SlideShare uma empresa Scribd logo
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
  DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS – XIV
          Colegiado de Letras com Inglês




        ANA CLÉCIA DA SILVA SANTOS




A leitura em sala de aula de Língua Inglesa




               Conceição do coité
                     2012
ANA CLÉCIA DA SILVA SANTOS




A leitura em sala de aula de Língua Inglesa




              Monografia apresentada à Universidade do Estado
              da Bahia - Campus XIV como requisito final para
              conclusão do Curso de Letras com habilitação em
              língua Inglesa.

              Orientador: Prof. Fernando Sodré.




              Conceição do coité
                    2012
Agradecimentos


Agradeço a Deus pelas oportunidades que me são dadas na vida, principalmente
por ter conhecido pessoas interessantes no decorrer de mais essa caminhada, mas
também por ter vivido fases difíceis, que foram matérias-primas de aprendizado.


Aos meus pais e irmãos pelo apoio e carinho oferecidos em todo momento de minha
vida e principalmente neste.

Ao meu professor orientador Fernando Sodré pela orientação e incentivo a
construção deste trabalho.

Aos meus amigos e colegas de curso, Pela cumplicidade, ajuda e amizade.

Aos demais professores que direta ou indiretamente me ajudaram no decorrer dessa
caminhada.

"A cada vitória o reconhecimento devido ao meu Deus, pois só Ele é digno de toda
honra, glória e louvor" Senhor, obrigada pelo fim de mais essa etapa.
RESUMO


Considerando a leitura um elemento fundamental no processo de aprendizagem,
organização e construção do conhecimento, buscou-se através de diversos textos,
um apoio teórico para a proposta deste trabalho que se dedica a valorizar a leitura
em língua inglesa na formação do estudante. Aliando teoria e pratica, apresenta se
um texto objetivo que tem como finalidade levar o professor a compreender melhor
como é o processo de leitura e proporcionar a melhoria do desempenho e o gosto
pela leitura entre os alunos, criando e despertando o interesse dos mesmos. Foi feita
uma pesquisa de campo que teve como objetivo analisar como é a pratica da leitura
em sala de aula de LI. Os resultados mostram que foi possível perceber que os
professores precisam rever seus conceitos em relação à forma de trabalhar as
estratégias de leitura com seus alunos para que estes se motivem a gostar da leitura
em LI.

Palavras-chave- Leitura. estratégias de leitura. ensino/aprendizagem.
ABSTRACT

Taking into consideration the reading as a fundamental element in the learning
process, in the organization and in the knowledge building, we aimed at, based on
several readings, providing a theoretical support for the purpose of this work which
has as its objective to value the reading in English during the student´s course
attendance. By Combining theory and practice, an objective text is presented which
intends to help teachers to understand better how the reading process is and to
provide the improving of performance and the pleasure for reading among students.
Besides, it aims at creating and calling students´ attention to reading. A field
research was made and intended to analyse how the practice of reading in English
is. The results show that it was possible to notice that teachers need to reflect on
their beliefs in relation to how to work with reading with their students so that they get
motivated and start enjoying reading in English.

Keywords- Reading. reading strategies. teaching /learning.
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO-------------------------------------------------------------------------------------------6


1 ESTRATÉGIAS DE LEITURA NA AULA DE LÍNGUA INGLESA-----------------------8
1.1 Conceitos sobre leitura e estratégias------------------------------------------------------8
1.2 Os PCNs e a leitura na aula de Língua Estrangeira----------------------------------10
1.3 Alguns tipos de estratégias de leitura usualmente aplicadas na aula de
    Língua Inglesa------------------------------------------------------------------------------------12
1.4 A variedade de gêneros discursivos e as estratégias de leitura em Língua
Inglesa---------------------------------------------------------------------------------------------------14


2   METODOLOGIA----------------------------------------------------------------------------------17


3   ANÁLISE DE DADOS--------------------------------------------------------------------------19


CONSIDERAÇÕES FINAIS-----------------------------------------------------------------------24


REFERÊNCIAS---------------------------------------------------------------------------------------25


APENDICES-------------------------------------------------------------------------------------------26
6



                                   INTRODUÇÃO


      A leitura é uma das habilidades que atende as necessidades educacionais, e
que o aprendiz pode usar em seu próprio meio. É, assim, uma das habilidades que o
aprendiz pode continuar a usar autonomamente ao termino de seu curso de LE.
Uma vez que ela é uma prática indispensável em qualquer meio e constitui um dos
fatores essenciais para aquisição do conhecimento. O desenvolvimento desta
habilidade em língua inglesa oferece a possibilidade de aumentar conhecimentos
através da exposição continuada a textos escritos que facilitem o processo de
aquisição da linguagem. Alem disso, ―uma boa leitura de textos também é capaz de
fornecer bons modelos de escrita, e proporcionar oportunidades para introduzir
novos temas, para estimular o debate e para o estudo da língua, por exemplo, o
vocabulário, gramática e expressões idiomáticas‖ (RICHARDS, 2002, p. 273).
      Pensando na importância da leitura em LI buscou-se investigar como ela
acontece a em sala de aula de língua Inglesa, pois apesar da exigência do
oferecimento de uma língua estrangeira no ensino fundamental e médio e das
sugestões apresentadas nas diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais –
PCNs (1998), a prática da leitura em língua inglesa nas escolas de ensino
fundamental e médio não tem sido uma atividade prazerosa, participativa e
significativa. O resultado é que os alunos saem do ensino fundamental para o ensino
médio sem noções básicas para a prática de leitura em LE. Diante desta situação, foi
levantada a seguinte questão: Como o professor de língua inglesa vem trabalhando
a habilidade de leitura de textos em sala de aula?
       Esse trabalho objetivou identificar as causas do déficit da habilidade de
leitura em sala de aula de língua estrangeira do ensino público, por meio de
questionários para professores e alunos de LI do ensino fundamental II das escolas
publicas da cidade de Retirolândia. Foi feito uma analise de como acontece à prática
da leitura na sala de aula de língua inglesa. Através da analise do o material didático
usado nas aulas de LI, e avaliando o envolvimento dos alunos nas atividades de
leitura em sala de aula.
    A leitura em língua inglesa é uma maneira de preparar os alunos para a vida.
Mas, para isso, é preciso realizar um trabalho com textos em língua inglesa capazes
de desenvolver no aluno a capacidade de interpretação e compreensão. Sendo
7



importante ressaltar que o uso de estratégias na leitura desses textos em LE é muito
importante, pois ajudará o aprendiz a se desenvolver com mais facilidade. Desta
forma, esse trabalho se justifica por apresentar uma discussão voltada para a
necessidade de desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, com
foco em suas estratégias, e que seja capaz de despertar o interesse do aluno pela
leitura, pelo material assim como o seu envolvimento nas aulas de LI.
   Para este trabalho foi realizada uma revisão bibliográfica que buscou teóricos
conceituados que serviram de base teórica. Esta pesquisa foi feita na forma de
pesquisa de campo. Tendo como participantes professores e alunos do ensino
fundamental II de escolas públicas da cidade de Retirolândia. Para a coleta de
dados foram aplicados questionários. Os dados coletados foram analisados através
de reflexões feitas com base nos teóricos estudados, que ressaltam a importância da
pratica da leitura em Língua Inglesa.
   No primeiro capitulo foi tratado teoricamente da leitura em sala de aula de LI com
o referencial de teóricos da área que embasaram esse trabalho mostrando que
realmente é importante trabalhar leitura em LI, e seus benefícios para professores e
alunos que estão envolvidos no processo de ensino/aprendizagem de LI. No
segundo capitulo foi exposta a metodologia usada para esse trabalho e no terceiro
capitulo foram apresentados os dados e sua respectiva analise que mostra os
resultados da pesquisa reafirmando a base teórica sobre o assunto. E no quarto
capitulo são apresentadas as considerações finais apresentando o resultado de todo
o estudo realizado.
8



1 ESTRATÉGIAS DE LEITURA NA AULA DE LÍNGUA INGLESA


      A leitura em língua inglesa é muito importante, pois ajuda a preparar os
alunos para a vida. Neste capitulo, serão abordados os conceitos de leitura e
estratégias, bem como o que os PCNs falam sobre a leitura em aula de LI, e
algumas das estratégias que são usadas nessas aulas. Serão também abordados os
gêneros discursivos na aula de LI.


1.1Conceitos sobre leitura e estratégias


      Uma das atividades fundamentais desenvolvidas pela escola para a formação
dos alunos é a leitura. Essa por sua vez é uma extensão na vida das pessoas. A
maioria do que se aprende na vida é conseguido por meio da leitura, então se pode
dizer que ela é de fundamental importância na vida de um aprendiz de língua
estrangeira.   Já   que   a   mesma    proporciona   aquisição   de   vocabulário   e
desenvolvimento da habilidade de escrever, e dependendo do objetivo da aula, o
trabalho com pronuncia.
      Segundo Ferreira (2007, p. 91); ―a leitura é um ato de compreensão e de
recriação‖. Para que a leitura possa ser assim definida ela precisa passar do simples
fato de decodificação de códigos, ou seja, a leitura vai além de decifrar letras e
formar palavras. Pois a leitura como um ato de compreensão se concretiza no
momento que o leitor consegue entender a mensagem deixada pelo autor. Esse
entendimento é facilitado pelo conhecimento prévio daquele que ler. E com isso
produz a comunicação necessária para a troca de conhecimento. Disso conclui-se
que a recriação citada acima é a formação ou reafirmação da opinião do leitor.
      Quando um indivíduo ler e compreende o que foi lido, esse por sua vez, tem
muito que contribuir, pois além de adquirir novas informações ele organiza o seu
conhecimento prévio com base na leitura feita. Mas, se ele não entende o que leu,
não poderá fazer contribuições, já que não saberá dizer nada nem organizar o que já
possui de conhecimento de mundo. Portanto, fica claro que o bom gerenciamento da
experiência empírica fará com que o leitor faça boas contribuições nas suas leituras.
      Ainda segundo os PCNs (1998), a leitura é o processo no qual o leitor realiza
um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus
9



objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, e de tudo o que
sabe sobre a linguagem, etc.
      Com isso, o leitor faz uma leitura participativa, pois ele vai está interagindo
com o texto através do seu entendimento sobre o mesmo. A leitura feita com objetivo
específico faz do leitor um bom construtor, isto é, ele constrói o sentido do texto a
partir de tudo que ele já sabe.
      De acordo com os PCNs (1998), é na fase de leitura que o aluno projeta o seu
conhecimento de mundo e a organização textual nos elementos sistêmicos do texto,
isto é, através dos traços lingüísticos que compõem o texto e sua forma de
organização é que o aluno vai projetar seu conhecimento. Com base no nível de
compreensão     previamente        estabelecido,     o    professor    busca     identificar   nas
estratégias de leitura o que o aluno tem como leitor em sua língua materna, e os
itens lexicais e gramaticais que permitem uma compreensão melhor do texto.
      É claro que para níveis de compreensão mais detalhada, a familiarização com
elementos sistêmicos diferentes da língua materna será necessária. É importante
também que o aluno aprenda a descobrir o significado de palavras que não conhece
por meio de pistas contextuais. Da mesma forma, espera-se que o aprendiz esteja
consciente de que não é obrigatório conhecer todos os itens lexicais para fazer uma
boa leitura. Miller 1978 (apud CORACINI, 2002, p. 14) afirma que:


                       ao estudar os itens lexicais, considera que a interpretação semântica dos
                       mesmos estaria acoplada à sua representação formal (significado
                       transcendental, imanente no dizer de Derrida, 1967b). Ao leitor caberia,
                       então, a tarefa de decodificar, Isto é de reconhecer os itens lingüísticos lá
                       conhecidos e des-cobrir (tirar as cobertas) o significado dos itens
                       desconhecidos.


      São importantes as estratégias de integração de uma informação a outra, que
são mecanismos usados para garantir a compreensão do que está sendo lido. O
estabelecimento dos elos coesivos e a utilização de estratégias de inferência
se dá muitas vezes de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que o
leitor têm do tema. É importante que o leitor aprenda a distinguir entre informações
centrais na estrutura do texto e os detalhes, ou seja, para o aprendiz entender um
texto ele observa os detalhes estruturais do mesmo para contribuir com a formação
do sentido do texto.
10



      Podemos perceber que estratégias são meios que o professor ensina, e que o
aprendiz busca para facilitar a sua leitura, quando esta não está muito clara.
Podemos dizer ainda que estratégia é a arte de alcançar resultados. Sendo assim o
aprendiz que usa estratégias de leitura pode ser considerado como um ser
estratégico capaz de analisar e solucionar problemas encontrados em um texto lido
na língua alvo.
      Apesar das estratégias de leitura funcionar para o leitor como instrumento que
facilita a compreensão dos dados contidos no texto, os procedimentos adotados por
cada um são diferentes, uma vez que a forma de assimilação do conhecimento nem
sempre é igual para todos. Algumas pessoas possuem dificuldades para ler, pois
elas acham cansativo, monótono e difícil. Isso acontece porque, na maioria das
vezes, o indivíduo ainda não encontrou um meio estratégico para promover sua
leitura de maneira prática.


1.2 Os PCNs e a leitura na aula de Língua Estrangeira


      Os PCNs definem o leitor competente como alguém capaz de compreender
aquilo que lê, ultrapassando o nível explícito a ponto de identificar elementos
implícitos. Além disso, estabelecer relações entre os textos que lê e outros já
conhecidos, atribuindo-lhes sentidos e ainda justificando e validando a sua leitura a
partir da localização de elementos discursivos. Portanto, nos PCNs, a concepção de
leitura é interacionista. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção,
antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência.
(PCN, 1998, p. 68).
      Uma leitura interacionista produz bons resultados para o leitor, já que este
participa ativamente da construção do sentido do texto usando de seus artefatos,
como sua estrutura social, familiar, e educacional, pois todos esses itens se
relacionam quando uma leitura é feita tendo como base os conhecimentos prévios
de quem ler.
      A aprendizagem da leitura em LE colabora no desenvolvimento de uma
habilidade que é central na escola (MOITA LOPES, 1996). Em outras palavras,
aprender a ler em LE ajuda no desenvolvimento da habilidade de leitura em língua
11



materna, que é uma das fontes de muitos problemas com os quais as crianças se
defrontam na escola em todas as disciplinas.
      De acordo com os PCNs, o aprendizado de língua estrangeira através da
leitura acontece por meio de três tipos diferentes de conhecimentos: o conhecimento
sistêmico, que se refere ao conhecimento da organização lingüística:               o
conhecimento de mundo, também denominado conhecimento prévio, refere-se ao
conhecimento que o aluno já possui sobre o tópico do texto lido, e o conhecimento
de gêneros textuais. Portanto, é importante que o aprendiz leia diversos tipos de
texto para conhecer as variadas estruturas textuais existentes, sendo que o
significado é atribuído ao texto por meio de quem o lê. A leitura supre a necessidade
da educação formal e ao mesmo tempo é uma habilidade que o aprendiz usa em
seu contexto social fora da sala de aula.
      Outro aspecto que deve ser levado em consideração é que se espera que o
professor estimule o seu aprendiz a construir o sentido do texto. Afinal de contas o
construtivismo tem um papel muito relevante no processo de aprendizagem de uma
LE e mais especificamente no desenvolvimento da leitura. A leitura caracteriza-se
como uma habilidade que merece uma atenção especial tanto por parte dos alunos
como do professor, para que ela proporcione um melhoramento pessoal. Um
indivíduo só pode ser considerado um leitor quando passa a compreender o que lê.
Pode- se neste caso afirmar que ler é antes de tudo, compreender, pois não basta
apenas decodificar os signos, mas também se posicionar ante o texto lido deixando
muitas vezes o texto transformar o leitor e o leitor por sua vez transformar o texto
através da sua compreensão. O texto quando lido com intenção de compreendê-lo
tem o poder de transformar o indivíduo em um cidadão crítico e capaz de modificar e
formar conceitos.
      Portanto, espera-se uma leitura participativa, ou seja, que haja uma interação
entre o leitor e o autor, pois um pode contribuir com o outro nesse processo de
construção de sentido.


1.3 Alguns tipos de estratégias de leitura usualmente aplicadas na aula de
Língua Inglesa
12



      A leitura é um momento onde existe uma troca de intenções entre o leitor e o
autor, e neste processo, tenta-se satisfazer muitos objetivos que guiam essa leitura.
Em um processo de aquisição ou aprendizagem de uma língua estrangeira é
relevante compreender a leitura como objeto de conhecimento.
      As estratégias de leitura não são regras que obrigatoriamente devam ser
seguidas e, sim, um conjunto de procedimentos, que podem auxiliar o aluno a atingir
seus objetivos na leitura. Então, é preciso que se ensinem estratégias de leitura para
que haja compreensão do texto lido, já que um dos objetivos é formar leitores
autônomos, capazes de enfrentar de forma inteligente, diversos textos, sobretudo
em Língua Inglesa. O leitor deve ser capaz de relacionar as informações já
existentes com o seu conhecimento prévio durante a leitura de textos que o ajudarão
a formular opiniões, idéias novas e modificar conceitos anteriores.
      No entanto, há também, outras estratégias de leitura com as quais o professor
de língua estrangeira pode trabalhar com os alunos. O uso delas favorece, por
exemplo, ao aprendiz um desenvolvimento melhor, sobretudo em relação ao
vocabulário na língua alvo. Neste caso, o desenvolvimento da habilidade de leitura
de textos em língua inglesa, oferece a possibilidade de aumentar o conhecimento do
léxico. Então, a leitura configura-se como uma habilidade que merece receber uma
atenção especial dos alunos, uma vez que estes nem sempre tem como objetivos,
desenvolver uma proficiência na língua-alvo, mas sim se tornarem aptos a ler textos
neste idioma, seja por lazer, trabalho ou estudo.
      A leitura é uma das habilidades em língua estrangeira mais trabalhada em
nosso país. Ao apresentar a justificativa social para a inclusão da Língua Estrangeira
no Ensino Fundamental, os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) afirmam que:

                    o uso de uma língua estrangeira parece estar, em geral, mais vinculado à
                    leitura de literatura técnica ou de lazer. Note-se também que os únicos
                    exames formais em Língua Estrangeira (...) requerem o domínio da
                    habilidade de leitura. Portanto, a leitura atende, por um lado, às
                    necessidades da educação formal e, por outro, é a habilidade que o aluno
                    pode usar em seu contexto social imediato. (p.20)

      A leitura é muito importante na nossa vida cotidiana, pois ela nos dá suporte
para um desenvolvimento de leitura intensiva e extensiva, e ao mesmo tempo nos
permite usar esse conhecimento no nosso dia-a-dia fora do contexto escolar e essa
leitura quando feita em outro idioma que não o de origem do leitor abre ainda mais
as fronteiras do conhecimento.
13



      Sabemos que ler não é uma tarefa fácil, ler é um fator decisivo na vida do
estudante, pois é através da leitura que ele amplia seu conhecimento, busca
informações, organiza o pensamento, amplia o vocabulário. Alem disso, através do
envolvimento com o texto, ele pode ter contato com outras culturas.
      Diante desse cenário, aparecem as estratégias de leitura em língua
estrangeira que têm a finalidade de ajudar na leitura de textos, pois fazem com que
os estudantes aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais do
mesmo. Existem varias estratégias de leitura. As principais aqui apresentadas serão:
skimming, scanning, leitura intensiva, leitura extensiva.
    Scanning - Estratégia de leitura rápida utilizada quando se lê em busca de
       informação específica no texto, como procurar uma palavra no dicionário, ver
       um artigo num catálogo, procurar um n.º de telefone na agenda, etc.
       Clarke e Silberstein (1997 apud TOTIS, 1991, p. 35) definem scanning como
"leitura na qual o leitor busca uma informação bastante específica (por exemplo,
uma data, um nome, um número)".
      É uma habilidade que ajuda o leitor a obter informação de um texto sem ler
cada palavra. Scanning envolve mover os olhos de cima para baixo na página,
procurando palavras chaves, frase especifica ou idéias. O processo de scanning é
muito útil para encontrar informações específicas. Sendo assim essa estratégia pode
ajudar bastante o aprendiz de LI.
      O leitor que usa o scanning nas suas leituras, principalmente em sala de aula
pode ter o entendimento de um texto com mais rapidez e eficácia, sendo que através
dos pontos específicos que ele observar por meio dessa estratégia ele entenderá do
que se trata o texto e ainda terá seus objetivos de leitura alcançados.
    Skimming – Estratégia de leitura rápida em busca da idéia geral do texto.
       Permite, por exemplo, perceber se determinado texto nos interessa e se vale
       a pena ou não continuar a lê-lo.
      Clarke e Silberstein (1997 apud TOTIS, 1991, p.35) definem skimming como
"leitura rápida para a obtenção do sentido global do texto"
      O processo de skimming permite ao leitor identificar rapidamente a idéia
principal ou o sentido geral do texto. O uso do skimming é freqüente quando a
pessoa tem muito material para ler em pouco tempo. Geralmente a leitura no
skimming é realizada com a velocidade de três a quatro vezes maior que a leitura
14



normal. Diferentemente do scanning, skimming é mais abrangente; exige
conhecimento de organização de texto, a percepção de dicas de vocabulário,
habilidade para inferir idéias e outras habilidades de leitura mais avançadas.
    Leitura intensiva— Consiste na intensidade de uma leitura feita com
      concentração e muito cuidado, buscando compreender exatamente o
      significado do que se lê. Geralmente após esse tipo de leitura o aprendiz tem
      que responder a um questionário, em um determinado prazo estabelecido
      pelo professor, devido à necessidade da informação que está buscando,
      como quando se lê principalmente documentos legais, relatórios acadêmicos
      entre ouros.
      Esse tipo de leitura é usado na maioria das vezes por estudantes, quando
esses querem perceber do que se trata o texto, observando também as estruturas
do mesmo. Por isso que o leitor ao fazer uma leitura intensiva precisa conhecer os
elementos que compõem o texto lido.
    Leitura extensiva— É a leitura feita através da diversidade de livros lidos
      principalmente para o prazer, a fim de obter neles a compreensão geral do
      conteúdo.
      A leitura extensiva pode ser entendida como uma prática de aprendizagem
relevante, já que envolve o desenvolvimento de diversas competências relativas ao
estudo da língua em suas dimensões formal, e sociocultural, que vão além de
atitudes e valores, ao mesmo tempo em que ao desenvolverem a habilidade de ler,
os alunos melhoram a capacidade de aprender a língua estrangeira estudada.


1.4 A variedade de gêneros discursivos e as estratégias de leitura em Língua
Inglesa
      Os gêneros discursivos se referem aos vários tipos de textos tais como:
descrição, dissertação, narração, romance, fábula, parábola, notícia, certidão, carta,
tese, artigo, etc. Eles possuem características próprias em relação à forma,
conteúdo entre outros. Esses são os detalhes que determinam a que tipo de gênero
cada texto pertence. São muitos os tipos de textos existentes, portanto o professor
precisa passar para o aluno na aula de leitura as informações necessárias para que
eles percebam os fatores que constituem um enunciado. De acordo com Bakhtin
(1992),
15




                     para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras
                     palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e
                     relativamente estável de estruturação de um todo. Possuímos um rico
                     repertorio dos gêneros do discurso orais (e escritos). (p. 301).


      Nessa perspectiva, podemos entender que os gêneros discursivos nos
permitem entender melhor o sentido do texto. Sendo assim os gêneros textuais são
entendidos como ferramentas indispensáveis para compreensão de cada tipo de
socialização, seja ele por meio de texto escrito ou falado. Para Bazerman (2006, p.
76) ―a familiarização com os gêneros e registros, correspondentes aos sistemas de
que as pessoas participam, permite que o indivíduo, de alguma forma, compreenda
a complexidade das interações e equacione seus atos comunicativos em relação às
ações comunicativas de muitas outras pessoas‖.
      Toda leitura é feita com um objetivo específico, quem ler, o faz porque quer
algo dessa leitura, como: lemos para obter informações, para adquirirmos idéias
novas, e até mesmo por prazer. Muitas vezes os objetivos da nossa leitura são
inconscientes, mas, o fato é que sempre existe um objetivo para ela, seja para
aplicação prática, aprendizagem, ou entretenimento.
      Na aula de leitura pode se usar de acordo com os gêneros textuais diversas
estratégias. Por exemplo, se lemos um texto do gênero receita culinária podemos
usar a estratégia de scanning, já se lemos um texto de gênero literário podemos usar
a estratégia de skimming, como também pode ser usado a leitura intensiva no caso
de um estudo minucioso do texto, ou pode ser usado a leitura extensiva se esta for
como forma de conhecimento geral do texto em questão. O conhecimento dos
gêneros textuais possibilita a realização de leituras mais eficientes, pois permite ao
leitor localizar informações mais rápidas.
      Porém, assim como é importante o conhecimento dos gêneros é também
importante o conhecimento das estratégias para que essas possam ser trabalhadas
em conjunto para assim promover um bom resultado na compreensão do leitor ante
o texto. Uma vez que a nossa comunicação seja ela através de texto ou não, é
sempre feita por meio de gêneros discursivos. Precisamos então estar sempre
conectados com os mesmos para podermos distingui-los quando formos fazer
leituras, sejam elas por um motivo ou outro.
16



      Segundo Coracini (2002, p.15) ―a leitura como processo discursivo se
encontra na interface entre a análise do discurso e a desconstrução que considera o
ato de ler como um processo discursivo no qual se inserem os sujeitos produtores de
sentido‖. Sendo assim esse processo discursivo acontece com a colaboração tanto
do autor como do leitor do texto, pois ambos colocam em questão suas ideologias e
seus aspectos e conhecimentos sócio-cultuais para formação de sentido.
17



2 METODOLOGIA



      Para a realização desse trabalho foi feito inicialmente uma pesquisa
bibliográfica, por ser a melhor forma de buscar suporte e reflexões a cerca do tema
em questão. Essa investigação foi realizada por meio de um estudo minucioso da
prática de ensino de leitura em sala de aula de língua inglesa, utilizando alguns
teóricos que tratam do assunto como: Campos (2006), Consolo (2004), Harmer
(2007), Leventhal (2007), Moita Lopes (1996), Richards (2002), Bakhtin (1992),
Bazerman (2006). Coracini (2002). Totis ( 1991). Além dos PCNs (1998). Dentre
outros.
      Foi feito também uma pesquisa de campo onde foram feitas observações em
salas de aula de língua inglesa do ensino fundamental nas escolas Valdeci Lobão,
Antonio Militão Rodrigues, e Escola Yeda Barradas Carneiro, todas situadas na
cidade de Retirolândia e foi feito também questionários para coletar dados. Das três
escolas foram entrevistados 4 professores e 40 alunos, todos do ensino fundamental
II, pois estes foram vistos como objetos fundamentais neste estudo de campo.
      Esse estudo não se caracteriza apenas por informações advindas de material
bibliográfico, mas, também, pela inserção da pesquisa de campo que visa conseguir
informações concretas sobre determinado problema para o qual se procura uma
resposta. O interesse da pesquisa de campo está voltado para o estudo de
indivíduos, grupos, comunidade, instituições e outros campos, visando à
compreensão de vários aspectos da sociedade. É uma investigação empírica, que
se realiza no local onde ocorre um fenômeno, dispondo de elementos, como, por
exemplo, questionários, entrevistas e testes para coletar os dados e desenvolver a
pesquisa, (VERGARA, 1998). Com base nesse contexto esse trabalho visa estudar
como acontece a leitura em sala de aula de LI.



2.1 Dados da pesquisa

      A pesquisa de campo foi desenvolvida por meio de observações realizadas no
período do estágio e foram feitos questionários com o objetivo de saber se realmente
os professores estão trabalhando a leitura por meio de estratégias em suas aulas, os
quais foram respondidos por professores e alunos das escolas de ensino
18



fundamental, Valdecy Lobão, Antonio Militão Rodrigues e Yêda Barradas Carneiro.
Todos os professores atuam no ensino de língua inglesa alem de outras disciplinas.

      A escola Municipal Valdecy Lobão possui em seu ambiente interno, as salas
de aula, uma biblioteca, secretaria, sala de professores, cozinha, sala de vídeo. As
outras escolas possuem as mesmas instalações sendo que as mesmas não
possuem sala de vídeo.

      Todas as escolas possuem aparelhos de TV,               DVD, microssistem,
computadores com acesso a internet, retroprojetores com data show, TV pen drive.

      Dos quatro professores entrevistados um afirma ser formado em Letras com
habilitação em Inglês, um é formado em geografia possuindo experiência no ensino
de inglês, e dois afirmaram serem formados em Letras com habilitação em
português, inglês e literaturas. Foram entrevistados também 40 alunos todos do
ensino fundamental II.
19



3 ANÁLISE DE DADOS




      Foram analisadas as respostas dos questionários aplicados tanto aos alunos
como aos professores e percebi que por parte dos alunos ainda é muito vago o
interesse pela leitura em língua inglesa, levando em consideração as respostas da
maioria dos alunos entrevistados. Aos alunos foram feitas as seguintes questões:

1- Você consegue fazer a leitura dos textos propostos pelo seu professor de língua
inglesa? 0

      Nas turmas 1 e 3, 12 dos 20 alunos responderam que só conseguem fazer a
leitura com a ajuda do professor. Na turma 2, cerca de 6          disseram que só
conseguem ler algumas palavras. Na turma 4, os alunos responderam em sua
maioria que não conseguem fazer a leitura dos textos.

      Segundo Ferreira (2007, p. 91); ―a leitura é um ato de compreensão e de
recriação‖. Mas apesar de acreditarmos nessa afirmação podemos perceber que
esses alunos não estão vivenciando essa afirmação já que eles afirmam que não
conseguem compreender os textos apresentados a eles.




2- Como seu professor tem trabalhado os textos nas aulas de leitura?

      Em relação à segunda pergunta feita nas quatro turmas pesquisadas os
alunos responderam que os professores trabalham com tradução dos textos.

      De acordo com os estudos feitos pode-se perceber que a tradução não e o
melhor método de se trabalhar a leitura em sala de aula para isso os PCNs afirma
que a concepção de leitura é interacionista. Trata-se de uma atividade que implica
estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é
possível proficiência. (PCN, 1998, p. 68).



3- O seu professor ensina estratégias de leitura para facilitar o entendimento dos
textos lidos?
20



        Nas quatro turmas os alunos responderam que os professores usam
estratégias, mas só foi citado o uso de cognatos e de palavras já conhecida no texto.
Ficando claro que os professores estão conscientes de que o uso de estratégias é
importante, apesar de usarem apenas essas citadas acima.

        Também não se pode usar apenas um ou dois tipos de estratégias nas aulas
de leitura, pois nem sempre uma estratégia serve para todos os alunos.

4-Os textos trabalhados pelo seu professor de língua inglesa têm alguma relação
com o seu dia-a-dia?

        Em relação a este questionamento os alunos das turmas 1 e 2 disseram que
as vezes sim, já os das turmas 3 e 4 disseram que sempre existe relação dos textos
propostos com o seu dia a dia.

        Pode se perceber com isso que essa atitude de usar textos que tenham
relação com o dia a dia dos alunos estimule os mesmos a se interessarem pelas
aulas

5-Você gosta de ler textos em inglês?

        Em relação a ultima pergunta feita os alunos de todas as turmas pesquisadas
responderam que não gostam de ler textos em inglês porque não conseguem
entender os textos, pois não conhecem o vocabulário dos mesmos.

        Com essa afirmação vinda dos alunos pode se perceber que o uso das
estratégias de leitura é fundamental para que haja compreensão dos textos pelos
alunos principalmente por aqueles que não possuem um vocabulário suficiente para
ler.

        Quanto aos professores foram feitas as seguintes perguntas:

1-Como você tem trabalhado a leitura em suas aulas?

        O professor 1 respondeu que trabalha com atividades de interpretação. O
professor 2 respondeu que trabalha com leitura de imagens e procura fazer uma
leitura dinâmica para melhor compreensão dos alunos. O professor 3 respondeu que
usa textos curtos por causa da dificuldade dos alunos. O professor 4 respondeu que
21



trabalha com leitura de imagens, dá prioridade as palavras conhecidas e voltada
sempre para os conteúdos gramaticais.

        Foi percebido nesse primeiro questionamentos que existe uma variedade na
forma de trabalhar os textos que os professores propõem aos alunos em sala de
aula.

2- Que tipo de texto você (autêntico ou de livro didático) você tem utilizado em suas
aulas?

        O professor 1 respondeu que usa textos de livros didáticos assim como
charges. O professor 2 respondeu que busca textos de fácil vocabulário na internet .
o Professor 3 respondeu que na maioria das vezes usa textos de livros didáticos
mas que também usa textos autênticos. O professor 4 respondeu que usa
principalmente textos de livros didáticos.

        Podemos perceber que mesmo variando as fontes de busca para os textos
que os professores utilizam o livro didático ainda continua em alta, mesmo que um
ou dois já estejam abrindo espaço para os textos de internet ou coisa parecida e
para isso podemos citar Bakhtin (1992) quando ele afirma que:

                      para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras
                      palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e
                      relativamente estável de estruturação de um todo. Possuímos um rico
                      repertorio dos gêneros do discurso orais (e escritos). (p. 301).



3-Os alunos tem se envolvido de forma satisfatória nas aulas de leitura?

        O professor 1 respondeu que no inicio os alunos tiveram resistência quanto a
leitura em língua inglesa mas com o tempo eles passaram a se envolver melhor nas
aulas. O professor 2 respondeu que sim e ainda disse que os alunos tem
curiosidade quanto a disciplina. O professor 3 respondeu que os alunos não se
envolvem nas aulas e ainda demonstram rejeição quanto a disciplina. O professor 4
respondeu que os alunos não se envolvem nas aulas de leitura e ele acrescenta
que talvez seja por conta da dificuldade que eles tem em relação a disciplina.

4-Quais são os tipos de estratégias de leitura que você tem usado em suas aulas?
22



      O professor 1 respondeu que usa a repetição de palavras, leitura de imagens,
palavras transparentes e cognatos. O professor 2 respondeu que faz leitura de
imagens, leitura previa para identificar os cognatos. O professor 3 respondeu que
identifica as palavras conhecidas bem como a leitura de imagens. O professor 4
respondeu que usa as técnicas de descobrimento das palavras cognatos, explora o
vocabulário já conhecido, varredura do texto para extração das idéias principais.

      Com essas respostas pode se perceber que a variação no uso das
estratégias é muito pouco. Sabemos que as estratégias de leitura não são regras,
porem elas ajuda muito no entendimento dos textos com isso é preciso que se
ensinem estratégias de leitura para que haja compreensão do texto lido, já que um
dos objetivos é formar leitores autônomos, capazes de enfrentar de forma
inteligente, diversos textos, sobretudo em Língua Inglesa. Então é preciso que se
ensinem outras estratégias de leitura com as quais o professor de língua estrangeira
pode trabalhar com os alunos. O uso delas favorece, por exemplo, ao aprendiz um
desenvolvimento melhor, sobretudo em relação ao vocabulário na língua alvo.

      Percebe-se que o uso das estratégias de scanning e sakimming não são
ainda usadas pelos professores entrevistados, porem essas estratégias tem a
finalidade de ajudar na leitura de textos, pois fazem com que os estudantes
aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais do mesmo. O leitor que
usa o scanning nas suas leituras, principalmente em sala de aula pode ter o
entendimento de um texto com mais rapidez e eficácia, sendo que através dos
pontos específicos que ele observar por meio dessa estratégia ele entenderá do que
se trata o texto e ainda terá seus objetivos de leitura alcançados. Ao mesmo, o
tempo processo de skimming permite ao leitor identificar rapidamente a idéia
principal ou o sentido geral do texto.
5-Você tem percebido que o aprendizado dos seus alunos tem tido bom
desenvolvimento no aprendizado por meio das aulas de leitura?

      O professor 1 respondeu que mais ou menos pois os alunos não se
interessam pela disciplina. O professor 2 respondeu que na maioria das vezes sim
ficando assim mais fácil para contextualizar a leitura. O professor 3 respondeu que
uma parte dos alunos sim pois são os que se interessam, ela ainda citou a
23



dificuldade por conta da falta de material. O professor 4 respondeu que existe uma
variação nos resultados pois nem todos se envolvem de forma satisfatória.

6- Qual a sua formação acadêmica?

      O professor 1 respondeu que é formada em Letras com Inglês. O professor 2
respondeu que é formada em Geografia, mas que possui experiência com o ensino
da língua inglesa. O professor 3 respondeu que é formada em Letras com
habilitação em português, inglês e literatura. O professor 4 respondeu que é formado
em Letras com habilitação em português, inglês e literaturas.

      Nenhuns dos professores disseram estar fazendo algum curso de formação
continuada para melhorar o seu trabalho com os alunos.

      Ao longo desse estudo foram tidas como base as observações bem como a
revisão bibliográfica para constatar que no processo ensino/aprendizagem deve
haver um comprometimento por parte tanto dos alunos como dos professores.
Sendo que o professor é o mediador entre o aluno e o que ele estiver estudando,
então fica para o professor a responsabilidade de motivar os alunos quanto à leitura
em língua inglesa.
24




                            CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Diante de tudo que foi mostrado nesta pesquisa fica evidente que já existe
uma preocupação em relação à prática de leitura em sala de aula de língua inglesa.
Apesar de que a prática de leitura em língua inglesa ainda não é suficiente, pois
infelizmente existe uma resistência por parte tanto dos alunos como dos professores
que ainda não se conscientizaram por completo da real importância da leitura na
vida de um estudante de língua inglesa e isso acaba por mostrar que eles ainda
estão desmotivados e muitas vezes se esquecem de que a leitura na sala de aula é
muito alem do que decodificar um texto, pois ela vai muito, além disso, os PCNs
(1998), diz que é na fase de leitura que o aluno projeta o seu conhecimento de
mundo. Então os professores precisam se conscientizar disso para estimular seus
alunos a gostar de ler em LI, porque com essa leitura ele vai ter suas fronteiras do
conhecimento abertas para novas culturas.
      Contudo é preciso entender que não se deve atribuir tudo isso a todos os
professores, pois alguns já estão tentando usar de novos conceitos para trabalhar
leitura com seus alunos, como foi visto na analise dos dados coletados nesta
pesquisa. Pode ser percebido também que o professor precisa ter uma formação
continuada, pois com a entrevista feita por meio dos questionários ficou evidente que
alguns professores não tem se preocupado em buscar aprender a usar novas
estratégias de leitura para passar para seus alunos.
25



                                  REFERÊNCIAS

Brasil. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental: língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental – Brasília:
MEC/SEF, 1998.

BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BAZERMAN, C. Escrita, gênero e interação social. São Paulo: Cortez, 2006.

CORACINI, Maria José Rodrigues Ferreira. O jogo discursivo na aula de leitura:
Língua materna e Língua estrangeira. 2 ed. Campinas, SP:Pontes,2002.

CAMPOS, G. P. C. As crenças sobre leitura em língua estrangeira de uma
professora e seus alunos: um estudo de Caso. Dissertação (Mestrado em Letras e
Lingüística) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2006.

CONSOLO, Douglas Altamiro, VIEIRA-ABRAHÃO, Maria Helena. Pesquisas em
Linguística Aplicada: ensino e aprendizagem de língua estrangeira. São Paulo:
Editora UNESP, 2004.

HARMER, Jeremy. How to Teach English: an introduction to the practice of English
language teaching. 2 ed. Harlow: Longman, Pearson, 2007.

HARMER, Jeremy. The Practice of English Language Teaching Book. 4 ed.
Harlow: Longman, Pearson 2007.

LEVENTHAL, Lilian Itzicovitch; ZAJDENWERG Ruth Bron; SILVÉRIO, Tatiana.
Inglês é 11! O ensino de inglês no ensino fundamental I. Barueri, SP: Editora Disal,
2007.

MOITA LOPES, L. P. A função da aprendizagem de línguas estrangeiras na escola
pública. In: MOITA LOPES, L. P. Oficina de Lingüística Aplicada. Campinas, SP:
Mercado de Letras. 1996.

RICHARDS, Jack C.; RENANDYA, Willy A. Methodology in Language Teaching:
an anthology of current practice. New York: Cambridge University Press, 2002.

TOTIS, V. P. Língua Inglesa: leitura. São Paulo: Cortez, 1991.
VERGARA, Silvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 2
ed. São Paulo: Atlas, 1998.

MARCONI, M. A e LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2002.
26



                                   APÊNDICE A

Questionários aplicados para a coleta de dados:



            UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

            DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV – Conceição do Coité
            COLEGIADO DO CURSO DE LETRAS

            Componente curricular: TCC- Trabalho de conclusão de curso

            Discente- Ana Clécia da Silva Santos

            Professor orientador: Fernando Sodré

            Questionário para coleta de dados



                           Questionário para professor

1-Como você tem trabalhado a leitura em suas aulas?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

2- Que tipo de texto você (autêntico ou de livro didático) você tem utilizado em suas
aulas?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

3-Os alunos tem se envolvido de forma satisfatória nas aulas de leitura?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

4-Quais são os tipos de estratégias de leitura que você tem usado em suas aulas?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________
27




5-Você tem percebido que seus alunos tem tido bom desenvolvimento no
aprendizado por meio das aulas de leitura?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

6- Qual a sua formação acadêmica?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________
28



                                  APÊNDICE B




            UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

            DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV – Conceição do Coité
            COLEGIADO DO CURSO DE LETRAS

            Componente curricular: TCC- Trabalho de conclusão de curso

            Discente- Ana Clécia da Silva Santos

            Professor orientador: Fernando Sodré

            Questionário para coleta de dados



Questionário para aluno

1- Você consegue fazer a leitura dos textos propostos pelo seu professor de língua
inglesa?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

2- Como seu professor tem trabalhado os textos nas aulas de leitura?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________

3- O seu professor ensina estratégias de leitura para facilitar o entendimento dos
textos lidos?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
__________________________________________________

 4-Os textos trabalhados pelo seu professor de língua inglesa têm alguma relação
com o seu dia-a-dia?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
29



___________________________________________________________________
___________________________________________________

5-Você gosta de ler textos em inglês?

___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
______________________________

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Projeto libras setores públicos municipal
Projeto   libras setores públicos municipalProjeto   libras setores públicos municipal
Projeto libras setores públicos municipal
marisavi1679
 
Plano de intervenção de português 2011
Plano de intervenção de português 2011Plano de intervenção de português 2011
Plano de intervenção de português 2011
EDMIRSON OLIVEIIRA
 
Task based language teaching (formato 2010)
Task based language teaching (formato 2010)Task based language teaching (formato 2010)
Task based language teaching (formato 2010)
Patrmartin
 
Planning goals and learning outcomes
Planning goals and learning outcomesPlanning goals and learning outcomes
Planning goals and learning outcomes
kuncoro46
 
Competency based language teaching
Competency based language teachingCompetency based language teaching
Competency based language teaching
Ebru Eylem Geçkil Maroney
 
Projeto de intervenção modelo
Projeto de intervenção modeloProjeto de intervenção modelo
Projeto de intervenção modelo
Prefeitura Municipal de Parnaíba-PI
 
Integrating Skills Growing Talents
Integrating Skills   Growing TalentsIntegrating Skills   Growing Talents
Integrating Skills Growing Talents
Alex Duque
 
Lingüística aplicada
Lingüística aplicadaLingüística aplicada
Lingüística aplicada
ADRIANA BECKER
 
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardiniPlano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
Adriana Sales Zardini
 
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógicoPNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
Amanda Nolasco
 
Planejamento Escolar 2014
Planejamento Escolar 2014Planejamento Escolar 2014
Planejamento Escolar 2014
Claudia Elisabete Silva
 
The origins of language curriculum development
The origins of language curriculum developmentThe origins of language curriculum development
The origins of language curriculum development
Pe Tii
 
From syllabus design to curriculum
From syllabus design to curriculumFrom syllabus design to curriculum
From syllabus design to curriculum
rannaomi
 
Second language teaching methods
Second language teaching methodsSecond language teaching methods
Second language teaching methods
fadilaAli
 
The role of esp and clil
The role of esp and clil The role of esp and clil
The role of esp and clil
Dia Diana
 
Formação de leitores nas séries iniciais
Formação de leitores nas séries iniciaisFormação de leitores nas séries iniciais
Formação de leitores nas séries iniciais
Alex Silva
 
Task based language teaching
Task based language teachingTask based language teaching
Task based language teaching
Mandy Cheng 92
 
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdfAlfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
Semônica Silva
 
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
Lama Albabtain
 
Didatica geral
Didatica geralDidatica geral
Didatica geral
Alberto Nhatirre
 

Mais procurados (20)

Projeto libras setores públicos municipal
Projeto   libras setores públicos municipalProjeto   libras setores públicos municipal
Projeto libras setores públicos municipal
 
Plano de intervenção de português 2011
Plano de intervenção de português 2011Plano de intervenção de português 2011
Plano de intervenção de português 2011
 
Task based language teaching (formato 2010)
Task based language teaching (formato 2010)Task based language teaching (formato 2010)
Task based language teaching (formato 2010)
 
Planning goals and learning outcomes
Planning goals and learning outcomesPlanning goals and learning outcomes
Planning goals and learning outcomes
 
Competency based language teaching
Competency based language teachingCompetency based language teaching
Competency based language teaching
 
Projeto de intervenção modelo
Projeto de intervenção modeloProjeto de intervenção modelo
Projeto de intervenção modelo
 
Integrating Skills Growing Talents
Integrating Skills   Growing TalentsIntegrating Skills   Growing Talents
Integrating Skills Growing Talents
 
Lingüística aplicada
Lingüística aplicadaLingüística aplicada
Lingüística aplicada
 
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardiniPlano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
Plano de ensino literatura inglesa i adriana sales zardini
 
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógicoPNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
PNAIC CADERNO 1 Organização do trabalho pedagógico
 
Planejamento Escolar 2014
Planejamento Escolar 2014Planejamento Escolar 2014
Planejamento Escolar 2014
 
The origins of language curriculum development
The origins of language curriculum developmentThe origins of language curriculum development
The origins of language curriculum development
 
From syllabus design to curriculum
From syllabus design to curriculumFrom syllabus design to curriculum
From syllabus design to curriculum
 
Second language teaching methods
Second language teaching methodsSecond language teaching methods
Second language teaching methods
 
The role of esp and clil
The role of esp and clil The role of esp and clil
The role of esp and clil
 
Formação de leitores nas séries iniciais
Formação de leitores nas séries iniciaisFormação de leitores nas séries iniciais
Formação de leitores nas séries iniciais
 
Task based language teaching
Task based language teachingTask based language teaching
Task based language teaching
 
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdfAlfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
Alfabetizacao-na-Surdez-1.pdf
 
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
1348942812.3077 the+silent+way.ppt from book
 
Didatica geral
Didatica geralDidatica geral
Didatica geral
 

Destaque

Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidianoPlano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
Fabio Lemes
 
Artigo tcc conclusão letras inglês
Artigo tcc   conclusão letras inglêsArtigo tcc   conclusão letras inglês
Artigo tcc conclusão letras inglês
Alexandre Dourado
 
Monografia de Wagner Simões de Oliveira
Monografia de Wagner Simões de OliveiraMonografia de Wagner Simões de Oliveira
Monografia de Wagner Simões de Oliveira
UNEB
 
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
ADRIANA BECKER
 
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
UNEB
 
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesaA pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
UNEB
 
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicasA formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
UNEB
 
O ensino interdisciplinar de lingua inglesa
O ensino interdisciplinar de lingua inglesaO ensino interdisciplinar de lingua inglesa
O ensino interdisciplinar de lingua inglesa
UNEB
 
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomiaO Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
UNEB
 
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira BatistaTCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
Tiago Batista
 
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaçaEstrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
UNEB
 
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
Gorgonio Neto
 
Portifolio final
Portifolio finalPortifolio final
Portifolio final
Gorgonio Neto
 
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
UNEB
 
Monografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
Monografia de Kelly Tainan Santos OliveiraMonografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
Monografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
UNEB
 
Project: LET’S LEARN ENGLISH!
Project: LET’S LEARN ENGLISH!Project: LET’S LEARN ENGLISH!
Project: LET’S LEARN ENGLISH!
firminizia
 
PortfóLio Plano De Aula De InglêS
PortfóLio Plano De Aula De InglêSPortfóLio Plano De Aula De InglêS
PortfóLio Plano De Aula De InglêS
guest2cd2c2
 
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
Rubens Silva
 
Projeto de ingles
Projeto de inglesProjeto de ingles
Projeto de ingles
firminizia
 
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudoFichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
Beco
 

Destaque (20)

Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidianoPlano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
Plano De Aula - Trabalhando a Língua Inglesa no cotidiano
 
Artigo tcc conclusão letras inglês
Artigo tcc   conclusão letras inglêsArtigo tcc   conclusão letras inglês
Artigo tcc conclusão letras inglês
 
Monografia de Wagner Simões de Oliveira
Monografia de Wagner Simões de OliveiraMonografia de Wagner Simões de Oliveira
Monografia de Wagner Simões de Oliveira
 
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
Caderno atps literaturas_de_língua_inglesa_v2 (2)
 
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
As estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos do sexto ano de língua i...
 
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesaA pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
A pesquisa ação na sala de aula de língua inglesa
 
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicasA formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
A formação docente em le para o uso das tic em suas práticas pedagógicas
 
O ensino interdisciplinar de lingua inglesa
O ensino interdisciplinar de lingua inglesaO ensino interdisciplinar de lingua inglesa
O ensino interdisciplinar de lingua inglesa
 
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomiaO Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
O Ensino de Lígua Inglesa nas Escolas Públicas e a construção da autonomia
 
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira BatistaTCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
TCC Letras Português/Inglês UNIUBE Tiago Pereira Batista
 
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaçaEstrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
Estrangeirização em things fall apart e o mundo se dspedaça
 
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
Teatro uma estratégia para vencer à timidez dos alunos da emef nabor wanderle...
 
Portifolio final
Portifolio finalPortifolio final
Portifolio final
 
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
Desenvolvimento da oralidade em língua inglesa com a utilização dos recursos ...
 
Monografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
Monografia de Kelly Tainan Santos OliveiraMonografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
Monografia de Kelly Tainan Santos Oliveira
 
Project: LET’S LEARN ENGLISH!
Project: LET’S LEARN ENGLISH!Project: LET’S LEARN ENGLISH!
Project: LET’S LEARN ENGLISH!
 
PortfóLio Plano De Aula De InglêS
PortfóLio Plano De Aula De InglêSPortfóLio Plano De Aula De InglêS
PortfóLio Plano De Aula De InglêS
 
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
216503461 149185883-leitura-em-lingua-inglesa-uma-abordagem-instrumental-115p...
 
Projeto de ingles
Projeto de inglesProjeto de ingles
Projeto de ingles
 
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudoFichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
Fichas de técnicas de trabalho e orientação no estudo
 

Semelhante a A leitura em sala de aula de língua inglesa2

A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
UNEB
 
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesaO papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
UNEB
 
TCC - Cláudia Regina Targa Miranda
TCC - Cláudia Regina Targa MirandaTCC - Cláudia Regina Targa Miranda
TCC - Cláudia Regina Targa Miranda
Cláudia Regina Targa Miranda
 
Gramática instrumental da língua inglesa
Gramática instrumental da língua inglesaGramática instrumental da língua inglesa
Gramática instrumental da língua inglesa
gleudivania
 
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdfNa Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
AdelaideGonalves2
 
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
Raquel Salcedo Gomes
 
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão interculturalEnsino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
UNEB
 
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
Joyce Fettermann
 
Metas português 2.º ciclo
Metas português 2.º cicloMetas português 2.º ciclo
Metas português 2.º ciclo
Laura Ferreira
 
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
Mac2001
 
Metas Curriculares de Português
Metas Curriculares de PortuguêsMetas Curriculares de Português
Metas Curriculares de Português
Maria José Ramalho
 
Cbc anos finais - língua estrangeira
Cbc   anos finais - língua estrangeiraCbc   anos finais - língua estrangeira
Cbc anos finais - língua estrangeira
Antônio Fernandes
 
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdfcarlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
CristviaFerreira
 
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOSMETAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
Biblioteca da Escola EB 2/3 de Beiriz
 
Dissertacao marciafeitosa
Dissertacao marciafeitosaDissertacao marciafeitosa
Dissertacao marciafeitosa
Rodrigo Silva
 
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
UNEB
 
Leitura ingles
Leitura inglesLeitura ingles
Leitura ingles
sandra oliveira
 
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicasEnsino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
Empresaria AMWAY
 
Práticas de ensino
Práticas de ensinoPráticas de ensino
Práticas de ensino
Marcelle Pires
 
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
Joyce Fettermann
 

Semelhante a A leitura em sala de aula de língua inglesa2 (20)

A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
A utilização da leitura instrumental como ferramenta principal na aprendizage...
 
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesaO papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
O papel do professor na motivação dos alunos no ensino de língua inglesa
 
TCC - Cláudia Regina Targa Miranda
TCC - Cláudia Regina Targa MirandaTCC - Cláudia Regina Targa Miranda
TCC - Cláudia Regina Targa Miranda
 
Gramática instrumental da língua inglesa
Gramática instrumental da língua inglesaGramática instrumental da língua inglesa
Gramática instrumental da língua inglesa
 
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdfNa Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
Na Crista da Onda_Livro do ProfessorU.pdf
 
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
A aplicação da pedagogia de projetos no estágio supervisionado de ensino de l...
 
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão interculturalEnsino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural
 
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
O BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO ENSINO DE GRAMÁTICA DA LÍNGUA INGLESA: P...
 
Metas português 2.º ciclo
Metas português 2.º cicloMetas português 2.º ciclo
Metas português 2.º ciclo
 
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
Eb pt metas_curriculares_14_agos_2013
 
Metas Curriculares de Português
Metas Curriculares de PortuguêsMetas Curriculares de Português
Metas Curriculares de Português
 
Cbc anos finais - língua estrangeira
Cbc   anos finais - língua estrangeiraCbc   anos finais - língua estrangeira
Cbc anos finais - língua estrangeira
 
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdfcarlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
carlaconti,+RELATÓRIO+DE+ESTÁGIO+DE+OBSERVAÇÃO.pdf
 
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOSMETAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
METAS CURRICULARES DE PORTUGUES ENSINO BASICO 1.°, 2.° E 3.° CICLOS
 
Dissertacao marciafeitosa
Dissertacao marciafeitosaDissertacao marciafeitosa
Dissertacao marciafeitosa
 
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
A construção da autonomia no processo de aprendizagem de Língua Inglesa na es...
 
Leitura ingles
Leitura inglesLeitura ingles
Leitura ingles
 
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicasEnsino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa em escolas públicas
 
Práticas de ensino
Práticas de ensinoPráticas de ensino
Práticas de ensino
 
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS PA...
 

Mais de UNEB

TCC de Morana Liss Morais de Oliveira
TCC de Morana Liss Morais de OliveiraTCC de Morana Liss Morais de Oliveira
TCC de Morana Liss Morais de Oliveira
UNEB
 
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo GiovaneTCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
UNEB
 
TCC de Jussara Borges Alves
TCC de Jussara Borges AlvesTCC de Jussara Borges Alves
TCC de Jussara Borges Alves
UNEB
 
TCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
TCC de Edisvânio do Nascimento PereiraTCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
TCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
UNEB
 
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís AselmoTCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
UNEB
 
Memorial de Camila Oliveira Santos
Memorial de Camila Oliveira SantosMemorial de Camila Oliveira Santos
Memorial de Camila Oliveira Santos
UNEB
 
TCC de Camila Oliveira Santos
TCC de Camila Oliveira SantosTCC de Camila Oliveira Santos
TCC de Camila Oliveira Santos
UNEB
 
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da SilvaTCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
UNEB
 
Monografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
Monografia de Laisa Dioly da Silva FerreiraMonografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
Monografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
UNEB
 
Monografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
Monografia de Débora Araújo da Silva FerrazMonografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
Monografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
UNEB
 
Monografia de Leila de Lima Oliveira
Monografia de Leila de Lima OliveiraMonografia de Leila de Lima Oliveira
Monografia de Leila de Lima Oliveira
UNEB
 
Monografia de Glécia de Santana Miranda
Monografia de Glécia de Santana MirandaMonografia de Glécia de Santana Miranda
Monografia de Glécia de Santana Miranda
UNEB
 
Monografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
Monografia de Deiseluce de Oliveira RamosMonografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
Monografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
UNEB
 
Monografia de Bonifácio Carvalho Santos
Monografia de Bonifácio Carvalho SantosMonografia de Bonifácio Carvalho Santos
Monografia de Bonifácio Carvalho Santos
UNEB
 
1984 - literatura e Modernidde
1984 - literatura e Modernidde1984 - literatura e Modernidde
1984 - literatura e Modernidde
UNEB
 
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas hélio pereira barreto
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas   hélio pereira barretoA crítica orwelliana aos regimes totalitaristas   hélio pereira barreto
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas hélio pereira barreto
UNEB
 
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
UNEB
 
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
UNEB
 
Tcc i adriana final oficial
Tcc i adriana final oficialTcc i adriana final oficial
Tcc i adriana final oficial
UNEB
 

Mais de UNEB (19)

TCC de Morana Liss Morais de Oliveira
TCC de Morana Liss Morais de OliveiraTCC de Morana Liss Morais de Oliveira
TCC de Morana Liss Morais de Oliveira
 
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo GiovaneTCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
TCC de Laudécio Carnerio e Paulo Giovane
 
TCC de Jussara Borges Alves
TCC de Jussara Borges AlvesTCC de Jussara Borges Alves
TCC de Jussara Borges Alves
 
TCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
TCC de Edisvânio do Nascimento PereiraTCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
TCC de Edisvânio do Nascimento Pereira
 
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís AselmoTCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
TCC de Douglas Santos, Jussara Oliveira e Luís Aselmo
 
Memorial de Camila Oliveira Santos
Memorial de Camila Oliveira SantosMemorial de Camila Oliveira Santos
Memorial de Camila Oliveira Santos
 
TCC de Camila Oliveira Santos
TCC de Camila Oliveira SantosTCC de Camila Oliveira Santos
TCC de Camila Oliveira Santos
 
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da SilvaTCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
TCC de Batriz dos Santos e Gezarela da Silva
 
Monografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
Monografia de Laisa Dioly da Silva FerreiraMonografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
Monografia de Laisa Dioly da Silva Ferreira
 
Monografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
Monografia de Débora Araújo da Silva FerrazMonografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
Monografia de Débora Araújo da Silva Ferraz
 
Monografia de Leila de Lima Oliveira
Monografia de Leila de Lima OliveiraMonografia de Leila de Lima Oliveira
Monografia de Leila de Lima Oliveira
 
Monografia de Glécia de Santana Miranda
Monografia de Glécia de Santana MirandaMonografia de Glécia de Santana Miranda
Monografia de Glécia de Santana Miranda
 
Monografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
Monografia de Deiseluce de Oliveira RamosMonografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
Monografia de Deiseluce de Oliveira Ramos
 
Monografia de Bonifácio Carvalho Santos
Monografia de Bonifácio Carvalho SantosMonografia de Bonifácio Carvalho Santos
Monografia de Bonifácio Carvalho Santos
 
1984 - literatura e Modernidde
1984 - literatura e Modernidde1984 - literatura e Modernidde
1984 - literatura e Modernidde
 
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas hélio pereira barreto
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas   hélio pereira barretoA crítica orwelliana aos regimes totalitaristas   hélio pereira barreto
A crítica orwelliana aos regimes totalitaristas hélio pereira barreto
 
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
O uso do lúdico como estratégia de desenvolvimento das inteligências múltipla...
 
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
TCC: As expressões idiomáticas: Histórico e uso contidiano social - Adriana B...
 
Tcc i adriana final oficial
Tcc i adriana final oficialTcc i adriana final oficial
Tcc i adriana final oficial
 

A leitura em sala de aula de língua inglesa2

  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS – XIV Colegiado de Letras com Inglês ANA CLÉCIA DA SILVA SANTOS A leitura em sala de aula de Língua Inglesa Conceição do coité 2012
  • 2. ANA CLÉCIA DA SILVA SANTOS A leitura em sala de aula de Língua Inglesa Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia - Campus XIV como requisito final para conclusão do Curso de Letras com habilitação em língua Inglesa. Orientador: Prof. Fernando Sodré. Conceição do coité 2012
  • 3. Agradecimentos Agradeço a Deus pelas oportunidades que me são dadas na vida, principalmente por ter conhecido pessoas interessantes no decorrer de mais essa caminhada, mas também por ter vivido fases difíceis, que foram matérias-primas de aprendizado. Aos meus pais e irmãos pelo apoio e carinho oferecidos em todo momento de minha vida e principalmente neste. Ao meu professor orientador Fernando Sodré pela orientação e incentivo a construção deste trabalho. Aos meus amigos e colegas de curso, Pela cumplicidade, ajuda e amizade. Aos demais professores que direta ou indiretamente me ajudaram no decorrer dessa caminhada. "A cada vitória o reconhecimento devido ao meu Deus, pois só Ele é digno de toda honra, glória e louvor" Senhor, obrigada pelo fim de mais essa etapa.
  • 4. RESUMO Considerando a leitura um elemento fundamental no processo de aprendizagem, organização e construção do conhecimento, buscou-se através de diversos textos, um apoio teórico para a proposta deste trabalho que se dedica a valorizar a leitura em língua inglesa na formação do estudante. Aliando teoria e pratica, apresenta se um texto objetivo que tem como finalidade levar o professor a compreender melhor como é o processo de leitura e proporcionar a melhoria do desempenho e o gosto pela leitura entre os alunos, criando e despertando o interesse dos mesmos. Foi feita uma pesquisa de campo que teve como objetivo analisar como é a pratica da leitura em sala de aula de LI. Os resultados mostram que foi possível perceber que os professores precisam rever seus conceitos em relação à forma de trabalhar as estratégias de leitura com seus alunos para que estes se motivem a gostar da leitura em LI. Palavras-chave- Leitura. estratégias de leitura. ensino/aprendizagem.
  • 5. ABSTRACT Taking into consideration the reading as a fundamental element in the learning process, in the organization and in the knowledge building, we aimed at, based on several readings, providing a theoretical support for the purpose of this work which has as its objective to value the reading in English during the student´s course attendance. By Combining theory and practice, an objective text is presented which intends to help teachers to understand better how the reading process is and to provide the improving of performance and the pleasure for reading among students. Besides, it aims at creating and calling students´ attention to reading. A field research was made and intended to analyse how the practice of reading in English is. The results show that it was possible to notice that teachers need to reflect on their beliefs in relation to how to work with reading with their students so that they get motivated and start enjoying reading in English. Keywords- Reading. reading strategies. teaching /learning.
  • 6. SUMÁRIO INTRODUÇÃO-------------------------------------------------------------------------------------------6 1 ESTRATÉGIAS DE LEITURA NA AULA DE LÍNGUA INGLESA-----------------------8 1.1 Conceitos sobre leitura e estratégias------------------------------------------------------8 1.2 Os PCNs e a leitura na aula de Língua Estrangeira----------------------------------10 1.3 Alguns tipos de estratégias de leitura usualmente aplicadas na aula de Língua Inglesa------------------------------------------------------------------------------------12 1.4 A variedade de gêneros discursivos e as estratégias de leitura em Língua Inglesa---------------------------------------------------------------------------------------------------14 2 METODOLOGIA----------------------------------------------------------------------------------17 3 ANÁLISE DE DADOS--------------------------------------------------------------------------19 CONSIDERAÇÕES FINAIS-----------------------------------------------------------------------24 REFERÊNCIAS---------------------------------------------------------------------------------------25 APENDICES-------------------------------------------------------------------------------------------26
  • 7. 6 INTRODUÇÃO A leitura é uma das habilidades que atende as necessidades educacionais, e que o aprendiz pode usar em seu próprio meio. É, assim, uma das habilidades que o aprendiz pode continuar a usar autonomamente ao termino de seu curso de LE. Uma vez que ela é uma prática indispensável em qualquer meio e constitui um dos fatores essenciais para aquisição do conhecimento. O desenvolvimento desta habilidade em língua inglesa oferece a possibilidade de aumentar conhecimentos através da exposição continuada a textos escritos que facilitem o processo de aquisição da linguagem. Alem disso, ―uma boa leitura de textos também é capaz de fornecer bons modelos de escrita, e proporcionar oportunidades para introduzir novos temas, para estimular o debate e para o estudo da língua, por exemplo, o vocabulário, gramática e expressões idiomáticas‖ (RICHARDS, 2002, p. 273). Pensando na importância da leitura em LI buscou-se investigar como ela acontece a em sala de aula de língua Inglesa, pois apesar da exigência do oferecimento de uma língua estrangeira no ensino fundamental e médio e das sugestões apresentadas nas diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1998), a prática da leitura em língua inglesa nas escolas de ensino fundamental e médio não tem sido uma atividade prazerosa, participativa e significativa. O resultado é que os alunos saem do ensino fundamental para o ensino médio sem noções básicas para a prática de leitura em LE. Diante desta situação, foi levantada a seguinte questão: Como o professor de língua inglesa vem trabalhando a habilidade de leitura de textos em sala de aula? Esse trabalho objetivou identificar as causas do déficit da habilidade de leitura em sala de aula de língua estrangeira do ensino público, por meio de questionários para professores e alunos de LI do ensino fundamental II das escolas publicas da cidade de Retirolândia. Foi feito uma analise de como acontece à prática da leitura na sala de aula de língua inglesa. Através da analise do o material didático usado nas aulas de LI, e avaliando o envolvimento dos alunos nas atividades de leitura em sala de aula. A leitura em língua inglesa é uma maneira de preparar os alunos para a vida. Mas, para isso, é preciso realizar um trabalho com textos em língua inglesa capazes de desenvolver no aluno a capacidade de interpretação e compreensão. Sendo
  • 8. 7 importante ressaltar que o uso de estratégias na leitura desses textos em LE é muito importante, pois ajudará o aprendiz a se desenvolver com mais facilidade. Desta forma, esse trabalho se justifica por apresentar uma discussão voltada para a necessidade de desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, com foco em suas estratégias, e que seja capaz de despertar o interesse do aluno pela leitura, pelo material assim como o seu envolvimento nas aulas de LI. Para este trabalho foi realizada uma revisão bibliográfica que buscou teóricos conceituados que serviram de base teórica. Esta pesquisa foi feita na forma de pesquisa de campo. Tendo como participantes professores e alunos do ensino fundamental II de escolas públicas da cidade de Retirolândia. Para a coleta de dados foram aplicados questionários. Os dados coletados foram analisados através de reflexões feitas com base nos teóricos estudados, que ressaltam a importância da pratica da leitura em Língua Inglesa. No primeiro capitulo foi tratado teoricamente da leitura em sala de aula de LI com o referencial de teóricos da área que embasaram esse trabalho mostrando que realmente é importante trabalhar leitura em LI, e seus benefícios para professores e alunos que estão envolvidos no processo de ensino/aprendizagem de LI. No segundo capitulo foi exposta a metodologia usada para esse trabalho e no terceiro capitulo foram apresentados os dados e sua respectiva analise que mostra os resultados da pesquisa reafirmando a base teórica sobre o assunto. E no quarto capitulo são apresentadas as considerações finais apresentando o resultado de todo o estudo realizado.
  • 9. 8 1 ESTRATÉGIAS DE LEITURA NA AULA DE LÍNGUA INGLESA A leitura em língua inglesa é muito importante, pois ajuda a preparar os alunos para a vida. Neste capitulo, serão abordados os conceitos de leitura e estratégias, bem como o que os PCNs falam sobre a leitura em aula de LI, e algumas das estratégias que são usadas nessas aulas. Serão também abordados os gêneros discursivos na aula de LI. 1.1Conceitos sobre leitura e estratégias Uma das atividades fundamentais desenvolvidas pela escola para a formação dos alunos é a leitura. Essa por sua vez é uma extensão na vida das pessoas. A maioria do que se aprende na vida é conseguido por meio da leitura, então se pode dizer que ela é de fundamental importância na vida de um aprendiz de língua estrangeira. Já que a mesma proporciona aquisição de vocabulário e desenvolvimento da habilidade de escrever, e dependendo do objetivo da aula, o trabalho com pronuncia. Segundo Ferreira (2007, p. 91); ―a leitura é um ato de compreensão e de recriação‖. Para que a leitura possa ser assim definida ela precisa passar do simples fato de decodificação de códigos, ou seja, a leitura vai além de decifrar letras e formar palavras. Pois a leitura como um ato de compreensão se concretiza no momento que o leitor consegue entender a mensagem deixada pelo autor. Esse entendimento é facilitado pelo conhecimento prévio daquele que ler. E com isso produz a comunicação necessária para a troca de conhecimento. Disso conclui-se que a recriação citada acima é a formação ou reafirmação da opinião do leitor. Quando um indivíduo ler e compreende o que foi lido, esse por sua vez, tem muito que contribuir, pois além de adquirir novas informações ele organiza o seu conhecimento prévio com base na leitura feita. Mas, se ele não entende o que leu, não poderá fazer contribuições, já que não saberá dizer nada nem organizar o que já possui de conhecimento de mundo. Portanto, fica claro que o bom gerenciamento da experiência empírica fará com que o leitor faça boas contribuições nas suas leituras. Ainda segundo os PCNs (1998), a leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus
  • 10. 9 objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, e de tudo o que sabe sobre a linguagem, etc. Com isso, o leitor faz uma leitura participativa, pois ele vai está interagindo com o texto através do seu entendimento sobre o mesmo. A leitura feita com objetivo específico faz do leitor um bom construtor, isto é, ele constrói o sentido do texto a partir de tudo que ele já sabe. De acordo com os PCNs (1998), é na fase de leitura que o aluno projeta o seu conhecimento de mundo e a organização textual nos elementos sistêmicos do texto, isto é, através dos traços lingüísticos que compõem o texto e sua forma de organização é que o aluno vai projetar seu conhecimento. Com base no nível de compreensão previamente estabelecido, o professor busca identificar nas estratégias de leitura o que o aluno tem como leitor em sua língua materna, e os itens lexicais e gramaticais que permitem uma compreensão melhor do texto. É claro que para níveis de compreensão mais detalhada, a familiarização com elementos sistêmicos diferentes da língua materna será necessária. É importante também que o aluno aprenda a descobrir o significado de palavras que não conhece por meio de pistas contextuais. Da mesma forma, espera-se que o aprendiz esteja consciente de que não é obrigatório conhecer todos os itens lexicais para fazer uma boa leitura. Miller 1978 (apud CORACINI, 2002, p. 14) afirma que: ao estudar os itens lexicais, considera que a interpretação semântica dos mesmos estaria acoplada à sua representação formal (significado transcendental, imanente no dizer de Derrida, 1967b). Ao leitor caberia, então, a tarefa de decodificar, Isto é de reconhecer os itens lingüísticos lá conhecidos e des-cobrir (tirar as cobertas) o significado dos itens desconhecidos. São importantes as estratégias de integração de uma informação a outra, que são mecanismos usados para garantir a compreensão do que está sendo lido. O estabelecimento dos elos coesivos e a utilização de estratégias de inferência se dá muitas vezes de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que o leitor têm do tema. É importante que o leitor aprenda a distinguir entre informações centrais na estrutura do texto e os detalhes, ou seja, para o aprendiz entender um texto ele observa os detalhes estruturais do mesmo para contribuir com a formação do sentido do texto.
  • 11. 10 Podemos perceber que estratégias são meios que o professor ensina, e que o aprendiz busca para facilitar a sua leitura, quando esta não está muito clara. Podemos dizer ainda que estratégia é a arte de alcançar resultados. Sendo assim o aprendiz que usa estratégias de leitura pode ser considerado como um ser estratégico capaz de analisar e solucionar problemas encontrados em um texto lido na língua alvo. Apesar das estratégias de leitura funcionar para o leitor como instrumento que facilita a compreensão dos dados contidos no texto, os procedimentos adotados por cada um são diferentes, uma vez que a forma de assimilação do conhecimento nem sempre é igual para todos. Algumas pessoas possuem dificuldades para ler, pois elas acham cansativo, monótono e difícil. Isso acontece porque, na maioria das vezes, o indivíduo ainda não encontrou um meio estratégico para promover sua leitura de maneira prática. 1.2 Os PCNs e a leitura na aula de Língua Estrangeira Os PCNs definem o leitor competente como alguém capaz de compreender aquilo que lê, ultrapassando o nível explícito a ponto de identificar elementos implícitos. Além disso, estabelecer relações entre os textos que lê e outros já conhecidos, atribuindo-lhes sentidos e ainda justificando e validando a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos. Portanto, nos PCNs, a concepção de leitura é interacionista. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. (PCN, 1998, p. 68). Uma leitura interacionista produz bons resultados para o leitor, já que este participa ativamente da construção do sentido do texto usando de seus artefatos, como sua estrutura social, familiar, e educacional, pois todos esses itens se relacionam quando uma leitura é feita tendo como base os conhecimentos prévios de quem ler. A aprendizagem da leitura em LE colabora no desenvolvimento de uma habilidade que é central na escola (MOITA LOPES, 1996). Em outras palavras, aprender a ler em LE ajuda no desenvolvimento da habilidade de leitura em língua
  • 12. 11 materna, que é uma das fontes de muitos problemas com os quais as crianças se defrontam na escola em todas as disciplinas. De acordo com os PCNs, o aprendizado de língua estrangeira através da leitura acontece por meio de três tipos diferentes de conhecimentos: o conhecimento sistêmico, que se refere ao conhecimento da organização lingüística: o conhecimento de mundo, também denominado conhecimento prévio, refere-se ao conhecimento que o aluno já possui sobre o tópico do texto lido, e o conhecimento de gêneros textuais. Portanto, é importante que o aprendiz leia diversos tipos de texto para conhecer as variadas estruturas textuais existentes, sendo que o significado é atribuído ao texto por meio de quem o lê. A leitura supre a necessidade da educação formal e ao mesmo tempo é uma habilidade que o aprendiz usa em seu contexto social fora da sala de aula. Outro aspecto que deve ser levado em consideração é que se espera que o professor estimule o seu aprendiz a construir o sentido do texto. Afinal de contas o construtivismo tem um papel muito relevante no processo de aprendizagem de uma LE e mais especificamente no desenvolvimento da leitura. A leitura caracteriza-se como uma habilidade que merece uma atenção especial tanto por parte dos alunos como do professor, para que ela proporcione um melhoramento pessoal. Um indivíduo só pode ser considerado um leitor quando passa a compreender o que lê. Pode- se neste caso afirmar que ler é antes de tudo, compreender, pois não basta apenas decodificar os signos, mas também se posicionar ante o texto lido deixando muitas vezes o texto transformar o leitor e o leitor por sua vez transformar o texto através da sua compreensão. O texto quando lido com intenção de compreendê-lo tem o poder de transformar o indivíduo em um cidadão crítico e capaz de modificar e formar conceitos. Portanto, espera-se uma leitura participativa, ou seja, que haja uma interação entre o leitor e o autor, pois um pode contribuir com o outro nesse processo de construção de sentido. 1.3 Alguns tipos de estratégias de leitura usualmente aplicadas na aula de Língua Inglesa
  • 13. 12 A leitura é um momento onde existe uma troca de intenções entre o leitor e o autor, e neste processo, tenta-se satisfazer muitos objetivos que guiam essa leitura. Em um processo de aquisição ou aprendizagem de uma língua estrangeira é relevante compreender a leitura como objeto de conhecimento. As estratégias de leitura não são regras que obrigatoriamente devam ser seguidas e, sim, um conjunto de procedimentos, que podem auxiliar o aluno a atingir seus objetivos na leitura. Então, é preciso que se ensinem estratégias de leitura para que haja compreensão do texto lido, já que um dos objetivos é formar leitores autônomos, capazes de enfrentar de forma inteligente, diversos textos, sobretudo em Língua Inglesa. O leitor deve ser capaz de relacionar as informações já existentes com o seu conhecimento prévio durante a leitura de textos que o ajudarão a formular opiniões, idéias novas e modificar conceitos anteriores. No entanto, há também, outras estratégias de leitura com as quais o professor de língua estrangeira pode trabalhar com os alunos. O uso delas favorece, por exemplo, ao aprendiz um desenvolvimento melhor, sobretudo em relação ao vocabulário na língua alvo. Neste caso, o desenvolvimento da habilidade de leitura de textos em língua inglesa, oferece a possibilidade de aumentar o conhecimento do léxico. Então, a leitura configura-se como uma habilidade que merece receber uma atenção especial dos alunos, uma vez que estes nem sempre tem como objetivos, desenvolver uma proficiência na língua-alvo, mas sim se tornarem aptos a ler textos neste idioma, seja por lazer, trabalho ou estudo. A leitura é uma das habilidades em língua estrangeira mais trabalhada em nosso país. Ao apresentar a justificativa social para a inclusão da Língua Estrangeira no Ensino Fundamental, os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) afirmam que: o uso de uma língua estrangeira parece estar, em geral, mais vinculado à leitura de literatura técnica ou de lazer. Note-se também que os únicos exames formais em Língua Estrangeira (...) requerem o domínio da habilidade de leitura. Portanto, a leitura atende, por um lado, às necessidades da educação formal e, por outro, é a habilidade que o aluno pode usar em seu contexto social imediato. (p.20) A leitura é muito importante na nossa vida cotidiana, pois ela nos dá suporte para um desenvolvimento de leitura intensiva e extensiva, e ao mesmo tempo nos permite usar esse conhecimento no nosso dia-a-dia fora do contexto escolar e essa leitura quando feita em outro idioma que não o de origem do leitor abre ainda mais as fronteiras do conhecimento.
  • 14. 13 Sabemos que ler não é uma tarefa fácil, ler é um fator decisivo na vida do estudante, pois é através da leitura que ele amplia seu conhecimento, busca informações, organiza o pensamento, amplia o vocabulário. Alem disso, através do envolvimento com o texto, ele pode ter contato com outras culturas. Diante desse cenário, aparecem as estratégias de leitura em língua estrangeira que têm a finalidade de ajudar na leitura de textos, pois fazem com que os estudantes aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais do mesmo. Existem varias estratégias de leitura. As principais aqui apresentadas serão: skimming, scanning, leitura intensiva, leitura extensiva.  Scanning - Estratégia de leitura rápida utilizada quando se lê em busca de informação específica no texto, como procurar uma palavra no dicionário, ver um artigo num catálogo, procurar um n.º de telefone na agenda, etc. Clarke e Silberstein (1997 apud TOTIS, 1991, p. 35) definem scanning como "leitura na qual o leitor busca uma informação bastante específica (por exemplo, uma data, um nome, um número)". É uma habilidade que ajuda o leitor a obter informação de um texto sem ler cada palavra. Scanning envolve mover os olhos de cima para baixo na página, procurando palavras chaves, frase especifica ou idéias. O processo de scanning é muito útil para encontrar informações específicas. Sendo assim essa estratégia pode ajudar bastante o aprendiz de LI. O leitor que usa o scanning nas suas leituras, principalmente em sala de aula pode ter o entendimento de um texto com mais rapidez e eficácia, sendo que através dos pontos específicos que ele observar por meio dessa estratégia ele entenderá do que se trata o texto e ainda terá seus objetivos de leitura alcançados.  Skimming – Estratégia de leitura rápida em busca da idéia geral do texto. Permite, por exemplo, perceber se determinado texto nos interessa e se vale a pena ou não continuar a lê-lo. Clarke e Silberstein (1997 apud TOTIS, 1991, p.35) definem skimming como "leitura rápida para a obtenção do sentido global do texto" O processo de skimming permite ao leitor identificar rapidamente a idéia principal ou o sentido geral do texto. O uso do skimming é freqüente quando a pessoa tem muito material para ler em pouco tempo. Geralmente a leitura no skimming é realizada com a velocidade de três a quatro vezes maior que a leitura
  • 15. 14 normal. Diferentemente do scanning, skimming é mais abrangente; exige conhecimento de organização de texto, a percepção de dicas de vocabulário, habilidade para inferir idéias e outras habilidades de leitura mais avançadas.  Leitura intensiva— Consiste na intensidade de uma leitura feita com concentração e muito cuidado, buscando compreender exatamente o significado do que se lê. Geralmente após esse tipo de leitura o aprendiz tem que responder a um questionário, em um determinado prazo estabelecido pelo professor, devido à necessidade da informação que está buscando, como quando se lê principalmente documentos legais, relatórios acadêmicos entre ouros. Esse tipo de leitura é usado na maioria das vezes por estudantes, quando esses querem perceber do que se trata o texto, observando também as estruturas do mesmo. Por isso que o leitor ao fazer uma leitura intensiva precisa conhecer os elementos que compõem o texto lido.  Leitura extensiva— É a leitura feita através da diversidade de livros lidos principalmente para o prazer, a fim de obter neles a compreensão geral do conteúdo. A leitura extensiva pode ser entendida como uma prática de aprendizagem relevante, já que envolve o desenvolvimento de diversas competências relativas ao estudo da língua em suas dimensões formal, e sociocultural, que vão além de atitudes e valores, ao mesmo tempo em que ao desenvolverem a habilidade de ler, os alunos melhoram a capacidade de aprender a língua estrangeira estudada. 1.4 A variedade de gêneros discursivos e as estratégias de leitura em Língua Inglesa Os gêneros discursivos se referem aos vários tipos de textos tais como: descrição, dissertação, narração, romance, fábula, parábola, notícia, certidão, carta, tese, artigo, etc. Eles possuem características próprias em relação à forma, conteúdo entre outros. Esses são os detalhes que determinam a que tipo de gênero cada texto pertence. São muitos os tipos de textos existentes, portanto o professor precisa passar para o aluno na aula de leitura as informações necessárias para que eles percebam os fatores que constituem um enunciado. De acordo com Bakhtin (1992),
  • 16. 15 para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo. Possuímos um rico repertorio dos gêneros do discurso orais (e escritos). (p. 301). Nessa perspectiva, podemos entender que os gêneros discursivos nos permitem entender melhor o sentido do texto. Sendo assim os gêneros textuais são entendidos como ferramentas indispensáveis para compreensão de cada tipo de socialização, seja ele por meio de texto escrito ou falado. Para Bazerman (2006, p. 76) ―a familiarização com os gêneros e registros, correspondentes aos sistemas de que as pessoas participam, permite que o indivíduo, de alguma forma, compreenda a complexidade das interações e equacione seus atos comunicativos em relação às ações comunicativas de muitas outras pessoas‖. Toda leitura é feita com um objetivo específico, quem ler, o faz porque quer algo dessa leitura, como: lemos para obter informações, para adquirirmos idéias novas, e até mesmo por prazer. Muitas vezes os objetivos da nossa leitura são inconscientes, mas, o fato é que sempre existe um objetivo para ela, seja para aplicação prática, aprendizagem, ou entretenimento. Na aula de leitura pode se usar de acordo com os gêneros textuais diversas estratégias. Por exemplo, se lemos um texto do gênero receita culinária podemos usar a estratégia de scanning, já se lemos um texto de gênero literário podemos usar a estratégia de skimming, como também pode ser usado a leitura intensiva no caso de um estudo minucioso do texto, ou pode ser usado a leitura extensiva se esta for como forma de conhecimento geral do texto em questão. O conhecimento dos gêneros textuais possibilita a realização de leituras mais eficientes, pois permite ao leitor localizar informações mais rápidas. Porém, assim como é importante o conhecimento dos gêneros é também importante o conhecimento das estratégias para que essas possam ser trabalhadas em conjunto para assim promover um bom resultado na compreensão do leitor ante o texto. Uma vez que a nossa comunicação seja ela através de texto ou não, é sempre feita por meio de gêneros discursivos. Precisamos então estar sempre conectados com os mesmos para podermos distingui-los quando formos fazer leituras, sejam elas por um motivo ou outro.
  • 17. 16 Segundo Coracini (2002, p.15) ―a leitura como processo discursivo se encontra na interface entre a análise do discurso e a desconstrução que considera o ato de ler como um processo discursivo no qual se inserem os sujeitos produtores de sentido‖. Sendo assim esse processo discursivo acontece com a colaboração tanto do autor como do leitor do texto, pois ambos colocam em questão suas ideologias e seus aspectos e conhecimentos sócio-cultuais para formação de sentido.
  • 18. 17 2 METODOLOGIA Para a realização desse trabalho foi feito inicialmente uma pesquisa bibliográfica, por ser a melhor forma de buscar suporte e reflexões a cerca do tema em questão. Essa investigação foi realizada por meio de um estudo minucioso da prática de ensino de leitura em sala de aula de língua inglesa, utilizando alguns teóricos que tratam do assunto como: Campos (2006), Consolo (2004), Harmer (2007), Leventhal (2007), Moita Lopes (1996), Richards (2002), Bakhtin (1992), Bazerman (2006). Coracini (2002). Totis ( 1991). Além dos PCNs (1998). Dentre outros. Foi feito também uma pesquisa de campo onde foram feitas observações em salas de aula de língua inglesa do ensino fundamental nas escolas Valdeci Lobão, Antonio Militão Rodrigues, e Escola Yeda Barradas Carneiro, todas situadas na cidade de Retirolândia e foi feito também questionários para coletar dados. Das três escolas foram entrevistados 4 professores e 40 alunos, todos do ensino fundamental II, pois estes foram vistos como objetos fundamentais neste estudo de campo. Esse estudo não se caracteriza apenas por informações advindas de material bibliográfico, mas, também, pela inserção da pesquisa de campo que visa conseguir informações concretas sobre determinado problema para o qual se procura uma resposta. O interesse da pesquisa de campo está voltado para o estudo de indivíduos, grupos, comunidade, instituições e outros campos, visando à compreensão de vários aspectos da sociedade. É uma investigação empírica, que se realiza no local onde ocorre um fenômeno, dispondo de elementos, como, por exemplo, questionários, entrevistas e testes para coletar os dados e desenvolver a pesquisa, (VERGARA, 1998). Com base nesse contexto esse trabalho visa estudar como acontece a leitura em sala de aula de LI. 2.1 Dados da pesquisa A pesquisa de campo foi desenvolvida por meio de observações realizadas no período do estágio e foram feitos questionários com o objetivo de saber se realmente os professores estão trabalhando a leitura por meio de estratégias em suas aulas, os quais foram respondidos por professores e alunos das escolas de ensino
  • 19. 18 fundamental, Valdecy Lobão, Antonio Militão Rodrigues e Yêda Barradas Carneiro. Todos os professores atuam no ensino de língua inglesa alem de outras disciplinas. A escola Municipal Valdecy Lobão possui em seu ambiente interno, as salas de aula, uma biblioteca, secretaria, sala de professores, cozinha, sala de vídeo. As outras escolas possuem as mesmas instalações sendo que as mesmas não possuem sala de vídeo. Todas as escolas possuem aparelhos de TV, DVD, microssistem, computadores com acesso a internet, retroprojetores com data show, TV pen drive. Dos quatro professores entrevistados um afirma ser formado em Letras com habilitação em Inglês, um é formado em geografia possuindo experiência no ensino de inglês, e dois afirmaram serem formados em Letras com habilitação em português, inglês e literaturas. Foram entrevistados também 40 alunos todos do ensino fundamental II.
  • 20. 19 3 ANÁLISE DE DADOS Foram analisadas as respostas dos questionários aplicados tanto aos alunos como aos professores e percebi que por parte dos alunos ainda é muito vago o interesse pela leitura em língua inglesa, levando em consideração as respostas da maioria dos alunos entrevistados. Aos alunos foram feitas as seguintes questões: 1- Você consegue fazer a leitura dos textos propostos pelo seu professor de língua inglesa? 0 Nas turmas 1 e 3, 12 dos 20 alunos responderam que só conseguem fazer a leitura com a ajuda do professor. Na turma 2, cerca de 6 disseram que só conseguem ler algumas palavras. Na turma 4, os alunos responderam em sua maioria que não conseguem fazer a leitura dos textos. Segundo Ferreira (2007, p. 91); ―a leitura é um ato de compreensão e de recriação‖. Mas apesar de acreditarmos nessa afirmação podemos perceber que esses alunos não estão vivenciando essa afirmação já que eles afirmam que não conseguem compreender os textos apresentados a eles. 2- Como seu professor tem trabalhado os textos nas aulas de leitura? Em relação à segunda pergunta feita nas quatro turmas pesquisadas os alunos responderam que os professores trabalham com tradução dos textos. De acordo com os estudos feitos pode-se perceber que a tradução não e o melhor método de se trabalhar a leitura em sala de aula para isso os PCNs afirma que a concepção de leitura é interacionista. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. (PCN, 1998, p. 68). 3- O seu professor ensina estratégias de leitura para facilitar o entendimento dos textos lidos?
  • 21. 20 Nas quatro turmas os alunos responderam que os professores usam estratégias, mas só foi citado o uso de cognatos e de palavras já conhecida no texto. Ficando claro que os professores estão conscientes de que o uso de estratégias é importante, apesar de usarem apenas essas citadas acima. Também não se pode usar apenas um ou dois tipos de estratégias nas aulas de leitura, pois nem sempre uma estratégia serve para todos os alunos. 4-Os textos trabalhados pelo seu professor de língua inglesa têm alguma relação com o seu dia-a-dia? Em relação a este questionamento os alunos das turmas 1 e 2 disseram que as vezes sim, já os das turmas 3 e 4 disseram que sempre existe relação dos textos propostos com o seu dia a dia. Pode se perceber com isso que essa atitude de usar textos que tenham relação com o dia a dia dos alunos estimule os mesmos a se interessarem pelas aulas 5-Você gosta de ler textos em inglês? Em relação a ultima pergunta feita os alunos de todas as turmas pesquisadas responderam que não gostam de ler textos em inglês porque não conseguem entender os textos, pois não conhecem o vocabulário dos mesmos. Com essa afirmação vinda dos alunos pode se perceber que o uso das estratégias de leitura é fundamental para que haja compreensão dos textos pelos alunos principalmente por aqueles que não possuem um vocabulário suficiente para ler. Quanto aos professores foram feitas as seguintes perguntas: 1-Como você tem trabalhado a leitura em suas aulas? O professor 1 respondeu que trabalha com atividades de interpretação. O professor 2 respondeu que trabalha com leitura de imagens e procura fazer uma leitura dinâmica para melhor compreensão dos alunos. O professor 3 respondeu que usa textos curtos por causa da dificuldade dos alunos. O professor 4 respondeu que
  • 22. 21 trabalha com leitura de imagens, dá prioridade as palavras conhecidas e voltada sempre para os conteúdos gramaticais. Foi percebido nesse primeiro questionamentos que existe uma variedade na forma de trabalhar os textos que os professores propõem aos alunos em sala de aula. 2- Que tipo de texto você (autêntico ou de livro didático) você tem utilizado em suas aulas? O professor 1 respondeu que usa textos de livros didáticos assim como charges. O professor 2 respondeu que busca textos de fácil vocabulário na internet . o Professor 3 respondeu que na maioria das vezes usa textos de livros didáticos mas que também usa textos autênticos. O professor 4 respondeu que usa principalmente textos de livros didáticos. Podemos perceber que mesmo variando as fontes de busca para os textos que os professores utilizam o livro didático ainda continua em alta, mesmo que um ou dois já estejam abrindo espaço para os textos de internet ou coisa parecida e para isso podemos citar Bakhtin (1992) quando ele afirma que: para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo. Possuímos um rico repertorio dos gêneros do discurso orais (e escritos). (p. 301). 3-Os alunos tem se envolvido de forma satisfatória nas aulas de leitura? O professor 1 respondeu que no inicio os alunos tiveram resistência quanto a leitura em língua inglesa mas com o tempo eles passaram a se envolver melhor nas aulas. O professor 2 respondeu que sim e ainda disse que os alunos tem curiosidade quanto a disciplina. O professor 3 respondeu que os alunos não se envolvem nas aulas e ainda demonstram rejeição quanto a disciplina. O professor 4 respondeu que os alunos não se envolvem nas aulas de leitura e ele acrescenta que talvez seja por conta da dificuldade que eles tem em relação a disciplina. 4-Quais são os tipos de estratégias de leitura que você tem usado em suas aulas?
  • 23. 22 O professor 1 respondeu que usa a repetição de palavras, leitura de imagens, palavras transparentes e cognatos. O professor 2 respondeu que faz leitura de imagens, leitura previa para identificar os cognatos. O professor 3 respondeu que identifica as palavras conhecidas bem como a leitura de imagens. O professor 4 respondeu que usa as técnicas de descobrimento das palavras cognatos, explora o vocabulário já conhecido, varredura do texto para extração das idéias principais. Com essas respostas pode se perceber que a variação no uso das estratégias é muito pouco. Sabemos que as estratégias de leitura não são regras, porem elas ajuda muito no entendimento dos textos com isso é preciso que se ensinem estratégias de leitura para que haja compreensão do texto lido, já que um dos objetivos é formar leitores autônomos, capazes de enfrentar de forma inteligente, diversos textos, sobretudo em Língua Inglesa. Então é preciso que se ensinem outras estratégias de leitura com as quais o professor de língua estrangeira pode trabalhar com os alunos. O uso delas favorece, por exemplo, ao aprendiz um desenvolvimento melhor, sobretudo em relação ao vocabulário na língua alvo. Percebe-se que o uso das estratégias de scanning e sakimming não são ainda usadas pelos professores entrevistados, porem essas estratégias tem a finalidade de ajudar na leitura de textos, pois fazem com que os estudantes aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais do mesmo. O leitor que usa o scanning nas suas leituras, principalmente em sala de aula pode ter o entendimento de um texto com mais rapidez e eficácia, sendo que através dos pontos específicos que ele observar por meio dessa estratégia ele entenderá do que se trata o texto e ainda terá seus objetivos de leitura alcançados. Ao mesmo, o tempo processo de skimming permite ao leitor identificar rapidamente a idéia principal ou o sentido geral do texto. 5-Você tem percebido que o aprendizado dos seus alunos tem tido bom desenvolvimento no aprendizado por meio das aulas de leitura? O professor 1 respondeu que mais ou menos pois os alunos não se interessam pela disciplina. O professor 2 respondeu que na maioria das vezes sim ficando assim mais fácil para contextualizar a leitura. O professor 3 respondeu que uma parte dos alunos sim pois são os que se interessam, ela ainda citou a
  • 24. 23 dificuldade por conta da falta de material. O professor 4 respondeu que existe uma variação nos resultados pois nem todos se envolvem de forma satisfatória. 6- Qual a sua formação acadêmica? O professor 1 respondeu que é formada em Letras com Inglês. O professor 2 respondeu que é formada em Geografia, mas que possui experiência com o ensino da língua inglesa. O professor 3 respondeu que é formada em Letras com habilitação em português, inglês e literatura. O professor 4 respondeu que é formado em Letras com habilitação em português, inglês e literaturas. Nenhuns dos professores disseram estar fazendo algum curso de formação continuada para melhorar o seu trabalho com os alunos. Ao longo desse estudo foram tidas como base as observações bem como a revisão bibliográfica para constatar que no processo ensino/aprendizagem deve haver um comprometimento por parte tanto dos alunos como dos professores. Sendo que o professor é o mediador entre o aluno e o que ele estiver estudando, então fica para o professor a responsabilidade de motivar os alunos quanto à leitura em língua inglesa.
  • 25. 24 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tudo que foi mostrado nesta pesquisa fica evidente que já existe uma preocupação em relação à prática de leitura em sala de aula de língua inglesa. Apesar de que a prática de leitura em língua inglesa ainda não é suficiente, pois infelizmente existe uma resistência por parte tanto dos alunos como dos professores que ainda não se conscientizaram por completo da real importância da leitura na vida de um estudante de língua inglesa e isso acaba por mostrar que eles ainda estão desmotivados e muitas vezes se esquecem de que a leitura na sala de aula é muito alem do que decodificar um texto, pois ela vai muito, além disso, os PCNs (1998), diz que é na fase de leitura que o aluno projeta o seu conhecimento de mundo. Então os professores precisam se conscientizar disso para estimular seus alunos a gostar de ler em LI, porque com essa leitura ele vai ter suas fronteiras do conhecimento abertas para novas culturas. Contudo é preciso entender que não se deve atribuir tudo isso a todos os professores, pois alguns já estão tentando usar de novos conceitos para trabalhar leitura com seus alunos, como foi visto na analise dos dados coletados nesta pesquisa. Pode ser percebido também que o professor precisa ter uma formação continuada, pois com a entrevista feita por meio dos questionários ficou evidente que alguns professores não tem se preocupado em buscar aprender a usar novas estratégias de leitura para passar para seus alunos.
  • 26. 25 REFERÊNCIAS Brasil. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1998. BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1992. BAZERMAN, C. Escrita, gênero e interação social. São Paulo: Cortez, 2006. CORACINI, Maria José Rodrigues Ferreira. O jogo discursivo na aula de leitura: Língua materna e Língua estrangeira. 2 ed. Campinas, SP:Pontes,2002. CAMPOS, G. P. C. As crenças sobre leitura em língua estrangeira de uma professora e seus alunos: um estudo de Caso. Dissertação (Mestrado em Letras e Lingüística) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2006. CONSOLO, Douglas Altamiro, VIEIRA-ABRAHÃO, Maria Helena. Pesquisas em Linguística Aplicada: ensino e aprendizagem de língua estrangeira. São Paulo: Editora UNESP, 2004. HARMER, Jeremy. How to Teach English: an introduction to the practice of English language teaching. 2 ed. Harlow: Longman, Pearson, 2007. HARMER, Jeremy. The Practice of English Language Teaching Book. 4 ed. Harlow: Longman, Pearson 2007. LEVENTHAL, Lilian Itzicovitch; ZAJDENWERG Ruth Bron; SILVÉRIO, Tatiana. Inglês é 11! O ensino de inglês no ensino fundamental I. Barueri, SP: Editora Disal, 2007. MOITA LOPES, L. P. A função da aprendizagem de línguas estrangeiras na escola pública. In: MOITA LOPES, L. P. Oficina de Lingüística Aplicada. Campinas, SP: Mercado de Letras. 1996. RICHARDS, Jack C.; RENANDYA, Willy A. Methodology in Language Teaching: an anthology of current practice. New York: Cambridge University Press, 2002. TOTIS, V. P. Língua Inglesa: leitura. São Paulo: Cortez, 1991. VERGARA, Silvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1998. MARCONI, M. A e LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
  • 27. 26 APÊNDICE A Questionários aplicados para a coleta de dados: UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV – Conceição do Coité COLEGIADO DO CURSO DE LETRAS Componente curricular: TCC- Trabalho de conclusão de curso Discente- Ana Clécia da Silva Santos Professor orientador: Fernando Sodré Questionário para coleta de dados Questionário para professor 1-Como você tem trabalhado a leitura em suas aulas? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 2- Que tipo de texto você (autêntico ou de livro didático) você tem utilizado em suas aulas? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 3-Os alunos tem se envolvido de forma satisfatória nas aulas de leitura? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 4-Quais são os tipos de estratégias de leitura que você tem usado em suas aulas? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________
  • 28. 27 5-Você tem percebido que seus alunos tem tido bom desenvolvimento no aprendizado por meio das aulas de leitura? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 6- Qual a sua formação acadêmica? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________
  • 29. 28 APÊNDICE B UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV – Conceição do Coité COLEGIADO DO CURSO DE LETRAS Componente curricular: TCC- Trabalho de conclusão de curso Discente- Ana Clécia da Silva Santos Professor orientador: Fernando Sodré Questionário para coleta de dados Questionário para aluno 1- Você consegue fazer a leitura dos textos propostos pelo seu professor de língua inglesa? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 2- Como seu professor tem trabalhado os textos nas aulas de leitura? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 3- O seu professor ensina estratégias de leitura para facilitar o entendimento dos textos lidos? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ __________________________________________________ 4-Os textos trabalhados pelo seu professor de língua inglesa têm alguma relação com o seu dia-a-dia? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________
  • 30. 29 ___________________________________________________________________ ___________________________________________________ 5-Você gosta de ler textos em inglês? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ______________________________