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Portugal na segunda metade do
século XIX
Sumário…
A modernização do Reino;
A vida Quotidiana;
A queda da monarquia.
A modernização do reino
• Invasões napoleónicas
• Independência do Brasil
• Guerras entre liberais e absolutistas
Empobrecimento e desorganização do reino
Visto que Portugal estava atrasado em relação
a outros países europeus, tomou medidas para
modernizar o reino:
Desenvolver a agricultura
Desenvolver a exploração mineira
Desenvolver os transportes
Desenvolver as comunicações
Criar o recenseamento
Reformas no ensino
A agricultura
Para desenvolver a agricultura, os governos liberais decidiram
incentivar os agricultores acabando com os tributos e
obrigações e dividindo a terra por maior número de
proprietários.
Tiraram terras
aos mosteiros
e aos nobres
Abolição do
direito de
morgadio
Dividiram os
terrenos baldios
pelos
camponeses
Áreas cultivadas aumentaram para o dobro
Novas técnicas de cultivo
• sementes selecionadas;
• adubos;
• alternância de culturas;
Os proprietários mais ricos utilizavam:
ceifeiras
charrua
semeadoras
arado
Com a chegada das máquinas à agricultura
produziu-se em maiores quantidades e com
menor número de trabalhadores.
Nesta altura dá-se a expansão do:
• Cultivo do arroz
• Cultivo da batata
Passou a fazer parte
da alimentação do
povo
Começaram a
resistir melhor às
epidemias
O desenvolvimento da exploração mineira
São
Domingos
Aljustrel
Buarcos
Panasqueira
Pejão
São Pedro
da Cova
Borralha
Moncorvo
Cobre Estanho Ferro Carvão Volfrâmio
• Houve um melhor aproveitamento
dos recursos minerais;
• Os governos liberais conceberam
cerca de 600 licenças para exploração
de minas a empresas particulares;
• O cobre, o ferro e o carvão eram os
minerais mais procurados.
O carvão passou a
ser a principal fonte
de energia
• Usos domésticos;
• Produção de gás;
• Funcionamento das
máquinas a vapor.
Em Portugal, apesar do desenvolvimento
da mineração, a produção nacional não
era suficiente.
Resumo…
1 – Quem foram os descendentes de D. Maria II?
D. Pedro V, D. Luís e D. Carlos.
2 – Que medidas tomaram os governos liberais para
dividir a terra?
• Tiraram as terras aos mosteiros;
• Acabaram com o direito de morgadio;
• Dividiram os baldios.
3 – Diz o nome dos três minerais mais procurados no
século XIX.
Cobre, Ferro e Carvão.
A modernização da Indústria
 Com a mecanização da indústria pretendia-se
produzir mais e melhor.
 A utilização da primeira máquina a vapor foi em
1835.
Anos Nº de máquinas
1835 1
1843 13
1852 70
1881 238
Com a produção Industrial
produzia-se em:
Menos
tempo
Menor
número de
pessoas
Em grande
quantidade
Estas duas
zonas
industriais já
ocupavam
grandes
edifícios
denominados
fábricas.
Industria têxtil
e de confeções
Indústria química
e metalúrgica
Nas zonas mais urbanas desenvolviam a produção
industrial e nos zonas mais rurais desenvolvia-se a produção
artesanal.
Produção Artesanal
Oficina
Artesãos
Ferramentas simples
Água/vento/músculos
Pouca
Todos diferentes
Produção Industrial
Fábrica
Operários
Máquinas
Vapor e outros
Muita
Todos iguais, em série
Local de trabalho
Trabalhadores
Instrumentos
Fonte de energia
Quantidade de produção
Produto final
Transportes e Comunicações
Fontes Pereira de Melo, ministro de D. Maria II, D.
Pedro V e D. Luís I, foi o impulsionador da
modernização dos meios de comunicação e dos meios
de transporte, em 1850. Durante a sua governação,
praticou uma política de melhoramento que ficou
conhecido como Fontismo. As principais medidas
tomadas foram:
• Projeto e construção do caminho-de-ferro de Lisboa ao Carregado
• Elaboração de contratos de navegação a vapor para o Algarve e para arquipélagos
• Construção de cais, docas e caminho-de-ferro ao longo do marginal do Tejo
• Nova rede viária complementada com o traçado do caminho-de-ferro, de forma a facilitar
a comunicação entre o Norte e o Sul, o inferior e o litoral
• Construções de pontes
• Introdução do primeiro telégrafo elétrico
• Empréstimo nacional para consolidação da divida publica
• Elaboração de uma reforma fiscal
Em meados de 1895, começaram a surgir em Portugal os
primeiros automóveis, sendo estes de fonte de energia a
petróleo.
Em 1853, apareceu o
primeiro selo postal, que
proporcionou a existência
de postos de correios e
marcos postais. As notícias
recebidas por países
estrangeiros eram recebidas
através do telégrafo.
Em 1861, surgiu pela primeira vez em Portugal, uma
rede de telefones em Lisboa. Estes meios de
comunicação e informação, permitiu a Portugal
beneficiar a troca de ideias e informações sem ser
necessário uma deslocação longínqua.
A primeira viagem de comboio
foi em 28 de Outubro de 1856.
Transportes e
comunicações
na segunda
metade do
século XIX
Modernização das vias de
comunicação e meios de
transporte
Inovações nos
meios de
comunicação de
ideias e informação
Benefícios:
• Passou a poder viajar-se
com maior segurança e
rapidez;
• Aumentou a circulação
de pessoas e
mercadorias;
• Desenvolveram-se as
atividades económicas.
Benefícios:
• Facilitar a troca
de ideias e
informações;
• Aproximaram as
pessoas.
Resumo…
1 – Onde se localizam as duas principais zonas
industriais?
Porto , Braga e Guimarães.
Lisboa, Barreiro e Setúbal.
2 – Diga o nome do ministro que modernizou as vias
de comunicação na segunda metade do século XIX.
Fontes Pereira de Melo.
3 – Quando foi feita a primeira viagem de comboio?
28 de Outubro de 1856
Durante o reinado de D. Luís I, em 1864, os
governos liberais elaboraram o primeiro
recenseamento do povo português.
O primeiro recenseamento português foi elaborado pelo Duque de Loulé, em
1864, que teve como origem a elaboração de um boletim próprio. Neste
boletim era obrigatório declarar o nome, o sexo, a idade, local onde vivia,
estado civil e profissão.
A contagem da população demorou aproximadamente dois anos, e o país teria
nessa altura cerca de 3 829 619 habitantes. Posteriormente, em 1890, os
recenseamentos ou censos, passaram a realizar-se de 10 em 10 anos.
A maior parte residia no Litoral Norte, onde havia solos férteis, bons portos
grande diversidade de indústrias e as comunicações eram mais fáceis.
Melhor alimentação
(consumo de milho e
batata)
Melhor assistência
médica
(vacinas e novos
medicamentos)
Maior Higiene
(esgotos e distribuição
de água)
Crescimento
da população
Diminuição
do número
de mortes
Reforma do ensino
Durante este período, fizeram-se importantes reformas no ensino:
Aumentaram o
número de escolas
primárias e
pretendiam tornar
o “ensino
primário”
obrigatório e
gratuito.
Alargaram o
“ensino liceal” ,
criando um liceu
em todas as
cidades capitais do
distrito.
Fundaram as
primeiras escolas
do “ensino
técnico” (escolas
comerciais,
industriais e
agrícolas).
Anos Analfabetos
1878 84,4%
1890 79,2%
1900 78,6%
As mulheres analfabetas entre 1878 e
1900 era de 90%
A defesa dos direitos humanos
Durante o século XIX, publicaram algumas leis de forma a combater atos
desumanos e degradáveis.
1852 Abolição da pena de morte para os crimes políticos.
1867 Abolição da pena de morte para os crimes civis.
1867 Extinção das “rodas dos enjeitados” e sua substituição pelos
hospícios.
1869 Abolição da escravatura em todos os domínios portugueses
Resumo…
1 – Em que ano se fez o primeiro recenseamento?
Em 1864.
2 – De quanto em quanto tempo se passaram a
fazer os recenseamentos?
De 10 em 10 anos.
3 – O que pretendia a defesa dos direitos
humanos?
Acabar com situações degradantes e desumanas.
A vida quotidiana
A revolução de 1820 e a política de desenvolvimento, iniciada pelos governos
liberais, levaram a uma desorganização social:
• Perdeu as suas
antigas regalias
e direitos;
• Passou a pagar
impostos;
• Deixou de
exigir aos
camponeses
que
trabalhassem
gratuitamente;
Nobreza Clero
• Perdeu
importância e
regalias;
• Ordens
religiosas foram
extintas;
• As terras
passaram a
pertencer ao
estado.
Povo
• Passou a ser o
grupo social mais
importante;
• Aumentou a sua
riqueza com o
comércio, a
indústria e a
atividade bancária;
• Passaram a
desempenhar
cargos no governo
Burguesia
• Perante a lei,
passou a ter
os mesmos
direitos ;
• Continuou a
viver com
dificuldades;
• Tinham os
cargos mais
duros e mais
mal pagos.
A vida quotidiana no campo
As Pessoas que viviam no campo
Eram na sua
maioria
• Rendeiros;
• Jornaleiros;
• Criados;
• Moços da Lavoura.
 Uns trabalhavam nas grandes propriedades de burgueses, que tinham
conseguido comprar muitas ao Estado;
 Outros trabalhavam nas propriedades de alguns nobres, que continuavam
de alguns nobres, que continuavam a manter as suas quintas e solares.
Os Camponeses
• A sua atividade era a agricultura e a criação
de gado;
• Viviam em casas pequenas;
• A sua alimentação era pouco variada;
• O vestuário era conforme o clima e os
trabalhos próprios;
• Os seus divertimentos eram ligados a certos
trabalhos e às festas da igreja.
A vida quotidiana nas grandes cidades
A criação de muitas indústrias, a
evolução dos meios de
transportes e comunicação e o
aumento da população
Levou
• A que Lisboa e
Porto se
modernizassem com
novas construções
 Abriram-se avenidas, pavimentaram-se ruas, fizeram-se passeios e
arranjaram-se os jardins;
 Construíram-se novos edifícios públicos;
 Mercados; Tribunais; Teatros; Escolas; Hotéis; Estações de Comboio;
pavilhões de exposições.
Os Burgueses e os
Nobres
• Desempenhavam cargos industriais, eram
banqueiros, comerciantes, militares, membros
do Governo, professores, médicos, advogados
e funcionários públicos.
• Os burgueses, mais ricos, atribuíram-lhes
títulos de visconde, conde e barão. Surgiu
assim uma “mania de títulos”.
• Viviam em luxuosas moradias e ricas;
• A alimentação era abundante e faziam quatro
refeições;
• O vestuário da burguesia e da nobreza eram
idênticos;
• Devido à moda surgiram novas palavras: “toilette”,
“tule”, “plissado”, “paletó” e “Chique”.
• Os seus divertimentos eram o passeio público, o
teatro, a ópera, jogos de salão, baile dos clubes, dos
cafés.
• No verão faziam piqueniques, davam passeios de
bicicleta, “iam a banhos” ou às termas.
Os Populares
• Eram vendedores ambulantes, trabalhadores das
várias artes e oficinas, empregados de balcão,
operários fabris, escriturários e criadas.
• Com a modernização das cidades passaram a ser
empregados nos transportes públicos.
• Companhia das águas, Correios e canalizadores.
• Viviam em bairros.
• A sua alimentação era pobre. Alimentavam-se de
pão, batatas, toucinho e por vezes bacalhau ou
sardinha.
• O vestuário era adaptado à profissão.
Os operários que trabalhavam nas fábricas tinham uma vida
bastante dificultada. Assim, iniciou-se a luta do operariado.
Trabalhavam mais
de 12horas e
recebiam muito
pouco.
Os operários
fizeram as
primeiras greves
para exigir aos
patrões salários
mais altos e
melhores
condições de
trabalho.
Começaram a
refletir e a tomar
consciência dos
direitos que
deveriam ter.
Os pobres estavam cada
vez mais pobres, a alta
burguesia enriquecia ao
longo do tempo, o rei
gastava muito dinheiro
no reino e os sucessivos
governos não
melhoravam as
condições da população
portuguesa.
Resumo…
1 – Indique dois divertimentos do povo muito
comuns no século XIX?
Desfolhadas e Corridas de Touros.
2 – Quantas refeições faziam os nobres?
4 refeições.
3 – Porque é que ocorreu a luta do operariado?
Porque queriam melhores condições de trabalho e
melhores salários.
Rei constitucional
Nasceu a 28 de Setembro de 1863 e faleceu a 1 de Fevereiro de
1908;
Casou com D.Amélia de Orleáns e teve três filhos;
Filho de Luís I e D. Maria Pia de Sabóia;
Reinou de 1889 a 1908;
Rei D. Carlos
“O Diplomata”
Foi o primeiro rei de um Portugal a ser vítima de um atentado e o primeiro rei a
morrer de morte violenta.
D. Carlos tinha 26 anos quando foi aclamado rei a 19 de outubro de 1889.
Em 1906 D. Carlos apostou em D. João Franco, que já havia sido seu ministro,
para reequilibrar o sistema político e financeiro.
O mapa cor de rosa
A nova política colonial
África era alvo de expedições por parte de países estrangeiros e
pelos portugueses com interesses na sua riqueza em matérias
primas, reconhecimento de território e rotas comerciais.
Disputa entre França, Portugal, Alemanha, Holanda e Inglaterra pelo
território africano
Em 1884, na Conferência de Berlim é decretada uma nova política
que refere que a posse de colónias africanas deixava de poder
legitimar-se apenas por direito histórico e só a ocupação efetiva a
justificaria.
Portugal alegava
o seu direito
histórico das
colónias
Conferência de Berlim decretou que só
com autoridade para respeitar direitos
adquiridos e a liberdade do comércio e do
trânsito.
“Corrida
aos
Impérios”
A 26 de Fevereiro de 1884 Portugal assina o Tratado do Zaire, no qual
abdica da sua soberania sobre o rio zaire e sobre as costas atlânticas do
norte e ao sul da embocadura.
Assim, Portugal
perde domínio sobre
as colónias
africanas.
A solução seria:
• Realizar expedições para
explorar o interior de África;
•Assegurar a soberania
portuguesa sobre os
territórios;
•Criar uma barreira aos
movimentos expansionistas
de Inglaterra;
Exigência da nova política colonial
Medidas administrativas e de
fomento:
• Companhia Nacional de Navegação,
criada em 1880, liga Lisboa e Luanda;
• Abriram-se estradas para o interior e
construíram-se vias-férreas;
• Intensificaram-se com fins geográficos
e de soberania as expedições de Paiva
Andrade, Serpa Pinto, António Maria
Cardoso, Vítor Gordon e Paiva
Couceiro;
•Tentativa de ocupação do território
entre as duas costas, alvo da cobiça
inglesa;
Cria-se a Sociedade de Geografia
de Lisboa que organizou uma
subscrição permanente para manter
estações civilizadoras na zona de
influência portuguesa do interior do
continente definida num mapa como
uma ampla faixa da costa à
contracosta, ligando Angola a
Moçambique e assim nasce o
conceito do Mapa Cor de Rosa.
1ª Tentativa de travar os movimentos expansionistas: Criação do Mapa cor de
Rosa
Em 1886 Barros Gomes, ministro dos Negócios Estrangeiros, apresenta o
projeto da África Meridional que reconhecia o ajuntamento da costa do
Atlântico à costa do oceano Índico.
Após negociações de delimitação de territórios com Alemanha e França, estas
potências aceitam o Mapa cor de Rosa, agora na sua primeira versão oficial.
Alemanha (1887)
França (1886)
Como Inglaterra tinha como objetivo criar uma ferrovia que atravessaria todo
continente africano de norte a sul, ligando o Cairo à Cidade do Cabo de modo a unir
as suas colónias, reagiu protestando o Mapa cor de Rosa.
Inglaterra, em 1890, manda um
outro mapa para Portugal onde faz
uma a delimitação de território entre
os dois e dá 48 horas para Portugal
desocupar o terreno que não lhe
pertencia segundo esse mapa. Caso
Portugal não saísse dos territórios
definidos por Inglaterra, os ingleses
cortariam imediatamente relações
com Portugal e tomá-los-iam à força.
Ultimatum
Resposta ao Ultimatum Inglês
D. Carlos não teve opção senão ceder ao Ultimato que Inglaterra havia feito pelas
seguintes razões:
• Inglaterra era uma velha aliada de Portugal;
• Não tínhamos exército suficientemente grande, nem situação económica para
entrarmos em guerra;
Descontentamento do povo;
Perda dos territórios africanos,
juntamente com todas as riquezas
territoriais que representavam.
O povo começa a acreditar que a República é a
solução à melhoria da situação.
Resumo…
1- Em que ano foi a Conferência de Berlim e o que ficou lá decidido?
Foi em 1884 e ficou aprovada uma nova política colonial na qual refere que as
colónias deixavam de se legitimar apenas por direito histórico e só a ocupação efetiva o
justificaria.
2-Refere duas medidas de administração e fomento.
Intensificaram-se as expedições em territórios africanos e abriram-se estradas para
o interior, bem como vias férreas.
3-Que território compreendia o Mapa Cor de Rosa?
Compreendia a faixa da costa à contracosta, ligando Angola a Moçambique.
4-O Mapa Cor de Rosa não passou de um sonho para os portugueses. Quem foi o
principal causador e porquê?
O principal causador foi Inglaterra, que tinha o plano de ligar por via férrea do Cairo
ao Cabo, territórios que coincidiam com o plano português.
5 - Completa os espaços:
Em _________,Inglaterra fez um _______________a Portugal: ou os
portugueses ________________os territórios do interesse inglês, ou
Inglaterra ___________________________________.
D. Carlos__________ à ameaça de Inglaterra, pois
_________________________________________________________________ e
Portugal__________________________________________________________,
o que provocou o ___________________________________e a perda de
territórios africanos.
Ultimatum
1890
deixavam
declarava guerra a Portugal
cedeu
Inglaterra era uma velha aliada
não tinha exército suficiente, nem condições económica
descontentamento do povo
O que levou à Revolução
Ultimato Os portugueses
humilhados e indignados
partido republicano
ganhou adeptos e
manifestarem-se contra o
regime monárquico
O partido republicano
foi fundado em 1873 e
tinha como objetivo
acabar com a
Monarquia e criar uma
nova forma de
governo: a República.
Deu-se, na cidade do Porto, a
Revolta de 31 de Janeiro de 1891
A revolta de 31 de Janeiro de 1891
Os republicanos consideravam que
na administração do país devia
estar um presidente eleito pelos
cidadãos
O centro republicano
dirigido por Alves da Veiga
e João Chagas organizou
intensamente a
revolta contra a monarquia
Surgiu na madrugada de
31 de Janeiro a primeira
tentativa de revolta contra
o regime Monárquico
Os republicanos foram
vencidos pelas tropas fieis
ao Rei, após violentos
confrontos.
Próxima revolta dá-se 19
anos depois
Revolta de 31 de Janeiro
Ditadura de João Franco (1906-1908)
Revolta foi descoberta O Rei temeu um novo
golpe contra a
Monarquia
D. Carlos elege como
primeiro ministro
João Franco
João Franco nasceu a 14 de
Fevereiro de 1855.
e morreu a 4 de Abril de 1929.
Foi um dos políticos dominantes na
fase final da Monarquia
Constitucional Portuguesa.
Formou-se em Direito pela
Universidade de Coimbra
João Franco
João Franco Sai do Partido Regenerador e forma o
Partido Regenerador Liberal ou
Franquista
O Rei D. Carlos
autorizou João Franco a
governar em ditadura
As Cortes, as câmaras
municipais e as juntas de
paróquia foram
dissolvidas.
Alguns funcionários
foram demitidos e a
liberdade de imprensa
passou a estar limitada
Franco viu erguer-se contra ele
todas as forças políticas do país.
Em Abril de 1907, os
estudantes de Coimbra
desencadearam uma longa
greve que se converteu num
movimento geral contra o
governo.
Com o crescimento
da agitação social
dá-se a 1 de Fevereiro
de 1908 o Regicídio, no
qual o Rei D. Carlos I
e o príncipe herdeiro
Luís Filipe a serem
assassinados
Regicídio
A política contraditória e violenta de
João Franco contribuiu para o Regicídio
A família Real encontrava-se em
Vila Viçosa, no Alentejo
D. Carlos decide ir para Lisboa
Quando a carruagem chega ao
Terreiro do Paço ouve-se um tiro e
desencadeia-se o tiroteio. D. Carlos
e o príncipe Luís Filipe foram
abatidos a tiro. O Infante D.
Manuel ficou ferido num braço e a
rainha D. Amélia não sofreu nada.
Os autores do atentado, Alfredo
Costa e Manuel Buíça, foram
detidos e julgados pelo atentado
contra a família real portuguesa.
D. Manuel, o filho mais novo,
com apenas 18 anos sucedeu ao
trono de Portugal
Uma das primeiras medidas
do Rei D. Manuel II foi afastar
João Franco do Governo e terminar
a sua ditadura para estabilizar o país.
D. Manuel II
• Nasceu a 19 de Março de 1889 e
faleceu a 2 de Julho de 1932
• Reinou de 1908 a 1910
• Era filho de D. Carlos e D.
Amélia
• Foi o último rei de Portugal.
Razoes da Queda da Monarquia
A maior parte da população vivia mal e trabalhava na agricultura
Atraso do
desenvolvimento
agrícola e industrial
O País tinha
grandes dívidas
Grande agitação e falta de liberdade
Humilhação sentida
pela cedência ao
Ultimato
(1876) Promessas do
Partido
Republicano
Os republicanos achavam que à frente do País não devia estar um rei, mas sim
um presidente eleito pelos Portugueses e que governasse só durante alguns
anos.
Monarquia República
substituída
No dia 2 de Outubro de 1910
que os republicanos
começaram a preparam uma
revolução
(Com o apoio dos militares e
civis).
dois dias depois
Confrontos entre as tropas
republicanas com apoiantes
e as tropas monárquicas
Na madrugada de 4 de Outubro de 1910
Grupo de revolucionários concentraram-se no Terreiro do Paço
(Machado dos Santos)
Alguns barcos ancorados no Tejo içaram a bandeira republicana e
começaram a bombardear o Palácio Real
Rei D. Manuel II e a sua mãe, D. Amélia, retiram-se para Mafra
Na manhã de 5 de Outubro, José Relva e Eusébio Leão
proclamaram a República da varanda da Câmara Municipal de
Lisboa e o fim da Monarquia em Portugal.
O país aceitou o novo regime;
Terminou a Monarquia e começou a República.
Para promover o espírito
republicano, o Governo
aprovou os símbolos da
República Portuguesa
• O hino nacional, que passou a ser A
Portuguesa;
• A bandeira vermelha e verde;
• A nova moeda, que passou a ser o
escudo.
Hino Nacional (A Portuguesa)
Resumo…
1 - Em que ano deu-se a Revolta de 31 de Janeiro?
R.: Ano: 1891
2 – Organizaram a Revolta de 31 de Janeiro para acabar com que
regime?
R.: Regime Monárquico
3 – Quem é que D. Carlos chamou para primeiro ministro?
R.: João Franco
4 – O que é o Regicídio?
R.: É o assassinato do Rei D. Carlos e do seu filho, o Infante Luís Filipe
5 – Depois de “cair” a Monarquia, que novo regime começou a
Vigorar em Portugal?
R.: Regime Republicano
FIM