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A águia e a coruja
A coruja encontrou a águia, e disse-lhe:
– O águia, se vires uns passarinhos muito lindos num ninho, com uns biquinhos muito bem
feitos, olha lá, não mos comas, que são os meus filhos.
A águia prometeu-lhe que os não comia. Foi voando pelo bosque até que encontrou numa
árvore um ninho de coruja e comeu as corujinhas. Quando a coruja chegou e viu que lhe
tinham comigo os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:
– O águia, tu foste falsa, porque prometeste que não me comias os meus filhinhos e mataste-
mos todos!
Diz a águia:
– Eu encontrei umas corujas pequenas num ninho, todas depenadas, sem bico, e com os olhos
tapados, e comi-as; ora, como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os
biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.
– Pois eram esses mesmos! - disse a coruja.
– Pois então queixa-te de ti, que me enganaste com a tua vaidade.
A Raposa e o Tambor
Conta-se que uma raposa esfomeada chegou a um bosque onde, ao lado de uma árvore, havia um
tambor, que soava furiosamente cada vez que, ao sopro do vento, os ramos da árvore se moviam e
batiam nele. Ao ouvir tal ruído, a raposa dele se aproximou e, já em frente ao tambor, pensou: "Este
deve conter muita carne e muita gordura." Lançou-se sobre ele e, esforçando-se, conseguiu rompê-lo.
Ao ver que era oco, disse: "Talvez as coisas mais desprezíveis sejam aquelas de maiortamanho e de
voz mais forte.
AL-MUKAFA, Ibn. Calila e Dimna. trad. Mansour Chalita.
Rio de Janeiro: Associação Cultural Internacional Gibran,
s.d. p. 13.
A Raposa e a Cegonha
Aconteceu um dia da comadre Raposa convidar a Cegonha para jantar. Com as manhas de matreira
que é, preparou comida líquida, uma sopa e uma papa de sobremesa que escorreu em prato raso... A
Cegonha fez de tudo para provar, picava o prato com o bico, mas nada! Voltou com fome pro ninho.
Dali que resolveu bem resolvido pagar a Raposa com a mesma moeda e escolheu, de suas iguarias, uma
que bem podia ser guardada em vaso de estreito gargalo. Somente a Cegonha se regalou. Ea
Raposa?
Olhou com os olhos e lambeu com a testa...
Fábula de Esopo, adapt. Peter O'Sagae.
A Raposa e o Corvo
O Corvo apanhou um queijo, e com ele fugindo, se poisou sobre uma árvore. Viu-o a Raposa, e desejou de lhe
comer o seu queijo: e pondo-se ao pé da árvore, começou a dizerao Corvo: -- Por certo que és formoso, e
gentil-homem, e poucos pássaros há que te ganhem. Tu és bem disposto e mui galante; se acertaras de saber
cantar, nenhuma ave se comparará contigo. Soberbo o Corvo destes gabos e desejando de lhe parecer bem,
levanta o pescoço para cantar; porém abrindo a boca, caiu-lhe o queijo. A Raposa o tomou e foi-se, ficando o
Corvo faminto e corrido de sua própria ignorância.
Fábula de Esopo, vertida do grego por Manuel Mendes, da Vidigueira.
BRAGA, Teófilo. Contos tradicionais do povo português - vol.
II. 5.ed. Lisboa: Dom Quixote, 1999. p. 278.
O Gato e a Raposa
O gato e a raposa iam por um caminho conversando. Contaram muita prosa, muita proeza e afinal de contas
falaram no cachorro que era inimigo de ambos. Aí disse a raposa:
__ Qual o quê! Eu lá tenho medo do cachorro, nada? para me livrar dele eu tenho mil expedientes.
__ Pois eu só tenho um, disse o gato.
Nisso apareceu ao longe o cachorro que vinha danado farejando a raposa. O gato pulou num pé de árvore
e ficou lá em cima, bem de seu, dizendo à raposa:
__ O meu é este.
A raposa, coitada, meteu o pé no mundo. Virou, mexeu, foi, veio, entrou em buraco, saiu de buraco,
escondeu-se ali, fez mil redondiolas, até que, já morta de cansaço, o cachorro pulou-lhe no cachaço e
estraçalhou-a.
CAMPOS, João da Silva.
Contos e fábulas populares da Bahia.
XV. p. 194.
A Raposa e a Vinha
Dizemos Sábios que Salomão é mais sábio e contava: Uma astuta raposa passava por um lindo vinhedo.
Uma cerca alta e espessa cercava a vinha por todos os lados. Ao circular ao redor da cerca, a raposa
encontrou um buraquinho, suficiente apenas para que ela passasse a cabeça por ele. A raposa podia
ver as uvas suculentas que cresciam na vinha, e sua boca começou a salivar. Mas o buraco era muito
pequeno para ela.
O que fez então a esperta raposa? Jejuou por três dias, até tornar-se tão magra que conseguiu
passar pelo vão.
No vinhedo, a raposa começou a comer à vontade. Ficou maior e mais gorda que antes. Até que
quis sair da plantação. Ai dela! O buraco estava pequeno demais novamente. O que poderia fazer?
Jejuou então por três dias, até que conseguiu espremer-sepelo buraco e passar para fora outra vez.
Voltando-se para olhar a vinha, a pobre raposa disse: "Vinha, ó vinha! Como pareces adorável, e
como são deliciosas tuas frutas. Mas que bem me fizeste? Assim como a ti cheguei, assim eu te deixo..."
Fonte: Sociedade Israelita de Beneficência BEITCHABAD
O GALO E A PÉROLA
Andava o Gaio esgravatando no monturo, para achar migalhas, ou bichos, que comer, e
acertou de descobrir uma pedra: disse então: – O Pedra preciosa, ainda que lugar sujo, se
agora te achara um discreto Lapidário, te recolhera; mas a mim não me prestas; mais caso
faço de uma migalha, que busco para meu sustento, ou dous grãos de cevada. Dito isto, a
deixou, e foi por diante esgravatando para buscar conveniente mantimento.
O LOBO E O CORDEIRO
Estava bebendo um Lobo encarniçado em um ribeiro de água, e pela parte de baixo chegou
um Cordeiro também a beber. Olhou o Lobo de mau rosto, e disse, reganhando os dentes: –
Porque tiveste tanta ousadia de me turvar a água onde estou bebendo? Respondeu o Cordeiro
com humildade:
– A água corre para mim, portanto não posso eu torvá-la. Torna o Lobo mais colérico a dizer: –
Por isso me hás-de praguejar? Seis meses haverá que me fez outro tanto teu pai. Respondeu
o Cordeiro: – Nesse tempo, senhor, ainda eu não era nascido, nem tenho culpa. – Sim tens
(replicou o Lobo) que todo o pasto de meu campo estragaste. – Mal pode ser isso, disse o
Cordeiro, porque ainda não tenho dentes. O Lobo, sem mais razões, saltou sobre ele e logo o
degolou, e o comeu.
O LOBO E AS OVELHAS
Havia guerra travada entre Lobos e Ovelhas; e elas, ainda que fracas, ajudadas dos rafeiros,
sempre levavam o melhor. Pediram os Lobos paz, com condição que dariam de penhor seus
filhos, e as Ovelhas que também lhe entregassem os rafeiros. Assentadas as pazes com estas
condições, os filhos dos Lobos uivavam rijamente. Acodem os pais, e tomam isto por achaque
de ser a paz quebrada; e tornam a renovar a guerra. Bem quiseram defender-se as Ovelhas,
mas como sua principal força consistia nos rafeiros, que entregaram aos Lobos, facilmente
foram deles vencidas, e todas degoladas.
O REI DOS BUGIOS E DOIS HOMENS
Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito,
chegaram à terra dos Bugios. Foram logo logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse: –
Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino? Respondeu
um dos companheiros: – Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa. O outro, que
era amigo de falar verdade, respondeu: – Toda vossa gente são bugios irracionais, forçado é
que o rei também seja bugio. Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao
primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.
O RATO E A RÃ
Desejava um Rato passar um rio, e temia, por não saber nadar. Pediu ajuda a uma Rã, a qual
se ofereceu de o passar, se se atasse ao seu pé. Consentiu o Rato, e tomando um fio, se atou
pelo pé e na outra ponta atou o pé da Rã. Saltaram ambos na água, mas a Rã com malícia
trabalhava por se mergulhar, por que o Rato se afogasse. O Rato fazia por sair para fora, e
ambos andavam neste trabalho e fadiga. Passava um milhano por cima e vendo o rato sobre a
água, se abateu per o levar, e levou juntamente a Rã, que estava atada com ele, no ar os
comeu ambos.
Ler mais: https://segundociclo.webnode.pt/fabulas/
Trava-línguas
Trava-línguas é um conjunto de palavras formando uma sentença que seja de difícil
articulação em virtude da existência de sons que exijam movimentos seguidos dalíngua que
não são usualmente utilizados.
Os travalínguas, além de aperfeiçoadores da pronúncia, servem para divertir e provocar
disputa entre amigos. São embaraçosos, provocam risos e caçoadas.
Ora, diz lá isto muito depressa:
Arcas, arcas, arcas, arcas, arcas...
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Padre Pedro prega pregos. Pregos prega padre Pedro...
Se cá nevasse fazia-se cá ski.
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Faria o que faria, quem não fosse faria.
Esta burra torta trota
Esta burra torta trota
Trota, trota, a burra torta.
Trinca a murta, a murta brota
Brota a murta ao pé da porta.
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Um ninho de mafagafas
Um ninho de mafagafas
Com sete mafagafinhos
Quando o mafagafa gafa
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A história é uma sucessão sucessiva
A história é uma sucessão sucessiva
dos sucessos que se sucedem
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-----------------------------------
Percebeste?
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A águia e a coruja

  • 1. A águia e a coruja A coruja encontrou a águia, e disse-lhe: – O águia, se vires uns passarinhos muito lindos num ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá, não mos comas, que são os meus filhos. A águia prometeu-lhe que os não comia. Foi voando pelo bosque até que encontrou numa árvore um ninho de coruja e comeu as corujinhas. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comigo os filhos, foi ter com a águia, muito aflita: – O águia, tu foste falsa, porque prometeste que não me comias os meus filhinhos e mataste- mos todos! Diz a águia: – Eu encontrei umas corujas pequenas num ninho, todas depenadas, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-as; ora, como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses. – Pois eram esses mesmos! - disse a coruja. – Pois então queixa-te de ti, que me enganaste com a tua vaidade. A Raposa e o Tambor Conta-se que uma raposa esfomeada chegou a um bosque onde, ao lado de uma árvore, havia um tambor, que soava furiosamente cada vez que, ao sopro do vento, os ramos da árvore se moviam e batiam nele. Ao ouvir tal ruído, a raposa dele se aproximou e, já em frente ao tambor, pensou: "Este deve conter muita carne e muita gordura." Lançou-se sobre ele e, esforçando-se, conseguiu rompê-lo. Ao ver que era oco, disse: "Talvez as coisas mais desprezíveis sejam aquelas de maiortamanho e de voz mais forte. AL-MUKAFA, Ibn. Calila e Dimna. trad. Mansour Chalita. Rio de Janeiro: Associação Cultural Internacional Gibran, s.d. p. 13. A Raposa e a Cegonha Aconteceu um dia da comadre Raposa convidar a Cegonha para jantar. Com as manhas de matreira que é, preparou comida líquida, uma sopa e uma papa de sobremesa que escorreu em prato raso... A Cegonha fez de tudo para provar, picava o prato com o bico, mas nada! Voltou com fome pro ninho. Dali que resolveu bem resolvido pagar a Raposa com a mesma moeda e escolheu, de suas iguarias, uma que bem podia ser guardada em vaso de estreito gargalo. Somente a Cegonha se regalou. Ea
  • 2. Raposa? Olhou com os olhos e lambeu com a testa... Fábula de Esopo, adapt. Peter O'Sagae. A Raposa e o Corvo O Corvo apanhou um queijo, e com ele fugindo, se poisou sobre uma árvore. Viu-o a Raposa, e desejou de lhe comer o seu queijo: e pondo-se ao pé da árvore, começou a dizerao Corvo: -- Por certo que és formoso, e gentil-homem, e poucos pássaros há que te ganhem. Tu és bem disposto e mui galante; se acertaras de saber cantar, nenhuma ave se comparará contigo. Soberbo o Corvo destes gabos e desejando de lhe parecer bem, levanta o pescoço para cantar; porém abrindo a boca, caiu-lhe o queijo. A Raposa o tomou e foi-se, ficando o Corvo faminto e corrido de sua própria ignorância. Fábula de Esopo, vertida do grego por Manuel Mendes, da Vidigueira. BRAGA, Teófilo. Contos tradicionais do povo português - vol. II. 5.ed. Lisboa: Dom Quixote, 1999. p. 278. O Gato e a Raposa O gato e a raposa iam por um caminho conversando. Contaram muita prosa, muita proeza e afinal de contas falaram no cachorro que era inimigo de ambos. Aí disse a raposa: __ Qual o quê! Eu lá tenho medo do cachorro, nada? para me livrar dele eu tenho mil expedientes. __ Pois eu só tenho um, disse o gato. Nisso apareceu ao longe o cachorro que vinha danado farejando a raposa. O gato pulou num pé de árvore e ficou lá em cima, bem de seu, dizendo à raposa: __ O meu é este. A raposa, coitada, meteu o pé no mundo. Virou, mexeu, foi, veio, entrou em buraco, saiu de buraco, escondeu-se ali, fez mil redondiolas, até que, já morta de cansaço, o cachorro pulou-lhe no cachaço e estraçalhou-a. CAMPOS, João da Silva. Contos e fábulas populares da Bahia. XV. p. 194.
  • 3. A Raposa e a Vinha Dizemos Sábios que Salomão é mais sábio e contava: Uma astuta raposa passava por um lindo vinhedo. Uma cerca alta e espessa cercava a vinha por todos os lados. Ao circular ao redor da cerca, a raposa encontrou um buraquinho, suficiente apenas para que ela passasse a cabeça por ele. A raposa podia ver as uvas suculentas que cresciam na vinha, e sua boca começou a salivar. Mas o buraco era muito pequeno para ela. O que fez então a esperta raposa? Jejuou por três dias, até tornar-se tão magra que conseguiu passar pelo vão. No vinhedo, a raposa começou a comer à vontade. Ficou maior e mais gorda que antes. Até que quis sair da plantação. Ai dela! O buraco estava pequeno demais novamente. O que poderia fazer? Jejuou então por três dias, até que conseguiu espremer-sepelo buraco e passar para fora outra vez. Voltando-se para olhar a vinha, a pobre raposa disse: "Vinha, ó vinha! Como pareces adorável, e como são deliciosas tuas frutas. Mas que bem me fizeste? Assim como a ti cheguei, assim eu te deixo..." Fonte: Sociedade Israelita de Beneficência BEITCHABAD O GALO E A PÉROLA Andava o Gaio esgravatando no monturo, para achar migalhas, ou bichos, que comer, e acertou de descobrir uma pedra: disse então: – O Pedra preciosa, ainda que lugar sujo, se agora te achara um discreto Lapidário, te recolhera; mas a mim não me prestas; mais caso faço de uma migalha, que busco para meu sustento, ou dous grãos de cevada. Dito isto, a deixou, e foi por diante esgravatando para buscar conveniente mantimento. O LOBO E O CORDEIRO Estava bebendo um Lobo encarniçado em um ribeiro de água, e pela parte de baixo chegou um Cordeiro também a beber. Olhou o Lobo de mau rosto, e disse, reganhando os dentes: – Porque tiveste tanta ousadia de me turvar a água onde estou bebendo? Respondeu o Cordeiro com humildade: – A água corre para mim, portanto não posso eu torvá-la. Torna o Lobo mais colérico a dizer: – Por isso me hás-de praguejar? Seis meses haverá que me fez outro tanto teu pai. Respondeu o Cordeiro: – Nesse tempo, senhor, ainda eu não era nascido, nem tenho culpa. – Sim tens (replicou o Lobo) que todo o pasto de meu campo estragaste. – Mal pode ser isso, disse o Cordeiro, porque ainda não tenho dentes. O Lobo, sem mais razões, saltou sobre ele e logo o degolou, e o comeu. O LOBO E AS OVELHAS Havia guerra travada entre Lobos e Ovelhas; e elas, ainda que fracas, ajudadas dos rafeiros, sempre levavam o melhor. Pediram os Lobos paz, com condição que dariam de penhor seus filhos, e as Ovelhas que também lhe entregassem os rafeiros. Assentadas as pazes com estas condições, os filhos dos Lobos uivavam rijamente. Acodem os pais, e tomam isto por achaque de ser a paz quebrada; e tornam a renovar a guerra. Bem quiseram defender-se as Ovelhas,
  • 4. mas como sua principal força consistia nos rafeiros, que entregaram aos Lobos, facilmente foram deles vencidas, e todas degoladas. O REI DOS BUGIOS E DOIS HOMENS Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos Bugios. Foram logo logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse: – Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino? Respondeu um dos companheiros: – Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa. O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu: – Toda vossa gente são bugios irracionais, forçado é que o rei também seja bugio. Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem. O RATO E A RÃ Desejava um Rato passar um rio, e temia, por não saber nadar. Pediu ajuda a uma Rã, a qual se ofereceu de o passar, se se atasse ao seu pé. Consentiu o Rato, e tomando um fio, se atou pelo pé e na outra ponta atou o pé da Rã. Saltaram ambos na água, mas a Rã com malícia trabalhava por se mergulhar, por que o Rato se afogasse. O Rato fazia por sair para fora, e ambos andavam neste trabalho e fadiga. Passava um milhano por cima e vendo o rato sobre a água, se abateu per o levar, e levou juntamente a Rã, que estava atada com ele, no ar os comeu ambos. Ler mais: https://segundociclo.webnode.pt/fabulas/
  • 5. Trava-línguas Trava-línguas é um conjunto de palavras formando uma sentença que seja de difícil articulação em virtude da existência de sons que exijam movimentos seguidos dalíngua que não são usualmente utilizados. Os travalínguas, além de aperfeiçoadores da pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos. São embaraçosos, provocam risos e caçoadas. Ora, diz lá isto muito depressa: Arcas, arcas, arcas, arcas, arcas... O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia Jaime, Jaime, Jaime, Jaime, Jaime... Um tigre, dois tigres, três tigres Padre Pedro prega pregos. Pregos prega padre Pedro... Se cá nevasse fazia-se cá ski. Um limão, dois limões, meio limão. Que faria o Faria, se não fosse Faria? Faria o que faria, quem não fosse faria. Esta burra torta trota Esta burra torta trota Trota, trota, a burra torta. Trinca a murta, a murta brota Brota a murta ao pé da porta. ----------------------------------- Um ninho de mafagafas Um ninho de mafagafas Com sete mafagafinhos Quando o mafagafa gafa Gafam os setes mafagafinhos. -----------------------------------
  • 6. A história é uma sucessão sucessiva A história é uma sucessão sucessiva dos sucessos que se sucedem sucessivamente. ----------------------------------- Percebeste? Percebeste? Se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste. Percebeste? Ler mais: https://segundociclo.webnode.pt/trava-linguas/