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Renísia Cristina Garcia 
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creches privadas do que públicas seja um dos motivos, considerando que a obrigatoriedade 
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alunos brancos, pardos e negros não encontra explicação somente na condição 
socioeconômica. (Alves, Soares, 2003). 
 Não há eqüidade no tratamento para crianças brancas e negras no espaço 
escolar e isso interfere no rendimento do aluno negro. 
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tanto do nível sócio-econômico do aluno como das condições da escola.
Ensino médio - Participantes do Enem segundo raça/cor – 2001 
não houve grandes alterações em relação ao perfil dos participantes de 2001. A população participante 
continua sendo a maioria do sexo feminino (60%). Em relação à raça/cor, 51,2% se declararam brancos, 
41,4% negros,48 5,1% amarelos e 0,9% indígena. A alteração mais visível é que o número de negros 
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Você conhece alguém racista? 
Com base nesses dados, surge o primeiro grande impasse: por não se considerarem 
racistas, os entrevistados projetam para a “sociedade”, como uma entidade abstrata, a 
responsabilidade pelo preconceito, não eles.
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 O trato diferenciado em função da cor e da condição socioeconômica, na maioria das 
vezes, só se torna perceptível quando ousam romper com “sua” localização social 
alçando espaços e posições destinadas a populações brancas, de nível socioeconômico 
mais alto. Neste universo, seja por ter adquirido um nível de consciência maior (quase 
sempre, devido ao acesso à educação), seja pelo fato do preconceito ser mais explícito, 
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diferenciação racial ocorrendo em termos de distribuição de bens e serviços. Esta 
desigualdade constituinte dos territórios integra também o espaço escolar, assim como 
fora dele, e faz com que os alunos negros enfrentem situações de discriminação, que 
interferem em seu rendimento escolar. Alves e Soares (2003).
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Identidade Fragmentada - racismo - sistema de cotas

  • 1. Renísia Cristina Garcia Capítulo 3 – Diagnóstico Brasília-DF - 2007
  • 2. “Parafraseando Florestan Fernandes, ‘no Brasil existe o preconceito de ter preconceito’” (Cardoso, 1997 apud Garcia, 2007).
  • 3. ANALISANDO HISTORICAMENTE OS NÚMEROS: O QUE É SER NEGRO NO BRASIL, HOJE?
  • 4. ANALISANDO: O QUE É SER NEGRO NO BRASIL, HOJE? migrou do universalismo ao acesso de oportunidades e, da igualdade formal proclamada na Constituição Federal, como direito constitucional (Silva, 2002). O DEBATE Ao problema metodológico de definição da pessoa negra (Silva, 2002). DISCUSSÃO Defesa da igualdade Definição de quem é negro no País OBSTACULIZADO PRÁTICAS EFETIVAS DE COMBATE À DESIGUALDADE.
  • 5. ANALISANDO: O QUE É SER NEGRO NO BRASIL, HOJE?  CONJUNTURAS HISTÓRICAS  PSICOSSOCIAIS  ECONÔMICAS (DESSA POPULAÇÃO) NECESSIDADE DE ANALÍSE PARADOXO IDEAL BRASILEIRO O EPICENTRO É NEGRO PROGRESSO DA NAÇÃO ATRASO DA NAÇÃO
  • 6. ANALISANDO: O QUE É SER NEGRO NO BRASIL, HOJE?  PERÍODO COLONIAL  NO IMPÉRIO  NA PRIMEIRA REPÚBLICA O NEGRO É SINÔNIMO DE ATRASO NO BRASIL Schwartz (2001, apud Dias, 2005) descrevendo a abordagem de intelectuais comentou: “uma nação de raças mistas, como a nossa, era inviável e estava fadada ao fracasso”. (p.39)
  • 7. ANALISANDO: O QUE É SER NEGRO NO BRASIL, HOJE?  Décadas de 20 e de 30, negando a estrutura de discriminação histórica brasileira, erige-se o mito da democracia racial.  “Fábula das três raças” – convivência pacífica entre brancos, negros e índios. Segundo da Matta (1997), “no Brasil o sistema inclui e hierarquiza de modo complementar, de acordo com o princípio do “desigual, mas junto (...) todas as etnias se completam para a formação do ‘povo brasileiro’, pois o que falta em uma, existe de sobra na outra”.
  • 8. DE MANEIRA CAMUFLADA /DESCONSIDERADAS ACONTECE, ENTÃO: EXPERIÊNCIAS DE SEGREGAÇÃO E DISCRIMINAÇÃO  PELO PODER PÚBLICO;  PELA MÍDIA;  PELOS INTELECTUAIS ASSIM, O FENÔMENO DA SEGREGAÇÃO RACIAL PASSA SER IMPERCEPTÍVEL A MAIORIA DA POPULAÇAO BRASILEIRA.
  • 9. Perfil demográfico e racial da população brasileira Existe hoje o reconhecimento de que o estudo da trajetória dos negros é essencial para um país comprometido com a promoção de uma sociedade, efetivamente, democrática. (p. 40) A análise dos indicadores sociais brasileiros evidencia a desigualdade existente entre os grupos raciais – especialmente entre os grupos populacionais brancos e negros. (p. 40)
  • 10. Perfil demográfico e racial da população brasileira  O dado que chama a atenção é a alteração da população negra de 1996 para 2003. O número de pessoas que se autodeclararam negras aumentou de 44,1% para 47,3%, ou seja, 3,8% no total geral. Uma análise mais detalhada deixa entrever que o aumento dos autodeclarados negros não correspondeu a um aumento dos autoclassificados brancos, muito pelo contrário, houve um decréscimo de brancos em 3,8%.  Infere-se que a causa dessa mobilidade tem a ver com a visibilidade quetem sido dada à temática racial nesse milênio, pelos órgãos governamentais.
  • 11. Perfil demográfico e racial da população brasileira Remetendo-se a uma análise histórica comparativa de 1999 a 2003, Garcia relata a “premonição” de Hasenbalg (1997) e à afirmação de Ferreira (1999) e afirma que tendo disparidades regionais tão grandes pode se sustentar a fala que existe um avanço numérico de pessoas autodeclaradas negras. Em todas as regiões brasileiras houve uma diminuição das pessoas autodeclaradas brancas. Por ordem numérica decrescente, as porcentagens reduzidas foram as seguintes: Região Centro-Oeste (3,2%); Região Sudeste (2,0%); Região Sul (1,4%); Região Norte (1,3%), e Região Nordeste (1,2%). Em relação à população autodeclarada negra, considerando a somatória dos pretos e pardos, o fenômeno foi o inverso. Os acréscimos de 1999 para 2003, regionalmente, foram: Centro-Oeste (3,3%), Norte (2,4%), Sudeste (2,1%) Sul (1,5%) e Nordeste (0,9%) (Gráfico 1). O autor chama atenção para o Nordeste onde houve uma mudança significativa.
  • 12. Perfil demográfico e racial da população brasileira Em todas as regiões brasileiras houve uma diminuição das pessoas autodeclaradas brancas. [...] Em relação à população autodeclarada negra, considerando a somatória dos pretos e pardos, o fenômeno foi o inverso.
  • 13. Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor, segundo as grandes regiões – 2003 No Brasil como um todo, o número de analfabetos negros é o dobro do número de analfabetos brancos. A distância numérica entre analfabetos brancos e negros é maior no Nordeste (34%) e menor no Sudeste (16%). No Norte e no Sul a diferença fica em torno de 18% e no Centro Oeste em 19% (Tabela 3).
  • 14. Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor, segundo as grandes regiões – 2003
  • 15. Educação infantil - Creche Em 2002, a presença de crianças brancas nas creches era 18,7% superior à de crianças negras, 59,1% para 40,4%, respectivamente. Possivelmente, o fato de existirem mais creches privadas do que públicas seja um dos motivos, considerando que a obrigatoriedade do ensino público e gratuito era apenas a partir dos 7 anos, idade de ingresso no ensino fundamental.
  • 16. Ensino Fundamental  O gradiente deixa claro que a diferença de desempenho escolar observada entre alunos brancos, pardos e negros não encontra explicação somente na condição socioeconômica. (Alves, Soares, 2003).  Não há eqüidade no tratamento para crianças brancas e negras no espaço escolar e isso interfere no rendimento do aluno negro.  A diferença de desempenho entre brancos e negros cresce com o aumento tanto do nível sócio-econômico do aluno como das condições da escola.
  • 17. Ensino médio - Participantes do Enem segundo raça/cor – 2001 não houve grandes alterações em relação ao perfil dos participantes de 2001. A população participante continua sendo a maioria do sexo feminino (60%). Em relação à raça/cor, 51,2% se declararam brancos, 41,4% negros,48 5,1% amarelos e 0,9% indígena. A alteração mais visível é que o número de negros aumentou de 36% para 41,4% e o de brancos diminuiu de 58,5% para 51,2%.
  • 18. Você conhece alguém racista? Com base nesses dados, surge o primeiro grande impasse: por não se considerarem racistas, os entrevistados projetam para a “sociedade”, como uma entidade abstrata, a responsabilidade pelo preconceito, não eles.
  • 19. CONSIDERAÇÕES FINAIS  O trato diferenciado em função da cor e da condição socioeconômica, na maioria das vezes, só se torna perceptível quando ousam romper com “sua” localização social alçando espaços e posições destinadas a populações brancas, de nível socioeconômico mais alto. Neste universo, seja por ter adquirido um nível de consciência maior (quase sempre, devido ao acesso à educação), seja pelo fato do preconceito ser mais explícito, fica mais clara a disparidade racial brasileira.  Essas disparidades atingem a população negra, em todos os níveis. Há uma clara diferenciação racial ocorrendo em termos de distribuição de bens e serviços. Esta desigualdade constituinte dos territórios integra também o espaço escolar, assim como fora dele, e faz com que os alunos negros enfrentem situações de discriminação, que interferem em seu rendimento escolar. Alves e Soares (2003).
  • 20. BRASIL, MOSTRA A TUA CARA! OBRIGADO!