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Discentes: Fabiano Cordeiro Silva, Rayane Reis Sousa
Professor: DsC. Manoel Mota dos Santos
Gurupi-TO, Maio de 2022
Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
Feijão de Vagem
Feijão corredor (Phaseolus coccineus L.)
 Gênero (Phaseolus):
• Origem primária nas Américas
• 7.000 anos aC. no México e 10.000 aC. no Peru;
• 55 espécies;
 Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.):
• O Brasil é o maior produtor de feijão-comum;
• Grande importância econômica e social;
• Participação expressiva na alimentação.
INTRODUÇÃO
Fonte: CONAB (2021); IBGE (2021).
 Nome científico : Phaseolus coccineus
• Esta planta tem folhagem composta com
amplos folhetos ovais a em forma de
coração e flores escarlates aparecem na
primavera. As flores são conhecidas por
atrair beija-flores. Tem vagens de sementes
verdes que são comestíveis inteiras antes de
se tornarem fibrosas, e as sementes podem
ser usadas frescas ou como feijões secos.
INTRODUÇÃO
Fonte:http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ill
ustration_Phaseolus_coccineus0_clean.
• De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), o feijão
comum é uma das leguminosas mais relevantes em termos de consumo. Tem
grande importância na alimentação de mais de 500 milhões de pessoas e
representa 50% de todas as leguminosas presentes nas diversas dietas
alimentares do mundo.
INTRODUÇÃO
Fonte: FAO (2020).
• O centro-sul do México faz parte da região mesoamericana que é considerada
um dos hotspots de biodiversidade do feijoeiro no mundo. Por lá são
encontrados 28 grupos étnicos diferentes – em tribos indígenas e comunidades
– concentrados na região. Vários estudos com o feijão comum nesta região
indicam que lá está contida a maior diversidade genética de Phaseolus vulgaris.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Feijão:
• Ciclo curto;
• Três safras diferentes (safra
das águas, safra da seca, safra
de inverno);
Brasil-Safra 19/20:
• Área: 2.926,70 mil hectares de
plantio;
• Produção: 2,7 millões Ton.
• Produtividade: 1600 kg/ha
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
 BRASIL CENTRAL:
• Melhores condições para a produção de
sementes com alta qualidade fisiológica.
37,3 % dos campos de
sementes estão no
estado do Goiás.
INTRODUÇÃO
Doenças fúngicas do feijão comum
Fonte: Embrapa (2018)
Mancha angular
• O agente causal da doença é o fungo Pseudocercospora griseola (Sacc) Ferr. Encontra-se
distribuída em quase todas as regiões onde se cultiva o feijoeiro comum;
• Quanto mais precoce for o seu aparecimento na cultura, maiores poderão ser os prejuízos
ocasionados. Em cultivares suscetíveis as perdas na produção são estimadas em até 80%.
Doenças fúngicas do feijão comum
Antracnose
• Causada por Colletotrichum lindemuthianum (Sacc. & Magn.) Scribner, é uma das doenças mais destrutivas
do feijoeiro comum, podendo ocasionar perda total da lavoura quando infecta as plantas nos primeiros
estádios do seu desenvolvimento.
Doenças fúngicas do feijão comum
Ferrugem (Uromyces phaseoli)
Culturas Afetadas: Feijão, Feijão-vagem
• A ferrugem do feijoeiro pode causar danos tanto mais severos quanto mais cedo ocorrer no ciclo
da cultura.
Fonte: Agrolink, 2020
Doenças viróticas do feijão comum
Doença do Feijão - Mosaico comum do feijoeiro
 Tipo de patógeno: Vírus
 Nome comum: Mosaico comum do feijoeiro
 Agente causal: Vírus do mosaico comum do feijoeiro (BCMV)
 Tipo de sintoma: Mosaico
Fonte: Manejebem, 2020
Doenças viróticas do feijão comum
Mosaico dourado - BGMV (Bean Golden Mosaic Virus)
• O mosaico dourado constitui uma das principais viroses do feijoeiro também em outros países da
América do Sul, como Argentina e Colômbia, e na maioria dos países da América Central e Caribe.
Fonte: Manejebem, 2020
Mosca branca
(Bemisia tabaci)
Vírus BGMV
(Bean Golden Mosaic Virus)
Pragas que atacam a cultura do feijoeiro
 Essas pragas, geralmente, afetam as sementes, raízes e plântulas do feijão, podendo ser encontradas
na cultura de V0 a V3.
Fonte: Aegro, 2020
Lagarta-rosca
(Agrotis ipsilon)
Lagarta-elasmo
(Elasmopalpus lignosellus)
Larva-alfinete
(Diabrotica speciosa)
Pragas do feijão: desfolhadoras
 Essas pragas podem ser encontradas na cultura logo após a sua fase inicial, quando a planta
apresenta folhas primárias até o enchimento de grãos, ou seja, de V2 a R8.
Fonte: Agrolink, 2020
Vaquinha
(Diabrotica speciosa, Cerotoma arcuata)
Lagarta-falsa-medideira
(Chrysodeixis includens)
Pragas do feijão: sugadoras e raspadoras
Fonte: Agrolink, 2020
Mosca-branca
(Bemisia tabaci)
Ácaro-rajado
(Tetranhychus urticae)
 A mosca-branca, encontrada entre os estádios V1 a R5, ataca a planta sugando a seiva, porém esse
dano é considerado pouco expressivo.
 O ácaro-rajado escarifica o tecido da planta e na sequência se alimenta dessa seiva.
Pragas do feijão: vagens
Fonte: Agrolink, 2020
Lagarta-das-vagens
(Spodoptera eridania, S. cosmioides,
Thecla jebus, Maruca testulalis e Etiella
zinckenella)
Lagarta-helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
 Essas pragas podem ser encontradas na cultura logo após a pré-floração até a maturação dos
grãos.
 As vagens ocasionam perdas consideráveis nos grãos de feijão, influenciando na qualidade do
produto final.
Principais plantas daninhas em feijão
Fonte: Agrolink, 2020
 Entre as gramíneas, temos:
 capim-colonião (Panicum maximum);
 capim-braquiária (Urochloa decumbens);
 capim-colchão (Digitaria spp.);
 capim-carrapicho (Cenchrus echinatus);
 capim-arroz (Echinochloa spp.);
 capim-pé-de-galinha (Eleusine indica).
Principais plantas daninhas em feijão
Fonte: Agrolink, 2020
 Já entre as espécies de folhas largas temos: :
 leiteiro (Euphorbia heterophylla);
 quebra-pedra (Phyllanthus niruri);
 erva-de-santa-luzia (Chamaesyce hirta);
 guanxuma (Sida spp.);
 cordas-de-viola (Ipomoea spp.);
 picão-preto (Bidens pilosa e B. subalternans);
 carrapicho-rasteiro (Acanthospermum australe);
 mentrasto (Ageratum conyzoides);
 poaia-branca (Richardia brasiliensis);
 fedegoso (Senna spp.);
 buva (Conyza spp.);
 apaga-fogo (Alternanthera tenella);
 caruru-de-espinho (Amaranthus spinosus).
Fixação biológica de Nitrogênio
Fonte: Agrolink, 2020
Tecnologias para a produção de Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
Rhizobium tropici Azospirillum brasiliense
Fonte: Embrapa (2018)
 O feijoeiro-comum, quando coinoculado com R.
tropici e A. brasiliense, pode atingir níveis de
produtividade 11% maiores do que com
adubação nitrogenada, com média de produção
acima de 3.200 quilos por hectare (ha).
Tecnologias para a produção de Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
Rhizobium tropici Azospirillum brasiliense
Fonte: Embrapa (2018)
• No caso do Rhizobium, a aplicação é feita na semente, antes de realizar o plantio;
• Já aplicação do Azospirillum é feita via pulverização, em momentos específicos da lavoura. Em termos
técnicos, seria quando a planta se encontra no estádio fenológico V2 (Folhas primárias, par de folhas
primárias abertas) e V3 (Primeira folha trifoliolada, com folíolos abertos).
Tecnologias para a produção de Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
Rhizobium tropici Azospirillum brasiliense
Fonte: Embrapa (2018)
• Dentro das culturas de grãos, onde encontra-se o feijão, espera-se que o aumento da área cultivada com o
uso de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) seja responsável por grande parte desta projeção de melhora
ambiental. Segundo estudos da Embrapa, se o uso de fertilizante nitrogenado fosse substituído pela
coinoculação, na área total cultivada com feijoeiro, isso poderia resultar na mitigação de aproximadamente
700 mil toneladas de CO2, contribuindo para que se cumpra 52% da meta estabelecida pelo governo
brasileiro.
Tecnologias para a produção de Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
 Exemplo da eficiência da biotecnologia na ampliação da diversidade do feijão foi o desenvolvimento por
pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do primeiro feijão transgênico do
mundo.
 Em 2011 a (EMBRAPA) adicionou o feijão ao portfólio de plantas geneticamente modificadas aprovadas no
Brasil.
 Os pesquisadores brasileiros utilizaram pedaços de DNA do Bean golden mosaic virus (BGMV),vírus causador
do mosaico dourado – uma das principais doenças do feijoeiro – para torná-lo resistente ao microrganismo.
Tecnologias para a produção de Feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
Fonte: Embrapa (2018)
PLANTIO CONSORCIADO
FEIJÃO + CAFÉ
FEIJÃO + BANANA
COLHEITA E PÓS-COLHEITA
FEIJÃO + CAFÉ
FEIJÃO + BANANA
INTRODUÇÃO
 Feijão Vagem
 Família: Fabaceae
 Mesma espécie do feijoeiro comum
• Qualquer cultivar de feijão pode ser usada para colheita de vagens, porém nem todas fornecerão
vagens de boa qualidade
• Produz vagens tenras e comestíveis
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
Produção:
• América Latina: 250 a 300 mil toneladas
• Pequenos produtores em áreas que variam de 2 a 20 ha
 Consumo:
• No Brasil o consumo é de aproximadamente 0,7 kg/pessoa/ano
• China e Turquia 3,0 a 8,0 kg/pessoa/ano
Origem:
• Domesticação: 7.000 anos
• Europa: Mutações do feijão comum
• América Central: Teria sido levado para Europa e Ásia
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
 Produtividade
A maior produtividade dessa hortaliça é favorecida por temperaturas do ar na faixa de 18 a
30 °C durante o ciclo de desenvolvimento, não tolerando temperaturas elevadas, nem
geadas. No período entre a diferenciação dos botões florais e o enchimento dos grãos nas
vagens, as altas temperaturas reduzem o número de vagens por planta, devido à esterilização
do grão de pólen com consequente queda das flores.
Hábitos de Crescimento
 Determinado (arbustivo)
• 0,50 m de altura
• Sem tutoramento
• Ciclo mais curto (60 dias)
• Adequadas para colheita mecanizada
• 12 a 15 t/ha
(variedades anãs, de pouca estatura)
Fonte: https://www.biosementes.com.br
Hábitos de Crescimento
Indeterminado (Trepador)
• 2,50 m de altura
• Tutoramento
• Em sucessão ao tomate e pepino
• 25 a 30 t/ha
(variedades trepadeiras, que continuam o crescimento após o início da primeira floração)
Hábitos de Crescimento
Hábitos de Crescimento
CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira de grãos
2019/2020. v. 6, n. 8. Brasília: Conab, 2020. 69 p.
ALMEIDA, C. P. et al., Genetic Diversity, Population Structure, and Andean Introgression in Brazilian
Common Bean Cultivars after Half a Century of Genetic Breeding. Genes, 2020.
DELFINI, J. et al., Population structure, genetic diversity and genomic selection signatures among a
Brazilian common bean germplasm. Scientific Reports, 2021.
REFERÊNCIAS
Muito Obrigado (a)!