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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 20 - Número 2 - 2º Semestre 2020
EDUCAÇÃO AMBIENTAL: CONSCIENTIZAÇÃO, PREVENÇÃO E PERFIL
PARASITOLÓGICO DOS DISCENTES DE UMA ESCOLA RURAL DO BAIXO SÃO
FRANCISCO, SERGIPE, NORDESTE, BRASIL
Ítalo Fernando Lisboa de Melo¹; Daniela Venceslau Bitencourt²; Jonas de Jesus Souza³; Luciene Barbosa4
RESUMO
A Educação Ambiental em foco às parasitoses pode ser uma ferramenta estratégica que busca incentivar a
população a adquirir hábitos saudáveis. O objetivo foi conscientizar e prevenir os discentes da zona rural,
município Nossa Senhora de Lourdes/SE em relação às parasitoses, além de determinar o seu perfil
parasitológico. Estudo descritivo e de corte transversal realizado em 81 escolares entre 11 a 21 anos. Com
apoio do docente, os alunos realizaram intervenção educativa, distribuição de panfletos sobre as
enteroparasitoses; aplicação de questionário para caracterizar as condições socioeconômicas, ambientais e
comportamentais; além de coletar amostras fecais, as quais foram processadas pelo método sedimentação por
centrifugação. Dos resultados, 49% dos responsáveis pelos alunos têm o nível fundamental incompleto, o uso
e escoadouro da instalação sanitária 60% é fossa, 80 % consomem verduras cruas, 63% já ouviram falar das
parasitoses e 31% nunca fizeram exames de fezes. Das 24 amostras fecais, a prevalência de parasitos foi 79%,
dentre eles Giardia lamblia, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii e Entamoeba coli. Os fatores
socioeconômicos, ambientais e comportamentais têm influência direta na prevalência das parasitoses. O perfil
parasitológico se mostrou significativo, porém sugere fomentar novos estudos, pois são de extrema
importância para o conhecimento e saúde da população.
Palavras-chave: Parasitoses Intestinais, Parasitos, Educação Ambiental, Prevenção.
ENVIRONMENTAL EDUCATION: AWARENESS, PREVENTION AND
PARASITOLOGICAL PROFILE OF DISCENTS FROM A RURAL SCHOOL IN THE
LOWER SÃO FRANCISCO, SERGIPE, NORTHEAST, BRAZIL
ABSTRACT
Environmental Education focusing on parasites can be a strategic tool that seeks to encourage the population
to acquire healthy habits. The objective was to raise awareness and prevent students from the rural area, Nossa
Senhora de Lourdes County / SE in relation to parasites, in addition to determine their parasitological profile.
Descriptive and cross-sectional study carried out with 81 students aged 11 to 21 years. With the support of the
teacher, the students carried out an educational intervention, distribution of pamphlets on enteroparasitoses;
application of a questionnaire to characterize socioeconomic, environmental and behavioral conditions; in
addition to collecting fecal samples, which were processed by the sedimentation method by centrifugation. Of
the results, 49% of those responsible for the students have an incomplete basic level, the use and drainage of
the sanitary installation 60% is a cesspool, 80% consume raw vegetables, 63% have heard of parasitosis and
31% have not had stool tests. Of the 24 fecal samples, the prevalence of parasites was 79%, among them
Giardia lamblia, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii and Entamoeba coli. Socioeconomic, environmental
and behavioral factors have a direct influence on the prevalence of parasitosis. The parasitological profile
proved to be significant, but it suggests foster further studies, since they are extremely important for the
knowledge and health of the population.
Keywords: Intestinal Parasitoses, Parasites, Environmental Education, Prevention.
123
INTRODUÇÃO
A educação ambiental (EA) tem seu
significado amplo e complexo, no geral, trata-se
da aquisição de informações que relacionam à
interação com o meio ambiente e o homem, no
propósito do desenvolvimento sustentável
(EFÍSIO, 2018). Em outras palavras, a EA se
caracteriza pela conexão de diversos conceitos
no meio social, científico, cultural,
informacional, técnico, educacional, levando em
conta um caráter transdisciplinar, o qual o meio
ambiente e seus elementos (terra, água e ar)
sejam objetos de aprendizagem e prática de
sustentabilidade humana, naturalizados nos
processos educativos formais e não formais
(CASSINI & JEFFRÉ, 2019).
A água é um elemento natural essencial à
vida em nosso planeta, pois tem seus “múltiplos
usos”, na geração de energia, produção de
alimento, além de saciar nossa sede. Para o
consumo a água precisa estar em boa qualidade,
porém o mau uso dela pelo próprio ser humano
pode se tornar imprópria, muitas vezes poluída,
contaminada com diversos microrganismos,
bactérias, vírus, protozoários e helmintos,
transformando-se em veículo na transmissão de
diversas parasitoses, que podem causar até a
morte ao homem (RITÁ et al., 2016).
As parasitoses constituem um grave
problema de saúde pública, têm se relacionado
com os aspectos econômicos e sociais que
resultam no comprometimento do
desenvolvimento físico e intelectual dos
indivíduos, afetam os que estão em fase escolar,
principalmente as crianças, podendo levar à
diminuição da imunidade, o aparecimento da
anemia, subnutrição, desnutrição e até a morte
(BARBOZA et al., 2008).
De acordo com IBGE (2017) no
município de Nossa Senhora de Lourdes/SE
foram notificados 3 óbitos diagnosticados com
alguma das doenças infecciosas e parasitárias.
Além disso, recente Inquérito Nacional, Sergipe,
foi o primeiro estado do Nordeste apontado como
prevalente para esquistossomose e o segundo
para alguma das geo-helmintíases. Ainda, este
inquérito nos trouxe relatos que entre os 22
municípios sergipanos pesquisados, 100% deles
têm escolares positivos para Trichuris trichiura;
95,45% para Ascaris lumbricoides; 81,82% para
Ancilostomídeos e 68,18%para Schistosoma
mansoni (KATZ, 2018).
No citado município, no povoado
Escurial, localizado às margens do rio São
Francisco, há uma escola pública portadora de
uma estrutura física simples, frequentada por
alunos em condições socioeconômicas de
vulnerabilidades, que vivem em moradia
precária, com falta de saneamento básico.
Observou-se hábitos comportamentais e de
higiene inadequados, como andar de pés
descalços, não lavar as mãos antes das refeições
e os alimentos que serão ingeridos, aspectos
esses que podem contribuir para a prevalência de
parasitoses.
Diante do exposto, tornou-se necessário o
desenvolvimento deste projeto sobre as
parasitoses por meio da prática de Educação
Ambiental. Para tanto, objetivou conscientizar e
prevenir os discentes em relação às parasitoses,
além de determinar o seu perfil parasitológico,
numa escola da zona rural, no município de
Nossa Senhora de Lourdes/SE.
MATERIAL E MÉTODOS
Foi realizado um estudo descritivo e de
corte transversal nos discentes de uma escola
pública, entre março a junho de 2016, no
povoado Escurial, localizado a 14 km da sede do
município de Nossa Senhora de Lourdes/SE (10°
04’ 46” S e 37° 03’25” W).
Participaram do estudo alunos do Ensino
Fundamental 6º a 9º ano e a 3ª série do Ensino
Médio, os menores de 18 anos tiveram a
liberação para fazer parte da pesquisa através da
assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE) por um dos seus
responsáveis. Houve a distribuição de 100
exemplares de manual de instrução para
realização de exame e coletores de fezes. Feito a
coleta, as amostras foram processadas no
Laboratório de Entomologia e Parasitologia
Tropical da Universidade Federal de Sergipe-
LEPaT/UFS pelo método Sedimentação por
centrifugação (Método de Blagg/MIFC/
Ritchie). Através deste método pode visualizar
ovos e larvas de helmintos, cistos, trofozoítos ou
oocistos de protozoários (NEVES, 2016).
Com a orientação do professor, os alunos
da 3ª série Ensino Médio, ao se formar grupos,
realizaram uma intervenção educativa (com o
uso de data show, slides, vídeos, cartazes) sobre
as principais parasitoses que possivelmente
acometem à comunidade, para todos os discentes
do Ensino Fundamental. Em seguida
distribuíram folder informativo sobre as
enteroparasitoses, deixando claro a sua forma
infectante no meio ambiente, a transmissão, os
sintomas e as medidas profilaxias.
Ocorreu também a distribuição de
questionários com perguntas objetivas, buscando
verificar as condições socioeconômicas,
ambientais, comportamentais, saúde e o grau de
aprendizagem sobre as doenças parasitárias.
O estudo seguiu as normas e diretrizes da
Resolução 196/96 do Conselho Nacional de
Saúde e do Comitê de Ética da Universidade
Federal de Sergipe, passou pelo processo de
aprovação com o CAEE: 55602016.8.0000.5546.
Para processamento de dados foi
computado em planilhas do programa Microsoft
Office Excel ®. Em seguida, forma analisados,
calculados em frequências e produzidos gráficos,
tabelas para a sua demonstração.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Dos 170 alunos que integram a Escola
Estadual Monsenhor Fernando Graça Leite 48%
(n=81) participaram da pesquisa, e destes, 55 %
(n=45) são do sexo masculino e 45 % (n= 36) do
sexo feminino; 38% (n=31) com idade de 11 a 14
anos, 52 % (n=42) com idade de 14 a 17 anos e
apenas 10% (n=8) com idade de 17 a 20 anos.
As infecções parasitárias acometem
principalmente as crianças e os jovens,
prejudicando desde o desenvolvimento físico,
afetando seu estado nutricional, até sua
capacidade cognitiva, o que interfere no
rendimento escolar (PEZZI & TAVARES, 2007;
PIRES et al.,2016).
No que diz respeito às condições
socioeconômicas (Tabela 1), o grau de
escolaridade dos responsáveis por esses alunos,
17 % (n=14) não estudaram, 49% (n=40)
fundamental incompleto, 8% (n=6) fundamental
completo, 10% (n=8) médio incompleto, 14%
(n=11) médio completo e somente 2 % (n=2)
superior. Pesquisa realizada em 257 escolares de
Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, ano 2014, por
CAMELLO et al. (2016) revelaram que 24,5%
dos responsáveis não possuíam ensino
fundamental completo. Referente à renda
familiar neste presente estudo, 26% (n=21) não
têm nenhuma renda mensal fixa, 54% (n=44)
apresentam renda familiar de até 1 salário
mínimo e 20% (n=16) renda familiar a mais que
1 salário mínimo. Resultados aproximados
podem ser visto por BARBOSA et al. (2017)
constataram que 65,8 % dos 79 escolares do
município de Rio Preto/MG têm a renda familiar
de apenas 1 salário mínimo. Esses dados
socioeconômicos revelaram fatores importantes
que podem influenciar à prevalência de
parasitoses na área pesquisada. As doenças
parasitárias são observadas com maior
frequência nas classes salariais mais baixas e
com menor grau de escolaridade (MATOS E
CRUZ, 2012).
Quanto as variáveis ambientais (Tabela
1), o abastecimento de água representou 91%
(n=74) rede pública, 4% (n=3) poços ou cisternas
e 5% (n=4) de outras fontes; e o uso e escoadouro
da instalação sanitária, 20% (n=16) rede pública,
60% fossa (n=49), 16% (n=13) terreno e 4%
(n=3) córrego. Esses números praticamente
corroboram com os do IBGE (2000), cujos na
área em pesquisa o abastecimento de água
correspondia 89,9% e a ausência de instalação
sanitária 27%. Em outra região rural de Sergipe,
100% do abastecimento de água é realizado por
poços ou rios; enquanto 83,3% dos dejetos das
moradias são destinados em fossa rudimentar ou
seca e 16,7% representa o destino dos dejetos a
céu aberto (MACHADO, 2017). Locais que
apresentam inadequadas condições higiene-
sanitárias associadas à deficiência de tratamento
de água e esgoto são predispostas às infecções
parasitárias (ANTUNES et al.,2017). Para
SIMÕES et.al (2015) o sistema de fossa pode ser
fonte de contaminação do solo e da água,
principalmente quando não ocorre manutenção
das instalações; o abastecimento de água de
fontes segura evita diversas doenças intestinais.
Tabela 1. Características socioeconômicas e ambientais da
amostra investigada.
Variáveis n= 81 (%)
Grau de
escolaridade dos
responsáveis/pais
Não estudaram 14 17
Fundamental
incompleto
40 49
Fundamental
completo
6 8
Médio incompleto 8 10
Médio completo 11 14
Superior 2 2
Renda familiar
Não tem renda
fixa
21 26
1 salário mínimo 44 54
Mais que 1 salário
mínimo
16 20
Uso e escoadouro
da instalação
sanitária
Rede pública 16 20
Fossa 49 60
Terreno 13 16
Córrego 3 4
Abastecimento
de água
Rede pública 74 91
Poços ou cisternas 3 4
Outros lugares 4 5
Fonte: os autores.
Em consideração ao comportamento dos
alunos (Tabela 2), 60% (n=48) bebem água
filtrada; 80 % (n=65) consomem verduras cruas
(saladas); 61% (n=49) lavam às vezes as mãos
antes de comer; 47% (n=38) lavam as frutas e
verduras com água sem tratamento e 10% (n=8)
defecam em locais impróprios. Para MACHADO
(2017) 100% (n=42) dos escolares de área rural
consomem água não tratada; 85,7% (n=36)
lavam os alimentos antes de comer e 50% (n=21)
não lavam as mãos antes de comer. Em outro
estudo feito por DELAZERI & LAWISCH
(2017) revelaram que de 55 amostras 89,1% dos
discentes lavam os alimentos com água sem
nenhum tratamento. Esses achados reforçam a
disseminação de parasitos, pois as formas
infectantes quando contaminam a água, os
alimentos ou partes do corpo ou objetos que não
são higienizados podem favorecer a transmissão
das infecções parasitárias (WHO, 2015a; WHO,
2015b). E, ainda, é oportuno relatar que o hábito
de defecar em locais impróprios potencializa a
contaminação do meio ambiente, pois os ovos e
as larvas de helmintos ou cistos de protozoários
podem ser eliminados nas fezes favorecendo ao
desenvolvimento e a infecção das mãos, da água
ou dos alimentos, levando ao aumento das
doenças intestinais (MATOS e CRUZ, 2012;
SIMIÕES, 2015). De outro modo, os indivíduos
residentes na zona rural, geralmente, não
dispõem de condições sanitárias satisfatórias
como abastecimento de água e esgoto,
contribuindo também para a veiculação dessas
doenças (MATOS e CRUZ, 2012). Achados por
BARBOSA et al. (2017) revelaram que de 79
discentes 51,9% consomem verduras cruas, 70,9
% bebem água filtrada e 65,8 % têm o
abastecimento de água através de rede de esgoto.
Paralelamente, questionamentos realizados aos
responsáveis dos estudantes da zona rural em
Sergipe, 50% (n=21) dos escolares não lavam as
mãos antes de comer; 100% (n= 42) não
consomem água tratada; e só apenas 85,7%
(n=36) lavam os alimentos antes de comer
(MACHADO, 2017).
É importante deixar claro que, fatores
relacionados às condições de vida da população,
incluindo saneamento básico, higiene e nível
socioeconômico são fatores determinantes para a
transmissão de parasitoses intestinais
(CAMELLO et al.,2016).
Ao serem questionados sobre parasitoses
(Tabela 2), 88% (n=71) desconhecem sobre o
assunto; 31 % (n=25) já tiveram vermes; 85%
(n= 69) não sabem como adquirem os vermes;
apenas 32 % (n=26) sabem como se prevenir dos
vermes; e 73% (n=59) já fizeram exames
parasitológicos de fezes. A partir dos dados
apresentados é perceptível que a carência de
conhecimentos pode contribuir para o
predomínio das enteroparasitoses.
A Educação Ambiental, na sua dimensão
transdisciplinar, é uma ótima estratégia de
realizar práticas de educação em saúde para
conscientização dos indivíduos acerca da
prevenção às enteroparasitoses, favorecendo a
sua redução e estabelecendo medidas de relação
harmônica do meio ambiente com a saúde da
população. Já que o contato com meio ambiente
em condições adversas, contaminado por
parasitos torna-se elemento de transmissão de
agentes infecciosos, completando o ciclo de
várias endemias. Assim, a Educação Ambiental
deve ser um processo de conhecimento contínuo
em diversas circunstâncias da vida do ser
humano (CUBA, 2010; BARBOSA et al.,2009;
DIAS et. al., 2013) .
Tabela 2. Características comportamentais, conhecimento
e saúde em relação às parasitoses da amostra investigada.
n=81 %
Consumo de
água
Filtrada 48 60
Não filtrada 30 36
Fervida 3 4
Consumo de
verduras cruas
Sim 65 80
Não 16 20
Higienização
das mãos antes
de comer
Frequentemente 31 38
Às vezes 49 61
Não lava 1 1
Higienização
das frutas e
verduras
Águasem
tratamento
38 47
Águafiltrada
e/ou fervida
29 36
Vinagre e/ou
água sanitária
9 11
Não sabe 5 6
Evacuar
Locais
impróprios
8 10
Vaso sanitário 73 90
Conhece as
parasitoses?
Sim 10 12
Não 71 88
Já teve verme?
Sim 25 31
Não 56 69
Sabe como
adquire verme?
Sim 12 15
Não 69 85
Sabe como
prevenir dos
vermes?
Sim 26 32
Não 55 68
Já fez exames
de fezes?
Sim 59 73
Não 22 27
Fonte: os autores.
Sobre o perfil parasitológico, foram
examinadas 24 amostras, 79% (n=19)
apresentaram parasitos, (n=12) Giardia
lamblia e Endolimax nana, (n=5) Iodamoeba
butschlii e (n=4) Entamoeba coli (Figura 1). O
poliparasitismo apresentou em 58% (n=11) e o
monoparasitismo 42 % (n=8). O percentual de
amostras fecais positivas encontrado neste
trabalho é considerável, embora tenha havido
uma baixa adesão dos alunos para entrega dos
coletores com as fezes, tendo como provável
justificativa o constrangimento e a necessidade
de auxílio dos pais para a coleta; mas certamente
nos dá informação da diversidade de parasitos
entre eles. Entretanto, estudo desenvolvido em
escolares da zona rural no agreste sergipano, das
59 amostras coletadas, 74,6% (n=44) foram
positivas, das quais 86,4% foram de crianças
monoparasitadas e 13,6% poliparasitadas
(MACHADO, 2017).
Observando a diversidade de parasitos,
houve apenas protozoários, dos quais Endolimax
nana, Entamoeba coli e Iodamoeba butschlii são
enterocomensais, não causam danos aos
hospedeiros, desde que não se encontrem em
ambiente favorável; e apenas Giardia lamblia é
um protozoário intestinal patogênico. Os três
primeiros têm o mesmo mecanismo de
transmissão dos patogênicos, são considerados
bons indicadores das condições sócio-sanitárias,
sinalizando uma situação de risco de
contaminação de doenças de transmissão oral-
fecal; o último é caracterizado pela forma de vida
cística infecciosa, podendo permanecer viável na
superfície da água por aproximadamente dois
meses, sendo transmitida ao homem pela
ingestão de água e alimentos contaminados com
material fecal contendo esta forma do parasito
causando problema intestinal (BASSO, et
al.;2008; MACHADO, et al.; 2001; NEVES,
2016; OLIVEIRA et al., 2015).
No entanto, estudos realizados em Rio
Preto/MG (BARBOSA et al., 2017), Central de
Minas, MG (GONÇALVES et al., 2017) e
Caxias do Sul/RS (CAMELLO et al.,2016), em
escolares, revelaram semelhança entre a
diversidade de parasitos apesar da prevalência
menor, o que pode ser explicado pelas condições
de saneamento ambiental da zona urbana.
Vale salientar que no nosso trabalho os
parasitos mais prevalentes foram Endolimax
nana e Giardia lamblia, o último merece
respaldo, pois em diversas pesquisas mostram
que é o protozoário mais frequente nos discentes.
Na pesquisa de GONÇALVES e colaboradores
(2011) G. lamblia se apresentou com 19,2% de
133 amostras; DELAZERI & LAWISCH (2017)
5,5% de 55 amostras e BARBOSA (2017) 6% de
79 amostras. Porém, outras pesquisas apontaram
G. lamblia menos prevalentes na população de
alunados, como de GONÇALVES et al. (2017)
2,08% de 192 amostras e CAMELLO et al.
(2016) 13,3% de 257 amostras. Entretanto, em
Sergipe, trabalho desenvolvido em 476 escolares,
os protozoários (Entamoeba histolytica /
E. dispar, Blastocystis hominis e Giardia
duodenalis) se mostraram mais prevalentes,
27,8% de 234 amostras em 2010/2011 e 66,1%
de 242 em 2017/2018 (OLIVEIRA et al., 2020)
Figura 1. Prevalência de protozoários detectados entre as
crianças participantes da amostra.
Fonte: Os autores.
Não houve índice de helmintos no
presente estudo. Tal resultado tenha ocorrido
pela possibilidade desses alunos terem feito uso
de antiparasitário durante os últimos três meses
antes da pesquisa. Para Rausch et al., (2010) a
possível prevalência codominante entre
protozoários e helmintos depende de vários
fatores, dentre eles, o hospedeiro, espécies de
parasitos e sua interação com o microbiota do
hospedeiro, além do estágio da coinfecção.
Pode-se observar que a relação da
educação ambiental com a temática parasitose na
escola tem mostrado excelente iniciativa por
promover a educação em saúde. Dos resultados
obtidos, os fatores socioeconômicos, ambientais
e comportamentais têm influência direta na
prevalência das parasitoses. O perfil
parasitológico do alunado se mostrou
considerável pelo número de amostras fecais
analisas, portanto sugere fomentar novos estudos
parasitológicos com maior número de escolares,
pois são de extrema importância para o
conhecimento e saúde da população.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem à Profª Drª Luciene
Barbosa pela ajuda técnica no processamento das
amostras no LEPaT/ UFS e a todos que fazem
parte do Colégio Estadual Monsenhor Fernando
Graça Leite (Pov. Escurial/ N. Srª de Lourdes,
Sergipe) pelo espaço físico e desenvolvimento da
pesquisa.
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<http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs1
15/en/>. Acessado em: 20 abr. 2020b.
______________________________________
1. Mestre em Biologia Parasitária – Programa de
Pós-Graduação em Biologia Parasitária
(Universidade Federal de Sergipe – UFS);
Professor da rede básica de ensino do estado da
Bahia. E-mail: italo-lisboa@hotmail.com.
2. Doutora e Mestre em Desenvolvimento e Meio
Ambiente – Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento e Meio Ambiente -
PRODEMA, da Universidade Federal de Sergipe
- UFS, Pesquisadora CNPQ/FAPITEC/UFS. E-
mail: daniela.aju@hotmail.com.
3. Especialista em Tutoria em Educação à
Distância e Docência do Ensino Superior
(Faculdade Venda Nova do Imigrante – Rede
Futura de Ensino). E-mail:
jonas96680099@gmail.com
4. Doutora e Mestre em Parasitologia (Instituto
de Ciências Biológicas da Universidade Federal
de Minas Gerais) – ICB/UFMG; Professora
Associada (Universidade Federal de Sergipe-
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  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 20 - Número 2 - 2º Semestre 2020 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: CONSCIENTIZAÇÃO, PREVENÇÃO E PERFIL PARASITOLÓGICO DOS DISCENTES DE UMA ESCOLA RURAL DO BAIXO SÃO FRANCISCO, SERGIPE, NORDESTE, BRASIL Ítalo Fernando Lisboa de Melo¹; Daniela Venceslau Bitencourt²; Jonas de Jesus Souza³; Luciene Barbosa4 RESUMO A Educação Ambiental em foco às parasitoses pode ser uma ferramenta estratégica que busca incentivar a população a adquirir hábitos saudáveis. O objetivo foi conscientizar e prevenir os discentes da zona rural, município Nossa Senhora de Lourdes/SE em relação às parasitoses, além de determinar o seu perfil parasitológico. Estudo descritivo e de corte transversal realizado em 81 escolares entre 11 a 21 anos. Com apoio do docente, os alunos realizaram intervenção educativa, distribuição de panfletos sobre as enteroparasitoses; aplicação de questionário para caracterizar as condições socioeconômicas, ambientais e comportamentais; além de coletar amostras fecais, as quais foram processadas pelo método sedimentação por centrifugação. Dos resultados, 49% dos responsáveis pelos alunos têm o nível fundamental incompleto, o uso e escoadouro da instalação sanitária 60% é fossa, 80 % consomem verduras cruas, 63% já ouviram falar das parasitoses e 31% nunca fizeram exames de fezes. Das 24 amostras fecais, a prevalência de parasitos foi 79%, dentre eles Giardia lamblia, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii e Entamoeba coli. Os fatores socioeconômicos, ambientais e comportamentais têm influência direta na prevalência das parasitoses. O perfil parasitológico se mostrou significativo, porém sugere fomentar novos estudos, pois são de extrema importância para o conhecimento e saúde da população. Palavras-chave: Parasitoses Intestinais, Parasitos, Educação Ambiental, Prevenção. ENVIRONMENTAL EDUCATION: AWARENESS, PREVENTION AND PARASITOLOGICAL PROFILE OF DISCENTS FROM A RURAL SCHOOL IN THE LOWER SÃO FRANCISCO, SERGIPE, NORTHEAST, BRAZIL ABSTRACT Environmental Education focusing on parasites can be a strategic tool that seeks to encourage the population to acquire healthy habits. The objective was to raise awareness and prevent students from the rural area, Nossa Senhora de Lourdes County / SE in relation to parasites, in addition to determine their parasitological profile. Descriptive and cross-sectional study carried out with 81 students aged 11 to 21 years. With the support of the teacher, the students carried out an educational intervention, distribution of pamphlets on enteroparasitoses; application of a questionnaire to characterize socioeconomic, environmental and behavioral conditions; in addition to collecting fecal samples, which were processed by the sedimentation method by centrifugation. Of the results, 49% of those responsible for the students have an incomplete basic level, the use and drainage of the sanitary installation 60% is a cesspool, 80% consume raw vegetables, 63% have heard of parasitosis and 31% have not had stool tests. Of the 24 fecal samples, the prevalence of parasites was 79%, among them Giardia lamblia, Endolimax nana, Iodamoeba butschlii and Entamoeba coli. Socioeconomic, environmental and behavioral factors have a direct influence on the prevalence of parasitosis. The parasitological profile proved to be significant, but it suggests foster further studies, since they are extremely important for the knowledge and health of the population. Keywords: Intestinal Parasitoses, Parasites, Environmental Education, Prevention. 123
  • 2. INTRODUÇÃO A educação ambiental (EA) tem seu significado amplo e complexo, no geral, trata-se da aquisição de informações que relacionam à interação com o meio ambiente e o homem, no propósito do desenvolvimento sustentável (EFÍSIO, 2018). Em outras palavras, a EA se caracteriza pela conexão de diversos conceitos no meio social, científico, cultural, informacional, técnico, educacional, levando em conta um caráter transdisciplinar, o qual o meio ambiente e seus elementos (terra, água e ar) sejam objetos de aprendizagem e prática de sustentabilidade humana, naturalizados nos processos educativos formais e não formais (CASSINI & JEFFRÉ, 2019). A água é um elemento natural essencial à vida em nosso planeta, pois tem seus “múltiplos usos”, na geração de energia, produção de alimento, além de saciar nossa sede. Para o consumo a água precisa estar em boa qualidade, porém o mau uso dela pelo próprio ser humano pode se tornar imprópria, muitas vezes poluída, contaminada com diversos microrganismos, bactérias, vírus, protozoários e helmintos, transformando-se em veículo na transmissão de diversas parasitoses, que podem causar até a morte ao homem (RITÁ et al., 2016). As parasitoses constituem um grave problema de saúde pública, têm se relacionado com os aspectos econômicos e sociais que resultam no comprometimento do desenvolvimento físico e intelectual dos indivíduos, afetam os que estão em fase escolar, principalmente as crianças, podendo levar à diminuição da imunidade, o aparecimento da anemia, subnutrição, desnutrição e até a morte (BARBOZA et al., 2008). De acordo com IBGE (2017) no município de Nossa Senhora de Lourdes/SE foram notificados 3 óbitos diagnosticados com alguma das doenças infecciosas e parasitárias. Além disso, recente Inquérito Nacional, Sergipe, foi o primeiro estado do Nordeste apontado como prevalente para esquistossomose e o segundo para alguma das geo-helmintíases. Ainda, este inquérito nos trouxe relatos que entre os 22 municípios sergipanos pesquisados, 100% deles têm escolares positivos para Trichuris trichiura; 95,45% para Ascaris lumbricoides; 81,82% para Ancilostomídeos e 68,18%para Schistosoma mansoni (KATZ, 2018). No citado município, no povoado Escurial, localizado às margens do rio São Francisco, há uma escola pública portadora de uma estrutura física simples, frequentada por alunos em condições socioeconômicas de vulnerabilidades, que vivem em moradia precária, com falta de saneamento básico. Observou-se hábitos comportamentais e de higiene inadequados, como andar de pés descalços, não lavar as mãos antes das refeições e os alimentos que serão ingeridos, aspectos esses que podem contribuir para a prevalência de parasitoses. Diante do exposto, tornou-se necessário o desenvolvimento deste projeto sobre as parasitoses por meio da prática de Educação Ambiental. Para tanto, objetivou conscientizar e prevenir os discentes em relação às parasitoses, além de determinar o seu perfil parasitológico, numa escola da zona rural, no município de Nossa Senhora de Lourdes/SE. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado um estudo descritivo e de corte transversal nos discentes de uma escola pública, entre março a junho de 2016, no povoado Escurial, localizado a 14 km da sede do município de Nossa Senhora de Lourdes/SE (10° 04’ 46” S e 37° 03’25” W). Participaram do estudo alunos do Ensino Fundamental 6º a 9º ano e a 3ª série do Ensino Médio, os menores de 18 anos tiveram a liberação para fazer parte da pesquisa através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) por um dos seus responsáveis. Houve a distribuição de 100 exemplares de manual de instrução para realização de exame e coletores de fezes. Feito a coleta, as amostras foram processadas no Laboratório de Entomologia e Parasitologia Tropical da Universidade Federal de Sergipe- LEPaT/UFS pelo método Sedimentação por centrifugação (Método de Blagg/MIFC/ Ritchie). Através deste método pode visualizar ovos e larvas de helmintos, cistos, trofozoítos ou oocistos de protozoários (NEVES, 2016). Com a orientação do professor, os alunos da 3ª série Ensino Médio, ao se formar grupos, realizaram uma intervenção educativa (com o
  • 3. uso de data show, slides, vídeos, cartazes) sobre as principais parasitoses que possivelmente acometem à comunidade, para todos os discentes do Ensino Fundamental. Em seguida distribuíram folder informativo sobre as enteroparasitoses, deixando claro a sua forma infectante no meio ambiente, a transmissão, os sintomas e as medidas profilaxias. Ocorreu também a distribuição de questionários com perguntas objetivas, buscando verificar as condições socioeconômicas, ambientais, comportamentais, saúde e o grau de aprendizagem sobre as doenças parasitárias. O estudo seguiu as normas e diretrizes da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e do Comitê de Ética da Universidade Federal de Sergipe, passou pelo processo de aprovação com o CAEE: 55602016.8.0000.5546. Para processamento de dados foi computado em planilhas do programa Microsoft Office Excel ®. Em seguida, forma analisados, calculados em frequências e produzidos gráficos, tabelas para a sua demonstração. RESULTADOS E DISCUSSÃO Dos 170 alunos que integram a Escola Estadual Monsenhor Fernando Graça Leite 48% (n=81) participaram da pesquisa, e destes, 55 % (n=45) são do sexo masculino e 45 % (n= 36) do sexo feminino; 38% (n=31) com idade de 11 a 14 anos, 52 % (n=42) com idade de 14 a 17 anos e apenas 10% (n=8) com idade de 17 a 20 anos. As infecções parasitárias acometem principalmente as crianças e os jovens, prejudicando desde o desenvolvimento físico, afetando seu estado nutricional, até sua capacidade cognitiva, o que interfere no rendimento escolar (PEZZI & TAVARES, 2007; PIRES et al.,2016). No que diz respeito às condições socioeconômicas (Tabela 1), o grau de escolaridade dos responsáveis por esses alunos, 17 % (n=14) não estudaram, 49% (n=40) fundamental incompleto, 8% (n=6) fundamental completo, 10% (n=8) médio incompleto, 14% (n=11) médio completo e somente 2 % (n=2) superior. Pesquisa realizada em 257 escolares de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, ano 2014, por CAMELLO et al. (2016) revelaram que 24,5% dos responsáveis não possuíam ensino fundamental completo. Referente à renda familiar neste presente estudo, 26% (n=21) não têm nenhuma renda mensal fixa, 54% (n=44) apresentam renda familiar de até 1 salário mínimo e 20% (n=16) renda familiar a mais que 1 salário mínimo. Resultados aproximados podem ser visto por BARBOSA et al. (2017) constataram que 65,8 % dos 79 escolares do município de Rio Preto/MG têm a renda familiar de apenas 1 salário mínimo. Esses dados socioeconômicos revelaram fatores importantes que podem influenciar à prevalência de parasitoses na área pesquisada. As doenças parasitárias são observadas com maior frequência nas classes salariais mais baixas e com menor grau de escolaridade (MATOS E CRUZ, 2012). Quanto as variáveis ambientais (Tabela 1), o abastecimento de água representou 91% (n=74) rede pública, 4% (n=3) poços ou cisternas e 5% (n=4) de outras fontes; e o uso e escoadouro da instalação sanitária, 20% (n=16) rede pública, 60% fossa (n=49), 16% (n=13) terreno e 4% (n=3) córrego. Esses números praticamente corroboram com os do IBGE (2000), cujos na área em pesquisa o abastecimento de água correspondia 89,9% e a ausência de instalação sanitária 27%. Em outra região rural de Sergipe, 100% do abastecimento de água é realizado por poços ou rios; enquanto 83,3% dos dejetos das moradias são destinados em fossa rudimentar ou seca e 16,7% representa o destino dos dejetos a céu aberto (MACHADO, 2017). Locais que apresentam inadequadas condições higiene- sanitárias associadas à deficiência de tratamento de água e esgoto são predispostas às infecções parasitárias (ANTUNES et al.,2017). Para SIMÕES et.al (2015) o sistema de fossa pode ser fonte de contaminação do solo e da água, principalmente quando não ocorre manutenção das instalações; o abastecimento de água de fontes segura evita diversas doenças intestinais. Tabela 1. Características socioeconômicas e ambientais da amostra investigada. Variáveis n= 81 (%) Grau de escolaridade dos responsáveis/pais Não estudaram 14 17 Fundamental incompleto 40 49 Fundamental completo 6 8 Médio incompleto 8 10 Médio completo 11 14
  • 4. Superior 2 2 Renda familiar Não tem renda fixa 21 26 1 salário mínimo 44 54 Mais que 1 salário mínimo 16 20 Uso e escoadouro da instalação sanitária Rede pública 16 20 Fossa 49 60 Terreno 13 16 Córrego 3 4 Abastecimento de água Rede pública 74 91 Poços ou cisternas 3 4 Outros lugares 4 5 Fonte: os autores. Em consideração ao comportamento dos alunos (Tabela 2), 60% (n=48) bebem água filtrada; 80 % (n=65) consomem verduras cruas (saladas); 61% (n=49) lavam às vezes as mãos antes de comer; 47% (n=38) lavam as frutas e verduras com água sem tratamento e 10% (n=8) defecam em locais impróprios. Para MACHADO (2017) 100% (n=42) dos escolares de área rural consomem água não tratada; 85,7% (n=36) lavam os alimentos antes de comer e 50% (n=21) não lavam as mãos antes de comer. Em outro estudo feito por DELAZERI & LAWISCH (2017) revelaram que de 55 amostras 89,1% dos discentes lavam os alimentos com água sem nenhum tratamento. Esses achados reforçam a disseminação de parasitos, pois as formas infectantes quando contaminam a água, os alimentos ou partes do corpo ou objetos que não são higienizados podem favorecer a transmissão das infecções parasitárias (WHO, 2015a; WHO, 2015b). E, ainda, é oportuno relatar que o hábito de defecar em locais impróprios potencializa a contaminação do meio ambiente, pois os ovos e as larvas de helmintos ou cistos de protozoários podem ser eliminados nas fezes favorecendo ao desenvolvimento e a infecção das mãos, da água ou dos alimentos, levando ao aumento das doenças intestinais (MATOS e CRUZ, 2012; SIMIÕES, 2015). De outro modo, os indivíduos residentes na zona rural, geralmente, não dispõem de condições sanitárias satisfatórias como abastecimento de água e esgoto, contribuindo também para a veiculação dessas doenças (MATOS e CRUZ, 2012). Achados por BARBOSA et al. (2017) revelaram que de 79 discentes 51,9% consomem verduras cruas, 70,9 % bebem água filtrada e 65,8 % têm o abastecimento de água através de rede de esgoto. Paralelamente, questionamentos realizados aos responsáveis dos estudantes da zona rural em Sergipe, 50% (n=21) dos escolares não lavam as mãos antes de comer; 100% (n= 42) não consomem água tratada; e só apenas 85,7% (n=36) lavam os alimentos antes de comer (MACHADO, 2017). É importante deixar claro que, fatores relacionados às condições de vida da população, incluindo saneamento básico, higiene e nível socioeconômico são fatores determinantes para a transmissão de parasitoses intestinais (CAMELLO et al.,2016). Ao serem questionados sobre parasitoses (Tabela 2), 88% (n=71) desconhecem sobre o assunto; 31 % (n=25) já tiveram vermes; 85% (n= 69) não sabem como adquirem os vermes; apenas 32 % (n=26) sabem como se prevenir dos vermes; e 73% (n=59) já fizeram exames parasitológicos de fezes. A partir dos dados apresentados é perceptível que a carência de conhecimentos pode contribuir para o predomínio das enteroparasitoses. A Educação Ambiental, na sua dimensão transdisciplinar, é uma ótima estratégia de realizar práticas de educação em saúde para conscientização dos indivíduos acerca da prevenção às enteroparasitoses, favorecendo a sua redução e estabelecendo medidas de relação harmônica do meio ambiente com a saúde da população. Já que o contato com meio ambiente em condições adversas, contaminado por parasitos torna-se elemento de transmissão de agentes infecciosos, completando o ciclo de várias endemias. Assim, a Educação Ambiental deve ser um processo de conhecimento contínuo em diversas circunstâncias da vida do ser humano (CUBA, 2010; BARBOSA et al.,2009; DIAS et. al., 2013) . Tabela 2. Características comportamentais, conhecimento e saúde em relação às parasitoses da amostra investigada. n=81 % Consumo de água Filtrada 48 60 Não filtrada 30 36 Fervida 3 4 Consumo de verduras cruas Sim 65 80
  • 5. Não 16 20 Higienização das mãos antes de comer Frequentemente 31 38 Às vezes 49 61 Não lava 1 1 Higienização das frutas e verduras Águasem tratamento 38 47 Águafiltrada e/ou fervida 29 36 Vinagre e/ou água sanitária 9 11 Não sabe 5 6 Evacuar Locais impróprios 8 10 Vaso sanitário 73 90 Conhece as parasitoses? Sim 10 12 Não 71 88 Já teve verme? Sim 25 31 Não 56 69 Sabe como adquire verme? Sim 12 15 Não 69 85 Sabe como prevenir dos vermes? Sim 26 32 Não 55 68 Já fez exames de fezes? Sim 59 73 Não 22 27 Fonte: os autores. Sobre o perfil parasitológico, foram examinadas 24 amostras, 79% (n=19) apresentaram parasitos, (n=12) Giardia lamblia e Endolimax nana, (n=5) Iodamoeba butschlii e (n=4) Entamoeba coli (Figura 1). O poliparasitismo apresentou em 58% (n=11) e o monoparasitismo 42 % (n=8). O percentual de amostras fecais positivas encontrado neste trabalho é considerável, embora tenha havido uma baixa adesão dos alunos para entrega dos coletores com as fezes, tendo como provável justificativa o constrangimento e a necessidade de auxílio dos pais para a coleta; mas certamente nos dá informação da diversidade de parasitos entre eles. Entretanto, estudo desenvolvido em escolares da zona rural no agreste sergipano, das 59 amostras coletadas, 74,6% (n=44) foram positivas, das quais 86,4% foram de crianças monoparasitadas e 13,6% poliparasitadas (MACHADO, 2017). Observando a diversidade de parasitos, houve apenas protozoários, dos quais Endolimax nana, Entamoeba coli e Iodamoeba butschlii são enterocomensais, não causam danos aos hospedeiros, desde que não se encontrem em ambiente favorável; e apenas Giardia lamblia é um protozoário intestinal patogênico. Os três primeiros têm o mesmo mecanismo de transmissão dos patogênicos, são considerados bons indicadores das condições sócio-sanitárias, sinalizando uma situação de risco de contaminação de doenças de transmissão oral- fecal; o último é caracterizado pela forma de vida cística infecciosa, podendo permanecer viável na superfície da água por aproximadamente dois meses, sendo transmitida ao homem pela ingestão de água e alimentos contaminados com material fecal contendo esta forma do parasito causando problema intestinal (BASSO, et al.;2008; MACHADO, et al.; 2001; NEVES, 2016; OLIVEIRA et al., 2015). No entanto, estudos realizados em Rio Preto/MG (BARBOSA et al., 2017), Central de Minas, MG (GONÇALVES et al., 2017) e Caxias do Sul/RS (CAMELLO et al.,2016), em escolares, revelaram semelhança entre a diversidade de parasitos apesar da prevalência menor, o que pode ser explicado pelas condições de saneamento ambiental da zona urbana. Vale salientar que no nosso trabalho os parasitos mais prevalentes foram Endolimax nana e Giardia lamblia, o último merece respaldo, pois em diversas pesquisas mostram que é o protozoário mais frequente nos discentes. Na pesquisa de GONÇALVES e colaboradores (2011) G. lamblia se apresentou com 19,2% de 133 amostras; DELAZERI & LAWISCH (2017) 5,5% de 55 amostras e BARBOSA (2017) 6% de 79 amostras. Porém, outras pesquisas apontaram G. lamblia menos prevalentes na população de alunados, como de GONÇALVES et al. (2017) 2,08% de 192 amostras e CAMELLO et al. (2016) 13,3% de 257 amostras. Entretanto, em Sergipe, trabalho desenvolvido em 476 escolares, os protozoários (Entamoeba histolytica / E. dispar, Blastocystis hominis e Giardia duodenalis) se mostraram mais prevalentes,
  • 6. 27,8% de 234 amostras em 2010/2011 e 66,1% de 242 em 2017/2018 (OLIVEIRA et al., 2020) Figura 1. Prevalência de protozoários detectados entre as crianças participantes da amostra. Fonte: Os autores. Não houve índice de helmintos no presente estudo. Tal resultado tenha ocorrido pela possibilidade desses alunos terem feito uso de antiparasitário durante os últimos três meses antes da pesquisa. Para Rausch et al., (2010) a possível prevalência codominante entre protozoários e helmintos depende de vários fatores, dentre eles, o hospedeiro, espécies de parasitos e sua interação com o microbiota do hospedeiro, além do estágio da coinfecção. Pode-se observar que a relação da educação ambiental com a temática parasitose na escola tem mostrado excelente iniciativa por promover a educação em saúde. Dos resultados obtidos, os fatores socioeconômicos, ambientais e comportamentais têm influência direta na prevalência das parasitoses. O perfil parasitológico do alunado se mostrou considerável pelo número de amostras fecais analisas, portanto sugere fomentar novos estudos parasitológicos com maior número de escolares, pois são de extrema importância para o conhecimento e saúde da população. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem à Profª Drª Luciene Barbosa pela ajuda técnica no processamento das amostras no LEPaT/ UFS e a todos que fazem parte do Colégio Estadual Monsenhor Fernando Graça Leite (Pov. Escurial/ N. Srª de Lourdes, Sergipe) pelo espaço físico e desenvolvimento da pesquisa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, A.S.; LIBARDONI, K.S.D.B. Prevalência de enteroparasitoses em crianças de creches do município de Santo Ângelo, RS. Revista Contexto & Saúde, v. 17, n. 32, p. 144- 156, abr. 2017. BARBOZA, E. D. A.; MELO, J. P. V.; RAMOS, P. R.; MELO, E. C. A.; SILVA, C. A. A importância da educação em saúde na melhoria dos hábitos de higiene e no combate às parasitoses. Boa Saúde. 2008. BARBOSA, L.A.; SAMPAIO, A.L.A.; MELO, A.L.A.; MACEDO, A.P.N.;MACHADO, M.F.A.S. A educação em saúde como instrumento na prevenção de parasitoses. Educação em saúde voltada às parasitoses, RBPS, Fortaleza, v.22, n.4, p. 72-278, out./dez., 2009. BARBOSA, J.A.; ALVIM, M.M.; OLIVEIRA, M.M.; SIQUEIRA, R.A.; DIAS, T.R.; GARCIA, P. G. Análise do perfil socioeconômico e da prevalência de enteroparasitoses em crianças com idade escolar em um município de Minas Gerais. HU Revista, Juiz de Fora, v. 43, n. 3, p. 391-397, out./dez. 2017. BASSO, R.M. C.; RIBEIRO-SILVA, R.T.; SOLIGO, D. S.; RIBACKI, S.I.; CALLEGARI- JACQUES, S.M.; ZOPPAS, B.C.A. Evolução da prevalência de parasitoses intestinais em escolares em Caxias do Sul, RS. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical,v.41, n.3, p.263-268, mai-jun, 2008. CAMELLO, J.T.; CAVAGNOLLI, N. I.; WILMSEN, P.K.; SPADA, D.S.; POETA,J. RODRIGUES, A. D. Prevalência de parasitoses intestinais e condições de saneamento básico das moradias em escolares da zona urbana de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Scientia Médica, v. 26, n. 1, p. 1-6, jan. 2016. CASSINI, E.M.; JEFFRÉ, T.W. Educação ambiental: Construção histórica e perspectivas para o futuro. Revista Brasileira de Meio Ambiente, v.5, n.1, p. 071-091, 2019. 0 5 10 15 G. lamblia E. nana I. butschlii E. coli Protozoários
  • 7. CUBA, M.A. Educação Ambiental Nas Escolas. Revista Eletrônica Educação, Cultura e Comunicação, v. 1, n. 2, p. 23-31, jul./dez., 2010. DELAZERI, M.A.F.; LAWISCH, G.K.S. Incidência de parasitos intestinais em crianças das escolas municipais de educação infantil e ensino fundamental de um município do interior do Rio Grande do Sul. Revista Destaques Acadêmicos, v. 9, n. 3, p. 206-215.2017. DIAS, D.S.; MENEZES, R.A.O.; SOUZA, M.J.C.; BARBOSA, F. H. F; ANDRADE, R.F.; SOUTO, R.N.P. Fatores de riscos que contribuem para as parasitoses intestinais em crianças de 0 a 5 anos em Macapá – Amapá, Brasil. Ciência equatorial, v. 3, n. 1, 1º Semestre, 2013. EFÍSIO, L.A.E. Projeto escola ambiente sustentável: trabalhando educação ambiental em uma escola de Juiz de Fora. 2018. 65 f. Trabalho Final de Curso-Curso de engenharia ambiental e sanitária, Faculdade de Engenharia,UFJF, Juiz de Fora, 2018. GONCALVES, A. L. R. BELIZÁRIO, T. L.; PIMENTEL, J.B.; PENATTI, M.P.A.; PEDROSO, R. S. Prevalência de parasitoses intestinais em crianças institucionalizadas na região de Uberlândia, Estado de Minas Gerais. Revista Sociedade Brasileira Medicina Tropical, Uberaba, v. 44, n. 2, p. 191-193, Abr. 2011. Disponível em: <http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S00 37-86822011000200013&lng=en&nrm= iso>. Acesso em: 02 abr. 2020. GONÇALVES, A. F.; SILVA, D. A.; PITOL, E.K.A.; RAMOS, I.S.S. Prevalência de parasitoses intestinais e estado nutricional em escolares de 5 a 11 anos na cidade de Central de Minas-MG. 2017. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso- Curso de Farmácia, Faculdadedas ciências da Saúde, UNIVALE, Governador Valadares, 2017. KATZ, N. Inquérito Nacional de Prevalência da Esquistossomose mansoni e Geo-helmintoses. Belo Horizonte: CPqRR, 2018. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades. Nossa Senhora de Lourdes. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/se/nossa- senhora-de-lourdes/panorama. Acesso em 20 Abr. 2020. MATOS, M.A.; CRUZ, Z.V. Prevalência das parasitoses intestinais no município de Ibiassucê – Bahia Revista Educação, Meio Ambiente e Saúde, v. 5, n.1, p. 64-71, 2012. NEVES, D.P. Parasitologia humana. 13. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. OLIVEIRA, F.M., NEUMANN, E., GOMES, M.A., CALIARI, M.V., 2015. Entamoeba dispar: could it be pathogenic. Tropica Parasitology v. 5, p. 9–14. https://doi.org/10.4103/2229- 5070.149887 OLIVEIRA, Y.L.D.C.; OLIVEIRA, L.M.; OLIVEIRA, Y. L. M; NASCIMENTO, A.M.D.; CORTE, R.L; GERALDIA , R. M. ; BARBOSA , L.; GAZZINELLI-GUIMARÃES, P.H.; FUJIWARAB , R.T.; BUENOB, L.L.; , DOLABELLAA, S.S., 2020. Changes in the epidemiological profile of intestinal parasites after a schoolbased large-scale treatment for soil- transmitted helminths in a community in northeastern Brazil. Acta Tropica, v. 202, 105279.:https://doi.org/10.1016/j.actatropica.20 19.105279 PEZZI, N. C.; TAVARES, R.G. Relação de aspectos sócio-econômicos e ambientais com parasitoses intestinais e eosinofilia em crianças da Caxias do Sul-RS. Estudos Goiânia, v. 34, n.11/12, p. 1041-1055, nov/dez. 2007. PIRES, E.C.R.; GUIMARÃES, F. P.; DINIZ, J.C.; FROESELER, M. V. G.; MATA, L.C.C. Abordagem interdisciplinar das parasitoses intestinais em escolares da microrregião de Sete Lagoas – MG. Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar, v. 20, n. 2, p. 111-116, mai./ago. 2016. SIMÕES B.S; MACHADO-COELHO G.L.L.; PENA J.L.; FREITAS S.N. Condições ambientais e prevalência de infecção parasitária em indígenas Xukuru-Kariri, Caldas, Brasil. Revista Panamericana de Saúde Publica, v.38 n.1, p. 42–8; 2015.
  • 8. RAUSCH, S., HELD, J., STANGE, J., LENDNER, M., HEPWORTH, M.R., KLOTZ, C., LUCIUS, R., POGONKA, T., HARTMANN, S., 2010. A matter of timing: early, not chronic phase intestinal nematode infection restrains control of a concurrent enteric protozoan infection. Eur. J. Immunol. 40, 2804–2815. https://doi.org/10.1002/eji.201040306 RITÁ, F. S.; SANTOS, C. S.; MORAIS, M. A. Doenças de veiculação hídrica: empoderamento para educação em saúde. In: CONGRESSO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE DE POÇOS DE CALDAS, 13.2016, Poço de Caldas. 2016. p.1-9. MACHADO, V.L. Prevalência da Esquistossomose Mansoni e Geohelmintíases em escolares do município de Malhador, Sergipe. 2017. 63 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Parasitária), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, UFS, São Cristóvão, 2017. WHO, World Health Organization. Media Centre: soil-transmitte al helminth infections. Disponível em:< http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs36 6/en/ >. Acessado em: 20 Abr. 2020a. WHO, World Health Organization. Media Centre: schistosomiasis. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs1 15/en/>. Acessado em: 20 abr. 2020b. ______________________________________ 1. Mestre em Biologia Parasitária – Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária (Universidade Federal de Sergipe – UFS); Professor da rede básica de ensino do estado da Bahia. E-mail: italo-lisboa@hotmail.com. 2. Doutora e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente – Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente - PRODEMA, da Universidade Federal de Sergipe - UFS, Pesquisadora CNPQ/FAPITEC/UFS. E- mail: daniela.aju@hotmail.com. 3. Especialista em Tutoria em Educação à Distância e Docência do Ensino Superior (Faculdade Venda Nova do Imigrante – Rede Futura de Ensino). E-mail: jonas96680099@gmail.com 4. Doutora e Mestre em Parasitologia (Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais) – ICB/UFMG; Professora Associada (Universidade Federal de Sergipe- UFS). E-mail: lucienebarb@bol.com.br 130