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Quais são os principais métodos de produção desses tipos de tinta no Brasil? E como o pigmento é extraído de cada
um dos vegetais utilizados como matéria-prima? Abaixo você vai encontrar algumas das principais técnicas utilizadas
atualmente no ramo.
Cocção: do abacate ao café
Como o nome sugere, basta colocar o vegetal em água fervente por alguns minutos. O tempo necessário para que a
água extraia o máximo possível do pigmento varia conforme o vegetal escolhido. Sabe-se, também, que devem ser
adicionados aglutinantes e fixadores para se chegar ao produto final. Eles servem, basicamente, para otimizar o
contato da tinta a ser produzida com a superfície na qual ela será aplicada. Além disso, favorecem a manutenção da
cor original da tinta por muito mais tempo.
O abacate, por exemplo, leva a uma tinta amarela, enquanto o café é uma das matérias-primas da tinta marrom.
Repolho roxo e erva-mate também têm seus pigmentos extraídos por cocção, dando origens a tintas azul e verde,
respectivamente.
Maceração: cocção a frio para a produção de tintas naturais
Nada mais é do que deixar a matéria-prima em água fria por algumas horas. No inverno, por conta das temperaturas
mais amenas, o tempo médio adequado é de cerca de 12 horas. Nos dias mais quentes, é recomendado abreviar a
espera, já que o vegetal é fermentado com mais facilidade nessas ocasiões. O feijão-preto é o grande destaque da
maceração, e dá origem a uma tinta de coloração azul.
Frutas e Verduras
Infusão: tintas naturais também podem vir do álcool
A técnica de infusão, diferentemente da cocção, se baseia no mergulho prolongado de pedaços do vegetal
postos em álcool. Em alguns casos, são necessários dias ou semanas para que o álcool absorva a maior parte
do pigmento da planta. Ah, e não se preocupe: os efeitos desagradáveis ao corpo humano decorrentes das
tintas convencionais não são causados pelo álcool, já que este é um composto volátil e deixa o ambiente
rapidamente.
Pode ser usado açafrão (raiz ou pó) para se fazer tinta amarela, e amora para a variedade rosa. Também, por
infusão, sementes de urucum e a flor de hibisco dão origens a versões laranja e roxa de tinta.
Liquidificação: quase tão simples quanto fazer um suco
O processo inicial se constitui, a grosso modo, de bater água e o vegetal escolhido em um liquidificador.
Entretanto, para se atingir uma tinta de qualidade mais elevada, devem ser adicionados aglutinantes, fixadores
e conservantes. Beterraba e espinafre são os protagonistas desse método, e levam a tintas rosa e verde,
respectivamente.
Logo, pode-se concluir que cada um dos variados métodos de produção de tintas naturais é indicado para um
objetivo específico. Usar a infusão ao invés da liquidificação pode ser vantajoso, pois dependendo do contexto
da produção confere maior economia e rendimento. Vale ressaltar, também, que a principal restrição de cada
método está relacionada à matéria-prima utilizada. Em outras palavras, não adianta querer fazer tinta por uma
das técnicas se o vegetal escolhido não combina com ela.
Foi possível observar que os métodos de produção de tintas naturais são bem diversificados.
Pode-se chegar a produtos completamente diferentes, dependendo do tratamento dado à
matéria-prima escolhida. Pode parecer também que fazer uma tinta caseira a partir do resto do
suco do almoço não passa de diversão. Mas é aí que nascem os grandes negócios. Saber
aprimorar as técnicas de um processo e investir no mercado dele pode ser a chave do sucesso.
Aglutinantes
São substâncias que, adicionadas aos pigmentos, unem as partículas, formando
“liga”.
Podem ser naturais como:
• Gema e a clara do ovo; (sal grosso)
• Suco de alho;
• Baba de babosa;
• Goma de polvilho;
• Óleo de linhaça;
• Soro de leite. ( fungicida)
Fixadores e conservantes
Pigmentos de procedência vegetal necessitam do acréscimo de fixadores:
• Limão;
• Vinagre;
• Jenipapo;
• Cola branca;
• Cola caseira;
• Sal grosso;
• Pedra ume;
• Bicarbonato de sódio.

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  • 15. Quais são os principais métodos de produção desses tipos de tinta no Brasil? E como o pigmento é extraído de cada um dos vegetais utilizados como matéria-prima? Abaixo você vai encontrar algumas das principais técnicas utilizadas atualmente no ramo. Cocção: do abacate ao café Como o nome sugere, basta colocar o vegetal em água fervente por alguns minutos. O tempo necessário para que a água extraia o máximo possível do pigmento varia conforme o vegetal escolhido. Sabe-se, também, que devem ser adicionados aglutinantes e fixadores para se chegar ao produto final. Eles servem, basicamente, para otimizar o contato da tinta a ser produzida com a superfície na qual ela será aplicada. Além disso, favorecem a manutenção da cor original da tinta por muito mais tempo. O abacate, por exemplo, leva a uma tinta amarela, enquanto o café é uma das matérias-primas da tinta marrom. Repolho roxo e erva-mate também têm seus pigmentos extraídos por cocção, dando origens a tintas azul e verde, respectivamente. Maceração: cocção a frio para a produção de tintas naturais Nada mais é do que deixar a matéria-prima em água fria por algumas horas. No inverno, por conta das temperaturas mais amenas, o tempo médio adequado é de cerca de 12 horas. Nos dias mais quentes, é recomendado abreviar a espera, já que o vegetal é fermentado com mais facilidade nessas ocasiões. O feijão-preto é o grande destaque da maceração, e dá origem a uma tinta de coloração azul. Frutas e Verduras
  • 16. Infusão: tintas naturais também podem vir do álcool A técnica de infusão, diferentemente da cocção, se baseia no mergulho prolongado de pedaços do vegetal postos em álcool. Em alguns casos, são necessários dias ou semanas para que o álcool absorva a maior parte do pigmento da planta. Ah, e não se preocupe: os efeitos desagradáveis ao corpo humano decorrentes das tintas convencionais não são causados pelo álcool, já que este é um composto volátil e deixa o ambiente rapidamente. Pode ser usado açafrão (raiz ou pó) para se fazer tinta amarela, e amora para a variedade rosa. Também, por infusão, sementes de urucum e a flor de hibisco dão origens a versões laranja e roxa de tinta. Liquidificação: quase tão simples quanto fazer um suco O processo inicial se constitui, a grosso modo, de bater água e o vegetal escolhido em um liquidificador. Entretanto, para se atingir uma tinta de qualidade mais elevada, devem ser adicionados aglutinantes, fixadores e conservantes. Beterraba e espinafre são os protagonistas desse método, e levam a tintas rosa e verde, respectivamente. Logo, pode-se concluir que cada um dos variados métodos de produção de tintas naturais é indicado para um objetivo específico. Usar a infusão ao invés da liquidificação pode ser vantajoso, pois dependendo do contexto da produção confere maior economia e rendimento. Vale ressaltar, também, que a principal restrição de cada método está relacionada à matéria-prima utilizada. Em outras palavras, não adianta querer fazer tinta por uma das técnicas se o vegetal escolhido não combina com ela.
  • 17. Foi possível observar que os métodos de produção de tintas naturais são bem diversificados. Pode-se chegar a produtos completamente diferentes, dependendo do tratamento dado à matéria-prima escolhida. Pode parecer também que fazer uma tinta caseira a partir do resto do suco do almoço não passa de diversão. Mas é aí que nascem os grandes negócios. Saber aprimorar as técnicas de um processo e investir no mercado dele pode ser a chave do sucesso.
  • 18. Aglutinantes São substâncias que, adicionadas aos pigmentos, unem as partículas, formando “liga”. Podem ser naturais como: • Gema e a clara do ovo; (sal grosso) • Suco de alho; • Baba de babosa; • Goma de polvilho; • Óleo de linhaça; • Soro de leite. ( fungicida)
  • 19. Fixadores e conservantes Pigmentos de procedência vegetal necessitam do acréscimo de fixadores: • Limão; • Vinagre; • Jenipapo; • Cola branca; • Cola caseira; • Sal grosso; • Pedra ume; • Bicarbonato de sódio.