a área foi alugada para sediar um depósito de areia
destinada à construção civil.
            Até 2014 serviu de pátio para o estacionamento de caminhões e máquinas
pesadas.
Por conta de tantas ocupações e desocupações, negligência das imobiliárias
e pelos efeitos do tempo, as edificações foram se deteriorando.
Durante todo o ano de 2015 o proprietário efetuou obras e reformas no local
e preferiu corretar pessoalmente a locação do imóvel.
No  início  de  2016  alugou  a  área  para  o  Sr.  José  Roberto  Alves  Silva,
empresário  do  segmento  de  flores  ornamentais,  para  servir  de  entreposto
destinado à distribuição varejista de sua produção, situada em Goiatuba ­ GO.  
Em  junho  deste  ano  o  Autor  é  convidado  pelo  atual  locatário  para
compartilhar o espaço e implantar em parceria o Horto Escola Jardim Vital.
Estudo preliminar
 
A avaliação do terreno foi realizada no início do inverno e da estiagem, típica
do Cerrado. As bananeiras estavam com poucas folhas e sem brotações.
Há poucos lotes vagos nas imediações. Todo o bairro é asfaltado e dispõe
de  saneamento,  iluminação,  rede  comercial  básica  e  atacadista,  postos  de
combustíveis e transporte coletivo.
Os vizinhos com os quais foi estabelecido contato são predominantemente
moradores antigos do bairro; demonstraram­se atenciosos e felizes com a notícia
da implantação do Horto.
O  altiplano  situa­se  próximo  ao  cume  da  vertente,  é  bem  ensolarado  e
arejado, também exposto às rajadas mais expressivas de ventos. A declividade é
suave,  com  drenagem  superficial  voltada  à  parcela  posterior  oposta  a  área  de
acesso, de onde verte para o exterior. Há nessa porção um poço do tipo cisterna,
com água. Possibilidade mínima de enxurrada ou alagamento.
Apenas  um  edifício,  situado  na  quadra  vizinha,  sombreava  parcialmente  o
terreno naquela estação, e por curto período antes do ocaso.
Por seus usos anteriores de alto tráfego o solo apresentava­se compactado
e seco, pobre em matéria orgânica, recoberto por brita e argila.
O perímetro é todo alambrado. A faixa destinada à calçada para pedestres
era revestida de vegetação autóctone e espontânea.
Há na quadra próxima uma rotatória de 1000m2, com potencial para receber
uma praça agroflorestal.
Aproximadamente 1 km de distância, na porção mais baixa da vertente há
uma horta familiar e um bosque ciliar ao redor de um açude em construção.
            Da necessidade de adequar o espaço às atividades do Horto foi elaborado
um croqui para situar a alocação dos canteiros, telados, cercas­vivas, árvores, rede
hídrica, e demais estruturas requeridas (Figura 1).
 
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Figura 1 Estudo Preliminar para implantação do Horto Escola Jardim Vital
Implantação
 
            No dia 02 de julho de 2016 as famílias dos idealizadores plantaram no
Horto  as  primeiras  árvores,  um  exemplar  de  Pau­ferro  obtido  em  porte  juvenil
(Figura  2)  e  uma  Tamarindeira,  cultivada  pelo  Autor  por  quase  um  ano  desde  a
semeadura, na janela do apartamento em que reside (Figura 3).
            As árvores, por sua longevidade e resistência às adversidades simbolizam
o valor do Horto Escola Jardim Vital para a sustentabilidade.
 
 
Figura 2 Pau­ferro plantado no Horto Escola Jardim Vital por seus idealizadores no dia 02 de
julho de 2016.
 
 
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Figura 3 Tamarindeira plantada no Horto Escola Jardim Vital por seus idealizadores no dia
02 de julho de 2016.
           
Outras árvores também foram plantadas durante a seca inicial, com distintas
expectativas ­ para frutificar e atrair pássaros; para sombrear parcialmente a área
de  cultivo;  para  fornecer  biomassa;  para  atuar  como  quebra­vento  e  repelente;
fornecer alimentos e ornamentar: pitanga, abacate, moringa, ipê­amarelo, oiti, cajá­
manga, caju, neem, laranja e goiaba. Também foram semeadas diversas espécies
nativas.
                        No  perímetro  externo  do  lote  foi  plantada  uma  bordadura  florífera  de
Lantana camara, por sua rusticidade, atratividade de polinizadores e também pelo
efeito  cromático  que  será  proporcionado.  Em  complemento  ao  volume  desta
bordadura foi plantada renque de yuccas, clusias, agaves, dracenas, polyscias e
outros  maciços,  floríferos.  Parte  do  perímetro  interno  recebeu  cercas­vivas  de
bertalha, ora­pro­nobis e feijão­borboleta.
Os telados foram erguidos sobre postes de eucalipto alicerçados no solo por
fundações de concreto magro, e intertravados por arame galvanizado ancorado no
solo e na edificação adjacente. Sobre o arame pousa tela de sombreamento a 20%
e sob o qual se fixou a rede de microaspersão. O solo dos telados foi nivelado com
brita zero, para melhor acomodação dos vasos e bandejas de propagação, além de
reduzir  a  emergência  do  generoso  banco  de  sementes  da  vegetação  invasora
anteriormente profusa na área.
Na  área  de  cultivos  ao  ar  livre  foi  aplicado  calcário  dolomítico,  à  razão
50g/m2. Os canteiros foram escavados até se encontrar solo menos compactado e
preenchidos  com  substrato  orgânico  elaborado  a  partir  da  trituração  e
compostagem de matéria orgânica vegetal, sendo adicionado húmus, biofertilizante
líquido  e  minhocas  vermelhas  da  Califórnia.  A  brita  que  revestia  a  superfície  foi
realocada para corrigir depressões do terreno e recobrir o pátio de tráfego.
Inúmeros metros cúbicos de matéria orgânica provenientes de serviços de
jardinagem têm sido levados para melhorar as condições físico­químicas do solo do
Horto, inicialmente bastante precário em razão dos usos anteriores da área e por
ação do fogo, equivocadamente utilizado em outras épocas para “limpar o terreno”
(a  queimada,  embora  seja  mais  rápida  e  comumente  adotada,  traz  diversos
prejuízos  para  o  solo  e  seus  microabitantes,  para  a  qualidade  do  ar  e  para  a
segurança pública).
Inicialmente a rega foi feita manualmente, com auxílio de garrafões, somente
o  suficiente  para  resistir  à  seca.  Hoje  a  água  do  poço  é  bombeada  às  zonas  e
 
10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação
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distribuída por aspersores, apenas quando não chove.
Melhorias  são  notáveis  no  solo  que  está  se  formando  e  muitas  sementes
têm germinado desde o início do período chuvoso. Vários insetos e aves visitam as
flores, os frutos e a água que lhes é oferecida.
Em  novembro/2016  o  acervo  botânico  do  Horto  Escola  Jardim  Vital  conta
com mais de 80 espécies, predominantemente de plantas alimentícias.
Boa  parte  do  material  usado  nas  estruturas  foi  obtido  mediante  o
reaproveitamento de resíduos de obra, jogadas fora pela cidade.
A implantação foi realizada por três pessoas (veja o álbum).
Campo x Cidade: de onde vem nossa comida?
 
Hoje é comum a expressão: “se o campo não roça, a cidade não almoça; e
se o campo não planta, a cidade não janta”. 
Mas não foi sempre assim. Antigamente as habitações urbanas eram mais
horizontais  e  dispunham  de  jardim  e  quintal,  onde  se  colhia  fartura  de  vegetais
frescos,  sem  ter  de  recorrer  muito  ao  mercado.  E  também  não  se  comia  tanto
produto alimentício industrializado quanto agora.
O modelo de agronegócio predominante exige altos custos socioambientais
para sustentar toda a cadeia produtiva envolvida na história de vida da comida até
que ela chegue à sua mesa.
Você  alguma  vez  procurou  saber  de  onde  vem,  e  em  quais  condições  foi
produzido,  colhido,  preparado,  embalado,  transportado,  armazenado,  estocado  e
exposto seu alimento até o local onde você o adquire?
Consegue  imaginar  quantos  processos,  tratamentos,  variações  de
temperatura,  trepidação  e  contato  com  substâncias  tóxicas  podem  ocorrer  neste
percurso todo?
Já teve a curiosidade de ler o rótulo para saber quantos kilômetros viajou
sua refeição e quantas toneladas de Gases de Efeito Estufa foram emitidas pelos
veículos  usados  no  transporte  para  você  suprir  sua  necessidade  alimentar  e
nutricional?
Será  possível  estimarmos  quanto  plástico,  tinta,  metal,  eletricidade,  gás,
lenha,  petróleo,  adubos  químicos,  agrotóxicos  e  nossa  preciosa  água  são
consumidos para mover toda essa engrenagem?
Isso  tudo  acontece,  sem  que  muitas  vezes  se  perceba  o  quanto  o  atual
modelo agrícola é caro, extremamente poluente, e frágil, integralmente dependente
da indústria química e petrolífera.
Sim, gera muitos postos de trabalho. Incontáveis pessoas trabalham desde o
desenvolvimento e multiplicação em escala mundial das sementes geneticamente
modificadas,  adubos  sintéticos  e  agrocrímicos  (herbicidas,  fungicidas,  acaricidas,
moluscidas, inseticidas, nematicidas e outros suicidas), as máquinas, combustíveis,
peças  e  insumos,  transportadores,  atravessadores,  atacadistas,  distribuidores,
comerciantes  e  até  as  pessoas  que  se  encarregam  de  destinar  o  alimento
estragado.  Será  que  esses  profissionais  têm  noção  do  impacto  socioambiental
resultante de seu trabalho?
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E depois de tanta despesa e trabalho até a colheita, 30% de todo o alimento
produzido no mundo vai para o lixo! (Assista ao Globo Repórter, 2011)
Mesmo  em  menor  escala  que  na  área  rural,  se  as  pessoas  retomarem  o
hábito  de  plantar  e  colher  em  casa  alimentar­se­ão  melhor,  e  adicionalmente
contribuirão  para  reduzir  o  impacto  do  agronegócio  sobre  o  ambiente  natural
 (MONTEIRO, 2013).
A  agricultura  urbana  pode  representar  um  valioso  recurso  para  obtenção
familiar  de  renda,  sendo  hoje  considerada  umas  das  Profissões  do  Futuro
(ESTADÃO, 2015).
Conclusão
 
É possível cultivar alimentos no ambiente urbano, em casa ou apartamento
que receba sol, e assim prover ao menos parte da necessidade familiar de vegetais
frescos.
Se  há  cultivo  de  alimentos  nas  cidades  e  em  seu  entorno,  os  custos
socioambientais tendem a diminuir.
Aí  entra  uma  questão  de  escolha:  continuar  a  sustentar  as  grandes
corporações transnacionais envolvidas no modelo hegemônico de agronegócio; ou
preferir plantar em casa parte de seu alimento.
Se  por  quaisquer  razões  não  for  possível  implantar  uma  horta  ampla,
experimente o cultivo em vasos.
E quando for adquirir alimentos, prestigie o trabalho desenvolvido pela rede
local de agricultura. Desse modo seu dinheiro chega diretamente às pessoas que
trabalham para que o alimento chegue fresco e sem agrotóxicos, à sua mesa.
Experimente  novos  ingredientes  e  receitas.  Ao  se  pesquisar  na  Internet  a
expressão  “Plantas  Alimentícias  Não  Convencionais”,  ou  “PANC”,  são  obtidos
muitos resultados que podem lhe ser interessantes alternativas vegetais em termos
de cor, sabor, propriedades nutricionais e inovação gastronômica.
Nas feiras, estimule o cultivo e a comercialização das PANC, para que esta
categoria  especial  de  recursos  alimentares  venha  a  se  tornar  mais  amplamente
conhecida e acessível à população.
De  maneira  que  seu  uso  culinário  contribua  para  proporcionar  melhor
qualidade  de  vida,  principalmente  quando  estas  plantas  vierem  a  compor  a
merenda  escolar,  sobretudo  entre  as  comunidades  em  risco  de  vulnerabilidade
socioambiental, insegurança alimentar e nutricional.
 
De mãos dadas com a terra
 
Especial  agradecimento  do  Autor  à  esposa  Patrícia,  nosso  filho  Kauã,
demais familiares, amigos e entusiastas da horticultura.
À luz deixada por nossos ancestrais na forma de conhecimento a respeito do
universo botânico e seus usos para suprir as necessidades da humanidade.
Aos  pesquisadores  empenhados  em  manejar  o  ambiente  de  modo
harmônico, para que sua vitalidade seja ampliada.
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            Grato a todas as pessoas que participaram deste início, e às empresas
parceiras nesta jornada, até o momento desta publicação: Goiânia Garden Center,
pelo Pau­ferro bem desenvolvido e pela sombra que proporcionará; Goiânia Flores
e  Plantas,  pelo  estímulo  e  pelas  cores  doadas  ao  Horto;  Cerrado  Alimentos
Orgânicos,  pelas  cinzas  de  seu  fogão  que  nutrem  as  primeiras  árvores  e  pelas
sobras  de  verduras,  as  quais  foram  saboreadas  pelas  ajudantes  da  Casa  da
Minhoca, na Composteira elaborada pela Morada da Floresta e cedida pelo Projeto
Residência Resíduo Zero; o Substrato Ouro Negro, que fundamental para amaciar
e  devolver  a  vida  àquele  chão;  aos  Catadores  de  Material  Reciclável  que
contribuem para a Gestão de Resíduos do Horto; e à Terra Molhada Sistema de
Irrigação  pela  presteza  em  solucionar  a  rede  de  água,  sem  a  qual  não  há  vida,
cultura, agricultura, nem nada.
            Aos jovens de todas as idades que dedicaram seu tempo a este relato de
experiência. Estejam à vontade para participar também desta rede de pessoas que
trabalha em benefício de outras pessoas e do ambiente integral.
Pela gentil convivência e valiosa dedicação em aprender e ensinar, a escrita
deste memorial é dedicada ao Sr. Adelson Ferreira de Brito, e família.
 
 
 
Referências
 
AGRICULTURA URBANA. Altair Toledo Machado & Cynthia Torres de Toledo
Machado. Planaltina, DF : Embrapa Cerrados, 2002. Disponível em
<http://bbeletronica.cpac.embrapa.br/2002/doc/doc_48.pdf>. Acesso em 20 nov
2016.
ESTADÃO. Profissões do Futuro: agricultura urbana. A produção local de alimentos
pode transformar a relação das pessoas com a comida, a cidade, a saúde – e
com elas mesmas. Disponível em
<http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,profissoes­do­futuro­agricultura­
urbana,1751145>. Acesso em 26 nov 2016.
GASES DO EFEITO ESTUFA: Dióxido de Carbono (CO2) e Metano (CH4).
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[Artigo] Implantação do Horto Escola Jardim Vital

  • 1. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 1/9 ISSN 1678­0701 Número 58, Ano XV. Dezembro­2016/Fevereiro­ 2017. Números anteriores  ...  Início       Cadastre­se!       Procurar       Submeter artigo       Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Textos de sensibilização     Dinâmicas     Entrevistas     Culinária     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Você sabia que...     Plantas medicinais     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Notícias     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Relatos de Experiências  Sementes 27/11/2016 IMPLANTAÇÃO DO HORTO ESCOLA JARDIM VITAL   Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508  IMPLANTAÇÃO DO HORTO ESCOLA JARDIM VITAL   José André Verneck Monteiro Licenciado em Pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins, Especializado em Educação Ambiental pela Universidade Candido Mendes, Mestre em Práticas em  Desenvolvimento  Sustentável  pela  Universidade  Federal  Rural  do  Rio  de Janeiro & Global MDP. Publica seus trabalhos em www.jardimvital.tasksite.com.br   RESUMO   Este trabalho traz os conceitos adotados e o conjunto de ações empreendidas para a  implantação  do  Horto  Escola  Jardim  Vital,  situado  no  Setor  Vila  Rosa,  área urbana de Goiânia – Goiás. O ensaio foi elaborado a convite de Berenice Gehlen Adams  para  integrar  a  Seção  Sementes  na  58ª  Edição  da  Revista  Educação Ambiental em Ação, cujo tema é Educação Ambiental com Emoção.   Palavras­chave: sementes, orgânicos, agricultura urbana, educação ambiental.   Apresentação   Horto Escola Jardim Vital é um sítio agroecológico urbano, idealizado para sediar  atividades  educacionais  inspiradas  pela  cultura  da  agrobiodiversidade  e pelas técnicas de manejo sustentáveis para produção de alimentos saudáveis, sem uso de agrotóxicos. Sua implantação teve início em junho de 2016. A produção gerada no Horto Escola destina­se ao fornecimento de alimentos in natura e mudas prontas para o plantio  de  hortaliças,  aromáticas,  condimentares,  flores  comestíveis  e  corantes naturais. 29 people like this. Be the first of your friends.Like
  • 2. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 2/9 As  atividades  realizadas  diariamente  no  preparo,  plantio,  colheita  e propagação  dos  alimentos  são  úteis  à  educação  ambiental  e  ao  intercâmbio  de pessoas  interessadas  em  promover  melhorias  no  sistema  familiar  de  gestão ambiental e no cultivo doméstico de alimentos. Especial  atenção  é  dedicada  à  difusão  de  plantas  alimentícias  não convencionais,  dentre  elas  o  Espinafre­amazônico  (Alternanthera  sessilis),  a Bertalha (Bassela alba), o Coentro­bravo (Eryngium foetidum),  o  Feijão­borboleta (Clitoria ternatea) e o Ora­pro­nobis (Pereskia aculeata), esta última por seu alto valor nutricional aliado à facilidade de propagação (KINUPP & LORENZI, 2013). Espera­se  que  o  Horto  Escola  Jardim  Vital  seja  propulsor  do  resgate  do hábito  de  plantar  e  colher,  da  cultura  dos  alimentos  saudáveis  e  que  a  iniciativa seja  propagada  em  outras  áreas,  ampliando  o  fornecimento  à  população  da Capital,  de  alimentos  originados  nos  empreendimentos  agrícolas  situados  nas porções urbanas e periurbanas de Goiânia e sua Região Metropolitana. Breve histórico da área   O  Horto  Escola  Jardim  Vital  está  situado  em  uma  área  1500m2,  cuja propriedade pertence ao Sr. Luiz Roberto Botosso Junior, que a adquiriu do espólio do Sr. Melo Rosa, em 1992. A  aquisição  ocorreu  durante  sua  prestação  de  serviço  como  Oficial Temporário do Exército Brasileiro. A proposta inicial para a área foi implantar um campo de futebol para locação, atividade econômica que se mostrava promissora na década. O  bairro  ainda  era  precário  de  urbanização,  sem  rede  de  água  tratada, esgotamento  sanitário,  não  havia  iluminação  pública,  as  ruas  eram  de  terra  e somente a Avenida Rio Verde era asfaltada. Não  havia  edifícios.  Os  moradores  do  bairro  viviam  de  modo  simples,  em habitações modestas. Muitos praticavam a agricultura doméstica. A Vila Rosa assemelhava­se a um distrito rural, porém dentro da Capital. À medida que os loteamentos foram vendidos a vegetação nativa foi dando lugar  à  abertura  de  ruas.  E  com  a  “limpeza”  dos  lotes  hoje  restam  poucos exemplares remanescentes da flora típica do Cerrado. As obras para implantação do campo de futebol foram iniciadas em 1994, quando  Servidor  Público  e  aluno  de  Arquitetura,  o  proprietário  construiu pessoalmente parte das estruturas. Em 1995 o campo de futebol começou a funcionar aos fins de semana até o ano de 1998, ocasião em que o proprietário foi residir na Cidade de Goiás e não designando  a  outrem  as  tarefas  pertinentes  ao  funcionamento,  interrompeu  o negócio.             Sem receber manutenção até 2010, o gramado e todo o imóvel foram tomados  por  um  matagal,  parte  das  estruturas  edificadas  sofreu  vandalismo  e furtos sucessivos. Nessas condições o imóvel permaneceu sem uso por dois anos e veio a se tornar problema de saúde e segurança pública, ocasionando inclusive reclamações de moradores do entorno dirigidas ao proprietário.
  • 3. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 3/9             Entre 2010 e 2012 a área foi alugada para sediar um depósito de areia destinada à construção civil.             Até 2014 serviu de pátio para o estacionamento de caminhões e máquinas pesadas. Por conta de tantas ocupações e desocupações, negligência das imobiliárias e pelos efeitos do tempo, as edificações foram se deteriorando. Durante todo o ano de 2015 o proprietário efetuou obras e reformas no local e preferiu corretar pessoalmente a locação do imóvel. No  início  de  2016  alugou  a  área  para  o  Sr.  José  Roberto  Alves  Silva, empresário  do  segmento  de  flores  ornamentais,  para  servir  de  entreposto destinado à distribuição varejista de sua produção, situada em Goiatuba ­ GO.   Em  junho  deste  ano  o  Autor  é  convidado  pelo  atual  locatário  para compartilhar o espaço e implantar em parceria o Horto Escola Jardim Vital. Estudo preliminar   A avaliação do terreno foi realizada no início do inverno e da estiagem, típica do Cerrado. As bananeiras estavam com poucas folhas e sem brotações. Há poucos lotes vagos nas imediações. Todo o bairro é asfaltado e dispõe de  saneamento,  iluminação,  rede  comercial  básica  e  atacadista,  postos  de combustíveis e transporte coletivo. Os vizinhos com os quais foi estabelecido contato são predominantemente moradores antigos do bairro; demonstraram­se atenciosos e felizes com a notícia da implantação do Horto. O  altiplano  situa­se  próximo  ao  cume  da  vertente,  é  bem  ensolarado  e arejado, também exposto às rajadas mais expressivas de ventos. A declividade é suave,  com  drenagem  superficial  voltada  à  parcela  posterior  oposta  a  área  de acesso, de onde verte para o exterior. Há nessa porção um poço do tipo cisterna, com água. Possibilidade mínima de enxurrada ou alagamento. Apenas  um  edifício,  situado  na  quadra  vizinha,  sombreava  parcialmente  o terreno naquela estação, e por curto período antes do ocaso. Por seus usos anteriores de alto tráfego o solo apresentava­se compactado e seco, pobre em matéria orgânica, recoberto por brita e argila. O perímetro é todo alambrado. A faixa destinada à calçada para pedestres era revestida de vegetação autóctone e espontânea. Há na quadra próxima uma rotatória de 1000m2, com potencial para receber uma praça agroflorestal. Aproximadamente 1 km de distância, na porção mais baixa da vertente há uma horta familiar e um bosque ciliar ao redor de um açude em construção.             Da necessidade de adequar o espaço às atividades do Horto foi elaborado um croqui para situar a alocação dos canteiros, telados, cercas­vivas, árvores, rede hídrica, e demais estruturas requeridas (Figura 1).  
  • 4. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 4/9 Figura 1 Estudo Preliminar para implantação do Horto Escola Jardim Vital Implantação               No dia 02 de julho de 2016 as famílias dos idealizadores plantaram no Horto  as  primeiras  árvores,  um  exemplar  de  Pau­ferro  obtido  em  porte  juvenil (Figura  2)  e  uma  Tamarindeira,  cultivada  pelo  Autor  por  quase  um  ano  desde  a semeadura, na janela do apartamento em que reside (Figura 3).             As árvores, por sua longevidade e resistência às adversidades simbolizam o valor do Horto Escola Jardim Vital para a sustentabilidade.     Figura 2 Pau­ferro plantado no Horto Escola Jardim Vital por seus idealizadores no dia 02 de julho de 2016.    
  • 5. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 5/9 Figura 3 Tamarindeira plantada no Horto Escola Jardim Vital por seus idealizadores no dia 02 de julho de 2016.             Outras árvores também foram plantadas durante a seca inicial, com distintas expectativas ­ para frutificar e atrair pássaros; para sombrear parcialmente a área de  cultivo;  para  fornecer  biomassa;  para  atuar  como  quebra­vento  e  repelente; fornecer alimentos e ornamentar: pitanga, abacate, moringa, ipê­amarelo, oiti, cajá­ manga, caju, neem, laranja e goiaba. Também foram semeadas diversas espécies nativas.                         No  perímetro  externo  do  lote  foi  plantada  uma  bordadura  florífera  de Lantana camara, por sua rusticidade, atratividade de polinizadores e também pelo efeito  cromático  que  será  proporcionado.  Em  complemento  ao  volume  desta bordadura foi plantada renque de yuccas, clusias, agaves, dracenas, polyscias e outros  maciços,  floríferos.  Parte  do  perímetro  interno  recebeu  cercas­vivas  de bertalha, ora­pro­nobis e feijão­borboleta. Os telados foram erguidos sobre postes de eucalipto alicerçados no solo por fundações de concreto magro, e intertravados por arame galvanizado ancorado no solo e na edificação adjacente. Sobre o arame pousa tela de sombreamento a 20% e sob o qual se fixou a rede de microaspersão. O solo dos telados foi nivelado com brita zero, para melhor acomodação dos vasos e bandejas de propagação, além de reduzir  a  emergência  do  generoso  banco  de  sementes  da  vegetação  invasora anteriormente profusa na área. Na  área  de  cultivos  ao  ar  livre  foi  aplicado  calcário  dolomítico,  à  razão 50g/m2. Os canteiros foram escavados até se encontrar solo menos compactado e preenchidos  com  substrato  orgânico  elaborado  a  partir  da  trituração  e compostagem de matéria orgânica vegetal, sendo adicionado húmus, biofertilizante líquido  e  minhocas  vermelhas  da  Califórnia.  A  brita  que  revestia  a  superfície  foi realocada para corrigir depressões do terreno e recobrir o pátio de tráfego. Inúmeros metros cúbicos de matéria orgânica provenientes de serviços de jardinagem têm sido levados para melhorar as condições físico­químicas do solo do Horto, inicialmente bastante precário em razão dos usos anteriores da área e por ação do fogo, equivocadamente utilizado em outras épocas para “limpar o terreno” (a  queimada,  embora  seja  mais  rápida  e  comumente  adotada,  traz  diversos prejuízos  para  o  solo  e  seus  microabitantes,  para  a  qualidade  do  ar  e  para  a segurança pública). Inicialmente a rega foi feita manualmente, com auxílio de garrafões, somente o  suficiente  para  resistir  à  seca.  Hoje  a  água  do  poço  é  bombeada  às  zonas  e  
  • 6. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 6/9 distribuída por aspersores, apenas quando não chove. Melhorias  são  notáveis  no  solo  que  está  se  formando  e  muitas  sementes têm germinado desde o início do período chuvoso. Vários insetos e aves visitam as flores, os frutos e a água que lhes é oferecida. Em  novembro/2016  o  acervo  botânico  do  Horto  Escola  Jardim  Vital  conta com mais de 80 espécies, predominantemente de plantas alimentícias. Boa  parte  do  material  usado  nas  estruturas  foi  obtido  mediante  o reaproveitamento de resíduos de obra, jogadas fora pela cidade. A implantação foi realizada por três pessoas (veja o álbum). Campo x Cidade: de onde vem nossa comida?   Hoje é comum a expressão: “se o campo não roça, a cidade não almoça; e se o campo não planta, a cidade não janta”.  Mas não foi sempre assim. Antigamente as habitações urbanas eram mais horizontais  e  dispunham  de  jardim  e  quintal,  onde  se  colhia  fartura  de  vegetais frescos,  sem  ter  de  recorrer  muito  ao  mercado.  E  também  não  se  comia  tanto produto alimentício industrializado quanto agora. O modelo de agronegócio predominante exige altos custos socioambientais para sustentar toda a cadeia produtiva envolvida na história de vida da comida até que ela chegue à sua mesa. Você  alguma  vez  procurou  saber  de  onde  vem,  e  em  quais  condições  foi produzido,  colhido,  preparado,  embalado,  transportado,  armazenado,  estocado  e exposto seu alimento até o local onde você o adquire? Consegue  imaginar  quantos  processos,  tratamentos,  variações  de temperatura,  trepidação  e  contato  com  substâncias  tóxicas  podem  ocorrer  neste percurso todo? Já teve a curiosidade de ler o rótulo para saber quantos kilômetros viajou sua refeição e quantas toneladas de Gases de Efeito Estufa foram emitidas pelos veículos  usados  no  transporte  para  você  suprir  sua  necessidade  alimentar  e nutricional? Será  possível  estimarmos  quanto  plástico,  tinta,  metal,  eletricidade,  gás, lenha,  petróleo,  adubos  químicos,  agrotóxicos  e  nossa  preciosa  água  são consumidos para mover toda essa engrenagem? Isso  tudo  acontece,  sem  que  muitas  vezes  se  perceba  o  quanto  o  atual modelo agrícola é caro, extremamente poluente, e frágil, integralmente dependente da indústria química e petrolífera. Sim, gera muitos postos de trabalho. Incontáveis pessoas trabalham desde o desenvolvimento e multiplicação em escala mundial das sementes geneticamente modificadas,  adubos  sintéticos  e  agrocrímicos  (herbicidas,  fungicidas,  acaricidas, moluscidas, inseticidas, nematicidas e outros suicidas), as máquinas, combustíveis, peças  e  insumos,  transportadores,  atravessadores,  atacadistas,  distribuidores, comerciantes  e  até  as  pessoas  que  se  encarregam  de  destinar  o  alimento estragado.  Será  que  esses  profissionais  têm  noção  do  impacto  socioambiental resultante de seu trabalho?
  • 7. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 7/9 E depois de tanta despesa e trabalho até a colheita, 30% de todo o alimento produzido no mundo vai para o lixo! (Assista ao Globo Repórter, 2011) Mesmo  em  menor  escala  que  na  área  rural,  se  as  pessoas  retomarem  o hábito  de  plantar  e  colher  em  casa  alimentar­se­ão  melhor,  e  adicionalmente contribuirão  para  reduzir  o  impacto  do  agronegócio  sobre  o  ambiente  natural  (MONTEIRO, 2013). A  agricultura  urbana  pode  representar  um  valioso  recurso  para  obtenção familiar  de  renda,  sendo  hoje  considerada  umas  das  Profissões  do  Futuro (ESTADÃO, 2015). Conclusão   É possível cultivar alimentos no ambiente urbano, em casa ou apartamento que receba sol, e assim prover ao menos parte da necessidade familiar de vegetais frescos. Se  há  cultivo  de  alimentos  nas  cidades  e  em  seu  entorno,  os  custos socioambientais tendem a diminuir. Aí  entra  uma  questão  de  escolha:  continuar  a  sustentar  as  grandes corporações transnacionais envolvidas no modelo hegemônico de agronegócio; ou preferir plantar em casa parte de seu alimento. Se  por  quaisquer  razões  não  for  possível  implantar  uma  horta  ampla, experimente o cultivo em vasos. E quando for adquirir alimentos, prestigie o trabalho desenvolvido pela rede local de agricultura. Desse modo seu dinheiro chega diretamente às pessoas que trabalham para que o alimento chegue fresco e sem agrotóxicos, à sua mesa. Experimente  novos  ingredientes  e  receitas.  Ao  se  pesquisar  na  Internet  a expressão  “Plantas  Alimentícias  Não  Convencionais”,  ou  “PANC”,  são  obtidos muitos resultados que podem lhe ser interessantes alternativas vegetais em termos de cor, sabor, propriedades nutricionais e inovação gastronômica. Nas feiras, estimule o cultivo e a comercialização das PANC, para que esta categoria  especial  de  recursos  alimentares  venha  a  se  tornar  mais  amplamente conhecida e acessível à população. De  maneira  que  seu  uso  culinário  contribua  para  proporcionar  melhor qualidade  de  vida,  principalmente  quando  estas  plantas  vierem  a  compor  a merenda  escolar,  sobretudo  entre  as  comunidades  em  risco  de  vulnerabilidade socioambiental, insegurança alimentar e nutricional.   De mãos dadas com a terra   Especial  agradecimento  do  Autor  à  esposa  Patrícia,  nosso  filho  Kauã, demais familiares, amigos e entusiastas da horticultura. À luz deixada por nossos ancestrais na forma de conhecimento a respeito do universo botânico e seus usos para suprir as necessidades da humanidade. Aos  pesquisadores  empenhados  em  manejar  o  ambiente  de  modo harmônico, para que sua vitalidade seja ampliada.
  • 8. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 8/9             Grato a todas as pessoas que participaram deste início, e às empresas parceiras nesta jornada, até o momento desta publicação: Goiânia Garden Center, pelo Pau­ferro bem desenvolvido e pela sombra que proporcionará; Goiânia Flores e  Plantas,  pelo  estímulo  e  pelas  cores  doadas  ao  Horto;  Cerrado  Alimentos Orgânicos,  pelas  cinzas  de  seu  fogão  que  nutrem  as  primeiras  árvores  e  pelas sobras  de  verduras,  as  quais  foram  saboreadas  pelas  ajudantes  da  Casa  da Minhoca, na Composteira elaborada pela Morada da Floresta e cedida pelo Projeto Residência Resíduo Zero; o Substrato Ouro Negro, que fundamental para amaciar e  devolver  a  vida  àquele  chão;  aos  Catadores  de  Material  Reciclável  que contribuem para a Gestão de Resíduos do Horto; e à Terra Molhada Sistema de Irrigação  pela  presteza  em  solucionar  a  rede  de  água,  sem  a  qual  não  há  vida, cultura, agricultura, nem nada.             Aos jovens de todas as idades que dedicaram seu tempo a este relato de experiência. Estejam à vontade para participar também desta rede de pessoas que trabalha em benefício de outras pessoas e do ambiente integral. Pela gentil convivência e valiosa dedicação em aprender e ensinar, a escrita deste memorial é dedicada ao Sr. Adelson Ferreira de Brito, e família.       Referências   AGRICULTURA URBANA. Altair Toledo Machado & Cynthia Torres de Toledo Machado. Planaltina, DF : Embrapa Cerrados, 2002. Disponível em <http://bbeletronica.cpac.embrapa.br/2002/doc/doc_48.pdf>. Acesso em 20 nov 2016. ESTADÃO. Profissões do Futuro: agricultura urbana. A produção local de alimentos pode transformar a relação das pessoas com a comida, a cidade, a saúde – e com elas mesmas. Disponível em <http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,profissoes­do­futuro­agricultura­ urbana,1751145>. Acesso em 26 nov 2016. GASES DO EFEITO ESTUFA: Dióxido de Carbono (CO2) e Metano (CH4). Disponível em <http://www.oeco.org.br/dicionario­ambiental/28261­gases­do­ efeito­estufa­dioxido­de­carbono­co2­e­metano­ch4/>. Acesso em 26 nov 2016. GLOBO REPÓRTER: Desperdício de Alimentos. 2011. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=WBFbLkD9F3s&feature=youtu.be>.  Acesso em 18 nov 2016. JARDIM VITAL. Apresentação Geral do Empreendimento. 2015. Disponível em <www.jardimvital.tasksite.com.br>. Acesso em 25 nov 2016. KINUPP, V.F.; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não­Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. Nova Odessa: Ed. Plantarum, 768p. 2013.
  • 9. 10/01/2017 [Artigo] ­ Educação Ambiental em Ação http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2508 9/9 MONTEIRO, J.A.V. Do Mato ao Prato. Revista Educação Ambiental em Ação. Número 49, Ano XIII. Setembro­Novembro/2014. ISSN 1678­0701. Disponível em <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=1881>. Acesso em 22 nov 2016.      Início       Cadastre­se!       Procurar       Submeter artigo       Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Textos de sensibilização     Dinâmicas     Entrevistas     Culinária     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Você sabia que...     Plantas medicinais     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Notícias     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Relatos de Experiências 29 people like this. Be the first of your friends.Like