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FUNDAMENTOS PARA
PROPEDÊUTICA CIRÚRGICA
1
Anomalias dentárias e
estudo radiográfico das
alterações do órgão
dentário
Trio: Isabella Victoria Almeida de Moraes
Cecilia Pinto Monteiro
Débora dos Santos Ribeiro
“A ODONTOLOGIA É A ÁREA DA SAÚDE
QUE PRESERVA E RESTAURA O
MOVIMENTO MAIS LINDO DO SER
HUMANO: O SORRISO.”
CONCEITO
São alterações do desenvolvimento das estrutura dos
dentes, gerando elementos dentais diferentes da
normalidade.
tais alterações podem ter relação com:
Forma
Tamanho
Número
Posição
Constituição/função dos dentes
Cor
As anomalias dentárias podem ser de origem:
hereditária ou causada por fatores locais.
ANOMALIAS DENTÁRIAS
CAUSADAS POR FATORES
AMBIENTAIS
LOCAIS
• Químicos (traumas)
• Biológicos (infecção)
• Físicos (radioterapia)
• Idiopáticos
SISTEMICOS
• Deficiências nutricionais
• Distúrbios hormonais
• Intoxicações
medicamentosas
• Quimioterapia
• Febre
ANOMALIAS DENTÁRIAS
CAUSADAS POR FATORES
QUÍMICOS
Durante a formação do esmalte, os ameloblastos são
suscetíveis a vários fatores externos que podem
causar injurias refletidas nos dentes erupcionados.
De acordo com a intensidade e natureza da agressão,
os defeitos podem ocorrer tanto na quantidade e
qualidade do esmalte quanto na sua forma e cor.
HIPOPLASIA DO ESMALTE
•Causa: Pode estar associada ao excesso de ingestão de flúor, deficiências
nutricionais, falta de vitaminas a e d no organismo, nascimento prematuro,
doenças que afetaram a mãe durante o período gestacional, como por
exemplo o sarampo.
•Conceito: O elemento dental apresenta esmalte de rigidez dentro da
normalidade, mas em quantidade insuficiente, pode acometer um, ou mais
elementos dentários. As deformidades podem se apresentar tanto na
quantidade e qualidade do esmalte quanto na sua forma e cor
•Características: Clinicamente, apresenta-se como manchas
esbranquiçadas, rugosas, sulcos ou ranhuras.
•Localização: Incisivos centrais superiores.
•Tratamento: Branqueamento dentário, uso de pastas de dente
a fatores químicos
Anomalias associadas a fatores
químicos
• Prognóstico: A época de intervenção é um fator importante
na escolha do tratamento. No entanto quanto mais cedo for
realizada a intervenção, melhor o prognóstico do paciente.
Portanto, quando ocorre um planejamento consistente
multidisciplinar deve-se ter como finalidade a plena
recuperação anatômica, funcional e estética do paciente.
• Diagnóstico:ainda controverso, porém os seguintes
fatores devem ser considerados: perda de esmalte em um
único dente permanente ocasionada por trauma no dente
decíduo predecessor ou desmineralização do esmalte na
fase pós-eruptiva.
HIPOCALCIFICAÇÃO DO
ESMALTE
•Causa: Compartilha dos mesmos fatores etiológicos para hipoplasia do
esmalte. Distúrbios ocorridos na fase de maturação ou mineralização da
matriz podem levar a disfunções como a hipocalcificação.
•Conceito: Não há alteração de espessura do esmalte, porém o mesmo
se encontra hipomineralizado.
•Características: O esmalte hipomineralizado torna-se poroso e
frágil, apresentando uma camada desorganizada que dificulta os
procedimentos restauradores.
•Diagnóstico:O exame radiográfico antes da erupção não é
capaz de revelar a ocorrência dessa anomalia, o diagnóstico só
pode ser confirmado após a erupção completa da coroa.
Presença de manchas brancas ou acastanhadas em incisivos
centrais, caninos decíduos, esmalte rugoso, e pequenas
imperfeiçoes, além de queixas de sensibilidade, são alguns
sinais de hipocalcificação.
Anomalias associadas a fatores
químicos
 Hipocalcificação hereditária do
esmalte
• Tratamento: varia entre medidas preventivas, como escovação com
detifricos com flúor e uso tópico de verniz fluoretado, selantes, ate
tratamento restaurador e dependendo da evolução do caso tratamento
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS
OU EXTRÍNSECAS
•Causa: Tem como possíveis causas os pigmentos advindos de
alimentos como café, bebidas e molhos, além do uso de tabaco,
tatuagens de amalgama ou fármacos e pelo subproduto colorido
produzido pelas bactérias cromo genicas presentes no biofilme
bucal.
•Conceito: Pigmentos externos que podem ter sido inalados,
ingeridos ou absorvidos. As substancias supracitadas grudam
nas ondulações e defeitos presentes na superfície do esmalte,
resultando na aderência entre eles.
•Diagnóstico: No caso da tatuagem por amalgama, por
exemplo, observações clinicas, radiograficamente só será
possível diagnosticar se as partículas tiverem tamanho suficiente
para gerar imagem radiográfica, já microscopicamente, revelam-
se fragmentos no interior do tecido conjuntivo, também se faz
Anomalias associadas a
alterações de cor
 Manchas negras extrínsecas na
região cervical das superfícies lisas.
• Tratamento: A escolha do tratamento deverá ser pautada nas
possíveis causas para a deficiência analisada, bem como risco-
beneficio para o paciente. Mas podem incluir, profilaxia profissional
com pasta abrasiva, contendo também pedra pomes
micrograngulada. Aplicação tópica de verniz fluoretado,
antibioticoterapia profilática, raspagem, e melhor higiene bucal. No
caso da tatuagem por amalgama não é necessária remoção exceto
por motivos estéticos ou caso haja reações liquenoides (raro).
PIGMENTAÇOES ENDÓGENAS
OU INTRÍNSECAS
•Causa:
Uso sistêmico do antibiótico tetraciclina durante o
desenvolvimento dentário. A tetraciciclina se liga ao cálcio
presente nos dentes em formação e reflete sua cor amarelo-
brilhante nos dentes recém-erupcionados. Com o passar do
tempo, a tetraciclina oxida e causa manchas acinzentadas ou
amarronzadas á superfície dos dentes afetados.
Eristroblastose fetal (doença hemolítica do recém nascido,
incompatibilidade de Rh, é quando o sangue de um feto sofre
hemólise, ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da
mãe).
Porfiria congenita, que se resume em um transtorno
autossômico recessivo caracterizado pela deficiência na
biossíntese da hemoglobina.
Anomalias associadas a
alterações de cor
• Conceito: Durante o desenvolvimento dentário substancias
acometem a circulação sistêmica, causando pigmentações nas
camadas profundas da dentina ou do esmalte. Derivam da
degradação das hemácias melanina.
• Diagnostico: Exame clínico, histórico médico e familiar,
exame histopatológico e biópsia.
• Características: Lesão macular, coloração azulada devido a
profundidade da pigmentação, superfície lisa, bem circunscrita,
geralmente única e pequena, assintomática.
• Localização: Palato duro.
• Tratamento: Biópsia excisional e exame anatomopatológico.
• Prognóstico: Positivo.
APRESENTAÇAO PROPEDEUTICA 1 (1).pptx
HIPOPLASIA DE ESMALTE
POR SÍFILIS CONGÊNITA
•Causa: doenças infecciosas ocorridas durante o período de
gestação e infância podem estar associadas a formação de
dentes anômalos.
•Características: os incisivos permanentes apresentam-se
em forma de barril com chanfradura na borda incisal, e os
molares apresentam-se com superfície oclusal lobulada e
denominam-se molares em amora.
•Localização: acomete principalmente o desenvolvimento de
incisivos e primeiros molares permanentes nos portadores de
sífilis congênita que, juntamente com outras condições como
surdez e queratite intersticial (inflamação da córnea) formam a
Anomalias associadas a fatores infecciosos
•Diagnóstico: anamnese, histórico do paciente, exame
extraoral e intraoral, exames laboratoriais (VDRL). Radiografias
costumam mostrar que as raízes dos primeiros molares dos
dentes com sífilis congênita são mais curtas.
•Tratamento: Em mulheres gravidas, exames pré-natais, e
tratar a sífilis durante a gravidez. A principal abordagem feita
pelo cirurgião dentista envolve o uso da penicilina via
intravenosa ou por meio de procaína, caso o paciente for
alérgico, se utiliza eritromicina, ou penicilina G Benzatina, via
oral ou injetada, e, para dentes sifilíticos são usados métodos
de restauração como coroas completas, ou resinas
fotopolimerizáveis.
•Prognóstico: Sendo tratado precocemente, o prognostico é
bom. O tratamento tardio acarreta diversos problemas como:
meningite crônica, convulsões , surdez, e atrofia óptica.
•Prevenção: método preventivo eficaz, bem como educação
em saúde sexual, exames regulares e tratamento antisífilis ate
os quatro meses de gestação, evitando assim a ocorrência desse
tipo de anomalia dental.
Exame radiográfico
panorâmico
HIPOPLASIA DE TURNER
•Causas: Acontece devido a traumas ou infecções locais no ápice
dos dentes decíduos afetando os ameoblastos que recobrem a
coroa em desenvolvimento.
•Características: O dente permanente apresenta esmalte
hipoplásico ou hipocalcificado. Apresentam dimensão reduzida,
ranhuras, manchas esbranquiçadas, irregularidades na coroa do
dente e sensibilidade dentinária.
•Localização: Incisivos permanentes superiores e os pré-molares
superiores e inferiores.
•Diagnóstico: Anamnese, exame radiográfico.
•Tratamento: Varia de acordo com a severidade do caso,
podendo ser indicadas desde aplicações tópicas de flúor até
Anomalias associadas a fatores infecciosos
• Prognóstico: Quanto mais cedo for realizada a
intervenção, melhor o prognóstico do paciente.
HIPOPLASIA POR TERAPIA
ANTINEOPLÁSICA
Anomalias associadas a fatores físicos
•Causas: a hipoplásia do esmalte pode ser uma das complicações
bucais decorrentes do tratamento antineoplásico.
•Características: complicações bucais decorrentes do tratamento
antineoplásico, associada ou não a mucosites, sangramentos
gengivais, xerostomia, candidíase, perda do paladar, trismo, dentre
outros .
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: As alternativas para o tratamento dessas lesões
variam de acordo com a extensão e o tipo da lesão.
Relato de Caso
A paciente T. S. B., 13 anos, apresentou-se à Clínica
Odontológica do Hospital Universitário de Brasília, queixando-se
do aspecto de seus dentes anteriores superiores devido à
presença de manchas esbranquiçadas e amarronzadas. Ao exame
clínico, observou-se hipoplasia moderada de esmalte nos
incisivos, caninos e primeiros molares superiores e inferiores
(Figuras 1, 2, 3).
Figura 1 – Foto extrabucal (sorriso)
evidenciando, ao exame clínico, a
deficiência estética dos dentes
acometidos por amelogênese
imperfeita
Figura 2 – Análise intrabucal. Figura 3 – Foto intrabucal detalhando
a desarmonia estética nos dentes 13 a
23
Anomalias associadas a fatores físicos
GEMINAÇÃO
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
•Causas: É ainda desconhecida, mas tem sido sugerida como
resultado de traumas ou processos inflamatórios sofridos pelo
germe dental.
•Características: Aparência de duas coroas que compartilham o
mesmo canal radicular.
•Localização: Pode ocorrer na dentição decídua ou permanente.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: Se o dente for pequeno, determina-se que
nenhuma intervenção seja necessária. Se o dente geminado for tão
grande a ponto de causar problemas na boca, pode ser necessário
extraí-lo. Após a extração, há vários métodos para substituir o
dente.
Relato de caso: Paciente do gênero masculino, 12 anos,
compareceu ao consultório após indicação de um clínico geral
para avaliação do elemento dental 11 (incisivo central superior
direito). Sua principal queixa foi quanto à estética comprometida,
em virtude de o dente possuir dimensões maiores em relação à
coroa do incisivo central esquerdo.
Figura 1 – Aspecto clínico revela coroa
com dimensões maiores
Figura 2 – Imagem
radiográfica
do incisivo central
superior direito
Figura 3 – Radiografia
de odontometria
confirmando a
extensão proximal do
canal radicular que
termina em um único
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
FUSÃO
•Causas: É desconhecida, embora o trauma também seja
considerado como uma causa.
•Características: É a união de dois germes dentários em
desenvolvimento que resultam em um único dente.
•Localização: Pode ocorrer tanto na dentição decídua quanto na
permanente e envolver todo o comprimento dos dentes ou
acometer apenas raízes ou coroas dentárias.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: O tratamento implica a correção da estética e o
equilíbrio da oclusão.
Relato de caso: A paciente A.J.C.F., gênero feminino, de três anos
e sua mãe procuraram a clínica odontológica do curso de
especialização em odontopediatria, da faculdade de Odontologia
São Leopoldo Mandic Belo Horizonte, com queixa na estética
anterior, devido ao tamanho exagerado de um dente, que se
apresentava também com uma coloração alterada (Figura 1A-B).
FIGURA 1 A) Fotografia intrabucal frontal do exame clínico inicial;
B) Fotografia intrabucal frontal do exame clínico inicial em vista palatina
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
CONCRESCÊNCIA
•Causas: A provável etiologia é associada ao trauma ou
apinhamento severo.
•Características: : É a união de dois elementos dentais
completamente formados pelo cemento antes ou após a erupção.
•Localização: Ocorre com maior frequência entre o segundo e o
terceiro molares superior.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: Não há necessidade de tratamento, a não ser que
seja apontada a extração de algum dos elementos, indicando-se,
nesses casos, o seccionamento cirúrgico.
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Relato de caso: Paciente V.D., 24 anos, sexo feminino, procurou o
atendimento odontológico da Faculdade de Odontologia da
Universidade Luterana o Brasil – Campus Cachoeira do Sul, para
exodontia dos terceiros molares. Durante a anamnese, não foi
relatada nenhuma alteração sistêmica e nenhum problema ou
hábito que pudesse comprometer o procedimento cirúrgico. Não
havia relato de sintomatologia dolorosa ou inflamação na região.
Figura 1- Radiografia panorâmica inicial Figura 2- Observação radiográfica dos
molares fusionados
Figura 3- Peça anatômica
removida
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
DILACERAÇÃO
•Causas: De etiologia associada a trauma durante o
desenvolvimento radicular.
•Características: Refere-se a uma curvatura excessiva na área
cervical radicular
dos dentes afetados.
•Localização: É uma anomalia bastante comum, que pode
aparecer em todos os dentes permanentes.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: Pode-se optar por tratamentos ortodônticos e/ou
endodônticos e, por vezes, pela exodontia.
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Relato de caso: Paciente de onze anos de idade, sexo masculino,
foi encaminhado para tratamento ortodôntico devido a não
erupção do incisivo central superior esquerdo. A mãe relatou na
anamnese, que o paciente sofreu uma queda andando de bicicleta
aos 4 anos de idade batendo a boca no chão e observou que
somente um incisivo central superior do lado direito erupcionou.
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
DENTE INVAGINADO (DENS IN
DENTE, ODONTOMA DILATADO)
•Causas: De etiologia desconhecida, por vezes pode ser associada a
fatores genéticos. Pode estar relacionada, também, a outras anomalias
dentárias, tais como taurodontia, microdontia, geminação, dente
supranumerário e amelogênese imperfeita.
•Características: Anomalia incomum caracterizada por invaginação
acentuada da fosseta lingual.
•Localização: Pode afetar apenas a coroa ou coroa e raiz. Acomete
mais frequentemente os incisivos laterais superiores, embora possa
ocorrer em qualquer dente anterior.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: Dependendo da extensão da invaginação, diferentes
tipos de tratamentos são necessários. Nos casos em que somente a coroa
é acometida, recomenda-se a restauração profilática da fosseta para
evitar cáries. No caso de atingir coroa e raiz dentárias, o tratamento
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Relato de caso: Paciente U.R.D., 26 anos, sexo feminino em
tratamento ortodôntico com fenótipo gengival fino, apinhamento
dentário severo antero superior e inferior e apresentando
invaginações bilaterais superiores e inferiores após fechamento de
espaço referente as extrações dos dentes 14,24,34,44 no prazo de 2
meses foi submetida a cirurgia gengival de remoção de invaginações
gengivais entre os dentes 13/15 e 43/45 no dia 19/01/2021.
Posteriormente no dia 08/03/2021, foi operado as invaginações
gengivais entre os dentes 23/25 e 33/35.
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
PÉROLAS DE ESMALTE
(ESMALTE ECTÓPICO)
•Causas: Não há significado clínico para essa lesão, a não ser que
as pérolas de esmalte estejam relacionadas à doença periodontal,
uma vez que pode haver diminuição da aderência das fibras
periodontais na localização dessas pérolas.
•Características: Observação de depósitos ectópicos de esmalte
nas raízes dos elementos dentários de formato hemisférico, com
mais frequência em bifurcações ou trifurcações.
•Localização: Acometem mais os molares superiores.
•Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico.
•Tratamento: Não há necessidade de tratamento específico.
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Relato de caso: A Figura 3 ilustra os aspectos clínico e radiográfico
de um elemento 18, removido por razão ortodôntica, de indivíduo do
gênero masculino, 18 anos, caucasiano, apresentando no terço médio
da raiz palatina presença de pérola de esmalte única, globosa,
composta por esmalte e dentina, 15 mm de diâmetro e distando 20
mm da junção cemento-esmalte. Não houve associação com
alterações nutricionais, traumas mecânicos faciais, uso prolongado de
medicação durante a infância ou casos familiares de distúrbios da
odontogênese.
Figura 3. Pérola de esmalte, aspecto clínico (A) e
radiográfico (B).
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
TAURODO
NTIA
•Causas: Pode estar associada às seguintes alterações: síndromes de
Klinefelter (indivíduos do sexo masculino que apresentam um
cromossomo X a mais, também chamada de síndrome 47 ou XXY) e de
Down (trissomia do cromossomo 21), hipofosfatasia (doença hereditária
rara caracterizada por defeito ósseo, mineralização dos dentes e
deficiência da atividade da fosfatase alcalina óssea) ou displasia
ectodérmica (desordens dos tecidos derivados do ectoderma).
• Características: Os dentes apresentam-se com coroa alongada e
furca deslocada no sentido apical, resultando em câmaras pulpares com
aumento de altura no sentido apico-oclusal, conferindo ao dente afetado
formato semelhante a dentes de touro.
•Localização: Pode ocorrer uni ou bilateralmente, envolvendo com mais
frequência os molares.
•Diagnóstico: Anamnese e radiográfico.
•Tratamento: Não há necessidade de tratamento específico, mas, na
eventualidade de tratamento endodôntico num elemento dental que
apresente tal anomalia, deve-se atentar para as dificuldades que a
Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
Relato de caso: Paciente M. J. C., leucoderma, sexo feminino, 61 anos
de idade, compareceu ao consultório odontológico com a queixa de
“Quero fazer avaliação na boca”. Na anamnese a paciente não relatou
sintomatologia dolorosa, mas relatou ser tabagista há pelo menos 35
anos e que fazia uso de prótese parcial removível na arcada superior.
Ao exame intraoral foi possível observar aspecto de bifurcação do dente
33 (Figura 1). Mediante a radiografia periapical da região do dente 33,
observou-se uma tentativa de separação das coroas, ambas recebendo
suporte de um único canal, característica marcante e decisiva da
anomalia dentária de geminação (Imagem 2) e ampliação da câmara
pulpar do dente 46, característica marcante de taurodontia (Imagem 3).
Figura1: Fotografia frontal
da face da paciente.
Figura2: Radiografia periapical da
região do dente 33, que confirma
o diagnóstico de taurodontismo
no
Figura 3: Radiografia periapical do
elemento 46, que confirma o
diagnóstico de taurodontismo no
TIPOS DE AGENESIA
DENTÁRIA
A agenesia é a falta de pelo menos um dente, excluindo os terceiros
molares (sisos). Existem dois tipos de agenesia dentária:
 Oligodontia: refere-se à falta de seis ou mais dentes, excluindo
molares.
 Anodontia: corresponde à ausência total de dentes permanentes.
A agenesia dentária pode ocorrer associada a dezenas de síndromes
e anomalias craniofaciais, sendo as mais comuns a Síndrome de Down,
displasia ectodérmica e fenda labiopalatina. Ainda assim, a forma mais
frequente de agenesia é não sindrómica e afeta um número reduzido de
DENTES SUPRANUMERÁRIOS
IMPACTADOS: RELATO DE
CASO CLÍNICO
Dentes supranumerários impactados
representam um desafio para os
Odontopediatras. Estes dentes podem causar
atraso na erupção do dente permanente,
alteração do crescimento ósseo e
posicionamento ectópico do dente permanente.
As imagens a seguir são de casos clínicos que
relata a resolução de um caso de dois dentes
supranumerários, em ambiente de consultório
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DENTES NATAL E NEONATAL
Figura 1. Dentes natais, incisivos centrais
inferiores
Figura 2. Lesão de Riga-Fede originada
por trauma constante de dente nata
MACRODONTIA E
MICRODONTIA
• Macrodontia é uma condição em que os dentes apresentam
dimensões maiores do que o seu tamanho normal e pode ser
causada pela fusão dentária, hipertrofia hemifacial, idiopatia ou
gigantismo pituitário. Classifica a macrodontia em três tipos:
generalizada verdadeira - todos os dentes apresentam
dimensões maiores do que o normal (frequente no gigantismo
pituitário); generalizada relativa – condição na qual os dentes
apresentam tamanhos maiores devido ao tamanho pequeno da
arcada e nesses casos as arcadas dentárias apresentam muitas
vezes apinhamento dentário; e focal ou localizada – é
ocasionalmente vista no lado afetado da Anomalias dentárias e a
sua importância no processo de identificação humana 25 boca
em casos de hipertrofia hemifacial. A macrodontia de um único
dente é rara e normalmente afeta incisivos. Nuez (1960) refere
que a macrodontia pode manifestar-se de forma segmentar,
• Para Laskarias (2000) a microdontia refere-se aos
dentes que apresentam tamanhos menores do que o
normal, enquanto na pseudomicrodontia, existe a
condição de todos os dentes parecerem mais
pequenos, devido a alterações de tamanho da própria
arcada. Microdontia generalizada é rara e pode estar
associada ao hipopituitarismo congénito ou à
exposição a radiações e quimioterapia. A microdontia
localizada é mais comum e é frequentemente associada
à hipodontia.
AMELOGÉNESE IMPERFEITA
A anomalia pode estar associada a defeitos congénitos ou
hereditários que, inicialmente alteram a formação do esmalte, no
entanto, não está relacionada com defeitos morfológicos ou
metabólicos. Shafer et al. (1985) agrupou os defeitos segundo
três tipos: tipo hipoplásico, tipo hipocalcificado e com
hipomaturação. Segundo Passos et al. (2007) o tipo
hipocalcificado deve-se a defeitos na fase da cristalização e
apresenta-se com espessura normal, esmalte macio, opaco e
branco amarelado; o tipo hipomaturado ocorre por uma falha na
fase de maturação da amelogénese, produzindo um esmalte
mais mole e de cor amarelo acastanhado; e o tipo hipoplásico,
por uma falha na maturação da matriz orgânica, produzindo um
esmalte com pouca espessura e/ou fossas na sua superfície.
DENTINOSENESE IMPERFEITA TIPO
1
DENTINOGENESE IMPERFEITA TIPO
2
A DI Tipo I é caracterizada por alterações dentinárias associadas
à presença da osteogênese imperfeita (SANTOS, 2014). A
Osteogênese Imperfeita (OI) é uma doença genética rara do
colágeno caracterizada por fragilidade óssea decorrente, na
maioria dos casos, de mutações nos genes que produzem
colágeno tipo
A DI Tipo II é o tipo classicamente dentinário, sem associação
com qualquer desordem óssea. Os dentes decíduos podem ser
mais afetados que os permanentes (SANTOS, 2014). Os dentes
exibem uma coloração que varia do cinza, azul, âmbar, marrom
ou opalescente e apresenta pequena altura. O esmalte é muitas
vezes desalojado devido a junção esmalte dentina alterada.
Consequentemente, a dentina exposta hipomineralizada é
rapidamente desgastada pelo atrito
DENTINOGÊNESE IMPERFEITA
TIPO 3
Esta patologia é muito rara, descrita quase exclusivamente na
sub-população triracial de Maryland, o “isolado Brandywine”.
Esta população tem a maior incidência de todas as doenças
genéticas dentárias em 1 em 15,40.
DISPLASIA DENTINÁRIA
A Displasia dentinária (DD) é um distúrbio hereditário na
formação da dentina, que compreende um grupo de condições
genéticas autossômicas dominantes que são caracterizados pela
estrutura de dentina anormal afetando ambas as dentições (YE
et al., 2015)
DISPLASIA DENTINÁRIA TIPO 1
No tipo I de displasia dentinária (radicular), ambas as dentições
primárias e permanentes são afetadas, embora os dentes
apresentem cor e aparência morfológica normal. Os dentes
caracteristicamente exibem extrema mobilidade e são comumente
esfoliados prematuramente (MALIK et al., 2015)
DISPLASIA DENTINARIA TIPO 2
A displasia dentinária tipo II (displasia dentinária coronária) é
um distúrbio hereditário de caráter autossômico dominante que
exibe numerosas características da dentinogênese imperfeita. Ao
ODONTODISPLASIA REGIONAL
A Odontodisplasia Regional (OR) é uma anomalia dos tecidos
dentais rara que envolve o ectoderma e mesoderma, e geralmente
afeta a dentição decídua e permanente. É mais frequente em
mulheres do que em homens, e a maxila é afetada duas vezes
mais que a mandíbula. Geralmente, ela é limitada a apenas um
arco, ainda que possa, ocasionalmente, atravessar a linha média
(SCARIOT et al., 2012). A etiologia ainda é desconhecida, mas
algumas hipóteses foram levantadas como isquemia local, drogas
teratogênicas, deficiências vitamínicas, metabólicas e
nutricionais, vírus latente que habitam no epitélio odontogênico
que torna-se ativo durante o desenvolvimento dos dentes (NETO
 CONCLUSÃO
Portanto, as alterações dentárias do
desenvolvimento, são postas diante do cirurgião-
dentista geralmente por insatisfação estética ou
descobertas em consulta de rotina, então cabe ao
profissional saber diagnosticar, e traçar o plano de
tratamento mais adequado a cada caso. Nova
técnica vem se desenvolvendo a cada dia e a
atualização profissional torna-se indispensável
para que se tenha uma boa decisão clínica,
devolvendo assim a estética e função ou apenas
preservando e acompanhando o caso.
OBRIGADA
PELA
ATENÇÃO!

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  • 1. FUNDAMENTOS PARA PROPEDÊUTICA CIRÚRGICA 1 Anomalias dentárias e estudo radiográfico das alterações do órgão dentário Trio: Isabella Victoria Almeida de Moraes Cecilia Pinto Monteiro Débora dos Santos Ribeiro “A ODONTOLOGIA É A ÁREA DA SAÚDE QUE PRESERVA E RESTAURA O MOVIMENTO MAIS LINDO DO SER HUMANO: O SORRISO.”
  • 2. CONCEITO São alterações do desenvolvimento das estrutura dos dentes, gerando elementos dentais diferentes da normalidade. tais alterações podem ter relação com: Forma Tamanho Número Posição Constituição/função dos dentes Cor As anomalias dentárias podem ser de origem: hereditária ou causada por fatores locais.
  • 3. ANOMALIAS DENTÁRIAS CAUSADAS POR FATORES AMBIENTAIS LOCAIS • Químicos (traumas) • Biológicos (infecção) • Físicos (radioterapia) • Idiopáticos SISTEMICOS • Deficiências nutricionais • Distúrbios hormonais • Intoxicações medicamentosas • Quimioterapia • Febre
  • 4. ANOMALIAS DENTÁRIAS CAUSADAS POR FATORES QUÍMICOS Durante a formação do esmalte, os ameloblastos são suscetíveis a vários fatores externos que podem causar injurias refletidas nos dentes erupcionados. De acordo com a intensidade e natureza da agressão, os defeitos podem ocorrer tanto na quantidade e qualidade do esmalte quanto na sua forma e cor.
  • 5. HIPOPLASIA DO ESMALTE •Causa: Pode estar associada ao excesso de ingestão de flúor, deficiências nutricionais, falta de vitaminas a e d no organismo, nascimento prematuro, doenças que afetaram a mãe durante o período gestacional, como por exemplo o sarampo. •Conceito: O elemento dental apresenta esmalte de rigidez dentro da normalidade, mas em quantidade insuficiente, pode acometer um, ou mais elementos dentários. As deformidades podem se apresentar tanto na quantidade e qualidade do esmalte quanto na sua forma e cor •Características: Clinicamente, apresenta-se como manchas esbranquiçadas, rugosas, sulcos ou ranhuras. •Localização: Incisivos centrais superiores. •Tratamento: Branqueamento dentário, uso de pastas de dente a fatores químicos Anomalias associadas a fatores químicos
  • 6. • Prognóstico: A época de intervenção é um fator importante na escolha do tratamento. No entanto quanto mais cedo for realizada a intervenção, melhor o prognóstico do paciente. Portanto, quando ocorre um planejamento consistente multidisciplinar deve-se ter como finalidade a plena recuperação anatômica, funcional e estética do paciente. • Diagnóstico:ainda controverso, porém os seguintes fatores devem ser considerados: perda de esmalte em um único dente permanente ocasionada por trauma no dente decíduo predecessor ou desmineralização do esmalte na fase pós-eruptiva.
  • 7. HIPOCALCIFICAÇÃO DO ESMALTE •Causa: Compartilha dos mesmos fatores etiológicos para hipoplasia do esmalte. Distúrbios ocorridos na fase de maturação ou mineralização da matriz podem levar a disfunções como a hipocalcificação. •Conceito: Não há alteração de espessura do esmalte, porém o mesmo se encontra hipomineralizado. •Características: O esmalte hipomineralizado torna-se poroso e frágil, apresentando uma camada desorganizada que dificulta os procedimentos restauradores. •Diagnóstico:O exame radiográfico antes da erupção não é capaz de revelar a ocorrência dessa anomalia, o diagnóstico só pode ser confirmado após a erupção completa da coroa. Presença de manchas brancas ou acastanhadas em incisivos centrais, caninos decíduos, esmalte rugoso, e pequenas imperfeiçoes, além de queixas de sensibilidade, são alguns sinais de hipocalcificação. Anomalias associadas a fatores químicos
  • 8.  Hipocalcificação hereditária do esmalte • Tratamento: varia entre medidas preventivas, como escovação com detifricos com flúor e uso tópico de verniz fluoretado, selantes, ate tratamento restaurador e dependendo da evolução do caso tratamento
  • 9. PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS OU EXTRÍNSECAS •Causa: Tem como possíveis causas os pigmentos advindos de alimentos como café, bebidas e molhos, além do uso de tabaco, tatuagens de amalgama ou fármacos e pelo subproduto colorido produzido pelas bactérias cromo genicas presentes no biofilme bucal. •Conceito: Pigmentos externos que podem ter sido inalados, ingeridos ou absorvidos. As substancias supracitadas grudam nas ondulações e defeitos presentes na superfície do esmalte, resultando na aderência entre eles. •Diagnóstico: No caso da tatuagem por amalgama, por exemplo, observações clinicas, radiograficamente só será possível diagnosticar se as partículas tiverem tamanho suficiente para gerar imagem radiográfica, já microscopicamente, revelam- se fragmentos no interior do tecido conjuntivo, também se faz Anomalias associadas a alterações de cor
  • 10.  Manchas negras extrínsecas na região cervical das superfícies lisas. • Tratamento: A escolha do tratamento deverá ser pautada nas possíveis causas para a deficiência analisada, bem como risco- beneficio para o paciente. Mas podem incluir, profilaxia profissional com pasta abrasiva, contendo também pedra pomes micrograngulada. Aplicação tópica de verniz fluoretado, antibioticoterapia profilática, raspagem, e melhor higiene bucal. No caso da tatuagem por amalgama não é necessária remoção exceto por motivos estéticos ou caso haja reações liquenoides (raro).
  • 11. PIGMENTAÇOES ENDÓGENAS OU INTRÍNSECAS •Causa: Uso sistêmico do antibiótico tetraciclina durante o desenvolvimento dentário. A tetraciciclina se liga ao cálcio presente nos dentes em formação e reflete sua cor amarelo- brilhante nos dentes recém-erupcionados. Com o passar do tempo, a tetraciclina oxida e causa manchas acinzentadas ou amarronzadas á superfície dos dentes afetados. Eristroblastose fetal (doença hemolítica do recém nascido, incompatibilidade de Rh, é quando o sangue de um feto sofre hemólise, ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da mãe). Porfiria congenita, que se resume em um transtorno autossômico recessivo caracterizado pela deficiência na biossíntese da hemoglobina. Anomalias associadas a alterações de cor
  • 12. • Conceito: Durante o desenvolvimento dentário substancias acometem a circulação sistêmica, causando pigmentações nas camadas profundas da dentina ou do esmalte. Derivam da degradação das hemácias melanina. • Diagnostico: Exame clínico, histórico médico e familiar, exame histopatológico e biópsia. • Características: Lesão macular, coloração azulada devido a profundidade da pigmentação, superfície lisa, bem circunscrita, geralmente única e pequena, assintomática. • Localização: Palato duro. • Tratamento: Biópsia excisional e exame anatomopatológico. • Prognóstico: Positivo.
  • 14. HIPOPLASIA DE ESMALTE POR SÍFILIS CONGÊNITA •Causa: doenças infecciosas ocorridas durante o período de gestação e infância podem estar associadas a formação de dentes anômalos. •Características: os incisivos permanentes apresentam-se em forma de barril com chanfradura na borda incisal, e os molares apresentam-se com superfície oclusal lobulada e denominam-se molares em amora. •Localização: acomete principalmente o desenvolvimento de incisivos e primeiros molares permanentes nos portadores de sífilis congênita que, juntamente com outras condições como surdez e queratite intersticial (inflamação da córnea) formam a Anomalias associadas a fatores infecciosos
  • 15. •Diagnóstico: anamnese, histórico do paciente, exame extraoral e intraoral, exames laboratoriais (VDRL). Radiografias costumam mostrar que as raízes dos primeiros molares dos dentes com sífilis congênita são mais curtas. •Tratamento: Em mulheres gravidas, exames pré-natais, e tratar a sífilis durante a gravidez. A principal abordagem feita pelo cirurgião dentista envolve o uso da penicilina via intravenosa ou por meio de procaína, caso o paciente for alérgico, se utiliza eritromicina, ou penicilina G Benzatina, via oral ou injetada, e, para dentes sifilíticos são usados métodos de restauração como coroas completas, ou resinas fotopolimerizáveis. •Prognóstico: Sendo tratado precocemente, o prognostico é bom. O tratamento tardio acarreta diversos problemas como: meningite crônica, convulsões , surdez, e atrofia óptica. •Prevenção: método preventivo eficaz, bem como educação em saúde sexual, exames regulares e tratamento antisífilis ate os quatro meses de gestação, evitando assim a ocorrência desse tipo de anomalia dental.
  • 17. HIPOPLASIA DE TURNER •Causas: Acontece devido a traumas ou infecções locais no ápice dos dentes decíduos afetando os ameoblastos que recobrem a coroa em desenvolvimento. •Características: O dente permanente apresenta esmalte hipoplásico ou hipocalcificado. Apresentam dimensão reduzida, ranhuras, manchas esbranquiçadas, irregularidades na coroa do dente e sensibilidade dentinária. •Localização: Incisivos permanentes superiores e os pré-molares superiores e inferiores. •Diagnóstico: Anamnese, exame radiográfico. •Tratamento: Varia de acordo com a severidade do caso, podendo ser indicadas desde aplicações tópicas de flúor até Anomalias associadas a fatores infecciosos
  • 18. • Prognóstico: Quanto mais cedo for realizada a intervenção, melhor o prognóstico do paciente.
  • 19. HIPOPLASIA POR TERAPIA ANTINEOPLÁSICA Anomalias associadas a fatores físicos •Causas: a hipoplásia do esmalte pode ser uma das complicações bucais decorrentes do tratamento antineoplásico. •Características: complicações bucais decorrentes do tratamento antineoplásico, associada ou não a mucosites, sangramentos gengivais, xerostomia, candidíase, perda do paladar, trismo, dentre outros . •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: As alternativas para o tratamento dessas lesões variam de acordo com a extensão e o tipo da lesão.
  • 20. Relato de Caso A paciente T. S. B., 13 anos, apresentou-se à Clínica Odontológica do Hospital Universitário de Brasília, queixando-se do aspecto de seus dentes anteriores superiores devido à presença de manchas esbranquiçadas e amarronzadas. Ao exame clínico, observou-se hipoplasia moderada de esmalte nos incisivos, caninos e primeiros molares superiores e inferiores (Figuras 1, 2, 3). Figura 1 – Foto extrabucal (sorriso) evidenciando, ao exame clínico, a deficiência estética dos dentes acometidos por amelogênese imperfeita Figura 2 – Análise intrabucal. Figura 3 – Foto intrabucal detalhando a desarmonia estética nos dentes 13 a 23 Anomalias associadas a fatores físicos
  • 21. GEMINAÇÃO Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) •Causas: É ainda desconhecida, mas tem sido sugerida como resultado de traumas ou processos inflamatórios sofridos pelo germe dental. •Características: Aparência de duas coroas que compartilham o mesmo canal radicular. •Localização: Pode ocorrer na dentição decídua ou permanente. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: Se o dente for pequeno, determina-se que nenhuma intervenção seja necessária. Se o dente geminado for tão grande a ponto de causar problemas na boca, pode ser necessário extraí-lo. Após a extração, há vários métodos para substituir o dente.
  • 22. Relato de caso: Paciente do gênero masculino, 12 anos, compareceu ao consultório após indicação de um clínico geral para avaliação do elemento dental 11 (incisivo central superior direito). Sua principal queixa foi quanto à estética comprometida, em virtude de o dente possuir dimensões maiores em relação à coroa do incisivo central esquerdo. Figura 1 – Aspecto clínico revela coroa com dimensões maiores Figura 2 – Imagem radiográfica do incisivo central superior direito Figura 3 – Radiografia de odontometria confirmando a extensão proximal do canal radicular que termina em um único
  • 23. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) FUSÃO •Causas: É desconhecida, embora o trauma também seja considerado como uma causa. •Características: É a união de dois germes dentários em desenvolvimento que resultam em um único dente. •Localização: Pode ocorrer tanto na dentição decídua quanto na permanente e envolver todo o comprimento dos dentes ou acometer apenas raízes ou coroas dentárias. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: O tratamento implica a correção da estética e o equilíbrio da oclusão.
  • 24. Relato de caso: A paciente A.J.C.F., gênero feminino, de três anos e sua mãe procuraram a clínica odontológica do curso de especialização em odontopediatria, da faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic Belo Horizonte, com queixa na estética anterior, devido ao tamanho exagerado de um dente, que se apresentava também com uma coloração alterada (Figura 1A-B). FIGURA 1 A) Fotografia intrabucal frontal do exame clínico inicial; B) Fotografia intrabucal frontal do exame clínico inicial em vista palatina Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD)
  • 25. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) CONCRESCÊNCIA •Causas: A provável etiologia é associada ao trauma ou apinhamento severo. •Características: : É a união de dois elementos dentais completamente formados pelo cemento antes ou após a erupção. •Localização: Ocorre com maior frequência entre o segundo e o terceiro molares superior. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: Não há necessidade de tratamento, a não ser que seja apontada a extração de algum dos elementos, indicando-se, nesses casos, o seccionamento cirúrgico.
  • 26. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) Relato de caso: Paciente V.D., 24 anos, sexo feminino, procurou o atendimento odontológico da Faculdade de Odontologia da Universidade Luterana o Brasil – Campus Cachoeira do Sul, para exodontia dos terceiros molares. Durante a anamnese, não foi relatada nenhuma alteração sistêmica e nenhum problema ou hábito que pudesse comprometer o procedimento cirúrgico. Não havia relato de sintomatologia dolorosa ou inflamação na região. Figura 1- Radiografia panorâmica inicial Figura 2- Observação radiográfica dos molares fusionados Figura 3- Peça anatômica removida
  • 27. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) DILACERAÇÃO •Causas: De etiologia associada a trauma durante o desenvolvimento radicular. •Características: Refere-se a uma curvatura excessiva na área cervical radicular dos dentes afetados. •Localização: É uma anomalia bastante comum, que pode aparecer em todos os dentes permanentes. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: Pode-se optar por tratamentos ortodônticos e/ou endodônticos e, por vezes, pela exodontia.
  • 28. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) Relato de caso: Paciente de onze anos de idade, sexo masculino, foi encaminhado para tratamento ortodôntico devido a não erupção do incisivo central superior esquerdo. A mãe relatou na anamnese, que o paciente sofreu uma queda andando de bicicleta aos 4 anos de idade batendo a boca no chão e observou que somente um incisivo central superior do lado direito erupcionou.
  • 29. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) DENTE INVAGINADO (DENS IN DENTE, ODONTOMA DILATADO) •Causas: De etiologia desconhecida, por vezes pode ser associada a fatores genéticos. Pode estar relacionada, também, a outras anomalias dentárias, tais como taurodontia, microdontia, geminação, dente supranumerário e amelogênese imperfeita. •Características: Anomalia incomum caracterizada por invaginação acentuada da fosseta lingual. •Localização: Pode afetar apenas a coroa ou coroa e raiz. Acomete mais frequentemente os incisivos laterais superiores, embora possa ocorrer em qualquer dente anterior. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: Dependendo da extensão da invaginação, diferentes tipos de tratamentos são necessários. Nos casos em que somente a coroa é acometida, recomenda-se a restauração profilática da fosseta para evitar cáries. No caso de atingir coroa e raiz dentárias, o tratamento
  • 30. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) Relato de caso: Paciente U.R.D., 26 anos, sexo feminino em tratamento ortodôntico com fenótipo gengival fino, apinhamento dentário severo antero superior e inferior e apresentando invaginações bilaterais superiores e inferiores após fechamento de espaço referente as extrações dos dentes 14,24,34,44 no prazo de 2 meses foi submetida a cirurgia gengival de remoção de invaginações gengivais entre os dentes 13/15 e 43/45 no dia 19/01/2021. Posteriormente no dia 08/03/2021, foi operado as invaginações gengivais entre os dentes 23/25 e 33/35.
  • 31. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) PÉROLAS DE ESMALTE (ESMALTE ECTÓPICO) •Causas: Não há significado clínico para essa lesão, a não ser que as pérolas de esmalte estejam relacionadas à doença periodontal, uma vez que pode haver diminuição da aderência das fibras periodontais na localização dessas pérolas. •Características: Observação de depósitos ectópicos de esmalte nas raízes dos elementos dentários de formato hemisférico, com mais frequência em bifurcações ou trifurcações. •Localização: Acometem mais os molares superiores. •Diagnóstico: Anamnese, exame clínico e radiográfico. •Tratamento: Não há necessidade de tratamento específico.
  • 32. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) Relato de caso: A Figura 3 ilustra os aspectos clínico e radiográfico de um elemento 18, removido por razão ortodôntica, de indivíduo do gênero masculino, 18 anos, caucasiano, apresentando no terço médio da raiz palatina presença de pérola de esmalte única, globosa, composta por esmalte e dentina, 15 mm de diâmetro e distando 20 mm da junção cemento-esmalte. Não houve associação com alterações nutricionais, traumas mecânicos faciais, uso prolongado de medicação durante a infância ou casos familiares de distúrbios da odontogênese. Figura 3. Pérola de esmalte, aspecto clínico (A) e radiográfico (B).
  • 33. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) TAURODO NTIA •Causas: Pode estar associada às seguintes alterações: síndromes de Klinefelter (indivíduos do sexo masculino que apresentam um cromossomo X a mais, também chamada de síndrome 47 ou XXY) e de Down (trissomia do cromossomo 21), hipofosfatasia (doença hereditária rara caracterizada por defeito ósseo, mineralização dos dentes e deficiência da atividade da fosfatase alcalina óssea) ou displasia ectodérmica (desordens dos tecidos derivados do ectoderma). • Características: Os dentes apresentam-se com coroa alongada e furca deslocada no sentido apical, resultando em câmaras pulpares com aumento de altura no sentido apico-oclusal, conferindo ao dente afetado formato semelhante a dentes de touro. •Localização: Pode ocorrer uni ou bilateralmente, envolvendo com mais frequência os molares. •Diagnóstico: Anamnese e radiográfico. •Tratamento: Não há necessidade de tratamento específico, mas, na eventualidade de tratamento endodôntico num elemento dental que apresente tal anomalia, deve-se atentar para as dificuldades que a
  • 34. Anomalias dentárias de desenvolvimento (ADD) Relato de caso: Paciente M. J. C., leucoderma, sexo feminino, 61 anos de idade, compareceu ao consultório odontológico com a queixa de “Quero fazer avaliação na boca”. Na anamnese a paciente não relatou sintomatologia dolorosa, mas relatou ser tabagista há pelo menos 35 anos e que fazia uso de prótese parcial removível na arcada superior. Ao exame intraoral foi possível observar aspecto de bifurcação do dente 33 (Figura 1). Mediante a radiografia periapical da região do dente 33, observou-se uma tentativa de separação das coroas, ambas recebendo suporte de um único canal, característica marcante e decisiva da anomalia dentária de geminação (Imagem 2) e ampliação da câmara pulpar do dente 46, característica marcante de taurodontia (Imagem 3). Figura1: Fotografia frontal da face da paciente. Figura2: Radiografia periapical da região do dente 33, que confirma o diagnóstico de taurodontismo no Figura 3: Radiografia periapical do elemento 46, que confirma o diagnóstico de taurodontismo no
  • 35. TIPOS DE AGENESIA DENTÁRIA A agenesia é a falta de pelo menos um dente, excluindo os terceiros molares (sisos). Existem dois tipos de agenesia dentária:  Oligodontia: refere-se à falta de seis ou mais dentes, excluindo molares.  Anodontia: corresponde à ausência total de dentes permanentes. A agenesia dentária pode ocorrer associada a dezenas de síndromes e anomalias craniofaciais, sendo as mais comuns a Síndrome de Down, displasia ectodérmica e fenda labiopalatina. Ainda assim, a forma mais frequente de agenesia é não sindrómica e afeta um número reduzido de
  • 36. DENTES SUPRANUMERÁRIOS IMPACTADOS: RELATO DE CASO CLÍNICO Dentes supranumerários impactados representam um desafio para os Odontopediatras. Estes dentes podem causar atraso na erupção do dente permanente, alteração do crescimento ósseo e posicionamento ectópico do dente permanente. As imagens a seguir são de casos clínicos que relata a resolução de um caso de dois dentes supranumerários, em ambiente de consultório
  • 46. DENTES NATAL E NEONATAL Figura 1. Dentes natais, incisivos centrais inferiores Figura 2. Lesão de Riga-Fede originada por trauma constante de dente nata
  • 47. MACRODONTIA E MICRODONTIA • Macrodontia é uma condição em que os dentes apresentam dimensões maiores do que o seu tamanho normal e pode ser causada pela fusão dentária, hipertrofia hemifacial, idiopatia ou gigantismo pituitário. Classifica a macrodontia em três tipos: generalizada verdadeira - todos os dentes apresentam dimensões maiores do que o normal (frequente no gigantismo pituitário); generalizada relativa – condição na qual os dentes apresentam tamanhos maiores devido ao tamanho pequeno da arcada e nesses casos as arcadas dentárias apresentam muitas vezes apinhamento dentário; e focal ou localizada – é ocasionalmente vista no lado afetado da Anomalias dentárias e a sua importância no processo de identificação humana 25 boca em casos de hipertrofia hemifacial. A macrodontia de um único dente é rara e normalmente afeta incisivos. Nuez (1960) refere que a macrodontia pode manifestar-se de forma segmentar,
  • 48. • Para Laskarias (2000) a microdontia refere-se aos dentes que apresentam tamanhos menores do que o normal, enquanto na pseudomicrodontia, existe a condição de todos os dentes parecerem mais pequenos, devido a alterações de tamanho da própria arcada. Microdontia generalizada é rara e pode estar associada ao hipopituitarismo congénito ou à exposição a radiações e quimioterapia. A microdontia localizada é mais comum e é frequentemente associada à hipodontia.
  • 49. AMELOGÉNESE IMPERFEITA A anomalia pode estar associada a defeitos congénitos ou hereditários que, inicialmente alteram a formação do esmalte, no entanto, não está relacionada com defeitos morfológicos ou metabólicos. Shafer et al. (1985) agrupou os defeitos segundo três tipos: tipo hipoplásico, tipo hipocalcificado e com hipomaturação. Segundo Passos et al. (2007) o tipo hipocalcificado deve-se a defeitos na fase da cristalização e apresenta-se com espessura normal, esmalte macio, opaco e branco amarelado; o tipo hipomaturado ocorre por uma falha na fase de maturação da amelogénese, produzindo um esmalte mais mole e de cor amarelo acastanhado; e o tipo hipoplásico, por uma falha na maturação da matriz orgânica, produzindo um esmalte com pouca espessura e/ou fossas na sua superfície.
  • 50. DENTINOSENESE IMPERFEITA TIPO 1 DENTINOGENESE IMPERFEITA TIPO 2 A DI Tipo I é caracterizada por alterações dentinárias associadas à presença da osteogênese imperfeita (SANTOS, 2014). A Osteogênese Imperfeita (OI) é uma doença genética rara do colágeno caracterizada por fragilidade óssea decorrente, na maioria dos casos, de mutações nos genes que produzem colágeno tipo A DI Tipo II é o tipo classicamente dentinário, sem associação com qualquer desordem óssea. Os dentes decíduos podem ser mais afetados que os permanentes (SANTOS, 2014). Os dentes exibem uma coloração que varia do cinza, azul, âmbar, marrom ou opalescente e apresenta pequena altura. O esmalte é muitas vezes desalojado devido a junção esmalte dentina alterada. Consequentemente, a dentina exposta hipomineralizada é rapidamente desgastada pelo atrito
  • 51. DENTINOGÊNESE IMPERFEITA TIPO 3 Esta patologia é muito rara, descrita quase exclusivamente na sub-população triracial de Maryland, o “isolado Brandywine”. Esta população tem a maior incidência de todas as doenças genéticas dentárias em 1 em 15,40. DISPLASIA DENTINÁRIA A Displasia dentinária (DD) é um distúrbio hereditário na formação da dentina, que compreende um grupo de condições genéticas autossômicas dominantes que são caracterizados pela estrutura de dentina anormal afetando ambas as dentições (YE et al., 2015)
  • 52. DISPLASIA DENTINÁRIA TIPO 1 No tipo I de displasia dentinária (radicular), ambas as dentições primárias e permanentes são afetadas, embora os dentes apresentem cor e aparência morfológica normal. Os dentes caracteristicamente exibem extrema mobilidade e são comumente esfoliados prematuramente (MALIK et al., 2015) DISPLASIA DENTINARIA TIPO 2 A displasia dentinária tipo II (displasia dentinária coronária) é um distúrbio hereditário de caráter autossômico dominante que exibe numerosas características da dentinogênese imperfeita. Ao
  • 53. ODONTODISPLASIA REGIONAL A Odontodisplasia Regional (OR) é uma anomalia dos tecidos dentais rara que envolve o ectoderma e mesoderma, e geralmente afeta a dentição decídua e permanente. É mais frequente em mulheres do que em homens, e a maxila é afetada duas vezes mais que a mandíbula. Geralmente, ela é limitada a apenas um arco, ainda que possa, ocasionalmente, atravessar a linha média (SCARIOT et al., 2012). A etiologia ainda é desconhecida, mas algumas hipóteses foram levantadas como isquemia local, drogas teratogênicas, deficiências vitamínicas, metabólicas e nutricionais, vírus latente que habitam no epitélio odontogênico que torna-se ativo durante o desenvolvimento dos dentes (NETO
  • 54.  CONCLUSÃO Portanto, as alterações dentárias do desenvolvimento, são postas diante do cirurgião- dentista geralmente por insatisfação estética ou descobertas em consulta de rotina, então cabe ao profissional saber diagnosticar, e traçar o plano de tratamento mais adequado a cada caso. Nova técnica vem se desenvolvendo a cada dia e a atualização profissional torna-se indispensável para que se tenha uma boa decisão clínica, devolvendo assim a estética e função ou apenas preservando e acompanhando o caso.