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Manual do Educador
Apoio:


                      COMITÊ DA BACIA
                                        FundAg
                                        FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA AGRÍCOLA


                      HIDROGRÁFICA
                      TURVO / GRANDE




Realização:
                           SECRETARIA DE
                    AGRICULTURA E ABASTECIMENTO
Autoria e Produção: Antonio Lucio Mello Martins, Fabiana de Souza Gouveia, Maria Conceição
                    Lopes, Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo, Rômulo Sensuline Valaretto, Tereza
                    Cristina Tarlé Pissarra
Imagens:            Antonio Severino Benevente
Reallização:        Apta - Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama)
Apoio:              Fundo Estadual de Recursos Hídricos - FEHIDRO. Comitê de Bacia
                    Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande CBH-TG, Fundação de Apoio à Pesquisa
                    Agrícola - FUNDAG, Centro de Estudos Agroambientais de Pindorama CAPIN
Agradecimentos: Secretaria Estadual de Educação de São Paulo e Diretorias Municipais de
                    Educação
Índice



    Caro Educador ...................................................................................................4

    Sobre o tema .......................................................................................................5

    Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação ..........................................5

    Pólo Regional Centro Norte ...............................................................................6

    Bacia Hidrográfica .............................................................................................7

    Atividades oferecidas pelo Projeto ...................................................................8

    Curso de capacitação de educadores ...............................................................8

    Visita ao Pólo Regional Centro Norte ................................................................8

    Atividades Pedagógicas em Visitas Monitoradas ............................................9

    Sugestões de Atividades .................................................................................13

    Hora da Colheita ...............................................................................................19

    Os Objetivos do Milênio ...................................................................................21

    Referências para Consulta ..............................................................................22

    Videos ...............................................................................................................22

    Bibliografia ......................................................................................................23

    Site ....................................................................................................................23
Caro Educador,
       A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada a Secretaria de Agricultura e
Abastecimento do Estado de São Paulo, gerencia e executa atividades de ciência e tecnologia para a
agropecuária. É estruturada nas atividades de seus Institutos de Pesquisas: IAC (Instituto Agronômico de
Campinas), IB (Instituto Biológico), IEA (Instituto de Economia Agrícola), IP (Instituto de Pesca), ITAL
(Instituto de Alimentos) e IZ (Instituto de Zootecnia) e 15 Pólos Regionais com a administração central
sediada no município de Campinas - SP. Os 15 Pólos Apta apresentam 34 Unidades de Pesquisa e
Desenvolvimento (UPDs) que têm como meta gerar e adaptar tecnologias que promovam o
desenvolvimento dos agronegócios em diversas regiões do Estado, levando em consideração as
potencialidades sócio-econômicas e climáticas em suas atividades.
       O projeto de educação ambiental “Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação”, implantado e
conduzido pelo Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro Norte -
Pindorama (antiga Estação Experimental de Pindorama), tem como objetivo promover a educação
ambiental, desenvolvendo, com alunos da rede pública e particular, conceitos de uso e ocupação da água e
do solo de uma bacia hidrográfica e a importância da preservação dos recursos hídricos através de visitas
monitoradas à Unidade; e, oferecer capacitação a um grupo de 50 educadores com palestras e oficinas
pedagógicas para melhor atuação junto aos alunos da rede escolar e à comunidade regional.
       O projeto ainda incentiva as atividades relacionadas aos problemas ambientais regionais, tendo em
vista a gestão dos recursos naturais da região noroeste do Estado de São Paulo, com enfoque na melhoria
da qualidade hídrica da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande na gestão ambiental dos municípios
envolvidos.
       Iniciado na Unidade em 2005 e desenvolvido com recursos financeiros do Fundo Estadual de
Recursos Hídricos - FEHIDRO, repassados pelo Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Turvo e Grande -
CBH-TG, o projeto já atendeu 14.500 estudantes do ensino fundamental e médio de rede pública e
particular, capacitou 120 professores, envolvendo cerca de 35 municípios integrantes da Bacia Hidrográfica
dos Rios Turvo Grande -CBH-TG/ URGH 15.
       Essa ação foi possível devido à dedicação dos educadores dos municípios participantes que,
apesar de viverem realidades distintas, empenharam-se na tarefa de ampliar a percepção de seus
estudantes sobre a questão da preservação dos recursos naturais.
       Acredita-se que o conhecimento é o bem mais valioso que se pode oferecer aos jovens em formação
para que se tornem adultos responsáveis e conscientes de sua relação com o ambiente que os cerca.
Compartilhamos com você, caro educador, o interesse em garantir uma educação ambiental de qualidade.
       Esperamos que esse material seja útil na condução de atividades e discussões sobre o tema.
Lembre-se: ele foi elaborado para auxiliá-lo a transportar para a sala de aula, de maneira didática e
consistente, a reflexão sobre as escolhas que fazemos no dia-a-dia. A equipe de profissionais do Pólo
Regional Centro Norte espera ainda que ocorra uma grande interação entre o trabalho realizado nesta
Instituição de Pesquisa e o desenvolvido nas Instituições de Ensino, em busca de resultados inovadores na
formação de agentes multiplicadores.
       Contamos mais uma vez com seu apoio, e agradecemos a confiança e dedicação ao programa.
Bom trabalho!

                Apta - Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama)


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Sobre o tema

Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação

           O modo de vida da sociedade contemporânea tem causado inúmeros impactos negativos aos
ecossistemas como: alterações climáticas, poluição dos recursos hídricos, poluição do ar, perda de
biodiversidade, esgotamento de recursos naturais, comprometendo assim a continuidade da existência do
planeta e da humanidade. Em geral, isso ocorre pela ação impensada e imediatista do ser humano perante
a natureza. Isso podendo ser observado no âmbito da agricultura em problemas como: erosão do solo,
assoreamento de rios, esgotamento da fertilidade dos solos, supressão da vegetação natural, ameaça da
fauna, qualidade do ar e comprometimento dos recursos hídricos.
           Quando falamos em sustentabilidade, de imediato pensamos em ações mais efetivas como
preservar áreas naturais, reciclar o lixo, economizar água e energia, conservar o solo, adotar fontes
alternativas de energia e não poluir. Neste contexto, a bacia hidrográfica é uma importante unidade de
estudo para o ensino e pesquisa, pois é uma área física considerada relevante em planejamento e
execução de atividades sócio-econômicas, ambientais, culturais e educativas.
           A dimensão ambiental desse tema torna o ensino mais dinâmico e participativo, na medida em que
prioriza as relações interdisciplinares. Nesta unidade se caracterizam e integram conhecimentos relativos a
relevo, clima, flora, fauna, uso e ocupação do solo e modelos de gestão ambiental. Desta forma, este projeto
tem como objetivos: proporcionar aos professores a oportunidade de junto com seus alunos observar e
pesquisar no campo os temas abordados em sala de aula; identificar os impactos causados pela ocupação
humana e refletir sobre possíveis maneiras de minimizá-los; contribuir com a formação dos estudantes,
além de incentivar a reflexão sobre os problemas ambientais regionais e propor soluções, articulando a
integração de ações educativas nas cidades integrantes do Comitê de Bacia dos Rios Turvo, Grande e
mesmo de outros comitês e outras instituições parceiras, visando a sustentabilidade do desenvolvimento
regional, com proteção de corpos de água e florestas da região.
           Tanto a escola como a sociedade têm papéis decisivos na promoção de bons hábitos e
desenvolvimento consciente, especialmente porque as crianças e adolescentes se espelham nos adultos,
o que torna de igual importância o exemplo de pais e educadores. O estudante bem orientado faz escolhas
adequadas dentro e fora da escola.




   Vista geral da Microbacia ‘‘Córrego da Olaria” situada no Pólo Regional Centro Norte

 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                  5
Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama)

       O Pólo Regional Centro Norte pertencente a Apta - Agência Paulista de Tecnologia Agrícola, órgão
da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, localiza-se na Rodovia Washington
Luiz, km 372, município de Pindorama, possui uma área de 532ha e tem seu raio de influência distribuído
por 18 municípios do EDR de Catanduva, 19 municípios do EDR de São José do Rio Preto, 10 municípios do
EDR de Jaboticabal, 03 municípios do EDR de Araraquara e 2 municípios do EDR de Barretos.
       A criação desta Unidade originalmente como Estação Experimental de Pindorama ligada ao Instituto
Agronômico de Campinas (IAC) deu-se na década de 30, com a finalidade de buscar alternativas para a
substituição da monocultura cafeeira e criar novas tecnologias para essa lavoura.
       Neste ano de 2011 a Unidade completará 77 anos e inúmeras são as contribuições para a
agricultura regional proporcionadas pelas pesquisas desenvolvidas. Atualmente desenvolve trabalhos de
melhoramento vegetal em várias culturas, técnicas de cultivo, conservação do solo, plantio direto,
fitopatologia e estudo de novas alternativas agrícolas. Ao lado da experimentação, a produção de sementes
ocupa lugar de destaque na atuação da sede do Pólo. Algumas características particulares, como a
manutenção de 120ha de matas nativas, transformadas em Reserva Biológica pela Lei nº 4.960 de janeiro
de 1986, abrem perspectivas para estudos de fauna e flora regionais, e desenvolvimento de projetos
alternativos de educação ambiental com visitas educativas, e mesmo ecoturismo.
       O Pólo apresenta em seus limites a microbacia hidrográfica do Córrego da Olaria com uma extensão
de 11 Km² a qual contribui para o Ribeirão São Domingos, pertencente a bacia hidrográfica dos rios Turvo e
Grande, que percorre um trecho de 2km nos limites da Unidade, constituindo um patrimônio natural
importante para região.
       O tema meio ambiente sempre esteve em evidência nas atividades e inovações tecnológicas do
Pólo Regional Centro Norte. Há registros de visitas monitoradas desde a década de 40, com participação da
comunidade em geral (produtores, alunos e instituições pedagógicas).
       Com as ações de temática em educação ambiental esta Instituição de Pesquisa justifica sua
existência perante a comunidade e cumpre com sua missão de gerar e transferir conhecimentos em nível
regional, viabilizando um trabalho pedagógico através da conceituação de bacia hidrográfica, preservação
de recursos hídricos e práticas conservacionistas, monitorando atividades de aprendizado no projeto de
educação ambiental desenvolvido dentro dos limites do Pólo.




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Bacia Hidrográfica

          Uma bacia hidrográfica é o conjunto de terras que direcionam a água das
precipitações para um curso de água e seus afluentes. Consiste em um sistema que integra
as conformações de relevo e drenagem. A formação da bacia hidrográfica dá-se através dos
desníveis dos terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.
          Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes e que pode ser
determinado nas cartas topográficas. As águas superficiais, originárias de qualquer ponto da área
delimitada pelo divisor, saem da bacia passando pela seção definida e a água que precipita fora da área da
bacia não contribui para o escoamento na seção considerada. Assim, o conceito de bacia hidrográfica pode
ser entendido através de dois aspectos: Rede Hidrográfica e Relevo. Em qualquer mapa geográfico as
terras podem ser subdivididas nas bacias hidrográficas dos vários rios.
          Um bom exemplo é o que ocorre com o rio São Domingos que possui um trecho de dois quilômetros
dentro dos limites do Pólo e seqüencialmente um trecho de aproximadamente quatro quilômetros no
município de Pindorama. Entre o Pólo e o perímetro urbano, o rio São Domingos apresenta em suas
margens dois afluentes popularmente conhecidos como “Córrego da Olaria” e “Córrego do Lima”. O
Córrego do Lima encontra o rio São Domingos em uma área localizada na periferia da cidade. Nos limites do
Pólo, situa-se a Microbacia do “Córrego Olaria” com uma área de onze quilômetros quadrados (figura
abaixo), é rica em nascentes como a denominada “Mina do Cacau”. Essa mina contribui para formação do
açude principal, que por sua vez forma o Córrego Olaria que percorre seis quilômetros na Unidade e
finalmente deságua no Rio São Domingos que segue sua trajetória integrando-se a Bacia Hidrográfica dos
Rios Turvo e Grande.




  Grupo de alunos reconhecendo a Bacia Hidrográfica do Córrego Olaria no Pólo Regional Centro Norte.


Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                   7
Atividades Oferecidas pelo Projeto
Curso de capacitação de educadores
       O curso de capacitação de educadores tem o objetivo de proporcionar aperfeiçoamento, ampliando
os conhecimentos na temática ambiental relacionada a recursos hídricos, usos e ocupação do solo e da
água na Bacia Hidrográfica e realidade regional dos educadores. Serão oferecidas palestras (aulas
teóricas) e oficinas (aulas práticas) com equipe técnica especializada que dará suporte didático e técnico
para que os professores tenham maior segurança em desenvolver os conceitos apresentados na cartilha
convite junto aos alunos e desenvolver, através de equipes interdisciplinares, um trabalho de
conscientização com os alunos em conceitos técnicos acerca de recursos hídricos, conservação do solo e
reconhecimento de bacia hidrográfica.
       O curso será dividido em três módulos com dois encontros mensais para seu desenvolvimento
durante 12 meses, com carga horária de 192 horas/atividades.
       Para participação do curso as unidades escolares e/ou professores deverão entrar em contato
com o Pólo Regional Centro Norte pelo telefone: (17) 3572-1592/2208 ou via e-mail:
polocentronorte@apta.sp.gov.br, romulo@apta.sp.gov.br e conceicao@apta.sp.gov.br.




Visita monitorada ao Pólo Regional Centro Norte
       Foram elaboradas vinte e quatro atividades de acordo com o conteúdo programático da disciplina de
Ciências e Biologia do ensino fundamental e médio, respectivamente, para serem realizadas em campo.
       Para cada série foi definido um conjunto de atividades diferentes que mudarão a cada semestre.
Monitores ambientais do Pólo Regional Centro Norte, devidamente treinados, acompanharão os
estudantes ao campo e conduzirão atividades práticas
Para o agendamento das visitas, as unidades escolares deverão entrar em contato com o Pólo Regional
Centro Norte pelo telefone: (17) 3572-1592/2208 ou via e-mail: polocentronorte@apta.sp.gov.br;
conceicao@apta.sp.gov.br e romulo@apta.sp.gov.br.


*Importante*
       O tempo mínimo para realização das aulas práticas é de duas horas e meia, motivo pelo qual
solicitamos aos visitantes pontualidade nos horários de chegada ao Pólo Regional. Assim todo conteúdo
poderá ser desenvolvido adequadamente, e os objetivos atingidos.
Horários: * Manhã: chegada às 8:00 hs
           * Tarde: chegada às 13:00 hs
       A equipe, preocupada com a qualidade do trabalho e a segurança, estipulou o número máximo de 30
estudantes em cada visita. Todos os estudantes devem estar uniformizados e com roupas apropriadas para
a visita monitorada na Instituição.




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Atividades Pedagógicas em Visitas Monitoradas
As atividades educativas estão distribuídas de acordo com as séries.
                                                                                             Ensino
                                                                        Ensino Fundamental   Médio /
                                          ATIVIDADES                                         Técnico
                                                                     1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º
            1. Apresentando o Pólo: os alunos assistem a uma
            apresentação com slides do Pólo e tem uma visão inicial
            ordenada do conjunto de usos cotidianos da água, passando-se X X X X X X X X X X X
            para suas formas de obtenção na natureza e de transformação
            para a utilização na agricultura para a vida humana.

            2. Mapas: são entregues aos alunos mapas denominados
            “Mapa Pólo” e “Mapa dos Pontos de Água” para que estes X X X X X X X X X X X
            acompanhem o trajeto guiando-se através deles.



            3. Conhecendo Jardim Sensorial e Estufa
            Alunos percorrem os canteiros com vendas nos olhos.
            Quem aceitar o convite terá a oportunidade de valorizar os
            outros sentidos para identificar as plantas, conhecendo-as
            através do cheiro, forma e textura. Após o percurso, os
            visitantes deverão responder a um breve questionário onde
            deixarão registradas suas experiências.
            Os canteiros são compostos por plantas de texturas, cheiros
            ou paladares diferentes. A estufa flores de coloridas e X X X X X X X X X X X
            formas diversificadas.
            O jardim sensorial possui grande influência oriental,
            manifestando-se através de quatro sentidos do corpo
            humano: O tato, através das texturas das plantas, A
            audição, com os repuxos d'água, A visão, através das cores
            exuberantes e, finalmente O olfato com os aromas das
            espécies.




            4. Zé Semente: os alunos, utilizando copo descartável, meia,
            serragem, substrato e alpiste confeccionam um “boneco” para X X
            que observem posteriormente a germinação da semente.

            5. Animais no Açude: os alunos exploram as margens do
            açude retirando filhotes de peixes e insetos aquáticos que X X
            vivem no mesmo.
            6. Entendendo um viveiro: os alunos exploram o viveiro da
            Unidade, conhecendo diversos tipos de hortas e mudas de X X X X X X X X X X X
            árvores.




Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                 9
Ensino
                                                                     Ensino Fundamental    Médio /
                           ATIVIDADES                                                      Técnico
                                                                   1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º
     7. Conhecendo Culturas: os alunos visitam campos e ensaios
     de culturas instaladas no Pólo. Discutem sobre a planta X X X X X X X X X X X
     estudada e técnicas utilizadas na condução do experimento
     desenvolvido.

     8. Simulador de Chuva: o monitor utiliza duas bandejas de
     plástico sendo uma com solo nu, outra com solo protegido X X
     por vegetação e um regador para demonstrar aos alunos o
     resultado do impacto da água (erosão) nos diferentes solos.

     9. Movimento da Terra: os alunos acompanham a
     simulação dos movimentos da terra (translação e rotação)         X X X
     com um globo terrestre.

     10. Aprendendo a importância da prática de
     conservação do Solo: os alunos aprendem o conceito e
     utilidade das praticas de conservação do solo
     desenvolvida na Unidade, através da observação e                 X X X X X X X X X X
     exploração das práticas conservacionistas como: Curva
     de nível e desnível, caixa de retenção, levantamento de
     estradas, construção paliçadas e estabilização de
     voçoroca.

     11. Explanação na Mata: os alunos visitam a mata e
     participam de uma explanação sobre os principais
     conceitos relacionados com os tipos de poluição
     decorrentes de atividades humanas para permitir a                   X X X X X X X X X
     identificação dos principais aspectos que influem na
     avaliação da qualidade dos mananciais disponíveis ou
     alterados pelo uso humano.

     12. Procurando e Conhecendo flora local: Os alunos
     encontram arvores marcadas na trilha e descobrem através de         X X X X X X X X X
     texto informativo suas características e utilização.

     13. Análise com Ecokit: os alunos acompanham uma
     análise da água da nascente e do açude formado dela,
                                                                         X X X X X X X X X
     usando parâmetros como temperatura, oxigênio, dureza,
     ph e outros.




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Ensino
                                                                         Ensino Fundamental    Médio /
                                           ATIVIDADES                                          Técnico
                                                                       1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º

            14. Disco de Sechi: os alunos realizam a medição da             X X X X X X X X X
            turbidez da água, interpretando seu resultado.

            15. Uso Racional da Água de Irrigação: os alunos
            observam tipos de irrigação por microaspersor e
                                                                               X X X X X X X X
            gotejamento, compreendendo a importância do uso
            racional da água.

            16. Globo Terrestre: há uma comparação da quantidade
            de água e terra existente no planeta e da água doce em             X       X
            comparação com a salgada.

            17. Perfil do Solo: os alunos observam a gênese do solo
            diferenciando cores, texturas e camadas existentes no           X X X X X X X X X
            perfil e sua importância.


            18. Conhecendo a hidroponia: os alunos conhecem o
                                                                            X X X X X X X X X
            cultivo hidropônico (cultivo na água) e sua importância.


            19. Afunda ou Flutua: os alunos acompanham vários
            objetos de diferentes tamanhos e formas serem
                                                                                   X       X
            ‘‘jogados” na água, compreendendo diferença de
            tamanho, densidade e peso.




Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                   11
Ensino
                                                                 Ensino Fundamental    Médio /
                          ATIVIDADES                                                   Técnico
                                                               1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º

     20. Reconhecendo uma bacia hidrográfica: os alunos
     identificam a microbacia hidrográfica “Córrego da              X X X X X X X X X
     Olaria” localizada na Unidade.



     21. Aprendendo história do café no Pólo: os alunos
     visitam o terreiro de café na Unidade e recebem
                                                                                        X X X X X
     informação sobre os experimentos científicos
     desenvolvidos com esta cultura.


     22. Usando o Microscópio: os alunos observam no
     aparelho amostras de: água, insetos, células de animais                      X X X X X X
     e vegetais.


     23. Conhecendo uma Estação Meteorológica: os
     alunos visitam a estação meteorológica descobrindo a
     utilidade de cada equipamento e qual a importância dos                             X X X X X
     dados meteorológicos e pluviométricos para a
     agricultura.


     24. Água e Eletricidade: o monitor leva os alunos para
     conhecer casa de eletro bombas, onde há explanação                                 X X X X X
     sobre: energia, trabalho e motores elétricos.




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Sugestões de Atividades
Após a capacitação, onde os educadores tiveram contato com conceitos técnicos e sob uma ótica
interdisciplinar, eles deverão transmitir aos alunos na sala de aula esses conceitos. Esse trabalho deverá
envolver disciplinas como Língua Portuguesa, História, Geografia, Educação Artística, Matemática, Inglês
e outras. O trabalho pedagógico interdisciplinar é de fundamental importância para que haja assimilação
pelos alunos. O educador assume papel fundamental nessa fase do projeto de Educação Ambiental onde
deverá dominar os assuntos abordados na capacitação e correlacioná-los com atividades práticas
desenvolvidas com os alunos. Entende-se que esse seja um dos pontos de estrangulamento para o
sucesso do projeto, pois essas atividades deverão conter os conceitos técnicos abordados e acima de tudo
fazer com que o aluno se interesse pelo universo apresentado, assimilando e vivenciando novas atitudes.
Seguem algumas atividades que poderão ser desenvolvidas em sala de aula:




Uso, ocupação do solo e da água da Bacia Hidrográfica
Competências e habilidades: coletar informações e elaborar texto, comparar dados e tirar conclusões.

Procedimento: Levar alunos a campo para reconhecimento da bacia hidrográfica onde sua escola está
situada, orientar os alunos para entrevistar pessoas mais velhas (avós, tios, pais e irmãos), procurando
identificar as mudanças ocorridas na região, como era a paisagem, os rios e a economia da região.
Descobrir, também, quais eram as principais culturas e se existiam festas ou comemorações temáticas.
Coletar fotos, documentos ou jornais antigos. Promover a educação ambiental através de pesquisas
temáticas, além de resgatar a valorização da cultura popular da região e o fortalecimento dos vínculos
familiares e sociais.

Ação: produzir textos com informações colhidas e comparar os hábitos de outros tempos com os de hoje,
assim como soluções dos problemas referentes aos recursos hídricos regionais, agricultura e economia.
Montar exposições antes e depois, comparando locais com fotos ou desenhos. Explorar a mudança, o que
foi bom e o que foi ruim.

Divulgação: apresentar um painel com fotos e figuras sobre o tema “Passado, presente e futuro”.




Atividade de campo com monitor do projeto                                           Pesquisas Temáticas


Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                13
Pelos Caminhos da Água                                                      Planeta Água
                                                                             Composição: Guilherme Arantes
 Competências e habilidades: consultar diferentes fontes, ler,               Água que nasce na fonte
 interpretar e organizar informações do texto.                               Serena do mundo
                                                                             E que abre um
 Procedimento: trabalhar a música por meio da leitura e                      Profundo grotão
 execução e passar algumas perguntas de interpretação.                       Água que faz inocente
                                                                             Riacho e deságua
 Ação: responder as perguntas e fazer uma pesquisa sobre o ciclo
                                                                             Na corrente do ribeirão...
 da água, e a sua utilização pelo ser humano.                                n
                                                                             Águas escuras dos rios Que levam
 * Quais são os personagens que aparecem na música? Explique                 A fertilidade ao sertão
 como cada pessoa está envolvida no ciclo da água.                           Águas que banham aldeias
                                                                             E matam a sede da população...
 * Que situações descritas na música ocorrem em sua cidade? E                n
 na zona rural?                                                              Águas que caem das pedras
                                                                             No véu das cascatas
 * De onde vem a água que você recebe em casa? Essa água foi                 Ronco de trovão
 tratada? Caso tenha sido, onde ocorreu esse tratamento?                     E depois dormem tranqüilas
                                                                             No leito dos lagos
 * Para onde vai a água que você e seus familiares utilizam em               No leito dos lagos...
 casa?                                                                       n
                                                                             Água dos igarapés
 Divulgação: transformar a pesquisa em desenhos,                             Onde Iara, a mãe d'água
 representando todas as etapas pesquisadas, até o tratamento do              É misteriosa canção
                                                                             Água que o sol evapora
 esgoto.                                                                     Pro céu vai embora
                                                                             Virar nuvens de algodão...
                                                                             n
                                                                             Gotas de água da chuva
                                                                             Alegre arco-íris
                                                                             Sobre a plantação
                                                                             Gotas de água da chuva
                                                                             Tão tristes, são lágrimas
                                                                             Na inundação...
                                                                             n
                                                                             Águas que movem moinhos
                                                                             São as mesmas águas
                                                                             Que encharcam o chão
                                                                             E sempre voltam humildes
                                                                             Pro fundo da terra
                                                                             Pro fundo da terra...
                                                                             n
                                                                             Terra! Planeta Água...(6x)
                                                                             n
                                                                             Água que nasce na fonte
                                                                             Serena do mundo
                                                                             E que abre um
                                                                             Profundo grotão
                                                                             Água que faz inocente
                                                                             Riacho e deságua
                                                                             Na corrente do ribeirão...
                                                                             n
                                                                             Águas escuras dos rios
                                                                             Que levam a fertilidade ao sertão
                                                                             Águas que banham aldeias
                                                                             E matam a sede da população...
                                                                             n
                                                                             Águas que movem moinhos
                                                                             São as mesmas águas
                                                                             Que encharcam o chão
                                                                             E sempre voltam humildes
                                                                             Pro fundo da terra
                                                                             Pro fundo da terra...
                                                                             n
                                                                             Terra! Planeta Água...(6x)
 Maquete “Microbacia Córrego da Olaria”

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Produção de Tintas de Solo
    A tinta é uma mistura de pigmentos, liquidos e colas.
    A tinta de terra utiliza o pigmento de origem mineral (solo) como produção artesanal.

   Produção de tintas
   A coleta do solo:
   Os cuidados para coleta do solo são importantes, pois definem parte da qualidade da tinta e
   atenção como meio ambiente. Extrair amostras de 1 kg. Preparação do Solo
   Consiste em destorroar e peneirar o solo (podemos fazer com um martelo e uma peneira de
   trama fina 2 mm). Importante descartar pedras e raízes, para obter um pó fino e uniforme.
   Para produzir boa tinta o ideal é obter o máximo de silte e argila, pois elas possuem as cores
   mais vivas.

   A produção da tinta:
   Para uma lata de 18 litros de tinta com solo, cola branca e água. Precisaremos de 1 balde de
   20 litros, 1 balança, 1 colher de pau, 4 kg de PVA (cola branca), 8 litros de água e 8 kg solo
   preparado.
   Coloque água e adicione 4 kg de solo. Misture bem, adicione mais 2 litros de água e o
   restante do solo. Continue a misturar. Quando obtiver uniformidade, adicione os 4 kg de
   PVA, lave o recipiente de cola com restante da água e adicione a mistura, mexendo até
   uniformizar. Para facilitar, é só lembrar das proporções: 1 medida de cola, para 2 de água e 2
   de solo.
                                         Fonte: Cores da Terra: fazendo tinta com terra! texto Anôr Fiorini de Carvalho et all




Atividade confecção de tinta de solo




                                                                                          Pintura com tintas de solo



Exposição de telas pintadas com tinta de solo
Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                                      15
Porosidade do solo e infiltração de água
     Competências e habilidades: Observar a partir de práticas como a textura do solo interfere na
     porosidade e velocidade de infiltração da água.

     Procedimento: Após a explicação dos conceitos de textura e porosidade do solo realizar duas
     atividades para verificar a velocidade de infiltração de água no solo.

     Material necessário: Pedaços de espuma de diferentes densidades, garrafas PET inteiras e
     cortadas, água e amostras de solo com diferentes texturas.

     Ações: Atividade 1- Pegar as espumas e jogar vagarosamente a água sobre cada pedaço.
     Observar e explorar as perguntas:

     A quantidade de água que fica retida nas diferentes espumas é a mesma?

     Algumas das espumas deixa a água passar livremente?

     Alguma espuma não deixa a água passar?

     Atividade 2 - Cortar duas garrafas PET pela metade e encaixar a parte do gargalono interior da
     outra metade amarrando um pano no término do funil que se formará como na figura 1 abaixo.
     Preencher parte do recipiente com solos diferentes e depois com água e observar a velocidade de
     infiltração da água.

     Observar e explorar as perguntas:

     Por que ocorre diferença na velocidade de infiltração da água?

     Como isso pode ser prejudicial no nosso solo?




Figura 01. Esquema de montagem do experimento             Figura 02. Realização do experimento com as três amostras



       Fonte: YOSHIOKA, M.H., LIMA, M.R. de. Experimentoteca de solos: infiltração e retenção da água no solo.
               Arquivos da APADEC, Maringá, v. 8, n. 1, p. 63-66, 2004.

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Conhecendo o nosso solo
     1. Verificando o que existe no solo
     Material necessário: frasco de vidro transparente; panela pequena; tampa de panela (pode ser maior que a
        panela); saquinho de terra comum de jardim; fogão ou bico de Bunsen e água.
     Procedimentos e questões:
     a) Coloque terra no frasco até mais ou menos sua metade. Vagarosamente, derrame água na terra. Anotar
        o que foi observado.
     b) Como você explica o que observou? É possível acentuar esse efeito? Como?
     c) Coloque o restante da terra seca na panela e peça a um adulto que leva à chama do fogão por alguns
        minutos, até aquecer a terra. O que você observou?
     d) Peça ao professor que segure a tampa sobre a panela onde a terra está sendo aquecida.
     e) O que foi observado?
     f) Que conclusão você tira deste experimento?

     *Observação: para um melhor aproveitamento da atividade, desenvolvê-la em conjunto com o professor de
     português com a atividade “Pelos caminhos das águas”.


     2. Verificando alguns componentes do solo
     Material necessário: funil; garrafa de vidro transparente; duas porções de terra preta; pequena bacia de
     plástico; panela e água.
     Procedimentos e questões:
     a) Usando a bacia, lave uma das porções de terra e reserve a outra. Para lavar a terra, despeje água sobre
        ela, mexa e deixe descansar por meia hora. Escorra então a água, deixando no fundo da bacia o material
        decantado.
     b) Posicione o funil, com um pouco de algodão, na boca da garrafa.
     c) Coloque no funil o material decantado (que ficou no fundo da bacia). Despeje um pouco de água limpa
        sobre ele. O que você observou?
     d) Como você explica o que observou?
     e) Coloque a outra porção de terra na panela e peça a um adulto que a leve ao fogo.
     f) Depois de um tempo, o que você observou?
     g) Como você explica esse resultado?
     h) Que componentes do solo você verificou através deste experimento?


     3. Verificando a variabilidade da vida animal
     Material necessário: porção de terra de jardim; porção de terra de quintal onde existam árvores frutíferas;
     porção de areia; luminária; peneira de cozinha; funil de plástico; pote de vidro (de maionese, por exemplo);
     pinça; lupa; pires; papel e lápis.
     Procedimentos e questões:
     a) Ponha o funil no pote e a peneira na abertura do funil. Acrescente a porção de terra de jardim na peneira.
        Posicione a luminária a uma pequena distância do conjunto peneira-funil-pote. Acenda a lâmpada e deixe
        por uma hora. Os minúsculos animais que vivem na terra fugirão da luz, passando pela peneira e caindo
        no pote.
     b) Desligue a lâmpada, retire a peneira e o funil. Despeje no pires os animais do pote.
     c) Separe-os cuidadosamente com a pinça e observe-os com a lupa. Em seu caderno, anote o tipo de terra
        usada, a quantidade de animais que observou e descreve (desenhe) suas formas. Repita o experimento
        aos outros tipos de solos. Lave os materiais entre um experimento e outro.
     d) Por que minúsculos animais que vivem na terra fugiram da luz?
     e) Em qual amostra de solo você verificou maior variedade de vida animal? Por quê?
     f) Compare os solos analisados com o solo da região onde você mora.




Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                                              17
Estação Meteorológica
 Competências e habilidades: coletar informações, comparar dados e tirar conclusões.
 Procedimento: construção de uma pequena estação meteorológica (biruta, anemômetro, pluviômetro e
 barômetro).
 * Biruta
 Material necessário: meia fina feminina, arame (30 cm), bambu (taquara ou cabo de madeira), barbante
 (50 cm) e tesoura.
 Corte a meia feminina na região do pé. Em seguida faça um arco (anel) com o arame, de forma que suas
 extremidades fiquem bem unidas.
 Prenda a abertura maior da meia no arame. Se for necessário, faça pequenos furos laterais na
 extremidade maior da meia e passe pequenos pedaços de barbante pelos buracos, amarrando e fixando a
 meia no anel de arame. Depois, prenda a biruta no bambu (ou cabo de madeira) com pedaços de
 barbante. Fixe o bambu em uma área mais aberta e verifique as mudanças de direção do vento.
 * Anemômetro
 Material necessário: 4 copos pequenos de plástico, 3 palitos de cerca de 20 cm (como de espetinho de
 churrasco), 1 caneta esferográfica (sem a carga), massa plástica, bambu (taquara ou cabo de madeira),
 fita adesiva e 1 tachinha.
 Pegue dois palitos de churrasco e faça um cruzamento entre eles, formando uma cruz. Prenda-os com
 massa plástica. Introduza outro palito perpendicularmente ao centro do sistema anterior usando a massa
 plástica ou tachinha para fixá-lo. Em seguida, coloque em cada ponta da cruz formada pelos palitos um
 copo pequeno de plástico, para isso faça furos laterais nos copinhos e use fita adesiva para fixá-los.
 Coloque o anemômetro dentro do tubinho vazio de caneta esferográfica e teste se o sistema apresenta
 movimento giratório. Prenda o sistema no bambu com fita adesiva e fixe o bambu em área aberta e
 verifique as alterações de velocidade do vento.
 * Barômetro
 Material necessário: 1 pote de vidro, 1 bexiga de aniversário, 1 lata vazia, 1 canudo de refresco, 1 régua
 pequena, elásticos, cola, tesoura e fita adesiva.
 Prenda com a fita adesiva a régua, em pé, na lata vazia. Alinhe uma determinada marcação da régua com
 a borda superior da lata. A bexiga deve ser cortada de modo que sua extensão seja suficiente para cobrir a
 boca do vidro por completo. Prenda-a com elásticos. Cole o canudo sobre a bexiga, partindo do centro.
 Mantenha a lata e o pote de vidro lado a lado. Mantenha o barômetro em local aberto.
 * Pluviômetro
 Material necessário: 1 garrafa plástica transparente (PET), 1 régua, cola, tesoura e fita adesiva.
 Corte a parte superior da garrafa. Coloque um pouco de água no fundo da garrafa, caso este seja irregular,
 deixando-o nivelado. Prenda a régua com fita adesiva do lado de fora da garrafa, sendo que a marcação 0
 cm deve estar nivelada com a margem de água no fundo da garrafa.
 Coloque o pluviômetro em lugar aberto sem risco de tombar.
 Ações: Os estudantes devem ser separados em grupos e com o auxilio do docente, cada grupo irá montar
 um equipamento de aferição dos fenômenos meteorológicos. Após os equipamentos terem sido
 montados, cada grupo deverá anotar os dados meteorológicos semanalmente durante 1 mês. Ao final de
 1 mês, os estudantes podem reunir e analisar os dados anotados por cada grupo.
 Para qual direção o vento mais se dirigiu?
 Qual o movimento mais observado no anemômetro? O rápido, o médio ou o anemômetro ficou mais
 tempo parado?
 Quais foram os dias que a pressão atmosférica, medida pelo barômetro, esteve mais alta? E mais baixa?
 Qual foi o valor da maior precipitação de chuva (em milímetros)? Qual o dia de maior precipitação? E o de
 menor? Qual foi a média mensal?
 Divulgação: apresentar um painel com gráficos informativos sobre os dados climáticos coletados e
 analisados.




          Estação Convencional                            Estação Automatizada

18                                                                        Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
O EDUCADOR COMO PROTAGONISTA NO
               PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O projeto de educação ambiental “ Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação” Fehdiro TG 355/2008
encontra-se em sua quarta continuidade de atividades. Desde 2005 o Pólo Regional Centro Norte- APTA
em parceria com as unidades escolares municipais e estaduais, pertecentes a Bacia Hidrográfica dos Rios
Turvo, Grande e até mesmo de outros Comitês, que participam projeto são responsáveis pela execução de
diversas ações ambientais relacionadas à educação formal. Os frutos desse trabalho já começaram a ser
colhidos, podendo ser observados pela mudança de atitudes dos estudantes e seu envolvimento nas
oficinas pedagógicas desenvolvidas nas escolas. Um bom exemplo é o próprio logo do projeto que foi a
representação da bacia hidrográfica realizada por duas estudantes da EMEF Wagner Hage do municipio
de Pindorama - SP, que participaram do projeto em 2005.

 No ano 2008, durante o VI Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos - água e
saneamento, evento realizado anualmente, pelo consórcio de comitês paulista na cidade de Avaré - SP, o
projeto recebeu o prêmio Melhores Práticas Significativas de Educação Ambiental em Recursos Hídricos e
em 2009 divulgando as ações regionais no VII Interbacia foi novamente premiado. Este prêmio é fruto das
atividades desenvolvidas na capacitação aos educadoresdo projeto e visitação monitorada. O Trabalho
intitulado “A Educação Ambiental Uma Ação Compartilhada entre Instituição de Pesquisa, Escola e
Comunidade” desenvolvido pela Escola Estadual de 1º e 2º Graus Gabriel Hernandes, da cidade de
Ariranha-SP ganhou como melhor painel, comprovando a importância da educação ambiental efetiva.

Neste ano de 2010 o projeto participou do VIII Diálogo com apresentação oral do trabalho “A Educação
Ambiental como Ferramenta Pedagógica em Temas Transversais” desenvolvido pelas escolas Municipais
dos municipios: Paraiso, Embauba e Cedral-SP.

Outro destaque deste ano foi participação de trabalhos em forma de apresentação oral e paniel no
Congresso Estadual dos Comitês Paulistas em São Pedro - SP e no congresso mundial de Ciências do
Solo realizado em Brisbana, Australia.

Toda a equipe do Pólo Regional Centro Norte- APTA se sente muito feliz e parabeniza toda equipe de
educadores e educandos participantes. E convida um novo grupo para participar desta nova etapa do
projeto onde busca-se a realização de atividades técnicas e pedagógicas diversificadas com o obejtivo de
“popularizar’’ o conceito técnico cientifico em relação a água, solo e o reconhecimento da Bacia
Hidrográfica. Despertando para a importancia dos recursos hidricos, o uso e ocupação do solo e da água
em uma bacia hidrogáfica, viabilizando o trabalho pedagógico e utilizando como área de estudo uma
microbacia situada em uma Instituição de Pesquisa com atividades de educação ambiental.




              Grupode Educadores em aula prática                Grupo de Educadores em
                       “Plantio Direto”                            palestra técnica

Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                             19
Trabalhos interdisciplinares realizados por alunos
            que participaram do Projeto
                         Artes




                  Pesquisas Temáticas




                                                               Confecção de
                                                               Maquetes


                  Produção de Textos




20                                      Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
OBJETIVO DO MILÊNIO




                           ESTAMOS NA DÉCADA DA ÁGUA!
               A Organização das Nações Unidas- ONU estabeleceu o período de 2005 a 2015 como a
Década Internacional para a Ação "Água para Vida". O dia definido para início oficial da Década foi
22 de março de 2005, aproveitando a comemoração anual do Dia Internacional da Água.
          Essa recomendação tem como objetivo dar uma maior importância para as questões
relacionadas ao recurso natural água , bem como a preservação dos recursos hídricos.
         Um alerta à crescente crise da água e cumprimento das Metas do Milênio, do Plano de
Implementação da Cúpula da Terra para o Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo e da
Agenda 21 são outros objetivos da Década.




Conheça e faça sua parte. Acesse:

www.objetivosdomilenio.org.br

www.facaparte.org.br


Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação                                        21
Referências para Consulta

     Vídeos
 Segue uma lista de vídeos sugeridos. Entre parênteses, destacamos as séries nas quais o tema
 é desenvolvido de forma mais aprofundada.


         A cidadela dos Robinsons: direção de Ken Anakin, EUA, 1960, 121 min, colorido. Aventura
 clássica, em que uma família de náufragos procura adaptar-se às dificuldades de viver numa ilha
 longe da civilização. Esse filme permite ao professor tecer comentários sobre a exploração de
 recursos naturais e a adaptação do ser humano ao meio ambiente (6º e 7º anos: recursos naturais,
 meio ambiente e sobrevivência).
         Ferngully, as aventuras de Zak e Crysta na floresta tropical: direção de Bill Kroyer, EUA,
 1992, 76 min, colorido. Desenho animado criado especialmente para a ECO-92, cuja trilha sonora foi
 consagrada por Elton John. E ecologia é o tema, e a devastação da floresta recebe o enfoque
 principal. O professor poderá tratar da ganância humana que leva ao desequilíbrio ecológico e à
 dizimação de espécies ainda desconhecidas. A magia e os entes da floresta representam os
 segredos que poderemos deixar de conhecer por causa de atitudes inconseqüentes. Caberá ao
 professor lembrar que a cura de inúmeras doenças que afetam a humanidade pode estar escondida
 nos segredos de uma floresta (6º e 7º anos: equilíbrio ecológico, extinção de espécies, recursos
 naturais).
         WALL-E: direção de Andrew Stanton, Disney, 2008, 92 minutos, Animação, colorido. Após
 entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e
 passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com
 robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em
 funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo
 existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que
 encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo
 e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada (6º ano:
 desequilíbrio, lixo).
         llha das Flores: direção de Jorge Furtado, Brasil, 1989, 12 minutos, colorido. Um tomate é
 plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Fim?
 Não. Ilha das Flores o persegue até seu verdadeiro destino, entre animais, lixo, mulheres e crianças.
 E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos (6º ano: cadeia
 alimentar, lixo).




22                                                                   Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
Relacionamos alguns sites de interesse, quando não estiver especificada a indicação
PROFESSOR, significa que o endereço apresenta conteúdo de fácil consulta para os estudantes.
Mas, antes de indicá-los para a classe seria conveniente conferi-los. Primeiro, avaliar se os
estudantes têm prontidão para aquele assunto; segundo, porque alguns sites trazem modelos de
experimentos que devem ser controlados e coordenados pelo professor.


Sites
Http://educar.sc.usp.br/youcan
www.agenda21.org.br
www.ana.gov.br
www.cienciaonline.org
www.educarede.org.br (PROFESSOR) www.ibama.gov.br
www.mec.gov.br/sef/ambiental (PROFESSOR)
 www.mma.gov.br
www.uol.com.br/cienciahoje
www.uol.com.br/novaescola (PROFESSOR)
/www.planetaorganico.com.br/entrev-microbacia.htm
www.meioambientecriancas.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7
www.microbacias.rj.gov.br/
www.escola.agrarias.ufpr.br/
www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdfSOLO NA ESCOLA
www.planetaorganico.com.br/entrev-microbacia.htm
www.meioambientecriancas.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7
www.microbacias.rj.gov.br/
www.escola.agrarias.ufpr.br/
www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf
www2.cead.ufv.br/espaçoProdutor/scripts/inicio.phd
www.cdcc.sc.usp.br/quimica/link.html (PROFESSOR)
www.5elementos.org.br
www.sma.sp.gov.br
www.soaresoliveira.br/projetoagua/
www.cetesb.sp.gov.br
www.sabesp.com.br
www.ana.gov.br
www.uniagua.org.br (PROFESSOR)
www.redeciga.ning.com/(PROFESOR)
www.apta.sp.gov.br(PROFESSOR)
www.iac.sp.gv.br(PROFESSOR)
www.ambiente.sp.gov.br/crh.php(PROFESSOR)
www.agua.bio.br/(PROFESSOR)




             VISITEM O BLOG DO PROJETO
http://projetobaciahidrografica.blogspot.com/
ESTAMOS ESPERANDO VOCÊS !!!
    Venham participar desta aula prática e divertida no Pólo
    Regional Centro Norte, em Pindorama. Aqui você aprenderá
    como conservar os recursos naturais e, consequentemente,
    seu FUTURO !!!




                     EQUIPE TECNICA

                        Coordenador:
                  Antonio Lucio Mello Martins

                     Monitores ambientais:
                     Maria Conceição Lopes
               Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo
                  Romulo Sensuline Valaretto
                Fernando Henrique Albergante
                      Everton Luis Finoto
                        Célio Luis Justo
                   Aparecido Valdir Cabrera
                 Antonio Severino Benevente




BLOG : http://projetobaciahidrografica.blogspot.com/

  Endereço:
  Pólo Regional Centro Norte (Est. Experimental de Pindorama)
  Rod. Washington Luiz, km 372. Cx Postal 24
  CEP 15830-000, PINDORAMA, SP
  Contatos: (17) 3572-2208 / 3572-1592
  polocentronorte@apta.sp.gov.br

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Apta Manual do Educador

  • 1. Manual do Educador Apoio: COMITÊ DA BACIA FundAg FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA AGRÍCOLA HIDROGRÁFICA TURVO / GRANDE Realização: SECRETARIA DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO
  • 2. Autoria e Produção: Antonio Lucio Mello Martins, Fabiana de Souza Gouveia, Maria Conceição Lopes, Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo, Rômulo Sensuline Valaretto, Tereza Cristina Tarlé Pissarra Imagens: Antonio Severino Benevente Reallização: Apta - Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama) Apoio: Fundo Estadual de Recursos Hídricos - FEHIDRO. Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande CBH-TG, Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola - FUNDAG, Centro de Estudos Agroambientais de Pindorama CAPIN Agradecimentos: Secretaria Estadual de Educação de São Paulo e Diretorias Municipais de Educação
  • 3. Índice Caro Educador ...................................................................................................4 Sobre o tema .......................................................................................................5 Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação ..........................................5 Pólo Regional Centro Norte ...............................................................................6 Bacia Hidrográfica .............................................................................................7 Atividades oferecidas pelo Projeto ...................................................................8 Curso de capacitação de educadores ...............................................................8 Visita ao Pólo Regional Centro Norte ................................................................8 Atividades Pedagógicas em Visitas Monitoradas ............................................9 Sugestões de Atividades .................................................................................13 Hora da Colheita ...............................................................................................19 Os Objetivos do Milênio ...................................................................................21 Referências para Consulta ..............................................................................22 Videos ...............................................................................................................22 Bibliografia ......................................................................................................23 Site ....................................................................................................................23
  • 4. Caro Educador, A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, gerencia e executa atividades de ciência e tecnologia para a agropecuária. É estruturada nas atividades de seus Institutos de Pesquisas: IAC (Instituto Agronômico de Campinas), IB (Instituto Biológico), IEA (Instituto de Economia Agrícola), IP (Instituto de Pesca), ITAL (Instituto de Alimentos) e IZ (Instituto de Zootecnia) e 15 Pólos Regionais com a administração central sediada no município de Campinas - SP. Os 15 Pólos Apta apresentam 34 Unidades de Pesquisa e Desenvolvimento (UPDs) que têm como meta gerar e adaptar tecnologias que promovam o desenvolvimento dos agronegócios em diversas regiões do Estado, levando em consideração as potencialidades sócio-econômicas e climáticas em suas atividades. O projeto de educação ambiental “Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação”, implantado e conduzido pelo Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro Norte - Pindorama (antiga Estação Experimental de Pindorama), tem como objetivo promover a educação ambiental, desenvolvendo, com alunos da rede pública e particular, conceitos de uso e ocupação da água e do solo de uma bacia hidrográfica e a importância da preservação dos recursos hídricos através de visitas monitoradas à Unidade; e, oferecer capacitação a um grupo de 50 educadores com palestras e oficinas pedagógicas para melhor atuação junto aos alunos da rede escolar e à comunidade regional. O projeto ainda incentiva as atividades relacionadas aos problemas ambientais regionais, tendo em vista a gestão dos recursos naturais da região noroeste do Estado de São Paulo, com enfoque na melhoria da qualidade hídrica da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande na gestão ambiental dos municípios envolvidos. Iniciado na Unidade em 2005 e desenvolvido com recursos financeiros do Fundo Estadual de Recursos Hídricos - FEHIDRO, repassados pelo Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Turvo e Grande - CBH-TG, o projeto já atendeu 14.500 estudantes do ensino fundamental e médio de rede pública e particular, capacitou 120 professores, envolvendo cerca de 35 municípios integrantes da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo Grande -CBH-TG/ URGH 15. Essa ação foi possível devido à dedicação dos educadores dos municípios participantes que, apesar de viverem realidades distintas, empenharam-se na tarefa de ampliar a percepção de seus estudantes sobre a questão da preservação dos recursos naturais. Acredita-se que o conhecimento é o bem mais valioso que se pode oferecer aos jovens em formação para que se tornem adultos responsáveis e conscientes de sua relação com o ambiente que os cerca. Compartilhamos com você, caro educador, o interesse em garantir uma educação ambiental de qualidade. Esperamos que esse material seja útil na condução de atividades e discussões sobre o tema. Lembre-se: ele foi elaborado para auxiliá-lo a transportar para a sala de aula, de maneira didática e consistente, a reflexão sobre as escolhas que fazemos no dia-a-dia. A equipe de profissionais do Pólo Regional Centro Norte espera ainda que ocorra uma grande interação entre o trabalho realizado nesta Instituição de Pesquisa e o desenvolvido nas Instituições de Ensino, em busca de resultados inovadores na formação de agentes multiplicadores. Contamos mais uma vez com seu apoio, e agradecemos a confiança e dedicação ao programa. Bom trabalho! Apta - Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama) 4 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 5. Sobre o tema Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação O modo de vida da sociedade contemporânea tem causado inúmeros impactos negativos aos ecossistemas como: alterações climáticas, poluição dos recursos hídricos, poluição do ar, perda de biodiversidade, esgotamento de recursos naturais, comprometendo assim a continuidade da existência do planeta e da humanidade. Em geral, isso ocorre pela ação impensada e imediatista do ser humano perante a natureza. Isso podendo ser observado no âmbito da agricultura em problemas como: erosão do solo, assoreamento de rios, esgotamento da fertilidade dos solos, supressão da vegetação natural, ameaça da fauna, qualidade do ar e comprometimento dos recursos hídricos. Quando falamos em sustentabilidade, de imediato pensamos em ações mais efetivas como preservar áreas naturais, reciclar o lixo, economizar água e energia, conservar o solo, adotar fontes alternativas de energia e não poluir. Neste contexto, a bacia hidrográfica é uma importante unidade de estudo para o ensino e pesquisa, pois é uma área física considerada relevante em planejamento e execução de atividades sócio-econômicas, ambientais, culturais e educativas. A dimensão ambiental desse tema torna o ensino mais dinâmico e participativo, na medida em que prioriza as relações interdisciplinares. Nesta unidade se caracterizam e integram conhecimentos relativos a relevo, clima, flora, fauna, uso e ocupação do solo e modelos de gestão ambiental. Desta forma, este projeto tem como objetivos: proporcionar aos professores a oportunidade de junto com seus alunos observar e pesquisar no campo os temas abordados em sala de aula; identificar os impactos causados pela ocupação humana e refletir sobre possíveis maneiras de minimizá-los; contribuir com a formação dos estudantes, além de incentivar a reflexão sobre os problemas ambientais regionais e propor soluções, articulando a integração de ações educativas nas cidades integrantes do Comitê de Bacia dos Rios Turvo, Grande e mesmo de outros comitês e outras instituições parceiras, visando a sustentabilidade do desenvolvimento regional, com proteção de corpos de água e florestas da região. Tanto a escola como a sociedade têm papéis decisivos na promoção de bons hábitos e desenvolvimento consciente, especialmente porque as crianças e adolescentes se espelham nos adultos, o que torna de igual importância o exemplo de pais e educadores. O estudante bem orientado faz escolhas adequadas dentro e fora da escola. Vista geral da Microbacia ‘‘Córrego da Olaria” situada no Pólo Regional Centro Norte Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 5
  • 6. Pólo Regional Centro Norte (Estação Experimental de Pindorama) O Pólo Regional Centro Norte pertencente a Apta - Agência Paulista de Tecnologia Agrícola, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, localiza-se na Rodovia Washington Luiz, km 372, município de Pindorama, possui uma área de 532ha e tem seu raio de influência distribuído por 18 municípios do EDR de Catanduva, 19 municípios do EDR de São José do Rio Preto, 10 municípios do EDR de Jaboticabal, 03 municípios do EDR de Araraquara e 2 municípios do EDR de Barretos. A criação desta Unidade originalmente como Estação Experimental de Pindorama ligada ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC) deu-se na década de 30, com a finalidade de buscar alternativas para a substituição da monocultura cafeeira e criar novas tecnologias para essa lavoura. Neste ano de 2011 a Unidade completará 77 anos e inúmeras são as contribuições para a agricultura regional proporcionadas pelas pesquisas desenvolvidas. Atualmente desenvolve trabalhos de melhoramento vegetal em várias culturas, técnicas de cultivo, conservação do solo, plantio direto, fitopatologia e estudo de novas alternativas agrícolas. Ao lado da experimentação, a produção de sementes ocupa lugar de destaque na atuação da sede do Pólo. Algumas características particulares, como a manutenção de 120ha de matas nativas, transformadas em Reserva Biológica pela Lei nº 4.960 de janeiro de 1986, abrem perspectivas para estudos de fauna e flora regionais, e desenvolvimento de projetos alternativos de educação ambiental com visitas educativas, e mesmo ecoturismo. O Pólo apresenta em seus limites a microbacia hidrográfica do Córrego da Olaria com uma extensão de 11 Km² a qual contribui para o Ribeirão São Domingos, pertencente a bacia hidrográfica dos rios Turvo e Grande, que percorre um trecho de 2km nos limites da Unidade, constituindo um patrimônio natural importante para região. O tema meio ambiente sempre esteve em evidência nas atividades e inovações tecnológicas do Pólo Regional Centro Norte. Há registros de visitas monitoradas desde a década de 40, com participação da comunidade em geral (produtores, alunos e instituições pedagógicas). Com as ações de temática em educação ambiental esta Instituição de Pesquisa justifica sua existência perante a comunidade e cumpre com sua missão de gerar e transferir conhecimentos em nível regional, viabilizando um trabalho pedagógico através da conceituação de bacia hidrográfica, preservação de recursos hídricos e práticas conservacionistas, monitorando atividades de aprendizado no projeto de educação ambiental desenvolvido dentro dos limites do Pólo. 6 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 7. Bacia Hidrográfica Uma bacia hidrográfica é o conjunto de terras que direcionam a água das precipitações para um curso de água e seus afluentes. Consiste em um sistema que integra as conformações de relevo e drenagem. A formação da bacia hidrográfica dá-se através dos desníveis dos terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas. Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes e que pode ser determinado nas cartas topográficas. As águas superficiais, originárias de qualquer ponto da área delimitada pelo divisor, saem da bacia passando pela seção definida e a água que precipita fora da área da bacia não contribui para o escoamento na seção considerada. Assim, o conceito de bacia hidrográfica pode ser entendido através de dois aspectos: Rede Hidrográfica e Relevo. Em qualquer mapa geográfico as terras podem ser subdivididas nas bacias hidrográficas dos vários rios. Um bom exemplo é o que ocorre com o rio São Domingos que possui um trecho de dois quilômetros dentro dos limites do Pólo e seqüencialmente um trecho de aproximadamente quatro quilômetros no município de Pindorama. Entre o Pólo e o perímetro urbano, o rio São Domingos apresenta em suas margens dois afluentes popularmente conhecidos como “Córrego da Olaria” e “Córrego do Lima”. O Córrego do Lima encontra o rio São Domingos em uma área localizada na periferia da cidade. Nos limites do Pólo, situa-se a Microbacia do “Córrego Olaria” com uma área de onze quilômetros quadrados (figura abaixo), é rica em nascentes como a denominada “Mina do Cacau”. Essa mina contribui para formação do açude principal, que por sua vez forma o Córrego Olaria que percorre seis quilômetros na Unidade e finalmente deságua no Rio São Domingos que segue sua trajetória integrando-se a Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande. Grupo de alunos reconhecendo a Bacia Hidrográfica do Córrego Olaria no Pólo Regional Centro Norte. Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 7
  • 8. Atividades Oferecidas pelo Projeto Curso de capacitação de educadores O curso de capacitação de educadores tem o objetivo de proporcionar aperfeiçoamento, ampliando os conhecimentos na temática ambiental relacionada a recursos hídricos, usos e ocupação do solo e da água na Bacia Hidrográfica e realidade regional dos educadores. Serão oferecidas palestras (aulas teóricas) e oficinas (aulas práticas) com equipe técnica especializada que dará suporte didático e técnico para que os professores tenham maior segurança em desenvolver os conceitos apresentados na cartilha convite junto aos alunos e desenvolver, através de equipes interdisciplinares, um trabalho de conscientização com os alunos em conceitos técnicos acerca de recursos hídricos, conservação do solo e reconhecimento de bacia hidrográfica. O curso será dividido em três módulos com dois encontros mensais para seu desenvolvimento durante 12 meses, com carga horária de 192 horas/atividades. Para participação do curso as unidades escolares e/ou professores deverão entrar em contato com o Pólo Regional Centro Norte pelo telefone: (17) 3572-1592/2208 ou via e-mail: polocentronorte@apta.sp.gov.br, romulo@apta.sp.gov.br e conceicao@apta.sp.gov.br. Visita monitorada ao Pólo Regional Centro Norte Foram elaboradas vinte e quatro atividades de acordo com o conteúdo programático da disciplina de Ciências e Biologia do ensino fundamental e médio, respectivamente, para serem realizadas em campo. Para cada série foi definido um conjunto de atividades diferentes que mudarão a cada semestre. Monitores ambientais do Pólo Regional Centro Norte, devidamente treinados, acompanharão os estudantes ao campo e conduzirão atividades práticas Para o agendamento das visitas, as unidades escolares deverão entrar em contato com o Pólo Regional Centro Norte pelo telefone: (17) 3572-1592/2208 ou via e-mail: polocentronorte@apta.sp.gov.br; conceicao@apta.sp.gov.br e romulo@apta.sp.gov.br. *Importante* O tempo mínimo para realização das aulas práticas é de duas horas e meia, motivo pelo qual solicitamos aos visitantes pontualidade nos horários de chegada ao Pólo Regional. Assim todo conteúdo poderá ser desenvolvido adequadamente, e os objetivos atingidos. Horários: * Manhã: chegada às 8:00 hs * Tarde: chegada às 13:00 hs A equipe, preocupada com a qualidade do trabalho e a segurança, estipulou o número máximo de 30 estudantes em cada visita. Todos os estudantes devem estar uniformizados e com roupas apropriadas para a visita monitorada na Instituição. 8 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 9. Atividades Pedagógicas em Visitas Monitoradas As atividades educativas estão distribuídas de acordo com as séries. Ensino Ensino Fundamental Médio / ATIVIDADES Técnico 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º 1. Apresentando o Pólo: os alunos assistem a uma apresentação com slides do Pólo e tem uma visão inicial ordenada do conjunto de usos cotidianos da água, passando-se X X X X X X X X X X X para suas formas de obtenção na natureza e de transformação para a utilização na agricultura para a vida humana. 2. Mapas: são entregues aos alunos mapas denominados “Mapa Pólo” e “Mapa dos Pontos de Água” para que estes X X X X X X X X X X X acompanhem o trajeto guiando-se através deles. 3. Conhecendo Jardim Sensorial e Estufa Alunos percorrem os canteiros com vendas nos olhos. Quem aceitar o convite terá a oportunidade de valorizar os outros sentidos para identificar as plantas, conhecendo-as através do cheiro, forma e textura. Após o percurso, os visitantes deverão responder a um breve questionário onde deixarão registradas suas experiências. Os canteiros são compostos por plantas de texturas, cheiros ou paladares diferentes. A estufa flores de coloridas e X X X X X X X X X X X formas diversificadas. O jardim sensorial possui grande influência oriental, manifestando-se através de quatro sentidos do corpo humano: O tato, através das texturas das plantas, A audição, com os repuxos d'água, A visão, através das cores exuberantes e, finalmente O olfato com os aromas das espécies. 4. Zé Semente: os alunos, utilizando copo descartável, meia, serragem, substrato e alpiste confeccionam um “boneco” para X X que observem posteriormente a germinação da semente. 5. Animais no Açude: os alunos exploram as margens do açude retirando filhotes de peixes e insetos aquáticos que X X vivem no mesmo. 6. Entendendo um viveiro: os alunos exploram o viveiro da Unidade, conhecendo diversos tipos de hortas e mudas de X X X X X X X X X X X árvores. Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 9
  • 10. Ensino Ensino Fundamental Médio / ATIVIDADES Técnico 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º 7. Conhecendo Culturas: os alunos visitam campos e ensaios de culturas instaladas no Pólo. Discutem sobre a planta X X X X X X X X X X X estudada e técnicas utilizadas na condução do experimento desenvolvido. 8. Simulador de Chuva: o monitor utiliza duas bandejas de plástico sendo uma com solo nu, outra com solo protegido X X por vegetação e um regador para demonstrar aos alunos o resultado do impacto da água (erosão) nos diferentes solos. 9. Movimento da Terra: os alunos acompanham a simulação dos movimentos da terra (translação e rotação) X X X com um globo terrestre. 10. Aprendendo a importância da prática de conservação do Solo: os alunos aprendem o conceito e utilidade das praticas de conservação do solo desenvolvida na Unidade, através da observação e X X X X X X X X X X exploração das práticas conservacionistas como: Curva de nível e desnível, caixa de retenção, levantamento de estradas, construção paliçadas e estabilização de voçoroca. 11. Explanação na Mata: os alunos visitam a mata e participam de uma explanação sobre os principais conceitos relacionados com os tipos de poluição decorrentes de atividades humanas para permitir a X X X X X X X X X identificação dos principais aspectos que influem na avaliação da qualidade dos mananciais disponíveis ou alterados pelo uso humano. 12. Procurando e Conhecendo flora local: Os alunos encontram arvores marcadas na trilha e descobrem através de X X X X X X X X X texto informativo suas características e utilização. 13. Análise com Ecokit: os alunos acompanham uma análise da água da nascente e do açude formado dela, X X X X X X X X X usando parâmetros como temperatura, oxigênio, dureza, ph e outros. 10 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 11. Ensino Ensino Fundamental Médio / ATIVIDADES Técnico 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º 14. Disco de Sechi: os alunos realizam a medição da X X X X X X X X X turbidez da água, interpretando seu resultado. 15. Uso Racional da Água de Irrigação: os alunos observam tipos de irrigação por microaspersor e X X X X X X X X gotejamento, compreendendo a importância do uso racional da água. 16. Globo Terrestre: há uma comparação da quantidade de água e terra existente no planeta e da água doce em X X comparação com a salgada. 17. Perfil do Solo: os alunos observam a gênese do solo diferenciando cores, texturas e camadas existentes no X X X X X X X X X perfil e sua importância. 18. Conhecendo a hidroponia: os alunos conhecem o X X X X X X X X X cultivo hidropônico (cultivo na água) e sua importância. 19. Afunda ou Flutua: os alunos acompanham vários objetos de diferentes tamanhos e formas serem X X ‘‘jogados” na água, compreendendo diferença de tamanho, densidade e peso. Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 11
  • 12. Ensino Ensino Fundamental Médio / ATIVIDADES Técnico 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 1º 2º 3º 20. Reconhecendo uma bacia hidrográfica: os alunos identificam a microbacia hidrográfica “Córrego da X X X X X X X X X Olaria” localizada na Unidade. 21. Aprendendo história do café no Pólo: os alunos visitam o terreiro de café na Unidade e recebem X X X X X informação sobre os experimentos científicos desenvolvidos com esta cultura. 22. Usando o Microscópio: os alunos observam no aparelho amostras de: água, insetos, células de animais X X X X X X e vegetais. 23. Conhecendo uma Estação Meteorológica: os alunos visitam a estação meteorológica descobrindo a utilidade de cada equipamento e qual a importância dos X X X X X dados meteorológicos e pluviométricos para a agricultura. 24. Água e Eletricidade: o monitor leva os alunos para conhecer casa de eletro bombas, onde há explanação X X X X X sobre: energia, trabalho e motores elétricos. 12 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 13. Sugestões de Atividades Após a capacitação, onde os educadores tiveram contato com conceitos técnicos e sob uma ótica interdisciplinar, eles deverão transmitir aos alunos na sala de aula esses conceitos. Esse trabalho deverá envolver disciplinas como Língua Portuguesa, História, Geografia, Educação Artística, Matemática, Inglês e outras. O trabalho pedagógico interdisciplinar é de fundamental importância para que haja assimilação pelos alunos. O educador assume papel fundamental nessa fase do projeto de Educação Ambiental onde deverá dominar os assuntos abordados na capacitação e correlacioná-los com atividades práticas desenvolvidas com os alunos. Entende-se que esse seja um dos pontos de estrangulamento para o sucesso do projeto, pois essas atividades deverão conter os conceitos técnicos abordados e acima de tudo fazer com que o aluno se interesse pelo universo apresentado, assimilando e vivenciando novas atitudes. Seguem algumas atividades que poderão ser desenvolvidas em sala de aula: Uso, ocupação do solo e da água da Bacia Hidrográfica Competências e habilidades: coletar informações e elaborar texto, comparar dados e tirar conclusões. Procedimento: Levar alunos a campo para reconhecimento da bacia hidrográfica onde sua escola está situada, orientar os alunos para entrevistar pessoas mais velhas (avós, tios, pais e irmãos), procurando identificar as mudanças ocorridas na região, como era a paisagem, os rios e a economia da região. Descobrir, também, quais eram as principais culturas e se existiam festas ou comemorações temáticas. Coletar fotos, documentos ou jornais antigos. Promover a educação ambiental através de pesquisas temáticas, além de resgatar a valorização da cultura popular da região e o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. Ação: produzir textos com informações colhidas e comparar os hábitos de outros tempos com os de hoje, assim como soluções dos problemas referentes aos recursos hídricos regionais, agricultura e economia. Montar exposições antes e depois, comparando locais com fotos ou desenhos. Explorar a mudança, o que foi bom e o que foi ruim. Divulgação: apresentar um painel com fotos e figuras sobre o tema “Passado, presente e futuro”. Atividade de campo com monitor do projeto Pesquisas Temáticas Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 13
  • 14. Pelos Caminhos da Água Planeta Água Composição: Guilherme Arantes Competências e habilidades: consultar diferentes fontes, ler, Água que nasce na fonte interpretar e organizar informações do texto. Serena do mundo E que abre um Procedimento: trabalhar a música por meio da leitura e Profundo grotão execução e passar algumas perguntas de interpretação. Água que faz inocente Riacho e deságua Ação: responder as perguntas e fazer uma pesquisa sobre o ciclo Na corrente do ribeirão... da água, e a sua utilização pelo ser humano. n Águas escuras dos rios Que levam * Quais são os personagens que aparecem na música? Explique A fertilidade ao sertão como cada pessoa está envolvida no ciclo da água. Águas que banham aldeias E matam a sede da população... * Que situações descritas na música ocorrem em sua cidade? E n na zona rural? Águas que caem das pedras No véu das cascatas * De onde vem a água que você recebe em casa? Essa água foi Ronco de trovão tratada? Caso tenha sido, onde ocorreu esse tratamento? E depois dormem tranqüilas No leito dos lagos * Para onde vai a água que você e seus familiares utilizam em No leito dos lagos... casa? n Água dos igarapés Divulgação: transformar a pesquisa em desenhos, Onde Iara, a mãe d'água representando todas as etapas pesquisadas, até o tratamento do É misteriosa canção Água que o sol evapora esgoto. Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão... n Gotas de água da chuva Alegre arco-íris Sobre a plantação Gotas de água da chuva Tão tristes, são lágrimas Na inundação... n Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra Pro fundo da terra... n Terra! Planeta Água...(6x) n Água que nasce na fonte Serena do mundo E que abre um Profundo grotão Água que faz inocente Riacho e deságua Na corrente do ribeirão... n Águas escuras dos rios Que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população... n Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra Pro fundo da terra... n Terra! Planeta Água...(6x) Maquete “Microbacia Córrego da Olaria” 14 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 15. Produção de Tintas de Solo A tinta é uma mistura de pigmentos, liquidos e colas. A tinta de terra utiliza o pigmento de origem mineral (solo) como produção artesanal. Produção de tintas A coleta do solo: Os cuidados para coleta do solo são importantes, pois definem parte da qualidade da tinta e atenção como meio ambiente. Extrair amostras de 1 kg. Preparação do Solo Consiste em destorroar e peneirar o solo (podemos fazer com um martelo e uma peneira de trama fina 2 mm). Importante descartar pedras e raízes, para obter um pó fino e uniforme. Para produzir boa tinta o ideal é obter o máximo de silte e argila, pois elas possuem as cores mais vivas. A produção da tinta: Para uma lata de 18 litros de tinta com solo, cola branca e água. Precisaremos de 1 balde de 20 litros, 1 balança, 1 colher de pau, 4 kg de PVA (cola branca), 8 litros de água e 8 kg solo preparado. Coloque água e adicione 4 kg de solo. Misture bem, adicione mais 2 litros de água e o restante do solo. Continue a misturar. Quando obtiver uniformidade, adicione os 4 kg de PVA, lave o recipiente de cola com restante da água e adicione a mistura, mexendo até uniformizar. Para facilitar, é só lembrar das proporções: 1 medida de cola, para 2 de água e 2 de solo. Fonte: Cores da Terra: fazendo tinta com terra! texto Anôr Fiorini de Carvalho et all Atividade confecção de tinta de solo Pintura com tintas de solo Exposição de telas pintadas com tinta de solo Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 15
  • 16. Porosidade do solo e infiltração de água Competências e habilidades: Observar a partir de práticas como a textura do solo interfere na porosidade e velocidade de infiltração da água. Procedimento: Após a explicação dos conceitos de textura e porosidade do solo realizar duas atividades para verificar a velocidade de infiltração de água no solo. Material necessário: Pedaços de espuma de diferentes densidades, garrafas PET inteiras e cortadas, água e amostras de solo com diferentes texturas. Ações: Atividade 1- Pegar as espumas e jogar vagarosamente a água sobre cada pedaço. Observar e explorar as perguntas: A quantidade de água que fica retida nas diferentes espumas é a mesma? Algumas das espumas deixa a água passar livremente? Alguma espuma não deixa a água passar? Atividade 2 - Cortar duas garrafas PET pela metade e encaixar a parte do gargalono interior da outra metade amarrando um pano no término do funil que se formará como na figura 1 abaixo. Preencher parte do recipiente com solos diferentes e depois com água e observar a velocidade de infiltração da água. Observar e explorar as perguntas: Por que ocorre diferença na velocidade de infiltração da água? Como isso pode ser prejudicial no nosso solo? Figura 01. Esquema de montagem do experimento Figura 02. Realização do experimento com as três amostras Fonte: YOSHIOKA, M.H., LIMA, M.R. de. Experimentoteca de solos: infiltração e retenção da água no solo. Arquivos da APADEC, Maringá, v. 8, n. 1, p. 63-66, 2004. 16 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 17. Conhecendo o nosso solo 1. Verificando o que existe no solo Material necessário: frasco de vidro transparente; panela pequena; tampa de panela (pode ser maior que a panela); saquinho de terra comum de jardim; fogão ou bico de Bunsen e água. Procedimentos e questões: a) Coloque terra no frasco até mais ou menos sua metade. Vagarosamente, derrame água na terra. Anotar o que foi observado. b) Como você explica o que observou? É possível acentuar esse efeito? Como? c) Coloque o restante da terra seca na panela e peça a um adulto que leva à chama do fogão por alguns minutos, até aquecer a terra. O que você observou? d) Peça ao professor que segure a tampa sobre a panela onde a terra está sendo aquecida. e) O que foi observado? f) Que conclusão você tira deste experimento? *Observação: para um melhor aproveitamento da atividade, desenvolvê-la em conjunto com o professor de português com a atividade “Pelos caminhos das águas”. 2. Verificando alguns componentes do solo Material necessário: funil; garrafa de vidro transparente; duas porções de terra preta; pequena bacia de plástico; panela e água. Procedimentos e questões: a) Usando a bacia, lave uma das porções de terra e reserve a outra. Para lavar a terra, despeje água sobre ela, mexa e deixe descansar por meia hora. Escorra então a água, deixando no fundo da bacia o material decantado. b) Posicione o funil, com um pouco de algodão, na boca da garrafa. c) Coloque no funil o material decantado (que ficou no fundo da bacia). Despeje um pouco de água limpa sobre ele. O que você observou? d) Como você explica o que observou? e) Coloque a outra porção de terra na panela e peça a um adulto que a leve ao fogo. f) Depois de um tempo, o que você observou? g) Como você explica esse resultado? h) Que componentes do solo você verificou através deste experimento? 3. Verificando a variabilidade da vida animal Material necessário: porção de terra de jardim; porção de terra de quintal onde existam árvores frutíferas; porção de areia; luminária; peneira de cozinha; funil de plástico; pote de vidro (de maionese, por exemplo); pinça; lupa; pires; papel e lápis. Procedimentos e questões: a) Ponha o funil no pote e a peneira na abertura do funil. Acrescente a porção de terra de jardim na peneira. Posicione a luminária a uma pequena distância do conjunto peneira-funil-pote. Acenda a lâmpada e deixe por uma hora. Os minúsculos animais que vivem na terra fugirão da luz, passando pela peneira e caindo no pote. b) Desligue a lâmpada, retire a peneira e o funil. Despeje no pires os animais do pote. c) Separe-os cuidadosamente com a pinça e observe-os com a lupa. Em seu caderno, anote o tipo de terra usada, a quantidade de animais que observou e descreve (desenhe) suas formas. Repita o experimento aos outros tipos de solos. Lave os materiais entre um experimento e outro. d) Por que minúsculos animais que vivem na terra fugiram da luz? e) Em qual amostra de solo você verificou maior variedade de vida animal? Por quê? f) Compare os solos analisados com o solo da região onde você mora. Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 17
  • 18. Estação Meteorológica Competências e habilidades: coletar informações, comparar dados e tirar conclusões. Procedimento: construção de uma pequena estação meteorológica (biruta, anemômetro, pluviômetro e barômetro). * Biruta Material necessário: meia fina feminina, arame (30 cm), bambu (taquara ou cabo de madeira), barbante (50 cm) e tesoura. Corte a meia feminina na região do pé. Em seguida faça um arco (anel) com o arame, de forma que suas extremidades fiquem bem unidas. Prenda a abertura maior da meia no arame. Se for necessário, faça pequenos furos laterais na extremidade maior da meia e passe pequenos pedaços de barbante pelos buracos, amarrando e fixando a meia no anel de arame. Depois, prenda a biruta no bambu (ou cabo de madeira) com pedaços de barbante. Fixe o bambu em uma área mais aberta e verifique as mudanças de direção do vento. * Anemômetro Material necessário: 4 copos pequenos de plástico, 3 palitos de cerca de 20 cm (como de espetinho de churrasco), 1 caneta esferográfica (sem a carga), massa plástica, bambu (taquara ou cabo de madeira), fita adesiva e 1 tachinha. Pegue dois palitos de churrasco e faça um cruzamento entre eles, formando uma cruz. Prenda-os com massa plástica. Introduza outro palito perpendicularmente ao centro do sistema anterior usando a massa plástica ou tachinha para fixá-lo. Em seguida, coloque em cada ponta da cruz formada pelos palitos um copo pequeno de plástico, para isso faça furos laterais nos copinhos e use fita adesiva para fixá-los. Coloque o anemômetro dentro do tubinho vazio de caneta esferográfica e teste se o sistema apresenta movimento giratório. Prenda o sistema no bambu com fita adesiva e fixe o bambu em área aberta e verifique as alterações de velocidade do vento. * Barômetro Material necessário: 1 pote de vidro, 1 bexiga de aniversário, 1 lata vazia, 1 canudo de refresco, 1 régua pequena, elásticos, cola, tesoura e fita adesiva. Prenda com a fita adesiva a régua, em pé, na lata vazia. Alinhe uma determinada marcação da régua com a borda superior da lata. A bexiga deve ser cortada de modo que sua extensão seja suficiente para cobrir a boca do vidro por completo. Prenda-a com elásticos. Cole o canudo sobre a bexiga, partindo do centro. Mantenha a lata e o pote de vidro lado a lado. Mantenha o barômetro em local aberto. * Pluviômetro Material necessário: 1 garrafa plástica transparente (PET), 1 régua, cola, tesoura e fita adesiva. Corte a parte superior da garrafa. Coloque um pouco de água no fundo da garrafa, caso este seja irregular, deixando-o nivelado. Prenda a régua com fita adesiva do lado de fora da garrafa, sendo que a marcação 0 cm deve estar nivelada com a margem de água no fundo da garrafa. Coloque o pluviômetro em lugar aberto sem risco de tombar. Ações: Os estudantes devem ser separados em grupos e com o auxilio do docente, cada grupo irá montar um equipamento de aferição dos fenômenos meteorológicos. Após os equipamentos terem sido montados, cada grupo deverá anotar os dados meteorológicos semanalmente durante 1 mês. Ao final de 1 mês, os estudantes podem reunir e analisar os dados anotados por cada grupo. Para qual direção o vento mais se dirigiu? Qual o movimento mais observado no anemômetro? O rápido, o médio ou o anemômetro ficou mais tempo parado? Quais foram os dias que a pressão atmosférica, medida pelo barômetro, esteve mais alta? E mais baixa? Qual foi o valor da maior precipitação de chuva (em milímetros)? Qual o dia de maior precipitação? E o de menor? Qual foi a média mensal? Divulgação: apresentar um painel com gráficos informativos sobre os dados climáticos coletados e analisados. Estação Convencional Estação Automatizada 18 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 19. O EDUCADOR COMO PROTAGONISTA NO PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL O projeto de educação ambiental “ Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação” Fehdiro TG 355/2008 encontra-se em sua quarta continuidade de atividades. Desde 2005 o Pólo Regional Centro Norte- APTA em parceria com as unidades escolares municipais e estaduais, pertecentes a Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo, Grande e até mesmo de outros Comitês, que participam projeto são responsáveis pela execução de diversas ações ambientais relacionadas à educação formal. Os frutos desse trabalho já começaram a ser colhidos, podendo ser observados pela mudança de atitudes dos estudantes e seu envolvimento nas oficinas pedagógicas desenvolvidas nas escolas. Um bom exemplo é o próprio logo do projeto que foi a representação da bacia hidrográfica realizada por duas estudantes da EMEF Wagner Hage do municipio de Pindorama - SP, que participaram do projeto em 2005. No ano 2008, durante o VI Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos - água e saneamento, evento realizado anualmente, pelo consórcio de comitês paulista na cidade de Avaré - SP, o projeto recebeu o prêmio Melhores Práticas Significativas de Educação Ambiental em Recursos Hídricos e em 2009 divulgando as ações regionais no VII Interbacia foi novamente premiado. Este prêmio é fruto das atividades desenvolvidas na capacitação aos educadoresdo projeto e visitação monitorada. O Trabalho intitulado “A Educação Ambiental Uma Ação Compartilhada entre Instituição de Pesquisa, Escola e Comunidade” desenvolvido pela Escola Estadual de 1º e 2º Graus Gabriel Hernandes, da cidade de Ariranha-SP ganhou como melhor painel, comprovando a importância da educação ambiental efetiva. Neste ano de 2010 o projeto participou do VIII Diálogo com apresentação oral do trabalho “A Educação Ambiental como Ferramenta Pedagógica em Temas Transversais” desenvolvido pelas escolas Municipais dos municipios: Paraiso, Embauba e Cedral-SP. Outro destaque deste ano foi participação de trabalhos em forma de apresentação oral e paniel no Congresso Estadual dos Comitês Paulistas em São Pedro - SP e no congresso mundial de Ciências do Solo realizado em Brisbana, Australia. Toda a equipe do Pólo Regional Centro Norte- APTA se sente muito feliz e parabeniza toda equipe de educadores e educandos participantes. E convida um novo grupo para participar desta nova etapa do projeto onde busca-se a realização de atividades técnicas e pedagógicas diversificadas com o obejtivo de “popularizar’’ o conceito técnico cientifico em relação a água, solo e o reconhecimento da Bacia Hidrográfica. Despertando para a importancia dos recursos hidricos, o uso e ocupação do solo e da água em uma bacia hidrogáfica, viabilizando o trabalho pedagógico e utilizando como área de estudo uma microbacia situada em uma Instituição de Pesquisa com atividades de educação ambiental. Grupode Educadores em aula prática Grupo de Educadores em “Plantio Direto” palestra técnica Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 19
  • 20. Trabalhos interdisciplinares realizados por alunos que participaram do Projeto Artes Pesquisas Temáticas Confecção de Maquetes Produção de Textos 20 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 21. OBJETIVO DO MILÊNIO ESTAMOS NA DÉCADA DA ÁGUA! A Organização das Nações Unidas- ONU estabeleceu o período de 2005 a 2015 como a Década Internacional para a Ação "Água para Vida". O dia definido para início oficial da Década foi 22 de março de 2005, aproveitando a comemoração anual do Dia Internacional da Água. Essa recomendação tem como objetivo dar uma maior importância para as questões relacionadas ao recurso natural água , bem como a preservação dos recursos hídricos. Um alerta à crescente crise da água e cumprimento das Metas do Milênio, do Plano de Implementação da Cúpula da Terra para o Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo e da Agenda 21 são outros objetivos da Década. Conheça e faça sua parte. Acesse: www.objetivosdomilenio.org.br www.facaparte.org.br Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação 21
  • 22. Referências para Consulta Vídeos Segue uma lista de vídeos sugeridos. Entre parênteses, destacamos as séries nas quais o tema é desenvolvido de forma mais aprofundada. A cidadela dos Robinsons: direção de Ken Anakin, EUA, 1960, 121 min, colorido. Aventura clássica, em que uma família de náufragos procura adaptar-se às dificuldades de viver numa ilha longe da civilização. Esse filme permite ao professor tecer comentários sobre a exploração de recursos naturais e a adaptação do ser humano ao meio ambiente (6º e 7º anos: recursos naturais, meio ambiente e sobrevivência). Ferngully, as aventuras de Zak e Crysta na floresta tropical: direção de Bill Kroyer, EUA, 1992, 76 min, colorido. Desenho animado criado especialmente para a ECO-92, cuja trilha sonora foi consagrada por Elton John. E ecologia é o tema, e a devastação da floresta recebe o enfoque principal. O professor poderá tratar da ganância humana que leva ao desequilíbrio ecológico e à dizimação de espécies ainda desconhecidas. A magia e os entes da floresta representam os segredos que poderemos deixar de conhecer por causa de atitudes inconseqüentes. Caberá ao professor lembrar que a cura de inúmeras doenças que afetam a humanidade pode estar escondida nos segredos de uma floresta (6º e 7º anos: equilíbrio ecológico, extinção de espécies, recursos naturais). WALL-E: direção de Andrew Stanton, Disney, 2008, 92 minutos, Animação, colorido. Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada (6º ano: desequilíbrio, lixo). llha das Flores: direção de Jorge Furtado, Brasil, 1989, 12 minutos, colorido. Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Fim? Não. Ilha das Flores o persegue até seu verdadeiro destino, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos (6º ano: cadeia alimentar, lixo). 22 Projeto Bacia Hidrográfica - Um Instrumento na Educação
  • 23. Relacionamos alguns sites de interesse, quando não estiver especificada a indicação PROFESSOR, significa que o endereço apresenta conteúdo de fácil consulta para os estudantes. Mas, antes de indicá-los para a classe seria conveniente conferi-los. Primeiro, avaliar se os estudantes têm prontidão para aquele assunto; segundo, porque alguns sites trazem modelos de experimentos que devem ser controlados e coordenados pelo professor. Sites Http://educar.sc.usp.br/youcan www.agenda21.org.br www.ana.gov.br www.cienciaonline.org www.educarede.org.br (PROFESSOR) www.ibama.gov.br www.mec.gov.br/sef/ambiental (PROFESSOR) www.mma.gov.br www.uol.com.br/cienciahoje www.uol.com.br/novaescola (PROFESSOR) /www.planetaorganico.com.br/entrev-microbacia.htm www.meioambientecriancas.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7 www.microbacias.rj.gov.br/ www.escola.agrarias.ufpr.br/ www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdfSOLO NA ESCOLA www.planetaorganico.com.br/entrev-microbacia.htm www.meioambientecriancas.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7 www.microbacias.rj.gov.br/ www.escola.agrarias.ufpr.br/ www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf www2.cead.ufv.br/espaçoProdutor/scripts/inicio.phd www.cdcc.sc.usp.br/quimica/link.html (PROFESSOR) www.5elementos.org.br www.sma.sp.gov.br www.soaresoliveira.br/projetoagua/ www.cetesb.sp.gov.br www.sabesp.com.br www.ana.gov.br www.uniagua.org.br (PROFESSOR) www.redeciga.ning.com/(PROFESOR) www.apta.sp.gov.br(PROFESSOR) www.iac.sp.gv.br(PROFESSOR) www.ambiente.sp.gov.br/crh.php(PROFESSOR) www.agua.bio.br/(PROFESSOR) VISITEM O BLOG DO PROJETO http://projetobaciahidrografica.blogspot.com/
  • 24. ESTAMOS ESPERANDO VOCÊS !!! Venham participar desta aula prática e divertida no Pólo Regional Centro Norte, em Pindorama. Aqui você aprenderá como conservar os recursos naturais e, consequentemente, seu FUTURO !!! EQUIPE TECNICA Coordenador: Antonio Lucio Mello Martins Monitores ambientais: Maria Conceição Lopes Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo Romulo Sensuline Valaretto Fernando Henrique Albergante Everton Luis Finoto Célio Luis Justo Aparecido Valdir Cabrera Antonio Severino Benevente BLOG : http://projetobaciahidrografica.blogspot.com/ Endereço: Pólo Regional Centro Norte (Est. Experimental de Pindorama) Rod. Washington Luiz, km 372. Cx Postal 24 CEP 15830-000, PINDORAMA, SP Contatos: (17) 3572-2208 / 3572-1592 polocentronorte@apta.sp.gov.br