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Avaliação da Aprendizagem em Processo
Caderno do Professor
2ª Série do Ensino Médio
Língua Portuguesa
São Paulo
Agosto de 2015
9ª Edição
Avaliação da Aprendizagem em Processo
Língua Portuguesa – Gabarito de Prova
2ª série do Ensino Médio
QUESTÕES A B C D
1 x
2 x
3 x
4 x
5 x
6 x
7 x
8 x
9 x
10 x
11 x
12 x
13 x
14 x
15 x
16 x
17 x
18 x
19 x
20 x
21 x
22 x
23 x
24 x
No Caderno do Professor há dois itens comentados com o objetivo de
subsidiar o professor na análise reflexiva, no Ensino Fundamental dos Anos
Finais e Ensino Médio.
Questões Comentadas – Ensino Fundamental – Anos Finais
Série/Ano Habilidade Questões
5ª Série/6º Ano
Reconhecer os
elementos da narrativa
(personagem, enredo,
tempo, espaço ou foco
narrativo).
07 e 24
Identificar o uso
adequado dos modos
verbais em
funcionamento no texto
(modos indicativo,
subjuntivo e imperativo).
6ª Série/7º Ano
Identificar relações
lógico-discursivas
decorrentes do uso de
elementos de
referenciação (pronome
relativo, indefinido ou
interrogativo) em
notícias, relatos de
experiência, crônicas ou
contos.
05 e 07
Identificar tema/assunto
principal em um texto
(relato de experiência).
7ª Série/8º Ano
Identificar marcas de
variação linguística em
textos do ponto de vista
do léxico, da morfologia
ou da sintaxe.
Reconhecer diferentes
formas de tratar uma
informação na
comparação de textos
que se referem ao
mesmo tema.
05 e 19
8ª Série/9º Ano
Identificar recursos
semânticos expressivos
(figuras de linguagem:
metáfora ou
comparação).
Estabelecer relações
entre textos verbais e
não verbais.
13 e 20

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O documento explica que pronomes são palavras que substituem ou acompanham substantivos. São divididos em classes de acordo com a pessoa e caso gramatical. Os pronomes pessoais do caso reto são eu, tu e ele/ela e os do caso oblíquo são me, ti e o/a. Exemplos mostram como identificar os pronomes corretos de acordo com o substantivo a que se referem.

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A frase "Aposto que estas uvas estão verdes" expressa a opinião da raposa após não conseguir alcançar as uvas. A raposa frustrada culpa as circunstâncias, opinando que as uvas estavam verdes.

No Caderno do Professor há dois itens comentados com o objetivo de subsidiar
o professor na análise reflexiva, no Ensino Fundamental dos Anos Finais e
Ensino Médio.
Questões Comentadas – Ensino Médio
Série/Ano Habilidade Questões
1ª Série
Reconhecer os elementos constitutivos da
organização de um gênero textual (textos
informativos: o convite de casamento e o folheto de
divulgação).
Inferir informações implícitas em um texto
(tema/assunto principal).
06 e 20
2ª Série
Identificar recursos semânticos expressivos em um
texto – figuras de linguagem:
metáfora/metonímia/personificação/gradação/antítese.
Estabelecer relações entre a tese e os argumentos
para sustentá-la.
05 e 17
3ª Série
Identificar os argumentos em um texto.
Reconhecer o efeito de sentido produzido pela
exploração de recursos morfossintáticos (advérbios e
diminutivos).
06 e 20
Matriz de Referência para Avaliação de Língua Portuguesa - 2º bimestre
2ª Série do Ensino Médio
Questões Descrição da Habilidade
01 e 12 Estabelecer relações entre textos verbais e não verbais.
02 e 18 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão em um texto.
03 e 19 Relacionar textos literários com o momento de sua produção
:contexto histórico, social e político.
04 e 24 Estabelecer relações entre recursos expressivos e temas em texto
poético.
05 e 20 Identificar recursos semânticos expressivos em um texto - figuras
de linguagem:
metáfora/metonímia/personificação/gradação/antítese.
06 e 16 Inferir informações implícitas em um texto: tema/assunto principal.
07 e 15 Reconhecer tipos de discurso em um texto: direto, indireto,
indireto livre.
08 e 11 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de
recursos morfossintáticos: advérbios/locuções adverbiais.
09 e 22 Localizar informações explícitas em um texto.
10 e 21 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de
recursos morfossintáticos: conjunção.
13 e 14 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de
recursos gráficos: pontuação e outras notações
17 e 23 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos para sustentá-
la.
Leia o cartaz e responda às questões 1 e 2.
Disponível em: <http://www.imperatriznoticias.com.br/noticias/saude/palestras-de-atencao-a-saude-do-
homem-em-imperatriz/>. Acesso em: 10 de junho de 2015.
Habilidade
Estabelecer relações entre textos verbais
e não verbais.
Questões 1 e 12
Questão 1
O cartaz é um estímulo
(A) ao combate às doenças masculinas.
(B) ao cuidado da saúde dos homens.
(C) à melhoria da relação entre pai e filho.
(D) à adoção de hábitos saudáveis.
Habilidade
Inferir o sentido de uma palavra ou
expressão em um texto.
Questões 02 e 18
Questão 2
No cartaz, a expressão “que se cuida” significa
(A) priorizar suas relações sociais.
(B) buscar o bem estar da família.
(C) procurar manter sua qualidade emocional.
(D) tomar precauções para prevenir doenças.
Leia o texto e responda às questões 3, 4 e 5.
Navio Negreiro
Castro Alves
PARTE IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
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Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
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E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
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E ri-se Satanás!...
[...]
Disponível em:
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Acesso em: 10 de junho de 2015.
Habilidade
Relacionar textos literários com o
momento de sua produção (contexto
histórico, social e político).
Questões 03 e 19
Questão 3
No poema, há um retrato da época em que foi escrito quanto:
(A) à crítica social sobre o comércio de escravos e ao absolutismo
imperial europeu.
(B) ao comércio e ao transporte precário de escravos nas naus dos reis
espanhóis.
(C) à denúncia dos horrores do comércio de escravos e seu
transporte desumano.
(D) ao repúdio do poeta em relação à falta de cumprimento à Lei do
Ventre Livre.
Habilidade
Estabelecer relações entre recursos
expressivos e temas em textos poéticos.
Questões 04 e 24
Questão 4
Na terceira estrofe, a relação entre os recursos expressivos e o tema do poema
reforça a ideia de
(A) violência e dor.
(B) rebeldia e mudança.
(C) decepção e timidez.
(D) intimidação e cor.
Habilidade
Identificar recursos semânticos
expressivos em um texto – figuras de
linguagem:metáfora/metonímia/personifica
ção/gradação/antítese.
Questões 05 e 20
Questão 5
A metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza pela transferência de
um termo para um contexto de significação que não lhe é próprio1
. Nos versos
retirados do poema “Navio Negreiro”, há metáfora em:
(A) “A multidão faminta cambaleia” / “e chora e dança ali”
(B) “Se o velho arqueja, se no chão resvala” / “Ouvem-se gritos...”
(C) “E da ronda fantástica a serpente” / “Faz doudas espirais”
(D) “Legiões de homens negros como a noite” / “horrendos a dançar”
Comentários e Recomendações Pedagógicas
Diante de um texto literário, é importante retomar com os alunos o
contexto de produção. Além de ler com a turma o poema completo, vale
resgatar o período histórico: século XIX, o Romantismo, mais especificamente,
o movimento condoreiro, do qual Castro Alves foi representante notável.
1
ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. São Paulo: Moderna,
2006. p. 87.
Convém discutir com a classe, uma possível relação entre o sentimento
do eu lírico expresso no poema e a biografia do poeta: os movimentos pela
libertação dos escravos no Brasil Colônia, o envolvimento do poeta com as
causas sociais, na época.
Se o foco é o estudo da metáfora, após a contextualização histórica, é
recomendável chamar a atenção, por exemplo, para a maneira como é feita a
descrição das condições deploráveis em que os escravos eram transportados
para o Brasil. É importante, também, pedir aos alunos que observem as
comparações explícitas, por exemplo: Legiões de homens negros como a noite/
Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Em seguida, é producente
solicitar que elaborem e expressem oralmente outras comparações,
simplesmente observando a paisagem pela janela da sala de aula: “céu azul
como o anil”; “galhos de árvore balançando como se estivessem dançando”;
“pingos de chuva caindo como uma cortina de água” etc.
É o momento ideal para se falar sobre a diferença entre as figuras de
linguagem2
comparação e metáfora. E as frases apresentadas pelos alunos
podem ser transformadas em exemplos de metáforas: “céu de anil”; “galhos
dançarinos”; chuva: “cortina de água”.
Ao ler os versos citados nas alternativas, podemos observar os recursos
semânticos utilizados na linguagem poética, especialmente em (C), que é o
gabarito (metáfora) e em (D), uma comparação. Os distratores (A) e (B) não
apresentam versos com linguagem figurada.
Nesse item, o gabarito (C) traz uma metáfora, uma figura de linguagem,
no nível da palavra e, por isso chamada de figura de palavra, que é um recurso
de estilo utilizado pelo poeta ao transferir o significado de “fantástica serpente”
ao chicote, em um contexto de significação que não lhe é próprio e referindo-se
aos movimentos do chicote no ar: “faz doudas espirais”.
2
ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto, análise e construção de sentido. São Paulo: Moderna,
2006.
Essa transferência de um campo semântico para outro, só é possível a
partir da relação de semelhança que pressupõe um processo anterior de
comparação.
É uma comparação implícita em que os termos comparativos não
aparecem, mas é fácil deduzir-se que no verso destacado, o eu lírico diz que
“da ronda o chicote como uma serpente faz doudas espirais”.
Ao ler o poema, cabe ao leitor fazer uso da imaginação, sem se
contentar com as primeiras impressões. É preciso mergulhar nas entrelinhas,
pois o significado metafórico vai muito além do significado literal. Cresce,
portanto, a necessidade de se saber lidar com as conotações, fazer
associações e mobilizar conhecimentos para compreender e interpretar o texto.
O leitor experiente realiza essas operações mentais com autonomia, mas são
procedimentos que devem ser ensinados.
A leitura em voz alta com entonação adequada feita pelo professor, logo
após a leitura silenciosa feita pela turma, precede momentos de descontração
para que todos façam comentários sobre o que acabaram de ler. São as
primeiras impressões, que poderão ser completamente mudadas, com a
conversa dirigida do professor sobre o que sentiram ao ler e, depois, ao ouvir o
poema. As sensações ainda são as mesmas? Que imagens surgem em suas
mentes sobre as cenas descritas no poema? Que sentimentos afloram ao
imaginar o sofrimento de seres humanos tratados daquela forma?
Os mesmos procedimentos podem ser adotados para o estudo de outras
figuras de linguagem. Há sequências de atividades com a metáfora, que podem
ser exploradas e adequadas pelo professor para planejar situações de
aprendizagem sobre o assunto, no Portal do Professor3
.
3
Disponível em:< http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=37905 > Acesso em 27
de julho de 2015.

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Leia o texto e responda às questões 6, 7 e 8.
O Padeiro
Rubem Braga
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café
e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo
instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do
pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que
suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da
manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E
enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci
antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a
campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas
vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma
empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro
perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é
ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu
não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos
importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno.
Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma
passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros
exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava
importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que
eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão
estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição
de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é
o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.
Texto extraído do livro: Para gostar de ler, Vol I - Crônicas. Carlos Drummond de Andrade, Fernando
Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12ª Edição. Editora Ática. São Paulo. 1989. p.63.
<http://cmais.com.br/aloescola/literatura/cronicas/rubembraga.htm>. Acesso em: 10 de junho de 2015.
Habilidade
Inferir informações implícitas em um texto:
tema/assunto principal.
Questões 06 e 16
Questão 6
O assunto principal da crônica “O padeiro” é:
(A) Uma crítica sociocultural sobre a invisibilidade dada a algumas
profissões.
(B) Uma análise da notícia no jornal do dia anterior sobre a greve dos
padeiros.
(C) Um bate-papo entre um jornalista e um padeiro.
(D) Um relato sobre alguns aspectos da modernidade.
Habilidade
Reconhecer tipos de discurso em um
texto: direto, indireto, indireto livre.
Questões 07 e 15
Questão 7
Há discurso direto em:
(A) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido”.
(B) “─ Não é ninguém, é o padeiro!”
(C) “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma”.
(D) “E assobiava pelas escadas”.
Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos
morfossintáticos: advérbios/locuções
adverbiais.
Questões 08 e 11
Questão 08
Em: “O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar”, as
locuções adverbiais em destaque indicam respectivamente:
(A) Modo e intensidade.
(B) Lugar e finalidade.
(C) Tempo e lugar.
(D) Tempo e modo.
Leia o artigo e responda às questões 9, 10 e 11.
Críticas Adoro Cinema “Branca de Neve e o Caçador”
De Roberto Cunha
Hollywood não anda muito bem no quesito aproveitamento de roteiros e temos
visto uma enxurrada de refilmagens, filmes com temas parecidos e, muitas vezes, o
resultado dessa estratégia de produção não tem sido positivo. “Branca de Neve e o
Caçador” vem nessa esteira, mas felizmente não é farinha do mesmo saco. Dirigido
por Rupert Sanders, um estreante egresso da publicidade, o filme tem lá seus
pecadilhos, mas enquanto entretenimento funciona que é uma beleza. Aliás, esse é o
tema principal dessa trama movida por uma rainha obcecada pela imortalidade, que
insiste em não aceitar o envelhecimento e nutre pelos homens um ódio profundo.
Ravenna (Charlize Theron) domina reinos no melhor estilo viúva negra e não mede
esforços para que sua crueldade massacre os bons corações.
Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de variadas
maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas as apresenta de
maneira funcional e criativa. Foi assim dentro da Floresta Negra (com o pó alucinante),
no lar das fadas (misto de A Lenda, Alice no País das Maravilhas e Avatar) e
também na reviravolta existente na sequência da maçã. Na verdade, muitas dessas
soluções representam pontos altos de um longa igualmente capaz de escorregar em
clichês evitáveis, como um algoz que muda de lado e logo transforma sua vítima em
pupila guerreira. Quando Branca de Neve (Kristen Stewart) e o caçador (Chris
Hemsworth) estão juntos a força vai embora, menos pelas respectivas interpretações
(compatíveis com os papéis) e mais pelo obviedade do roteiro, que ainda bem, oferece
uma recompensa em vários momentos.
Assim, prepare-se para ver boas cenas de ação, efeitos especiais de qualidade
(atenção nas sequências dos corvos e guerreiros), boa edição e direção de arte (o
mesmo de Deixe-me Entrar) e figurino caprichado (destaque para as roupas da
rainha). E tudo isso devidamente "sonorizado" com a trilha do premiado e multindicado
(só no Oscar foram oito) James Newton Howard, de Batman - O Cavaleiro das
Trevas. Produzido pelos experientes Sam Mercer (O Sexto Sentido), Joe Roth (Alice
no País das Maravilhas) e o novato Palak Patel, outro ponto alto são os anões,
todos atores conhecidos (Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone,
Eddie Marsan e Toby Jones) devidamente modificados via computador para ficarem
pequeninos. O humor deles, aliás, rende bem, assim como a insanidade de Ravenna
encontra eco no talento de Theron. Para os que a acharem um pouco exagerada, o
personagem original também é afetado. Quanto a Stewart, seu personagem chora
demais, ela aparece de unhas sujas (legal!) e está longe de Crepúsculo, o que já é
um ótimo sinal. De que a "bela" saiu à caça e não espera o "amanhecer". Boa versão
do conto de fadas no cinema. Vale o ingresso.
Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-187396/criticas-adorocinema/>.
Acesso em: 12 de junho de 2015.
Habilidade
Localizar informações explícitas em um
texto.
Questões 09 e 22
Questão 9
O autor da resenha crítica considera “Branca de Neve e o Caçador ”:
(A) Um clichê, pois seu papel enquanto entretenimento está prejudicado.
(B) Uma refilmagem com ótimo elenco, mas sem um roteiro de qualidade.
(C) Um filme que, apesar de ser uma refilmagem, consegue entreter os
espectadores.
(D) Uma versão que se opõe ao filme original “Branca de Neve e os Sete
Anões”.
Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos
morfossintáticos: conjunção.
Questões 10 e 21
Questão 10
No trecho: “Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de
variadas maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas
as apresenta de maneira funcional e criativa.”, a conjunção destacada
(A) introduz uma oração cujo conteúdo opõe-se ao que foi dito antes.
(B) completa o sentido da oração anterior com a ideia de conclusão.
(C) finaliza o período apresentando uma relação de alternativa.
(D) inicia uma frase que fornece uma explicação sobre a anterior.

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Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos
morfossintáticos: advérbios/locuções
adverbiais.
Questões 08 e 11
Questão 11
No trecho: “Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de
variadas maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas
as apresenta de maneira funcional e criativa.”, a locução adverbial em
destaque indica uma circunstância de:
(A) Afirmação.
(B) Intensidade.
(C) Lugar.
(D) Modo.
Leia o cartaz e responda às questões 12 e 13.
Disponível em: <http://www.ecodebate.com.br/2009/11/16/confecom-conferencia-nacional-de-
comunicacao-sera-realizada-de-14-a-17-de-dezembro-em-brasilia/>. Acesso em: 12 de junho
de 2015.
Habilidade
Estabelecer relações entre textos verbais
e não verbais.
Questões 01 e 12
Questão 12
A combinação texto e imagem, no cartaz, apresenta
(A) referências ligadas à comunicação por mídias digitais da esfera jornalística.
(B) formas de comunicação escrita e digital muito utilizadas na esfera científica.
(C) múltiplas possibilidades de comunicação para a construção da
cidadania.
(D) elementos digitais e textuais para divulgar direitos e deveres dos cidadãos.
Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos gráficos:
pontuação e outras notações.
Questões 13 e 14
Questão 13
O uso de caixa alta em: “COMUNICAÇÃO: MEIOS PARA A CONSTRUÇÃO
DE DIREITOS E DE CIDADANIA, NA ERA DIGITAL” indica a necessidade de:
(A) Chamar a atenção para a importância dos meios de comunicação.
(B) Priorizar atitudes positivas diante dos direitos e deveres dos cidadãos.
(C) Observar com atenção as imagens reproduzidas na propaganda.
(D) Destacar as novidades da era digital para confecção de cartazes.
Leia o texto e responda às questões 14, 15 e 16.
[...]
- É verdade – confirma Silvia. – Eu tenho um professor na faculdade que
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essa facilidade que ele tem de mudar de registro, como se diz em Linguística.
Ele pode passear tranquilamente por todo o espectro de variedades, por todo o
continuum, conforme lhe pareça mais adequado às suas intenções
comunicativas. Por isso é tão importante permitir a todos os falantes o acesso à
escola e à norma-padrão. Esse conhecimento permitirá que a pessoa escolha a
variedade ou o estilo que quer usar num dado contexto, numa dada situação
[...].
BAGNO, Marcos. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 17. ed. São Paulo: Contexto,
2013, p.165.
Vocabulário4
:
Registro. S.m. 1. Ato ou efeito de registrar.
Continuum – (Latim) S.m. Conjunto contínuo.
Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos gráficos:
pontuação e outras notações.
Questões 13 e 14
Questão 14
Nos trechos: “- É verdade – confirma Silvia.” e “- Pois é – retorna Irene.” o uso
de travessões, no início das frases, produz o efeito esperado por tratar-se de:
(A)Reproduções das falas das personagens como aconteceram.
(B) Modos diferentes para as personagens expressarem seus pensamentos.
(C)Explicações do narrador sobre fatos acontecidos com as personagens.
(D)Acontecimentos apresentados pelas personagens Sílvia e Irene.
4
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 4. ed.
Curitiba: Positivo, 2009.
Habilidade
Reconhecer os tipos de discurso em um
texto: direto/indireto/indireto livre.
Questões 07 e 15
Questão 15
O trecho: “Ele nasceu e cresceu num sítio no interior do estado.” caracteriza-se
por ser parte de
(A) um discurso indireto.
(B) uma fala do narrador.
(C) uma conversa do autor.
(D) um discurso direto.
Habilidade
Inferir informações implícitas em um texto:
tema/assunto principal.
Questões 06 e 16
Questão 16
O tema do texto é:
(A) O uso da norma-padrão que caracteriza um falante da língua.
(B) O falante que usa a norma-padrão da língua em todos os contextos.
(C) O professor de faculdade que sabe alterar o registro da comunicação.
(D) A adequação da língua que se faz em diferentes situações de uso.
Leia o texto e responda às questões 17 e 18.
Biodiversidade
Biodiversidade é o nome que se dá à variedade e à quantidade de plantas e
animais que existem no planeta ou numa determinada região. O Brasil é o país

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com a maior biodiversidade. Aqui estão 20 por cento da biodiversidade do
planeta.
Imagine uma grande floresta, com inúmeras espécies de seres vivos. Ao
habitar essa área, plantas e animais interagem entre si e com o ambiente que
os cerca — elementos não vivos como o sol, a terra, a água e o ar. A esse
conjunto dá-se o nome de ecossistema em que os seres vivos obtêm do meio
os nutrientes e a energia necessários para a sobrevivência. Se a
biodiversidade é de alguma forma afetada, essas relações alimentares se
desequilibram, pondo em risco a continuidade da vida. Por isso, a
biodiversidade está ligada à preservação da vida no planeta. [...]
Para muita gente, a grande variedade de plantas e animais é algo imutável, um
bem natural garantido. Na prática, porém, não é bem assim. A ação humana
sobre a natureza, como a derrubada de florestas e a queima de gasolina,
representa uma grande ameaça para o ambiente. [...]
A preservação da biodiversidade é tarefa de todos. Governos, proprietários de
terras e a população em geral podem contribuir para a manutenção da
diversidade biológica. Como? Tomando decisões que tenham impacto mínimo
sobre o ambiente e possam garantir a preservação da flora e da fauna do
planeta. Diminuir a produção de lixo, reciclar e poluir menos são algumas
formas de ajudar a preservar o ambiente.
Biodiversidade. In: Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2013. Disponível
em: <http://escola.britannica.com.br/article/482995/biodiversidade>. Acesso em: 12 de junho de
2015. (adaptado).
Habilidade
Estabelecer relações entre a tese e os
argumentos para sustentá-la.
Questões 17 e 23
Questão 17
O trecho “A ação humana sobre a natureza, como a derrubada de florestas...”
(3º parágrafo) é um dos argumentos utilizados pelo autor para sustentar a tese
de que:
(A) Todos somos responsáveis pela preservação da diversidade
biológica.
(B) A biodiversidade é um bem imutável e natural garantido a todos.
(C) Preservar a flora e a fauna não é responsabilidade dos governos.
(D) O Brasil detém a parcela de 20% da maior biodiversidade do planeta.
Comentários e Recomendações Pedagógicas
Os artigos de opinião circulam cotidianamente na esfera jornalística e
estão presentes em nosso dia a dia. A partir da exposição de uma tese, o autor
elabora argumentos para dar sustentação e defesa a seu ponto de vista.
No texto em questão, a lógica existente entre os elementos que
constituem as sequências textuais predominantemente argumentativas deixa
transparecer a coerência entre as ideias expostas. A forma coesa e organizada
como as ideias se desenvolvem favorece a produção de sentido.
O trabalho constante, em sala de aula, com textos em que apareçam
sequências argumentativas precisa fazer parte da rotina. A leitura
compartilhada é importante para que o aluno observe o texto, não como um
agrupamento de frases justapostas, mas como um conjunto, uma unidade de
sentido, em que todas as partes estão relacionadas.
Além disso, o conhecimento e o domínio dos recursos usados na
construção da argumentação são importantes não só para que o aluno consiga
expor suas ideias, defendendo-as com coesão e coerência ao elaborar um
texto opinativo, mas também para que seja capaz de reconhecer e estabelecer
relações entre tese e argumentos ao ler outros autores.
Quanto mais contemporânea for a temática e envolvente a questão
polêmica, mais atrativas podem ser as atividades de leitura propostas aos
alunos. Alguns questionamentos feitos oralmente durante a leitura em voz alta,
parágrafo por parágrafo, podem ajudar a distinguir a tese e o ponto de vista
defendidos no texto, assim como os argumentos que confirmam ou contrapõem
as ideias expostas, as conclusões ou propostas de intervenção feitas pelo
autor. Esses exercícios, realizados com frequência e com a mediação do
professor, podem levar à autonomia de compreensão de leitura, imprescindível
em inúmeras situações.
O gabarito (A) traz a tese sustentada pelo argumento em destaque no
enunciado da questão. O autor utiliza o argumento “A ação humana sobre a
natureza, como a derrubada de florestas e a queima de gasolina, representa
uma grande ameaça para o ambiente” (3º parágrafo), para defender sua tese
de que “A preservação da biodiversidade é tarefa de todos”, parafraseada na
alternativa (A): “Todos somos responsáveis pela preservação da diversidade
biológica.”
Os distratores trazem ideias que não se relacionam com o argumento
destacado, ou seja, não são teses defendidas ou sustentadas pelo argumento
destacado no comando do item.
Habilidade
Inferir o sentido de palavra ou expressão
em um texto.
Questões 02 e 18
Questão 18
Em: “Tomando decisões que tenham impacto mínimo sobre o ambiente e
possam garantir a preservação da flora e da fauna do planeta.” a palavra em
destaque foi substituída sem perda do sentido no contexto, em: Tomando
decisões que tenham
(A) interesse mínimo sobre o ambiente...
(B) efeito mínimo sobre o ambiente...
(C) lucro mínimo sobre o ambiente...
(D) objetivo mínimo sobre o ambiente...
Leia o texto e responda à questão 19.
[...]
Felizmente D. Camila tinha dado a suas filhas a mesma vigorosa educação que
recebera; a antiga educação brasileira, já bem rara em nossos dias, que, se
não fazia donzelas românticas, preparava a mulher para as sublimes
abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário.
Mariquinhas, mais velha que Fernando, vira escoarem-se os anos da
mocidade, com serena resignação. Se alguém se lembrava de que o outono,
que é a estação nupcial, ia passando sem esperança de casamento, não era
ela, mas a mãe, D. Camila, que sentia apertar-se-lhe o coração, quando lhe
notava o desbote da mocidade.
Também Fernando algumas vezes a acompanhava nessa mágoa; mas nele
breve a apagava o bulício¹ do mundo.
Nicota, a mais moça e também mais linda, ainda estava na flor da idade; mas
já tocava aos vinte anos, e com a vida concentrada que tinha a família, não era
fácil que aparecessem pretendentes à mão de uma menina pobre e sem
proteções. Por isso cresciam as inquietações e tristezas da boa mãe, ao
pensar que também esta filha estaria condenada à mesquinha sorte do aleijão
social, que se chama celibato².
Quando Fernando chegou à maioridade, D. Camila nele resignou a autoridade
que exercia na casa, e a administração do módico³ patrimônio que ficara por
morte do marido, e que embora partilhado nos autos, ainda estava intacto e em
comunhão. [...]
ALENCAR, José de. Senhora: perfil de mulher. 6. ed. São Paulo: FTD, 1999. p. 42-43.
(Coleção Grandes leituras). (adaptado)
Vocabulário:
¹bulício. S.m. Ausência de tranquilidade, agitação; movimentação de coisas e
pessoas; burburinho.
²celibato. S.m. O estado de uma pessoa que se mantém solteiro.
³módico. S.m. Exíguo, pequeno, reduzido, modesto.
Habilidade
Relacionar textos literários com o
momento de sua produção: contexto
histórico, social e político.
Questões 03 e 19

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Questão 19
O texto apresenta situações típicas do cotidiano da sociedade brasileira do
século XIX e revela
(A) o papel social das mulheres que são independentes e realizadoras.
(B) a importância do casamento nas vidas das mulheres dessa época.
(C) o resultado da superioridade masculina nos problemas familiares.
(D) a preocupação e a tristeza de Fernando em relação ao futuro das irmãs.
Habilidade
Identificar recursos semânticos
expressivos, em um texto:
metáfora/metonímia/personificação/gradaç
ão/antítese.
Questões 07 e 15
Questão 20
Em: “[...] preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a
família, e fazem da humilde casa um santuário.” encontra-se a figura de
linguagem:
(A) Gradação.
(B) Metonímia.
(C) Antítese.
(D) Metáfora.
Habilidade
Reconhecer o efeito de sentido produzido
pela exploração de recursos
morfossintáticos: conjunção.
Questões 10 e 21
Questão 21
Em: “Quando Fernando chegou à maioridade...”, a conjunção em destaque
expressa a ideia de:
(A) Comparação.
(B) Proporção.
(C) Tempo.
(D) Causa.
Leia o texto e responda às questões 22 e 23.
Água: quantos copos você precisa beber por dia
Sempre se ouviu dizer que oito copos - cerca de dois litros - diários são o
mínimo para manter o corpo hidratado. Mas novas pesquisas sugerem que
esse número é muito alto
POR LUCIANA FUOCO E YARA ACHÔA
Desde os anos 1990, profissionais da saúde em todo o mundo
propagam a ideia de que o consumo de oito copos de água por dia ajuda o
organismo a se manter hidratado, a eliminar toxinas e a perder peso. A "ode ao
líquido" ainda completa que beber água é bom para curar dor de cabeça e
manter a pele tonificada, prevenindo o aparecimento de rugas. Tudo isso
porque estudiosos constataram que um adulto saudável, de porte médio, tem
uma perda diária de dois litros de líquidos. Para deduzir que repor essa medida
era o ideal para a ingestão foi um pulo. Agora, uma nova pesquisa realizada
por especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, desmitifica os
supostos poderes da água e defende que há poucas evidências de que o alto
consumo do líquido traga benefícios reais à saúde.
Os médicos Dan Negoianu e Stanley Goldfarb revisaram várias
pesquisas publicadas sobre o assunto. Eles observaram que pessoas que
vivem em climas quentes e secos têm mais necessidade de beber água, assim
como os atletas. Pacientes com alguns tipos de doença também se beneficiam
da ingestão do líquido, mas, segundo um porta-voz dos cientistas, "não há
dados que comprovem tais benefícios em pessoas com a saúde em equilíbrio”.
Apesar de a água ajudar o corpo a se manter hidratado, nada prova que
sua ingestão forçada - quando a pessoa não sente sede - previne o organismo
contra a desidratação. Os cientistas ainda analisaram a teoria de que, ao beber
água, a pessoa se sentiria satisfeita, comeria menos e perderia peso. Também
nenhuma conclusão consistente foi encontrada. No entanto, o golpe mais duro
(pelo menos para as mulheres) tenha sido a constatação de que nenhum
benefício clínico comprovado mostrou que a água seria um elixir para manter a
pele tonificada.
Disponível em: <http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/65/artigo99809-1.asp>. Acesso em:
12 de junho de 2015.
Habilidade
Localizar informações explícitas em um
texto.
Questões 09 e 22
Questão 22
De acordo com o texto:
(A) Tomar água sem sede é maléfico à saúde.
(B) Beber oito copos de água por dia traz benefícios à tonificação da pele.
(C) A ingestão forçada de água previne doenças e evita rugas em mulheres.
(D) A água ajuda a manter o corpo hidratado.
Habilidade
Estabelecer relações entre a tese e os
argumentos para sustentá-la.
Questões 17 e 23
Questão 23
A tese de que “há poucas evidências de que o alto consumo de água traga
benefícios reais à saúde” é sustentada pelo argumento de que
(A) uma nova pesquisa realizada por especialistas da Universidade da
Pensilvânia desmistifica os supostos poderes da água.
(B) as pessoas que vivem em climas secos e quentes bebem mais água do
que os atletas.
(C) os dados comprovam os benefícios da água para pessoas com saúde
bem equilibrada.
(D) um comprovado estudo clínico mostra que a água é um elixir para
manter a pele dos pacientes tonificada e cheia de vida.
Leia o poema e responda à questão 24.
A catedral
Alphonsus de Guimaraes
Entre brumas ao longe surge a aurora
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.
E o sino canta em lúgubres responsos:
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrneo do meu sono,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a bênção de Jesus.
E o sino clama em lúgubres responsos:
“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
[...]
Disponível em: <http://www.jornaldepoesia.jor.br/al1.html>. Acesso em: 12 de junho de 2015.

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Habilidade
Estabelecer relações entre recursos
expressivos e temas em texto poético.
Questões 04 e 24
Questão 24
No poema, o dístico “E o sino canta em lúgubres responsos:/ ‘Pobre Alphonsus!
Pobre Alphonsus!’ ” reforça a
(A) ideia de que a paz está no céu risonho.
(B) imagem da catedral com a qual o eu lírico representa seu sonho.
(B) tristeza dos olhos cansados de seguir pela estrada ao anoitecer.
(C) felicidade da aurora entre as brumas.
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional
Coordenador: Olavo Nogueira Batista Filho
Departamento de Avaliação Educacional
Diretor: William Massei
Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira
Centro de Aplicação de Avaliações
Diretora: Cyntia Lemes da Silva
Equipe Técnica DAVED participante da AAP
Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Isabelle Regina de
Amorim Mesquita, Juvenal de Gouveia, Patricia Barros Monteiro, Silvio Santos
de Almeida, Soraia Calderoni Statonato
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica
Coordenadora: Ghisleine Trigo Silveira
Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação
Básica
Diretora: Regina Aparecida Resek Santiago
Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio - CEFAF
Diretora: Valéria Tarantello de Georgel
Equipe Curricular de Língua Portuguesa
Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Santos,
Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Cordeiro Cardoso, Rozeli Frasca Bueno Alves

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  • 1. Avaliação da Aprendizagem em Processo Caderno do Professor 2ª Série do Ensino Médio Língua Portuguesa São Paulo Agosto de 2015 9ª Edição
  • 2. Avaliação da Aprendizagem em Processo Língua Portuguesa – Gabarito de Prova 2ª série do Ensino Médio QUESTÕES A B C D 1 x 2 x 3 x 4 x 5 x 6 x 7 x 8 x 9 x 10 x 11 x 12 x 13 x 14 x 15 x 16 x 17 x 18 x 19 x 20 x 21 x 22 x 23 x 24 x
  • 3. No Caderno do Professor há dois itens comentados com o objetivo de subsidiar o professor na análise reflexiva, no Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio. Questões Comentadas – Ensino Fundamental – Anos Finais Série/Ano Habilidade Questões 5ª Série/6º Ano Reconhecer os elementos da narrativa (personagem, enredo, tempo, espaço ou foco narrativo). 07 e 24 Identificar o uso adequado dos modos verbais em funcionamento no texto (modos indicativo, subjuntivo e imperativo). 6ª Série/7º Ano Identificar relações lógico-discursivas decorrentes do uso de elementos de referenciação (pronome relativo, indefinido ou interrogativo) em notícias, relatos de experiência, crônicas ou contos. 05 e 07 Identificar tema/assunto principal em um texto (relato de experiência).
  • 4. 7ª Série/8º Ano Identificar marcas de variação linguística em textos do ponto de vista do léxico, da morfologia ou da sintaxe. Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que se referem ao mesmo tema. 05 e 19 8ª Série/9º Ano Identificar recursos semânticos expressivos (figuras de linguagem: metáfora ou comparação). Estabelecer relações entre textos verbais e não verbais. 13 e 20
  • 5. No Caderno do Professor há dois itens comentados com o objetivo de subsidiar o professor na análise reflexiva, no Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio. Questões Comentadas – Ensino Médio Série/Ano Habilidade Questões 1ª Série Reconhecer os elementos constitutivos da organização de um gênero textual (textos informativos: o convite de casamento e o folheto de divulgação). Inferir informações implícitas em um texto (tema/assunto principal). 06 e 20 2ª Série Identificar recursos semânticos expressivos em um texto – figuras de linguagem: metáfora/metonímia/personificação/gradação/antítese. Estabelecer relações entre a tese e os argumentos para sustentá-la. 05 e 17 3ª Série Identificar os argumentos em um texto. Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos (advérbios e diminutivos). 06 e 20
  • 6. Matriz de Referência para Avaliação de Língua Portuguesa - 2º bimestre 2ª Série do Ensino Médio Questões Descrição da Habilidade 01 e 12 Estabelecer relações entre textos verbais e não verbais. 02 e 18 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão em um texto. 03 e 19 Relacionar textos literários com o momento de sua produção :contexto histórico, social e político. 04 e 24 Estabelecer relações entre recursos expressivos e temas em texto poético. 05 e 20 Identificar recursos semânticos expressivos em um texto - figuras de linguagem: metáfora/metonímia/personificação/gradação/antítese. 06 e 16 Inferir informações implícitas em um texto: tema/assunto principal. 07 e 15 Reconhecer tipos de discurso em um texto: direto, indireto, indireto livre. 08 e 11 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: advérbios/locuções adverbiais. 09 e 22 Localizar informações explícitas em um texto. 10 e 21 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: conjunção. 13 e 14 Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos gráficos: pontuação e outras notações 17 e 23 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos para sustentá- la.
  • 7. Leia o cartaz e responda às questões 1 e 2. Disponível em: <http://www.imperatriznoticias.com.br/noticias/saude/palestras-de-atencao-a-saude-do- homem-em-imperatriz/>. Acesso em: 10 de junho de 2015. Habilidade Estabelecer relações entre textos verbais e não verbais. Questões 1 e 12 Questão 1 O cartaz é um estímulo (A) ao combate às doenças masculinas. (B) ao cuidado da saúde dos homens. (C) à melhoria da relação entre pai e filho. (D) à adoção de hábitos saudáveis.
  • 8. Habilidade Inferir o sentido de uma palavra ou expressão em um texto. Questões 02 e 18 Questão 2 No cartaz, a expressão “que se cuida” significa (A) priorizar suas relações sociais. (B) buscar o bem estar da família. (C) procurar manter sua qualidade emocional. (D) tomar precauções para prevenir doenças. Leia o texto e responda às questões 3, 4 e 5. Navio Negreiro Castro Alves PARTE IV Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais ... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece,
  • 9. Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!..." E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!... [...] Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1786>. Acesso em: 10 de junho de 2015. Habilidade Relacionar textos literários com o momento de sua produção (contexto histórico, social e político). Questões 03 e 19 Questão 3 No poema, há um retrato da época em que foi escrito quanto: (A) à crítica social sobre o comércio de escravos e ao absolutismo imperial europeu. (B) ao comércio e ao transporte precário de escravos nas naus dos reis espanhóis. (C) à denúncia dos horrores do comércio de escravos e seu transporte desumano. (D) ao repúdio do poeta em relação à falta de cumprimento à Lei do Ventre Livre. Habilidade Estabelecer relações entre recursos expressivos e temas em textos poéticos. Questões 04 e 24
  • 10. Questão 4 Na terceira estrofe, a relação entre os recursos expressivos e o tema do poema reforça a ideia de (A) violência e dor. (B) rebeldia e mudança. (C) decepção e timidez. (D) intimidação e cor. Habilidade Identificar recursos semânticos expressivos em um texto – figuras de linguagem:metáfora/metonímia/personifica ção/gradação/antítese. Questões 05 e 20 Questão 5 A metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza pela transferência de um termo para um contexto de significação que não lhe é próprio1 . Nos versos retirados do poema “Navio Negreiro”, há metáfora em: (A) “A multidão faminta cambaleia” / “e chora e dança ali” (B) “Se o velho arqueja, se no chão resvala” / “Ouvem-se gritos...” (C) “E da ronda fantástica a serpente” / “Faz doudas espirais” (D) “Legiões de homens negros como a noite” / “horrendos a dançar” Comentários e Recomendações Pedagógicas Diante de um texto literário, é importante retomar com os alunos o contexto de produção. Além de ler com a turma o poema completo, vale resgatar o período histórico: século XIX, o Romantismo, mais especificamente, o movimento condoreiro, do qual Castro Alves foi representante notável. 1 ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. São Paulo: Moderna, 2006. p. 87.
  • 11. Convém discutir com a classe, uma possível relação entre o sentimento do eu lírico expresso no poema e a biografia do poeta: os movimentos pela libertação dos escravos no Brasil Colônia, o envolvimento do poeta com as causas sociais, na época. Se o foco é o estudo da metáfora, após a contextualização histórica, é recomendável chamar a atenção, por exemplo, para a maneira como é feita a descrição das condições deploráveis em que os escravos eram transportados para o Brasil. É importante, também, pedir aos alunos que observem as comparações explícitas, por exemplo: Legiões de homens negros como a noite/ Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Em seguida, é producente solicitar que elaborem e expressem oralmente outras comparações, simplesmente observando a paisagem pela janela da sala de aula: “céu azul como o anil”; “galhos de árvore balançando como se estivessem dançando”; “pingos de chuva caindo como uma cortina de água” etc. É o momento ideal para se falar sobre a diferença entre as figuras de linguagem2 comparação e metáfora. E as frases apresentadas pelos alunos podem ser transformadas em exemplos de metáforas: “céu de anil”; “galhos dançarinos”; chuva: “cortina de água”. Ao ler os versos citados nas alternativas, podemos observar os recursos semânticos utilizados na linguagem poética, especialmente em (C), que é o gabarito (metáfora) e em (D), uma comparação. Os distratores (A) e (B) não apresentam versos com linguagem figurada. Nesse item, o gabarito (C) traz uma metáfora, uma figura de linguagem, no nível da palavra e, por isso chamada de figura de palavra, que é um recurso de estilo utilizado pelo poeta ao transferir o significado de “fantástica serpente” ao chicote, em um contexto de significação que não lhe é próprio e referindo-se aos movimentos do chicote no ar: “faz doudas espirais”. 2 ABAURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto, análise e construção de sentido. São Paulo: Moderna, 2006.
  • 12. Essa transferência de um campo semântico para outro, só é possível a partir da relação de semelhança que pressupõe um processo anterior de comparação. É uma comparação implícita em que os termos comparativos não aparecem, mas é fácil deduzir-se que no verso destacado, o eu lírico diz que “da ronda o chicote como uma serpente faz doudas espirais”. Ao ler o poema, cabe ao leitor fazer uso da imaginação, sem se contentar com as primeiras impressões. É preciso mergulhar nas entrelinhas, pois o significado metafórico vai muito além do significado literal. Cresce, portanto, a necessidade de se saber lidar com as conotações, fazer associações e mobilizar conhecimentos para compreender e interpretar o texto. O leitor experiente realiza essas operações mentais com autonomia, mas são procedimentos que devem ser ensinados. A leitura em voz alta com entonação adequada feita pelo professor, logo após a leitura silenciosa feita pela turma, precede momentos de descontração para que todos façam comentários sobre o que acabaram de ler. São as primeiras impressões, que poderão ser completamente mudadas, com a conversa dirigida do professor sobre o que sentiram ao ler e, depois, ao ouvir o poema. As sensações ainda são as mesmas? Que imagens surgem em suas mentes sobre as cenas descritas no poema? Que sentimentos afloram ao imaginar o sofrimento de seres humanos tratados daquela forma? Os mesmos procedimentos podem ser adotados para o estudo de outras figuras de linguagem. Há sequências de atividades com a metáfora, que podem ser exploradas e adequadas pelo professor para planejar situações de aprendizagem sobre o assunto, no Portal do Professor3 . 3 Disponível em:< http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=37905 > Acesso em 27 de julho de 2015.
  • 13. Leia o texto e responda às questões 6, 7 e 8. O Padeiro Rubem Braga Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: - Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? "Então você não é ninguém?" Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas. Texto extraído do livro: Para gostar de ler, Vol I - Crônicas. Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga. 12ª Edição. Editora Ática. São Paulo. 1989. p.63. <http://cmais.com.br/aloescola/literatura/cronicas/rubembraga.htm>. Acesso em: 10 de junho de 2015. Habilidade Inferir informações implícitas em um texto: tema/assunto principal. Questões 06 e 16
  • 14. Questão 6 O assunto principal da crônica “O padeiro” é: (A) Uma crítica sociocultural sobre a invisibilidade dada a algumas profissões. (B) Uma análise da notícia no jornal do dia anterior sobre a greve dos padeiros. (C) Um bate-papo entre um jornalista e um padeiro. (D) Um relato sobre alguns aspectos da modernidade. Habilidade Reconhecer tipos de discurso em um texto: direto, indireto, indireto livre. Questões 07 e 15 Questão 7 Há discurso direto em: (A) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido”. (B) “─ Não é ninguém, é o padeiro!” (C) “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma”. (D) “E assobiava pelas escadas”. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: advérbios/locuções adverbiais. Questões 08 e 11
  • 15. Questão 08 Em: “O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar”, as locuções adverbiais em destaque indicam respectivamente: (A) Modo e intensidade. (B) Lugar e finalidade. (C) Tempo e lugar. (D) Tempo e modo. Leia o artigo e responda às questões 9, 10 e 11. Críticas Adoro Cinema “Branca de Neve e o Caçador” De Roberto Cunha Hollywood não anda muito bem no quesito aproveitamento de roteiros e temos visto uma enxurrada de refilmagens, filmes com temas parecidos e, muitas vezes, o resultado dessa estratégia de produção não tem sido positivo. “Branca de Neve e o Caçador” vem nessa esteira, mas felizmente não é farinha do mesmo saco. Dirigido por Rupert Sanders, um estreante egresso da publicidade, o filme tem lá seus pecadilhos, mas enquanto entretenimento funciona que é uma beleza. Aliás, esse é o tema principal dessa trama movida por uma rainha obcecada pela imortalidade, que insiste em não aceitar o envelhecimento e nutre pelos homens um ódio profundo. Ravenna (Charlize Theron) domina reinos no melhor estilo viúva negra e não mede esforços para que sua crueldade massacre os bons corações. Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de variadas maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas as apresenta de maneira funcional e criativa. Foi assim dentro da Floresta Negra (com o pó alucinante), no lar das fadas (misto de A Lenda, Alice no País das Maravilhas e Avatar) e também na reviravolta existente na sequência da maçã. Na verdade, muitas dessas soluções representam pontos altos de um longa igualmente capaz de escorregar em clichês evitáveis, como um algoz que muda de lado e logo transforma sua vítima em pupila guerreira. Quando Branca de Neve (Kristen Stewart) e o caçador (Chris Hemsworth) estão juntos a força vai embora, menos pelas respectivas interpretações (compatíveis com os papéis) e mais pelo obviedade do roteiro, que ainda bem, oferece uma recompensa em vários momentos. Assim, prepare-se para ver boas cenas de ação, efeitos especiais de qualidade (atenção nas sequências dos corvos e guerreiros), boa edição e direção de arte (o mesmo de Deixe-me Entrar) e figurino caprichado (destaque para as roupas da rainha). E tudo isso devidamente "sonorizado" com a trilha do premiado e multindicado (só no Oscar foram oito) James Newton Howard, de Batman - O Cavaleiro das Trevas. Produzido pelos experientes Sam Mercer (O Sexto Sentido), Joe Roth (Alice no País das Maravilhas) e o novato Palak Patel, outro ponto alto são os anões,
  • 16. todos atores conhecidos (Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone, Eddie Marsan e Toby Jones) devidamente modificados via computador para ficarem pequeninos. O humor deles, aliás, rende bem, assim como a insanidade de Ravenna encontra eco no talento de Theron. Para os que a acharem um pouco exagerada, o personagem original também é afetado. Quanto a Stewart, seu personagem chora demais, ela aparece de unhas sujas (legal!) e está longe de Crepúsculo, o que já é um ótimo sinal. De que a "bela" saiu à caça e não espera o "amanhecer". Boa versão do conto de fadas no cinema. Vale o ingresso. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-187396/criticas-adorocinema/>. Acesso em: 12 de junho de 2015. Habilidade Localizar informações explícitas em um texto. Questões 09 e 22 Questão 9 O autor da resenha crítica considera “Branca de Neve e o Caçador ”: (A) Um clichê, pois seu papel enquanto entretenimento está prejudicado. (B) Uma refilmagem com ótimo elenco, mas sem um roteiro de qualidade. (C) Um filme que, apesar de ser uma refilmagem, consegue entreter os espectadores. (D) Uma versão que se opõe ao filme original “Branca de Neve e os Sete Anões”. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: conjunção. Questões 10 e 21 Questão 10 No trecho: “Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de variadas maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas as apresenta de maneira funcional e criativa.”, a conjunção destacada (A) introduz uma oração cujo conteúdo opõe-se ao que foi dito antes. (B) completa o sentido da oração anterior com a ideia de conclusão. (C) finaliza o período apresentando uma relação de alternativa. (D) inicia uma frase que fornece uma explicação sobre a anterior.
  • 17. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: advérbios/locuções adverbiais. Questões 08 e 11 Questão 11 No trecho: “Inspirado no clássico conto dos irmãos Grimm, já explorado de variadas maneiras, o roteiro faz uso de situações conhecidas da história, mas as apresenta de maneira funcional e criativa.”, a locução adverbial em destaque indica uma circunstância de: (A) Afirmação. (B) Intensidade. (C) Lugar. (D) Modo. Leia o cartaz e responda às questões 12 e 13. Disponível em: <http://www.ecodebate.com.br/2009/11/16/confecom-conferencia-nacional-de- comunicacao-sera-realizada-de-14-a-17-de-dezembro-em-brasilia/>. Acesso em: 12 de junho de 2015.
  • 18. Habilidade Estabelecer relações entre textos verbais e não verbais. Questões 01 e 12 Questão 12 A combinação texto e imagem, no cartaz, apresenta (A) referências ligadas à comunicação por mídias digitais da esfera jornalística. (B) formas de comunicação escrita e digital muito utilizadas na esfera científica. (C) múltiplas possibilidades de comunicação para a construção da cidadania. (D) elementos digitais e textuais para divulgar direitos e deveres dos cidadãos. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos gráficos: pontuação e outras notações. Questões 13 e 14 Questão 13 O uso de caixa alta em: “COMUNICAÇÃO: MEIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE DIREITOS E DE CIDADANIA, NA ERA DIGITAL” indica a necessidade de: (A) Chamar a atenção para a importância dos meios de comunicação. (B) Priorizar atitudes positivas diante dos direitos e deveres dos cidadãos. (C) Observar com atenção as imagens reproduzidas na propaganda. (D) Destacar as novidades da era digital para confecção de cartazes. Leia o texto e responda às questões 14, 15 e 16. [...] - É verdade – confirma Silvia. – Eu tenho um professor na faculdade que quando está em sala de aula parece uma gramática de carne e osso, de tão caprichado que fala. Mas quando sai com a gente depois da aula para beber
  • 19. num barzinho, ele fica descontraído e fala igualzinho ao caipira mais caipira que se possa imaginar. Ele nasceu e cresceu num sítio no interior do estado. - Pois é – retoma Irene. O que caracteriza um falante culto é justamente essa facilidade que ele tem de mudar de registro, como se diz em Linguística. Ele pode passear tranquilamente por todo o espectro de variedades, por todo o continuum, conforme lhe pareça mais adequado às suas intenções comunicativas. Por isso é tão importante permitir a todos os falantes o acesso à escola e à norma-padrão. Esse conhecimento permitirá que a pessoa escolha a variedade ou o estilo que quer usar num dado contexto, numa dada situação [...]. BAGNO, Marcos. A língua de Eulália: novela sociolinguística. 17. ed. São Paulo: Contexto, 2013, p.165. Vocabulário4 : Registro. S.m. 1. Ato ou efeito de registrar. Continuum – (Latim) S.m. Conjunto contínuo. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos gráficos: pontuação e outras notações. Questões 13 e 14 Questão 14 Nos trechos: “- É verdade – confirma Silvia.” e “- Pois é – retorna Irene.” o uso de travessões, no início das frases, produz o efeito esperado por tratar-se de: (A)Reproduções das falas das personagens como aconteceram. (B) Modos diferentes para as personagens expressarem seus pensamentos. (C)Explicações do narrador sobre fatos acontecidos com as personagens. (D)Acontecimentos apresentados pelas personagens Sílvia e Irene. 4 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 4. ed. Curitiba: Positivo, 2009.
  • 20. Habilidade Reconhecer os tipos de discurso em um texto: direto/indireto/indireto livre. Questões 07 e 15 Questão 15 O trecho: “Ele nasceu e cresceu num sítio no interior do estado.” caracteriza-se por ser parte de (A) um discurso indireto. (B) uma fala do narrador. (C) uma conversa do autor. (D) um discurso direto. Habilidade Inferir informações implícitas em um texto: tema/assunto principal. Questões 06 e 16 Questão 16 O tema do texto é: (A) O uso da norma-padrão que caracteriza um falante da língua. (B) O falante que usa a norma-padrão da língua em todos os contextos. (C) O professor de faculdade que sabe alterar o registro da comunicação. (D) A adequação da língua que se faz em diferentes situações de uso. Leia o texto e responda às questões 17 e 18. Biodiversidade Biodiversidade é o nome que se dá à variedade e à quantidade de plantas e animais que existem no planeta ou numa determinada região. O Brasil é o país
  • 21. com a maior biodiversidade. Aqui estão 20 por cento da biodiversidade do planeta. Imagine uma grande floresta, com inúmeras espécies de seres vivos. Ao habitar essa área, plantas e animais interagem entre si e com o ambiente que os cerca — elementos não vivos como o sol, a terra, a água e o ar. A esse conjunto dá-se o nome de ecossistema em que os seres vivos obtêm do meio os nutrientes e a energia necessários para a sobrevivência. Se a biodiversidade é de alguma forma afetada, essas relações alimentares se desequilibram, pondo em risco a continuidade da vida. Por isso, a biodiversidade está ligada à preservação da vida no planeta. [...] Para muita gente, a grande variedade de plantas e animais é algo imutável, um bem natural garantido. Na prática, porém, não é bem assim. A ação humana sobre a natureza, como a derrubada de florestas e a queima de gasolina, representa uma grande ameaça para o ambiente. [...] A preservação da biodiversidade é tarefa de todos. Governos, proprietários de terras e a população em geral podem contribuir para a manutenção da diversidade biológica. Como? Tomando decisões que tenham impacto mínimo sobre o ambiente e possam garantir a preservação da flora e da fauna do planeta. Diminuir a produção de lixo, reciclar e poluir menos são algumas formas de ajudar a preservar o ambiente. Biodiversidade. In: Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2013. Disponível em: <http://escola.britannica.com.br/article/482995/biodiversidade>. Acesso em: 12 de junho de 2015. (adaptado). Habilidade Estabelecer relações entre a tese e os argumentos para sustentá-la. Questões 17 e 23
  • 22. Questão 17 O trecho “A ação humana sobre a natureza, como a derrubada de florestas...” (3º parágrafo) é um dos argumentos utilizados pelo autor para sustentar a tese de que: (A) Todos somos responsáveis pela preservação da diversidade biológica. (B) A biodiversidade é um bem imutável e natural garantido a todos. (C) Preservar a flora e a fauna não é responsabilidade dos governos. (D) O Brasil detém a parcela de 20% da maior biodiversidade do planeta. Comentários e Recomendações Pedagógicas Os artigos de opinião circulam cotidianamente na esfera jornalística e estão presentes em nosso dia a dia. A partir da exposição de uma tese, o autor elabora argumentos para dar sustentação e defesa a seu ponto de vista. No texto em questão, a lógica existente entre os elementos que constituem as sequências textuais predominantemente argumentativas deixa transparecer a coerência entre as ideias expostas. A forma coesa e organizada como as ideias se desenvolvem favorece a produção de sentido. O trabalho constante, em sala de aula, com textos em que apareçam sequências argumentativas precisa fazer parte da rotina. A leitura compartilhada é importante para que o aluno observe o texto, não como um agrupamento de frases justapostas, mas como um conjunto, uma unidade de sentido, em que todas as partes estão relacionadas. Além disso, o conhecimento e o domínio dos recursos usados na construção da argumentação são importantes não só para que o aluno consiga expor suas ideias, defendendo-as com coesão e coerência ao elaborar um texto opinativo, mas também para que seja capaz de reconhecer e estabelecer relações entre tese e argumentos ao ler outros autores. Quanto mais contemporânea for a temática e envolvente a questão polêmica, mais atrativas podem ser as atividades de leitura propostas aos alunos. Alguns questionamentos feitos oralmente durante a leitura em voz alta,
  • 23. parágrafo por parágrafo, podem ajudar a distinguir a tese e o ponto de vista defendidos no texto, assim como os argumentos que confirmam ou contrapõem as ideias expostas, as conclusões ou propostas de intervenção feitas pelo autor. Esses exercícios, realizados com frequência e com a mediação do professor, podem levar à autonomia de compreensão de leitura, imprescindível em inúmeras situações. O gabarito (A) traz a tese sustentada pelo argumento em destaque no enunciado da questão. O autor utiliza o argumento “A ação humana sobre a natureza, como a derrubada de florestas e a queima de gasolina, representa uma grande ameaça para o ambiente” (3º parágrafo), para defender sua tese de que “A preservação da biodiversidade é tarefa de todos”, parafraseada na alternativa (A): “Todos somos responsáveis pela preservação da diversidade biológica.” Os distratores trazem ideias que não se relacionam com o argumento destacado, ou seja, não são teses defendidas ou sustentadas pelo argumento destacado no comando do item. Habilidade Inferir o sentido de palavra ou expressão em um texto. Questões 02 e 18 Questão 18 Em: “Tomando decisões que tenham impacto mínimo sobre o ambiente e possam garantir a preservação da flora e da fauna do planeta.” a palavra em destaque foi substituída sem perda do sentido no contexto, em: Tomando decisões que tenham (A) interesse mínimo sobre o ambiente... (B) efeito mínimo sobre o ambiente... (C) lucro mínimo sobre o ambiente... (D) objetivo mínimo sobre o ambiente...
  • 24. Leia o texto e responda à questão 19. [...] Felizmente D. Camila tinha dado a suas filhas a mesma vigorosa educação que recebera; a antiga educação brasileira, já bem rara em nossos dias, que, se não fazia donzelas românticas, preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário. Mariquinhas, mais velha que Fernando, vira escoarem-se os anos da mocidade, com serena resignação. Se alguém se lembrava de que o outono, que é a estação nupcial, ia passando sem esperança de casamento, não era ela, mas a mãe, D. Camila, que sentia apertar-se-lhe o coração, quando lhe notava o desbote da mocidade. Também Fernando algumas vezes a acompanhava nessa mágoa; mas nele breve a apagava o bulício¹ do mundo. Nicota, a mais moça e também mais linda, ainda estava na flor da idade; mas já tocava aos vinte anos, e com a vida concentrada que tinha a família, não era fácil que aparecessem pretendentes à mão de uma menina pobre e sem proteções. Por isso cresciam as inquietações e tristezas da boa mãe, ao pensar que também esta filha estaria condenada à mesquinha sorte do aleijão social, que se chama celibato². Quando Fernando chegou à maioridade, D. Camila nele resignou a autoridade que exercia na casa, e a administração do módico³ patrimônio que ficara por morte do marido, e que embora partilhado nos autos, ainda estava intacto e em comunhão. [...] ALENCAR, José de. Senhora: perfil de mulher. 6. ed. São Paulo: FTD, 1999. p. 42-43. (Coleção Grandes leituras). (adaptado) Vocabulário: ¹bulício. S.m. Ausência de tranquilidade, agitação; movimentação de coisas e pessoas; burburinho. ²celibato. S.m. O estado de uma pessoa que se mantém solteiro. ³módico. S.m. Exíguo, pequeno, reduzido, modesto. Habilidade Relacionar textos literários com o momento de sua produção: contexto histórico, social e político. Questões 03 e 19
  • 25. Questão 19 O texto apresenta situações típicas do cotidiano da sociedade brasileira do século XIX e revela (A) o papel social das mulheres que são independentes e realizadoras. (B) a importância do casamento nas vidas das mulheres dessa época. (C) o resultado da superioridade masculina nos problemas familiares. (D) a preocupação e a tristeza de Fernando em relação ao futuro das irmãs. Habilidade Identificar recursos semânticos expressivos, em um texto: metáfora/metonímia/personificação/gradaç ão/antítese. Questões 07 e 15 Questão 20 Em: “[...] preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário.” encontra-se a figura de linguagem: (A) Gradação. (B) Metonímia. (C) Antítese. (D) Metáfora. Habilidade Reconhecer o efeito de sentido produzido pela exploração de recursos morfossintáticos: conjunção. Questões 10 e 21
  • 26. Questão 21 Em: “Quando Fernando chegou à maioridade...”, a conjunção em destaque expressa a ideia de: (A) Comparação. (B) Proporção. (C) Tempo. (D) Causa. Leia o texto e responda às questões 22 e 23. Água: quantos copos você precisa beber por dia Sempre se ouviu dizer que oito copos - cerca de dois litros - diários são o mínimo para manter o corpo hidratado. Mas novas pesquisas sugerem que esse número é muito alto POR LUCIANA FUOCO E YARA ACHÔA Desde os anos 1990, profissionais da saúde em todo o mundo propagam a ideia de que o consumo de oito copos de água por dia ajuda o organismo a se manter hidratado, a eliminar toxinas e a perder peso. A "ode ao líquido" ainda completa que beber água é bom para curar dor de cabeça e manter a pele tonificada, prevenindo o aparecimento de rugas. Tudo isso porque estudiosos constataram que um adulto saudável, de porte médio, tem uma perda diária de dois litros de líquidos. Para deduzir que repor essa medida era o ideal para a ingestão foi um pulo. Agora, uma nova pesquisa realizada por especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, desmitifica os supostos poderes da água e defende que há poucas evidências de que o alto consumo do líquido traga benefícios reais à saúde. Os médicos Dan Negoianu e Stanley Goldfarb revisaram várias pesquisas publicadas sobre o assunto. Eles observaram que pessoas que vivem em climas quentes e secos têm mais necessidade de beber água, assim como os atletas. Pacientes com alguns tipos de doença também se beneficiam
  • 27. da ingestão do líquido, mas, segundo um porta-voz dos cientistas, "não há dados que comprovem tais benefícios em pessoas com a saúde em equilíbrio”. Apesar de a água ajudar o corpo a se manter hidratado, nada prova que sua ingestão forçada - quando a pessoa não sente sede - previne o organismo contra a desidratação. Os cientistas ainda analisaram a teoria de que, ao beber água, a pessoa se sentiria satisfeita, comeria menos e perderia peso. Também nenhuma conclusão consistente foi encontrada. No entanto, o golpe mais duro (pelo menos para as mulheres) tenha sido a constatação de que nenhum benefício clínico comprovado mostrou que a água seria um elixir para manter a pele tonificada. Disponível em: <http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/65/artigo99809-1.asp>. Acesso em: 12 de junho de 2015. Habilidade Localizar informações explícitas em um texto. Questões 09 e 22 Questão 22 De acordo com o texto: (A) Tomar água sem sede é maléfico à saúde. (B) Beber oito copos de água por dia traz benefícios à tonificação da pele. (C) A ingestão forçada de água previne doenças e evita rugas em mulheres. (D) A água ajuda a manter o corpo hidratado. Habilidade Estabelecer relações entre a tese e os argumentos para sustentá-la. Questões 17 e 23
  • 28. Questão 23 A tese de que “há poucas evidências de que o alto consumo de água traga benefícios reais à saúde” é sustentada pelo argumento de que (A) uma nova pesquisa realizada por especialistas da Universidade da Pensilvânia desmistifica os supostos poderes da água. (B) as pessoas que vivem em climas secos e quentes bebem mais água do que os atletas. (C) os dados comprovam os benefícios da água para pessoas com saúde bem equilibrada. (D) um comprovado estudo clínico mostra que a água é um elixir para manter a pele dos pacientes tonificada e cheia de vida. Leia o poema e responda à questão 24. A catedral Alphonsus de Guimaraes Entre brumas ao longe surge a aurora O hialino orvalho aos poucos se evapora, Agoniza o arrebol. A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece na paz do céu risonho Toda branca de sol. E o sino canta em lúgubres responsos: “Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!” O astro glorioso segue a eterna estrada. Uma áurea seta lhe cintila em cada Refulgente raio de luz. A catedral ebúrneo do meu sono, Onde os meus olhos tão cansados ponho, Recebe a bênção de Jesus. E o sino clama em lúgubres responsos: “Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!” [...] Disponível em: <http://www.jornaldepoesia.jor.br/al1.html>. Acesso em: 12 de junho de 2015.
  • 29. Habilidade Estabelecer relações entre recursos expressivos e temas em texto poético. Questões 04 e 24 Questão 24 No poema, o dístico “E o sino canta em lúgubres responsos:/ ‘Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!’ ” reforça a (A) ideia de que a paz está no céu risonho. (B) imagem da catedral com a qual o eu lírico representa seu sonho. (B) tristeza dos olhos cansados de seguir pela estrada ao anoitecer. (C) felicidade da aurora entre as brumas.
  • 30. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Coordenador: Olavo Nogueira Batista Filho Departamento de Avaliação Educacional Diretor: William Massei Assistente Técnica: Maria Julia Filgueira Ferreira Centro de Aplicação de Avaliações Diretora: Cyntia Lemes da Silva Equipe Técnica DAVED participante da AAP Ademilde Ferreira de Souza, Cristiane Dias Mirisola, Isabelle Regina de Amorim Mesquita, Juvenal de Gouveia, Patricia Barros Monteiro, Silvio Santos de Almeida, Soraia Calderoni Statonato Coordenadoria de Gestão da Educação Básica Coordenadora: Ghisleine Trigo Silveira Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica Diretora: Regina Aparecida Resek Santiago Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio - CEFAF Diretora: Valéria Tarantello de Georgel Equipe Curricular de Língua Portuguesa Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Santos, Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli Cordeiro Cardoso, Rozeli Frasca Bueno Alves