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Coleta
Intercâmbio
Quarentena
Identificação
Caracterização
Conservação
Educação
Valoração
Documentação
Uso

“A Quarentena é uma das
atividades básicas da área de
Recursos Fitogenéticos”
DEFINIÇÃO DE QUARENTENA
No italiano, a palavra "quarantina" foi originalmente aplicada para o período
de 40 dias de isolamento de pessoas oriundas de países onde ocorressem
doenças epidêmicas (Kahn,1989).

Hoje, a quarentena refere-se a um período de inspeção, dependente
do ciclo da planta e do patógeno alvo.

FOTO: QUARENTENÁRIO COOPERSUCAR em Miracatu – 1996 - SP
PORQUE QUARENTENAR?

PREJUÍZOS IRREMEDIÁVEIS AO MEIO AMBIENTE
Por: novas pragas exóticas, novas espécies invasoras,
consequentemente maior uso de inseticidas e ou herbicidas
PREJUÍZOS ÀS CULTURAS (Queda de produtividade
pelo ataque que pragas exóticas);
PERDA COMPLETA DE PLANTAÇÕES (nova praga);
PREJUÍZO AO ABASTECIMENTO (Falta do produto
prejudicado no mercado, bem como de seus derivados);
PERDA DE MERCADOS DE EXPORTAÇÃO (Mau
aspecto provocado pelo ataque de novas pragas e
descumprimento de contratos decorrentes do fato);
PERDA DE PODER AQUISITIVO (Tanto do agricultor
como das empresas agrícolas, pelo prejuízo da praga);
PROVOCA A PERDA DE PROPRIEDADES E DE
EMPREGOS (perda total da cultura in vitro do Grupo Nascente
Foto: Entrada da ante-sala do laboratório de cultura devido à praga).
A quarentena e a fitossanidade 2008
Rigor das Quarentenas

• O grande problema atual de nossa
agricultura está na estreita base genética,
da maioria de nossas cultivares, o que
reflete em riscos de vulnerabilidade às
pragas.
3/17
DEFINIÇÕES DE PRAGA
PRAGA é qualquer espécie, raça ou biótipo de vegetais,
animais ou agentes patogênicos, nocivos para os vegetais
ou produtos vegetais (inseto, ácaro, fungo, bactéria,
vírus, viróide, nematóide, planta invasora, rato,
caramujo, etc.) segundo a Convenção Internacional para
a Proteção dos Vegetais.

Foto: Insetário da Embrapa Meio Ambiente
PRAGAS A1 e A2

As pragas de importância quarentenária para o Brasil estão
contidas nas listas A1 e A2 aprovadas pelo Comitê de
Sanidade Vegetal dos países do Cone Sul (COSAVE), publicada
no Diário Oficial (Brasil, 1996).
A lista A1 contém as espécies não registradas no Brasil e que
podem vir a causar perdas econômicas às culturas, se
introduzidas. Na lista A2, estão as pragas de distribuição
geográfica localizada e que estão sob controle oficial.
FOTO: INSETÁRIO DA EMBRAPA MEIO AMBIENTE
DILEMA DO PESQUISADOR
Introduzir o máximo de
possível de variabilidade
genética e, ao mesmo tempo,
evitar a introdução simultânea
de pragas exóticas

- Exemplos de prejuízos à agricultura de ornamentais no Brasil:
Puccinia horiana no crisântemo, em 1972, a Uromyces transversalis
no gladíolo, em 1981, infecção por Potyviridae em Alstroemeria, em
1995, entre outros.
DISPERSÃO DAS PRAGAS

EXEMPLOS CLÁSSICOS MUNDIAISarroz – De
• 1969 – Fusarium moniliforme do
1. Formosa para o Brasil;
BATATA: Na Irlanda, em 1846. O fungo
Phytophthora infestans do rabanete, batata)
• 1987 – Sclerotinia sp. (requeima da couve e
destruiu Do Japão, USA e Dinamarca para o
repolho - as plantações, causando a morte por
inanição de 1,5 milhão de pessoas.
Brasil;

• 1988 – Podridão Rosada da batata - Da
2. Holanda para o Brasil;
ARROZ: Em Bengala, em 1943. O fungo
Helminthosporium oryzae (mancha-parda do
• 1989 – Sclerotinia sp. do rabanete e salsa - Da
arroz) provocou a “fome
Dinamarca para o Brasil. de Bengala”, com mais
de 2 milhões de pessoas mortas pela fome.

Foto: Quarentenário no ICRISAT - Índia
AÇÕES PREVENTIVAS

AÇÕES PREVENTIVAS SISTEMÁTICAS E CONTÍNUAS
DEVEM SER TOMADAS PARA SE EVITAR A ENTRADA DE
PRAGAS AINDA NÃO REGISTRADAS NO BRASIL, COMO:

Swollen shoot - virose do cacaueiro
Cisto da batata

Golden nematoid

Outro exemplo de praga que ronda o país é o Cisto da batata.
A quarentena e a fitossanidade 2008
ORGANOGRAMA: QUARENTENA

QUARENTENÁRIO de
HYDERABAD - ÍNDIA
Neste gráfico é possível verificar que quanto menor
a estrutura vegetal intercambiada, menor o risco
de levar consigo uma praga. E, quanto mais
asséptico, menor o risco da existência de uma
praga.
RELAÇÃO SEGURANÇA/RISCO

NESTE GRÁFICO OBSERVA-SE QUE QUANTO MAIOR O
PERÍODO DE INSPEÇÃO CUIDADOSA EM QUARENTENA,
MENOR É O RISCO DO ESCAPE DE UMA NOVA PRAGA NO
PAÍS.

Foto: Quarentenário, de segurança máxima, no ICRISAT, Índia
CUIDADOS E MEDIDAS QUARENTENÁRIAS
Cuidados: 1) Em primeiro lugar deve-se ter o conhecimento da
situação das pragas, dentro e fora do país, detectando-se quais as
que serão objeto da quarentena, verificando o ciclo praga/planta.
2) Em segundo lugar, o especialista deve ter em mente
que a quarentena de germoplasma não deve prejudicar o trabalho
dos melhoristas, sendo demasiadamente morosa.

•Medidas quarentenárias: Inspeção fitossanitária e interceptação de
pragas em pontos de entrada, quarentena de pós-entrada. Proibição,
restrição ou requisição de tratamentos quarentenários para a
importação de produtos provenientes de países onde espécies de
pragas de importância quarentenária são conhecidas. Pode-se
também solicitar que os produtos sejam provenientes de áreas livres
de pragas (Brasil, 1995).
Foto: Quarentena de Heliconia, no IAC.
QUARENTENA INTERNA
QUARENTENA INTERNA

No Brasil, para evitar que as pragas se dispersem para outras
regiões, sugere-se uma quarentena interna dos acessos, quando se
tratar de germoplasma oriundo de expedições científicas de coleta ou
quando for originário de regiões onde haja restrições ao trânsito de
germoplasma.
TRÂNSITO INTERNO
Existem portarias que definem os locais onde há restrição de
trânsito de germoplasma vegetal no Brasil, onde estabelecem o tipo
do material que é restrito bem como as medidas que devem ser
adotadas. Apresentamos uma tabela com algumas destas espécies de
trânsito restrito.

FOTO: TÉCNICO DO CENARGEN COLETANDO GERMOPLASMA DE ARACHIS (GLOCIMAR P.SILVA)
EXEMPLO DE ÁREA DE RISCO PARA SE ACESSAR
GERMOPLASMA

ÁR DE INCIDÊNCIA
EA
DE FERR
UGEM
ASIÁTICA
DA SOJA NO BR
ASIL
P
hakopsora pachyrhizi
2003
Área Epidêmica

A DEFESA SANITÁRIA UTILIZA-SE DESTES DADOS PARA
ISOLAR ÁREAS PARA PRAGAS A2.
OFICIALMENTE SÃO 07 SERVIÇOS DE DEFESA e 28 POSTOS
DE VIGILÂNCIA NO BRASIL

Situação Atual(*) (em
operação): Total 106
 PONTOS DE INGRESSO - FRONTEIRAS - 24
 ADUANAS ESPECIAIS - 35
 PORTOS ORGANIZADOS - 27
 AEROPORTOS INTERNACIONAIS - 20

(*)Criados informalmente nas DFA´s com as mais
diversas denominações (PDA, UVA, RR, ER)
com o objetivo de atender as demandas do comercio
internacional.
São muitos os
trabalhos
desenvolvidos
pelo Serviço de
Defesa Sanitária
brasileiro, dentre
os quais podemos
citar o trabalho
no controle da
mosca
da
carambola.
COMO É UMA ESTAÇÃO
QUARENTENÁRIA?

No caso deste quarentenário você pode observar, nas extremidades
da planta, edificações para higiene, tratamento de solo e assepcia
dos acessos, bem como para manutenção de materiais utilizados no
quarentenário

ESQUEMA DO QUARENTENÁRIO DA ANTIGA
COOPERSUCAR

Uma estação quarentenária se baseia em casas-de-vegetação para o
acompanhamento das plantas vivas e em laboratórios de
fitossanidade (bactérias, fungos, vírus, nematóides) para o
acompanhamento das pragas. Logicamente que os especialistas em
fitossanidade são aqueles que comandam o processo.
Foto: Quarentenário Federal em Hyderabad - Índia
QUARENTENÁRIO FEDERAL DA
EMBRAPA/CENARGEN - DF

Desde a sua criação, o Cenargen já movimentou cerca de
500 mil acessos, detectando mais de 100 pragas exóticas de
risco quarentenário. Exemplos recentes de interceptação de
pragas exóticas: Globodera sp. (nematóide da batata) oriundo do
Canadá, Ditylenchus dipsaci e Pratylenchus scribneri em mudas de
bromélias oriundas da Colômbia.
QUARENTENÁRIO Jaguariúna

O quarentenário Costa Lima da Embrapa
Meio Ambiente, é Responsável pela
quarentena de organismos benéficos.

Autorizado desde 1991, tem as atribuições de introduzir e
quarentenar organismos para fins de pesquisa em controle
biológico; manter registro das introduções e pesquisar aspectos de
controle biológico; emitir pareceres técnicos sobre a conveniência de
introduções; apoiar a erradicação de organismos e seus agentes de
controle indesejáveis.
Foto: Quarentenário Costa Lima, da Embrapa Meio Ambiente
QUARENTENÁRIO DO IAC
O IAC está credenciado pela Defesa Sanitária para realizar a
quarentena de plantas no Estado de São Paulo, desde 15 de maio de
1998 (D.O.U. nº 91).

O IAC está credenciado pela CTNBIO para efetivar quarentena de
germoplasma transgênico no Estado de São Paulo, desde 04 de
setembro de 1998 (Certificado de Qualidade e Biossegurança nº
0065/98, D.O.U. nº 170).
     

Foto: Quarentena de batata, no IAC
TÉCNICAS UTILIZADAS
Técnicas mais usuais utilizadas para inspeção de quarentena:
• BACTÉRIAS: sintomatologia em plântulas, germinação em papel
toalha, meios seletivos e isolamento direto (SCHAAD,1982);
• FUNGOS: exame direto, plaqueamento em meio de cultura e
papel filtro. Tratamentos consecutivos para limpeza (NEEGARD,
1973 e 1978; TUITE, 1969);
• INSETOS: exame de presença de ovos, vestígios de ataque e do
próprio inseto vivo, em sala a prova de insetos;
• NEMATÓIDES: trituração, peneiramento em funil de Baermann,
bem como flutuação para extração de cistos (JENKINS, 1964;
BYRD et al.,1966).
• PLANTAS DANINHAS: exame visual de presença de sementes e
plantio para identificação taxonômica;
• VÍRUS: sintomatologia de plântulas, serologia, uso de plantas
indicadoras, microscópio eletrônico, cultura de meristema,
caracterização genética (KITAJIMA, 1965; OUTCHERLONY,
Foto: Inspeção no Quarentenário IAC, José Nelson Fonseca (CENARGEN) e Tarcisio
Prezoto (DFA)
1968; HAMPTON et al., 1978).
OS
CUIDADOS
VÃO
DESDE
AS
INSPEÇÕES
FITOSSANITÁRIAS NO CAMPO ATÉ A INSPEÇÃO
FITOSSANITÁRIA NO PONTO DE SAÍDA.

OS CUIDADOS COM A FITOSSANIDADE, NAS ATIVIDADES
DE EXPORTAÇÃO, SÃO MUITO IMPORTANTES PARA OS
PAÍSES
IMPORTADORES
BEM
COMO
PARA
A
RESPEITABILIDADE DA INSTITUIÇÃO E DO PAÍS
FOTO: INSPEÇÃO DE
EXPORTADOR.EXPORTAÇÃO NO ICRISAT – ÍNDIA –ATRAVÉS DE RAIOS X - SEMENTES
A CHAMADA QUARENTENA DE EXPORTAÇÃO
A quarentena de exportação refere-se a um período que vai desde as
inspeções de campo, passando pela limpeza no momento da
embalagem, até a sua liberação no ponto de saída, pela DFA.
A sanidade do germoplasma é de responsabilidade do pesquisador
exportador.
O pesquisador exportador deve solicitar do importador a relação
das exigências fitossanitárias do país que vai receber o material,
para que o Certificado Fitossanitário contenha todas as
informações; ainda deve solicitar que envie o Import Permt.

O pesquisador exportador deve, ainda, preparar o material e a
embalagem adequadamente à sobrevivência do germoplasma
durante oefetuados pelo ICRISAT na exportação de germoplasma
Foto: Passos seu transporte.
BIBLIOGRAFIA

1.

Hewitt, W.B. & Chiarappa, L. Plant Health and Quarantine in International
Transfer of Genetic Resources. CRC Press, Inc. Cleveland: 1977, 347p.

2.

Giacometti, D.C. Introdução e Intercâmbio de Germoplasma. In: Araujo,
S.M.C. & Osuna, J.A. eds. Anais Encontro sobre Recursos Genéticos.
Jaboticabal: Unesp & CENAREN. 43-55p. 1988.

3.

Batista, M.F, Fonseca, J.N.L., Tenente, R.C.V., Mendes, M.A.S., Urben, A.F.,
Oliveira, M.R.V., Ferreira, D.N. Intercâmbio e Quarentena de Germoplasma
Vegetal. Brasília: Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento. v6. pg.32-41,
1988.

4.

Veiga, R.F.A. Intercâmbio e Quarentena de Recursos Fitogenéticos. In:
Beretta, A & Rivas, M. Coords. Estrategia en recursos fitogenéticos para los
países del Cono Sur. Montevideo, IICA. pg. 59-64. 2001.

5.

Vilella, E.F. Histórico e Impacto das pragas introduzidas no Brasil/ Eds;

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A quarentena e a fitossanidade 2008

  • 2. DEFINIÇÃO DE QUARENTENA No italiano, a palavra "quarantina" foi originalmente aplicada para o período de 40 dias de isolamento de pessoas oriundas de países onde ocorressem doenças epidêmicas (Kahn,1989). Hoje, a quarentena refere-se a um período de inspeção, dependente do ciclo da planta e do patógeno alvo. FOTO: QUARENTENÁRIO COOPERSUCAR em Miracatu – 1996 - SP
  • 3. PORQUE QUARENTENAR? PREJUÍZOS IRREMEDIÁVEIS AO MEIO AMBIENTE Por: novas pragas exóticas, novas espécies invasoras, consequentemente maior uso de inseticidas e ou herbicidas PREJUÍZOS ÀS CULTURAS (Queda de produtividade pelo ataque que pragas exóticas); PERDA COMPLETA DE PLANTAÇÕES (nova praga); PREJUÍZO AO ABASTECIMENTO (Falta do produto prejudicado no mercado, bem como de seus derivados); PERDA DE MERCADOS DE EXPORTAÇÃO (Mau aspecto provocado pelo ataque de novas pragas e descumprimento de contratos decorrentes do fato); PERDA DE PODER AQUISITIVO (Tanto do agricultor como das empresas agrícolas, pelo prejuízo da praga); PROVOCA A PERDA DE PROPRIEDADES E DE EMPREGOS (perda total da cultura in vitro do Grupo Nascente Foto: Entrada da ante-sala do laboratório de cultura devido à praga).
  • 5. Rigor das Quarentenas • O grande problema atual de nossa agricultura está na estreita base genética, da maioria de nossas cultivares, o que reflete em riscos de vulnerabilidade às pragas. 3/17
  • 6. DEFINIÇÕES DE PRAGA PRAGA é qualquer espécie, raça ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos, nocivos para os vegetais ou produtos vegetais (inseto, ácaro, fungo, bactéria, vírus, viróide, nematóide, planta invasora, rato, caramujo, etc.) segundo a Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais. Foto: Insetário da Embrapa Meio Ambiente
  • 7. PRAGAS A1 e A2 As pragas de importância quarentenária para o Brasil estão contidas nas listas A1 e A2 aprovadas pelo Comitê de Sanidade Vegetal dos países do Cone Sul (COSAVE), publicada no Diário Oficial (Brasil, 1996). A lista A1 contém as espécies não registradas no Brasil e que podem vir a causar perdas econômicas às culturas, se introduzidas. Na lista A2, estão as pragas de distribuição geográfica localizada e que estão sob controle oficial. FOTO: INSETÁRIO DA EMBRAPA MEIO AMBIENTE
  • 8. DILEMA DO PESQUISADOR Introduzir o máximo de possível de variabilidade genética e, ao mesmo tempo, evitar a introdução simultânea de pragas exóticas - Exemplos de prejuízos à agricultura de ornamentais no Brasil: Puccinia horiana no crisântemo, em 1972, a Uromyces transversalis no gladíolo, em 1981, infecção por Potyviridae em Alstroemeria, em 1995, entre outros.
  • 9. DISPERSÃO DAS PRAGAS EXEMPLOS CLÁSSICOS MUNDIAISarroz – De • 1969 – Fusarium moniliforme do 1. Formosa para o Brasil; BATATA: Na Irlanda, em 1846. O fungo Phytophthora infestans do rabanete, batata) • 1987 – Sclerotinia sp. (requeima da couve e destruiu Do Japão, USA e Dinamarca para o repolho - as plantações, causando a morte por inanição de 1,5 milhão de pessoas. Brasil; • 1988 – Podridão Rosada da batata - Da 2. Holanda para o Brasil; ARROZ: Em Bengala, em 1943. O fungo Helminthosporium oryzae (mancha-parda do • 1989 – Sclerotinia sp. do rabanete e salsa - Da arroz) provocou a “fome Dinamarca para o Brasil. de Bengala”, com mais de 2 milhões de pessoas mortas pela fome. Foto: Quarentenário no ICRISAT - Índia
  • 10. AÇÕES PREVENTIVAS AÇÕES PREVENTIVAS SISTEMÁTICAS E CONTÍNUAS DEVEM SER TOMADAS PARA SE EVITAR A ENTRADA DE PRAGAS AINDA NÃO REGISTRADAS NO BRASIL, COMO: Swollen shoot - virose do cacaueiro
  • 11. Cisto da batata Golden nematoid Outro exemplo de praga que ronda o país é o Cisto da batata.
  • 14. Neste gráfico é possível verificar que quanto menor a estrutura vegetal intercambiada, menor o risco de levar consigo uma praga. E, quanto mais asséptico, menor o risco da existência de uma praga.
  • 15. RELAÇÃO SEGURANÇA/RISCO NESTE GRÁFICO OBSERVA-SE QUE QUANTO MAIOR O PERÍODO DE INSPEÇÃO CUIDADOSA EM QUARENTENA, MENOR É O RISCO DO ESCAPE DE UMA NOVA PRAGA NO PAÍS. Foto: Quarentenário, de segurança máxima, no ICRISAT, Índia
  • 16. CUIDADOS E MEDIDAS QUARENTENÁRIAS Cuidados: 1) Em primeiro lugar deve-se ter o conhecimento da situação das pragas, dentro e fora do país, detectando-se quais as que serão objeto da quarentena, verificando o ciclo praga/planta. 2) Em segundo lugar, o especialista deve ter em mente que a quarentena de germoplasma não deve prejudicar o trabalho dos melhoristas, sendo demasiadamente morosa. •Medidas quarentenárias: Inspeção fitossanitária e interceptação de pragas em pontos de entrada, quarentena de pós-entrada. Proibição, restrição ou requisição de tratamentos quarentenários para a importação de produtos provenientes de países onde espécies de pragas de importância quarentenária são conhecidas. Pode-se também solicitar que os produtos sejam provenientes de áreas livres de pragas (Brasil, 1995). Foto: Quarentena de Heliconia, no IAC.
  • 17. QUARENTENA INTERNA QUARENTENA INTERNA No Brasil, para evitar que as pragas se dispersem para outras regiões, sugere-se uma quarentena interna dos acessos, quando se tratar de germoplasma oriundo de expedições científicas de coleta ou quando for originário de regiões onde haja restrições ao trânsito de germoplasma.
  • 18. TRÂNSITO INTERNO Existem portarias que definem os locais onde há restrição de trânsito de germoplasma vegetal no Brasil, onde estabelecem o tipo do material que é restrito bem como as medidas que devem ser adotadas. Apresentamos uma tabela com algumas destas espécies de trânsito restrito. FOTO: TÉCNICO DO CENARGEN COLETANDO GERMOPLASMA DE ARACHIS (GLOCIMAR P.SILVA)
  • 19. EXEMPLO DE ÁREA DE RISCO PARA SE ACESSAR GERMOPLASMA ÁR DE INCIDÊNCIA EA DE FERR UGEM ASIÁTICA DA SOJA NO BR ASIL P hakopsora pachyrhizi 2003 Área Epidêmica A DEFESA SANITÁRIA UTILIZA-SE DESTES DADOS PARA ISOLAR ÁREAS PARA PRAGAS A2.
  • 20. OFICIALMENTE SÃO 07 SERVIÇOS DE DEFESA e 28 POSTOS DE VIGILÂNCIA NO BRASIL Situação Atual(*) (em operação): Total 106  PONTOS DE INGRESSO - FRONTEIRAS - 24  ADUANAS ESPECIAIS - 35  PORTOS ORGANIZADOS - 27  AEROPORTOS INTERNACIONAIS - 20 (*)Criados informalmente nas DFA´s com as mais diversas denominações (PDA, UVA, RR, ER) com o objetivo de atender as demandas do comercio internacional.
  • 21. São muitos os trabalhos desenvolvidos pelo Serviço de Defesa Sanitária brasileiro, dentre os quais podemos citar o trabalho no controle da mosca da carambola.
  • 22. COMO É UMA ESTAÇÃO QUARENTENÁRIA? No caso deste quarentenário você pode observar, nas extremidades da planta, edificações para higiene, tratamento de solo e assepcia dos acessos, bem como para manutenção de materiais utilizados no quarentenário ESQUEMA DO QUARENTENÁRIO DA ANTIGA COOPERSUCAR Uma estação quarentenária se baseia em casas-de-vegetação para o acompanhamento das plantas vivas e em laboratórios de fitossanidade (bactérias, fungos, vírus, nematóides) para o acompanhamento das pragas. Logicamente que os especialistas em fitossanidade são aqueles que comandam o processo. Foto: Quarentenário Federal em Hyderabad - Índia
  • 23. QUARENTENÁRIO FEDERAL DA EMBRAPA/CENARGEN - DF Desde a sua criação, o Cenargen já movimentou cerca de 500 mil acessos, detectando mais de 100 pragas exóticas de risco quarentenário. Exemplos recentes de interceptação de pragas exóticas: Globodera sp. (nematóide da batata) oriundo do Canadá, Ditylenchus dipsaci e Pratylenchus scribneri em mudas de bromélias oriundas da Colômbia.
  • 24. QUARENTENÁRIO Jaguariúna O quarentenário Costa Lima da Embrapa Meio Ambiente, é Responsável pela quarentena de organismos benéficos. Autorizado desde 1991, tem as atribuições de introduzir e quarentenar organismos para fins de pesquisa em controle biológico; manter registro das introduções e pesquisar aspectos de controle biológico; emitir pareceres técnicos sobre a conveniência de introduções; apoiar a erradicação de organismos e seus agentes de controle indesejáveis. Foto: Quarentenário Costa Lima, da Embrapa Meio Ambiente
  • 25. QUARENTENÁRIO DO IAC O IAC está credenciado pela Defesa Sanitária para realizar a quarentena de plantas no Estado de São Paulo, desde 15 de maio de 1998 (D.O.U. nº 91). O IAC está credenciado pela CTNBIO para efetivar quarentena de germoplasma transgênico no Estado de São Paulo, desde 04 de setembro de 1998 (Certificado de Qualidade e Biossegurança nº 0065/98, D.O.U. nº 170).       Foto: Quarentena de batata, no IAC
  • 26. TÉCNICAS UTILIZADAS Técnicas mais usuais utilizadas para inspeção de quarentena: • BACTÉRIAS: sintomatologia em plântulas, germinação em papel toalha, meios seletivos e isolamento direto (SCHAAD,1982); • FUNGOS: exame direto, plaqueamento em meio de cultura e papel filtro. Tratamentos consecutivos para limpeza (NEEGARD, 1973 e 1978; TUITE, 1969); • INSETOS: exame de presença de ovos, vestígios de ataque e do próprio inseto vivo, em sala a prova de insetos; • NEMATÓIDES: trituração, peneiramento em funil de Baermann, bem como flutuação para extração de cistos (JENKINS, 1964; BYRD et al.,1966). • PLANTAS DANINHAS: exame visual de presença de sementes e plantio para identificação taxonômica; • VÍRUS: sintomatologia de plântulas, serologia, uso de plantas indicadoras, microscópio eletrônico, cultura de meristema, caracterização genética (KITAJIMA, 1965; OUTCHERLONY, Foto: Inspeção no Quarentenário IAC, José Nelson Fonseca (CENARGEN) e Tarcisio Prezoto (DFA) 1968; HAMPTON et al., 1978).
  • 27. OS CUIDADOS VÃO DESDE AS INSPEÇÕES FITOSSANITÁRIAS NO CAMPO ATÉ A INSPEÇÃO FITOSSANITÁRIA NO PONTO DE SAÍDA. OS CUIDADOS COM A FITOSSANIDADE, NAS ATIVIDADES DE EXPORTAÇÃO, SÃO MUITO IMPORTANTES PARA OS PAÍSES IMPORTADORES BEM COMO PARA A RESPEITABILIDADE DA INSTITUIÇÃO E DO PAÍS FOTO: INSPEÇÃO DE EXPORTADOR.EXPORTAÇÃO NO ICRISAT – ÍNDIA –ATRAVÉS DE RAIOS X - SEMENTES
  • 28. A CHAMADA QUARENTENA DE EXPORTAÇÃO A quarentena de exportação refere-se a um período que vai desde as inspeções de campo, passando pela limpeza no momento da embalagem, até a sua liberação no ponto de saída, pela DFA. A sanidade do germoplasma é de responsabilidade do pesquisador exportador. O pesquisador exportador deve solicitar do importador a relação das exigências fitossanitárias do país que vai receber o material, para que o Certificado Fitossanitário contenha todas as informações; ainda deve solicitar que envie o Import Permt. O pesquisador exportador deve, ainda, preparar o material e a embalagem adequadamente à sobrevivência do germoplasma durante oefetuados pelo ICRISAT na exportação de germoplasma Foto: Passos seu transporte.
  • 29. BIBLIOGRAFIA 1. Hewitt, W.B. & Chiarappa, L. Plant Health and Quarantine in International Transfer of Genetic Resources. CRC Press, Inc. Cleveland: 1977, 347p. 2. Giacometti, D.C. Introdução e Intercâmbio de Germoplasma. In: Araujo, S.M.C. & Osuna, J.A. eds. Anais Encontro sobre Recursos Genéticos. Jaboticabal: Unesp & CENAREN. 43-55p. 1988. 3. Batista, M.F, Fonseca, J.N.L., Tenente, R.C.V., Mendes, M.A.S., Urben, A.F., Oliveira, M.R.V., Ferreira, D.N. Intercâmbio e Quarentena de Germoplasma Vegetal. Brasília: Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento. v6. pg.32-41, 1988. 4. Veiga, R.F.A. Intercâmbio e Quarentena de Recursos Fitogenéticos. In: Beretta, A & Rivas, M. Coords. Estrategia en recursos fitogenéticos para los países del Cono Sur. Montevideo, IICA. pg. 59-64. 2001. 5. Vilella, E.F. Histórico e Impacto das pragas introduzidas no Brasil/ Eds;