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TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO POR VIA AÉREA E TERRESTRE
Ulisses Rocha Antuniassi
Engenheiro agrônomo, Professor Titular do Departamento de Engenharia Rural da FCA/UNESP Botucatu/SP, ulisses@fca.unesp.br

Introdução
O princípio básico da tecnologia de aplicação é a divisão do líquido a ser
aplicado em gotas (“processo de pulverização”), multiplicando o número de partículas
(gotas) que carregam os princípios ativos em direção aos alvos da aplicação. Desta
maneira, desprezando-se em princípio os riscos de perdas e deriva, quanto menor o
tamanho das gotas geradas maior o número de gotas disponíveis para uma determinada
quantidade de líquido, ampliando-se assim a probabilidade de se atingir os alvos. É por
esta razão que as aplicações com gotas mais finas apresentam maior potencial de
cobertura dos alvos quando utilizadas em condições climáticas e operacionais
adequadas. O tamanho de gotas e o volume de aplicação são, portanto, os fatores
básicos que devem ser considerados em primeiro lugar para o planejamento de uma
aplicação. Parâmetros como o momento da aplicação, as condições climáticas, a
recomendação do produto e as condições operacionais devem ser considerados em
conjunto para a determinação da técnica a ser utilizada, visando o máximo desempenho
com o mínimo de perdas, sempre com o menor impacto ambiental possível.
De maneira geral, os produtos com maior ação sistêmica quando direcionados ao
solo ou às folhas podem ser aplicados com gotas maiores. Isto facilita a adoção de
técnicas para a redução de deriva, melhorando a segurança ambiental da aplicação e
aumentando a eficiência operacional das mesmas. Se usadas de maneira correta, gotas
maiores geralmente oferecem bom nível de depósito (quantidade de defensivo
depositado nos alvos), apesar de não proporcionar as melhores condições de cobertura
das folhas das culturas. Para os produtos de contato ou de menor ação sistêmica, o uso
de gotas menores e/ou maior volume de calda é necessário, devido a maior dependência
desta técnica com relação à cobertura dos alvos. Como exemplo, se o alvo da aplicação
inclui a parte interna ou inferior das plantas, como no caso típico de uma aplicação
preventiva de um defensivo em uma situação de grande enfolhamento, é necessária uma
boa penetração da nuvem de gotas e, para tanto, devem ser usadas gotas finas ou muito
finas.
O estudo das características dos alvos deve incluir a análise de outros fatores,
como movimentação das folhas, estágio de desenvolvimento das plantas, cerosidade,
pilosidade, rugosidade, face da folha em que a cobertura é mais importante
(superior/inferior) e arquitetura geral da planta. Na diferenciação entre plantas como
alvos de aplicações, a posição e o formato das folhas apresentam importância
fundamental. Por exemplo, as folhas das monocotiledôneas são geralmente mais
estreitas e se posicionam na vertical, enquanto as folhas das dicotiledôneas são mais
largas e permanecem na horizontal. Estes fatores são fundamentais para a definição da
retenção das gotas nas folhas e na própria eficiência de penetração dos defensivos nos
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tecidos vegetais. Por este motivo, em muitos casos, a tecnologia de aplicação mais
adequada a uma cultura pode não ser para outra.
A cobertura dos alvos de uma aplicação pode ser definida genericamente pela
fórmula de Courshee (1967):

C  15

VRK 2
AD

Onde:
V = Volume de aplicação
R = Taxa de recuperação da calda nas folhas
K = Fator de espalhamento de gotas
A = Área foliar
D = Diâmetro das gotas
Assim, em termos genéricos, para melhorar a cobertura de uma aplicação devese adotar gotas mais finas ou volumes maiores; na aplicação de volumes mais baixos, as
gotas mais finas devem ser preferidas, para que se consiga uma boa cobertura com a
calda pulverizada e se a escolha recair sobre as gotas maiores, o volume de calda deve
ser igualmente aumentado para que se possa garantir um nível mínimo de cobertura para
o tratamento. Por estes motivos, um dos princípios básicos da tecnologia de aplicação é
que não existe uma solução única que atenda todas as necessidades. É necessário,
primordialmente, que a tecnologia seja ajustada para cada condição de aplicação.
Para que se faça o ajuste do tamanho das gotas e do volume de calda, várias
ações podem ser planejadas dentro do manejo dos parâmetros de uma aplicação. Para
reduzir o tamanho das gotas, as pontas de jato plano (leque) podem ser substituídas
pelas pontas de jato plano duplo (duplo leque) ou cônico vazio; a pressão de trabalho
das pontas pode ser aumentada e um adjuvante surfatante pode adicionado à calda. Para
aumentar o tamanho das gotas, as pontas de jato plano (leque) podem ser substituídas
pelas pontas de pré-orifício ou indução de ar; a pressão de trabalho pode ser reduzida e
um adjuvante pode adicionado à calda (produtos cuja ação produza gotas de maior
tamanho). No caso do volume de calda, sua variação de ser feita tanto pela troca das
pontas como pela variação da velocidade de deslocamento do pulverizador.
Condições climáticas
Outro parâmetro fundamental para o sucesso do tratamento é a adequação da
tecnologia de aplicação às condições climáticas. Para a maioria dos casos, devem ser
evitadas aplicações com umidade relativa inferior a 50% e temperatura ambiente maior
que 30oC. No caso do vento, o ideal é que as aplicações sejam realizadas com vento
entre 3 e 10 km/h. Ausência de vento também pode ser prejudicial, em função da chance
de ocorrer ar aquecido ascendente, o que dificulta a deposição das gotas pequenas. Estes
limites, entretanto, devem ser considerados e eventualmente flexibilizados de acordo
com a tecnologia de aplicação que será utilizada. Como exemplo, o uso de gotas grossas
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ou muito grossas pode facilitar o trabalho um pouco além dos limites, sempre com o
cuidado para que a aplicação não seja feita em condições muito extremas com relação
ao clima. Mesmo dentro das faixas de trabalho relativas a estes limites, as características
da técnica utilizada devem ser consideradas no momento da tomada de decisão. Um
exemplo de otimização da escolha do tamanho de gotas em função das condições
climáticas (umidade e temperatura, neste caso) pode ser observado na Tabela 1. Nesta
forma de raciocínio o princípio a ser utilizado é o da adoção da gota mais segura dentro
dos limites de cada situação. Assim, se a umidade permite uma gota muito fina, mas a
temperatura indica que o melhor seria uma gota fina, a gota maior (fina) deve ser a
escolhida, por ser a mais segura para tal situação (menor risco de perdas por deriva e
evaporação).

Tabela 1. Exemplo de relação prática entre as condições climáticas e a escolha do
tamanho das gotas (Fonte: Antuniassi et al., 2005).
Fatores
Classes de gotas de acordo com as condições climáticas
Muito Finas ou
Finas ou Médias
Médias ou Grossas
Finas
Temperatura
abaixo de 25oC
25 a 28 oC
acima de 28 oC
Umidade relativa
acima de 70%
60 e 70%
abaixo de 60%
O início da manhã, o final da tarde e a noite são períodos onde a umidade
relativa é maior e a temperatura é menor, sendo considerados mais adequados para as
aplicações. Na prática, é possível e recomendável a utilização de gotas finas nestes
horários. Porém, é necessário um monitoramento das condições ambientais com o
passar das horas do dia, pois no caso de haver um aumento considerável da temperatura
(com redução da umidade relativa), o padrão de gotas precisa ser mudado (passando-se
a usar gotas maiores). Neste caso, o volume de aplicação deve ser aumentado, para não
haver efeito negativo na cobertura dos alvos. Uma atenção especial deve ser dada para
os horários em que o vento é nulo (sem vento), pois estes momentos são característicos
de situações onde podem ocorrer dois fenômenos que dificultam a deposição de gotas
mais finas: as inversões térmicas e as correntes convectivas. As inversões são ocorrem
nas manhãs muito frias, típicas do inverno, onde o ar parado e a dinâmica da atmosfera
podem impedir a deposição de gotas mais finas. Neste caso, é frequente a citação de
casos de deriva a longa distância. De maneira análoga, nas tardes muito quentes é
comum a formação de correntes de ar quente ascendente, as quais na ausência do vento
também transportam gotas a longas distâncias, podendo causar grandes prejuízos por
deriva. Por esta razão, é necessário priorizar as aplicações nos horários em que há vento
(no mínimo de 3 km/h), pois nestas condições a estabilidade da atmosfera é modificada,
reduzindo o efeito desses fenômenos que dificultam a deposição das gotas mais finas.
Chuva e orvalho são fatores climáticos que também requerem atenção no
momento do planejamento das aplicações. No caso da chuva, recomenda-se bastante
cuidado na observação do intervalo mínimo de tempo entre a aplicação e a ocorrência
da chuva, visando permitir o tempo mínimo para a penetração e absorção dos
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ingredientes ativos. No caso do orvalho, a presença de água nas folhas pode causar
interferência na técnica de aplicação. O risco de um eventual escorrimento está ligado
ao uso de espalhantes (surfatantes) nas caldas. Entretanto, existem situações,
dependendo da técnica empregada e do tipo de defensivo utilizado, em que a ação do
orvalho pode ser benéfica (muitos fungicidas se posicionam nesta situação). A aplicação
noturna apresenta vantagens no que se refere às condições climáticas (umidade,
temperatura e vento mais adequadas à aplicação de gotas mais finas), mas esta opção
deve considerar a possível existência de limitações técnicas relativas aos próprios
defensivos, no que se refere às questões de eficiência e velocidade de
absorção/penetração nas situações de ausência de luz ou baixas temperaturas.
Tamanho de gotas
Atualmente, as gotas produzidas por uma ponta são classificadas como “muito
finas”, “finas”, “médias”, “grossas” e “muito grossas” (em algumas normas de
classificação de pontas existe também a classe “extremamente grossa”). Para a
classificação de uma determinada ponta usando-se este conceito, o seu diâmetro
mediano volumétrico (DMV), medido em micrometros (m), deve ser comparado ao
obtido por pontas de referência avaliadas utilizando-se o mesmo método de
determinação do tamanho das gotas. Tomando-se como base a norma ASAE S572, se
uma ponta apresenta DMV inferior ao obtido para uma ponta 11001 operando a 4,5 bar,
o spray é classificado como “gotas muito finas”; se o DMV é intermediário entre o
obtido por uma ponta 11001 (operando a 4,5 bar) e uma ponta 11003 (operando a 3,0
bar), o spray é classificado como “gotas finas”; se o DMV é intermediário entre o obtido
por uma ponta 11003 (operando a 3,0 bar) e uma ponta 11006 (operando a 2,0 bar), o
spray é classificado como “gotas médias”; se o DMV é intermediário entre o obtido por
uma ponta 11006 (operando a 2,0 bar) e uma ponta 8008 (operando a 2,5 bar), o spray é
classificado como “gotas grossas” e, finalmente, se o DMV é maior do que o obtido por
uma ponta 8008 operando a 2,5 bar, o spray é classificado como “gotas muito grossas”.
A classe de tamanho de gotas é um bom indicativo da capacidade da
pulverização em cobrir o alvo e penetrar na massa da folhas. Gotas menores possuem
melhor capacidade de cobertura (oferecem maior número de gotas/cm2), assim como
propiciam maior capacidade de penetração, e são recomendadas quando é necessária
boa cobertura e boa penetração. Entretanto, gotas pequenas podem ser mais sensíveis à
evaporação e aos processos de deriva. Na maioria dos sistemas de produção as gotas
grossas são preferidas para aplicação de herbicidas de grande ação sistêmica, enquanto
as gotas finas são mais utilizadas para inseticidas e fungicidas.
Seleção de pontas de pulverização
Em termos gerais, o espectro de gotas gerado depende da pressão de trabalho e
do tipo de ponta de pulverização. O tamanho da gota se comporta de maneira
inversamente proporcional à pressão de trabalho. Portanto, para uma dada ponta, a
obtenção de gotas maiores pode ser obtida pela redução de pressão, sendo o inverso
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para a redução do tamanho das mesmas. Além da pressão, outros fatores afetam
diretamente a o tamanho médio das gotas e a qualidade do espectro gerado,
principalmente a composição da calda, em função das formulações dos produtos e dos
adjuvantes contidos na solução.
No que se refere aos tipos de pontas, o mercado oferece um grande número de
opções, representadas pelas diferentes “famílias” ou “séries” de pontas, de acordo com
as tecnologias disponibilizadas pelos diferentes fabricantes, assim como pelas
características específicas de cada produto. Este é um dos elementos mais importantes
na visão moderna da tecnologia de aplicação, visto que o tempo em que a opção normal
se dava apenas na escolha entre pontas de jato plano (leque) ou cone se tornou passado
distante. Dentre os principais tipos de pontas disponíveis, podem ser destacados:












Jato plano comum: pontas com perfil de tendência mais uniforme de tamanho de
gotas em função da pressão. São mais utilizadas quando não se prevê mudanças de
pressão durante o trabalho com o pulverizador;
Jato plano uniforme: pontas cujo perfil de distribuição transversal de gotas é mais
uniforme, sendo utilizadas para aplicações onde não ocorre sobreposição dos jatos
de diversas pontas (como numa barra de pulverização). Estas pontas são
recomendadas para aplicações em faixas com uma única ponta, como no caso das
aplicações em pingentes nas linhas ou entrelinhas das culturas, assim como em
pulverizadores costais com uma única ponta na lança;
Jato plano de uso ampliado: pontas que apresentam maior variabilidade no tamanho
de gota em função da variação da pressão (gotas maiores em baixa pressão e gotas
menores em alta pressão). São os modelos mais populares entre as pontas de jato
plano simples, sendo considerada por muitos como uma ponta de uso mais “geral”,
para diferentes tipos de trabalho. São disponibilizadas com espectros que vão das
gotas muito finas às grossas, dependendo do tamanho do orifício e da pressão de
trabalho. Assim como todos os demais modelos de pontas de jato plano simples, são
mais recomendadas para alvos planos ou de arquitetura mais simples;
Jato plano de baixa deriva: pontas com perfil de gotas médias ou grossas, com
reduzida formação de gotas menores do que 100 µm, utilizadas para diminuir o risco
de deriva;
Jato plano duplo: pontas cujo jato de pulverização duplo é formado por dois
orifícios que geram jatos simples, unidos em um mesmo corpo. Por este motivo
apresentam, normalmente, perfil de gotas mais finas do que os bicos de vazão
equivalente de jato simples. Como exemplo, uma ponta de jato duplo 11002
equivale à união de duas pontas 11001. São recomendadas para alvos com
arquitetura mais complexa, assim como as pontas de jato cônico, gerando melhor
penetração das gotas no dossel das culturas;
Jatos planos defletor ou de impacto: nestas pontas de jato plano o líquido é
pulverizado por um orifício e choca-se em um anteparo, defletindo-se sob a forma
de um jato plano (simples ou duplo). Produz gotas médias a grossas, com baixa
deriva.
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

Jato cônico: possuem o formato da parte interna da ponta que gera um jato de
pulverização em formato de cone, proporcionando melhor distribuição de gotas em
alvos de arquitetura mais complexa. Em geral apresentam perfil de gotas mais finas,
com grande capacidade de penetração e cobertura, mas com alto risco de deriva e
evaporação;
 Jato com indução de ar (tecnologia Venturi tipo I): as pontas com indução de ar do
tipo “Venturi I” (aquelas que normalmente apresentam orifícios laterais) apresentam
perfil de gotas grossas, muito grossas e extremamente grossas, com muitas inclusões
de ar (bolhas de ar dentro das gotas). Em geral são caracterizados por apresentar
baixa deriva, sendo recomendadas para herbicidas extremamente sistêmicos, como o
glifosate e o 2,4 D. A cobertura de alvos planos pode ser melhor do que a
proporcionada por gotas grandes de pontas sem indução de ar, mas se comparadas a
outras pontas sem indução de ar apresentam menor capacidade de cobertura.
Dependendo do fabricante, podem estar disponíveis no mercado com jato plano, jato
plano duplo ou jato cônico ou de impacto;
 Jato com indução de ar (tecnologia Venturi tipo II): as pontas com indução de ar do
tipo “Venturi II” (aquelas que normalmente não apresentam orifícios laterais,
possuindo entrada de ar no formato de fenda próxima ao orifício de saída do
líquido) apresentam perfil de gotas médias a grossas, com inclusões de ar (bolhas de
ar dentro das gotas). Estas pontas apresentam menor índice de deriva se comparadas
a outras pontas de gotas de tamanho similar, notadamente por oferecer menores
quantidades de gotas abaixo de 100µm. São recomendadas para trabalhos gerais
onde se requer gotas médias a grossas, encontrando espaço nas aplicações de
inseticidas e fungicidas. Dependendo do fabricante, também podem estar
disponíveis como jato plano, jato plano duplo ou jato cônico. Podem ainda ter seu
comportamento de geração de gotas mais parecido com as pontas de jato plano de
uso ampliado, oferecendo maior variabilidade no tamanho de gota em função da
variação da pressão (gotas maiores em baixa pressão e gotas menores em alta
pressão);
 Jatos planos simples ou duplos com inclinação: são pontas que possuem seus jatos
de pulverização gerados com um determinado ângulo em relação à vertical, visando
melhorar a deposição dos produtos. Estas pontas são recomendadas para aplicações
em maiores velocidades, melhorando a deposição espacial das gotas na parte oposta
à face da planta mais exposta ao jato de pulverização (área chamada de “sombra” da
pulverização).
É importante ressaltar que a seleção das pontas numa pulverização deve
considerar as características técnicas da aplicação, como o tipo de alvo, a cobertura
necessária, a importância da penetração das gotas na massa de folhas, o volume de
calda, o espectro de gotas, a densidades de gotas necessárias no alvo e o risco de deriva.
Além disso, é fundamental observar as características operacionais da aplicação, como
velocidade de trabalho e espaçamento entre pontas, visando selecionar as pontas
adequadas para cada situação, visto que a maioria das pontas é ofertada com diferentes
ângulos de formação do jato de pulverização, o qual deve ser escolhido em função do
espaçamento entre bicos da barra de pulverização.
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No que se refere à interação entre o espectro real das gotas ofertadas ao dossel
das plantas e as características operacionais da aplicação, ressalta-se a importância de
velocidade de trabalho no comportamento dinâmico das gotas. Quanto maior a
velocidade de deslocamento (tanto para aplicações terrestres como aéreas), maior será a
fragmentação das gotas, gerando redução no diâmetro médio esperado e elevação do
percentual de gotas menores do que 100 µm, as quais possuem maior risco de deriva.
Além disso, nas maiores velocidades as diferenças entre tipos de pontas tendem a serem
menos evidentes devido ao efeito do vento relativo produzido pelo deslocamento do
pulverizador. Desta maneira, é fundamental que as aplicações em velocidades maiores
sejam precedidas de um cuidadoso exame dos riscos inerentes aos processos de perdas e
deriva que poderão ocorrer nestas condições de trabalho.
Volume de calda
Outro elemento que faz parte da equação para aumento da capacidade
operacional dos pulverizadores terrestres e aéreos é a redução do volume de aplicação.
Nos últimos anos houve uma grande demanda pelo desenvolvimento de tecnologias
capazes de oferecer qualidade de aplicação com o uso de reduzida taxa de aplicação
(menores volumes de calda). Apesar de este processo ser mais antigo na aplicação
aérea, onde os sistemas de produção no Brasil já se beneficiam de aplicações com
volumes inferiores a 20 L/ha a muitos anos, a evolução tecnológica da aplicação
terrestre também ajudou a difundir a cultura de aplicações em baixo volume para os
pulverizadores de barras, notadamente para os autopropelidos, onde é frequente o uso de
aplicações com volumes iguais ou menores do que 50 L/ha.
As aplicações em baixo volume são viáveis tecnologicamente, mas são muito
mais exigentes em termos de capacitação profissional para ser realizada. Costuma-se
dizer que a aplicação em baixo volume é uma filosofia de trabalho que precisa ser
aprendida, sendo muito arriscada se empregada apenas como receita momentânea. Os
aspectos da relação da tecnologia de aplicação com as condições climáticas, com os
parâmetros operacionais, com a tecnologia de formulações, com os adjuvantes e com os
próprios produtos fitossanitários tornam-se extremamente críticos à medida que o
volume vai sendo reduzido, exigindo extremo cuidado por parte do técnico responsável.
Quanto menor o volume de calda, maior a velocidade e mais críticas forem as condições
climáticas, maiores as chances de erro, elevando a probabilidade de insucesso do
tratamento fitossanitário. Somam-se a esse processo, ainda, os maiores riscos de perdas
e deriva, que trazem à equação de solução do sistema toda a problemática ambiental
inerente ao processo.
Por todas estas razões, é extremamente importante que a necessidade de maiores
capacidades operacionais não seja desculpa para o descuido com a qualidade e a
segurança das aplicações. Esta é uma necessidade que está relacionada
fundamentalmente com a sustentabilidade do processo de produção agrícola.
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Dimensionamento de pulverizadores
O adequado dimensionamento do parque de pulverizadores frente ao tamanho da
área que será objeto da pulverização é um dos pontos de maior importância para a
garantia de melhores resultados no que se refere à tecnologia de aplicação é. As
questões de dimensionamento têm sido relegadas ao segundo plano e, por muitas vezes,
este fator é determinante para o insucesso. Uma frota subdimensionada, tanto de
pulverizadores terrestres como de aeronaves agrícolas pode ser a causa (ou desculpa)
para a realização de operações em condições climáticas inadequadas, assim como pela
decisão de se realizar operações com excesso de velocidade, volumes de calda
extremamente baixos e/ou faixas de aplicação acima dos valores usuais nas aplicações
aéreas. Estas atitudes podem expor desnecessariamente o processo de controle
fitossanitário a uma maior probabilidade de erro. É, portanto, imperativo que o
adequado dimensionamento da frota seja um dos primeiro objetivos dos responsáveis
pela definição do manejo da tecnologia de aplicação.
O mercado de pulverizadores autopropelidos de alto desempenho operacional foi
o segmento que mais cresceu no que se refere a equipamentos de pulverização. Apesar
da venda de aeronaves agrícolas para empresas prestadoras de serviços e particulares
continuar a crescer e se consolidar, nos últimos anos os agricultores e as grandes
empresas de produção agrícola fizeram investimentos pesados na aquisição de
pulverizadores autopropelidos de grande porte, visando ganhar em escala na questão de
disponibilidade de pulverizadores no campo e no próprio desempenho operacional dos
equipamentos. Esse processo vem sendo seguido de uma crescente demanda de pacotes
tecnológicos que contemplem a aplicação com volumes de calda reduzidos e elevada
velocidade operacional.
A escolha do pacote tecnológico pressupõe o correto manejo das técnicas frente
aos desafios inerentes às fronteiras tecnológicas. Aplicações em situações extremas
tendem a ser mais difíceis de administrar, exigindo o mais alto grau de
comprometimento e capacitação. Neste conceito se encaixam as aplicações em baixo
volume (tanto as aéreas como as terrestres) e as aplicações com pulverizadores
autopropelidos em alta velocidade. Portanto, a adoção de aplicações em situações
extremas de alto desempenho operacional deve ser precedida de um extenso programa
de capacitação e treinamento de operadores e técnicos, de forma que se possa usufruir
deste tipo de tecnologia com segurança para a lavoura e o ambiente.
Perdas e deriva
Apesar de fundamentais na produção agrícola de larga escala, os produtos
fitossanitários oferecem riscos para o ambiente, sendo necessário evitar o potencial de
danos à saúde humana, animal e aos recursos naturais. Parte dos produtos aplicados é
perdida para o ambiente pela deriva, que é a fração dos ingredientes ativos que não
atinge o alvo devido ao carregamento das gotas, evaporação e outros processos. Além
do dano direto, a grande preocupação mundial é com os efeitos que a deriva pode
provocar pela dinâmica destes compostos no ambiente. É por conta desse processo que
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diversos países estudam atualmente a instalação de áreas de proteção para cursos
d’água, zonas habitadas, áreas de proteção ambiental, entre outras ações. Ainda, países
estão desenvolvendo sistemas de classificação e certificação dos métodos de aplicação
com relação ao seu potencial de deriva, assim como modelos para o estudo da dinâmica
dos produtos fitossanitários no ambiente. Este é o maior desafio futura da agricultura
moderna, produtiva e segura.
As perdas dos ingredientes ativos no processo de aplicação reduzem a dose real
destes produtos sobre os alvos (Tabela 2). A deriva é um dos tipos de perdas que pode
ocorrer, sendo frequentes, ainda, as perdas por processos físicos e químicos na
formulação da calda dentro do tanque do pulverizador, por exemplo. Apesar do termo
deriva ser utilizado de maneira geral, existem vários tipos de deriva. A deriva é o desvio
do produto aplicado, fazendo com que este não atinja o alvo da aplicação; endoderiva é
a perda do produto dentro dos domínios da cultura (ex.: escorrimento causado por
excesso de calda ou gotas muito grandes); exoderiva é a perda do produto fora dos
domínios da cultura (ex.: gotas muito pequenas levadas por correntes de ar) e,
finalmente, a evaporação resulta na perda de gotas pequenas em condições climáticas
desfavoráveis (baixa umidade e alta temperatura do ar).
Independente do padrão de gotas gerado pela ponta utilizada, uma pequena parte
do volume aplicado é formada por gotas finas e muito finas (sensíveis ao processo de
deriva). Isto significa que uma determinada ponta não produz todas as gotas do mesmo
tamanho, mas sim uma faixa de tamanhos de gotas (chamado de espectro da
pulverização). Para uma determinada ponta, quanto maior a porcentagem de gotas finas
e muito finas que fazem parte do espectro produzido, maior o risco de deriva. Este
conceito tem sido utilizado em diversos países para fundamentar uma nova classificação
de pontas, a qual avalia o seu “risco de deriva”. Tal classificação baseia-se na
comparação da porcentagem de redução da deriva entre a ponta avaliada e uma ponta
padrão. Nos países onde este conceito foi implantado (principalmente na Europa),
alguns produtos fitossanitários passaram a ter recomendação no rótulo da embalagem
quanto ao tipo de ponta que deve ser utilizado, em função de seu potencial de redução
de deriva.
Tabela 2. Resumos das perdas que podem reduzir a dose real dos produtos sobre os
alvos das aplicações.
Perdas físicas
Perdas químicas
Deriva e evaporação
Inativação dos ativos pela presença de
cátions e coloides na água
Escorrimento e rebote das gotas
Degradação dos ativos por pH inadequado
e fotodegradação (raios UV)
Lavagem do produto pela chuva
Misturas
de
tanque
inadequadas
(decantação, floculação e antagonismo de
produtos)
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A classificação de valores de deriva como “aceitáveis” ou “inaceitáveis” é uma
prática difícil, pois a variabilidade de condições de trabalho a campo é muito grande,
dificultando a determinação de parâmetros de comparação. Em tese, o ideal é que a
deriva fosse nula, mas o cotidiano das aplicações mostra que a é extremamente
frequente que numa situação normal de campo algum nível de deriva sempre ocorra.
Cada sistema produtivo apresenta peculiaridades, as quais induzem a diferentes
níveis de perdas nas aplicações. A prática agronômica tem mostrado que índices totais
de perdas acima de 50% podem ser aceitáveis para alguns tipos de aplicações em
fruticultura (turboatomizadores de fluxo divergente, por exemplo), enquanto níveis
próximos a estes seriam inaceitáveis numa aplicação com pulverizador de barras
convencional. Mesmo dentro de um único mercado, o índice total de perdas considerado
“aceitável” apresenta variações práticas. Aplicações de dessecantes como glifosate e
2,4D são usualmente realizadas com extremo cuidado, frequentemente utilizando pontas
com indução de ar de gotas grossas ou muito grossas, e por isso o nível de deriva total é
muito baixo (menor que 10%). Já em uma aplicação de fungicidas ou inseticidas com
gotas finas, visando maximizar a cobertura das folhas, um nível de perdas totais da
ordem de 20 a 25% poderia ser considerado normal, dada a grande suscetibilidade
dessas gotas finas no que se refere aos fatores que causam a deriva.
Independente da quantidade é certo que a deriva na aplicação de produtos
fitossanitários pode de fato causar contaminação ambiental e danos às áreas vizinhas,
além da potencial redução da eficiência dos produtos. A deriva é, em suma, um
fenômeno que depende fundamentalmente de quatro fatores: (1) a técnica de aplicação
escolhida (por exemplo, o tipo de ponta com o seu correspondente espectro de gotas),
(2) a composição da calda a ser aplicada (depende dos defensivos, adjuvantes e da
concentração dos mesmos na calda), (3) das condições climáticas no momento da
aplicação (umidade relativa, temperatura e velocidade do vento) e (4) das condições
operacionais utilizadas (velocidade do pulverizador, altura da barra, etc.).
Técnicas de Redução de Deriva (TRD)
Uma Técnica de Redução de Deriva (TRD) é a combinação de elementos que
visa reduzir o risco de deriva em uma aplicação. Como exemplo, podemos adotar uma
ponta de indução de ar (que oferece menor risco de deriva comparada com uma
convencional) e usá-la em conjunto com um adjuvante em mistura no tanque que
apresente igualmente um potencial para reduzir as perdas. Esta junção de técnicas, se
usada de maneira adequada, reduzirá os riscos de perdas e deriva na aplicação, passando
a ser classificada como uma TRD.
As TRD´s, como adjuvantes e pontas de baixa deriva, são empregadas para
minimizar o potencial de impacto do problema. Entretanto, seu emprego não isenta o
aplicador da observação das condições climáticas adequadas e da análise dos riscos
inerentes ao ambiente em torno dos locais onde os produtos serão aplicados. É
importante ressaltar, ainda, que a interação entre os diversos fatores no momento do
tratamento fitossanitário interfere no planejamento das atividades, notadamente no que
se refere à escolha da técnica em função do tipo de produto e da condição de aplicação.
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Faixas de segurança na aplicação de produtos fitossanitários
Propostas para combater os problemas de deriva, assim como leis e normas
pertinentes, têm sido discutidas no sentido da determinação de faixas de segurança na
aplicação. À luz do conhecimento técnico agronômico disponível, entende-se que as
faixas de segurança são ferramenta extremamente útil na mitigação dos riscos de deriva
nas aplicações. Tais faixas, entretanto, não devem ser aplicadas (como conceito) de
maneira generalizada, sem que a técnica de aplicação seja considerada.
Inicialmente, deve-se evitar o tráfego de máquinas abastecidas com agrotóxicos
nas proximidades das áreas a serem protegidas, principalmente no caso dos mananciais
de captação de água.
Para a pulverização dos produtos, o critério de bom senso deve ser imperativo na
decisão de escolha da técnica de aplicação e da distância segura a partir da área de
restrição em questão. Preservadas as prerrogativas legais de cada situação (a obediência
às leis deve vir em primeiro lugar), nos talhões mais próximos das áreas em que há
restrição (como os mananciais e as áreas urbanas), o critério de bom senso indicaria
uma recomendação de uso de uma TRD bastante rigorosa. Na medida em que a
distância das áreas restritas vai aumentando, o rigor na escolha da TRD pode ser
abrandado, buscando-se melhores condições de desempenho no sentido da melhor
cobertura e penetração das gotas (se este for um fator crucial para o sucesso da
aplicação). Assim, abrandar a TRD faz sentido nas áreas mais distantes das restrições
nas aplicações de inseticidas e fungicidas (que são mais dependentes de cobertura e
penetração), mas não se torna necessário em aplicações de herbicidas extremamente
sistêmicos como o glifosate e o 2,4-D. No caso desses produtos, a decisão sempre deve
ser direcionada para o uso da TRD mais rigorosa disponível.
Sustentabilidade da tecnologia de aplicação de defensivos
Apesar de fundamentais na produção agrícola de larga escala, os produtos
fitossanitários oferecem riscos para o ambiente, sendo necessário evitar o potencial de
danos à saúde humana, animal e aos recursos naturais. Parte dos produtos aplicados é
perdida para o ambiente pela deriva, que é a fração dos ingredientes ativos que não
atingem o alvo devido ao carregamento das gotas, evaporação e outros processos. Além
do dano direto, a grande preocupação mundial é com os efeitos que a deriva pode
provocar pela dinâmica destes compostos no ambiente. É por conta desse processo que
diversos países estudam atualmente a instalação de áreas de proteção para cursos
d’água, zonas habitadas, áreas de proteção ambiental, entre outras ações. Ainda, países
estão desenvolvendo sistemas de classificação e certificação dos métodos de aplicação
com relação ao seu potencial de deriva, assim como modelos para o estudo da dinâmica
dos produtos fitossanitários no ambiente. Este é o maior desafio futura da agricultura
moderna, produtiva e segura.
O cenário atual do agronegócio brasileiro tem se mostrado favorável à
consolidação de restrições ao uso de certos produtos fitossanitários e de técnicas de
aplicação específicas. Infelizmente, parte desse processo deve-se à falta de sintonia
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entre os órgãos normativos e a academia (universidades e centros de pesquisa), pois em
muitos casos observa-se desconhecimento das autoridades sobre as características
específicas das diferentes técnicas de aplicação. Soma-se a este cenário uma avalanche
de “especialistas” em aplicação de defensivos que vem opinando de maneira errônea
sobre temas de relevância em jornais e revistas, sem o devido embasamento técnico,
gerando insegurança na sociedade e ocasionando reação negativa da opinião pública
quanto ao uso produtos fitossanitários. Este processo causa prejuízos relevantes ao
agronegócio, e deve ser veementemente combatido. Por outro lado, os muitos erros
cometidos no passado, com os inúmeros casos de deriva, contaminação ambiental e
descuido com o ambiente se tornaram com o tempo a principal arma de acusação contra
a tecnologia de aplicação dos produtos fitossanitários.
Algumas ações estratégicas deverão ser levadas a cabo nos próximos anos para
sedimentar os processos de levarão à sustentabilidade do uso de produtos fitossanitário
e a própria tecnologia de aplicação.
Em primeiro lugar, os órgãos fiscalizadores governamentais deverão
desenvolver e implantar um sistema de habilitação oficial de aplicadores de defensivos
na pulverização terrestre, a exemplo do que já existe no caso da aplicação aérea.
Diversos países, incluindo a maioria dos membros da Comunidade Europeia e os
Estados Unidos possuem sistemas de habilitação para trabalhadores que aplicam
defensivos com diferentes níveis de habilitação e permissão de manejo. Assim, a
capacitação, a certificação e a habilitação desses operadores passariam por um crivo
oficial, evitando que leigos ou práticos mal treinados possam cometer erros ao aplicar os
produtos, com grande potencial de danos ao ambiente e a sociedade como um todo.
Um segundo passo importante será a regulamentação das áreas de descarte de
restos de calda e descontaminação de pulverizadores terrestres, a exemplo do que já é
exigido das empresas que se utilizam de pulverizadores aéreos em suas aplicações.
Estes pátios representam um avanço no tratamento dos resíduos de produtos após as
aplicações, colaborando sobremaneira para a minimização do impacto ambiental do
tratamento fitossanitário, assim como aconteceu no passado recente com o manejo das
embalagens dos defensivos após o uso.
A inspeção periódica de pulverizadores é o terceiro passo no sentido da garantia
de sustentabilidade no tratamento fitossanitário, sendo que estes três elementos
(habilitação de aplicadores, pátios de descontaminação e inspeção de pulverizadores)
representam ações importantes dentro do conceito de responsabilidade nas aplicações.
Diversos setores da sociedade estão empenhados no fortalecimento do conceito
de responsabilidade na produção agroindustrial e nas ações socioeconômicas. Um
exemplo deste processo é o constante fortalecimento dos fóruns internacionais sobre a
responsabilidade nos processos de produção agrícola. No caso da soja, a “Round Table
on Responsible Soy Association” é um dos exemplos de organizações não
governamentais que têm se dedicado ao incentivo às práticas responsáveis no processo
de produção de soja no mundo.
O conceito da responsabilidade na aplicação é definido pelo uso de um conjunto
de boas práticas no manejo e aplicação dos produtos fitossanitários, visando otimizar
recursos e reduzir o impacto do uso destas práticas nos sistemas de produção agrícola.
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Assim como a maioria dos laboratórios precisam adotar os preceitos internacionalmente
conhecidos das “boas práticas laboratoriais” (“GLP - Good Laboratory Practices”) para
que possam ser auditados e certificados, os sistemas de aplicação de defensivos
deveriam estar sujeitos à aplicação de um conjunto de regras básicas de conduta que
configurariam as “boas práticas de aplicação”.
Espera-se com a popularização dos conceitos de responsabilidade e das boas
práticas na aplicação que o nível geral de resultados nos tratamentos fitossanitários seja
substancialmente melhorado, assim como seja reduzido o impacto deste processo no
meio ambiente, trazendo benefícios para toda a sociedade. Acima de tudo, o conceito da
responsabilidade na aplicação tem como premissa básica a sedimentação de ações que
visem a sustentabilidade no uso dos produtos fitossanitários.
Literatura consultada
ANTUNIASSI, U. R. Tecnologia de aplicação de fungicidas para culturas anuais.
Tropical Plant Pathology (Impresso), v.36, p.1329 - 1332, 2011.
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Algodão no cerrado do Brasil. 2 ed.Brasilia/DF : Abrapa, 2011, v.1, p. 1051-1082.
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Tecnologia de aplicação para culturas anuais. 1 ed.Passo Fundo : Aldeia
Norte/FEPAF, 2011, v.1, p. 221-239.
ANTUNIASSI, U. R., BOLLER, W. Tecnologia de aplicação para culturas anuais.
Passo Fundo: Aldeia Norte/FEPAF, 2011, v.1. 279p.
ANTUNIASSI, U. R., VELINI, E.D., OLIVEIRA, R. B., OLIVEIRA, M.A.P.,
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seleção de pontas de pulverização em sistemas de aplicação de defensivos In: V
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OLIVEIRA, M.A.P., ANTUNIASSI, U. R., VELINI, E.D. Remoção pela chuva de
diferentes formulações de flutriafol aplicada em soja, com e sem a adição de óleo
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deriva de caldas contendo surfatantes em pulverizações agrícolas. Energia na
Agricultura (UNESP. Botucatu. CD-Rom). , v.27, p.138 - 149, 2012.

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  • 1. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 1 TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO POR VIA AÉREA E TERRESTRE Ulisses Rocha Antuniassi Engenheiro agrônomo, Professor Titular do Departamento de Engenharia Rural da FCA/UNESP Botucatu/SP, ulisses@fca.unesp.br Introdução O princípio básico da tecnologia de aplicação é a divisão do líquido a ser aplicado em gotas (“processo de pulverização”), multiplicando o número de partículas (gotas) que carregam os princípios ativos em direção aos alvos da aplicação. Desta maneira, desprezando-se em princípio os riscos de perdas e deriva, quanto menor o tamanho das gotas geradas maior o número de gotas disponíveis para uma determinada quantidade de líquido, ampliando-se assim a probabilidade de se atingir os alvos. É por esta razão que as aplicações com gotas mais finas apresentam maior potencial de cobertura dos alvos quando utilizadas em condições climáticas e operacionais adequadas. O tamanho de gotas e o volume de aplicação são, portanto, os fatores básicos que devem ser considerados em primeiro lugar para o planejamento de uma aplicação. Parâmetros como o momento da aplicação, as condições climáticas, a recomendação do produto e as condições operacionais devem ser considerados em conjunto para a determinação da técnica a ser utilizada, visando o máximo desempenho com o mínimo de perdas, sempre com o menor impacto ambiental possível. De maneira geral, os produtos com maior ação sistêmica quando direcionados ao solo ou às folhas podem ser aplicados com gotas maiores. Isto facilita a adoção de técnicas para a redução de deriva, melhorando a segurança ambiental da aplicação e aumentando a eficiência operacional das mesmas. Se usadas de maneira correta, gotas maiores geralmente oferecem bom nível de depósito (quantidade de defensivo depositado nos alvos), apesar de não proporcionar as melhores condições de cobertura das folhas das culturas. Para os produtos de contato ou de menor ação sistêmica, o uso de gotas menores e/ou maior volume de calda é necessário, devido a maior dependência desta técnica com relação à cobertura dos alvos. Como exemplo, se o alvo da aplicação inclui a parte interna ou inferior das plantas, como no caso típico de uma aplicação preventiva de um defensivo em uma situação de grande enfolhamento, é necessária uma boa penetração da nuvem de gotas e, para tanto, devem ser usadas gotas finas ou muito finas. O estudo das características dos alvos deve incluir a análise de outros fatores, como movimentação das folhas, estágio de desenvolvimento das plantas, cerosidade, pilosidade, rugosidade, face da folha em que a cobertura é mais importante (superior/inferior) e arquitetura geral da planta. Na diferenciação entre plantas como alvos de aplicações, a posição e o formato das folhas apresentam importância fundamental. Por exemplo, as folhas das monocotiledôneas são geralmente mais estreitas e se posicionam na vertical, enquanto as folhas das dicotiledôneas são mais largas e permanecem na horizontal. Estes fatores são fundamentais para a definição da retenção das gotas nas folhas e na própria eficiência de penetração dos defensivos nos
  • 2. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 2 tecidos vegetais. Por este motivo, em muitos casos, a tecnologia de aplicação mais adequada a uma cultura pode não ser para outra. A cobertura dos alvos de uma aplicação pode ser definida genericamente pela fórmula de Courshee (1967): C  15 VRK 2 AD Onde: V = Volume de aplicação R = Taxa de recuperação da calda nas folhas K = Fator de espalhamento de gotas A = Área foliar D = Diâmetro das gotas Assim, em termos genéricos, para melhorar a cobertura de uma aplicação devese adotar gotas mais finas ou volumes maiores; na aplicação de volumes mais baixos, as gotas mais finas devem ser preferidas, para que se consiga uma boa cobertura com a calda pulverizada e se a escolha recair sobre as gotas maiores, o volume de calda deve ser igualmente aumentado para que se possa garantir um nível mínimo de cobertura para o tratamento. Por estes motivos, um dos princípios básicos da tecnologia de aplicação é que não existe uma solução única que atenda todas as necessidades. É necessário, primordialmente, que a tecnologia seja ajustada para cada condição de aplicação. Para que se faça o ajuste do tamanho das gotas e do volume de calda, várias ações podem ser planejadas dentro do manejo dos parâmetros de uma aplicação. Para reduzir o tamanho das gotas, as pontas de jato plano (leque) podem ser substituídas pelas pontas de jato plano duplo (duplo leque) ou cônico vazio; a pressão de trabalho das pontas pode ser aumentada e um adjuvante surfatante pode adicionado à calda. Para aumentar o tamanho das gotas, as pontas de jato plano (leque) podem ser substituídas pelas pontas de pré-orifício ou indução de ar; a pressão de trabalho pode ser reduzida e um adjuvante pode adicionado à calda (produtos cuja ação produza gotas de maior tamanho). No caso do volume de calda, sua variação de ser feita tanto pela troca das pontas como pela variação da velocidade de deslocamento do pulverizador. Condições climáticas Outro parâmetro fundamental para o sucesso do tratamento é a adequação da tecnologia de aplicação às condições climáticas. Para a maioria dos casos, devem ser evitadas aplicações com umidade relativa inferior a 50% e temperatura ambiente maior que 30oC. No caso do vento, o ideal é que as aplicações sejam realizadas com vento entre 3 e 10 km/h. Ausência de vento também pode ser prejudicial, em função da chance de ocorrer ar aquecido ascendente, o que dificulta a deposição das gotas pequenas. Estes limites, entretanto, devem ser considerados e eventualmente flexibilizados de acordo com a tecnologia de aplicação que será utilizada. Como exemplo, o uso de gotas grossas
  • 3. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 3 ou muito grossas pode facilitar o trabalho um pouco além dos limites, sempre com o cuidado para que a aplicação não seja feita em condições muito extremas com relação ao clima. Mesmo dentro das faixas de trabalho relativas a estes limites, as características da técnica utilizada devem ser consideradas no momento da tomada de decisão. Um exemplo de otimização da escolha do tamanho de gotas em função das condições climáticas (umidade e temperatura, neste caso) pode ser observado na Tabela 1. Nesta forma de raciocínio o princípio a ser utilizado é o da adoção da gota mais segura dentro dos limites de cada situação. Assim, se a umidade permite uma gota muito fina, mas a temperatura indica que o melhor seria uma gota fina, a gota maior (fina) deve ser a escolhida, por ser a mais segura para tal situação (menor risco de perdas por deriva e evaporação). Tabela 1. Exemplo de relação prática entre as condições climáticas e a escolha do tamanho das gotas (Fonte: Antuniassi et al., 2005). Fatores Classes de gotas de acordo com as condições climáticas Muito Finas ou Finas ou Médias Médias ou Grossas Finas Temperatura abaixo de 25oC 25 a 28 oC acima de 28 oC Umidade relativa acima de 70% 60 e 70% abaixo de 60% O início da manhã, o final da tarde e a noite são períodos onde a umidade relativa é maior e a temperatura é menor, sendo considerados mais adequados para as aplicações. Na prática, é possível e recomendável a utilização de gotas finas nestes horários. Porém, é necessário um monitoramento das condições ambientais com o passar das horas do dia, pois no caso de haver um aumento considerável da temperatura (com redução da umidade relativa), o padrão de gotas precisa ser mudado (passando-se a usar gotas maiores). Neste caso, o volume de aplicação deve ser aumentado, para não haver efeito negativo na cobertura dos alvos. Uma atenção especial deve ser dada para os horários em que o vento é nulo (sem vento), pois estes momentos são característicos de situações onde podem ocorrer dois fenômenos que dificultam a deposição de gotas mais finas: as inversões térmicas e as correntes convectivas. As inversões são ocorrem nas manhãs muito frias, típicas do inverno, onde o ar parado e a dinâmica da atmosfera podem impedir a deposição de gotas mais finas. Neste caso, é frequente a citação de casos de deriva a longa distância. De maneira análoga, nas tardes muito quentes é comum a formação de correntes de ar quente ascendente, as quais na ausência do vento também transportam gotas a longas distâncias, podendo causar grandes prejuízos por deriva. Por esta razão, é necessário priorizar as aplicações nos horários em que há vento (no mínimo de 3 km/h), pois nestas condições a estabilidade da atmosfera é modificada, reduzindo o efeito desses fenômenos que dificultam a deposição das gotas mais finas. Chuva e orvalho são fatores climáticos que também requerem atenção no momento do planejamento das aplicações. No caso da chuva, recomenda-se bastante cuidado na observação do intervalo mínimo de tempo entre a aplicação e a ocorrência da chuva, visando permitir o tempo mínimo para a penetração e absorção dos
  • 4. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 4 ingredientes ativos. No caso do orvalho, a presença de água nas folhas pode causar interferência na técnica de aplicação. O risco de um eventual escorrimento está ligado ao uso de espalhantes (surfatantes) nas caldas. Entretanto, existem situações, dependendo da técnica empregada e do tipo de defensivo utilizado, em que a ação do orvalho pode ser benéfica (muitos fungicidas se posicionam nesta situação). A aplicação noturna apresenta vantagens no que se refere às condições climáticas (umidade, temperatura e vento mais adequadas à aplicação de gotas mais finas), mas esta opção deve considerar a possível existência de limitações técnicas relativas aos próprios defensivos, no que se refere às questões de eficiência e velocidade de absorção/penetração nas situações de ausência de luz ou baixas temperaturas. Tamanho de gotas Atualmente, as gotas produzidas por uma ponta são classificadas como “muito finas”, “finas”, “médias”, “grossas” e “muito grossas” (em algumas normas de classificação de pontas existe também a classe “extremamente grossa”). Para a classificação de uma determinada ponta usando-se este conceito, o seu diâmetro mediano volumétrico (DMV), medido em micrometros (m), deve ser comparado ao obtido por pontas de referência avaliadas utilizando-se o mesmo método de determinação do tamanho das gotas. Tomando-se como base a norma ASAE S572, se uma ponta apresenta DMV inferior ao obtido para uma ponta 11001 operando a 4,5 bar, o spray é classificado como “gotas muito finas”; se o DMV é intermediário entre o obtido por uma ponta 11001 (operando a 4,5 bar) e uma ponta 11003 (operando a 3,0 bar), o spray é classificado como “gotas finas”; se o DMV é intermediário entre o obtido por uma ponta 11003 (operando a 3,0 bar) e uma ponta 11006 (operando a 2,0 bar), o spray é classificado como “gotas médias”; se o DMV é intermediário entre o obtido por uma ponta 11006 (operando a 2,0 bar) e uma ponta 8008 (operando a 2,5 bar), o spray é classificado como “gotas grossas” e, finalmente, se o DMV é maior do que o obtido por uma ponta 8008 operando a 2,5 bar, o spray é classificado como “gotas muito grossas”. A classe de tamanho de gotas é um bom indicativo da capacidade da pulverização em cobrir o alvo e penetrar na massa da folhas. Gotas menores possuem melhor capacidade de cobertura (oferecem maior número de gotas/cm2), assim como propiciam maior capacidade de penetração, e são recomendadas quando é necessária boa cobertura e boa penetração. Entretanto, gotas pequenas podem ser mais sensíveis à evaporação e aos processos de deriva. Na maioria dos sistemas de produção as gotas grossas são preferidas para aplicação de herbicidas de grande ação sistêmica, enquanto as gotas finas são mais utilizadas para inseticidas e fungicidas. Seleção de pontas de pulverização Em termos gerais, o espectro de gotas gerado depende da pressão de trabalho e do tipo de ponta de pulverização. O tamanho da gota se comporta de maneira inversamente proporcional à pressão de trabalho. Portanto, para uma dada ponta, a obtenção de gotas maiores pode ser obtida pela redução de pressão, sendo o inverso
  • 5. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 5 para a redução do tamanho das mesmas. Além da pressão, outros fatores afetam diretamente a o tamanho médio das gotas e a qualidade do espectro gerado, principalmente a composição da calda, em função das formulações dos produtos e dos adjuvantes contidos na solução. No que se refere aos tipos de pontas, o mercado oferece um grande número de opções, representadas pelas diferentes “famílias” ou “séries” de pontas, de acordo com as tecnologias disponibilizadas pelos diferentes fabricantes, assim como pelas características específicas de cada produto. Este é um dos elementos mais importantes na visão moderna da tecnologia de aplicação, visto que o tempo em que a opção normal se dava apenas na escolha entre pontas de jato plano (leque) ou cone se tornou passado distante. Dentre os principais tipos de pontas disponíveis, podem ser destacados:       Jato plano comum: pontas com perfil de tendência mais uniforme de tamanho de gotas em função da pressão. São mais utilizadas quando não se prevê mudanças de pressão durante o trabalho com o pulverizador; Jato plano uniforme: pontas cujo perfil de distribuição transversal de gotas é mais uniforme, sendo utilizadas para aplicações onde não ocorre sobreposição dos jatos de diversas pontas (como numa barra de pulverização). Estas pontas são recomendadas para aplicações em faixas com uma única ponta, como no caso das aplicações em pingentes nas linhas ou entrelinhas das culturas, assim como em pulverizadores costais com uma única ponta na lança; Jato plano de uso ampliado: pontas que apresentam maior variabilidade no tamanho de gota em função da variação da pressão (gotas maiores em baixa pressão e gotas menores em alta pressão). São os modelos mais populares entre as pontas de jato plano simples, sendo considerada por muitos como uma ponta de uso mais “geral”, para diferentes tipos de trabalho. São disponibilizadas com espectros que vão das gotas muito finas às grossas, dependendo do tamanho do orifício e da pressão de trabalho. Assim como todos os demais modelos de pontas de jato plano simples, são mais recomendadas para alvos planos ou de arquitetura mais simples; Jato plano de baixa deriva: pontas com perfil de gotas médias ou grossas, com reduzida formação de gotas menores do que 100 µm, utilizadas para diminuir o risco de deriva; Jato plano duplo: pontas cujo jato de pulverização duplo é formado por dois orifícios que geram jatos simples, unidos em um mesmo corpo. Por este motivo apresentam, normalmente, perfil de gotas mais finas do que os bicos de vazão equivalente de jato simples. Como exemplo, uma ponta de jato duplo 11002 equivale à união de duas pontas 11001. São recomendadas para alvos com arquitetura mais complexa, assim como as pontas de jato cônico, gerando melhor penetração das gotas no dossel das culturas; Jatos planos defletor ou de impacto: nestas pontas de jato plano o líquido é pulverizado por um orifício e choca-se em um anteparo, defletindo-se sob a forma de um jato plano (simples ou duplo). Produz gotas médias a grossas, com baixa deriva.
  • 6. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 6  Jato cônico: possuem o formato da parte interna da ponta que gera um jato de pulverização em formato de cone, proporcionando melhor distribuição de gotas em alvos de arquitetura mais complexa. Em geral apresentam perfil de gotas mais finas, com grande capacidade de penetração e cobertura, mas com alto risco de deriva e evaporação;  Jato com indução de ar (tecnologia Venturi tipo I): as pontas com indução de ar do tipo “Venturi I” (aquelas que normalmente apresentam orifícios laterais) apresentam perfil de gotas grossas, muito grossas e extremamente grossas, com muitas inclusões de ar (bolhas de ar dentro das gotas). Em geral são caracterizados por apresentar baixa deriva, sendo recomendadas para herbicidas extremamente sistêmicos, como o glifosate e o 2,4 D. A cobertura de alvos planos pode ser melhor do que a proporcionada por gotas grandes de pontas sem indução de ar, mas se comparadas a outras pontas sem indução de ar apresentam menor capacidade de cobertura. Dependendo do fabricante, podem estar disponíveis no mercado com jato plano, jato plano duplo ou jato cônico ou de impacto;  Jato com indução de ar (tecnologia Venturi tipo II): as pontas com indução de ar do tipo “Venturi II” (aquelas que normalmente não apresentam orifícios laterais, possuindo entrada de ar no formato de fenda próxima ao orifício de saída do líquido) apresentam perfil de gotas médias a grossas, com inclusões de ar (bolhas de ar dentro das gotas). Estas pontas apresentam menor índice de deriva se comparadas a outras pontas de gotas de tamanho similar, notadamente por oferecer menores quantidades de gotas abaixo de 100µm. São recomendadas para trabalhos gerais onde se requer gotas médias a grossas, encontrando espaço nas aplicações de inseticidas e fungicidas. Dependendo do fabricante, também podem estar disponíveis como jato plano, jato plano duplo ou jato cônico. Podem ainda ter seu comportamento de geração de gotas mais parecido com as pontas de jato plano de uso ampliado, oferecendo maior variabilidade no tamanho de gota em função da variação da pressão (gotas maiores em baixa pressão e gotas menores em alta pressão);  Jatos planos simples ou duplos com inclinação: são pontas que possuem seus jatos de pulverização gerados com um determinado ângulo em relação à vertical, visando melhorar a deposição dos produtos. Estas pontas são recomendadas para aplicações em maiores velocidades, melhorando a deposição espacial das gotas na parte oposta à face da planta mais exposta ao jato de pulverização (área chamada de “sombra” da pulverização). É importante ressaltar que a seleção das pontas numa pulverização deve considerar as características técnicas da aplicação, como o tipo de alvo, a cobertura necessária, a importância da penetração das gotas na massa de folhas, o volume de calda, o espectro de gotas, a densidades de gotas necessárias no alvo e o risco de deriva. Além disso, é fundamental observar as características operacionais da aplicação, como velocidade de trabalho e espaçamento entre pontas, visando selecionar as pontas adequadas para cada situação, visto que a maioria das pontas é ofertada com diferentes ângulos de formação do jato de pulverização, o qual deve ser escolhido em função do espaçamento entre bicos da barra de pulverização.
  • 7. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 7 No que se refere à interação entre o espectro real das gotas ofertadas ao dossel das plantas e as características operacionais da aplicação, ressalta-se a importância de velocidade de trabalho no comportamento dinâmico das gotas. Quanto maior a velocidade de deslocamento (tanto para aplicações terrestres como aéreas), maior será a fragmentação das gotas, gerando redução no diâmetro médio esperado e elevação do percentual de gotas menores do que 100 µm, as quais possuem maior risco de deriva. Além disso, nas maiores velocidades as diferenças entre tipos de pontas tendem a serem menos evidentes devido ao efeito do vento relativo produzido pelo deslocamento do pulverizador. Desta maneira, é fundamental que as aplicações em velocidades maiores sejam precedidas de um cuidadoso exame dos riscos inerentes aos processos de perdas e deriva que poderão ocorrer nestas condições de trabalho. Volume de calda Outro elemento que faz parte da equação para aumento da capacidade operacional dos pulverizadores terrestres e aéreos é a redução do volume de aplicação. Nos últimos anos houve uma grande demanda pelo desenvolvimento de tecnologias capazes de oferecer qualidade de aplicação com o uso de reduzida taxa de aplicação (menores volumes de calda). Apesar de este processo ser mais antigo na aplicação aérea, onde os sistemas de produção no Brasil já se beneficiam de aplicações com volumes inferiores a 20 L/ha a muitos anos, a evolução tecnológica da aplicação terrestre também ajudou a difundir a cultura de aplicações em baixo volume para os pulverizadores de barras, notadamente para os autopropelidos, onde é frequente o uso de aplicações com volumes iguais ou menores do que 50 L/ha. As aplicações em baixo volume são viáveis tecnologicamente, mas são muito mais exigentes em termos de capacitação profissional para ser realizada. Costuma-se dizer que a aplicação em baixo volume é uma filosofia de trabalho que precisa ser aprendida, sendo muito arriscada se empregada apenas como receita momentânea. Os aspectos da relação da tecnologia de aplicação com as condições climáticas, com os parâmetros operacionais, com a tecnologia de formulações, com os adjuvantes e com os próprios produtos fitossanitários tornam-se extremamente críticos à medida que o volume vai sendo reduzido, exigindo extremo cuidado por parte do técnico responsável. Quanto menor o volume de calda, maior a velocidade e mais críticas forem as condições climáticas, maiores as chances de erro, elevando a probabilidade de insucesso do tratamento fitossanitário. Somam-se a esse processo, ainda, os maiores riscos de perdas e deriva, que trazem à equação de solução do sistema toda a problemática ambiental inerente ao processo. Por todas estas razões, é extremamente importante que a necessidade de maiores capacidades operacionais não seja desculpa para o descuido com a qualidade e a segurança das aplicações. Esta é uma necessidade que está relacionada fundamentalmente com a sustentabilidade do processo de produção agrícola.
  • 8. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 8 Dimensionamento de pulverizadores O adequado dimensionamento do parque de pulverizadores frente ao tamanho da área que será objeto da pulverização é um dos pontos de maior importância para a garantia de melhores resultados no que se refere à tecnologia de aplicação é. As questões de dimensionamento têm sido relegadas ao segundo plano e, por muitas vezes, este fator é determinante para o insucesso. Uma frota subdimensionada, tanto de pulverizadores terrestres como de aeronaves agrícolas pode ser a causa (ou desculpa) para a realização de operações em condições climáticas inadequadas, assim como pela decisão de se realizar operações com excesso de velocidade, volumes de calda extremamente baixos e/ou faixas de aplicação acima dos valores usuais nas aplicações aéreas. Estas atitudes podem expor desnecessariamente o processo de controle fitossanitário a uma maior probabilidade de erro. É, portanto, imperativo que o adequado dimensionamento da frota seja um dos primeiro objetivos dos responsáveis pela definição do manejo da tecnologia de aplicação. O mercado de pulverizadores autopropelidos de alto desempenho operacional foi o segmento que mais cresceu no que se refere a equipamentos de pulverização. Apesar da venda de aeronaves agrícolas para empresas prestadoras de serviços e particulares continuar a crescer e se consolidar, nos últimos anos os agricultores e as grandes empresas de produção agrícola fizeram investimentos pesados na aquisição de pulverizadores autopropelidos de grande porte, visando ganhar em escala na questão de disponibilidade de pulverizadores no campo e no próprio desempenho operacional dos equipamentos. Esse processo vem sendo seguido de uma crescente demanda de pacotes tecnológicos que contemplem a aplicação com volumes de calda reduzidos e elevada velocidade operacional. A escolha do pacote tecnológico pressupõe o correto manejo das técnicas frente aos desafios inerentes às fronteiras tecnológicas. Aplicações em situações extremas tendem a ser mais difíceis de administrar, exigindo o mais alto grau de comprometimento e capacitação. Neste conceito se encaixam as aplicações em baixo volume (tanto as aéreas como as terrestres) e as aplicações com pulverizadores autopropelidos em alta velocidade. Portanto, a adoção de aplicações em situações extremas de alto desempenho operacional deve ser precedida de um extenso programa de capacitação e treinamento de operadores e técnicos, de forma que se possa usufruir deste tipo de tecnologia com segurança para a lavoura e o ambiente. Perdas e deriva Apesar de fundamentais na produção agrícola de larga escala, os produtos fitossanitários oferecem riscos para o ambiente, sendo necessário evitar o potencial de danos à saúde humana, animal e aos recursos naturais. Parte dos produtos aplicados é perdida para o ambiente pela deriva, que é a fração dos ingredientes ativos que não atinge o alvo devido ao carregamento das gotas, evaporação e outros processos. Além do dano direto, a grande preocupação mundial é com os efeitos que a deriva pode provocar pela dinâmica destes compostos no ambiente. É por conta desse processo que
  • 9. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 9 diversos países estudam atualmente a instalação de áreas de proteção para cursos d’água, zonas habitadas, áreas de proteção ambiental, entre outras ações. Ainda, países estão desenvolvendo sistemas de classificação e certificação dos métodos de aplicação com relação ao seu potencial de deriva, assim como modelos para o estudo da dinâmica dos produtos fitossanitários no ambiente. Este é o maior desafio futura da agricultura moderna, produtiva e segura. As perdas dos ingredientes ativos no processo de aplicação reduzem a dose real destes produtos sobre os alvos (Tabela 2). A deriva é um dos tipos de perdas que pode ocorrer, sendo frequentes, ainda, as perdas por processos físicos e químicos na formulação da calda dentro do tanque do pulverizador, por exemplo. Apesar do termo deriva ser utilizado de maneira geral, existem vários tipos de deriva. A deriva é o desvio do produto aplicado, fazendo com que este não atinja o alvo da aplicação; endoderiva é a perda do produto dentro dos domínios da cultura (ex.: escorrimento causado por excesso de calda ou gotas muito grandes); exoderiva é a perda do produto fora dos domínios da cultura (ex.: gotas muito pequenas levadas por correntes de ar) e, finalmente, a evaporação resulta na perda de gotas pequenas em condições climáticas desfavoráveis (baixa umidade e alta temperatura do ar). Independente do padrão de gotas gerado pela ponta utilizada, uma pequena parte do volume aplicado é formada por gotas finas e muito finas (sensíveis ao processo de deriva). Isto significa que uma determinada ponta não produz todas as gotas do mesmo tamanho, mas sim uma faixa de tamanhos de gotas (chamado de espectro da pulverização). Para uma determinada ponta, quanto maior a porcentagem de gotas finas e muito finas que fazem parte do espectro produzido, maior o risco de deriva. Este conceito tem sido utilizado em diversos países para fundamentar uma nova classificação de pontas, a qual avalia o seu “risco de deriva”. Tal classificação baseia-se na comparação da porcentagem de redução da deriva entre a ponta avaliada e uma ponta padrão. Nos países onde este conceito foi implantado (principalmente na Europa), alguns produtos fitossanitários passaram a ter recomendação no rótulo da embalagem quanto ao tipo de ponta que deve ser utilizado, em função de seu potencial de redução de deriva. Tabela 2. Resumos das perdas que podem reduzir a dose real dos produtos sobre os alvos das aplicações. Perdas físicas Perdas químicas Deriva e evaporação Inativação dos ativos pela presença de cátions e coloides na água Escorrimento e rebote das gotas Degradação dos ativos por pH inadequado e fotodegradação (raios UV) Lavagem do produto pela chuva Misturas de tanque inadequadas (decantação, floculação e antagonismo de produtos)
  • 10. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 10 A classificação de valores de deriva como “aceitáveis” ou “inaceitáveis” é uma prática difícil, pois a variabilidade de condições de trabalho a campo é muito grande, dificultando a determinação de parâmetros de comparação. Em tese, o ideal é que a deriva fosse nula, mas o cotidiano das aplicações mostra que a é extremamente frequente que numa situação normal de campo algum nível de deriva sempre ocorra. Cada sistema produtivo apresenta peculiaridades, as quais induzem a diferentes níveis de perdas nas aplicações. A prática agronômica tem mostrado que índices totais de perdas acima de 50% podem ser aceitáveis para alguns tipos de aplicações em fruticultura (turboatomizadores de fluxo divergente, por exemplo), enquanto níveis próximos a estes seriam inaceitáveis numa aplicação com pulverizador de barras convencional. Mesmo dentro de um único mercado, o índice total de perdas considerado “aceitável” apresenta variações práticas. Aplicações de dessecantes como glifosate e 2,4D são usualmente realizadas com extremo cuidado, frequentemente utilizando pontas com indução de ar de gotas grossas ou muito grossas, e por isso o nível de deriva total é muito baixo (menor que 10%). Já em uma aplicação de fungicidas ou inseticidas com gotas finas, visando maximizar a cobertura das folhas, um nível de perdas totais da ordem de 20 a 25% poderia ser considerado normal, dada a grande suscetibilidade dessas gotas finas no que se refere aos fatores que causam a deriva. Independente da quantidade é certo que a deriva na aplicação de produtos fitossanitários pode de fato causar contaminação ambiental e danos às áreas vizinhas, além da potencial redução da eficiência dos produtos. A deriva é, em suma, um fenômeno que depende fundamentalmente de quatro fatores: (1) a técnica de aplicação escolhida (por exemplo, o tipo de ponta com o seu correspondente espectro de gotas), (2) a composição da calda a ser aplicada (depende dos defensivos, adjuvantes e da concentração dos mesmos na calda), (3) das condições climáticas no momento da aplicação (umidade relativa, temperatura e velocidade do vento) e (4) das condições operacionais utilizadas (velocidade do pulverizador, altura da barra, etc.). Técnicas de Redução de Deriva (TRD) Uma Técnica de Redução de Deriva (TRD) é a combinação de elementos que visa reduzir o risco de deriva em uma aplicação. Como exemplo, podemos adotar uma ponta de indução de ar (que oferece menor risco de deriva comparada com uma convencional) e usá-la em conjunto com um adjuvante em mistura no tanque que apresente igualmente um potencial para reduzir as perdas. Esta junção de técnicas, se usada de maneira adequada, reduzirá os riscos de perdas e deriva na aplicação, passando a ser classificada como uma TRD. As TRD´s, como adjuvantes e pontas de baixa deriva, são empregadas para minimizar o potencial de impacto do problema. Entretanto, seu emprego não isenta o aplicador da observação das condições climáticas adequadas e da análise dos riscos inerentes ao ambiente em torno dos locais onde os produtos serão aplicados. É importante ressaltar, ainda, que a interação entre os diversos fatores no momento do tratamento fitossanitário interfere no planejamento das atividades, notadamente no que se refere à escolha da técnica em função do tipo de produto e da condição de aplicação.
  • 11. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 11 Faixas de segurança na aplicação de produtos fitossanitários Propostas para combater os problemas de deriva, assim como leis e normas pertinentes, têm sido discutidas no sentido da determinação de faixas de segurança na aplicação. À luz do conhecimento técnico agronômico disponível, entende-se que as faixas de segurança são ferramenta extremamente útil na mitigação dos riscos de deriva nas aplicações. Tais faixas, entretanto, não devem ser aplicadas (como conceito) de maneira generalizada, sem que a técnica de aplicação seja considerada. Inicialmente, deve-se evitar o tráfego de máquinas abastecidas com agrotóxicos nas proximidades das áreas a serem protegidas, principalmente no caso dos mananciais de captação de água. Para a pulverização dos produtos, o critério de bom senso deve ser imperativo na decisão de escolha da técnica de aplicação e da distância segura a partir da área de restrição em questão. Preservadas as prerrogativas legais de cada situação (a obediência às leis deve vir em primeiro lugar), nos talhões mais próximos das áreas em que há restrição (como os mananciais e as áreas urbanas), o critério de bom senso indicaria uma recomendação de uso de uma TRD bastante rigorosa. Na medida em que a distância das áreas restritas vai aumentando, o rigor na escolha da TRD pode ser abrandado, buscando-se melhores condições de desempenho no sentido da melhor cobertura e penetração das gotas (se este for um fator crucial para o sucesso da aplicação). Assim, abrandar a TRD faz sentido nas áreas mais distantes das restrições nas aplicações de inseticidas e fungicidas (que são mais dependentes de cobertura e penetração), mas não se torna necessário em aplicações de herbicidas extremamente sistêmicos como o glifosate e o 2,4-D. No caso desses produtos, a decisão sempre deve ser direcionada para o uso da TRD mais rigorosa disponível. Sustentabilidade da tecnologia de aplicação de defensivos Apesar de fundamentais na produção agrícola de larga escala, os produtos fitossanitários oferecem riscos para o ambiente, sendo necessário evitar o potencial de danos à saúde humana, animal e aos recursos naturais. Parte dos produtos aplicados é perdida para o ambiente pela deriva, que é a fração dos ingredientes ativos que não atingem o alvo devido ao carregamento das gotas, evaporação e outros processos. Além do dano direto, a grande preocupação mundial é com os efeitos que a deriva pode provocar pela dinâmica destes compostos no ambiente. É por conta desse processo que diversos países estudam atualmente a instalação de áreas de proteção para cursos d’água, zonas habitadas, áreas de proteção ambiental, entre outras ações. Ainda, países estão desenvolvendo sistemas de classificação e certificação dos métodos de aplicação com relação ao seu potencial de deriva, assim como modelos para o estudo da dinâmica dos produtos fitossanitários no ambiente. Este é o maior desafio futura da agricultura moderna, produtiva e segura. O cenário atual do agronegócio brasileiro tem se mostrado favorável à consolidação de restrições ao uso de certos produtos fitossanitários e de técnicas de aplicação específicas. Infelizmente, parte desse processo deve-se à falta de sintonia
  • 12. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 12 entre os órgãos normativos e a academia (universidades e centros de pesquisa), pois em muitos casos observa-se desconhecimento das autoridades sobre as características específicas das diferentes técnicas de aplicação. Soma-se a este cenário uma avalanche de “especialistas” em aplicação de defensivos que vem opinando de maneira errônea sobre temas de relevância em jornais e revistas, sem o devido embasamento técnico, gerando insegurança na sociedade e ocasionando reação negativa da opinião pública quanto ao uso produtos fitossanitários. Este processo causa prejuízos relevantes ao agronegócio, e deve ser veementemente combatido. Por outro lado, os muitos erros cometidos no passado, com os inúmeros casos de deriva, contaminação ambiental e descuido com o ambiente se tornaram com o tempo a principal arma de acusação contra a tecnologia de aplicação dos produtos fitossanitários. Algumas ações estratégicas deverão ser levadas a cabo nos próximos anos para sedimentar os processos de levarão à sustentabilidade do uso de produtos fitossanitário e a própria tecnologia de aplicação. Em primeiro lugar, os órgãos fiscalizadores governamentais deverão desenvolver e implantar um sistema de habilitação oficial de aplicadores de defensivos na pulverização terrestre, a exemplo do que já existe no caso da aplicação aérea. Diversos países, incluindo a maioria dos membros da Comunidade Europeia e os Estados Unidos possuem sistemas de habilitação para trabalhadores que aplicam defensivos com diferentes níveis de habilitação e permissão de manejo. Assim, a capacitação, a certificação e a habilitação desses operadores passariam por um crivo oficial, evitando que leigos ou práticos mal treinados possam cometer erros ao aplicar os produtos, com grande potencial de danos ao ambiente e a sociedade como um todo. Um segundo passo importante será a regulamentação das áreas de descarte de restos de calda e descontaminação de pulverizadores terrestres, a exemplo do que já é exigido das empresas que se utilizam de pulverizadores aéreos em suas aplicações. Estes pátios representam um avanço no tratamento dos resíduos de produtos após as aplicações, colaborando sobremaneira para a minimização do impacto ambiental do tratamento fitossanitário, assim como aconteceu no passado recente com o manejo das embalagens dos defensivos após o uso. A inspeção periódica de pulverizadores é o terceiro passo no sentido da garantia de sustentabilidade no tratamento fitossanitário, sendo que estes três elementos (habilitação de aplicadores, pátios de descontaminação e inspeção de pulverizadores) representam ações importantes dentro do conceito de responsabilidade nas aplicações. Diversos setores da sociedade estão empenhados no fortalecimento do conceito de responsabilidade na produção agroindustrial e nas ações socioeconômicas. Um exemplo deste processo é o constante fortalecimento dos fóruns internacionais sobre a responsabilidade nos processos de produção agrícola. No caso da soja, a “Round Table on Responsible Soy Association” é um dos exemplos de organizações não governamentais que têm se dedicado ao incentivo às práticas responsáveis no processo de produção de soja no mundo. O conceito da responsabilidade na aplicação é definido pelo uso de um conjunto de boas práticas no manejo e aplicação dos produtos fitossanitários, visando otimizar recursos e reduzir o impacto do uso destas práticas nos sistemas de produção agrícola.
  • 13. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 13 Assim como a maioria dos laboratórios precisam adotar os preceitos internacionalmente conhecidos das “boas práticas laboratoriais” (“GLP - Good Laboratory Practices”) para que possam ser auditados e certificados, os sistemas de aplicação de defensivos deveriam estar sujeitos à aplicação de um conjunto de regras básicas de conduta que configurariam as “boas práticas de aplicação”. Espera-se com a popularização dos conceitos de responsabilidade e das boas práticas na aplicação que o nível geral de resultados nos tratamentos fitossanitários seja substancialmente melhorado, assim como seja reduzido o impacto deste processo no meio ambiente, trazendo benefícios para toda a sociedade. Acima de tudo, o conceito da responsabilidade na aplicação tem como premissa básica a sedimentação de ações que visem a sustentabilidade no uso dos produtos fitossanitários. Literatura consultada ANTUNIASSI, U. R. Tecnologia de aplicação de fungicidas para culturas anuais. Tropical Plant Pathology (Impresso), v.36, p.1329 - 1332, 2011. ANTUNIASSI, U. R., BAIO, F. H. R., SHARP, T. C. Agricultura de precisão In: Algodão no cerrado do Brasil. 2 ed.Brasilia/DF : Abrapa, 2011, v.1, p. 1051-1082. ANTUNIASSI, U. R., BOLLER, W. Tecnologia de aplicação de fungicidas In: Tecnologia de aplicação para culturas anuais. 1 ed.Passo Fundo : Aldeia Norte/FEPAF, 2011, v.1, p. 221-239. ANTUNIASSI, U. R., BOLLER, W. Tecnologia de aplicação para culturas anuais. Passo Fundo: Aldeia Norte/FEPAF, 2011, v.1. 279p. ANTUNIASSI, U. R., VELINI, E.D., OLIVEIRA, R. B., OLIVEIRA, M.A.P., FIGUEIREDO, Z. N. Systems of aerial spraying for soybean rust control. Engenharia Agrícola (CD-ROM). , v.31, p.695 - 703, 2011. ANTUNIASSI, U. R.; BAIO, F. H. R. Tecnologia de aplicação de defensivos. In: Leandro Vargas; Erivelton Scherer Roman.. (Org.). Manual de manejo e controle de plantas daninhas. 1.ed. Bento Gonçalves: Embrapa, 2004, v.1, p. 145-184. ANTUNIASSI, U.R., BAIO, F.H.R, BIZARI, I.R. Sistema de suporte a decisão para seleção de pontas de pulverização em sistemas de aplicação de defensivos In: V Congresso Brasileiro de Agroinformática, 2005, Londrina/PR. Agronegócio, Tecnologia e Inovação. Londrina/PR: SBI-Agro, 2005. v.1. p.1 - 2 ANTUNIASSI, U.R.. Tecnologia de aplicação em taxas variáveis. In: RAETANO, C.G.; ANTUNIASSI, U.R. (Org.). Qualidade em tecnologia de aplicação. FEPAF: Botucatu/SP, 2004, v. 1, p. 158-166.
  • 14. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 14 ANTUNIASSI, U.R.; MILLER, P.C.H; PAICE, M.E.R. Dynamic and steady-state dose responses of some chemical injection metering systems. In: Brighton Crop Protection Conference, 1997, Brighton. Proceedings... Brighton: British Crop Protection Council, 1997. p.687-692. ARAÚJO, E. C. Tecnologia de aplicação por via aérea. In. ANTUNIASSI, U. R; BOLLER, W. (Org.) Tecnologia de aplicação para culturas anuais. Passo Fundo: Aldeia Norte, Botucatu: Fepaf, 2011, p. 158-177. BAIO, F. H. R., ANTUNIASSI, U. R. Sistemas de controle eletrônico e navegação para pulverizadores In: Tecnologia de aplicação para culturas anuais. 1 ed.Passo Fundo : Aldeia Norte/FEPAF, 2011, v.1, p. 123-141. BAIO, F.H.R. Metodologia para ensaio de sistemas de direcionamento via satélite em percursos retos e curvos. Botucatu, 2005. 100p. Tese (Doutorado) – FCA/UNESP. BILLER, R.H.; HOLLSTEIN, A.; SOMMER, C. Precision application of herbicides by use of optoelectronic sensors. In: Precision Agriculture, Warwick, 1997. Proceedings... Oxford: SCI, 1997. v.2. p.451-458. CARVALHO, F.K, CHECHETTO, R.G., VILELA, C.M., MOTA, A.A.B., SILVA, A.C.A., OLIVEIRA, R.B., ANTUNIASSI, U.R. Classificação do risco de deriva para o planejamento das aplicações de produtos fitossanitários. Anais, V SINTAG, Cuiabá/MT, FEPAF, 2011, p.1-4. CARVALHO, W. P. A., ANTUNIASSI, U. R. Avaliação do tempo de resposta de um controlador de fluxo com DGPS submetido à variação de velocidade de voo em condições de voo simulado em laboratório. Energia na Agricultura (UNESP. Botucatu. CD-Rom). , v.27, p.124 - 144, 2012. CARVALHO, W. P. A., BOLLER, W., ANTUNIASSI, U. R., ARAÚJO, E. C., SCHRODER, E. P. Tecnologia de aplicação por via aérea In: Tecnologia de aplicação para culturas anuais. 1 ed.Passo Fundo : Aldeia Norte/FEPAF, 2011, v.1, p. 143-188. CAVENAGHI, A.L. Tecnologia de aplicação de herbicidas. In: ANTUNIASSI, U.R., BOLLER, W. Tecnologia de aplicação para culturas anuais. Botucatu: Editora Aldeia Norte e FEPAF, 2011, p.203-220. CHECHETTO, R. G., ANTUNIASSI, U. R. Espectro de gotas gerado por diferentes adjuvantes e pontas de pulverização. Energia na Agricultura (UNESP. Botucatu. CDRom). , v.27, p.130 - 142, 2012.
  • 15. Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais CNPJ 50.786.714/0001-45 R. Jose Barbosa de Barros, 1780, Lageado, BOTUCATU-SP - CEP 18610-307 (14) 38807127 e-mail: fepaf@fca.unesp.br 15 CHECHETTO, R.G. Potencial de redução da deriva em função de adjuvantes e pontas de pulverização. Dissertação - Mestrado (Energia na Agricultura), FCA/UNESP, Botucatu/SP, 2011. 70p. COURSHEE, R. J. Application and use of foliar fungicides. In: TORGESON, D. C. (Ed.) Fungicide: an advanced treatise. New York: Academic Press, 1967. p.239-86. CUNHA, J. P. A. R.; TEIXEIRA, M. M.; VIEIRA, R. F.; FERNANDES, H. C.; COURY, J. R. Espectro de gotas de bicos de pulverização hidráulicos de jato plano e de jato cônico vazio. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 39, p. 977-985, 2004. FAGGION, Francisco, ANTUNIASSI, U. R. Desempenho de pontas de pulverização quanto a indução de ar nas gotas. Energia na agricultura (UNESP. Botucatu. CDRom). , v.25, p.72 - 82, 2010. MATTHEWS, G. A. Pesticide application methods. 3. ed. Oxford: Blackwell Science, 2000. 432 p. MOREIRA JUNIOR, Orlando, ANTUNIASSI, U. R. Construção e validação de um túnel de vento para ensaios de estimativa da deriva em pulverizações agrícolas. Energia na agricultura (UNESP. Botucatu. CD-Rom). , v.25, p.118 - 136, 2010. MOTA, A.A.B. Quantificação do ar incluído e espectro de gotas de pontas de pulverização em aplicações com adjuvantes. Dissertação - Mestrado (Energia na Agricultura), FCA/UNESP, Botucatu/SP, 2011, 63p. OLIVEIRA, M.A.P., ANTUNIASSI, U. R., VELINI, E.D. Remoção pela chuva de diferentes formulações de flutriafol aplicada em soja, com e sem a adição de óleo mineral na calda. Energia na agricultura (UNESP. Botucatu. CD-Rom). , v.26, p.80 97, 2011. OLIVEIRA, R. B., ANTUNIASSI, U. R. Caracterização física e química e potencial de deriva de caldas contendo surfatantes em pulverizações agrícolas. Energia na Agricultura (UNESP. Botucatu. CD-Rom). , v.27, p.138 - 149, 2012.