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A Tecnologia e o
Aprendizado Escolar
Tecnologia é uma palavra grega (tekhne = ofício,
técnica ou arte + logia = estudo) e, nesse caso, a
palavra sugere o estudo das técnicas, estudo dos
processos para realização de algo
Entender a tecnologia de forma profunda propicia empreender
uma viagem ao passado, revisitando a história de nossos
ancestrais, num mundo no qual eles contavam apenas com as
ferramentas que os seus corpos ofereciam
Imagine uma mata com
grandes animais selvagens
e sabia-se (por observação)
que o fogo os afugentava.
Nossos ancestrais não
podiam se dar ao luxo de
aguardar o fogo produzido
pela natureza, por meio do
efeito de uma lupa em
alguma folha seca qualquer
Dada a necessidade e não
sendo capaz de produzir o que
lhes permitia sobreviver com
as ferramentas do seu próprio
corpo, eles interferiam na
natureza e criavam algo
externo a si, capaz de lhes
garantir o que não podiam
aguardar. É nesse contexto
que a tecnologia foi criada
A busca por
responder às
necessidades
inicialmente
biológicas e, depois
culturais, leva o
homem a construir a
ideia de algo a se
efetivar
A partir do que pensamos, nós elaboramos
estratégias de mediação com a natureza — de forma
a obtermos o que precisamos ou desejamos — e
desenvolvemos artefatos que possibilitam o alcance
dos objetivos. E, então, surge a Tecnologia
Visão Crítica Sobre a Tecnologia
Ampliar o conceito de
tecnologia permitirá
uma análise crítica e
a compreensão que
os artefatos criados
pela humanidade se
configuram em
tecnologia, a qual
permitirá novos
posicionamentos
frente às
informações que
ampararão nossas
decisões
É possível que você
já tenha tido
contato com alguma
divulgação de novo
aparato tecnológico,
indicando a
superioridade da
Inteligência
Artificial (IA) sobre
a ação humana, o
que lhe causou
admiração ou receio
A IA oferece resultados mais precisos,
mais rápidos e mais rentáveis, pois a partir
de um processo de produção humana, foi
possível colecionar uma seleção de
conhecimentos de diversas pessoas
Nesse caso, a Inteligência Artificial nos
permite perceber que a tecnologia
continua a ser o resultado de
intervenção humana no mundo em que
vivemos, a partir de nossas
necessidades e desejos
A Tecnologia Como Resultado da Produção Humana
A partir de uma visão crítica sobre as relações desenvolvidas
entre a tecnologia e o imaginário coletivo, é possível devolver
à tecnologia o seu papel transformador e a sua razão de
existir
É a partir das transformações que o processo evolutivo
humano se constitui e a tecnologia é o resultado deste
processo. A compreensão desse processo auxiliará os
estudantes em sua caminhada profissional, propondo
uma educação com o uso de novas tecnologias
Então, além de ser
usuário da tecnologia é
preciso que o aluno a
investigue e a perceba
como parte de um
legado histórico de
conhecimentos
produzidos pela
humanidade, do qual
ele também participa
Compreendendo-se como
autor desta história o
estudante se perceberá como
desenvolvedor, para além da
mera manipulação, uma vez
que ele entenderá o aparato
tecnológico como algo que ele
também pode construir,
elaborar e inferir, não apenas
interagir
E é por esse viés que perpassa a
inclusão digital, a internalização
de seu papel produtivo criando
ciência, tecnologia e cultura.
Por isso, mais que utilização em
sala de aula, é necessário
refletir sobre os aspectos em
que essa tecnologia se faz
presente no cotidiano do aluno
A Tecnologia no
Nosso Cotidiano
No tempo em que vivemos mais
avanços tecnológicos figuram no
cotidiano coletivo da humanidade,
o que deve ser entendido como
natural quando identificamos que a
tecnologia, é uma manifestação
cultural e científica humana
Em alguns espaços, esses
avanços aparecem de maneira
sutil, como no saque do caixa
eletrônico ou no pedido que é
feito em uma indústria para
alimentar seu estoque da venda
Também pode estar presente salvando vidas pelo sismógrafo,
aquecendo a economia pelo e-commerce ou oferecendo
oportunidades de formação e desenvolvimento às pessoas pela EAD
O fato é que, indiferente
a quão tangível as
novas tecnologias se
apresentam, elas estão
em todos os lugares e
se constituem como
parte integrante de
nossas vidas
Integrantes até
certo ponto, pois
para muitas
pessoas,
algumas
tecnologias não
são mais
entendidas como
novas
Tome o exemplo do papel. É natural
haver questionamentos sobre o uso
de registros em papel, pois existem
softwares que podem nos retornar,
com menor custo e mais agilidade,
uma série de informações. Agora,
reflita como foi uma novidade a
criação e a popularização da caneta?
Criada em 1937, a caneta esferográfica se configurou
como uma nova tecnologia, pois já não era mais
necessário uma caneta tinteiro e um mata-borrão, o
que possibilitava uma mobilidade mais assertiva
Se em 1937 alguém tivesse 10 canetas em casa ou falassem que
as pessoas perdiam canetas facilmente, essas informações seriam
recebidas com grande espanto
E é nessa mesma trajetória que
as novas tecnologias se tornam
tecnologias introjetadas em
nosso cotidiano, de tal forma
que não se configuram mais
como novas e nem mesmo
como tecnologias, pois fazem
parte da rotina de forma tão
intrínseca que é como se
existissem como uma extensão
do nosso próprio corpo
Quem nasceu antes
de 1990 viveu uma
infância sem
celulares e, avisar
a família que iria
para a casa de um
colega depois da
aula, era possível
somente utilizando
orelhão com ficha
telefônica
Hoje,
indiferentemente
do ano de
nascimento, é
comum que
pessoas planejem
viagens verificando
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A Geração Alpha As pessoas nascem em diferentes espaços e tempos e, ao mesmo
tempo em que se reproduzem, elas estabelecem novas formas de se
relacionar em sociedade. Estudos indicam características comuns a
pessoas pertencentes a uma determinada geração
Dois pontos merecem destaque: 1º) As investigações apontam um
rol de comportamentos comumente observáveis, mas não aplicáveis
a todas as pessoas de uma determinada geração; 2º) O estudo de
gerações é realizado a partir de um recorte de tempo, observando
comportamentos dos nascidos a partir de 1946:
Geração Baby Boomers (a partir de 1946):
Conhecidos como geração do pós-guerra,
eles vivenciaram a ditadura brasileira,
acompanharam a 1ª visita à lua,
participaram do movimento hippie, sentiram
os impactos da Guerra do Vietnã, lançaram
a minissaia, o biquíni, avançaram na
educação escolar e participaram da
ascensão da TV. Contestadores e
disciplinados com a alimentação, com as
finanças e pontuais com os compromissos
Geração X (1960 / 1979):
Acompanharam a inserção de
diferentes tecnologias em seu
cotidiano (geladeiras e TVs) que já
existiam em muitos lares. Vivenciaram
no Brasil uma variedade de moedas e
uma instabilidade econômica com altas
taxas inflacionárias. Fizeram
datilografia, desenvolveram carreiras
sólidas em uma mesma empresa,
buscando estabilidade financeira
Geração Y (a partir de 1980): A Geração do Milênio cresceu em país em que reina a
democracia, conhece uma moeda estável, o acesso à internet, os primeiros computadores
e uma educação pública a cargo do estado. Busca atividades profissionais que possibilitem
a realização pessoal e reconhece liderança em seus pares. Acompanha várias novas
tecnologias e se permite várias experiências profissionais
Geração Z (a partir de 1990):
Crescem com uma grande
interação digital no cotidiano
e são considerados nativos
digitais. Pelo fato de os
jovens dessa geração
considerarem comuns esses
equipamentos, eles
desenvolveram habilidades
desde cedo no trato das
tecnologias e, por isso, as
manipulam com habilidade
na realização de múltiplas
tarefas. Apresentam-se mais
receptivos às mudanças,
mais cooperativos e
investigativos
O termo “Alpha” é
utilizado para intitular a
geração após 2010. Para
alguns estudiosos, é a
geração responsável por
transformações sociais
substanciais. Eles
apresentam maior
escolaridade (iniciam
mais cedo que as demais
gerações e continuam
esse percurso por mais
tempo). Nasceram em
um mundo
completamente digital
(nas relações de trabalho
e de lazer)
Nas relações familiares, percebe-se mais aderência
ao diálogo e diversidade. Mas, são constantemente
questionados em relação à imersão digital,
exposição nas redes sociais, dependência de estar
online e a necessidade de novas tecnologias
A tênue linha entre o que é e o que não é
realidade, as possibilidades digitais e a
diversidade de interações possibilitadas
pelas tecnologias presentes no cotidiano,
fazem dos Alpha uma geração com
demandas inimagináveis às demais
gerações
A Geração Alpha está adaptada ao gratuito, ao software livre e ao
compartilhamento de informações. Em nenhum outro momento da história
alcançou-se tantos locais, informações e possibilidades quanto no momento
atual. Nunca houve tanta conexão e, paradoxalmente, tanta individualidade
Para os Alphas, as tecnologias digitais são uma necessidade, assim
como a caneta e o papel. Cabe às gerações anteriores articularem
essas relações, de forma a promover relações empáticas, coletivas e
que proporcionem aos Alphas a percepção de construtor desta longa
história chamada humanidade
A Importância
das Novas
Tecnologias na
Educação Básica Acompanhamos um breve estudo sobre as gerações e as
necessidades de cada uma delas, de acordo com as vivências
sociais e culturais nas quais estavam inseridas. Essas
perspectivas histórico-culturais, que permeiam a sociedade,
retratam o perfil do aluno, de acordo com o seu contexto
Mas, fato é que o
aluno sempre
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não escolares, ao
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O aluno Alpha é aquele que, além desse tipo de aprendizado,
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A Tecnologia e as Novas Formas de Aprender

  • 1. A Tecnologia e o Aprendizado Escolar Tecnologia é uma palavra grega (tekhne = ofício, técnica ou arte + logia = estudo) e, nesse caso, a palavra sugere o estudo das técnicas, estudo dos processos para realização de algo Entender a tecnologia de forma profunda propicia empreender uma viagem ao passado, revisitando a história de nossos ancestrais, num mundo no qual eles contavam apenas com as ferramentas que os seus corpos ofereciam Imagine uma mata com grandes animais selvagens e sabia-se (por observação) que o fogo os afugentava. Nossos ancestrais não podiam se dar ao luxo de aguardar o fogo produzido pela natureza, por meio do efeito de uma lupa em alguma folha seca qualquer Dada a necessidade e não sendo capaz de produzir o que lhes permitia sobreviver com as ferramentas do seu próprio corpo, eles interferiam na natureza e criavam algo externo a si, capaz de lhes garantir o que não podiam aguardar. É nesse contexto que a tecnologia foi criada A busca por responder às necessidades inicialmente biológicas e, depois culturais, leva o homem a construir a ideia de algo a se efetivar
  • 2. A partir do que pensamos, nós elaboramos estratégias de mediação com a natureza — de forma a obtermos o que precisamos ou desejamos — e desenvolvemos artefatos que possibilitam o alcance dos objetivos. E, então, surge a Tecnologia Visão Crítica Sobre a Tecnologia Ampliar o conceito de tecnologia permitirá uma análise crítica e a compreensão que os artefatos criados pela humanidade se configuram em tecnologia, a qual permitirá novos posicionamentos frente às informações que ampararão nossas decisões É possível que você já tenha tido contato com alguma divulgação de novo aparato tecnológico, indicando a superioridade da Inteligência Artificial (IA) sobre a ação humana, o que lhe causou admiração ou receio A IA oferece resultados mais precisos, mais rápidos e mais rentáveis, pois a partir de um processo de produção humana, foi possível colecionar uma seleção de conhecimentos de diversas pessoas Nesse caso, a Inteligência Artificial nos permite perceber que a tecnologia continua a ser o resultado de intervenção humana no mundo em que vivemos, a partir de nossas necessidades e desejos
  • 3. A Tecnologia Como Resultado da Produção Humana A partir de uma visão crítica sobre as relações desenvolvidas entre a tecnologia e o imaginário coletivo, é possível devolver à tecnologia o seu papel transformador e a sua razão de existir É a partir das transformações que o processo evolutivo humano se constitui e a tecnologia é o resultado deste processo. A compreensão desse processo auxiliará os estudantes em sua caminhada profissional, propondo uma educação com o uso de novas tecnologias Então, além de ser usuário da tecnologia é preciso que o aluno a investigue e a perceba como parte de um legado histórico de conhecimentos produzidos pela humanidade, do qual ele também participa Compreendendo-se como autor desta história o estudante se perceberá como desenvolvedor, para além da mera manipulação, uma vez que ele entenderá o aparato tecnológico como algo que ele também pode construir, elaborar e inferir, não apenas interagir E é por esse viés que perpassa a inclusão digital, a internalização de seu papel produtivo criando ciência, tecnologia e cultura. Por isso, mais que utilização em sala de aula, é necessário refletir sobre os aspectos em que essa tecnologia se faz presente no cotidiano do aluno
  • 4. A Tecnologia no Nosso Cotidiano No tempo em que vivemos mais avanços tecnológicos figuram no cotidiano coletivo da humanidade, o que deve ser entendido como natural quando identificamos que a tecnologia, é uma manifestação cultural e científica humana Em alguns espaços, esses avanços aparecem de maneira sutil, como no saque do caixa eletrônico ou no pedido que é feito em uma indústria para alimentar seu estoque da venda Também pode estar presente salvando vidas pelo sismógrafo, aquecendo a economia pelo e-commerce ou oferecendo oportunidades de formação e desenvolvimento às pessoas pela EAD O fato é que, indiferente a quão tangível as novas tecnologias se apresentam, elas estão em todos os lugares e se constituem como parte integrante de nossas vidas Integrantes até certo ponto, pois para muitas pessoas, algumas tecnologias não são mais entendidas como novas Tome o exemplo do papel. É natural haver questionamentos sobre o uso de registros em papel, pois existem softwares que podem nos retornar, com menor custo e mais agilidade, uma série de informações. Agora, reflita como foi uma novidade a criação e a popularização da caneta?
  • 5. Criada em 1937, a caneta esferográfica se configurou como uma nova tecnologia, pois já não era mais necessário uma caneta tinteiro e um mata-borrão, o que possibilitava uma mobilidade mais assertiva Se em 1937 alguém tivesse 10 canetas em casa ou falassem que as pessoas perdiam canetas facilmente, essas informações seriam recebidas com grande espanto E é nessa mesma trajetória que as novas tecnologias se tornam tecnologias introjetadas em nosso cotidiano, de tal forma que não se configuram mais como novas e nem mesmo como tecnologias, pois fazem parte da rotina de forma tão intrínseca que é como se existissem como uma extensão do nosso próprio corpo Quem nasceu antes de 1990 viveu uma infância sem celulares e, avisar a família que iria para a casa de um colega depois da aula, era possível somente utilizando orelhão com ficha telefônica Hoje, indiferentemente do ano de nascimento, é comum que pessoas planejem viagens verificando se a hospedagem oferece wi-fi grátis
  • 6. A Geração Alpha As pessoas nascem em diferentes espaços e tempos e, ao mesmo tempo em que se reproduzem, elas estabelecem novas formas de se relacionar em sociedade. Estudos indicam características comuns a pessoas pertencentes a uma determinada geração Dois pontos merecem destaque: 1º) As investigações apontam um rol de comportamentos comumente observáveis, mas não aplicáveis a todas as pessoas de uma determinada geração; 2º) O estudo de gerações é realizado a partir de um recorte de tempo, observando comportamentos dos nascidos a partir de 1946: Geração Baby Boomers (a partir de 1946): Conhecidos como geração do pós-guerra, eles vivenciaram a ditadura brasileira, acompanharam a 1ª visita à lua, participaram do movimento hippie, sentiram os impactos da Guerra do Vietnã, lançaram a minissaia, o biquíni, avançaram na educação escolar e participaram da ascensão da TV. Contestadores e disciplinados com a alimentação, com as finanças e pontuais com os compromissos Geração X (1960 / 1979): Acompanharam a inserção de diferentes tecnologias em seu cotidiano (geladeiras e TVs) que já existiam em muitos lares. Vivenciaram no Brasil uma variedade de moedas e uma instabilidade econômica com altas taxas inflacionárias. Fizeram datilografia, desenvolveram carreiras sólidas em uma mesma empresa, buscando estabilidade financeira
  • 7. Geração Y (a partir de 1980): A Geração do Milênio cresceu em país em que reina a democracia, conhece uma moeda estável, o acesso à internet, os primeiros computadores e uma educação pública a cargo do estado. Busca atividades profissionais que possibilitem a realização pessoal e reconhece liderança em seus pares. Acompanha várias novas tecnologias e se permite várias experiências profissionais Geração Z (a partir de 1990): Crescem com uma grande interação digital no cotidiano e são considerados nativos digitais. Pelo fato de os jovens dessa geração considerarem comuns esses equipamentos, eles desenvolveram habilidades desde cedo no trato das tecnologias e, por isso, as manipulam com habilidade na realização de múltiplas tarefas. Apresentam-se mais receptivos às mudanças, mais cooperativos e investigativos O termo “Alpha” é utilizado para intitular a geração após 2010. Para alguns estudiosos, é a geração responsável por transformações sociais substanciais. Eles apresentam maior escolaridade (iniciam mais cedo que as demais gerações e continuam esse percurso por mais tempo). Nasceram em um mundo completamente digital (nas relações de trabalho e de lazer) Nas relações familiares, percebe-se mais aderência ao diálogo e diversidade. Mas, são constantemente questionados em relação à imersão digital, exposição nas redes sociais, dependência de estar online e a necessidade de novas tecnologias A tênue linha entre o que é e o que não é realidade, as possibilidades digitais e a diversidade de interações possibilitadas pelas tecnologias presentes no cotidiano, fazem dos Alpha uma geração com demandas inimagináveis às demais gerações
  • 8. A Geração Alpha está adaptada ao gratuito, ao software livre e ao compartilhamento de informações. Em nenhum outro momento da história alcançou-se tantos locais, informações e possibilidades quanto no momento atual. Nunca houve tanta conexão e, paradoxalmente, tanta individualidade Para os Alphas, as tecnologias digitais são uma necessidade, assim como a caneta e o papel. Cabe às gerações anteriores articularem essas relações, de forma a promover relações empáticas, coletivas e que proporcionem aos Alphas a percepção de construtor desta longa história chamada humanidade A Importância das Novas Tecnologias na Educação Básica Acompanhamos um breve estudo sobre as gerações e as necessidades de cada uma delas, de acordo com as vivências sociais e culturais nas quais estavam inseridas. Essas perspectivas histórico-culturais, que permeiam a sociedade, retratam o perfil do aluno, de acordo com o seu contexto Mas, fato é que o aluno sempre desenvolveu saberes em espaços não escolares, ao conhecer novos lugares, no quintal da sua casa, etc. O aluno Alpha é aquele que, além desse tipo de aprendizado, acessa o conhecimento (que antes era destinado ao professor) com ferramentas que o permitem aprofundar em suas investigações