SlideShare uma empresa Scribd logo
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO -
CAMPUS MORRINHOS
CURSO: Técnico em Agropecuária
DISCIPLINA: Topografia PROF.: César Antônio da Silva
EQUIPAMENTOS TOPOGRÁFICOS
Piquetes: são pedaços de madeira de aproximadamente 20 cm de comprimento, de seção roliça ou
quadrada (2,5 cm x 2,5 cm), que são cravados no terreno para demarcação de pontos ou estações de levantamento.
Sobre o piquete é feita uma marca, um X, uma cruz (+) ou mesmo um ponto (●) com pincel, onde durante o
levantamento, é colocada a baliza, régua ou instalado o equipamento por meio do prumo sobre essa marcação, para
registro de leituras de distâncias e ângulos.
Estacas: são pedaços de madeira, de 30 a 50 cm de comprimento, com numeração das estações de
levantamento. As estacas são cravadas próximo aos piquetes, principalmente em locais de vegetação alta,
possibilitando fácil identificação dos pontos no campo. Elas são consideradas verdadeiras testemunhas dos pontos
da poligonal, caso a marcação do piquete desapareça. As estacas podem ser substituídas por bandeiras, com cores
de maior contraste (laranja, vermelho, amarelo).
Baliza/bastão: consiste numa haste de ferro de 2 m de comprimento, dividida em seções de 0,5 m,
geralmente rosqueáveis, e pintadas de vermelho e branco ou vermelho e amarelo, em cores alternadas. A baliza
deverá ser retilínea, não permitindo defeitos que possam diminuir a precisão da leitura de ângulos horizontais. Toda
visada deverá ser feita na parte inferior da baliza, para maior precisão. A baliza deverá ser obrigatoriamente
colocada sobre o piquete, na marca nele existente, onde foi ou será ponto de referência para aprumar o aparelho. A
baliza pode ter como acessório um nível de bolha, preso à haste, com o objetivo e mantê-la na posição vertical.
O bastão é utilizado como suporte do prisma, em medições de distâncias com estação total.
Baliza
Bastão
Régua, Mira Falante ou Estádia: é uma régua dividida em metros e centímetros, com destaque para as
marcações de metros e de 10 em 10 cm, de cor preta e fundo branco ou amarelo claro. Geralmente apresenta 4,0 m
de comprimento. A mira pode apresentar dobras ou encaixes, o que protege as numerações e as divisões pintadas,
facilitando também o transporte, em se tratando do comprimento deste instrumento.
Nível de cantoneira: dispositivo dotado de bolha para verticalização da régua, baliza ou bastão, durante a
etapa de campo dos levantamentos topográficos.
Prumo: é o dispositivo que determina a vertical do lugar ou doponto topográfico, podendo ser do tipo fio
de prumo, prumo óptico (luneta) ou prumo a laser, a exemplo dos equipamentos mais modernos, que incidem uma
luz laser no ponto topográfico.
A sua aplicação na topografia está ligada principalmente à medição de distâncias e no estacionamento de
aparelhos. O fio de prumo é basicamente composto por um peso (geralmente em formato de pião) preso a um
cordel, o que permite suspendê-lo ou abaixá-lo sobre o lugar (ponto) onde se pretende obter a vertical. O cordel (fio
de prumo), quando tensionado pelo peso, indica a direção da vertical do lugar.
Bússola: equipamento que possui agulha imantada, e indica o norte magnético. É utilizada na medição de
azimutes (ângulo entre o norte magnético ou verdadeiro e o alinhamento considerado, variando de 0 a 360º). Em
levantamentos topográficos planimétricos, deve-se indicar no desenho (planta ou mapa), o norte magnético.
Prisma: equipamento que tem a função de refletir ondas eletromagnéticas da estação total, na medição de
distâncias. O prisma é acoplado a um bastão, o qual é colocado sobre o ponto onde se quer medir. A estação total
então emite um feixe de laser que reflete no prisma e retorna ao equipamento. Pelo tempo de resposta, frequência
da onda eletromagnética e o ângulo de inclinação da luneta da estação, um computador interno calcula os ângulos e
distâncias armazenando os pontos em sua memória interna.
Prancheta/Caderneta de campo: a prancheta serve de suporte para anotações em campo. A caderneta
consiste numa planilha onde são feitas todas as anotações de campo, nos levantamentos planimétricos e
altimétricos. Também é importante fazer na caderneta, o croqui da área, para facilitar o entendimento em escritório.
Exemplo: Caderneta para levantamento topográfico planimétrico, por caminhamento e irradiação.
Ang. Vertical (AV)
Estaca FI FM FS
Ang. Horiz
(AH)
Grau Min Seg
Diferença
de 900 DH OBS.
Nível de mangueira: Consiste numa mangueira transparente cheia de água (sem bolhas de ar), a qual tem
suas extremidades fixadas sobre fita métrica, em ripas de madeira, que permite, em função do nível da água nas
extremidades, medir a diferença de nível (DN) e a distância horizontal (DH) entre dois pontos.
O nível de mangueira é um equipamento de boa precisão. É utilizado no dia-a-dia de pequenos agricultores,
pedreiros e técnicos em agropecuária, na medição de desnível de terrenos e locação de terraços, geralmente em
pequenas áreas.
A leitura no nível de mangueira equivale à altura da água em seu interior.
Material necessário:
 2 ripas retilíneas de 2 m de comprimento;
 14 metros de mangueira transparente, de ½” de diâmetro;
 2 fitas métricas de 150 cm;
 6 presilhas ou braçadeiras para prender a mangueira às ripas;
 12 parafusos rosqueáveis, curtos e finos;
Modo de fazer: Passe uma plaina nas ripas, eliminando as ferpas e as quinas da madeira para não causar
acidentes; prenda as fitas às ripas usando os parafusos; prenda a mangueira nas ripas de modo que ela fique ao lado
da fita métrica para facilitar a leitura. Assim, estará pronto o nível de mangueira a um baixo custo.
Nível óptico: equipamento utilizado em trabalhos topográficos de determinação de cotas como:
nivelamentos geométricos, locação de canais e terraços. Pode ser utilizado em medição de áreas, mas com pouca
aplicabilidade (não medem os ângulos verticais), por isto não é possível visar grandes distâncias. O nível de
precisão só tem movimento horizontal, o que limita sua utilização nos dias atuais.
Teodolito: equipamento topográfico destinado à medição de ângulos horizontais e verticais, e cálculos de
distâncias horizontais e verticais. É um aparelho de luneta com movimento basculante completo (com giro de
360º). Apresenta circulo vertical (limbo vertical) para a medida de ângulos de inclinação (ângulo vertical). Existem
diversos modelos e marcas de teodolitos no mercado, com excelentes precisões e aplicabilidade nas ciências
agrárias. Este aparelho não está sendo usado com tanta frequência, está perdendo espaço para os GPS - Global
Positioning System (Sistema de Posição Global), devido à praticidade e principalmente à precisão quando
utilizamos o GPS geodésico. Com o passar do tempo, o GPS poderá substituir completamente o teodolito, em
medições que exijam precisão e georreferenciamento (coordenadas geográficas), o que está previsto em lei.
Entretanto, o teodolito terá sempre o seu papel em medições de pequenas áreas e desníveis.
Como instalar um Teodolito
Passo 1: Coloque o tripé sobre o ponto desejado, ajustando-o à altura do observador que irá fazer as leituras
na luneta. Duas pernas do tripé devem ficar do lado do observador.
Passo 2: Coloque o equipamento (teodolito ou nível óptico) sobre o tripé, aperte o parafuso da base, ligue o
prumo a laser, ou coloque o prumo manual e movimente o tripé até que o raio laser ou a ponta do prumo esteja
sobre o ponto no piquete.
Passo 3: Faça o nivelamento do equipamento. Em seguida, certifique através do prumo se o aparelho
continua exatamente sobre a marcação no piquete.
No caso do instrumento não possuir nível eletrônico, proceda da seguinte maneira:
a) Alinhe a base do instrumento de maneira que os parafusos calantes fiquem alinhados com a base do aparelho;
b) Observe a localização da bolha e gire simultaneamente dois parafusos calantes para movimentar a bolha para o
centro do nível. Gire no sentido horário para erguer e no sentido anti-horário para abaixar qualquer um dos três
lados. Primeiramente, nivele o equipamento através do nível de bolha circular e, por último, através do nível
tubular. Em teodolitos de duplo display, o nível tubular deve ficar do lado do observador
c) Gire o equipamento até que a bolha fique alinhada com o terceiro parafuso calante.
d) Gire o terceiro parafuso calante para movimentar a bolha até que ela esteja localizada no centro do nível.
e) Com esse procedimento o instrumento deverá estar centrado sobre o ponto no piquete e nivelado. Isso,
infelizmente nem sempre ocorre na primeira tentativa. Quando o equipamento estiver nivelado, o raio laser ou
prumo poderá ter saído do ponto sobre o piquete. Se a distância entre o raio laser ou prumo e o ponto no piquete for
relativamente grande, movimente o tripé e repita os passos anteriores. Se a distância for pequena, solte o parafuso
de fixação e movimente o equipamento até que o raio laser ou prumo estejam novamente sobre o ponto no piquete.
É importante salientar que os procedimentos de instalação e regulagem são muitos parecidos em se tratando
de um teodolito com prumo manual, a laser ou prumo óptico. A única diferença é que na instalação de um aparelho
com prumo óptico, você terá que olhar numa luneta para verificar a posição do aparelho em relação ao piquete.
Funções do teclado do teodolito eletrônico:
O teclado varia conforme o modelo do equipamento (Figura 12). Dentre as principais teclas,
destacam-se:
- On/off: liga e desliga o equipamento. Deve ser pressionada por 3 segundos para desligar o teodolito.
- OSET: zera o ângulo horizontal
- HOLD: fixa os valores de ângulos no display, para realização de leitura quando o topógrafo está
trabalhando em condição de vento e há oscilação na precisão do ângulo.
- R/L: alterna o sentido de medição do ângulo horizontal no display, toda vez que é pressionada (HR –
ângulo horizontal horário; HL - ângulo horizontal anti-horário).
- Light: acende a iluminação do display, quando houver necessidade do topógrafo instalar o equipamento
em locais escuros, à tardezinha após o pôr do sol. Recomenda-se deixar a iluminação desligada,
minimizando o consumido de pilhas.
- VI%: indica a inclinação de rampa (declividade, em porcentagem), ou o ângulo vertical toda vez que é
pressionada.
Figura. Teclado do teodolito eletrônico Northwest, Modelo NETH503, utilizado no IF Goiano – Campus
Morrinhos.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Nbr 13133
Nbr 13133Nbr 13133
Nbr 13133
Hudson777
 
Compilação de exercicios topografia altimetria
Compilação de exercicios topografia altimetriaCompilação de exercicios topografia altimetria
Compilação de exercicios topografia altimetria
Cleide Soares
 
Exercicios-topografia-corrigidos
 Exercicios-topografia-corrigidos Exercicios-topografia-corrigidos
Exercicios-topografia-corrigidos
Laécio Bezerra
 
Levantamento Topografico Palnimetrico
Levantamento Topografico PalnimetricoLevantamento Topografico Palnimetrico
Levantamento Topografico Palnimetrico
Marcia AgAbriela Mijona
 
02 tipos de maquinas e implementos
02  tipos de maquinas e implementos02  tipos de maquinas e implementos
02 tipos de maquinas e implementos
Instituto Federal de Pernambuco - Campus Barreiros
 
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e TopografiaApostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
Professor Renato Mascarenhas
 
Unidades de Medidas e Angulares
Unidades de Medidas e AngularesUnidades de Medidas e Angulares
Unidades de Medidas e Angulares
Eduardo Andreoli
 
06 propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
06   propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização06   propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
06 propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
Romulo Vinicius Tio Rominho
 
aula de curva de nivel.ppt
aula de curva de nivel.pptaula de curva de nivel.ppt
aula de curva de nivel.ppt
DESOUZA7
 
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTs
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTsAgricultura de Precisão e Utilização de VANTs
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTs
PET. EAA
 
Sensoriamento remoto
Sensoriamento remotoSensoriamento remoto
Sensoriamento remoto
Geagra UFG
 
Calculo de rumos e azimutes2
Calculo de rumos e azimutes2Calculo de rumos e azimutes2
Calculo de rumos e azimutes2
botelho_19
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLESRELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
Ezequias Guimaraes
 
Aula 07 topografia UFPI 2018.1
Aula 07 topografia UFPI 2018.1Aula 07 topografia UFPI 2018.1
Aula 07 topografia UFPI 2018.1
Martins Neto
 
Topografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
Topografia - Nivelamento e Sistematização de TerrenosTopografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
Topografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
Bruno Anacleto
 
Aula de Topografia
Aula de TopografiaAula de Topografia
Aula de Topografia
Gilson Lima
 
Altimetria topografia?
Altimetria topografia?Altimetria topografia?
Altimetria topografia?
Adenilson Giovanini
 
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civilAula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
debvieir
 
Geoprocessamento
GeoprocessamentoGeoprocessamento
Aula06 geo pg_fotogrametria
Aula06 geo pg_fotogrametriaAula06 geo pg_fotogrametria
Aula06 geo pg_fotogrametria
railano
 

Mais procurados (20)

Nbr 13133
Nbr 13133Nbr 13133
Nbr 13133
 
Compilação de exercicios topografia altimetria
Compilação de exercicios topografia altimetriaCompilação de exercicios topografia altimetria
Compilação de exercicios topografia altimetria
 
Exercicios-topografia-corrigidos
 Exercicios-topografia-corrigidos Exercicios-topografia-corrigidos
Exercicios-topografia-corrigidos
 
Levantamento Topografico Palnimetrico
Levantamento Topografico PalnimetricoLevantamento Topografico Palnimetrico
Levantamento Topografico Palnimetrico
 
02 tipos de maquinas e implementos
02  tipos de maquinas e implementos02  tipos de maquinas e implementos
02 tipos de maquinas e implementos
 
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e TopografiaApostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
Apostila Desenho Técnico,Cartografia e Topografia
 
Unidades de Medidas e Angulares
Unidades de Medidas e AngularesUnidades de Medidas e Angulares
Unidades de Medidas e Angulares
 
06 propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
06   propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização06   propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
06 propriedades fisicas do solo ligadas a mecanização
 
aula de curva de nivel.ppt
aula de curva de nivel.pptaula de curva de nivel.ppt
aula de curva de nivel.ppt
 
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTs
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTsAgricultura de Precisão e Utilização de VANTs
Agricultura de Precisão e Utilização de VANTs
 
Sensoriamento remoto
Sensoriamento remotoSensoriamento remoto
Sensoriamento remoto
 
Calculo de rumos e azimutes2
Calculo de rumos e azimutes2Calculo de rumos e azimutes2
Calculo de rumos e azimutes2
 
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLESRELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO SOBRE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES
 
Aula 07 topografia UFPI 2018.1
Aula 07 topografia UFPI 2018.1Aula 07 topografia UFPI 2018.1
Aula 07 topografia UFPI 2018.1
 
Topografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
Topografia - Nivelamento e Sistematização de TerrenosTopografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
Topografia - Nivelamento e Sistematização de Terrenos
 
Aula de Topografia
Aula de TopografiaAula de Topografia
Aula de Topografia
 
Altimetria topografia?
Altimetria topografia?Altimetria topografia?
Altimetria topografia?
 
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civilAula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
Aula topografia 1 - módulo 2 - Engenharia civil
 
Geoprocessamento
GeoprocessamentoGeoprocessamento
Geoprocessamento
 
Aula06 geo pg_fotogrametria
Aula06 geo pg_fotogrametriaAula06 geo pg_fotogrametria
Aula06 geo pg_fotogrametria
 

Semelhante a 6° ENCONTRO - Equipamentos Topograficos Texto.pdf

Apostila 3 topografia
Apostila 3 topografiaApostila 3 topografia
Apostila 3 topografia
Jones Fagundes
 
Estação total e Teodolito.docx
Estação total e Teodolito.docxEstação total e Teodolito.docx
Estação total e Teodolito.docx
Fernando Alves Firmino
 
Tudo sobre Paquímetro
Tudo sobre PaquímetroTudo sobre Paquímetro
Tudo sobre Paquímetro
g_barea
 
Notas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia profNotas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia prof
getulio Rodrigues
 
Desenho Técnico
Desenho TécnicoDesenho Técnico
Desenho Técnico
Gustavo Gallardo
 
04.+paquí..
04.+paquí..04.+paquí..
04.+paquí..
Antonio Domingos Dias
 
7.Odontometria.pdf
7.Odontometria.pdf7.Odontometria.pdf
7.Odontometria.pdf
Muniza Alfredo
 
Orientação e navegação - Não se perca mais
Orientação e navegação - Não se perca maisOrientação e navegação - Não se perca mais
Orientação e navegação - Não se perca mais
fernandespassosluizf
 
Instrumentos de medida
Instrumentos de medidaInstrumentos de medida
Instrumentos de medida
Rui Teixeira
 
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
JuhC13
 
Aula 7 Métodos de Levantamentos.pptx
Aula 7   Métodos de Levantamentos.pptxAula 7   Métodos de Levantamentos.pptx
Aula 7 Métodos de Levantamentos.pptx
ThamiresDantasGuerra
 
5 levant top_planimet
5 levant top_planimet5 levant top_planimet
5 levant top_planimet
Ed Nascimento
 
Apostila de topografia
Apostila de topografiaApostila de topografia
Apostila de topografia
Ariosto Nascimento
 
Apostila de topografia
Apostila de topografiaApostila de topografia
Apostila de topografia
Douglas Lucas chaves dresch
 
Manual Técnico de Topografia
Manual Técnico de TopografiaManual Técnico de Topografia
Manual Técnico de Topografia
Janaina AGUIAR PARK
 
Relatório topografia apresentação
Relatório topografia apresentação  Relatório topografia apresentação
Relatório topografia apresentação
Eder Macedo
 
07. paquímetro conservação
07. paquímetro  conservação07. paquímetro  conservação
07. paquímetro conservação
Edvaldo Viana
 
Manual de jornada
Manual de jornadaManual de jornada
Manual de jornada
cleversaueressig
 
07 usinagem
07   usinagem07   usinagem
07 usinagem
Luiza Emanuelle
 
Topografia modulo ii
Topografia modulo iiTopografia modulo ii
Topografia modulo ii
Professor Renato Mascarenhas
 

Semelhante a 6° ENCONTRO - Equipamentos Topograficos Texto.pdf (20)

Apostila 3 topografia
Apostila 3 topografiaApostila 3 topografia
Apostila 3 topografia
 
Estação total e Teodolito.docx
Estação total e Teodolito.docxEstação total e Teodolito.docx
Estação total e Teodolito.docx
 
Tudo sobre Paquímetro
Tudo sobre PaquímetroTudo sobre Paquímetro
Tudo sobre Paquímetro
 
Notas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia profNotas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia prof
 
Desenho Técnico
Desenho TécnicoDesenho Técnico
Desenho Técnico
 
04.+paquí..
04.+paquí..04.+paquí..
04.+paquí..
 
7.Odontometria.pdf
7.Odontometria.pdf7.Odontometria.pdf
7.Odontometria.pdf
 
Orientação e navegação - Não se perca mais
Orientação e navegação - Não se perca maisOrientação e navegação - Não se perca mais
Orientação e navegação - Não se perca mais
 
Instrumentos de medida
Instrumentos de medidaInstrumentos de medida
Instrumentos de medida
 
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
Medição com paquímetro e micrômetro (relatório 1)
 
Aula 7 Métodos de Levantamentos.pptx
Aula 7   Métodos de Levantamentos.pptxAula 7   Métodos de Levantamentos.pptx
Aula 7 Métodos de Levantamentos.pptx
 
5 levant top_planimet
5 levant top_planimet5 levant top_planimet
5 levant top_planimet
 
Apostila de topografia
Apostila de topografiaApostila de topografia
Apostila de topografia
 
Apostila de topografia
Apostila de topografiaApostila de topografia
Apostila de topografia
 
Manual Técnico de Topografia
Manual Técnico de TopografiaManual Técnico de Topografia
Manual Técnico de Topografia
 
Relatório topografia apresentação
Relatório topografia apresentação  Relatório topografia apresentação
Relatório topografia apresentação
 
07. paquímetro conservação
07. paquímetro  conservação07. paquímetro  conservação
07. paquímetro conservação
 
Manual de jornada
Manual de jornadaManual de jornada
Manual de jornada
 
07 usinagem
07   usinagem07   usinagem
07 usinagem
 
Topografia modulo ii
Topografia modulo iiTopografia modulo ii
Topografia modulo ii
 

Último

FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
Sandra Pratas
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
orquestrasinfonicaam
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
marcos oliveira
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
AntHropológicas Visual PPGA-UFPE
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
EsterGabriiela1
 
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdfCaderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
SupervisoEMAC
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Falcão Brasil
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptxSlide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
LeilaVilasboas
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
arodatos81
 

Último (20)

FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
FILMES DE ABRIL_BECRE D. CARLOS I_2023_24
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdfPERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO PDF.pdf
 
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdfCaderno 1 -  Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
Caderno 1 - Módulo Água JMS 2024 (1).pdf
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptxSlide para aplicação  da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
Slide para aplicação da AVAL. FLUÊNCIA.pptx
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
 

6° ENCONTRO - Equipamentos Topograficos Texto.pdf

  • 1. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO - CAMPUS MORRINHOS CURSO: Técnico em Agropecuária DISCIPLINA: Topografia PROF.: César Antônio da Silva EQUIPAMENTOS TOPOGRÁFICOS Piquetes: são pedaços de madeira de aproximadamente 20 cm de comprimento, de seção roliça ou quadrada (2,5 cm x 2,5 cm), que são cravados no terreno para demarcação de pontos ou estações de levantamento. Sobre o piquete é feita uma marca, um X, uma cruz (+) ou mesmo um ponto (●) com pincel, onde durante o levantamento, é colocada a baliza, régua ou instalado o equipamento por meio do prumo sobre essa marcação, para registro de leituras de distâncias e ângulos. Estacas: são pedaços de madeira, de 30 a 50 cm de comprimento, com numeração das estações de levantamento. As estacas são cravadas próximo aos piquetes, principalmente em locais de vegetação alta, possibilitando fácil identificação dos pontos no campo. Elas são consideradas verdadeiras testemunhas dos pontos da poligonal, caso a marcação do piquete desapareça. As estacas podem ser substituídas por bandeiras, com cores de maior contraste (laranja, vermelho, amarelo). Baliza/bastão: consiste numa haste de ferro de 2 m de comprimento, dividida em seções de 0,5 m, geralmente rosqueáveis, e pintadas de vermelho e branco ou vermelho e amarelo, em cores alternadas. A baliza deverá ser retilínea, não permitindo defeitos que possam diminuir a precisão da leitura de ângulos horizontais. Toda visada deverá ser feita na parte inferior da baliza, para maior precisão. A baliza deverá ser obrigatoriamente colocada sobre o piquete, na marca nele existente, onde foi ou será ponto de referência para aprumar o aparelho. A baliza pode ter como acessório um nível de bolha, preso à haste, com o objetivo e mantê-la na posição vertical. O bastão é utilizado como suporte do prisma, em medições de distâncias com estação total. Baliza
  • 2. Bastão Régua, Mira Falante ou Estádia: é uma régua dividida em metros e centímetros, com destaque para as marcações de metros e de 10 em 10 cm, de cor preta e fundo branco ou amarelo claro. Geralmente apresenta 4,0 m de comprimento. A mira pode apresentar dobras ou encaixes, o que protege as numerações e as divisões pintadas, facilitando também o transporte, em se tratando do comprimento deste instrumento. Nível de cantoneira: dispositivo dotado de bolha para verticalização da régua, baliza ou bastão, durante a etapa de campo dos levantamentos topográficos. Prumo: é o dispositivo que determina a vertical do lugar ou doponto topográfico, podendo ser do tipo fio de prumo, prumo óptico (luneta) ou prumo a laser, a exemplo dos equipamentos mais modernos, que incidem uma luz laser no ponto topográfico. A sua aplicação na topografia está ligada principalmente à medição de distâncias e no estacionamento de aparelhos. O fio de prumo é basicamente composto por um peso (geralmente em formato de pião) preso a um cordel, o que permite suspendê-lo ou abaixá-lo sobre o lugar (ponto) onde se pretende obter a vertical. O cordel (fio de prumo), quando tensionado pelo peso, indica a direção da vertical do lugar.
  • 3. Bússola: equipamento que possui agulha imantada, e indica o norte magnético. É utilizada na medição de azimutes (ângulo entre o norte magnético ou verdadeiro e o alinhamento considerado, variando de 0 a 360º). Em levantamentos topográficos planimétricos, deve-se indicar no desenho (planta ou mapa), o norte magnético. Prisma: equipamento que tem a função de refletir ondas eletromagnéticas da estação total, na medição de distâncias. O prisma é acoplado a um bastão, o qual é colocado sobre o ponto onde se quer medir. A estação total então emite um feixe de laser que reflete no prisma e retorna ao equipamento. Pelo tempo de resposta, frequência da onda eletromagnética e o ângulo de inclinação da luneta da estação, um computador interno calcula os ângulos e distâncias armazenando os pontos em sua memória interna.
  • 4. Prancheta/Caderneta de campo: a prancheta serve de suporte para anotações em campo. A caderneta consiste numa planilha onde são feitas todas as anotações de campo, nos levantamentos planimétricos e altimétricos. Também é importante fazer na caderneta, o croqui da área, para facilitar o entendimento em escritório. Exemplo: Caderneta para levantamento topográfico planimétrico, por caminhamento e irradiação. Ang. Vertical (AV) Estaca FI FM FS Ang. Horiz (AH) Grau Min Seg Diferença de 900 DH OBS. Nível de mangueira: Consiste numa mangueira transparente cheia de água (sem bolhas de ar), a qual tem suas extremidades fixadas sobre fita métrica, em ripas de madeira, que permite, em função do nível da água nas extremidades, medir a diferença de nível (DN) e a distância horizontal (DH) entre dois pontos. O nível de mangueira é um equipamento de boa precisão. É utilizado no dia-a-dia de pequenos agricultores, pedreiros e técnicos em agropecuária, na medição de desnível de terrenos e locação de terraços, geralmente em pequenas áreas. A leitura no nível de mangueira equivale à altura da água em seu interior. Material necessário:  2 ripas retilíneas de 2 m de comprimento;  14 metros de mangueira transparente, de ½” de diâmetro;  2 fitas métricas de 150 cm;  6 presilhas ou braçadeiras para prender a mangueira às ripas;  12 parafusos rosqueáveis, curtos e finos; Modo de fazer: Passe uma plaina nas ripas, eliminando as ferpas e as quinas da madeira para não causar acidentes; prenda as fitas às ripas usando os parafusos; prenda a mangueira nas ripas de modo que ela fique ao lado da fita métrica para facilitar a leitura. Assim, estará pronto o nível de mangueira a um baixo custo. Nível óptico: equipamento utilizado em trabalhos topográficos de determinação de cotas como: nivelamentos geométricos, locação de canais e terraços. Pode ser utilizado em medição de áreas, mas com pouca
  • 5. aplicabilidade (não medem os ângulos verticais), por isto não é possível visar grandes distâncias. O nível de precisão só tem movimento horizontal, o que limita sua utilização nos dias atuais. Teodolito: equipamento topográfico destinado à medição de ângulos horizontais e verticais, e cálculos de distâncias horizontais e verticais. É um aparelho de luneta com movimento basculante completo (com giro de 360º). Apresenta circulo vertical (limbo vertical) para a medida de ângulos de inclinação (ângulo vertical). Existem diversos modelos e marcas de teodolitos no mercado, com excelentes precisões e aplicabilidade nas ciências agrárias. Este aparelho não está sendo usado com tanta frequência, está perdendo espaço para os GPS - Global Positioning System (Sistema de Posição Global), devido à praticidade e principalmente à precisão quando utilizamos o GPS geodésico. Com o passar do tempo, o GPS poderá substituir completamente o teodolito, em medições que exijam precisão e georreferenciamento (coordenadas geográficas), o que está previsto em lei. Entretanto, o teodolito terá sempre o seu papel em medições de pequenas áreas e desníveis. Como instalar um Teodolito Passo 1: Coloque o tripé sobre o ponto desejado, ajustando-o à altura do observador que irá fazer as leituras na luneta. Duas pernas do tripé devem ficar do lado do observador. Passo 2: Coloque o equipamento (teodolito ou nível óptico) sobre o tripé, aperte o parafuso da base, ligue o prumo a laser, ou coloque o prumo manual e movimente o tripé até que o raio laser ou a ponta do prumo esteja sobre o ponto no piquete. Passo 3: Faça o nivelamento do equipamento. Em seguida, certifique através do prumo se o aparelho continua exatamente sobre a marcação no piquete.
  • 6. No caso do instrumento não possuir nível eletrônico, proceda da seguinte maneira: a) Alinhe a base do instrumento de maneira que os parafusos calantes fiquem alinhados com a base do aparelho; b) Observe a localização da bolha e gire simultaneamente dois parafusos calantes para movimentar a bolha para o centro do nível. Gire no sentido horário para erguer e no sentido anti-horário para abaixar qualquer um dos três lados. Primeiramente, nivele o equipamento através do nível de bolha circular e, por último, através do nível tubular. Em teodolitos de duplo display, o nível tubular deve ficar do lado do observador c) Gire o equipamento até que a bolha fique alinhada com o terceiro parafuso calante. d) Gire o terceiro parafuso calante para movimentar a bolha até que ela esteja localizada no centro do nível. e) Com esse procedimento o instrumento deverá estar centrado sobre o ponto no piquete e nivelado. Isso, infelizmente nem sempre ocorre na primeira tentativa. Quando o equipamento estiver nivelado, o raio laser ou prumo poderá ter saído do ponto sobre o piquete. Se a distância entre o raio laser ou prumo e o ponto no piquete for relativamente grande, movimente o tripé e repita os passos anteriores. Se a distância for pequena, solte o parafuso de fixação e movimente o equipamento até que o raio laser ou prumo estejam novamente sobre o ponto no piquete. É importante salientar que os procedimentos de instalação e regulagem são muitos parecidos em se tratando de um teodolito com prumo manual, a laser ou prumo óptico. A única diferença é que na instalação de um aparelho com prumo óptico, você terá que olhar numa luneta para verificar a posição do aparelho em relação ao piquete.
  • 7. Funções do teclado do teodolito eletrônico: O teclado varia conforme o modelo do equipamento (Figura 12). Dentre as principais teclas, destacam-se: - On/off: liga e desliga o equipamento. Deve ser pressionada por 3 segundos para desligar o teodolito. - OSET: zera o ângulo horizontal - HOLD: fixa os valores de ângulos no display, para realização de leitura quando o topógrafo está trabalhando em condição de vento e há oscilação na precisão do ângulo. - R/L: alterna o sentido de medição do ângulo horizontal no display, toda vez que é pressionada (HR – ângulo horizontal horário; HL - ângulo horizontal anti-horário). - Light: acende a iluminação do display, quando houver necessidade do topógrafo instalar o equipamento em locais escuros, à tardezinha após o pôr do sol. Recomenda-se deixar a iluminação desligada, minimizando o consumido de pilhas. - VI%: indica a inclinação de rampa (declividade, em porcentagem), ou o ângulo vertical toda vez que é pressionada. Figura. Teclado do teodolito eletrônico Northwest, Modelo NETH503, utilizado no IF Goiano – Campus Morrinhos.