• 1.ª Geração(1836 – 1853)
Nacionalismo: implantação e consolidação do
Romantismo no Brasil.
Indianismo.
Lirismo amoroso.
4.
Gonçalves de Magalhães– Introdutor do Romantismo no
Brasil.
Obras: Suspiros Poéticos e Saudades; Confederação
dos Tamoios.
Temática: nacionalismo, religiosidade, sentimentalismo,
indianismo. (mais teorizador que bom poeta romântico)
Gonçalves Dias – Excelente poeta (talvez o melhor).
Obras: Cantos (contendo Novos Cantos e
englobando as obras anteriores: Primeiros Cantos,
Segundos Cantos, Sextilhas de Frei Antão, Últimos
Cantos) e Os Timbiras.
Temática: indianismo, saudade, amor, natureza.
Poemas famosos: Canção do Exílio; I-Juca-Pirama;
Ainda uma vez – Adeus!
• 2.ª Geração(1853 – 1870)
– Ultra-romantismo: geração Byroniana,
marcada pelo mal do século (tédio da vida,
inconformismo, morbidez em relação à morte,
subjetivismo e sentimentalismo exacerbados.
7.
Álvares de Azevedo
Obras: Lira dos vinte anos. Marcado pelo
byronismo e mal do século. Exacerbação dos
sentimentos; dramaticidade. A mulher é amada:
desejada mas idealizada, inacessível.
Temas-chave: amor e morte.
Poemas famosos: Se eu morresse amanhã;
lembranças de morrer.
Noite na taverna: contos ultra-românticos,
macabros, cheios de perversões.
Macário: peça teatral.
8.
Casimiro de Abreu
Obra: Primaveras.
Tema central: a saudade (poemas: Meus oito anos, Canção do Exílio. Minha Terra
...)
Outro tema-chave: o amor ingênuo e adolescente (poema: amor e medo).
Junqueira Freire
Obras: Inspirações do Claustro e Contradições Poéticas. Foi monge beneditino,
mas desistiu por não sentir vocação.
Temas: desilusão com a vida no mosteiro; obsessão pela morte; solidão; frustração
amorosa.
Poema famoso: Morte (hora do delírio).
9.
Fagundes Varela
ObrasPrincipais: Noturnas, vozes da América, Cantos do Ermo e da Cidade,
Anchieta ou o Evangelho das Selvas. Sua poesai: síntese dos principais temas
românticos – nacionalismo, indianismo, escrvidão, lirismo amoroso, religiosidade,
saudade, preocupações sociais...
Duas marcas de sua obra: poesia religiosa e sobre a natureza.
Poema mais famoso: Cântico do Calvário.
10.
• 3.ª Geração(1870 – 1881)
– Condoreirismo (Poesia de teor sócio-político): defesa
de causas humanitárias, combate à escravidão negra.
11.
Castro Alves
Obras:Espumas flutuantes, A cachoeira de
Paulo Afonso, Os escravos, e o drama Gonzaga
ou A Revolução de Minas.
Poesia sócio-política, abolicionista: “o poeta dos escravos” – poemas:
(Navio negreiro; Vozes d’África...) Linguagem condoreira: elevada, vibrante,
grandiloquente, bem adjetivada, cheia de metáforas, comparações,
hipérboles...
Poesia amorosa: mais realista, viril, sensual. Poemas: Hebréia; Adormecida;
Boa-noite; O “adeus” de Teresa.
12.
• Sousândrade –pela complexidade
temática e técnica, Sousândrade ultrapassa
os limites do Romantismo, sendo
verdadeiro precursor do Modernismo e das
Vanguardas.
poema épico O Guesa, denuncia a
exploração secular que os povos
ameríndios sofreram do branco invasor.
Poesia lírica: Harpas selvagens.
Joaquim Manuel deMacedo
Joaquim Manuel de Macedo
O moço loiro, A luneta mágica,
As mulheres de mantilha.
Também escreveu várias comédias e
dramas.
Escreveu aproximadamente 20 romances:
19.
Famoso por seu
únicoromance:
Memórias de um
sargento de milícias
(1854-1855).
Manuel Antônio de Almeida
Manuel Antônio de Almeida
20.
José de Alencar
Joséde Alencar
Principais romances:
Senhora e Lucíola.
Os outros:
A viuvinha, Diva, A pata
da gazela, Sonhos d’ouro,
Encarnação
Principal romancista romântico.
Enquadra-se tanto dentro do romance
urbano como no romance regionalista.
O guarani: oíndio
goitacá Peri
protegendo e
salvando sua amada
Ceci, uma branca...
Iracema: a índia
tabajara e seu
devotado amor por
Martim, um guerreiro
branco...
Ubirajara: os feitos e
os afetos de Jaguarê,
índio araguaia, no
período pré-
cabalino...
a exploração, emtom de comédia, da histórica
rivalidade entre os brasileiros de Olinda e os
portugueses do Recife, por volta de 1710.
Guerra dos mascates:
27.
a exploração, emtom de comédia, da histórica
rivalidade entre os brasileiros de Olinda e os
portugueses do Recife, por volta de 1710.
Guerra dos mascates:
Bernardo Guimarães
Iniciador doromance romântico
sertanista (regionalista) com
O ermitão de Muquém (1866).
Autor de uns dez romances,
sendo mais famosos:
O seminarista, O garimpeiro e
A escrava Isaura.
31.
Franklin Távora
O Cabeleira,Cangaceiro célebre, precursor de Lampião.
Polêmico , critica o
regionalismo de
Alencar e sustenta
que o
Norte/Nordeste têm
melhores condições
de produzir uma
autêntica literatura
brasileira.
32.
Seu romance mais
conhecidoé
O Cabeleira (1876).
Misto de reconstituição
histórica e regionalismo,
conta a vida de
José Gomes
33.
Norte (O sertanejo);
Sul(O gaúcho);
Centro (O tronco do ipê; Til).
A paisagem local; os habitantes: tipos, costumes,
atividades, estruturas sociais e linguagem.
34.
Visconde de Taunay
Emboraromântico
pela trama amorosa,
o romance apresenta
caráter realista pela
precisão, detalhismo
e verossimilhança nas
descrições.
35.
Inocência (1872).
É ahistória
comovente e
dramática de
Cirino e Inocência,
passada nos sertões do Mato Grosso.
Aspectos temáticos
Sofrimento –A caminhada do sertanejo em busca de seus objetivos através de longas
distâncias, sendo que no percurso, existe a dificuldade do abrigo.
Simplicidade – É claramente observada através do comportamento e diálogos entre as
personagens típicas.
Contradições – Comprava-se entre o jeito de ser do sertão e a forma avançada da Europa
(Pereira e Meyer).
Amor impossível – Um amor tão puro e verdadeiro que por falta de condições de
existência preferiu a morte, ou pelo menos, foram levados a ela.
Honra – Pereira para manter a honra familiar, sacrificava sua própria filha, já que sua
palavra estava acima de tudo.
Beleza – É retratada através da paisagem do sertão e da jovem Inocência.
Escravidão – é representada por Maria Conga e outros.
38.
Foco narrativo
O pontode vista externo define o narrador de
Inocência como um narrador onisciente, que é
tendência dominante na narrativa romanesca do
século XIX. É o modelo clássico, que confere plenos
poderes a uma só focalização: tudo é apresentado a
partir de um único ponto, com onisciência e
onipresença. Esse é, sem dúvida, um modelo narrativo
que atende às necessidades do romance regionalista,
que focaliza a vida, os costumes, os valores sociais a
partir de um único ponto de vista.
39.
Personagens
Inocência: Tem umagrande beleza e delicadeza de traços, nem parece
moça do sertão. Isso vai ser fundamental no despertar da paixão entre
ela e Cirino e também na compreensão da atitude que ela irá tomar
posteriormente, afinal, de alguma forma, ela não era uma típica moça do
sertão. Essas características são importantes para a compreensão do
desenrolar da história. Inocência tem cabelos longos e pretos, nariz fino,
olhos matadores, beleza deslumbrante e incomparável, faces mimosas,
cílios sedosos, boca pequena e queixo admiravelmente torneado. Enfim,
uma jovem de beleza deslumbrante e incomparável. Simples, humilde,
meiga, carinhosa, indefesa e eternamente apaixonada.
Cirino Ferreira de Campos: prático de farmácia, autopromovido a
médico ambulante. Tinha mais ou menos 25 anos, presença agradável,
olhos negros e bem rasgados, barbas e cabelos cortados quase à
escovinha. Era tão inteligente quanto decidido. "Doutor" Cirino era
caridoso, bom doava a própria vida em defesa do amor.
Manecão: Homem rude, mas decente, trabalhador, sério e acumulou
fortuna, era dotado também de uma certa macheza. Alto, forte, pançudo
e usava bigode. Enfim, vaqueiro bruto do sertão. Pessoa fria que matava,
se fosse preciso, em defesa de sua honra.
40.
Martinho dos SantosPereira (Pereira): Homem de mais ou menos 45 anos,
gordo, bem disposto, cabelos brancos, rosto expressivo e franco. Pessoa honesta,
hospitaleiro, severo e não trocava a sua palavra nem pela vida. Condensa em si
desconfiança e ingenuidade, além de ser durão e conservador.
Tico: Anão que vivia na fazenda, mudo, mas que foi capaz de entregar lnocência
ao pai. Ele a vigiava e detinha profundo respeito e admiração pela mesma.
Guardião de Inocência. Mudo, raquítico, esperto e fez por um momento, o papel de
fofoqueiro.
Maria Conga: Escrava de Pereira que cuidava dos afazeres domésticos. Escura,
idosa e malvestida. Usava na cabeça um pano branco de algodão.