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MINERAÇÃO NO PERÍODO COLONIAL
RESUMO E QUESTÕES DE VESTIBULARES
A economia mineradora
1. Introdução:
No final do século XVII, seriam descobertas na colônia portuguesa as
maiores reservas de ouro já exploradas no Ocidente desde a época do
Império Romano. Isso vai trazer uma grande população européia e
cativa africana ao Brasil e vai gerar também um grande dinamismo
econômico na colônia. Logo, a América portuguesa se tornará, enfim, a
mais importante colônia portuguesa.
2. A economia mineradora:
. O bandeirismo: Eram quatro os fatores de interiorização da
colonização portuguesa: a pecuária, a busca por especiarias e drogas do
sertão, a busca por metais e o apresamento de índios. Desses todos, o
mais importante é o último, que era a área de atuação por excelência dos
bandeirantes – também chamados de paulistas. Eles iam ao interior
aprisionar índios para vendê-los como escravos para fazendeiros.
. A descoberta e a imigração: A primeira descoberta de ouro em Minas
Gerais se deu em 1693 e a exploração de fato começou em 1698. Os
diamantes foram descobertos em 1728. Essas descobertas levam a
uma grande imigração para a região, em um fluxo total de 600 mil
portugueses para a região durante 60 anos.
. A guerra dos emboabas (1707-9): Os paulistas descobriram as minas
de ouro e foram seus primeiros exploradores, porém logo chegaram
vários portugueses que iam explorando o ouro e, principalmente, o
lucrativo abastecimento da região. Dá-se, então, uma briga entre os
pioneiros bandeirantes e os emboabas – os portugueses que chegaram
depois, como eram chamados pelos paulistas. Os emboabas foram
vitoriosos.
. Os caminhos: O primeiro caminho que levava à região mineira partia
de São Paulo e a viagem demorava 60 dias. Logo, foram construídos o
Caminho Real e o Caminho Novo, este – de 1701 – era o mais
importante. Partia do Rio de Janeiro e a viagem demorava ‘apenas’ 12
dias.
. O abastecimento: O Rio assume, assim, uma posição privilegiada com
a mineração, já que é porta de entrada de escravos, imigrantes, artigos
metropolitanos para as minas e porta de saída de ouro e diamantes.
Ainda, será a principal região abastecedora de alimentos para Minas.
Abastecimento esse que foi sempre muito problemático, já que os
principais esforços dos mineradores eram pela exploração de ouro. O
preço dos alimentos e artigos básicos era altíssimo e houve sérias crises
de fome. A mineração leva a um dinamismo da economia colonial, com
formação de um mercado interno, com certa especialização e integração.
. A sociedade mineira: A sociedade mineira tem certas inovações em
relação à sociedade açucareira. É mais urbanizada, tem mais artistas,
literatos e cultura em geral. Há ainda uma diversidade maior na
escravidão, apesar de esta continuar predominante. Há o surgimento da
figura do escravo de ganho e outras formas de escravidão e há ainda um
número maior de alforrias – liberdade do escravo dada ou comprada.
. Fiscalismo: A Coroa portuguesa cria um grande aparato burocrático
para retirar o máximo de impostos da mineração e evitar o contrabando
que, com toda a fiscalização, foi grande no período. 20% de todo o ouro
extraído deveria ser doado à Coroa, é o quinto. A exploração de
diamantes tinha uma forma específica a partir de 1740. Desse período
até 1771, foram explorados sob contrato régio e em seguida sob
monopólio real.
. Revolta de Vila Rica (1721): Várias são as formas feitas pela Coroa
para arrecadar o quinto: a capitação e as Casas de Fundição são dois
exemplos. No primeiro, havendo ou não a extração do ouro, os
exploradores de ouro tinham que entregar uma cota específica aos
fiscais. No segundo, instituído em 1725, todo o ouro deveria ser fundido
nas casas de fundição, aonde se retiraria o quinto. As casas de fundição
foram adotadas devido à revolta de Vila Rica, feita pelos mineradores
contra o sistema de capitação.
. A decadência da mineração e o ‘renascimento agrícola’: A produção de
ouro é ascendente até 1750, passando a ser decadente a partir de então,
levando a Coroa a tomar medidas extremas para manter a alta
arrecadação. Com a decadência da mineração, a capitania de Minas se
torna uma forte região agropecuária e dá-se o que é chamado de
‘renascimento agrícola’, onde os principais produtos de exportação do
Brasil voltam a ser provindos da agricultura. Na verdade, a colônia não
deixou de ser agrícola em função da mineração. De qualquer forma, a
partir de fins do século XVIII passa a ser exportada uma gama mais
variada de produtos: o anil, os produtos da pecuária, o arroz, o algodão,
além do tabaco e da cana e seus derivados.
. A reformulação das fronteiras: Portugal havia ocupado a Amazônia
com a exploração das drogas do sertão e o atual Centro-Oeste brasileiro
com a mineração. Em 1680, Portugal funda a colônia de Sacramento –
região do atual Uruguai – em território espanhol, região de escoamento
da prata. Em 1750, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Madri,
onde Sacramento fica com a Espanha e a Amazônia e o ‘Centro-Oeste’
com Portugal, dando as linhas aproximadas do atual território brasileiro.
QUESTÕES DE VESTIBULARES
(UNEMAT/MT) Questão 1: Acerca das atividades econômicas
desenvolvidas no Brasil durante o período colonial, assinale a
alternativa correta.
A - A atividade açucareira estava restrita à região nordeste da Colônia.
B - A descoberta de ouro na região das Minas Gerais dinamizou o
mercado com sua demanda por produtos manufaturados.
C - O tabaco, produzido principalmente na região sul da colônia, era
utilizado na troca por escravos africanos.
D - Apesar das restrições régias, a colônia exportou produtos
manufaturados para a Europa.
E - A pecuária tornou-se, já nos séculos XVI e XVII, a atividade
econômica mais rentável na colônia.
(UEA/AM) Questão 2: “Foi criada uma companhia de comércio
monopolista para o Estado do Maranhão, com a obrigação de fornecer
500 escravos por ano, durante 20 anos, aos colonos nortistas. Procurava-
se conciliar, assim, as duas posições: a dos colonos, que precisavam de
braços escravos para suas terras, e a dos jesuítas, que queriam impedir a
escravização indígena.”
(Mendes Jr., Roncari e Maranhão. Brasil História, Texto e Consulta.)
Assinale a alternativa correta a respeito dos conflitos coloniais.
A - A Revolta de Beckman foi um conflito localizado, hostil aos jesuítas
e aos privilégios dos comerciantes portugueses, mas não ao Pacto
Colonial.
B - A revolta de Beckman, ao contestar o monopólio da companhia e
depor a autoridade metropolitana, foi o primeiro episódio separatista no
processo de independência, como a Conjuração Mineira e a Conspiração
dos Suassunas.
C - O processo de independência do Brasil começou com a guerra de
Palmares, por ameaçar a escravidão e por ser completamente autônoma
em relação ao governo, às leis e ao domínio lusobrasileiro.
D - A Guerra dos Mascates em Pernambuco, por volta de 1710, foi um
efêmero movimento separatista, em que o governo independente do
bispo de Olinda proibiu execuções das dívidas dos colonos
pernambucanos.
E - A Conjuração Baiana não pertence ao processo de independência
porque foi uma simples, embora violenta, rebelião popular, envolvendo
mais os escravos do que os colonos.
(URCA/CE) Questão 3: No final do século XVII, confirmaram-se os
rumores da existência de ouro no interior do país, nas chamadas Minas
Gerais, no sertão do rio das Velhas, onde surgiu Vila Rica, hoje Ouro
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Preto. Uma das consequências da exploração aurífera durante a
colonização foi:
A - o Rio de Janeiro tornar-se um importante centro comercial, sendo
seu porto o mais próximo da região e abastecedor de gêneros
alimentícios.
B - o êxodo de milhares de brasileiros que foram expulsos da região
aurífera, sendo obrigados a migrar para o norte do país.
C - uma ruralização da região, que foi obrigada a cultivar seus próprios
gêneros alimentícios para abastecer a população crescente.
D - um aumento da riqueza entre os habitantes nascidos no Brasil, pois
parte considerável do ouro ficava entre os brasileiros.
E - a passagem de Salvador à capital da colônia, pois a cidade se tornou
o centro político e comercial devido à descoberta do ouro mineiro.
(UEG) Questão 4:
Rendimento do quinto do ouro (em arrobas)
ANO MINAS GERAIS GOIÁS
1753 107 40
1760 97 32
1770 92 21
1780 68 13
1790 53 8
1800 39 5
1810 28 3
1820 2 0,8
1822 - 0,5
SALLES, Gilka V. F. Economia e escravidão na capitania de Goiás.
Goiânia: Editora da UFG, 1992. p. 187-189. [Adaptado].
A exploração de ouro no interior do Brasil foi fundamental para iniciar o
processo de colonização branca da região.
Sobre esse tema e de acordo com os dados da tabela, é INCORRETO
afirmar:
A - A queda da arrecadação nestas regiões é decorrente, entre outras
coisas, do baixo nível técnico empregado na exploração do minério.
B - A alta produção e o rápido esgotamento dos veios auríferos são duas
características desse tipo de economia, principalmente em relação a
Minas Gerais.
C - A totalidade da extração do ouro não pode ser inferida dos dados da
tabela, pois grande parte da produção era contrabandeada.
D - A diferença de arrecadação entre as duas regiões deve-se às
diferenças no tipo de exploração aurífera: aluvião em Minas Gerais e
mineração de morro em Goiás.
(UNIMONTES/MG) Questão 5: Entre as transformações econômicas,
sociais e culturais provocadas pela atividade mineradora que se
desenvolveu no século XVIII, nas Minas Gerais, é incorreto elencar:
A - a influência do Iluminismo, que possibilitou a participação popular
na vida política, e a ascensão social e econômica de grande parte dos
colonos.
B - o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas
por meio da pecuária e o expressivo crescimento da atividade comercial.
C - o surgimento de uma elite de intelectuais que se expressavam por
meio da música, letras, escultura e eram afeitos à leitura filosófica
iluminista.
D - o surgimento de camadas intermediárias na sociedade, devido ao
trabalho artesanal, prestação de serviços e atividades comerciais.
(UFMG) Questão 6: Leia este trecho, que contém uma fala atribuída a
Joaquim José da Silva Xavier:
“... se por acaso estes países chegassem a ser independentes, fazendo as
suas negociações sobre a pedraria pelos seus legítimos valores, e não
sendo obrigados a vender escondido pelo preço que lhe dessem, como
presentemente sucedia pelo caminho dos contrabandos, em que cada um
vai vendendo por qualquer lucro que acha, e só os estrangeiros lhe tiram
a verdadeira utilidade, por fazerem a sua negociação livre, e levado o
ouro ao seu legítimo valor, ainda ficava muito na Capitania, e
escusavam os povos de viver em tanta miséria.”
Autos de Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos
Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1980. v.
5, p. 117. A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos
sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os Inconfidentes Mineiros de
1789
A - acreditavam que o contrabando aumentava o valor recebido pelas
pedras e ouro, pois dificultava sua circulação.
B - consideravam que o monopólio comercial explicava por que as
regiões de que se compunha Minas Gerais, cheias de pedras e ouro,
ficavam mais ricas.
C - defendiam o livre-comércio, por meio do qual pedras e ouro
adquiririam seu real valor, uma vez que seriam vendidos aos
estrangeiros legalmente.
D - pensavam que os estrangeiros poderiam tirar vantagens do livre-
comércio das pedras e ouro, visando a aumentar seus lucros.
(UFMG) Questão 7: "Congregando segmentos variados da população
pobre ou dirigindo-se às áreas de mineração, onde se concentravam
enormes contingentes de escravos, as vendeiras e negras de tabuleiro
seriam constantemente acusadas de responsabilidade direta no desvio de
jornais, contrabando de ouro e diamantes, prática de prostituição e
ligação com os quilombos.’’
FIGUEIREDO, Luciano. O avesso da memória: cotidiano e trabalho da
mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1993.
A partir da leitura e análise desse trecho, é correto afirmar que a
escravidão nas Minas Gerais se caracterizava por:
A - Um perfil rural e patriarcal, o que fazia com que as cativas e as
forras ficassem reclusas, em casa, sob controle masculino.
B - Uma comunidade igualitária, o que se expressava na liberdade com
que os negros circulavam pelas ruas.
C - Uma grande diversidade de formas de exploração do trabalho
escravo, situação característica de um contexto mais urbano.
D - Uma relativa flexibilidade, o que se expressava no livre trânsito dos
comerciantes entre as cidades e os quilombos.
(UFES) Questão 8: A expansão do ouro aparentemente simples atraiu
milhares de pessoas para a América Portuguesa cuja população estimada
passou de 300 000 habitantes em 1690 para 2 500 000 em 1780. Metade
desse aumento demográfico ocorreu na região mineradora.
Considerando essas afirmações pode-se afirmar que:
A - O denominado “ciclo do ouro” possibilitou uma espécie de atração
centrípeta para o mercado interno desenvolvido pela mineração e assim
contribuiu como fator de integração regional na América Portuguesa.
B - A população atraída para a mineração também desenvolveu intensa
atividade agrária de subsistência, propiciando reconhecida auto-
suficiência que inibiu qualquer tipo de polarização.
C - O Regimento dos Superintendentes / Guardas-Mores e Oficiais
Deputados para as Minas que em 1702 instituiu a Intendência das Minas
mantinha rigorosa disciplina militar e constante vigilância na Estrada
Real, impedindo o ingresso de emboabas e mascates nas regiões de ouro
e diamantes.
D - O denominado “ciclo do ouro” ocasionou uma espécie de atração
centrífuga, pois as riquezas auríferas de Goiás e da Bahia contribuíram
para financiar simultaneamente o denominado renascimento agrícola no
Nordeste do Brasil no final do século XVII.
E - A integração regional da América Portuguesa consolidou-se durante
a União Ibérica (1580-1640) quando foi removida a linha de
Tordesilhas, possibilitando a convergência das regiões de pecuária para
o grande entreposto comercial que consagrou a região de Minas Gerais.
(UNIMONTES/MG) Questão 9: Analise as afirmativas abaixo,
relacionadas às atividades econômicas no Brasil colonial.
I. A área colonial recebeu intenso fluxo de migração interna e externa e
nela predominou, inicialmente, uma atividade econômica sem o suporte
adequado de outras, o que gerou escassez de alimentos e inflação.
II. Salvador deixou de ser a capital do Brasil, sendo substituída pelo Rio
de Janeiro, que possuía melhor localização, segundo os interesses da
Coroa.
III. A metrópole passou a exercer um maior controle fiscal e político
sobre a área colonial em questão, aumentando o corpo de funcionários
administrativos.
Os fatos I, II e III referem-se à/ao:
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A - mineração;
B - pecuária;
C - cana-de-açúcar;
D - pau-brasil.
(UFPE) Questão 10: As idéias do iluminismo foram importantes para a
divulgação de concepções de mundo que condenavam a escravidão e o
feudalismo. No Brasil, na época, movimentos políticos foram
influenciados por estas idéias. A Inconfidência Mineira, por exemplo,
no século XVIII:
A - fracassou nos seus planos e foi fortemente reprimida pelas medidas
tomadas por Portugal;
B - teve a participação de escravos, lembrando a estrutura da Revolta
dos Alfaiates, que aconteceu na Bahia;
C - foi uma rebelião de caráter popular que envolveu intelectuais entre
as lideranças;
D - defendeu, com clareza, o fim da escravidão, seguindo, de forma
revolucionária, os ideais do liberalismo.
(UNIFOR/CE) Questão 11: Em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram
um acordo comercial, o Tradado de Methuen que, segundo Celso
Furtado: (...) significou para Portugal renunciar a todo desenvolvimento
manufatureiro e implicou transferir para a Inglaterra o impulso dinâmico
criado pela produção aurífera no Brasil. (...)
Celso Furtado. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Nacional,
1969. p. 38.
Sobre o período da mineração do Brasil, pode-se afirmar que:
A - deslocou para a região do nordeste da Colônia um contingente
populacional, oriundo do reino e da zona litorânea, motivado pela febre
do ouro;
B - permitiu a formação, em Vila Rica, de uma classe média urbana, que
conspirou contra a Metrópole, objetivando a construção de um Estado
republicano, com a abolição imediata da escravidão;
C - possibilitou, entre outros fatores, à Inglaterra, acumulação de
capitais, que transformou o sistema bancário inglês no mais importante
centro financeiro da Europa;
D - confirmou para os ingleses seus interesses mercantis sobre o
continente americano, uma vez que a Coroa Portuguesa permitiu a
instalação de indústrias na Colônia;
E - resultou no crescimento urbano da Colônia associado ao
desenvolvimento do comércio externo, que abastecia a região do ouro.
(ACAFE/SC) Questão 12: No Brasil, a economia da mineração, durante
o Período Colonial, apresentou potencialidades bem maiores do que a
açucareira, embora sua área de abrangência tenha sido menor. Acerca
desse tema, todas as alternativas estão corretas, exceto:
A - Ao longo das rotas das tropas de gado destinadas às áreas de
mineração, surgiram inúmeras vilas, que propiciaram o povoamento do
interior do Brasil.
B - A mineração desenvolveu um mercado interno de bens e serviços
devido as distâncias entre a área mineradora e os portos litorâneos.
C - Uma incipiente urbanização, a abertura de inúmeros “caminhos” no
interior do Brasil, a vinda de artesãos com conhecimentos técnicos, são
fatores que promoveram, também, o desenvolvimento da área
mineradora.
D - A mineração promoveu um grupo quase aristocrático, uma elite
formada pelas idéias do iluminismo europeu que tentou buscar a ruptura
do Pacto Colonial.
E - Em decorrência dos capitais gerados pela mineração, logo se
desenvolveram inúmeras manufaturas, principalmente de tecidos de
algodão, em áreas periféricas de São Paulo e Minas Gerais.
(PUC-MG) Questão 13: A mineração na capitania das Minas Gerais, no
século XVIII, gerou intensas transformações políticas, sociais e
econômicas no Brasil colonial, entre as quais podemos destacar, exceto:
A - surgimento de novas áreas de produção agropastoril para abastecer o
mercado mineiro;
B - mudança da sede administrativa de Salvador para o Rio de Janeiro,
em 1763;
C - aparecimento dos libertos originados de uma sociedade
profundamente democrática;
D - estabelecimento de um Estado fiscal-tributário para assegurar a
arrecadação régia.
(UFMG) Questão 14: Leia este trecho: De acordo com um documento
de 1781, era a Capita-nia de Minas Gerais povoada “de mineiros,
negociantes e o. ciais de diferentes ofícios”. Os mineiros eram os que
davam maior lucro à Coroa, em razão dos quintos, mas eram os “mais
pensionados, pelas grandes despesas que fazem em escravos, ferro, aço,
pólvora e madeiras, tudo indispensável para a laboração de suas
feitorias”. Os roceiros e fazendeiros ocupavam-se das suas culturas e da
criação de gado, pagando dízimo de sua produção. Os negociantes, por
sua vez, eram “utilíssimos”, deles redundando a “S. Majestade a
utilidade do contrato das entradas”. Finalmente, “os mais povos das
minas se ocupa cada um no exercício que têm, e dão a Sua Majestade a
utilidade conforme o uso de seu viver, ainda que haja muitos vadios, e
pela sua vadiação, chegam a ser facinorosos e homicidas, o que não
aconteceria se houvesse modo de os reprimir e conservar debaixo de
uma rigorosa sujeição, porém, como nas minas têm os seus habitantes a
liberdade de darem de comer a todos aqueles, que às horas o procuram,
dão assim causa a muitas desordens”.
Descrição Geographica, topographica, histórica e política da Capitannia
de Minas Gerais, Revista do Instituto Histórico e Geográ. co Brasileiro.
71 (1908).p. 190. (Adaptado)
A partir das informações contidas nesse trecho de documento, é correto
afirmar que:
A - os roceiros e fazendeiros, ocupados com suas terras de plantar e de
criar, eram isentos do pagamento de impostos, o que lhes possibilitava
um lucro maior que o dos mineradores;
B - os segmentos da sociedade mineira dedicados a outros negócios e
ofícios, além dos de minerar, plantar e criar, não geravam riquezas para
Portugal, porque não pagavam os direitos de entrada na Capitania;
C - os vadios, que tendiam, em razão do seu ócio, a se tornar
malfeitores, eram perseguidos pela população e duramente reprimidos
pelas autoridades, que temiam a generalização das desordens nos
núcleos urbanos;
D - os mineradores, responsáveis por grandes investimentos na atividade
de extração do ouro, eram aqueles que, por meio do pagamento do
quinto, mais contribuíam para o enriquecimento do Real Erário.
(UFLA/MG) Questão 15: No texto:“Era nesse palácio que nos dias
festivos do Contratador se reuniam seus amigos e pessoas importantes
do Tijuco: havia aí jantares suntuosos à Luculo, à tarde passeios no
jardim e pescaria no tanque em escaleres dourados, à noite bailes e
representações teatrais: representavam-se os Encantos de Medéia, O
anfitrião, Porfiar armando, Xiquinha por amor de Deus, e outras peças
conhecidas daqueles tempos. É excusado dizer o luxo que Francisca da
Silva ostentava nessas ocasiões, e as homenagens e congratulações que
recebia dos convivas. O dinheiro e o poderio do amante elevavam-na à
condição das senhoras das famílias as mais distintas!”
SANTOS, Joaquim Felício dos. (...), 1976, p. 124-5.
Indique a alternativa que descreve corretamente o contexto histórico em
que se inscreve:
A - Descreve aspectos do cotidiano de ricos mineradores de ouro, da
região de Vila Rica, na Capitania das Minas Gerais, no início do século
XVIII
B - Indica o modo de vida e costumes dos donos de engenho da região
produtora de açúcar no Nordeste brasileiro, no Período Colonial
C - Trata-se de um texto literário que descreve os costumes da nobreza
portuguesa na corte de D. João VI, no Rio de Janeiro, no início do
século XIX
D - O recorte de texto em questão descreve o poderio financeiro e a vida
cultural no Distrito Diamantino, em Minas Gerais, no século XVIII
E - O autor descreve os costumes e a vida devassa dos portugueses
enriquecidos pela atividade colonial no Brasil Colônia.
(UFF/RJ) Questão 16: “As festas e as procissões religiosas contavam
entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza
perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da
religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo
festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo
Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando
3
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a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.
(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela
sociedade, situação surgida “sob a égide e o controle do sistema social”
e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para
todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem
viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim
o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser
pobreza, o apogeu, decadência”. (Adaptado de SOUZA, Laura de Mello
e. Desclassificados do Ouro. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p. 20-23.)
Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora,
no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um “fausto falso”
porque:
A - a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional
para a região das Gerais, provocou uma crise constante de
subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra
central desta atividade, o que era compensado pela realização constante
de festas;
B - o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era
volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão
fugaz quanto à exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam;
C - existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande
exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre,
que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome,
devido à alta concentração populacional na região;
D - a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos
os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como
contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que
fosse falso o poderio da Igreja nesta região;
E - a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos
aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o
enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas
daquela sociedade.
(UFPR) Questão 17: Sobre a mineração no Brasil colonial, assinale a
alternativa incorreta:
A - Coube principalmente aos habitantes do planalto paulista e
moradores da Vila de São Paulo a descoberta dos veios auríferos
existentes na região das Minas Gerais em fins do século XVII.
B - A Coroa portuguesa tentou proibir a comunicação e o transporte
tanto de gado como de escravos pelos caminhos do sertão para a região
das Minas. Procurava, assim, impedir o comércio entre as capitanias do
Nordeste – sobretudo Bahia e Pernambuco – e a região mineradora.
C - O instrumento fundamental da política de administração da região
das Minas foi a criação de vilas: Vila do Ribeirão do Carmo, Vila Rica
do Ouro Preto, Vila de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, Vila de
São João Del Rei e Vila Nova da Rainha de Caeté, entre outras.
D - A mineração propiciou a artesãos e artistas um amplo mercado de
trabalho. Ourives, douradores, entalhadores e escultores eram
procurados para embelezar os exteriores e interiores de igrejas mineiras.
Ao mesmo tempo, compositores, cantores e instrumentistas eram
requisitados para os trabalhos religiosos das irmandades.
E - Uma vez que a autoridade da Coroa logo se impôs no território das
Minas, não houve conflitos ou confrontos armados na região, na qual
imperou até o fim do ciclo da mineração a paz entre os exploradores dos
veios auríferos.
(UEG) Questão 18: A sede insaciável do ouro estimulou tantos a
deixarem suas terras, a meterem-se por caminhos tão ásperos, como são
os das minas, que di. cilmente se poderá saber do número de pessoas
que, atualmente, lá estão. Mais de 30 mil homens se ocupam, uns em
catar, outros em mandar catar o ouro nos ribeiros.
ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil, 1711. Belo
Horizonte; São Paulo: Itatiaia; Edusp, 1982. p. 167.
O padre André João Antonil foi um dos mais argutos observadores do
mundo colonial. Seu olhar percebia, em detalhes, o processo de
produção de riquezas tanto no engenho quanto na atividade mineradora.
O ouro transformou em profundidade a vida na colônia, pois:
A - rompeu com a mediação da metrópole portuguesa no comércio com
o continente europeu. A acumulação de metais permitiu aos colonos
entabularem negociações diretas com os ingleses para a compra de
escravos africanos;
B - deslocou para as minas um enorme contingente de homens livres
pobres e indígenas, os quais substituíram os negros na busca do metal
precioso, constituindo uma sociedade marcada por intensa mobilidade
social;
C - causou intenso movimento populacional, cujo impacto fez-se sentir
tanto no interior da colônia quanto na metrópole, obrigando o rei
português a adotar medidas para conter o fluxo migratório para o Brasil;
D - definiu uma clara política, adotada pela Coroa portuguesa, de
incentivos a novas descobertas, permitindo aos colonos a livre posse das
terras (datas) destinadas à mineração, minimizando assim os conflitos
decor-rentes da cobrança de impostos;
E - desestimulou o desenvolvimento da atividade agropastoril nas
regiões interioranas, na medida em que a mão-de-obra e os capitais
estavam voltados, fundamentalmente, para a extração do minério.
(FUVEST/SP) Questão 19: A exploração dos metais preciosos
encontrados na América Portuguesa, no final do século XVII, trouxe
importantes conseqüências tanto para a colônia quanto para a metrópole.
Entre elas:
A - o intervencionismo regulador metropolitano na região das Minas, o
desaparecimento da produção açucareira do Nordeste e a instalação do
Tribunal da Inquisição na capitania;
B - a solução temporária de problemas financeiros em Portugal, alguma
articulação entre áreas distantes da Colônia e o deslocamento de seu
eixo administrativo para o Centro-Sul;
C - a separação e autonomia da capitania das Minas Gerais, a concessão
do monopólio da extração dos metais aos paulistas e a proliferação da
profissão de ourives;
D - a proibição do ingresso de ordens religiosas em Minas Gerais, o
enriquecimento generalizado da população e o êxito no controle do
contrabando;
E - o incentivo da Coroa à produção das artes, o afrouxamento do
sistema de arrecadação de impostos e a importação dos produtos para a
subsistência diretamente da metrópole.
(UNIFEI/MG) Questão 20: O século XVIII foi marcado pela descoberta
de ouro e diamante nas capitanias de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato
Grosso. Outras capitanias também se beneficiaram desse “século de
ouro” por meio das relações comerciais de abastecimento, tráfico de
escravos, arrecadação em portos secos e do escoamento da mineração.
As mulheres exerceram em Minas Gerais um papel destacado no
exercício do pequeno comércio em vilas e cidades, resultado da
convergência de duas referências culturais determinantes no Brasil, a
saber.
A - A primeira delas relacionada à influência africana, pois nessas
sociedades as mulheres exerciam o mando e o governo como rainhas. A
segunda deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de
papéis sexuais vigentes na Europa dos séculos XVI e XVII, quando as
mulheres eram livres para exercer qualquer profissão.
B - A primeira delas relacionada à influência africana, pois nessas
sociedades as mulheres exerciam as tarefas de alimentação e
distribuição de gêneros de primeira necessidade. A segunda deriva da
transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais
vigentes em Portugal, onde a legislação amparava a participação
feminina, reservando-lhe o comércio de doces, bolos, frutas, melaço,
hortaliças, queijo, leite, mariscos, alho, pimenta, pomada, polvilho,
hóstias, mexas, agulhas, alfinetes, roupas velhas e usadas.
C - A primeira delas relacionada à influência indígena, pois, nessas
sociedades marcadamente matricêntricas, cabia às mulheres a produção
agrícola. A segunda deriva da tradição campesina da Europa, onde as
mulheres eram produtoras de alimentos e artesãs.
D - A primeira delas relacionada à influência indígena, pois, nessas
sociedades marcadamente matriarcais, cabia às mulheres o controle
familiar, a guerra e a alimentação dos clãs. A segunda deriva da tradição
portuguesa de as mulheres dedicarem-se ao pequeno comércio.
GABARITO: questão 1: B - questão 2: A - questão 3: A - questão 4: D -
questão 5: A - questão 6: C - questão 7: C - questão 8: A - questão 9: A -
questão 10: A - questão 11: C - questão 12: D - questão 13: C - questão
14: D - questão 15: D - questão 16: C - questão 17: E - questão 18: C -
questão 19: B - questão 20: B.
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  • 1. Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk MINERAÇÃO NO PERÍODO COLONIAL RESUMO E QUESTÕES DE VESTIBULARES A economia mineradora 1. Introdução: No final do século XVII, seriam descobertas na colônia portuguesa as maiores reservas de ouro já exploradas no Ocidente desde a época do Império Romano. Isso vai trazer uma grande população européia e cativa africana ao Brasil e vai gerar também um grande dinamismo econômico na colônia. Logo, a América portuguesa se tornará, enfim, a mais importante colônia portuguesa. 2. A economia mineradora: . O bandeirismo: Eram quatro os fatores de interiorização da colonização portuguesa: a pecuária, a busca por especiarias e drogas do sertão, a busca por metais e o apresamento de índios. Desses todos, o mais importante é o último, que era a área de atuação por excelência dos bandeirantes – também chamados de paulistas. Eles iam ao interior aprisionar índios para vendê-los como escravos para fazendeiros. . A descoberta e a imigração: A primeira descoberta de ouro em Minas Gerais se deu em 1693 e a exploração de fato começou em 1698. Os diamantes foram descobertos em 1728. Essas descobertas levam a uma grande imigração para a região, em um fluxo total de 600 mil portugueses para a região durante 60 anos. . A guerra dos emboabas (1707-9): Os paulistas descobriram as minas de ouro e foram seus primeiros exploradores, porém logo chegaram vários portugueses que iam explorando o ouro e, principalmente, o lucrativo abastecimento da região. Dá-se, então, uma briga entre os pioneiros bandeirantes e os emboabas – os portugueses que chegaram depois, como eram chamados pelos paulistas. Os emboabas foram vitoriosos. . Os caminhos: O primeiro caminho que levava à região mineira partia de São Paulo e a viagem demorava 60 dias. Logo, foram construídos o Caminho Real e o Caminho Novo, este – de 1701 – era o mais importante. Partia do Rio de Janeiro e a viagem demorava ‘apenas’ 12 dias. . O abastecimento: O Rio assume, assim, uma posição privilegiada com a mineração, já que é porta de entrada de escravos, imigrantes, artigos metropolitanos para as minas e porta de saída de ouro e diamantes. Ainda, será a principal região abastecedora de alimentos para Minas. Abastecimento esse que foi sempre muito problemático, já que os principais esforços dos mineradores eram pela exploração de ouro. O preço dos alimentos e artigos básicos era altíssimo e houve sérias crises de fome. A mineração leva a um dinamismo da economia colonial, com formação de um mercado interno, com certa especialização e integração. . A sociedade mineira: A sociedade mineira tem certas inovações em relação à sociedade açucareira. É mais urbanizada, tem mais artistas, literatos e cultura em geral. Há ainda uma diversidade maior na escravidão, apesar de esta continuar predominante. Há o surgimento da figura do escravo de ganho e outras formas de escravidão e há ainda um número maior de alforrias – liberdade do escravo dada ou comprada. . Fiscalismo: A Coroa portuguesa cria um grande aparato burocrático para retirar o máximo de impostos da mineração e evitar o contrabando que, com toda a fiscalização, foi grande no período. 20% de todo o ouro extraído deveria ser doado à Coroa, é o quinto. A exploração de diamantes tinha uma forma específica a partir de 1740. Desse período até 1771, foram explorados sob contrato régio e em seguida sob monopólio real. . Revolta de Vila Rica (1721): Várias são as formas feitas pela Coroa para arrecadar o quinto: a capitação e as Casas de Fundição são dois exemplos. No primeiro, havendo ou não a extração do ouro, os exploradores de ouro tinham que entregar uma cota específica aos fiscais. No segundo, instituído em 1725, todo o ouro deveria ser fundido nas casas de fundição, aonde se retiraria o quinto. As casas de fundição foram adotadas devido à revolta de Vila Rica, feita pelos mineradores contra o sistema de capitação. . A decadência da mineração e o ‘renascimento agrícola’: A produção de ouro é ascendente até 1750, passando a ser decadente a partir de então, levando a Coroa a tomar medidas extremas para manter a alta arrecadação. Com a decadência da mineração, a capitania de Minas se torna uma forte região agropecuária e dá-se o que é chamado de ‘renascimento agrícola’, onde os principais produtos de exportação do Brasil voltam a ser provindos da agricultura. Na verdade, a colônia não deixou de ser agrícola em função da mineração. De qualquer forma, a partir de fins do século XVIII passa a ser exportada uma gama mais variada de produtos: o anil, os produtos da pecuária, o arroz, o algodão, além do tabaco e da cana e seus derivados. . A reformulação das fronteiras: Portugal havia ocupado a Amazônia com a exploração das drogas do sertão e o atual Centro-Oeste brasileiro com a mineração. Em 1680, Portugal funda a colônia de Sacramento – região do atual Uruguai – em território espanhol, região de escoamento da prata. Em 1750, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Madri, onde Sacramento fica com a Espanha e a Amazônia e o ‘Centro-Oeste’ com Portugal, dando as linhas aproximadas do atual território brasileiro. QUESTÕES DE VESTIBULARES (UNEMAT/MT) Questão 1: Acerca das atividades econômicas desenvolvidas no Brasil durante o período colonial, assinale a alternativa correta. A - A atividade açucareira estava restrita à região nordeste da Colônia. B - A descoberta de ouro na região das Minas Gerais dinamizou o mercado com sua demanda por produtos manufaturados. C - O tabaco, produzido principalmente na região sul da colônia, era utilizado na troca por escravos africanos. D - Apesar das restrições régias, a colônia exportou produtos manufaturados para a Europa. E - A pecuária tornou-se, já nos séculos XVI e XVII, a atividade econômica mais rentável na colônia. (UEA/AM) Questão 2: “Foi criada uma companhia de comércio monopolista para o Estado do Maranhão, com a obrigação de fornecer 500 escravos por ano, durante 20 anos, aos colonos nortistas. Procurava- se conciliar, assim, as duas posições: a dos colonos, que precisavam de braços escravos para suas terras, e a dos jesuítas, que queriam impedir a escravização indígena.” (Mendes Jr., Roncari e Maranhão. Brasil História, Texto e Consulta.) Assinale a alternativa correta a respeito dos conflitos coloniais. A - A Revolta de Beckman foi um conflito localizado, hostil aos jesuítas e aos privilégios dos comerciantes portugueses, mas não ao Pacto Colonial. B - A revolta de Beckman, ao contestar o monopólio da companhia e depor a autoridade metropolitana, foi o primeiro episódio separatista no processo de independência, como a Conjuração Mineira e a Conspiração dos Suassunas. C - O processo de independência do Brasil começou com a guerra de Palmares, por ameaçar a escravidão e por ser completamente autônoma em relação ao governo, às leis e ao domínio lusobrasileiro. D - A Guerra dos Mascates em Pernambuco, por volta de 1710, foi um efêmero movimento separatista, em que o governo independente do bispo de Olinda proibiu execuções das dívidas dos colonos pernambucanos. E - A Conjuração Baiana não pertence ao processo de independência porque foi uma simples, embora violenta, rebelião popular, envolvendo mais os escravos do que os colonos. (URCA/CE) Questão 3: No final do século XVII, confirmaram-se os rumores da existência de ouro no interior do país, nas chamadas Minas Gerais, no sertão do rio das Velhas, onde surgiu Vila Rica, hoje Ouro 1
  • 2. Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk Preto. Uma das consequências da exploração aurífera durante a colonização foi: A - o Rio de Janeiro tornar-se um importante centro comercial, sendo seu porto o mais próximo da região e abastecedor de gêneros alimentícios. B - o êxodo de milhares de brasileiros que foram expulsos da região aurífera, sendo obrigados a migrar para o norte do país. C - uma ruralização da região, que foi obrigada a cultivar seus próprios gêneros alimentícios para abastecer a população crescente. D - um aumento da riqueza entre os habitantes nascidos no Brasil, pois parte considerável do ouro ficava entre os brasileiros. E - a passagem de Salvador à capital da colônia, pois a cidade se tornou o centro político e comercial devido à descoberta do ouro mineiro. (UEG) Questão 4: Rendimento do quinto do ouro (em arrobas) ANO MINAS GERAIS GOIÁS 1753 107 40 1760 97 32 1770 92 21 1780 68 13 1790 53 8 1800 39 5 1810 28 3 1820 2 0,8 1822 - 0,5 SALLES, Gilka V. F. Economia e escravidão na capitania de Goiás. Goiânia: Editora da UFG, 1992. p. 187-189. [Adaptado]. A exploração de ouro no interior do Brasil foi fundamental para iniciar o processo de colonização branca da região. Sobre esse tema e de acordo com os dados da tabela, é INCORRETO afirmar: A - A queda da arrecadação nestas regiões é decorrente, entre outras coisas, do baixo nível técnico empregado na exploração do minério. B - A alta produção e o rápido esgotamento dos veios auríferos são duas características desse tipo de economia, principalmente em relação a Minas Gerais. C - A totalidade da extração do ouro não pode ser inferida dos dados da tabela, pois grande parte da produção era contrabandeada. D - A diferença de arrecadação entre as duas regiões deve-se às diferenças no tipo de exploração aurífera: aluvião em Minas Gerais e mineração de morro em Goiás. (UNIMONTES/MG) Questão 5: Entre as transformações econômicas, sociais e culturais provocadas pela atividade mineradora que se desenvolveu no século XVIII, nas Minas Gerais, é incorreto elencar: A - a influência do Iluminismo, que possibilitou a participação popular na vida política, e a ascensão social e econômica de grande parte dos colonos. B - o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da pecuária e o expressivo crescimento da atividade comercial. C - o surgimento de uma elite de intelectuais que se expressavam por meio da música, letras, escultura e eram afeitos à leitura filosófica iluminista. D - o surgimento de camadas intermediárias na sociedade, devido ao trabalho artesanal, prestação de serviços e atividades comerciais. (UFMG) Questão 6: Leia este trecho, que contém uma fala atribuída a Joaquim José da Silva Xavier: “... se por acaso estes países chegassem a ser independentes, fazendo as suas negociações sobre a pedraria pelos seus legítimos valores, e não sendo obrigados a vender escondido pelo preço que lhe dessem, como presentemente sucedia pelo caminho dos contrabandos, em que cada um vai vendendo por qualquer lucro que acha, e só os estrangeiros lhe tiram a verdadeira utilidade, por fazerem a sua negociação livre, e levado o ouro ao seu legítimo valor, ainda ficava muito na Capitania, e escusavam os povos de viver em tanta miséria.” Autos de Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1980. v. 5, p. 117. A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os Inconfidentes Mineiros de 1789 A - acreditavam que o contrabando aumentava o valor recebido pelas pedras e ouro, pois dificultava sua circulação. B - consideravam que o monopólio comercial explicava por que as regiões de que se compunha Minas Gerais, cheias de pedras e ouro, ficavam mais ricas. C - defendiam o livre-comércio, por meio do qual pedras e ouro adquiririam seu real valor, uma vez que seriam vendidos aos estrangeiros legalmente. D - pensavam que os estrangeiros poderiam tirar vantagens do livre- comércio das pedras e ouro, visando a aumentar seus lucros. (UFMG) Questão 7: "Congregando segmentos variados da população pobre ou dirigindo-se às áreas de mineração, onde se concentravam enormes contingentes de escravos, as vendeiras e negras de tabuleiro seriam constantemente acusadas de responsabilidade direta no desvio de jornais, contrabando de ouro e diamantes, prática de prostituição e ligação com os quilombos.’’ FIGUEIREDO, Luciano. O avesso da memória: cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993. A partir da leitura e análise desse trecho, é correto afirmar que a escravidão nas Minas Gerais se caracterizava por: A - Um perfil rural e patriarcal, o que fazia com que as cativas e as forras ficassem reclusas, em casa, sob controle masculino. B - Uma comunidade igualitária, o que se expressava na liberdade com que os negros circulavam pelas ruas. C - Uma grande diversidade de formas de exploração do trabalho escravo, situação característica de um contexto mais urbano. D - Uma relativa flexibilidade, o que se expressava no livre trânsito dos comerciantes entre as cidades e os quilombos. (UFES) Questão 8: A expansão do ouro aparentemente simples atraiu milhares de pessoas para a América Portuguesa cuja população estimada passou de 300 000 habitantes em 1690 para 2 500 000 em 1780. Metade desse aumento demográfico ocorreu na região mineradora. Considerando essas afirmações pode-se afirmar que: A - O denominado “ciclo do ouro” possibilitou uma espécie de atração centrípeta para o mercado interno desenvolvido pela mineração e assim contribuiu como fator de integração regional na América Portuguesa. B - A população atraída para a mineração também desenvolveu intensa atividade agrária de subsistência, propiciando reconhecida auto- suficiência que inibiu qualquer tipo de polarização. C - O Regimento dos Superintendentes / Guardas-Mores e Oficiais Deputados para as Minas que em 1702 instituiu a Intendência das Minas mantinha rigorosa disciplina militar e constante vigilância na Estrada Real, impedindo o ingresso de emboabas e mascates nas regiões de ouro e diamantes. D - O denominado “ciclo do ouro” ocasionou uma espécie de atração centrífuga, pois as riquezas auríferas de Goiás e da Bahia contribuíram para financiar simultaneamente o denominado renascimento agrícola no Nordeste do Brasil no final do século XVII. E - A integração regional da América Portuguesa consolidou-se durante a União Ibérica (1580-1640) quando foi removida a linha de Tordesilhas, possibilitando a convergência das regiões de pecuária para o grande entreposto comercial que consagrou a região de Minas Gerais. (UNIMONTES/MG) Questão 9: Analise as afirmativas abaixo, relacionadas às atividades econômicas no Brasil colonial. I. A área colonial recebeu intenso fluxo de migração interna e externa e nela predominou, inicialmente, uma atividade econômica sem o suporte adequado de outras, o que gerou escassez de alimentos e inflação. II. Salvador deixou de ser a capital do Brasil, sendo substituída pelo Rio de Janeiro, que possuía melhor localização, segundo os interesses da Coroa. III. A metrópole passou a exercer um maior controle fiscal e político sobre a área colonial em questão, aumentando o corpo de funcionários administrativos. Os fatos I, II e III referem-se à/ao: 2
  • 3. Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk A - mineração; B - pecuária; C - cana-de-açúcar; D - pau-brasil. (UFPE) Questão 10: As idéias do iluminismo foram importantes para a divulgação de concepções de mundo que condenavam a escravidão e o feudalismo. No Brasil, na época, movimentos políticos foram influenciados por estas idéias. A Inconfidência Mineira, por exemplo, no século XVIII: A - fracassou nos seus planos e foi fortemente reprimida pelas medidas tomadas por Portugal; B - teve a participação de escravos, lembrando a estrutura da Revolta dos Alfaiates, que aconteceu na Bahia; C - foi uma rebelião de caráter popular que envolveu intelectuais entre as lideranças; D - defendeu, com clareza, o fim da escravidão, seguindo, de forma revolucionária, os ideais do liberalismo. (UNIFOR/CE) Questão 11: Em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram um acordo comercial, o Tradado de Methuen que, segundo Celso Furtado: (...) significou para Portugal renunciar a todo desenvolvimento manufatureiro e implicou transferir para a Inglaterra o impulso dinâmico criado pela produção aurífera no Brasil. (...) Celso Furtado. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Nacional, 1969. p. 38. Sobre o período da mineração do Brasil, pode-se afirmar que: A - deslocou para a região do nordeste da Colônia um contingente populacional, oriundo do reino e da zona litorânea, motivado pela febre do ouro; B - permitiu a formação, em Vila Rica, de uma classe média urbana, que conspirou contra a Metrópole, objetivando a construção de um Estado republicano, com a abolição imediata da escravidão; C - possibilitou, entre outros fatores, à Inglaterra, acumulação de capitais, que transformou o sistema bancário inglês no mais importante centro financeiro da Europa; D - confirmou para os ingleses seus interesses mercantis sobre o continente americano, uma vez que a Coroa Portuguesa permitiu a instalação de indústrias na Colônia; E - resultou no crescimento urbano da Colônia associado ao desenvolvimento do comércio externo, que abastecia a região do ouro. (ACAFE/SC) Questão 12: No Brasil, a economia da mineração, durante o Período Colonial, apresentou potencialidades bem maiores do que a açucareira, embora sua área de abrangência tenha sido menor. Acerca desse tema, todas as alternativas estão corretas, exceto: A - Ao longo das rotas das tropas de gado destinadas às áreas de mineração, surgiram inúmeras vilas, que propiciaram o povoamento do interior do Brasil. B - A mineração desenvolveu um mercado interno de bens e serviços devido as distâncias entre a área mineradora e os portos litorâneos. C - Uma incipiente urbanização, a abertura de inúmeros “caminhos” no interior do Brasil, a vinda de artesãos com conhecimentos técnicos, são fatores que promoveram, também, o desenvolvimento da área mineradora. D - A mineração promoveu um grupo quase aristocrático, uma elite formada pelas idéias do iluminismo europeu que tentou buscar a ruptura do Pacto Colonial. E - Em decorrência dos capitais gerados pela mineração, logo se desenvolveram inúmeras manufaturas, principalmente de tecidos de algodão, em áreas periféricas de São Paulo e Minas Gerais. (PUC-MG) Questão 13: A mineração na capitania das Minas Gerais, no século XVIII, gerou intensas transformações políticas, sociais e econômicas no Brasil colonial, entre as quais podemos destacar, exceto: A - surgimento de novas áreas de produção agropastoril para abastecer o mercado mineiro; B - mudança da sede administrativa de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763; C - aparecimento dos libertos originados de uma sociedade profundamente democrática; D - estabelecimento de um Estado fiscal-tributário para assegurar a arrecadação régia. (UFMG) Questão 14: Leia este trecho: De acordo com um documento de 1781, era a Capita-nia de Minas Gerais povoada “de mineiros, negociantes e o. ciais de diferentes ofícios”. Os mineiros eram os que davam maior lucro à Coroa, em razão dos quintos, mas eram os “mais pensionados, pelas grandes despesas que fazem em escravos, ferro, aço, pólvora e madeiras, tudo indispensável para a laboração de suas feitorias”. Os roceiros e fazendeiros ocupavam-se das suas culturas e da criação de gado, pagando dízimo de sua produção. Os negociantes, por sua vez, eram “utilíssimos”, deles redundando a “S. Majestade a utilidade do contrato das entradas”. Finalmente, “os mais povos das minas se ocupa cada um no exercício que têm, e dão a Sua Majestade a utilidade conforme o uso de seu viver, ainda que haja muitos vadios, e pela sua vadiação, chegam a ser facinorosos e homicidas, o que não aconteceria se houvesse modo de os reprimir e conservar debaixo de uma rigorosa sujeição, porém, como nas minas têm os seus habitantes a liberdade de darem de comer a todos aqueles, que às horas o procuram, dão assim causa a muitas desordens”. Descrição Geographica, topographica, histórica e política da Capitannia de Minas Gerais, Revista do Instituto Histórico e Geográ. co Brasileiro. 71 (1908).p. 190. (Adaptado) A partir das informações contidas nesse trecho de documento, é correto afirmar que: A - os roceiros e fazendeiros, ocupados com suas terras de plantar e de criar, eram isentos do pagamento de impostos, o que lhes possibilitava um lucro maior que o dos mineradores; B - os segmentos da sociedade mineira dedicados a outros negócios e ofícios, além dos de minerar, plantar e criar, não geravam riquezas para Portugal, porque não pagavam os direitos de entrada na Capitania; C - os vadios, que tendiam, em razão do seu ócio, a se tornar malfeitores, eram perseguidos pela população e duramente reprimidos pelas autoridades, que temiam a generalização das desordens nos núcleos urbanos; D - os mineradores, responsáveis por grandes investimentos na atividade de extração do ouro, eram aqueles que, por meio do pagamento do quinto, mais contribuíam para o enriquecimento do Real Erário. (UFLA/MG) Questão 15: No texto:“Era nesse palácio que nos dias festivos do Contratador se reuniam seus amigos e pessoas importantes do Tijuco: havia aí jantares suntuosos à Luculo, à tarde passeios no jardim e pescaria no tanque em escaleres dourados, à noite bailes e representações teatrais: representavam-se os Encantos de Medéia, O anfitrião, Porfiar armando, Xiquinha por amor de Deus, e outras peças conhecidas daqueles tempos. É excusado dizer o luxo que Francisca da Silva ostentava nessas ocasiões, e as homenagens e congratulações que recebia dos convivas. O dinheiro e o poderio do amante elevavam-na à condição das senhoras das famílias as mais distintas!” SANTOS, Joaquim Felício dos. (...), 1976, p. 124-5. Indique a alternativa que descreve corretamente o contexto histórico em que se inscreve: A - Descreve aspectos do cotidiano de ricos mineradores de ouro, da região de Vila Rica, na Capitania das Minas Gerais, no início do século XVIII B - Indica o modo de vida e costumes dos donos de engenho da região produtora de açúcar no Nordeste brasileiro, no Período Colonial C - Trata-se de um texto literário que descreve os costumes da nobreza portuguesa na corte de D. João VI, no Rio de Janeiro, no início do século XIX D - O recorte de texto em questão descreve o poderio financeiro e a vida cultural no Distrito Diamantino, em Minas Gerais, no século XVIII E - O autor descreve os costumes e a vida devassa dos portugueses enriquecidos pela atividade colonial no Brasil Colônia. (UFF/RJ) Questão 16: “As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando 3
  • 4. Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana. (...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida “sob a égide e o controle do sistema social” e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu, decadência”. (Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do Ouro. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p. 20-23.) Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um “fausto falso” porque: A - a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas; B - o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto à exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam; C - existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região; D - a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região; E - a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade. (UFPR) Questão 17: Sobre a mineração no Brasil colonial, assinale a alternativa incorreta: A - Coube principalmente aos habitantes do planalto paulista e moradores da Vila de São Paulo a descoberta dos veios auríferos existentes na região das Minas Gerais em fins do século XVII. B - A Coroa portuguesa tentou proibir a comunicação e o transporte tanto de gado como de escravos pelos caminhos do sertão para a região das Minas. Procurava, assim, impedir o comércio entre as capitanias do Nordeste – sobretudo Bahia e Pernambuco – e a região mineradora. C - O instrumento fundamental da política de administração da região das Minas foi a criação de vilas: Vila do Ribeirão do Carmo, Vila Rica do Ouro Preto, Vila de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, Vila de São João Del Rei e Vila Nova da Rainha de Caeté, entre outras. D - A mineração propiciou a artesãos e artistas um amplo mercado de trabalho. Ourives, douradores, entalhadores e escultores eram procurados para embelezar os exteriores e interiores de igrejas mineiras. Ao mesmo tempo, compositores, cantores e instrumentistas eram requisitados para os trabalhos religiosos das irmandades. E - Uma vez que a autoridade da Coroa logo se impôs no território das Minas, não houve conflitos ou confrontos armados na região, na qual imperou até o fim do ciclo da mineração a paz entre os exploradores dos veios auríferos. (UEG) Questão 18: A sede insaciável do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras, a meterem-se por caminhos tão ásperos, como são os das minas, que di. cilmente se poderá saber do número de pessoas que, atualmente, lá estão. Mais de 30 mil homens se ocupam, uns em catar, outros em mandar catar o ouro nos ribeiros. ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil, 1711. Belo Horizonte; São Paulo: Itatiaia; Edusp, 1982. p. 167. O padre André João Antonil foi um dos mais argutos observadores do mundo colonial. Seu olhar percebia, em detalhes, o processo de produção de riquezas tanto no engenho quanto na atividade mineradora. O ouro transformou em profundidade a vida na colônia, pois: A - rompeu com a mediação da metrópole portuguesa no comércio com o continente europeu. A acumulação de metais permitiu aos colonos entabularem negociações diretas com os ingleses para a compra de escravos africanos; B - deslocou para as minas um enorme contingente de homens livres pobres e indígenas, os quais substituíram os negros na busca do metal precioso, constituindo uma sociedade marcada por intensa mobilidade social; C - causou intenso movimento populacional, cujo impacto fez-se sentir tanto no interior da colônia quanto na metrópole, obrigando o rei português a adotar medidas para conter o fluxo migratório para o Brasil; D - definiu uma clara política, adotada pela Coroa portuguesa, de incentivos a novas descobertas, permitindo aos colonos a livre posse das terras (datas) destinadas à mineração, minimizando assim os conflitos decor-rentes da cobrança de impostos; E - desestimulou o desenvolvimento da atividade agropastoril nas regiões interioranas, na medida em que a mão-de-obra e os capitais estavam voltados, fundamentalmente, para a extração do minério. (FUVEST/SP) Questão 19: A exploração dos metais preciosos encontrados na América Portuguesa, no final do século XVII, trouxe importantes conseqüências tanto para a colônia quanto para a metrópole. Entre elas: A - o intervencionismo regulador metropolitano na região das Minas, o desaparecimento da produção açucareira do Nordeste e a instalação do Tribunal da Inquisição na capitania; B - a solução temporária de problemas financeiros em Portugal, alguma articulação entre áreas distantes da Colônia e o deslocamento de seu eixo administrativo para o Centro-Sul; C - a separação e autonomia da capitania das Minas Gerais, a concessão do monopólio da extração dos metais aos paulistas e a proliferação da profissão de ourives; D - a proibição do ingresso de ordens religiosas em Minas Gerais, o enriquecimento generalizado da população e o êxito no controle do contrabando; E - o incentivo da Coroa à produção das artes, o afrouxamento do sistema de arrecadação de impostos e a importação dos produtos para a subsistência diretamente da metrópole. (UNIFEI/MG) Questão 20: O século XVIII foi marcado pela descoberta de ouro e diamante nas capitanias de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso. Outras capitanias também se beneficiaram desse “século de ouro” por meio das relações comerciais de abastecimento, tráfico de escravos, arrecadação em portos secos e do escoamento da mineração. As mulheres exerceram em Minas Gerais um papel destacado no exercício do pequeno comércio em vilas e cidades, resultado da convergência de duas referências culturais determinantes no Brasil, a saber. A - A primeira delas relacionada à influência africana, pois nessas sociedades as mulheres exerciam o mando e o governo como rainhas. A segunda deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais vigentes na Europa dos séculos XVI e XVII, quando as mulheres eram livres para exercer qualquer profissão. B - A primeira delas relacionada à influência africana, pois nessas sociedades as mulheres exerciam as tarefas de alimentação e distribuição de gêneros de primeira necessidade. A segunda deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais vigentes em Portugal, onde a legislação amparava a participação feminina, reservando-lhe o comércio de doces, bolos, frutas, melaço, hortaliças, queijo, leite, mariscos, alho, pimenta, pomada, polvilho, hóstias, mexas, agulhas, alfinetes, roupas velhas e usadas. C - A primeira delas relacionada à influência indígena, pois, nessas sociedades marcadamente matricêntricas, cabia às mulheres a produção agrícola. A segunda deriva da tradição campesina da Europa, onde as mulheres eram produtoras de alimentos e artesãs. D - A primeira delas relacionada à influência indígena, pois, nessas sociedades marcadamente matriarcais, cabia às mulheres o controle familiar, a guerra e a alimentação dos clãs. A segunda deriva da tradição portuguesa de as mulheres dedicarem-se ao pequeno comércio. GABARITO: questão 1: B - questão 2: A - questão 3: A - questão 4: D - questão 5: A - questão 6: C - questão 7: C - questão 8: A - questão 9: A - questão 10: A - questão 11: C - questão 12: D - questão 13: C - questão 14: D - questão 15: D - questão 16: C - questão 17: E - questão 18: C - questão 19: B - questão 20: B. 4