SlideShare uma empresa Scribd logo
A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO
Neste capítulo temos referência à santificação do crente. A aplicação da palavra a outras coisas será referida só para
lançar luz sobre a santificação do crente.
I. O SIGNIFIC A DO DE T ERM O S
O nome “santificação” é a tradução do grego “hagiasmos”. O verbo grego é “hagiazo”. O verbo hebraico correspondente
é “quades”. O nome grego é usado dez vezes no Novo T estamento. C inco vezes está traduzido “santificação” e cinco
vezes está traduzido “santidade”. O verbo grego é empregado vinte e nove vezes no V elho T estamento. V inte e seis
vezes está traduzido “santificar”. Duas vezes é traduzido por “honra”. U ma vez ocorre voz passiva e está traduzida “sê
santo”. “Hagios” é outra palavra grega derivada de “hagiazo” e está usada tanto como adje tivo como nome: como
adjetivo ocorre noventa e três vezes com “pneuma” (Espírito) para designar o Espírito Santo. Em sessenta e oito outros
casos é usado como adjetivo e está traduzido “santo”. C omo nome está traduzido “santíssimo” duas vezes, uma vez
como “o mais santo de todos”, quatro vezes “O Santo”; três vezes “lugar santo”; uma vez “coisa santa”; três vezes
“santuário” e “santo” ou “santos” sessenta e duas vezes.
O Léxico de T hayer define “hagiazo” como significando “dar ou reconhecer por venerável, h onrar, separar de coisas
profanas e dedicar a Deus, consagrar; purificar”, tanto externamente - se cerimonialmente (1 T im. 4:5; Heb. 9:13) ou
por expiação (Heb. 10:10; 13:12) – como internamente. O significado de “hagiasmo” e “hagios” procede do de
“hagiazo”, segundo o próprio uso deles.
II. A SA NT IFIC A Ç Ã O P A SSA DA DO S C RENT ES
Há um sentido em que o povo salvo já foi santificado.
1. REFERÊNC IA ESC RIT U RÍST IC A S A ISSO
A tos 20:32; 26:18; 1 C or. 1:2; 6:11; 2 T ess. 2:13; Heb. 19:19; 1 P ed. 1:2
2. NA T U REZA DISSO
A santificação passada do crente é tríplice:
(1). C onsagração
O crente foi consagrado ou dedicado ao serviço de Deus. T emos o tipo disto na santificação do tabernáculo e do templo
com seus petrechos e equipamentos. V ide Ex. 29:37; 30:25-29; 40:8-11; Lev. 8:10,11; 21:23; 1 Reis 7:51; 2 C or.
2:4; 5:1; 29:19. A santificação semelhante àquela que está ora sob consideração pode ser vista em Gên. 3:2; Joel
1:14; Jer. 1:5; João 10:36.
Santificação neste sentido é uma separação formal e externa para Deus. Não há pensamento aqui de santidade interna.
(2). P urificação legal
Esta é a espécie de santificação referida em 1 C or. 1:30; Efe. 5:26; Heb. 10:10; 13:12. A os olhos da Lei do V elho
T estamento o crente é santo; porque C risto, por Sua morte, pagou a penalidade da Lei e, pelo Seu sangue, lavou toda
culpa (1 C or. 6:11; Gal. 3:13; A poc. 1:5; 7:14).
(3). P urificação moral da alma
Noutro capítulo já indicamos que a regeneração remove toda depravação da alma, ou natureza espiritual do homem, de
maneira que o único pecado que fica no homem é o pecado da natureza carnal, a qual é muitas vezes referida como
corpo. C remos que esta espécie de santificação está referida em 2T ess. 2:13 e 1P ed. 1:2, também 1 C or. 6:11.
T anto quanto diz respeito à remoção da presença do pecado da alma, o crente tem uma perfeita santificação moral,
tanto como uma perfeita santificação formal e legal. Fica no crente, como veremos, a necessidade de mais santificação,
mas esta não tem que ver com a remoção do pecado da alma. A alma se faz sem pecado na re generação e neste
sentido está perfeitamente santificada.
3. C O M O É ELA REA LIZA DA
(1). Deus, sem dúvida, é o autor dela
Ele é o autor de toda a boa coisa. Ele nos elegeu para ela. Ele a ideou e planeou.
(2). O Espírito Santo é o A gente de Deus na Realização dela
1 C or. 6:11; 2 T ess. 2:13; 1 P ed. 1:2.
(3). A morte de C risto é à base da obra do Espírito Santo
V ide as passagens dadas supra sob purificação legal.
(4). A fé é o meio
A tos 26:18. A fé é o meio pelo qual a alma se purifica (A tos 15:9; 1 P ed. 1:22).
(5). A palavra de Deus é um meio Secundário
Isto é verdade porque a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela P alavra de Deus” (Rom. 10:17).
III. A SA NT IFIC A Ç Ã O P RESENT E DO C RENT E
Há um sentido em que o crente está sendo santificado.
1. REFERÊNC IA DA ESC RIT U RA A ELA
João 17:17,19; Rom. 6:19-22; 15:16; 1 T ess. 5:23; Heb. 2:11; 10:14; 12:14; 1 P ed. 1:15. A listamos aqui passagens
somente em que “hagiasmos”, “hagiazo” ou “hagios” aparecem no original. Há muitas outras passagens que,
indiretamente, se referem à santidade presente do crente.
2. C O M O É ELA REA LIZA DA
(1). Deus é o autor dela
João 17:17; 1 T ess. 5:23.
(2). O Espírito Santo é o agente
Rom. 15:16. O Espírito Santo realiza a nossa santificação presente por guiar (Rom. 8:14), transformar (Rom. 12:2; 2
C or. 2:18 ), fortificar (Efe. 3:16), fazer frutífero (Gal. 5:22,23).
(3). A morte de C risto é a base
A morte de C risto provê a base para tudo da obra do Espírito Santo.
(4). A palavra de Deus é o Instrumento do Espírito
João 17:17. Isto está provado por todas as pas sagens que ensinam que a verdade promove obediência, previne e
purifica do pecado, faz-nos odiar o pecado e causa-nos crescer na graça. V ide Salm. 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93,
104; Heb. 5:12 -14; 1 P ed. 2:2.
(5). A fé é o meio principal
É pela fé que a instrumentalidade da P alavra se faz eficiente. A fé é ao mesmo tempo o resultado da obra santificadora
do Espírito e o meio principal para Sua obra santificadora ulterior.
(6). Nossas próprias obras são também um meio para nossa presente santificação
Rom. 6:19. A ssim como o exercício físico é necessário ao crescimento espiritual. O exercício físico desenvolve o apetite
para o alimento, do qual recebemos nutrição que produz crescimento. O exercício espiritual desenvolve apetite para a
P alavra de Deus, do qual recebemos nutrimento espiritual que produz crescimento na graça.
(7). O utros meios menos diretos
Entre outros meios menos diretos em nossa presente santificação nomeiem-se a oração, o ministério ordenado de Deus
(Efe. 4:11,12), freqüência à igreja e associação com crentes em capacidade comunal, observância das ordenanças do
batismo e da C eia do Senhor, a observância do dia do Senhor e o castigo e as providências de Deus.
T udo dessas coisas ajuda para com a nossa presente santificação, não por causa de qualq uer virtude intrínseca de si
mesmas, mas somente como de um ou outro meio, trazem-nos em contacto com a verdade divina, iluminam nossas
mentes em relação a ela e trazem-nos a uma apreciação mais elevada dela e mais completa obediência a ela. É
somente desta maneira que o batismo e a C eia do Senhor contribuem para a nossa presente santificação. Não são
sacramentos e muito menos sacramentos concessores de graças. A graça recebida por meio das ordenanças não é
recebida ex opere operato – do mero ato de observância.
3. A NA T U REZA DELA
É “aquela operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição comunicada na regeneração é mantida e
fortalecida” (Strong, Systematic T heology, pág. 483).
(1). O que ela não é
A . Não é um melhoramento da carne
Nossa presente santificação inclui o corpo (1 T es. 5:23), mas não tanto assim que altere essencialmente a
pecaminosidade da carne. A carne cobiça contra o Espírito (Gal. 5:17). M esmo num soldado da cruz idoso e sasonado,
como foi o apóstolo P aulo, vemos que a carne estava ainda inalterada (Rom. 7:14-24). O corpo está incluído em que á
alma, por meio da santificação, se dá maior controle sobre ele e assim está guardado, até certo ponto, de atos
ostensivos de pecado; mas sua pecaminosidade essencial está latente.
B. Não é uma eliminação gradual de pecado na alma.
C omo já notamos, a alma se torna impoluta na regeneração e se une com o Espírito Santo. Nenhum pecado fica na
alma, portanto, a ser eliminado por nossa presente santificação.
(2). O que ela é
A . É uma manutenção progressiva e fortalecimento da alma em santidade.
P or meio de nossa presente santificação nossas almas são confirmadas em santidade. Santo foi A dão na criação, mas
não foi confirmado em santidade. A natureza progressiva de nossa presente santificaçã o está bem implicada em Heb.
2:11 e 10:14, onde está empregado o particípio presente, que sempre denota ação progressiva.
B. É inteiramente interna
Nossa santificação passada é em parte externa, mas a presente é inteiramente interna.
C . É prática.
C onquanto seja interna, contudo ela se manifesta externamente em vida prática cristã.
D. É experimental
Nossa santificação passada pode ser só muito escuramente experiêncial no tempo em que ela ocorre, mas a presente é
definitivamente experiencial. O crente sente e conhece o trabalhar do Espírito no seu coração, fortalecendo -o,
transformando-o de graça em graça (2 C or. 3:18), movendo-o à oração, aos estudo da Bíblia e outros exercícios e
atividades cristãs. E esta obra do Espírito no crente é a fonte de sua firmeza . É deste modo que o Espírito testemunha
com os nossos espíritos que somos filhos de Deus (Rom. 8:18).
E. É sempre incompleta nesta vida.
A nova vida jamais ganha perfeito controle sobre a natureza carnal; Isto nos leva a considerar:
IV . REFU T A DA A DO U T RINA DE P ERFEIÇ Ã O SEM P EC A DO
U m estudo da doutrina bíblica de santificação não é completo sem uma consideração do ensino que a impecabilidade é
inatingível nesta vida. U rgimos sobre o seguinte:
1. O BJEÇ Õ ES A EST A DO U T RINA
(1). O apóstolo Paulo, a quem Deus estabeleceu como um exemplo humano para crentes (1 T im. 1:16) e em cuja vida
não estamos certos de se ver qualquer falta, não teve, mesmo na velhice, alcançada perfeição impecável.
É isto evidente de Rom. 7:14-24. A bsurdo é referir isto a P aulo antes da regeneração. No décimo quarto versículo há
significativa mudança do tempo passado para o presente. Fazer os versos além do décimo quarto referir -se à vida de
P aulo antes da regeneração é fazer deles uma monstruosidade gramatical. A última parte do verso vigésimo quinto
mostra que a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo não tem lugar nesta vida. Isto também está patente em
Rom. 8:23 -25. A vitória vem somente com a redenção do corpo, a qual terá logar na ressurreição.
O utra vez, a linguagem de Rom. 7:14-24 mostra que ela se refere a um homem salvo. “Nenhum homem irregenerado
pode verdadeiramente dizer: “Eu consinto com a Lei, que é boa”; “Q uerer estar presente comigo”; “P orque me deleito
na Lei de Deus segundo o homem interior”; “A ssim então, com a mente eu mesmo sirvo à Lei de Deus” (P endleton,
C histian Doctrines, pág. 301).
A idéia que em Rom. 7 temos a experiência de P aulo depois de ter sido salvo, mas antes santificado, enquanto que em
Rom. 8 temos sua experiência depois de ter sido santificado, é também absurda. C omo temos apontado, o capítulo
oitavo de Romanos não ensina a perfeição impecável mais do que o capítulo sétimo. No oitavo P aulo ensina que os
crentes ainda gemem debaixo da pecaminosidade do corpo e estão esperando pela sua redenção (vs. 23), sendo salvos
pela esperança (vs. 24,25). T oda a prosa do crente: na sua experiência, safando -se do capítulo sétimo de Romanos
para o oitavo, não tem sentido. T odo crente vive toda a sua vida em ambos os capítulos, que ambos são só parte de
um disc urso ligado. “O portanto” do verso 1 do capítulo 8 dirige-nos de volta à última parte do capítulo sétimo como
base do que está dito no oitavo.
A epístola aos romanos foi escrita antes da viagem de P aulo a Roma. Depois de ter sido levado a Roma, enquanto
prisioneiro lá, escreveu algumas epístolas.U ma delas é a epístola aos filipenses. Nesta epístola P aulo ainda renuncia à
perfeição absoluta. Disse ele que não se considerou como já a tendo atingido. Fil. 3:12.
(2). O modelo de oração dado por C risto aos Seus discípulos implica pecaminosidade contínua por parte do povo salvo.
C omo é bem sabido, C risto ensinou Seus discípulos a confessar os seus pecados na oração modelo. Nem Ele em
qualquer tempo ou de qualquer modo insinuou ou implicou que havia um tempo quando eles poderiam
apropriadamente dispensar esta confissão do pecado e petição de perdão.
(3). O fato que todos entre os filhos de Deus são castigados por Ele mostra que todos eles pecam (Heb. 12:5 -8).
“Se estais sem castigo, do qual todos são feitos participantes, então sois bastardos e não filhos” (Heb. 12:8). Não pode
haver castigo sem pecado. Deus podia tratar-nos de um modo providencial, se fossemos perfeitos, mas os Seus tratos
não poderiam chamar-se castigo.
(4). T iago declara que todos pecam.
“T odos nós tropeçamos em muitas coisas” (T ia. 3:2).
(5). João declara que quem professa impecabilidade está enganado.
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). “Nós”
– certamente se refere a crentes. E o tempo presente mostra que a passagem se refere, não a uma negação de pecado
anterior senão a uma negação de pecado atual. E esta passagem nos diz que os professantes da perfeição impecável
estão auto-iludidos. Estão enganados pelo menos sobre quatro coisas, a saber:
A . A natureza da Lei de Deus (a Lei de C risto – 1 C or. 9:21) para crentes.
Em vez de verem a Lei de Deus para crentes como um transcrito de Sua santidade, um padrão perfeito de justiça,
vêem-na como uma balança móvel que se acomoda à nossa habilidade. “Esta idéia reduz a divina à habilidade do
devedor para pagar,- método breve de se desincumbirem obrigações. P osso saltar a torre de uma igreja, se me for
permitido fazer uma torre de igreja bem baixa; posso tocar as estrelas, se as estrel as baixarem somente à minha
mão.” (Strong).
B. O escôpo do pecado.
Q ueriam que crêssemos que as transgressões “involuntárias” não são pecados. John Wesley, um dos mais
proeminentes advogados da doutrina de perfeição impecável nesta vida , disse: “C reio que uma pessoa cheia do amor
de Deus ainda está sujeita a transgressões involuntárias. T ais transgressões podeis chamar pecados, se vos apraz; eu
não.”
M eios involuntários: “1. C ontrário a vontade ou desejo de alguém. 2. Não sob o controle da vontade.” C omo a plicada a
atos morais, a palavra deve ter o primeiro sentido. O segundo sentido aplica -se somente a tais coisas como a digestão,
o bater do coração e outras funções naturais do corpo. E o significado da vontade ou desejo na primeira definição deve
ser entendido no sentido restrito do teor normal da vontade. No sentido lato ninguém nunca age contra sua vontade ou
desejo, exceto quando sobrepujado pela força física. Nenhuma pessoa salva quer normalmente zangar -se e falar
palavras ferinas; mas, sob sérias provocações, perde-se a calma e diz coisas que não devera ter dito. São estes atos
involuntários, segundo o único sentido em que se pode aplicar o termo a atos morais. P ortanto, conforme com John
Wesley e outros perfeccionistas, estes atos não são pecado. A s mesmas coisas poder ser aplicada ao homicídio de U rias
por Davi e ao seu adultério com Betséba.
C . O poder da vontade humana.
A firmar que à vontade, mesmo normalmente, pode escolher a Deus supremamente em qualquer momento, ou é negar
a depravação na natureza carnal do homem ou implicar que a vontade é uma adesão externa a natureza do homem
antes que uma expressão dela. “Dizer que, o que quer que tenham sido os hábitos do passado e o que quer que sejam
as más afeições do presente, está o homem perfeitamente apto a obedecer em qualquer momento à Lei total de Deus,
é negar que haja coisas tais como caráter e depravação.” (Strong).
D. Sua própria salvação.
Q uando João diz: “a verdade não está em nós”, ele não se refere à verdade abstrata, mas a “verdade do evange lho,
trazendo a luz de Deus à alma e assim revelando pecados como a luz solar faz ao pó” (Sawtelle). “A verdade é para ser
tomada objetivamente como a verdade divina em C risto, o princípio absoluto da vida vindo de Deus e recebido no
coração” (Lange). Este sentido é confirmado pelo verso 10, que diz: “Se dizemos que não pecamos, fazemo -lo (a Deus)
mentiroso e Sua P alavra não está em nós.” Esta passagem repete a verdade do verso 8. “A s pessoas supostas como
dizendo isto são vistas no ponto quando deveriam es tar oferecendo sua confissão – uma confissão de pecado
principiando no passado e chegando ao presente; daí, o tempo perfeito” (Sawtelle). E as expressões “a verdade não
está em nós” e “Sua P alavra não está em nós” negam o caráter cristão de todo o professa nte da perfeição impecável.
P or estas passagens todos eles estão perdidos.
2. A S ESC RIT U RA S EXP LIC A DA S
A ssumimos as seguintes passagens da Escritura tidas pelos perfeccionistas impecáveis como prova da sua teoria.
(1). A s passagens que falam do crente como sendo “perfeito”
Referimo-nos aqui a semelhantes passagens como Lucas 6:40; 1 C or. 2:6; 2 C or. 13:11; Efe. 4:11; Fili. 3:15; C ol.
4:12; 2 T im. 3:17.
A perfeição dessas passagens não é absoluta: é apenas perfeição relativa. A lgumas vezes a palavra “perfeit o” refere-se
só a maturidade cristã em contraste com a fraqueza de criancinhas em C risto. A lgumas vezes quer dizer somente que
aqueles a quem descreve estão livres de qualquer falta grave. A ssim nos é dito que Noé era um homem justo e
perfeito” (Gen. 6:9), ainda mesmo bêbedo (Gen. 9:21). E assim se diz que Jó era perfeito e justo” (Jó 1:1).
O emprego da palavra “perfeito” em Fil. 3:15 lança luz interessante e instrutiva sobre o seu sentido usual na Escritura.
No verso 12, como já notamos, P aulo renuncia à perfeição. Então, no verso 15 ele endereça uma exortação à “tantos
quantos são perfeitos”. É perfeitamente evidente, então, que no verso 12 ele faz referência à perfeição absoluta,
enquanto que no verso 15 ele alude aos que são relativamente perfeitos ou ma duros. E a estes ele exorta a “sentir o
mesmo”. P or isto ele quer dizer que eles devem renunciar à perfeição absoluta, como ele fez, e prosseguir para coisas
mais elevadas. Assim vemos que “perfeito”, a luz do significado costumeiro do termo na Escritura, quando aplicado a
crentes, exige que crentes renunciem a perfeição absoluta e todavia prossigam para coisas mais elevadas. O indivíduo
que professa perfeição impecável e o que não está prosseguindo para frente não são “perfeitos”.
(2). M at. 5:48 “V ós, portanto, sede perfeitos, assim como o vosso P ai celeste é perfeito.”
Nesta passagem Jesus firma para os Seus discípulos o ideal de perfeição absoluta. Ele não podia ter firmado nada
menos do que isto sem coonestar e encorajar o pecado. M as não há nada aqui ou em qualquer outro lugar que implique
que os seguidores de C risto ainda alcancem este ideal na carne. De fato, é ímpio afirmar que atingem este ideal, pois a
perfeição oferecida é a de Deus mesmo.
(3). 1 T ess. 5:23 “E o Deus de paz mesmo voz santifique em tudo e sejam conservados inteiros vosso espírito e alma e
corpo sem mancha na vinda de nosso Senhor Jesus C risto.”
Esta passagem deve ser entendida à luz da própria experiência de P aulo e à luz da Escritura como um todo. Se P aulo
orou pela completa santificação dos tessalonicenses nesta vida, então ele orou por algo para eles que ele mesmo não
tinha provado, ou então ele perdeu mais tarde sua completa santificação; porque, quando ele escreveu aos romanos
muito depois, como temos notado, ele não professou impecabilidade.
A santificação porque P aulo orou para que Deus operasse nos tessalonicenses foi, na verdade, santificação completa,
como evidenciado pela palavra grega “holoteles”; mas ele não indica que é para se cumprir nesta vida. A Escritura
muito definitivamente condena a noção que P aulo esperou que ela se cumprisse nesta vida. E a menção da vinda de
C risto sugere que ele contemplou o futuro como o tempo quando sua oração estava para ter completa resposta. P aulo
orou pelo prosseguimento da santificação progressiva, assim como C risto orou pelo mesmo para os Seus discípulos
(João 17:17), cuja santificação progressiva resultaria em completa santificação na segunda vinda de C risto.
(4). 1 João 2:4 “A quele que diz, eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos , é um mentiroso e a verdade não
está nele.”
Juntamente com esta passagem podemos classificar outras passagens semelhantes tais como João 14:23; Rom. 8:12;
1 João 1:6.
Estas passagens fazem referência ao teor geral da vida cristã. Elas não podem ser tidas como ensinando que quem está
salvo guarda os mandamentos de Deus perfeitamente em qualquer momento, porque outras passagens o negam.
O Rio M ississipi proporciona uma excelente ilustração da vida cristã. Se se perguntar a alguém para que direção corre
esse rio, responderá que corre na direção sul; mas a matéria de fato é que este rio algumas vezes corre para leste,
outras para oeste e algumas vezes mesmo corre numa direção norte. M as, a despeito destes fatos, prosseguimos
dizendo que ele corre para o sul. A s sim falamos porque consideramos o rio como um todo. V emos o alvo principal do
rio. A ssim é com a vida cristã. Q uando é vista como um todo, ou quanto ao seu alvo principal, percebe -se que é uma
vida de justiça; mas a caudal, quanto ao seu alvo não é tão rápida perto das margens como é no centro. E nunca
conservará sempre sua direção usual: baterá em obstruções que a desviarão temporariamente, mas de novo assumirá
o seu curso normal no futuro.
(5). 1 João 1:7 “O sangue de Jesus C risto seu Filho purifica -nos de todo pecado.”
A lguns têm a idéia que esta passagem quer dizer que o sangue de Jesus C risto faz-nos impecáveis quanto a estado.
M as não é assim. O sangue de Jesus Cristo purifica-nos somente quanto à nossa posição perante Deus. Esta passagem
faz referênc ia á justificação e santificação legais, mas não à santificação progressiva e prática.
A necessidade de purificação constante da contaminação recorrente foi ensinada por Jesus quando Ele lavou os pés dos
Seus discípulos. Ele disse: “O que está banhado não necessita senão de lavar seus pés, que o mais está todo limpo.”
(João 13:10). O restante dessa passagem “estais limpos, mas não todos”, o qual está explicado no verso seguinte
como querendo dizer: “Não estais todos limpos”, referindo-se a Judas, mostra que Jesus estava tirando uma analogia
entre a purificação física e a purificação espiritual. T anto como quem toma banho não precisaria de lavar -se outra vez,
mas de limpar-se do pé nos pés, assim quem se banhou no sangue de C risto não o repetirá mas, não obst ante, estará
na necessidade diária de se purificar da contaminação que se lhe adere no seu contato com o mundo. Ele “está todo
limpo” quanto à sua posição perante Deus, mas na precisão de confissão e perdão diários para que mantenham
comunhão com Deus.
(6). 1 João 3:9 “Q uem é nascido de Deus não peca, porque Sua (de Deus) semente permanece nele; não pode pecar
porque é nascido de Deus.”
A respeito dessa passagem, temos o seguinte a dizer:
A . Ela se refere ao padrão atual do viver cristão e não a um mero padrão ideal.
A passagem fala do que é realmente o cristão na sua conduta e não meramente de o que devera ser. Isto é evidente do
verso seguinte, que diz: “Nisto (isto é, na sua inabilidade para pecar) os filhos de Deus são manifestos e os filhos do
diabo.”
B. Ela se refere ao homem inteiro e não meramente à nova natureza.
É evidente que a “semente” nesta passagem se refere à nova natureza. O grego aqui é “sperma”. Está usada quarenta
e quatro vezes no Novo T estamento, significando quarenta e uma vezes, não se mente de plantio, mas progênie,
descendências. Q uando a P alavra de Deus é chamada “semente”, o grego não tem “sperma”, mas “spora” ou “sporos”.
V ide Lucas 8:11; 1 P ed. 1:23.
O utra objeção de peso à idéia que “semente” representa aqui a P alavra de Deus e o “Q ualquer que” a nova natureza, é
que não é a P alavra de Deus que faz impossível a nova natureza pecar. É a qualidade da nova natureza que faz isto
impossível. Se a nova natureza fosse pecaminosa, então a P alavra de Deus não impediria que ela pecasse mais do que
impede a carne de pecar.
T hayer faz “semente” nesta passagem referir-se a energia divina do Espírito Santo operando na alma, pela qual somos
regenerados. M as isto é uma interpretação puramente arbitrária. Não temos razão para crermos que tanto o Esp írito
Santo como Sua energia são referidos ainda como “sperma”.
P ortanto, tomando a “semente” como se referindo a nova natureza, necessariamente interpretamos “qualquer que”
como se referindo ao homem inteiro; porque é “ele”, o homem inteiro, em quem a “se mente”, a nova natureza,
permanece, que não pode pecar.
C . Ela afirma, não que uma pessoa regenerada não pode cometer um só pecado, mas que ela não pode seguir um
curso contínuo de pecado; não pode viver em pecado.
A dotamos esta interpretação desta passagem pelas seguintes razões:
(a). É a única idéia que está em harmonia com o texto. Está manifesto pelo contexto, como já foi observado, que João
falava daquilo que é exterior e atual, algo que faz uma diferença manifesta em si e de si. Então, também, esta
passagem evidentemente quer dizer a mesma coisa como os versos seis e oito e, se possível, são menos favoráveis as
outras interpretações.
(b). Enquanto é verdade que o homem todo não é nascido de Deus, todavia, em passagens gerais tais como a que ora
se cons idera a Escritura não faz distinção entre as duas naturezas do crente, mas frouxamente se refere ao homem
como um todo. Diz a Escritura: “Exceto U M seja nascido de novo” e não “exceto um tenha uma nova vida nascida com
ele”; “se alguém está em C risto, ELE é uma nova criatura”; não “ele tem uma nova criatura nele”; “vivificou-NO S com
C risto”, não “vivificou uma nova vida dentro de nós”; “ele nos gerou pela P alavra da verdade”, não “ele gerou algo
dentro de nós pela P alavra da verdade.”
(c). é a única idéia que toma conta do presente infinitivo “pecar” (grego- “harmartanein”) na última parte da
passagem. O infinitivo presente sempre significa ação durativa, linear, progressiva – ação em sua duração continuativa.
P or causa deste sentido do infinitivo grego, Wey mouth traduz a passagem: “Ninguém que é um filho de Deus está
habitualmente culpado de pecado. U m germe dado de Deus, de vida, fica nele e ele não pode pecar habitualmente”. E
Sawtelle explica “não faz pecado”, como significando: “Não o faz como a Lei de s ua vida, como a tendência do seu ser;
não pertence à esfera do pecado.”
D. Notem os perfeccionistas impecáveis os seguintes fatos sobre esta passagem:
(a). Sua afirmação aplica-se a toda gente salva; não apenas a alguns que alcançaram um suposto plano elev ado de
vida. A ssim esta passagem mata a teoria da “segunda benção”. A passagem esta falando sobre o que o crente é em
virtude da regeneração, não o que ele é em virtude de uma suposta “segunda obra de graça”.
(b) A passagem referida afirma que o caráter referido não pode pecar. A ssim, segundo sua própria teoria, teriam de
interpretar a passagem como ensinando que um que alcançou a impecabilidade não pode nunca reincidir em pecado.
Isto eles não admitirão. A ssim mostram que seu único interesse nesta passagem é acalentar sua heresia ignorante e
sem sentido.
V . O S FRU T O S DA SA NT IFIC A Ç Ã O P RO GRESSIV A .
P ensamos bom aqui alistar quatro coisas que J. M . P endleton, em “C hristians Doctrines” dá como evidências ou frutos
das influências graciosas do Espírito Santo em nosso santificação progressiva.
1. U M A NO Ç Ã O P RO FU NDA DE DESV A LIA
Nenhuma pessoa em quem o Espírito Santo fez qualquer obra considerável tem qualquer disposição para envaidecer-se
de sua bondade. P ara exemplos da noção de desvalia da parte dos santos de Deus, vide Jó 38:1,2; 40:4; 42:5,6; Efe.
3:8; Isa. 6. T ambém Fil. 3:12 -15.
2. U M Ó DIO C RESC ENT E A O P EC A DO
Nenhuma pessoa salva ama o pecado; isto é, o amor ao pecado não é o afeto dominante de sua vida. O s pecados que
ela comete não são o resultado de um amor normalmente dominante ao pecado senão de um levante ocasional da
carne ou da fricção constante entre a carne e o Espírito.
3. U M INT ERESSE C RESC ENT E NO S M EIO S DE GRA Ç A
Q uanto mais o Espírito Santo obra numa pessoa, tanto mais ela aprecia a P alavra de Deus , a oração, o culto e o
demais; e mais ela se avantaja dos benefícios de tais atos.
4. U M A M O R EM A U M ENT O DA S C O ISA S C ELEST IA IS
Este amor substitui o primeiro amor pelo pecado e faz o filho de Deus buscar aquelas coisas que são de cima.
T odos destes frutos do processo santificante impedem o fato que não se pode atingir a impecância nesta vida por
encorajar-se o pecado. A presença do pecado na vida do cristão não lhe proporciona nenhuma consolação; pelo
contrário, proporciona-lhe pesar. Ele quisera estar livre do seu peso terreno e elevar-se aos cimos de Deus para que
sua alma pudesse aquecer-se no sol de justiça. T oda pessoa salva pode dizer com P aulo: “Desgraçado homem que eu
sou! Q uem me livrará do corpo desta morte” (Rom. 7:24). Ele deseja que fosse sem p ecado, mas está indisposto a
violentar a Escritura e praticar a auto decepção para fingir que está sem pecado. O seu próprio desejo de
impecabilidade impede-o de praticar a hipocrisia, de perpetrar um engodo como todos os perfeccionistas impecáveis
fazem.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Desmascarando seitas e heresias parte 2
Desmascarando seitas e heresias   parte 2Desmascarando seitas e heresias   parte 2
Desmascarando seitas e heresias parte 2
ThayaneCristineManho
 
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
Erberson Pinheiro
 
Desmascarando seitas e heresias 1
Desmascarando seitas e   heresias 1Desmascarando seitas e   heresias 1
Desmascarando seitas e heresias 1
ThayaneCristineManho
 
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristoLBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
Natalino das Neves Neves
 
Lição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Lição 10 - A Intercessão pelos EfésiosLição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Lição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Éder Tomé
 
Doutrina da igreja
Doutrina da igrejaDoutrina da igreja
Doutrina da igreja
ugleybson
 
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de DeusLição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
Éder Tomé
 
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu CrucificadoLição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Éder Tomé
 
Esboço sobre louvor & adoração
Esboço sobre louvor & adoraçãoEsboço sobre louvor & adoração
Esboço sobre louvor & adoração
César Detinha Nunes
 
E.b.d juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
E.b.d  juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04E.b.d  juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
E.b.d juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
Joel Silva
 
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John OwenTratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
Silvio Dutra
 
Hebreus lições 09 e 10
Hebreus  lições 09 e 10Hebreus  lições 09 e 10
Hebreus lições 09 e 10
olrsan
 
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida SantaLição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
I.A.D.F.J - SAMAMABAIA SUL
 
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
Pastor Natalino Das Neves
 
Espirito Santo
Espirito SantoEspirito Santo
Espirito Santo
Samuel Oliveira
 
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem SuperiorLição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Éder Tomé
 
O Espírito Santo de Deus
O Espírito Santo de DeusO Espírito Santo de Deus
O Espírito Santo de Deus
José Silva
 
A Nova Vida em Cristo
A Nova Vida em CristoA Nova Vida em Cristo
A Nova Vida em Cristo
Márcio Martins
 
Lição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 8 - A Igreja de CristoLição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 8 - A Igreja de Cristo
I.A.D.F.J - SAMAMABAIA SUL
 
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e ReverênciaLição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Éder Tomé
 

Mais procurados (20)

Desmascarando seitas e heresias parte 2
Desmascarando seitas e heresias   parte 2Desmascarando seitas e heresias   parte 2
Desmascarando seitas e heresias parte 2
 
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
Lição 9 - A necessidade de termos uma vida santa
 
Desmascarando seitas e heresias 1
Desmascarando seitas e   heresias 1Desmascarando seitas e   heresias 1
Desmascarando seitas e heresias 1
 
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristoLBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
LBA 2017 3 TRI LIÇÃO 8 - A igreja de cristo
 
Lição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Lição 10 - A Intercessão pelos EfésiosLição 10 - A Intercessão pelos Efésios
Lição 10 - A Intercessão pelos Efésios
 
Doutrina da igreja
Doutrina da igrejaDoutrina da igreja
Doutrina da igreja
 
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de DeusLição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
Lição 2 - Revelação Divina e a Razão são Dádivas de Deus
 
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu CrucificadoLição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado
 
Esboço sobre louvor & adoração
Esboço sobre louvor & adoraçãoEsboço sobre louvor & adoração
Esboço sobre louvor & adoração
 
E.b.d juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
E.b.d  juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04E.b.d  juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
E.b.d juvenis- 1º trimestre 2016 lição 04
 
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John OwenTratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
Tratado sobre o Espírito Santo – livro i - John Owen
 
Hebreus lições 09 e 10
Hebreus  lições 09 e 10Hebreus  lições 09 e 10
Hebreus lições 09 e 10
 
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida SantaLição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 9 - A necessidade de Termos uma Vida Santa
 
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
 
Espirito Santo
Espirito SantoEspirito Santo
Espirito Santo
 
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem SuperiorLição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior
 
O Espírito Santo de Deus
O Espírito Santo de DeusO Espírito Santo de Deus
O Espírito Santo de Deus
 
A Nova Vida em Cristo
A Nova Vida em CristoA Nova Vida em Cristo
A Nova Vida em Cristo
 
Lição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 8 - A Igreja de CristoLição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 8 - A Igreja de Cristo
 
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e ReverênciaLição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
Lição 7 - Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência
 

Destaque

Apostila soterologia
Apostila soterologiaApostila soterologia
Apostila soterologia
Pr.Jocemar Porto
 
A doutrina da salvação a santificação
A doutrina da salvação   a santificaçãoA doutrina da salvação   a santificação
A doutrina da salvação a santificação
Jonathan Anderson
 
Salvação I
Salvação ISalvação I
Salvação I
Ricardo Gondim
 
A Doutrina da Salvação - A Conversão
A Doutrina da Salvação - A ConversãoA Doutrina da Salvação - A Conversão
A Doutrina da Salvação - A Conversão
Jonathan Anderson
 
Entendendo a salvação
Entendendo a salvaçãoEntendendo a salvação
Entendendo a salvação
DarkbladeGamer
 
Aula 4 - Jesus, o grande Salvador
Aula 4  - Jesus, o grande SalvadorAula 4  - Jesus, o grande Salvador
Aula 4 - Jesus, o grande Salvador
Ricardo Gondim
 
Plano de-salvação
Plano de-salvaçãoPlano de-salvação
Plano de-salvação
Davi Leite
 
As dez principais dificuldades de um novo convertido
As dez principais dificuldades de um novo convertido  As dez principais dificuldades de um novo convertido
As dez principais dificuldades de um novo convertido
Anderson Menger
 
O plano de salvação ilustrado
O plano de salvação ilustradoO plano de salvação ilustrado
O plano de salvação ilustrado
Vinicio Pacifico
 
Conhecendo a salvação
Conhecendo a salvaçãoConhecendo a salvação
Conhecendo a salvação
Josue Lima
 
Discipulado para Novos Crentes
Discipulado para Novos Crentes  Discipulado para Novos Crentes
Discipulado para Novos Crentes
Eduardo Sales de lima
 

Destaque (11)

Apostila soterologia
Apostila soterologiaApostila soterologia
Apostila soterologia
 
A doutrina da salvação a santificação
A doutrina da salvação   a santificaçãoA doutrina da salvação   a santificação
A doutrina da salvação a santificação
 
Salvação I
Salvação ISalvação I
Salvação I
 
A Doutrina da Salvação - A Conversão
A Doutrina da Salvação - A ConversãoA Doutrina da Salvação - A Conversão
A Doutrina da Salvação - A Conversão
 
Entendendo a salvação
Entendendo a salvaçãoEntendendo a salvação
Entendendo a salvação
 
Aula 4 - Jesus, o grande Salvador
Aula 4  - Jesus, o grande SalvadorAula 4  - Jesus, o grande Salvador
Aula 4 - Jesus, o grande Salvador
 
Plano de-salvação
Plano de-salvaçãoPlano de-salvação
Plano de-salvação
 
As dez principais dificuldades de um novo convertido
As dez principais dificuldades de um novo convertido  As dez principais dificuldades de um novo convertido
As dez principais dificuldades de um novo convertido
 
O plano de salvação ilustrado
O plano de salvação ilustradoO plano de salvação ilustrado
O plano de salvação ilustrado
 
Conhecendo a salvação
Conhecendo a salvaçãoConhecendo a salvação
Conhecendo a salvação
 
Discipulado para Novos Crentes
Discipulado para Novos Crentes  Discipulado para Novos Crentes
Discipulado para Novos Crentes
 

Semelhante a A doutrina da santificação

A doutrina da santificação
A doutrina da santificaçãoA doutrina da santificação
A doutrina da santificação
Antonio Ferreira
 
Santidade
SantidadeSantidade
Santidade
PR MARCIO
 
A santidade e a santificação do crente
A santidade e a santificação do crenteA santidade e a santificação do crente
A santidade e a santificação do crente
Eder L. Souza
 
Santificação
SantificaçãoSantificação
Santificação
Luan Almeida
 
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
Mário Oliveira
 
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nósLição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
Éder Tomé
 
Oração e santidade! mateus 6.9
Oração e santidade!  mateus 6.9Oração e santidade!  mateus 6.9
Oração e santidade! mateus 6.9
Joel Manhaes
 
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra 21.03.2016
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra   21.03.2016Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra   21.03.2016
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra 21.03.2016
Claudio Marcio
 
Meios de graça na igreja
Meios de graça na igrejaMeios de graça na igreja
Meios de graça na igreja
Ivan Barreto
 
Meios de graça na igreja
Meios de graça na igrejaMeios de graça na igreja
Meios de graça na igreja
Ivan Barreto
 
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITOLIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
Lourinaldo Serafim
 
Doutrinas Bíblicas - Soteriologia
Doutrinas Bíblicas - SoteriologiaDoutrinas Bíblicas - Soteriologia
Doutrinas Bíblicas - Soteriologia
Roberto Trindade
 
Pneumatologia Doutrina da Trindade
Pneumatologia Doutrina da TrindadePneumatologia Doutrina da Trindade
Pneumatologia Doutrina da Trindade
Seeducation
 
As dez ações do espírito santo na vida do crente
As dez ações do espírito santo na vida do crenteAs dez ações do espírito santo na vida do crente
As dez ações do espírito santo na vida do crente
Instituto Teológico Gamaliel
 
Lição 03 – a vida do novo convertido
Lição 03  –  a vida do novo convertidoLição 03  –  a vida do novo convertido
Lição 03 – a vida do novo convertido
estevao01
 
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃOlição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
Hilda Helena Heringer
 
O Batismo no Espírito.docx
O Batismo no Espírito.docxO Batismo no Espírito.docx
O Batismo no Espírito.docx
ssusercf733f2
 
Estudos na confissão de fé de westminster
Estudos na confissão de fé de westminsterEstudos na confissão de fé de westminster
Estudos na confissão de fé de westminster
Eli Vieira
 
Confissão de fé de westminster: Santificação
Confissão de fé de westminster: SantificaçãoConfissão de fé de westminster: Santificação
Confissão de fé de westminster: Santificação
Igreja Presbiteriana Emanuel
 
01 identidade-da-rcc
01 identidade-da-rcc01 identidade-da-rcc
01 identidade-da-rcc
Marcelo Bernini
 

Semelhante a A doutrina da santificação (20)

A doutrina da santificação
A doutrina da santificaçãoA doutrina da santificação
A doutrina da santificação
 
Santidade
SantidadeSantidade
Santidade
 
A santidade e a santificação do crente
A santidade e a santificação do crenteA santidade e a santificação do crente
A santidade e a santificação do crente
 
Santificação
SantificaçãoSantificação
Santificação
 
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
a santidade na fé reformada. o tema da santidade e o tema correlato da santif...
 
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nósLição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
Lição 10 - Santificação: vontade e chamado de Deus para nós
 
Oração e santidade! mateus 6.9
Oração e santidade!  mateus 6.9Oração e santidade!  mateus 6.9
Oração e santidade! mateus 6.9
 
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra 21.03.2016
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra   21.03.2016Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra   21.03.2016
Princípios para o crescimento e desenvolvimento na palavra 21.03.2016
 
Meios de graça na igreja
Meios de graça na igrejaMeios de graça na igreja
Meios de graça na igreja
 
Meios de graça na igreja
Meios de graça na igrejaMeios de graça na igreja
Meios de graça na igreja
 
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITOLIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
LIÇÃO 1 - AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
 
Doutrinas Bíblicas - Soteriologia
Doutrinas Bíblicas - SoteriologiaDoutrinas Bíblicas - Soteriologia
Doutrinas Bíblicas - Soteriologia
 
Pneumatologia Doutrina da Trindade
Pneumatologia Doutrina da TrindadePneumatologia Doutrina da Trindade
Pneumatologia Doutrina da Trindade
 
As dez ações do espírito santo na vida do crente
As dez ações do espírito santo na vida do crenteAs dez ações do espírito santo na vida do crente
As dez ações do espírito santo na vida do crente
 
Lição 03 – a vida do novo convertido
Lição 03  –  a vida do novo convertidoLição 03  –  a vida do novo convertido
Lição 03 – a vida do novo convertido
 
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃOlição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
lição nº 10 O PROCESSO DA SALVAÇÃO
 
O Batismo no Espírito.docx
O Batismo no Espírito.docxO Batismo no Espírito.docx
O Batismo no Espírito.docx
 
Estudos na confissão de fé de westminster
Estudos na confissão de fé de westminsterEstudos na confissão de fé de westminster
Estudos na confissão de fé de westminster
 
Confissão de fé de westminster: Santificação
Confissão de fé de westminster: SantificaçãoConfissão de fé de westminster: Santificação
Confissão de fé de westminster: Santificação
 
01 identidade-da-rcc
01 identidade-da-rcc01 identidade-da-rcc
01 identidade-da-rcc
 

Mais de antonio ferreira

kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
  kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus   kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
antonio ferreira
 
A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
 A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria  A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
antonio ferreira
 
Don gossett há poder em suas palavras
Don gossett   há poder em suas palavrasDon gossett   há poder em suas palavras
Don gossett há poder em suas palavras
antonio ferreira
 
como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
  como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento  como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
antonio ferreira
 
jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
  jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo  jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
antonio ferreira
 
evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
 evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
antonio ferreira
 
Carta de amor de deus
Carta de amor de deusCarta de amor de deus
Carta de amor de deus
antonio ferreira
 
Características do sacerdócio de samuel
Características do sacerdócio de samuelCaracterísticas do sacerdócio de samuel
Características do sacerdócio de samuel
antonio ferreira
 
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabelCaracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
antonio ferreira
 
Cara de leão
Cara de leãoCara de leão
Cara de leão
antonio ferreira
 
Campanha obede edom terceira semana
Campanha obede edom terceira semanaCampanha obede edom terceira semana
Campanha obede edom terceira semana
antonio ferreira
 
Buscar me-eis e me achareis
Buscar me-eis e me achareisBuscar me-eis e me achareis
Buscar me-eis e me achareis
antonio ferreira
 
Caminho no meio do mar
Caminho no meio do marCaminho no meio do mar
Caminho no meio do mar
antonio ferreira
 
Benefícios da obediência
Benefícios da obediênciaBenefícios da obediência
Benefícios da obediência
antonio ferreira
 
Bençãos em cristo
Bençãos em cristoBençãos em cristo
Bençãos em cristo
antonio ferreira
 
Benção e maldição ml 1
Benção e maldição ml 1Benção e maldição ml 1
Benção e maldição ml 1
antonio ferreira
 
Benção das alianças 2010
Benção das alianças 2010Benção das alianças 2010
Benção das alianças 2010
antonio ferreira
 
Avidaquevence 110324204737-phpapp02
Avidaquevence 110324204737-phpapp02Avidaquevence 110324204737-phpapp02
Avidaquevence 110324204737-phpapp02
antonio ferreira
 
Benção apostólica
Benção apostólicaBenção apostólica
Benção apostólica
antonio ferreira
 
Autoridade
AutoridadeAutoridade
Autoridade
antonio ferreira
 

Mais de antonio ferreira (20)

kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
  kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus   kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
kathryn-kuhlman-nada-e-impossivel-para-Deus
 
A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
 A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria  A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
A unçao dos ancioes ..O pai o filho o espirito santo transmissores de gloria
 
Don gossett há poder em suas palavras
Don gossett   há poder em suas palavrasDon gossett   há poder em suas palavras
Don gossett há poder em suas palavras
 
como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
  como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento  como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
como-deus-pode-e-vai-salvar-seu-casamento
 
jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
  jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo  jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
jorge-linhares-artimanhas-das-trevas-e-do-o-inimigo
 
evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
 evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
evidencia-que-exige-um-veredito-josh-mc-dowell
 
Carta de amor de deus
Carta de amor de deusCarta de amor de deus
Carta de amor de deus
 
Características do sacerdócio de samuel
Características do sacerdócio de samuelCaracterísticas do sacerdócio de samuel
Características do sacerdócio de samuel
 
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabelCaracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
Caracteristicas da pessoa sob influência de jezabel
 
Cara de leão
Cara de leãoCara de leão
Cara de leão
 
Campanha obede edom terceira semana
Campanha obede edom terceira semanaCampanha obede edom terceira semana
Campanha obede edom terceira semana
 
Buscar me-eis e me achareis
Buscar me-eis e me achareisBuscar me-eis e me achareis
Buscar me-eis e me achareis
 
Caminho no meio do mar
Caminho no meio do marCaminho no meio do mar
Caminho no meio do mar
 
Benefícios da obediência
Benefícios da obediênciaBenefícios da obediência
Benefícios da obediência
 
Bençãos em cristo
Bençãos em cristoBençãos em cristo
Bençãos em cristo
 
Benção e maldição ml 1
Benção e maldição ml 1Benção e maldição ml 1
Benção e maldição ml 1
 
Benção das alianças 2010
Benção das alianças 2010Benção das alianças 2010
Benção das alianças 2010
 
Avidaquevence 110324204737-phpapp02
Avidaquevence 110324204737-phpapp02Avidaquevence 110324204737-phpapp02
Avidaquevence 110324204737-phpapp02
 
Benção apostólica
Benção apostólicaBenção apostólica
Benção apostólica
 
Autoridade
AutoridadeAutoridade
Autoridade
 

A doutrina da santificação

  • 1. A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO Neste capítulo temos referência à santificação do crente. A aplicação da palavra a outras coisas será referida só para lançar luz sobre a santificação do crente. I. O SIGNIFIC A DO DE T ERM O S O nome “santificação” é a tradução do grego “hagiasmos”. O verbo grego é “hagiazo”. O verbo hebraico correspondente é “quades”. O nome grego é usado dez vezes no Novo T estamento. C inco vezes está traduzido “santificação” e cinco vezes está traduzido “santidade”. O verbo grego é empregado vinte e nove vezes no V elho T estamento. V inte e seis vezes está traduzido “santificar”. Duas vezes é traduzido por “honra”. U ma vez ocorre voz passiva e está traduzida “sê santo”. “Hagios” é outra palavra grega derivada de “hagiazo” e está usada tanto como adje tivo como nome: como adjetivo ocorre noventa e três vezes com “pneuma” (Espírito) para designar o Espírito Santo. Em sessenta e oito outros casos é usado como adjetivo e está traduzido “santo”. C omo nome está traduzido “santíssimo” duas vezes, uma vez como “o mais santo de todos”, quatro vezes “O Santo”; três vezes “lugar santo”; uma vez “coisa santa”; três vezes “santuário” e “santo” ou “santos” sessenta e duas vezes. O Léxico de T hayer define “hagiazo” como significando “dar ou reconhecer por venerável, h onrar, separar de coisas profanas e dedicar a Deus, consagrar; purificar”, tanto externamente - se cerimonialmente (1 T im. 4:5; Heb. 9:13) ou por expiação (Heb. 10:10; 13:12) – como internamente. O significado de “hagiasmo” e “hagios” procede do de “hagiazo”, segundo o próprio uso deles. II. A SA NT IFIC A Ç Ã O P A SSA DA DO S C RENT ES Há um sentido em que o povo salvo já foi santificado. 1. REFERÊNC IA ESC RIT U RÍST IC A S A ISSO A tos 20:32; 26:18; 1 C or. 1:2; 6:11; 2 T ess. 2:13; Heb. 19:19; 1 P ed. 1:2 2. NA T U REZA DISSO A santificação passada do crente é tríplice: (1). C onsagração O crente foi consagrado ou dedicado ao serviço de Deus. T emos o tipo disto na santificação do tabernáculo e do templo com seus petrechos e equipamentos. V ide Ex. 29:37; 30:25-29; 40:8-11; Lev. 8:10,11; 21:23; 1 Reis 7:51; 2 C or. 2:4; 5:1; 29:19. A santificação semelhante àquela que está ora sob consideração pode ser vista em Gên. 3:2; Joel 1:14; Jer. 1:5; João 10:36. Santificação neste sentido é uma separação formal e externa para Deus. Não há pensamento aqui de santidade interna. (2). P urificação legal Esta é a espécie de santificação referida em 1 C or. 1:30; Efe. 5:26; Heb. 10:10; 13:12. A os olhos da Lei do V elho T estamento o crente é santo; porque C risto, por Sua morte, pagou a penalidade da Lei e, pelo Seu sangue, lavou toda culpa (1 C or. 6:11; Gal. 3:13; A poc. 1:5; 7:14). (3). P urificação moral da alma Noutro capítulo já indicamos que a regeneração remove toda depravação da alma, ou natureza espiritual do homem, de maneira que o único pecado que fica no homem é o pecado da natureza carnal, a qual é muitas vezes referida como corpo. C remos que esta espécie de santificação está referida em 2T ess. 2:13 e 1P ed. 1:2, também 1 C or. 6:11. T anto quanto diz respeito à remoção da presença do pecado da alma, o crente tem uma perfeita santificação moral, tanto como uma perfeita santificação formal e legal. Fica no crente, como veremos, a necessidade de mais santificação, mas esta não tem que ver com a remoção do pecado da alma. A alma se faz sem pecado na re generação e neste sentido está perfeitamente santificada. 3. C O M O É ELA REA LIZA DA (1). Deus, sem dúvida, é o autor dela Ele é o autor de toda a boa coisa. Ele nos elegeu para ela. Ele a ideou e planeou. (2). O Espírito Santo é o A gente de Deus na Realização dela
  • 2. 1 C or. 6:11; 2 T ess. 2:13; 1 P ed. 1:2. (3). A morte de C risto é à base da obra do Espírito Santo V ide as passagens dadas supra sob purificação legal. (4). A fé é o meio A tos 26:18. A fé é o meio pelo qual a alma se purifica (A tos 15:9; 1 P ed. 1:22). (5). A palavra de Deus é um meio Secundário Isto é verdade porque a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela P alavra de Deus” (Rom. 10:17). III. A SA NT IFIC A Ç Ã O P RESENT E DO C RENT E Há um sentido em que o crente está sendo santificado. 1. REFERÊNC IA DA ESC RIT U RA A ELA João 17:17,19; Rom. 6:19-22; 15:16; 1 T ess. 5:23; Heb. 2:11; 10:14; 12:14; 1 P ed. 1:15. A listamos aqui passagens somente em que “hagiasmos”, “hagiazo” ou “hagios” aparecem no original. Há muitas outras passagens que, indiretamente, se referem à santidade presente do crente. 2. C O M O É ELA REA LIZA DA (1). Deus é o autor dela João 17:17; 1 T ess. 5:23. (2). O Espírito Santo é o agente Rom. 15:16. O Espírito Santo realiza a nossa santificação presente por guiar (Rom. 8:14), transformar (Rom. 12:2; 2 C or. 2:18 ), fortificar (Efe. 3:16), fazer frutífero (Gal. 5:22,23). (3). A morte de C risto é a base A morte de C risto provê a base para tudo da obra do Espírito Santo. (4). A palavra de Deus é o Instrumento do Espírito João 17:17. Isto está provado por todas as pas sagens que ensinam que a verdade promove obediência, previne e purifica do pecado, faz-nos odiar o pecado e causa-nos crescer na graça. V ide Salm. 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; Heb. 5:12 -14; 1 P ed. 2:2. (5). A fé é o meio principal É pela fé que a instrumentalidade da P alavra se faz eficiente. A fé é ao mesmo tempo o resultado da obra santificadora do Espírito e o meio principal para Sua obra santificadora ulterior. (6). Nossas próprias obras são também um meio para nossa presente santificação Rom. 6:19. A ssim como o exercício físico é necessário ao crescimento espiritual. O exercício físico desenvolve o apetite para o alimento, do qual recebemos nutrição que produz crescimento. O exercício espiritual desenvolve apetite para a P alavra de Deus, do qual recebemos nutrimento espiritual que produz crescimento na graça. (7). O utros meios menos diretos Entre outros meios menos diretos em nossa presente santificação nomeiem-se a oração, o ministério ordenado de Deus (Efe. 4:11,12), freqüência à igreja e associação com crentes em capacidade comunal, observância das ordenanças do batismo e da C eia do Senhor, a observância do dia do Senhor e o castigo e as providências de Deus. T udo dessas coisas ajuda para com a nossa presente santificação, não por causa de qualq uer virtude intrínseca de si mesmas, mas somente como de um ou outro meio, trazem-nos em contacto com a verdade divina, iluminam nossas mentes em relação a ela e trazem-nos a uma apreciação mais elevada dela e mais completa obediência a ela. É
  • 3. somente desta maneira que o batismo e a C eia do Senhor contribuem para a nossa presente santificação. Não são sacramentos e muito menos sacramentos concessores de graças. A graça recebida por meio das ordenanças não é recebida ex opere operato – do mero ato de observância. 3. A NA T U REZA DELA É “aquela operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição comunicada na regeneração é mantida e fortalecida” (Strong, Systematic T heology, pág. 483). (1). O que ela não é A . Não é um melhoramento da carne Nossa presente santificação inclui o corpo (1 T es. 5:23), mas não tanto assim que altere essencialmente a pecaminosidade da carne. A carne cobiça contra o Espírito (Gal. 5:17). M esmo num soldado da cruz idoso e sasonado, como foi o apóstolo P aulo, vemos que a carne estava ainda inalterada (Rom. 7:14-24). O corpo está incluído em que á alma, por meio da santificação, se dá maior controle sobre ele e assim está guardado, até certo ponto, de atos ostensivos de pecado; mas sua pecaminosidade essencial está latente. B. Não é uma eliminação gradual de pecado na alma. C omo já notamos, a alma se torna impoluta na regeneração e se une com o Espírito Santo. Nenhum pecado fica na alma, portanto, a ser eliminado por nossa presente santificação. (2). O que ela é A . É uma manutenção progressiva e fortalecimento da alma em santidade. P or meio de nossa presente santificação nossas almas são confirmadas em santidade. Santo foi A dão na criação, mas não foi confirmado em santidade. A natureza progressiva de nossa presente santificaçã o está bem implicada em Heb. 2:11 e 10:14, onde está empregado o particípio presente, que sempre denota ação progressiva. B. É inteiramente interna Nossa santificação passada é em parte externa, mas a presente é inteiramente interna. C . É prática. C onquanto seja interna, contudo ela se manifesta externamente em vida prática cristã. D. É experimental Nossa santificação passada pode ser só muito escuramente experiêncial no tempo em que ela ocorre, mas a presente é definitivamente experiencial. O crente sente e conhece o trabalhar do Espírito no seu coração, fortalecendo -o, transformando-o de graça em graça (2 C or. 3:18), movendo-o à oração, aos estudo da Bíblia e outros exercícios e atividades cristãs. E esta obra do Espírito no crente é a fonte de sua firmeza . É deste modo que o Espírito testemunha com os nossos espíritos que somos filhos de Deus (Rom. 8:18). E. É sempre incompleta nesta vida. A nova vida jamais ganha perfeito controle sobre a natureza carnal; Isto nos leva a considerar: IV . REFU T A DA A DO U T RINA DE P ERFEIÇ Ã O SEM P EC A DO U m estudo da doutrina bíblica de santificação não é completo sem uma consideração do ensino que a impecabilidade é inatingível nesta vida. U rgimos sobre o seguinte: 1. O BJEÇ Õ ES A EST A DO U T RINA (1). O apóstolo Paulo, a quem Deus estabeleceu como um exemplo humano para crentes (1 T im. 1:16) e em cuja vida não estamos certos de se ver qualquer falta, não teve, mesmo na velhice, alcançada perfeição impecável. É isto evidente de Rom. 7:14-24. A bsurdo é referir isto a P aulo antes da regeneração. No décimo quarto versículo há significativa mudança do tempo passado para o presente. Fazer os versos além do décimo quarto referir -se à vida de P aulo antes da regeneração é fazer deles uma monstruosidade gramatical. A última parte do verso vigésimo quinto mostra que a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo não tem lugar nesta vida. Isto também está patente em Rom. 8:23 -25. A vitória vem somente com a redenção do corpo, a qual terá logar na ressurreição.
  • 4. O utra vez, a linguagem de Rom. 7:14-24 mostra que ela se refere a um homem salvo. “Nenhum homem irregenerado pode verdadeiramente dizer: “Eu consinto com a Lei, que é boa”; “Q uerer estar presente comigo”; “P orque me deleito na Lei de Deus segundo o homem interior”; “A ssim então, com a mente eu mesmo sirvo à Lei de Deus” (P endleton, C histian Doctrines, pág. 301). A idéia que em Rom. 7 temos a experiência de P aulo depois de ter sido salvo, mas antes santificado, enquanto que em Rom. 8 temos sua experiência depois de ter sido santificado, é também absurda. C omo temos apontado, o capítulo oitavo de Romanos não ensina a perfeição impecável mais do que o capítulo sétimo. No oitavo P aulo ensina que os crentes ainda gemem debaixo da pecaminosidade do corpo e estão esperando pela sua redenção (vs. 23), sendo salvos pela esperança (vs. 24,25). T oda a prosa do crente: na sua experiência, safando -se do capítulo sétimo de Romanos para o oitavo, não tem sentido. T odo crente vive toda a sua vida em ambos os capítulos, que ambos são só parte de um disc urso ligado. “O portanto” do verso 1 do capítulo 8 dirige-nos de volta à última parte do capítulo sétimo como base do que está dito no oitavo. A epístola aos romanos foi escrita antes da viagem de P aulo a Roma. Depois de ter sido levado a Roma, enquanto prisioneiro lá, escreveu algumas epístolas.U ma delas é a epístola aos filipenses. Nesta epístola P aulo ainda renuncia à perfeição absoluta. Disse ele que não se considerou como já a tendo atingido. Fil. 3:12. (2). O modelo de oração dado por C risto aos Seus discípulos implica pecaminosidade contínua por parte do povo salvo. C omo é bem sabido, C risto ensinou Seus discípulos a confessar os seus pecados na oração modelo. Nem Ele em qualquer tempo ou de qualquer modo insinuou ou implicou que havia um tempo quando eles poderiam apropriadamente dispensar esta confissão do pecado e petição de perdão. (3). O fato que todos entre os filhos de Deus são castigados por Ele mostra que todos eles pecam (Heb. 12:5 -8). “Se estais sem castigo, do qual todos são feitos participantes, então sois bastardos e não filhos” (Heb. 12:8). Não pode haver castigo sem pecado. Deus podia tratar-nos de um modo providencial, se fossemos perfeitos, mas os Seus tratos não poderiam chamar-se castigo. (4). T iago declara que todos pecam. “T odos nós tropeçamos em muitas coisas” (T ia. 3:2). (5). João declara que quem professa impecabilidade está enganado. “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). “Nós” – certamente se refere a crentes. E o tempo presente mostra que a passagem se refere, não a uma negação de pecado anterior senão a uma negação de pecado atual. E esta passagem nos diz que os professantes da perfeição impecável estão auto-iludidos. Estão enganados pelo menos sobre quatro coisas, a saber: A . A natureza da Lei de Deus (a Lei de C risto – 1 C or. 9:21) para crentes. Em vez de verem a Lei de Deus para crentes como um transcrito de Sua santidade, um padrão perfeito de justiça, vêem-na como uma balança móvel que se acomoda à nossa habilidade. “Esta idéia reduz a divina à habilidade do devedor para pagar,- método breve de se desincumbirem obrigações. P osso saltar a torre de uma igreja, se me for permitido fazer uma torre de igreja bem baixa; posso tocar as estrelas, se as estrel as baixarem somente à minha mão.” (Strong). B. O escôpo do pecado. Q ueriam que crêssemos que as transgressões “involuntárias” não são pecados. John Wesley, um dos mais proeminentes advogados da doutrina de perfeição impecável nesta vida , disse: “C reio que uma pessoa cheia do amor de Deus ainda está sujeita a transgressões involuntárias. T ais transgressões podeis chamar pecados, se vos apraz; eu não.” M eios involuntários: “1. C ontrário a vontade ou desejo de alguém. 2. Não sob o controle da vontade.” C omo a plicada a atos morais, a palavra deve ter o primeiro sentido. O segundo sentido aplica -se somente a tais coisas como a digestão, o bater do coração e outras funções naturais do corpo. E o significado da vontade ou desejo na primeira definição deve ser entendido no sentido restrito do teor normal da vontade. No sentido lato ninguém nunca age contra sua vontade ou desejo, exceto quando sobrepujado pela força física. Nenhuma pessoa salva quer normalmente zangar -se e falar palavras ferinas; mas, sob sérias provocações, perde-se a calma e diz coisas que não devera ter dito. São estes atos involuntários, segundo o único sentido em que se pode aplicar o termo a atos morais. P ortanto, conforme com John Wesley e outros perfeccionistas, estes atos não são pecado. A s mesmas coisas poder ser aplicada ao homicídio de U rias por Davi e ao seu adultério com Betséba. C . O poder da vontade humana. A firmar que à vontade, mesmo normalmente, pode escolher a Deus supremamente em qualquer momento, ou é negar a depravação na natureza carnal do homem ou implicar que a vontade é uma adesão externa a natureza do homem antes que uma expressão dela. “Dizer que, o que quer que tenham sido os hábitos do passado e o que quer que sejam
  • 5. as más afeições do presente, está o homem perfeitamente apto a obedecer em qualquer momento à Lei total de Deus, é negar que haja coisas tais como caráter e depravação.” (Strong). D. Sua própria salvação. Q uando João diz: “a verdade não está em nós”, ele não se refere à verdade abstrata, mas a “verdade do evange lho, trazendo a luz de Deus à alma e assim revelando pecados como a luz solar faz ao pó” (Sawtelle). “A verdade é para ser tomada objetivamente como a verdade divina em C risto, o princípio absoluto da vida vindo de Deus e recebido no coração” (Lange). Este sentido é confirmado pelo verso 10, que diz: “Se dizemos que não pecamos, fazemo -lo (a Deus) mentiroso e Sua P alavra não está em nós.” Esta passagem repete a verdade do verso 8. “A s pessoas supostas como dizendo isto são vistas no ponto quando deveriam es tar oferecendo sua confissão – uma confissão de pecado principiando no passado e chegando ao presente; daí, o tempo perfeito” (Sawtelle). E as expressões “a verdade não está em nós” e “Sua P alavra não está em nós” negam o caráter cristão de todo o professa nte da perfeição impecável. P or estas passagens todos eles estão perdidos. 2. A S ESC RIT U RA S EXP LIC A DA S A ssumimos as seguintes passagens da Escritura tidas pelos perfeccionistas impecáveis como prova da sua teoria. (1). A s passagens que falam do crente como sendo “perfeito” Referimo-nos aqui a semelhantes passagens como Lucas 6:40; 1 C or. 2:6; 2 C or. 13:11; Efe. 4:11; Fili. 3:15; C ol. 4:12; 2 T im. 3:17. A perfeição dessas passagens não é absoluta: é apenas perfeição relativa. A lgumas vezes a palavra “perfeit o” refere-se só a maturidade cristã em contraste com a fraqueza de criancinhas em C risto. A lgumas vezes quer dizer somente que aqueles a quem descreve estão livres de qualquer falta grave. A ssim nos é dito que Noé era um homem justo e perfeito” (Gen. 6:9), ainda mesmo bêbedo (Gen. 9:21). E assim se diz que Jó era perfeito e justo” (Jó 1:1). O emprego da palavra “perfeito” em Fil. 3:15 lança luz interessante e instrutiva sobre o seu sentido usual na Escritura. No verso 12, como já notamos, P aulo renuncia à perfeição. Então, no verso 15 ele endereça uma exortação à “tantos quantos são perfeitos”. É perfeitamente evidente, então, que no verso 12 ele faz referência à perfeição absoluta, enquanto que no verso 15 ele alude aos que são relativamente perfeitos ou ma duros. E a estes ele exorta a “sentir o mesmo”. P or isto ele quer dizer que eles devem renunciar à perfeição absoluta, como ele fez, e prosseguir para coisas mais elevadas. Assim vemos que “perfeito”, a luz do significado costumeiro do termo na Escritura, quando aplicado a crentes, exige que crentes renunciem a perfeição absoluta e todavia prossigam para coisas mais elevadas. O indivíduo que professa perfeição impecável e o que não está prosseguindo para frente não são “perfeitos”. (2). M at. 5:48 “V ós, portanto, sede perfeitos, assim como o vosso P ai celeste é perfeito.” Nesta passagem Jesus firma para os Seus discípulos o ideal de perfeição absoluta. Ele não podia ter firmado nada menos do que isto sem coonestar e encorajar o pecado. M as não há nada aqui ou em qualquer outro lugar que implique que os seguidores de C risto ainda alcancem este ideal na carne. De fato, é ímpio afirmar que atingem este ideal, pois a perfeição oferecida é a de Deus mesmo. (3). 1 T ess. 5:23 “E o Deus de paz mesmo voz santifique em tudo e sejam conservados inteiros vosso espírito e alma e corpo sem mancha na vinda de nosso Senhor Jesus C risto.” Esta passagem deve ser entendida à luz da própria experiência de P aulo e à luz da Escritura como um todo. Se P aulo orou pela completa santificação dos tessalonicenses nesta vida, então ele orou por algo para eles que ele mesmo não tinha provado, ou então ele perdeu mais tarde sua completa santificação; porque, quando ele escreveu aos romanos muito depois, como temos notado, ele não professou impecabilidade. A santificação porque P aulo orou para que Deus operasse nos tessalonicenses foi, na verdade, santificação completa, como evidenciado pela palavra grega “holoteles”; mas ele não indica que é para se cumprir nesta vida. A Escritura muito definitivamente condena a noção que P aulo esperou que ela se cumprisse nesta vida. E a menção da vinda de C risto sugere que ele contemplou o futuro como o tempo quando sua oração estava para ter completa resposta. P aulo orou pelo prosseguimento da santificação progressiva, assim como C risto orou pelo mesmo para os Seus discípulos (João 17:17), cuja santificação progressiva resultaria em completa santificação na segunda vinda de C risto. (4). 1 João 2:4 “A quele que diz, eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos , é um mentiroso e a verdade não está nele.” Juntamente com esta passagem podemos classificar outras passagens semelhantes tais como João 14:23; Rom. 8:12; 1 João 1:6. Estas passagens fazem referência ao teor geral da vida cristã. Elas não podem ser tidas como ensinando que quem está salvo guarda os mandamentos de Deus perfeitamente em qualquer momento, porque outras passagens o negam. O Rio M ississipi proporciona uma excelente ilustração da vida cristã. Se se perguntar a alguém para que direção corre esse rio, responderá que corre na direção sul; mas a matéria de fato é que este rio algumas vezes corre para leste,
  • 6. outras para oeste e algumas vezes mesmo corre numa direção norte. M as, a despeito destes fatos, prosseguimos dizendo que ele corre para o sul. A s sim falamos porque consideramos o rio como um todo. V emos o alvo principal do rio. A ssim é com a vida cristã. Q uando é vista como um todo, ou quanto ao seu alvo principal, percebe -se que é uma vida de justiça; mas a caudal, quanto ao seu alvo não é tão rápida perto das margens como é no centro. E nunca conservará sempre sua direção usual: baterá em obstruções que a desviarão temporariamente, mas de novo assumirá o seu curso normal no futuro. (5). 1 João 1:7 “O sangue de Jesus C risto seu Filho purifica -nos de todo pecado.” A lguns têm a idéia que esta passagem quer dizer que o sangue de Jesus C risto faz-nos impecáveis quanto a estado. M as não é assim. O sangue de Jesus Cristo purifica-nos somente quanto à nossa posição perante Deus. Esta passagem faz referênc ia á justificação e santificação legais, mas não à santificação progressiva e prática. A necessidade de purificação constante da contaminação recorrente foi ensinada por Jesus quando Ele lavou os pés dos Seus discípulos. Ele disse: “O que está banhado não necessita senão de lavar seus pés, que o mais está todo limpo.” (João 13:10). O restante dessa passagem “estais limpos, mas não todos”, o qual está explicado no verso seguinte como querendo dizer: “Não estais todos limpos”, referindo-se a Judas, mostra que Jesus estava tirando uma analogia entre a purificação física e a purificação espiritual. T anto como quem toma banho não precisaria de lavar -se outra vez, mas de limpar-se do pé nos pés, assim quem se banhou no sangue de C risto não o repetirá mas, não obst ante, estará na necessidade diária de se purificar da contaminação que se lhe adere no seu contato com o mundo. Ele “está todo limpo” quanto à sua posição perante Deus, mas na precisão de confissão e perdão diários para que mantenham comunhão com Deus. (6). 1 João 3:9 “Q uem é nascido de Deus não peca, porque Sua (de Deus) semente permanece nele; não pode pecar porque é nascido de Deus.” A respeito dessa passagem, temos o seguinte a dizer: A . Ela se refere ao padrão atual do viver cristão e não a um mero padrão ideal. A passagem fala do que é realmente o cristão na sua conduta e não meramente de o que devera ser. Isto é evidente do verso seguinte, que diz: “Nisto (isto é, na sua inabilidade para pecar) os filhos de Deus são manifestos e os filhos do diabo.” B. Ela se refere ao homem inteiro e não meramente à nova natureza. É evidente que a “semente” nesta passagem se refere à nova natureza. O grego aqui é “sperma”. Está usada quarenta e quatro vezes no Novo T estamento, significando quarenta e uma vezes, não se mente de plantio, mas progênie, descendências. Q uando a P alavra de Deus é chamada “semente”, o grego não tem “sperma”, mas “spora” ou “sporos”. V ide Lucas 8:11; 1 P ed. 1:23. O utra objeção de peso à idéia que “semente” representa aqui a P alavra de Deus e o “Q ualquer que” a nova natureza, é que não é a P alavra de Deus que faz impossível a nova natureza pecar. É a qualidade da nova natureza que faz isto impossível. Se a nova natureza fosse pecaminosa, então a P alavra de Deus não impediria que ela pecasse mais do que impede a carne de pecar. T hayer faz “semente” nesta passagem referir-se a energia divina do Espírito Santo operando na alma, pela qual somos regenerados. M as isto é uma interpretação puramente arbitrária. Não temos razão para crermos que tanto o Esp írito Santo como Sua energia são referidos ainda como “sperma”. P ortanto, tomando a “semente” como se referindo a nova natureza, necessariamente interpretamos “qualquer que” como se referindo ao homem inteiro; porque é “ele”, o homem inteiro, em quem a “se mente”, a nova natureza, permanece, que não pode pecar. C . Ela afirma, não que uma pessoa regenerada não pode cometer um só pecado, mas que ela não pode seguir um curso contínuo de pecado; não pode viver em pecado. A dotamos esta interpretação desta passagem pelas seguintes razões: (a). É a única idéia que está em harmonia com o texto. Está manifesto pelo contexto, como já foi observado, que João falava daquilo que é exterior e atual, algo que faz uma diferença manifesta em si e de si. Então, também, esta passagem evidentemente quer dizer a mesma coisa como os versos seis e oito e, se possível, são menos favoráveis as outras interpretações. (b). Enquanto é verdade que o homem todo não é nascido de Deus, todavia, em passagens gerais tais como a que ora se cons idera a Escritura não faz distinção entre as duas naturezas do crente, mas frouxamente se refere ao homem como um todo. Diz a Escritura: “Exceto U M seja nascido de novo” e não “exceto um tenha uma nova vida nascida com ele”; “se alguém está em C risto, ELE é uma nova criatura”; não “ele tem uma nova criatura nele”; “vivificou-NO S com C risto”, não “vivificou uma nova vida dentro de nós”; “ele nos gerou pela P alavra da verdade”, não “ele gerou algo dentro de nós pela P alavra da verdade.”
  • 7. (c). é a única idéia que toma conta do presente infinitivo “pecar” (grego- “harmartanein”) na última parte da passagem. O infinitivo presente sempre significa ação durativa, linear, progressiva – ação em sua duração continuativa. P or causa deste sentido do infinitivo grego, Wey mouth traduz a passagem: “Ninguém que é um filho de Deus está habitualmente culpado de pecado. U m germe dado de Deus, de vida, fica nele e ele não pode pecar habitualmente”. E Sawtelle explica “não faz pecado”, como significando: “Não o faz como a Lei de s ua vida, como a tendência do seu ser; não pertence à esfera do pecado.” D. Notem os perfeccionistas impecáveis os seguintes fatos sobre esta passagem: (a). Sua afirmação aplica-se a toda gente salva; não apenas a alguns que alcançaram um suposto plano elev ado de vida. A ssim esta passagem mata a teoria da “segunda benção”. A passagem esta falando sobre o que o crente é em virtude da regeneração, não o que ele é em virtude de uma suposta “segunda obra de graça”. (b) A passagem referida afirma que o caráter referido não pode pecar. A ssim, segundo sua própria teoria, teriam de interpretar a passagem como ensinando que um que alcançou a impecabilidade não pode nunca reincidir em pecado. Isto eles não admitirão. A ssim mostram que seu único interesse nesta passagem é acalentar sua heresia ignorante e sem sentido. V . O S FRU T O S DA SA NT IFIC A Ç Ã O P RO GRESSIV A . P ensamos bom aqui alistar quatro coisas que J. M . P endleton, em “C hristians Doctrines” dá como evidências ou frutos das influências graciosas do Espírito Santo em nosso santificação progressiva. 1. U M A NO Ç Ã O P RO FU NDA DE DESV A LIA Nenhuma pessoa em quem o Espírito Santo fez qualquer obra considerável tem qualquer disposição para envaidecer-se de sua bondade. P ara exemplos da noção de desvalia da parte dos santos de Deus, vide Jó 38:1,2; 40:4; 42:5,6; Efe. 3:8; Isa. 6. T ambém Fil. 3:12 -15. 2. U M Ó DIO C RESC ENT E A O P EC A DO Nenhuma pessoa salva ama o pecado; isto é, o amor ao pecado não é o afeto dominante de sua vida. O s pecados que ela comete não são o resultado de um amor normalmente dominante ao pecado senão de um levante ocasional da carne ou da fricção constante entre a carne e o Espírito. 3. U M INT ERESSE C RESC ENT E NO S M EIO S DE GRA Ç A Q uanto mais o Espírito Santo obra numa pessoa, tanto mais ela aprecia a P alavra de Deus , a oração, o culto e o demais; e mais ela se avantaja dos benefícios de tais atos. 4. U M A M O R EM A U M ENT O DA S C O ISA S C ELEST IA IS Este amor substitui o primeiro amor pelo pecado e faz o filho de Deus buscar aquelas coisas que são de cima. T odos destes frutos do processo santificante impedem o fato que não se pode atingir a impecância nesta vida por encorajar-se o pecado. A presença do pecado na vida do cristão não lhe proporciona nenhuma consolação; pelo contrário, proporciona-lhe pesar. Ele quisera estar livre do seu peso terreno e elevar-se aos cimos de Deus para que sua alma pudesse aquecer-se no sol de justiça. T oda pessoa salva pode dizer com P aulo: “Desgraçado homem que eu sou! Q uem me livrará do corpo desta morte” (Rom. 7:24). Ele deseja que fosse sem p ecado, mas está indisposto a violentar a Escritura e praticar a auto decepção para fingir que está sem pecado. O seu próprio desejo de impecabilidade impede-o de praticar a hipocrisia, de perpetrar um engodo como todos os perfeccionistas impecáveis fazem.