A especificidade doclima português
Fig. 2 Ciclo hidrológico.
Ciclo hidrológico – processo de circulação contínua da água entre os continentes, os
oceanos e a atmosfera, por efeito da energia solar, que permite a passagem da água
por diferentes estados físicos (líquido, sólido e gasoso).
Evaporação
Transferência da água entre
os oceanos, mares, rios e
lagos para a atmosfera, pela
ação da energia solar, sob a
forma gasosa.
Evapotranspiração
Evaporação da água
libertada pela respiração e
pela transpiração dos
animais e das plantas para a
atmosfera.
Os recursos hídricos
Geografia A 10.o
ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
3.
A especificidade doclima português
Fig. 2 Ciclo hidrológico.
Condensação
Passagem do vapor de
água do estado gasoso ao
estado líquido, devido ao
arrefecimento do ar,
originando a formação de
nuvens e de precipitação.
Precipitação
Queda de água após a saturação do ar
e seu regresso aos continentes. Uma
parte desta escorre à superfície e outra
infiltra-se no solo, regressando
novamente aos mares e oceanos.
Os recursos hídricos
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ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
4.
A especificidade doclima português
Ciclo hidrológico – processo natural contínuo que transforma a água num
recurso renovável, pois permite:
purificar a água, libertando
bactérias e toxinas
transferir a energia (sob a
forma de calor latente)
concentrada no vapor de
água
através do processo de evaporação.
no momento da condensação.
redistribuir a água na Terra
de uns lugares para outros
através da precipitação.
Os recursos hídricos
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ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
5.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
força que a atmosfera exerce sobre a superfície da Terra.
Exprime-se em milibares (mb) ou em hectopascais (hPa).
PRESSÃO
ATMOSFÉRICA:
Coluna
de ar
sobre o
solo
O que é a pressão atmosférica?
6.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
PRESSÃO
ATMOSFÉRICA
ALTITUDE
HUMIDADE DO AR
TEMPERATURA
Como varia a pressão atmosférica?
7.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
ALTITUDE
À medida que a altitude aumenta, a
pressão atmosférica diminui, uma
vez que o ar se vai tornando cada
vez mais rarefeito e o peso da
coluna de ar sobre os lugares vai
sendo cada vez menor.
Como varia a pressão atmosférica?
8.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
Como o ar húmido possui mais
moléculas de vapor de água, que
são mais leves, o ar torna-se menos
denso, pelo que a pressão diminui.
HUMIDADE DO AR
Como varia a pressão atmosférica?
9.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
Com o aumento da temperatura, o
ar expande-se, pelo que as suas
moléculas ficam mais afastadas,
exercendo menor pressão.
Com a diminuição da temperatura,
o ar contrai-se, as suas moléculas
ficam mais próximas, o que resulta
num aumento da pressão.
TEMPERATURA
Como varia a pressão atmosférica?
10.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
PRESSÃO ATMOSFÉRICA
PRESSÃO NORMAL ALTA PRESSÃO
BAIXA PRESSÃO
1013 mb
Pressão
atmosférica
média, à
superfície da
Terra
Valor de
pressão à
superfície é
superior a
1013 mb
Valor de
pressão à
superfície é
inferior a
1013 mb
A cartografia dos valores da pressão atmosférica pode ser feita através de linhas que
unem pontos onde se verifica o mesmo valor de pressão, designadas por isóbaras ou
linhas isobáricas.
Quanto maior for a proximidade das isóbaras, maior é o gradiente de pressão.
11.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
CENTRO DE ALTA PRESSÃO CENTRO DE BAIXA PRESSÃO
12.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
Quais os estados do tempo associados aos anticiclones e
depressões barométricas?
13.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
CENTROS DE ALTAS PRESSÕES (ou anticiclones)
• o ar é subsidente (descendente) em altitude
↧
• é divergente à superfície
↧
• Aquece (ao descer, o ar comprime-se e a sua
temperatura aumenta).
↧
• A sua humidade relativa diminui
↧
• O seu ponto de saturação não é atingido
↧
• Não há condensação
14.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
CENTROS DE BAIXAS PRESSÕES (ou depressões barométricas)
• O ar converge à superfície
↧
• Ascende (sobe)
↧
• Arrefece (ao subir, o ar expande-se e
arrefece)
↧
• A sua humidade relativa aumenta
↧
• O seu ponto de saturação pode ser atingido
↧
• Pode existir condensação
15.
Fig. 5
Movimento do
arà superfície.
A diferença de pressão entre centros barométricos de altas e baixas pressões –
gradiente barométrico – origina movimentos verticais do ar (vento), que se desloca
sempre dos centros de altas pressões para os de baixas pressões, quer em altitude quer
à superfície.
A direção do vento é condicionada pelo movimento de rotação da Terra, que provoca
um desvio dos ventos para a direita, no hemisfério norte, e para a esquerda, no
hemisfério sul – força de Coriolis.
Os recursos hídricos
16.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
À escala planetária, os centros barométricos distribuem-se em latitude em faixas
de pressão alternadas.
17.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
A circulação do ar à superfície permite identificar, em cada hemisfério, os ventos
de este, de oeste e alísios.
18.
B1 A PRESSÃOATMOSFÉRICA
O conjunto de faixas de pressão atmosférica e dos movimentos
horizontais e verticais do ar designa-se por circulação geral da atmosfera.
19.
A especificidade doclima português
As condições meteorológicas que
se verificam em Portugal são,
igualmente, determinadas por
massas de ar com características
diferentes.
Extensas porções de ar na troposfera
que apresentam, no plano horizontal,
propriedades idênticas de
temperatura, humidade e densidade.
Fig. 10 Principais
massas de ar que
afetam Portugal.
Estação seca estival – Massas de ar
Os recursos hídricos
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20.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
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21.
A especificidade doclima português
As características climáticas de Portugal estão diretamente relacionadas com as dinâmicas
da circulação atmosférica verificada nas latitudes intermédias da zona temperada.
Fig. 8 Distribuição dos centros de pressão em latitude, em janeiro.
No inverno é afetado
pelas baixas pressões
subpolares
– Maior nebulosidade
– Precipitação abundante
– Massas de ar polar
(marítimo e continental)
associadas
Os recursos hídricos
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22.
A especificidade doclima português
Fig. 9 Distribuição
dos centros de
pressão em
latitude, em julho.
No verão é afetado pelas
altas pressões
subtropicais (anticiclone
dos Açores)
– Céu limpo
– Tempo seco
– Massas de ar quente
tropical (marítimo e
continental) associadas
Os recursos hídricos
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23.
A especificidade doclima português
As massas de ar deslocam-se em
conjunto, raramente se misturam
e, quando se aproximam, forma-
se uma superfície frontal.
Superfície inclinada de descontinuidade
entre duas massas de ar com
características (temperatura, densidade e
humidade).
Fig. 11 Superfície frontal e frente.
Frente – resulta da
interseção da
superfície frontal com
a superfície terrestre.
Os recursos hídricos
Frente polar no hemisfério norte
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24.
A especificidade doclima português
As frentes podem ser frias ou quentes e, como tal, apresentam dinâmicas distintas:
Na frente fria, o ar frio (mais
denso) avança e aloja-se, em
cunha, por baixo do ar quente,
“empurrando-o” e obrigando-o a
ascender rapidamente.
Na frente quente, o ar quente
(menos denso) avança e sobrepõe-
se progressivamente ao ar frio,
subindo lentamente pela superfície
frontal.
Fig. 12 Estrutura de
uma perturbação
frontal (corte vertical).
Os recursos hídricos
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25.
A especificidade doclima português
É nas latitudes médias dos dois
hemisférios que se dá a interseção das
massas de ar quente tropical com as
massas de ar frio polar, originando a
formação da frente polar.
É responsável por várias
perturbações que originam
situações de mau tempo e
atinge especialmente o
território português no inverno.
Fig. 13 Evolução de uma perturbação da frente polar.
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26.
A especificidade doclima português
Perturbação frontal – conjunto
formado por uma frente fria e uma
frente quente contíguas associadas a
uma depressão barométrica.
É constituída por três setores:
– um setor de ar frio polar anterior;
– um setor de ar quente tropical;
– um setor de ar frio polar posterior.
Fig. 14 Perturbação frontal, em plano horizontal (A) e plano vertical (B).
Encontram-se separados
pela frente quente, que se
localiza entre o ar quente
tropical e o ar frio
anterior, e pela frente fria,
que se localiza entre o ar
frio posterior e o ar
quente tropical.
Perturbações frontais
Os recursos hídricos
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27.
A especificidade doclima português
Para se verificar precipitação, é necessário que haja ascensão do ar, e,
dependendo dos processos que o obrigam a subir, podem verificar-se três
tipos principais de precipitação.
Fig. 15 Precipitação frontal numa frente fria.
Precipitações frontais
Resultam da ascensão do ar quente numa
superfície frontal.
Numa frente fria, a superfície frontal
apresenta um maior declive, logo o ar frio
obriga o ar quente a subir rápida e
violentamente. Ao subir, vai arrefecer e,
quando atingir o ponto de saturação, vai
formar nuvens de grande desenvolvimento
vertical.
Precipitações intensas, tipo aguaceiros.
Tipos de precipitação
Os recursos hídricos
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28.
A especificidade doclima português
Fig. 15 Precipitação frontal numa frente fria.
Numa frente quente, a superfície frontal
apresenta um menor declive e é mais
extensa, logo o ar quente desloca-se
sobre o ar frio e sobe mais lentamente.
Precipitações menos intensas, mas
contínuas e de maior duração.
Frequentes durante o inverno,
sobretudo na região Norte de Portugal
continental, quando as baixas pressões
subpolares se localizam mais a sul.
Frequentes no arquipélago dos Açores,
pois está muito exposto à influência das
perturbações da frente polar, devido à
sua latitude.
Precipitações frontais
Os recursos hídricos
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29.
A especificidade doclima português
Fig. 16 Precipitação convectiva.
Precipitações convectivas
Ao subir, o ar arrefece, promovendo a
condensação de vapor de água e a
formação de nuvens de
desenvolvimento vertical.
Aguaceiros abundantes, intensos e de
curta duração, por vezes acompanhados
de trovoadas.
Resultam da ascensão do ar aquecido
por contacto com a superfície terrestre
sobreaquecida.
Ocorrem, sobretudo, no interior de
Portugal continental (vale superior do
rio Douro), durante o verão, na
sequência das depressões barométricas
de origem térmica que se formam sobre
a Península Ibérica.
Os recursos hídricos
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30.
A especificidade doclima português
Fig. 17 Precipitação orográfica.
Precipitações orográficas
Ao subir, o ar húmido arrefece e
aumenta a humidade relativa, o que
pode originar a condensação do vapor
de água, a formação de nuvens e,
consequentemente, a precipitação.
Resultam da ascensão do ar húmido
proveniente do oceano, ao longo das
vertentes das montanhas (barreiras de
condensação).
Ocorrem, frequentemente, nas áreas de
montanha, nomeadamente nas
vertentes expostas a ventos húmidos.
Os recursos hídricos
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31.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
Portugal é afetado por diferentes estados do tempo, ao longo do ano e de acordo com
a estação do ano, decorrentes da circulação geral da atmosfera nessa latitude.
As temperaturas
médias diária e
mensal, nesta
época do ano, são
baixas, devido:
Menor ângulo de incidência dos raios solares nas
latitudes em que Portugal se encontra
Menor duração do dia natural
Maior massa atmosférica atravessada pelos raios
solares
Menor insolação
Influência das massas de ar frio
No inverno
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32.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
No inverno
Portugal é afetado pela(s):
– depressões subpolares
– pela perturbação da
frente polar
Deslocam-se de oeste para
este
Geram situações
meteorológicas de grande
instabilidade atmosférica
Fig. 22 Situação meteorológica em 29 de janeiro de 2020. Fonte: IPMA.
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33.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
No inverno
Fig. 22 Situação meteorológica em 29 de janeiro de 2020.
Centros
barométricos e
sua localização
– Depressão barométrica a
oeste das ilhas britânicas e
noroeste da Península Ibérica
– Anticiclone a sul de Portugal
Frentes e sua
localização
– Frente quente a afetar o
norte da Península Ibérica
– Frente fria a afetar os Açores
e o noroeste de Portugal
continental
Previsão do
estado do tempo
para Portugal
continental
– Chuva contínua no Norte e
Centro.
– Céu progressivamente
nublado, que se estenderá a
todo o território
– Descida da temperatura
Previsão do
estado do tempo
para os Açores
Precipitação forte e descida da
temperatura
Previsão do
estado do tempo
para a Madeira
Probabilidade de ocorrência
de precipitação no norte da
ilha e descida da temperatura
Fonte: IPMA.
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34.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas
menos frequentes
No inverno
Fig. 23 Situação meteorológica num dia do mês de fevereiro.
Fonte: IPMA.
Portugal é afetado por um
anticiclone de origem térmica
- Forma-se no interior da
Península Ibérica, devido ao
intenso arrefecimento do ar em
contacto com a superfície
terrestre muito fria
Barreira à passagem
dos sistemas frontais
- Originam dias muito frios e
secos (ausência de precipitação e
de nebulosidade)
Formação de geada
no interior do país
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ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
35.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
As temperaturas
médias diária e
mensal, nesta
época do ano, são
baixas, devido:
Maior ângulo de incidência dos raios solares
Maior duração do dia natural
Menor massa atmosférica atravessada pelos raios
solares
Maior insolação
Influência das massas de ar quente tropical que
atravessam o território nacional
No verão
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36.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
No verão
Portugal é afetado por:
– altas pressões subtropicais
Deslocadas mais para norte
nesta época do ano
– em particular, pelo
anticiclone dos Açores
Originam “bom tempo” e
afastam a instabilidade
atmosférica
Fig. 24 Situação meteorológica num dia de julho. Fonte: IPMA.
Geografia A 10.o
ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
37.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas frequentes
Centros
barométricos e sua
localização
Anticiclone a oeste e sobre
a Península Ibérica e
depressão a oeste do Reino
Unido
Frentes e sua
localização
Frente fria a oeste do Reino
Unido não afetará Portugal
Previsão do estado
do tempo para
Portugal
continental
Céu limpo
Previsão do estado
do tempo para os
Açores
Céu limpo
Previsão do estado
do tempo para a
Madeira
Céu limpo
No verão
Fig. 24 Situação meteorológica num dia de julho. Fonte: IPMA.
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ano – Isabel Costa ꞏ Liliana Rocha
38.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Situações meteorológicas
menos frequentes
No verão
Fig. 25 Situação meteorológica num dia de julho. Fonte: IPMA.
Portugal é afetado por um
depressão barométrica de origem
térmica
- Forma-se no interior da
Península Ibérica, devido ao
intenso aquecimento do ar
Origina temperatura s altas, formação de
nebulosidade e precipitação de curta
duração, podendo ocorrer trovoadas e
granizo
- Posição do anticiclone dos
Açores a norte do arquipélago
Origina a formação de nortada, vento do
quadrante norte ao longo da costa
portuguesa
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39.
Ocasionalmente, umadepressão
barométrica estende-se até ao norte de
África e, se na Europa Ocidental estiver
localizado um centro de altas pressões, a
circulação conjunta destes dois centros de
ação faz com que cheguem ao nosso país
massas de ar tropical continental vindas do
deserto do Sara.
O tempo torna-se,
então, muito quente e
muito seco,
especialmente no
Algarve, com o vento a
soprar de leste ou de
sudeste – vento de
levante.
40.
Do mesmomodo, quando a
depressão de origem térmica,
formada sobre a Península
Ibérica, se conjuga com o
anticiclone dos Açores, centrado a
norte deste arquipélago…
provoca vento relativamente
fresco do quadrante norte,
conhecido por nortada, a qual é
particularmente sentida na costa
ocidental, principalmente durante
a tarde.
41.
A especificidade doclima português Variação anual da precipitação
A distribuição anual irregular…
Valores mais elevados no final do
outono, durante o inverno e no início
da primavera.
Valores mais
baixos no verão.
Localização em latitude de
Portugal
No inverno é afetado pela(s):
– baixas pressões subpolares
– frente polar
Deslocam-se para sul e são
responsáveis pelos elevados valores
de precipitação.
No verão é afetado pela(s):
– altas pressões subtropicais
– anticiclone dos Açores
Deslocam-se para norte e são
responsáveis pelos baixos valores de
precipitação.
Fig. 18 Variabilidade da precipitação média mensal em
Portugal continental, em 2019.
Fonte: IPMA.
Os recursos hídricos
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42.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Variação interanual da precipitação
A deslocação em latitude das baixas
pressões subpolares e das altas
pressões subtropicais é variável todos
os anos.
Provoca alterações na
distribuição da precipitação ao
longo dos anos.
Fig. 19 Variação da precipitação interanual em Portugal continental. Fonte: INE, IPMA.
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43.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Distribuição espacial da precipitação
Fig. 20 Distribuição da precipitação total anual
em Portugal continental, em 2018.
Fonte: INE, IPMA.
Distribuição espacial irregular
Diminuição de Norte para Sul
A norte do rio Tejo registam-
se totais médios de Pmm
mais elevados, devido,
sobretudo, ao fator latitude
– influência das baixas
pressões subpolares e da
perturbação da frente polar.
A sul do rio Tejo verifica-se
uma maior influência das
altas pressões subtropicais,
pelo que é um território mais
seco.
Diminuição do litoral para o
interior.
No litoral, os valores de
Pmm são mais elevados
porque as respetivas regiões
estão mais expostas às
massas de ar húmido, dada a
proximidade do mar.
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44.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Distribuição espacial da precipitação
Fig. 20 Distribuição da precipitação total anual
em Portugal continental, em 2018. Fonte: INE, IPMA.
Distribuição espacial irregular devido ao relevo
Interior Norte
A barreira de condensação
formada pelas montanhas
do Noroeste – vertentes
concordantes – impede a
passagem dos ventos
húmidos oceânicos.
Valores mais baixos
ocorrem no vale superior
do rio Douro e no sul do
país – vale do rio
Guadiana e litoral
algarvio.
Áreas de montanha do
Noroeste e do Centro
As vertentes concordantes à
linha de costa e as
precipitações orográficas
reforçam a ação das frontais.
Sistema montanhoso – serra
da Estrela
As vertentes discordantes
em relação à linha de costa
facilitam a penetração dos
ventos húmidos do oeste
para o interior.
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45.
A especificidade doclima português
Os recursos hídricos
Nas regiões autónomas, a Pmm é fortemente condicionada pela altitude do território e
pela orientação das montanhas em relação aos ventos dominantes.
O arquipélago dos Açores apresenta
um regime pluviométrico frequente e
distribuído de forma regular ao longo
do ano, sendo raros os dias de verão
quentes e sem chuva.
O arquipélago da Madeira apresenta
um regime pluviométrico semelhante
ao do território continental:
distribuição irregular das precipitações,
sendo reduzidas nos meses de verão.
Fig. 21 Distribuição da precipitação na ilha de S. Miguel (A) e da Madeira (B). Fonte: http:://www.climaat.angra.uac.pt/.
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