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História A - Módulo 4
A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade,
poder e dinâmicas coloniais

Unidade 4
Construção da modernidade europeia
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
O método experimental e o progresso no conhecimento do
Homem e da Natureza
Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas ciências e
no conhecimento humano que vão mudar a forma como o Mundo
era entendido;
A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de
determinados astros era a explicação para determinados fenómenos
físicos e naturais;
A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como Aristóteles,
Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas afirmações eram
consideradas inquestionáveis;

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2
Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora limitado
a um pequeno grupo de intelectuais;
Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o
Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes;
Na Europa surgem associações científicas onde se organizam
debates e conferências, algumas tornam-se instituições nacionais;

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3
Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e físicos;
Desenvolvem-se as ideais que:
Só a observação direta torna possível o conhecimento;
O conhecimento aumenta constantemente;
O progresso científico contribui para melhorar as condições da
Humanidade;
Dá-se início a uma revolução científica;

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4
A partir do século XVI desenvolve-se o método do experiencialismo;
Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou que
para conhecer a verdade era preciso:
Observar os factos;
Formular hipóteses;
Repetir a experiência;
Formular a lei.

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5
René Descartes (1596-1651)
Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir
qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências nesse
sentido;
Dividir uma dificuldade em partes até chegar a uma solução;
Organizar o pensamento do mais simples para o mais complexo;
Foi um dos pensadores que introduziu a matemática como a
linguagem fundamental de expressão das leis científicas, surge a
expressão “ciências exatas”;

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6
Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da razão;
Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão,
segundo ele nada ocorre sem que exista uma razão suficiente que
explique que as coisas ocorram de uma determinada maneira e não
de outra;
A ciência começava a desvendar os segredos da Natureza, e o
Homem aumenta o conhecimento que tem de si e da Natureza.

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7
O conhecimento do Homem
A ciência médica desenvolve-se lentamente;
Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a
circulação sanguínea;
A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma das
responsáveis pelo crescimento demográfico que se verifica no
século;

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8
No século XVII, com Galileu começa a revolução da conceção do
Universo;
Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um telescópio;
Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico;
Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias divulgadas
por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai aumentado;
Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e formula
a hipótese de um universo infinito ;

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9
O mundo da ciência
No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares e
aparecem em quase todas as capitais europeias;
Os jornais e boletins científicos proliferam;
As Universidades criam laboratórios modernos;
As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma rapidez
nunca antes vista na História;
Surgem novos instrumentos científicos: telescópico, microscópio,
barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.;

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10
O gosto pela ciência populariza-se, e os debates e discussões
científicas são divulgadas para o público;
As razões divinas deixam de ser aceitas como explicações credíveis
para os fenómenos físicos e naturais;
A ciência subdivide-se em vários ramos do saber: astronomia,
química, física, biologia, medicina, etc;
O método experimental torna-se a única forma credível de procurar
a verdade em ciência;

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11
A Filosofia das Luzes. O Iluminismo
No século XVIII desenvolve-se a crença no valor da razão humana
como motor do progresso, primeiro aplicada às ciências e logo nas
reflexões sobre o desenvolvimento das sociedades humanas;
O uso da Razão conduziria ao aperfeiçoamento moral do Homem,
das relações sociais e das formas do poder político, promovendo a
igualdade e a justiça;
A Razão seria a luz que guiaria a Humanidade;
Era a saídas das trevas, o século XVIII, por isso ficou conhecido pro
século das Luzes;
Luzes ou Humanismo designa o conjunto das novas ideias que
marcaram a época;

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12
Iluminismo – corrente filosófica que
se desenvolveu na Europa durante o
século XVIII e que se caracterizou
pela crítica à autoridade política e
religiosa, pela afirmação da
liberdade e pela confiança na Razão
e na ciência como meios de atingir a
felicidade humana;
Para os iluministas a humanidade
devia ultrapassar as debilidades dos
sistemas sociais em vigor e
caminhar no sentido do progresso e
da felicidade,

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13
As ideias iluministas nasceram no seio da burguesia e exprimem as
aspirações dos burgueses que, apesar de controlarem o comércio,
as finanças, atualizarem as práticas agrícolas e de promoverem a
industrialização, estão afastados da vida política dos Estados
absolutos dominados pela nobreza;
A valorização da Razão, da qual são dotados todos os homens,
independentemente da condição social, estabelecia um princípio de
igualdade que punha em causa a sociedade de ordens;

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14
Os iluministas propõem a ideia que todos os homens têm direitos e
deveres que lhes são conferidos pela Natureza;
Consideram o direito natural superior às leis dos estados;
Os iluministas determinam um conjunto básico de direitos
inerentes à natureza humana:
Direito à liberdade;
Direito a um julgamento justo;
Direito à posse de bens;
Direito à liberdade de consciência;

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15
Os iluministas contrapõem aos interesses dos Estados o valor próprio
do individuo que, como ser humano, tinha o direito de ver
respeitada a sua dignidade;
Deste direito natural decorre uma moral natural e racional,
independentemente dos preceitos religiosos. Baseada na tolerância,
na generosidade e no cumprimentos dos deveres naturais e deveria
orientar os homens na busca da felicidade terrena;

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16
A defesa do contrato social e da separação dos poderes
A liberdade e igualdade defendidas pelos iluministas entravam em
contradição com a autoridade dos governos;
Para solucionar este problema Locke propôs a celebração de um
contrato entre os governantes e os governados;
O povo conferia ao governo os poderes para este governar;
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), não via a sociedade como um
acordo entre iguais, mas como um instrumento ao serviço dos mais
ricos e poderosos, constituída para proteger os interesses desses e
não para benefício do povo;

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17
Rousseau preocupou-se com o crescimento da desigualdade entre
os homens e relaciona-as com a origem do estado;
Para ele os homens viveram num “estado natural” em que todos
eram livres e iguais, não existiam desigualdades de caracter
económico;
Esta surgiram quando o Homem se sedentarizou e com a economia
produtora apareceu a propriedade privada que trouxe a divisão
entre ricos e pobres;
As desigualdades deram origem à violência entre ricos e pobres,
para se defenderem os ricos constituíram o estado;

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18
Na sua obra “O Contrato Social” (1762) defende a ideia que a
soberania popular se mantêm apesar da transferência de poder
para o governo;
É através do contrato social que se encontraria a solução para
resolver as desigualdades;
Rousseau procurou conciliar os princípios da liberdade individual
e da igualdade com a existência de um estado;
Para ele só com a organização democrática do estado o homem
adquire, em troca da liberdade natural perdida, a liberdade política
caracterizada pela participação na votação de leis e pelo
acatamento dessas mesmas leis;

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19
Da votação, resultaria a vontade popular, expressa pela maioria;
Rousseau prevê o direito do povo à insurreição quando luta contra
um estado opressor;
A teoria do contrato social veio promover o estatuto dos indivíduos
na sociedade, de súbditos do rei passavam a cidadãos com direitos e
deveres;
Montesquieu (1689-1755) formula a teoria da divisão dos poderes:
poder legislativo (formular leis); poder executivo (executar essas
leis) e poder judicial (julgar quem desrespeita as leis);
Segundo Montesquieu só a separação destes poderes garantia a
liberdade dos cidadãos;
Esta ideia foi adotada em quase todas as constituições saídas das
revoluções liberais;

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20
Voltaire (1694-1788) aceitava o absolutismo de carácter iluminista;
Ou seja o poder absoluto do rei deveria ser usado para promover o
progresso,
Voltaire faia parte do grupo da burguesia que pretendia certas
garantias, nomeadamente o direito à propriedade, mas não
pretendia o poder político;

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21
Humanitarismo e tolerância
No século XVIII mantinha-se em prática, no direito pena, de práticas
contra a dignidade humana tais como a tortura, trabalhos forçados e
muitas práticas medievais;
Muitos iluministas insurgiram-se contra este estado de coisas,
alguns chegaram a colocar em causa a pena de morte;
Isto levou à difusão da fraternidade humana e muitos países
suavizaram a sua justiça;
No século XIX, o humanitarismo vai levar à abolição da escravatura
nas democracias liberais;

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22
Desenvolve-se o espírito de tolerância religiosa;
Surge a ideia de separar a Igreja e o Estado;
Surge o deísmo, a crença numa divindade mas a recusa das religiões
organizadas;
Muitos iluministas permanecem ligados à Igreja mas todos se
mostram contra a intolerância, o fanatismo e a superstição;

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23
A difusão do pensamento das luzes
Os iluministas defendiam ideais que eram opostos à sociedade me
que viviam, as suas críticas à sociedade, ao absolutismo, à Igreja
suscitaram, nos setores mais retrógradas da sociedade críticas e
perseguições;
Muitos iluministas foram perseguidos, exilados e presos. Muitas das
suas obras fizeram parte do Índex;
Alguns monarcas (como Frederico II da Prússia e Catarina II da
Rússia) mostraram apreço por estas ideias e mantiveram
correspondência com alguns iluministas;

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24
As ideias iluministas tornaram o centro da discussão intelectual da
época, eram discutidas em salões aristocráticos, cafés, clubes
privados, etc.;
Influenciaram as Academias e tiveram eco na imprensa;
D’Alembert e Diderot publicaram a primeira Enciclopédia (1751);
A Enciclopédia pretendia ser um sumário de todo o conhecimento
humano;
Apesar de vários percalços e perseguições o último volume da
Enciclopédia foi publicado em 1780;
Contribuiu para os avanços da ciência e da técnica e para a difusão
das ideias iluministas.

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25
Portugal – O projeto pombalino de inspiração iluminista
Muitos iluministas viam que um rei que governasse pela Razão
poderia prover a felicidade do povo, era o despotismo iluminado
ou esclarecido;
Esses monarcas procuravam o desenvolvimento do país;
Em Portugal, esse papel foi desempenhado pelo Marquês de
Pombal, ministro do rei D. José;

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26
Nos últimos anos do reinado de D. João V, as remessas de ouro do
Brasil diminuíram;
Por outro lado, para além do descalabro financeiro, aumentou a
corrupção e desorganizou-se o governo central;
Foi neste cenário que o Marquês de Pombal assumiu as funções
governativas;
Procurou racionalizar o aparelho do Estado e iniciou uma vasta
política de reformas;
Procurou sanear as finanças do país: reestruturou a política fiscal e
financeira das colónias, melhorou o sistema de cobrança de
impostos;

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27
Em 1761 criou o Erário Régio para controlar as finanças do reino;
Procurou reformar o sistema judicial e procurou unificar o país do
ponto de vista legislativo;
Em 1760 criou a Intendência-Geral da Polícia para centralizar o
funcionamento da polícia;
A modernização do sistema judicial e administrativo suscitou o
desagrado de vários grupos de privilegiados da sociedade
portuguesa;

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28
O Marquês de Pombal reprimiu de forma extremamente violenta
qualquer oposição quer fosse de origem burguesa, quer
nobiliárquica ou clerical;
Em 1758, após um atentado contra D. José I, o Marquês de Pombal
iniciou um repressão violentíssima contra alguns nobres suspeitos de
terem participado nesse atentado;
Após um processo sumário e ilegal vários nobres foram condenados
à morte;
Esse incidente cimentou o poder do Marquês e a nobreza submeteuse completamente;

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29
Pombal também procurou submeter o poder da Igreja;
Procurou controlar a Inquisição e criou a Real Mesa Censória que
passou a determinar quais as obras que poderiam ou não ser
publicadas;
Atacou a Companhia de Jesus e foram expulsos de Portugal e das
suas colónias (3 de setembro de 1759);
Esta atitude levou ao corte de relações com a Santa Sé durante 11
anos;
O Marquês conseguiu a obediência do clero;

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30
No dia 1 de novembro de 1755 deu-se um terramoto que arrasou
Lisboa;
Ruíram mais de 10 000 edifícios, inclusive o próprio palácio Real;
Pombal iniciou imediatamente a reconstrução, e atribuem-lhe a
seguinte afirmação, “”sepultar os mortos e cuidar dos vivos”;

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31
Encarregou os engenheiros Manuel da Maia e Eugénio dos Santos
de elaborarem um plano para reerguer a cidade;
Estes elaboraram um traçado completamente novo;

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32
Lisboa foi reconstruída como uma cidade geométrica, racional,
com imposições estéticas e construtivas;
Vários planos foram apresentados tendo sido escolhido o de
Eugénio dos Santos, que seria continuado por Carlos Mardel
após a morte daquele;
O plano baseava-se numa grelha de perpendiculares, verticais e
horizontais, com quarteirões retangulares;
Criaram-se duas praças principais: O Terreiro do Paço (Praça do
Comércio) e o Rossio
As duas praças estavam ligadas por duas ruas importantes
(Augusta e Ouro);
As ruas mantiveram a toponímia dos principais ofícios da cidade:
sapateiros, douradores e outras relembrando antigas igrejas:
Santa Justa, Vitória, etc.;
4 04 construção da modernidade europeia
Foram criadas 3 tipologias na construção da cidade de Lisboa (A, B
ou C) conforme a importância das ruas;
As casas obedeciam a esse esquema rígido de construção;
Foram construídas casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma
nova sociedade urbana, sem palácios;
A estrutura dos edifícios foi feita em
madeira flexível, na tentativa de
uma construção antissísmica;
A estandardização e pré-fabricação
de elementos de cantaria e madeira
permitiu uma construção
massificada;
A cidade preservou o saneamento e a saúde pública,
a construção no “sistema de gaiola” (estrutura em madeira
flexível),
A estandardização e prefabricação possibilitou uma construção
massificada;
Deu origem a uma grande unidade estilística;
Esta unidade estilística tornou-se na cidade-emblema de D. José,
e do seu ministro, o Marquês de pombal;
E foi a maior obra pública realizada em Portugal.
A Reforma do ensino

A filosofia iluminista colocava o ensino no centro da política pois
considerava a ignorância como o grande travão da evolução dos
povos;
Os estrangeirados foram os grandes divulgadores das ideias
iluministas em Portugal;
Estas, conscientes do atraso do país, publicam vários livros e outras
publicações que influenciaram as decisões políticas;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

41
Principais estrangeirados e a sua obra:
Martinho Mendonça, “Apontamentos para a Educação de um
Menino Nobre” (1734);
Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a Educação da Mocidade” (1759);
Luís António Verney, “O Verdadeiro Método de Estudar” (1746);

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

42
Pombal criou, em 1761, o Real Colégio dos Nobres, destinado à
educação dos jovens da nobreza;
Esta escola foi organizada de acordo com as mais modernas
conceções pedagógicas;
Este colégio no entanto foi pouco frequentado porque a nobreza
recusava-se a colocar os filhos num colégio criado por Pombal;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

43
Pombal iniciou um vasto programa de reestruturação do ensino;
A expulsão da Ordem de Jesus, que se dedicava ao ensino, tinha
criado um vazio em muitas escolas do país;
Foram criados quase 500 postos para “mestres de escrever e ler”,
para promover o ensino das primeiras letras, aquilo que hoje
chamamos o ensino básico;
Foram fomentados os estudos para alunos que queriam ingressar
na Universidade para as disciplinas de Latim, Grego, Retórica,
Filosofia, etc., cerca de 360, o equivalente ao atual ensino
secundário;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

44
A Universidade de Évora, dirigida pelos jesuítas foi encerrada;
A Universidade de Coimbra estava dominada por um ensino muito
antiquado e tradicional;
Em 1768 é criada a Junta da Previdência Literária para estudar a
reforma da Universidade;
Em 1772, a Universidade de Coimbra passa a ter novos estatutos;
Estes vão no sentido de criar uma universidade moderna e com
métodos de ensino baseados no experiencialismo e racionalismo;

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45
São criadas novas faculdades e
os cursos tradicionais são
reformados;
Pombal criou um imposto,
Subsídio Literário, para
subsidiar as reformas no ensino
(1772);
Pombal fundou a Aula do
Comércio (1759) para preparar
os comerciantes para a sua
atividade;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

46
A reforma pombalina do ensino insere-se na ideia, do estado
absoluto, de submeter, através da educação, os grupos
privilegiados e instruir a nova burguesia, sem qualquer atenção à
educação do povo;
Abolida a Inquisição foram criados outros órgãos incumbidos da
repressão e da censura de todos aqueles que se opunham ao
estado absoluto;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

47
Esquema in “Preparação para
o Exame Nacional, História A
11, Porto Editora

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

48
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:

COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo
da História 11, Porto Editora, 2011

SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

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4 04 construção da modernidade europeia

  • 1. História A - Módulo 4 A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade, poder e dinâmicas coloniais Unidade 4 Construção da modernidade europeia http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. O método experimental e o progresso no conhecimento do Homem e da Natureza Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas ciências e no conhecimento humano que vão mudar a forma como o Mundo era entendido; A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de determinados astros era a explicação para determinados fenómenos físicos e naturais; A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como Aristóteles, Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas afirmações eram consideradas inquestionáveis; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 2
  • 3. Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora limitado a um pequeno grupo de intelectuais; Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes; Na Europa surgem associações científicas onde se organizam debates e conferências, algumas tornam-se instituições nacionais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 3
  • 4. Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e físicos; Desenvolvem-se as ideais que: Só a observação direta torna possível o conhecimento; O conhecimento aumenta constantemente; O progresso científico contribui para melhorar as condições da Humanidade; Dá-se início a uma revolução científica; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 4
  • 5. A partir do século XVI desenvolve-se o método do experiencialismo; Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou que para conhecer a verdade era preciso: Observar os factos; Formular hipóteses; Repetir a experiência; Formular a lei. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 5
  • 6. René Descartes (1596-1651) Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências nesse sentido; Dividir uma dificuldade em partes até chegar a uma solução; Organizar o pensamento do mais simples para o mais complexo; Foi um dos pensadores que introduziu a matemática como a linguagem fundamental de expressão das leis científicas, surge a expressão “ciências exatas”; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 6
  • 7. Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da razão; Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão, segundo ele nada ocorre sem que exista uma razão suficiente que explique que as coisas ocorram de uma determinada maneira e não de outra; A ciência começava a desvendar os segredos da Natureza, e o Homem aumenta o conhecimento que tem de si e da Natureza. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 7
  • 8. O conhecimento do Homem A ciência médica desenvolve-se lentamente; Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a circulação sanguínea; A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma das responsáveis pelo crescimento demográfico que se verifica no século; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 8
  • 9. No século XVII, com Galileu começa a revolução da conceção do Universo; Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um telescópio; Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico; Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias divulgadas por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai aumentado; Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e formula a hipótese de um universo infinito ; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 9
  • 10. O mundo da ciência No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares e aparecem em quase todas as capitais europeias; Os jornais e boletins científicos proliferam; As Universidades criam laboratórios modernos; As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma rapidez nunca antes vista na História; Surgem novos instrumentos científicos: telescópico, microscópio, barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 10
  • 11. O gosto pela ciência populariza-se, e os debates e discussões científicas são divulgadas para o público; As razões divinas deixam de ser aceitas como explicações credíveis para os fenómenos físicos e naturais; A ciência subdivide-se em vários ramos do saber: astronomia, química, física, biologia, medicina, etc; O método experimental torna-se a única forma credível de procurar a verdade em ciência; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 11
  • 12. A Filosofia das Luzes. O Iluminismo No século XVIII desenvolve-se a crença no valor da razão humana como motor do progresso, primeiro aplicada às ciências e logo nas reflexões sobre o desenvolvimento das sociedades humanas; O uso da Razão conduziria ao aperfeiçoamento moral do Homem, das relações sociais e das formas do poder político, promovendo a igualdade e a justiça; A Razão seria a luz que guiaria a Humanidade; Era a saídas das trevas, o século XVIII, por isso ficou conhecido pro século das Luzes; Luzes ou Humanismo designa o conjunto das novas ideias que marcaram a época; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 12
  • 13. Iluminismo – corrente filosófica que se desenvolveu na Europa durante o século XVIII e que se caracterizou pela crítica à autoridade política e religiosa, pela afirmação da liberdade e pela confiança na Razão e na ciência como meios de atingir a felicidade humana; Para os iluministas a humanidade devia ultrapassar as debilidades dos sistemas sociais em vigor e caminhar no sentido do progresso e da felicidade, Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 13
  • 14. As ideias iluministas nasceram no seio da burguesia e exprimem as aspirações dos burgueses que, apesar de controlarem o comércio, as finanças, atualizarem as práticas agrícolas e de promoverem a industrialização, estão afastados da vida política dos Estados absolutos dominados pela nobreza; A valorização da Razão, da qual são dotados todos os homens, independentemente da condição social, estabelecia um princípio de igualdade que punha em causa a sociedade de ordens; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 14
  • 15. Os iluministas propõem a ideia que todos os homens têm direitos e deveres que lhes são conferidos pela Natureza; Consideram o direito natural superior às leis dos estados; Os iluministas determinam um conjunto básico de direitos inerentes à natureza humana: Direito à liberdade; Direito a um julgamento justo; Direito à posse de bens; Direito à liberdade de consciência; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 15
  • 16. Os iluministas contrapõem aos interesses dos Estados o valor próprio do individuo que, como ser humano, tinha o direito de ver respeitada a sua dignidade; Deste direito natural decorre uma moral natural e racional, independentemente dos preceitos religiosos. Baseada na tolerância, na generosidade e no cumprimentos dos deveres naturais e deveria orientar os homens na busca da felicidade terrena; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 16
  • 17. A defesa do contrato social e da separação dos poderes A liberdade e igualdade defendidas pelos iluministas entravam em contradição com a autoridade dos governos; Para solucionar este problema Locke propôs a celebração de um contrato entre os governantes e os governados; O povo conferia ao governo os poderes para este governar; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), não via a sociedade como um acordo entre iguais, mas como um instrumento ao serviço dos mais ricos e poderosos, constituída para proteger os interesses desses e não para benefício do povo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 17
  • 18. Rousseau preocupou-se com o crescimento da desigualdade entre os homens e relaciona-as com a origem do estado; Para ele os homens viveram num “estado natural” em que todos eram livres e iguais, não existiam desigualdades de caracter económico; Esta surgiram quando o Homem se sedentarizou e com a economia produtora apareceu a propriedade privada que trouxe a divisão entre ricos e pobres; As desigualdades deram origem à violência entre ricos e pobres, para se defenderem os ricos constituíram o estado; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 18
  • 19. Na sua obra “O Contrato Social” (1762) defende a ideia que a soberania popular se mantêm apesar da transferência de poder para o governo; É através do contrato social que se encontraria a solução para resolver as desigualdades; Rousseau procurou conciliar os princípios da liberdade individual e da igualdade com a existência de um estado; Para ele só com a organização democrática do estado o homem adquire, em troca da liberdade natural perdida, a liberdade política caracterizada pela participação na votação de leis e pelo acatamento dessas mesmas leis; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 19
  • 20. Da votação, resultaria a vontade popular, expressa pela maioria; Rousseau prevê o direito do povo à insurreição quando luta contra um estado opressor; A teoria do contrato social veio promover o estatuto dos indivíduos na sociedade, de súbditos do rei passavam a cidadãos com direitos e deveres; Montesquieu (1689-1755) formula a teoria da divisão dos poderes: poder legislativo (formular leis); poder executivo (executar essas leis) e poder judicial (julgar quem desrespeita as leis); Segundo Montesquieu só a separação destes poderes garantia a liberdade dos cidadãos; Esta ideia foi adotada em quase todas as constituições saídas das revoluções liberais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 20
  • 21. Voltaire (1694-1788) aceitava o absolutismo de carácter iluminista; Ou seja o poder absoluto do rei deveria ser usado para promover o progresso, Voltaire faia parte do grupo da burguesia que pretendia certas garantias, nomeadamente o direito à propriedade, mas não pretendia o poder político; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 21
  • 22. Humanitarismo e tolerância No século XVIII mantinha-se em prática, no direito pena, de práticas contra a dignidade humana tais como a tortura, trabalhos forçados e muitas práticas medievais; Muitos iluministas insurgiram-se contra este estado de coisas, alguns chegaram a colocar em causa a pena de morte; Isto levou à difusão da fraternidade humana e muitos países suavizaram a sua justiça; No século XIX, o humanitarismo vai levar à abolição da escravatura nas democracias liberais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 22
  • 23. Desenvolve-se o espírito de tolerância religiosa; Surge a ideia de separar a Igreja e o Estado; Surge o deísmo, a crença numa divindade mas a recusa das religiões organizadas; Muitos iluministas permanecem ligados à Igreja mas todos se mostram contra a intolerância, o fanatismo e a superstição; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 23
  • 24. A difusão do pensamento das luzes Os iluministas defendiam ideais que eram opostos à sociedade me que viviam, as suas críticas à sociedade, ao absolutismo, à Igreja suscitaram, nos setores mais retrógradas da sociedade críticas e perseguições; Muitos iluministas foram perseguidos, exilados e presos. Muitas das suas obras fizeram parte do Índex; Alguns monarcas (como Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia) mostraram apreço por estas ideias e mantiveram correspondência com alguns iluministas; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 24
  • 25. As ideias iluministas tornaram o centro da discussão intelectual da época, eram discutidas em salões aristocráticos, cafés, clubes privados, etc.; Influenciaram as Academias e tiveram eco na imprensa; D’Alembert e Diderot publicaram a primeira Enciclopédia (1751); A Enciclopédia pretendia ser um sumário de todo o conhecimento humano; Apesar de vários percalços e perseguições o último volume da Enciclopédia foi publicado em 1780; Contribuiu para os avanços da ciência e da técnica e para a difusão das ideias iluministas. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 25
  • 26. Portugal – O projeto pombalino de inspiração iluminista Muitos iluministas viam que um rei que governasse pela Razão poderia prover a felicidade do povo, era o despotismo iluminado ou esclarecido; Esses monarcas procuravam o desenvolvimento do país; Em Portugal, esse papel foi desempenhado pelo Marquês de Pombal, ministro do rei D. José; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 26
  • 27. Nos últimos anos do reinado de D. João V, as remessas de ouro do Brasil diminuíram; Por outro lado, para além do descalabro financeiro, aumentou a corrupção e desorganizou-se o governo central; Foi neste cenário que o Marquês de Pombal assumiu as funções governativas; Procurou racionalizar o aparelho do Estado e iniciou uma vasta política de reformas; Procurou sanear as finanças do país: reestruturou a política fiscal e financeira das colónias, melhorou o sistema de cobrança de impostos; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 27
  • 28. Em 1761 criou o Erário Régio para controlar as finanças do reino; Procurou reformar o sistema judicial e procurou unificar o país do ponto de vista legislativo; Em 1760 criou a Intendência-Geral da Polícia para centralizar o funcionamento da polícia; A modernização do sistema judicial e administrativo suscitou o desagrado de vários grupos de privilegiados da sociedade portuguesa; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 28
  • 29. O Marquês de Pombal reprimiu de forma extremamente violenta qualquer oposição quer fosse de origem burguesa, quer nobiliárquica ou clerical; Em 1758, após um atentado contra D. José I, o Marquês de Pombal iniciou um repressão violentíssima contra alguns nobres suspeitos de terem participado nesse atentado; Após um processo sumário e ilegal vários nobres foram condenados à morte; Esse incidente cimentou o poder do Marquês e a nobreza submeteuse completamente; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 29
  • 30. Pombal também procurou submeter o poder da Igreja; Procurou controlar a Inquisição e criou a Real Mesa Censória que passou a determinar quais as obras que poderiam ou não ser publicadas; Atacou a Companhia de Jesus e foram expulsos de Portugal e das suas colónias (3 de setembro de 1759); Esta atitude levou ao corte de relações com a Santa Sé durante 11 anos; O Marquês conseguiu a obediência do clero; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 30
  • 31. No dia 1 de novembro de 1755 deu-se um terramoto que arrasou Lisboa; Ruíram mais de 10 000 edifícios, inclusive o próprio palácio Real; Pombal iniciou imediatamente a reconstrução, e atribuem-lhe a seguinte afirmação, “”sepultar os mortos e cuidar dos vivos”; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 31
  • 32. Encarregou os engenheiros Manuel da Maia e Eugénio dos Santos de elaborarem um plano para reerguer a cidade; Estes elaboraram um traçado completamente novo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 32
  • 33. Lisboa foi reconstruída como uma cidade geométrica, racional, com imposições estéticas e construtivas; Vários planos foram apresentados tendo sido escolhido o de Eugénio dos Santos, que seria continuado por Carlos Mardel após a morte daquele;
  • 34. O plano baseava-se numa grelha de perpendiculares, verticais e horizontais, com quarteirões retangulares; Criaram-se duas praças principais: O Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e o Rossio
  • 35. As duas praças estavam ligadas por duas ruas importantes (Augusta e Ouro); As ruas mantiveram a toponímia dos principais ofícios da cidade: sapateiros, douradores e outras relembrando antigas igrejas: Santa Justa, Vitória, etc.;
  • 37. Foram criadas 3 tipologias na construção da cidade de Lisboa (A, B ou C) conforme a importância das ruas; As casas obedeciam a esse esquema rígido de construção; Foram construídas casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma nova sociedade urbana, sem palácios;
  • 38. A estrutura dos edifícios foi feita em madeira flexível, na tentativa de uma construção antissísmica; A estandardização e pré-fabricação de elementos de cantaria e madeira permitiu uma construção massificada;
  • 39. A cidade preservou o saneamento e a saúde pública, a construção no “sistema de gaiola” (estrutura em madeira flexível), A estandardização e prefabricação possibilitou uma construção massificada; Deu origem a uma grande unidade estilística;
  • 40. Esta unidade estilística tornou-se na cidade-emblema de D. José, e do seu ministro, o Marquês de pombal; E foi a maior obra pública realizada em Portugal.
  • 41. A Reforma do ensino A filosofia iluminista colocava o ensino no centro da política pois considerava a ignorância como o grande travão da evolução dos povos; Os estrangeirados foram os grandes divulgadores das ideias iluministas em Portugal; Estas, conscientes do atraso do país, publicam vários livros e outras publicações que influenciaram as decisões políticas; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 41
  • 42. Principais estrangeirados e a sua obra: Martinho Mendonça, “Apontamentos para a Educação de um Menino Nobre” (1734); Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a Educação da Mocidade” (1759); Luís António Verney, “O Verdadeiro Método de Estudar” (1746); Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 42
  • 43. Pombal criou, em 1761, o Real Colégio dos Nobres, destinado à educação dos jovens da nobreza; Esta escola foi organizada de acordo com as mais modernas conceções pedagógicas; Este colégio no entanto foi pouco frequentado porque a nobreza recusava-se a colocar os filhos num colégio criado por Pombal; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 43
  • 44. Pombal iniciou um vasto programa de reestruturação do ensino; A expulsão da Ordem de Jesus, que se dedicava ao ensino, tinha criado um vazio em muitas escolas do país; Foram criados quase 500 postos para “mestres de escrever e ler”, para promover o ensino das primeiras letras, aquilo que hoje chamamos o ensino básico; Foram fomentados os estudos para alunos que queriam ingressar na Universidade para as disciplinas de Latim, Grego, Retórica, Filosofia, etc., cerca de 360, o equivalente ao atual ensino secundário; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 44
  • 45. A Universidade de Évora, dirigida pelos jesuítas foi encerrada; A Universidade de Coimbra estava dominada por um ensino muito antiquado e tradicional; Em 1768 é criada a Junta da Previdência Literária para estudar a reforma da Universidade; Em 1772, a Universidade de Coimbra passa a ter novos estatutos; Estes vão no sentido de criar uma universidade moderna e com métodos de ensino baseados no experiencialismo e racionalismo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 45
  • 46. São criadas novas faculdades e os cursos tradicionais são reformados; Pombal criou um imposto, Subsídio Literário, para subsidiar as reformas no ensino (1772); Pombal fundou a Aula do Comércio (1759) para preparar os comerciantes para a sua atividade; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 46
  • 47. A reforma pombalina do ensino insere-se na ideia, do estado absoluto, de submeter, através da educação, os grupos privilegiados e instruir a nova burguesia, sem qualquer atenção à educação do povo; Abolida a Inquisição foram criados outros órgãos incumbidos da repressão e da censura de todos aqueles que se opunham ao estado absoluto; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 47
  • 48. Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 48
  • 49. Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 49