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A DOUTRINA DA EXPIAÇÃO
A palavra “expiação” ocorre só uma vez na versão do Rei T iago em o Novo T estamento. V ide Romanos 5:11. A qui está
uma tradução de “katallage”. Este substantivo grego ocorre em três outras passagens: uma vez em Romanos 11:15,
onde está traduzido “reconciliando”; uma vez em 2 C oríntios 5:18, onde está traduzido “reconciliação” e uma vez no
verso seguinte, onde outra vez está traduzido “reconciliação”.
O verbo grego “katallasso”, correspondente ao nome “katallage”, acha -se também em 2 C oríntios 5:18,19; em
Romanos 5:10 e 1 C oríntios 7:11. Em cada um destes casos está traduzido para significar “reconciliar”.
Segundo o uso do grego, a palavra “expiação” pode ser usada tanto da provisão da base objetiva de salvação, na qual
temos uma expiação potencial, como da realização atual da salvação, na qual temos uma expiação atual na aplicação
dos benefícios da morte de C risto e a oferenda do Seu sangue no templo celestial.
O verbo grego “katallasso” está usado no primeiro sentido em 2 C oríntios 5 :19, onde lemos: “Deus estava em C risto
reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando os seus pecados”. O sentido aqui é que Deus estava
reconciliando o mundo C onsigo mesmo por lançar os seus pecados sobre Cristo. Refere -se, pois, a passagem ao que se
realizou na morte de C risto e não ao que se realizou através do Seu ministério P rofético, predicante.
É neste sentido que a palavra “expiação” é ordinariamente empregada nas discussões teológicas, sentido em que a
usamos neste capítulo.
I. A IM P O RT Â N C IA DA EXP IA Ç Ã O
A expiação é o tema central do cristianismo. T udo que a precede, olha para frente e tudo que a segue olha para ela
atrás. P ode-se ver sua importância revendo os fatos seguintes:
1. ELA É O T RA Ç O DIST INT IV O DO C RIST IA NISM O
O cristianismo é a única religião com uma expiação. C onta-se que há alguns anos passados, quando se reuniu uma
P arlamento de Religião na Exposição de C hicago, Joseph C ook, de Boston, o orador escolhido do cristianismo, levantou-
se, depois de terem sido apresentadas outras religiões, e disse: “Eis aqui Lady M acbeth com as suas mãos manchadas
com a morte infame do Rei Duncan. V ede-a como perambula pelas salas e corredores de sua casa palacial, detendo -se
para gritar. “Fora, mancha danada! Nunca mais estas mãos ficarão limpas?” O representante do cristianismo virou-se
para os adeptos de outras religiões e os desafiou triunfantemente: “P ode alguém de vós que estais tão ansiosos de
propagar vossos sistemas religiosos proporcionar qualquer eficácia purificadora para o pecado e a cu lpa do crime de
Lady M acbeth? Emudeceram, porque nenhum deles teve uma expiação a oferecer.
2. ELA V INDIC A A SA NT IDA DE E A JU ST IÇ A DE DEU S
Não podia haver em Deus verdadeira santidade e justiça se Ele permitisse ao pecado passar impune. A santidade proíbe
semelhante encorajamento do pecado. A justiça requer retribuição.
3. ELA EST A BELEC E A LEI DE DEU S
Sem expiação a salvação dos crentes deixaria a lei vã, letra morta. V ide Romanos 3:31 e Hebreus 2:2.
4. ELA M A NIFEST A A GRA NDEZA DO SEU A M O R
De nenhum outro modo podia Deus ter manifestado maior amor pelo Seu povo do que por dar o Seu único Filho
unigênito para morrer em lugar dele povo. V ide João 3:16, 15:13; Romanos 5:8; I João 4:9.
5. ELA P RO V A A A U T O RIDA DE DIV INA DO S SA C RIFÍC IO S DO V ELHO T EST A M ENT O
V emos na expiação de C risto o antítipo mais belo dos sacrifícios do V elho T estamento. E vemos nesses sacrifícios um
método efetivo de apontar à necessidade de expiação e um tal quadro da expiação real como guiaria o iluminamento a
espiritualmente inculcar através do véu de sombra à verdadeira luz. A divina autoridade dos sacrifícios do V elho
T estamento não apresenta dificuldades ao que crê que a morte de C risto foi substitucionária; mas, os que desejam
negar este último fato também sabem que Deus instituiu os sacri fícios de animais do V elho T estamento.
6. ELA FO RNEC E A P RO V A DEFINIT IV A DO S SIST EM A S T EO LÓ GIC O S
P or sua atitude para com a expiação, os sistemas teológicos classificam-se em pagãos ou cristãos. A oposição deles
quanto à expiação também reflete sua idéia da natureza de Deus, de Sua Lei e do pecado.
II. A NA T U REZA DA EXP IA Ç Ã O
1. IDÉIA S FA LSA S DA EXP IA Ç Ã O
(1). A idéia governamental
Esta idéia sustenta que o propósito da expiação foi impedir que o perdão dos pecadores por Deus encorajasse o
pecado. A salvação dos pecadores não exige que eles levem a penalidade dos seus pecados. O seu virar do pecado para
Deus é suficiente para justificar Deus em salva-los; mas o perdão dos culpados, sem alguma exibição do ódio de Deus
contra o pecado e de Sua consideração pela Lei, licenciaria o pecado e roubaria qualquer autoridade sobre as
consciências dos homens.
(2). A idéia de exemplo
Esta idéia sustenta em comum com a governamental que a morte de C risto não foi substitucionária: sustenta que Deus
não precisou de ser propiciado em benefício do pecador; que o único óbice à salvação dos pecadores jaz na prática
contínua do pecado pelo pecador. Reforma, portanto, é o remédio adequado e isto pode ser efetuado pela própria
vontade do homem. P ara encorajar-nos nisto Jesus morreu como um nobre mártir, exemplificando uma devoção
abnegada que escolheu a morte antes que falhasse do Seu dever a Deus e ao homem. Somos salvos, não por confiar
nEle como nosso porta-pecado senão por confiar em Deus segundo Seu exemplo e assim devotando-nos à justiça.
(3). A idéia de Influência M oral.
Esta idéia sustenta em comum com ambas as primeiras que o pecado não traz culpa que deva ser removida: não é a
culpa senão a prática do pecado que impede a salvação. A morte de C risto foi somente uma exib ição de amor para
abrandar o coração do homem e leva-lo ao arrependimento. “O s sofrimentos foram necessários, não para remover um
obstáculo ao perdão de pecadores que existe na mente de Deus senão para convencer os pecadores de que não existe
tal obstáculo” (Strong).
(4). A idéia de depravação gradualmente extirpada.
Esta idéia está definida por Strong como segue:
“C risto tomou a natureza humana como ela estava em A dão, não antes mas depois da queda, - a natureza humana,
portanto, com a corrupção nata e predisposta para o mal moral; que, não obstante a possessão desta natureza
inquinada e depravada, C risto, pelo poder do Espírito Santo, ou de Sua divina natureza, não só guardou Sua na tureza
humana de se manifestar em pecado atual ou pessoal, mas purificou-a gradualmente, por meio de luta e sofrimento até
que na Sua morte Ele extirpou completamente sua depravação original e a reuniu com Deus. Esta purificação subjetiva
da natureza humana na pessoa de Jesus constitui Sua expiação e os homens não são salvos por qualquer propiciação
objetiva senão somente por se tornarem através da fé participantes da nova humanidade de C risto”.
Há outras duas idéias da expiação que os teólogos comumente discutem sob teorias falsas ou inadequadas da expiação
aqui não daremos tratamento especial. Referimo-nos a idéia de acidentes e à comercial. A primeira sustenta que a
morte de C risto foi um acidente imprevisto e não antecipado por C risto. Esta idéia é tão m anifestamente absurda que
não merece aqui o espaço que ela tomaria para refuta -la. Não damos aqui atenção especial à idéia comercial da
expiação porque ela envolve tanta verdade que achará exame sob a epígrafe da idéia correta da expiação.
2. A IDÉIA C O RRE T A DA EXP IA Ç Ã O .
A idéia correta da expiação, que concebemos como sendo a correta, reconhece o elemento de verdade em cada uma
das seguintes teorias que tem recebido especial menção e também combina o que são costumeiramente chamadas
idéias comercial e étic a, mas esta vai mais longe do que qualquer delas.
(1). V erdades reconhecidas noutras idéias.
A . U ma falha em punir o pecado derrubaria o governo divino.
Este é o elemento de verdade na idéia governamental, mas isto é só um dos muitos elementos de verdade e nvolvidos
na expiação. U ma simples exibição do ódio de Deus contra o pecado sem medir uma justa penalidade, portanto, não
consegue e não conserva inteiramente os interesses do governo divino. Q ualquer exibição do ódio divino para com o
pecado agirá como um óbice ao pecado e assim tenderá a manter governo, mas, até ao ponto em que essa exibição do
ódio divino se fruste da justa penalidade, ela fracassa em fornecer um óbide ao pecado que honre completamente o
governo divino.
B. Na morte de C risto temos um exemplo inspirador.
É um exemplo de abnegada devoção a Deus e ao homem. E o povo salvo (não os perdidos) são mandados seguir este
exemplo. V ide M ateus 16:24; Romanos 8:17; 1 P edro 2:21, 3:17 e 18; 4:1 e 2. M as, que C risto não morreu
meramente como um nobre mártir, evidente é de Sua própria atitude para com a Sua morte. Se Ele morreu apenas
como exemplo, então Ele supriu exemplo muito pobre. M uitos mártires humanos tem ido para a fogueira sem um sinal
de angustia; todavia, o Senhor Jesus Cristo suou como se fos sem grandes gotas de sangue no horto. M uitos mártires
desfrutaram um vívido senso da presença de Deus na hora da morte, mas o Senhor Jesus Cristo foi desertado pelo P ai
na hora da morte. C ontrastai a atitude de C risto perante a morte com a de P aulo.
C . Na morte de C risto temos uma exibição de amor de Deus.
V ide João 3:16; Romanos 5:8; 15:13; 1 João 4:9. E esta exibição deveria mover os homens ao arrependimento. Este é
o elemento de verdade na idéia de influência moral da expiação; mas, que a expiação foi ma is do que uma simples
exibição de amor far-se-á manifesta ao passo que avançamos.
D. A través da morte de C risto somos feitos participantes da vida de C risto.
V ide 2 C oríntios 4:11; 5:14 -17; 12:9 e 10; Gálatas 2:20; 2 P edro 1:4. Este é o elemento de verdade na idéia de
depravação gradualmente extirpada da expiação; mas, atingimos esta nova vida em C risto em conjunção com a fé nEle
como nosso porta-pecado. Esta idéia recém mencionada nega:
(2). O utras verdades reconhecidas.
A verdadeira idéia da expiação reconhece todas as verdades das outras idéias, mas reconhece mais. Erram os que
acentuam um elemento de verdade com exclusão de outros.
O utras verdades reconhecidas pela verdadeira idéia da expiação, são:
A . A verdade quanto à natureza de Deus.
T udo das falsas idéias a que temos dado especial atenção nega que haja qualquer obstáculo que seja em a natureza de
Deus ao perdão dos pecadores. O entrave supõe-se ser todo ele de parte do pecador. O sofrimento de C risto não foi em
nenhum sentido uma satisfação de qualquer princípio em a natureza divina.
A ssim estas idéias negam, logicamente, a santidade e justiça de Deus. Elas representam Deus como sendo somente
amor. A ira retribuitiva contra o pecado não é elemento da natureza divina.
Q ue essa idéias são falsas em res peito à idéia da natureza divina suprida por elas é evidente de Romanos 3:25,26. A qui
se nos diz que Deus estabeleceu a Jesus C risto não simplesmente como uma exibição cênica do seu ódio contra o
pecado para servir às exigências do Seu governo; nem como um exemplo de abnegada devoção ao dever; nem como
simples manifestação de amor através do sofrimento do C riador com a criatura; nem ainda como o meio de purificação
subjetiva da natureza humana senão como cobertura do pecado (pela expiação), que Sua justiça não fosse impugnada
na justificação de homens pecadores.
B. A verdade quanto à natureza da Lei.
T udo das falsas idéias de expiação a que temos dado especial atenção representa a Lei de Deus como uma indicação
puramente arbitrária que pode ser relaxada parcial ou totalmente à vontade em vez de uma revelação da natureza de
Deus com nenhuma possibilidade mais de mudança nos seus requisitos do que há de mudanças em a natureza de
Deus. Ela requer um olho por um olho e um dente por um dente; requer que toda trans gressão e desobediência deve
receber uma justa recompensa de prêmio. Hebreus 2:2. T oda idéia da expiação que for correta deve reconhecer isto.
C . A verdade quanto à culpa do pecado.
Q ue essas falsas idéias sob consideração negam que o pecado nos envolve em culpa objetiva que exige expiação. A s
passagens seguintes ensinam que ele envolve: João 3:36; Romanos 1:18; 2:5,6; 3:19; 6:23; Gálatas 3:10; Efésios
5:5,6; C olossenses 3:5,6; A pocalipse 20:13.
D. A verdade quanto à natureza substitucionária da expiação.
A s passagens seguintes mostram que o sofrimento de C risto foi um substituto do sofrimento que os crentes
suportariam no inferno:
“Seguramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; nós O reputávamos por
aflito, ferido de Deus e oprimido. T odos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu
caminho. P orém o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:4 -6).
“... sendo justificados livremente pela Sua graça, pela redenção que está em C risto Jesus, ao qual Deus propôs para ser
uma propiciação, pela fé no Seu sangue, para demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes
cometidos, sob a paciência de D eus; para a demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos,
sob a paciência de Deus; para a demonstração, digo, da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e
justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:24-25). P ropiciação é um sinônimo de expiação, que significa
“aturar a penalidade toda de um erro ou crime”. A propiciação aplaca o legislador por satisfazer a Lei na “cessão de um
equivalente legal completo pelo mal causado”.
“... C risto morreu por nós. M uito mais então, sendo justificados pelo Seu sangue seremos salvos da ira de Deus por
meio dele.” (Romanos 5:8,9).
“Q uem intentará acusação contra os eleitos de Deus” (Romanos 8:33). A resposta implicada é: Ninguém! E a implícita
razão é: P orque C risto pagou sua dívida de pecado padecendo a penalidade da Lei em seu lugar.
“C risto é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4).
“... nossa páscoa também foi sacrificada, mesmo C risto.” (1 C oríntios 5:7).
“... C risto morreu por nossos pecados, segundo a Escritura” (I C oríntios 15:3).
“A quele que não conheceu pecado. Fê-lo pecado por nós, para que nEle fossemos feitos justiça de Deus” (2 C oríntios
5:21). Nós nos tornamos justiça de Deus em C risto, não por meio de qualquer influência moral da mor te de C risto
sobre nós, mas pela imputação a nós da justiça através da fé sem as obras.
“... C risto entregou-Se por nós, em oferta e sacrifício a Deus ...” (Efésios 5:2)
“... ofereceu para sempre um sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:12).
“P orque C risto também sofreu pelos pecados uma vez, o justo pelos injustos, para que nos trouxesse a Deus ...” (I
P edro 3:18).
E. A verdade quanto aos aspectos redentores e resgatadores da expiação.
Notai as seguintes passagens:
“O Filho do homem não veio para ser ministrado, mas a ministrar e dar Sua vida em resgate por muitos” (M ateus
20:28).
“M as dEle sois vós em C risto Jesus, que nos foi feito sabedoria de Deus, justiça e santificação e redenção.” (1 C oríntios
1:30).
“C risto nos redimiu da maldição da Lei, fazendo-Se maldição por nós” (Gálatas 3:13).
“Deus propôs Seu Filho ... para que redimisse os que estavam sob a Lei ” (Gálatas 4:4,5).
“... em Q uem temos redenção por Seu sangue, o perdão de nossos delitos, segundo as riquezas de Sua graça” (Efésios
1:7).
“... que Se deu em resgate por todos” (1 T imóteo 2:6).
“... que Se deu a Si mesmo por nós para que nos redimisse de toda a iniqüidade” (T ito 2:14).
“... pelo Seu próprio sangue entrou uma vez por todas no lugar santo, tendo o btido redenção eterna” (Hebreus 9:12).
“Fostes redimidos ... com sangue precioso... mesmo o de C risto” (1 P edro 1:18 -19).
“... foste morto e remiste para Deus com o T eu sangue homens de toda a tribo, língua, povo e nação” (A pocalipse.
5:9).
Nas passagens supra, nas quais “redimir” ou uma de suas cognatas aparece, temos quatro palavras gregas ou suas
cognatas: “agorazo”, significando “adquirir no fórum”; “exagorazo”, “adquirir do fórum”; “lutroo”, “soltar por um
preço”; “apolutrosis”, “libertar”. A s palavras gregas nas passagens em que “resgate” aparece são, respectivamente,
“Lutron”, “um preço” e “antilutron”, “um preço correspondente”. O sentido claro dessas passagens, à luz do resto do
Novo T estamento, especialmente Romanos 3:25 -26, é que a morte de C risto foi o preço de nosso livramento da
penalidade do pecado. V ide mais além Romanos 8:33,34; 10:4; Gálatas 3:13 descreve exatamente como somos
redimidos quando nos diz que somos remidos da maldição da Lei por meio de C risto, que se fez uma maldição por nós.
Ele pagou a penalidade que nós devíamos. P or essa razão vamos livres.
Notai que “resgate”em 1T imóteo 2:6 significa “um preço correspondente”. Isto quer dizer que o preço saldado por
C risto correspondeu à dívida que devíamos. Em outras palavras, C risto sofreu o equivalente exato daquilo que teriam
de sofrer no inferno aqueles por quem Ele padeceu. Se a justiça de Deus exigiu que C risto morresse para que Deus
justificasse pecadores, a mesma justiça exigiu que Ele pague a penalidade toda devida pelos pecadores . A justiça tanto
pode arcar com toda a penalidade como tão facilmente arcar com a mínima parte dela.
“P orque Deus tomar como satisfação o que realmente não é tal é dizer que não há verdade em nada. Deus pode tomar
a parte pelo todo; o erro pela verdade, o erro pelo acertado ... Se toda a coisa criada oferecida a Deus vale justamente
tanto como Deus a aceita, então o sangue de touros e bodes podia tirar pecados e C risto está morto em vão” (Hodge,
Syst. T heol. 2:573 -81; 3:188 -9).
“Deus não mandou C risto ao inferno para sempre, mas Ele pôs na punição de C risto o equivalente disso. A inda que Ele
não deu a C risto beber o inferno atual de crentes, contudo deu-Lhe um quid pro quo – algo equivalente disso. Ele
tomou o copo da agonia de C risto e nele botou sofrimento, miséria e angústia ... o que foi o equivalente exato de todo
o sofrimento, toda a desgraça e todas as torturas eternas de todo aquele que por fim estará no céu, comprado com o
sangue de C risto” (Spurgeon, Sermões, V ol. 4, pág. 217).
“A penalidade paga por C risto é estrita e literalmente equivalente à que o pecador teria de levar, conquanto não seja
idêntica. O porte vicário dela exclui a última” (Shedd, Discourses and Essays, pág. 307).
“A substituição exclui identidade de sofrimento; não exclui equivalê ncia” (Strong, Systematic T heology, pág. 420).
A lgumas vezes os oponentes à natureza resgatadora e redentora da morte de C risto perguntam a quem foi pago o
preço. E eles um tanto sarcasticamente lembram-nos que alguns se apressaram em dizer que foi pago ao diabo. Não,
não foi pago ao diabo; como uma transação comercial, não foi pago a ninguém. O s termos são figurativos. M as o
resultado é o mesmo como se a transação fora de natureza comercial. O preço é a penalidade exigida pela justiça de
Deus.
A dotamos, portanto, como a verdadeira idéia da natureza da expiação, uma idéia que combina as teorias comercial e
ética como estão descritas por Strong. Da teoria comercial aceitamos a idéia expressa em 1 T imóteo 2:6 – o
pagamento de um preço correspondente ou equivalente. E, da teoria ética, aceitamos o fato que não foram a honra e a
majestade divinas que exigiram a expiação, segundo afirma a idéia comercial, mas os princípios éticos da santidade e
justiça de Deus.
III. A EXP IA Ç Ã O E A DEIDA DE DE C RIST O
O bjeta-se algumas vezes que C risto não podia ter sofrido em poucas horas o equivalente do sofrimento eterno do
pecador no inferno, mas esta objeção deixa de tomar em consideração o fato que C risto era divino e, portanto, infinito
em habilidade para sofrer. Ele disse que nenhum homem podia tomar-Lhe a vida; que dEle mesmo a daria. T endo o
poder, portanto de reter Sua vida, à vontade, Ele a reteve através de tamanha intensidade de sofrimento que Ele
tragou as últimas feses do veneno do inferno por todos aqueles a serem salvos por Ele. O que pecadores crentes teriam
sofrido extensivamente, por serem finitos, C risto sofreu intensivamente, por ser infinito. U m homem com uma
constituição dez vezes tão forte como a que o homem médio pode sofrer em um segundo o equivalente de tudo que o
homem mediano pode sofrer em dez. C orrespondentemente um ser infinito pode suportar qualquer porção de
sofrimento num tempo tão breve quanto lhe apraza faze -lo.
IV . A EXP IA Ç Ã O E A HU M A NIDA DE DE C RIST O
Enquanto foi necessário que C risto seja divino para suportar numas poucas horas o sofrimento eterno devido a
pecadores crentes, também foi necessário que Ele seja humano para suportar o equivalente daquilo que os seres
humanos são para aturar no inferno.
T alvez foi necessário também que C risto seja organicamente um com o homem para faze-lo perfeitamente apropriado
para Deus aceitar o Seu sofrimento como um substituto para o do homem. Somos responsáveis pela apostasia de A dão
porque fomos organicamente um com A dão, da qual os anjos não participaram e em c uja queda não nos envolvemos.
A ssim parece claro que não teria sido segundo a filosofia divina colocar nossa responsabilidade sobre C risto sem Ele
tornar-se organicamente um conosco.
V . A EXT ENSÃ O DA EXP IA Ç Ã O
Há três teorias quanto à extensão da expiação.
1. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O GERA L P A RC IA L
Referimo-nos aqui à noção que C risto pagou a penalidade pelo pecado de A dão na raça inteira. Esta idéia é sustentada
em conjunção, usualmente, com a idéia de uma suposta base provisional para a salvação de todos os homens, mas sua
natureza necessita de que a tratemos separadamente.
P ensa-se, por alguns, que esta teoria é necessária para explicar a salvação daqueles que morrem na infância e
imbecilidade nata, mas mostramos uma base escriturística para a salvação dos tais sem esta teoria.
João 1:29 é o passo principal citado como uma base para esta teoria. A forma singular de “pecado” acentua -se como se
referindo ao pecado de A dão; mas o argumento não tem força, porque há outras numerosas passagens em que se usa
o singular em referência aos pecados pessoais de homens num sentido coletivo. V ide Romanos 3:20; 4:8; 6:1; Hebreus
9:26.
Esta teoria supõe que o efeito do pecado de A dão sobre a raça é duplo: (1) imputação de culpa pelo ato ostensivo de
A dão em participar do fruto proibido e (2) corrupção da natureza. E implica que a culpa pode ser imputada à parte da
corrupção. Isto nós negamos redondamente. Nós tornamos culpados por meio de sua prioridade natural e da qual
herdamos uma natureza corrupta. Estamos sob a penalidade do pecado porque pecamos em A dão, sendo nossa
natureza uma com ele. Romanos 5:12. Se a culpa fosse imputada sem corrupção, então a Lei exigiu a morte de C risto,
porque Ele teve uma natureza humana; mas a idéia que Ele morreu em qualquer sentido para Si m esmo é totalmente
estranha à Escritura. Ele em toda a parte se descreve e se apresenta sem nenhuma culpa de Si mesmo, mas como
levando a culpa dos outros. Se Lhe foi imputada culpa pelo pecado adâmico, como necessariamente era o caso se esta
culpa é imputada a todo descendente de A dão à parte de corrupção, então Ele conheceu pecado, mas a Escritura diz
que Ele não conheceu pecado.
2. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O GERA L.
(1) A teoria apresentada.
A teoria de uma expiação geral é que C risto morreu para cada filho de A dão – para um tanto como para outros (* ),
removendo do caminho da salvação de todos os homens impedimentos legais e fazendo -a objetivamente possível a
cada ouvinte do Evangelho salvar-se. Diz Strong: “A s Escrituras representam a expiação como tendo si do feita para
todos os homens e como suficiente para a salvação de todos. A expiação, portanto, não está limitada senão a aplicação
da expiação.” E outra vez: “A expiação de C risto fez provisão objetiva para a salvação de todos, por remover da mente
divina todo obstáculo ao perdão e restauração dos pecadores, exceto sua contumaz oposição a Deus e recusa de virar -
se para Ele.” Diz A ndrew Fuller que, se a expiação é vista meramente quanto “ao que ela é suficiente em si mesma e
declarada no Evangelho estar adaptada para, ... foi para pecadores como pecadores”; mas que, em “respeito ao
propósito do P ai em dar Seu Filho para morrer e ao designo de C risto em ceder Sua vida, foi para os eleitos só.”
Esta teoria da expiação é algumas vezes sumarizada pelo dito que a expiação foi suficiente para todos, mas suficiente
somente para os eleitos ou, como alguns prefeririam, para aqueles que crêem. O u, para pô -lo de outra maneira, diz-se
muitas vezes que C risto é o Salvador de todos os homens provisional e especial ou efeti vamente de crentes.
O utros têm imaginado que o sacrifício no C alvário foi para todos, mas que a oferenda do sangue de C risto no céu foi
para os eleitos.
T udo dessas afirmações dá na mesma coisa – uma expiação geral com uma aplicação ou designio limitados. Isto
cremos e esperamos provar que é uma contradição em termos, contrária à razão, repugnamente à natureza de Deus e
não segundo uma interpretação homogênea da Escritura.
(2). A teoria desaprovada.
A . Esta teoria não provê satisfação real da justiça de Deus, ou ela envolve a Deus na injustiça de punir aqueles para
quem a justiça foi satisfeita. Eis-aqui um dilema e cada advogado de uma expiação geral escolha a ponta em que se
pendure. U ma dessas proposições deve ser verdadeira.
A primeira proposição é, provavelmente, a que mais advogados de uma expiação geral são logicamente forçados a
aceitar. Nenhuma dúvida que os mais deles subscreveriam a declaração que, se tivesse havido só um pecador para
salvar, teria sido necessário a C risto ter sofrido exata e identicamente o que Ele padeceu. Diz Boyce: “O que C risto
precisou fazer por um homem teria sido suficiente para todos” (A bstract of T heology, pág. 314). Diz Strong: “C risto não
precisaria de sofrer mais , se todos fossem salvos” (Sytematic T heology, pág. 422).
Esta noção quanto ao sofrimento de C risto é totalmente inconsistente com a justiça. M il pecadores no inferno,
merecendo todos o mesmo grau de punição, sofrerão mil vezes tanto como sofrerá cada um deles individualmente.
T omará isto para satisfazer a justiça. Ficará a justiça satisfeita agora em C risto por todos os mil, se C risto sofre apenas
tanto como sofreria um pecador? Em outras palavras, a justiça exige uma coisa dos pecadores mesmos e outra de
C risto como substituto deles? É isto exatamente o que a teoria de uma expiação geral envolve.
A teoria de uma expiação geral não satisfaz a justiça mais do que a teoria governamental. N a morte de C risto, segundo
a teoria de uma expiação geral, temos apenas uma exibição cênica da ira de Deus contra o pecado; então Deus aplica,
à vontade, os benefícios disto a quem queira. Noutras palavras, em vista do que C risto fez, Deus relaxa a justiça
rigorosa e salva uma multidão incontável de pecadores que mereciam o inferno, para os quais a justiça não foi
atualmente satisfeita. De modo que, em vez de a morte de C risto proporcionar a Deus o meio de ser justo e ao mesmo
tempo salvar pecadores crentes , O habilitar a relaxar Sua justiça.
A única maneira de escapar desta última proposição é considerar o arrependimento, a fé e a obediência dos que se
salvam como completando o que está faltando na morte de C risto. O s arminianos podem dizer isto (contudo al guns
deles não consideram arrependimento, fé e obediência como sendo meritórios na salvação), mas outros não podem
sem render sua crença na salvação como sendo inteiramente da graça de Deus.
A lguns podem tentar escapar ao dilema estabelecido no primeiro pa rágrafo sob esta epígrafe por afirmarem que C risto
sofreu atualmente pelos pecados de todos os homens e que os perdidos no inferno sofrerão apenas pelo pecado de
incredulidade continuada. Diversas coisas podiam ser ditas em refutação desta idéia. (1) Deixa o pagão que não ouviu
o Evangelho sem sofrer nada no inferno, porque nenhum homem pode ser acusado justamente por não crer em um de
quem nunca ouviu falar. Romanos 10:14. Q ue Deus não acusará aqueles que nunca ouvem o Evangelho do pecado de
incredulidade está claro em Romanos 2:12, que nos informa que Deus não julgará pela Lei os que nunca ouviram a Lei.
Deus os julgará somente à luz de suas próprias consciências. Romanos 2:14,15. A lguém deve pecar contra a luz antes
de poder ser justamente punido por desobediência. Daí, se ninguém sofrerá no inferno por qualquer pecado, exceto o
pecado de incredulidade continuada, os que nunca ouvem o Evangelho nada terão por que pagar. (2) T odo crente era
culpado do pecado de incredulidade desde o tempo de ouvir o Evangel ho até ao tempo de o aceitar. Este pecado de
incredulidade, sem dúvida, teve de ser expiado como qualquer outro pecado. A ssim C risto sofreu pelo pecado de
incredulidade por aqueles que estão salvos. A gora, se Ele morreu por todos, por um tanto como por out ro, o que é
necessário se a salvação era para ser feita possível a todos, então Ele morreu pelo pecado de incredulidade por todos
os homens. Isto deixa a qualquer que for para o inferno absolutamente sem pecado algum por que sofrer. Se C risto
não morreu pelo pecado de incredulidade de todos que o cometeram, então Ele não morreu suficientemente para a
salvação de todos. (3) A Bíblia claramente ensina que os perdidos no inferno sofrerão por todos os seus pecados.
Romanos 2:5,6; 2 C oríntios 5:10; Efésios 5:5,6 ; 2 P edro 2:9 -13; A . S. V .; A pocalipse 20:13.
B. Esta teoria é fútil, naquilo em que ela não é necessária como uma base de qualquer fato escriturístico, dever, ou
resultado, ou como prova de qualquer verdade revelada.
(a). Não se discute que Deus estava sob a obrigação de prover redenção por todos os homens, sem exceção, porque
um argumento tal excluiria a graça da expiação. A graça quer dizer não somente favor imerecido senão também favor
não devido. Graça e obrigação excluem-se mutuamente. A inda mais, se Deus foi obrigado a prover redenção por todo
filho de A dão, da mesma maneira Ele seria obrigado a dar a cada um a habilidade de receber essa redenção pela fé.
Isto Deus não fez, segundo mostramos no prévio capítulo sobre a eleição (*).
(b). A demais, não era necessário que Deus provesse uma expiação geral para fazer os homens responsáveis pela
rejeição de C risto. O s homens rejeitam a C risto, não por causa de uma falta de expiação para eles, mas por causa de
amarem as trevas mais do que a luz (João 3:19); por causa de não quererem que Ele reine sobre eles (Lucas 19:14).
(c). Nem foi necessário que C risto morresse por toda a raça adâmica para que Deus fizesse sincera Sua chamada geral.
É da noção de alguns que a chamada geral de Deus requer de todos os homens c rerem que C risto morreu por eles. Isto
não é verdade. O s vinte e oito capítulos de A tos, “ainda que repletos de informações sobre relações apostólicas com as
almas, não arquivam precedente algum que seja desse discurso agora popular aos inconvertidos – C risto morreu por
vós (Sanger, O s Redimidos)”. “T odos os homens são chamados na Escritura a crerem no Evangelho, mas não há um
caso na Escritura em que os homens são intimados a crer que C risto morreu por eles.” (C arson, “T he Doctrine of the
A tonement and O ther T reatises”, P ag. 146).
A ilustração seguinte de “O sangue de Jesus”, por William Reid, pág. 37, também mostra a compatibilidade de uma
expiação limitada e os convites gerais do Evangelho. A pós descrever passageiros tomando um trem na Estação de
A berdeen, Estrada de Ferro Nordeste, diz ele:
“Nem eu vi qualquer um recusando-se entrar porque o carro proveu só um número limitado de seguir por aquele trem.
P odia haver oitenta mil habitantes na cidade e nos seus arredores, mas não haver ainda assim alguém que falasse
disso como absurdo prover acomodação só para umas vinte pessoas porque, praticamente, descobriu -se ser
suficiente...”
“Deus, na sua infinita sabedoria, fez provisão de uma espécie semelhante para todo o nosso mundo perdido. P roveu um
trem de graça para levar ao céu tantos dos seus habitantes, a grande metrópole do universo, quantos estão dispostos a
se aproveitarem das provisões graciosas”.
Supondo que Deus tivesse esperado até o fim antes de mandar C risto morrer (como Ele podia ter feito só tão
fac ilmente como Ele esperou quatro mil anos depois que o pecado entrou no mundo antes de mandar a C risto), e o
tivesse então mandado para morrer por todos que tivessem crido. T eria então sido manifesto que uma expiação
limitada não oferece obstáculo a salvação de qualquer homem que não existe já por causa da perversidade da natureza
do homem. Está claro, seguramente, a toda pessoa pensante, que a ocorrência da morte de C risto há dois mil anos não
altera o caso, porque Ele morreu por todos que crerem, estes tendo sido conhecidos de Deus desde a eternidade tão
completamente como serão no fim.
Insinuamos que Deus está tanto sob a obrigação de remover a inabilidade espiritual do homem para vir a C risto como
está para prover-lhe uma expiação. Em outras palavras, a perversidade da natureza do homem faz sua salvação tão
impossível de um ponto de vista como faz a ausência de uma expiação.
M as alguns podem abrir uma exceção a isto, dizendo que, enquanto a perversidade de natureza do homem cria uma
impossibilidade moral, a falta de expiação fornece uma impossibilidade natural. Respondemos que isto está correto,
mas a impossibilidade moral é primária e é absoluta; portanto, a impossibilidade natural não pode fornecer nenhum
entrave mais.
(d). T ambém não é necessário uma expiação geral à manifestação do amor de Deus. A provisão de uma expiação sem
efeito não revelaria nada senão um amor cego e fútil. É desta espécie de amor de Deus? Não, na verdade, o amor de
Deus é inteligente, intencionado, soberano, efetivo. O amor redenti vo de Deus está totalmente fundado dentro dEle
mesmo e não procede de modo algum de os objetos dele serem amorosos, nem porque mereçam qualquer coisa boa
de Suas mãos; logo, este amor está inteiramente sujeito à Sua soberana vontade (Deuteronômio 10:15 ; R omanos
9:13). Dispensar Seu favor a objetos eleitos é do seu prazer gracioso, imanente e particular.
(e). U ma expiação universal, finalmente, não é necessária para a manutenção do zelo evangelístico e do espírito
missionário. A dmite-se livremente que tem havido quem sustentou uma expiação limitada cujo zelo evangelístico
esteve longe do que devera ter sido. T odavia, a falta não estava nessa doutrina senão na sua falta em ver e crer outras
verdades. C om muitos, incluindo os nobres valdenses e albingenses, be m como Spurgeon e muitos outros de grande
marca, transbordante zelo evangelístico e forte crença numa expiação limitada, tem morado lado a lado na mais
gloriosa harmonia. De fato, a crença numa expiação limitada, em razões que aqui não dispomos de espaço p ara
discutir, deveria fazer homens mais evangelísticos do que a crença numa expiação geral, guardando -os, entrementes,
de excessos dolorosos.
3. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O LIM IT A DA
(1). A teoria apresentada.
A teoria de uma expiação limitada sustenta que C risto morreu para os eleitos e só para eles; que o valor e desígnio ou
aplicação, a suficiência e a deficiência dela são as mesmas; que C risto, em nenhum sentido que seja, morreu por
qualquer que perece no inferno. A isto damos o nosso endosso feliz e incond icional.
(2). A teoria prova
A . A rgumentos de outros homens.
“T odos aqueles por quem C risto deu a sua vida em resgate ou estão por ela resgatados, ou não estão; que todos não
estão resgatados ou remidos do pecado, da Lei, de Satã e da segunda morte, é evid ente ... A gora, se alguns por quem
C risto deu Sua vida em resgate, não estão resgatados, então essa absurdidade chocante ... segue ... a saber, que
C risto está morto em vão, ou que, em última análise, Ele deu Sua vida como um resgate em vão; pelo que será
retamente concluído que Ele não deu sua vida em resgate por todo homem individualmente” (John Gill, T he C ause of
God and T ruth, pág. 98).
“A s provas da Escritura assim chamadas de Redenção U niversal dependem de suposição humana, não da simples
P alavra. A ss im, quanto ao que concerne à “propiciação pelos pecados de todo mundo”, é -nos dito que a palavra
“mundo” deve significar toda pessoa no mundo. M as, porque deve significar isto? Essa é a pergunta sem resposta. A
palavra “mundo” quer dizer muitas coisas diferentes na P alavra de Deus, sobre as quais vide Crudens Concordance. Só
a relação textual é o seu verdadeiro intérprete. Decretar que ela deve significar isto ou aquilo não é senão indulgir em
prosa temerária e ociosa” (Sanger, T he Redeemed, pág. 7).
“Indubitavelmente, ‘universal’ e ‘redenção’ (aqui usadas como sinônimos com ‘expiação’: no sentido de ‘agorazo’), onde
grandíssima parte dos homens perece, são tão irreconciliáveis como ‘Romano’ e ‘C atólico’” (John O wen, como citado
aprovadamente por C . H. Spurgeon, Sermões, V ol. 4, pág. 220).
“Fosse o todo da humanidade igualmente amado de Deus e promiscuamente remido por C risto, o cântico que Deus os
crentes são mandados cantar custosamente correria nestas admiráveis toadas: “A o que nos amou e lavou de nossos
pecados no seu próprio sangue e nos fez reis e sacerdotes para Deus”, etc. (A pocalipse 1:5,6). U m hino de louvor como
este parece proceder, evidentemente, na hipótese de eleição particular da parte de Deus e de uma redenção limitada
da parte de C risto, a qual achamos declarada mais explicitamente (A pocalipse 5:9), onde temos um transcrito desse
hino que os espíritos dos justos aperfeiçoados cantam agora diante do trono e do C ordeiro: T u foste morto e nos
remiste para Deus pelo Teu sangue de toda a raça e língua e povo e nação. Donde se diz que os eleitos foram remidos
dentre os homens (A pocalipse. 19:4)” (A ugustus M . T oplady, autor de “Rocha dos Séculos”, no prefácio a A bsolute
P redestination, por Zanchius).
“Q ue C risto é nossa vida, verdade, paz e justiça – nosso pastor e advogado, sacrifício e sacerdote, que morreu para a
salvação de todos que cressem e de novo surgiu para sua justificação” (A rtigo 7 da C onfissão de Fé adotada em 1.120
pelos valdenses, o grupo mais em evidência de progenitores batistas. V ide Jones C hurch History, pag. 276).
A doutrina da expiação tem sido entendida diferentemente. A s igrejas antigas bem uniformes sustentaram que era
particular; isto é, que C risto morreu só pelos eleitos e que nos Seus estupendos sofrimentos “não se teve respeito nem
se fez provisão por quaisquer outros da raça arruinada de A dão” (Benedict, General History of the Baptist
Denomination, pág. 456).
“Se há qualquer coisa claramente ensinada na Escritura é que o sac rifício de C risto foi feito somente para aqueles que
forem eventualmente salvos por ela” (A lexander C arson, T he Doctrine of the A tonement and O ther T reaties, pág. 196).
“Não pode ser que uma alma por quem Ele (C risto) deu Sua vida e derramou Seu sangue; cujos pecados Ele levou e
cuja maldição Ele susteve, deva perecer finalmente. P orque, se esse fosse o caso, a divina justiça, depois de ter
cobrado e satisfeito à mão do A bonador, requereria o principal; em outras palavras, exigiria pagamento em dobro”
(Booth, T he Reign of Grace, pág. 235).
“P ode um Deus de perfeição ética infinita, que com a Sua própria mão lançou a tremenda carga da culpa do pecador
sobre o adorável A bonador, repudiar os tratos do Seu próprio concerto e sonegar-Lhe a recompensa comprada pelo
custo do Seu preciosíssimo sangue? Dizer assim equivale e uma contestação à verdade e à justiça de nosso Deus
guardador do pacto”. (P rof. Robert Watts, Sovereignty of God, ajuntando artigos de P res. G. W. Northrup, publcados no
Standard of C hicago, e as respostas de P rof. Watts, quais artigos foram escritos pela sugestão de T . T . Eaton e
publicados no Western Recorder enquanto Eaton foi editor).
“Eles (certos teólogos) crêem que Judas foi expiado tanto como P edro; crêem que os precitos no inferno foram tão
objetos da satisfação de Jesus C risto como os salvos no céu; e conquanto eles o não digam nos devidos termos,
contudo o devem pensar, porque é uma bela inferência que, no caso de multidões, C risto morreu em vão, pois morreu
por todos eles, dizem; e ainda tão ineficiente foi Sua morte por eles que, conquanto morreu, eles são condenados
subseqüentemente. A gora, uma tal expiação eu a desprezo, rejeitou-a. P osso ser chamado antinominiano ou calvinista
por pregar uma expiação limitada; mas eu antes crera numa expiação limitada que é eficaz para todos os homens para
quem foi intencionada do que uma expiação universal ineficaz, salvo quando com ela se ajuntou a vontade do homem.”
(Spurgeon, Sermons, V ol. 4, pág. 218).
“C reio que a eleição elegeu os eleitos, que a presciência os pré-conheceu; que foram “ordenados para a vida eterna” e
“pré-ordenados para serem conforme a imagem do Seu Filho”; que a redenção os remiu; que a regeneração os
regenerou; que a santificação os santifica; que a justificação os justifica; que a conservação os conserva; que a
providência provê por eles e assim por diante até à glorificação. Daí, aqueles a serem glorificados são aqueles pré -
conhecidos e remidos. Não creio numa redenção geral e numa glorificação especial” (J. B. M oody, Sin, S alvation, and
Service), pág. 40).
“Eis aqui os cinco pontos do calvinismo: eleição incondicional ou predestinação, expiação limitada ou redenção
particular, depravação total necessitando graça proveniente chamada eficaz ou graça irresistível, conservação e
perseverança dos santos. E o escritor não hesita em subscrever todos os cinco pontos” (C . D. C ole, Definitions of
Doctrines, V ol. 1, pag. 131).
O autor dá um entusiástico “Amém” a todos destes. Ele não se envergonha de se achar na sua companhia como na de
muitos outros eminentes santos de Deus que sustentaram os mesmos sentimentos. Ele está pronto a achar -se
contendendo pela fé histórica dos batistas, a fé das antigas igrejas; a fé dos valdenses, “essas eminentes e honradas
testemunhas da verdade durante o longo período em que a igreja e o mundo foram assaltados por torpe erro e
imoralidade” (Rice, Deus Soberano e o Homem Livre).
B. A rgumento da razão
É a única teoria que faz a morte de C risto verdadeiramente substitucionária. Se C risto morreu por um homem tanto
como por outro, o que Ele deve ter feito se Ele fez a salvação possível a todos os homens, então Ele morreu por alguns
que sofrerão eternamente no inferno. Sua morte, portanto, não foi verdadeiramente substitucionária.
(b). É a única teoria compatível com a justiça de Deus. A justiça de Deus exigiu que C risto pagasse a penalidade exata
dos pecados daqueles que se salvam. Sua justiça (de Deus) também exige que Ele salve todos cuja penalidade C risto
pagou. Isto é uma proposição axiomática. É também uma proposição escriturística. Q ual é o significado de 1 João 1:9
em estabelecer que Deus é “justo para perdoar os nossos pecados”, se não quer dizer que o perdão de nossos pecados
é um ato de justiça para com C risto? A teoria de uma expiação limitada sozinha deixa qualquer razão justa para a
condenação de pecadores impenitentes. Se fez-se uma expiação geral, então não há justiça em mandar qualquer
pecador para o inferno. Se for suficiente para todos os homens, então exige quitação para todos. Desde que a expia ção
foi exigida como uma satisfação à justiça de Deus, sua eficiência deve igualizar sua suficiência. A mesma justiça que
requer a penalidade do pecado seja paga, assim tão enfaticamente requer que o pecado seja libertado quando o
pagamento se tenha feito. Não há absolutamente fundamento na Escritura ou na razão para se fazer uma distinção
entre a expiação e a redenção ou reconciliação, quanto ao seu alcance ou valor. Expiação, redenção e reconciliação,
todas se aplicam à base objetiva do perdão e todas por igual se aplicam ao perdão atual.
(c). É a única teoria que dá à morte de C risto qualquer valor argumentativo em provar a segurança do crente. A
seguinte afirmação será reconhecida, sem dúvida, como um forte argumento da segurança do crente por todos que
crêem essa doutrina:
“C risto, na Sua morte sobre a cruz, sofreu por todos dos pecados de todo crente. Se o crente devera ir para o inferno,
ele sofreria pelos mesmos pecados pelos quais C risto sofreu. C rente e C risto estariam então pagando pelos mesmos
pec ados, e Deus, ao punir dois homens pelos pecados de um, seria o tirano mais injusto do universo. P ereça o
pensamento! O juiz de toda a terra deve fazer justiça”
M as este argumento não tem força se C risto morreu por todos, que tanto um como outro, que Ele d eve ter feito se fez
a salvação possível para todos, removendo todos os obstáculos do caminho de sua salvação. A demais, segundo este
argumento e também segundo a verdade e a lógica, todos aqueles que afirmam que C risto sofreu a penalidade da Lei
por todo homem fazem Deus “o tirano mais injusto do universo”.
C . A rgumentos da Escritura
(a) Isaías 53:11. Nesta passagem, o profeta, ao falar do sacrifício de C risto, diz que Deus “verá o trabalho da sua alma
e ficará satisfeito”. T omamos isto para significar que as justas exigências de Deus, a penalidade da Lei transgredida,
foram satisfeitas na morte de C risto. M as, por quem? Se por todo o filho de A dão, então Deus não pode com justiça
condenar qualquer deles. A justiça satisfeita não pode exigir nada mais. Se o leitor está pensando de argüir que o
perdido no inferno sofrerá, não pelos seus pecados em geral senão somente pelos pecados de rejeitar a C risto, nós o
devolvemos à nossa discussão da teoria de uma expiação sob “(2). A teoria desaprovada”.
M ais ainda, esta mesma passagem representa a Deus como dizendo: “P elo seu conhecimento o meu servo, o justo,
justificará a muitos: porque as suas iniqüidades levará sobre Si”. Isto ensina como C risto justifica os homens, isto é,
levando suas iniqüidades. E notai que esta justificação não é feita para depender de qualquer outra coisa mais. Se
C risto tivesse que levar as iniqüidades dos homens para justifica -los, então segue, como o dia à noite, que aqueles
cujas iniqüidades Ele levou devem receber justificação. P or aceitar esta satisfação às mãos de C risto, Deus põe-se a Si
mesmo sob a obrigação a C risto (não ao pecador) de comunicar justificação a cada um por quem a satisfação se faz, a
qual Ele faz pela operação do arrependimento e da fé no coração.
(b). João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”. Se C risto depôs
Sua vida por todo homem sem exceção, então Ele tem o maior amor por todo homem; e, portanto, ama os que
perecem no inferno tanto como aqueles a quem Ele salva. P odia C risto porventura estar satisfeito com alguns dos
objetivos do Seu maior amor no inferno?
M ais ainda, se fosse verdade que C risto ama aqueles que perecem tanto como os que se salvam, teriam de atribuir
nossa salvação a nós mesmos antes ao amor de C risto.
(c). Romanos 8:32. “O que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará com Ele
também todas as coisas?” Esta passagem argue que o amor dom de Deus, o Seu Filho, garante todos os dons menores.
Daí se segue que Deus entregou Seu Filho a ninguém exceto aqueles a quem Ele livremente da todas as outras bênçãos
espirituais, isto é, aqueles que crêem. V ide Efésios 1:3.
(d). Romanos 8:33,34. Estes versos dizem-nos que acusação ou condenação não podem ser trazidos contra os eleitos ;
que Deus não os acusará, porque é Ele que justifica e que C risto não condenará, porque por eles morreu. Esta
passagem estaria privada de toda a força lógica se C risto tivesse morrido por qualquer que Ele algum dia condenará em
juízo. Daí Ele não morreu por ninguém exceto aqueles que escapam ao juízo.
(e). 2 C oríntios 5:14 “P orque o amor de C risto nos constrange que assim julgamos, que um morreu por todos, logo
todos morreram”. Eis aqui a inegável asserção que todos por quem C risto morreu, morreram representativamente nEle.
Daí a morte não tem poder sobre eles e nenhum deles a sofrerá, mas todos receberão a justificação e a vida eterna
pela fé. A o comentar as três últimas palavras desta passagem, diz A . T . Robertson: “C onclusão lógica ... o um morreu
pelo todo e assim o todo morreu quando ele morreu. T O DA A MORTE ESPIRITUAL POSSÍVEL PARA OS A QUEM C RIST O
M O RREU” (Ênfase nosso – Word P ictures in the New T estament). Não deixe de notar o uso de “todo” nesta passagem.
(f). 2 C oríntios 5:19 “Deus estava em C risto, reconciliado (Katalasso) o mundo consigo mesmo, NÃO LHES IMPUTANDO
O S SEUS PECADOS ...” Isto ensina o que Deus estava fazendo na morte de C risto e como Ele o estava fazendo: Ele
estava reconciliando os homens consigo e Ele o estava fazendo por lançar os seus pecados sobre Cristo e, portanto, não
imputando, reconhecendo e acusando aqueles por quem C risto morreu. C risto, na Sua morte, executou completa
reconciliação objetiva para os objetivos de Sua morte, o que necessita serem eles trazidos à experiência d a
reconciliação subjetiva. A única conclusão correta disso é que C risto morreu por aqueles e só aqueles que recebem
reconciliação eventualmente. Note o uso da palavra “mundo” nesta passagem.
(g). João 10:15; A tos 20:28; Efésios 5:25. Nestas passagens se diz ter C risto comprado a igreja, ter-Se dado por ela,
ter dado Sua vida pelas ovelhas. “Sei que termos universais estão algumas vezes ligados nas Escrituras com a
expiação; mas, se os mesmos são para ser interpretados no seu sentido mais lato, por que os es critores sagrados
deveriam ter empregado apenas o restritivo? Os termos universais ... podem ser harmonizados prontamente com os
restritivos, mas homem algum pode fazer o restritivo harmonizar-se com o ilimitado” P arks, T he Five P oints of
C alvinism)
(3). A s Escrituras explicadas
T omamos aqui as passagens tomadas por alguns como ensinando a expiação geral.
A . João 3:16 ; 1 João 2:2. Em ambas as passagens a palavra “mundo” é usada em conexão com a obra salvadora de
C risto. U ma fala de Deus como amando o “mundo” e a outra fala de C risto como sendo uma propiciação pelos pecados
de todo o “mundo”.
C ontra a interpretação dada a essas passagens pelos advogados de uma expiação geral, respondemos:
(a). U m amor que causasse Deus dar a C risto para morrer em lugar de cada homem individual da raça de A dão
também causaria Deus salvar a todos (* ). P or que deveria Deus discriminar entre os homens em salva-los se Ele os
amou a todos com o amor de todos os amores? V ide Romanos 8:32.
(b). Não haveria expressão real de amor em mandar um salvador a morrer vãmente pelos homens. Q ue espécie de
amor é aquele que realiza um ato que não pode beneficiar realmente? Haveria qualquer mor real mostrado por um pai
em comprar belo quadro para um filho que está totalmente cego?
(c). Deus não ama todos os homens sem exceção está provado, como já citado, pela declaração: “A mei a Jacó mas
aborreci Esaú” (Romanos 9:13).
(d). A palavra “mundo”, finalmente, de nenhum modo alude a todos os homens sem exceção em cada caso da Escritura
e, portanto, fica para ser provado que ela tem essa acepção nessas passagens. “M undo” é usado de incrédulos em
distinção de crentes (João 7:7, 12:31, 14:17, 15:18,19, 16:20, 17:14; I C oríntios 4:9, 11:32; Efésios 2:2; Hebreus
11:7; 1 João 3:1; 3:13; 5:19. Está usada para gentios em distinção de judeus (Romanos 11:12,15). Está para a
generalidade do povo conhecido (João 12:19). C remos que a palavra alude, nas duas passagens sob consideração, não
a todos os homens sem exceção, mas a todos os homens sem distinção; isto é, a homens de todas as nações, tribos e
línguas (da qual temos uma paralela em A pocalipse 7:9); revelando que C risto não morreu só para os judeus senão
para os gentios também, mesmo até aos confins da terra. A razão lógica do emprego desta palavra neste sentido é
dada por John Gill, como segue: “Foi uma controvérsia agitada entre os doutores judeus se, quando o M essias vier , os
gentios, o mundo, terão qualquer benefício por ele; a maioria estava excedendo de muito na negativa da resposta e
determinou que não teriam ... que os juízos mais severos e tremendas calamidades lhes aconteceriam; sim, que seriam
lançados no inferno no lugar dos israelitas. Esta noção recebeu a oposição de João Batista, C risto e seus apóstolos e é a
verdadeira razão do uso desta frase nas passagens que falam da redenção de C risto” (T he C ause of God and T ruth,
pág. 66) (* ). C omo um judeu típico Nicodemos pensou que Deus não amava a ninguém fora dos judeus, mas nosso
Senhor lhe disse que Deus de tal maneira amou o mundo (gentios bem como judeus), que lhe deu o Seu Filho
unigênito, para que quem crer nEle (gentios ou judeus) não pereça, mas tenha a vida e terna” (C ole, Definitions of
Doctrines, V ol. 1, pág. 120). Notai outra vez o uso de “mundo” em II C oríntios 5:19, onde o “mundo” por quem C risto
morreu foi potencialmente reconciliado por Sua morte, não é para ter imputado seus pecados. Noutras palavras, d eve
receber o perdão que Ele lhe comprou.
B. 1 T imóteo 2:6; T ito 2:11. A palavra “todos” aparece em ambas estas passagens, mas esta palavra é usada na
Escritura numa variedade de sentidos e de nenhum modo é usada na Escritura numa variedade de sentidos e d e
nenhum modo é sempre usada no absoluto. Notai uns poucos de seus usos limitados: (1). U m grande número (M ateus
3:5; 4:24; 14:35). (2). T odas espécies e classes (M ateus 23:47; Lucas 2:10; João 12:32; A tos 13:10; Romanos 1:29;
15:14; II Tessalonicenses 2:9; 1 T imóteo 6:10). (3). T udo com exceções manifestas (M arcos 11:30; A tos 2:46 -47; 1
C oríntios 6:18; 8:32; 9:22; 10:33; T ito 1:15). (4). T odos ou cada um de uma certa classe (Lucas 3:21; Romanos 5:18,
última parte; 1 C oríntios 8:2 comparado com os vs. 7 e 1 1; 15:22, última parte; 1 C oríntios 8:2 comparado com os vs.
7 e 11; 15:22, última parte; C olossenses 1:28). A ssim podemos ver facilmente que o significado de “paz” deve ser
determinado segundo o contexto e o ensino da Escritura em geral. P ortanto, em vist a do que se tem dito sobre as
inferências inescriturísticas da idéia que C risto morreu por todos os homens sem exceção, afirmamos que “paz”, nas
passagens pré-citadas, é usada no segundo sentido acima listados e que o significado é homens de “toda a nação, de
todas as tribos e povos e línguas”, da qual achamos uma paralela descrita em A pocalipse 7:9. O “todos” pelo qual
C risto morreu é exatamente cotérmino com o “todos” que Ele atrai a Si (João 12:32) (*).
“Está observado (I T imóteo 2:6) que se diz que C ris to dar-se em resgate por todos, o que está entendido de todos os
homens em particular; mas devera ser observado também que este resgate é “antilutron huper panton”, um resgate
vicário, substituído no lugar de todos, pelo que, um preço inteiro foi pago por todos e satisfação plenária feita pelos
pecados de todos, o que não pode ser verdadeiro de todo homem individual, porque então nem um homem podia ser
condenado e punido justamente ... É melhor entender-se por todos os homens alguns de toda espécie ...” (John Gill,
C ause of God and T ruth, pag. 51).
C . Hebreus 2:9. Não há aqui palavra para “homem” no grego. A expressão é simplesmente “todos” ou “cada um”. No
grego: “pás”. E o contexto supre explanação quanto àqueles incluídos nesta passagem, a saber, todo filho que Ele traz
à glória. A ssim, “todos” é usado aqui no quarto sentido listado acima, isto é, todo ou cada um de uma certa classe.
D. I T imóteo 4:10. A mera provisão de salvação por todos os homens não faz de Deus seu Salvador qualquer coisa
mais do que salva-los. Isto não satisfaz o significado de salvador se é aplicado à salvação da alma. No grego é “soter”,
que quer dizer “livrador” e “conservador”, bem como salvador. Estamos persuadidos que este é o significado aqui. Deus
livra a todos os homens (tanto quanto Lhe apraz fazer assim) de perigos tanto visíveis co mo invisíveis e os conserva
em suas vidas. É assim que Ele exibe “as riquezas de Sua bondade e paciência e longanimidade” que deveriam levar os
homens ao arrependimento (Romanos 2:4). O que Deus faz por todos os homens em geral, Ele faz de uma maneira
especial pelos crentes.
E. II P edro 2:1. A palavra desta passagem para o Senhor não é “Kurios”, a qual é usada tanto de Deus ou de C risto;
mas é “despotes”, a qual nunca se usa de C risto. Daí ser a referência a Deus. P edro escreveu especialmente aos
judeus. Sem duvida os falsos mestres também eram judeus. E em Deuteronômio 32:6 explica como o Senhor os
comprara. A qui se diz ter Deus comprado toda a nação judaica porque Ele os livrou do Egito.

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  • 1. A DOUTRINA DA EXPIAÇÃO A palavra “expiação” ocorre só uma vez na versão do Rei T iago em o Novo T estamento. V ide Romanos 5:11. A qui está uma tradução de “katallage”. Este substantivo grego ocorre em três outras passagens: uma vez em Romanos 11:15, onde está traduzido “reconciliando”; uma vez em 2 C oríntios 5:18, onde está traduzido “reconciliação” e uma vez no verso seguinte, onde outra vez está traduzido “reconciliação”. O verbo grego “katallasso”, correspondente ao nome “katallage”, acha -se também em 2 C oríntios 5:18,19; em Romanos 5:10 e 1 C oríntios 7:11. Em cada um destes casos está traduzido para significar “reconciliar”. Segundo o uso do grego, a palavra “expiação” pode ser usada tanto da provisão da base objetiva de salvação, na qual temos uma expiação potencial, como da realização atual da salvação, na qual temos uma expiação atual na aplicação dos benefícios da morte de C risto e a oferenda do Seu sangue no templo celestial. O verbo grego “katallasso” está usado no primeiro sentido em 2 C oríntios 5 :19, onde lemos: “Deus estava em C risto reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando os seus pecados”. O sentido aqui é que Deus estava reconciliando o mundo C onsigo mesmo por lançar os seus pecados sobre Cristo. Refere -se, pois, a passagem ao que se realizou na morte de C risto e não ao que se realizou através do Seu ministério P rofético, predicante. É neste sentido que a palavra “expiação” é ordinariamente empregada nas discussões teológicas, sentido em que a usamos neste capítulo. I. A IM P O RT Â N C IA DA EXP IA Ç Ã O A expiação é o tema central do cristianismo. T udo que a precede, olha para frente e tudo que a segue olha para ela atrás. P ode-se ver sua importância revendo os fatos seguintes: 1. ELA É O T RA Ç O DIST INT IV O DO C RIST IA NISM O O cristianismo é a única religião com uma expiação. C onta-se que há alguns anos passados, quando se reuniu uma P arlamento de Religião na Exposição de C hicago, Joseph C ook, de Boston, o orador escolhido do cristianismo, levantou- se, depois de terem sido apresentadas outras religiões, e disse: “Eis aqui Lady M acbeth com as suas mãos manchadas com a morte infame do Rei Duncan. V ede-a como perambula pelas salas e corredores de sua casa palacial, detendo -se para gritar. “Fora, mancha danada! Nunca mais estas mãos ficarão limpas?” O representante do cristianismo virou-se para os adeptos de outras religiões e os desafiou triunfantemente: “P ode alguém de vós que estais tão ansiosos de propagar vossos sistemas religiosos proporcionar qualquer eficácia purificadora para o pecado e a cu lpa do crime de Lady M acbeth? Emudeceram, porque nenhum deles teve uma expiação a oferecer. 2. ELA V INDIC A A SA NT IDA DE E A JU ST IÇ A DE DEU S Não podia haver em Deus verdadeira santidade e justiça se Ele permitisse ao pecado passar impune. A santidade proíbe semelhante encorajamento do pecado. A justiça requer retribuição. 3. ELA EST A BELEC E A LEI DE DEU S Sem expiação a salvação dos crentes deixaria a lei vã, letra morta. V ide Romanos 3:31 e Hebreus 2:2. 4. ELA M A NIFEST A A GRA NDEZA DO SEU A M O R De nenhum outro modo podia Deus ter manifestado maior amor pelo Seu povo do que por dar o Seu único Filho unigênito para morrer em lugar dele povo. V ide João 3:16, 15:13; Romanos 5:8; I João 4:9. 5. ELA P RO V A A A U T O RIDA DE DIV INA DO S SA C RIFÍC IO S DO V ELHO T EST A M ENT O V emos na expiação de C risto o antítipo mais belo dos sacrifícios do V elho T estamento. E vemos nesses sacrifícios um método efetivo de apontar à necessidade de expiação e um tal quadro da expiação real como guiaria o iluminamento a espiritualmente inculcar através do véu de sombra à verdadeira luz. A divina autoridade dos sacrifícios do V elho T estamento não apresenta dificuldades ao que crê que a morte de C risto foi substitucionária; mas, os que desejam negar este último fato também sabem que Deus instituiu os sacri fícios de animais do V elho T estamento. 6. ELA FO RNEC E A P RO V A DEFINIT IV A DO S SIST EM A S T EO LÓ GIC O S P or sua atitude para com a expiação, os sistemas teológicos classificam-se em pagãos ou cristãos. A oposição deles quanto à expiação também reflete sua idéia da natureza de Deus, de Sua Lei e do pecado. II. A NA T U REZA DA EXP IA Ç Ã O 1. IDÉIA S FA LSA S DA EXP IA Ç Ã O
  • 2. (1). A idéia governamental Esta idéia sustenta que o propósito da expiação foi impedir que o perdão dos pecadores por Deus encorajasse o pecado. A salvação dos pecadores não exige que eles levem a penalidade dos seus pecados. O seu virar do pecado para Deus é suficiente para justificar Deus em salva-los; mas o perdão dos culpados, sem alguma exibição do ódio de Deus contra o pecado e de Sua consideração pela Lei, licenciaria o pecado e roubaria qualquer autoridade sobre as consciências dos homens. (2). A idéia de exemplo Esta idéia sustenta em comum com a governamental que a morte de C risto não foi substitucionária: sustenta que Deus não precisou de ser propiciado em benefício do pecador; que o único óbice à salvação dos pecadores jaz na prática contínua do pecado pelo pecador. Reforma, portanto, é o remédio adequado e isto pode ser efetuado pela própria vontade do homem. P ara encorajar-nos nisto Jesus morreu como um nobre mártir, exemplificando uma devoção abnegada que escolheu a morte antes que falhasse do Seu dever a Deus e ao homem. Somos salvos, não por confiar nEle como nosso porta-pecado senão por confiar em Deus segundo Seu exemplo e assim devotando-nos à justiça. (3). A idéia de Influência M oral. Esta idéia sustenta em comum com ambas as primeiras que o pecado não traz culpa que deva ser removida: não é a culpa senão a prática do pecado que impede a salvação. A morte de C risto foi somente uma exib ição de amor para abrandar o coração do homem e leva-lo ao arrependimento. “O s sofrimentos foram necessários, não para remover um obstáculo ao perdão de pecadores que existe na mente de Deus senão para convencer os pecadores de que não existe tal obstáculo” (Strong). (4). A idéia de depravação gradualmente extirpada. Esta idéia está definida por Strong como segue: “C risto tomou a natureza humana como ela estava em A dão, não antes mas depois da queda, - a natureza humana, portanto, com a corrupção nata e predisposta para o mal moral; que, não obstante a possessão desta natureza inquinada e depravada, C risto, pelo poder do Espírito Santo, ou de Sua divina natureza, não só guardou Sua na tureza humana de se manifestar em pecado atual ou pessoal, mas purificou-a gradualmente, por meio de luta e sofrimento até que na Sua morte Ele extirpou completamente sua depravação original e a reuniu com Deus. Esta purificação subjetiva da natureza humana na pessoa de Jesus constitui Sua expiação e os homens não são salvos por qualquer propiciação objetiva senão somente por se tornarem através da fé participantes da nova humanidade de C risto”. Há outras duas idéias da expiação que os teólogos comumente discutem sob teorias falsas ou inadequadas da expiação aqui não daremos tratamento especial. Referimo-nos a idéia de acidentes e à comercial. A primeira sustenta que a morte de C risto foi um acidente imprevisto e não antecipado por C risto. Esta idéia é tão m anifestamente absurda que não merece aqui o espaço que ela tomaria para refuta -la. Não damos aqui atenção especial à idéia comercial da expiação porque ela envolve tanta verdade que achará exame sob a epígrafe da idéia correta da expiação. 2. A IDÉIA C O RRE T A DA EXP IA Ç Ã O . A idéia correta da expiação, que concebemos como sendo a correta, reconhece o elemento de verdade em cada uma das seguintes teorias que tem recebido especial menção e também combina o que são costumeiramente chamadas idéias comercial e étic a, mas esta vai mais longe do que qualquer delas. (1). V erdades reconhecidas noutras idéias. A . U ma falha em punir o pecado derrubaria o governo divino. Este é o elemento de verdade na idéia governamental, mas isto é só um dos muitos elementos de verdade e nvolvidos na expiação. U ma simples exibição do ódio de Deus contra o pecado sem medir uma justa penalidade, portanto, não consegue e não conserva inteiramente os interesses do governo divino. Q ualquer exibição do ódio divino para com o pecado agirá como um óbice ao pecado e assim tenderá a manter governo, mas, até ao ponto em que essa exibição do ódio divino se fruste da justa penalidade, ela fracassa em fornecer um óbide ao pecado que honre completamente o governo divino. B. Na morte de C risto temos um exemplo inspirador. É um exemplo de abnegada devoção a Deus e ao homem. E o povo salvo (não os perdidos) são mandados seguir este exemplo. V ide M ateus 16:24; Romanos 8:17; 1 P edro 2:21, 3:17 e 18; 4:1 e 2. M as, que C risto não morreu meramente como um nobre mártir, evidente é de Sua própria atitude para com a Sua morte. Se Ele morreu apenas como exemplo, então Ele supriu exemplo muito pobre. M uitos mártires humanos tem ido para a fogueira sem um sinal de angustia; todavia, o Senhor Jesus Cristo suou como se fos sem grandes gotas de sangue no horto. M uitos mártires desfrutaram um vívido senso da presença de Deus na hora da morte, mas o Senhor Jesus Cristo foi desertado pelo P ai na hora da morte. C ontrastai a atitude de C risto perante a morte com a de P aulo. C . Na morte de C risto temos uma exibição de amor de Deus.
  • 3. V ide João 3:16; Romanos 5:8; 15:13; 1 João 4:9. E esta exibição deveria mover os homens ao arrependimento. Este é o elemento de verdade na idéia de influência moral da expiação; mas, que a expiação foi ma is do que uma simples exibição de amor far-se-á manifesta ao passo que avançamos. D. A través da morte de C risto somos feitos participantes da vida de C risto. V ide 2 C oríntios 4:11; 5:14 -17; 12:9 e 10; Gálatas 2:20; 2 P edro 1:4. Este é o elemento de verdade na idéia de depravação gradualmente extirpada da expiação; mas, atingimos esta nova vida em C risto em conjunção com a fé nEle como nosso porta-pecado. Esta idéia recém mencionada nega: (2). O utras verdades reconhecidas. A verdadeira idéia da expiação reconhece todas as verdades das outras idéias, mas reconhece mais. Erram os que acentuam um elemento de verdade com exclusão de outros. O utras verdades reconhecidas pela verdadeira idéia da expiação, são: A . A verdade quanto à natureza de Deus. T udo das falsas idéias a que temos dado especial atenção nega que haja qualquer obstáculo que seja em a natureza de Deus ao perdão dos pecadores. O entrave supõe-se ser todo ele de parte do pecador. O sofrimento de C risto não foi em nenhum sentido uma satisfação de qualquer princípio em a natureza divina. A ssim estas idéias negam, logicamente, a santidade e justiça de Deus. Elas representam Deus como sendo somente amor. A ira retribuitiva contra o pecado não é elemento da natureza divina. Q ue essa idéias são falsas em res peito à idéia da natureza divina suprida por elas é evidente de Romanos 3:25,26. A qui se nos diz que Deus estabeleceu a Jesus C risto não simplesmente como uma exibição cênica do seu ódio contra o pecado para servir às exigências do Seu governo; nem como um exemplo de abnegada devoção ao dever; nem como simples manifestação de amor através do sofrimento do C riador com a criatura; nem ainda como o meio de purificação subjetiva da natureza humana senão como cobertura do pecado (pela expiação), que Sua justiça não fosse impugnada na justificação de homens pecadores. B. A verdade quanto à natureza da Lei. T udo das falsas idéias de expiação a que temos dado especial atenção representa a Lei de Deus como uma indicação puramente arbitrária que pode ser relaxada parcial ou totalmente à vontade em vez de uma revelação da natureza de Deus com nenhuma possibilidade mais de mudança nos seus requisitos do que há de mudanças em a natureza de Deus. Ela requer um olho por um olho e um dente por um dente; requer que toda trans gressão e desobediência deve receber uma justa recompensa de prêmio. Hebreus 2:2. T oda idéia da expiação que for correta deve reconhecer isto. C . A verdade quanto à culpa do pecado. Q ue essas falsas idéias sob consideração negam que o pecado nos envolve em culpa objetiva que exige expiação. A s passagens seguintes ensinam que ele envolve: João 3:36; Romanos 1:18; 2:5,6; 3:19; 6:23; Gálatas 3:10; Efésios 5:5,6; C olossenses 3:5,6; A pocalipse 20:13. D. A verdade quanto à natureza substitucionária da expiação. A s passagens seguintes mostram que o sofrimento de C risto foi um substituto do sofrimento que os crentes suportariam no inferno: “Seguramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. T odos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho. P orém o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:4 -6). “... sendo justificados livremente pela Sua graça, pela redenção que está em C risto Jesus, ao qual Deus propôs para ser uma propiciação, pela fé no Seu sangue, para demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de D eus; para a demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para a demonstração, digo, da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:24-25). P ropiciação é um sinônimo de expiação, que significa “aturar a penalidade toda de um erro ou crime”. A propiciação aplaca o legislador por satisfazer a Lei na “cessão de um equivalente legal completo pelo mal causado”. “... C risto morreu por nós. M uito mais então, sendo justificados pelo Seu sangue seremos salvos da ira de Deus por meio dele.” (Romanos 5:8,9). “Q uem intentará acusação contra os eleitos de Deus” (Romanos 8:33). A resposta implicada é: Ninguém! E a implícita razão é: P orque C risto pagou sua dívida de pecado padecendo a penalidade da Lei em seu lugar.
  • 4. “C risto é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4). “... nossa páscoa também foi sacrificada, mesmo C risto.” (1 C oríntios 5:7). “... C risto morreu por nossos pecados, segundo a Escritura” (I C oríntios 15:3). “A quele que não conheceu pecado. Fê-lo pecado por nós, para que nEle fossemos feitos justiça de Deus” (2 C oríntios 5:21). Nós nos tornamos justiça de Deus em C risto, não por meio de qualquer influência moral da mor te de C risto sobre nós, mas pela imputação a nós da justiça através da fé sem as obras. “... C risto entregou-Se por nós, em oferta e sacrifício a Deus ...” (Efésios 5:2) “... ofereceu para sempre um sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:12). “P orque C risto também sofreu pelos pecados uma vez, o justo pelos injustos, para que nos trouxesse a Deus ...” (I P edro 3:18). E. A verdade quanto aos aspectos redentores e resgatadores da expiação. Notai as seguintes passagens: “O Filho do homem não veio para ser ministrado, mas a ministrar e dar Sua vida em resgate por muitos” (M ateus 20:28). “M as dEle sois vós em C risto Jesus, que nos foi feito sabedoria de Deus, justiça e santificação e redenção.” (1 C oríntios 1:30). “C risto nos redimiu da maldição da Lei, fazendo-Se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “Deus propôs Seu Filho ... para que redimisse os que estavam sob a Lei ” (Gálatas 4:4,5). “... em Q uem temos redenção por Seu sangue, o perdão de nossos delitos, segundo as riquezas de Sua graça” (Efésios 1:7). “... que Se deu em resgate por todos” (1 T imóteo 2:6). “... que Se deu a Si mesmo por nós para que nos redimisse de toda a iniqüidade” (T ito 2:14). “... pelo Seu próprio sangue entrou uma vez por todas no lugar santo, tendo o btido redenção eterna” (Hebreus 9:12). “Fostes redimidos ... com sangue precioso... mesmo o de C risto” (1 P edro 1:18 -19). “... foste morto e remiste para Deus com o T eu sangue homens de toda a tribo, língua, povo e nação” (A pocalipse. 5:9). Nas passagens supra, nas quais “redimir” ou uma de suas cognatas aparece, temos quatro palavras gregas ou suas cognatas: “agorazo”, significando “adquirir no fórum”; “exagorazo”, “adquirir do fórum”; “lutroo”, “soltar por um preço”; “apolutrosis”, “libertar”. A s palavras gregas nas passagens em que “resgate” aparece são, respectivamente, “Lutron”, “um preço” e “antilutron”, “um preço correspondente”. O sentido claro dessas passagens, à luz do resto do Novo T estamento, especialmente Romanos 3:25 -26, é que a morte de C risto foi o preço de nosso livramento da penalidade do pecado. V ide mais além Romanos 8:33,34; 10:4; Gálatas 3:13 descreve exatamente como somos redimidos quando nos diz que somos remidos da maldição da Lei por meio de C risto, que se fez uma maldição por nós. Ele pagou a penalidade que nós devíamos. P or essa razão vamos livres. Notai que “resgate”em 1T imóteo 2:6 significa “um preço correspondente”. Isto quer dizer que o preço saldado por C risto correspondeu à dívida que devíamos. Em outras palavras, C risto sofreu o equivalente exato daquilo que teriam de sofrer no inferno aqueles por quem Ele padeceu. Se a justiça de Deus exigiu que C risto morresse para que Deus justificasse pecadores, a mesma justiça exigiu que Ele pague a penalidade toda devida pelos pecadores . A justiça tanto pode arcar com toda a penalidade como tão facilmente arcar com a mínima parte dela. “P orque Deus tomar como satisfação o que realmente não é tal é dizer que não há verdade em nada. Deus pode tomar a parte pelo todo; o erro pela verdade, o erro pelo acertado ... Se toda a coisa criada oferecida a Deus vale justamente tanto como Deus a aceita, então o sangue de touros e bodes podia tirar pecados e C risto está morto em vão” (Hodge, Syst. T heol. 2:573 -81; 3:188 -9). “Deus não mandou C risto ao inferno para sempre, mas Ele pôs na punição de C risto o equivalente disso. A inda que Ele não deu a C risto beber o inferno atual de crentes, contudo deu-Lhe um quid pro quo – algo equivalente disso. Ele tomou o copo da agonia de C risto e nele botou sofrimento, miséria e angústia ... o que foi o equivalente exato de todo
  • 5. o sofrimento, toda a desgraça e todas as torturas eternas de todo aquele que por fim estará no céu, comprado com o sangue de C risto” (Spurgeon, Sermões, V ol. 4, pág. 217). “A penalidade paga por C risto é estrita e literalmente equivalente à que o pecador teria de levar, conquanto não seja idêntica. O porte vicário dela exclui a última” (Shedd, Discourses and Essays, pág. 307). “A substituição exclui identidade de sofrimento; não exclui equivalê ncia” (Strong, Systematic T heology, pág. 420). A lgumas vezes os oponentes à natureza resgatadora e redentora da morte de C risto perguntam a quem foi pago o preço. E eles um tanto sarcasticamente lembram-nos que alguns se apressaram em dizer que foi pago ao diabo. Não, não foi pago ao diabo; como uma transação comercial, não foi pago a ninguém. O s termos são figurativos. M as o resultado é o mesmo como se a transação fora de natureza comercial. O preço é a penalidade exigida pela justiça de Deus. A dotamos, portanto, como a verdadeira idéia da natureza da expiação, uma idéia que combina as teorias comercial e ética como estão descritas por Strong. Da teoria comercial aceitamos a idéia expressa em 1 T imóteo 2:6 – o pagamento de um preço correspondente ou equivalente. E, da teoria ética, aceitamos o fato que não foram a honra e a majestade divinas que exigiram a expiação, segundo afirma a idéia comercial, mas os princípios éticos da santidade e justiça de Deus. III. A EXP IA Ç Ã O E A DEIDA DE DE C RIST O O bjeta-se algumas vezes que C risto não podia ter sofrido em poucas horas o equivalente do sofrimento eterno do pecador no inferno, mas esta objeção deixa de tomar em consideração o fato que C risto era divino e, portanto, infinito em habilidade para sofrer. Ele disse que nenhum homem podia tomar-Lhe a vida; que dEle mesmo a daria. T endo o poder, portanto de reter Sua vida, à vontade, Ele a reteve através de tamanha intensidade de sofrimento que Ele tragou as últimas feses do veneno do inferno por todos aqueles a serem salvos por Ele. O que pecadores crentes teriam sofrido extensivamente, por serem finitos, C risto sofreu intensivamente, por ser infinito. U m homem com uma constituição dez vezes tão forte como a que o homem médio pode sofrer em um segundo o equivalente de tudo que o homem mediano pode sofrer em dez. C orrespondentemente um ser infinito pode suportar qualquer porção de sofrimento num tempo tão breve quanto lhe apraza faze -lo. IV . A EXP IA Ç Ã O E A HU M A NIDA DE DE C RIST O Enquanto foi necessário que C risto seja divino para suportar numas poucas horas o sofrimento eterno devido a pecadores crentes, também foi necessário que Ele seja humano para suportar o equivalente daquilo que os seres humanos são para aturar no inferno. T alvez foi necessário também que C risto seja organicamente um com o homem para faze-lo perfeitamente apropriado para Deus aceitar o Seu sofrimento como um substituto para o do homem. Somos responsáveis pela apostasia de A dão porque fomos organicamente um com A dão, da qual os anjos não participaram e em c uja queda não nos envolvemos. A ssim parece claro que não teria sido segundo a filosofia divina colocar nossa responsabilidade sobre C risto sem Ele tornar-se organicamente um conosco. V . A EXT ENSÃ O DA EXP IA Ç Ã O Há três teorias quanto à extensão da expiação. 1. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O GERA L P A RC IA L Referimo-nos aqui à noção que C risto pagou a penalidade pelo pecado de A dão na raça inteira. Esta idéia é sustentada em conjunção, usualmente, com a idéia de uma suposta base provisional para a salvação de todos os homens, mas sua natureza necessita de que a tratemos separadamente. P ensa-se, por alguns, que esta teoria é necessária para explicar a salvação daqueles que morrem na infância e imbecilidade nata, mas mostramos uma base escriturística para a salvação dos tais sem esta teoria. João 1:29 é o passo principal citado como uma base para esta teoria. A forma singular de “pecado” acentua -se como se referindo ao pecado de A dão; mas o argumento não tem força, porque há outras numerosas passagens em que se usa o singular em referência aos pecados pessoais de homens num sentido coletivo. V ide Romanos 3:20; 4:8; 6:1; Hebreus 9:26. Esta teoria supõe que o efeito do pecado de A dão sobre a raça é duplo: (1) imputação de culpa pelo ato ostensivo de A dão em participar do fruto proibido e (2) corrupção da natureza. E implica que a culpa pode ser imputada à parte da corrupção. Isto nós negamos redondamente. Nós tornamos culpados por meio de sua prioridade natural e da qual herdamos uma natureza corrupta. Estamos sob a penalidade do pecado porque pecamos em A dão, sendo nossa natureza uma com ele. Romanos 5:12. Se a culpa fosse imputada sem corrupção, então a Lei exigiu a morte de C risto, porque Ele teve uma natureza humana; mas a idéia que Ele morreu em qualquer sentido para Si m esmo é totalmente estranha à Escritura. Ele em toda a parte se descreve e se apresenta sem nenhuma culpa de Si mesmo, mas como levando a culpa dos outros. Se Lhe foi imputada culpa pelo pecado adâmico, como necessariamente era o caso se esta
  • 6. culpa é imputada a todo descendente de A dão à parte de corrupção, então Ele conheceu pecado, mas a Escritura diz que Ele não conheceu pecado. 2. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O GERA L. (1) A teoria apresentada. A teoria de uma expiação geral é que C risto morreu para cada filho de A dão – para um tanto como para outros (* ), removendo do caminho da salvação de todos os homens impedimentos legais e fazendo -a objetivamente possível a cada ouvinte do Evangelho salvar-se. Diz Strong: “A s Escrituras representam a expiação como tendo si do feita para todos os homens e como suficiente para a salvação de todos. A expiação, portanto, não está limitada senão a aplicação da expiação.” E outra vez: “A expiação de C risto fez provisão objetiva para a salvação de todos, por remover da mente divina todo obstáculo ao perdão e restauração dos pecadores, exceto sua contumaz oposição a Deus e recusa de virar - se para Ele.” Diz A ndrew Fuller que, se a expiação é vista meramente quanto “ao que ela é suficiente em si mesma e declarada no Evangelho estar adaptada para, ... foi para pecadores como pecadores”; mas que, em “respeito ao propósito do P ai em dar Seu Filho para morrer e ao designo de C risto em ceder Sua vida, foi para os eleitos só.” Esta teoria da expiação é algumas vezes sumarizada pelo dito que a expiação foi suficiente para todos, mas suficiente somente para os eleitos ou, como alguns prefeririam, para aqueles que crêem. O u, para pô -lo de outra maneira, diz-se muitas vezes que C risto é o Salvador de todos os homens provisional e especial ou efeti vamente de crentes. O utros têm imaginado que o sacrifício no C alvário foi para todos, mas que a oferenda do sangue de C risto no céu foi para os eleitos. T udo dessas afirmações dá na mesma coisa – uma expiação geral com uma aplicação ou designio limitados. Isto cremos e esperamos provar que é uma contradição em termos, contrária à razão, repugnamente à natureza de Deus e não segundo uma interpretação homogênea da Escritura. (2). A teoria desaprovada. A . Esta teoria não provê satisfação real da justiça de Deus, ou ela envolve a Deus na injustiça de punir aqueles para quem a justiça foi satisfeita. Eis-aqui um dilema e cada advogado de uma expiação geral escolha a ponta em que se pendure. U ma dessas proposições deve ser verdadeira. A primeira proposição é, provavelmente, a que mais advogados de uma expiação geral são logicamente forçados a aceitar. Nenhuma dúvida que os mais deles subscreveriam a declaração que, se tivesse havido só um pecador para salvar, teria sido necessário a C risto ter sofrido exata e identicamente o que Ele padeceu. Diz Boyce: “O que C risto precisou fazer por um homem teria sido suficiente para todos” (A bstract of T heology, pág. 314). Diz Strong: “C risto não precisaria de sofrer mais , se todos fossem salvos” (Sytematic T heology, pág. 422). Esta noção quanto ao sofrimento de C risto é totalmente inconsistente com a justiça. M il pecadores no inferno, merecendo todos o mesmo grau de punição, sofrerão mil vezes tanto como sofrerá cada um deles individualmente. T omará isto para satisfazer a justiça. Ficará a justiça satisfeita agora em C risto por todos os mil, se C risto sofre apenas tanto como sofreria um pecador? Em outras palavras, a justiça exige uma coisa dos pecadores mesmos e outra de C risto como substituto deles? É isto exatamente o que a teoria de uma expiação geral envolve. A teoria de uma expiação geral não satisfaz a justiça mais do que a teoria governamental. N a morte de C risto, segundo a teoria de uma expiação geral, temos apenas uma exibição cênica da ira de Deus contra o pecado; então Deus aplica, à vontade, os benefícios disto a quem queira. Noutras palavras, em vista do que C risto fez, Deus relaxa a justiça rigorosa e salva uma multidão incontável de pecadores que mereciam o inferno, para os quais a justiça não foi atualmente satisfeita. De modo que, em vez de a morte de C risto proporcionar a Deus o meio de ser justo e ao mesmo tempo salvar pecadores crentes , O habilitar a relaxar Sua justiça. A única maneira de escapar desta última proposição é considerar o arrependimento, a fé e a obediência dos que se salvam como completando o que está faltando na morte de C risto. O s arminianos podem dizer isto (contudo al guns deles não consideram arrependimento, fé e obediência como sendo meritórios na salvação), mas outros não podem sem render sua crença na salvação como sendo inteiramente da graça de Deus. A lguns podem tentar escapar ao dilema estabelecido no primeiro pa rágrafo sob esta epígrafe por afirmarem que C risto sofreu atualmente pelos pecados de todos os homens e que os perdidos no inferno sofrerão apenas pelo pecado de incredulidade continuada. Diversas coisas podiam ser ditas em refutação desta idéia. (1) Deixa o pagão que não ouviu o Evangelho sem sofrer nada no inferno, porque nenhum homem pode ser acusado justamente por não crer em um de quem nunca ouviu falar. Romanos 10:14. Q ue Deus não acusará aqueles que nunca ouvem o Evangelho do pecado de incredulidade está claro em Romanos 2:12, que nos informa que Deus não julgará pela Lei os que nunca ouviram a Lei. Deus os julgará somente à luz de suas próprias consciências. Romanos 2:14,15. A lguém deve pecar contra a luz antes de poder ser justamente punido por desobediência. Daí, se ninguém sofrerá no inferno por qualquer pecado, exceto o pecado de incredulidade continuada, os que nunca ouvem o Evangelho nada terão por que pagar. (2) T odo crente era culpado do pecado de incredulidade desde o tempo de ouvir o Evangel ho até ao tempo de o aceitar. Este pecado de incredulidade, sem dúvida, teve de ser expiado como qualquer outro pecado. A ssim C risto sofreu pelo pecado de incredulidade por aqueles que estão salvos. A gora, se Ele morreu por todos, por um tanto como por out ro, o que é necessário se a salvação era para ser feita possível a todos, então Ele morreu pelo pecado de incredulidade por todos os homens. Isto deixa a qualquer que for para o inferno absolutamente sem pecado algum por que sofrer. Se C risto não morreu pelo pecado de incredulidade de todos que o cometeram, então Ele não morreu suficientemente para a
  • 7. salvação de todos. (3) A Bíblia claramente ensina que os perdidos no inferno sofrerão por todos os seus pecados. Romanos 2:5,6; 2 C oríntios 5:10; Efésios 5:5,6 ; 2 P edro 2:9 -13; A . S. V .; A pocalipse 20:13. B. Esta teoria é fútil, naquilo em que ela não é necessária como uma base de qualquer fato escriturístico, dever, ou resultado, ou como prova de qualquer verdade revelada. (a). Não se discute que Deus estava sob a obrigação de prover redenção por todos os homens, sem exceção, porque um argumento tal excluiria a graça da expiação. A graça quer dizer não somente favor imerecido senão também favor não devido. Graça e obrigação excluem-se mutuamente. A inda mais, se Deus foi obrigado a prover redenção por todo filho de A dão, da mesma maneira Ele seria obrigado a dar a cada um a habilidade de receber essa redenção pela fé. Isto Deus não fez, segundo mostramos no prévio capítulo sobre a eleição (*). (b). A demais, não era necessário que Deus provesse uma expiação geral para fazer os homens responsáveis pela rejeição de C risto. O s homens rejeitam a C risto, não por causa de uma falta de expiação para eles, mas por causa de amarem as trevas mais do que a luz (João 3:19); por causa de não quererem que Ele reine sobre eles (Lucas 19:14). (c). Nem foi necessário que C risto morresse por toda a raça adâmica para que Deus fizesse sincera Sua chamada geral. É da noção de alguns que a chamada geral de Deus requer de todos os homens c rerem que C risto morreu por eles. Isto não é verdade. O s vinte e oito capítulos de A tos, “ainda que repletos de informações sobre relações apostólicas com as almas, não arquivam precedente algum que seja desse discurso agora popular aos inconvertidos – C risto morreu por vós (Sanger, O s Redimidos)”. “T odos os homens são chamados na Escritura a crerem no Evangelho, mas não há um caso na Escritura em que os homens são intimados a crer que C risto morreu por eles.” (C arson, “T he Doctrine of the A tonement and O ther T reatises”, P ag. 146). A ilustração seguinte de “O sangue de Jesus”, por William Reid, pág. 37, também mostra a compatibilidade de uma expiação limitada e os convites gerais do Evangelho. A pós descrever passageiros tomando um trem na Estação de A berdeen, Estrada de Ferro Nordeste, diz ele: “Nem eu vi qualquer um recusando-se entrar porque o carro proveu só um número limitado de seguir por aquele trem. P odia haver oitenta mil habitantes na cidade e nos seus arredores, mas não haver ainda assim alguém que falasse disso como absurdo prover acomodação só para umas vinte pessoas porque, praticamente, descobriu -se ser suficiente...” “Deus, na sua infinita sabedoria, fez provisão de uma espécie semelhante para todo o nosso mundo perdido. P roveu um trem de graça para levar ao céu tantos dos seus habitantes, a grande metrópole do universo, quantos estão dispostos a se aproveitarem das provisões graciosas”. Supondo que Deus tivesse esperado até o fim antes de mandar C risto morrer (como Ele podia ter feito só tão fac ilmente como Ele esperou quatro mil anos depois que o pecado entrou no mundo antes de mandar a C risto), e o tivesse então mandado para morrer por todos que tivessem crido. T eria então sido manifesto que uma expiação limitada não oferece obstáculo a salvação de qualquer homem que não existe já por causa da perversidade da natureza do homem. Está claro, seguramente, a toda pessoa pensante, que a ocorrência da morte de C risto há dois mil anos não altera o caso, porque Ele morreu por todos que crerem, estes tendo sido conhecidos de Deus desde a eternidade tão completamente como serão no fim. Insinuamos que Deus está tanto sob a obrigação de remover a inabilidade espiritual do homem para vir a C risto como está para prover-lhe uma expiação. Em outras palavras, a perversidade da natureza do homem faz sua salvação tão impossível de um ponto de vista como faz a ausência de uma expiação. M as alguns podem abrir uma exceção a isto, dizendo que, enquanto a perversidade de natureza do homem cria uma impossibilidade moral, a falta de expiação fornece uma impossibilidade natural. Respondemos que isto está correto, mas a impossibilidade moral é primária e é absoluta; portanto, a impossibilidade natural não pode fornecer nenhum entrave mais. (d). T ambém não é necessário uma expiação geral à manifestação do amor de Deus. A provisão de uma expiação sem efeito não revelaria nada senão um amor cego e fútil. É desta espécie de amor de Deus? Não, na verdade, o amor de Deus é inteligente, intencionado, soberano, efetivo. O amor redenti vo de Deus está totalmente fundado dentro dEle mesmo e não procede de modo algum de os objetos dele serem amorosos, nem porque mereçam qualquer coisa boa de Suas mãos; logo, este amor está inteiramente sujeito à Sua soberana vontade (Deuteronômio 10:15 ; R omanos 9:13). Dispensar Seu favor a objetos eleitos é do seu prazer gracioso, imanente e particular. (e). U ma expiação universal, finalmente, não é necessária para a manutenção do zelo evangelístico e do espírito missionário. A dmite-se livremente que tem havido quem sustentou uma expiação limitada cujo zelo evangelístico esteve longe do que devera ter sido. T odavia, a falta não estava nessa doutrina senão na sua falta em ver e crer outras verdades. C om muitos, incluindo os nobres valdenses e albingenses, be m como Spurgeon e muitos outros de grande marca, transbordante zelo evangelístico e forte crença numa expiação limitada, tem morado lado a lado na mais gloriosa harmonia. De fato, a crença numa expiação limitada, em razões que aqui não dispomos de espaço p ara discutir, deveria fazer homens mais evangelísticos do que a crença numa expiação geral, guardando -os, entrementes, de excessos dolorosos. 3. A T EO RIA DE U M A EXP IA Ç Ã O LIM IT A DA (1). A teoria apresentada.
  • 8. A teoria de uma expiação limitada sustenta que C risto morreu para os eleitos e só para eles; que o valor e desígnio ou aplicação, a suficiência e a deficiência dela são as mesmas; que C risto, em nenhum sentido que seja, morreu por qualquer que perece no inferno. A isto damos o nosso endosso feliz e incond icional. (2). A teoria prova A . A rgumentos de outros homens. “T odos aqueles por quem C risto deu a sua vida em resgate ou estão por ela resgatados, ou não estão; que todos não estão resgatados ou remidos do pecado, da Lei, de Satã e da segunda morte, é evid ente ... A gora, se alguns por quem C risto deu Sua vida em resgate, não estão resgatados, então essa absurdidade chocante ... segue ... a saber, que C risto está morto em vão, ou que, em última análise, Ele deu Sua vida como um resgate em vão; pelo que será retamente concluído que Ele não deu sua vida em resgate por todo homem individualmente” (John Gill, T he C ause of God and T ruth, pág. 98). “A s provas da Escritura assim chamadas de Redenção U niversal dependem de suposição humana, não da simples P alavra. A ss im, quanto ao que concerne à “propiciação pelos pecados de todo mundo”, é -nos dito que a palavra “mundo” deve significar toda pessoa no mundo. M as, porque deve significar isto? Essa é a pergunta sem resposta. A palavra “mundo” quer dizer muitas coisas diferentes na P alavra de Deus, sobre as quais vide Crudens Concordance. Só a relação textual é o seu verdadeiro intérprete. Decretar que ela deve significar isto ou aquilo não é senão indulgir em prosa temerária e ociosa” (Sanger, T he Redeemed, pág. 7). “Indubitavelmente, ‘universal’ e ‘redenção’ (aqui usadas como sinônimos com ‘expiação’: no sentido de ‘agorazo’), onde grandíssima parte dos homens perece, são tão irreconciliáveis como ‘Romano’ e ‘C atólico’” (John O wen, como citado aprovadamente por C . H. Spurgeon, Sermões, V ol. 4, pág. 220). “Fosse o todo da humanidade igualmente amado de Deus e promiscuamente remido por C risto, o cântico que Deus os crentes são mandados cantar custosamente correria nestas admiráveis toadas: “A o que nos amou e lavou de nossos pecados no seu próprio sangue e nos fez reis e sacerdotes para Deus”, etc. (A pocalipse 1:5,6). U m hino de louvor como este parece proceder, evidentemente, na hipótese de eleição particular da parte de Deus e de uma redenção limitada da parte de C risto, a qual achamos declarada mais explicitamente (A pocalipse 5:9), onde temos um transcrito desse hino que os espíritos dos justos aperfeiçoados cantam agora diante do trono e do C ordeiro: T u foste morto e nos remiste para Deus pelo Teu sangue de toda a raça e língua e povo e nação. Donde se diz que os eleitos foram remidos dentre os homens (A pocalipse. 19:4)” (A ugustus M . T oplady, autor de “Rocha dos Séculos”, no prefácio a A bsolute P redestination, por Zanchius). “Q ue C risto é nossa vida, verdade, paz e justiça – nosso pastor e advogado, sacrifício e sacerdote, que morreu para a salvação de todos que cressem e de novo surgiu para sua justificação” (A rtigo 7 da C onfissão de Fé adotada em 1.120 pelos valdenses, o grupo mais em evidência de progenitores batistas. V ide Jones C hurch History, pag. 276). A doutrina da expiação tem sido entendida diferentemente. A s igrejas antigas bem uniformes sustentaram que era particular; isto é, que C risto morreu só pelos eleitos e que nos Seus estupendos sofrimentos “não se teve respeito nem se fez provisão por quaisquer outros da raça arruinada de A dão” (Benedict, General History of the Baptist Denomination, pág. 456). “Se há qualquer coisa claramente ensinada na Escritura é que o sac rifício de C risto foi feito somente para aqueles que forem eventualmente salvos por ela” (A lexander C arson, T he Doctrine of the A tonement and O ther T reaties, pág. 196). “Não pode ser que uma alma por quem Ele (C risto) deu Sua vida e derramou Seu sangue; cujos pecados Ele levou e cuja maldição Ele susteve, deva perecer finalmente. P orque, se esse fosse o caso, a divina justiça, depois de ter cobrado e satisfeito à mão do A bonador, requereria o principal; em outras palavras, exigiria pagamento em dobro” (Booth, T he Reign of Grace, pág. 235). “P ode um Deus de perfeição ética infinita, que com a Sua própria mão lançou a tremenda carga da culpa do pecador sobre o adorável A bonador, repudiar os tratos do Seu próprio concerto e sonegar-Lhe a recompensa comprada pelo custo do Seu preciosíssimo sangue? Dizer assim equivale e uma contestação à verdade e à justiça de nosso Deus guardador do pacto”. (P rof. Robert Watts, Sovereignty of God, ajuntando artigos de P res. G. W. Northrup, publcados no Standard of C hicago, e as respostas de P rof. Watts, quais artigos foram escritos pela sugestão de T . T . Eaton e publicados no Western Recorder enquanto Eaton foi editor). “Eles (certos teólogos) crêem que Judas foi expiado tanto como P edro; crêem que os precitos no inferno foram tão objetos da satisfação de Jesus C risto como os salvos no céu; e conquanto eles o não digam nos devidos termos, contudo o devem pensar, porque é uma bela inferência que, no caso de multidões, C risto morreu em vão, pois morreu por todos eles, dizem; e ainda tão ineficiente foi Sua morte por eles que, conquanto morreu, eles são condenados subseqüentemente. A gora, uma tal expiação eu a desprezo, rejeitou-a. P osso ser chamado antinominiano ou calvinista por pregar uma expiação limitada; mas eu antes crera numa expiação limitada que é eficaz para todos os homens para quem foi intencionada do que uma expiação universal ineficaz, salvo quando com ela se ajuntou a vontade do homem.” (Spurgeon, Sermons, V ol. 4, pág. 218). “C reio que a eleição elegeu os eleitos, que a presciência os pré-conheceu; que foram “ordenados para a vida eterna” e “pré-ordenados para serem conforme a imagem do Seu Filho”; que a redenção os remiu; que a regeneração os regenerou; que a santificação os santifica; que a justificação os justifica; que a conservação os conserva; que a providência provê por eles e assim por diante até à glorificação. Daí, aqueles a serem glorificados são aqueles pré -
  • 9. conhecidos e remidos. Não creio numa redenção geral e numa glorificação especial” (J. B. M oody, Sin, S alvation, and Service), pág. 40). “Eis aqui os cinco pontos do calvinismo: eleição incondicional ou predestinação, expiação limitada ou redenção particular, depravação total necessitando graça proveniente chamada eficaz ou graça irresistível, conservação e perseverança dos santos. E o escritor não hesita em subscrever todos os cinco pontos” (C . D. C ole, Definitions of Doctrines, V ol. 1, pag. 131). O autor dá um entusiástico “Amém” a todos destes. Ele não se envergonha de se achar na sua companhia como na de muitos outros eminentes santos de Deus que sustentaram os mesmos sentimentos. Ele está pronto a achar -se contendendo pela fé histórica dos batistas, a fé das antigas igrejas; a fé dos valdenses, “essas eminentes e honradas testemunhas da verdade durante o longo período em que a igreja e o mundo foram assaltados por torpe erro e imoralidade” (Rice, Deus Soberano e o Homem Livre). B. A rgumento da razão É a única teoria que faz a morte de C risto verdadeiramente substitucionária. Se C risto morreu por um homem tanto como por outro, o que Ele deve ter feito se Ele fez a salvação possível a todos os homens, então Ele morreu por alguns que sofrerão eternamente no inferno. Sua morte, portanto, não foi verdadeiramente substitucionária. (b). É a única teoria compatível com a justiça de Deus. A justiça de Deus exigiu que C risto pagasse a penalidade exata dos pecados daqueles que se salvam. Sua justiça (de Deus) também exige que Ele salve todos cuja penalidade C risto pagou. Isto é uma proposição axiomática. É também uma proposição escriturística. Q ual é o significado de 1 João 1:9 em estabelecer que Deus é “justo para perdoar os nossos pecados”, se não quer dizer que o perdão de nossos pecados é um ato de justiça para com C risto? A teoria de uma expiação limitada sozinha deixa qualquer razão justa para a condenação de pecadores impenitentes. Se fez-se uma expiação geral, então não há justiça em mandar qualquer pecador para o inferno. Se for suficiente para todos os homens, então exige quitação para todos. Desde que a expia ção foi exigida como uma satisfação à justiça de Deus, sua eficiência deve igualizar sua suficiência. A mesma justiça que requer a penalidade do pecado seja paga, assim tão enfaticamente requer que o pecado seja libertado quando o pagamento se tenha feito. Não há absolutamente fundamento na Escritura ou na razão para se fazer uma distinção entre a expiação e a redenção ou reconciliação, quanto ao seu alcance ou valor. Expiação, redenção e reconciliação, todas se aplicam à base objetiva do perdão e todas por igual se aplicam ao perdão atual. (c). É a única teoria que dá à morte de C risto qualquer valor argumentativo em provar a segurança do crente. A seguinte afirmação será reconhecida, sem dúvida, como um forte argumento da segurança do crente por todos que crêem essa doutrina: “C risto, na Sua morte sobre a cruz, sofreu por todos dos pecados de todo crente. Se o crente devera ir para o inferno, ele sofreria pelos mesmos pecados pelos quais C risto sofreu. C rente e C risto estariam então pagando pelos mesmos pec ados, e Deus, ao punir dois homens pelos pecados de um, seria o tirano mais injusto do universo. P ereça o pensamento! O juiz de toda a terra deve fazer justiça” M as este argumento não tem força se C risto morreu por todos, que tanto um como outro, que Ele d eve ter feito se fez a salvação possível para todos, removendo todos os obstáculos do caminho de sua salvação. A demais, segundo este argumento e também segundo a verdade e a lógica, todos aqueles que afirmam que C risto sofreu a penalidade da Lei por todo homem fazem Deus “o tirano mais injusto do universo”. C . A rgumentos da Escritura (a) Isaías 53:11. Nesta passagem, o profeta, ao falar do sacrifício de C risto, diz que Deus “verá o trabalho da sua alma e ficará satisfeito”. T omamos isto para significar que as justas exigências de Deus, a penalidade da Lei transgredida, foram satisfeitas na morte de C risto. M as, por quem? Se por todo o filho de A dão, então Deus não pode com justiça condenar qualquer deles. A justiça satisfeita não pode exigir nada mais. Se o leitor está pensando de argüir que o perdido no inferno sofrerá, não pelos seus pecados em geral senão somente pelos pecados de rejeitar a C risto, nós o devolvemos à nossa discussão da teoria de uma expiação sob “(2). A teoria desaprovada”. M ais ainda, esta mesma passagem representa a Deus como dizendo: “P elo seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos: porque as suas iniqüidades levará sobre Si”. Isto ensina como C risto justifica os homens, isto é, levando suas iniqüidades. E notai que esta justificação não é feita para depender de qualquer outra coisa mais. Se C risto tivesse que levar as iniqüidades dos homens para justifica -los, então segue, como o dia à noite, que aqueles cujas iniqüidades Ele levou devem receber justificação. P or aceitar esta satisfação às mãos de C risto, Deus põe-se a Si mesmo sob a obrigação a C risto (não ao pecador) de comunicar justificação a cada um por quem a satisfação se faz, a qual Ele faz pela operação do arrependimento e da fé no coração. (b). João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”. Se C risto depôs Sua vida por todo homem sem exceção, então Ele tem o maior amor por todo homem; e, portanto, ama os que perecem no inferno tanto como aqueles a quem Ele salva. P odia C risto porventura estar satisfeito com alguns dos objetivos do Seu maior amor no inferno? M ais ainda, se fosse verdade que C risto ama aqueles que perecem tanto como os que se salvam, teriam de atribuir nossa salvação a nós mesmos antes ao amor de C risto.
  • 10. (c). Romanos 8:32. “O que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará com Ele também todas as coisas?” Esta passagem argue que o amor dom de Deus, o Seu Filho, garante todos os dons menores. Daí se segue que Deus entregou Seu Filho a ninguém exceto aqueles a quem Ele livremente da todas as outras bênçãos espirituais, isto é, aqueles que crêem. V ide Efésios 1:3. (d). Romanos 8:33,34. Estes versos dizem-nos que acusação ou condenação não podem ser trazidos contra os eleitos ; que Deus não os acusará, porque é Ele que justifica e que C risto não condenará, porque por eles morreu. Esta passagem estaria privada de toda a força lógica se C risto tivesse morrido por qualquer que Ele algum dia condenará em juízo. Daí Ele não morreu por ninguém exceto aqueles que escapam ao juízo. (e). 2 C oríntios 5:14 “P orque o amor de C risto nos constrange que assim julgamos, que um morreu por todos, logo todos morreram”. Eis aqui a inegável asserção que todos por quem C risto morreu, morreram representativamente nEle. Daí a morte não tem poder sobre eles e nenhum deles a sofrerá, mas todos receberão a justificação e a vida eterna pela fé. A o comentar as três últimas palavras desta passagem, diz A . T . Robertson: “C onclusão lógica ... o um morreu pelo todo e assim o todo morreu quando ele morreu. T O DA A MORTE ESPIRITUAL POSSÍVEL PARA OS A QUEM C RIST O M O RREU” (Ênfase nosso – Word P ictures in the New T estament). Não deixe de notar o uso de “todo” nesta passagem. (f). 2 C oríntios 5:19 “Deus estava em C risto, reconciliado (Katalasso) o mundo consigo mesmo, NÃO LHES IMPUTANDO O S SEUS PECADOS ...” Isto ensina o que Deus estava fazendo na morte de C risto e como Ele o estava fazendo: Ele estava reconciliando os homens consigo e Ele o estava fazendo por lançar os seus pecados sobre Cristo e, portanto, não imputando, reconhecendo e acusando aqueles por quem C risto morreu. C risto, na Sua morte, executou completa reconciliação objetiva para os objetivos de Sua morte, o que necessita serem eles trazidos à experiência d a reconciliação subjetiva. A única conclusão correta disso é que C risto morreu por aqueles e só aqueles que recebem reconciliação eventualmente. Note o uso da palavra “mundo” nesta passagem. (g). João 10:15; A tos 20:28; Efésios 5:25. Nestas passagens se diz ter C risto comprado a igreja, ter-Se dado por ela, ter dado Sua vida pelas ovelhas. “Sei que termos universais estão algumas vezes ligados nas Escrituras com a expiação; mas, se os mesmos são para ser interpretados no seu sentido mais lato, por que os es critores sagrados deveriam ter empregado apenas o restritivo? Os termos universais ... podem ser harmonizados prontamente com os restritivos, mas homem algum pode fazer o restritivo harmonizar-se com o ilimitado” P arks, T he Five P oints of C alvinism) (3). A s Escrituras explicadas T omamos aqui as passagens tomadas por alguns como ensinando a expiação geral. A . João 3:16 ; 1 João 2:2. Em ambas as passagens a palavra “mundo” é usada em conexão com a obra salvadora de C risto. U ma fala de Deus como amando o “mundo” e a outra fala de C risto como sendo uma propiciação pelos pecados de todo o “mundo”. C ontra a interpretação dada a essas passagens pelos advogados de uma expiação geral, respondemos: (a). U m amor que causasse Deus dar a C risto para morrer em lugar de cada homem individual da raça de A dão também causaria Deus salvar a todos (* ). P or que deveria Deus discriminar entre os homens em salva-los se Ele os amou a todos com o amor de todos os amores? V ide Romanos 8:32. (b). Não haveria expressão real de amor em mandar um salvador a morrer vãmente pelos homens. Q ue espécie de amor é aquele que realiza um ato que não pode beneficiar realmente? Haveria qualquer mor real mostrado por um pai em comprar belo quadro para um filho que está totalmente cego? (c). Deus não ama todos os homens sem exceção está provado, como já citado, pela declaração: “A mei a Jacó mas aborreci Esaú” (Romanos 9:13). (d). A palavra “mundo”, finalmente, de nenhum modo alude a todos os homens sem exceção em cada caso da Escritura e, portanto, fica para ser provado que ela tem essa acepção nessas passagens. “M undo” é usado de incrédulos em distinção de crentes (João 7:7, 12:31, 14:17, 15:18,19, 16:20, 17:14; I C oríntios 4:9, 11:32; Efésios 2:2; Hebreus 11:7; 1 João 3:1; 3:13; 5:19. Está usada para gentios em distinção de judeus (Romanos 11:12,15). Está para a generalidade do povo conhecido (João 12:19). C remos que a palavra alude, nas duas passagens sob consideração, não a todos os homens sem exceção, mas a todos os homens sem distinção; isto é, a homens de todas as nações, tribos e línguas (da qual temos uma paralela em A pocalipse 7:9); revelando que C risto não morreu só para os judeus senão para os gentios também, mesmo até aos confins da terra. A razão lógica do emprego desta palavra neste sentido é dada por John Gill, como segue: “Foi uma controvérsia agitada entre os doutores judeus se, quando o M essias vier , os gentios, o mundo, terão qualquer benefício por ele; a maioria estava excedendo de muito na negativa da resposta e determinou que não teriam ... que os juízos mais severos e tremendas calamidades lhes aconteceriam; sim, que seriam lançados no inferno no lugar dos israelitas. Esta noção recebeu a oposição de João Batista, C risto e seus apóstolos e é a verdadeira razão do uso desta frase nas passagens que falam da redenção de C risto” (T he C ause of God and T ruth, pág. 66) (* ). C omo um judeu típico Nicodemos pensou que Deus não amava a ninguém fora dos judeus, mas nosso Senhor lhe disse que Deus de tal maneira amou o mundo (gentios bem como judeus), que lhe deu o Seu Filho unigênito, para que quem crer nEle (gentios ou judeus) não pereça, mas tenha a vida e terna” (C ole, Definitions of Doctrines, V ol. 1, pág. 120). Notai outra vez o uso de “mundo” em II C oríntios 5:19, onde o “mundo” por quem C risto morreu foi potencialmente reconciliado por Sua morte, não é para ter imputado seus pecados. Noutras palavras, d eve receber o perdão que Ele lhe comprou.
  • 11. B. 1 T imóteo 2:6; T ito 2:11. A palavra “todos” aparece em ambas estas passagens, mas esta palavra é usada na Escritura numa variedade de sentidos e de nenhum modo é usada na Escritura numa variedade de sentidos e d e nenhum modo é sempre usada no absoluto. Notai uns poucos de seus usos limitados: (1). U m grande número (M ateus 3:5; 4:24; 14:35). (2). T odas espécies e classes (M ateus 23:47; Lucas 2:10; João 12:32; A tos 13:10; Romanos 1:29; 15:14; II Tessalonicenses 2:9; 1 T imóteo 6:10). (3). T udo com exceções manifestas (M arcos 11:30; A tos 2:46 -47; 1 C oríntios 6:18; 8:32; 9:22; 10:33; T ito 1:15). (4). T odos ou cada um de uma certa classe (Lucas 3:21; Romanos 5:18, última parte; 1 C oríntios 8:2 comparado com os vs. 7 e 1 1; 15:22, última parte; 1 C oríntios 8:2 comparado com os vs. 7 e 11; 15:22, última parte; C olossenses 1:28). A ssim podemos ver facilmente que o significado de “paz” deve ser determinado segundo o contexto e o ensino da Escritura em geral. P ortanto, em vist a do que se tem dito sobre as inferências inescriturísticas da idéia que C risto morreu por todos os homens sem exceção, afirmamos que “paz”, nas passagens pré-citadas, é usada no segundo sentido acima listados e que o significado é homens de “toda a nação, de todas as tribos e povos e línguas”, da qual achamos uma paralela descrita em A pocalipse 7:9. O “todos” pelo qual C risto morreu é exatamente cotérmino com o “todos” que Ele atrai a Si (João 12:32) (*). “Está observado (I T imóteo 2:6) que se diz que C ris to dar-se em resgate por todos, o que está entendido de todos os homens em particular; mas devera ser observado também que este resgate é “antilutron huper panton”, um resgate vicário, substituído no lugar de todos, pelo que, um preço inteiro foi pago por todos e satisfação plenária feita pelos pecados de todos, o que não pode ser verdadeiro de todo homem individual, porque então nem um homem podia ser condenado e punido justamente ... É melhor entender-se por todos os homens alguns de toda espécie ...” (John Gill, C ause of God and T ruth, pag. 51). C . Hebreus 2:9. Não há aqui palavra para “homem” no grego. A expressão é simplesmente “todos” ou “cada um”. No grego: “pás”. E o contexto supre explanação quanto àqueles incluídos nesta passagem, a saber, todo filho que Ele traz à glória. A ssim, “todos” é usado aqui no quarto sentido listado acima, isto é, todo ou cada um de uma certa classe. D. I T imóteo 4:10. A mera provisão de salvação por todos os homens não faz de Deus seu Salvador qualquer coisa mais do que salva-los. Isto não satisfaz o significado de salvador se é aplicado à salvação da alma. No grego é “soter”, que quer dizer “livrador” e “conservador”, bem como salvador. Estamos persuadidos que este é o significado aqui. Deus livra a todos os homens (tanto quanto Lhe apraz fazer assim) de perigos tanto visíveis co mo invisíveis e os conserva em suas vidas. É assim que Ele exibe “as riquezas de Sua bondade e paciência e longanimidade” que deveriam levar os homens ao arrependimento (Romanos 2:4). O que Deus faz por todos os homens em geral, Ele faz de uma maneira especial pelos crentes. E. II P edro 2:1. A palavra desta passagem para o Senhor não é “Kurios”, a qual é usada tanto de Deus ou de C risto; mas é “despotes”, a qual nunca se usa de C risto. Daí ser a referência a Deus. P edro escreveu especialmente aos judeus. Sem duvida os falsos mestres também eram judeus. E em Deuteronômio 32:6 explica como o Senhor os comprara. A qui se diz ter Deus comprado toda a nação judaica porque Ele os livrou do Egito.