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Presidenta da República
Dilma Vana Rousseff
Vice-Presidente da República
Michel Miguel Elias Temer Lulia
Ministro de Estado
Marco Antonio Raupp
Secretário Executivo
Luiz Antonio Rodrigues Elias
Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa
Arquimedes Diógenes Ciloni
Diretor
Ignacio Hernan Salcedo
Salomão de Sousa Medeiros
Coordenação do projeto
Governo do Brasil
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Instituto Nacional do Semiárido (INSA)
Aldrin Martin Perez Marin
Geovergue Rodrigues de Medeiros
Coordenadores Técnico Científico
Arnóbio de Mendonça Barreto Cavalcante
Aldrin Martin Perez Marin
Salomão de Sousa Medeiros
Comitê editorial
A produtividade de sistemas agropecuários no Semiárido Brasileiro é limitada principalmente
pela disponibilidade de água e nutrientes. Assim, toda a técnica de manejo que levar ao aumento
da água armazenada no solo poderá ter reflexo na produtividade.
Desta forma a implantação de sistemas agroflorestais pode ser uma alternativa viável para
regenerar a fertilidade do solo nos agroecossistemas do Semiárido Brasileiro. Alguns estudos na
região semiárida demonstraram que a preservação e plantio de espécies arbóreas em pastagens
e áreas agrícolas aumentam em até 150 % nos níveis de matéria orgânica e nutrientes do solo,
favorecem a formação de “Ilhas de fertilidade” ao redor de árvores isoladas e incrementam a
produtividade de biomassa e biodiversidade.
SISTEMASAGROFLORESTAIS
NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
Parceiros
Esta cartilha foi adaptada da coleção Canasta Metodológica
do Servicio Agricultura Sostenible (SIMAS) - Managua, Nicaragua
“La “
Wedscley Melo
Wedscley Melo
Walter Alves de Vasconcelos
Elizete Amaral de Medeiros
Design e Ilustrações
Revisão Ortográfica
Alexandre Pereira de Bakker
José Amilton Santos Júnior
Paulo Luciano da Silva Santos
Magno Feitosa
Walter Alves de Vasconcelos
Wedscley Melo
Aldrin Martin Perez Marin
Autores
ESTC AA
Apoio financeiro
REFLEXÃO TÉCNICA
As árvores requerem dos mesmos recursos que as culturas agrícolas associadas em sistemas
agroflorestais, como: radiação solar, nutrientes, água, dióxido de carbono, oxigênio. Devido a
isso, normalmente ocorrem interações negativas ou positivas, havendo em determinadas
condições competição entre as associações árvores, culturas e animais. Entre as interações
complementares da associação arvore-cultivo-animal, destacam-se a modificação do
microclima, competição por água e nutrientes e possíveis interações alelopáticas. Estas
interações dependem das condições edafó-climaticas, das caraterísticas das plantas, do
manejo(ex.podas),eficiênciadousodaáguaentreoutrosfatores.
Tiragem: 1.500 exemplares
O que são Sistemas Agroflorestais?
São formas de uso e manejo dos recursos naturais, onde espécies
arbóreas são utilizadas em associação deliberada com cultivos
agrícolasouanimaisnummesmoterrenodeforma
simultâneaouemseqüênciatemporal.
De acordo com a sua disposição no terreno e
componentesseclassificamdaseguintemaneira:
ÁRVORES
ASSOCIADAS
COM CULTIVOS
AGRÍCOLAS
ÁRVORES
ASSOCIADAS COM
CULTIVOS AGRÍCOLAS
E PECUÁRIA
ÁRVORES
ASSOCIADAS COM
PECUÁRIA
SISTEMAS
SILVOAGRÍCOLAS
SISTEMAS
AGROSILVIPASTORIS
SISTEMAS
SILVOPASTORIS
??
?
CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS
AGROFLORESTAIS
Comparando os processos que ocorrem em um
Sistema Agrícola e em um Sistema Agroflorestal
EM UM SISTEMA AGRÍCOLA OCORREM OS SEGUINTES PROCESSOS...
Há um microclima
mais favorável
Quando chove
há uma maior
adição de nutrientes
da chuva
Pois ocorre uma lixiviação
de nutrientes das folhas das árvores
Além disso há queda de folhas
Ocorre uso complementar
de nutrientes
Há uma menor
lixiviação de
nutrientes
Há uma maior
deposição
de raízes
Ocorre absorção de água e nutrientes
em camadas profundas
Quando chove
Há menor interceptação
de nutrientes pelas
folhas
Ciclagem escassa e grande
exportação de nutrientes
Existe um
microclima
extremo
Predomina o
acúmulo
superficial de
raízes
Ocorre intensa lixiviação
de nutrientes
Ocorre maiores
perdas de água por
erosão e escoamento
ENQUANTO QUE, EM UM SISTEMA AGROFLORESTAL, OCORREM ESTES PROCESSOS...
Em síntese, em um sistema agrícola convencional, ocorrem grandes perdas,
tornando o sistema menos produtivo.
Em síntese, em um sistema agroflorestal as perdas de recursos são escassas e há uma maior
produtividade do agroecossistema.
Pelo exposto, qual dos sistemas é mais vantajoso para sua propriedade?
6m
Fileiras de gliricídia As árvores são podadas
Os cultivos crescem nas aléias entre as fileiras de árvores podadas
Sistemas Silvoagrícolas-cultivo
em aléias
Cultivos sequenciais de árvores ou simultâneos em
áreas separadas em cercas vivas, áreas pedregosas,
inclinadas, em áreas separadas destinadas à
produçãodebiomassa,etc.
Uso da
biomassa das
árvores nas cercas
vivas como
adubo verde
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utilizando cercas vivas
CULTIVO PERENE
CULTIVO ANUAL
Cerca viva
Cercaviva
CERCAS VIVAS
PASTOS
Implantação de cortinas quebra-vento em
áreas pedregosas, inclinadas ou em áreas
separadas destinadas à produção de
biomassa para alimentação animal ou
adubação verde.
Sistemas Silvopastoris utilizando
cortinas quebra-vento
CORTINAS
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lenha ou frutos.
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alimentar*
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madeira e lenha, pastagem
natural, apicultura, e
medicamentos naturais, abrigo
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em associação árvores-cultivos-animais
GLIRICÍDIA
UMBÚ
CERCAVIVADESABIÁ
ÁREA DE RESERVA LEGAL SOB O MANEJO SILVOPASTORIL
CERCA
VIVA
DEAVELÓZ
*S Conceito, concebido pela agricultura familiar, que reivindica autonomia para as sociedades e
comunidades, seu direito de decidir sobre o que plantar, como produzir, o quê e como consumir, em correspondência
com a coerência da sustentabilidade de seus modos de vida.
oberania alimentar:
MÓDULO 1 MÓDULO 2 MÓDULO 3
PALMA
MILHO / FEIJÃO ANIMAIS
Diferentes modelos de sistemas
agrosilvopastoris em associação
árvores-cultivos-animais
Subsistema silvopastoril Subsistema agropastoril
Subsistema silvopastoris
Sistemas de manejo da caatinga
Caatinga nativa
Raleamento
• Controle da densidade de espécies lenhosas
• Aumenta a produtividade (37 kg de ganho de peso vivo/ha.ano)
Rebaixamento
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• Produtividade de até 50 kg de ganho de peso vivo/ha.ano
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Fonte: Albuquerque (2003)
Fonte: Araújo Filho (1992-1997)
Produtividade de biomassa total em um
sistema agroflorestal (cultivo em aléias) x cultivo
agrícola convencional
Sistemas de
cultivo
Adubação
orgânica
Com aléias
Esterco
Gliricídia
Média
Sem aléias
Esterco
Gliricídia
Testemunha
14.239 b
15.827 a
10.513 c
13.526 A
8.431 a
7.716 b
5.827 c
7.324 B
* Média obtida durante 3 anos de manejo.
kg / ha de biomassa seca
Média
anual*
Média
Índices médios de produtividade em
rebanhos azebuados com adoção do
manejo agroflorestal x tradicional
Indicadores Agrosilvopastoril Convencional
CRIA
Taxa de parição - % 70-80 40 – 50
Taxa de mortalidade matrizes - % 1-2 4 – 8
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Peso vivo ao desmame – kg 140-160 80 – 100
RECRIA/ENGORDA
Kg/cab/ano 180 – 220 50 – 70
Kg/ha/ano 100 – 120 6 - 8
Testemunha
- %
Fonte: Guimarães Filho (1995)
Resultados
obtidos
Agrosilvopastoril Convencional
Rebanho – cab 280 280
Área – ha 50 193
Investimento total –
R$
69.400,00 80.481,00
Lucratividade % 22,20 18,50
Recuperação de
investimentos – anos
10 + 10
Renda familiar
mensal – R$ 1.419,41 942,07
Relação
beneficio/Custo 1,39 1,27
–
Incrementos produtivos médios com adoção
de manejo agroflorestal x convencional
para cria e engorda em 120 ha
(Sistema
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apostila Sistemas agroflorestais no semiarido brasileiro

  • 1. Presidenta da República Dilma Vana Rousseff Vice-Presidente da República Michel Miguel Elias Temer Lulia Ministro de Estado Marco Antonio Raupp Secretário Executivo Luiz Antonio Rodrigues Elias Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa Arquimedes Diógenes Ciloni Diretor Ignacio Hernan Salcedo Salomão de Sousa Medeiros Coordenação do projeto Governo do Brasil Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Instituto Nacional do Semiárido (INSA) Aldrin Martin Perez Marin Geovergue Rodrigues de Medeiros Coordenadores Técnico Científico Arnóbio de Mendonça Barreto Cavalcante Aldrin Martin Perez Marin Salomão de Sousa Medeiros Comitê editorial A produtividade de sistemas agropecuários no Semiárido Brasileiro é limitada principalmente pela disponibilidade de água e nutrientes. Assim, toda a técnica de manejo que levar ao aumento da água armazenada no solo poderá ter reflexo na produtividade. Desta forma a implantação de sistemas agroflorestais pode ser uma alternativa viável para regenerar a fertilidade do solo nos agroecossistemas do Semiárido Brasileiro. Alguns estudos na região semiárida demonstraram que a preservação e plantio de espécies arbóreas em pastagens e áreas agrícolas aumentam em até 150 % nos níveis de matéria orgânica e nutrientes do solo, favorecem a formação de “Ilhas de fertilidade” ao redor de árvores isoladas e incrementam a produtividade de biomassa e biodiversidade. SISTEMASAGROFLORESTAIS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO Parceiros Esta cartilha foi adaptada da coleção Canasta Metodológica do Servicio Agricultura Sostenible (SIMAS) - Managua, Nicaragua “La “ Wedscley Melo Wedscley Melo Walter Alves de Vasconcelos Elizete Amaral de Medeiros Design e Ilustrações Revisão Ortográfica Alexandre Pereira de Bakker José Amilton Santos Júnior Paulo Luciano da Silva Santos Magno Feitosa Walter Alves de Vasconcelos Wedscley Melo Aldrin Martin Perez Marin Autores ESTC AA Apoio financeiro REFLEXÃO TÉCNICA As árvores requerem dos mesmos recursos que as culturas agrícolas associadas em sistemas agroflorestais, como: radiação solar, nutrientes, água, dióxido de carbono, oxigênio. Devido a isso, normalmente ocorrem interações negativas ou positivas, havendo em determinadas condições competição entre as associações árvores, culturas e animais. Entre as interações complementares da associação arvore-cultivo-animal, destacam-se a modificação do microclima, competição por água e nutrientes e possíveis interações alelopáticas. Estas interações dependem das condições edafó-climaticas, das caraterísticas das plantas, do manejo(ex.podas),eficiênciadousodaáguaentreoutrosfatores. Tiragem: 1.500 exemplares
  • 2. O que são Sistemas Agroflorestais? São formas de uso e manejo dos recursos naturais, onde espécies arbóreas são utilizadas em associação deliberada com cultivos agrícolasouanimaisnummesmoterrenodeforma simultâneaouemseqüênciatemporal. De acordo com a sua disposição no terreno e componentesseclassificamdaseguintemaneira: ÁRVORES ASSOCIADAS COM CULTIVOS AGRÍCOLAS ÁRVORES ASSOCIADAS COM CULTIVOS AGRÍCOLAS E PECUÁRIA ÁRVORES ASSOCIADAS COM PECUÁRIA SISTEMAS SILVOAGRÍCOLAS SISTEMAS AGROSILVIPASTORIS SISTEMAS SILVOPASTORIS ?? ? CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS Comparando os processos que ocorrem em um Sistema Agrícola e em um Sistema Agroflorestal EM UM SISTEMA AGRÍCOLA OCORREM OS SEGUINTES PROCESSOS... Há um microclima mais favorável Quando chove há uma maior adição de nutrientes da chuva Pois ocorre uma lixiviação de nutrientes das folhas das árvores Além disso há queda de folhas Ocorre uso complementar de nutrientes Há uma menor lixiviação de nutrientes Há uma maior deposição de raízes Ocorre absorção de água e nutrientes em camadas profundas Quando chove Há menor interceptação de nutrientes pelas folhas Ciclagem escassa e grande exportação de nutrientes Existe um microclima extremo Predomina o acúmulo superficial de raízes Ocorre intensa lixiviação de nutrientes Ocorre maiores perdas de água por erosão e escoamento ENQUANTO QUE, EM UM SISTEMA AGROFLORESTAL, OCORREM ESTES PROCESSOS... Em síntese, em um sistema agrícola convencional, ocorrem grandes perdas, tornando o sistema menos produtivo. Em síntese, em um sistema agroflorestal as perdas de recursos são escassas e há uma maior produtividade do agroecossistema. Pelo exposto, qual dos sistemas é mais vantajoso para sua propriedade?
  • 3. 6m Fileiras de gliricídia As árvores são podadas Os cultivos crescem nas aléias entre as fileiras de árvores podadas Sistemas Silvoagrícolas-cultivo em aléias Cultivos sequenciais de árvores ou simultâneos em áreas separadas em cercas vivas, áreas pedregosas, inclinadas, em áreas separadas destinadas à produçãodebiomassa,etc. Uso da biomassa das árvores nas cercas vivas como adubo verde Sistemas Agrosilvopastoris utilizando cercas vivas CULTIVO PERENE CULTIVO ANUAL Cerca viva Cercaviva CERCAS VIVAS PASTOS
  • 4. Implantação de cortinas quebra-vento em áreas pedregosas, inclinadas ou em áreas separadas destinadas à produção de biomassa para alimentação animal ou adubação verde. Sistemas Silvopastoris utilizando cortinas quebra-vento CORTINAS Sistemas Agrosilvopastoris Produção consorciada de forragem, madeira, lenha ou frutos. Área para soberania alimentar* Produção sustentável de madeira e lenha, pastagem natural, apicultura, e medicamentos naturais, abrigo para inimigos naturais de pragas e conservação da mata nativa. em associação árvores-cultivos-animais GLIRICÍDIA UMBÚ CERCAVIVADESABIÁ ÁREA DE RESERVA LEGAL SOB O MANEJO SILVOPASTORIL CERCA VIVA DEAVELÓZ *S Conceito, concebido pela agricultura familiar, que reivindica autonomia para as sociedades e comunidades, seu direito de decidir sobre o que plantar, como produzir, o quê e como consumir, em correspondência com a coerência da sustentabilidade de seus modos de vida. oberania alimentar: MÓDULO 1 MÓDULO 2 MÓDULO 3 PALMA MILHO / FEIJÃO ANIMAIS
  • 5. Diferentes modelos de sistemas agrosilvopastoris em associação árvores-cultivos-animais Subsistema silvopastoril Subsistema agropastoril Subsistema silvopastoris Sistemas de manejo da caatinga Caatinga nativa Raleamento • Controle da densidade de espécies lenhosas • Aumenta a produtividade (37 kg de ganho de peso vivo/ha.ano) Rebaixamento • Corte das espécies lenhosas forrageiras em 30 a 40 cm de altura • Produtividade de até 50 kg de ganho de peso vivo/ha.ano Enriquecimento • Semeadura de espécies herbáceas ou lenhosas forrageiras • Produtividade de cerca de 80 kg de ganho de peso vivo/ha.ano • Baixa produtividade (cerca de 20 kg de ganho de peso vivo/ha.ano) Fonte: Albuquerque (2003) Fonte: Araújo Filho (1992-1997)
  • 6. Produtividade de biomassa total em um sistema agroflorestal (cultivo em aléias) x cultivo agrícola convencional Sistemas de cultivo Adubação orgânica Com aléias Esterco Gliricídia Média Sem aléias Esterco Gliricídia Testemunha 14.239 b 15.827 a 10.513 c 13.526 A 8.431 a 7.716 b 5.827 c 7.324 B * Média obtida durante 3 anos de manejo. kg / ha de biomassa seca Média anual* Média Índices médios de produtividade em rebanhos azebuados com adoção do manejo agroflorestal x tradicional Indicadores Agrosilvopastoril Convencional CRIA Taxa de parição - % 70-80 40 – 50 Taxa de mortalidade matrizes - % 1-2 4 – 8 Taxa de mortalidadebezerros 2-3 15 – 20 Peso vivo ao nascer – kg 23-28 20 – 25 Peso vivo ao desmame – kg 140-160 80 – 100 RECRIA/ENGORDA Kg/cab/ano 180 – 220 50 – 70 Kg/ha/ano 100 – 120 6 - 8 Testemunha - % Fonte: Guimarães Filho (1995) Resultados obtidos Agrosilvopastoril Convencional Rebanho – cab 280 280 Área – ha 50 193 Investimento total – R$ 69.400,00 80.481,00 Lucratividade % 22,20 18,50 Recuperação de investimentos – anos 10 + 10 Renda familiar mensal – R$ 1.419,41 942,07 Relação beneficio/Custo 1,39 1,27 – Incrementos produtivos médios com adoção de manejo agroflorestal x convencional para cria e engorda em 120 ha (Sistema agroflorestal) (Cultivo agrícola convencional) Fonte: Perez-Marin et al (2006) Fonte: Guimarães Filho (1995)