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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Clima Temperado
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Embrapa
Brasília, DF
2014
Produto artesanal
Preço de venda
Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na:
Embrapa Informação Tecnológica
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Produção editorial: Embrapa Informação Tecnológica
Coordenação editorial: Selma Lúcia Lira Beltrão
Lucilene M. de Andrade
Nilda Maria da Cunha Sette
Supervisão editorial: Juliana Meireles Fortaleza
Revisão de texto: Corina Barra Soares
Projeto gráfico da coleção: Carlos Eduardo Felice Barbeiro
Editoração eletrônica: Paula Cristina Rodrigues Franco
Ilustração da capa: Daniel Brito e Thiago P. Turchi / Quintal Arquitetura e Design
Arte-final da capa: Paula Cristina Rodrigues Franco
1ª edição
1ª impressão (2014): 1.000 exemplares
Todos os direitos reservados
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em
parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610).
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Embrapa Informação Tecnológica
Alves, Rosângela Costa.
Produto artesanal : preço de venda / Rosângela Costa Alves, João Carlos
Medeiros Madail. – Brasília, DF : Embrapa, 2014.
44 p. ; 11 cm x 15 cm. – (ABC da Agricultura Familiar, 35)
ISBN 978-85-7035-346-7
1. Formação de preço. 2. Agregação de valor. 3. Comercialização. I. Madail,
João Carlos Medeiros. II. Embrapa Clima Temperado. III. Título. IV. Coleção.
CDD 381.029
© Embrapa 2014
Autores
Rosângela Costa Alves
Economista doméstica, mestre em Extensão Rural,
analista da Embrapa Clima Temperado, Pelotas, RS
João Carlos Medeiros Madail
Mestre em Economia Rural, pesquisador da Embrapa
Clima Temperado, Pelotas, RS
Apresentação
Empenhada em auxiliar o pequeno produtor, a
Embrapa lança o ABC da Agricultura Familiar, que
oferece valiosas instruções sobre o trabalho no campo.
Elaboradas em linguagem simples e objetiva,
as publicações abordam temas relacionados à
agropecuária e mostram como otimizar a atividade
rural. Criação de animais, técnicas de plantio,
práticas de controle de pragas e doenças, adubação
alternativa e fabricação de conservas de frutas são
alguns dos assuntos tratados.
De forma independente ou organizadas em
associações, as famílias poderão beneficiar-se
dessas informações e, com isso, diminuir custos,
aumentar a produção de alimentos, criar outras
fontes de renda e agregar valor a seus produtos.
Assim, a Embrapa cumpre o propósito adicional
de ajudar a fixar o homem no campo, pois coloca a
pesquisa a seu alcance e oferece alternativas de
melhoria na qualidade de vida.
Selma Lúcia Lira Beltrão
Gerente-Geral Interina
Embrapa Informação Tecnológica
Sumário
Introdução................................................ 9
Tipos de preços...................................... 12
Custos e despesas................................. 13
Margem de contribuição......................... 26
Ponto de equilíbrio................................. 28
Projeção de produção............................ 29
Variáveis que influenciam
no preço final do produto....................... 32
9
Introdução
A palavra “artesão” significa “aquele
que produz algo com as próprias mãos,
transformando, com habilidade, destreza
e arte, matérias-primas em peças arte-
sanais”. O produto artesanal é, então,
resultante de um trabalho feito à mão
(geralmente 80% do trabalho é realizado
sem o uso de máquinas industriais).
O artesanato brasileiro é um dos mais
ricos e diversificados negócios do mundo,
pois faz parte do nosso folclore, revelando
usos,costumes,tradiçõesecaracterísticas
de cada região brasileira. O artesanato
preserva, assim, o patrimônio histórico
e cultural das regiões. Além disso, essa
atividade muitas vezes é um atrativo para
o turismo.
10
A comercialização de produtos artesa-
nais, geralmente feita na informalidade,
gera trabalho e representa a principal fonte
de renda de milhares de famílias que inte-
gram a economia do País. Traz, pois, gran-
des benefícios sociais e econômicos às
comunidades. Mas, na maioria das vezes,
o artesão tem dificuldade de gerir seu ne-
gócio, o que impede o desenvolvimento do
setor. Uma das principais dificuldades está
em definir o preço de venda dos seus pro-
dutos. É preciso prestar atenção a tantos
detalhes, que o artesão acaba ficando em
dúvida se o preço estabelecido é realmente
justo e competitivo.
O preço de venda deve derivar de um
profundo e detalhado conhecimento dos
custos de produção, da avaliação sobre
a qualidade do produto e do ineditismo
11
(novidade) do trabalho, sendo que os dois
últimos itens são elementos de avaliação
individual, por parte do artesão.
Para que o artesão possa definir adequa-
damente o preço de venda do seu produto
artesanal, que favoreça tanto a quem com-
pra quanto a quem comercializa, ele pre-
cisa conhecer certos conceitos. Além de
analisar os aspectos quantitativos (custos
e receitas), precisa analisar os aspectos
qualitativos (fatores ambientais, sociais,
organizacionais, entre outros) da sua ati-
vidade.
Muitas vezes os artesãos estabelecem
preços de venda dos seus produtos sem
fazer um cálculo correto de seus custos.
Se o produto ofertado tiver maior qualidade
do que os produtos dos concorrentes, por
12
consequência alcançará melhor preço.
Portanto, é preciso: 1) conhecer os
custos fixos e variáveis de produção; 2)
verificar o valor de mercado de produtos
semelhantes; e 3) avaliar o valor da mão
de obra empregada na produção do bem.
Este título tem como objetivo principal
orientar os artesãos a definir os preços
de venda de seus produtos, de forma que
sejam justos e competitivos, e que tragam
lucro para o artesão.
Tipos de preços
Para a definição do preço final de um
produto artesanal, o artesão deve ter o
conhecimento de dois preços. São eles:
•	 O preço de venda aceito pelo merca-
do, que é facilmente obtido por meio de
pesquisa de mercado.
13
•	 O preço de venda com base nos custos
de produção e na expectativa de lucro.
É calculado da seguinte forma.
Preço de venda = despesas fixas +
custos fixos + despesas variáveis +
custos variáveis + margem de lucro desejado
Se o preço de venda, definido pelo arte-
são com base nos custos e nas despesas
e também na expectativa de lucro, for igual
ou superior ao preço de mercado, o arte-
são vai ter de avaliar se compensará dar
continuidade ao negócio, ou seja, sem que
tenha prejuízo.
Custos e despesas
Antes de definir o preço de venda, é
preciso que o artesão saiba quais são os
14
custos e as despesas para a produção e a
comercialização dos produtos.
Custo é todo gasto, direto e indire-
to, relativo à produção. São exemplos de
custos: salários e outros encargos sociais
com o pessoal envolvido diretamente na
produção, matéria-prima, manutenção de
máquinas e equipamentos usados na pro-
dução, aluguel do galpão de produção, etc.
Despesaétodogastorelativoàsatividades
administrativas, comerciais e financeiras.
Os custos e as despesas podem ser divi-
didos, quanto ao volume de produção, em:
•	 Fixos: são aqueles que não sofrem alte-
ração de valor em caso de aumento ou
diminuiçãodaprodução,ouseja,elesocor-
rem todos os meses, independentemente
15
da produção e das vendas. São exem-
plos de custos e despesas fixas: aluguel,
salários, encargos sociais, impostos
como o Imposto sobre a Propriedade
Predial e Territorial Urbana (IPTU), taxa
de condomínio, despesas administra-
tivas, etc.
•	 Variáveis: são aqueles que variam de
acordo com a quantidade de produção.
Seus valores dependem diretamen-
te do volume produzido ou do volume
de vendas efetivado num determinado
período. Ou seja, são todos os gastos
relacionados a um produto, até deixá-
-lo em condições de ser vendido. São
exemplos de custos e despesas vari-
áveis: matérias-primas, embalagens,
água, energia (força utilizada nos equi-
pamentos e nas máquinas para a pro-
dução), entre outros.
16
Controle de custos
e das despesas
Para o controle dos custos e das des-
pesas, sugere-se que se elabore uma ficha
de controle. Seguem exemplos de modelos
de ficha de controle de custos e despesas
fixas e custos e despesas variáveis.
Ficha de controle de custos e despesas fixas
Salários e encargos sociais Valor (R$)
Artesão
Vendedor
Aluguel  
Aluguel de loja
Aluguel de galpão de produção
e armazenamento
Impostos  
Imposto Predial Territorial Urbano
(IPTU)
Água  
Energia elétrica  
Telefone  
Total
17
Ficha de controle de custos e despesas variáveis
Produto artesanal:
Especificações do produto:
Comissão de vendas Valor (R$)
Vendedor  
Impostos  
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Prestação de Serviços (ICMS)
 
Matéria-
-prima
Quantidade
necessária
Valor
unitário
(R$)
Custo
variável
(R$)
Matéria-
-prima 1
     
Matéria-
-prima 2
     
Matéria-
-prima 3
     
Total  
18
Caso o artesão comercialize produtos
variados, não é preciso fazer o cálculo
de cada um deles. Basta fazer o cálculo
tomando por base os principais produtos
artesanais comercializados. A venda des-
ses principais produtos é que vão contribuir
para cobrir os custos e pagar as despesas
fixas do negócio.
Cálculo de custos
e despesas
Para melhorar o entendimento de
como calcular os custos e as despesas,
tomemos o exemplo a seguir.
Uma agricultora, empreendedora e
habilidosa, que já vinha desenvolvendo
a atividade de apicultura, tem interesse
em investir na atividade de artesanato.
19
Ela, com a colaboração da filha, busca
agregar valor à matéria-prima disponível
na propriedade – cera de abelha –, que
é um importante ingrediente para a pro-
dução de velas artesanais decorativas.
A artesã estipulou que receberá um
pró-labore (ou salário) de R$ 300,00 por
mês, e sua filha, R$ 200,00 por mês. No
exemplo, a moradia da artesã é própria.
Mas, se fosse alugada, o valor do aluguel
entraria como custo fixo de produção.
A própria artesã deverá vender seus
produtos em feiras onde não há cobran-
ça de aluguel para espaço de venda.
Portanto, todos os cálculos que serão
efetuados neste exemplo terão como
base os custos e as despesas fixas de
R$ 500,00 por mês.
20
Para controlar os custos e as despesas
variáveis de produção, a artesã terá a se-
guinte ficha de controle:
Custos e despesas variáveis
Produto: vela decorativa
Especificações do produto: vela decorativa de duas cores,
de 200 gramas
Matéria-prima Quantidade
Valor
unitário
(R$)
Custo
variável
(R$)
Parafina (gramas) 150 0,04 6,00
Fôrma (unidade) 1 1,50 1,50
Cera de abelha
(gramas)
50 0,03 1,50
Cordão de algodão
para o pavio
(centímetros)
15 0,07 1,05
Corante (gramas) 10 0,10 1,00
Cordão de cisal
(centímetros)
30 0,02 0,60
Gás de cozinha (1)
(tempo de uso em
minutos)
30 0,035 1,05
Energia elétrica(1)
(kWh)
93 0,025 2,32
Custo
variável total 
    15,02
(1)
Todas as despesas com energia elétrica, gás e água, para a
produção de algum produto artesanal, devem constar na ficha
de controle de custos, para serem contabilizadas como custos
variáveis, de acordo com o volume de produção.
21
No exemplo citado, para produzir a vela
decorativa, foi utilizado o gás de cozinha,
que entrou como custo variável de pro-
dução. Aqui, o artesão precisa lembrar de
separar do uso doméstico, na medida do
possível, os equipamentos, a energia e as
matérias-primas utilizados na produção
artesanal. Essa separação de despesas
é obrigatória para a contabilização dos
custos reais de produção.
O gás, neste caso, é utilizado somente
para a produção de velas. Assim, entrará
no cálculo de custo variável de produção,
pois deve variar de acordo com a quantida-
de de velas produzidas. Exemplo de como
calcular as despesas com o gás:
•	 O botijão de gás de cozinha de 13 qui-
los custa R$ 55,00. Para consumir todo
22
o gás de um botijão de 13 quilos, será
necessário utilizá-lo durante 26 horas. O
valor do botijão de R$ 55,00, dividido por
26 horas (tempo de duração do botijão),
resulta em R$ 2,11 por hora ou R$ 0,035
por minuto (R$ 2,11/60 minutos).
•	 Para derreter, em banho-maria, 50 gra-
mas de cera de abelha e 150 gramas
de parafina para a confecção de 1 vela,
é necessário utilizar o gás durante 30
minutos. Portanto, o custo do gás será:
R$ 0,035 x 30 minutos = R$ 1,05.
Além do consumo de gás, é preciso
observar o gasto com energia elétrica dos
equipamentos usados para a confecção do
produto artesanal. Se as artesãs trabalha-
rem à noite, obviamente, consumirão ener-
gia elétrica. Para esse cálculo, será preciso,
23
então, saber: 1) a potência, em watts (W),
do equipamento, que vem estampada na
embalagem ou no manual de instrução do
equipamento; e 2) o tempo de uso desse
equipamento. A partir desses dados é pos-
sível calcular o consumo de energia de um
equipamento pela expressão:
Consumo de energia elétrica =
Potência do aparelho em watts x horas de funcionamento por mês
1.000
Abaixo vão alguns exemplos para o cál-
culo de consumo de energia de lâmpadas
e de um computador.
Exemplo 1: considerando que as arte-
sãs necessitam de iluminação artificial no
ambiente de trabalho, e, para isso, acen-
dem duas lâmpadas de 100 W cada uma,
que funcionam 8 horas por dia, pelo perío-
do de 30 dias (1 mês):
24
Consumo de energia elétrica =
2 lâmpadas x 100 W x 8 horas por dia x 30 dias
= 48 kWh por mês
1.000
Exemplo 2: as artesãs também usam
um computador de 150 W, que funciona 10
horas por dia, durante 30 dias (1 mês):
Consumo de energia elétrica =
1 computador x 150 W x 10 horas por dia x 30 dias
= 45 kWh por mês
1.000
Consumo total desses equipamentos por
mês = 48 kWh + 45 kWh = 93 kWh por mês.
Esse cálculo deve ser feito para todos
os equipamentos elétricos utilizados na
fabricação de um produto artesanal. O con-
sumo da energia elétrica residencial ou
comercial é medido durante 30 dias. Por
isso, é importante saber calcular o consumo
dos equipamentos e aprender como fazer
um acompanhamento eficiente.
25
Considerando que a tarifa da energia
é de R$ 0,25947 por kWh, as artesãs
deverão pagar por mês, de energia, R$ 2,32
(R$ 93 kWh x R$ 0,025). Lembrar que a
tarifa de energia varia por Estado, por isso
é importante verificar o valor da tarifa no
site da concessionária de energia elétrica
do seu Estado ou na sua própria conta de
energia elétrica.
Lembrar também que existem outros
tipos de gastos, que decorrem da cobrança
de impostos (ICMS e outros), de comissões
e de propaganda, e que devem ser incluí-
dos nos cálculos de custos e despesas.
Preço de venda e custo variável por produto
Nome do produto
Preço de
venda (1)
(R$)
Custo variável por
produto (R$)
Vela decorativa de
200 gramas
18,00 15,02
(1)
Nesse caso, o preço de venda da vela decorativa é de R$ 18,00,
baseado num levantamento realizado no mercado local.
26
Margem de contribuição
Margem de contribuição é o mesmo
que ganho bruto sobre as vendas. Indica
ao empresário o quanto sobra das ven-
das para que a empresa possa pagar seus
custo e despesas fixas e, a partir de então,
gerar lucro. Para o cálculo é necessário
subtrair, do preço de venda, o custo e des-
pesa variáveis. Exemplo de como calcular
a margem de contribuição por produto:
Margem de contribuição por produto =
preço de venda - custo e despesa variáveis
R$ 18,00 - R$ 15,02 = R$ 2,98
O valor de R$ 2,98 é a margem de
contribuição que cada produto “vela de-
corativa” vai dispor para o pagamento
dos custos fixos de produção da artesã.
27
Se a margem de contribuição for nega-
tiva, isso significa que a artesã terá pre-
juízo, ou seja, não deve dar continuidade ao
seu negócio.
A partir da margem de contribuição
obtém-se o índice de margem de contri-
buição por produto, que é a divisão entre
a margem de contribuição por produto e o
preço de venda. Exemplo de como calcu-
lar o índice de margem de contribuição por
produto:
Índice de margem de contribuição por produto =
margem de contribuição por produto/preço de venda
R$ 2,98/R$ 18,00 = R$ 0,1655 (arredonda-se para R$ 0,17)
Cada unidade do produto “vela” deve
contribuir com o índice de margem de
contribuição (nesse caso, é R$ 0,17), para
pagar os custos fixos de produção.
28
Ponto de equilíbrio
Após os cálculos relativos à margem
de contribuição, deve-se calcular o ponto
de equilíbrio que determina a quantidade
de velas que a artesã deverá produzir para
pagar os seus custos fixos. Para calcular
é necessário dividir o custo fixo pela mar-
gem de contribuição por produto. Exemplo
de como calcular o ponto de equilíbrio em
quantidade de produtos:
Cálculo do ponto de equilíbrio em quantidade de produtos =
custo fixo/margem de contribuição por produto
R$ 500,00/R$ 2,98 = 167,78 velas, arredondar para 168 velas
O ponto de equilíbro em valor mone-
tário é o indicador de segurança do negó-
cio, pois mostra o quanto se deve produzir
e vender para não ter prejuízo no negócio.
Quando se vende acima do ponto de equi-
líbrio, obtém-se o lucro. Exemplo:
29
Ponto de equilíbrio em valor monetário =
custo fixo/índice de margem de contribuição por produto
R$ 500,00/R$ 0,17 = R$ 2.941,17
Então,aartesãprecisafaturarR$2.941,17
para pagar seus custos e despesas fixas e
não ter prejuízos.
Projeção de produção
A artesã deverá fazer uma projeção de
produção, que é obtida pela multiplicação
entre o preço de venda do produto e a
quantidade vendida. Para calcular o resul-
tado do seu negócio, ela deve simular vá-
rias situações de faturamento. A seguir, um
exemplo de projeção da produção de velas
e discussão dos resultados para calcular o
lucro e o prejuízo:
Situação A – Projeção de produção = preço de venda x
quantidade vendida
R$ 18,00 x 160 = R$ 2.880,00
30
Nessa projeção de produção, se forem
vendidas 160 velas, o faturamento será de
R$ 2.880,00, que está abaixo do ponto de
equilíbrio, que é de R$ 2.941,17. A artesã
não conseguirá pagar os custos e despe-
sas fixas, ou seja, terá prejuízo.
Situação B – Projeção de produção = preço de venda x
quantidade vendida
R$ 18,00 x 168 = R$ 3.024,00
Nessa projeção, o faturamento de
R$ 3.024,00 está acima do ponto de equi-
líbrio, que é de R$ 2.941,17; portanto,
paga seus custos e despesas fixas e
obtém-se um lucro de R$ 82,83, com a
venda de 168 velas.
Situação C – Projeção de produção = preço de venda x
quantidade vendida
R$ 18,00 x 175 = R$ 3.150,00
31
Naturalmente,aartesãesperaterlucrona
atividade. Para isso, precisará produzir uma
maior quantidade de velas. Se mantiver o
seu custo fixo em R$ 500,00 e a capacidade
de produzir e vender (por exemplo, 175
unidades de velas), o seu faturamento será
de R$ 3.150,00. Com o ponto de equilíbrio
em R$ 2.941,17, ela obterá o lucro de R$
208,83, vendendo 175 velas.
A artesã, ao fazer projeções da produção
e do faturamento, terá mais segurança para
enfrentar os riscos da atividade e determinar
sua margem de lucro. Para tanto, deverá ter
em conta os seguintes fatos:
•	 As peças artesanais que têm pouca
saída são menos lucrativas do que as
que têm boa saída.
•	 Quando o preço de venda do produto
artesanal estiver abaixo do que está
32
sendo oferecido no mercado, isso dimi-
nuirá os lucros da artesã.
•	 Quando o preço de venda estiver acima
do praticado no mercado, e o produto
não tiver um diferencial de concorrên-
cia, isso poderá dificultar a comerciali-
zação.
Variáveis que influenciam
no preço final do produto
No exemplo da artesã que produz velas, o
preço de venda foi determinado baseando-
se no preço de venda de mercado. Porém,
o preço pode ser alterado, para mais ou
para menos, levando em consideração
outras variáveis que também influenciam
na determinação do preço final de um
produto, como se verá a seguir.
33
Margem de lucro
Margem de lucro é o porcentual de lucro
sobre o valor final do produto. Essa mar-
gem de lucro resulta da política de vendas
utilizada pelo artesão, o qual deve levar
em consideração o preço de mercado pra-
ticado pelo concorrente.
Tempo dedicado à produção
Geralmente, o artesão trabalha nas
horas mais diversas e no próprio domicílio,
ocupando muitas vezes momentos que de-
veriam ser dedicados ao descanso ou ao
lazer. Mas, independentemente disso, o ar-
tesão vai precisar medir o tempo dedicado
à produção de cada peça artesanal para
conhecer sua real capacidade de produção.
O tempo dedicado à atividade, ou seja, as
34
horas trabalhadas na produção do bem,
é uma variável que deve ser considerada
para estabelecer o preço final do produto.
Toda pessoa que trabalha 8 horas por
dia deve receber, segundo as leis tra-
balhistas, um salário mínimo. O nível de
instrução, o grau de complexidade do
trabalho e a função desempenhada pelo
trabalhador são fatores que costumam
influenciar na remuneração (número de
saláriosmínimos)queotrabalhadorrecebe.
Por exemplo: o artesão define a própria
remuneração de acordo com o investimento
que ele mesmo fez em sua formação e
capacitação, e também no tempo dedicado
ao trabalho para a produção de um bem.
Os investimentos realizados na formação
ou em cursos de capacitação para o
domínio de uma determinada técnica não
35
devem ser esquecidos no momento de se
formar o preço de venda, pois aquele é um
investimento que trará resultados no futuro,
já que quanto maior for a qualificação
do artesão, melhor será a qualidade do
trabalho final.
Valor da mão de obra
A habilidade do artesão é difícil de ser
valorada, pois ela é subjetiva. Sugere-se,
então, que o artesão avalie o resultado
final do seu trabalho comparando o seu
produto com outros similares. Para tanto,
coloque-se no lugar do cliente, fazendo a
si mesmo as seguintes perguntas: eu com-
praria esse produto? Quais são os bene-
fícios desse produto em comparação com
os produtos concorrentes?
36
O artesão que não acredita na inova-
ção, isto é, que pensa que neste mundo
“nada se cria, tudo se copia”, está enga-
nado, pois o ineditismo do trabalho é um
indicador que valoriza muito o produto. Por
isso, a inovação, a criatividade, deve ser
considerada quando se estiver estabele-
cendo o preço de venda de um produto.
E a quem caberia estabelecer o preço
de um produto no qual a arte fosse incor-
porada? Sem dúvida, caberá ao artesão.
Atratividade do produto
Os produtos artesanais atrativos aos
consumidores são os produtos criativos, ou
seja, os que são diferenciados, os que têm
valor agregado. O artesão deve estar cien-
te também de que deve utilizar métodos de
produção sustentáveis, que não ofereçam
37
riscos à saúde humana nem ao meio am-
biente, e que tenham valor de mercado.
Esses também são valores agregados.
Dinâmica de
funcionamento do mercado
O negócio artesanal, assim como
qualquer outro, corre riscos. Sua sobre-
vivência depende do comportamento em-
preendedor do artesão, da capacidade
de compra do consumidor e dos preços
que estão sendo praticados. Por isso, é
preciso conhecer o padrão de exigência
dos consumidores, assim como a dinâ-
mica de funcionamento do mercado. É
analisando essa dinâmica que o artesão
deverá, se for o caso, fazer alguns ajus-
tes nos preços praticados, ou para mais
ou para menos.
38
Artesãos que habitualmente participam
de feiras de artesanatos em mercados di-
versos estão sempre atualizados e sabem
comparar seus preços com os preços pra-
ticados pelos concorrentes. Por isso, a
busca constante por informações deve ser
um comportamento de rotina para o arte-
são empreendedor.
Ademais, é preciso lembrar que cada
mercado tem suas especificidades, que
precisarão ser levadas em conta. Por
exemplo, se o mercado aceita um produ-
to por um preço maior, isso significa que
o produto tem qualidade e um significati-
vo valor de mercado. Se aceita somente
produtos com baixos preços, isso, por sua
vez, significa que o produto não está sendo
competitivo em qualidade, nem em preço.
E se no mercado são oferecidos produtos
39
semelhantes em termos de qualidade e
preço, isso demonstra que há espaço para
incluir algum atributo ao produto para que
ele se diferencie dos demais.
A união de dois atributos de qualidade –
a eficiência e a eficácia – deverá ser al-
mejada pelo artesão. Eficácia significa que
o empreendimento utiliza corretamente os
seus recursos. E, se os recursos utilizados
resultam em alta produtividade, tanto mais
eficiente é o empreendimento.
Eficiência significa realizar atividades
ou tarefas de maneira certa, de forma inte-
ligente, com o mínimo de esforço e com o
melhor aproveitamento possível dos recur-
sos. É preciso ter em conta que todos os
empreendimentos, sem exceção, correm
riscos e sofrem com a instabilidade do mer-
40
cado e os efeitos da economia. Por isso,
é necessário estar atento aos preços que
estão sendo praticados pelo mercado onde
se está inserido.
Alguns artesãos, sem conhecimentos
suficientes sobre gestão do negócio, prin-
cipalmente de como formar o preço de
venda do produto artesanal, e na ânsia de
comercializar seus produtos, acabam por
não incluir, no custo do produto, o valor
da sua remuneração ou pró-labore. Além
disso, para que o artesão tenha maior
poder de barganha, é preciso ter bastante
organização, buscar fornecedores que ofe-
reçam preços mais competitivos, eliminar
intermediários, ter acesso à informação e
trocar experiências com outros artesãos.
Quando um negócio é considerado de ex-
41
celência (produtos ou serviços), isso signi-
fica que o empreendedor sabe utilizar bem
os seus recursos, não desperdiça e atinge
suas metas.
Tempo e velocidade do retorno
Um produto artesanal é considera-
do atrativo quando o empreendedor tem
um retorno rápido do capital investido.
O tempo e a velocidade do retorno são in-
dicadores da atratividade do negócio.
Presença ou não do atravessador
Outro fato importante é evitar a figura
do atravessador. Como se sabe, quando
o artesão comercializa seu produto arte-
sanal diretamente com o consumidor, sua
margem de lucro aumenta.
43
Forme uma associação
com seus vizinhos
Quando você se associa com outros
membros da sua comunidade, as vanta-
gens são muitas, pois:
•	 Fica mais fácil procurar as autoridades e
pedir apoio para os projetos.
•	 Os associados podem comprar máquinas
e aparelhos em conjunto.
•	 Fica mais fácil obter crédito.
•	 Juntos, os associados podem vender me-
lhor sua produção.
•	 Os associados podem organizar mutirões.
A união faz a força!
44
Para mais informações e esclarecimentos,
procure um técnico da extensão rural, da
Embrapa, da prefeitura do seu município
ou de alguma organização de assistência
aos agricultores.
Atenção!
Títulos lançados
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•	 Controle alternativo de pragas
e doenças das plantas
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  • 1.
  • 2. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Clima Temperado Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Embrapa Brasília, DF 2014 Produto artesanal Preço de venda
  • 3. Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na: Embrapa Informação Tecnológica Parque Estação Biológica (PqEB) Av. W3 Norte (final) CEP 70770-901 Brasília, DF Fone: (61) 3448-4236 Fax: (61) 3448-2494 livraria@embrapa.br www.embrapa.br/livraria Embrapa Clima Temperado BR 392, km 78 Caixa Postal 403 CEP 96001-970 Pelotas, RS Fone: (53) 3275-8100 Fax: (53) 3275-8221 www.embrapa.br https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/ Produção editorial: Embrapa Informação Tecnológica Coordenação editorial: Selma Lúcia Lira Beltrão Lucilene M. de Andrade Nilda Maria da Cunha Sette Supervisão editorial: Juliana Meireles Fortaleza Revisão de texto: Corina Barra Soares Projeto gráfico da coleção: Carlos Eduardo Felice Barbeiro Editoração eletrônica: Paula Cristina Rodrigues Franco Ilustração da capa: Daniel Brito e Thiago P. Turchi / Quintal Arquitetura e Design Arte-final da capa: Paula Cristina Rodrigues Franco 1ª edição 1ª impressão (2014): 1.000 exemplares Todos os direitos reservados A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610). Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Embrapa Informação Tecnológica Alves, Rosângela Costa. Produto artesanal : preço de venda / Rosângela Costa Alves, João Carlos Medeiros Madail. – Brasília, DF : Embrapa, 2014. 44 p. ; 11 cm x 15 cm. – (ABC da Agricultura Familiar, 35) ISBN 978-85-7035-346-7 1. Formação de preço. 2. Agregação de valor. 3. Comercialização. I. Madail, João Carlos Medeiros. II. Embrapa Clima Temperado. III. Título. IV. Coleção. CDD 381.029 © Embrapa 2014
  • 4. Autores Rosângela Costa Alves Economista doméstica, mestre em Extensão Rural, analista da Embrapa Clima Temperado, Pelotas, RS João Carlos Medeiros Madail Mestre em Economia Rural, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Pelotas, RS
  • 5.
  • 6. Apresentação Empenhada em auxiliar o pequeno produtor, a Embrapa lança o ABC da Agricultura Familiar, que oferece valiosas instruções sobre o trabalho no campo. Elaboradas em linguagem simples e objetiva, as publicações abordam temas relacionados à agropecuária e mostram como otimizar a atividade rural. Criação de animais, técnicas de plantio, práticas de controle de pragas e doenças, adubação alternativa e fabricação de conservas de frutas são alguns dos assuntos tratados. De forma independente ou organizadas em associações, as famílias poderão beneficiar-se dessas informações e, com isso, diminuir custos, aumentar a produção de alimentos, criar outras fontes de renda e agregar valor a seus produtos. Assim, a Embrapa cumpre o propósito adicional de ajudar a fixar o homem no campo, pois coloca a pesquisa a seu alcance e oferece alternativas de melhoria na qualidade de vida. Selma Lúcia Lira Beltrão Gerente-Geral Interina Embrapa Informação Tecnológica
  • 7.
  • 8. Sumário Introdução................................................ 9 Tipos de preços...................................... 12 Custos e despesas................................. 13 Margem de contribuição......................... 26 Ponto de equilíbrio................................. 28 Projeção de produção............................ 29 Variáveis que influenciam no preço final do produto....................... 32
  • 9.
  • 10. 9 Introdução A palavra “artesão” significa “aquele que produz algo com as próprias mãos, transformando, com habilidade, destreza e arte, matérias-primas em peças arte- sanais”. O produto artesanal é, então, resultante de um trabalho feito à mão (geralmente 80% do trabalho é realizado sem o uso de máquinas industriais). O artesanato brasileiro é um dos mais ricos e diversificados negócios do mundo, pois faz parte do nosso folclore, revelando usos,costumes,tradiçõesecaracterísticas de cada região brasileira. O artesanato preserva, assim, o patrimônio histórico e cultural das regiões. Além disso, essa atividade muitas vezes é um atrativo para o turismo.
  • 11. 10 A comercialização de produtos artesa- nais, geralmente feita na informalidade, gera trabalho e representa a principal fonte de renda de milhares de famílias que inte- gram a economia do País. Traz, pois, gran- des benefícios sociais e econômicos às comunidades. Mas, na maioria das vezes, o artesão tem dificuldade de gerir seu ne- gócio, o que impede o desenvolvimento do setor. Uma das principais dificuldades está em definir o preço de venda dos seus pro- dutos. É preciso prestar atenção a tantos detalhes, que o artesão acaba ficando em dúvida se o preço estabelecido é realmente justo e competitivo. O preço de venda deve derivar de um profundo e detalhado conhecimento dos custos de produção, da avaliação sobre a qualidade do produto e do ineditismo
  • 12. 11 (novidade) do trabalho, sendo que os dois últimos itens são elementos de avaliação individual, por parte do artesão. Para que o artesão possa definir adequa- damente o preço de venda do seu produto artesanal, que favoreça tanto a quem com- pra quanto a quem comercializa, ele pre- cisa conhecer certos conceitos. Além de analisar os aspectos quantitativos (custos e receitas), precisa analisar os aspectos qualitativos (fatores ambientais, sociais, organizacionais, entre outros) da sua ati- vidade. Muitas vezes os artesãos estabelecem preços de venda dos seus produtos sem fazer um cálculo correto de seus custos. Se o produto ofertado tiver maior qualidade do que os produtos dos concorrentes, por
  • 13. 12 consequência alcançará melhor preço. Portanto, é preciso: 1) conhecer os custos fixos e variáveis de produção; 2) verificar o valor de mercado de produtos semelhantes; e 3) avaliar o valor da mão de obra empregada na produção do bem. Este título tem como objetivo principal orientar os artesãos a definir os preços de venda de seus produtos, de forma que sejam justos e competitivos, e que tragam lucro para o artesão. Tipos de preços Para a definição do preço final de um produto artesanal, o artesão deve ter o conhecimento de dois preços. São eles: • O preço de venda aceito pelo merca- do, que é facilmente obtido por meio de pesquisa de mercado.
  • 14. 13 • O preço de venda com base nos custos de produção e na expectativa de lucro. É calculado da seguinte forma. Preço de venda = despesas fixas + custos fixos + despesas variáveis + custos variáveis + margem de lucro desejado Se o preço de venda, definido pelo arte- são com base nos custos e nas despesas e também na expectativa de lucro, for igual ou superior ao preço de mercado, o arte- são vai ter de avaliar se compensará dar continuidade ao negócio, ou seja, sem que tenha prejuízo. Custos e despesas Antes de definir o preço de venda, é preciso que o artesão saiba quais são os
  • 15. 14 custos e as despesas para a produção e a comercialização dos produtos. Custo é todo gasto, direto e indire- to, relativo à produção. São exemplos de custos: salários e outros encargos sociais com o pessoal envolvido diretamente na produção, matéria-prima, manutenção de máquinas e equipamentos usados na pro- dução, aluguel do galpão de produção, etc. Despesaétodogastorelativoàsatividades administrativas, comerciais e financeiras. Os custos e as despesas podem ser divi- didos, quanto ao volume de produção, em: • Fixos: são aqueles que não sofrem alte- ração de valor em caso de aumento ou diminuiçãodaprodução,ouseja,elesocor- rem todos os meses, independentemente
  • 16. 15 da produção e das vendas. São exem- plos de custos e despesas fixas: aluguel, salários, encargos sociais, impostos como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), taxa de condomínio, despesas administra- tivas, etc. • Variáveis: são aqueles que variam de acordo com a quantidade de produção. Seus valores dependem diretamen- te do volume produzido ou do volume de vendas efetivado num determinado período. Ou seja, são todos os gastos relacionados a um produto, até deixá- -lo em condições de ser vendido. São exemplos de custos e despesas vari- áveis: matérias-primas, embalagens, água, energia (força utilizada nos equi- pamentos e nas máquinas para a pro- dução), entre outros.
  • 17. 16 Controle de custos e das despesas Para o controle dos custos e das des- pesas, sugere-se que se elabore uma ficha de controle. Seguem exemplos de modelos de ficha de controle de custos e despesas fixas e custos e despesas variáveis. Ficha de controle de custos e despesas fixas Salários e encargos sociais Valor (R$) Artesão Vendedor Aluguel   Aluguel de loja Aluguel de galpão de produção e armazenamento Impostos   Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) Água   Energia elétrica   Telefone   Total
  • 18. 17 Ficha de controle de custos e despesas variáveis Produto artesanal: Especificações do produto: Comissão de vendas Valor (R$) Vendedor   Impostos   Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)   Matéria- -prima Quantidade necessária Valor unitário (R$) Custo variável (R$) Matéria- -prima 1       Matéria- -prima 2       Matéria- -prima 3       Total  
  • 19. 18 Caso o artesão comercialize produtos variados, não é preciso fazer o cálculo de cada um deles. Basta fazer o cálculo tomando por base os principais produtos artesanais comercializados. A venda des- ses principais produtos é que vão contribuir para cobrir os custos e pagar as despesas fixas do negócio. Cálculo de custos e despesas Para melhorar o entendimento de como calcular os custos e as despesas, tomemos o exemplo a seguir. Uma agricultora, empreendedora e habilidosa, que já vinha desenvolvendo a atividade de apicultura, tem interesse em investir na atividade de artesanato.
  • 20. 19 Ela, com a colaboração da filha, busca agregar valor à matéria-prima disponível na propriedade – cera de abelha –, que é um importante ingrediente para a pro- dução de velas artesanais decorativas. A artesã estipulou que receberá um pró-labore (ou salário) de R$ 300,00 por mês, e sua filha, R$ 200,00 por mês. No exemplo, a moradia da artesã é própria. Mas, se fosse alugada, o valor do aluguel entraria como custo fixo de produção. A própria artesã deverá vender seus produtos em feiras onde não há cobran- ça de aluguel para espaço de venda. Portanto, todos os cálculos que serão efetuados neste exemplo terão como base os custos e as despesas fixas de R$ 500,00 por mês.
  • 21. 20 Para controlar os custos e as despesas variáveis de produção, a artesã terá a se- guinte ficha de controle: Custos e despesas variáveis Produto: vela decorativa Especificações do produto: vela decorativa de duas cores, de 200 gramas Matéria-prima Quantidade Valor unitário (R$) Custo variável (R$) Parafina (gramas) 150 0,04 6,00 Fôrma (unidade) 1 1,50 1,50 Cera de abelha (gramas) 50 0,03 1,50 Cordão de algodão para o pavio (centímetros) 15 0,07 1,05 Corante (gramas) 10 0,10 1,00 Cordão de cisal (centímetros) 30 0,02 0,60 Gás de cozinha (1) (tempo de uso em minutos) 30 0,035 1,05 Energia elétrica(1) (kWh) 93 0,025 2,32 Custo variável total      15,02 (1) Todas as despesas com energia elétrica, gás e água, para a produção de algum produto artesanal, devem constar na ficha de controle de custos, para serem contabilizadas como custos variáveis, de acordo com o volume de produção.
  • 22. 21 No exemplo citado, para produzir a vela decorativa, foi utilizado o gás de cozinha, que entrou como custo variável de pro- dução. Aqui, o artesão precisa lembrar de separar do uso doméstico, na medida do possível, os equipamentos, a energia e as matérias-primas utilizados na produção artesanal. Essa separação de despesas é obrigatória para a contabilização dos custos reais de produção. O gás, neste caso, é utilizado somente para a produção de velas. Assim, entrará no cálculo de custo variável de produção, pois deve variar de acordo com a quantida- de de velas produzidas. Exemplo de como calcular as despesas com o gás: • O botijão de gás de cozinha de 13 qui- los custa R$ 55,00. Para consumir todo
  • 23. 22 o gás de um botijão de 13 quilos, será necessário utilizá-lo durante 26 horas. O valor do botijão de R$ 55,00, dividido por 26 horas (tempo de duração do botijão), resulta em R$ 2,11 por hora ou R$ 0,035 por minuto (R$ 2,11/60 minutos). • Para derreter, em banho-maria, 50 gra- mas de cera de abelha e 150 gramas de parafina para a confecção de 1 vela, é necessário utilizar o gás durante 30 minutos. Portanto, o custo do gás será: R$ 0,035 x 30 minutos = R$ 1,05. Além do consumo de gás, é preciso observar o gasto com energia elétrica dos equipamentos usados para a confecção do produto artesanal. Se as artesãs trabalha- rem à noite, obviamente, consumirão ener- gia elétrica. Para esse cálculo, será preciso,
  • 24. 23 então, saber: 1) a potência, em watts (W), do equipamento, que vem estampada na embalagem ou no manual de instrução do equipamento; e 2) o tempo de uso desse equipamento. A partir desses dados é pos- sível calcular o consumo de energia de um equipamento pela expressão: Consumo de energia elétrica = Potência do aparelho em watts x horas de funcionamento por mês 1.000 Abaixo vão alguns exemplos para o cál- culo de consumo de energia de lâmpadas e de um computador. Exemplo 1: considerando que as arte- sãs necessitam de iluminação artificial no ambiente de trabalho, e, para isso, acen- dem duas lâmpadas de 100 W cada uma, que funcionam 8 horas por dia, pelo perío- do de 30 dias (1 mês):
  • 25. 24 Consumo de energia elétrica = 2 lâmpadas x 100 W x 8 horas por dia x 30 dias = 48 kWh por mês 1.000 Exemplo 2: as artesãs também usam um computador de 150 W, que funciona 10 horas por dia, durante 30 dias (1 mês): Consumo de energia elétrica = 1 computador x 150 W x 10 horas por dia x 30 dias = 45 kWh por mês 1.000 Consumo total desses equipamentos por mês = 48 kWh + 45 kWh = 93 kWh por mês. Esse cálculo deve ser feito para todos os equipamentos elétricos utilizados na fabricação de um produto artesanal. O con- sumo da energia elétrica residencial ou comercial é medido durante 30 dias. Por isso, é importante saber calcular o consumo dos equipamentos e aprender como fazer um acompanhamento eficiente.
  • 26. 25 Considerando que a tarifa da energia é de R$ 0,25947 por kWh, as artesãs deverão pagar por mês, de energia, R$ 2,32 (R$ 93 kWh x R$ 0,025). Lembrar que a tarifa de energia varia por Estado, por isso é importante verificar o valor da tarifa no site da concessionária de energia elétrica do seu Estado ou na sua própria conta de energia elétrica. Lembrar também que existem outros tipos de gastos, que decorrem da cobrança de impostos (ICMS e outros), de comissões e de propaganda, e que devem ser incluí- dos nos cálculos de custos e despesas. Preço de venda e custo variável por produto Nome do produto Preço de venda (1) (R$) Custo variável por produto (R$) Vela decorativa de 200 gramas 18,00 15,02 (1) Nesse caso, o preço de venda da vela decorativa é de R$ 18,00, baseado num levantamento realizado no mercado local.
  • 27. 26 Margem de contribuição Margem de contribuição é o mesmo que ganho bruto sobre as vendas. Indica ao empresário o quanto sobra das ven- das para que a empresa possa pagar seus custo e despesas fixas e, a partir de então, gerar lucro. Para o cálculo é necessário subtrair, do preço de venda, o custo e des- pesa variáveis. Exemplo de como calcular a margem de contribuição por produto: Margem de contribuição por produto = preço de venda - custo e despesa variáveis R$ 18,00 - R$ 15,02 = R$ 2,98 O valor de R$ 2,98 é a margem de contribuição que cada produto “vela de- corativa” vai dispor para o pagamento dos custos fixos de produção da artesã.
  • 28. 27 Se a margem de contribuição for nega- tiva, isso significa que a artesã terá pre- juízo, ou seja, não deve dar continuidade ao seu negócio. A partir da margem de contribuição obtém-se o índice de margem de contri- buição por produto, que é a divisão entre a margem de contribuição por produto e o preço de venda. Exemplo de como calcu- lar o índice de margem de contribuição por produto: Índice de margem de contribuição por produto = margem de contribuição por produto/preço de venda R$ 2,98/R$ 18,00 = R$ 0,1655 (arredonda-se para R$ 0,17) Cada unidade do produto “vela” deve contribuir com o índice de margem de contribuição (nesse caso, é R$ 0,17), para pagar os custos fixos de produção.
  • 29. 28 Ponto de equilíbrio Após os cálculos relativos à margem de contribuição, deve-se calcular o ponto de equilíbrio que determina a quantidade de velas que a artesã deverá produzir para pagar os seus custos fixos. Para calcular é necessário dividir o custo fixo pela mar- gem de contribuição por produto. Exemplo de como calcular o ponto de equilíbrio em quantidade de produtos: Cálculo do ponto de equilíbrio em quantidade de produtos = custo fixo/margem de contribuição por produto R$ 500,00/R$ 2,98 = 167,78 velas, arredondar para 168 velas O ponto de equilíbro em valor mone- tário é o indicador de segurança do negó- cio, pois mostra o quanto se deve produzir e vender para não ter prejuízo no negócio. Quando se vende acima do ponto de equi- líbrio, obtém-se o lucro. Exemplo:
  • 30. 29 Ponto de equilíbrio em valor monetário = custo fixo/índice de margem de contribuição por produto R$ 500,00/R$ 0,17 = R$ 2.941,17 Então,aartesãprecisafaturarR$2.941,17 para pagar seus custos e despesas fixas e não ter prejuízos. Projeção de produção A artesã deverá fazer uma projeção de produção, que é obtida pela multiplicação entre o preço de venda do produto e a quantidade vendida. Para calcular o resul- tado do seu negócio, ela deve simular vá- rias situações de faturamento. A seguir, um exemplo de projeção da produção de velas e discussão dos resultados para calcular o lucro e o prejuízo: Situação A – Projeção de produção = preço de venda x quantidade vendida R$ 18,00 x 160 = R$ 2.880,00
  • 31. 30 Nessa projeção de produção, se forem vendidas 160 velas, o faturamento será de R$ 2.880,00, que está abaixo do ponto de equilíbrio, que é de R$ 2.941,17. A artesã não conseguirá pagar os custos e despe- sas fixas, ou seja, terá prejuízo. Situação B – Projeção de produção = preço de venda x quantidade vendida R$ 18,00 x 168 = R$ 3.024,00 Nessa projeção, o faturamento de R$ 3.024,00 está acima do ponto de equi- líbrio, que é de R$ 2.941,17; portanto, paga seus custos e despesas fixas e obtém-se um lucro de R$ 82,83, com a venda de 168 velas. Situação C – Projeção de produção = preço de venda x quantidade vendida R$ 18,00 x 175 = R$ 3.150,00
  • 32. 31 Naturalmente,aartesãesperaterlucrona atividade. Para isso, precisará produzir uma maior quantidade de velas. Se mantiver o seu custo fixo em R$ 500,00 e a capacidade de produzir e vender (por exemplo, 175 unidades de velas), o seu faturamento será de R$ 3.150,00. Com o ponto de equilíbrio em R$ 2.941,17, ela obterá o lucro de R$ 208,83, vendendo 175 velas. A artesã, ao fazer projeções da produção e do faturamento, terá mais segurança para enfrentar os riscos da atividade e determinar sua margem de lucro. Para tanto, deverá ter em conta os seguintes fatos: • As peças artesanais que têm pouca saída são menos lucrativas do que as que têm boa saída. • Quando o preço de venda do produto artesanal estiver abaixo do que está
  • 33. 32 sendo oferecido no mercado, isso dimi- nuirá os lucros da artesã. • Quando o preço de venda estiver acima do praticado no mercado, e o produto não tiver um diferencial de concorrên- cia, isso poderá dificultar a comerciali- zação. Variáveis que influenciam no preço final do produto No exemplo da artesã que produz velas, o preço de venda foi determinado baseando- se no preço de venda de mercado. Porém, o preço pode ser alterado, para mais ou para menos, levando em consideração outras variáveis que também influenciam na determinação do preço final de um produto, como se verá a seguir.
  • 34. 33 Margem de lucro Margem de lucro é o porcentual de lucro sobre o valor final do produto. Essa mar- gem de lucro resulta da política de vendas utilizada pelo artesão, o qual deve levar em consideração o preço de mercado pra- ticado pelo concorrente. Tempo dedicado à produção Geralmente, o artesão trabalha nas horas mais diversas e no próprio domicílio, ocupando muitas vezes momentos que de- veriam ser dedicados ao descanso ou ao lazer. Mas, independentemente disso, o ar- tesão vai precisar medir o tempo dedicado à produção de cada peça artesanal para conhecer sua real capacidade de produção. O tempo dedicado à atividade, ou seja, as
  • 35. 34 horas trabalhadas na produção do bem, é uma variável que deve ser considerada para estabelecer o preço final do produto. Toda pessoa que trabalha 8 horas por dia deve receber, segundo as leis tra- balhistas, um salário mínimo. O nível de instrução, o grau de complexidade do trabalho e a função desempenhada pelo trabalhador são fatores que costumam influenciar na remuneração (número de saláriosmínimos)queotrabalhadorrecebe. Por exemplo: o artesão define a própria remuneração de acordo com o investimento que ele mesmo fez em sua formação e capacitação, e também no tempo dedicado ao trabalho para a produção de um bem. Os investimentos realizados na formação ou em cursos de capacitação para o domínio de uma determinada técnica não
  • 36. 35 devem ser esquecidos no momento de se formar o preço de venda, pois aquele é um investimento que trará resultados no futuro, já que quanto maior for a qualificação do artesão, melhor será a qualidade do trabalho final. Valor da mão de obra A habilidade do artesão é difícil de ser valorada, pois ela é subjetiva. Sugere-se, então, que o artesão avalie o resultado final do seu trabalho comparando o seu produto com outros similares. Para tanto, coloque-se no lugar do cliente, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas: eu com- praria esse produto? Quais são os bene- fícios desse produto em comparação com os produtos concorrentes?
  • 37. 36 O artesão que não acredita na inova- ção, isto é, que pensa que neste mundo “nada se cria, tudo se copia”, está enga- nado, pois o ineditismo do trabalho é um indicador que valoriza muito o produto. Por isso, a inovação, a criatividade, deve ser considerada quando se estiver estabele- cendo o preço de venda de um produto. E a quem caberia estabelecer o preço de um produto no qual a arte fosse incor- porada? Sem dúvida, caberá ao artesão. Atratividade do produto Os produtos artesanais atrativos aos consumidores são os produtos criativos, ou seja, os que são diferenciados, os que têm valor agregado. O artesão deve estar cien- te também de que deve utilizar métodos de produção sustentáveis, que não ofereçam
  • 38. 37 riscos à saúde humana nem ao meio am- biente, e que tenham valor de mercado. Esses também são valores agregados. Dinâmica de funcionamento do mercado O negócio artesanal, assim como qualquer outro, corre riscos. Sua sobre- vivência depende do comportamento em- preendedor do artesão, da capacidade de compra do consumidor e dos preços que estão sendo praticados. Por isso, é preciso conhecer o padrão de exigência dos consumidores, assim como a dinâ- mica de funcionamento do mercado. É analisando essa dinâmica que o artesão deverá, se for o caso, fazer alguns ajus- tes nos preços praticados, ou para mais ou para menos.
  • 39. 38 Artesãos que habitualmente participam de feiras de artesanatos em mercados di- versos estão sempre atualizados e sabem comparar seus preços com os preços pra- ticados pelos concorrentes. Por isso, a busca constante por informações deve ser um comportamento de rotina para o arte- são empreendedor. Ademais, é preciso lembrar que cada mercado tem suas especificidades, que precisarão ser levadas em conta. Por exemplo, se o mercado aceita um produ- to por um preço maior, isso significa que o produto tem qualidade e um significati- vo valor de mercado. Se aceita somente produtos com baixos preços, isso, por sua vez, significa que o produto não está sendo competitivo em qualidade, nem em preço. E se no mercado são oferecidos produtos
  • 40. 39 semelhantes em termos de qualidade e preço, isso demonstra que há espaço para incluir algum atributo ao produto para que ele se diferencie dos demais. A união de dois atributos de qualidade – a eficiência e a eficácia – deverá ser al- mejada pelo artesão. Eficácia significa que o empreendimento utiliza corretamente os seus recursos. E, se os recursos utilizados resultam em alta produtividade, tanto mais eficiente é o empreendimento. Eficiência significa realizar atividades ou tarefas de maneira certa, de forma inte- ligente, com o mínimo de esforço e com o melhor aproveitamento possível dos recur- sos. É preciso ter em conta que todos os empreendimentos, sem exceção, correm riscos e sofrem com a instabilidade do mer-
  • 41. 40 cado e os efeitos da economia. Por isso, é necessário estar atento aos preços que estão sendo praticados pelo mercado onde se está inserido. Alguns artesãos, sem conhecimentos suficientes sobre gestão do negócio, prin- cipalmente de como formar o preço de venda do produto artesanal, e na ânsia de comercializar seus produtos, acabam por não incluir, no custo do produto, o valor da sua remuneração ou pró-labore. Além disso, para que o artesão tenha maior poder de barganha, é preciso ter bastante organização, buscar fornecedores que ofe- reçam preços mais competitivos, eliminar intermediários, ter acesso à informação e trocar experiências com outros artesãos. Quando um negócio é considerado de ex-
  • 42. 41 celência (produtos ou serviços), isso signi- fica que o empreendedor sabe utilizar bem os seus recursos, não desperdiça e atinge suas metas. Tempo e velocidade do retorno Um produto artesanal é considera- do atrativo quando o empreendedor tem um retorno rápido do capital investido. O tempo e a velocidade do retorno são in- dicadores da atratividade do negócio. Presença ou não do atravessador Outro fato importante é evitar a figura do atravessador. Como se sabe, quando o artesão comercializa seu produto arte- sanal diretamente com o consumidor, sua margem de lucro aumenta.
  • 43.
  • 44. 43 Forme uma associação com seus vizinhos Quando você se associa com outros membros da sua comunidade, as vanta- gens são muitas, pois: • Fica mais fácil procurar as autoridades e pedir apoio para os projetos. • Os associados podem comprar máquinas e aparelhos em conjunto. • Fica mais fácil obter crédito. • Juntos, os associados podem vender me- lhor sua produção. • Os associados podem organizar mutirões. A união faz a força!
  • 45. 44 Para mais informações e esclarecimentos, procure um técnico da extensão rural, da Embrapa, da prefeitura do seu município ou de alguma organização de assistência aos agricultores. Atenção!
  • 46. Títulos lançados • Como organizar uma associação • Como plantar abacaxi • Como plantar hortaliças • Controle alternativo de pragas e doenças das plantas • Caupi: o feijão do Sertão • Como cultivar a bananeira • Adubação alternativa • Cultivo de peixes • Como produzir melancia • Alimentação das criações na seca • Conservas caseiras de frutas • Como plantar caju • Formas de garantir água na seca • Guandu Petrolina: uma boa opção para sua alimentação • Umbuzeiro: valorize o que é seu • Preservação e uso da Caatinga • Criação de bovino de leite no Semi-Árido • Criação de abelhas (apicultura) • Criação de caprinos e ovinos • Criação de galinhas caipiras
  • 47. • Barraginhas: água de chuva para todos • Confecção de jaleco de proteção para apicultura • Como capturar enxames com caixas-isca • Minhocultura: produção de húmus • Como instalar colméias • Produção de morangos em sistema de base ecológica • Cultivo do feijão-caupi no Amazonas • Cupuaçu: colheita e pós-colheita • A mandioca no Amazonas: instruções práticas • Como capturar enxames em voo • Como alimentar enxames • Coleta e manejo de sementes florestais da Amazônia • Sistemas Agroflorestais para a agricultura familiar da Amazônia • Produção de frutas e hortaliças com o uso de água de chuva armazenada em cisterna
  • 48.
  • 49. Impressão e acabamento Embrapa Informação Tecnológica