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A Era Vargas
1930-1945
Parte 2: Governo
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Características da Era Vargas
 Podemos dividir em três fases: Governo Provisório (1930-1934),
Governo Constitucional (1934-1937) e o Estado Novo (1937-
1945). Getúlio Vargas pode ser considerado como umas das
principais figuras da república brasileira.
 Vargas realizou um governo nacionalista, que iniciou a
transformação do Brasil de um país agrário em um país urbano-
industrial, representado pelo desenvolvimento da indústria de
base na aplicação de lei trabalhistas, como o salário mínimo,
jornada de 44 horas semanais, repouso remunerado e carteira
de trabalho profissional.
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continuação
 Centralizou o poder com alta intervenção do Estado na
economia e utilizou um discurso populista, dirigido para as
massas ao mesmo tempo em que as controla. Buscou veicular
uma imagem paternalista, de “pai dos pobres”, guia dos
necessitados, obtendo grande sucesso, principalmente, devido
ao respaldo das leis trabalhistas implantadas.
 Criou o ministério da Educação e Saúde e o ministério do
Trabalho, Indústria e Comércio, estabeleceu o código eleitoral
de 1933 (justiça eleitoral, o voto secreto e o voto feminino).
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A Revolução Constitucionalista de 1932
 Foi um movimento provocado pela insatisfação com o prolongamento do governo provisório
e também visto como uma tentativa da oligarquia paulista em recuperar seu prestígio e
poder.
 Vargas havia nomeado como interventor (espécie de governador escolhido pelo Governo
Federal) de São Paulo o militar pernambucano João Alberto de Barros, o que causou
enorme revolta por parte da população, que desejava um inventor civil e paulista. O Partido
Democrático e o Partido Republicano Paulista se juntaram na Frente Única exigindo a
reconstitucionalização do país.
 O assassinato de quatro jovens cujos nomes formam a sigla MMDC foi responsável pela
intensificação do conflito.
 Vargas, sempre buscando conciliar interesses, iniciou os trabalhos para a convocação de
uma assembleia constituinte e nomeou um interventor civil e paulista. Mesmo assim, a elite
de São Paulo continuou a luta e o movimento foi duramente sufocado, não deixando,
porém, de influenciar decisivamente o rumo político do período.
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A ANL e AIB no Brasil
 A crise de 1929 provocou o fortalecimento e a disputa durante toda a década de 1930 entre
o comunismo e o fascismo, ideologias radicais que se beneficiaram com a grande
depressão econômica, tornando-se, para muitos países alternativas viáveis.
 O reflexo dessa disputa no Brasil foi representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL)
sob influência comunista, tendo como principal líder Luís Carlos Prestes, e a Ação
Integralista Brasileira (AIB), de tendências fascistas lideradas por Plínio Salgado. Essas
duas organizações provocaram graves tensões políticas que culminaram com o golpe do
Estado Novo e a extinção de todos os partidos políticos.
 Em 1935, Prestes, contando com a ajuda de sua famosa esposa Olga Benário, liderou uma
fracassada insurreição, chamada de “Intentona Comunista”. Alguns integralistas,
decepcionados com o seu abandono por Vargas após a implantação do Estado Novo,
também tentaram um golpe de 1938, sendo facilmente derrotado.
z
O Plano Cohen
 A Constituição de 1934 estabelecia eleições diretas para
presidente em 1937, mas Vargas não pensava em largar o poder,
ainda mais com o crescimento do radicalismo político e a
possibilidade de opositores chegarem ao governo. A cúpula do
exército, também temerosa, passou a ver com bons olhos a
permanência de Vargas no Poder.
 Para justificar sua permanência, Vargas utilizou como pretexto um
plano falsificado pelo militar integralista Olympio Mourão Filho,
chamado de Plano Cohen, que denunciava um suposto ataque
comunista para tomar o poder. Em 10 de novembro de 1937,
Vargas anunciou no rádio o estabelecimento do Estado Novo em
nome da proteção dos interesses democráticos, prolongando por
mais oito anos como presidente da nação.
z
O Estado Novo e suas características
 O Estado Novo representou o período ditatorial de Getúlio Vargas no poder que se
estendeu de 10 de novembro de 1937 até 29 de outubro de 1945.
 Outorga da Constituição de 1937, influenciada pelas constituições da Polônia e da Itália,
que extinguiu o legislativo centralizando ainda mais o poder nas mãos do presidente.
 Proibição de greves e extinção dos partidos políticos
 Criação da Companhia Siderúrgica (CSN) cujo financiamento foi disputado através de um
jogo de interesses entre alemães e norte-americanos, sendo os últimos vitoriosos.
 Criação da Companhia Vale do Rio Doce.
 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943.
 Utilização maciça da propaganda, principalmente com a criação do Departamento de
Imprensa e Propaganda (DIP), também responsável pela censura.
 Participação brasileira na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados com a criação da
Força Expedicionária Brasileira (FEB)
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O Fim do Governo Vargas
 Além dos desgaste natural ao longo tempo que Vargas já estava
no governo e das crescentes insatisfações, como a de
intelectuais através do Manifesto Mineiro, um dos principais
fatores do fim do Estado Novo foi a vitória dos Aliados na
Segunda Guerra Mundial, que por lutarem para o
restabelecimento da democracia começaram a questionar a
ditadura de Vargas, mudando assim a opinião pública.
 A saída de Vargas não agradou a militância, que influenciada
por Getúlio, organizou o movimento “queremista”, desejando a
sua permanência no poder. Vargas retornou em 1951, mas
dessa vez, eleito diretamente por voto popular.

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A Era Vargas 1930 -1945: Parte 2 - Governo

  • 2. z Características da Era Vargas  Podemos dividir em três fases: Governo Provisório (1930-1934), Governo Constitucional (1934-1937) e o Estado Novo (1937- 1945). Getúlio Vargas pode ser considerado como umas das principais figuras da república brasileira.  Vargas realizou um governo nacionalista, que iniciou a transformação do Brasil de um país agrário em um país urbano- industrial, representado pelo desenvolvimento da indústria de base na aplicação de lei trabalhistas, como o salário mínimo, jornada de 44 horas semanais, repouso remunerado e carteira de trabalho profissional.
  • 3. z continuação  Centralizou o poder com alta intervenção do Estado na economia e utilizou um discurso populista, dirigido para as massas ao mesmo tempo em que as controla. Buscou veicular uma imagem paternalista, de “pai dos pobres”, guia dos necessitados, obtendo grande sucesso, principalmente, devido ao respaldo das leis trabalhistas implantadas.  Criou o ministério da Educação e Saúde e o ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, estabeleceu o código eleitoral de 1933 (justiça eleitoral, o voto secreto e o voto feminino).
  • 4. z A Revolução Constitucionalista de 1932  Foi um movimento provocado pela insatisfação com o prolongamento do governo provisório e também visto como uma tentativa da oligarquia paulista em recuperar seu prestígio e poder.  Vargas havia nomeado como interventor (espécie de governador escolhido pelo Governo Federal) de São Paulo o militar pernambucano João Alberto de Barros, o que causou enorme revolta por parte da população, que desejava um inventor civil e paulista. O Partido Democrático e o Partido Republicano Paulista se juntaram na Frente Única exigindo a reconstitucionalização do país.  O assassinato de quatro jovens cujos nomes formam a sigla MMDC foi responsável pela intensificação do conflito.  Vargas, sempre buscando conciliar interesses, iniciou os trabalhos para a convocação de uma assembleia constituinte e nomeou um interventor civil e paulista. Mesmo assim, a elite de São Paulo continuou a luta e o movimento foi duramente sufocado, não deixando, porém, de influenciar decisivamente o rumo político do período.
  • 5. z A ANL e AIB no Brasil  A crise de 1929 provocou o fortalecimento e a disputa durante toda a década de 1930 entre o comunismo e o fascismo, ideologias radicais que se beneficiaram com a grande depressão econômica, tornando-se, para muitos países alternativas viáveis.  O reflexo dessa disputa no Brasil foi representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) sob influência comunista, tendo como principal líder Luís Carlos Prestes, e a Ação Integralista Brasileira (AIB), de tendências fascistas lideradas por Plínio Salgado. Essas duas organizações provocaram graves tensões políticas que culminaram com o golpe do Estado Novo e a extinção de todos os partidos políticos.  Em 1935, Prestes, contando com a ajuda de sua famosa esposa Olga Benário, liderou uma fracassada insurreição, chamada de “Intentona Comunista”. Alguns integralistas, decepcionados com o seu abandono por Vargas após a implantação do Estado Novo, também tentaram um golpe de 1938, sendo facilmente derrotado.
  • 6. z O Plano Cohen  A Constituição de 1934 estabelecia eleições diretas para presidente em 1937, mas Vargas não pensava em largar o poder, ainda mais com o crescimento do radicalismo político e a possibilidade de opositores chegarem ao governo. A cúpula do exército, também temerosa, passou a ver com bons olhos a permanência de Vargas no Poder.  Para justificar sua permanência, Vargas utilizou como pretexto um plano falsificado pelo militar integralista Olympio Mourão Filho, chamado de Plano Cohen, que denunciava um suposto ataque comunista para tomar o poder. Em 10 de novembro de 1937, Vargas anunciou no rádio o estabelecimento do Estado Novo em nome da proteção dos interesses democráticos, prolongando por mais oito anos como presidente da nação.
  • 7. z O Estado Novo e suas características  O Estado Novo representou o período ditatorial de Getúlio Vargas no poder que se estendeu de 10 de novembro de 1937 até 29 de outubro de 1945.  Outorga da Constituição de 1937, influenciada pelas constituições da Polônia e da Itália, que extinguiu o legislativo centralizando ainda mais o poder nas mãos do presidente.  Proibição de greves e extinção dos partidos políticos  Criação da Companhia Siderúrgica (CSN) cujo financiamento foi disputado através de um jogo de interesses entre alemães e norte-americanos, sendo os últimos vitoriosos.  Criação da Companhia Vale do Rio Doce.  Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943.  Utilização maciça da propaganda, principalmente com a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), também responsável pela censura.  Participação brasileira na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados com a criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
  • 8. z O Fim do Governo Vargas  Além dos desgaste natural ao longo tempo que Vargas já estava no governo e das crescentes insatisfações, como a de intelectuais através do Manifesto Mineiro, um dos principais fatores do fim do Estado Novo foi a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, que por lutarem para o restabelecimento da democracia começaram a questionar a ditadura de Vargas, mudando assim a opinião pública.  A saída de Vargas não agradou a militância, que influenciada por Getúlio, organizou o movimento “queremista”, desejando a sua permanência no poder. Vargas retornou em 1951, mas dessa vez, eleito diretamente por voto popular.