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Escola Santa Maria
Professoras: Mary Alvarenga
A Influência Africana na Culinária do Brasil.
Os africanos adaptaram suas receitas usando ingredientes locais, substituindo itens
africanos por mandioca, milho e temperos disponíveis. Também incorporaram pratos
indígenas e ingredientes como leite de coco, além de utilizarem animais trazidos pelos
portugueses. Dessa mistura cultural surgiram pratos tradicionais como vatapá, sarapatel e
xinxim.
Conheça alguns pratos afro-brasileiros
Angu
Comida africana era preparada como um papa
feita com inhame – que, no Brasil, foi substituído
pelo fubá misturado com água. Uma comida africana
extremamente simples, que era muito consumida por
ser barata e por sustentar por bastante tempo. Às
vezes serviam com miúdos de porco ou boi, o que
ainda hoje caracteriza o “angu à baiana”, que é mais
cremoso.
Feijoada
A feijoada é um prato de origem africana que se
tornou famoso em praticamente todo o Brasil. No
entanto, sua origem é um pouco controversa. Uma
das versões mais conhecidas afirma que a feijoada
surgiu nas senzalas, onde pessoas escravizadas
aproveitavam partes do porco que eram
descartadas pelos senhores, como pés, orelhas e
rabo, misturando-as ao feijão preto.
A culinária brasileira é uma das mais ricas e diversas do
mundo, resultado da mistura de influências indígenas, africanas
e europeias. Cada região do país apresenta pratos típicos
marcantes, com ingredientes e sabores próprios. A influência
africana na culinária brasileira é profunda e essencial, estando
presente em muitos pratos tradicionais. Essa contribuição teve
início durante o período da escravidão, quando milhões de
africanos foram trazidos ao Brasil e trouxeram consigo seus
conhecimentos, técnicas e ingredientes culinários.
Mungunzá
Feito com grãos de milho branco ou amarelos
cozidos com leite e açúcar, essa comida africana
ganhou novos complementos quando chegou às
casas dos senhores, passando a levar leite de coco,
açúcar e canela.
Vatapá
É um creme feito com pão amanhecido molhado
(ou farinha de trigo ou farinha de mandioca) e muito
temperado com pimenta, coentro, gengibre, cravo,
cebola, azeite de dendê, entre outros condimentos.
Tem a consistência semelhante à de um bobó e pode
ser servido como acompanhamento de peixes e/ou
de frutos do mar.
Cuscuz
Feito com farinha de milho ou flocos de milho
pré-cozidos, água e sal, o cuscuz geralmente é servido
com manteiga, ovo ou queijo, principalmente no café
da manhã. Mas pode ser servido também em outras
refeições, acompanhado de carne ou de legumes e
verduras. Tem, ainda, uma versão doce feita com leite
de coco e açúcar.
Cocada
Os coqueiros eram muito abundantes na costa
brasileira e, nas grandes fazendas de cana-de-açúcar,
era comum ralar o coco e misturar com uma calda
feita de açúcar, dando origem à cocada. O doce pode
ser mais claro ou mais escuro e com a consistência
mais seca ou mais cremosa, dependendo do ponto em
que é retirado do fogo.
Bobó de Camarão
Rico em cores é uma representação direta da
herança africana na culinária do país. Ele é uma
adaptação afro-brasileira do prato africano
chamado ipetê, feito com inhame, que se tornou o
bobó com mandioca, azeite de dendê e outros
ingredientes locais
Quibebe
É basicamente um purê de abóbora (em alguns
lugares chamada de jerimum), mas temperado com
azeite de dendê e condimentos, além de leite de coco
para dar o ponto. É comum ver essa comida africana
servida com carne de sol ou outros acompanhamentos.
Xinxim
Amendoim, castanha de caju e camarão seco são
a base de um molho pastoso no qual é refogada a
galinha. O resultado é essa comida africana
conhecida como xinxim, que pode levar também
gengibre, leite de coco, azeite de dendê e outros
temperos. Pode ser servido com arroz branco ou
com outros pratos de origem africana, como vatapá
e caruru.
Acarajé
O acarajé é um bolinho de feijão-fradinho
moído, temperado com cebola e sal, frito no azeite
de dendê. Símbolo da culinária afro-brasileira,
chegou ao Brasil durante o período escravizado e é
herança dos povos iorubás.
Caruru
O caruru é um prato típico da culinária afro-
brasileira feito principalmente com quiabo, cebola,
gengibre, castanha de caju, amendoim, alho, azeite
de dendê e camarões. O prato costuma ser servido
acompanhado de acarajé, abará, pedaços de carne,
frango ou peixe, camarões secos, azeite de dendê e
pimenta.
Leite de coco
O leite de coco é um pilar da culinária afro-
brasileira, introduzido no país por africanos
escravizados. Extraído da polpa do coco maduro,
ele é a base cremosa de pratos sagrados e
tradicionais como vatapá, caruru, moqueca e bobó.
Abará
Assim como o acarajé, o abará é um bolinho
feito com massa de feijão fradinho, diversos
temperos e até camarões inteiros ou moídos
misturados à massa. E, embora menos famoso,
também se tornou um prato típico da culinária
baiana. A principal diferença entre os dois é que o
abará não é frito, mas sim envolvido em folhas de
bananeira e cozido em banho-maria. Ele pode ser
servido recheado com vatapá ou com caruru.
Quindim
É um dos doces mais tradicionais da culinária
afro-brasileira. Surgiu a partir da adaptação do doce
português “brisa-do-lis”, originalmente feito com
amêndoas. Mulheres negras escravizadas
substituíram a amêndoa pelo coco e deram à iguaria
um novo nome, inspirado no termo “kindim”, do
quimbundo, que significa dengo ou encanto. Assim,
criaram uma nova receita chamada quindim, que se
tornou muito popular no Brasil.
A rabada com agrião
É um prato da culinária afro-brasileira,
representando a resistência e a criatividade no
reaproveitamento de cortes de carne menos nobres.
Embora sua origem técnica remeta às sopas de rabo
de boi europeias (inglesas e portuguesas), foi no
Brasil que o prato se transformou por meio da
influência africana, ganhando temperos fortes e
acompanhamentos tradicionais
Quiabo
O quiabo é um importante símbolo da herança
africana, trazido pelos povos escravizados e
incorporado à culinária afro-brasileira. Presente
tanto em pratos sagrados, como caruru e amalá,
quanto no dia a dia, ele vai além da alimentação:
representa resistência, preservação cultural e a
continuidade de saberes ancestrais, conectando
história, identidade e memória coletivo.
Pimenta malagueta
É um pilar da culinária afro-brasileira.
Originária das Américas, ela foi adotada e
difundida no Brasil pelas cozinhas escravizadas,
que a utilizavam para resgatar memórias africanas.
É o ingrediente que traz o sabor e o ardor marcantes
de pratos como o acarajé, o vatapá e o caruru,
frequentemente combinada com o azeite de dendê e
o leite de coco.
Inhame
Inhame ou cará é um tubérculo muito antigo,
com origem ligada principalmente à África e à Ásia
e foi trazido para o Brasil pelos portugueses, por
meio do tráfico de pessoas escravizadas vindas da
África. Na culinária, o inhame é muito empregado
em sopas e pratos quentes. Em algumas receitas,
pode ser usado como substituto da batata e da
mandioca.
Vatapá de inhame
O vatapá de inhame é uma releitura ancestral do
vatapá tradicional, muito presente nas comunidades
de terreiro e na culinária afro-brasileira.
Substituindo o pão ou a farinha, o inhame cozido e
batido cria uma base cremosa e nutritiva, sendo
misturado com azeite de dendê, leite de coco,
camarão seco, amendoim, castanha e gengibre
Dendê
O azeite de dendê é o pilar da culinária afro-
brasileira. Extraído do fruto do dendezeiro,
originário da África, ele confere cor, aroma e sabor
únicos a pratos tradicionais
como acarajé, vatapá, caruru e moqueca. Mais que
um ingrediente, é um símbolo de resistência e
identidade cultural
O tempero do Brasil tem cor, história e nome: herança negra.
Valorizar a nossa gastronomia é celebrar a força de quem a construiu.
A gora é sua vez!
• Que tal criar um livrinho especial com receitas de origem indígena?
Atenção!
Em uma receita, encontramos os nomes e as quantidades
necessárias de cada ingrediente e o modo de fazer.
5º ano B
Siga as orientações abaixo
1. Pesquisa e seleção
Pesquise receitas de origem indígena e
escolha 4 receitas que você mais gostar
para colocar no seu livrinho.
2. Escrita
Escreva o conteúdo usando caneta azul ou
preta.
3. Capricho na letra
Tenha cuidado com a escrita, fazendo
tudo com letra bonita e bem legível.
4. Ilustrações
Ilustre o livrinho com desenhos ou
imagens coladas relacionadas às receitas.
5. Organização das páginas
Faça margens em todas as páginas para
deixar o trabalho mais organizado.
6. Título - Crie um título criativo para o seu
livrinho.
7. Capa - Faça uma capa bem bonita, usando
cores e desenhos para chamar atenção.
Rabada com agrião
• Ingredientes
1 kg de rabada
3 tomates picados
1 cebola grande picada
3 dentes de alho amassados
1 pimenta vermelha picada
1 maço de agrião lavado
1 folha de louro
2 limões
Sal a gosto
• Modo de preparo
1. Limpar bem a rabada com o limão.
2. Em uma panela de pressão refogar a rabada
com a cebola, o alho e a pimenta até dourar.
3. Coloque os tomates picados, o sal e a água
para cozinhar.
4. Deixe na pressão por 40 minutos.
5. Depois de abrir a panela de pressão acrescente
o louro e a pinga, deixe cozinhar mais uns 5 a
6 minutos em fogo médio.
6. Quando tudo já estiver bem molinho coloque
o agrião na panela e desligue o fogo.
7. Fica gostoso servir com arroz branco e purê de
batata.