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Educação Patrimonial
Programa Mais Educação
Ficha Técnica
Ministério da Cultura
Ministra
Ana de Hollanda
Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional - Iphan
Presidente
Luiz Fernando de Almeida
Diretor de Articulação e Fomento
Claudio Antonio Marques Luiz
Coordenadora de Educação Patrimonial
Sônia Regina Rampim Florêncio
Texto
Ellen Christina Ribeiro Krohn
Ivana Medeiros Pacheco Cavalcante
Juliana Izete Muniz Bezerra
Juliana Souza Silva
Maria da Glória Medeiros
Pedro Gustavo Morgado Clerot
Sônia Regina Rampim Florêncio
Edição
Claudio A. Marques Luiz e
Pedro G. M. Clerot
Diagramação
Núbia Selen Lira Silva
Fotos
Acervo Iphan, Ivo Barreto e
Projeto Re(vi)vendo Êxodos
Ilustrações
Paulo Farsette
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Básica/MEC
O patrimônio cultural é que faz o Brasil ser Brasil
O patrimônio cultural é o conjunto de manifestações, realizações e representações de um povo.
Ele está presente em todos os lugares e atividades: nas ruas, em nossas casas, em nossas danças
e músicas, nas artes, nos museus, escolas, igrejas e praças. Nos nossos modos de fazer, criar e
trabalhar. Nos livros que escrevemos, na poesia que declamamos, nas brincadeiras que fazemos,
nos cultos que professamos. Ele faz parte de nosso cotidiano, forma as identidades e determina
os valores de uma sociedade. É ele que nos faz ser o que somos.
A Educação Patrimonial está no
Mais Educação
A série Educação Patrimonial traz
informações e atividades que estimulam a
vontade de observar, identificar e pesquisar
os múltiplos sentidos que constituem nossa
cultura e o patrimônio cultural brasileiro.
Neste primeiro fascículo, você encontra
a proposta de Educação Patrimonial no
âmbito do Programa Mais Educação, bem
como esclarecimentos acerca dos materiais
e equipamentos audiovisuais que sua escola
vai adquirir ao escolher esta nova atividade.
O que é Educação Patrimonial?
A Educação Patrimonial no Mais Educação
propõe uma forma dinâmica e criativa da
escola se relacionar com o patrimônio
cultural de sua região e, a partir dessa ação,
ampliar o entendimento dos vários aspectos
que constituem o nosso patrimônio cultural
e o que isso tem a ver com formação de
cidadania, identidade cultural, memória
e outras tantas coisas que fazem parte da
nossa vida mas, muitas vezes, não nos
damos conta do quão importantes elas são.
4
A Educação Patrimonial na escola faz
parte do currículo como tema transversal,
integrando-se ao conteúdo das diversas
áreas de conhecimento com o propósito de
sensibilizar os jovens do ensino básico e
médio para conhecer, valorizar e proteger o
patrimônio cultural.
Marcos legais da Educação
Patrimonial
O Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional/Iphan - instituição federal,
vinculada ao Ministério da Cultura/MinC
e responsável pela política de patrimônio
cultural em nível nacional – entende a
Educação Patrimonial como sendo:
“os processos educativos formais e
não-formais que têm como foco o
patrimônio cultural apropriado socialmente
como recurso para a compreensão sócio-
histórica das referências culturais em todas
as suas manifestações, com o objetivo de
colaborar para o seu reconhecimento,
valorização e preservação.”
O Iphan considera ainda que:
“os processos educativos devem primar
pela construção coletiva e democrática do
conhecimento, por meio do diálogo
permanente entre os agentes culturais e
sociais e pela participação efetiva das
comunidades detentoras das referências
culturais onde convivem diversas noções
de patrimônio cultural.”
5
Por que a atividade de Educação
Patrimonial no Mais Educação?
É possível estimular um novo olhar para a
escola e o território no qual ela está inserida
a partir da ideia de torná-los espaços
educativos. Os patrimônios culturais que
estão na escola e no seu entorno certamente
podem ajudar nessa transformação.
Espaço educativo é...
“Todo espaço que possibilite e estimule,
positivamente, o desenvolvimento e as
experiências do viver, do conviver, do
pensar e do agir consequente [...]. Portanto,
qualquer espaço pode se tornar um espaço
educativo, desde que um grupo de pessoas
dele se aproprie, dando-lhe este caráter
positivo, tirando-lhe o caráter negativo da
passividade e transformando-o num
instrumento ativo e dinâmico da ação de
seus participantes, mesmo que seja para
usá-lo como exemplo crítico de uma
realidade que deveria ser outra.
[...] O arranjo destes espaços não deve se
limitar a especialistas (arquitetos,
engenheiros...), mas sim, deve ser prática
cotidiana de toda a comunidade escolar.”
Ana Beatriz Goulart de Faria, a partir da
definição de Mayumi Souza Lima, retirado da
série “Cadernos Pedagógicos” do Programa
Mais Educação.
7
A escola, a partir da participação ativa dos professores, monitores, coordenadores e estudantes,
pode oferecer oportunidades de reflexão e aprofundamento do conhecimento partindo do contexto
sócio-cultural e ambiental de seu entorno.Ali estão nossas raízes – nossas referências culturais mais
próximas. É a partir delas que podemos propor reflexões sobre o que esse patrimônio representa
ou pode vir a representar.
Referências Culturais
“... são edificações e são paisagens naturais. São também as artes, os ofícios, as formas de
expressão e os modos de fazer. São as festas e os lugares a que a memória e a vida social
atribuem sentido diferenciado: são as consideradas mais belas, são as mais lembradas, as mais
queridas. São fatos, atividades e objetos que mobilizam a gente mais próxima e que reaproximam
os que estão longe, para que se reviva o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de
possuir um lugar. Em suma, referências são objetos, práticas e lugares apropriados pela cultura
na construção de sentidos de identidade, são o que popularmente se chama de raiz de uma cultura.”
Texto extraído do
Manual de Aplicação
Inventário Nacional de
Referências Culturais
do Iphan. (P.8)
8
A Educação Patrimonial propõe a
articulação de saberes diferenciados. No caso
das ações na escola, une o conhecimento
oferecido pelo programa curricular com o
conhecimento tradicional das nossas
comunidades. Esta proposta, pode ser
trabalhada nos diferentes níveis de ensino,
e também no âmbito da educação não-formal,
centrando as ações nos espaços
de vida representados pelos territórios
educativos.
Espaços de vida
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação –
9.394/1996 prevê no artigo 1º, que “a
educação abrange os processos formativos
que se desenvolvem na vida familiar, na
convivência humana, no trabalho, nas
instituições de ensino e pesquisa, nos
movimentos sociais e organizações
da sociedade civil e nas
manifestações culturais”,
ou seja, identifica os
contextos culturais
das pessoas como
importante espaço
de formação dos
sujeitos.
9
Proposta para atividades no Mais
Educação
O melhor guardião do patrimônio cultural
é sempre seu dono. São as pessoas que o
fabricam, o praticam, moram nele, ou em
seus arredores ou, em termos mais gerais,
são as pessoas para as quais esse patrimônio
tem importância direta, por estar intimamente
associado às suas vidas. A proposta da
Educação Patrimonial na escola é envolver
a comunidade escolar no reconhecimento e
valorização dos bens culturais e das pessoas
que formam o patrimônio cultural, e que
estão bem ao nosso lado.
Bens culturais e patrimônio cultural
Na nossa vida pessoal aquilo a que atribuímos
valor se torna um bem – algo que buscamos
manter, preservar, pois nos enriquece de
alguma forma.Ao falarmos do nosso
patrimônio cultural, nos referimos ao conjunto
de bens que constituem a nossa cultura, algo
que nos enriquece enquanto povo.
Segundo a definição doArt. 216 da
Constituição da República Federativa do
Brasil, o patrimônio cultural brasileiro
constitui-se dos “bens de natureza material
e imaterial, tomados individualmente ou em
conjunto, portadores de referência à
identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, nos
quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e
tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações
e demais espaços destinados às manifestações
artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor
histórico, paisagístico, artístico, arqueológico,
paleontológico, ecológico e científico.”
Um dos instrumentos para se conhecer o
patrimônio cultural e perceber sua presença
na vida das pessoas é o inventário.
10
O Inventário
Fazer um inventário é fazer um
levantamento, uma lista descrevendo os
bens que pertencem a uma pessoa ou a um
grupo. Quando falamos em inventariar os
bens culturais de um lugar ou de um grupo
social, estamos falando em identificar suas
referências culturais.
Além de saber quais são esses bens,
precisamos saber quais são suas
características e por que eles são
importantes para este grupo. Por exemplo,
quando alguém escreve um diário ou tira
fotografias ou filma momentos de uma
viagem, essa pessoa está registrando
memórias de momentos importantes de sua
vida, paisagens e lugares em que esteve,
geralmente na companhia de familiares e
amigos. Esses registros são importantes
para mantermos a memória e os
sentimentos vivos, bem como para
compartilharmos esses sentimentos com
quem não estava lá conosco.
Quando fazemos um inventário de um bem
cultural, tratamos de descrevê-lo e
documentá-lo escrevendo sobre ele,
fotografando, filmando, fazendo
entrevistas, gravações sonoras, e outras
formas de documentação. Trata-se
também de levantar informações já
produzidas sobre aquele bem em outros locais,
como arquivos e bibliotecas. Documentos,
mapas, fotografias, filmes, cartas e outros
registros podem ajudar nesse levantamento.
11
Ter um bem cultural documentado (por
meio de textos, fotos, vídeos e desenhos)
pode servir como fonte para pesquisas,
como referências do passado para se
entender melhor o presente e desenhar o
futuro; como registro de uma manifestação
cultural que não ocorre mais, mas que
permanece viva na memória das pessoas
e que pode vir a ser retomada, como uma
festa, por exemplo.
O inventário também pode contribuir
para atividades que tragam as referências
culturais do entorno da escola para a sala
de aula: o conhecimento sobre as formas
geométricas e as técnicas utilizadas na
construção das casas, praças, templos e
edifícios da região podem ser aplicadas em
aulas de matemática, física e química. Uma
dança típica pode ser trabalhada nas aulas
de educação artística e de educação física.
As transformações do espaço podem ser
investigadas na geografia, física, química,
história, língua portuguesa, biologia.
Desenhos e pinturas encontrados em cavernas,
grutas, rochas, paredes, templos podem dar
ensejo a debates em todas as disciplinas
curriculares.
Equipamento e recursos para o
inventário
Ao escolher a Educação Patrimonial a
escola receberá recursos do Programa
Dinheiro Direto na Escola - Educação
Integral - para aquisição de equipamentos
audiovisuais, para elaboração e divulgação
do inventário do patrimônio local:
• 05 máquinas fotográficas com a função
filmagem;
• 05 gravadores de áudio digital (MP3);
• HD externo;
• tripé de câmera;
• as fichas para o inventário impressas e
reunidas em fichários, seguindo modelo
utilizado pelos técnicos do Iphan/MinC em
seus inventários;
• cartucho colorido de impressora ou apoio
para serviço de impressão;
• R$ 1.000,00 (mil reais) como apoio para
as saídas de campo;
• R$ 700,00 (setecentos reais) para produzir
exposições, encontros, rodas de memória,
mostras de filmes, e outros, a partir dos
resultados do inventário.
12
As categorias do inventário
O inventário traz um conjunto de fichas para os estudantes organizarem e reunirem informações
sobre o patrimônio cultural local. Sugerimos algumas categorias para classificar os diversos bens
culturais: Lugares, Objetos, Celebrações, Formas de Expressão, Modos de Fazer e Saberes. Elas
são baseadas nas categorias que o próprio Iphan/MinC utiliza em seus trabalhos de identificação
e reconhecimento do patrimônio cultural do Brasil.
13
Lugares
No território em que será feita a pesquisa, alguns lugares podem possuir significados especiais
para a comunidade porque neles coisas importantes acontecem ou já aconteceram. Podem se
tornar referências, lugares como: uma feira, uma casa, uma paisagem, uma praça, um bosque, um
sítio arqueológico, um centro histórico, uma rua, um rio, uma ruína de construção antiga etc.
14
Objetos
Os objetos fazem parte da memória e da história de uma comunidade. Alguns são importantes
pela função que desempenham ou desempenharam: seja uma função decorativa (luminárias,
esculturas, vasos de flores etc.); seja uma função utilitária (cadeiras, mesas, ferramentas, moedas
etc.); seja uma função simbólica (objetos religiosos/sagrados, bandeiras, trajes utilizados em
rituais etc.). Podem ser importantes pelo papel social ou político de seus proprietários, ou ainda,
pelo valor artístico dos objetos (no caso das obras de arte popular e erudita, como pinturas,
esculturas, desenhos, músicas etc.)
15
Celebrações
São eventos coletivos em que se comemora ou rememora algum acontecimento. Geralmente são
organizadas com antecedência e envolvem muitas pessoas, às vezes diferentes grupos da sociedade.
Em geral, as celebrações se repetem a cada ano, ou de tempos em tempos e são passadas de
geração para geração. Podem ter significado religioso, como as festas dos santos padroeiros das
cidades, ou as festividades dos terreiros de candomblé; podem ser de caráter cívico, como as
comemorações das datas importantes da pátria ou da cidade; ou relacionadas aos ciclos produtivos,
como as “festas do milho”, da “uva”, do “peixe”; podem ser formas de marcar momentos
especiais da vida de uma pessoa junto à sua comunidade, como acontece nos rituais de passagem
para a vida adulta de alguns povos indígenas ou nas festas de casamento. Enfim, são inúmeras as
motivações de uma comunidade para se organizar e celebrar.
16
Formas de expressão
São as diferentes maneiras pelas quais uma comunidade demonstra e comunica sua cultura:
música, dança, literatura, causos, pinturas, esculturas etc. Um mesmo bem cultural entendido
como forma de expressão pode envolver várias dessas linguagens. Pode ser uma encenação típica
que envolva música, dança e teatro. Um exemplo são as diferentes encenações com a figura do
boi em todo o Brasil. Podem ter diferentes sentidos: religiosos, como uma folia de reis ou uma
procissão. Podem comunicar protestos sociais, como o hip-hop; podem fazer parte dos períodos
de trabalho, como os cantos de mutirão; e outras maneiras de comunicação, como os modos de
falar: as línguas indígenas, dialetos, sotaques e termos típicos, como gírias.
17
Saberes
São formas próprias de produzir algum bem ou realizar algum serviço, como a receita de uma
comida típica, ou uma técnica especial utilizada para tocar ou produzir um instrumento musical.
Podem ter sentidos práticos ou rituais, sendo que, às vezes, reúnem as duas dimensões. É o caso
das práticas relacionadas à cura, presentes nas benzeduras ou pajelanças.
Envolvem o conhecimento de técnicas e matérias-primas, que dizem muito sobre o meio ambiente
e o modo como as pessoas interagem com ele. Um exemplo é o dos ofícios tradicionais de
pescador, quebradeira de coco babaçu, catadores de açaí, garimpeiro, seringueiro; ou a maneira
de construir uma casa de taipa, adobe, ou madeira, como nas palafitas etc.
Alguns saberes e práticas explicam muito da história de uma comunidade. As que têm um forte
vínculo com o campo, por exemplo, podem ter
como referência o ofício de vaqueiro ou de
aboiador; outras podem ainda desenvolver
práticas que eram feitas desde muito tempo
por populações originárias que habitavam
o território e que não existem mais. 
Algumas práticas estão presentes em muitos
lugares, mas se desenvolvem de maneira
diferente em cada um, como as formas de
cultivo e utilização da mandioca ou de
destilação da cana.
18
As fichas de inventário fazem parte do kit da atividade de Educação Patrimonial do Programa
Mais Educação. No próximo fascículo, serão disponibilizadas mais informações sobre Cultura,
Memória e Identidade Cultural para os coordenadores, docentes e monitores planejarem as ações
com a escola e os estudantes e, dessa forma, ajudarem no mapeamento das riquezas culturais
presentes em todos os cantos do Brasil – começando pelas escolas e seus arredores.
19
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  • 2. Ficha Técnica Ministério da Cultura Ministra Ana de Hollanda Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan Presidente Luiz Fernando de Almeida Diretor de Articulação e Fomento Claudio Antonio Marques Luiz Coordenadora de Educação Patrimonial Sônia Regina Rampim Florêncio Texto Ellen Christina Ribeiro Krohn Ivana Medeiros Pacheco Cavalcante Juliana Izete Muniz Bezerra Juliana Souza Silva Maria da Glória Medeiros Pedro Gustavo Morgado Clerot Sônia Regina Rampim Florêncio Edição Claudio A. Marques Luiz e Pedro G. M. Clerot Diagramação Núbia Selen Lira Silva Fotos Acervo Iphan, Ivo Barreto e Projeto Re(vi)vendo Êxodos Ilustrações Paulo Farsette Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica/MEC
  • 3. O patrimônio cultural é que faz o Brasil ser Brasil O patrimônio cultural é o conjunto de manifestações, realizações e representações de um povo. Ele está presente em todos os lugares e atividades: nas ruas, em nossas casas, em nossas danças e músicas, nas artes, nos museus, escolas, igrejas e praças. Nos nossos modos de fazer, criar e trabalhar. Nos livros que escrevemos, na poesia que declamamos, nas brincadeiras que fazemos, nos cultos que professamos. Ele faz parte de nosso cotidiano, forma as identidades e determina os valores de uma sociedade. É ele que nos faz ser o que somos.
  • 4. A Educação Patrimonial está no Mais Educação A série Educação Patrimonial traz informações e atividades que estimulam a vontade de observar, identificar e pesquisar os múltiplos sentidos que constituem nossa cultura e o patrimônio cultural brasileiro. Neste primeiro fascículo, você encontra a proposta de Educação Patrimonial no âmbito do Programa Mais Educação, bem como esclarecimentos acerca dos materiais e equipamentos audiovisuais que sua escola vai adquirir ao escolher esta nova atividade. O que é Educação Patrimonial? A Educação Patrimonial no Mais Educação propõe uma forma dinâmica e criativa da escola se relacionar com o patrimônio cultural de sua região e, a partir dessa ação, ampliar o entendimento dos vários aspectos que constituem o nosso patrimônio cultural e o que isso tem a ver com formação de cidadania, identidade cultural, memória e outras tantas coisas que fazem parte da nossa vida mas, muitas vezes, não nos damos conta do quão importantes elas são. 4
  • 5. A Educação Patrimonial na escola faz parte do currículo como tema transversal, integrando-se ao conteúdo das diversas áreas de conhecimento com o propósito de sensibilizar os jovens do ensino básico e médio para conhecer, valorizar e proteger o patrimônio cultural. Marcos legais da Educação Patrimonial O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/Iphan - instituição federal, vinculada ao Ministério da Cultura/MinC e responsável pela política de patrimônio cultural em nível nacional – entende a Educação Patrimonial como sendo: “os processos educativos formais e não-formais que têm como foco o patrimônio cultural apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio- histórica das referências culturais em todas as suas manifestações, com o objetivo de colaborar para o seu reconhecimento, valorização e preservação.” O Iphan considera ainda que: “os processos educativos devem primar pela construção coletiva e democrática do conhecimento, por meio do diálogo permanente entre os agentes culturais e sociais e pela participação efetiva das comunidades detentoras das referências culturais onde convivem diversas noções de patrimônio cultural.” 5
  • 6.
  • 7. Por que a atividade de Educação Patrimonial no Mais Educação? É possível estimular um novo olhar para a escola e o território no qual ela está inserida a partir da ideia de torná-los espaços educativos. Os patrimônios culturais que estão na escola e no seu entorno certamente podem ajudar nessa transformação. Espaço educativo é... “Todo espaço que possibilite e estimule, positivamente, o desenvolvimento e as experiências do viver, do conviver, do pensar e do agir consequente [...]. Portanto, qualquer espaço pode se tornar um espaço educativo, desde que um grupo de pessoas dele se aproprie, dando-lhe este caráter positivo, tirando-lhe o caráter negativo da passividade e transformando-o num instrumento ativo e dinâmico da ação de seus participantes, mesmo que seja para usá-lo como exemplo crítico de uma realidade que deveria ser outra. [...] O arranjo destes espaços não deve se limitar a especialistas (arquitetos, engenheiros...), mas sim, deve ser prática cotidiana de toda a comunidade escolar.” Ana Beatriz Goulart de Faria, a partir da definição de Mayumi Souza Lima, retirado da série “Cadernos Pedagógicos” do Programa Mais Educação. 7
  • 8. A escola, a partir da participação ativa dos professores, monitores, coordenadores e estudantes, pode oferecer oportunidades de reflexão e aprofundamento do conhecimento partindo do contexto sócio-cultural e ambiental de seu entorno.Ali estão nossas raízes – nossas referências culturais mais próximas. É a partir delas que podemos propor reflexões sobre o que esse patrimônio representa ou pode vir a representar. Referências Culturais “... são edificações e são paisagens naturais. São também as artes, os ofícios, as formas de expressão e os modos de fazer. São as festas e os lugares a que a memória e a vida social atribuem sentido diferenciado: são as consideradas mais belas, são as mais lembradas, as mais queridas. São fatos, atividades e objetos que mobilizam a gente mais próxima e que reaproximam os que estão longe, para que se reviva o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de possuir um lugar. Em suma, referências são objetos, práticas e lugares apropriados pela cultura na construção de sentidos de identidade, são o que popularmente se chama de raiz de uma cultura.” Texto extraído do Manual de Aplicação Inventário Nacional de Referências Culturais do Iphan. (P.8) 8
  • 9. A Educação Patrimonial propõe a articulação de saberes diferenciados. No caso das ações na escola, une o conhecimento oferecido pelo programa curricular com o conhecimento tradicional das nossas comunidades. Esta proposta, pode ser trabalhada nos diferentes níveis de ensino, e também no âmbito da educação não-formal, centrando as ações nos espaços de vida representados pelos territórios educativos. Espaços de vida A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – 9.394/1996 prevê no artigo 1º, que “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”, ou seja, identifica os contextos culturais das pessoas como importante espaço de formação dos sujeitos. 9
  • 10. Proposta para atividades no Mais Educação O melhor guardião do patrimônio cultural é sempre seu dono. São as pessoas que o fabricam, o praticam, moram nele, ou em seus arredores ou, em termos mais gerais, são as pessoas para as quais esse patrimônio tem importância direta, por estar intimamente associado às suas vidas. A proposta da Educação Patrimonial na escola é envolver a comunidade escolar no reconhecimento e valorização dos bens culturais e das pessoas que formam o patrimônio cultural, e que estão bem ao nosso lado. Bens culturais e patrimônio cultural Na nossa vida pessoal aquilo a que atribuímos valor se torna um bem – algo que buscamos manter, preservar, pois nos enriquece de alguma forma.Ao falarmos do nosso patrimônio cultural, nos referimos ao conjunto de bens que constituem a nossa cultura, algo que nos enriquece enquanto povo. Segundo a definição doArt. 216 da Constituição da República Federativa do Brasil, o patrimônio cultural brasileiro constitui-se dos “bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.” Um dos instrumentos para se conhecer o patrimônio cultural e perceber sua presença na vida das pessoas é o inventário. 10
  • 11. O Inventário Fazer um inventário é fazer um levantamento, uma lista descrevendo os bens que pertencem a uma pessoa ou a um grupo. Quando falamos em inventariar os bens culturais de um lugar ou de um grupo social, estamos falando em identificar suas referências culturais. Além de saber quais são esses bens, precisamos saber quais são suas características e por que eles são importantes para este grupo. Por exemplo, quando alguém escreve um diário ou tira fotografias ou filma momentos de uma viagem, essa pessoa está registrando memórias de momentos importantes de sua vida, paisagens e lugares em que esteve, geralmente na companhia de familiares e amigos. Esses registros são importantes para mantermos a memória e os sentimentos vivos, bem como para compartilharmos esses sentimentos com quem não estava lá conosco. Quando fazemos um inventário de um bem cultural, tratamos de descrevê-lo e documentá-lo escrevendo sobre ele, fotografando, filmando, fazendo entrevistas, gravações sonoras, e outras formas de documentação. Trata-se também de levantar informações já produzidas sobre aquele bem em outros locais, como arquivos e bibliotecas. Documentos, mapas, fotografias, filmes, cartas e outros registros podem ajudar nesse levantamento. 11
  • 12. Ter um bem cultural documentado (por meio de textos, fotos, vídeos e desenhos) pode servir como fonte para pesquisas, como referências do passado para se entender melhor o presente e desenhar o futuro; como registro de uma manifestação cultural que não ocorre mais, mas que permanece viva na memória das pessoas e que pode vir a ser retomada, como uma festa, por exemplo. O inventário também pode contribuir para atividades que tragam as referências culturais do entorno da escola para a sala de aula: o conhecimento sobre as formas geométricas e as técnicas utilizadas na construção das casas, praças, templos e edifícios da região podem ser aplicadas em aulas de matemática, física e química. Uma dança típica pode ser trabalhada nas aulas de educação artística e de educação física. As transformações do espaço podem ser investigadas na geografia, física, química, história, língua portuguesa, biologia. Desenhos e pinturas encontrados em cavernas, grutas, rochas, paredes, templos podem dar ensejo a debates em todas as disciplinas curriculares. Equipamento e recursos para o inventário Ao escolher a Educação Patrimonial a escola receberá recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola - Educação Integral - para aquisição de equipamentos audiovisuais, para elaboração e divulgação do inventário do patrimônio local: • 05 máquinas fotográficas com a função filmagem; • 05 gravadores de áudio digital (MP3); • HD externo; • tripé de câmera; • as fichas para o inventário impressas e reunidas em fichários, seguindo modelo utilizado pelos técnicos do Iphan/MinC em seus inventários; • cartucho colorido de impressora ou apoio para serviço de impressão; • R$ 1.000,00 (mil reais) como apoio para as saídas de campo; • R$ 700,00 (setecentos reais) para produzir exposições, encontros, rodas de memória, mostras de filmes, e outros, a partir dos resultados do inventário. 12
  • 13. As categorias do inventário O inventário traz um conjunto de fichas para os estudantes organizarem e reunirem informações sobre o patrimônio cultural local. Sugerimos algumas categorias para classificar os diversos bens culturais: Lugares, Objetos, Celebrações, Formas de Expressão, Modos de Fazer e Saberes. Elas são baseadas nas categorias que o próprio Iphan/MinC utiliza em seus trabalhos de identificação e reconhecimento do patrimônio cultural do Brasil. 13
  • 14. Lugares No território em que será feita a pesquisa, alguns lugares podem possuir significados especiais para a comunidade porque neles coisas importantes acontecem ou já aconteceram. Podem se tornar referências, lugares como: uma feira, uma casa, uma paisagem, uma praça, um bosque, um sítio arqueológico, um centro histórico, uma rua, um rio, uma ruína de construção antiga etc. 14
  • 15. Objetos Os objetos fazem parte da memória e da história de uma comunidade. Alguns são importantes pela função que desempenham ou desempenharam: seja uma função decorativa (luminárias, esculturas, vasos de flores etc.); seja uma função utilitária (cadeiras, mesas, ferramentas, moedas etc.); seja uma função simbólica (objetos religiosos/sagrados, bandeiras, trajes utilizados em rituais etc.). Podem ser importantes pelo papel social ou político de seus proprietários, ou ainda, pelo valor artístico dos objetos (no caso das obras de arte popular e erudita, como pinturas, esculturas, desenhos, músicas etc.) 15
  • 16. Celebrações São eventos coletivos em que se comemora ou rememora algum acontecimento. Geralmente são organizadas com antecedência e envolvem muitas pessoas, às vezes diferentes grupos da sociedade. Em geral, as celebrações se repetem a cada ano, ou de tempos em tempos e são passadas de geração para geração. Podem ter significado religioso, como as festas dos santos padroeiros das cidades, ou as festividades dos terreiros de candomblé; podem ser de caráter cívico, como as comemorações das datas importantes da pátria ou da cidade; ou relacionadas aos ciclos produtivos, como as “festas do milho”, da “uva”, do “peixe”; podem ser formas de marcar momentos especiais da vida de uma pessoa junto à sua comunidade, como acontece nos rituais de passagem para a vida adulta de alguns povos indígenas ou nas festas de casamento. Enfim, são inúmeras as motivações de uma comunidade para se organizar e celebrar. 16
  • 17. Formas de expressão São as diferentes maneiras pelas quais uma comunidade demonstra e comunica sua cultura: música, dança, literatura, causos, pinturas, esculturas etc. Um mesmo bem cultural entendido como forma de expressão pode envolver várias dessas linguagens. Pode ser uma encenação típica que envolva música, dança e teatro. Um exemplo são as diferentes encenações com a figura do boi em todo o Brasil. Podem ter diferentes sentidos: religiosos, como uma folia de reis ou uma procissão. Podem comunicar protestos sociais, como o hip-hop; podem fazer parte dos períodos de trabalho, como os cantos de mutirão; e outras maneiras de comunicação, como os modos de falar: as línguas indígenas, dialetos, sotaques e termos típicos, como gírias. 17
  • 18. Saberes São formas próprias de produzir algum bem ou realizar algum serviço, como a receita de uma comida típica, ou uma técnica especial utilizada para tocar ou produzir um instrumento musical. Podem ter sentidos práticos ou rituais, sendo que, às vezes, reúnem as duas dimensões. É o caso das práticas relacionadas à cura, presentes nas benzeduras ou pajelanças. Envolvem o conhecimento de técnicas e matérias-primas, que dizem muito sobre o meio ambiente e o modo como as pessoas interagem com ele. Um exemplo é o dos ofícios tradicionais de pescador, quebradeira de coco babaçu, catadores de açaí, garimpeiro, seringueiro; ou a maneira de construir uma casa de taipa, adobe, ou madeira, como nas palafitas etc. Alguns saberes e práticas explicam muito da história de uma comunidade. As que têm um forte vínculo com o campo, por exemplo, podem ter como referência o ofício de vaqueiro ou de aboiador; outras podem ainda desenvolver práticas que eram feitas desde muito tempo por populações originárias que habitavam o território e que não existem mais.  Algumas práticas estão presentes em muitos lugares, mas se desenvolvem de maneira diferente em cada um, como as formas de cultivo e utilização da mandioca ou de destilação da cana. 18
  • 19. As fichas de inventário fazem parte do kit da atividade de Educação Patrimonial do Programa Mais Educação. No próximo fascículo, serão disponibilizadas mais informações sobre Cultura, Memória e Identidade Cultural para os coordenadores, docentes e monitores planejarem as ações com a escola e os estudantes e, dessa forma, ajudarem no mapeamento das riquezas culturais presentes em todos os cantos do Brasil – começando pelas escolas e seus arredores. 19