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UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI –URCA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS
UNIDADE DESCENTRALIZADA DE IGUATU - UDI
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

CLARISSA FERREIRA LESSA

ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E NÃO-FARMACOLÓGICO
POR IDOSOS DIABÉTICOS

ORIENTADORA:
PROFª ESP. FRANCISCA JULIANA GRANGEIRO MARTINS

IGUATU – CE
2014
INTRODUÇÃO

Diabetes
Mellitus

Epidemia do
Século

Tratamento
Farmacológico

Tratamento
Nãofarmacológico

Justificativa e
Relevância
OBJETIVOS
 Objetivo Geral
• Analisar a adesão ao tratamento farmacológico e não-farmacológico
realizado por idosos diabéticos.
 Objetivos Específicos
• Descrever o perfil socioeconômico dos idosos diabéticos
participantes da ESF no bairro Veneza, do município de Iguatu CE;
• Identificar os obstáculos na rotina medicamentosa e mudanças nos
hábitos de vida dos idosos diabéticos;
• Perceber os fatores que afetam a adesão à terapia medicamentosa
por idosos diabéticos;
• Confrontar a opinião dos idosos diabéticos acerca da realização
correta do tratamento farmacológico com as suas rotinas
medicamentosas;
PERCURSO METODOLÓGICO
Tipo de Pesquisa
Contexto do Estudo

Sujeitos da Pesquisa
Instrumento de Coleta de Dados
Análise e Interpretação de
Dados
Aspectos Éticos e Legais da
Pesquisa
ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS
Dados Socioeconômicos
Entrevista
com 10
pessoas
5
mulheres
e5
homens
Faixa etária
situada
entre 61-77
anos

Média de
68,6 anos

Cor/raça

4 Pardos
6 Caucasianos
3 Analfabetos

4 Ensino
Fundamental
Incompleto

1 Ensino
Fundamental
Completo

2 Ensino Médio
Completo

Através da análise do
sistema HiperDia, Ferreira e
Ferreira (2009) puderam
observar que o nível de
escolaridade dos diabéticos
é
desfavorecido
quase
predominantemente.
Portanto, deve-se considerar
esse fator para auxiliar na
elaboração
de
práticas
educacionais
direcionadas
ao cuidado integral dos
diabéticos
e
de
suas
famílias, e principalmente
colaborar com qualidade de
vida melhor.
8 idosos
apresentam
renda
familiar
entre 1 e 3
salários

2 idosos
apresentam
renda entre 3
e 5 salários

1
entrevistado
mora
sozinho
3 residem
só com o
cônjuge

3 moram
com mais
três
pessoas
3 residem
com quatro
pessoas ou
mais
1 entrevistado
foi
diagnosticado
há um ano
3 há dois
anos

1 há três
anos

3 há cinco
anos ou
mais

2 há quatro
anos

Gimenes, Zanetti e Haas
(2009) observaram em seu
estudo que o tempo de
doença é um fator agravante
na adesão à terapêutica
medicamentosa, visto que há
menores taxas de adesão com
a
progressão
temporal.
Levando em consideração que
o diabetes é uma doença
progressiva e silenciosa, as
possibilidades
de
complicações crônicas, devido
ao
controle
glicêmico
errôneo, podem progredir com
o tempo de doença.
1 Mudanças nos Hábitos de Vida Associadas ao
Tratamento Farmacológico
1.1 Alterações na Alimentação
Parte dos diabéticos reconhecem as alterações alimentares como reeducação e dessa
forma procuram a estabilidade entre a moderação e o desejo, compreendendo
positividade nas modificações, enaltecendo suas melhoras para o organismo e
conscientizando que a falta de controle pode ser danosa (OLIVEIRA et al., 2011).
[...] Assim eu num como assim como eu comia, que eu gostava muito de bolo,
de pão, de doce... eu mudei mais, num sabe? Mas eu ainda como... que eu
num vou mentir, porque minha fia a gente num aguenta ficar com fome não... e
verdura e fruta num “ienche” barriga de ninguém não. [...] só como assim aqui e
acolá um “pedacim” de bolo, um “pedacim” de pão. (Idoso 6)

Apesar de admitirem que há necessidade de reeducar os hábitos alimentares
para manter o controle glicêmico e evitar complicações provenientes do
DM, muitos diabéticos relatam dificuldades para lidar de forma apropriada
com as privações impostas na alimentação. Observa-se que há uma divisória
entre a dieta modelo recomendada e a que é praticável (PÉRES et al., 2007).
1.2 Atividade Física
A preguiça não deixa. Aqui acolá eu invento de ir, mas daí
no outro dia a preguiça não deixa. (Idoso 2)

A caminhada que eu faço é trabalhar, mas caminhada é
caminhada né? (Idoso 10)

Knuth et al. (2009) verificaram a baixa conscientização da
população sobre os fatores benéficos do exercício físico na
prevenção de doenças, dessa forma, enfatizaram a
indispensabilidade de maiores informações sobre a
habilidade preventiva da atividade física.
2 Adesão ao Tratamento Farmacológico
2.1 Esquecimento de Remédios/Confusão de Medicamentos
Já esqueci. [...] eu tomo dois em jejum de manhã.
(Quando perguntado se toma na hora errada):
Tomo. (Idoso 1)
Não. Todo dia eu tomo graças a Deus. Na hora certa,
em jejum bem cedinho que eu tomo, né? (Idoso 3)

Em análise realizada por Marin et al. (2008), 40% dos idosos
relataram esquecer de tomar os medicamentos, tanto
esporadicamente, como rotineiramente, dessa forma constataram a
indispensabilidade de apoio e supervisão para que utilizem de
forma correta. Assim, os riscos à saúde são prevenidos, visto que
muitos fármacos, como os antidiabéticos orais, são fundamentais
ao controle de doenças.
2.2 Relação dos Polifármacos com a Adesão à
Terapia Medicamentosa
Foi verificada a presença de HAS, problemas de
audição,
gastrite,
sequelas
de
AVC, insônia, hipercolesterolemia, anemia e episódios de
dores localizadas.
Nã... eu tive um AVC. Tenho pressão alta. Da pressão?
Tomo Ablok plus, tomo só um comprimido de 50 mg. Eu
tomo Ticlid 250 mg, pra evitar outro AVC, um comprimido
depois do almoço. Tomo um pra insônia... [...] esqueci o
nome... (Idoso 4)

Santos et al. (2010) verificaram que as doenças mais encontradas
nos pacientes estudados além do DM, foram HAS
(78,6%), dislipidemias (35,7%) e depressão (28,6%). Outras
doenças crônicas também foram alegadas por 28,4% dos pacientes.
3 Instrução sobre a Medicação
O nome eu num sei não... que eu sou ruim
pra decorar. Tomo só um também... pela
manhã. (Idoso 3)
Tomo metformina. Eu tomo um comprimido
de manhã e outro de noite, depois da
janta. (Idoso 7)

Em revisão bibliográfica realizada por Almeida et al. (2007), observou-se
interligação entre a instrução sobre o regime terapêutico e a adesão, visto
que pacientes mais instruídos sobre a medicação prescrita e sobre os
comportamentos exigidos para o seguimento do tratamento têm maior
probabilidade de aderir à terapêutica do que os menos instruídos.
Minha fia eles dizem que é pra diabetes, né? Eu
não sei. Eles só dizem assim... Num explica né?
Você sabe que aquele remédio é pra diabete, mas
num explicam o motivo, nem né? (Idoso 3)

Costa et al. (2004) identificaram respostas semelhantes quando questionaram
os idosos sobre a indicação da medicação, visto que a maioria respondeu que
conhecia, porém apresentava respostas insatisfatórias, concluindo que há
pouco conhecimento diante da terapêutica medicamentosa. Houve ainda
idosos que afirmaram apenas seguir orientações médicas, direcionando à
questão cultural, visto que julgam o médico como o detentor do poder de
decisão do tratamento.
4 Fatores que Influenciam a
Adesão ao Tratamento
Blanski e Lenardt (2005) enumeraram os principais
motivos interferentes na adesão ao tratamento
farmacológico, sendo eles: uso concomitante de
muitas medicações, efeitos colaterais de grande
intensidade, o fato de não saber ler, abandono de
tratamento, alterações por conta própria da
medicação, dificuldade no entendimento da
explicação sobre a medicação, não entendimento da
prescrição
médica,
problemas
auditivos
e
visuais, achar desnecessário o uso da medicação
diante da ausência de sintomas e, por fim, crença
religiosa.
5 Opinião Acerca da Adesão ao
Tratamento Farmacológico
Mulher... eu acho que eu tomo bem direitinho, nunca deixo
de tomar... Eu num fico sem tomar. (Idoso 5)
Eu acho, né? Que eu num sinto nada... Minha diabete
toda vida é normal. (Idoso 7)
Não, direito eu num tomo não. Eu tomo um dia e passo
dois, três sem tomar que eu me esqueço. Quando vou
trabalhar, eu com o remédio no bolso e esqueço de tomar.
(Idoso 10)

Corroborando com o evidenciado neste estudo, Dalcegio et al. (2009)
também observaram que maior parte dos diabéticos entrevistados
(92%) afirmaram realizar corretamente o tratamento farmacológico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não cessaram o
uso dos
fármacos

Farmacológico
Esquecimento
Adesão ao
Tratamento

Nãofarmacológico

Resistência à
alterações
alimentares
Dificuldade na
prática de
atividades físicas
Educação em
Saúde

Analisar a realidade
do indivíduo –
Adequar
orientações

Apoio Familiar

Contribuição dos
achados no estudo

Consulta não deve
ser unidirecional
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, E. O.; VERSIANI, E. R.; DIAS, A. de R.; NOVAES, M. R. C. G.; TRINDADE, E. M. V. Adesão
ao tratamento entre idosos. Comun. ciênc. saúde., Brasília, v. 18, n. 3, p. 57-67, 2007.
BLANSKI, C. R. K.; LENARDT, M. H. A compreensão da terapêutica medicamentosa pelo idoso. Rev.
gaúch. enferm., Porto Alegre, v. 26, n. 2, p. 180-8, ago. 2005.
COSTA, L. M.; LINDOLPHO, M. da C.; SÁ, S. P. C.; ERBAS, D.; MARQUES, D. L.; PUPPIN, M.;
DELATORRE, P. O idoso em terapêutica plurimedicamentosa. Ciênc. cuid. saúde., Maringá, v. 3, n. 3,
p. 261-266, set./dez. 2004.

DALCEGIO, M.; DALCEGIO, M.; FAVRETTO, G. E. D.; CORAL, M. H. C.; HOHL, A. Adesão aos
antidiabéticos orais: prevalência e fatores associados. ACM arq. catarin. med., v. 38, n. 4, p. 73-80,
2009.
FERREIRA, C. L. R. A.; FERREIRA, M. G. Características epidemiológicas de pacientes diabéticos da
rede pública de saúde: análise a partir do sistema HiperDia. Arq. bras. endocrinol. metab., v. 53, n.1,
p. 80-6, 2009.
GIMENES, H. T.; ZANETTI, M. L.; HAAS, V. J. Fatores relacionados à adesão do paciente diabético à
terapêutica medicamentosa. Rev. latinoam. enferm., v. 17, n. 1, p. 201-9, jan./fev. 2009.
KNUTH, A. G.; BIELEMANN, R. M.; SILVA, S. G.; BORGES, T. T.; DUCA, G. F. D.; KREMER, M. M.;
HALLAL, P. C.; ROMBALDI, A. J.; AZEVEDO, M. R. Conhecimento de adultos sobre o papel da
atividade física na prevenção e tratamento de diabetes e hipertensão: estudo de base populacional no
Sul do Brasil. Cad. saúde pública., v. 25, n. 3, p. 513-20, 2009.
MARIN, M. J. S.; CECÍLIO, L. C. de O.; PEREZ, A. E. W. U. F.; SANTELLA, F.; SILVA, C. B. A.;
GONÇALVES FILHO, J. R.; ROCETI, L. C. Caracterização do uso de medicamentos entre idosos de
uma unidade do Programa Saúde da Família. Cad. saúde pública., Rio de Janeiro, v. 24, n. 7, p. 154555, jul. 2008.
MENDES, T. de A. B.; GOLDBAUM, M.; SEGRI, N. J.; BARROS, M. B. de A.; CESAR, C. L. G.;
CARANDINA, L.; ALVES, M. C. G. P. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em
idosos, medidas e práticas de controle e uso dos serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad. saúde
pública., Rio de Janeiro, v. 27, n. 6, p. 1233-43, jun. 2011.
OLIVEIRA, N. F. de; SOUZA, M. C. B. de M. e; ZANETTI, M. L.; SANTOS, M. A. dos. Diabetes mellitus:
desafios relacionados ao autocuidado abordados em grupo de apoio psicológico. Rev. bras.
enferm., Brasília, v. 64, n. 2, p. 301-7, 2011.
PÉRES, D. S.; SANTOS, M. A. dos; ZANETTI, M. L.; FERRONATO, A. A. Dificuldades dos pacientes
diabéticos para o controle da doença: sentimentos e comportamentos. Rev. latinoam. enferm., v. 15, n.
6, nov./dez. 2007.
SANTOS, K. S.; ENGROFF, P.; ELY, L. S.; FREITAS, R.; MORIGUCHI, Y.; CARLI, G. A. de;
MORRONE, F. B. Uso de hipoglicemiantes e adesão à terapia por pacientes diabéticos atendidos no
Sistema Único de Saúde. Rev. HCPA & Fac. Med. Univ. Fed. Rio Gd. do Sul.., v. 30, n. 4, p. 34955, 2010.
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“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos
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Adesão ao tratamento farmacológico e não farmacológico por idosos diabéticos

  • 1. UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI –URCA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS UNIDADE DESCENTRALIZADA DE IGUATU - UDI CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM CLARISSA FERREIRA LESSA ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E NÃO-FARMACOLÓGICO POR IDOSOS DIABÉTICOS ORIENTADORA: PROFª ESP. FRANCISCA JULIANA GRANGEIRO MARTINS IGUATU – CE 2014
  • 3. OBJETIVOS  Objetivo Geral • Analisar a adesão ao tratamento farmacológico e não-farmacológico realizado por idosos diabéticos.  Objetivos Específicos • Descrever o perfil socioeconômico dos idosos diabéticos participantes da ESF no bairro Veneza, do município de Iguatu CE; • Identificar os obstáculos na rotina medicamentosa e mudanças nos hábitos de vida dos idosos diabéticos; • Perceber os fatores que afetam a adesão à terapia medicamentosa por idosos diabéticos; • Confrontar a opinião dos idosos diabéticos acerca da realização correta do tratamento farmacológico com as suas rotinas medicamentosas;
  • 4. PERCURSO METODOLÓGICO Tipo de Pesquisa Contexto do Estudo Sujeitos da Pesquisa Instrumento de Coleta de Dados Análise e Interpretação de Dados Aspectos Éticos e Legais da Pesquisa
  • 5. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS Dados Socioeconômicos Entrevista com 10 pessoas 5 mulheres e5 homens Faixa etária situada entre 61-77 anos Média de 68,6 anos Cor/raça 4 Pardos 6 Caucasianos
  • 6. 3 Analfabetos 4 Ensino Fundamental Incompleto 1 Ensino Fundamental Completo 2 Ensino Médio Completo Através da análise do sistema HiperDia, Ferreira e Ferreira (2009) puderam observar que o nível de escolaridade dos diabéticos é desfavorecido quase predominantemente. Portanto, deve-se considerar esse fator para auxiliar na elaboração de práticas educacionais direcionadas ao cuidado integral dos diabéticos e de suas famílias, e principalmente colaborar com qualidade de vida melhor.
  • 7. 8 idosos apresentam renda familiar entre 1 e 3 salários 2 idosos apresentam renda entre 3 e 5 salários 1 entrevistado mora sozinho 3 residem só com o cônjuge 3 moram com mais três pessoas 3 residem com quatro pessoas ou mais
  • 8. 1 entrevistado foi diagnosticado há um ano 3 há dois anos 1 há três anos 3 há cinco anos ou mais 2 há quatro anos Gimenes, Zanetti e Haas (2009) observaram em seu estudo que o tempo de doença é um fator agravante na adesão à terapêutica medicamentosa, visto que há menores taxas de adesão com a progressão temporal. Levando em consideração que o diabetes é uma doença progressiva e silenciosa, as possibilidades de complicações crônicas, devido ao controle glicêmico errôneo, podem progredir com o tempo de doença.
  • 9. 1 Mudanças nos Hábitos de Vida Associadas ao Tratamento Farmacológico 1.1 Alterações na Alimentação Parte dos diabéticos reconhecem as alterações alimentares como reeducação e dessa forma procuram a estabilidade entre a moderação e o desejo, compreendendo positividade nas modificações, enaltecendo suas melhoras para o organismo e conscientizando que a falta de controle pode ser danosa (OLIVEIRA et al., 2011). [...] Assim eu num como assim como eu comia, que eu gostava muito de bolo, de pão, de doce... eu mudei mais, num sabe? Mas eu ainda como... que eu num vou mentir, porque minha fia a gente num aguenta ficar com fome não... e verdura e fruta num “ienche” barriga de ninguém não. [...] só como assim aqui e acolá um “pedacim” de bolo, um “pedacim” de pão. (Idoso 6) Apesar de admitirem que há necessidade de reeducar os hábitos alimentares para manter o controle glicêmico e evitar complicações provenientes do DM, muitos diabéticos relatam dificuldades para lidar de forma apropriada com as privações impostas na alimentação. Observa-se que há uma divisória entre a dieta modelo recomendada e a que é praticável (PÉRES et al., 2007).
  • 10. 1.2 Atividade Física A preguiça não deixa. Aqui acolá eu invento de ir, mas daí no outro dia a preguiça não deixa. (Idoso 2) A caminhada que eu faço é trabalhar, mas caminhada é caminhada né? (Idoso 10) Knuth et al. (2009) verificaram a baixa conscientização da população sobre os fatores benéficos do exercício físico na prevenção de doenças, dessa forma, enfatizaram a indispensabilidade de maiores informações sobre a habilidade preventiva da atividade física.
  • 11. 2 Adesão ao Tratamento Farmacológico 2.1 Esquecimento de Remédios/Confusão de Medicamentos Já esqueci. [...] eu tomo dois em jejum de manhã. (Quando perguntado se toma na hora errada): Tomo. (Idoso 1) Não. Todo dia eu tomo graças a Deus. Na hora certa, em jejum bem cedinho que eu tomo, né? (Idoso 3) Em análise realizada por Marin et al. (2008), 40% dos idosos relataram esquecer de tomar os medicamentos, tanto esporadicamente, como rotineiramente, dessa forma constataram a indispensabilidade de apoio e supervisão para que utilizem de forma correta. Assim, os riscos à saúde são prevenidos, visto que muitos fármacos, como os antidiabéticos orais, são fundamentais ao controle de doenças.
  • 12. 2.2 Relação dos Polifármacos com a Adesão à Terapia Medicamentosa Foi verificada a presença de HAS, problemas de audição, gastrite, sequelas de AVC, insônia, hipercolesterolemia, anemia e episódios de dores localizadas. Nã... eu tive um AVC. Tenho pressão alta. Da pressão? Tomo Ablok plus, tomo só um comprimido de 50 mg. Eu tomo Ticlid 250 mg, pra evitar outro AVC, um comprimido depois do almoço. Tomo um pra insônia... [...] esqueci o nome... (Idoso 4) Santos et al. (2010) verificaram que as doenças mais encontradas nos pacientes estudados além do DM, foram HAS (78,6%), dislipidemias (35,7%) e depressão (28,6%). Outras doenças crônicas também foram alegadas por 28,4% dos pacientes.
  • 13. 3 Instrução sobre a Medicação O nome eu num sei não... que eu sou ruim pra decorar. Tomo só um também... pela manhã. (Idoso 3) Tomo metformina. Eu tomo um comprimido de manhã e outro de noite, depois da janta. (Idoso 7) Em revisão bibliográfica realizada por Almeida et al. (2007), observou-se interligação entre a instrução sobre o regime terapêutico e a adesão, visto que pacientes mais instruídos sobre a medicação prescrita e sobre os comportamentos exigidos para o seguimento do tratamento têm maior probabilidade de aderir à terapêutica do que os menos instruídos.
  • 14. Minha fia eles dizem que é pra diabetes, né? Eu não sei. Eles só dizem assim... Num explica né? Você sabe que aquele remédio é pra diabete, mas num explicam o motivo, nem né? (Idoso 3) Costa et al. (2004) identificaram respostas semelhantes quando questionaram os idosos sobre a indicação da medicação, visto que a maioria respondeu que conhecia, porém apresentava respostas insatisfatórias, concluindo que há pouco conhecimento diante da terapêutica medicamentosa. Houve ainda idosos que afirmaram apenas seguir orientações médicas, direcionando à questão cultural, visto que julgam o médico como o detentor do poder de decisão do tratamento.
  • 15. 4 Fatores que Influenciam a Adesão ao Tratamento Blanski e Lenardt (2005) enumeraram os principais motivos interferentes na adesão ao tratamento farmacológico, sendo eles: uso concomitante de muitas medicações, efeitos colaterais de grande intensidade, o fato de não saber ler, abandono de tratamento, alterações por conta própria da medicação, dificuldade no entendimento da explicação sobre a medicação, não entendimento da prescrição médica, problemas auditivos e visuais, achar desnecessário o uso da medicação diante da ausência de sintomas e, por fim, crença religiosa.
  • 16. 5 Opinião Acerca da Adesão ao Tratamento Farmacológico Mulher... eu acho que eu tomo bem direitinho, nunca deixo de tomar... Eu num fico sem tomar. (Idoso 5) Eu acho, né? Que eu num sinto nada... Minha diabete toda vida é normal. (Idoso 7) Não, direito eu num tomo não. Eu tomo um dia e passo dois, três sem tomar que eu me esqueço. Quando vou trabalhar, eu com o remédio no bolso e esqueço de tomar. (Idoso 10) Corroborando com o evidenciado neste estudo, Dalcegio et al. (2009) também observaram que maior parte dos diabéticos entrevistados (92%) afirmaram realizar corretamente o tratamento farmacológico.
  • 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS Não cessaram o uso dos fármacos Farmacológico Esquecimento Adesão ao Tratamento Nãofarmacológico Resistência à alterações alimentares Dificuldade na prática de atividades físicas
  • 18. Educação em Saúde Analisar a realidade do indivíduo – Adequar orientações Apoio Familiar Contribuição dos achados no estudo Consulta não deve ser unidirecional
  • 19. REFERÊNCIAS ALMEIDA, E. O.; VERSIANI, E. R.; DIAS, A. de R.; NOVAES, M. R. C. G.; TRINDADE, E. M. V. Adesão ao tratamento entre idosos. Comun. ciênc. saúde., Brasília, v. 18, n. 3, p. 57-67, 2007. BLANSKI, C. R. K.; LENARDT, M. H. A compreensão da terapêutica medicamentosa pelo idoso. Rev. gaúch. enferm., Porto Alegre, v. 26, n. 2, p. 180-8, ago. 2005. COSTA, L. M.; LINDOLPHO, M. da C.; SÁ, S. P. C.; ERBAS, D.; MARQUES, D. L.; PUPPIN, M.; DELATORRE, P. O idoso em terapêutica plurimedicamentosa. Ciênc. cuid. saúde., Maringá, v. 3, n. 3, p. 261-266, set./dez. 2004. DALCEGIO, M.; DALCEGIO, M.; FAVRETTO, G. E. D.; CORAL, M. H. C.; HOHL, A. Adesão aos antidiabéticos orais: prevalência e fatores associados. ACM arq. catarin. med., v. 38, n. 4, p. 73-80, 2009. FERREIRA, C. L. R. A.; FERREIRA, M. G. Características epidemiológicas de pacientes diabéticos da rede pública de saúde: análise a partir do sistema HiperDia. Arq. bras. endocrinol. metab., v. 53, n.1, p. 80-6, 2009. GIMENES, H. T.; ZANETTI, M. L.; HAAS, V. J. Fatores relacionados à adesão do paciente diabético à terapêutica medicamentosa. Rev. latinoam. enferm., v. 17, n. 1, p. 201-9, jan./fev. 2009. KNUTH, A. G.; BIELEMANN, R. M.; SILVA, S. G.; BORGES, T. T.; DUCA, G. F. D.; KREMER, M. M.; HALLAL, P. C.; ROMBALDI, A. J.; AZEVEDO, M. R. Conhecimento de adultos sobre o papel da atividade física na prevenção e tratamento de diabetes e hipertensão: estudo de base populacional no Sul do Brasil. Cad. saúde pública., v. 25, n. 3, p. 513-20, 2009.
  • 20. MARIN, M. J. S.; CECÍLIO, L. C. de O.; PEREZ, A. E. W. U. F.; SANTELLA, F.; SILVA, C. B. A.; GONÇALVES FILHO, J. R.; ROCETI, L. C. Caracterização do uso de medicamentos entre idosos de uma unidade do Programa Saúde da Família. Cad. saúde pública., Rio de Janeiro, v. 24, n. 7, p. 154555, jul. 2008. MENDES, T. de A. B.; GOLDBAUM, M.; SEGRI, N. J.; BARROS, M. B. de A.; CESAR, C. L. G.; CARANDINA, L.; ALVES, M. C. G. P. Diabetes mellitus: fatores associados à prevalência em idosos, medidas e práticas de controle e uso dos serviços de saúde em São Paulo, Brasil. Cad. saúde pública., Rio de Janeiro, v. 27, n. 6, p. 1233-43, jun. 2011. OLIVEIRA, N. F. de; SOUZA, M. C. B. de M. e; ZANETTI, M. L.; SANTOS, M. A. dos. Diabetes mellitus: desafios relacionados ao autocuidado abordados em grupo de apoio psicológico. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 64, n. 2, p. 301-7, 2011. PÉRES, D. S.; SANTOS, M. A. dos; ZANETTI, M. L.; FERRONATO, A. A. Dificuldades dos pacientes diabéticos para o controle da doença: sentimentos e comportamentos. Rev. latinoam. enferm., v. 15, n. 6, nov./dez. 2007. SANTOS, K. S.; ENGROFF, P.; ELY, L. S.; FREITAS, R.; MORIGUCHI, Y.; CARLI, G. A. de; MORRONE, F. B. Uso de hipoglicemiantes e adesão à terapia por pacientes diabéticos atendidos no Sistema Único de Saúde. Rev. HCPA & Fac. Med. Univ. Fed. Rio Gd. do Sul.., v. 30, n. 4, p. 34955, 2010.
  • 21. OBRIGADA!! “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar, mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota” (Madre Teresa de Calcutá)