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COLHEITA E PÓS COLHEITA
Gabriela Leite Silveira
2
Fonte: Pinterest, 2026.
SU
MÁ
RI
Trilha e
Regulagem
da Colhedora;
Perdas e Qualidade
dos Grãos;
Pós-Colheita e
Armazenamento
;
Tipos de
Armazenagem;
Pragas e Fungos em
Grãos
Armazenados;
Época de Colheita
e Dessecação;
Futuro da
Armazenagem
.
Época de Colheita
e Dessecação
3
Fonte: Canva, 2026.
Preservação da produtividade e qualidade dos grãos;
Sincronização entre maturação, clima e colheita mecanizada;
Redução de perdas por atraso, alta umidade e má regulagem;
Revisão e planejamento dos maquinários agrícolas;
4
Fonte: Canva, 2026.
Aspectos técnicos e
operacionais da colheita
Fonte: Aegro, 2020.
5
Momento Ideal de
Colheita
A colheita ocorre no estádio R8;
Planta está completamente madura;
Folhas já caíram quase totalmente;
Vagens apresentam coloração marrom;
Grãos atingiram tamanho e peso máximos.
Fonte: Aegro, 2020.
Fonte: Silos Roma, 2024.
Importância da umidade dos grãos
A umidade influencia diretamente:
• Qualidade;
• Conservação;
• Reduz perdas;
• Melhora a eficiência operacional.
UMIDADE
IDEAL
6
Fonte: Canva, 2026.
Faixa recomendada para colheita:
entre 13% e 15% de umidade.
Necessário monitoramento da
umidade em diferentes pontos da
lavoura.
ACIMA DE 15%:
AUMENTA O RISCO DE FUNGOS;
DETERIORAÇÃO DOS GRÃOS;
MAIORES CUSTOS DE SECAGEM.
ABAIXO DE 13%:
FAVORECE A QUEBRA DOS GRÃOS;
REDUZ O PESO COMERCIAL;
AUMENTA AS PERDAS DURANTE A
COLHEITA.
UMIDADE
7
Fonte: Gabriela Leite 2026.
Momento certo e principais cuidados
• Técnica utilizada para acelerar e uniformizar a secagem da soja;
• Facilita a colheita mecanizada;
• Auxilia no controle de plantas daninhas;
• Permite antecipar a colheita e o plantio da safrinha.
DESSECAÇÃO
8
Principais finalidades
• Uniformizar a maturação das plantas;
• Reduzir a umidade da lavoura;
• Melhorar a eficiência da colheita;
• Diminuir perdas operacionais;
• Reduzir banco de sementes das invasoras;
• Controlar plantas daninhas.
Consequências de uma má dessecação
• Redução da produtividade e PMG;
• Perda da qualidade dos grãos;
• Desuniformidade da lavoura;
• Aumento das perdas na colheita;
• Controle ineficiente de plantas daninhas;
• Prejuízos econômicos ao produtor.
9
FINALIDADES DA
DESSECAÇÃO
1
Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura, 2018.
QUAL ESTÁDIO IDEAL PARA DESSECAÇÃO DA
SOJA?
1
MOMENTO
IDEAL
Estádio ideal: R7
• A planta inicia a maturação fisiológica;
• Os grãos já atingiram peso máximo;
• Ocorre apenas perda de água após esse ponto;
• Coloração amarronzada das vagens;
• Presença de vagens maduras na haste principal.
Fonte: Pioneer, 2019.
A) Estádio R6: granação plena. O
grão preenche a cavidade da
vagem, sendo a semente com
umidade de 75-80%
B) Estádio R7: estágio de
maturidade inicial. Umidade da
semente em torno de 55%.
R7.1 – Início a 50% de amarelecimento de legumes e vagens.
R7.2 – Entre 50 e 75% de vagens e legumes amarelecidos.
R7.3 – Mais de 75% de legumes e folhas amarelecidas.
R8.1 – Início a 50% de desfolha.
DESSECAÇÃO
1
Fonte:
Thulio
Mariotto,
1
Fonte: Portal Agro2, 2024.
QUAIS PRODUTOS PODEM SER
USADOS
NA DESSECAÇÃO DA SOJA?
HERBICIDAS PARA DESSECAÇÃO - PONTO IDEAL
1
Fonte: Instagram André Loiola, 2026.
R7.1 GAPPER
(FLORPIRAUXIFEN
O)
Não está no
ponto
R7.2 FINALE
(GLUFOSINAT
O)
R7.3
REGLONE
(DIQUATE)
Ingrediente ativo
• DIQUATE.
Dose utilizada
• 1,5 L/ ha.
Custo médio
Frasco de 1 Litro: R$26,00.
Tempo para colheita
• 3 a 7 dias.
Eficiência
• Muito alta;
• Dessecação uniforme;
• Controle rápido das plantas daninhas presentes na área.
HERBICIDAS PARA
DESSECAÇÃO
1
REGLON
E
Reglone NÃO é outro herbicida.
Ele é simplesmente uma marca
comercial muito utilizada de
Diquat.
Melhor horário de aplicação:
Final da tarde ou em dias nublados,
preferencialmente sob condições de
alta umidade relativa do ar.
Aplicação no estádio R7.3
Dose recomendada
• 1,5 a 3L/ha.
Aplicar no estádio R7.2.
Custo médio
• R$27,50 o litro.
Tempo para colheita
• 5 a 10 dias.
Eficiência
• Alta;
• Uniformização acima de 90%;
• Boa dessecação das folhas e hastes.
HERBICIDAS PARA
DESSECAÇÃO
1
GLUFOSINATO DE AMÔNIO (FINALE)
Aplicar preferencialmente
pela manhã.
O glufosinato necessita de
luminosidade para agir e,
nesses horários, a planta
está realizando
fotossíntese ativa e os
estômatos estão abertos.
R7.3 em campos de sementes.
Aplicar no estádio R7.1 a R7.3
Preferencialmente pela manhã
ou fim da tarde.
Herbicida de contato.
Dose recomendada
• 50 a 100 mL/ha.
• É indispensável adicionar óleo mineral
(geralmente a 1,0% v/v).
Custo médio
• R$ 253,00 o litro.
Tempo para colheita
• 3 a 7 dias.
CARFENTRAZONA (AURORA)
HERBICIDAS PARA
DESSECAÇÃO
1
Eficiência
• Média a alta quando usada isoladamente;
• Melhor desempenho quando associada
ao Diquat ou Glufosinato;
• Aumenta a desfolha e a uniformização da lavoura
• Melhora controle de daninhas.
Ingrediente ativo
• Florpirauxifeno-Benzílico
Dose recomendada
• 100 mL/ha.
• Não necessita adição de óleo.
Custo médio
• R$330 a 350,00 o litro.
Tempo para colheita
• Mínimo de 10 dias.
Eficiência
• Alta;
• Excelente uniformização da lavoura;
• Boa alternativa para dessecação pré-colheita.
GAPPER
HERBICIDAS PARA
DESSECAÇÃO
1
• Estádio Ideal para dessecação: R7.1 da soja.
• O melhor horário para aplicar o Gapper é no
início da manhã (após o orvalho secar).
Fonte: Site Corteva Agriscience, 2026.
Não utilizar em campos de sementes.
1
CUIDADOS
IMPORTANTES
Antes da aplicação
• Verificar previsão climática;
• Garantir capacidade operacional
para colher rapidamente;
• Monitorar a lavoura corretamente.
Riscos do atraso na colheita
• Abertura de vagens;
• Grãos mofados ou ardidos;
• Germinação ainda na planta;
• Maiores perdas na lavoura.
Nunca utilizar doses abaixo das
recomendadas, pois pode
ocorrer falha na dessecação e
necessidade de reaplicação.
Fonte: Canal Rural, 2022.
2
GRÃO IDEAL E GRÃO
DANIFICADO
Fonte: Linkedin, 2024. Fonte: Pinterest, 2026. Fonte: Pinterest, 2026.
2
Fonte: Canva, 2026.
ORGANIZAÇÃO
PRÉ COLHEITA
2
Fonte: Pinterest, 2026.
LIMPEZA DO
MAQUINÁRIO
Fonte: Aegro, 2021.
• Vantagens para o produtor;
• Menos paradas inesperadas;
• Maior produtividade;
• Economia em reparos;
• Melhor desempenho no
campo;
• Conservação do patrimônio.
Por que limpar o maquinário agrícola?
• Evitar fogo;
• Remove barro, poeira e resíduos químicos;
• Melhora o funcionamento das máquinas;
• Reduz custos com manutenção;
• Aumenta a vida útil dos equipamentos.
2
Fonte: Pinterest, 2026.
ORGANIZAÇÃ
O
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
A organização do galpão influencia
diretamente
a eficiência da colheita.
• Menor tempo de máquina
parada;
• Agilidade na troca de peças e
reparos;
• Melhor controle de estoque;
• Maior produtividade
operacional;
• Mais eficiência na rotina da
equipe;
• Limpeza do maquinário;
• Revisão das máquinas.
Fazenda na região de Silvânia - GO. Ideia extraída após visitas
em propriedades no estado de Iowa, USA.
2
Fonte: Canva, 2026.
Trilha e Regulagem
da Colhedora
2
Fonte: Pinterest, 2026.
Principais Sistemas da
Colhedora
Corte e alimentação
Trilha
Separação
Limpeza
Transporte e
armazenamento
Fonte: Case, 2025.
A colheita é a etapa final do processo
produtivo;
Regulagens incorretas aumentam perdas
quantitativas e qualitativas;
Velocidade recomendada: entre 1,5 e 6 km/h;
Cada talhão deve ser regulado
individualmente.
2
Fonte: Pinterest, 2026.
IMPORTÂNCIA DA
REGULAGEM
Objetivo principal:
Reduzir perdas e manter a qualidade dos grãos.
• Inspecionar e substituir peças desgastadas ou danificadas;
• Alinhar a altura do molinete com a altura da cultura;
• Ajustar a tensão da esteira alimentadora;
• Ajustar a velocidade de deslocamento da colhedora;
• Ajustar a velocidade da trilha (rotor ou cilindro);
• Ajustar a abertura do côncavo;
• Ajustar a abertura das peneiras;
• Ajustar a velocidade do ventilador de limpeza;
• Monitorar periodicamente as perdas durante a operação.
2
RE
GU
LA
GEN
Fonte: Canva, 2026.
2
Fonte: Revista Cultivar, 2020.
ESQUEMA INTERNO DA COLHEDORA
2
BARRA DE
CORTE
Fonte: Site John Deere, 2026.
3
Fonte: Pinterest, 2026.
SISTEMA
RADIAL
Fonte: GEAGRA, 2023. Adaptado por Gabriela Leite.
3
Fonte: Pinterest, 2026.
SISTEMA
AXIAL
Fonte: GEAGRA, 2023. Adaptado por Gabriela Leite.
3
Fonte: Pinterest, 2026.
SISTEMA DE TRILHA
RADIAL
Fonte: AgroéTudo, 2020. Adaptado por Alberto Anabuki.
3
Fonte: Pinterest, 2026.
Fonte: AgroéTudo, 2020. Adaptado por Alberto Anabuki.
SISTEMA DE TRILHA
AXIAL
FUNCIONAMENTO DO ROTOR
3
Fonte:
AgroéTudo,
2020.
Adaptado
por
Gabriela
Leite.
3
Fonte:
AgroéTudo,
2020.
Adaptado
por
Gabriela
Leite.
CANAL ALIMENTADOR
3
ALIMENTAÇÃO DO MATERIAL PARA SISTEMA DE
TRILHA
Fonte:
AgroéTudo,
2020.
Adaptado
por
Alberto
Anabuki.
3
SACA-PALHAS E SISTEMA DE PENEIRAS
(SISTEMA RADIAL)
Fonte:
AgroéTudo,
2020.
Adaptado
por
Alberto
Anabuki.
ELEVADOR DE GRÃOS DE ALTA CAPACIDADE
3
Fonte:
AgroéTudo,
2020.
Adaptado
por
Gabriela
Leite.
3
Fonte: Canva, 2026.
Perdas e Qualidade
dos Grãos
4
COMO OCORREM AS PRINCIPAIS PERDAS DE GRÃOS
?
Fonte: Frota&Cia, 2016.
Durante a colheita:
• Má regulagem da colheitadeira;
• Velocidade excessiva;
• Plataforma mal ajustada;
• Umidade inadequada.
Após a colheita:
• Transporte inadequado;
• Secagem incorreta;
• Armazenamento mal manejado;
• Ataque de insetos e fungos.
4
Onde acontecem as perdas?
Fonte:
Frota&Cia,
2016.
Como calcular as perdas?
Método utilizado:
1.Marcar área de 1 a 2 m²;
2.Coletar os grãos perdidos;
3.Pesar os grãos;
4.Realizar o cálculo.
4
CÁLCULO DE
PERDAS
Fonte:
Sumadesc,
2016.
Fórmula:
Perdas (kg/ha) =
[Peso dos grãos coletados em (kg) × 10.000 m2
(1 ha)] / tamanho da área de coleta em m2.
Por exemplo: se forem coletados 20 g de grãos (que
corresponde a 0,020 kg) em uma área de 2 m², o
cálculo seria feito assim:
Perdas (kg/ha) = (0,020 kg × 10.000 m2) / 2 m2 =
100 kg/ha.
Limite aceitável é de 30 a 60 kg/ha para soja.
4
DINÂMIC
A
Um produtor rural de Rio Verde-Go, está realizando a colheita de soja em sua
propriedade. Ao avaliar a operação, observou grande quantidade de grãos
sobre o solo atrás da colhedora.
Além disso, o operador percebeu que a máquina está trabalhando com
velocidade elevada e que há muitos grãos inteiros misturados à palhada.
Você foi contratado como agrônomo para avaliar a situação e determinar:
1.Quantas sacas de soja estão sendo perdidas por hectare.
2.Qual o prejuízo econômico dessa perda.
3.Quais regulagens devem ser realizadas na colhedora para reduzir as perdas.
4
DINÂMIC
A
Durante a avaliação, foi utilizado um quadro de amostragem
de 1 m², sendo encontrados:
• 24 g de soja por m²
• Velocidade da colhedora: 8 km/h
• Preço da soja: R$114,50/sc
• Peso da saca de soja: 60 kg
Sabendo disso, AGORA RESPONDA:
Quantas sacas de soja estão sendo perdidas por hectare?
4
GABARIT
O Passo 1 – Converter para kg
24 g ÷ 1000 = 0,024 kg
Passo 2 – Converter para hectare
0,024 kg 1 m²
→
X 10.000 m²
→
X = 240 kg/ha.
Passo 3 – Converter para sacas
240 ÷ 60
= 4 sc/ha.
4
DINÂMIC
A
Durante a avaliação, foi utilizado um quadro de amostragem
de 1 m², sendo encontrados:
• 24 g de soja por m²
• Velocidade da colhedora: 8 km/h
• Preço da soja: R$114,50/sc
• Peso da saca de soja: 60 kg
Sabendo disso, AGORA RESPONDA:
Quanto de prejuízo este produtor terá caso não seja feita a
regulagem correta da colhedora?
4
GABARIT
O
Passo 1 – Converter para kg
24 g ÷ 1000 = 0,024 kg
Passo 2 – Converter para hectare
0,024 kg 1 m²
→
X 10.000 m²
→
X = 240 kg/ha.
Passo 3 – Converter para sacas
240 ÷ 60
= 4 sc/ha.
Prejuízo econômico
4 sc/ha × R$ 114,50/sc
= R$ 458,00/ha.
Resultado Final
• Perda: 240 kg/ha;
• Perda: 4 sacas/ha;
• Prejuízo: R$ 458,00 por hectare.
4
DINÂMIC
A
O que você recomendaria para reduzir as
perdas e melhorar a qualidade da soja colhida?
4
DINÂMIC
A
A)Aumentar a velocidade de deslocamento da colhedora para colher
mais área por dia e aumentar a rotação do ventilador.
B)Aumentar a velocidade de deslocamento e abrir totalmente as
peneiras para facilitar a passagem dos grãos.
C) Reduzir a velocidade de deslocamento da colhedora, ajustar a
rotação do rotor/cilindro, verificar a abertura do côncavo e regular
corretamente as peneiras e o ventilador.
D)Fechar completamente as peneiras e aumentar ao máximo a rotação
do ventilador para eliminar as impurezas.
5
GABARIT
O
A)Aumentar a velocidade de deslocamento da colhedora para colher
mais área por dia e aumentar a rotação do ventilador.
B)Aumentar a velocidade de deslocamento e abrir totalmente as
peneiras para facilitar a passagem dos grãos.
C) Reduzir a velocidade de deslocamento da colhedora, ajustar a
rotação do rotor/cilindro, verificar a abertura do côncavo e regular
corretamente as peneiras e o ventilador.
D)Fechar completamente as peneiras e aumentar ao máximo a rotação
do ventilador para eliminar as impurezas.
5
EXPLICAÇÃO
Como foram encontrados muitos grãos sobre o solo, a colhedora
provavelmente está operando com sobrecarga ou regulagem
inadequada.
As principais ações são:
• Reduzir a velocidade de avanço.
• Ajustar rotor/cilindro e côncavo.
• Regular peneiras.
• Ajustar a velocidade do ventilador.
• Monitorar as perdas periodicamente.
5
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Tipos de Armazenagem
5
ARMAZÉM GRANELEIRO
Fonte: Site Fort Aço Estruturas Metálicas, 2026.
Característica:
Armazena grãos a granel em estrutura horizontal de
grande capacidade.
Vantagem:
Baixo custo de implantação.
Desvantagem:
Maior ocupação de área.
5
SILOS BOLSA
Fonte: Cool Seed, 2026.
Característica:
Bolsa plástica hermética instalada
diretamente no campo.
Vantagem:
Baixo investimento inicial.
Desvantagem:
Suscetível a perfurações
e danos na lona.
5
SILOS MÓVEIS
Fonte: AgriQ, 2025.
Característica:
Estrutura temporária para
armazenagem complementar.
Vantagem:
Baixo custo e fácil instalação.
Desvantagem:
Menor capacidade de
armazenamento.
5
SILOS VERTICAIS DE CONCRETO
Fonte: Cool Seed, 2026.
Característica:
Estrutura vertical com alta
capacidade e bom isolamento
térmico.
Vantagem:
Melhor conservação dos grãos.
Desvantagem:
Alto custo de construção.
5
SILOS VERTICAIS METÁLICOS
Fonte: AgriQ, 2025.
Característica:
Estrutura vertical de chapas
metálicas galvanizadas.
Vantagem:
Instalação rápida e menor custo
que o silo de concreto.
Desvantagem:
Maior transmissão de calor.
5
Fonte: Pinterest, 2026.
Pós-Colheita e
Armazenamento
6
Fonte: Canva, 2026.
QUAL IMPORTÂNCIA DE UMA ARMAZENAGEM
EFICIENTE?
IMPORTÂNCIA DE UMA ARMAZENAGEM DE
SUCESSO:
• Mantém a qualidade dos grãos;
• Reduz perdas econômicas;
• Evita fungos, pragas e deterioração;
• Permite vender na entressafra por melhor preço.
6
ARMAZENAMENTO DA SOJA
Fonte: Canva, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
6
FLUXOGRAMA DA ARMAZENAGEM DE GRÃOS
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
O que é a moega?
A moega é o local onde os
caminhões descarregam os
grãos após a colheita.
O que acontece nessa etapa?
• Recepção da carga
• Pesagem e identificação
• Coleta de amostras
• Avaliação da umidade e
impurezas
• Descarga dos grãos
6
MOEGA
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
O transporte por dutos é um sistema utilizado para
movimentar produtos por meio de tubulações,
utilizando:
• Fluxo de ar
• Gravidade
• Roscas transportadoras
• Sistemas pneumáticos ou hidráulicos
7
TRANSPORTE POR DUTOS
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Estrutura do sistema:
• Tubulações
• Ventiladores e compressores
• Válvulas de controle
• Roscas transportadoras
• Elevadores
• Sensores e painéis de controle
Transporte Pneumático
• Utiliza fluxo de ar
• Ideal para grãos leves
Transporte Mecânico
• Usa roscas e correntes
• Indicado para grandes volumes
Transporte por Gravidade
• Baixo consumo de energia
• Utiliza inclinação natural
7
TRANSPORTE POR DUTOS
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Como os grãos são
movimentados?
Após a moega, os grãos
passam por equipamentos
de transporte interno.
Equipamentos utilizados:
• Elevadores de canecas
• Correias transportadoras;
• Roscas transportadoras.
7
TRANSPORTE INTERNO DOS GRÃOS
Fonte: Horst Systems, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Função:
Levar os grãos até:
• Limpeza;
• Secagem;
• Silos.
7
PRÉ-LIMPEZA E LIMPEZA
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Maithê Leles, 2026.
Equipamentos
• Peneiras;
• Ventiladores;
• Separadores;
Benefícios
• Melhor qualidade comercial;
• Maior valor de venda;
• Melhor conservação.
7
PRÉ-LIMPEZA E LIMPEZA
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
ANTES
DEPOIS
Materiais removidos
na limpeza
• Poeira
• Palha e cascas
• Pedras
• Terra e areia
• Grãos quebrados
• Insetos e resíduos orgânicos
7
SECAGEM
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
A secagem é o processo de
remoção da água dos grãos até
que eles atinjam uma umidade
segura para armazenamento.
Objetivo
• Evitar o crescimento de
fungos;
• Reduzir a respiração dos
grãos;
• Diminuir a atividade de inseto;
• Aumentar o tempo de
conservação.
Secagem por lenha Secagem por gás
7
SECAGEM
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Fonte: Gabriela Leite, 2026.
O combustível pode ser por:
• Lenha
• Cavaco de madeira
• GLP
• Gás natural
• Biomassa
Temperatura para secagem de
soja geralmente entre 40 e 60°C.
Secagem por
forno
Forno a lenha (cavaco de madeira)
7
ARMAZENAMENTO
NO SILO VERTICAL
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Objetivo
Conservar a qualidade dos grãos.
Estrutura
• Corpo cilíndrico metálico
• Fundo plano
• Sistema de aeração
• Sensores de temperatura
Vantagens
• Grande capacidade
• Menor perda
• Facilidade de manejo
7
AERAÇÃO
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Objetivo
Manter a massa de grãos resfriada.
Como funciona
• Ventiladores insuflam ar.
• O ar percorre toda a massa
armazenada.
Benefícios
• Redução da temperatura.
• Controle de fungos.
• Controle de insetos.
7
SISTEMA DE MONITORAMENTO AUTOMATIZADO
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Parâmetros avaliados
• Temperatura;
• Umidade;
• Presença de insetos;
• Condições da massa
armazenada.
Equipamentos
• Cabos termométricos;
• Sensores automáticos;
• Sistemas digitais.
8
EXPEDIÇÃO
Fonte: Gabriela Leite, 2026. Fonte: Gabriela Leite, 2026.
Etapa final
Processo
1.Retirada do silo;
2.Pesagem;
3.Carregamento;
4.Transporte.
Destinos
• Indústrias;
• Cooperativas;
• Exportação;
• Fábricas de ração.
8
ARMAZENAGEM DE SEMENTES EM CÂMARA FRIA
Fonte: Maithê Leles, 2026.
Objetivo da Câmara Fria
Preservar:
• Germinação
• Vigor
• Viabilidade
• Qualidade fisiológica
Evitar:
• Deterioração acelerada
• Ataque de fungos
• Perda de vigor
• Envelhecimento precoce.
Sementes comerciais: 10 a 15°C.
Fonte: Maithê Leles, 2026.
Pragas e Fungos em
Grãos Armazenados
8
Fonte: Revista Cultivar, 2025.
PRAGAS
8
Fonte: Revista Cultivar, 2020.
8
PRINCIPAIS PRAGAS EM GRÃOS DE SOJA
Pragas Primárias
O que são?
Insetos que conseguem atacar
sementes inteiras e sadias.
Eles:
• Perfuram a semente
• Entram no interior do grão
• Consomem o material nutritivo
Consequência:
A semente perde peso, vigor e
germinação.
Pragas Secundárias
O que são?
Insetos que atacam:
• Sementes quebradas
• Trincadas
• Já danificadas
Não conseguem perfurar sementes
sadias facilmente.
Lasioderma serricorne
Nome popular: Besourinho-do-fumo
Características:
• Pequeno besouro marrom;
• Alta reprodução;
• Destrói sementes internamente.
Exemplo prático:
O produtor olha o lote externamente e parece
normal, mas internamente várias sementes já estão
ocas.
8
PRINCIPAIS PRAGAS EM GRÃOS DE SOJA
Fonte:
Wikipedia,
2025.
Oryzaephilus surinamensis
Nome popular: Besouro-serrilhado-dos-grãos
Características:
• Condições de temperatura a 20 – 35° C;
• Umidade relativa de 70 – 90%;
• Ataca grãos já danificados;
• Multiplica-se rapidamente.
Problema:
Aumenta a temperatura da massa de grãos.
Exemplo prático:
Quando há muita quebra durante a colheita, sobra material partido
no silo, facilitando explosão populacional dessa praga.
8
PRINCIPAIS PRAGAS EM GRÃOS DE SOJA
Fonte:
Wikipedia,
2017.
Cryptolestes ferrugineus
Nome popular: Besouro-da-farinha-enferrujado
Danos:
• Alimenta-se de partículas quebradas;
• Sua presença indica alta umidade e temperatura;
• Ataca o germe da semente.
Consequência:
Redução da germinação.
Exemplo:
A semente até aparenta estar inteira, mas não consegue
emergir após o plantio.
8
PRINCIPAIS PRAGAS EM GRÃOS DE SOJA
Fonte:
CABI
Digital
Library,
2021.
Ephestia kuehniella
Nome popular: Traça-da-farinha.
Danos:
• Alimenta-se de grãos quebrados, impurezas e resíduos
presentes na massa de soja armazenada;
• Produz teias que favorecem a formação de aglomerados
e dificultam a aeração do silo.
Consequência:
Aumento dos pontos de aquecimento na massa de grãos;
8
PRINCIPAIS PRAGAS EM GRÃOS DE SOJA
Fonte:
Agrolink,
2026.
Exemplo:
• A soja pode apresentar
aparência normal
externamente, porém a
presença de larvas, teias e
resíduos da traça reduz sua
qualidade e valor comercial.
8
Fonte:
Elaborado
por
Gabriela
Leite,
2026.
9
Fonte: Site DD FOG, 2026.
QUAL NOME DESSA PRÁTICA E QUAL A
IMPORTÂNCIA?
O expurgo é um processo de
fumigação utilizado para eliminar
insetos-praga na massa de grãos;
O método mais utilizado no Brasil
emprega gás fosfina (PH₃), que atua
em todas as fases de
desenvolvimento dos insetos (ovos,
larvas, pupas e adultos).
9
EXPURGO EM ARMAZENAMENTO
Fonte: Site DD FOG, 2026.
FUNGOS
9
Fonte: Revista Cultivar, 2025.
DANOS E CONTROLE DOS FUNGOS
9
Fonte: Revista Cultivar, 2025.
DANOS
• Redução da germinação das sementes;
• Aquecimento da massa armazenada;
• Alteração de cor e odor;
• Perda de peso dos grãos;
• Formação de micotoxinas.
CONTROLE
Principais métodos:
• Fungicidas registrados para
tratamento de sementes;
• Monitoramento constante dos silos;
• Higienização das estruturas de
armazenagem.
Além dos prejuízos econômicos, os fungos podem servir
como fonte inicial de infecção para a próxima safra.
Aspergillus spp.
O principal fungo de armazenagem.
Características:
• Desenvolve-se em ambientes quentes e úmidos;
• Muito comum em silos mal ventilados.
Pode causar:
⚬ Aquecimento da massa de grãos
⚬ Mofo visível
⚬ Perda de germinação
Aspergillus flavus é uma das espécies mais frequentes
em soja armazenada.
9
FUNGOS NA ARMAZENAGEM DA SOJA
Fonte: ResearchGate, 2023.
Penicillium spp.
Fungo típico de armazenagem.
Características:
• Cresce mesmo em temperaturas mais baixas.
• Forma colônias azuladas ou esverdeadas.
Provoca:
⚬ Deterioração dos grãos
⚬ Redução do valor comercial
⚬ Perdas de qualidade fisiológica
É frequentemente encontrado junto ao Aspergillus em
armazenamentos inadequados.
9
FUNGOS NA ARMAZENAGEM DA SOJA
Fonte: Agrolink, 2026.
FUTURO DA
ARMAZENAGEM
9
Fonte: Canva, 2026.
Pesquisas recentes mostram que o
monitoramento de CO₂ pode detectar a
deterioração dos grãos antes dos sistemas
tradicionais de termometria.
Como funciona?
Quando ocorre deterioração da massa de grãos:
• Fungos;
• Insetos;
• Respiração excessiva dos grãos
liberam dióxido de carbono (CO₂) dentro do silo.
Os sensores detectam esse aumento antes mesmo da
elevação da temperatura.
9
PESQUISAS DESCOBRIRAM
Real‐time CO2 monitoring for early
detection of grain spoilage and
mycotoxin contamination.
(Butts et al. (2025) — Foods Journal
University of Arkansas & USDA).
Fonte: PNGWing, 2026.
9
PESQUISAS DESCOBRIRAM
Fonte: Elaborado por Gabriela Leite, 2026.
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