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Os bebês interrogam o currículo:
as múltiplas linguagens na creche.
Maria Carmen
Silveira Barbosa
Sandra Regina
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Professor Ulisses Vakirtzis
No cotidiano da creche existe uma
riqueza de ações que não são validadas
como aprendizagens culturais. O bebê é
muito ágil e inventivo; é poderoso em sua
capacidade básica de se auto organizar,
autogerir, auto administrar, escolher e
tomar decisões para empreender ações e
alcançar êxito nos resultados.
A ação autônoma, escolhida e realizada pela
criança, enquanto capacidade de
movimentar-se, disposição para iniciativas
nas suas relações com outros, interesse pelo
mundo e prazer lúdico de surpreender-se com
a imprevisibilidade dos acontecimentos
gerados pelo movimento, é uma necessidade
fundamental do humano desde seu
nascimento.
Em nosso país, podemos encontrar basicamente três
modalidades curriculares na especificidade da creche:
a) listagem de ações educativas espelhadas no Ensino
Fundamental, sustentadas na fragmentação das áreas
do conhecimento;
b) ações de “vigilância” ou “aceleração” do
desenvolvimento infantil com base nas etapas
evolutivas;
c) ações voltadas prioritariamente para o atendimento
às necessidades básicas das crianças.
Um estabelecimento educacional para crianças
pequenas exige pensar e praticar ações no cotidiano
diferentes do modelo escolar organizado em “aulas”
e baseado na “transmissão de conteúdos”. Os
bebês, porque não podem ainda deslocar-se com
autonomia, não falam a “nossa língua”, não
permanecem imóveis e quietos para ouvirem lições,
interrogam a escola e o currículo, exigindo a
abertura a outras possibilidades de planejar,
organizar e avaliar o cotidiano da creche.
A Educação Infantil, em sua especificidade de primeira
etapa da Educação Básica, exige ser pensada na
perspectiva da complementaridade e da
continuidade. Os primeiros anos de escolarização são
momentos de intensas aprendizagens para as
crianças. Elas estão chegando ao mundo, construindo
relações de pertencimento, aprendendo a
compreender seu corpo e suas ações, suas interações,
gradualmente se inserindo com e na complexidade de
sua(s) cultura(s) e corporalizando-a(s).
As características dos bebês exigem que o dia a dia
seja muito bem planejado, pois há um grande
dinamismo e diversidade no grupo. Enquanto duas
crianças dormem, uma quer comer, outra brinca ou
lê seus livros-brinquedos enquanto outro bebê
precisa ser trocado. (...) A criação de espaços
pedagógicos, de materiais e a construção de ações
educativas que desafiem e contribuam para o
desenvolvimento das crianças exigem preparo e
disponibilidade das professoras.
A experiência lúdica de brincar inaugura o
humano por configurar a primeira referência
de compreensão individual e social que o
bebê retém das interações corporais com a
mãe, o pai, irmão ou outro adulto por ela
responsável, numa dinâmica de aceitação e
confiança mútua que emerge na intimidade
do brincar com o corpo.
Todas têm que aprender a falar, a
cantar, a desenhar, a modelar, a
dramatizar, a dançar, ou seja, têm
que aprender a narrar o vivido e o
que pode ser vivido para situar-se na
convivência coletiva.
O espaço privilegiado para a interpretação e
produção da cultura infantil são as brincadeiras,
que ocorrem no convívio e nas interações entre
pares, meninos e meninas, de idade aproximada
e na vivência de situações – reais e imaginárias
– que proporcionam o encontro entre as
culturas adultas – familiares, midiáticas,
políticas, étnicas, de gênero, de religião – e as
novas culturas infantis.
Propormos refletir sobre algumas das interrogações
que os bebês fazem a educação:
O currículo da creche
como um lugar e um
tempo que tenha
como foco a opção
pedagógica de ofertar
uma experiência de
infância rica e
diversificada.
Uma infância na qual a
qualidade da atenção
às crianças de zero a
três anos seja discutida
e socialmente
partilhada, ou seja, um
estabelecimento
aberto para a discussão
com a família e a
sociedade.
Sobre qual infância
e formação
queremos oferecer
às crianças.
Os bebês, em seu humano poder de interagir, ou
seja, em sua integralidade – multidimensional e
polissensorial – negam o “ofício de aluno” e
reivindicam ações educativas participativas
voltadas para a interseção do lúdico com o
cognitivo nas diferentes linguagens.
(o divertimento, a sensibilidade e a alegria, o
encanto do bebê pelo encontro com sons, cores,
sabores, texturas, odores, toques, olhares).
Trata-se de um radical desafio à educação
de zero a três anos pois exige
compreender o currículo não como um
plano prévio de ensinar a vida mas como
abertura à experiência de viver junto –
bebês, crianças pequenas e adultos
professores – as situações
contextualizadas em narratividades.
Para Arendt (2004), agir é como um segundo
nascimento, pois mantém estreita relação com a
condição humana da natalidade. (...) Implica
priorizar a atitude de respeito à condição humana
de buscar sentidos para o viver junto. Trata-se de
um currículo comprometido com escolhas –
prudentes mas também apaixonadas – pelo que
efetivamente importa para o significado da vida,
para aquilo que torna a vida digna de ser vivida na
esfera pública e planetária.
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10.os bebês interrogam o currículo

  • 1. Os bebês interrogam o currículo: as múltiplas linguagens na creche. Maria Carmen Silveira Barbosa Sandra Regina Simonis Richter Professor Ulisses Vakirtzis
  • 2. No cotidiano da creche existe uma riqueza de ações que não são validadas como aprendizagens culturais. O bebê é muito ágil e inventivo; é poderoso em sua capacidade básica de se auto organizar, autogerir, auto administrar, escolher e tomar decisões para empreender ações e alcançar êxito nos resultados.
  • 3. A ação autônoma, escolhida e realizada pela criança, enquanto capacidade de movimentar-se, disposição para iniciativas nas suas relações com outros, interesse pelo mundo e prazer lúdico de surpreender-se com a imprevisibilidade dos acontecimentos gerados pelo movimento, é uma necessidade fundamental do humano desde seu nascimento.
  • 4. Em nosso país, podemos encontrar basicamente três modalidades curriculares na especificidade da creche: a) listagem de ações educativas espelhadas no Ensino Fundamental, sustentadas na fragmentação das áreas do conhecimento; b) ações de “vigilância” ou “aceleração” do desenvolvimento infantil com base nas etapas evolutivas; c) ações voltadas prioritariamente para o atendimento às necessidades básicas das crianças.
  • 5. Um estabelecimento educacional para crianças pequenas exige pensar e praticar ações no cotidiano diferentes do modelo escolar organizado em “aulas” e baseado na “transmissão de conteúdos”. Os bebês, porque não podem ainda deslocar-se com autonomia, não falam a “nossa língua”, não permanecem imóveis e quietos para ouvirem lições, interrogam a escola e o currículo, exigindo a abertura a outras possibilidades de planejar, organizar e avaliar o cotidiano da creche.
  • 6. A Educação Infantil, em sua especificidade de primeira etapa da Educação Básica, exige ser pensada na perspectiva da complementaridade e da continuidade. Os primeiros anos de escolarização são momentos de intensas aprendizagens para as crianças. Elas estão chegando ao mundo, construindo relações de pertencimento, aprendendo a compreender seu corpo e suas ações, suas interações, gradualmente se inserindo com e na complexidade de sua(s) cultura(s) e corporalizando-a(s).
  • 7. As características dos bebês exigem que o dia a dia seja muito bem planejado, pois há um grande dinamismo e diversidade no grupo. Enquanto duas crianças dormem, uma quer comer, outra brinca ou lê seus livros-brinquedos enquanto outro bebê precisa ser trocado. (...) A criação de espaços pedagógicos, de materiais e a construção de ações educativas que desafiem e contribuam para o desenvolvimento das crianças exigem preparo e disponibilidade das professoras.
  • 8. A experiência lúdica de brincar inaugura o humano por configurar a primeira referência de compreensão individual e social que o bebê retém das interações corporais com a mãe, o pai, irmão ou outro adulto por ela responsável, numa dinâmica de aceitação e confiança mútua que emerge na intimidade do brincar com o corpo.
  • 9. Todas têm que aprender a falar, a cantar, a desenhar, a modelar, a dramatizar, a dançar, ou seja, têm que aprender a narrar o vivido e o que pode ser vivido para situar-se na convivência coletiva.
  • 10. O espaço privilegiado para a interpretação e produção da cultura infantil são as brincadeiras, que ocorrem no convívio e nas interações entre pares, meninos e meninas, de idade aproximada e na vivência de situações – reais e imaginárias – que proporcionam o encontro entre as culturas adultas – familiares, midiáticas, políticas, étnicas, de gênero, de religião – e as novas culturas infantis.
  • 11. Propormos refletir sobre algumas das interrogações que os bebês fazem a educação: O currículo da creche como um lugar e um tempo que tenha como foco a opção pedagógica de ofertar uma experiência de infância rica e diversificada. Uma infância na qual a qualidade da atenção às crianças de zero a três anos seja discutida e socialmente partilhada, ou seja, um estabelecimento aberto para a discussão com a família e a sociedade. Sobre qual infância e formação queremos oferecer às crianças.
  • 12. Os bebês, em seu humano poder de interagir, ou seja, em sua integralidade – multidimensional e polissensorial – negam o “ofício de aluno” e reivindicam ações educativas participativas voltadas para a interseção do lúdico com o cognitivo nas diferentes linguagens. (o divertimento, a sensibilidade e a alegria, o encanto do bebê pelo encontro com sons, cores, sabores, texturas, odores, toques, olhares).
  • 13. Trata-se de um radical desafio à educação de zero a três anos pois exige compreender o currículo não como um plano prévio de ensinar a vida mas como abertura à experiência de viver junto – bebês, crianças pequenas e adultos professores – as situações contextualizadas em narratividades.
  • 14. Para Arendt (2004), agir é como um segundo nascimento, pois mantém estreita relação com a condição humana da natalidade. (...) Implica priorizar a atitude de respeito à condição humana de buscar sentidos para o viver junto. Trata-se de um currículo comprometido com escolhas – prudentes mas também apaixonadas – pelo que efetivamente importa para o significado da vida, para aquilo que torna a vida digna de ser vivida na esfera pública e planetária.